0% acharam este documento útil (0 voto)
176 visualizações29 páginas

Integrais Triplas

Enviado por

thayane
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
176 visualizações29 páginas

Integrais Triplas

Enviado por

thayane
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

15 Integrais Múltiplas

Copyright © Cengage Learning. Todos os direitos reservados.


15.7 Integrais Triplas

Copyright © Cengage Learning. Todos os direitos reservados.


Integrais Triplas
Assim como definimos integrais unidimensionais para
funções de uma única variável e duplas para funções de
duas variáveis, vamos definir integrais triplas para funções
de três variáveis. Inicialmente, trataremos o caso mais
simples, quando f é definida em uma caixa retangular:

B = {(x, y, z) | a  x  b, c  y  d, r  z  s}

O primeiro passo é dividir B em subcaixas. Fazemos isso


dividindo o intervalo [a, b] em l subintervalos [xi –1, xi] de
comprimentos iguais x, dividindo [c, d] em m
subintervalos de comprimento y, e dividindo [r, s] em n
subintervalos de comprimento z.
3
Integrais Triplas
Os planos que passam pelas
extremidades desses subintervalos,
paralelos aos planos coordenados,
subdividem a caixa B em lmn
subcaixas

Bijk = [xi –1, xi]  [yj–1, yj]  [zk –1, zk]

como mostrado na Figura 1. Cada


subcaixa tem volume V = x y z.

Figura 1
4
Integrais Triplas
Assim formamos a soma tripla de Riemann

onde o ponto de amostragem está em Bijk. Por


analogia com a definição da integral dupla, definimos a
integral tripla como o limite das somas triplas de Riemann
em .

5
Integrais Triplas
Novamente, a integral tripla sempre existe se f for
contínua. Escolhemos o ponto amostragem como qualquer
ponto de cada subcaixa, mas, se escolhermos o ponto
(xi, yj, zk) obteremos uma expressão com aparência menos
complicada para a integral tripla:

6
Integrais Triplas
Assim como para as integrais duplas, o método prático
para calcular uma integral tripla consiste em expressá-la
como uma integral iterada, como segue.

A integral iterada do lado direito do Teorema de Fubini


indica que primeiro integramos em relação a x (mantendo y
e z fixados); em seguida integramos em relação ao y
(mantendo z fixado) e, finalmente, em relação a z.
7
Integrais Triplas
Existem cinco outras ordens possíveis de integração, todas
fornecendo o mesmo resultado. Por exemplo, se primeiro
integrarmos em relação a y, então em relação a z e depois
a x, teremos

8
Exemplo 1
Calcule a integral tripla B xyz2 dV, onde B é a caixa
retangular dada por

B = {(x, y, z) | 0  x  1, –1  y  2, 0  z  3}

SOLUÇÃO: Podemos usar qualquer uma das seis


possíveis ordens de integração. Se escolhermos integrar
primeiro em relação a x, depois em relação a y e então em
relação a z, obteremos

9
Exemplo 1 – Solução continuação

10
Integrais Triplas
Agora definiremos a integral tripla sobre uma região
limitada geral E no espaço tridimensional (um sólido) pelo
mesmo método usado para as integrais duplas.
Envolveremos E por uma caixa B do tipo dado pela
Equação 1. Em seguida, definiremos uma função F de
modo que ela coincida com f em E e seja 0 para pontos de
B fora de E. Por definição,

Essa integral existe se f for contínua e se o limite de E for


“razoavelmente liso”.

11
Integrais Triplas
A integral tripla tem essencialmente as mesmas
propriedades da integral dupla.
Vamos nos restringir às funções contínuas f e a certos
tipos de regiões. Uma região sólida E é dita do tipo I se
estiver contida entre os gráficos de duas funções contínuas
de x e y, ou seja,

E = {(x, y, z) | (x, y)  D, u1(x, y)  z  u2(x, y)}

12
Integrais Triplas
onde D é a projeção de E sobre o plano xy, como
mostrado na Figura 2.

Uma região sólida do tipo 1

Figura 2

13
Integrais Triplas
Observe que o limite superior do sólido E é a superfície de
equação z = u2(x, y), enquanto o limite inferior é a
superfície z = u1(x, y).
Pelos mesmos argumentos, podemos mostrar que, se E é
uma região de tipo 1 dada pela Equação 5, então

O significado da integral de dentro do lado direito da


Equação 6 é que x e y são mantidos fixos e, assim, u1(x, y)
e u2(x, y) são vistas como constantes, enquanto f(x, y, z) é
integrada em relação a z.
14
Integrais Triplas
Em particular, se a projeção D de E no plano xy é uma
região plana de tipo I (como na Figura 3), então

Uma região sólida do tipo 1 na qual a projeção D é uma região


plana de tipo I
Figura 3

15
Integrais Triplas
Então,

E = {(x, y, z) | a  x  b, g1(x)  y  g2(x), u1(x, y)  z  u2(x, y)}

e a Equação 6 se torna

16
Integrais Triplas
Se, por outro lado, D é uma região plana do tipo II (como
na Figura 4), então
E = {(x, y, z) | c  y  d, h1(y)  x  h2(y), u1(x, y)  z  u2(x, y)}
e a Equação 6 se torna

Uma região sólida de tipo 1 com uma projeção de tipo II


Figura 4 17
Integrais Triplas
Uma região sólida E é de tipo 2 se for da forma

E = {(x, y, z) | (y, z)  D, u1(y, z)  x  u2(y, z)}

onde, desta vez, D é a projeção


de E no plano yz (veja a Figura 7).
A superfície de trás é x = u1(y, z)
e a superfície da frente é x = u2(y, z).
Assim, temos
Uma região de tipo 2
Figura 7

18
Integrais Triplas
Finalmente, uma região do tipo 3 é da forma

E = {(x, y, z) | (x, z)  D, u1(x, z)  y  u2(x, z)}

onde D é a projeção de E no plano xz, y = u1(x, z) é a


superfície da esquerda e y = u2(x, z) é a superfície da
direita (veja a Figura 8).

Figura 8 19
Integrais Triplas
Para esse tipo de região, temos

Em cada uma das Equações, 10 e 11, podem existir duas


possíveis expressões para a integral, dependendo de D
ser uma região plana do tipo I ou II (e correspondendo às
Equações 7 e 8).

20
Aplicações de Integrais Triplas

21
Aplicações de Integrais Triplas
Lembre-se de que, se f(x)  0, então a integral
representa a área abaixo da curva y = f(x) de a até b, e se
f(x, y)  0, então a integral dupla D f(x, y) dA representa o
volume sob a superfície z = f(x, y) acima de D. A
interpretação correspondente para a integral tripla
E f(x, y, z) dV, onde f(x, y, z)  0, não é muito útil, porque
seria um “hipervolume” de um objeto de quatro dimensões
e, é claro, de muito difícil visualização. (Lembre-se de que
E é somente o domínio da função f; o gráfico de f pertence
ao espaço quadridimensional.) Apesar disso, a integral
tripla E f(x, y, z) dV pode ser interpretada de forma
diversa em diferentes situações físicas, dependendo das
interpretações físicas de x, y, z e f(x, y, z).
22
Aplicações de Integrais Triplas
Vamos começar com o caso especial onde f(x, y, z) = 1
para todos os pontos em E. Nesse caso, a integral tripla
representa o volume de E:

Por exemplo, você pode ver isso no caso de uma região do


tipo 1 colocando f(x, y, z) = 1 na Fórmula 6:

sabemos que isso representa o volume que está entre as


superfícies z = u1(x, y) e z = u2(x, y).
23
Exemplo 5
Use a integral tripla para determinar o volume do tetraedro
T limitado pelos planos x + 2y + z = 2, x = 2y, x = 0 e z = 0.

SOLUÇÃO: O tetraedro T e sua projeção D sobre o plano


xy são mostrados nas Figuras 14 e 15.

Figura 14 Figura 15 24
Exemplo 5 – Solução continuação

O limite inferior de T é o plano z = 0 e o limite superior é o


plano x + 2y + z = 2, isto é, z = 2 – x – 2y.

Portanto, temos

(Observe que não é necessário usar as integrais triplas


para calcular volumes. As integrais triplas simplesmente
fornecem um método alternativo para descrever os
cálculos.) 25
Aplicações de Integrais Triplas
Todas as aplicações de integrais duplas podem ser
imediatamente estendidas para as integrais triplas. Por
exemplo, se a função densidade de um objeto sólido que
ocupa a região E é  (x, y, z), em unidades de massa por
unidade de volume, em qualquer ponto (x, y, z), então sua
massa é

e seus momentos em relação aos três planos de


coordenadas são

26
Aplicações de Integrais Triplas
O centro de massa está localizado no ponto onde

Se a densidade é constante, o centro de massa do sólido é


chamado centroide de E. Os momentos de inércia em
relação aos três eixos coordenados são

27
Aplicações de Integrais Triplas
A carga elétrica total sobre um objeto sólido ocupando a
região E e tendo uma densidade de carga  (x, y, z) é

Se tivermos três variáveis aleatórias X, Y e Z, sua função


densidade conjunta é uma função das três variáveis, de
forma que a probabilidade de (X, Y, Z) estar em E é

28
Aplicações de Integrais Triplas
Em particular,

A função densidade conjunta satisfaz

29

Você também pode gostar