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Simulado de Português para 9º Ano

(1) O texto descreve um simulado de Língua Portuguesa para o 9o ano com 5 questões; (2) A primeira questão trata de um texto sobre uma viagem de um menino e seu pai ao mar; (3) A segunda questão é sobre um texto sobre a função da arte e o porque um menino ficou tremendo diante do mar.
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Simulado de Português para 9º Ano

(1) O texto descreve um simulado de Língua Portuguesa para o 9o ano com 5 questões; (2) A primeira questão trata de um texto sobre uma viagem de um menino e seu pai ao mar; (3) A segunda questão é sobre um texto sobre a função da arte e o porque um menino ficou tremendo diante do mar.
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Simulado 02 – 9º Ano

Língua Portuguesa

D10 ––––––––––– QUESTÃO 01 –––––––––– (A) a viagem foi longa.


Leia o texto abaixo: (B) as dunas eram muito altas.
O que dizem as camisetas (C) o mar era imenso e belo.
(Fragmento) (D) o pai não o ajudou a ver o mar.

Apareceram tantas camisetas com inscrições, que a D15 –––––––––– QUESTÃO 03 ––––––––––
gente estranha ao deparar com uma que não tem nada Leia o texto abaixo:
escrito.
– Que é que ele está anunciando? – indagou o cabo Acho uma boa idéia abrir as escolas no fim de
eleitoral, apreensivo. – Será que faz propaganda do voto semana, mas os alunos devem ser supervisionados por
em branco? Devia ser proibido! alguém responsável pelos jogos ou qualquer opção de lazer
– O cidadão é livre de usar a camiseta que quiser – que se ofereça no dia. A comunidade poderia interagir e
ponderou um senhor moderado. participar de atividades interessantes. Poderiam ser feitas
– Em tempo de eleição, nunca – retrucou o outro. – gincanas, festas e até churrascos dentro da escola.
Ou o cidadão manifesta sua preferência política ou é um (Juliana Araújo e Souza)
sabotador do processo de abertura democrática. (Correio Braziliense, 10/02/2003, Gabarito. p. 2.)
– O voto é secreto.
– É secreto, mas a camiseta não é, muito pelo Em “A comunidade poderia interagir e participar de
contrário. Ainda há gente neste país que não assume a sua atividades interessantes.” (ℓ. 5-6), a palavra destacada
responsabilidade cívica, se esconde feito avestruz e... indica:
– Ah, pelo que vejo o amigo não aprova as pessoas
que gostam de usar uma camiseta limpinha, sem inscrição, (A) alternância.
na cor natural em que saiu da fábrica. (B) oposição.
(...). (C) adição.
DRUMMOND, Carlos. Moça deitada na grama. Rio (D) explicação.
de Janeiro: Record, 1987, p. 38-40.
D7 –––––––––– QUESTÃO 04 ––––––––––
O conflito em torno do qual se desenvolveu a narrativa foi Leia o texto abaixo:
o fato de: O mercúrio onipresente
(A) alguém aparecer com uma camiseta sem nenhuma (Fragmento)
inscrição.
(B) muitas pessoas não assumirem sua responsabilidade Os venenos ambientais nunca seguem regras. Quando
cívica. o mundo pensa ter descoberto tudo o que é preciso para
(C) um senhor comentar que o cidadão goza de total controlá-los, eles voltam a atacar. Quando removemos o
liberdade. chumbo da gasolina, ele ressurge nos encanamentos
(D) alguém comentar que a camiseta, ao contrário do envelhecidos. Quando toxinas e resíduos são enterrados em
voto, não é secreta. aterros sanitários, contaminam o lençol freático. Mas ao
menos acreditávamos conhecer bem o mercúrio. Apesar de
D11 ––––––––––– QUESTÃO 02 –––––––––– todo o seu poder tóxico, desde que evitássemos
Leia o texto abaixo: determinadas espécies de peixes nas quais o nível de
A função da arte contaminação é particularmente elevado, estaríamos bem.
[...].
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, Mas o mercúrio é famoso pela capacidade de passar
levou-o para que descobrisse o mar. despercebido. Uma série de estudos recentes sugere que o
Viajaram para o Sul. metal potencialmente mortífero está em toda parte — e é
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, mais perigoso do que a maioria das pessoas acredita.
esperando. Jeffrey Kluger. IstoÉ. nº 1927, 27/06/2006, p.114-115.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas
alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na A tese defendida no texto está expressa no trecho:
frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto (A) as substâncias tóxicas, em aterros, contaminam o
fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. lençol freático.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, (B) o chumbo da gasolina ressurge com a ação do
gaguejando, pediu ao pai: tempo.
– Me ajuda a olhar! (C) o mercúrio apresenta alto teor de periculosidade
para a natureza.
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno (D) o total controle dos venenos ambientais é
5ª ed. Porto Alegre: Editora L & PM, 1997.
impossível.
O menino ficou tremendo, gaguejando porque

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Simulado 02 – 9º Ano
Língua Portuguesa

D8 ––––––––––– QUESTÃO 05 –––––––––– Ele não atendeu às ponderações, acabou destituído


Leia o texto abaixo: do papel, abandonou a família, e dizem que se alimenta de
Os filhos podem dormir com os pais? gafanhotos no agreste.
(Fragmento) ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei.2ª
ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 56.
Maria Tereza – Se é eventual, tudo bem. Quando é
sistemático, prejudica a intimidade do casal. De qualquer Qual é a informação principal no texto “Necessidade de
forma, é importante perceber as motivações subjacentes ao alegria”?
pedido e descobrir outras maneiras aceitáveis de atendê-las. (A) A arte de representar exige compenetração.
Por vezes, a criança está com medo, insegura, ou sente que (B) O ator pode exagerar em contenção e silêncio.
tem poucas oportunidades de contato com os pais. Podem (C) O ator precisa ser alegre.
ser criados recursos próprios para lidar com seus medos e (D) É necessário aperfeiçoar-se.
inseguranças, fazendo ela se sentir mais competente.
Posternak – Este hábito é bem freqüente. Tem a ver D16 ––––––––– QUESTÃO 07 –––––––––
com comodismo – é mais rápido atender ao pedido dos Leia o texto abaixo:
filhos que agüentar birra no meio da madrugada; e com O cabo e o soldado
culpa – “coitadinho, eu saio quando ainda dorme e volto
quando já está dormindo”. O que falta são limites claros e Um cabo e um soldado de serviço dobravam a
concretos. A criança que “sacaneia” os pais para dormir esquina, quando perceberam que a multidão fechada em
também o faz para comer, escolher roupa ou aceitar as círculo observava algo. O cabo foi logo verificar do que se
saídas familiares. tratava.
ISTOÉ, setembro de 2003 -1772. Não conseguindo ver nada, disse, pedindo passagem:
— Eu sou irmão da vítima.
O argumento usado para mostrar que os pais agem por Todos olharam e logo o deixaram passar.
comodismo encontra-se na alternativa: Quando chegou ao centro da multidão, notou que ali
estava um burro que tinha acabado de ser atropelado e, sem
(A) a birra na madrugada é pior. graça, gaguejou dizendo ao soldado:
(B) a criança tem motivações subjacentes. — Ora essa, o parente é seu.
(C) o fato é muitas vezes eventual.
(D) os limites estão claros. Revista Seleções. Rir é o melhor remédio. 12/98, p.91.

D9 ––––––––––– QUESTÃO 06 ––––––––––– No texto, o traço de humor está no fato de:


Leia o texto abaixo: (A) o cabo e um soldado terem dobrado a esquina.
Necessidade de alegria (B) o cabo ter ido verificar do que se tratava.
(C) todos terem olhado para o cabo.
O ator que fazia o papel de Cristo no espetáculo de (D) ter sido um burro a vítima do atropelamento.
Nova Jerusalém ficou tão compenetrado da magnitude da
tarefa que, de ano para ano, mais exigia de si mesmo, tanto D17 ––––––––––– QUESTÃO 08 ––––––––––
na representação como na vida rotineira. Leia o texto abaixo:
Não que pretendesse copiar o modelo divino, mas Eu sou Clara
sentia necessidade de aperfeiçoar-se moralmente, jamais se
permitindo a prática de ações menos nobres. E exagerou em Sabe, toda a vez que me olho no espelho,
contenção e silêncio. ultimamente, vejo o quanto eu mudei por fora. Tudo
Sua vida tornou-se complicada, pois os amigos de bar cresceu: minha altura, meus cabelos lisos e pretos, meus
o estranhavam, os colegas de trabalho no escritório da seios. Meu corpo tomou novas formas: cintura, coxas,
Empetur (Empresa Pernambucana de Turismo) passaram a bumbum. Meus olhos (grandes e pretos) estão com um ar
olhá-lo com espanto, e em casa a mulher reclamava do seu mais ousado. Um brilho diferente. Eu gosto dos meus olhos.
alheamento. São bonitos. Também gosto dos meus dentes, da minha
No sexto ano de encenação do drama sacro, estava franja... Meu grande problema são as orelhas. Acho orelha
irreconhecível. Emagrecera, tinha expressão sombria no uma coisa horrorosa, não sei por que (nunca vi ninguém
olhar, e repetia maquinalmente as palavras tradicionais. Seu com uma orelha bonitona, bem-feita). Ainda bem que
desempenho deixou a desejar. cabelo cobre orelha!
Foi advertido pela Empetur e pela crítica: devia ser Chego à conclusão de que tenho mais coisas que
durante o ano um homem alegre, descontraído, para tornar- gosto do que desgosto em mim. Isso é bom, muito bom. Se
se perfeito intérprete da Paixão na hora certa. Além do a gente não gostar da gente, quem é que vai gostar? (Ouvi
mais, até a chegada a Jerusalém, Jesus era jovial e isso em algum lugar...) Pra eu me gostar assim, tenho que
costumava ir a festas. me esforçar um monte.
Tomo o maior cuidado com a pele por causa das
malditas espinhas (babo quando vejo um chocolate!). Não
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Simulado 02 – 9º Ano
Língua Portuguesa

como gordura (é claro que maionese não falta no meu vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu
sanduíche com batata frita, mas tudo light...) nem tomo do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então
muito refri (celulite!!!). Procuro manter a forma. Às vezes enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de
sinto vontade de fazer tudo ao contrário: comer, comer, Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete
comer... Sair da aula de ginástica, suando, e tomar três chaves.
garrafas de refrigerante geladinho. Pedir cheese bacon com ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis.
um mundo de maionese. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.
Engraçado isso. As pessoas exigem que a gente faça
um tipo e o pior é que a gente acaba fazendo. Que droga! D10 –––––––––– QUESTÃO 09 ––––––––––
Será que o mundo feminino inteiro tem que ser igual? Em que oração, adaptada do texto, o verbo personificou um
Parecer com a Luíza Brunet ou com a Bruna Lombardi ou sei objeto?
lá com quem? Será que tem que ser assim mesmo? (A) O espelho partiu-se em mil estilhaços.
Por que um monte de garotas que eu conheço vivem (B) Os veículos paravam contra a vontade dos
cheias de complexos? Umas porque são mais gordinhas. condutores.
Outras porque os cabelos são crespos ou porque são um (C) O Senado aprovou uma lei em regime de urgência.
pouquinho narigudas. (D) Os espelhos pasmavam diante do rosto de
Eu não sei como me sentiria se fosse gorda, ou Gertrudes.
magricela, ou nariguda, ou dentuça, ou tudo junto. Talvez
sofresse, odiasse comprar roupas, não fosse a festas... Não D10 –––––––––– QUESTÃO 10 ––––––––––
mesmo! Bobagem! Minha mãe sempre diz que beleza é “um O conflito central do enredo é desencadeado
conceito muito relativo”. O que pode ser bonito pra uns,
pode não ser pra outros. Ela também fala sempre que A) pela extrema beleza da personagem.
existem coisas muito mais importantes que tornam uma B) pelos espelhos que se espatifavam.
mulher atraente: inteligência e charme, por exemplo. Acho C) pelos motoristas que paravam o trânsito.
que minha mãe está coberta de razão! D) pelo suicídio do mordomo.
Pois bem, eu sou Clara. Com um pouco de tudo e muito
de nada.
RODRIGUES, Juciara. Difícil decisão. São Paulo: Atual, 1996.

No trecho “...nem tomo muito refri (celulite!!!).” (ℓ.25), a


repetição do “ponto de exclamação” sugere que a
personagem tem

(A) incerteza quanto às causas da celulite.


(B) medo da ação do refrigerante.
(C) horror ao aparecimento da celulite.
(D) preconceito contra os efeitos da celulite.

Leia o texto abaixo e responda as questões 9 e 10.


A beleza total
A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a
própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu
rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito
menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de
Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do
banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.
A moça já não podia sair à rua, pois os veículos
paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez,
perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafa-
mento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes
houvesse voltado logo para casa.
O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes
de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em
que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com
uma foto de Gertrudes sobre o peito.
Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o
seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se
incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de
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