EXAME CLÍNICO
1. Semiologia e Patologia Clínica
Aplicada a Medicina Veterinária
2. Tópicos Especiais
M.V. Esp. Sheila Pincinato
M.V. Esp. joão Henrique Siqueira
MV. Mariana Sassi
(Parte do material gentilmente cedido pelas prof: Juliana Zambelli e Mariana
Albiero)
1. Identificação do paciente e tutor
Resenha: nome, espécie, idade, raça, peso e sexo
EXAME
CLÍNICO: 2. Investigação da histórico do paciente
Anamnese: Conjunto de informação recolhidas sobre fatos passados e atuais e
auxiliam no diagnóstico.
É composto de resenha, anamnese,
exame físico, geral e específico, o qual
chegará em possível diagnóstico, 3. Exame Físico:
prognóstico e o tratamento a ser Geral: avaliação do estado geral do paciente (atitude, comportamento, estado
estabelecido nutricional, estado de hidratação, coloração de mucosas, avaliação de
linfonodos, etc.) parâmetros vitais (frequência cardíaca, frequência respiratória,
temperatura, movimentos ruminais e/ou cecais), etc;
Especial: exame físico direcionado ao(s) sistema(s) envolvido(s)
4. Solicitação e interpretação
dos exames complementares
EXAME
5. Diagnóstico e prognóstico.
CLÍNICO
6. Tratamento.
Nome Tutor Espécie
IDENTIFICAÇÃO
Sexo
Raça Idade
(castrado?)
Peso
Resenha de
equinos
Entrevista médica
Parte mais importante do exame clínico
Anamnese Estabelece a relação cliente-veterinário
Arguição: linguagem acessível ( evitar termos
técnicos)
Ao transcrever ao prontuário: linguagem técnica
Anamnese
É a história clínica
Perguntas
Focadas Fechadas
abertas
na qual o proprietário é na qual será uma
livre para se expressar, na qual são perguntas
complementação de
deve-se recolher as abertas, porém com um
algo que o proprietário
informações objetivo, como
ainda não falou sobre
necessárias identificar um sintoma.
sua suspeita inicial.
Princípios básicos para a obtenção da anamnese
Evitar Dispor de tempo
Acolhimento e
interrupções para ouvir o
empatia
e/ou distrações. proprietário.
Não se Possuir
Não desvalorizar
influenciar pelo conhecimento
as informações.
proprietário. técnico
ANAMNESE
a) Fonte e confiabilidade; b) Queixa principal: manifestação dos sintomas do
paciente que fez com que tutor procurasse
atendimento veterinário
) História da doença atual (HDA): registro da doença,
sintomas, quando começou, se a doença evoluiu.
d) História médica pregressa ou História patológica pregressa
(HMP ou HPP): Adquire-se informações sobre toda a
história médica do paciente, mesmo das condições que não
estejam relacionadas com a doença atual.
ANAMNESE e) Histórico familiar (HF): para saber se existe alguma relação
de hereditariedade das doenças.
f) História pessoal (fisiológica) e história social: busca de
informações ambiente onde vive, tipo de alimentação, se
há contactantes, acesso à rua supervisionado ou não, se é
domiciliado, semi - domiciliado ou de rua
g) Revisão dos sistemas: consiste no questionamento de todos
os sistemas do paciente
1. Sistema digestório.
Apetite e deglutição – normorexia, hiporexia, polifagia, parorexia, disfagia,
apetite seletivo.
Êmese e regurgitação – início, quantidade, frequência, aspecto.
Defecação e fezes – normoquesia, disquesia, diarréia, hematoquesia/melena,
início, aspecto, frequência.
Ingestão de água – normodipsia, polidipsia, oligodipsia, adipsia.
ANAMNESE
2. Sistema cardio-respiratório.
Respiração – dispnéia, taquipnéia, bradipnéia.
Tosse/Espirro – período, frequência, produtiva ou não.
Secreção nasal e/ou ocular – início, aspecto, quantidade.
Intolerância ao exercício – cansaço pós exercício, síncope, cianose.
Aumento de volume – edema de membros, ascite, vai para o litoral.
3. Sistema gênito-urinário.
Micção – anúria, oligúria, poliúria, disúria, estrangúria, polaquiúria, colúria,
incontinência.
Fêmeas – castrada, intrvalo entre cios, cruzamentos, pseudociese,
contraceptivos, corrimento, secreção, parto anterior, aborto.
Machos – libido, cruzamentos, castrado, agressividade, postura de micção.
4 Sistema nervoso-locomotor.
Convulsões ou alterações de comportamento – início,
frequência, tipo, fatoresiniciantes, caracterização de fases.
Postura e marcha – base ampla, dificuldade para se locomover,
dor para se
movimentar, ataxia, paresia, paralisia, dificuldade de transpor
obstáculos.
Possibilidade de intoxicação – banhos, injeção carrapaticida,
dedetização, água
de bateria.
5 Peles e anexos.
ANAMNESE Pele – prurido, descamação, odores, lesões, localizações.
Orelha – prurido, secreção, odor, meneios cefálicos,
normoacusia, acusia.
Unha – crescimento, queda, fratura.
6 Manejo.
Presença de ectoparasitas – pulgas (puliciose), carrapatos
(ixodidiose).
Ambiente – domiciliado, semi-domiciliado, acesso à rua, quintal,
presença de
roedores na região.
Dieta – ração, comida caseira, frequência,
EXAME FÍSICO
Analisar condição de saúde do
animal, ambiente,
comportamento. Examinar
parâmetros vitais como
temperatura, frequência
respiratória, frequência
cardíaca, mucosas, hidratação,
linfonodos e sistemas.
Nível de consciência
Postura e locomoção
Condição física ou corporal
INSPEÇÃO Pelame
Formato abdominal
Características respiratórias
Outros
- diminuída (apático)
Avaliado pela
inspeção
- ausente (coma)
INSPEÇÃO – Medido pelo grau de
NÍVEL DE excitabilidade do
animal
CONCIÊNCIA - normal
- Considerar
temperamento típico
de cada espécie
- aumentada
(excitado)
Animais saudáveis abordados em decúbito
OBSERVAÇÃO Atitudes anormais = enfermidade
DO ANIMAL -
POSTURA E Animais doentes: cabeça baixa, se afastam
LOCOMOÇÃO do rebanho ou se levantam com dificuldade,
adoção de posições características
Considerar comportamento típico da
espécie
- Inspeção e Palpação -
Caquético
Observação Magro
do Animal
- Estado Normal
Nutricional - Gordo
Obeso
Atenção !
“ A pele é o espelho da saúde”
Únicas ou múltiplas
Observação
do Animal Simétricas ou assimétricas
- Pelame -
Medição do nível de desidratação
Pêlos limpos, brilhantes ou eriçados,
presença de ectoparasitas
Avaliação do
estado de
hidratação
Frequência cardíaca (FC)
Observação
do Animal
- Avaliação Frequência respiratória (FR)
dos
Parâmetros
Vitais -
Temperatura retal (TR)
Valores de
Referência
• Obs: atenção com potros recém nascidos.
• Imediatamente após o parto 40 – 80 bpm
• Enquanto tenta se levantar 130 - 150
• Reduzindo ao longo da primeira semana 60 - 80
Focos de
auscultação
Auscultação Cardíaca
Auscultação pulmonar
• Oculopalpebrais, nasal, bucal,
vulvar, prepudal e anal.
• Alterações de coloração, presença
de ulcerações, hemorragias e
secreções
• Úmidas e brilhantes. A tonalidade,
de maneira geral, é rósea
MUCOSAS
• Alterações de coloração:
APARENTES • Palidez (hipoperfusão ou
anemia),
• Congestão (processo infeccioso
ou inflamatório),
• Cianose (distúrbio da hematose)
• Icterícia (retenção de bilirrubina
nos tecidos)
TPC e Hidratação
Hidratação:
TPC: 2
turgor de
segundos
pele, mucosas
Seroso: mais denso que o
fluido, mas ainda
Fluido: líquido, aquoso, transparente (processos
Presença de corrimentos:
pouco viscoso e transparente virais, alérgicos e precede a
secreção de infecções ou
inflamações)
Catarral: Mais viscoso, mais
pegajoso, esbranquiçado.
Purulento: mais denso e Sanguinolento: vermelho-
com coloração variável vivo ou enegrecido. Pode
(amarelo-esbranquiçado, resultar de traumas,
amarelo-esverdeado). distúrbios hemorrágicos
Processos infecciosos, sistêmicos, processos
corpos estranhos. patológicos agressivos, etc.
Tamanho, consistência, sensibilidade,
mobilidade e a temperatura e sempre
bilateralmente, o processo é localizado
AVALIAÇÃO (uni ou bilateral) ou generalizado;
DOS
LINFONODOS Mandibulares ou maxilares; os
retrofaríngeos; os cervicais superficiais
ou pré-escapulares; os pré-crurais ou
pré-femorais; os poplíteos; os mamários
e os inguinais superficiais ou escrotais
A contenção pode ser:
Cães
CONTENÇÃO Física Gatos
Química
CONTENÇÃO
Os principais
Proteger o
objetivos da Facilitar o exame
examinador e o
contenção de animais físico.
paciente
domésticos são:
Permitir
Evitar fugas e
procedimentos
acidentes.
diversos
Tronco de Contenção
“Mão de amigo”
“Prega e Caximbo”
Peia
Métodos de Contenção
Focinheiras e mordaça
Exames Complementares
Confirmar a presença ou Avaliar a severidade do
a causa da doença. processo mórbido.
Determinar a evolução de Verificar a eficácia de um
uma doença específica. determinado tratamento.
"Atribuir a aparelhos o sucesso da clínica é o
mesmo que atribuir a arte de Picasso à marca dos
MÉTODOS seus pincéis."
COMPLEMENTARES
DE EXAME
Luiz Roberto Londres (Cardiologista — RJ)
Semiologia Veterinária a Arte do Diagnóstico