0% acharam este documento útil (0 voto)
915 visualizações30 páginas

Egfae 2018

1) A Assembleia da República aprovou a Lei n.° 10/2017 que estabelece o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, abreviadamente designado por EGFAE. 2) O EGFAE aplica-se aos funcionários e agentes que exercem atividade na Administração Pública em Moçambique e no estrangeiro. 3) O EGFAE define os princípios de legalidade, imparcialidade, exclusividade e probidade que regem a atuação dos funcionários e agentes públicos

Enviado por

Arnaldo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
915 visualizações30 páginas

Egfae 2018

1) A Assembleia da República aprovou a Lei n.° 10/2017 que estabelece o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, abreviadamente designado por EGFAE. 2) O EGFAE aplica-se aos funcionários e agentes que exercem atividade na Administração Pública em Moçambique e no estrangeiro. 3) O EGFAE define os princípios de legalidade, imparcialidade, exclusividade e probidade que regem a atuação dos funcionários e agentes públicos

Enviado por

Arnaldo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Ter9a-feira, 1 de Agosto de 2017 I SERlE - Nurnero 119

,
BOLETIM DA REPUBLICA
PUBLICACAO OFICIAL DA REPUBLICA DE MOCAMBIQUE
~l'' ,.r 0 " P'U .Gl L~Q: :5;:.: .. ',. 1::'

SUPLEMENTO
IMPRENSA NACIONAL DE MOCAMBIQUE, E.P. Art. 5. A presente Lei entra em vigor 180 dias, ap6s a sua
publicacao.

AVISO Aprovada pela Assembleia da Republica, aos 27 de Abril


de 2017. - A Presidente da Assembleia da Republica, Veronica
A materia a publicar no «Boletirn da Republica» deve
Nataniel Macamo DLhovo.
ser remetida em c6pia devidamente autenticada, uma
por cada assunto, donde conste, alern das indicacoes Promulgada, a 1 de Agosto 2017.
necessarias para esse efeito, 0 averbamento seguinte, Publique-se.
assinado e autenticado: Para publlcacao no « Boletim
o Presidente da Republica, F[LIPE JACINTO Nvusi.
da Republica» .

••••••••••••••••••••••••••••
•••• Estatuto Geral dos Funclonarios e Agentes
do Estado
SUMARIO
CAPITULO I
Assembleia da Republica:
Objecto, Ambito e Princlpios
Lei n." 10/2017:
SEc<::Ao I
Aprova 0 Estatuto Geral dos Funcionarios e Agentes do Estado,
abreviadamente designado por EGFAE e revoga a Lei ARTIGO 1
n." 1412009, de 17 de Marco.
(Objecto)

•••••••••••••••••••••••••••••••• o presente Estatuto Geral dos Funcionar ios e Agentes


do Estado, abreviadamente designado por EGF AE, estabelece
ASSEMBLEIA DA REPUBLICA as normas juridicas aplicaveis a relacao de trabalho entre 0 Estado
e seus funcionarios e agentes.
Lei n. (I 10/2017
ARTlGO 2
de 1 de Agosto
(Ambito de apllcacao)
Havendo necessidade de aperfeicoar os princfpios e normas
que regem as relacoes juridico-laborais do funcionario e agente 1.0 presente EGFAE aplica-se aos funcionarios e aos agentes
do Estado, nos termos do disposto na alfnea r), do n." 2, do arti- do Estado que exercem actividade na Adrninistracao Publica no
go 179 da Constituicao da Republica, a Assembleia da Republica, Pais e nas representacoes do Estado mocambicano no estrangeiro.
determina: 2. A presente Lei aplica-se, com as necessarias adaptacoes,
Artigo 1. E aprovado 0 Estatuto Geral dos Funcionarios aos funcionarios e agentes que exercem actividade nos servicos

e Agentes do Estado, abreviadamente designado por EGFAE, de apoio tecnico e administrativo da Presidencia da Republica,

anexo a presente Lei, que dela faz parte integrante. da Assembleia da Republica, dos Tribunais, do Ministerio

Art. 2. E revogada a Lei n." 1412009, de 17 de Marco, e demais Publico, do Conselho Constitucional, do Gabinete do Provedor

legislacao que contrarie a presente Lei. de Justica, da Comissao Nacional de Eleicoes, das Assembleias

Art. 3. Os termos usados na presente Lei constam do Glossario Provinciais e demais instituicoes publicas criadas nos termos

em anexo, que dela faz parte integrante. da Constituicao ou da lei, que nao estejam sujeitos a urn regime

Art. 4. Compete ao Conselho de Ministros regulamentar especial.

a presente Lei no prazo de 180 dias, ap6s a sua publicacao.


3. E aplicavel aos funcionarios e agentes da adrninistracao b) as que possam comprometer 0 interesse publico ou
autarquica, 0 regime dos funcionarios e agentes do Estado. a imparcialidade exigida no exercfcio de funcoes
publicas;
ARTIGO 3 c) as actividades profissionais que tenham horario
(Qualidade de tunclonario e agente do Estado) coincidente com 0 do service publico em que 0
funcionario ou agente do Estado esteja a realizar
l. E funcionario do Estado, 0 cidadao provido para 0 quadro
actividade.
de pessoal, que exerce actividades nos orgaos centrais e locais
2. 0 func io nar io e agente do Estado observam as
do Estado, referido no artigo 2 do presente EGFAE.
incompatibilidades, os impedimentos e as suspeicoes declaradas
2. E agente do Estado, 0 cidadao contratado ou designado nos
por lei.
termos do presente Estatuto ou por outro titulo nao compreendido
no numero 1, do presente artigo, para 0 desempenho de certas ARTlGO 8
acti vidades nos orgaos centrais e locais do Estado, referido no
artigo 2 do presente EGF AE. (Probidade)

ARTIGO 4
o funcionario e agente do Estado observam os valores de boa
administracao e honestidade no desempenho das suas funcoes,
(Regime subsldlarto) nao podendo solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa
ou indirectamente, quaisquer presentes, emprestimos, facilidades
o presente EGFAE apJica-se subsidiariamente, com as ou quaisquer ofertas que possam par em causa a liberdade da sua
necessarias adaptacoes, ao funcionario e agente do Estado sujeito
accao, a independencia do seu jufzo e a credibilidade e autoridade
a estatuto especffico.
da Adrninistracao Publica, dos seus orgaos e services.
SEc(:Ao II
ARTIGO 9
Princfpios gerais
(Exclusividade)
ARTlGO 5
1. 0 exercfcio de funcoes piiblicas obedece ao princfpio
(Legalidade) de exclusividade.
l. No exercfcio das suas funcoes na Administracao Publica, 2. S6 e permitido 0 exercfcio simultaneo de funcoes, em mais
o funcionario e agente do Estado estao sujeitos exclusivamente de urn orgao ou instituicocs do Estado pelo mesmo funcionario,
ao service do interesse publico, vinculados a Constituicao quando fund ada no interesse publico e autorizada por dirigente
da Republica e demais legislacao aplicavel. competente, verificada uma das seguintes circunstancias:
2. 0 funcionario e agente do Estado devem ter uma conduta a) inerencia de funcoes;
responsavel e etico-profissional, actuar com legalidade e justica b) actividade de caracter temporario e cornpatfvel;
no respeito pel os direitos, liberdades e interesses legal mente c) funcoes de docencia, investigacao ou producao cultural,
protegidos dos cidadaos e de outras pessoas colectivas public as de horarios cornpativeis ou compensaveis;
e privadas. d) outras circunstancias determinadas por lei.

ARTlGO 6 CAPiTULO II
(lsencao e imparcialidade) constltulcao da Rela~ao de Trabalho no Estado

l. No exercfcio das funcoes publicas, 0 funcionario e agente SEc(:Ao I


do Estado actuam com isencao e imparcialidade, estando sujeitos Modalidades
ao regime de impedimentos e suspeicoes previsto na lei.
2. 0 acesso a Funcao Publica, a promocao, progressao e
ARTlGO 10

mudanca de carreira profissional nao podem ser prejudicados em (Constltuicao da relacao de trabalho)
razao da cor, raca, sexo, deficiencia fisica, origem etnica, lugar
1. A relacao de trabalho entre 0 Estado e 0 cidadao constitui-
de nascimento, religiao, grau de instrucao, posicao social, estado
se atraves de norneacao ou de contrato, sujeitos a visto do
civil dos pais, profissao, opcao politica, opcao politico-partidaria,
tribunal administrativo competente e a publicacao no Boletim
e obedecem estritamente aos requisitos de merito e capacidade
da Republica.
dos interessados.
2. Havendo dispensa legal do visto, ha lugar a anotacao
3. A imparcialidade impoe que 0 funcionario e agente do
do tribunal administrativo competente.
Estado se abstenha de praticar, ordenar, infiuenciar ou participar
3. E nulo e de nenhum efeito 0 provimento que nao observe
na pratica de actos ou contratos, nomeadamente de tomar decisoes
os procedimentos de concurso, nos casos em que a lei 0 exija.
que visem interesse pr6prio, do seu conjuge ou de pessoa com
4. Todo aquele que no exercfcio das suas funcoes der lugar a
quem viva em uniao de facto, parente ou afim, bern como de provimento contrario a lei incorre em responsabilidade disciplinar,
outras entidades com as quais possa ter confiitos de interesse,
sem prejuizo do procedimento criminal, se ao caso couber.
nos termos da lei.
ARTIGO 11
ARTlGO 7
(Quadro de pessoal)
(Incompatibilidades)
1.0 quadro de pessoal indica 0 numero de lugares por cargo
l. A qualidade de funcionario e a de agente do Estado
de direccao, chefia e confianca, por carreiras ou categorias
e incompativel com 0 exercfcio de outras actividades profissionais, profissionais necessaries para a realizacao das atribuicoes,
designadamente: competencias e funcoes dos orgaos e instituicoes da Administracao
a) as declaradas incompativeis por lei; Publica.
2. Os orgaos centrais, provinciais e distritais do aparelho ARTIGO 15
do Estado, as instituicoes da adrninistracao indirecta do Estado
(Norneacao)
e as autarquias locais dispoern de urn quadro de pessoal pr6prio.
1. A nomeacao para 0 quadro de pessoal do aparelho do Estado
ARTIGO 12 confere a qualidade de funcionario.
2. A norneacao produz efeitos a partir da data do visto
(Pessoal de carreira) do tribunal administrativo competente.
1. A realizacao de actividades profissionais correspondentes a
3. A nomeacao para 0 ingresso e provis6ria e tern caracter
probat6rio, durante os dois primeiros anos de exercicio
necessidades permanentes e assegurada por pessoal provido em
de funcoes.
regime de carreira.
4. Completado 0 tempo previsto no n." 3, a norneacao converte-
2. Excepcionalmente, as actividades profissionais referidas no se automaticamente em definitiva, salvo se ao longo dos primeiros
n." 1 do presente artigo podem ser exercidas por pessoal provido dois anos houver manifestacao em contrario ou a obtencao
em regime de contrato: de avaliacao de desempenho de classificacao inferior a regular.
5. A norneacao definitiva nao carece de visto do tribunal
a) na Presidencia da Republica;
administrativo competente, estando sujeita a
anotacao.
b) na Assembleia da Republica
6. Nos casos em que a norneacao e
precedida de contrato ou
c) nas carreiras de professores e de profissionais de saude; norneacao interina, 0 tempo de service prestado nestas situacoes
d) outros, nos termos a regulamentar. conta para efeitos de norneacao definitiva.
3. Os contratos referidos no n." 2 do presente artigo sao 7. A norneacao para 0 quadro de pessoal do aparelho do Estado
celebrados por tempo determinado, com duracao nao superior e por tempo indeterminado.
a 5 anos renovaveis uma vez, nos term os a regulamentar.
ARTIGO 16

SEc~Ao II (Posse)

Nomeacao, posse e transterencia 1. A nomeacao para as categorias e carreiras profissionais e/


ou para 0 exercicio de funcoes no aparelho do Estado, bern como
ARTIGO 13
a contratacao, implicam 0 dever de tomar posse.
(Requisitos gerais para nomeacao) 2. A posse e conferida, em acto solene, pelo dirigente
competente, na presenca de funcionarios e demais agentes do
Sao requisitos gerais de nomeacao para lugares do quadro de Estado do sector onde 0 empossando vai desempenhar as suas
pessoal do aparelho do Estado: funcoes.
a) nacionalidade mocambicana; 3. A tomada de posse confere ao funcionario ou agente
b) registo de identi ficacao tributaria; do Estado 0 direito de receber 0 vencimento.
4. Salvo os casos previstos na lei, a falta ou recusa de visto
c) idade igual ou superior a 18 anos;
do tribunal administrati vo competente e a falta de publicacao no
d) sanidade mental e capacidade ffsica compatfvel com a
Boletim da Republica impedem 0 funcionario ou agente provido
actividade que vai exercer na Adrninistracao Publica;
de tomar posse e/ou de iniciar 0 exercfcio de funcoes.
e) nao ter sido aposentado ou reformado;
f) situacao militar regularizada; ARTIGO 17
g) habilitacoes Iiterarias mfnimas do segundo grau de (Prazo)
nivel primario do Sistema Nacional de Educacao ou
equivalente, ou habilitacoes especificamente exigidas 1. 0 prazo para 0 acto de posse e
de 30 dias, contados a partir
da data em que 0 visado foi notificado por escrito.
no respecti vo qualificador profissional.
2. 0 prazo do acto de posse pode ser prorrogado por decisao
do dirigente competente por sua iniciativa ou a pedido do visado.
ARTIGO 14
3. A nao cornparencia na data marcada para a tomada de
(Instrucao do pedido de adrnissao) posse sem justa causa, implica a revogacao da norneacao ou a
rescisao do contrato, decorrido que esteja 0 prazo de dez dias
1. 0 pedido de adrnissao e instruido com os seguintes para a justificacao.
documentos: 4. No caso referido no n." 3, 0 funcionario ou agente fica
a) certidao de registo de nascimento ou fotoc6pia de B ilhete impedido de ser provido em qualquer quadro de pessoal da
de Identidade; Administracao Publica durante urn ano, contado a partir do termo
b) certificado das habilitacoes literarias exigidas para do prazo para a justificacao.
o provimento no lugar; ARTIGO 18
c) certidao do registo criminal;
(Vinculo laboral irregular)
d) certidao de aptidao ffsica e mental para 0 exercfcio
da actividade; 1. Sempre que se cons tate situacao de exercicio de acti vidades
e) duas fotografias tipo passe; sem visto do Tribunal Administrativo, 0 orgao competente deve
f) comprovativo de inscricao ou cumprimento do service imediatamente determinar a interrupcao de actividades e da
militar; remuneracao do agente que se encontre nesta situacao.
2. A aquisicao da qualidade de agente do Estado sem visto
g) outros documentos, exigidos nos termos da lei. do tribunal administrati vo competente e
irnputa vel aos services
2. No acto de candidatura, podem ser dispensados documentos competentes da Administracao Publica, quando 0 agente irregular
necessaries a
demonstracao de factos relevantes para a adrnissao, esteja de boa- fe.
nos termos a regulamentar, sem prejuizo da juncao posterior 3. A Adrninistracao Publica responde solidariamente pelos
dos mesmos. prejufzos causados ao agente irregular de boa-fe, sem prejuizo do
direito de regresso contra 0 funcionario ou agente que, por accao ARTIGO 22
ou omissao, tenha dado lugar ao infcio irregular de actividades.
(En cargos com os contratos)
4. 0 funcionario ou agente irregular que tenha exercido de boa-
fe e com conhecimento e sem oposicao do superior hierarquico, Os encargos com os contratos sao suportados pela respectiva
tern direito a remuneracao pelo tempo de service prestado. verba do fundo de salaries, inscrita no Orcamento do Estado
5. Para efeitos do disposto nos mimeros anteriores, e agente ou nos orcamentos pr6prios das instituicoes ou organismos da
irregular de boa-fe, aquele que tenha adquirido tal qualidade nos Adrninistracao Publica dotados de autonomia administrativa
termos do procedimento legal de provimento e, que no momenta e financeira.
do inicio da actividade, nao conhecia e nem podia conhecer
CAPITULO III
as irregularidades do seu provimento.
Regimes Especiais de Actividade
ARTIGO 19 ARTIGO 23
(Mobilidade) (Regime especial de actividade)

Por deterrninacao do Presidente da Republica, do Presidente 1. 0 funcionario com nomeacao definitiva pode exercer
da Assembleia da Republica, do Prirneiro-Ministro, acordo entre temporariamente determinadas funcoes em regime especial.
dirigentes de orgaos centra is e locais ou decisao da entidade 2. 0 regime especial de actividade compreende qualquer
que superintende a area da Funcao Publica, pode efectuar-se das seguintes situacoes:
mobilidade de funcionarios no quadro de pessoal do aparelho a) destacamento;
do Estado, sem prejuizo dos direitos adquiridos. b) comissao de service;
c) substituicao;
ARTIGO 20
d) acumulacao de funcoes.
(Nomeaeao interina) 3. Qualquer das situacoes previstas no regime especial

1. Pode ser provido interinamente para 0 lugar vago em virtude


e determinada pelas necessidades do service e consentimento
do funcionario.
do titular se encontrar em situacao de inactividade ou actividade
4. A nomeacao para 0 exercicio de funcoes em qualquer das
fora do quadro que implique suspensao do vencimento. situacoes previstas no rnimero 2 do presente artigo beneficia do
2. 0 funcionario interino goza, a titulo precario, dos direitos regime de urgente conveniencia de service, nos termos da lei e e
e regalias inerentes ao lugar provido. objecto da publicacao no Boletim da Republica.
3. Na nomeacao interina tern preferencia 0 funcionario
aprovado em concurso valido para 0 lugar a prover, segundo ARTIGO 24
a ordem constante da classificacao final. (Destacamento)
4. Em caso de inexistencia de funcionarios nas condicoes
1. 0 destacamento consiste na designacao do funcionario,
referidas no n ." 3, 0 provimento interino privilegiar
por iniciativa de service e no interesse do Estado, para exercer
o funcionario com maior antiguidade, desde que tenha boas
actividade ou funcao fora do quadro de pessoal da Administracao
inforrnacoes de service.
Publica.
5. A norneacao interina e temporaria e nao pode exceder dois
2. Excepcionalmente, a lei pode preyer 0 destacamento para
anos consecuti vos. o exercicio de funcoes no quadro de pessoal da Adrninistracao
6. A nomeacao interina produz efeitos a partir da data do visto Publica.
do tribunal administrativo competente. 3. 0 regime de destacamento tern a duracao de 3 anos,
7. Da nomeacao interina e lavrado 0 termo de infcio de funcoes, prorrogaveis uma unica vez por igual periodo.
nao carecendo de posse. 4. A prorrogacao aludida no n." 3 do presente artigo deve ser
8. Findos os dois anos, sem que 0 titular retome as suas sempre no interesse e iniciativa da Adrninistracao Publica.
actividades, 0 lugar e declarado vago e preenchido pelo 5. No caso de designacao de funcionario para 0 exercicio de
funci onario interino, observa ndo-se com as nece ssar ias funcoes executi vas em orgaos estatutarios de instituicoes publicas,
adaptacoes, as exigencias relativas ao procedimento de admissao. o regime de destacamento tern a duracao do mandato, sendo a
9. Quando 0 funcionario interino nao possa preencher 0 lugar iniciativa de prorrogacao da entidade competente para nomear.
6. Havendo destacamento dentro do quadro de pessoal da
ou renuncie, seguem-se as regras de admissao ao lugar preenchido
Administracao para 0 exercicio de funcao de direccao, chefia
in teri namen teo
e confianca, este finda com a cessacao do exercicio do respectivo
snccxo III cargo.
7. Esgotado 0 periodo de destacamento, 0 funcionario regressa
Contratos
ao seu local de proveniencia no Aparelho do Estado.
ARTIGO 21 8.0 destacamento nao prejudica os direitos adquiridos na sua
qualidade de funcionario do Estado.
(Contratos)

1. Os orgaos e instituicoes do Estado podem celebrar contratos ARTIGO 25


por tempo determinado, com regime pr6prio e com dispensa dos (Comissao de service)
requisitos das alfneas e) efJ do artigo 13 do presente EGFAE.
1. A comissao de service consiste na norneacao do funcionario
2. 0 contrato referido no n." 1, produz efeitos a partir da data
para exercer cargos de direccao, chefia ou de confianca.
do visto do tribunal administrativo competente, salvo os casos
2. 0 nao exercicio da comissao de service por urn perfodo
de urgente conveniencia de service, previsto na lei. de 365 dias implica a sua cessacao.
3.0 Estado pode com fundamento na conveniencia de service ARTIGO 31
dar por findo 0 exercicio de funcoes do funcionario em comissao
(Inactividade no quadro)
de service, a qualquer momento.
Considera-se em situacao de inactividade no quadro,
ARTIGO 26 o funcionario que transitoriamente nao exerca as suas funcoes,
(Substltulcao) por urn dos seguintes motivos:
a) gozo de licenca registada, para acompanhamento de
1. A substituicao consiste na nomeacao de urn funcionario
conjuge em missao de service no estrangeiro ou para
para exercicio de funcoes de direccao, chefia ou de confianca,
o exercicio de funcoes em organismos internacionais
por ausencia ou impedimento ternporario do titular, por periodo
por periodo ate 365 dias;
nao superior a 365 dias.
b) doenca por periodo superior a 180 ate 365 dias;
2. 0 Estado pode a qualquer momento, mediante motivos
c) situacao de prisao preventiva;
ponderosos, dar por findo 0 exercfcio de funcoes em regime de
d) situacao de cumprimento de uma medida de seguranca
substituicao, podendo nomear outro funcionario pelo lapso de
ou pen a privativa ou nao privativa de liberdade.
tempo remanescente.

ARTIGO 27 ARTIGO 32
(Inactividade fora do quadro)
(Acurnulaeao de tuncoes)

1. A acumulacao de funcoes consiste no exercfcio simultaneo, Considera-se em inactividade fora do quadro, 0 funcionario
pelo mesmo funcionario de dois cargos de direccao ou chefia, que se encontre numa das seguintes circunstancias:
identicos ou do mesmo grupo salaria!, por ausencia ou nao a) gozo de licencas para acompanhamento de conjuge em
provimento do titular de urn deles, por urn periodo nao superior missao de service no estrangeiro ou para exercicio de
a 180 dias. funcoes em organismos internacionais por perfodo
2. Decorrido 0 periodo referido no numero 1, 0 funcionario superior a 365 dias;
cessa acumulacao de funcoes devendo-se nomear 0 titular para b) situacao de regime especial de assistencia;
o lugar, em comissao de servico. c) doenca por perfodo superior a 365 dias;
d) gozo de licenca ilimitada;
CAPITULO IV e) desligado do service para efeitos de aposentacao;
Sltuaeao do Funclonarlo em Rela~ao ao Quadro J) cumprimento de uma medida de seguranca ou pena
privativa ou nao privativa de liberdade de prisao
ARTIGO 28
superior a 365 dias.
(Situacao do tunclonario em relaeao ao quadro)
ARTIGO 33
o funcionario, do quadro do pessoal, pode encontrar-se numa
das seguintes situacoes: (supranurnerarto)

a) actividade no quadro; Considera-se supranumerario 0 funcionario que se encontre


b) actividade fora do quadro; em exercicio efectivo de funcoes e aguarda a abertura de vaga
c) inactividade no quadro; no quadro por motivo de:
d) inactividade fora do quadro; a) ter regressado ap6s termo de situacao de destacamento
e) supranumerario,
ou de qualquer das licencas referidas no artigo 32 do
ARTIGO 29 presente Estatuto;
b) ter sido promovido durante a prestacao do service militar
(Actividade no quadro)
efecti vo normal;
Considera-se em actividade no quadro 0 funcionario provido, c) supressao ou cornpressao de estrutura organica.
desde que se verifique uma das seguintes circunstancias:
ARTIGO 34
a) desempenhar efectivamente as suas funcoes;
b) encontrar-se na situacao de ferias ou de faltas; (Efeitos do regime de inactividade)
c) encontrar-se no regime especial de comissao de service,
1. Os direitos atribufdos nos termos do presente EGFAE sao
substituicao ou acumulacao de funcoes;
reduzidos ou cess am quando 0 funcionario se encontrar em regime
d) encontrar-se em gozo de licenca de parto, paternidade,
de inacti vidade.
luto, casamento, bod as de prata ou de ouro.
2.0 funcionario que se encontre na situacao de desligado do
ARTIGO 30 service para efeitos de aposentacao, tern direito a receber subsfdio
nao inferior a remuneracao que receberia se se mantivesse em
(Actividade fora do quadro)
exercfcio de funcoes, ate a fixacao da pensao de aposentacao,
Considera-se em actividade fora do quadro 0 funcionario que nos termos da lei.
estiver numa das seguintes situacoes: 3. Nos restantes casos de inactividade ou actividade fora do
a) trabalhador-estudante a tempo inteiro; quadro nao previstos no regime especial, cess am temporariamente
b) licenca especial; os direitos do funcionario, nos termos da lei.
c) prestacao de service militar efectivo normal; 4. 0 funcionario retoma a plenitude dos seus direitos ao
d) doenca por periodo superior entre 30 a 180 dias; reiniciar as funcoes, findas as situacoes referidas nos artigos
e) em regime de destacamento. anteriores.
CAPiTULO V c) objectividade no metodo e criterios de avaliacao;
Carreiras Profissionais e Fungoes d) igualdade de tratamento;
e) neutralidade na cornposicao do Juri;
ARTIGO 35
j) direito a reclarnacao e recurso;
(Ingresso) g) gratuidade do concurso.
1. 0 ingresso no aparelho do Estado faz-se no nivel mais baixo 2. Aos membros do Juri do concurso aplica-se 0 regime
da respectiva carreira por concurso, salvo as excepcoes definidas de impedimentos e suspeicoes previstos na lei.
por regulamento.
2. Excepcionalmente, havendo ponderosas raz6es de ARTIGO 40
interesse publico, pode ser dispensado 0 concurso de ingresso (Desistencla e renuncta)
em determinadas carreiras profissionais correspondentes a areas
vitais, ou quando seja manifesto que 0 numero de candidatos 1. 0 candidato a concurso de ingresso ou mudanca de carreira
disponivel e inferior as necessidades do quadro de pessoal. pode manifestar por escrito 0 interesse em desistir da vag a antes da
3. Compete ao Conselho de Ministros definir as carreiras publicacao dos resultados do concurso no Boletim da Republica.
profissionais referidas no rnimero anterior e definir 0 procedimento 2. 0 candidato admitido pode renunciar ao lugar para que
de ingresso com dispensa de concurso. concorreu, desde que ainda nao tenha sido notificado para tomada
de posse.
ARTIGO 36
ARTIGO 41
(Promocao)
(Funcoes de direccao, chefia e contlanca)
1. A prornocao e a mudanca para classe ou categoria seguinte
da respectiva carreira e opera-se para 0 escalao e fndice a que 1. As funcoes de direccao, chefia e de confianca sao exercidas
corresponde 0 vencimento imediatamente superior. em comissao de service e s6 podem ser preenchidas com
2. A prornocao depende de concurso, tendo em conta a obediencia as exigencias e demais requisitos referidos nos
experiencia e desempenho do funcionario e demais exigencias respectivos qualificadores profissionais e demais legislacao
aplicavel,
legais, nos termos constantes em regulamento.
3. No caso em que 0 numero de lugares for superior ao numero 2. As funcoes de direccao, chefia e confianca constam
de candidatos, pode ser dispensado 0 concurso, sem prejuizo da de legislacao especffica.
observancia dos demais requisitos. CAPiTULO VI
4. A participacao em concurso de promocao e obrigat6ria para
os funcionarios de classe ou categoria inferior da mesma carreira Deveres
que preencham os requisitos exigidos. ARTIGO 42

ARTIGO 37 (Deveres gerais do tuncionario e agente do Estado)

(Proqressao) Sao deveres gerais do funcionario e agente do Estado:


a) respeitar a Constituicao da Republica, as demais leis e
A progressao faz-se pela mudanca de escalao dentro
orgaos do poder do Estado e outras entidades publicas;
da respectiva faixa salarial, dependendo da ex periencia
b) participar acti vamente na edificacao, desenvol vimento,
do funcionario no escalao, do merito do funcionario e demais
co nso l id ac ao e defesa do Estado de direito
exigencias legais, nos termos a regulamentar.
e democratico e no engrandecimento da patria;
ARTIGO 38 c) dedicar-se ao estudo e aplicacao das leis e demais
decisoes dos orgaos do poder de Estado;
(Mudan.;a de carreira profissional)
d) defender a propriedade do e Estado e a de outras
1. A mudanca de carreira profissional faz-se por concurso, entidades publicas e zelar pela sua conservacao:
estando condicionada a existencia de vag a e ao preenchimento e) assumir uma disciplina consciente por forma a contribuir
de requisitos exigidos por lei. para 0 prestfgio da funcao de que esta investido
2. A mudanca de carreira profissional aplica-se quando 0 nivel eo fortalecimento da unidade nacional;
academico ou tccnico-profissional tenha sido obtido em area de j) respeitar as relacoes internacionais estabelecidas pelo
formacao enquadrada nas necessidades actuais da instituicao em Estado e contribuir para 0 seu desenvolvimento;
que 0 funcionario presta service. g) promover a confianca do cidadao na Administracao
3. 0 concurso pode ser dispensado quando 0 numero Publica, e na sua justica, legalidade e imparcialidade;
de lugares for superior em relacao aos candidatos, nos termos h) nao praticar desvio de fundos no Estado;
do regulamento pr6prio. i) nao apresentar documentos falsos a instituicao.

ARTIGO 43
ARTIGO 39
(Deveres especiais do tunclonarlo e agente do Estado)
(Principios)
1. Sao deveres especiais do funcionario e agente do Estado:
1. No processo de recrutamento, seleccao, classificacao ou
a) cumprir as leis, regulamentos, despachos e instrucoes
graduacao dos candidatos devem ser observados os seguintes
superiores;
princfpios:
b) cumprir exacta, pronta e leal mente as ordens e instrucoes
a) liberdade de candidatura, no caso de concurso de ingresso legais dos seus superiores hierarquicos, relativas
ou de mudanca de carreira profissional; ao service;
b) divulgacao previa dos metodos de seleccao a utilizar c) respeitar os superiores hierarquicos tanto no service
e do programa de provas; como fora dele;
d) dedicar ao service a sua inteligencia e aptidao, exercendo 2. Constituem ainda deveres especiais do funcionario e agente
com cornpetencia, abnegacao, zelo e assiduidade e de do Estado:
forma eficiente as funcoes a seu cargo, sem prejudicar
a) respeitar as normas que regulam 0 processo de admissao,
ou contrariar de qualquer modo 0 processo e 0 rftmo
mobilidade, progressao e promocao do funcionario;
do trabalho e a produtividade e as relacoes de trabalho;
b) nao praticar actos administrativos que privilegiem
e) exercer as funcoes em qualquer local que the seja
interesses estranhos ao Estado em detrimento da
designado;
eficacia dos services:
J) nao se apresentar ao service em estado de embriaguez e ou
c) nao se servir das funcoes que exerce em beneficio proprio
sob efeito de substancias psicotropicas e alucinogenias;
ou em prejuizo de terceiros;
g) apresentar-se ao servico e em todos os locais onde deve
d) nao se deslocar para 0 estrangeiro em missao de service
comparecer por motivos de service, com pontualidade,
sem autorizacao superior expressa;
correccao, asseio e aprumo e em condicoes ffsicas e
e) nao exercer outra funcao ou acti vidade remunerada sem
mentais que permitam desempenhar correctamente
previa autorizacao;
as tarefas;
11)prestar contas do seu trabalho, analisando-o criticamente J) promover a confianca do cidadao na Adrninistracao
e desenvolver a critica e autocrftica; Publica, atendendo pontualmente e com isencao:
i) manter sigilo sobre os assuntos de service mesmo depois g) nao assediar material, moral ou sexual mente no local
do termo de funcoes; de trabalho ou fora dele, desde que interfira na
j) nao recusar, retardar ou omitir injustificadamente a estabilidade, no emprego ou na progressao profissional
resolucao de urn assunto que deva conhecer ou 0 da parte assediada.
cumprimento de urn acto que devia realizar em razao
do seu cargo; ARTIGO 44
k) zelar pela conservacao e rnanutencao dos bens do Estado (Ordens e lnstrucoes ilegais)
e demais entidades publicas que the estao confiados;
l) pronunciar-se sobre deficiencias e erros no trabalho e 1. a dever de obediencia nao inclui a obrigacao de cumprir
informar sobre os mesmos ao respectivo superior ordens e instrucoes ilegais.
hierarquico; 2. Sao consideradas ordens ou instrucoes ilegais as que:
m) guardar e conservar a documentacao e arquivos segundo a) of end em directamente a Constituicao da Republica;
os regimes estabelecidos, remetendo as entidades b) sejam manifestamente contrarias a lei;
competentes a documentacao de valor historico;
c) provenham de entidade sem competencia para 0 efeito;
n) nao se ausentar, sem autorizacao superior, para 0
d) impliquem a pretericao das formalidades legais;
estrangeiro e para fora da provfncia, durante 0
e) tenham sido dadas em virtude de qualquer procedimento
periodo laboral, excepto no perfodo de ferias ou dias
doloso ou errada inforrnacao.
de descanso;
0) concorrer aos actos e solenidades oficiais convocados 3. Sempre que 0 funcionario ou agente do Estado considerar
pelas autoridades; que determinada ordem ou instrucao e ilegal, ou que do seu
p) manter-se no exercfcio das suas funcoes, ainda que haja cumprimento pode resultar perigo de vida ou danos, deve
renunciado 0 seu cargo, ate que 0 seu pedido seja de imediato, dar conhecimento por escrito, ao seu superior
decidido; hierarquico, sob pena de ser solidariamente responsavel.
q) dar exemplo de obediencia pel as instituicoes vigentes 4. Havendo ordem ex cepc ional, que tenha sido dada
e de respeito pelos seus simbolos e autoridades verbal mente, pode 0 funcionario ou agente do Estado solicitar que,
representati vas; para a salvaguarda da sua responsabilidade, the seja transmitida
r) manter relacoes harrnoniosas de trabalho com todos por escrito.
os funcionarios, criando urn ambiente de estima e 5. Se 0 pedido nao for atendido dentro do tempo em que,
de respeito mutuo no trabalho, sem quebra do rigor, sem prejuizo, 0 cumprimento da ordem possa ser demorado,
da disciplina e de exigencia no cumprimento das o subordinado guardara consigo os termos exactos da ordem
obrigacoes funcionais; recebida, a remessa do pedido para a transmissao por escrito
s) nao agredir, injuriar ou desrespeitar qualquer cidadao ou e a nao satisfacao deste, executando seguidamente.
outro funcionario no local de servico ou por causa dele; 6. Se for ordenado 0 seu imediato cumprirnento, 0 pedido da

t) combater todas as manifestacoes de racismo, tribalismo, respeitosa representacao e feito logo que a ordem for executada,
regionalismo, discrirninacao com base no sexo, no prazo de 24 horas.
filiacao partidaria, departamentalismo e outras formas 7. Nao ha dever de obediencia sempre que 0 cumprimento da
de divisionismo; ordem ou instrucao implicar a pratica de urn crime.
u) cumprir integral mente a rnissao confiada em pafs
estrangeiro e regressar ao pafs ap6s 0 seu cumprimento; ARTIGO 45
v) informar os dirigentes, funcionarios com funcoes de (Deveres especificos dos dirigentes)
direccao, chefia sempre que tenha conhecimento da
pratica ou tentativa de pratica de acto contrario a 1. as dirigentes do Estado sao responsaveis pela eficiencia e
Constituicao da Republica, as leis, decisoes do Estado, eficacia da direccao e do trabalho desenvolvido nos respectivos
regulamentos e instrucoes; services e pela execucao da polftica de gestae de recursos
w) adoptar urn comportamento correcto e exemplar na sua humanos.
vida publica, pessoal e familiar de modo a prestigiar 2. as dirigentes do Estado estao sujeitos aos seguintes deveres
a dignidade da funcao e a sua qualidade de cidadao; especfficos:
x) usar com correccao 0 uniforme previsto na lei, quando a) respeitar e cumprir a Constituicao da Republica e as
o houver. demais leis;
b) cumprir e fazer cumprir os instrumentos de CAPITULO VII
planificacao, nomeadarnente, 0 Program a do Governo, Direitos
o Plano Econornico e Social e outros instrumentos
ARTlGO 47
programaticos;
c) assegurar que os bens do Estado sob sua responsabilidade (Direitos gerais do funclonarlo e agente do Estado)
sejam administrados de forma eficiente e eficaz; 1. Constituem direitos gerais do funcionario:
d) velar pel a eficiencia e eficacia da accao administrativa
a) exercer as funcoes para que foi nomeado;
desenvolvida pelos seus subordinados, combatendo b) receber 0 vencimento e outros suplementos legalmente
o burocratismo e lutar pel a aplicacao de metodos estabelecidos;
cientfficos de trabalho, dirigindo e organizando c) beneficiar de condicoes adequadas de higiene e seguranca
convenientemente 0 sector, equipamento no trabalho, nos termos fixados em diploma especffico;
e documentacao a seu cargo; d) participar no respectivo colectivo de trabalho;
e) promover a formacao contfnua dos fu ncionarios e) ter urn intervalo diario para descanso;
seus subordinados de modo a contribuir para a sua
j) ter descanso semanal;
g) gozar ferias anuais e licencas nos termos do presente
auto-realizacao e garantir uma melhoria constante
EGFAE e demais legislacao;
da prestacao de services;
h) ser avaliado periodicamente pelo seu trabalho com
j) respeitar 0 subordinado dentro e fora de service; base em criterios justos de desempenho nos termos a
g) aplicar metodos colectivos de direccao de trabalho regula men tar;
e praticar 0 dialogo com os seus subordinados i) ser notificado da certidao de contagem de tempo
visando 0 melhoramento das condicoes de service de service para aposentacao de 5 em 5 anos;
e promovendo a sua intcgr acao nos processos j) participar em cursos de formacao profissional
de desenvolvimento institucional; e de elevacao da sua qualificacao;
k) concorrer a categorias ou classes superiores dentro da
h) nao utilizar 0 poder conferido pela funcao nem a
sua carreira profissional, bern como a outras carreiras
influenci a dele derivado para obter vantagens
profissionais em funcao do preenchimento dos
pessoais, proporcionar favores ou beneficios indevidos
requisitos, da experiencia e dos resultados obtidos na
a terceiros; execucao do seu trabalho;
i) combater todas manifestacoes de abuso de poder, l) ser tratado com correccao e respeito;
nepotismo , patrimonialismo , c1ientelismo e todas m) ser tratado pelo tftulo correspondente a sua funcao;
as demais condutas que constituam ou traduzam n) gozar de honras, regalias e precedencias inerentes
desigualdade ou favoritismo no tratamento em relacao a funcao;
0) ser reconhecido pelos bons services prestados,
aos funcionarios:
nomeadamente atraves de distincoes e prernios;
j) controlar os actos dos funcionarios que lhe estao
p) beneficiar de ajudas de custo ou ter alimentacao e
subordinados de modo a prevenir a pratica de actos
alojamento diaries em caso de deslocacao para fora
de corrupcao e exercer accao disciplinar quando a ela do local onde normalmente exerce as suas funcoes
houver lugar; por motivo de servico;
k) avaliar 0 desempenho e classificar 0 service prestado pelo q) ter transporte para si e para os familiares a seu cargo
funcionario e agente do Estado e seus subordinados, e respectiva bagagem em caso de colocacao, de
com justica nos periodos determinados por lei; transferencia por iniciati va do Estado e da cessacao
l) assegurar que os actos praticados pelo funcionario normal da relacao de trabalho com 0 Estado, nos
termos do presente EGF AE;
subordinado estejam de acordo com a lei e com os
r) beneficiar de urn subsfdio de adaptacao, fixado por
direitos e liberdades dos cidadaos;
Conselho de Ministros, por perfodo de tres meses, em
m) adoptar medidas que tornem a Administracao Publica caso de transferencia por iniciativa do Estado para fora
mais simples e cel er e , incluindo 0 recurso as do local onde normal mente presta service:
tecnologias modernas; s) gozar de assistencia medica e medicamentosa para si e
n) pres tar contas do seu trabalho, nos term os da lei; para os familiares a seu cargo, nos termos da legislacao
0) guardar sigilo profissional sobre assuntos de service, especffica;
mesmo apos a cessacao da funcao; t) ser aposentado e usufruir da respectiva pensao nos termos
p) comportar-se, na sua vida publica e privada, de modo da lei;
u) apresentar a sua defesa antes de qualquer punicao,
adequado a dignidade e prestfgio da funcao que exerce;
salvo as excepcoes previstas no n." 2, do artigo 110
q) apresentar a declaracao dos seus bens patrimoniais, nos
do presente EGF AE;
termos da lei. v) dirigir-se a entidade imediatamente superior sempre que
se sentir prejudicado nos seus direitos;
ARTlGO 46
w) beneficiar de regime especial de assistencia por acidente
(Respeito pela precedencla) em missao de service, nos termos a regulamentar;
x) beneficiar de medidas adequadas para que os portadores
1. 0 funcionario e agente do Estado nas suas relacoes de doenca cronica gozem dos mesmos direitos
profissionais respeitam as precedencias estabelecidas pela e obedecarn aos mesmos deveres dos demais
respectiva hierarquia funcional. funcionarios, nos termos a regulamentar;
2. No caso de igualdade de hierarquia funcional, a antiguidade y) exercer a liberdade sindical nos termos da legislacao
na funcao e fundamento de precedencia. aplicavel,
2. Ao agente do Estado sao reconhecidos os direitos previstos ARTIGO 52
no ruirnero anterior, com excepcao das alfneas k), r) e q),
do mesmo mimero salvo nos casos previstos no presente EGFAE. (Outras regalias)
3. 0 funcionario ou agente do Estado portador de deficiencia
Outras regalias sao reguladas pelo Conselho de Ministros por
goza dos mesmos direitos e obedece aos mesmos deveres dos
legislacao especifica.
demais funcionarios e agentes do Estado no que respeita ao
acesso ao emprego, formacao e promocao profissional, bern como CAPITULO VIII
as condicoes de trabalho adequadas ao exercicio de actividade
socialmente util tendo em conta as especificidades inerentes a Remuneray30
sua capacidade de trabalho reduzida, exceptuando-se 0 previsto ARTIGO 53
na alfnea k) do n." 1 do artigo 47, no caso do agente.
(Componentes da rernuneracao)
ARTIGO 48
A rernuner ac ao do funcionar io ou agente do Estado
(Prescrtcao dos direitos emergentes da relaeao de trabalho e constituida
por:
com 0 Estado e outros entes publlcos) a) vencimento;
1. Todo direito resultante da relacao de trabalho com 0 Estado b) suplementos.
ou outro ente publico e da sua violacao ou cessacao prescreve
no prazo de urn ano, contado a partir da data da cessacao da ARTIGO 54
relacao laboral, salvo 0 que estiver especialmente regulado em (Vencimento e suplementos)
legislacao especial.
2. 0 prazo de prescricao suspende-se, quando 0 funcionario 1. 0 vencimento constitui a retribuicao ao funcionario ou
ou agente do Estado, 0 Estado ou outro ente publico, tenha agente do Estado de acordo com a sua carreira, categoria ou
proposto aos orgaos competentes uma accao ou recurso ao tribunal funcao, como contrapartida pelo trabalho prestado ao Estado e
administrati vo competente pelo incumprimento ou violacao do consiste numa determinada quantia em dinheiro paga em periodo
vinculo de trabalho. e local certos.
3. 0 prazo de prescricao e suspenso igualmente, por urn 2. Todo 0 funcionario e agente do Estado em regime identico
periodo de 30 dias, quando 0 funcionario ou agente do Estado de prestacao de service tern direito a receber vencimento igual
tiver apresentado, por escrito, reclamacao ou recurso hierarquico por trabalho igual.
junto de entidade competente. 3. Constituem suplementos ao vencimento os abonos e
4. Os prazos a que se refere 0 presente artigo sao contados em subsidios atribuidos ao funcionario e agente do Estado, de caracter
dias consecutivos de calendario, nos termos da lei. permanente ou nao, nos termos constantes de regulamento
especifico.
ARTIGO 49
ARTIGO 55
(Documento de ldentiflcacao)
(Regime excepcional)
1. 0 funcionario e agente do Estado tern direito a documento
de identificacao que constitui elemento de prova da sua qualidade 1. 0 funcionario que tenha exercido uma ou varias funcoes
de funcionario ou agente do Estado, assim como da funcao que em comissao de service por perfodo minirno de dez anos,
exerce. seguidos ou interpolados, pode adquirir 0 direito ao vencimento
2. A situacao de aposentado deve ser averbada no documento correspondente a:
de identificacao do funcionario ou agente do Estado. a) funcao mais elevada, se a tiver exercido, durante pelo
ARTIGO 50 menos 5 anos;
b) qualquer funcao que, nao sendo a mais elevada, tenha
(Direitos especiais da tunclonarla e da agente do Estado) exercido por urn periodo minimo de 3 anos.
1. Sao assegurados a funcionaria e agente do Estado, durante 2. Para as situacoes previstas nas alfneas a) e b) do n." 1
o periodo da gravidez e ap6s 0 parto, os seguintes direitos: e necessario que se tenha avaliacao de desempenho positiva nos
a) nao realizar, sem diminuicao da remuneracao, trabalhos ultirnos dois anos de exercicio da funcao.
que sejam clinicamente desaconselhavcis ao seu estado 3. A atribuicao do vencimento a que se refere 0 numero 1 nao
de gravidez; abrange os aposentados e, e feita nos termos a regulamentar.
b) nao pres tar trabalho nocturno, excepcional ou 4. 0 exercicio da funcao prestada em regime de substituicao
extraordinario, ou ser transferida do local habitual de conta para efeitos do disposto no n." 1 do presente artigo.
trabalho, a partir do terceiro mes de gravidez, salvo 5.0 disposto no presente artigo nao e aplicavel:
a seu pedido ou se tal for necessario para a sua saude a) aos gestores de empresas e institutos publicos ou
ou a do nascituro; de outras instituicoes ou unidades de execucao de
c) rnanutencao dos direitos inerentes a funcao ou cargo que projectos regidas por legislacao especifica;
exerca durante 0 periodo de gestacao. b) as funcoes nao integradas no Sistema de Carreiras
2. Ap6s a licenca de parto, a funcionaria ou agente do Estado e Remuneracao em vigor na Funcao Publica.
pode interromper, diariamente, 0 trabalho por urn perfodo nao
superior a uma hora, para aleitamento da crianca, ate 365 dias, ARTIGO 56
salvo se, por parecer clinico, outro tempo for estipulado. (Suplemento de trabalho em condleoes excepcionais)

ARTIGO 51 1. Quando os interesses do Estado assim 0 exijam, podem ser


(Direitos e regalias em comissao de servlco)
definidos locais ou actividades em relacao aos quais e abonado
urn suplemento por virtude de condicoes e riscos especiais de
Os direitos e regalias do funcionario em comissao de service trabalho, traduzidos por particular desgaste fisico ou psiquico
sao objecto de regulamentacao especffica. em razao da natureza do trabalho ou do local.
2. Os locais e actividades bern como 0 suplemento referidos ARTIGO 64
no numero 1 sao def nidos em regulamento. (Rernuneracao por trabalho extraordlnarlo)

ARTIGO 57 1. E autorizada a rernuneracao por trabalho extraordinario,


quando se verifiquem motivos ponderosos para a sua realizacao.
(Remuneracao do tunclonarto destacado)
2. Nao ha lugar ao pagamento de horas extraordinarias ao
1. 0 destacamento confere 0 direito a remuneracao pelo cargo funcionario que exerca cargo de direccao, chefia ou confianca,
que 0 destacado for a desempenhar. 3. A prestacao de horas extraordinarias e remunerada na base
2. Nos casos em que a rernuneracao do cargo exercido em da tarifa horaria que corresponder ao vencimento do funcionario
destacamento seja inferior a remuneracao certa que corresponde ou agente do Estado.
ao funcionario destacado, na respectiva classe ou categoria, 4. A autorizacao da realizacao de horas extraordinarias
aquele aufere a remuneracao correspondente ao seu escalao remuneradas compete aos dirigentes dos orgaos centrais, aos
e classe ou categoria. Governadores Provinciais, aos Administradores Distritais e outros
3. Em qualquer dos casos referidos nos mirneros anteriores, dirigentes indicados na respectiva legislacao, para os funcionarios
a rernunerac ao do funcionario destacado constitui encargo que lhes sao subordinados, mediante proposta previa devidamente
do organismo em que se encontra a prestar service. fundamentada.

ARTIGO 58 ARTIGO 65
(Remuneracao por interinidade) (Rernuneracao por trabalho ern regime de turnos)

o funcionario interino tern direito a receber a rernuneracao 1. Considera-se trabalho em regime de turnos, todo aquele que
correspondente a categoria ou classe para que foi nomeado for prestado em regime de escalonamento em virtude da exigencia
interinamente. de funcionamento do service durante as 24 horas do dia.
2. As condicoes para a sua realizacao e rernuneracao sao
ARTIGO 59
objecto de regularnentacao especffica.
(Rernuneracao por substltuieao)
ARTIGO 66
o desempenho de uma ocupacao por substituicao confere 0
(Subsfdio ern prlsao preventiva)
direito a receber 0 vencimento da ocupacao, sempre que se trate
de perfodo igual ou superior a 30 dias. 1. Aos familiares do funcionario ou agente do Estado em
prisao preventiva e pago urn subsfdio cujo regime consta
ARTIGO 60 do regulamento proprio.
2. Cessando a prisao preventiva e nao havendo lugar a acusacao,
(Rernuneracao por acurnulacao de tuncoes)
o funcionario ou agente do Estado retoma retroacti vamente a sua
o funcionario que acumule funcoes tern direito a receber, para rernuneracao por inteiro, deduzindo-se 0 valor dos subsidios
alem do vencimento correspondente a sua ocupacao e enquanto eventual mente pagos a famflia.
durar a acurnulacao, urn suplemento correspondente a 25% 3. 0 pagamento do subsidio cessa logo que for deduzida
do vencimento da ocupacao. e recebida a acusacao pelo tribunal ou nos casos de evasao
do funcionario ou agente detido.
ARTIGO 61 4. 0 funcionario ou agente do Estado absol vido retorna
retroactivamente a sua remuneracao por inteiro, deduzindo-se
(Remuneray3o ern perfodo de formacao)
o valor dos subsidios eventualrnente pagos a farnflia.
o funcionario em actividade que seja seleccionado para
CAPITULO IX
frequentar cursos de formacao ou de aperfeicoarnento tecnico-
profissional, reciclagens ou estagios, realizados em territorio Formay80
nacional ou no estrangeiro tern direito a uma rernuneracao fixada ARTIGO 70
em diploma especifico.
(Objectivos)
ARTIGO 62 L 0 funcionario e agente do Estado desenvolve atraves
(Rernuneracao do tuncionarlo estudante) de urn processo de formacao e aperfeicoarnento as suas quaJidades
tecnico-profissionais.
E fixada em legislacao especial a remuneracao do funcionario 2. A frequencia de cursos de formacao por funcionario
que, em obediencia aos pIanos de formacao do seu organismo, ou agente do Estado previamente seleccionados e obrigatoria.
se encontrar a frequentar urn curso de formacao em territorio
nacional ou no estrangeiro. ARTIGO 71
(Boisas de estudo)
ARTIGO 63
1. Os services do Estado, nos termos fixados no regime proprio,
(Remuneray30 por trabalho nocturno)
podem atribuir bolsas de estudo aos seus funcionarios com vista
1. Para efeitos de remuneracao considera-se trabalho nocturno a elevar a sua qualificacao, devendo tomar em conta 0 respectivo
o que for prestado no perfodo compreendido entre as 20 horas desernpenho.
de urn dia e as 6 horas do dia seguinte. 2. 0 funcionario bolseiro deve, concluida a sua formacao,
2. As condicoes para a sua realizacao e rernuneracao sao prestar trabalho ao Estado, por urn tempo minimo correspondente
reguladas nos termos de legislacao especial. ao periodo da duracao da bolsa.
CAPITULO X ARTIGO 76
Avallacao de Desempenho (Abandono de lugar)

ARTIGO 72 Presume-se abandono de lugar a ausencia do funcionario


ou agente do Estado do seu local de trabalho, sem justificacao,
(Avaliacao de desempenho)
por perfodo superior a 45 dias seguidos ou 60 dias interpolados
1. A avaliacao de desempenho do funcionario e agente do durante 0 mesmo ano civil.
Estado e sistematica e periodica nos termos do regulamento
SEC<;:AO III
proprio.
2. 0 desempenho positivo constitui para 0 funcionario ou Licenyas
agente do Estado pressuposto essencial para 0 acesso aos direitos. ARTIGO 77
3. A avaliacao de desempenho de "Mau" tern as seguintes
(Tipo de llcencas)
implicacoes:
a) tratando-se de titular de cargo de direccao ou chefia, 1. Os funcionarios tern direito as seguintes licencas:
cessa as funcoes; a) por doenca;
b) tratando-se de funcionario de norneacao provisoria, b) de parto;
e dispensado dos quadros do Estado, sem direito a c) de paternidade;
qualquer indemnizacao; d) de casamento, bodas de prata e de ouro;
c) tratando-se de agente do Estado, extingue-se a relacao e) por luto;
laboral por rescisao do contrato; j) para 0 exercicio de funcoes em organismos intemacionais;
d) tratando-se de urn funcionario de norneacao definitiva e g) para 0 acompanhamento do co nju g e colocado
passivel de urn procedimento disciplinar. no estrangeiro;
11) registada;
4. E passivel de procedimento disciplinar, 0 responsavel i) especial;
que por negligencia nao proceda a avaliacao do funcionario j) ilimitada.
e do agente do Estado.
2. A concessao das licencas constantes das alineas g), 11) e i)
CAPITULO XI do n." 1, depende da previa ponderacao de conveniencia
de service.
Ferias, Faltas e Licencas 3. 0 agente do Estado beneficia das licencas das alfneas a),
SEC<;:AO I b), c), d) e e) do n." 1, do presente artigo.

Ferias ARTIGO ARTIGO 78

73 (Direito a (Llcencas)

tertas) 1. A licenca por doenca e concedida pela Junta de Saude por


o funcionario ou agente do Estado tern direito, em cada ana periodos ate 30 dias, prorrogaveis por periodos sucessivos, ou
civil, a 30 dias de ferias, nos termos do regulamento pr6prio. sob parecer clinico ate oito dias.
2. A licenca de parto consiste na concessao a funcionaria ou
ARTIGO 74 agente do Estado parturiente, de 90 dias, acumulaveis com as
ferias, podendo iniciar 20 dias antes da data provavel do parto.
(Rernuneracao por tertas nao gozadas) 3. A licenca de parto referida no mimero anterior aplica-
1. No ana em que 0 funcionario ou agente do Estado preveja a se tamb e m aos casos de parto a termo ou prematuro,
cessacao da relacao laboral deve requerer ferias correspondentes independentemente de ter sido nado vivo ou morto, cujo periodo
de gestacao seja igual ou superior a sete meses.
aos meses de trabalho.
4. A licenca de paternidade consiste na concessao, ao pai, de
2. Em caso de cessacao da actividade do funcionario ou agente
uma licenca de sete dias, seguidos ou interpolados, nos 30 dias
do Estado que nao seja possfvel prever, nos termos do n." 1,
contados a partir da data do nascimento do filho.
e nao resultante de processo disciplinar, este tern direito a receber
5. A licenca de paternidade estabelecida no numero 4 e
remuneracao correspondente ao perfodo de ferias nao gozadas e concedida por 60 dias quando se verifique morte, ou incapacidade
proporcional ao tempo de service prestado. ffsica ou psiquica da progenitora, devendo a capacidade ser
comprovada pela junta de saude.
SEc<;:Ao II
6. A licenca de casamento, bodas de prata ou de ouro e
Faltas e abandono de lugar concedida a requerimento do funcionario ou agente do Estado
visado, e tern a duracao de 10 dias de calendario.
ARTIGO 75
7. Por motivo de morte de familiar, 0 funcionario ou agente
(Faltas) do Estado tern direito a uma licenca de luto, cujo perfodo e
estabelecido em razao do grau de parentesco, nos termos a
1. Considera-se falta ao service a nao cornparencia do
regulamentar.
funcionario ou agente do Estado durante 0 periodo normal de 8. A pedido de funcionario de norneacao definitiva, des de
trabalho a que esta obrigado, bern como a nao comparencia em que haja interesse do Estado, pode ser concedida licenca para 0
local a que deva deslocar-se por motivo de service. exercicio de funcoes em organismos intemacionais.
2. As faltas podem ser justificadas ou injustificadas. 9. Quando 0 funcionario for colocado no estrangeiro por
3. 0 tratamento a ser reservado as faltas justificadas periodo de tempo superior a 90 dias ou indeterminado, em missao
e injustificadas e objecto de regulamentacao. de representacao de interesses do Estado ou em organismos
internacionais, 0 respectivo conjuge, caso seja funcionario, tern d) doenca comprovada por atestado medico ou Junta
direito a licenca para acompanhamento de conjuge colocado no de Saude;
estrangeiro sem direito a vencimento. e) concursos;
10. Ao funcionario de norneacao definitiva pode ser concedida j) outros motivos.
Iicenca registada ate 180 dias prorrogaveis ate 365 dias, invocando 2. As deslocacoes referidas no n." 1 conferem ao funcionario
motivo justificado e ponderoso. ou agente do Estado 0 direito ao abo no de passagens, salvo nos
11. A licenca referida no numero 10 pode ser concedida casos de mobilidade a pedido do funcionario.
duas vezes intercaladas por periodc nao inferior a cinco anos 3. As deslocacoes efectuadas nos termos da alinea c),
de prestacao de service efectivo na Adrninistracao Publica. do n." 1 do presente artigo conferem 0 direito a ajudas
12. A requerimento do funcionario de norneacao definitiva, de custo nos termos do regulamento proprio.
pode ser concedida uma Iicenca especial sem vencimento para 4. As deslocacoes por motivo de colocacao e mobilidade
frequencia de estagios, cursos de pos-graduacao, mestrado conferem 0 direito ao abono de passagens para a farnilia, desde
e doutoramento, ate a duracao do respectivo curso prorrogaveis que viva na dependencia exclusiva do funcionario ou agente
pelo tempo julgado necessario. do Estado.
13. A licenca ilimitada pode ser concedida a pedido 5. Para efeitos do nurnero anterior entende-se por familia:
do funcionario de nomeacao definitiva. a) conjuge incluindo os que se encontram em uniao de facto;
b) descendentes menores do casal, incluindo os enteados
ARTIGO 79 e adoptados;
c) ascendentes do casal a seu cargo;
(Dispensa)
d) descendentes maiores incapazes a seu cargo.
Os pressupostos da dispensa e seus efeitos sao objecto 6. Em relacao aos familiares previstos nas aline as c) e d)
de regulamentacao. do mimero 5, deve ser comprovado atraves de atestado, emitido
pela estrutura administrativa do local de residencia, que vivem
CAPITULO XII em comunhao de mesa e habitacao,
Distin~oes e Prernlos 7. Na mobilidade por conveniencia de service do funcionario
cujo conjuge ou a pessoa com quem vive em uniao de facto e
ARTIGO 80
tarnbem funcionario deve igualmente ser assegurada a mobilidade
(Dlstlncoes e prernlos) deste, nos termos da lei.
Ao funcionario ou agente do Estado sao atribuidas distincoes ARTIGO 83
e prernios, pelo cumprimento exemplar das suas obrigacoes,
elevacao da eficiencia do trabalho, melhoria da qualidade (Acompanhamento por familiar em caso de doenca)

de service e trabalho prolongado e meritorio, inovacoes laborais 1. Nas deslocacoes por motivo de doenca do funcionario ou
e outros meritos, nas seguintes modalidades: agente do Estado ou de qualquer dos membros do agregado
a) Distincoes familiar previstos no numero 5, do artigo 82 do presente EGFAE,
i. apreciacao oral; quando por parecer da Junta de Saude ou clinico deva ser
ii. apreciacao escrita; acompanhado por elemento de famflia, a passagem deste tambern
iii. louvor publico; corre por conta do Estado.
iv, inclusao do nome do funcionario em livro ou quadro 2. Os casos de abita de funcionario ou agente do Estado sao
de honra; tratados de acordo com as normas a regulamentar incluindo a
v. atribuicao de condecoracoes; situacao que envolva a transladacao.
vi. concessao de diploma de honra;
vii. outras distincoes estabelecidas em legislacao ARTIGO 84
aplicavel. (Classes em viagem)
b) Premios
Os funcionarios ou agente do Estado e os seus familiares
i. preferencia na escolha para cursos de formacao viajando por via aerea, maritima ou terrestre, tern direito a
e de reciclagem e outras formas de valorizacao; ocupar determinadas classes, segundo a hierarquia, nos termos
ii. atribuicao de prendas materiais e prernios monetarios; do regulamento proprio.
iii. prornocao por merito.
ARTIGO 85
ARTIGO 81
(Conversao de passagens em combustlvel)
(Cornpetencla)
Nos casos em que 0 funcionario ou agente do Estado pretenda
A cornpetencia e os criterios para atribuicao de distincoes utilizar viatura propria pode ser fornecido cornbustivel consoante
e prernios referidos no artigo 80 do presente Estatuto sao objecto a media do con sumo por quilometro da sua viatura ate ao seu
de regulamento proprio. destino e vice- versa.

CAPITULO XIII ARTIGO 86

Deslocacoes (Passagens para familiares por morte do funclonarlo


ou agente do Estado em mlssao de service)
ARTIGO 82
(Motivos)
Em caso de morte de funcionario ou agente do Estado,
resultante de acidente em missao de service fora do local do
1. As deslocacoes sao determinadas pelos seguintes motivos: domicflio oficial, constitui encargo do Estado:
a) colocacao; a) 0 abo no das passagens para 0 agregado familiar, em
b) mobilidade; numero a regulamentar;
c) missao de service; b) as despesas resultantes da transladacao do corpo.
ARTIGO 87 ARTIGO 92
(8agagem)
(Prescricao do procedimento disciplinar)
Em caso de colocacao ou mobilidade por iniciativa do Estado, 1. 0 direito de instaurar 0 processo disciplinar prescreve
o funcionario tern direito a trans porte de bagagem, nos termos passados tres anos sobre a data em que a infraccao tiver sido
do regulamento proprio. cometida.
2. Suspende 0 prazo de prescricao a instauracao do processo
CAPITULO XIV
disciplinar, de inquerito, de sindicancia ou de averiguacao, mesmo
Liberdade Sindical e Greve que nao tenha sido instaurado 0 procedimento disciplinar contra
ARTIGO 88 o funcionario ou agente do Estado a quem a prescricao aproveita,
caso se venha a apurar infraccao de que seja autor.
(Liberdade sindical)
3. Constituindo infr accao disciplinar simultaneamente
A criacao, modificacao e extincao de sindicato, urnao, infraccao criminal, 0 direito de instaurar 0 procedimento
federacao ou outras formas de associacoes sindicais e profissionais disciplinar prescreve no prazo previsto em legislacao penal para
na Funcao Publica, bern como as respectivas garantias de a prescricao do procedimento criminal.
independencia e autonomia, relativamente ao Estado, aos partidos
SEC<;AO II
politicos, as instituicces e confissoes religiosas, com vista a
promocao da estabilidade laboral e na resolucao de conflitos entre Sancoes disciplinares
o Estado e 0 funcionario ou agente do Estado sao regulados por lei.
ARTIGO 93
ARTIGO 89 (Tipo de sancoes disciplinares)

(Greve) 1. As sancoes disciplinares aplicaveis ao funcionario e agente


o exercicio do direito a greve pelo funcionario e agente do Estado sao as seguintes:
do Estado e regulado por lei e assenta no respeito pelo princfpio a) advertencia;
da continuidade e qualidade da prestacao do service publico. b) repreensao publica;
c) multa;
CAPITULO XV d) despromocao;
Responsabilidade Disciplinar e) dernissao;
f) expulsao,
SEC<;AO I
2. Nao e licito aplicar a titulo de sancao disciplinar qualquer
Disposicoes gerais outra medida que nao esteja prevista no numero 1, sem prejuizo
ARTlGO 90 dos efeitos acessorios consagrados no artigo 106 do presente
Estatuto.
(Principios gerais)
ARTIGO 94
1. 0 funcionario ou agente do Estado que nao cumpre ou que
falte aos seus de veres , abuse das suas funcoes ou de qualquer (conteudo das sancoes disciplinares)
forma prejudique a Administracao Publica esta sujeito a
1. As sancoes disciplinares consistem no seguinte:
procedimento disciplinar ou a aplicacao de sancoes disciplinares,
sem prejuizo de procedimento criminal ou cfvel. a) Advertencia- critica formalmente feita ao infractor pelo
2. A principal finalidade da sancao e a educacao do funcionario respectivo superior hierarquico;
ou agente do Estado para uma adesao voluntaria a disciplina e para b) Repreensao publica - critica feita ao infractor pelo
o aumento da responsabilidade no desempenho da sua funcao. respecti vo superior hierarquico, na presenca dos
funcionarios ou agentes do Estado do service onde 0
3. A falta de cumprimento dos de veres por accao ou ornissao
infractor esteja afectado;
dolosa ou culposa e punivel ainda que nao tenha resultado prejuizo
c) Multa - desconto de uma importancia correspondente
ao service.
ao vencimento do funcionario ou agente do Estado
ARTIGO 91 pelo minimo de cinco e maximo de 90 dias, graduada
conforme a gravidade da infraccao, que reverte para os
(Exclusao de responsabilidade disciplinar) cofres do Estado. 0 desconto em cada mes e efectuado
1. E excluida a responsabilidade disciplinar do funcionario nos vencimentos do infractor, nao podendo exceder
ou agente do Estado que actue no cumprimento de ordens ou de urn terce do seu vencimento;
instrucoes emanadas de legitime superior hierarquico, em materia d) Despromocao - descida para a classe ou categoria inferior
de service, se delas tenha reclamado ou exigido a sua transmissao no primeiro escalao da faixa salarial pelo periodo de
ou confirrnacao, por escrito. seis meses a dois anos;
2. Considerando ilegal a ordem recebida, 0 funcionario ou e) Dernissao - afastamento do infractor do aparelho do
agente do Estado faz mencao desse facto ao reclamar ou ao pedir Estado, podendo ser readmitido decorridos quatro
a sua transmissao ou confirrnacao, por escrito. anos sobre a data do despacho punitivo, desde que
3. Quando a ordem seja dada com mencao de cumprimento cumulati vamente:
imediato, a cornunicacao do funcionario ou agente do Estado e i. haja vaga no quadro de pessoal;
efectuada apos a execucao da ordem. ii. haja disponibilidade orcarnental;
4. Cessa 0 dever de obediencia, sempre que 0 cumprimento iii. se prove que atraves do seu comportamento
das ordens ou instrucoes implique a pratica de crime. se encontra reabilitado.
f) Ex pulsao - afastamento do infractor do aparelho ARTIGO 97
do Estado, podendo ser readmitido decorridos oito (Multa)
anos sobre a data do despacho punitivo, desde que
cumulati vamente: 1. A sancao de multa e aplicavel ao funcionario e ao agente
do Estado no caso de negligencia ou falta de zelo no cumprimento
i. haja vaga no quadro de pessoal;
dos deveres.
ii. haja disponibilidade orcarnental;
2. E nomeadamente aplicavel ao funcionario e ao agente
iii. se prove que atraves do seu comportamento se
do Estado que:
encontra reabilitado.
a) nao zele pela conservacao e manutencao dos bens
2. 0 funcionario demitido ou expulso ou agente com
do Estado que the estao confiados;
contrato rescindido por motivos disciplinares nao havendo vaga
b) exerca outra funcao ou actividade remunerada sem previa
na instituicao anterior pode concorrer para ingresso noutras
autorizacao;
instituicoes publicas,
c) esbanje ou permita esbanjamento, na o usando
3. Se a sancao da alinea d), do n." 1 recair em funcionario
racionalmente e com austeridade os meios humanos,
de categoria ou classe insusceptivel de despromocao, a pena
materiais e financeiros disponiveis;
e graduada para a sancao imediatamente superior ou inferior,
d) retarde ou omita injustificadamente a resolucao de urn
consoante as circunstancias agravantes ou atenuantes fixadas
assunto ou a pratica de urn acto em razao da sua funcao,
no respectivo processo disciplinar.
ou ainda se recuse a faze-Io;
4. 0 func ionario expulso ou demitido pode requerer
e) guarde ou conserve de forma inconveniente livros,
a aposentacao des de que tenha, pelo menos, 15 anos de service
documentos e outro material a seu cargo, violando
no Estado. instrucoes ou ordens superiores ou que nao lhes deem
5. 0 func ionari o demitido ou expulso, nao podendo o devido destino;
reingressar no Aparelho do Estado, pode solicitar a transferencia .f) falte ao service sem justificacao aceitavel ate 15 dias
dos descontos para aposentacao efectuados para outro sistema seguidos ou interpolados durante 0 ana civil;
de seguranca e previdencia a que se encontrar vinculado. g) nao use com correccao 0 uniforme prescrito na lei;
h) nao se apresente ao service limpo, asseado e aprumado.
SEcC;Ao III
ARTIGO 98
lntraccoes e sancoes
(Despromocac )
ARTIGO 95
(Advertencla) 1. A sancao de desprornocao e aplicavel ao funcionario que
revele incornpetencia profissional culposa de que resultem
A sancao de advertencia recai em faltas que nao tragam prejuizos para 0 Estado ou para terceiros enos casos de violacao
prejuizo ou descredito para os services ou para terceiros. de deveres profissionais fundamentais e negligencia grave.
2. Considera-se incornpetencia profissional culposa 0 exercfcio
ARTIGO 96 de forma nao eficiente das funcoes, com prejuizo ou criacao
de obstaculos ao processo e ritmo de trabalho, a eficiencia
(Repreensao publica)
e relacoes de trabalho.
1. A sancao de reprcensao publica e em geral aplicada 3. E nomeadamente aplicavel ao funcionario que:
as infraccoes que revelam falta de interesse pelo service. a) nao respeite os superiores hierarquicos, tanto no service
2. E nomeadamente aplicavel ao funcionario e ao agente como fora dele;
do Estado que: b) tolere manifestacoes de tribalismo, regionalismo
a) nao cumpra exacta, pronta e leal mente as ordens e racismo;
e instrucoes legais dos seus superiores hierarquicos, c) nao se apresente com pontualidade, correccao, asseio
relati vas aos services, desde que nao resulte em e aprumo nos locais onde deva comparecer por motivo
descredito ou prejuizo para os services ou terceiros; de service;
d) se apresente em estado de embriaguez ou sob efeitos de
b) durante 0 mes, se ausente ou falte ao service ate 24 horas
substancias psicotropicas e alucinogenias no local de
de trabalho sem justa causa;
trabalho, se pen a mais grave nao couber;
c) nao acate as regras das instituicoes vigentes, ou nao
e) assedie moral, material ou sexualmente os seus colegas;
manifeste a deferencia devida aos seus simbolos
.f) deixe de informar os dirigentes da pratica ou tentativa
e autoridades representativas;
de pratica de qualquer acto contrario a Constituicao
d) sem motivo justificado, nao participe nos actos da Republica ou principios definidos pelo Estado
e solenidades oficiais para que tenha sido convocado; de que tenha conhecimento;
e) ass urn a urn comportamento indisciplinado nas relacoes g) falte sem justificacao aceitavel ao service ate 30 dias
de trabalho, se sancao mais grave nao couber; seguidos ou 45 dias interpolados durante 0 ana civil;
.f) deixe de prestar contas do seu trabalho ou nao 0 analise h) se sirva das suas funcoes ou invoque 0 nome do orgao,
criticamente desenvolvendo critica e autocritica; estrutura, dirigente ou superior hierarquico para obter
g) assuma urn comportamento incorrecto na sua qualidade vantagens, exercer pressao ou vinganca;
de cidadao; i) nao aceite exercer funcoes em qualquer lugar para onde
h) falte ao dever de manter relacoes harmoniosas de trabalho seja designado;
e nao erie urn ambiente de estima e respeito mutuo; j) pratique nepotismo, favoritismo, patrimonialismo
i) falte ao service sern justificacao ate cinco dias seguidos e clientelismo na admissao, promocao ou movimen-
ou oito dias interpol ados durante 0 ana civil. tacao de pessoal;
k) pratique actos administrativos que privilegiem interesses h) viole regras relativas ao conftito de interesses, quando
estranhos ao Estado em detrimento da eficacia dos se trate de funcionario ou agente que exerca funcao
services; de direccao, chefia e ou confianca:
l) nao atende 0 cidadao com civismo e respeito; i) abandono de lugar.
m) pratique actos ou ornissoes que, de forma determinante,
concorram para 0 inicio de actividades de agentes cujo ARTIGO 101
ingresso nao tenha sido precedido de publicacao em
(Gradua~ao das medidas disciplinares)
Boletim da Republica, salvo os casos previstos na lei.
1. Para efeitos de graduacao das medidas disciplinares deve-
ARTIGO 99 se ponderar a gravidade da infraccao praticada, a importancia
(Demlssao) do prejuizo causado e, em especial, as circunstancias em que
a infraccao foi cometida, 0 grau de culpabilidade e a conduta
1. A sancao de dernissao e aplicavel nos seguintes casos:
profissional do funcionario,
a) procedimento atentatorio ao prestigio e dignidade 2. A infraccao considera-se particularmente grave sempre que
da funcao; a sua pratica seja reiterada, intencional e provoque prejuizo ao
b) incornpetencia profissional grave, designadamente Estado ou a
economia nacional ou, por qualquer forma, ponha
i g no r a n c i a in d e s c u l p a ve l , in a p t i d a o , erro em causa a subsistencia da relacao do trabalho com 0 Estado.
indesculpavel, bern como reiterado incumprimento de
leis, regulamentos, despachos e instrucoes superiores. ARTIGO 102
2. E nomeadamente aplicavel ao funcionario que:
(circunstanclas atenuantes)
a) reiteradamente nao cumpra exacta, pronta e lealmente as
ordens e instrucoes dos seus superiores hierarquicos 1. Sao circunstancias atenuantes as seguintes:
relativas aos services; a) a confissao espontanea da infraccao:
b) di vulgue ou permita a di vulgacao de inforrnacao b) a reparacao espontanea dos prejuizos causados;
c1assificada que conheca em razao do service; c) 0 comportamento exemplar anterior a infraccao;
c) abandone injustificadamente 0 local ou sector de trabalho, d) a falta de intencao dolosa;
recusando enfrentar riscos ou dificuldades resultantes e) a prestacao de services relevantes ao Estado;
do proprio trabalho ou local; f) ausencia de publicidade da infraccao;
d) negligencie a missao que the tiver sido confiada em Pais g) os diminutos efeitos que a falta tenha produzido;
estrangeiro ou nao regresse logo apos 0 cumprimento h) todas aquelas que revelarem d irn in u ic a o
da missao;
de responsabilidade.
e) falte ao service sem justificacao aceitavel ate 45 dias
2. Sempre que num processo disciplinar seja fixada qualquer
seguidos ou 60 dias interpolados, durante 0 mesmo
das atenuantes enumeradas no numero 1, pode ser aplicada ao
ano civil;
f) viole regras relativas ao conftito de interesses, quando se infractor a pen a mais baixa desse escalao ou a pena mais grave
trate de funcionario ou agente que nao exerca funcao do escalao imediatamente inferior.
de direccao, chefia ou confianca;
ARTIGO 103
g) pratique actos ou ornissoes que, de forma determinante,
concorram para 0 inicio de acti vidades de funcionario (Agravantes)
ou agente cujo ingresso nao tenha sido precedido de
visto do tribunal administrativo competente, salvo os 1. Sao circunstancias agravantes:
casos previstos na lei. a) a acumulacao de infraccoes;
b) a reincidencia;
ARTIGO 100 c) a premeditacao;
(Expulsao) d) a gravidade da infraccao,

A sancao de expulsao e aplicavel ao funcionario que: 2. A categoria, c1asse ou funcao do infractor, de acordo com 0

seu nivel hierarquico, constitui circunstancia agravante especial


a) atente contra a unidade nacional;
do dever de nao cometer a infraccao ou de obstar a que ela fosse
b) atente contra 0 prestigio ou dignidade do Estado;
c) agrida, injurie ou desrespeite gravemente qualquer cometida.
cidadao ou funcionario ou agente no local de service 3. Sempre que num processo disciplinar seja fixada qualquer
ou fora dele por ass unto relacionado com 0 service; das agravantes referidas no mimero 1 e aplicada ao infractor a
d) incite 0 funcionario e agente a indisciplina, a desobediencia pena mais grave desse escalao ou a pena mais baixa do escalao
as leis e ordens legais superiores ou provoque 0 nao imediatamente superior.
cumprimento dos deveres inerentes a funcao publica;
e) viole 0 segredo profissional ou confidencialidade de que ARTIGO 104
resultem prejuizos materiais ou morais para 0 Estado
(Danos)
ou para terceiros;
f) pratique ou tente praticar desvio de fundos ou bens Se da infraccao disciplinar advierem danos materrars ou
do Estado; prejuizos mensuraveis nos bens do Estado em consequencia de
g) se sirva das suas funcoes para solicitar ou receber dinheiro dolo, irnprudencia, falta de destreza ou negligencia do funcionario
ou promessa de dinheiro ou qualquer vantagem ou agente do Estado, deve ser participado, no que respeita
patrimonial, que nao the seja devido para praticar aos danos ou prejuizos, ao Ministerio Publico para efeitos de
ou nao praticar urn acto que implique violacao dos instauracao do competente procedimento ci vii ou criminal,
deveres a seu cargo; conforme ao caso couber.
ARTIGO 105 2. 0 registo da sancao cumprida pode ser cancelado do assento
do registo biografico com excepcao das penas de dernissao
(Acurnulacao, relncldencta e premedltacao)
e expulsao,
1. Ha acumulacao de infr accoes quando duas ou mais 3. 0 cancelamento da sancao e decidido pelo dirigente com
infraccoes sao cometidas na mesma ocasiao ou quando uma cornpetencia para nomear, sob proposta do dirigente do colectivo
e cometida antes de ter sido punida a anterior. de trabalho do funcionario punido, fundamentada na efectiva
2. Ha reincidencia quando a infraccao for cometida antes regeneracao, dedicacao ao trabalho e comportamento correcto
do fim do cumprimento da sancao anterior, desde que se trate durante dois anos.
de infraccao a que seja abstractamente aplicavel a mesma sancao. 4. 0 cancelamento elimina do assento do registo biografico
3. Ha premeditacao quando 0 desfgnio e formado pelo menos do funcionario a mencao da infraccao e da respectiva sancao.
24 horas antes da pratica da infraccao. ARTIGO 109
ARTIGO 106 (sancao (mica)
(Efeitos acess6rios das sancoes) 1. A nenhum arguido e aplicada mais de uma sancao pela
1. A multa implica, para todos os efeitos legais, a perda mesma infraccao disciplinar.
de antiguidade correspondente ao dobro do numero de dias 2. Sempre que haja varies processos disciplinares a correr
da pena aplicada. contra 0 mesmo funcionario ou agente, sao todos, depois de
2. A despromocao implica: instruidos, apensos ao mais antigo para apreciacao e decisao
conjunta.
a) a perda de tempo de service correspondente para efeitos
de adrnissao ao concurso de promocao; SEcc::AoIV
b) a proibicao de progredir, ser promovido, mudar
Processo disciplinar
de carreira ou ser admitido a concurso durante
o periodo de cumprimento da respectiva pena; ARTIGO 110
c) a cessacao de funcoes, quando incida sobre funcionario (Obrigatoriedade de processo escrito)
que esteja em exercicio de funcoes em comissao
de service. 1. A aplicacao de sancao disciplinar a urn funcionario ou agente
do Estado e apurada em processo disciplinar escrito.
3. A dernissao implica:
2. As sancoes de advertencia e repreensao publica podem
a) desconto de 365 dias na antiguidade para a fixacao
0
nao depender de processo, podendo, no entanto, promover-se a
da pen sao de aposentacao; audiencia e defesa do arguido.
b) na readmissao, 0 tempo de inactividade nao e contado 3. A requerimento oral ou escrito e lavrado auto de diligencias
para nenhum efeito, iniciando-se nessa data a contagem referidas no n." 2 na presenca de, pelo menos, uma testemunha
de tempo exigido para efeitos de ferias e admissao indicada pelo arguido.
a concurso. 4. Desejando apresentar a sua defesa por escrito, nos termos
4. A expulsao implica: referidos nos n.?' 2 e 3 do presente artigo, 0 arguido tern 0 prazo
a) desconto de 730 dias na antiguidade para fixacao
0 de 48 horas.
da pensao de aposentacao;
ARTIGO III
b) na readrnissao 0 tempo de inactividade nao e contado
para nenhum efeito, iniciando-se nesta data a contagem (lnlclo do processo disciplinar)
de tempo exigido para efeitos de ferias e adrnissao
1. 0 processo disciplinar inicia-se por ordem do dirigente e em
a concurso.
resultado da participacao ou conhecimento directo da infraccao.
ARTIGO 107 2. As participacoes ou queixas verbais sao reduzidas a auto
escrito pelo funcionario que as receber.
(Execucao das sancoes) 3. Sempre que a participacao ou queixa apresentada se mostrar
1. A sancao torna-se definitiva depois de decorrido 0 prazo com fundamento para procedimento disciplinar, 0 dirigente deve
de recurso legalmente estabelecido no n." 1, do artigo 126 designar para instrutor funcionario de igual ou superior graduacao
do presente EGFAE, sem que 0 mesmo tenha sido interposto do que a do arguido, bern como 0 respectivo escrivao.
ao orgao competente. 4. Ao instrutor e escrivao aplica-se 0 regime de impedimentos
2. No caso das penas de dernissao e expulsao, 0 arguido e suspeicoes previsto na lei.
mantern-se afastado do exercicio do cargo sem vencimentos, 5. Sempre que necessario para apuramento da verdade,
a partir do dia imediato aquele em que tomar conhecimento do o instrutor pode requisitar a quaisquer services publicos,
despacho punitivo, ate que a sancao se torne definitiva ou ate autoridades administrativas e policiais, inforrnacoes e elementos
decisao final, se tiver interposto recurso. de prova material.
3.0 provimento ao recurso no caso referido no n." 2 implica
ARTIGO 112
a retomada imediata das funcoes e 0 abono dos vencimentos
retroacti vamente a partir da data do afastamento. (Forma do processo)

ARTIGO 108 1. 0 processo disciplinar e sernpre sumario e deve ser


conduzido de modo a levar ao rapido apuramento da verdade
(Registo de sancoes, cornpetencla e fundamentos
material, empregando todos os meios necessaries para a sua
para cancelamento de registo)
pronta conclusao.
1. Exceptuando a advertencia, todas as sancoes devem constar 2. Sempre que os actos contraries a disciplina praticados pelo
do registo biografico do funcionario. funcionario ou agente do Estado acusado constituem crimes
ou causem prejufzo para 0 Estado ou a terceiros, devem ser tiradas ao processo, com a sua assinatura e data, devendo a copia desta
copias do processo e remetidas as autoridades competentes para ser entregue ao orgao sindical do service em que 0 funcionario
o inicio de procedimento criminal ou civil. presta actividade no caso deste, estar inscrito.
2. Nao se conhecendo 0 paradeiro do arguido a notificacao
ARTIGO 113 e feita atraves de editais, no local do service ou publicados nos
(Sus pen sao do arguido) jornais de maior circulacao e radios.
3. 0 edital e dado a conhecer ao orgao sindical do local
Nas infraccoes a que for aplicavel pena de dernissao ou de trabalho, caso exista.
expulsao e desde que haja fortes indicios de culpabilidade,
com a notificacao da nota de acusacao 0 arguido pode ser ARTIGO 118
preventivamente suspenso do service sem a perda dos seus
(Defesa do arguido)
vencimentos, pelo perfodo maximo de 60 dias, sempre que a
sua presenca na instituicao possa prejudicar 0 decurso normal 1.0 arguido tern 0 prazo de 15 dias, a contar da data da entrega
do processo disciplinar. da nota de acusacao, para apresentar, querendo, a sua defesa por
forma escrita ou oral, devendo esta ultima ser reduzida a auto
ARTIGO 114 escrito que e lido na presenca de duas testemunhas e assinado
(CompetEmcia para suspender) por todos os intervenientes.
2. Findo 0 prazo referido no n." 1 do presente artigo a copia
1. Sao competentes para suspender: do processo e remetida ao orgao sindical a que 0 arguido esta
a) as Entidades nomeadas pelo Presidente da Republica; filiado para, querendo, emitir seu parecer e remeter ao instrutor
b) 0 Secretario-Geral; no prazo de cinco dias.
c) 0 Secretario Permanente de Ministerio; 3.0 parecer do orgao sindical nao e vinculativo sendo que a sua
d) 0 Director-Geral; ausencia nao constitui impedimento do curso normal do processo
e) oInspector-Geral; disciplinar e nem consubstancia causa de invalidade do mesmo.
j) 0 Director Nacional; 4. Quando 0 termo do prazo referido no n." 1 do presente
g) 0 Secretario Permanente Provincial; artigo se verifique em dia em que 0 service nao esteja aberto ao
h) 0 Director Provincial; publico, ou nao funcione durante 0 periodo normal, transfere-se
i) 0 Administrador de Distrito; para 0 primeiro dia util,
j) 0 Secretario Permanente Distrital; 5. Da nota de acusacao deve constar, obrigatoriamente e de
k) 0 Chefe de Posto Administrativo; forma clara, 0 prazo para arguido apresentar, querendo, a sua
I) 0 Chefe de Localidade; defesa escrita ou oral, a infraccao ou infraccoes de que e acusado,
l) outras entidades com cornpetencia para nom ear ou a data e local em que foram praticadas e outras circunstancias
indicados na respectiva legislacao, pertinentes, bern como as circunstancias e agravantes se as houver
e ainda a referencia aos preceitos legais infringidos e as sancoes
ARTIGO 115 aplicaveis,
6. Durante 0 prazo referido no n." 1,0 processo e facultado ao
(lnstrucao do processo) arguido, que 0 pode consultar durante as horas de expediente na
1. A instrucao do processo disciplinar inicia com a notificacao presenca do instrutor ou do escrivao.
do despacho que designa 0 instrutor e termina dentro de urn prazo
ARTIGO 119
de 45 dias.
2. Este prazo pode, em casos devidamente justificados, ser (lndependencia do processo disciplinar)
prorrogado por mais 15 dias. Sem prejuizo do que decorre do regime da comunicabilidade
3. Quando a complexidade da instrucao determine a realizacao das provas, 0 procedimento disciplinar e independente dos
de peritagens, deslocacoes prolongadas ou por exigencia de processos-crime e civel, para efeitos de aplicacao das sancoes
cornunicacoes, 0 prazo estabelecido anteriormente pode ser disciplinares.
prorrogado pelo dirigente por sua iniciativa ou a requerimento
do instrutor, no prazo nao superior a 45 dias. ARTIGO 120
4. A prorrogacao do prazo indicado no n." 3 deve ser
(Causas de nulidade do processo disciplinar)
comunicada ao arguido.
5. Decorridos 150 dias, desde 0 inicio do procedimento 1. 0 processo disciplinar e nulo nos seguintes casos:
disciplinar sem que 0 processo tenha sido encerrado, extingue-se a) nao ter sido dado conhecimento da nota de acusacao
o poder disciplinar da Adrninistracao Publica. ao arguido, por via de notificacao pessoal ou edital
sempre que for caso disso;
ARTIGO 116 b) falta de indicacao da infraccao ou infraccoes de que
(Audiencia) e acusado, da sancao aplicavel e do prazo de que dispoe
o arguido para exercer 0 seu direito de defesa;
No infcio da instrucao, 0 instrutor notifica 0 participante, c) falta de audicao do arguido;
o presumivel infractor, testemunhas e outros declarantes para d) prescricao do direito de exigir a responsabilidade
ouvi-Ios sobre os factos constantes do auto de participacao, disciplinar decorridos os prazos indicados n." 5
queixa ou deruincia. do artigo 115.

ARTIGO 117 2. Exceptuam-se do disposto no n." 1, nao dando lugar


a nulidadeinsuprfvel, os casos em que:
(Notifica~ao do arguido)
a) tendo sido entregue ao arguido a nota de acusacao, este
1. Deduzida a acusacao, e entregue pessoalmente ao arguido a nao exerca 0 seu direito de defesa, no prazo legal
nota de acusacao a qual averba 0 seu recebimento na copia a juntar estabelecido para 0 efeito;
b) seja certificada e testemunhalmente comprovada 5. A decisao final do processo disciplinar e tom ada no prazo
a impossibilidade de localizacao para efeitos de de 45 dias a contar da data de recepcao do processo disciplinar
entrega da nota de acusacao, nos termos do artigo 117 referido no n." 2.
do presente EGFAE;
c) seja certificada e testemunhalmente comprovada a recusa, ARTIGO 124
por parte do arguido, de receber a nota de acusacao nos
(Notiflcacao da decisao e sua execucao)
termos do artigo 117 do presente EGF AE.
1. A decisao final e, por norma, notificada ao arguido nos
ARTIGO 121
proprios autos, devendo aquele declarar por escrito que tomou
(Fases do processo) conhecimento, datando e assinando, apos 0 que, decorrido 0
prazo legal de recurso hierarquico sem que este seja interposto,
1. 0 processo disciplinar compreende entre outras as seguintes
fases:
a decisao e
executada.
2. Na inviabilidade do preceituado no mimero 1, a decisao e
a) auto de dec lar acao do participante ou queixoso,
notificada ao arguido atraves do seu local de trabalho, mediante
ou documento equiparado a participacao;
remessa de certidao do despacho punitivo.
b) norneacao do instrutor;
c) audiencia do presumivel infractor;
ARTIGO 125
d) elaboracao da nota de acusacao;
e) defesa do arguido; (competencla para apllcaeao da sancao)
f) juncao de registo biografico;
g) elaboracao de relatorio final do instrutor com proposta 1. Todo 0 dirigente e competente para aplicar as sancoes de
fundamentada da decisao a tomar; advertencia e repreensao publica ao funcionario e agente que lhes
II) despacho de p uni cao ou ab so l v icao , lavrado estao subordinados.
pelo dirigente competente; 2. Sao competentes para aplicar a sancao de multa ao
i) notificacao do despacho punitivo ou absolutorio funcionario e agentes que lhes estao subordinados:
ao arguido.
a) a nfvel central, os Directores de Services Centrais
2. De acordo com a natureza e complexidade outros actos e Chefes de Departamentos;
podem tornar-se necessaries:
b) a nivel local, Directores Provinciais, Delegados
a) auto de declaracao de testemunhas eventualmente Provinciais, Delegados Regionais e Chefes de Posto
indicadas pelo participante ou pelo arguido; Administrativo.
b) efectivacao de diligencias referidas pelo arguido ou que
3. Sao competentes para aplicacao da sancao de despromocao
o instrutor julgue convenientes;
ao funcionario que Ihe esta subordinado:
c) auto de acareacao;
d) peritagem. a) a nivel central: titulares de instituicoes da Adrninistracao
Indirecta, Inspectores-Gerais, Directores Nacionais
ARTlGO 122 e equiparados;
(tntraccao directamente constatada) b) a nivel local: os Secretaries Permanentes Provinciais
e os Secretaries Permanentes Distritais.
1. 0 superior hierarquico que presenciar directamente a
infraccao cometida pelo subordinado, toma de imediato as 4. A sancao de demissao e expulsao so podem ser aplicadas
providencias aconselhaveis e articula, dentro de 72 horas, para a pelos dirigentes que tern competencia para nomear, sem prejuizo
elaboracao da nota de acusacao de que entrega copia ao arguido, de aplicar todas as restantes sancoes disciplinares.
o qual pode responder, querendo, dentro do prazo maximo 5. Nas autarquias locais, a aplicacao de sancoes disciplinares
de 48 horas. compete ao Presidente do Conselho Municipal ou de Povoacao
2. Se 0 arguido apresentar rol de testemunhas ou requerer ou outro dirigente indicado na respectiva legislacao.
alguma diligencia e
nomeado urn instrutor do processo.

ARTIGO 123
ssccxo IV

Recurso e revisao
(Oonclusao do processo)
ARTIGO 126
1. Concluida a instrucao, 0 instrutor faz imediatamente 0
relatorio final, completo e conciso, donde conste a existencia (Recurso)
concreta da infraccao, sua qualificacao e gravidade, bern como 1. Da sancao cabe recurso para 0 dirigente imediatamente
a sancao aplicavel devendo, no caso de concluir ser infundada a
superior aquele que puniu, a interpor no prazo de 20 dias,
acusacao, propor 0 arquivamento do processo e providenciar 0
contados a partir da data da tomada de conhecimento do respectivo
procedimento criminal contra 0 participante em caso de litigancia
de ma-fe, despacho, mediante aprescntacao de requerimento, donde
2. 0 dirigente que mandou instaurar 0 processo disciplinar constem as alegacoes que fundamentam 0 pedido.

decide no prazo de 45 dias a contar da recepcao do processo 2. Findo 0 prazo de 25 dias, sem que haja despacho, 0

disciplinar. recorrente pode recorrer dessa falta ao dirigente imediatamente


3. A decisao que recai sobre 0 processo e fundamentada e superior aquele a quem recorreu e, nao sendo atendido,
toma sempre em conta as circunstancias agravantes e atenuantes ao Ministro, Governador Provincial ou Administrador Distrital,
fixadas. conforme os casos.
4. Se a sancao aplicavel nao estiver dentro da sua competencia,
3. Na falta de despacho, por dolo ou culpa, dentro do prazo
o dirigente que mandou instaurar 0 processo remete seguidamente
legal, pode 0 Ministro, Governador Provincial ou Administrador
o respectivo processo ao dirigente competente, pela via
Distrital determinar 0 procedimento disciplinar.
hierarquica,
ARTIGO 127 ARTIGO 133
(San~ao injusta) (Processo de inquerito)

Se do processo resultar que a injustica da sancao teve origem 1. 0 i nq uer ito tern por fim apurar factos relati vos
na inex act idao intencional ou culposa de inforrnacoes ou ao procedimento do funcionario ou agente do Estado.
declaracoes deturpadas, procede-se disciplinarmente contra 0 2. ConcIufdo 0 inquerito no prazo que houver sido deterrninado
autor das mesmas, sem prejuizo da responsabilidade criminal pelo dirigente respectivo, e elaborado 0 competente relat6rio, 0
que possa ser exigida. qual serve de base para procedimento disciplinar, se houver lugar.
3. Caso nao existam pro vas indiciarias ordena-se, por despacho
ARTIGO 128 fundamentado, 0 seu arquivamento.
(suspensac da execucao da saneao) 4. 0 prazo referido no nurnero 2 do presente artigo po de ser
prorrogado, se a complexidade do processo 0 aconselhar.
A interposicao de recurso sobre as sancoes de multa,
desprornocao, dernissao e expulsao suspende 0 cumprimento ARTIGO 134
da pen a aplicada.
(Processo de slndlcancla)
ARTIGO 129 1. A sindicancia destina-se a a ver iguacao geral sobre
(Consulta do processo) o funcionamento dos services.
2. Ap6s a conclusao dos trabalhos, 0 sindicante elabora relat6rio,
Para alegacoes de recurso pode 0 arguido consultar 0 respectivo no qual formula propostas concretas sobre 0 funcionamento dos
processo disciplinar durante as horas de expediente, na presenca services para seu melhoramento, se for caso disso, cabendo ao
do funcionario que tern 0 processo a sua guarda mediante a respectivo dirigente a tomada de medidas reputadas necessarias.
autorizacao do superior hierarquico. 3. Se da sindicancia se apurar materia disciplinar, 0 dirigente
manda extrair certidoes das respectivas pecas e determina a
ARTIGO 130
instauracao do competente processo disciplinar.
(Revisao)
CAPITULO XVI
1. E permitida a revisao dos processos disciplinares quando
se venham a verificar factos supervenientes ou surjam meios de Garantias de Legalidade, lnspeceao e lmpuqnacao
prova susceptiveis de demonstrar a inexistencia dos factos que dos Actos dos Funcionarios
decisivamente influfrarn na punicao. ARTIGO 135
2. A revisao do processo disciplinar e feita dentro do prazo de
90 dias a contar da data em que 0 requerente tern conhecimento (Garantias [urfdlcas de legalidade)
dos factos ou meios de prova supervenientes referidos no n." 1. Constituem garantias jurfdicas de legalidade, entre outras, as
3. A revisao e requerida ao dirigente com competencia para seguintes:
nomear.
4. Para interposicao do pedido de revisao pode 0 infractor a) 0 controlo dos orgaos estatais superiores sobre a
consultar 0 respectivo processo durante as horas de expediente actividade dos orgaos inferiores;
na presenca do funcionario que tern 0 processo a sua guarda b) a inspeccao, apoio e controlo por parte da Administracao
e mediante autorizacao do dirigente competente. Publica e da Procuradoria-Geral da Republica;
c) 0 direito dos cidadaos e dos diferentes orgaos e entidades
ARTIGO 131 com existencia legal de se queixarem da violacao dos
(Reinteqracao ) direitos ou interesses protegidos por lei, impugnando
a validade dos actos administrativos;
Se, em virtude de decisao de autoridade estatal ou de sentenca d) a queixa ao Provedor de Justica,
proferida por tribunal competente, 0 funcionario deva ser
reintegrado ou reassumir as suas funcoes com ou sem reparacao ARTIGO 136
dos seus vencimentos nao abonados, ou deva receber vencimentos
(Direito de impugnar)
que com tempo respectivo hajam sido decIarados perdidos, 0
tempo correspondente e contado para efeitos de aposentacao, Os cidadaos e os diferentes orgaos ou entidades com existencia
desde que 0 mesmo satisfaca os encargos devidos, nos termos legal pod em impugnar os actos do funcionario ou agente do Estado
a regulamentar. sempre que da violacao de algum dos principios da legalidade
resultar violacao dos seus direitos ou interesses tutelados por lei.
SEcC;Ao v
lnquerito e sindicancia ARTIGO 137
ARTIGO 132 (Regime de invalidade)

(Processos de inquerito e de sindlcancla) 1. Consideram-se nulos os seguintes actos:


1. As entidades cuja nomeacao e da competencia do Presidente a) os inquinados de usurpacao de poder;
da Republica, os Secretarios-Gerais, Secretaries Permanentes, b) os que carecarn de fundamentacao;
Inspectores-Gerais e Directores Nacionais, bern como titulares de c) os estranhos as atribuicoes dos ministerios ou das pessoas
instituicoes da Administracao Indirecta do Estado podem ordenar colectivas constantes em que 0 seu autor se integre;
inqueritos ou sindicancias aos services deles dependentes. d) cujo objecto seja impossivel, ininteligivel ou constitua
2. No ambito das autarquias locais, a cornpetencia referida urn crime;
no numero 1 e exercida pelo Presidente do Conselho Municipal e) os que of end am 0 conteiido essencial de urn direito
ou de Povoacao ou outro orgao ou funcionario indicado fundamental;
em Iegislacao aplicavel, j) os praticados sob coaccao fisica ou moral;
g) os que carecam em absoluto de forma legal; 2. 0 prazo para impugnar hierarquicamente a decisao e de 30
17) as deliberacoes dos orgaos colectivos que forem dias, a contar da data do seu conhecimento, salvo prazo especffico
tomadas com inobservancia do quo rum, das norm as definido no presente EGFAE.
de funcionamento ou da maioria legalmente exigida;
i) os que contrariem os casos julgados; ARTIGO 142
j) os resultantes de actos administrativos anteriormente (Formalidades do requerimento de lmpuqnacao)
anulados ou revogados, desde que nao haja contra-
-interessados com interesse legftimo na manutencao o requerimento de impugnacao deve conter:
do acto consequente; a) a identificacao completa e residencia do requerente;
k) os como tal definidos nos termos do presente EGFAE b) a decisao que se impugna;
e demais legislacao aplicavel, c) a indicacao do direito ou interesse protegido por lei que
2. Independentemente da declaracao de nulidade, 0 acto nulo foi violado.
nao produz quaisquer efeitos juridicos.
143
3. A nulidade e invocavel a todo 0 tempo por qualquer
ARTIGO

interessado e pode ser declarada, tambem, a todo 0 tempo, por (Efeitos da irnpuqnacao)
qualquer orgao administrativo ou tribunal.
4. 0 disposto nos mimeros anteriores do presente artigo, nao A irnpugnacao suspende a execucao da decisao, salvo se lei
exclui a possibilidade de atribuicao de determinados efeitos especial determinar procedimento contrario.
juridicos a situacoes de facto decorrentes de actos nulos, por
ARTIGO 144
forca do mero decurso do tempo, de acordo com os princfpios
gerais de direito. (Irnpuqnacao judicial)
5. Sao anulaveis os actos administrativos praticados com
of ens a aos princfpios ou normas jurfdicas aplicaveis e, no caso Pode ser interposto recurso para 0 tribunal administrativo
de violacao, nao esteja prevista outra sancao. competente, com fundamento na sua invalidade, nos termos da
6. 0 acto anulavel pode ser revogado nos termos do presente lei do contencioso administrativo.
artigo.
145
7. 0 acto anulavel e susceptivel de recurso para os tribunais,
ARTIGO

nos termos da legislacao reguladora do Processo Administrativo (lnterposicao de recurso)


Contencioso e da Legislacao Organic a do Tribunal Administrativo
e dos tribunais administrativos. o recurso considera-se interposto mediante apresentacao do
requerimento referido no artigo 142 do presente EGFAE.
ARTIGO 138
ARTIGO 146
(Normas de impuqnacao)
(Inadmissibilidade de recurso)
A impugnacao dos actos dos funcionarios ou agente do Estado
pode ser feita por: Das decisoes que sejam reproducao de decisoes anteriores,
quando se trate do mesmo ass unto e do mesmo impetrante ou
a) reclamacao para 0 dirigente que praticou 0 acto;
exponente que nao foram objecto de impugnacao tempesti va
b) impugnacao, por via hierarquica ou judicial.
e sob a forma devida, nao ha lugar a recurso.
ARTIGO 139
CAPITULO XVII
(Altera~ao dos actos)
cessacao da Rela~ao de Trabalho no Aparelho do Estado
1. Os actos nao constituti vos de direitos podem ser rectificados,
ARTIGO 147
suspensos ou revogados pelo funcionario ou agente do Estado que
os praticou ou pelos seus superiores hierarquicos, por iniciativa (cessacao da relacao de trabalho)
pr6pria.
1. A relacao de trabalho no aparelho do Estado cessa por
2. Os actos manifestamente ilegais ou outros, ainda que
morte, aposentacao, exoneracao, dernissao ou expulsao e, pel a
constitutivos de direitos, podem ser rectificados, suspensos ou
revogados nos termos do n." 1, desde que nao tenham produzido perda do requisito geral constante da alinea a), do artigo 13
efeitos. do presente EGFAE.
2. 0 contrato de trabalho extingue-se pelo seu cumprimento,
ARTIGO 140 denuncia, rescisao, revogacao ou morte.
3. 0 funcionario cuja avaliacao de desempenho durante 0
(Prazo de reclarnacao)
periodo de nomeacao provisoria tenha sido negativa e dispensado
1. 0 prazo para a reclamacao e de 10 dias, a contar da data sem direito a qualquer indemnizacao.
do conhecimento da decisao, salvo prazo especffico definido no
presente EGFAE e na demais legislacao aplicavel. ARTIGO 148
2. A entidade reclamada tern 0 prazo de cinco dias para decidir.
(Exoneraeao)
3. Se a decisao for desfavoravel, 0 reclamante pode ainda
impugnar hierarquicamente nos termos do artigo 141. 1. A exorier acao pode ser por iniciativa do Estado
ou do funcionario.
ARTIGO 141 2. A exoneracao por iniciati va do funcionario deve ser
(lrnpuqnacao hlerarqulca) antecedida de aviso previo de 60 dias.
3.0 funcionario exonerado pode ser readmitido nos seguintes
1. A impugnacao dos actos do funcionario ou agente do termos:
Estado, por via hierarquica, e dirigida a entidade hierarquicamente
a) tratando-se de exoneracao por iniciativa do Estado,
superior aquela cuja decisao se pretende impugnar.
a qualquer momenta;
b) tratando-se de exoneracao a pedido do funcionario, ARTIGO 153
passados quatro an os sobre a data da sua exoneracao.
(Tempo de servlco)
4. 0 funcionario exonerado pode requerer a aposentacao desde
que tenha, pelo menos, 15 anos de servico no aparelho do Estado. 1. Para efeitos de aposentacao e contado todo 0 tempo
de service ao qual 0 funcionario ou agente do Estado tenha
ARTIGO 149 satisfeito ou venha a satisfazer os encargos respectivos.
2. 0 tempo de service a considerar para a fixacao da pen sao
(Exoneracao por iniciativa do Estado)
de aposentacao nao pode ser inferior a 15 anos, devendo 0
1. A exoneracao por iniciativa do Estado so pode ter lugar funcionario ou agente do Estado satisfazer os encargos relativos
nos casos em que, por motivos de reestruturacao dos services, ao tempo em falta para completar aquele minimo.
o funcionario nao possa ser reintegrado em algum lugar vago 3. As faltas injustificadas e 0 tempo de service descontado
no aparelho do Estado. como efeito de pen as disciplinares nao sao contados para efeitos
2. A exoneracao nos termos do presente artigo e precedida de aposentacao.
de parecer de lcgitimo comite sindical do servico em que 0
funcionario presta actividade e da direito a uma indemnizacao ARTIGO 154
corresponde a dois meses de rernuneracao certa por cada ano de (Aquisi~ao do direito)
service ou fraccao de tempo correspondente.
3. 0 parecer referido no n." 2 e dispensado quando nao haja 1. Tern direito a
aposentacao 0 funcionario ou agente do
legitime cornite sindical no service em que 0 funcionario presta Estado, seja qual for a forma de provimento ou natureza da
acti vidade. prestacao de service, desde que satisfaca os seguintes requisitos:
a) tenha satisfeitoou venha a satisfazer os encargos para a
ARTIGO 150 pensao de aposentacao;
(Resclsao da retacao contratual) b) tenha completado qualquer dos seguintes requisitos:
i. 35 anos de service;
1. A rescisao da relacao contratual pode revestir as seguintes
ii. 60 ou 55 anos de idade, consoante sejam do sexo
formas:
masculino ou feminino, respectivamente e que
a) por acordo entre as partes;
tenha prestado pelo menos 15 anos de service;
b) por acto unilateral do dirigente do respecti vo servico
iii. tenha pelo menos 15 anos de service quando julgados
ou organismo, com fundamento em justa causa,
absolutamente incapazes.
comprovada em processo disciplinar;
c) a pedido do contratado, devidamente fundamentado em 2. 0 facto determinante da aposentacao fixa 0 regime juridico
justa causa; e a ele se reporta 0 calculo do tempo de service e da respectiva
d) por decisao do tribunal administrativo competente. pensao,

2. Entende-se por justa causa para efeitos de rescisao, por parte ARTIGO 155
do Estado, qualquer motivo que constitua infraccao disciplinar
(Modalidades)
grave nos termos gerais ou ainda a manifesta incompetencia do
contratado apurado em processo de avaliacao. A aposentacao pode ser obrigatoria, voluntaria ou extraordinaria.
3.0 agente do Estado que teve contrato rescindido por motivos
disciplinares pode voltar a ser contratado, passados 8 anos apos ARTIGO 156
a medida disciplinar. (Aposentacao obriqatcrta)

CAPITULO XVII A aposentacao e obrigatoria quando se verifique por limite de


idade ou deterrninacao da lei.
Previdimcia Social
SEc<;Ao I ARTIGO 157
Aposentacao (Limite de idade)
ARTIGO 151
1. Para efeitos de aposentacao obrigatoria, 0 limite de idade
(Direito a aposentacao) e fixado em:

A aposentacao constitui garantia social que 0 Estado reconhece a) 65 anos para 0 funcionario de sexo masculino;
aos seus funcionarios e agentes, em situacoes previstas no presente b) 60 anos para 0 funcionario de sexo feminino.
EGFAE, desde que tenham satisfeito ou venham a satisfazer os 2. 0 limite de idade pode ser prorrogado anualmente ate
encargos para pen sao de aposentacao. ao limite maximo de cinco anos, por interesse do service,
anuencia do funcionario e parecer favoravel da Junta Nacional
ARTIGO 152 de Saude e mediante anotacao anual da prorrogacao pelo tribunal
(Determinantes da aposentacao) administrati vo competente.

1. Sao determinantes da aposentacao, 0 despacho: ARTIGO 158


a) que confirma 0 parecer de incapacidade emitido (Aposentacao voluntarla)
pela Junta N acional de Saude
b) pelo qual se reconhece 0 direito a
aposentacao, quando A aposentacao e voluntaria quando requerida pelo funcionario
requerida. ou agente do Estado que preencha cumulativamente os seguintes
2. 0 parecer da incapacidade emitido pela Junta Nacional requisitos:
de Saude nao e determinante da aposentacao, devendo ser a) tenha satisfeitoou venha a satisfazer os encargos para a
homologado pel a entidade competente, nos termos da lei. pensao de aposentacao;
b) tenha completado: b) pela publicacao oficial no Boletim da Republica
i. 35 anos de service; da contagem de tempo.
ii. 60 ou 55 anos de idade, consoante seja do sexo
masculino ou feminino, respectivamente e pelo ARTIGO 163
menos 15 anos de service prestado. (Descontos para a pensao de aposentacao)

ARTIGO 159 1. 0 funcionario e 0 agente do Estado e obrigado a descontar


(Aumento do tempo de service para efeitos de aposentacao) para a pensao de aposentacao 7% sobre 0 vencimento que
competir a categoria, classe ou funcao que exercarn, acrescido de
1. Os veteranos da Luta de Libertacao Nacional, os que suplementos certos e permanentes, se a eles houver lugar salvo 0
prestaram service no exercito colonial e os combatentes pela que estiver previsto em legislacao especffica.
democracia e defesa da soberania, tern direito a urn acrescimo
2. A partir do mes seguinte aquele em que 0 funcionario
de 100% na contagem de tempo de service correspondente ao
completou 35 anos de service efectivo, deixa de ser devido 0
perfodo de engajamento.
desconto referido no n." 1.
2. 0 funcionario de nivel superior afecto nos distritos por urn
3. Nos casos em que 0 funcionario ou agente do Estado solicitar
penodo igual ou superior a sete anos, seguidos ou interpol ados,
a sua aposentacao com vencimento superior aquele sobre 0 qual
beneficia de acrescimo de 30% sobre este tempo de service para
tenha efectuado descontos, deve-se fixar encargos adicionais nos
efeitos de aposentacao.
3. Compete ao Conselho de Ministros definir os criterios e termos a regulamentar.
procedimentos para aplicacao do disposto no n." 2. 4. Para efeitos do disposto no n." 3 os respectivos services
4. 0 tempo de service presta do pelo funcionario em zonas devem emitir declaracao comprovativa de que 0 funcionario
infectadas pel a doenca de sono e acrescido de 30%. completou 35 anos de servico para efeitos de aposentacao.
5.0 Estado contribui para a pensao de aposentacao nos termos
ARTIGO 160 a regulamentar.
(Desconto para a compensacao de aposentacao)
ARTIGO 164
o funcionario e 0 agente do Estado descontam do seu
(tsencao de en cargos)
vencimento para a compensacao da pensao de aposentacao.
Esta isento de encargos para efeitos de aposentacao 0 tempo
ARTIGO 161 nao descontado referente a:
(Encargos sobre tempo nao descontado) a) tempo de engajamento na Luta de Libertacao Nacional,
1. Os encargos correspondentes a tempo de service que, por ate 7 de Setembro de 1974;
qualquer motivo, nao tiver sido oportunamente contado podem b) tempo de cumprimento do Service Militar Obrigatorio;
ser satisfeitos directamente e a pronto pelo interessado, ou por c) tempo ao service no exercito colonial;
meio de descontos nas remuneracoes ou pensoes que auferirem d) tempo de engajamento na luta pela democracia e defesa
no momenta do pedido de contagem, nao podendo neste caso 0 da soberania;
fraccionamento ser superior a 120 prestacoes mensais seguidas. e) outro tempo que, por deterrninacao legal, tiver sido ou
2. Caso a prestacao seja de quantitativo superior a quota normal for isento de satisfacao de encargos.
do desconto para a compensacao de aposentacao do interessado,
e permitido urn ruimero maior de prestacoes desde que sejam, ARTIGO 165
pelo menos, de momento igual a mesma quota. (Pedido de aposentacac)
3. No caso do funcionario ja se encontrar desligado do service
A aposentacao voluntaria e concedida a requerimento do
para efeitos de aposentacao, a importancia em divida e descontada
funcionario ou agente do Estado 0 qual deve indicar os factos
na primeira pensao que the for abonada ou nas pensoes seguintes
ate perfazer 0 total devido, salvo pedido de maior desconto, este que fundamentam 0 seu pedido.

nao pode exceder 15% da importancia da pensao mensal. ARTIGO 166


4. Os encargos a que se refere 0 presente artigo sao calculados
sobre a remuneracao actual das categorias ou classes em relacao (tnstrucao e apresentacao do processo de apcsentacao)
as quais e requerida a contagem. 1. Para a instrucao do processo, 0 funcionario fica obrigado
5. Caso a categoria ou classe em relacao a qual e requerida a a apresentar, dentro do prazo de 180 dias, prorrogaveis ate 365
fixacao de encargos tenha sido extinta, e considerada para este dias por motivo devidamente justificado, contado da data do
efeito a remuneracao de categoria equiparada e se nao existir, conhecimento do facto ou acto determinante da aposentacao, os
a remuneracao efectivamente recebida no perfodo em questao. seguintes documentos:
6. Fixados os encargos relativos ao tempo em que 0 funcionario a) certidao ou fotocopia autenticada pelos respectivos
ou agente do Estado nao descontou para aposentacao, 0 referido
services do documento donde conste 0 facto ou acto
tempo e considerado para 0 calculo da pensao de aposentacao,
determinante da aposentacao;
quando se trate de desligados do service ou para pensao
b) documento donde conste 0 ultimo cargo exercido;
de sobrevivencia.
c) sendo exactor de Fazenda, 0 documento demonstrando
ARTIGO 162 de que se encontra quite com 0 Estado;
d) certidao de efecti vidade ou de contagem de tempo.
(Formalidades para contagem de tempo de service)
2. A nao apresentacao dos documentos, dentro do prazo
o tempo de service conta-se: por falta ou ornissao do interessado, impJica suspensao da
a) por certidao de efectividade passada pela entidade remuneracao em relacao ao perfodo decorrido entre 0 seu termo
competente; ou eo da entrega dos documentos em falta.
3. Com a entrega dos documentos e reiniciado 0 abono da b) acidente em service de que resulta na incapacidade
remuneracao referida no n." 2 a partir da suspensao, ate a data permanente de prestar service;
do visto do tribunal administrativo competente sobre 0 despacho c) ferimento em combate, na defesa da Patria ou na
que fixa a pensao. prevencao ou combate as calamidades naturais, bern
como em accoes de salvamento de vidas humanas ou
ARTIGO 167 na defesa da legalidade de que resulte incapacidade
(Apresentacao oficiosa dos documentos) permanente;
d) diminuicao fisica ou mental decorrente de militancia
Os sectores competentes para a gestae de pessoal devem
na clandestinidade, na Luta de Libertacao Nacional
oficiosamente fazer juntar ao processo de aposentacao os
ou em combate na defesa da Patria.
documentos referidos nas alfneas a) e b) do n." 1 do artigo 166,
2. Dependendo do grau de desvalorizacao da capacidade de
bern como desenvolver todos os esforcos no sentido de que a
apresentacao e elaboracao dos restantes documentos e a decisao trabalho, a incapacidade classifica-se em ligeira e grave, nos
termos a regularnentar.
sobre 0 processo se facam no tempo mfnimo indispensavel.

ARTIGO 172
ARTIGO 168

(Plxacao da pen sao ) (Penhorabilidade da pen sao)

A fixacao da pensao e da cornpetencia do Ministro que A pensao de aposentacao so pode ser penhorada nos mesmos
superintende a area das financas, podendo delegar, para os orgaos termos em que podem ser as remuneracoes,
provinciais que superintendem a area das financas ou para outra
SEcC;Ao II
entidade publica tutelada pelo Ministro que superintende a area
de financas, Pen sao de sobrevivencia

ARTIGO 173
ARTIGO 169
(Pensao de sobrevivimcia)
(Infcio de abono da pensao de aposentacao)
1. Por morte do funcionario ou agente do Estado com direito
A pensao e abonada a partir da data do visto do tribunal a aposentacao e que tenha prestado, pelo menos cinco anos de
administrativo competente e constitui encargo da verba propria
service e suportado os respectivos encargos, ou ja aposentado,
inscrita no orcamento do Estado, sem prejuizo da publicacao do
e atribuida uma pensao de sobrevivencia aos seus herdeiros, a
despacho em Boletim da Republica.
requerimento destes.
2. Consideram-se herdeiros para efeitos do presente EGFAE:
ARTIGO 170
a) conjuge sobrevivo incluindo os que se encontravam
0
(catculo da pensao)
em uniao de facto;
1. A pensao de aposentacao e fixada obedecendo a seguinte b) os conjuges divorciados ou separados judicialmente de
formula: pessoas e bens com beneffcio de pensao de alimentos
fixada ou homologada judicialmente;
P= RA sendo "R" a remuneracao auferida no momento em que
c) os filhos ou adoptados solteiros, menores de dezoito
35 ocorre 0 facto determinante da aposentacao e sendo
anos ou, sendo estudantes, ate 22 ou 25 anos,
"A" igual ao numero de anos ao service completo ate
quando frequentem com aproveitamento, 0 ensino
ao limite maximo de 35 anos.
medio ou superior ou equiparado e os que sofrem de
2. 0 calculo da pensao dos funcionarios que no momento da
incapacidade total ou permanente para 0 trabalho, bern
aposentacao se encontrar em regime de destacamento ou comissao
como os nascituros.
de service ha mais de dois anos, tern como base 0 vencimento
auferido em regime de destacamento ou comissao de service, 3. Os netos podem ser herdeiros desde que se verifiquem as
salvo, se 0 mesmo preferir que 0 calculo da pensao tome como condicoes estabelecidas na alfnea c) do n." 2 e sejam:
base a sua situacao na carreira ou categoria. a) orfaos de pai e mae;
3. Quando a situacao em regime de destacamento ou comissao b) orfaos de urn dos progenitores e cujo outro progenitor
de service for inferior a dois anos, 0 calculo da pensao tern como nao tenha meios para prover ao seu sustento;
base a media aritmetica das remuneracoes auferidas nos iiltimos c) orfaos de mae, cujo pai sofre de incapacidade permanente
dois anos. e total para 0 trabalho e vice-versa;
4. Se a media aritmetica das rernuneracoes dos iiltimos dois d) aqueles cujos pais se encontrem ausentes em parte incerta
anos se mostrar superior a referida no n." 1 do presente artigo, e nao provejam ao seu sustento.
e aquela computada para 0 calculo da pensao.
4. Os ascendentes que viviam a exclusivo cargo do falecido
funcionario ou agente do Estado quando os seus rendimentos nao
ARTIGO 171
ultrapassem 0 salario mfnimo, podem ser considerados herdeiros.
(Aposentacao extraordlnarla)
SEcC;Ao III
1. A aposentacao extraordinaria e aquela que decorre de uma
ou mais circunstancias alheias a vontade tanto do funcionario Subsfdio por morte
ou agente do Estado como do proprio Estado, de que resulte a ARTIGO 174
incapacidade mensuravel, total ou parcial, do funcionario ou
agente do Estado continuar a prestar service, resultante de: (Subsfdio por morte)

a) docnca grave e incuravel contrafda em virtude 1. Os familiares a cargo do funcionario ou agente do Estado
das funcoes exercidas; tern direito a receber, por sua morte, urn subsidio equivalente a
seis meses de remuneracoes pr6prias do cargo ou funcao que SEc<;Ao VI
exercia no momento do falecimento, para alem do vencimento
Seguranc;a social
e outros suplementos por inteiro do mes em que ocorrer 0 obito.
2. 0 disposto no mimero anterior e extensivo aos familiares ARTIGO 180
do funcionario ou agente do Estado aposentado. (Articulacao dos sistemas)

ARTIGO 175 1. E garantida a articulacao entre a seguranca social obrigatoria


dos trabalhadores por conta de outrem ou por conta propria
(Abono do subsidio)
e da previdencia social dos funcionarios e agentes do Estado.
1.0 subsidio por morte e abonado a pessoa da familia a cargo 2. Na passagem do trabalhador de urn sistema para 0 outro,
do funcionario ou agente do Estado, previamente indicada por ele cada urn dos sistemas assume a respectiva responsabilidade no
em declaracao depositada nos respectivos services. reconhecimento de direitos, nos termos a regulamentar.
2. Na falta, extravio ou inoperancia de tal declaracao liquida-se
de acordo com a seguinte ordem de precedencia: ARTIGO 181
a) ao conjuge sobrevivo, se nao houver separacao judicial (Disposicoes finais e transit6rias)
ou de facto, incluindo 0 que se encontrava em uniao
de facto; Enquanto nao entrar em vigor a legislacao relativa ao seguro
b) ao mais velho dos descendentes em linha recta do grau de saude continua a ser aplicado 0 regime de assistencia medica
mais proximo; e medicamentosa.
c) a urn dos ascendentes em linha recta do grau mais
proximo.
Anexo
SEc<;:AoIV
Glossario
Pensao de sangue
ARTIGO 176 A
(Pensao de sangue) Abandono do lugar - e a ausencia do funcionario e agente
1. Constitui-se 0 direito a pensao de sangue quando se verifica do Estado, legal mente provido, do seu local de trabalho, sem
o falecimento do funcionario ou agente do Estado, em que justificacao, por perfodo superior a 45 dias seguidos ou 60 dias
a morte resulte de: interpolados durante 0 mesmo ana civil.
a) ferimentos ou acidente ocorrido por ocasiao de service Administracao directa do Estado - compreende 0 conjunto
e em consequencia de desempenho dos seus deveres de entidades administrativas destitufdas de personalidade juridica
profissionais; que exercem actividade administrativa integradas no seio
b) no combate a quaisquer epidemias de molestia infecciosa, da pessoa colectiva Estado - adrninistracao.
quando resultante de doenca contraida por actividades Administracao indirecta do Estado - conjunto de entidades
profissionais, nomeadamente em contacto com administrativas institucionalmente descentralizadas, dotadas
materi as toxicas, bacteriologicas, desinfectantes, de personalidade jurfdica propria, criadas pelo Estado, para
radioactivas e ionizantes. a prossecucao necessaria de urna determinada finalidade
2. A pensao de sangue e igualmente atribuida a herdeiros de interesse publico.
do funcionario ou agente do Estado desaparecido em campanhas Administracao Publica - conjunto de orgaos e services
ou em actos com elas relacionadas. public os que asseguram a realizacao de actividades administrativas
visando a satisfacao de necessidades publicas,
ARTIGO 177 Anulabilidade - caracteristica de urn acto administrativo
(Extin~ao do direito) invalido, por sofrer de uma irregularidade que permita a sua
anulacao, quando requerida por via de uma accao,
Sem prejuizo do que a lei dispoe sobre os herdeiros, a qualidade
de pensionista extingue-se: c
a) com a morte do pensionista;
Colo cacao - afectacao de urn funcio nario ou agente
b) quando deixe de se verificar qualquer dos requisitos
condicionadores da atribuicao do direito a pensao. do Estado para prestar service num local determinado que lhe
seja designado.
D
SEc<;:Ao V
Pensao por servicos excepcionais e relevantes prestados ao Pais Dirigente do Estado - entidade nomeada pelo Presidente
da Republica, pelo Primeiro-Ministro e 0 funcionario que exercem
ARTIGO 178
funcoes de direccao, chefia e confianca.
(constrturcao do direito)
1. A prestacao por services excepcionais relevantes ao Pafs E
da direito a uma pensao ao funcionario ou agente do Estado
Estado-Admlnistracao - corresponde ao Estado como
e seus herdeiros.
pessoa colectiva publica, dotada de personalidade jurfdica, com
2. A pensao por services excepcionais e relevantes prestados
ao Pais e atribufda nos termos a regulamentar. capacidade para adquirir direitos e assumir deveres decorrentes
de relacoes e situacoes juridicas.
ARTIGO 179
F
(Extin~ao do direito)
Funcao Publica - competencia, atribuicao ou encargo para
Sem prejufzo do que a lei dispoe sobre os herdeiros, a qual idade o exercicio de uma determinada funcao no interesse publico,
de pensionista extingue-se com a morte do pensionista. da colectividade ou da Adrninistracao.
M territ6rio nacional ou local quando as cornpetencias se Jimitam
Missao de service - e a situacao em que 0 funcionario e agente a uma circunscricao administrativa territorialmente delimitada.
do Estado do Estado se encontram a prestar acidentalmente os
P
trabalhos fora do seu local habitual do service por urn periodo ate
30 dias, nos orgaos centrais e locais do Estado, nas instituicoes Progressao - e a rnudanca dum escalao inferior para urn
da adrninistracao indirecta do Estado e nas representacoes escalao seguinte mediante a permanencia minima de 2 e maximo
do Estado no estrangeiro. de 4 anos, e ter avaliacao anual positiva e a disponibilidade de
cabimento orcamental.
N Promocao - e a mudanca para classe ou categoria seguinte
Nulidade - caracteristica de urn acto administrativo que por da respectiva carreira e opera-se para 0 escalao e indice a que
violar gravemente da lei, nao produz, logo de inicio os efeitos corresponde 0 vencimento imediatamente superior, completado
jurfdicos a que the corresponderiam. o tempo minirno de 2 e maximo de cinco anos na mesma classe
ou categoria.
o
S
Orgaos do Estado - centros institucionalizados de Suspeicoes - situacao em que 0 dirigente, funcionario ou
cornpetencias integrando uma determinada pessoa colectiva agente do Estado nao possa agir com imparcialidade e isencao
publica, sendo central quando as cornpetencias abrangem todo 0 na pratica de determinado acto administrativo.

Você também pode gostar