4/3/2011 So Biografias: Mitologia Grega - Inicial
(Em colaboração com Renato Monteiro Kloss)
DEFINIÇÕES
COSMOGONIA: s.f. (do gr. kosmogonia) Mitos que contam a
criação do mundo.
ESCATOLOGIA: s.f. (do gr. éschatos + logo + ia) Mitos que
explicam o destino do homem após a morte.
MITO: s.m. (do gr. mythos) Relato ou narrativa de origem remota e
significação simbólica, que tem como personagens deuses, seres
sobrenaturais, fantasmas coletivos, etc.
MITOLOGIA: s.f. (do gr. mythologia) Conjunto de mitos de uma
determinada cultura transmitido pela tradição (oral ou escrita).
PANTEÃO: s.f. (do gr. pántheion) [Link] que na Grécia e na Roma
antigas, era consagrado a todos os deuses;
também significa o conjunto das divindades de uma religião politeísta.
TEOGONIA: s.f. (do gr. theogonia) Mitos que contam o nascimento
dos deuses.
RESENHA E
LINKS
Presentes em todas as culturas, os mitos situam-se entre a Razão e a Fé, mas são
considerados sagrados. Os principais tipos de mito referem-se à origem dos deuses,
do mundo e ao fim das coisas. Nesse aspecto define-se mitologia como o conjunto
dos mitos próprios de um povo, de uma civilização, de uma religião. No estudo das
mitologias, a Grega, e por herança a Romana, foi uma das mais fantásticas que um
povo já produziu. Compreendendo um conjunto de mitos, lendas e entidades divinas
e/ou fantásticas, com deuses, semideuses e heróis, presentes na religião praticada na
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Grécia Antiga, foram criados e transmitidos originalmente por tradição oral. O
principal intuito deste fantasioso mundo mitológico era explicar fenômenos naturais,
culturais ou religiosos que não tinha explicação natural e, assim, constituiu-se, por
sua riqueza narrativa e conceitual, em uma das mais interessantes mitologias
mundiais.
Os gregos antigos adoravam vários deuses, todos com formas e atributos humanos,
que povoavam o céu, a terra, os mares e o mundo subterrâneo. Nas suas várias
lendas, histórias e cânticos, cada um dos deuses da Grécia Antiga tinha sua própria
identidade, tal como forma física, genealogia, interesses, personalidade e outros
atributos peculiares de cada um. No entanto, essas descrições podiam ter variantes
locais que, até com certa freqüência, levam a descrições diferentes em partes
distintas do mundo grego antigo. Em geral, apesar de quase humanos, eram seres
eternos e praticamente imunes a doenças e feridas, capazes de se tornarem invisíveis,
de alcançarem vários lugares quase que instantaneamente e de assumirem atitudes
através de seres humanos sem o conhecimento destes.
Também os gregos antigos diziam que seus deuses tinham as mesmas paixões,
defeitos e qualidades dos homens, por isso estavam sempre envolvidos em aventuras,
características que definem o sentido da palavra mitologia, do ponto de vista da
fabulosa história dos deuses, semideuses e heróis da Antiguidade greco-romana. Os
próprios gregos moldaram seus deuses e, ao contrário das outras mitologias, tinham
deuses humanizados, fazendo do céu um ambiente familiar. As divindades principais
habitavam o Monte Olimpo e formavam a corte de ZEUS (Júpiter), o deus
supremo. Além das muitas divindades secundárias, havia também os semideuses,
deuses ilegítimos, filhos de deuses com mortais, que por isso dependiam dos deuses.
Dentro desses conceitos religiosos bem diversificados, cabia uma verdadeira
democracia de pensamentos, desde os materialistas até os que acreditavam no
julgamento após a morte. Esta evolução ocorreu durante cerca de 25 séculos, desde o
segundo milênio a. C., até o fechamento das escolas pagãs pelo imperador bizantino
Justiniano (329).
A enorme abrangência da mitologia grega, vai desde os primeiros deuses e as
sangrentas guerras de Tróia e Tebas, a histórias como à infância de HERMES e o
sofrimento de DEMÉTER por PERSÉFONE. Seus deuses representavam forças
e fenômenos da natureza e também impulsos e paixões humanas. Moravam no Monte
Olimpo e de lá controlavam tudo o que se passava entre os mortais. O Panteão
Grego incluía semideuses, heróis e inúmeras entidades, como os sátiros e ninfas,
espíritos dos bosques, das águas ou das flores.
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A Mitologia Grega se tornou completamente desenvolvida em torno do VIII-VII
século a. C., quando três coleções clássicas de mitos surgiram: a Teogonia de
Hesíodo e a Illiada e a Odisséia, ambas de Homero. Embora os primeiros
dados existentes sobre a religião grega partam dessas lendas, é possível rastrear a
evolução de crenças antecedentes. No início da filosofia grega, no século VI a. C.,
enquanto alguns pensadores, como Heráclito, os Sofistas e Aristófanes,
ironizavam as crenças populares, outros, como Platão e Aristóteles,
desenvolviam conceitos científicos sobre a divindade, porém isso não afetava a
religiosidade popular, especialmente evidenciada nos festejos tradicionais.
Segundo as crenças gregas, no princípio havia um grande vazio chamado Caos e
todas as coisas estavam mistas umas às outras. Sobre esta confusão reinava a Noite
ou Nyx e em algum momento surgiu o Érebo ou Inferno, de um lugar desconhecido
deste reinado. O Destino, as Moiras/Parcas, divindades cegas, nascidas do Caos e
da Noite, eram quem estabeleciam tudo, inclusive os deuses estavam submetidos a
elas. Mas ainda havia apenas o silêncio e o vazio até que nasceu Amor, produzindo
um início de ordem. Da união de Érebo e Noite nasceram Éter, a luz celestial, e Dia
ou Hélios, e então apareceu a terra, a mãe universal chamada de GAIA. GAIA, por
si só, gerou URANO, o Céu, e ele próprio se uniria para gerarem os 12 Titãs,
dentre eles Mnemósine, Atlas, Oceano, RÉIA e CRONOS, o mais novo de todos,
os Ciclopes e os Hecatônquiros. Segundo a mitologia grega, quando GAIA deu
origem aos Titãs, eles fizeram das montanhas gregas, inclusive as do Monte Olimpo,
seus tronos, pois eram tão grandes que mal cabiam na crosta terrestre. Os Titãs, eram
liderados por CRONOS (Saturno) que desposou RÉIA (Cibele) e entre seus
filhos estava ZEUS (Júpiter), que destronou seu pai, e tornou-se senhor dos
deuses. Organizou os olímpianos, uma plêiade de doze deuses principais que
habitavam o Monte Olimpo, sucessores dos Titãs, formando uma sociedade que era
classificada quanto à autoridade e poder. Ele deu o mar a POSEIDON e o inferno
a HADES, seus irmãos, e passou a reinar do Monte Olimpo. Os Titãs revoltaram-se
contra os deuses e tentaram alcançar o céu, mas foram fulminados por ZEUS.
Os olímpicos eram ZEUS, AFRODITE, APOLO, ARES, ARTÊMIS,
ATENA, DEMÉTER, HEFESTO, HERA, HERMES, HÉSTIA e
POSEIDON, sendo ZEUS (Júpiter) o chefe, senhor de todos os estados, o pai
espiritual dos todos os mortais e imortais. HERA (Juno), sua esposa, era a rainha
do paraíso e a guardiã do casamento. HEFESTO ou HEFAÍSTO (Vulcano),
deus do fogo e das artes manuais. APOLO (Febo) era o deus da luz, da poesia e da
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música e ARES (Marte) o deus da guerra. ATENA (Minerva), deusa da sabedoria
e da guerra, ARTÊMIS (Diana), deusa da caça e dos animais selvagens,
AFRODITE (Vênus), deusa do amor, HÉSTIA (Vesta), deusa do coração e da
chama sagrada, e DEMÉTER (Ceres) a deusa da agricultura. HERMES
(Mercúrio) era o mensageiro dos deuses e senhor das ciências e das invenções, e
POSSEIDON (Netuno) o senhor dos mares e oceanos que, junto com sua esposa
ANFITRITE, originou um grupo de deuses do mar menos importantes, como as
Nereidas e Tritão.
Embora HADES (Plutão), irmão de ZEUS e deus dos infernos, fosse um deus
importante dentro do pensamento religioso grego, geralmente não era considerado um
olimpiano. Governava o sombrio mundo subterrâneo com sua esposa
PERSÉFONE (Proserpina ou Cora), um lugar escuro e triste, nas profundezas
da terra, povoado pelos espíritos das pessoas que morriam. Outro Deus que
originalmente não era tão admirado mas com o tempo tornou-se um dos mais
populares, foi DIONÍSIO (Baco), deus do pão e do vinho e do prazer. A ele os
gregos devotavam muitos festivais, inclusive os de encenações teatrais.
Freqüentemente era acompanhado por um exército de deuses fantásticos, incluindo
centauros e ninfas. Os CENTAUROS tinham a cabeça e o torso humanos e o
corpo de cavalo. As belas e charmosas ninfas assombravam os bosques e florestas.
Outros Deuses e Titãs menores e de importância também entre os romanos foram:
ALOADES: os gigantes que desafiaram o Olimpo, EIRENE (Pax): a
personificação da paz para os gregos e romanos; EOS (Aurora): a deusa que
anunciava à Terra a chegada do Sol; EROS (Amor): notável pela história de seu
amor pela mortal Psique; GAIA a deusa Mãe primordial, geradora de todos os
deuses, a deusa-terra; HERMAFRODITA: o filho de HERMES (Mercúrio) e
AFRODITE (Vênus);HIPERION, o titã-Sol; NIKE (Victoria): a deusa grega
da vitória; PANDORA: doadora de talentos divinos ou de todos os males da
humanidade; PROMETEU: defensor do bem estar dos homens; TÂNATOS: o
deus da morte; TÊMIS (Justitia): a deusa da Justiça; SELENE (também Diana):
uma das deusas da tríade da Lua; PÃ (Fauno ou Silvano): deus das florestas;
ASCLÉPIO (Esculápio), deus greco-romano da medicina; TÉTIS: a titânida e a
neta, uma Nereida mãe de AQUILES; NINFAS: guardadoras da natureza;
MOIRAS (Parcas): as deusas responsáveis pelos destinos dos deuses e homens; as
MUSAS: representantes das artes e das ciências, invocada pelos poetas em busca
de inspiração e sucesso. E mais ADÔNIS, CRONOS (Saturno), comandante dos
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Titãs, HÉLIO, deus-sol e o olho do mundo, e URANO, a personificação do céu.
Além dos Deuses também eram importantes dentro do complexo mitológico os
Heróis como AQUILES, HÉRCULES, JASÃO, PERSEU, TESEU e
ULISSES, os animais mitológicos CENTAURO, HARPIAS, PÉGASO e
QUIMERA e as lendas de ARIADNE, MEDÉIA e SÍSIFO.
CLIQUE AQUI para ver a equivalência entre os nomes dos deuses
GREGOS e LATINOS
Observação: O Monte Olimpo, também chamado de Ólimpos, e em mapas modernos,
Óros Ólimbos, é a mais alta montanha da Grécia, com o cume Mitikas, que em grego
quer dizer nariz, como seu pico mais alto, na altitude de 2.919 metros. Está
localizado na cidade de Litochoro, que acabou também por receber o nome Cidade
dos Deuses, devido à sua localização próxima à base do monte, e a cerca de 100 km
de distância de Salônica, segunda maior cidade da Grécia, e próximo ao Mar Egeu.
Na mitologia grega, era a morada dos Doze Deuses do Olimpo, os principais deuses
do panteão grego. Os gregos pensavam nisto como uma mansão de cristais onde seus
deuses habitavam.
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