Retícula
Aderson Sampaio
Porque utilizamos
a retícula?
São utilizadas para viabilizar o processo de
reprodução, aspecto fundamental na produção
gráfica, de imagens com variações de
tonalidades de cor
Originais
Para melhor entendermos a reprodução,
é necessário conhecer primeiramente os
originais
Os originais são qualquer material usado
como ponto de partida para reprodução
Originais
Os originais podem se diferenciar:
Fisicamente
Opacos
Transparentes
Composição cromática
Traço
Tom contínuo
Originais opacos
As imagens desses originais são fixadas sobre
suportes que não são atravessados pela luz
papel, papelão, cartão, etc
Sua reprodução se faz a partir da reflexão
seletiva da luz que o ilumina
Outros tipos de originais opacos:
fotografia, pinturas, desenhos, etc.
Originais transparentes
As imagens desses originais estão em
suportes que são atravessados pela luz
acetato, poliéster, etc
Sua reprodução se faz a partir da transmissão
seletiva de luz que os ilumina por projeção ou
contato
Outros tipos de originais opacos:
slides, cromos e negativos
Originais a traço
É todo aquele que não possui passagem
tonal. Sendo assim, é constituídos
apenas por cores “chapadas”
Originais de tom contínuo
É todo aquele que não possui, além de
vários tons de cores, passagem tonal
não definida
Meio tom (halftone)
Os procedimentos de impressão não conseguem
reproduzir as diferentes gradações de cor
A solução utilizada é simular o tom contínuo através de
uma reprodução descontínua dos tons (meio-tom),
pequenos pontos chapados
Ou seja, com o auxílio da retícula, transforma-se o
original (as imagens que deverão ser impressas) em
uma reprodução de meio tom que simulam o tom
contínuo
Meio tom (halftone)
É a redução do
original de tom
contínuo a milhares
de diminutos pontos,
que variam em
tamanho, forma e
número por área.
Quando impressos,
esses pontos dão a
ilusão dos tons
originais
Original digital
As informações digitais
são enviadas para um
RIP (Raster Image
Processor) que converte
as informações em
pixels para pontos de
retículas
Depois de “ripado”, o
arquivo é enviado para
uma impressora, ou
imagesetter
Lineatura
Para reproduzir cores utilizando a escala
CMYK, as linhas de pontos formadas por
cada tinta da quadricromia devem estar
dispostas em um ângulo específico
Lineatura
Amarelo 0º ou 90º
Ciano 15º ou 105º
Preto 45º
Magenta 75º
Mas existem
variações como a
imagem ao lado:
Lineatura
Essas linhas são
posicionadas de
modo que os pontos
formem um padrão
simétrico, chamado
de roseta, que o olho
funde em uma cor de
tons contínuos
Ciano 15º ou 105º /
Magenta 75º
Amarelo 0º ou 90º /
Preto 45º
Lineatura
Vimos que as retículas são formadas por pontos
organizados em linhas. Estas, por sua vez estarão
organizadas em ângulos distintos para cada cor
Denomina-se lineatura o número de linhas de pontos
existentes em 1 centímetro linear ou em 1 polegada
que formam as retículas:
Linhas por centímetro (lpc) ou
Linhas por polegadas (lpi, “lines per inch” em inglês)
Em tese, quanto mais linhas tiver uma reprodução,
melhor será a definição da impressão
Indicações de lineaturas
Moire (“Moarê”)
Se forem utilizadas
inclinações incorretas
ou se ocorrer
desalinhamento dos
ângulos por problemas
mecânicos das
máquinas, a roseta será
distorcida formando um
efeito indesejado,
chamado Moire
Moire (“Moarê”)
Pode ser obtido também ao digitalizar
uma imagem já reticulada
Referências Bibliográficas
Associação dos Profissionais de Propaganda do Estado de São
Paulo e Editora Modelo. Curso de produção gráfica. Campinas,
2002.
BURTI, Editora gráficos Burti Ltda. Curso BURTI 2000. São
Paulo: Casa do Vaticano, 2000.
FALLEIROS, Dario Pimentel. O mundo gráfico da informática.
São Paulo: Futura, 2003.
FERNANDES, Amaury. Fundamentos de produção gráfica:
para quem não é produtor gráfico. Rio de Janeiro: Rubio, 2003.
GUALBERNEI, Chico. Produção gráfica. Fortaleza: Central
Criativa, 2005. Aula em apresentação de slides.