Rev. E 03 / 2021: Especificação
Rev. E 03 / 2021: Especificação
Especificação
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 06 CONTEC - Subcomissão Autora.
Eletricidade As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.
Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e
as suas Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos representantes das
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a
revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para
ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em
conformidade com a norma PETROBRAS N-1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.
1 Escopo
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para aquisição de painéis de média tensão isolados a ar,
com tensões nominais entre 1 kV e 52 kV, para distribuição de energia e controle de motores e cargas
elétricas em instalações da PETROBRAS.
1.2 Condições específicas mínimas exigíveis para a aquisição de painel de média tensão compacto
equipado com dispositivos de seccionamento isolados a gás e suas aplicações nas instalações da
PETROBRAS estão apresentadas no APÊNDICE A.
1.3 Condições específicas mínimas exigíveis para a aquisição de painel isolado a gás de tensão igual
ou inferior a 34,5 kV estão apresentadas no APÊNDICE B.
1.4 Esta Norma não se aplica a painéis de conversores de frequência, que devem seguir os requisitos
da Norma N-2547.
1.5 Esta Norma se aplica a procedimentos iniciados a partir da data de sua edição.
2 Referências Normativas
ABNT NBR IEC 60529 - Graus de proteção providos por invólucros (Códigos IP);
ABNT NBR IEC 62271-1 - Manobra e comando de alta tensão – Parte 1: Especificações
comuns para equipamentos de manobra e comando em corrente alternada;
ABNT NBR IEC 62271-200 - Conjunto de manobra e controle de alta tensão em invólucro
metálico para tensões acima de 1 kV até e inclusive 52 kV;
IEC 61869-6 - Instrument Transformers - Part 6: Additional General Requirements for Low-
Power Instrument Transformers;
IEC 62271-103 - High-voltage Switchgear and Controlgear - Part 103: Switches for Rated
Voltages Above 1 kV up to and including 52 kV;
IEC 62271-106 - High-voltage Switchgear and Controlgear - Part 106: Alternating Current
Contactors, Contactor-based Controllers and Motor-starters;
ASTM F 1166 - Standard Practice for Human Engineering Design for Marine Systems,
Equipment and Facilities.
3 Termos e Definições
Para os propósitos desta Norma são adotados os termos e definições indicadas em 3.1 a 3.20.
3.1
painel elétrico
equivalente a conjunto de manobra e controle em invólucro metálico definido pela norma
ABNT NBR IEC 62271-200: termo geral que contempla os dispositivos de manobra e suas combinações
com equipamentos associados de controle, medição, proteção e regulação, incluindo a respectiva
montagem destes dispositivos e equipamentos com interligações associadas, acessórios, invólucros e
estruturas suporte
3.2
compartimento
parte enclausurada por barreiras, exceto para aberturas necessárias para interconexão, controle ou
ventilação, pertencente ao painel elétrico
3.3
compartimento futuro
compartimento com os componentes estruturais e conectores elétricos preparados para instalação
futura de unidade funcional. Deve possuir todos os mecanismos de extração e encaixe, sendo
desprovido apenas dos dispositivos de manobra, controle, medição, sinalização e proteção
3.4
unidade funcional
parte do painel elétrico que inclui todos os componentes dos circuitos principais e dos circuitos
auxiliares que contribuem para a realização de uma única função
3.5
circuito principal
todas as partes condutoras presentes em um circuito destinado a conduzir energia elétrica
3.6
circuito auxiliar
todas as partes condutoras presentes em um circuito destinado a controle, medição, proteção,
sinalização e regulação
3.7
divisão
parte do painel elétrico que separa um compartimento dos demais
3
-PÚBLICA-
3.8
componente
parte essencial do circuito principal que desempenha uma função específica (por exemplo, disjuntor,
seccionador, fusível, transformador para instrumentos, buchas, barramentos etc.)
3.9
compartimento preenchido com gás
compartimento no qual a pressão de gás é mantida por um sistema de pressão controlado, fechado ou
selado e é estanque em relação ao meio externo
3.10
seção
unidade de construção de um painel elétrico constituída por compartimentos que contribuem para a
realização de uma única função (por exemplo, colunas de entrada, interligação e saídas).
3.11
EMC (Compatibilidade Eletromagnética)
do inglês Electromagnetic Compability: habilidade de um equipamento ou sistema funcionar
satisfatoriamente em seu ambiente eletromagnético, sem introduzir neste ambiente distúrbios
eletromagnéticos intoleráveis e sendo imune aos distúrbios que possam existir nesse ambiente
3.12
IED (Dispositivo Eletrônico Inteligente)
do inglês Intelligent Electronic Device: dispositivo microprocessado com capacidade de comunicação
e processamento de funções de medição, controle e proteção
3.13
posição inserida
posição de uma parte removível quando está completamente inserida para a sua função prevista
3.14
posição teste
posição de uma parte removível quando apenas os terminais de controle estão inseridos
3.15
posição extraída
posição de uma parte removível quando seus terminais de força e controle encontram-se
desconectados, mas a unidade funcional permanece dentro do compartimento
3.16
posição removida
posição de uma parte removível quando ela está fora do compartimento e mecânica e eletricamente
separada dele
3.17
unidade de partida de motores (UPM)
unidade funcional cuja função é a alimentação de cargas motóricas
3.18
dispositivo de seccionamento
componente do painel compacto com a função de seccionamento ou seccionamento e proteção do
circuito de força (por exemplo, chave seccionadora ou disjuntor)
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-PÚBLICA-
3.19
painel compacto
painel elétrico de uso restrito na PETROBRAS a aplicações listadas no APÊNDICE A
3.20
painel isolado a gás
para esta norma refere-se ao painel elétrico com tensão igual ou inferior a 34,5 kV que possui seus
compartimentos de circuitos principais preenchidos com gás isolante
4 Condições Gerais
4.1 Qualquer item não coberto suficientemente pela normalização da ABNT deve atender às normas
internacionais IEC e ISO. A impossibilidade de atendimento de qualquer item deve ser submetida a
aprovação da PETROBRAS durante a fase de apresentação de propostas.
4.2 As características específicas do painel de média tensão são as indicadas na Folha de Dados
padronizada presente no Anexo A, a qual juntamente com esta Norma faz parte integrante da
Requisição de Material (RM).
4.3 Os itens em branco da Folha de Dados devem ser preenchidos pelo fornecedor que deve devolver
à PETROBRAS, devidamente autenticada. O fornecedor é responsável por todas as informações
contidas na referida Folha de Dados.
4.4 Os itens destacados com a cor cinza na Folha de Dados do Anexo A são de preenchimento
obrigatório pelo fornecedor para a apresentação desse documento na fase de proposta técnica.
4.5 Quando houver divergências entre a Folha de Dados e esta Norma, prevalecem as informações
contidas na primeira.
4.6 Qualquer alternativa apresentada pelo proponente deve ser explicitamente indicada em sua
proposta, em item próprio intitulado “DESVIOS”.
5 Características Construtivas
5.1 O painel e seus componentes devem ser projetados e fabricados de acordo com as
recomendações contidas nas normas indicadas no Capítulo 2 desta Norma e na Folha de Dados do
Anexo A.
5.2 O painel deve ser auto-suportável, construído em chapas de aço e com possibilidade de ampliação
em suas extremidades.
5.2.1 O painel deve ser composto por seções verticais padronizadas e independentes, onde são
alojados os equipamentos. Cada seção vertical deve ser subdividida, pelo menos, nos seguintes
compartimentos segregados:
a) barramento;
b) equipamentos de manobra;
c) transformadores para instrumentos e terminais dos cabos de força;
d) componentes de proteção, medição, sinalização, excitação (somente para seções de
saída com contatores), controle e demais auxiliares em baixa tensão.
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-PÚBLICA-
5.2.2 As seções verticais do painel compostas por compartimentos com unidades de partida de
motores (UPM) podem admitir que o compartimento dos contatores seja o mesmo compartimento dos
cabos de força.
5.2.3 Todos os disjuntores e contatores de força devem ser em construção do tipo extraível com rodas.
5.2.4 Para facilidade de operação e manutenção do painel, a separação das partes de alta tensão e
de baixa tensão deve usar blindagem protetora, ligada à terra, de maneira a permitir o acesso às partes
de baixa tensão, com o painel em funcionamento, sem que haja riscos de o operador acessar partes
de alta tensão energizadas.
5.2.5 O painel deve permitir acesso a qualquer dispositivo interno passível de manutenção.
5.3 As portas de cada seção vertical do painel elétrico devem possuir continuidade elétrica com a
estrutura do painel.
5.3.1 Podem ser utilizados cordoalha flexível de cobre ou cabos flexíveis (classe 5 no mínimo) para
garantir essa continuidade.
5.4 A extração do disjuntor até as posições teste e extraída e sua inserção somente podem ser
executadas com a porta fechada e com o disjuntor no estado “desligado”.
5.4.1 Devem ser disponibilizados recursos de bloqueio de inserção do disjuntor com a porta fechada
por meio de cadeado.
5.4.2 Com o disjuntor na posição inserida a porta do painel deve ficar impossibilitada de ser aberta.
5.5 A extração do contator até as posições teste e extraída e sua inserção somente podem ser
executadas com a porta fechada e com o contator no estado “desligado”.
5.5.1 Deve haver um intertravamento no painel que permita o aterramento dos terminais dos cabos
somente após a extração do contator.
5.5.2 Devem ser disponibilizados recursos de bloqueio de inserção do contator com a porta fechada
por meio de cadeado.
5.5.3 Com o contator na posição inserida a porta do painel deve ficar impossibilitada de ser aberta.
5.6 Em caso de inserção e extração do disjuntor ou contator de forma motorizada, deve existir uma
forma de executar essas operações de maneira manual caso ocorra problema no motor.
5.7 Toda porta provida de dobradiça deve ter dispositivo de travamento quando na posição aberta.
5.8 Para painéis instalados em unidades marítimas flutuantes as portas frontais e traseiras de todas
as colunas devem ser providas de corrimãos de material isolante.
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-PÚBLICA-
5.9 Deve ser previsto aterramento, através de chave de aterramento nos alimentadores de motores,
bancos de capacitores e painéis elétricos. Essa chave deve ser intertravada mecanicamente com a
posição do dispositivo de manobra, possibilitando o fechamento quando o dispositivo de manobra
estiver na posição extraído e impedindo o fechamento quando o dispositivo de manobra estiver na
posição inserido. Para alimentadores de transformadores deve ser prevista chave de aterramento
quando houver intertravamento entre os disjuntores primário e secundário, evitando o fechamento do
disjuntor secundário quando o primário estiver aterrado.
5.10 Os atuadores elétricos do disjuntor ou contator devem ser acionados pelo lado de fora do painel
e sem necessidade de abrir a porta do compartimento. As portas frontais do compartimento de força
devem possuir intertravamento mecânico, de tal forma que só possam ser abertas quando o dispositivo
de manobra estiver desligado e aterrado ou extraído e com o obturador fechado.
5.11 O painel deve ser resistente à corrosão causada por umidade e atmosfera característica ao
ambiente onde instalado, conforme indicado na Folha de Dados. O tratamento anticorrosivo deve estar
conforme as prescrições da norma aplicável (PETROBRAS N-2841) e a cor final de acabamento de
acordo com o código 0065 (cinza claro) da norma PETROBRAS N-1219, a menos que indicado em
contrário na Folha de Dados.
5.12 Os condutores devem ser de cobre, encordoados, temperatura de regime igual ou superior a
70 °C e seção nominal mínima 1,5 mm2. Para todos os circuitos de baixa tensão ligados ao painel,
devem ser previstos conectores adequados do tipo “não soldado”. Os cabos de controle de cada seção
devem ser grupados em uma régua de blocos terminais e devidamente identificados. Cada régua de
blocos terminais deve possuir terminais reservas para aplicação futura (20% dos terminais existentes).
Os terminais devem ser do tipo “pino” para os circuitos de alimentação auxiliar, comando, controle e
sinalização e do tipo “olhal” com bornes seccionáveis e alvéolos de prova para circuitos de correntes.
A conexão deve ser feita de modo a não oferecer risco de dano aos condutores encordoados.
5.12.1 A seção nominal mínima dos cabos para circuitos secundários de transformadores de corrente
deve ser determinada pela memória de cálculo de saturação do TC.
5.13 Os cabos elétricos de cada compartimento de baixa tensão de uma seção do painel devem ter
roteamento interno e réguas de blocos terminais segregados, conforme requisitos de instalação da
norma IEC TR 61000-5-2. Adicionalmente os cabos devem ter roteamento e réguas de blocos terminais
segregados nos seguintes grupos:
5.14 Os cabos elétricos devem seguir por canaletas, de tampas removíveis para facilitar o acesso,
porém no interior das canaletas não deve haver quaisquer rebarbas, obstáculos ou mesmo dispositivos
de fixação que venham a causar risco à integridade do isolamento.
5.15 Quanto à alimentação do painel, conforme especificado na Folha de Dados, devem ser atendidos
os seguintes requisitos:
a) alimentação por meio de cabos deve ser efetuada pela parte inferior do painel, salvo
indicação em contrário;
b) alimentação por meio de duto de barras: o painel deve possuir flange adequado à conexão
dos dutos e conectores flexíveis para ligação das barras.
5.16 Os disjuntores de entrada e interligação devem ser localizados nas seções centrais do painel, de
modo a possibilitar ampliação futura em ambos os lados.
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-PÚBLICA-
5.17 Todas as partes metálicas que compõem o painel, não previstas para condução de corrente,
devem ser ligadas ao barramento de terra do painel. Este barramento deve ficar na parte interna do
painel, correndo por toda a sua extensão e fornecido com conectores do tipo “não soldado”, adequados
para cabos de cobre nu, encordoados e de seção nominal de 70 mm2 em cada uma das suas
extremidades. Os pontos de conexão dos cabos de aterramento à barra de terra devem ser acessíveis
dentro do painel.
5.21 O painel deve possuir resistores de aquecimento, em 120 V ou 220 Vca, com fonte de
alimentação externa. Esses resistores devem ser controlados automaticamente por meio de
termostatos com faixa de graduação máxima em 60 °C. No circuito de cada resistor deve haver um
disjuntor com elementos termomagnéticos destinado à interrupção do circuito. O painel deve ser
provido de tomada externa para energização dos circuitos de aquecimento durante o período de
armazenamento.
5.22 A tensão auxiliar de 120 V ou 220 Vca deve suprir os resistores de aquecimento dos motores. Os
resistores devem ser controlados por um contato normalmente fechado do disjuntor ou contator. No
circuito de cada resistor deve haver um disjuntor em caixa moldada com elementos termomagnéticos
destinado à interrupção do circuito.
5.23 O compartimento de baixa tensão de cada seção do painel com instrumentos e dispositivos
eletrônicos inteligentes deve ter uma tomada de serviço de 120 Vca para alimentação de fonte de
suprimento elétrico de microcomputador tipo “Notebook”, utilizado na manutenção desses instrumentos
e dispositivos eletrônicos inteligentes.
5.24 O painel deve possuir um barramento principal, horizontal, com a capacidade de condução de
corrente em regime permanente conforme especificado na Folha de Dados. Todos os barramentos
devem ser trifásicos, de cobre eletrolítico, isolados, dimensionados de modo a suportar os esforços
resultantes da corrente de curto-circuito, conforme valores indicados na Folha de Dados. Cada fase do
barramento deve possuir uma identificação permanente, empregando-se preferencialmente uma cor
para cada fase. Todos os compartimentos devem possuir barramento completo (principal e derivação),
mesmo aqueles que forem deixados vazios.
5.24.1 A menos que indicado em contrário pela PETROBRAS, a identificação de cada fase do
barramento deve seguir:
a) R: vermelho;
b) S: branco;
c) T: preto;
d) neutro (se houver): azul claro;
e) terra: listrado amarelo e verde.
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5.25 O isolamento deve envolver completamente cada barra. Os pontos de ligação com as unidades
adjacentes e os pontos de conexão com os dispositivos desligadores também devem ser isolados e ter
um nível de isolamento equivalente ao da barra.
5.27 A menos que indicado em contrário na Folha de Dados do ANEXO A, o painel deve ter
classificação para arco interno mínima IAC AFLR (faces frontal, lateral e traseira com categoria de
acessibilidade restrita a pessoas autorizadas), conforme definido na ABNT NBR IEC 62271-200.
5.28 Os painéis devem apresentar meios de se monitorar a temperatura nos terminais de conexão dos
extraíveis e nos terminais dos cabos de força, conforme indicado na Folha de Dados do Anexo A.
5.28.2 Caso sejam utilizadas janelas de inspeção, o painel deve possuir obrigatoriamente o certificado
de arco interno considerando ensaios do painel com essas janelas.
5.29 Os painéis devem atender aos critérios de segurança para energia incidente de acordo com a
norma PETROBRAS N-2830. Caso indicado na Folha de Dados, o painel deve possuir sensores de
arco elétrico associados a um dispositivo de monitoração que atua de forma a desenergizar o painel
em caso de curto-circuito a arco elétrico.
5.30 A elevação de temperatura dos barramentos e suas conexões deve estar de acordo com a norma
ABNT NBR IEC 62271-1. A conexão cobre-cobre sem tratamento não é permitida, assim como não é
permitida a formação de óxidos nas conexões até a temperatura máxima de projeto.
5.30.1 A elevação máxima de temperatura do material do isolador em contato com barramento deve
estar de acordo com a máxima elevação de temperatura desse barramento.
5.30.2 Para as demais partes, materiais e dielétricos a elevação máxima de temperatura deve estar
de acordo com a norma ABNT NBR IEC 62271-1.
5.30.3 Todas as junções das barras devem ser executadas de tal forma que garantam um perfeito
alinhamento e contato de alta pressão.
5.31 O grau de proteção do invólucro do painel deve estar de acordo com o local de instalação desse
equipamento, sendo admitido, no mínimo, IP 2X. O grau de proteção entre compartimentos adjacentes
do painel deve ser, no mínimo, IP 2X, conforme ABNT NBR IEC 60529.
5.32 Os isolamentos das barras, suportes e peças de junção devem ser de material não higroscópico,
não inflamável e resistente à degradação devido a agentes poluidores descritos na Folha de Dados.
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5.33 Cada compartimento de baixa tensão, a menos que indicado em contrário na Folha de Dados,
deve possuir sinalizadores locais com diodos emissores de luz, cor vermelha para equipamento ligado
e cor verde para equipamento desligado, assim como chaves e relés auxiliares para monitoração
remota e controle supervisório. Nas colunas que possuem compartimentos com disjuntores, também
devem ser instalados nos compartimentos de baixa tensão sinalizadores brancos, indicativos de
energia disponível para circuito de abertura dos disjuntores.
5.34 Os sinalizadores devem ficar ligados ao circuito de controle do equipamento ao qual elas
pertencem, isto é:
5.35 Os mostradores dos instrumentos de multimedição, dos relés de proteção e dos sinalizadores
instalados nos compartimentos do painel elétrico devem ter intensidade de brilho conforme as
recomendações para a iluminação de mostradores da norma ASTM F 1166 e suficiente contraste para
assegurar que a informação requerida seja percebida pelo operador sob todas as condições esperadas
de iluminação do ambiente.
5.36 Todas as seções devem possuir, externamente, nas faces frontal e traseira, plaquetas de
identificação de plástico preto e gravação em letras brancas. Na primeira linha deve ser colocado o
número do equipamento. Na segunda linha (e terceira se necessário) deve ser colocada a função do
equipamento. Estes dados são indicados na Folha de Dados. Nas seções reservas e vazias (instalação
futura) as plaquetas devem ser fornecidas sem gravação.
5.37 Todos os equipamentos e dispositivos devem ser identificados internamente através de etiquetas
ou plaquetas com denominação idêntica a denominação utilizada no diagrama funcional.
5.38 Todo o sistema de controle e proteção, a menos que indicado em contrário na Folha de Dados,
deve ser em 125 Vcc. O suprimento de corrente contínua deve ser feito através dos circuitos indicados
nos diagramas unifilar e funcional. O fabricante deve instalar uma régua de blocos terminais a partir da
qual deve executar a distribuição dentro do painel. Para cada circuito de proteção e/ou controle, deve
ser previsto um dispositivo de proteção seletiva para curto-circuito.
NOTA A menos que indicado em contrário nos diagramas funcionais, para alimentação das cargas
de corrente contínua dos painéis de média tensão devem ser adotados, no mínimo, os
seguintes critérios de segregação, a partir do painel de corrente contínua:
a) devem ser previstos circuitos de alimentação de corrente contínua exclusivos para cada
disjuntor nos painéis de tensão maior ou igual a 13,8 kV;
b) devem ser previstos circuitos de alimentação de corrente contínua exclusivos para cada
um dos disjuntores de entrada e de interligação de cada painel de média tensão;
c) devem ser previstos circuitos de alimentação de corrente contínua exclusivos para cada
disjuntor de alimentação de painel elétrico;
d) para os demais disjuntores e contatores das saídas de painéis de média tensão que
possuam disjuntor de interligação, não devem ser misturadas em um mesmo circuito
cargas da barra A com cargas da barra B do painel de força;
e) devem ser previstos circuitos exclusivos para alimentação dos relés de proteção de cada
entrada de painel e de cada interligação de barras;
f) devem ser previstos circuitos exclusivos para alimentação dos relés de proteção de cada
uma das barras A e B de cada painel.
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5.39 Os painéis devem possuir supervisão das bobinas de abertura dos disjuntores. Deve ser previsto
alarme remoto e sinalização local, através de lâmpadas brancas. Os contatos para alarme remoto
devem ser individuais para os disjuntores de entrada e de interligação. Devem ser previstos 2 resumos
de alarmes para os disjuntores de saída de uma mesma barra, sendo um para os disjuntores que
alimentam transformadores e painéis elétricos e outro para disjuntores que alimentam motores. Os
contatos para alarme remoto mencionados podem ser resumidos de outras formas, de acordo com
critérios estabelecidos no projeto, enviando alarmes para o sistema supervisório.
5.40 A menos que indicado em contrário no projeto fornecido pela PETROBRAS os circuitos de
proteção devem ser implementados considerando seletividade lógica entre os relés de proteção
associados às saídas e os relés de proteção associados a entrada e interligação.
5.40.1 Caso o painel não apresente relés de proteção nem disjuntores de entrada e interligação, a
seletividade lógica deve ser realizada entre os relés de proteção associados às saídas e os relés de
proteção relacionados ao alimentador do painel elétrico a montante.
5.41 O painel deve possuir furação para colocação de dispositivos destinados à fixação do painel à
base, bem como olhais para suspensão e movimentação. Os dispositivos devem ser fornecidos pelo
fabricante do painel.
5.42 O painel deve ser dotado de placa de identificação principal de material resistente à corrosão,
fogo e impactos contendo os dados solicitados pelas normas ABNT NBR IEC 62271-1 e
ABNT NBR IEC 62271-200.
5.43 O painel deve ser dotado de uma placa de identificação suplementar de material idêntico ao da
placa principal contendo as seguintes informações:
NOTA 1 Os dados contidos em a), b) e c) podem ser incluídos na placa de identificação principal.
NOTA 2 Uma placa adicional, de material idêntico ao da placa principal, deve ser fornecida com o
número PETROBRAS de identificação do painel (TAG), visível a olho nu a 5 metros de
distância.
NOTA 3 Na Folha de Dados preenchida pelo fabricante deve constar os números, quando existentes,
de Requisição de Materiais (RM), Pedido de Compras (PC), Pedido de Compra de Bens e
Serviços (PCS), o número do contrato, nos casos de aquisição embutida em contrato do tipo
Preço Global (“Turn Key”, “Lump Sum” etc.), etc.
5.44 O painel deve ser dotado de uma plaqueta de segurança com as informações sobre os níveis de
energia incidentes calculados e a distância segura de aproximação do trabalhador, conforme a N-2830.
5.45 O painel elétrico além de suas placas de identificação principal e suplementar deve ter seus
compartimentos sinalizados com plaquetas textuais e gráficas de instruções, cuidados, avisos e alertas
de perigo, conforme requisitos para placas de identificação da norma ASTM F 1166 e símbolos da
norma IEC 60417-DB.
5.45.1 O painel deve possuir placas na parte traseira de cada seção com os mesmos tags
correspondentes à parte dianteira, conforme a N-2830, com identificação dos tags das cargas
alimentadas para as seções de saída e transformadores auxiliares, além de tags de função para as
seções de entrada e interligação.
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5.46 Quando indicada na Folha de Dados saída de cabos pela parte superior e que não estejam
contidos em eletrodutos, deve haver dispositivos de fixação para cabos singelos, de material não
magnético, de forma a evitar a circulação de correntes induzidas.
5.47 Deve ser previsto dispositivo para fixação e suporte dos cabos de entrada e saída, de forma a
evitar esforços sobre os isoladores, terminais e barramentos.
5.48 Junto com o equipamento devem ser fornecidos um carrinho utilitário e ferramentas adequadas
para retirada dos disjuntores e/ou contatores, para facilidade de manutenção.
NOTA No caso de fornecimento de mais de um painel para uma mesma subestação, devem ser
fornecidos apenas um carrinho e um conjunto de ferramentas, desde que eles sejam
adequados para a remoção de todos os tipos de disjuntores e/ou contatores do fornecimento.
5.49 O painel deve possuir disponibilidade de intertravamento elétrico e interligação de fiação entre
suas unidades constituintes e previsão de intertravamento entre dispositivos instalados remotamente.
5.50 Os requisitos técnicos e construtivos específicos para os painéis compactos são apresentados no
APÊNDICE A.
5.51 Os requisitos técnicos e construtivos específicos para os painéis isolados a gás são apresentados
no APÊNDICE B.
Os equipamentos a seguir relacionados, quando solicitados na Folha de Dados e a menos que indicado
em contrário, devem ser fornecidos de acordo com as especificações descritas nos itens 6.1 a 6.8.
6.1.2 O mecanismo de abertura deve ser do tipo “abertura livre” e o de fechamento deve possuir
dispositivo do tipo antibombeante (“anti-pumping”).
6.1.3 Para tensões nominais superiores a 13,8 kV deve haver redundância do circuito de abertura (com
2 bobinas de abertura com funcionamento totalmente independente). O sistema de abertura deve ser
concebido de forma que tanto o comando manual e proteção elétrica atuem em ambas as bobinas.
6.1.4 Os disjuntores devem ser do tipo indicado na Folha de Dados, extraíveis, com terminais principais
e auxiliares do tipo “encaixe”. Quando o disjuntor for extraído, os terminais principais devem ser
cobertos automaticamente por uma placa de obturação, impedindo-se o acesso às partes com tensão.
Os circuitos de comando, os contatos auxiliares e os das chaves comutadoras devem ser conectados
à parte fixa com “plug”.
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6.2.1 As unidades de partida dos motores devem ser constituídas por contatores e/ou disjuntores,
conforme indicado na Folha de Dados.
6.2.2 No caso de emprego de contatores, esses devem ser fornecidos com fusíveis limitadores de
corrente. Os fusíveis devem ter capacidade adequada para proteger e permitir a partida dos motores.
Seccionadoras de entrada e seccionadoras de aterramento devem ser utilizadas quando indicadas no
diagrama unifilar.
6.2.3 O fabricante deve fornecer atestado comprobatório, emitido por laboratório oficial, de que os
fusíveis são do tipo “limitador de corrente”.
6.2.4 As bobinas dos contatores devem ser alimentadas pelo sistema de corrente contínua da
subestação, a menos que indicado em contrário na Folha de Dados. Elas devem suportar a tensão
mínima do sistema de alimentação de corrente contínua sem que haja desligamento de seus contatos
principais.
6.2.5 Caso indicado na Folha de Dados que os circuitos de comando e controle dos contatores sejam
em corrente alternada, ela deve ser provida de transformadores de controle individuais. Os
transformadores de controle devem ser protegidos por fusíveis no lado de alta tensão e por fusíveis ou
disjuntores em caixa moldada no lado de baixa tensão. Os fusíveis devem estar integrados no conjunto
extraível do transformador, de modo que a remoção dos fusíveis possa ser efetuada sem tensão em
seus terminais.
6.2.7 Quando for necessária utilização de dispositivos auxiliares de partida, devem ser utilizados
módulos eletrônicos de partida suave, a menos que indicado em contrário na Folha de Dados.
NOTA O dispositivo eletrônico de partida suave deve prover proteção eletrônica do motor por ele
acionado, caso indicado na Folha de Dados.
6.2.8 Caso indicado na Folha de Dados o uso de contator de “by-pass” para o módulo eletrônico de
partida suave, o contator de “by-pass” deve atender aos mesmos requisitos técnicos do contator
principal.
6.3.1 Os transformadores de potencial e auxiliares devem ser secos, extraíveis e protegidos por
fusíveis no lado de alta tensão e por fusíveis ou disjuntores em caixa moldada no lado de baixa tensão.
Os fusíveis devem estar integrados no conjunto extraível, de modo que a remoção dos fusíveis possa
ser efetuada sem tensão em seus terminais.
6.3.2 O fator de sobretensão nominal dos transformadores de potencial deve estar conforme seu grupo
de ligação e atender aos requisitos da norma ABNT NBR 6855 de acordo com a forma de ligação dos
enrolamentos primários desses equipamentos e o tipo de aterramento do sistema elétrico.
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6.3.3 Os transformadores de corrente devem ser secos. O fabricante deve providenciar meios que
permitam a colocação do secundário dos transformadores de corrente em curto-circuito quando houver
necessidade de retirada de sua carga.
6.3.4 Caso sejam requeridos na Folha de Dados, sensores de corrente e tensão do tipo
LPIT (Low Power Instrument Transformer) podem ser utilizados nos painéis. Esses sensores devem
atender aos requisitos aplicáveis na norma da IEC 61869-6.
6.4.1 Todos os relés de proteção devem ser de um único fabricante e devem atender a norma
PETROBRAS N-2779.
6.4.3 Quando solicitados instrumentos analógicos e/ou transdutores na Folha de Dados, a escala
desses instrumentos e/ou transdutores deve ser selecionada de modo que, a plena carga, o valor
medido da grandeza fique entre 50 % a 75 % da escala. Os amperímetros para motores e bancos de
capacitores devem ter escala de amortecimento.
6.4.4 Quando solicitado na Folha de Dados, os instrumentos de medição ou relés digitais de proteção
com medição de energia ativa devem possibilitar parametrização para cálculo de demanda máxima
integralizada em intervalos de 15 minutos sincronizados com sinal externo.
6.5.1 Os IEDs devem possibilitar a implementação de lógicas de controle de forma a eliminar ou reduzir
a utilização de relés auxiliares, relés de bloqueio e temporizadores externos conforme a funcionalidade
desejada.
6.5.2 Os relés de bloqueio incorporados aos IEDs só podem permitir rearme local.
6.5.3 Relés auxiliares utilizados para multiplicação de contatos de relés de proteção, com função de
proteção ou intertravamento, devem ser ultra-rápidos com tempo de atuação máximo de 4 ms.
6.5.4 Quando solicitados na Folha de Dados relés de bloqueio eletromecânicos, estes relés devem ser
do tipo rotativo, com rearme manual, com tempo máximo de atuação de 12 ms. Deve haver supervisão
da bobina dos relés de bloqueio para os modos de falha de bobina em curto-circuito e bobina aberta.
1)
Microsoft Windows® é o nome comercial de um produto da Microsoft Corporation. Esta informação é dada para
facilitar aos usuários na utilização desta Norma e não significa uma recomendação do produto citado por parte da
PETROBRAS. É possível ser utilizado produto equivalente, desde que conduza a resultado igual.
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6.6.1 As Unidades de Partidas de Motor (UPM) com contatores devem possuir unicamente uma
botoeira com a função “desliga”. As botoeiras devem ser operadas externamente sem necessidade de
abertura da porta do compartimento e possuir dispositivo de travamento na posição “desliga”. As
botoeiras devem ser ligadas aos circuitos de comando dos contatores e/ou disjuntores sem relé de
interposição.
6.6.2 As chaves de controle de disjuntores de UPMs devem ter apenas as posições “neutra” e “desliga”.
As chaves de controle dos demais disjuntores devem ter 3 posições: “liga”, “neutra” e “desliga”, com
retorno por mola à posição neutra.
6.6.3 Em caso de existência de painel de controle remoto, as chaves de controle dos disjuntores
(52CS, 43LB, 69LR etc.) devem ser instaladas unicamente no painel de controle. Todas as sinalizações
dos disjuntores devem existir também no painel de controle.
NOTA O painel de controle remoto consiste de um painel de baixa tensão com diagrama mímico,
sinalizadores e todas as chaves de controle necessárias para a operação do painel (liga e
desliga, seleção local remota, paralelismo momentâneo etc.).
6.7.1 Capacitores de potência para correção de fator de potência, auxílio à partida e supressão de
surtos atmosféricos e de manobra devem ser, preferencialmente, instalados fora do painel. Este
requisito não se aplica a capacitores para controle de TRV. [Prática Recomendada]
6.7.2 Capacitores instalados no interior do painel são aceitos desde que os certificados de ensaios de
tipo apresentados na proposta contemplem os capacitores integrados ao painel.
6.8.1 Os conjuntos de proteção contra surto de sobre-tensões não devem ser parte integrante dos
módulos funcionais do painel, a menos que indicado em contrário na Folha de Dados.
6.8.2 Quando utilizados, os conjuntos de proteção contra surto de sobre-tensões devem ser compostos
por capacitores de surtos e para-raios.
7 Inspeção e Ensaios
O painel e seus componentes devem ser inspecionados e ensaiados em conformidade com as normas
listadas no Capítulo 2 desta Norma e a Folha de Dados do Anexo A.
8 Embalagem e Transporte
8.1 O painel deve ser acondicionado de forma adequada ao sistema de transporte previsto. As
embalagens devem proteger completamente todas as partes do seu conteúdo contra possíveis danos
durante o transporte, armazenagem, embarque e desembarque.
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8.3 O compartimento de baixa tensão com instrumentos e dispositivos eletrônicos deve conter em seu
interior, para o transporte e o armazenamento, kits de material higroscópico.
9 Documentação Técnica
9.2 Os documentos, desenhos e manuais exigidos devem ser elaborados em meio eletrônico e
também em meio impresso. Os documentos “como comprado” e “como construído” fornecidos em meio
eletrônico devem ser editáveis.
9.3 Todos os documentos devem ser elaborados de forma legível contendo, no mínimo, as seguintes
informações:
NOTA 1 Do lado direito, próximo e acima do carimbo do fabricante deve ser deixado um retângulo de
dimensões 15 cm x 4 cm para posterior preenchimento pela PETROBRAS.
NOTA 2 Os desenhos, esquemas e diagramas devem ser elaborados no formato A3, no mínimo.
9.4 Documentação mínima que deve ser enviada juntamente com a proposta para análise técnica:
a) desenhos dimensionais das vistas frontal, lateral e seção transversal do painel com
dimensões aproximadas, mostrando a localização de dispositivos de alívio de
sobrepressão, quando existentes;
b) catálogos de todos os componentes do painel contendo todas as informações e
características técnicas;
c) relação de peças sobressalentes necessárias para um período de operação de 2 anos;
d) cópia do certificado de ensaio de coordenação do contator com fusível, para regimes de
testes A, B e C, conforme norma IEC 62271-106;
e) Folha de Dados do Anexo A assinada com a identificação do responsável e com todos os
campos marcados em cinza preenchidos;
f) plano de inspeção e testes, indicando as normas aplicáveis e os valores de aceitação;
g) cópias dos certificados dos ensaios de tipo assinalados na Folha de Dados do Anexo A;
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a) lista de documentos;
b) desenhos dimensionais das vistas e cortes, incluindo o detalhe do roteamento segregado
dos cabos de baixa tensão;
c) locação, dimensões e tipo dos dispositivos de içamento e fixação do painel ao piso;
d) área livre para entrada e saída dos cabos;
e) massa de cada volume a ser transportado;
f) massa total, centro de gravidade e valor da dissipação térmica do painel;
g) desenho dimensional das entradas por dutos de barra, caso aplicável;
h) esquemas unifilares do(s) painel(éis);
i) esquemas trifilares do(s) painel(éis);
j) diagramas funcionais de cada unidade funcional;
k) esquemas de fiação (interligação) indicando todas as réguas terminais, inclusive aquelas
necessárias à interligação com outros equipamentos fora do fornecimento do fabricante,
mostrando claramente os bornes identificados;
l) curvas de saturação dos transformadores de corrente;
m) estudo de coordenação completo, caso aplicável, considerando o seguinte:
- fusíveis instalados nos primários dos transformadores;
- motores alimentados pelo painel;
- centro(s) de controle de motores e/ou centro(s) de distribuição de cargas; quando este(s)
centro(s) for(em) interligado(s) no painel de média tensão através de transformador(es)
abaixador(es) de tensão, devem ser analisados os dispositivos de proteção colocados
no primário e/ou secundário deste(s) transformador(es), além dos elementos de
energização e/ou proteção do(s) respectivo(s) centro(s);
- este estudo se resume na apresentação de um relatório técnico com a filosofia de
proteção adotada, curvas corrente x tempo em escala “log x log” (coordenogramas),
tabela de valores de ajuste dos diversos dispositivos usados na proteção e catálogos
técnicos destes dispositivos;
n) lista de todos os componentes e materiais aplicados, agrupados por unidade funcional;
o) curvas “corrente de curto-circuito” x “corrente de pico máxima de interrupção” dos fusíveis
limitadores de corrente;
p) instruções para embalagem;
q) instruções para transporte, quando o transporte não for escopo do fabricante do painel;
r) desenhos dimensionais do compartimento de ligação ao duto de barras, incluindo o flange
de conexão, quando existente, com dimensões aproximadas, mostrando a localização de
dispositivos de alívio de sobrepressão, quando existentes;
s) lista de plaquetas de identificação e sinalização;
t) documentação de reles de proteção digitais, de acordo com a norma
PETROBRAS N-2779.
a) especificações técnicas para o painel, bem como para todos os componentes e acessórios
solicitados, de conformidade com todos os requisitos da proposta original aprovados, bem
como as revisões que tenham sido feitas na especificação técnica por ocasião de
esclarecimento técnico e/ou parecer técnico;
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9.7 A PETROBRAS poderá solicitar a qualquer momento junto ao fabricante do painel a apresentação
dos relatórios dos ensaios de tipo de modo a complementar a informação dos certificados exigidos nos
itens 9.4 e 9.6. As duas partes deverão fazer um acordo sobre a melhor forma de apresentação desses
relatórios.
10.1 O fabricante deve garantir formalmente a disponibilidade de peças sobressalentes para qualquer
componente do painel, por um período mínimo de 10 anos após a data da entrega.
10.2 O fabricante deve informar a relação de assistências técnicas credenciadas pelo fabricante, no
Brasil e na América do Sul.
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APÊNDICE A
Os requisitos e critérios técnicos apresentados nesse apêndice para os painéis compactos equipados
com dispositivos de seccionamento isolados a gás complementam ou substituem as informações
apresentadas ao longo da norma para os painéis elétricos convencionais utilizados na PETROBRAS.
A.1 A utilização dos painéis compactos é permitida nas instalações da PETROBRAS apenas nos
seguintes casos:
A.1.3 Caso especificado pelo projeto, em instalações onde a continuidade operacional não é um fator
crítico, como áreas administrativas.
A.2 A unidade funcional do painel deve ser fixa, do tipo “removível” com o uso de ferramentas
apropriadas.
A.3 O painel compacto deve ter classificação para arco interno mínimo IAC AFL (face frontal e lateral)
com categoria de acessibilidade restrita a pessoas autorizadas conforme definido na
ABNT NBR IEC 62271-200.
A.4 A corrente de curto-circuito máxima suportada pelo painel deve ter o mesmo valor da máxima
corrente de curto-circuito utilizada nos ensaios de arco interno desse painel.
A.5 O dispositivo de seccionamento deve ser do tipo modular compacto e padronizado, interligado
através de barramentos e acondicionado em um compartimento do painel.
A.6 O dispositivo de seccionamento deve ser equipado com dispositivo mecânico para operação
manual, com a direção do movimento da alavanca tanto no sentido de fechamento, quanto no de
abertura e de aterramento de cada via visivelmente marcada.
NOTA Esse requisito deve ser atendido mesmo que os dispositivos de seccionamento sejam
equipados com motorização.
A.7 Todos os dispositivos de seccionamento trifásicos devem possuir comando mecânico intertravado
com as posições “fechado”, “aberto” e “aterrado”. O dispositivo de seccionamento deve possuir meio
que impeça mecanicamente a passagem direta da posição “fechado” para a posição “aterrado” e vice-
versa.
A.8 O dispositivo de seccionamento deve possuir meio para bloqueio mecânico de acionamento, com
local para colocação de cadeado de bloqueio nas posições “aberto” e “aterrado”.
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A.10 O painel deve possuir uma indicação local clara da condição de operação de seus dispositivos
de seccionamento (“aberto”, “fechado” e “aterrado”). Também deve existir recursos no painel para
possibilitar a indicação remota de cada condição.
A.11 A menos que indicado em contrário na Folha de Dados, o dispositivo de seccionamento deve
operar no modo manual local e possibilitar sua operação remota através de comandos de fechamento
e abertura.
A.13 O painel deve possuir disponibilidade de intertravamento elétrico e interligação de fiação entre
suas unidades constituintes e previsão de intertravamento entre dispositivos instalados remotamente,
conforme diagrama elétrico do projeto.
A.14 O painel composto por chaves seccionadoras deve possuir, no mínimo, os intertravamentos
elétricos e mecânicos listados abaixo, ou conforme definido na Folha de Dados:
a) a chave seccionadora de saída somente deve ser manobrada com o disjuntor a jusante
aberto;
b) a chave seccionadora de entrada somente pode ser manobrada com os disjuntores de
saída abertos;
c) a chave seccionadora de entrada com aterramento, somente pode ser aterrada com o
disjuntor a montante aberto.
A.15 O dispositivo de seccionamento deve ser projetado para fechar e abrir sob carga nominal
conforme especificado na Folha de Dados.
A.16 Caso especificado na Folha de Dados, o dispositivo de seccionamento deve ser equipado com
dispositivo de indicação de pressão mínima de gás para operação segura. Devem existir recursos para
indicação remota de baixa pressão do gás isolante.
A.17 O comando elétrico de “fechar e abrir” deve ser bloqueado em caso de pressão mínima do gás
isolante do dispositivo de seccionamento, se o dispositivo de indicação de pressão mínima de gás for
solicitado na Folha de Dados.
A.18 Caso seja especificada na Folha de Dados a utilização de chaves seccionadoras motorizadas,
os motores e seus equipamentos auxiliares, destinados ao acionamento do mecanismo de operação
devem operar satisfatoriamente para uma faixa de tensão compreendida entre 80 % e 110 % da tensão
nominal dos seus circuitos de alimentação.
A.19 A menos que indicado em contrário na Folha de Dados, o comando e a sinalização devem ser
alimentados em 125 Vcc ou 120 Vca, sendo que esses sistemas elétricos supridores devem ser
suportados por um banco de baterias.
A.20 O painel elétrico deve possuir indicação local de presença de tensão por fase a montante do
dispositivo de seccionamento.
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A.21 Caso o tanque do dispositivo de seccionamento seja metálico, ele deve ser provido de um
terminal de aterramento adequado para conexão do condutor de aterramento.
A.22 O invólucro do dispositivo de seccionamento deve ser equipado com um dispositivo de alívio de
pressão com atuação automática. Para segurança do usuário, a exaustão do gás não deve ser na
direção de operação.
A.23 Os painéis devem ser próprios para utilização em instalações com fixação em piso de concreto,
através de parafusos chumbadores.
A.24 Devem ser projetadas formas adequadas de suportação para movimentação das seções do
painel, conforme definido na Folha de Dados, pela parte superior (olhais) ou pela parte inferior (vigas
de reforço), sem comprometimento mecânico da estrutura do painel.
A.25 Em todos os compartimentos devem existir meios adequados para sustentação mecânica dos
cabos de força.
A.26 O painel deve ser resistente à corrosão causada por umidade e atmosfera característica ao
ambiente onde instalado, conforme indicado na Folha de Dados. O tratamento anticorrosivo deve estar
conforme as prescrições da norma PETROBRAS N-2841 e a cor final de acabamento de acordo com
o código 0065 (cinza claro) da PETROBRAS N-1219.
A.28 O dispositivo de seccionamento deve ser equipado com um contador de operações. Cada
incremento na contagem deve corresponder a um fechamento e uma abertura.
A.29 As chaves seccionadoras utilizadas como dispositivo de seccionamento devem atender aos
requisitos técnicos da norma IEC 62271-103.
A.30 Os painéis compactos devem apresentar meios de se monitorar a temperatura nos terminais de
cabos de força, conforme indicado na Folha de Dados do Anexo A.
A.31 Os transformadores de potencial e auxiliares utilizados nos painéis compactos devem ser secos
e protegidos por fusíveis no lado de alta tensão e por fusíveis ou disjuntores em caixa moldada no lado
de baixa tensão.
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APÊNDICE B
Os requisitos e critérios técnicos apresentados nesse apêndice para os painéis isolados a gás
complementam ou substituem as informações apresentadas ao longo da norma para os painéis
elétricos isolados a ar.
B.2 Os compartimentos isolados a gás devem apresentar índice de vazamento de gás menor do que
0,1% ao ano.
B.3 O gás isolante deve ser de tipo não inflamável, inerte e não venenoso.
B.4 O painel deve ser projetado de forma que a conexão e a desconexão dos cabos possa ser feita
sem a necessidade de utilização de mão de obra especializada em equipamentos isolados a gás.
B.6 O painel deve possuir indicação de pressão do gás e enviar sinal de alarme para o sistema
supervisório por perda de pressão e sinal de trip para o sistema de proteção por pressão baixa.
B.7 Os painéis isolados a gás devem apresentar meios de se monitorar a temperatura nos terminais
de cabos de força, conforme indicado na Folha de Dados do Anexo A.
B.8 Os transformadores de potencial e auxiliares utilizados nos painéis isolados a gás devem ser secos
e protegidos por fusíveis no lado de alta tensão e por fusíveis ou disjuntores em caixa moldada no lado
de baixa tensão.
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ÍNDICE DE REVISÕES
REV. A, B e C
Não existe índice de revisões.
REV. D
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas
REV. E
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas
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