Atletismo
Atletismo é a prática esportiva mais antiga, que é conhecida como esporte-
base. Isso porque as suas modalidades compreendem os movimentos mais
comuns para as pessoas desde a Antiguidade: corrida, lançamentos e saltos.
Trata-se de uma prova de resistência muito importante. É o principal esporte
olímpico, conforme expressa a frase que circula nesse meio: “Os Jogos
Olímpicos podem acontecer apenas com o Atletismo. Nunca, sem ele.”.
As provas de atletismo são realizadas em estádios, no campo, em montanha e
na rua. A pista de atletismo oficial deve ser feita com piso sintético e ter 8
raias, cada uma medindo 1,22 m de largura.
História
O atletismo surgiu como esporte na Grécia Antiga em 776 a.C., ano que a
primeira Olimpíada da história foi realizada, na cidade de Olímpia.
Chamada de stadium pelo gregos, Coroebus foi o vencedor da prova cujo
percurso tinha 200 m.
Leia Olimpíadas.
No entanto, registros apontam que há cerca de 5 mil anos ele já era praticado
no Egito e na China.
O formato moderno do atletismo data do século XIX, na Inglaterra, e conta com
as seguintes provas oficiais:
Corridas: rasas, com barreiras, com obstáculos
Marcha atlética
Revezamentos
Saltos
Arremesso e Lançamentos
Combinada
Em cada uma dessas provas há um total de 20 modalidades diferentes. Tais
modalidades se diferenciam, por exemplo, pelo tamanho dos percursos e
equipamentos utilizados.
O atletismo é uma modalidade olímpica cuja responsabilidade está a cargo da
Associação Internacional de Federações de Atletismo, fundada em 1912 em
Londres. O esporte está entre os favoritos para os ingleses.
No Brasil, a organização das competições está a cargo da Confederação
Brasileira de Atletismo (CBAT).
O esporte ficou conhecido no Brasil no século XX. Em 1952, Adhemar Ferreira
da Silva conquistou a primeira medalha de ouro em salto triplo para o Brasil, o
que aconteceu nos Jogos de Helsinque, na Finlândia.
Características do Atletismo
Conhecida por ser uma modalidade esportiva disputada desde os Jogos
Olímpicos da Antiguidade, o atletismo, atualmente, é composto por: "provas
de pista" (corridas) e "provas de campo" (saltos/arremesso/lançamentos);
"corridas de rua", também denominada como pedestrianismo, marcha
atlética (de rua e de pista); "cross country" ou corridas através do campo e
"corridas em montanhas".
Corridas: rasas, com barreiras, com
obstáculos
Atletas disputando corrida de
atletismo
As corridas podem ser de curta distância ou tiro rápido e seu percurso pode
variar entre 100 e 3 000 m.
As corridas rasas mais curtas são de 100 m e as mais longas são de 10 000 m.
As corridas com barreiras podem ser de 110 m e 400 m, enquanto as de
obstáculos são de 3 000 m.
Essas são as distâncias para provas de adultos, tanto de homens como de
mulheres.
Nas corridas, a partida tem início com o tiro de largada. Segundo a regra, o
atleta que partir antes do tiro é desclassificado.
Marcha Atlética
Atletas disputando prova de
marcha atlética
A marcha atlética pode ser de 20 000 m ou de 50 000 m para o gênero
masculino, mas somente de 20 000 m para o gênero feminino.
A regra diz que os atletas devem correr sem tirar totalmente os pés do chão.
Há árbitros ao longo do percurso que verificam o cumprimento das regras e
advertem os atletas, os quais podem ser eliminados após três advertências.
Revezamentos
Atletas disputando prova de
revezamento
As provas de revezamento são duas para ambos os gêneros: 4x100 m e 4x400
m. São realizadas entre equipes, cada qual com 4 atletas.
A regra é: cada um desses atletas faz ¼ da prova. Ao fim do seu percurso, o
atleta entrega um bastão para o atleta seguinte.
Saltos
Atleta disputando prova de salto
em altura
A prova de salto pode ser feita em duas modalidades: em salto vertical e em
salto horizontal.
As provas de salto vertical compreendem salto em altura e salto com vara.
De acordo com a regra, no salto em altura, os atletas correm e saltam de
costas sobre uma barra horizontal.
No salto com vara, o comprimento das varas mede entre 2,80 a 3,40 m tanto
para homens como para mulheres.
Para realizá-las, os atletas correm 20 metros e, tomando impulso com uma
vara flexível, saltam sobre uma barra. O objetivo é não derrubar o sarrafo,
nome dado à barra.
Após os saltos verticais os atletas são amparados por um colchão.
As provas de salto horizontal compreendem salto em distância, ou de
comprimento, e salto triplo.
No salto em distância, os atletas correm e saltam quando chegam à marca
estabelecida. No chão de areia fica a marca para medir a distância obtida.
No salto triplo, o atleta dá dois saltos antes do salto final na caixa de areia.
Arremesso e Lançamentos
Atleta disputando prova de
lançamento de dardo
Dentre as provas de arremesso e lançamentos existem os seguintes tipos:
lançamentos de peso, martelo, disco e dardo.
O peso dos materiais lançados varia entre os gêneros masculino e feminino.
No arremesso de peso, a esfera pesa 7,26 kg na modalidade masculina e 4 kg
na modalidade feminina, tal como o martelo.
A regra diz que, com apenas uma mão, os atletas jogam o peso, ou o martelo,
o mais longe que conseguem.
Os discos são de 2 kg para os homens e de 1 kg para as mulheres. Os dardos,
por sua vez, são de 800 g para os homens e de 600 para as mulheres.
No arremesso de discos, os atletas giram o corpo e lançam o disco para longe.
Combinada
Decatlo é a prova dos homens, enquanto heptatlo é o nome da provas das
mulheres.
O decatlo compreende as seguintes provas: 100, 400 e 500 metros, corrida
com barreiras, saltos em distância, em altura e com vara, arremessos de peso,
disco e dardo.
O heptatlo compreende as seguintes provas: 100, 200 e 800 metros, saltos em
distância e em altura, arremessos de peso e dardo.
Conforme as regras, nas provas combinadas, as equipes somam pontos na
medida em que vão vencendo as provas.
Salto em distância
Salto em distância é uma modalidade de atletismo
disputada individualmente, cujo objetivo consiste em
saltar a maior distância possível.
Salto em distância
O salto em distância é uma modalidade de atletismo em que o atleta salta a
maior distância possível, utilizando apenas o próprio corpo. Para você
conhecer mais a respeito, apresentamos, nesta matéria, algumas características
históricas dessa modalidade, além de suas principais regras e descrições sobre
as fases do movimento de salto. Acompanhe.
Índice do conteúdo:
História
Como funciona
Regras
Videoaulas
História
O início da prática de salto em distância remete aos Jogos Olímpicos da
Antiguidade (776 a. C.–392 a. C.), em que era disputado como uma das
provas do Pentatlo. No entanto, diferentemente do formato moderno, os
atletas desse período saltavam em uma espécie de escavação, chamada
“Skamma”. Atualmente, utiliza-se a caixa de areia para compor o local de
queda.
Com o domínio romano na Grécia, portanto, em 392 a. C., as disputas
olímpicas passaram a ser proibidas pelo imperador Teodósio I. Desse modo,
foram retomadas apenas em 1896, a partir de Pierre de Coubertin. Assim, com
a retomada dos Jogos Olímpicos na modernidade, o salto em distância passou
a compor as modalidades de salto do atletismo, integrando o evento olímpico.
Atualmente, o recorde mundial feminino pertence à russa Galina Chistyakova,
com a marca de 7 m 52 cm. A atleta alcançou essa pontuação durante o
Meeting de Leningrado, realizado em 1988 na União Soviética. Já o recorde
masculino é de 8 m 95 cm. Essa marca foi estabelecida pelo norte-americano
Mike Powell no Mundial de Atletismo de Tóquio, em 1991.
Como funciona o esporte?
No salto em distância, o atleta percorre uma pista com comprimento de 40
metros para adquirir velocidade e saltar em uma caixa de areia com 10 metros
de comprimento. Nessa modalidade, portanto, vence o atleta que saltar a
maior distância, marcada do local do salto (tábua de precisão) ao da queda.
Sendo assim, veja as regras e características do salto em distância.
Regras do salto em distância
Assim como na Antiguidade, o objetivo do salto em distância é saltar o mais
longe possível, utilizando apenas o próprio corpo para isso. Logo, algumas
regras devem ser observadas pelos praticantes para o desenvolvimento
esportivo da prática, como descritas a seguir.
Os saltadores têm direito a um número específico de tentativas para
saltar suas melhores distâncias. Embora esse número varie conforme o
regulamento das competições, em geral, são permitidas apenas três
tentativas de salto por atleta.
Ao final da disputa, apenas a melhor marca (maior distância) obtida
entre as três tentativas é contabilizada para definir a classificação dos
competidores.
A marca obtida é medida em metros, a partir da linha limite de corrida
(sinalizada na tábua) e o local do primeiro contato do atleta com o
solo (na caixa de areia).
A tábua (fixada ao final da pista de corrida) é utilizada para indicar o
limite entre a corrida de aproximação e o salto propriamente dito.
Nela, portanto, há uma linha que não pode ser pisada e/ou
ultrapassada no momento de impulsão para o salto.
Caso o saltador pise ou ultrapasse a linha demarcada, o salto é
invalidado. Logo, o atleta desperdiça uma de suas chances de obter
uma boa colocação. Quando isso ocorre, diz-se que ele “queima o
salto”.
Além dessas observações, uma normativa importante é quanto à
liberdade do atleta para incrementar seu salto com ações (grupado,
arco e passadas no ar) que lhe permitam alcançar uma boa marca.
Ao final da competição, a classificação é definida a partir da melhor
marca obtida (1ª colocação).
Essas são as principais regras que orientam os saltadores durante as
competições de salto em distância. Agora que já as conhece, veja, a seguir, as
fases relacionadas ao movimento do salto em distância.
Fases do movimento
Corrida de aproximação: fase em que o atleta adquire velocidade para
impulsionar o salto. Ao mesmo tempo, também deve coordenar suas
passadas para que pise no espaço correto da tábua e não queime o
salto.
Impulsão: corresponde ao momento de impulsão para o salto. Nessa
fase, o atleta busca manter a velocidade horizontal decorrente da
corrida e adquirir, também, velocidade vertical. Com isso, o salto é
realizado em movimento angular parabólico que potencializa a
distância saltada.
Voo (flutuação): essa fase define o estilo do salto, pois nela os atletas
realizam técnicas complementares para aumentar a distância saltada.
Entre os estilos estão, principalmente, os saltos grupado, arco e com
passadas no ar, sendo este o de execução mais complexa. Também
ocorre, nessa fase, a preparação para a queda.
Queda: parte final do salto, em que o atleta aterrissa ainda buscando a
maior eficiência do movimento. Nessa fase, portanto, deve-se projetar
o corpo para frente, de modo favorecer que os pés toquem o solo na
posição mais distante possível.
Essas quatro fases descritas compõem o movimento do salto em distância
como um todo. Por fim, após a realização do salto, ocorre a medição da
distância obtida pelo atleta para, assim, ser mensurada a marca obtida.
Natação
A natação é uma atividade física baseada na capacidade humana de se
locomover na água (nadar). Há relatos e indícios da prática do nado há
milhares de anos.
Como esporte, a natação aparece em competições desde meados do século
XIX. Está presente também desde a primeira Olimpíada da era moderna em
1896, possuindo uma grande evolução ao longo do tempo.
A natação é um dos esportes mais praticados em todo o mundo. Além do
condicionamento físico, a natação traz diversos benefícios para a saúde,
possuindo adeptos de todas as idades.
História da Natação
A natação é praticada desde muitos anos antes de Cristo, isso é revelado por
pinturas rupestres e relatos que remontam uma antiga relação dos humanos
com a atividade.
A capacidade de nadar possibilitou avanços em questões relacionadas à
sobrevivência e desenvolvimento humano. Possibilitou superar obstáculos (rios
e lagos), adquirir alimentos (pesca) ou, mesmo, evitar afogamentos (enchentes
ou quedas em rios).
Na Grécia antiga, a natação assumiu sua relação com a saúde e o
condicionamento físico de guerreiros e atletas. Já no Império Romano, a
natação fazia parte do sistema de educação e foram construídas as primeiras
piscinas.
Durante a Idade Média, as atividades relativas ao corpo são alvo de crítica da
Igreja e a natação perde força. Com o Renascimento e a virada
antropocêntrica, a natação volta a ser praticada.
Em 1538, o autor alemão Nicholas Wymman escreve o primeiro livro sobre o
tema, intitulado O nadador ou a arte de nadar, um diálogo festivo e divertido de
ler.
As primeiras competições organizadas de natação aconteceram em Londres,
em 1837. Em 1874, é redigido o primeiro livro de regras da natação.
Em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas, a
natação é uma das nove modalidades disputadas. O primeiro campeão
olímpico de natação foi o húngaro Alfréd Hajós.
Desde então, a natação evoluiu, surgiram os estilos de nado:
Crawl - braçadas alternadas e movimento vertical, também alternado;
Costas - Movimentos de braços e pernas alternado como no crawl, mas
de costas para fundo da piscina;
Peito - na posição de bruços, o atleta projeta o corpo para fora da
piscina e realiza um movimento de braços e pernas em conjunto,
Borboleta (golfinho) - Movimento das pernas ondulatório como o nado
peito, mas com o movimento de braços simultâneos, projetados para fora da
piscina.
Imagem de nadadores sob a água
Também surgiram novas modalidades esportivas fundamentadas na natação:
Polo aquático;
Nado sincronizado;
Saltos ornamentais;
Mergulho.
Atletas do nado sincronizado nas Olimpíadas do Rio, 2016
Tipos de nado
Crawl: também chamado de nado livre, esse estilo é considerado o
mais eficiente para alcançar velocidade na água. Nele, as pernas
impulsionam o corpo com um movimento de “tesoura”, e as
movimentações de braços são alternadas e aceleradas. Outra
característica desse estilo é a respiração lateral, que pode ter seu ritmo
variado, conforme a técnica de respiração utilizada.
Peito: esse estilo é mais lento em relação aos demais, devido à
recuperação (movimentação de braço) que ocorre em imersão. Em
contrapartida, é o estilo de nado com maior potencial de força. Nele, os
braços realizam um movimento de “remada”, caracterizado pela
rotação de cotovelo. A braçada é complementada pela pernada,
caracterizada como um “chute” da água com a parte interna dos pés.
Juntas, essas duas movimentações impulsionam o deslocamento.
Borboleta: o estilo borboleta é o tipo de nado mais atrativo e também o
de maior complexidade de execução do movimento. Ele deriva do
estilo peito, com movimentação de braços simultâneos acima da
superfície da água, enquanto as pernas são movimentadas em ondas,
simulando o nado “sereia”.
Costas: Esse estilo é caracterizado pela posição decúbito dorsal, o que
exige do nadador um senso de direção apurado, para manter o
alinhamento e fluxo do movimento. A dinâmica do nado é semelhante à
do estilo crawl, com giro alternado de braços e pernas simultâneas. No
entanto, as mãos devem puxar a água, impulsionando o movimento.
Polo aquático
Essa modalidade constitui um jogo esportivo em que duas equipes buscam
finalizar uma bola ao gol, localizado nas extremidades da piscina em que o
jogo ocorre. Cada equipe é composta por sete jogadores, podendo ter até seis
reservas. Além disso, cada equipe tem até 30 segundos para finalizar a jogada,
sendo o jogo organizado em quatro tempos de oito minutos cada.
Mergulho
Essa prática aquática pode ser realizada tanto esportivamente quanto como
atividade de lazer. Ainda, a prática de submergir na água possui duas
categorias: livre (controle da respiração por apneia durante a submersão),
praticada por esportistas e amadores, e dependente (com uso de aparelhos
como cilindros de ar comprimido, roupas de isolamento térmico, nadadeiras e
lanternas), praticada por mergulhadores profissionais.
Natação de águas abertas
Essa prática consiste na natação que ocorre em rios, mares ou lagos,
geralmente sob a forma de travessias, podendo ou não ser organizada como
prática esportiva. Como prática esportiva, também é designada natação de
fundo, natação de longa distância ou maratona aquática. Esse esporte
compreende competições de 5km, 10km e 25km, disputadas por homens e
mulheres em todo o mundo.
Nado sincronizado
Esse esporte se caracteriza pela união entre dança e ginástica, convergindo em
performances aquáticas com acompanhamento musical. Podendo ser
disputado nas categorias individual, dueto ou conjunto, os atletas devem
apresentar uma sequência de movimentos sincronizados entre si e no ritmo da
música. Para isso, fazem uso de um espaço de 12×12 metros de uma piscina
com 3 metros de profundidade. No entanto, não podem tocar o fundo ou as
bordas.
Saltos ornamentais
Nesse esporte, os atletas saltam de uma plataforma ou de um trampolim para
uma piscina, devendo realizar elementos acrobáticos e se preparar para o
mergulho durante a queda. A altura dos trampolins geralmente é de 1 a 3
metros acima da água, enquanto as plataformas ficam entre 5 e 10 metros
acima da água. Ainda, os movimentos podem partir de três posições básicas:
estendido, grupado e carpado.
Agora que você já conhece as modalidades da natação, é importante entender
algumas regras que regulamentam essas práticas. Confira a seguir!
Regras
As regras oficiais do esporte, estabelecidas pela FINA e pela Confederação
Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), versam, de modo geral, sobre a
organização de competições e séries eliminatórias, semifinais e finais, a
partida, os tipos de nado, a prova de natação, o registro de tempo, os recordes
mundiais e o procedimento eletrônico. Em relação à prova e aos tipos de nado,
é importante ressaltar que:
Nas provas de livre, peito, borboleta e medley, a partida é iniciada por
meio de salto (mergulho), saindo do bloco de partida, ao sinal do juiz;
A partida para as provas de costas e revezamento medley é iniciada
dentro da água, e qualquer nadador que parta antes do sinal de partida é
desclassificado;
Todas as provas individuais devem ser separadas por sexo;
Em todas as provas, o nadador deve fazer contato físico com a borda na
virada. Por sua vez, a virada deve ser feita contra a borda da piscina, e
não é permitido andar ou tomar impulso no fundo da piscina durante a
prova;
Os membros de uma equipe de revezamento e sua ordem de competir
devem ser definidos e apresentados aos árbitros antes da prova;
Qualquer membro da equipe de revezamento pode competir em uma
prova somente uma vez;
Com exceção das provas medley individual ou revezamento medley,
nas provas de nado livre, os nadadores podem nadar qualquer estilo
diferente de costas, peito e borboleta;
Para iniciar o nado costas, os competidores devem estar alinhados à
borda da piscina, na água, de frente para a cabeceira de saída, com
ambas as mãos colocadas nos suportes de agarre;
A partir da saída e durante a prova, o ciclo do nado peito deve ser uma
braçada e uma pernada, nessa ordem. Além disso, todos os movimentos
dos braços devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal, sem
movimentos alternados;
No estilo borboleta, ambos os braços devem ser levados
simultaneamente à frente por sobre a água e trazidos para trás por baixo
da água durante todo o percurso. Portanto, todos os movimentos para
cima e para baixo das pernas devem ser simultâneos;
Na prova de medley individual, o nadador nada os quatros nados na
seguinte ordem: borboleta, costas, peito e livre. Já nas provas de
revezamento medley, os nadadores nadam na seguinte ordem: costas,
peito, borboleta e livre. Nesse estilo, cada nado deve percorrer um
quarto (1/4) da distância.
Essas são algumas regras gerais estabelecidas para as disputas oficiais da
natação. Agora que você já as conhece, veja também os benefícios da natação.
Benefícios da natação
Agora que você já conhece as modalidades, características e os estilos de nado
da natação, é importante saber também que essa prática promove inúmeras
alterações fisiológicas benéficas ao organismo. Desse modo, veja os
benefícios da natação para aqueles que a praticam regularmente:
A natação favorece a tonificação dos músculos e o desenvolvimento da
musculatura corporal como um todo, uma vez que gera trabalho de
resistência.
Ao fortalecer os músculos que sustentam os pulmões e estimular a
dilatação dos brônquios, a natação também aprimora o sistema
respiratório e favorece o aumento da oxigenação dos pulmões.
Também fortalece as articulações do corpo humano, devido ao aumento
do tônus muscular, associado ao aumento do tamanho dos músculos e
ao fortalecimento dos tendões, e à lubrificação articular, associada ao
aumento no estímulo da produção de líquido lubrificante e ao baixo
impacto da natação.
A constância da prática estimula o sistema musculoesquelético e gera
readequações fisiológicas no organismo, como facilitação do transporte
de oxigênio e nutrientes para órgãos e células do corpo e melhora das
atividades do sistema sanguíneo.
Os movimentos musculares do trabalho respiratório ajudam a fortalecer
a musculatura do coração, tornando-o capaz de bombear mais sangue
ao organismo com menor esforço e diminuindo a frequência cardíaca
de repouso.
A natação reduz o nível de estresse, pois desencadeia a regulação
hormonal, a redução de cortisol (um dos hormônios relacionados ao
estresse e à ansiedade) e o aumento da endorfina (hormônio associado à
satisfação, ao prazer e ao bem-estar).
A prática regular auxilia no emagrecimento saudável, devido a
alterações na atividade metabólica
Os benefícios para a saúde trazidos pela
natação
A natação é compreendida por especialistas em saúde como sendo uma das
atividades mais completas e benéficas para a saúde.
Além de movimentar diversos músculos do torso, membros superiores e
inferiores. A natação apresenta um baixo nível de impacto, comparado a outras
atividades, diminuindo consideravelmente o risco de lesões.
Por sua relação com a água, é muito indicado para pessoas com problemas
relacionados ao sistema cardiorrespiratório. Aumenta a capacidade pulmonar,
regula os batimentos cardíacos e a pressão arterial de seus praticantes.
Além disso, é recomendado para pessoas que desejam perder peso. A
atividade possui um alto gasto de energia, chegando a mais de 700 calorias por
hora de natação.
Ginástica
A ginástica é uma prática esportiva que se divide em dois tipos, as ginásticas
competitivas e as não competitivas.
As competitivas, que entram em competições como as Olimpíadas, além de
trabalhar com a estrutura física, através de movimentos que exigem força,
elasticidade e agilidade, também exercitam a mente dos praticantes, pois a sua
prática requer concentração e raciocínio.
As não competitivas têm como objetivo não as competições, mas a saúde, o
bem-estar e também a beleza do corpo.
Tipos de ginásticas
A ginástica pode ser competitiva e não competitiva. Essa classificação depende
do fato de a modalidade entrar ou não em competições, como as Olimpíadas.
Dentre as modalidades de ginástica não competitiva, podemos citar:
contorcionismo, cerebral, laboral, localizada, hidroginástica e a Ginástica para
Todos.
Há 5 modalidades de ginástica competitiva:
ginástica acrobática
ginástica aeróbica
ginástica artística
ginástica rítmica
ginástica de trampolim
1. Ginástica artística
A ginástica artística exige muita técnica.
As provas masculinas e femininas são diferentes. Os homens executam provas
com os seguintes equipamentos: argolas, barras, cavalo com alças, salto sobre
a mesa e solo.
As provas das mulheres, por sua vez, consistem em exercícios de paralelas
assimétricas, salto sobre a mesa, solo e trave de equilíbrio.
Ginasta executando movimentos de ginástica artística em trave de equilíbrio
A ginástica artística foi influenciada pelo trabalho de Johann Friedrich Ludwig
Jahn, fundador da primeira escola de ginástica. Montada em uma floresta, os
seus alunos utilizavam os aparelhos criados por ele, bem como os próprios
recursos oferecidos pela floresta.
Com o desenvolvimento da ginástica, houve a necessidade de se criar mais
aparelhos, e consequentemente a sua prática foi se tornando uniformizada.
Caracterizada pela arte dos seus movimentos, a sua prática exigia uma
performance artística de alto nível, de onde surgiu a ginástica artística.
Leia também: Ginástica artística
2. Ginástica acrobática
A ginástica acrobática destaca-se pela beleza dos exercícios executados em
solo, acompanhados de música. Ela é dividida nas seguintes categorias: dupla
mista, dupla feminina, dupla masculina, grupo feminino (composto por 3
ginastas) e grupo masculino (composto por 4 ginastas).
Execução de ginástica acrobática na categoria dupla mista
A história da ginástica acrobática teve início há centenas de anos, quando nas
danças sacras e festividades praticadas no Egito, entre outros países, era
possível observar movimentos acrobáticos.
Na Europa, a atividade ficava a cargo dos saltimbancos, e sua popularidade se
deu graças ao circo.
Curioso notar que, na Idade Contemporânea, a prática de acrobacias foi usada
no treinamento de aviadores e paraquedistas.
O primeiro campeonato mundial de ginástica acrobática foi realizado em 1974.
Saiba mais sobre a Ginástica Acrobática.
3. Ginástica de trampolim
A ginástica de trampolim consiste em saltos acrobáticos em uma cama elástica.
Essa modalidade pode ser disputada nas seguintes provas: duplo mini-
trampolim, trampolim individual, trampolim sincronizado e tumbling.
Atleta praticando ginástica de trampolim
É possível que a ginástica de trampolim tenha surgido em espetáculos
franceses, cujas apresentações eram feitas a partir de um aparelho usado para
dar saltos.
Esse aparelho deu origem a um trampolim portátil, e entre a década de 40 e
50, o tricampeão de exercícios acrobáticos no solo industrializou o trampolim e
passou a divulgar a nova modalidade.
O trampolim passou a fazer parte do treinamento nas Forças Armadas dos
Estados Unidos. Em 1953 foi realizada a primeira competição internacional da
modalidade, no entanto, a ginástica de trampolim entrou nas olimpíadas
somente em 2000.
4. Ginástica rítmica
Com princípios na ginástica moderna, a base desta modalidade são os
movimentos.
A ginástica rítmica é praticada apenas por mulheres, que fazem dessa
modalidade um verdadeiro espetáculo de dança, uma vez que as ginastas se
movimentam ao longo de toda a apresentação.
Os aparelhos utilizados na ginástica rítmica são: arco, bola, corda, fita e maças.
Ginasta em performance de ginástica rítmica com fita
A ginástica rítmica iniciou-se como ginástica competitiva em 1948 e teve vários
nomes ao longo dos anos. Foi somente em 1998 que a FIG - Federação
Internacional de Ginástica passou a chamá-la de Ginástica rítmica.
Saiba mais sobre a Ginástica Rítmica.
5. Ginástica aeróbica
A ginástica aeróbica é uma modalidade em que os ginastas executam
movimentos aeróbicos muito difíceis, que consistem na interpretação da
música que acompanha o exercício, caracterizada pelo ritmo acelerado, tal
como os utilizados nas academias.
Ginastas em campeonato de ginástica aeróbica
Iniciada nos Estados Unidos da América (EUA), a modalidade surgiu em
decorrência de estudos que comprovaram que a aeróbica emagrecia e trazia
benefícios cardiovasculares através dos seus movimentos de dança, em
sintonia com a música utilizada.
História e origem da ginástica
A ginástica remonta à Grécia Antiga, porque os gregos tinham o hábito de
praticar vários exercícios, como forma de cultuar o corpo e como preparação
militar.
A palavra ginástica tem origem grega, e o seu significado decorre da sua
prática entre os gregos. Assim, gymnádzein, “exercício com o corpo nu”, traduz
a forma como os gregos faziam exercícios, sem roupa. No entanto, a
palavra gymnádzein é traduzida como “treinar”.
A primeira escola de ginástica
Na Era Moderna, a ginástica foi fortemente impulsionada pelos alemães. Em
1811, com o objetivo de dar treinamento físico aos jovens, a primeira escola de
ginástica ao ar livre foi fundada pelo alemão Johann Friedrich Ludwig
Jahn (1778-1852).
Bloqueio Ginástico e a propagação da ginástica
Depois de o reino alemão da Prússia ter sido derrotado pela França na Batalha
de Jena, em 1806, Jahn, que ficou conhecido como o “pai da ginástica
olímpica”, começou a incentivar os jovens a treinarem para que fossem
capazes de defender a sua Pátria em batalhas.
A atitude de Jahn foi considerada revolucionária e, por conta disso, ele foi
preso e sua prática chegou a ser proibida na Alemanha no período
compreendido entre 1820 e 1842, que ficou conhecido como “Bloqueio
Ginástico”. Foi a partir daí, então, que os ginastas começaram a difundir a
ginástica em outros países.
Anos depois, os feitos de Jahn foram reconhecidos. O Pai da ginástica recebeu
uma alta distinção alemã e a ginástica pôde se propagar livremente pela
Alemanha, obtendo grandes avanços no mundo.
Fundação da Federação de ginástica
O Comitê de Federações Europeias de Ginástica (atual FIG - Federação
Internacional de Ginástica) foi fundado por Nicolas Cupérus em 23 de julho de
1881 e, desde então, tem ganhado adeptos.
No entanto, Cupérus era contra a ginástica esportiva e foi somente em virtude
do esforço de Charles Gazalet, presidente da União das Sociedades de
Ginásio da França, que a ginástica passou efetivamente a ser considerada um
esporte de competição.
E, assim, em 1903, tem lugar o I Torneio Internacional de Ginástica, para
homens. As mulheres tiveram a oportunidade de participar no evento apenas
em 1934.
Ginástica no Brasil
No Brasil, a ginástica olímpica chegou em 1824, trazida pelos alemães que
colonizaram o Rio Grande Sul. No dia 16 de novembro de 1858 a Sociedade de
Ginástica de Joinville foi fundada.
A participação do Brasil em campeonatos internacionais tem início em 1951,
quando foi disputado o I Jogos Desportivos Pan-Americanos, e em 1979 foi
criada a Confederação Brasileira de Ginástica.
Entre 1978 e 2008, o Brasil conquistou 43 medalhas em Ginástica, sendo 38
em jogos Pan-Americanos e 5 em campeonatos mundiais. Entre 2009 e 2019,
esse número aumenta para 51 medalhas, sendo 4 conquistadas em Jogos
Olímpicos, 40 em Jogos Pan-Americanos e 7 em Campeonatos mundiais.
Referências
Ensinando Natação (1997) – William Urizzi de Lima
Natação: saltos Ornamentais, Polo Aquático & Nado Sincronizado (2012) – SESI-
SP
Natação e atividades aquáticas: subsídios para o ensino (2010) – Paula Henteschel
Lobo da Costa
RONDINELLI, Paula. "Atletismo: um esporte com muitas
modalidades"; Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/atletismo.htm. Acesso
em 24 de maio de 2021
MIAN, R.; Atletismo : Aspectos Pedagogicos na Iniciação. Varzea Paulista/ SP: Fontoura 2018.
AYOUB, Eliana. Ginástica Geral e Educação Física escolar. Campinas, SP: Editora da Unicamp,
2003.
GALLARDO, Jorge Sergio Pérez; AZEVEDO, Lúcio Henrique Rezende. Fundamentos básicos da
ginástica acrobática competitiva. Campinas, SP: Autores Associados, 2007.