À GDGADU
ARLS
Cavaleiros da Águia Negra nº 4.488
Oriente de Santo André – SP
Venerável Mestre;
Irmãos Primeiro e Segundo Vigilantes;
Demais irmãos em seus graus e qualidades.
TEMA: A AUTORIDADE DOS MALHETES
DA VAIDADE
A vaidade é, e sempre foi o vício mais nocivo que contaminou os irmãos em loja e,
e por mais que nos espante ela é mais encontrada no coração do Mestre Maçom,
aquele que deveria espalhar a luz.
A vaidade é capaz de comprometer a egrégora positiva, a harmonia e a
fraternidade que deve existir entre os irmãos.
Vaidade é inutilidade, falsidade, arrogância. O vaidoso coloca sua confiança em
coisas ocas, que não têm valor.
Ele dá mais valor a sua aparência, sua importância, seu estatuto, que ao Grande
Arquiteto do Universo.
A vaidade antecede a humilhação.
As coisas em que o vaidoso confia falham.
O contrário da vaidade é humildade.
Deus abençoa a humildade.
O humilde coloca a vontade do Grande Arquiteto do Universo em primeiro lugar
em sua vida e entende que tudo vem do Criador Supremo dos Mundos.
O humilde dá valor a sí mesmo mas não se coloca acima do Grande Arquiteto do
Universo.
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Oriente de Santo André – SP
No Livro de Eclesiastes 1:2 encontramos:
“Vaidade de vaidades! diz o pregador, tudo é vaidade.”
Este pequeno introito se faz necessário para o tema que iremos abordar nesta peça
de arquitetura, que por sua polêmica poderá dividir os irmãos entre os vaidosos e
os humildes.
DO SIMBOLISMO DOS MALHETES
O malhete segundo preceitua o Ritual de Instalação do Venerável Mestre e posse
dos 1º e 2º Vigilantes, simboliza a AUTORIDADE.
O ser instalado o Venerável Mestre, o 2º Vigilante Instalador ao entregar o Malhete
ao instalando e diz: (...) este Malh∴ é o símbolo da autoridade entre nós Maçons.
(...)
O Malh∴ é para o Obreiro o que a Razão esclarecida é para as paixões: domina a
ambição, suprime a inveja, elimina a cólera e extingue qualquer fraqueza que,
porventura, possa minar o ânimo.
Ao empossar os Vigilantes diz o Mestre Instalado:]
Entrego-vos este Malh∴, símbolo da autoridade.
Mas estando presente em Loja o Grão Mestre, quem é a maior autoridade? Quem
cumprimentamos em primeiro lugar, na palavra relativa ao ato ou a bem geral da
ordem e do quadro em particular?
Isto depende de quem estará portando o primeiro Malh∴ no momento.
Alguns com a devida vênia, menos esclarecidos defenderão que será o Grão
Mestre, mas em meu sentir, isso não é uma verdade e vou tentar explicar aqui, com
base nos Landmarks e no simbolismo do Malh∴.
No 5º Landmark de Mackey, está assegurada: “A prerrogativa do Grão-Mestre de
presidir todas as reuniões de Maçons no território de sua jurisdição.”
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Assim, estando presente em Loja o Grão Mestre, o Venerável por conta deste
Landmark lhe entrega o 1º Malh∴ da oficina.
Todavia, o Grão Mestre abrindo mão desta prerrogativa de presidir a reunião e,
devolvendo o 1º Malh∴, símbolo da AUTORIDADE, volta o Venerável a ser a primeira
autoridade em Loja e, por ele deve ter início a circulação do saco de proposta e
informações, tronco de beneficência e o cumprimento no uso da palavra.
E quem deve por o último a fazer uso da palavra o Grão Mestre ou o Orador?
Alguns ainda equivocados pela Vaidade poderão afirmar o Grão Mestre, mas
onde está escrito isso?
Qual é o fundamento legal ou litúrgico para esta afirmação?
Com o devido respeito, ouso divergir, primeiro com base no que preceitua o 22
Landmark que diz: “Que todos os homens são iguais perante Deus e que na Loja se
encontram em um mesmo nível.”
Em meu sentir, pela atribuição do Cargo e pela Liturgia, o Orador sempre falará
por último e vou tentar explicar:
DO SUMO SACERDOTE E A FIGURA DO ORADOR
Liturgicamente, o Orador se equipara ao sumo sacerdote
O sumo sacerdote também participava das tarefas comuns aos outros sacerdotes.
Porém, além de chefiar os demais sacerdotes, havia algumas funções que ficavam
exclusivamente sob sua responsabilidade. A principal delas certamente era o fato
de que somente o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos onde ficava
a Arca da Aliança.
O sumo sacerdote entrava nesse lugar que era a representação máxima da
habitação de Deus com seu povo, durante o cerimonial do Dia da Expiação. Essa
cerimônia acontecia uma vez por ano. Nesse dia o sumo sacerdote entrava na
presença de Deus para oferecer sacrifícios pelos seus próprios pecados e pelos
pecados de todo o povo (Levítico 16:34).
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O sumo sacerdote era o responsável por interpretar a vontade Divina sobre
determinado juízo através do Urim e Tumim. Também cabia a ele julgar as causas
que envolviam casos de homicídio não intencional. Então ficava a cargo do sumo
sacerdote aplicar a lei para que o acusado pudesse ter garantido seu direito de
asilo nas cidades de refúgio. A pessoa que praticou o homicídio involuntário só
poderia voltar às suas terras após a morte do sumo sacerdote que julgou sua causa.
Sumo sacerdote basicamente significa “o grande sacerdote”. A palavra “sumo
sacerdote” na Bíblia traduz alguns termos hebraicos e gregos. No Antigo
Testamento, o sumo sacerdote é designado como hak-kohen, “o sacerdote”; hak-
kohen hag-gadol, “o grande sacerdote”; e hak-kohen ham-mashiah, “o sacerdote
ungido”.
Em loja cabe ao Orador como fiscal da Lei verificar se tudo ocorreu de forma Justa
e Perfeita e, assim declarar a sessão.
Então pela lógica racional, pelo princípio de igualdade, e finalmente, pela
atribuição do cargo, cabe ao Orador falar por último, pois após declarar que a
sessão transcorreu de forma Justa e Perfeita, franqueando-se a palavra a outro
irmão, ainda que seja o Grão Mestre, corre-se o risco de prevaricação, pois como
já vimos em tempos recente de perseguição ou até por conduta incompatível de
alguns em diversas potências, como já pudemos assistir, até o Grão Mestre está
sujeito às Leis e se as infringisse após a fala do Sumo Sacerdote, o Orador já teria
declarado a Justeza e Perfeição da Sessão.
CONCLUSÃO
Esta peça arquitetônica tem apenas o objetivo de estimular os irmãos à pesquisa
na busca da verdade e expressa tão somente, o entendimento deste irmão,
respeitando opiniões em contrário.
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Cavaleiros da Águia Negra nº 4.488
Oriente de Santo André – SP
Evelyn Beatrice Hall (1868 – após 1939), que escrevia sob o pseudônimo de S.G.
Tallentyre, foi uma escritora britânica mais conhecida por sua biografia
de Voltaire intitulada "Os Amigos de Voltaire", que concluiu em 1906.
Na biografia sobre Voltaire, Hall escreveu a frase "Eu desaprovo o que dizeis, mas
defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo" (que muitas vezes é atribuída de
forma errônea a Voltaire) como uma ilustração das crenças de Voltaire.
A citação de Evelyn Beatrice Hall é muito referenciada para descrever o princípio
da liberdade de expressão, ela também é citada como sendo da obra: Voltaire in
His Letters: Being a Selection from His Correspondence, na pág. 65 no livro: A História
da Filosofia de Will Durant de 1928.
Evelyn Beatrice Hall parecia ser uma influência importante na vida de seu
cunhado, Hugh Stowell Scott (pseudônimo de Henry Seton Merriman). Após a sua
morte, em 1903, Scott deixou 5.000 libras a Hall, escrevendo "em sinal de minha
gratidão pela sua assistência continuada e aconselhamento literário, sem os quais
eu nunca teria sido capaz de ter ganhado a vida com minha caneta"
JOSÉ LUIS GONÇALVES
Mestre Instalado da ARLS Cavaleiros da Águia Negra nº 4488
GOSP, Oriente de Santo André - SP
Bibliografia:
1. Ritual de Mestre Instalado do GOSP;
2. Ritual de Mestre Instalado do GOB;
3. Livro da Lei (Bíblia Sagrada);
4. https://estiloadoracao.com/sumo-sacerdote/;
5. https://pt.wikipedia.org/wiki/Evelyn_Beatrice_Hall