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Defesa Prévia no Processo de Trânsito

O documento apresenta defesa prévia contra um processo administrativo de trânsito. A defesa alega que: 1) o julgamento do recurso ocorreu fora do prazo legal de 30 dias previsto em lei; 2) o descumprimento do prazo legal viola o princípio da legalidade da administração pública; 3) a sobrecarga de trabalho não configura força maior para justificar o atraso no julgamento. Sendo assim, pede o cancelamento da multa aplicada.
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Defesa Prévia no Processo de Trânsito

O documento apresenta defesa prévia contra um processo administrativo de trânsito. A defesa alega que: 1) o julgamento do recurso ocorreu fora do prazo legal de 30 dias previsto em lei; 2) o descumprimento do prazo legal viola o princípio da legalidade da administração pública; 3) a sobrecarga de trabalho não configura força maior para justificar o atraso no julgamento. Sendo assim, pede o cancelamento da multa aplicada.
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ILUSTRÍSSIMO (a) SENHOR (a) DIRETOR (a) DO

DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO RIO DE


JANEIRO ( DETRAN)

PROCESSO Nº: E-12/062/019133/2018

Antonio Carlos Angelo, brasileiro, casado, inscrito no CPF


sob o nº: 443128817-15, e RG sob o nº: 00385725-6, DICRJ,
Registro de CNH nº 00872397512, residente e domiciliado em
RIO DE JANEIRO/RJ na Estrada do Campinho, Nº 2017,
Bairro Campo Grande, Cep: 23070-220, onde recebe
notificações e intimações, vem muito respeitosamente à
presença de V. Sª, com base nos incisos II, XXXIV e LV do
artigo 5º da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
FEDERATIVADO BRASIL, apresentar DEFESA
PRÉVIA contra o Processo nº E-12/062/019133/2018,
pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

I - DOS FATOS

Venho por meio desta dentro do prazo legal e, nos termos do


artigo 286 do C.T.B. e da resolução 182/05 – CONTRAN
apresentar minha defesa no procedimento administrativo em
tela, pelos e fundamentos a seguir e exponho.

Ocorre que foi protocolada a defesa no dia 11/04/2018, e o


órgão autuante julgou o recurso dia 07/06/2018, 01 mês e 26
dias após ser protocolada, sem conceder-lhe o efeito suspensivo
conforme determina os artigos 285, 288, 289 e 290 do CTB.
Que diz:

Art. 288

Das decisões da JARI cabe recurso a ser interposto, na forma do


artigo seguinte, no prazo de trinta dias contado da publicação
ou da notificação da decisão.

§ 1º O recurso será interposto, da decisão do não provimento,


pelo responsável pela infração, e da decisão de provimento, pela
autoridade que impôs a penalidade.

Art. 289

O recurso de que trata o artigo anterior será apreciado no prazo


de trinta dias:

I - tratando-se de penalidade imposta pelo órgão ou entidade de


trânsito da União:
a) em caso de suspensão do direito de dirigir por mais de seis
meses, cassação do documento de habilitação ou penalidade por
infrações gravíssimas, pelo CONTRAN;
b) nos demais casos, por colegiado especial integrado pelo
Coordenador-Geral da JARI, pelo Presidente da Junta que
apreciou o recurso e por mais um Presidente de Junta;

II - tratando-se de penalidade imposta por órgão ou entidade de


trânsito estadual, municipal ou do Distrito Federal, pelos
CETRAN E CONTRANDIFE, respectivamente.

Parágrafo único. No caso da alínea b do inciso I, quando


houver apenas uma JARI, o recurso será julgado por seus
próprios membros.

Art. 290

Implicam encerramento da instância administrativa de


julgamento de infrações e penalidades:

I - o julgamento do recurso de que tratam os arts. 288 e 289;

II - a não interposição do recurso no prazo legal; e

III - o pagamento da multa, com reconhecimento da infração e


requerimento de encerramento do processo na fase em que se
encontra, sem apresentação de defesa ou recurso. 
(Redação do caput do artigo 290 dada pela Lei n. 13.281/16)

Parágrafo único. Esgotados os recursos, as penalidades


aplicadas nos termos deste Código serão cadastradas no
RENACH.

Basta a mera análise do dispositivo acima transcrito para


constatar que a lei é clara e inequívoca, levando a única
conclusão forçosamente:

1º) A JARI tem, como EXPRESSAMENTE assim prevê o


CTB, o prazo de trinta dias para julgar;

2º) salvo por foça maior (§ 3º), o recurso poderá não ser
julgado neste prazo, cabendo então à autoridade competente,
conceder-lhe efeito suspensivo.

Na esteira deste raciocínio que não destoa, em nenhum


momento da margem legal, cumpre tecer as seguintes
considerações jurídicas.

II - DO DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE 30
(TRINTA DIAS) E O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
O administrador está adstrito a obedecer ao comando
legal. In casu, o que dispõe os referidos artigos do CTB é
cristalino, pois não deixa margem de dúvida quanto ao
procedimento administrativo a ser adotado, quando há
desrespeito notável das normas de trânsito adjacentes.

Assim, alguns entendimentos na seara administrativa


vêm equivocadamente caminhando para uma interpretação
falha, sustentando que o não cumprimento do prazo previsto no
artigo 289 não prejudicaria o julgamento do recurso de trânsito
administrativo, induzindo a acreditar que o preceito legal se
traduz em esmera. Contudo, numa análise mais acurada,
percebe-se que não prospera esta argumentação, pois o
Administrador está estritamente vinculado aos preceitos legais.
Descabe a ele questionar o preceito normativo, pois deverá
partir-se do pressuposto que a norma vigente possui plena
legitimidade e coercitividade.

Vale, por isto mesmo rememorar as insignes lições de


Maria Sylvia Di Pietro a respeito:

"(...). Este princípio, juntamente com o controle da


Administração pelo Poder Judiciário, nasceu com o Estado de
Direito e constitui uma das principais garantias de respeito aos
direitos individuais. Isto porque a lei, ao mesmo tempo em que
os define, estabelece também os limites da atuação
administrativa que tenha por objeto a restrição ao exercício de
tais direitos em benefício da coletividade.
É aqui que melhor se enquadra aquela ideia de que,
na relação administrativa, a vontade da Administração
Pública é a que decorre da lei.
Segundo o princípio da legalidade, a Administração
Pública só pode fazer o que a lei permite."

(Destacou-se)
Outros ainda alegam, na relutância de demonstrar que o
descumprimento do art. 289 do CTB não deve ensejar a
nulidade do julgamento, que a insubsistência do julgado
administrativo somente poderia ser cabível quanto à questão de
falta dos requisitos necessários para autuação, deixando assim
entender, equivocadamente, que descaberia à insubsistência
dos julgados quando se tratasse de penalidade já existente e
imposta. Se assim fosse, qualquer infrator estaria fadado à
sujeição da penalidade imposta mesmo constatadas
irregularidades flagrantes.

Tal interpretação induz em erro por parte da


Administração em total vulnerabilidade ao administrado. Se na
autuação o CTB possui inúmeros detalhes que devem ser
observados, tais como a tipificação e local da infração, dentre
outros requisitos previstos no artigo 280 do CTB, sob pena de
cancelamento da infração, imperioso então que a autoridade
administrativa cumpra os demais preceitos estabelecidos pelo
Código no que diz respeito à aplicação da penalidade e a forma
de julgamento. Descabe, aqui, falar de poder discricionário,
porquanto cabe ao administrador, em seu exercício legal,
cumprir fielmente o estabelecido por lei. Trata-se, assim, do
princípio da legalidade tratado no artigo 37, caput da CF/88.

Mas mesmo assim, caso houvesse alguma dúvida, a


interpretação deveria ser também favorável ao administrado.

A multa, como forma penal de punir o agente infrator


deve ser interpretada e analisada favoravelmente a este, quando
há, alguma dúvida a sanar. Este princípio fundamental tem
aplicação em qualquer lei nacional, seja a lei penal stricto sensu,
seja a lei tributária, seja a lei administrativa, como se assemelha
o CTB.

III - DA FORÇA MAIOR


Ademais, a extrapolação no prazo de 30 (trinta) dias para
o julgamento pela JARI não pode ser justificado pela sobrecarga
laboral deste órgão, assemelhando este fato à existência de força
maior.

Quanto à força maior, esta se distingue do caso fortuito,


porquanto esta diz respeito a evento da natureza extraordinário,
enquanto que a força maior se caracteriza, para efeitos legais,
como evento humano extraordinário. Vale neste sentido trazer à
baila, os dizeres do Mestre Hely Lopes Meirelles [2]:

"Força Maior: é o evento humano que, por sua


imprevisibilidade e inevitabilidade, cria para a
contratada impossibilidade intransponível de regular
execução do contrato. Assim, uma greve que paralise os
transportes ou a fabricação de um produto de que dependa a
execução do contrato é força maior, mas poderá deixar de sê-lo
se não afetar totalmente o cumprimento do ajuste, ou se o
contratado contar com outros meios para contornar a incidência
de seus efeitos no contrato.

(...) O que caracteriza determinado evento como força maior


ou caso fortuito são, pois, a imprevisibilidade (e não a
imprevisão das partes), a inevitabilidade de sua ocorrência e o
impedimento absoluto que veda a regular execução do
contrato. Evento imprevisível, mas evitável, ou
imprevisível e inevitável, mas superável quanto aos
efeitos incidentes sobre a execução do contrato, não
constitui caso fortuito nem força maior (...) (Destacou-
se)
Com esteio nesta lição, percebe-se de forma hialina que se
o motivo para a demora no julgamento dos recursos
administrativos se dá pela sobrecarga laboral, não estará diante
de motivo de força maior, porque se o evento (sobrecarga de
processos) é, em tese, imprevisível, encontra-se totalmente
possível de ser contornado ou evitável. Nesta persuasão,
impossível a aplicação do artigo 289, do CTB.

Outro aspecto a ser considerado: na prática quase não há


necessidade de realização de perícia e outros mecanismos
proibais, há simplesmente prorrogação do prazo estabelecido
pelo CTB por mera omissão do órgão Julgador. Caso fosse
demonstrado, de fato, que os processos reformulados pelo
representado precisassem de um tempo maior que os 30 (trinta)
dias previstos, casos estes excepcionais, estaria, aí sim, em
caso de legítima força maior, eis que tais documentos
probantes não dependeriam diretamente dos Julgadores para a
sua realização, mas sim de terceiros.

Desta forma, apenas se demonstra não ser este o motivo


válido para perpetuar a demora nos julgamentos dos recursos
administrativos.

IV - DO CANCELAMENTO DA MULTA
O certo é que se o CTB não diz expressamente que o
descumprimento do prazo ensejará o cancelamento da multa,
tampouco estabelece o contrário. Neste caso como a Lei de
Trânsito pertinente é omissa, caberá ao administrador agir
mediante interpretação teleológica do ordenamento jurídico
pátrio. Assim, buscando dirimir o conflito prático existente,
foram tomadas as seguintes premissas:

1º) como trata-se de uma penalidade, a interpretação


deve ser favorável ao infrator;

2º) O sentido do artigo 289 do CTB demonstra com


clareza a necessidade de as autoridades de trânsito cumprirem o
prazo legal estipulado de 30 (trinta) dias, pois a própria exceção
para o descumprimento foi taxativamente prevista no CTB
(força maior), logo não se está diante de um prazo impróprio. O
princípio da legalidade no direito administrativo corrobora para
isto, inclusive, na medida em que o administrador deve
obedecer restritamente ao que a lei determina;

3º) A breve existência da Medida Provisória n° 75/2002,


apesar de não mais surtir seus efeitos no mundo jurídico, como
sabido, demonstrou a intenção do Poder Executivo Federal em
anular as multas que não fossem julgadas no prazo.

Por oportuno, cumpre salientar que a referida MP não foi


revalidada por motivos outros. Pois a MP 75/2002 tratava
precipuamente de concessões fiscais, parcelamento de débito,
REFIS, SIMPLES e outras questões de índole tributária. Até
mesmo na exposição de motivos da MP 75/2002 sequer foi
mencionada a pretendida alteração que o Poder Executivo
pretendia realizar no CTB.

Assim, não é despiciendo lembrar que a mesma não foi


convalidada pelo Legislativo pelas razões de ordem tributária,
campo que várias vezes pede o instrumento de lei (formal e
material). Não houve, no entanto, qualquer menção quanto à
alteração pretendida no CTB.

Há o interesse público em que seja cumprido o disposto


no artigo 289 do CTB, caso não haja seu fiel cumprimento
(como vem ocorrendo em alguns casos) é óbvio que deverá
existir um instrumento coator legítimo hábil capaz de aplicar
proporcionalmente a falta administrativa cometida a cabível
sanção. A aludida MP esboçou o que poderia ser considerado
como instrumento sancionatório, o mesmo não se pode dizer,
contudo, o CTB (porquanto este quedou-se silente).
Assim, cabe à autoridade administrativa de trânsito
competente suprir as lacunas legais, não age em
desconformidade com a lei, mas tão somente procura-se sanar a
deficiência legislativa nesta questão. O interesse coletivo, por
certo, não quer se sentir à mercê do abuso administrativo. Isto
é, não pode a Administração Pública utilizar como subterfúgio o
suposto "interesse geral" para justificar seu descumprimento
legal (o prazo de 30 dias) e a sua arbitrariedade sem escopo em
lei.

Quando a Administração deixa de cumprir o prazo de 30


(trinta) dias para o julgamento dos recursos administrativos, ela
se distancia, nitidamente, do interesse público. Defeso é, então,
após a detecção da irregularidade, sê-la voluntariamente
olvidada e posto somente em comento o cancelamento das
multas, que é ato consequente da verificada irregularidade.

V - DA JURISPRUDÊNCIA
No caminho perfilhado, vale tecer algumas considerações
acerca dos entendimentos consolidados pela jurisprudência
pátria. É assente o posicionamento jurisprudencial adotado pelo
Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sob a questão
em comento:

"ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA.


MULTA DE TRÂNSITO. INOBSERVÂNCIA DO PRAZO DO
ART. 285, PARÁGRAFO 3º DA LEI 9.503/97"
1- Se o recurso administrativo interposto em razão de
aplicação de multa de trânsito não for julgado no prazo de 10
dias, deve ser-lhe atribuído o efeito suspensivo,
previsto no §3º do artigo 285 do Código de Trânsito
Brasileiro. (AMS n. 20007100036413-0, 4ª Turma, Rel. Des.
Amaury Chaves de Athayde, DJ 18/08/2002) (Destacou-se)

Tal entendimento somente corrobora com as premissas já


levantadas, porquanto se não for julgado o requerimento
administrativo no tempo estabelecido por lei, caberia à
autoridade competente, de ofício, conceder o efeito suspensivo
AO MENOS. Entretanto, isto não está sendo verificado,
prejudicando o particular pela dupla conduta omissiva das
autoridades competentes (a primeira de julgar em tempo hábil,
a segunda de, ultrapassado o prazo determinado por lei,
conceder ao menos o efeito suspensivo.

VI - DA DECADÊNCIA
O prazo de trinta dias determinado expressamente pelo
Código de Trânsito Brasileiro, na realidade, constitui prazo
decadencial como procedimento administrativo que representa.
A lei, como exposto alhures, não confere ao administrador outra
alternativa senão o julgamento naquele prazo, comportando
inclusive apenas uma exceção: quando comprovada força maior.
Quando não há força maior, não poderá a Administração
perpetuar sua ineficiência em total detrimento ao administrado.
Cuida-se, assim, de preclusão administrativa, conforme bem
nos ensina o Ilustre Doutrinador Nelson Nery Júnior [3]:

"Preclusão- É a perda da faculdade de praticar ato


processual. Pode ser temporal, prevista na norma sob
comentário, mas também lógica ou consumptiva. A
preclusão tem como destinatários principais as partes, mas
também incide sobre os poderes do juiz, que não pode
decidir novamente sobre questões já decididas, salvo as de
ordem pública que não são atingidas pela preclusão".
(Destacou-se)
Aliás, a eficiência do serviço público também é um dos
princípios constitucionais perpetrado no artigo 37, caput da
CF/88 e que deve ser sempre visado pelo administrador
público, in verbis:

"Art. 37- A administração pública direta e indireta de


qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade
eficiência e, também, ao seguinte:" (Destacou-se).
Tal conduta omissiva pode até mesmo ensejar aos
responsáveis pela conduta, a imputação de improbidade
administrativa ante ao total descumprimento dos princípios
fundamentais previstos no artigo 37, caput da CF/88.

Neste raciocínio, com a devida acuidade que lhe é


peculiar, assim leciona o Ilustre Pontes de Miranda [4]:

"(...) Preclui o que deixa de estar incluído no


mundo jurídico. Preclusão é extinção de efeito. - De
efeito dos fatos jurídicos, de efeitos jurídicos (direito,
pretensão, ação, exceção, "ação", em sentido de direito
processual). Prescrição é encobrimento de eficácia, não
extinção dela.

Tem-se dado largo uso à expressão decadência, em vez de


preclusão. A cada momento fala-se de prazo de decadência, para
se nomear prazo de preclusão. O terminus technicus é prazo
preclusivo. O direito cai, não decai. (...) Direito preclui, preclui
pretensão, preclui ação, preclui exceção; só pretensões e ações
prescrevem. Daí ser absurdo dizer-se que os efeitos são os
mesmos (e. g. 1º Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná, 5 de
novembro de 1947, RF 131/506). (Destacou-se)

Por certo, não pode o particular ser responsabilizado


pelas flagrantes mazelas oriundas do mau funcionamento da
máquina estatal.

CONCLUSÃO
O Código de Trânsito Brasileiro é omisso quanto à
conduta administrativa que deve ser realizada, quando o prazo
de 30 (trinta) dias para o julgamento de recursos
administrativos de multa de trânsito é descumprido. Logo, pelo
silêncio legal verificado a respeito, incumbe à autoridade
competente, seguindo os princípios da razoabilidade e
moralidade (art. 37, caput, CF/88) preencher a lacuna legal.
Também deve ser destacado que a multa é uma forma de
penalidade e deve ser interpretada restritivamente.
Ante o todo demonstrado, percebe-se com nitidez a
obrigatoriedade de as autoridades administrativas cumprirem o
disposto rigorosamente na Lei de Trânsito. O descumprimento
do artigo 289 do CTB enseja o cancelamento da multa, pelos
motivos fartamente expostos.

Termos em que pede o deferimento.

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