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Fases do Processo de Cicatrização

O documento descreve o processo de cicatrização de feridas, dividido em 4 fases: hemostasia, fase inflamatória, fase proliferativa e fase de remodelação. A cicatrização envolve a interação de células e fatores de crescimento para substituir o tecido danificado e restaurar a integridade do tecido.

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Fases do Processo de Cicatrização

O documento descreve o processo de cicatrização de feridas, dividido em 4 fases: hemostasia, fase inflamatória, fase proliferativa e fase de remodelação. A cicatrização envolve a interação de células e fatores de crescimento para substituir o tecido danificado e restaurar a integridade do tecido.

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PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO

A cicatrização é um processo que ocorre quando um tecido é lesionado e em seguida


é substituído por um novo, motivado por uma série de reações celulares e químicas com
o objetivo de recuperar o tecido e sua integridade anatômica. Constitui um processo
complexo e coordenado, envolvendo a interação entre células e vários sistemas
mensageiros. Este processo pode dividir-se nas seguintes fases: hemostasia; fase
inflamatória; fase proliferativa ou de granulação e fase de remodelação ou maturação.
Na hemostasia ocorre à coagulação de uma ferida para estancar e minimizar a perda
de sangue através da lesão. Após um dano no tecido, a ruptura dos vasos sanguíneos
juntamente com as alterações nas células endoteliais promove um processo de
vasoconstrição e em seguida uma cobertura primária composta por fibrina (coágulo)
restabelece a hemostase e fornece um ambiente para que as plaquetas secretem fatores
de crescimento, citocinas e elementos da matriz extracelular. O coágulo minimiza então
a perda de sangue e mantém as plaquetas e as células sanguíneas presas na área da
ferida.
A fase inflamatória se inicia no momento em que houve a ruptura do tecido e tem a
função de atrair células de defesa para que elas façam a limpeza do local infectado, pois,
antes da cicatrização iniciar é necessário que o agente agressor seja eliminado por
completo. Com a lesão, o colágeno é exposto, o que faz com que macrófagos e
leucócitos, assim como células sanguíneas, tenham acesso ao local da ferida. Com a
liberação dos mediadores da inflamação, os leucócitos chegam ao local para destruir e
fazer a limpeza dos restos celulares além de liberar mediadores químicos para atrair
mais células para a proliferação do endotélio.
Com isso, inicia- se a fase proliferativa, em que ocorre a reparação do tecido
conjuntivo e do epitélio. Nas primeiras 24 horas da lesão cutânea há a migração de
células fibroblásticas para a formação de um novo epitélio. A reconstrução da derme
inicia-se 3 à 4 dias após a lesão inicial e caracteriza-se pela formação de tecido de
granulação. O tecido de granulação está interligado à angiogênese (formação de novos
vasos a partir de vasos pré- existentes) e futuramente é o que dará origem à cicatriz.
Nesse tecido está presente um conjunto celular chamado de miofibroblastos, que são
responsáveis pelo processo de contração para o fechamento da ferida.
A última fase do processo de cicatrização é a de remodelação, responsável pelo
aumento da força de tensão e pela diminuição do tamanho da cicatriz e do eritema. É o
período no qual os elementos reparativos da cicatrização são transformados para tecido
maduro. Durante a remodelagem, o número de células e o conteúdo aquoso da matriz
diminuem, mas aumenta a síntese, a produção de colágeno do tipo I e a agregação do
mesmo. Gradativamente os feixes de fibras colágenas tornam-se mais espessos,
resultando em uma configuração mais regular, que está diretamente relacionada às
forças mecânicas as quais o tecido está sujeito durante a atividade normal, assim, a lesão
torna-se mais resistente após o colágeno ter sofrido maturação. Com a evolução do
processo, acentua-se a deposição de colágeno e a maioria das células desaparece,
observando-se a apoptose de fibroblastos e células endoteliais, formando finalmente o
tecido cicatricial.
Referências bibliográficas
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