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Novas Regras Ortográficas

O documento apresenta novas regras ortográficas para o português brasileiro, incluindo mudanças no uso de acentos, hífens e letras "c" e "s". Algumas letras como "k", "w" e "y" não serão mais consideradas parte do alfabeto, e o trema não será mais usado, exceto em nomes estrangeiros. Muitos acentos serão removidos em palavras com ditongos, hiatos e homônimos.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Novas Regras Ortográficas

O documento apresenta novas regras ortográficas para o português brasileiro, incluindo mudanças no uso de acentos, hífens e letras "c" e "s". Algumas letras como "k", "w" e "y" não serão mais consideradas parte do alfabeto, e o trema não será mais usado, exceto em nomes estrangeiros. Muitos acentos serão removidos em palavras com ditongos, hiatos e homônimos.
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Alfabeto

Nova Regra
O alfabeto será formado por 26 letras
Como é
As letras “k”, “w” e “y” não são consideradas integrantes do alfabeto
Como será
Essas letras serão usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras estrangeiras
e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka,
kafkiano.

Trema
Nova regra
Não existirá mais o trema na língua portuguesa. Será mantido apenas em casos de
nomes estrangeiros. Exemplo: Müller, mülleriano.
Como é
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, freqüência, tranqüilo, lingüiça, bilíngüe.
Como será
Aguentar, consequência, cinquenta, frequência, tranquilo, linguiça, bilíngue.

Acentuação – ditongos “ei” e “oi”


Nova regra
Os ditongos abertos “ei” e “oi” não serão mais acentuados em palavras paroxítonas
Como é
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio,
heróico, paranóico
Como será
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio,
heroico, paranoico.
Obs: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e
monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.

Acentuação – “i” e “u” formando hiato


Nova regra
Não se acentuarão mais “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de
ditongo
Como é
baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva
Como será
baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva
Obs 1: Se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem em posição final o acento
permanece: tuiuiú, Piauí.
Obs 2: Nos demais “i” e “u” tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo:
saúde, saída, gaúcho.
Hiato
Nova regra
Os hiatos “oo” e “ee” não serão mais acentuados
Como é
enjôo, vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem
Como será
enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem, veem, releem

Palavras homônimas
Nova regra
Não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e
sentido diferentes)
Como é
Pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo
Como será
para, pela, pelo, pera, polo
Obs 1: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usado no
passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por).
Obs 2: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras
forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual
é a forma da fôrma do bolo?

Hífen – “r” e “s”


Nova regra
O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras
iniciadas com “r” ou “s”. Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas.
Como é
ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-
sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra-som, ultra-
sonografia, semi-real, supra-renal.
Como será
antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação,
autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom,
ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.

Hífen – mesma vogal


Nova Regra
O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra
começar com a mesma vogal.
Como é
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo,
arquiirmandade, microondas, microônibus.
Como será
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-
irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.

Hífen – vogais diferentes


Nova regra
O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a
segunda palavra.
Como é
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-
instrução, co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar,
extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-
imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
Como será
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução,
coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial,
infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto,
semiárido, semiautomático.
Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-
higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.

Acento Diferencial
Antes se usava um acento para diferenciar algumas palavras, como “pára” (verbo) e
“para” (preposição). Agora, este tipo de acento está morto, e as palavras serão escritas
da mesma forma.

Alguns exemplos: pára (flexão do verbo parar) e para (preposição).


“Péla” (flexão do verbo pelar) e “pela” (combinação da proposição “por” com o artigo
“a”).
“Pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo), e “pelo” (combinação de
preposição com artigo).

Então a frase “desculpe pelo pêlo, mas pélo mesmo” vai se tornar “Desculpe pelo pelo,
mas pelo mesmo”. E ainda chamam isso de melhorar a língua.

O acento circunflexo
Nosso famoso “chapéuzinho do vovô” vai ser um pouco menos usado agora. Na terceira
pessoa do plural do presente do indicativo ou subjuntivo (caraca!) o acento não vai ser
usado nos verbos “crer”, “ler”, “ver”, “dar”  e seus derivados. Agora vamos escrever
“deem”, “veem”, “leem”, “creem”.

O acento também não será usado nas palavras terminadas em hiato “oo”, como “enjôo”
ou “vôo”. Agora elas serão escritas como “enjoo” e “voo”, por exemplo.

Pois é, a crise está aí, e não dá mais pra ficar comprando tantos chapéuzinhos pros
vovôs.
Acento Agudo
Este é outro que vai sofrer uma boa economia. Agora tem vários casos onde o acento
não será usado. Veja só:

O acento agudo não será usado nos ditongos abertos de paroxítonas, como
“assembléia”, “colméia”, “heróica” e “jibóia”.

Não será usado nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de
ditongo. Exemplos: “feiúra”, “baiúca” passam a ser grifadas “feiura” e “baiuca”.

Também não será usado na letra “u” tônica nas formas verbais, quando for precedido
por G ou Q, e seguido de I ou E (gue, que, gui, qui). Assim, algumas poucas formas de
verbos, como “argúem” serão grifadas “arguem” e o leitor que se vire pra adivinhar
que a letra U é pronunciada neste caso.

) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO:


intento = intenção
canto = canção
exceto = exceção
junto = junção

b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO referentes a verbos derivados de TER:


deter = detenção
reter = retenção
conter = contenção
manter = manutenção c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR:
infrator = infração
trator = tração
redator = redação
setor = seção

d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TIVO:


introspectivo = introspecção
relativo = relação
ativo = ação
intuitivo – intuição

e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência R:


reeducar = reeducação
importar = importação
repartir = repartição
fundir = fundição

f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s:


eleição
traição

Grupo 02

a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER ou NDIR:


pretender = pretensão, pretensa, pretensioso
defender = defesa, defensivo
compreender = compreensão, compreensivo
repreender = repreensão
expandir = expansão
fundir = fusão
confundir = confusão

b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERTER ou ERTIR:


inverter = inversão
converter = conversão
perverter = perversão
divertir = diversão c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena

d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA, substantivos femininos:


Luísa
Heloísa
Poetisa
Profetisa

Obs: Juíza escreve-se com z, por ser o feminino de juiz, que também se escreve com z.

e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR:


concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulso, expulsão
compelir = compulsório

f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR, QUERER, USAR:


ele pôs
ele quis
ele usou

g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, OSE:


frase
tese
crise
osmose

 Exceções: deslize e gaze.

h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO, OSA:


horrorosa
gostoso

 Exceção: gozo

Grupo 03 a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s quando esta


letra fizer parte do radical da palavra de origem; com z quando a palavra de
origem não tiver o radical terminado em s:
Teresa = Teresinha
Casa = casinha
Mulher = mulherzinha
Pão = pãozinho

b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com s quando esta letra fizer
parte do radical da palavra de origem; os terminados em IZAR serão escritos
com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:
improviso = improvisar
análise = analisar
pesquisa = pesquisar
terror = aterrorizar
útil = utilizar
economia = economizar

c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas com s quando indicarem


nacionalidade, títulos ou nomes próprios; as terminadas em EZ e EZA serão
escritas com z quando forem substantivos abstratos provindos de adjetivos, ou
seja, quando indicarem qualidade:
Teresa
Camponês
Inglês
Embriaguez
Limpeza

Grupo 04

a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras derivadas escritas com


CESS:
exceder = excesso, excessivo
conceder = concessão
proceder = processo

b) Os verbos terminados em PRIMIRterão palavras derivadas escritas com


PRESS:
imprimir = impressão
deprimir = depressão
comprimir = compressa

c) Os verbos terminados em GREDIRterão palavras derivadas escritas com


GRESS:
progredir = progresso
agredir = agressor, agressão, agressivo
transgredir = transgressão, transgressor

d) Os verbos terminados em METERterão palavras derivadas escritas com


MISSou MESS:
comprometer = compromisso
prometer = promessa
intrometer = intromissão
remeter = remessa

 Grupo 05

a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos terminados em JAR:


Viajar = espero que eles viajem
Encorajar = para que eles se encorajem
Enferrujar = que não se enferrujem as portas

b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de vocábulos terminados em JA:


loja = lojista
canja = canjica
sarja = sarjeta
gorja = gorjeta

c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani.


Jiló
Jibóia
Jirau

Grupo 06

a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO,


ÚGIO:
pedágio
sacrilégio
prestígio
relógio
refúgio

b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em GEM:


a viagem
a coragem
a ferrugem

 Exceções: pajem, lambujemc) Palavras iniciadas por ME serão escritas com


x:
Mexerica
México
Mexilhão
Mexer
 Exceção: mecha de cabelosd) As palavras iniciadas por EN serão escritas
com x, a não ser que provenham de vocábulos iniciados por ch:
Enxada
Enxerto
Enxurrada
Encher – provém de cheio
Enchumaçar – provém de chumaçoe) Usa-s x após ditongo:
ameixa
caixa
peixe
 Exceções: recauchutar, guache

. Morfossintaxe : flexão de número

Flexão de Número do Substantivo

Em português, há dois números gramaticais:

O singular, que indica um ser ou um grupo de seres;

O plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres.

A característica do plural é o s final.

Plural dos Substantivos Simples

a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e n fazem o plural pelo


acréscimo de s.

Por exemplo:

pai – pais
ímã – ímãs
hífen – hifens (sem acento, no plural).

Exceção: cânon – cânones.

b) Os substantivos terminados em m fazem o plural em ns.

Por exemplo:
homem – homens.

c) Os substantivos terminados em r e z fazem o plural pelo acréscimo de es.

Por exemplo:

revólver – revólveres
raiz – raízes

Atenção: O plural de caráter é caracteres.

d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se no plural, trocando o lpor


is.

Por exemplo:

quintal -  quintais
caracol – caracóis
hotel – hotéis

Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de duas maneiras:

- Quando oxítonos, em is.

Por exemplo:

canil – canis

- Quando paroxítonos, em eis.

Por exemplo:

míssil – mísseis.

Obs.:  a palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras:


répteis ou reptis (pouco usada).

f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas maneiras:

- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de es.

Por exemplo:

ás – ases
retrós – retroses

- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis.


Por exemplo:

o lápis – os lápis
o ônibus – os ônibus.

g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural de três maneiras.

- substituindo o -ão por -ões:

Por exemplo:

ação – ações

- substituindo o -ão por -ães:

Por exemplo:

cão – cães

- substituindo o -ão por -ãos:

Por exemplo:

grão – grãos

h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis.

Por exemplo:

o látex – os látex.

Flexão de numero do Artigo:

0-os / um-uns

FLEXÃO DOS NUMERAIS

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que


indicam centenas de duzentos/duzentas em diante:
trezentos/trezentas;quatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão,
trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais são
invariáveis.

Os numerais ordinais variam em gênero e número:

primeiro segundo milésimo


primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas 
Flexão de Número do Adjetivo

Plural dos adjetivos simples

Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as regras estabelecidas para


a flexão numérica dos substantivos simples.

Por exemplo:
mau e maus
feliz e felizes
ruim e ruins
boa e boas

Caso o adjetivo seja representado por um substantivo, ficará invariável, ou seja, se a


palavra que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela
manterá sua forma primitiva e passará a ser denominado de substantivo adjetivado.
Por exemplo: a palavra cinza é originalmente um substantivo, porém, se estiver
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então invariável.

Por exemplo: camisas cinza, ternos cinza.

Veja outros exemplos:


Carros amarelos e motos vinho.
Telhados marrons e paredes musgo.
Espetáculos gigantescos e comícios monstro. 

Adjetivo Composto

Adjetivo composto é aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,


esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento concorda com
o substantivo a que se refere; os demais ficam na forma masculina, singular.
Caso um dos elementos que formam o adjetivo composto seja um substantivo
adjetivado, todo o adjetivo composto ficará invariável.

Por exemplo: a palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver


qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra
palavra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo
adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará invariável.

Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Obs.:
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo composto iniciado
por cor-de-… são sempre invariáveis.

- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm os dois elementos


flexionados.

Esta matéria foi retirada do site Só Português

SINTAXE DE CONCORDÂNCIA

Concordância Verbal e Nominal

Observe:

As crianças estão animadas.

Crianças animadas.

No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural,


concordando com o seu sujeito, as crianças. No segundo exemplo, o adjetivo
animadas  está concordando em gênero (feminino) e número (plural) com o
substantivo a que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa,
número e gênero se correspondem.

Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal


ou nominal.

CONCORDÂNCIA VERBAL

   Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito.

a) Sujeito Simples

Regra Geral

O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os
exemplos:

A orquestra           tocou        uma valsa longa.


3ª p. Singular    3ª p. Singular

Os pares    que   rodeavam a nós dançavam bem.


3ª p. Plural            3ª p. Plural

Casos Particulares

Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante
hesitar no momento de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a
concordância puramente gramatical é contaminada pelo significado de expressões que
nos transmitem noção de plural, apesar de terem forma de singular ou vice-versa. Por
isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.

1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de,
o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de
um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.

Por Exemplo:

A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.


Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta
interessante.

Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando
especificados:

Por Exemplo:

Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.

Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto;


já a forma plural confere destaque aos elementos que formam esse conjunto.

Regência Verbal e Nominal

Definição:

Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou
um nome) e seus complementos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as
palavras, criando frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
desejado, que sejam corretas e claras.

REGÊNCIA VERBAL

Termo Regente:  VERBO

A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que
os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
adverbiais).

O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois


oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. Observe:

A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.


A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer",
satisfazer.

Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém".

Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos
fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). As preposições
são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito.
Veja os exemplos:

Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.

No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de


transporte por mim utilizado. A oração "Cheguei no metrô", popularmente
usada a fim de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua,
sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre a regência
coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.

Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo com sua


transitividade. A transitividade, porém, não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode
atuar de diferentes formas em frases distintas.

SINTAXE DE COLOCAÇÃO PRONOMINAL.


 
Próclise    = Pronome oblíquo antes do verbo.
Ênclise             = Pronome oblíquo após o verbo.
Mesóclise ou Tmese = Pronome oblíquo entre o verbo.
 
Obs.: A próclise pode ser empregada, desde que não inicie orações. Todavia,
existindo termo atrativo, a próclise deve ser usada.
 
São termos atrativos:
 
Advérbio;                               Palavras negativas;
Pronome demonstrativo;                Pronome relativo;
Conjunção Subordinada;              A palavra “ambos”;
Frases optativas;                              Pronome indefinido;
Frases exclamativas;                      Frases interrogativas.  
                                                       Verbos no gerúndio precedido da prep. “em” 
 
 
Exs.:
1.    Não se mostrou animado com as novidades que se firmaram através da    imprensa.
       mostrou-se [ F ]                                     que firmaram-se [F]
Alguém o considerou   hermético. Em se tratando de opacidade, ninguém o
precede.
               considerou-o [F]                         tratando-se [F]                      precede-o [F]
 
·        Em todos os casos acima, temos o uso da próclise, em virtude do emprego de termos
atrativos.
     
2.    Ela se   inquietou quando a chamaram de inconseqüente. Os que lhe    lançaram
      julgamentos não maduros serão repreendidos, de fato. [V]
 
·        Em “Ela se inquietou”, temos o uso da próclise, embora devemos usar a próclise. Com
isso, não tenhamos a próclise como erro gramatical. É que a precedência é do
pronome enclítico. Quando o termo não for atrativo, próclise e ênclise estão corretas,
mas a ênclise tem precedência em relação à próclise, pois a ênclise demonstra a
ordem direta, que tem precedência em comparação com o uso da próclise, que
demonstra o uso da ordem inversa. Assim, em concurso público, se afirmarem que em
“Ela se inquietou”, temos o uso da próclise, mas podemos usar a ênclise, está incorreta
a afirmação. O que fundamenta erro é que não podemos usar a ênclise, mas devemos
usar a ênclise.
 
    
3.    Bons ventos o levem. [V]    * A frase optativa é a expressão de um desejo, cabendo ao
sujeito
    levem-no [F]      a opção em realizar a ação.
 
4.    Receptivo ao convite, o juiz   se entregou  à polícia Federal. A operação Moréia foi um
sucesso. [ V] * Como “juiz” não é termo atrativo, também estaria correto “.. entregou-
se”
 
5.    Eu te amo!
          amo-te! [ F] * A frase é exclamativa.
 
 
6.    Eu te amo.   [ V]    Como pronome pessoal não é termo atrativo, ambos corretos,
embora a ênclise te-
     amo-te     [ V]     nha precedência.
 
7.    Comprei o livro que ofereceram-me. [F]     * pronome relativo é termo atrativo.
              me ofereceram [V]
 
8.    Quero que se esqueçam de tudo. [ V ]   * Conjunção subordinada é termo atrativo.
                       esqueçam-se [ F ]
 
9.    Nada incomoda-me [ F ]
   me incomoda [ V ]
 
 
10. Não te devolver [ V ] o material é a única alternativa que me resta.[ V ]
         devolver-te [V ]                                                        resta-me. [ F ]
 
Obs.: Mesmo existindo termo atrativo, se o verbo estiver no infinitivo, devo empregar
a Próclise, mas posso usar a ênclise.
 
11. Se não se envolvesse com drogas, estaria vivo. [ V ]
        Se se não envolvesse [ F ]
        Se não envolvesse-se [ F ]
 
Obs.: Existindo mais de um termo atrativo, o pronome oblíquo deve ser usado após o último
termo atrativo.
 
[Link] me chamarem, entregar-lhe-ei as provas do crime que... [ V ]
         chamaram-me, entregarei-lhe [ F ]
                                lhe entregarei [ F ]
 
Obs.: Usar-se-á a mesóclise com verbos no futuro do presente e no futuro do
pretérito, desde que não haja termo atrativo.
 
[Link] se preocupasse com todos, dir-nos-ia a verdade. [ V ]
        diria-nos [ F ]
 
[Link]ém me forneceria as provas, se Leandro não autorizasse. [ V ]
          fornecer-me-ia [ F ]
          forneceria-me

Casos em que a crase SEMPRE ocorre:

- diante de palavras femininas:

Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.


Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

- diante da palavra "moda", com o sentido de "à moda de" (mesmo que a
expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.

- na indicação de horas:

Acordei às sete horas da manhã.


Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.
Ele saiu às duas horas.

Crase diante de Nomes de Lugar

Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo "a". Outros, entretanto,
admitem o artigo, de modo que diante deles haverá crase, desde que o termo regente
exija a preposição "a". Para saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição
do artigo feminino "a", deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a
preposição "de" ou "em". A ocorrência da contração "da" ou "na" prova que esse
nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:

Vou à França. (Vim da França. Estou na França.)


Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)
Cheguei a Pernambuco. (Vim de Pernambuco. Estou em Pernambuco.)
Retornarei a São Paulo. (Vim de São Paulo. Estou em São Paulo.)

ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:

Retornarei à São Paulo dos bandeirantes.


Irei à Salvador de Jorge Amado.

Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo

Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a
preposição "a". Por exemplo:

Refiro-me a aquele atentado.


Preposição Pronome

Refiro-me àquele atentado.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo
ou alguém) e exige preposição, portanto, ocorre a crase.

Observe este outro exemplo:

Aluguei aquela casa.

O verbo "alugar" é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase
não ocorre nesse caso. Veja outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.

Crase diante de Nomes de Lugar

Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo "a". Outros, entretanto,
admitem o artigo, de modo que diante deles haverá crase, desde que o termo regente
exija a preposição "a". Para saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição
do artigo feminino "a", deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a
preposição "de" ou "em". A ocorrência da contração "da" ou "na" prova que esse
nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:

Vou à França. (Vim da França. Estou na França.)


Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)
Cheguei a Pernambuco. (Vim de Pernambuco. Estou em Pernambuco.)
Retornarei a São Paulo. (Vim de São Paulo. Estou em São Paulo.)

ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:

Retornarei à São Paulo dos bandeirantes.


Irei à Salvador de Jorge Amado.

Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo

Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a
preposição "a". Por exemplo:

Refiro-me a aquele atentado.


Preposição Pronome

Refiro-me àquele atentado.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo
ou alguém) e exige preposição, portanto, ocorre a crase.

Observe este outro exemplo:

Aluguei aquela casa.

O verbo "alugar" é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase
não ocorre nesse caso. Veja outros exemplos:

Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.


Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.

Existem alguns sinais básicos de pontuação. São eles:

 Ponto (.) — Usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo.
Também usado nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.).

Exemplo: Ele foi ao médico e levou uma injeção.

 Vírgula (,) — Marca uma pequena pausa no texto escrito, nem sempre
correspondente às pausas (mais arbitrárias) do texto falado. É usada como marca
de separação para: o aposto; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma
não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as orações coordenadas assindéticas
(não ligadas por conjunções); as orações relativas; as orações intercaladas; as
orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas, contudo, todavia,
entretanto e porém. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula, pois ela
dificulta a leitura do texto. Por outro lado, ela não deve ser esquecida quando
obrigatória...

Exemplo: Andava pelos cantos, e gesticulava, falava em voz alta, ria e roía as unhas.

 Ponto e vírgula (;) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula, que indica
que o sentido da frase será complementado. Representa uma pausa mais longa
que a vírgula e mais breve que o ponto. É usado em frases constituídas por
várias orações, algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas; também para
separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante; como
substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração
principal.

 Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação, uma fala, uma
enumeração, um esclarecimento ou uma síntese.

 Ponto de interrogação (?) — Usa-se no final de uma frase interrogativa direta e


indica uma pergunta.

 Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime


sentimentos, emoções, dor, ironia, surpresa e estados de espírito.

 Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento, indicando


que o sentido da oração ficou incompleto, ou uma introdução de suspense,
depois da qual o sentido será completado. No primeiro caso, a seqüência virá em
maiúscula -- uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e
outra será iniciada à parte. No segundo caso, há continuidade do pensamento
anterior, como numa longa pausa dentro da mesma oração, o que acarreta o uso
normal de minúscula para continuar a oração.
Exemplos: Ah, como era verde o meu jardim... Não se fazem mais daqueles.
Foi então que Manoel retornou... mas com um discurso bastante diferente!

 Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações; para referir títulos de obras; para
realçar uma palavra ou expressão.

 Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória


intercalada no texto.

 Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo, para


distinguir cada um dos interlocutores; as orações intercaladas; as sínteses no
final de um texto. Também usado para substituir os parênteses.

 Meia‐risca (–) — Separa extremidades de intervalos.

 Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escritor; começa


por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas.

 Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica.

 Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota
(observação).

 Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.

 Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir
pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca )

Exemplo: guarda-roupa

Críticas ao uso comum da pontuação


Teóricos da linguagem contemporâneos, como o francês Henri Meschonnic, consideram
que a pontuação, como usada atualmente, tende a organizar logicamente o texto, não por
seus elementos rítmicos e melódicos, tendo tal uso origem no chamado Cartesianismo.
Com base nesta deformação rítmica produzida pelo uso lógico da pontuação, muitos
poetas como Guillaume Apollinaire, Allen Ginsberg e o próprio Meschonnic aboliram a
pontuação em sua escrita poética.

SINONÍMIA E ANTONÍMIA
Sinonímia é o fenómeno em que palavras diferentes apresentam o mesmo significado (ou
bastante próximos).

Exemplos:

Casa - moradia, lar, teto.


Rosto - face, semblante, cara.

Zelo - cuidado, carinho.

Antonímia é o fato semântico em que as palavras apresentam significados contrários.

Exemplos:

Economizar - gastar.

Largo - estreito.

Riqueza - pobreza.

HOMONÍMIA E PARONÍMIA
Homonímia é a identidade fonética e/ou gráfica de palavras com significados diferentes.

Homónimos homófonos (homófonas heterográficas):

São iguais na pronúncia, mas têm grafias diferentes. Exemplos:

concerto (sessão musical) — conserto (reparo);

cela (pequeno quarto) — sela (petrecho de montaria; verbo selar);

censo (recenseamento) — senso (juízo);

apreçar (marcar o preço) — apressar (acelerar);

acender (iluminar) — ascender (subir)

cessão (ato de ceder) — sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo)

seção (divisão, repartição);

cerrar (fechar) — serrar (cortar);

paço (palácio) — passo (andar).

Homónimos homógrafos (homógrafas heterofônicas):

São iguais na grafia, mas diferentes na pronúncia. Exemplos:

colher (substantivo)— colher (verbo)

gelo (substantivo)— gelo (verbo);

começo [substantivo) — começo (verbo);

almoço (substantivo) — almoço (verbo);


molho (substantivo) — molho (verbo);

forre (substantivo) — forre (verbo);

jogo (substantivo) — jogo (verbo).

Homónimos homógrafos e homófonos (homógrafas homófonas/homônimas perfeitas):

São iguais na escrita e na pronúncia. Exemplos:

livre (adjetivo) — livre (verbo livrar);

são (adjetivo) — são (verbo ser) — são (santo);

serra (substantivo) — serra (verbo).

Canto (verbo) - canto (subst.).

Verão (verbo) - verão (subst.).

Morro (verbo) - morro (subst.).

Parônimas são as palavras que apresentam pequenas diferenças na escrita e na pronúncia, e


também têm significados diferentes.

Exemplos:

comprimento (extensão] cumprimento (saudação]

coro (conjunto de vozes] couro (pêlo de animal]

deferir (conceder] diferir (adiar]

descrição (ato de descrever] discrição (reserva de atitudes]

emergir (vir à tona] imergir (mergulhar]

eminente (ilustre] iminente (próximo]

flagrante (evidente] fragrante (perfumado]

fluir (correr em estado fluido] fruir (desfrutar]

inflação (desvalorização da moeda] infração (violação da lei]

infringir [transgredir] infligir (aplicar]

ratificar (confirmar] retificar (corrigir]

tráfego (trânsito de veículos] tráfico (comércio desonesto]


vultoso (volumoso ou de grande vultuoso (acometido de congestão

importância] da face]

Formas variantes
Há palavras que admitem mais de uma forma de grafia, sem que isso lhes altere o sentido. O
emprego dessas formas variantes é indiferente, mas a forma mais usada na linguagem
cotidiana é sempre preferível.

catorze e quatorze xerox e xerox

cociente e quociente matracar e matraquear

assoviar e assobiar mobiliar e mobilhar

bêbado e bêbedo entretenimento e entretimento

aspecto e aspeto rubi e rubim

xeretar e xeretear coisa e cousa

redemoinho e remoinho malvadeza e malvadez

chipanzé e chimpanzé espécime e espécimen

coradouro e quaradouro fleuma e fleugma

derrubar e derribar embaralhar e baralhar

taverna e taberna diabete e diabetes


transpassar, traspassar e trespassar
líqüido e líquido

seção e secção verruga e berruga

Hipônimos e hiperônimos
Uma relação de significado muito importante para a construção de textos é a que se
estabelece entre hiperônimos e hipônimos. Hiperônimo é uma palavra cujo significado é mais
abrangente do que o de seu hipônimo. É o que acontece, por exemplo, com as palavras veículo
e carro - veículo é hiperônimo de carro porque em seu significado está contido o significado de
carro ao lado do significado de outras palavras como carroça, trem, caminhão. Carro é um
hipônimo de veículo. A relação entre hipônimos e hiperônimos é muito útil para a retomada
de elementos textuais:

Há muito tempo planejavam derrubar aquele ipê. A velha árvore parecia perturbar os
administradores municipais.
Proteja o lobo-guará. É um animal que corre risco de extinção.

São hiperônimos importantes palavras de sentido genérico como coisa, fato, acontecimento,
fenómeno, pessoa, ser, bastante freqúentes nos mecanismos de retomada de elementos
textuais. Seu uso, entretanto, deve ser limitado a essa função, pois elas carecem da precisão
característica dos hipônimos:

A ampliação da pobreza compromete a estabilidade social do país e é um fato que não pode
ser omitido em qualquer proposta séria de planejamento governamental.

A troca de insultos e sopapos entre os deputados ganhou destaque nos jornais. O


acontecimento foi recriminado em vários editoriais.

l. Complete as hases seguintes com um hiperônimo ou com uma palavra de sentido genérico.

1. O dono da fábrica negava-se a indenizar as famílias dos operários mortos com a explosão de
uma caldeira'Esse (*) revoltou a população da cidade.
2. Vários automóveis foram arrastados pela correnteza. Alguns (*) foram encontrados muito
longe do local onde haviam sido deixados por seus donos.
3. Cuidado com as bactérias com que você está lidando no laboratório. São (*) muitas vezes
perigosos.
4. Grupos de refugiados chegam diariamente do sertão castigado pela seca. São (*) famintas,
maltrapilhas, destruídas.

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