Volume 2 - 2008.2
Volume 2 - 2008.2
VOLUME II
2008
Homenagens:
À memória de Walter Dachs e Manuel Duarte, estudiosos dos Campos de Cima da Serra,
João Borges Fortes, que relatou os primeiros tempos do Continente de São Pedro e Roselys
Roderjan, que deixou estudos importantes da região de Castro no Paraná e Campos Gerais. A
Moacyr Domingues que deixou estudos sobre os primeiros povoadores do Rio Grande e de
Laguna. Preservar o enorme legado desse valoroso pessoal é o objetivo dessa coletânea. A Paulo
Xavier, com extensa contribuição à cultura Rio-grandense.
Agradecimentos:
À Sebastião Fonseca de Oliveira, de Gramado, Gilson Justino da Rosa, Luís César Nunes.
ÍNDICE
FRANCISCO DIAS VELHO ...................................................................................................................... 31
MIGUEL DO CANTO ................................................................................................................................ 32
FILIPE DA MAIA ....................................................................................................................................... 34
FRANCISCO MARQUES .......................................................................................................................... 35
MARTINHO DE OLIVEIRA ...................................................................................................................... 37
TOMÁS FERNANDES DE OLIVEIRA ..................................................................................................... 38
ANTONIO PAIS DE FARIA ...................................................................................................................... 40
SALVADOR ANTUNES ............................................................................................................................ 42
LUÍS GOMES DE CARVALHO ................................................................................................................ 44
MANUEL DE VARGAS ............................................................................................................................. 46
MANUEL PEREIRA DA SILVA ............................................................................................................... 47
TIMÓTEO CORDEIRO .............................................................................................................................. 51
MANUEL GONÇALVES RIBEIRO .......................................................................................................... 52
JOÃO DA COSTA MOREIRA ................................................................................................................... 60
FRANCISCO DE SOUSA BRASIL ........................................................................................................... 62
POVOAMENTO DE LAGES ..................................................................................................................... 62
DISTRITO DE CIMA DA SERRA, VACARIA E LAGES, EM 1766 ...................................................... 62
POVOAMENTO DE LAJES....................................................................................................................... 64
OS AMARAL GURGEL, DE LAJES ......................................................................................................... 68
NOTA AO POVOAMENTO DE LAJES .................................................................................................... 69
NOTA A GURGEL DO AMARAL ............................................................................................................ 69
O SERTÃO DE CURITIBA. FUNDAÇÃO DE LAGES ........................................................................... 70
POVOADORES DO SERTÃO DE CURITIBA (LAGES) ........................................................................ 72
BENTO DO AMARAL GURGEL .............................................................................................................. 75
ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA ........................................................................................................ 80
MIGUEL PEDROSO LEITE ....................................................................................................................... 80
ANTÔNIO DE OLIVEIRA BERNARDES ................................................................................................ 82
ANTÔNIO E BALTAZAR RODRIGUES DE OLIVEIRA ....................................................................... 84
RAFAEL DE OLIVEIRA MELO ............................................................................................................... 89
PEDRO DA SILVA CHAVES .................................................................................................................... 92
JOSÉ FRANCISCO DE MORAIS NAVARRO ......................................................................................... 95
BENTO MANOEL DE ALMEIDA PAES.................................................................................................. 99
MATEUS JOSÉ DE SOUZA .................................................................................................................... 101
ANTÔNIO BORGES VIEIRA .................................................................................................................. 107
MANUEL RODRIGUES DE JESUS ........................................................................................................ 112
JOÃO TELO XAVIER DE SOUZA ......................................................................................................... 113
MATIAS ALVES DE GUSMÃO .............................................................................................................. 114
JOÃO DAMASCENO DE CÓRDOVA .................................................................................................... 115
ANTÔNIO MARQUES ARZÃO .............................................................................................................. 118
JOSÉ FRANCISCO DE MORAIS NAVARRO ....................................................................................... 119
JOÃO ANTÔNIO BORGES ..................................................................................................................... 122
ANTÔNIO JOSÉ MUNIZ ......................................................................................................................... 125
CAETANO SALDANHA ......................................................................................................................... 126
MANUEL DA SILVA RIBEIRO .............................................................................................................. 127
PEDRO DA SILVA RIBEIRO .................................................................................................................. 128
ALEXANDRE DA SILVA ESTEVES ..................................................................................................... 133
MANOEL RODRIGUES DE ATAÍDE .................................................................................................... 134
RAFAEL DE OLIVEIRA MELO ............................................................................................................. 137
ANTONIO JOSÉ PEREIRA...................................................................................................................... 140
AMADOR RODRIGUES DA SILVA ...................................................................................................... 143
SIMÃO BARBOSA FRANCO.................................................................................................................. 144
LEANDRO LUÍS VIEIRA ........................................................................................................................ 146
Sebastião Fonseca de Oliveira, Inventário ................................................................................................. 146
JOSÉ DOMINGUES DE ARRUDA ......................................................................................................... 148
VIDAL JOSÉ DE OLIVEIRA RAMOS.................................................................................................... 150
JOAQUIM DOS SANTOS LOUREIRO ................................................................................................... 152
BARTHOLOMEU DE SEQUEIRA CORDOVIL .................................................................................... 153
BALTAZAR GOMES DE ESCOBAR E GODÓIS .................................................................................. 154
ANTÔNIO GONÇALVES DOS REIS ..................................................................................................... 156
SALVADOR BUENO DA FONSECA ..................................................................................................... 157
TOMÉ DE ALMEIDA LARA................................................................................................................... 157
DOMINGOS GONÇALVES PADILHA .................................................................................................. 158
ANTÔNIO JOSÉ DE FREITAS ................................................................................................................ 160
JOSÉ CARNEIRO GERALDES ............................................................................................................... 161
MATIAS GONÇALVES FURTADO .................................................................................................... 161
IGNÁCIO BARBOZA DE ARAÚJO ....................................................................................................... 162
ANTÔNIO PINTO CARNEIRO ............................................................................................................... 164
MANUEL DE BARROS PEREIRA ......................................................................................................... 165
JOSÉ DE BARROS PEREIRA ................................................................................................................. 166
PEDRO DE BARROS LEITE ................................................................................................................... 167
SALVADOR FERREIRA DE CASTILHO .............................................................................................. 167
JOSÉ FERREIRA BUENO ....................................................................................................................... 168
MANOEL JOSÉ PEREIRA DE ANDRADE ............................................................................................ 168
POVOAMENTO INICIAL DO RIO GRANDE ....................................................................................... 169
POVOAMENTO DO RIO GRANDE DO SUL ........................................................................................ 178
JOÃO CARNEIRO DA FONTOURA ...................................................................................................... 178
FRANCISCO PEREIRA PINTO ............................................................................................................... 183
PATRICIO JOSÉ CORRÊA DA CÂMARA ............................................................................................ 184
JERÔNIMO DE D’ORNELLAS ............................................................................................................... 185
CAMPOS AVANÇADOS DE BAGÉ ....................................................................................................... 188
POVOAMENTO DE SANTA CATARINA
Os nomes dos moradores da recém criada Freguesia de N. Sra. do Desterro (1714), quando
já ia adiantada a reação de crescimento por efeito da vinda dos "segundos povoadores", já pode
ser apreciada na petição de 25 de janeiro de 1715, que então eles dirigiam ao Governo, por
intermédio de Manuel Gonçalves de Aguiar, funcionário em trânsito. São 15 nomes, que
representam as principais famílias de 1715:
Domingos Tavares1
Baltasar Soares Lousada
Sebastião Fernandes Camacho
Manuel Manso de Avelar
Manuel Corrêa da Fonseca
Salvador de Souza Brito
Manuel Domingos Lopes
Manuel Teixeira
Domingos de Brito
Jerônimo Gomes2
João Lopes Biscardo
Salvador Dias Botelho
Joseph Velho Rangel
Diogo Camacho Moço
Francisco Martins.
Confirmado a troca de população, alguns dentre estes nomes irão ser encontrados depois
em São Francisco: Sebastião Fernandes Camacho, Salvador de Souza de Brito, João Lopes
Biscardo, José Velho Rangel.
1
Deve ser Domingos Tavares de Miranda.
2
Deve ser Jerônimo Gomes dos Santos, descendentes nas Missões (São Luiz Gonzaga).
SÃO FRANCISCO DO SUL
Os estudos genealógicos nunca podem ser dados por findos, ultimados, vez que sempre
somos surpreendidos por novas descobertas, outras informações, o que faz disso um
característico próprio desses estudos. Foi o caso de nossos escritos publicados nesta prestigiada
Revista, nos volumes 14 16 e 17, tratando do fundador de São Francisco do Sul e de sua
descendência. Dá-se o caso, outrossim, do nosso ensaio “O Primeiro Cirurgião de São Francisco
do Sul”. Sabemos agora que o Cirurgião Marcelino Lopes de Falcão, enviuvando de sua primeira
mulher, passou a segundo leito, deixando numerosa prole no vizinho Estado do Rio Grande do
Sul, tirante o Pe. Marcelino Lopes Falcão, que é filho do primeiro leito. O cirurgião foi dar
frutos no pomar alheio. O Sr. Nelson Jorge, morador em Bruxelas, Bélgica, transmitiu-nos mais
algumas informações.
O Cirurgião-Mor Marcelino Lopes Falcão faleceu em São Borja (RS), aos 30/X/1841,
sendo seu obituário lavrado por seu filho padre: “tendo de idade setenta e seis annos, quatro
mezes e vinte e oito dias, com testamento”. Veja-se a precisão! O nome “Falcão” não aparece no
batismo de Paulo, o pai do cirurgião, nem no de seus irmãos Antônio, Brás e Caterina, mas
apenas Lopes, até mesmo para os pais, ou seja, em nenhum dos documentos lusos consta
“Falcão”. O lugar “Sandoval” não existe em Portugal. Era a Vila de Sardoal, que fica no Distrito
de Santarém, na fronteira com o da Guarda, “de cujo bispado antigamente fazia parte”.
Brás Lopes, o pai de Paulo, casou duas vezes em Portugal. Na primeira vez, aos
30/VIII/1699, o pai foi indicado como incógnito e já defunto, sendo que a mãe, Sebastiana
Antunes, é dada como natural de Sardoal, batizada na freguesia de S. Tiago, Bispado da Guarda,
moradora na freguesia de Santa Cruz da Cidade de Lisboa. No segundo leito, o pai é dado como
Manoel Lopes, já defunto. Parece que houveram só filhos do primeiro leito.
Na segunda vez, o Cirurgião-Mor Marcelino Lopes Falcão foi casado, no ano de 1818,
com Francisca Antônia Lopes, finada em S. Borja, aos 31/X/1841, com quem teve os filhos:
Epifânio Lopes Falcão, nascido depois de 1801, em S. Borja, casado, por seu turno, com Maria
Antônia Vieira Rebello, antes de 1858, que foi alferes do exército e escrivão público substituto
em S. Borja; Francisco de Borja Falcão, nascido depois de 1801, também em S. Borja (RS),
casado com Rita Guedes Falcão, antes de 1857, que foi sargento do 6º Corpo de Cavalaria de
São Borja; Fidêncio Lopes Falcão, nascido à roda de 1820, em São Luís Gonzaga (RS), casado
com Gertrudes Maria Machado de Almeida, aos 28/VII/1848, em S. Borja, que chegou ao posto
de coronel da Guarda Nacional; e João Lopes Falcão, nascido à volta de 1835, em S. Borja
também, casado com Ana Emília Silva, aos 10/VIII/1860, e, enviuvando, passou a segundo leito,
aos 10/VI/1871, com Antônia Cândida Dias, chegando a tenente da Guarda Nacional. Sua
descendência não ficou tão-só em São Borja, mas também em Santa Maria, Bagé etc.
Sabemos agora, e só agora, que há mais informações acerca do Capitão-Mor Gaspar
Coqueiro, o sogro do fundador de S. Francisco do Sul. Grafou-se, outrossim, “Gaspar
Conqueiro, fidalgo da casa real, natural de Triana, piloto que fora do navio “São Nicolau”, da
arma de D. Diogo Flores de Valdés”. Em 1612, foi substituído por Luiz de Freitas Mattoso, no
cargo de loco-tenente da Capitania de S. Vicente. Fonte recente, baseada em Américo de Moura,
grafa Gaspar Conqueiro, supostamente espanhol, “que se estabeleceu em Santos, onde casou
antes de 1590”, sendo que, “em 1597, já se encontrava residindo em São Paulo”, onde foi
vereador, no ano de 1599, capitão-mor loco-tenente, no 1607, voltando “a residir em Santos”,
sendo ainda vivo em 1611, “quando levantou o pelourinho em Mogi das Cruzes”.
A primeira erronia a corrigir é quanto à família Silva Mafra. Por gentileza de nosso amigo
Inácio da Silva Mafra, tomamos conhecimento de três assentos eclesiásticos que alteram o já
escrito anteriormente. O primeiro deles é da Matriz de N. Sª do Desterro, lavrado no livro nº 3,
fl. 47, com data de 23/I/1783, por via de que se fica sabendo que José da Silva Mafra, viúvo de
Luiza Rosa de São José, passa a segundo leito com Maria do Rosário Soares, natural do
Desterro, filha de Silvestre Soares e de Luzia de Jesus. A segunda mulher de José da Silva
Mafra, D. Maria do Rosário Soares, não era filha de Baltazar Soares Louzada, como ousamos
supor, encorajados por Cabral e Fontes.
O segundo termo eclesiástico, agora da freguesia de Santo Antônio de Lisboa, lavrado no
livro nº 3, à fl. 63, com data de 23/X/1783, é o batismo de Marcos, “natural desta freguesia de N.
Sª das Necessidades”, filho do Capitão José da Silva Mafra, nascido e batizado na Vila de Mafra,
Patriarcado de Lisboa, e de D. Maria do Rosário Soares, neta paterno de Domingos Delgado e de
Domingas da Silva, lusos, e materno de Silvestre Soares, admitido na Irmandade do Senhor dos
Passos em 1767, e de Luiza da Conceição, sendo padrinho o Tenente Jacinto Jorge dos Anjos.
O terceiro, também da Matriz de N. Sª do Desterro, feito no livro nº 14, à fl. 74, aos
22/X/1833, dá conta do batismo de Manoel, filho do Major Marcos Antônio da Silva Mafra e de
D. Maria Rita da Conceição, neto paterno do Capitão José da Silva Mafra, natural de Portugal, e
de Maria do Rosário Soares, natural do Desterro, e materno do Capitão Manoel José Ramos,
natural da Portugal, e de Antônia de Jesus, natural do Desterro, tendo por padrinho o Coronel
José da Silva Mafra, por procuração apresentada por Joaquim Luiz Soares, sendo madrinha D.
Luiza Maria da Silva. Está visto que o coronel era filho do capitão, sendo provável que o
padrinho fosse filho de Silvestre Soares e a madrinha da família Silva Mafra.
A mesma fonte informou-nos, outrossim, que o Padre Francisco José Ramos era filho do
casamento de Manoel José Ramos com Ana Maria de Jesus, ao passo que Maria Rita o era do
segundo leito, com Antônia de Jesus.
Em que pese esta retificação, cumpre notar que os Mafras estavam ligados ao fundador de
São Francisco do Sul pelo segundo leito de Manoel José Ramos, o luso, com Antônia de Jesus,
vez que esta era filha, como já se viu, do Capitão Antônio Rodrigues Rochadel e de D. Maria
Clara, neta paterna de Domingos Antônio Rochadel e de Antônia de Sousa, esta, à sua vez, filha
do Capitão Salvador de Sousa Brito, natural de São Sebastião, e da francisquense Theodósia
Rodrigues Velha.
Encontramos, outrossim, na Capela de São Miguel da Terra Firme, aos 29/XI/1817, o
casamento de João da Silva Mafra, filho do Capitão Francisco da Silva Mafra e de D. Maria
Leonarda de Jesus, com Laureana Rosa de Jesus, filha de Francisco de Sousa Xavier e de Rosa
Joaquina de Jesus. No mesmo livro, verificamos o casamento de Fortunato da Silva Mafra,
natural da freguesia de N. Sª das Necessidades, também filho do Cap. Francisco da Silva Mafra e
de D. Maria Leonarda das “Neves”, com Thomásia Rosa da Conceição, filha de Manoel
Antônio... (ilegível)... e de Helena Rosa, aos 20/I/1820.
Antes da Independência do Brasil, o Inspetor do Corte de Madeiras era D. Antônio
Mendes de Carvalho, luso ao que supomos, que deve ter retornado a Portugal, ou ido para a
Corte do Rio de Janeiro, pois não há mais registros dele. Encontramos um registro eclesiástico
deveras instigante dessa personagem, na Capela de São João Batista de Itapocoróia, filial da
Matriz de N. Sª da Graça do Rio de S. Francisco do Sul. Foi o batismo de Carolina, aos
23/III/1841, nascida aos 13 daquele mês, filha natural de Maria de Jesus e de pai incógnito, neta
paterna de Antônio, sem outros nomes, e de Joana Maria da Trindade, “naturais da freguesia de
Santo Antônio de Santa Catarina”, tendo por padrinhos Dom Antônio Mendes de Carvalho,
Cavalheiro Professo das Três Ordens Militares de Cristo e da Conceição, e Juliana da Silva. O
termo é firmado por Frei Martinho Joaquim de Olindem. Tudo indica uma genitora natural da
personagem questionada.
De D. Laura de Saint-Brisson Ferrari, moradora no Rio de Janeiro e casada com um
catarinense, recebemos a informação de quem foi Virgínio da Gama Lobo, referido pelo exímio
mestre Walter Fernando Piazza, em verbete de sua autoria no Dicionário Político Catarinense.
Virgínio da Gama Lobo nasceu na freguesia de N. Sª da Saúde de Poço da Panela, em Recibe
(PE), aos 15/III/1843, filho legítimo de João Baptista Pereira Lobo e de Maria Thomásia Taveira
Nunes da Gama, neto paterno de João Baptista Pereira Lobo (Manoel Pereira Lobo, natural de
Lamego, e Maria Josefa do Espírito Santo, natural do Recife) e de Maria Francisca de Gusmão
(Phillppe Rodrigues Campello e Inês Francisca de Gusmão), não se tendo notícias dos avós
maternos.
Foi batizado, aos 24/1843, pelo padre beneditino Mestre Miguel do Sacramento Lopes
Gama, irmão do Visconde de Maranguape, ambos filhos de João Lopes Cardoso Machado e de
Ana Bernarda do Sacramento Lopes Gama, que era conhecido como “O Carapuceiro”, mercê de
seus escritos no jornal “O Conciliador Nacional”. Padrinhos foram o Dr. José Thomas Nabuco
D’Araújo e sua mulher Ana Benigna Pareto Nabuco, os pais de Joaquim Aurélio Barreto Nabuco
de Araújo, autor de “Um Estadista do Império”. Virgínio seria irmão de Ovídio da Gama Lobo,
nascido no Recife, aos 29/9/1836, e falecido em São Luiz do Maranhão, aos 19/9/1871, onde foi
jornalista, escritor, bacharel em Direito, Secretário da Província do Ceará e Promotor Público do
Recife.
Virgínio da Gama Lobo casou com sua prima Maria Carolina Âncora da Luz, filha de
Francisco Carlos da Luz e de Maria Bárbara de Moraes, sabendo-se que Francisco Carlos da Luz
era primo-irmão do Governador Hercílio Pedro da Luz, ilustre Governador de Santa Catarina,
sendo padrinhos de casamento o Tenente-Coronel Ayres Antônio de Moraes Âncora,
Guilhermina Conde de Bellegarde e Maria Ludovina Âncora, depois casada com um Lins de
Vasconcellos. Padrinhos de batismo de Maria Carolina foram o Marechal-de-Campo Firmino
Herculano de Moraes Âncora, natural de Lisboa, onde nasceu aos 25/9/1790, finado no Rio de
Janeiro, aos 17/VII/1862, e D. Maria Carolina Duarte Silva Luz. Irmãos de Maria Bárbara de
Moraes Âncora, a mãe de Maria Carolina, foram o Tenente-Coronel Ayres Antônio de Moraes
Âncora, o Marechal-de-Campo Firmino Herculano de Moraes Âncora e Maria Ludovina de
Moraes Âncora, razão por que os nubentes foram dispensados do impedimento de
consagüinidade em 3º grau, porquanto a avó materna de Maria Carolina era irmã do pai de
Virgínio.
Da prole deles, são conhecidos apenas dois filhos: Maria Leonor Âncora da Luz, casada e
com descendência, e o Engenheiro Carlos Âncora da Luz Gama Lobo. O sobredito Marechal-de-
Campo Firmino Herculano de Moraes Âncora, casado com Francisca Ludovina de Gusmão
Lobo (João Baptista Pereira Lobo e Maria Francisca de Gusmão), lisboeta, era filho de José
Joaquim Batista Âncora e de Maria Bárbara de Moraes.
No Archivo Nobiliárchico Brasileiro, publicado em Lausanne, no ano de 1918, há
referências ao Coronel Chefe da 2ª Legião da Guarda Nacional do Recife Francisco Joaquim
Pereira Lobo, tio de Virgínio da Goma Lobo, bem como de seu primo Francisco Leopoldino de
Gusmão Lobo, ambos com títulos de nobreza, sendo que o último era comendador da Imperial
Ordem da Rosa. José Maria da Luz, seu antepassado, filho de do Major de Ordenanças José
Antônio da Luz e de Maria Joaquina dos Passos, foi casado, em primeiras núpcias, com Clara
Francisca da Costa, filha do Sargento-Mor Francisco Antônio da Costa e de Ana Francisca da
Costa.
O Vale do Itajaí se ressentia de um relato completo sobre a família do Tenente-Coronel
José Henriques Flores Sênior3, que não usava o agnome, e cuja lacuna histórica acaba de ser
preenchida com excelente obra. Sabe-se agora que o Tenente-Coronel José Henriques Flores,
nasceu no município de Pirai, Rio de Janeiro, aos 27/I/1809, data de seu batismo o batismo foi
em Pirai, mas pode ter nascido no ano de 1801, mais precisamente em São João Marcos, mais
tarde Santana do Piraí, onde casou com Maria Clara da Conceição Breves da Silveira, da família
Souza Breves. O casamento se deu, em 1836, num oratório particular na fazenda de Tomás de
Sousa Breves, o avô de Maria Clara da Conceição Breves da Silveira.
O pai de José Henriques Flores Sênior, Nicolau Henriques, era natural da freguesia de São
Pedro da Ponta Delgada, Concelho de Santa Cruz, na Ilha das Flores, e casou na atual Resende
(RJ), pois sua mulher Josefa Maria (ou Maria de Jesus ou Maria das Dores) era natural de lá. O
dito Nicolau Henriques foi agraciado com sesmaria em São João Marcos, registrada em 1822.
São retificadas algumas erronias do nosso Dicionário Político Catarinense. De D. Anisete Maria
Schmitt, moradora em Brasília (DF), recebemos informações suplementares. Assim é que
Agostinho D´ Aquino Flores – neto de José Henriques Flores e filho de Thomas de Aquino
Flores - é o pai do Almirante Mário César Flores.
Thomas de Aquino Flores, nascido em 02 de Outubro de 1860, era irmão gêmeo de
Adelaide Silveira Flores. Raymundo Aquino da Silveira Flores, tenente do Exército Brasileiro na
Guerra do Paraguai, faleceu na Batalha de Curuzu – solteiro, sem descendentes. O professor dos
Flores foi Antônio Machado de Oliveira, francisquense, que foi para Gaspar com sua mulher
Valentina Firmina da Graça, com quem teve a filha Maria Luzia de Oliveira, casada com José
Henriques Flores Filho, Prefeito de Blumenau e sem geração, pois dois filhos morreram em
criança. Colho do ensejo para informação que, segundo informação familiar, meu avô paterno o
federalista e capitão Antônio Fernandes do Nascimento, primeiro do nome, mercê de nascer no
dia de Natal, e sua mulher D. Ana Eleotéria da Costa Nascimento foram os padrinhos de D.
Sinhá, D. Adelaide Flores Konder – Adelaide Silveira Flores acima mencionada, casada com
Marcos Konder.
O Sr. Luiz Fernando Leite de Carvalho informou-nos, mui gentilmente, que Maria dos
Passos Duarte, natural de Curitiba, sua oitava avó, casou, após viúva do Capitão Antônio Bicudo
Camacho, o velho, natural de São Paulo, tio do Pe. Mateus de Leão, com Manoel Gonçalves
Ribeiro, na Laguna, nascido no Porto, à roda de 1650, com quem teve a filha Isabel Gonçalves
Ribeiro, na Laguna casada, à volta de 1724, com o Capitão-Mor João Rodrigues Xavier Prates,
nascido em Évora, em torno de 1695. Esse último casal, sétimos avós do informante, obteve
sesmaria na Aldeia dos Anjos, atual Gravataí, na Grande Porto Alegre, onde o dito João também
foi capitão-mor.
Após sua morte, em 1766, seu filho de mesmo nome, João Rodrigues Xavier Prates, foi
também capitão-mor de lá. Isabel Gonçalves Ribeiro morreu depois de 1766, pois nesse ano foi a
inventariante dos bens de seu finado marido, processo esse que se encontra ainda no Arquivo
Público do Rio Grande do Sul. Da mesma fonte é a informação de uma Clara Maria Manso,
nascida e batizada na freguesia de N. Sª do Desterro e falecida em Cachoeira (RS), com 60 anos,
provavelmente aparentada com o Cap. Manoel Manso de Avelar, que foi casada com o Alferes
Antônio da Silveira Ávila e Matos, natural da Ilha de São Jorge, com quem teve o filho
3
Informações desse ramo verificadas e complementadas por Renato Pimazzoni.
Raimundo Silveira Santos, batizado em Rio Pardo, aos 16/XI/1760, casado, por sua vez, com
Inocência Maria de Bittencourt, pais de Clara Florinda de Avelar, primeira mulher do Capitão
Fidélis Nepomuceno de Carvalho Prates.
Do Amigo Gilson Nazareth, morador no Rio de Janeiro, recebo a informação sobre
Antônio Jorge Zuzarte, nascido em Lisboa Ocidental, freguesia de São Julião, falecido antes de
1769, filho de Luiz Zuzarte e de Joana Rosa, tendo casado, na Colônia do Sacramento, aos
15/VI/1737, às 15 h (Liv. n. 17), com Rita Maria de Freitas, natural da Colônia do Sacramento,
filha do Alferes de Ordenanças Manoel de Freitas e Maria Pinto, com quem teve as filhas: Ana,
nascida na Colônia do Sacramento (Liv. n. 2, fl. 16 v.), e Antônia, também lá nascida (Liv. n. 2,
fl. 23 v.). Rita Maria era irmã inteira de Luiza Maria, casada, em 1724, com o Alferes João
Teixeira Carneiro, e Ana Maria, nascida na Colônia do Sacramento, lá casada, à roda de 1730,
com Antônio Rodrigues Pereira. Aliás, o bom Gilson ressalvou que a pesquisa é de Dalmiro da
Motta Buys de Barros. Temos a continuação parcial em Santa Catarina.
Encontramos, aos 15/XII/1751, o batismo de Vicente, filho legítimo do Alferes Antônio
George Zuzarte e de Rita Maria Pinto, “ambos naturais do Reio e agora moradores neste
freguesia”, tendo por padrinhos o Tenente Manoel da Rocha e o Almoxarife Antônio da Cruz
Teixeira. Esse deve ser o Capitão Vicente Zuzarte Pinto, casado com D. Damiana Zuzarte, com
quem teve a filha D. Maria Graciana Zuzarte, natural de São Miguel da Terra Firme, casada, na
Matriz de N. Sª do Desterro, aos 08/IV/1806, com Policarpo José de Campos, natural da
freguesia de N. Sª das Necessidades, filho do então Major Alexandre José de Campos, viúvo de
D. Luísa Leonarda, e de sua segunda mulher D. Ana Ignácia Soares, esta filha de Manoel José da
Rocha e de Joana Inácia Soares. Alexandre José de Campos morreu em Porto Alegre, no posto
de Coronel de Milícias. Vicente era irmão do Licenciado Manoel Zuzarte Pinto.
O Cel. Alexandre José de Campos e Ana Soares de Campos tiveram a filha Joana Leonor
de Campos, casada, por seu turno, com o Major Francisco Luiz do Livramento, filho do
Tenente-Coronel José Luiz do Livramento e de Ana Maria Francisca de Jesus, neto paterno de
Vicente Luiz da Costa, natural de Paranaguá, e de Sebastiana Teresa de Jesus, natural da Ilha
Terceira, e materno de Thomaz Francisco da Costa (v. acima), natural da Ilha do Faial, e de D.
Helena de Jesus. Um Sargento do Regimento da Ilha de Santa Catarina, de nome José Joaquim
de Campos, natural de Lisboa, era filho do Capitão de Infantaria Leonardo Luciano de Campos e
de Leonor Josefa, já finada em 1770, sendo avós Pedro de Oliveira Campos e Felipa Maria, bem
com João de Faria e Luiza Maria.
Outra filha do casal foi D. Aniceta da Conceição Coimbra, casada com o Coronel Manoel
Soares Coimbra, pais do Capitão Manoel Soares Coimbra, casado no Desterro, aos 19/X/1795,
com D. Ana Maria de Oliveira, filha do Tenente Antônio José da Costa, natural do Desterro, e de
D. Páscoa Maria de Jesus, neta paterna de Thomas Francisco da Costa e de Mariana Jacinta
Vitória, e materna de Caetano Silveira de Matos, o primeiro morador de Palhoça (SC), e de
Catarina de Jesus. O Coronel-Governador Manoel Soares Coimbra e sua mulher D. Aniceta
Zuzarte da Conceição Coimbra também foram pais de D. Maria Joaquina da Conceição
Coimbra, casada, na Ilha de Santa Catarina, em 1º/XII/1792, com o Tenente-Coronel José da
Gama Lobo Coelho, natural da Vila de Olivença do Bispado de Elvas, filho do Cel. Fernando da
Gama Lobo Coelho e de D. Ana Josefa de Melo d’Eça e Faria.
Outra filha do primeiro casal, Anna Zuzarte, foi casada com Albano de Sousa, com quem
teve o filho Floriano (?) de Sousa Osório Correia de Azevedo, casado, à sua vez, aos
09/XI/1781, com Bernarda Theresa de Jesus, natural da freguesia de N. Sª das Necessidades,
filha de Ignácio da Costa Cardoso e de ... (ilegível)...da Conceição. Ana já era viúva em 1774 e o
nome completo de seu marido era Albano de Sousa de Azevedo. Viera do Rio de Janeiro e fora
almotacé da Câmara no ano de 1757. Também tiveram uma filha de nome Maria Osório Correia
de Azevedo.
O Capitão Vicente Zuzarte Pinto de Freitas e D. Damiana Perpétua Zuzarte, naturais da
freguesia de N. Sª do Desterro da Ilha de Santa Catarina, foram pais do Tenente Vicente Zuzarte
de Freitas, morador na Penha, onde casou, aos 30/VII/1815, após vida marital, com D. Maria
Tomásia Zuzarte, natural da Capela de S. João Batista de Itapocoróia, filha de Tomás Dutra dos
Santos, natural do Rio de Janeiro, e de Ana Gonçalves de Farias, neta paterna de João Inácio e
de Josefa dos Santos, esta da Ilha do Faial, e materna de Inácio Rodrigues de Farias e de Natávia
Gonçalves, esta morta aos 12/XII/1793, com cerca de 65 anos, na Penha. consoante o batismo da
neta Mariana, aos 23/X/1821, tendo por padrinhos o Capitão Miguel Gonçalves dos Santos
Júnior e D. Mariana Barbosa dos Santos, casados. Em fins de 1830, uma Ana Zuzarte casou, na
Penha, com Manoel Leal.
Sabe-se que o Capitão Antônio Marques de Arzão, o companheiro do Cel. Antônio José da
Costa na abertura do caminho que ligada a Ilha de Santa Catarina a Lages, no ano de 1790, era
filho de Manoel Marques Arzão, segundo o Sr. Mauro Esteves, emérito pesquisador gaúcho, e de
Joana Garcia de Jesus, ambos naturais de Parnaíba (SP), neto paterno de Manoel Marques de
Carvalho, natural de Portugal, de Isabel Rodrigues de Miranda, natural de Parnaíba (SP).
Esse último casal teve os seguintes filhos: Domingos Rodrigues Arzão, casado com Luiza
Francisca, esta filha do Guarda-Mor Antônio Garcia da Cunha (Garcia Rodrigues Moniz e
Catharina de Unhatte, filha de Antônio da Cunha Gago, o “gambeta”) e de Maria Antunes
Cardoso (Thomé Portes de El-Rei e Juliana de Oliveira), com geração; Maria Marques de
Carvalho, casada com o Tenente Manoel Rodrigues Fan, natural de Portugal; Manoel Marques
Arzão, casado com Joana Garcia de Jesus, pais do sobredito Antônio Marques Arzão,
companheiro de Antônio José da Costa, na heróica empreitada da abertura da estrada; e
Feliciano Rodrigues de Carvalho, casado com Josefa Soares, irmã inteira de Joana Garcia, acima
referida.
Note-se que o segundo capitão-mor de Lages (SC), Bento do Amaral Gurgel, era irmão
germano de José do Amaral Gurgel, natural de São Paulo, casado, no ano de 1772, em Parnaíba,
com Maria do Nascimento, filha de Manoel Marques de Arzão, de Parnaíba, e de Joana Garcia,
neta paterna de Manoel Marques de Carvalho e de Isabel Rodrigues de Miranda, e materna de
Álvaro Soares Fragoso, de Taubaté, e de Catarina Garcia de Unhatte, da mesma vila, esta filha
do Cap. Antônio Garcia da Cunha e de Maria Antunes Cardoso, neta paterna de Garcia
Rodrigues Moniz e de Catharina de Unhatte, natural de S. Paulo.
Antônio Correia Pinto, o fundador de Lages, era cunhado, por sua mulher, Maria Benta
Rodrigues, de Isabel Maria de Oliveira, casada com o Tenente João Rodrigues Fam, filho do
Tenente Manoel Rodrigues Fam e de Maria Marques Carvalho, por esta, neto de Manoel
Marques de Carvalho e de Isabel de Miranda. O sobredito Antônio José da Costa era filho de
Thomaz Francisco da Costa, natural da Ilha do Faial, morto com 73 anos aos 115/VI/1796, e de
Mariana Jacinta da Vitória, casados no Desterro, aos 29/IV/1750, neto paterno dos açoritas
Miguel Vieira de Melo e Helena de Jesus, e materno de Francisco Dutra de Faria e de Maria de
Faria; e casou com Páscoa Maria de Jesus, filha de Caetano Silveira de Matos, o da Palhoça
(SC), e de Catarina de Jesus, tendo falecido no posto de Coronel de Milícias, aos 27/V/1817.
O Professor Ricardo Costa de Oliveira, da UFPR, forneceu-nos a relação dos descendentes
de Alfredo Nóbrega de Oliveira e de Alexina de Souza Lobo de Oliveira. Foram eles:
1. - Joel Nóbrega de Oliveira (1900-1971, funcionário público, casado com Dinorah
Andrade de Oliveira (1903-1989), com os filhos:
a) Fernando Andrade de Oliveira (1926), advogado, aposentado como Procurador da
República e Professor Titular de Direito Administrativo da Universidade Federal do Paraná,
casado em primeiras núpcias com Therezinha Lemberg de Oliveira (1930), com os filhos
Fernando Luiz (1950), Paulo Sérgio (1951), Therezinha Maria (1954) e Sônia Maria (1957).
Divorciado, casou-se com Odília Ferreira da Luz Oliveira (1944), aposentada como
Subprocuradora-Geral da República;
b) - Alfredo Andrade de Oliveira (1928), economiário aposentado, casado com Eveline
Machado de Oliveira, com os filhos José Alfredo e Marcela;
c) - Maria Aparecida de Oliveira Rezende (1930), casada com Octavio Luiz de Rezende
(1926), oficial do Exército, com os filhos Ângela, Octávio, Marcos e Maria Aparecida;
2. - Adelaide de Oliveira John, posteriormente Adelaide de Oliveira Schlemm (1902-
2000), casada em primeiras núpcias com Érico John, tabelião, com as filhas Dora (1925) e Nora
(1927). Viúva, casou-se com Alfredo Schlemm, médico, tendo a filha Carme N Sílvia;
3. - Celso Lobo de Oliveira, oficial do Exército, casado com Ivone Simas de Oliveira, com
os filhos Ivan, Celso, Raul e Maria Helena. Viúvo, casou-se com Fanny, sua prima (filha de
Alceu Celestino de Oliveira e Maria José de Oliveira, irmã de Alfredo Nóbrega de Oliveira);
4. - Numa Brasil Lobo de Oliveira, oficial do Exército, casado com Anecy (“Chétale”) von
Hartenthal de Oliveira, com os filhos Cleonice e Numa;
5. - Heloísa Emília (“Lusa”) de Oliveira Xavier Leal (1908-1993), casada com o oficial do
Exército Irapuã Xavier Leal, com as filhas Eunice (“Nice”) e Therezinha;
6. - Emília Lobo de Oliveira, que, com cerca de 15 anos, morreu afogada na praia de Barra
Velha (SC), juntamente com seu cunhado Érico Joh N e dois jovens da família Bley, de Rio
Negro;
7. - Ainda solteiro, Alfredo Nóbrega de Oliveira teve com outra mulher o filho Arthur
Nóbrega de Oliveira, comerciário, casado com Ione Bohn de Oliveira, com quem teve a filha
Maria da Luz (“Luzinha”).
Outra informação colhida pelo Prof. Ricardo Costa de Oliveira, noticia que, segundo ele, e
concordamos com tal assertiva, “esclarece um dos maiores mistérios da genealogia meridional
de origem vicentina, a filiação de três Capitães-Mores do Rio de São Francisco”: “Um ofício da
Câmara de São Francisco do Sul de 19 de abril de 1770 apresenta três candidatos para o posto de
Capitão-Mor.
Em primeiro lugar vem o Sargento-Mor Antonio Tavares de Miranda, filho do falecido
Capitão-Mor João Tavares de Miranda e de Dona Clara Fernandes e neto do também Capitão-
Mor de São Francisco do Sul Sebastião Fernandes Camacho Em segundo lugar vem o Sargento-
Mor Domingos Correa, natural de Santarém, Portugal, filho de Manuel Nunes de Abreu e de
Anna Correa. Em terceiro lugar vem Bento da Costa Pereira, filho de João da Costa Pereira e de
Maria Gomes, natural da Vila do Conde, casado e “estabelecido nesta terra onde serviu como
Juiz Ordinário de Órfãos”. Provedor Presidente. Félix Gomes de Figueiredo. Juiz Ordinário.
Francisco Fernandes Dias. 1° Vereador Bernardo... 2° Vereador Manuel Francisco Braga. 3°
Vereador Amador Gomes de Oliveira. Procurador do Conselho. Clemente de Oliveira Falcão.
(Correspondência das Câmaras [Link] Catarina. Códice 110. Microfilmado como M
026-0-078. Arquivo Nacional).
Sabe-se que o Capitão-Mor Sebastião Fernandes Camacho foi casado com Margarida de
Siqueira, em primeiras núpcias, morta antes de 1720, e era filho de Capitão Antônio Bicudo
Camacho Sênior, natural de São Paulo, morto antes de 1712, e de Maria dos Passos Duarte,
natural de Curitiba, morta antes de 1721 (v. abaixo), neto paterno, talvez por linha de bastardia,
de Fernão de Camargo, o Tigre . A sobredita Clara Fernandes só poderia ser filha do aludido
Sebastião Fernandes Camacho, mercê de ostentar o mesmo apelido de seu irmão germano
Miguel Fernandes de Siqueira, escrivão em Curitiba. O 1º vereador deve ser o Bernardo de
Oliveira Falcão, segundo supomos.
Recebemos do Prof. Ricardo Costa de Oliveira mais um resultado de suas estuantes
pesquisas: “Documento da Câmara de Laguna descrevendo o que havia então registrado nessa
vila em 9/XI/1723. Títulos dos livros e mais papéis que há no cartório desta Vila de Santo
Antonio dos Anjos da Laguna. Inventário dos bens do Capitão Antonio Bicudo Camacho feito
pelo Juiz do Rio de São Francisco Joseph Vieira em 1712. Inventário que fez Joseph Pinto
Bandeira por morte de sua mulher Catherina de Brito feito pelo Juiz Domingos de Oliveira
Camacho no ano de 1715. Inventário por morte de Margarida Siqueira mulher de Sebastião
Fernandes Camacho sendo Juiz Baltazar Soares Lozada no ano de 1720. Inventário de Domingos
Alvares sendo Juiz Domingos de Oliveira Camacho em 1723. Inventário de Domingos André,
sendo Juiz Domingos de Oliveira Camacho em 1723.
Inventário de José Velho, sendo Juiz Sebastião Fernandes Camacho em 1723. Testamento
com que faleceu Antonio Bicudo Camacho no ano de 1720 – deve ser o filho do capitão de
mesmo nome! -. Testamento de Francisco Machado Chaves. Testamento em que faleceu Maria
dos Passos em 1721. Há várias referências a Manoel Manso de Avelar, Sebastião de Brito, Vito
de Brito e Estevão de Brito. Processos e devassas sobre assassinatos de pessoas e de índios na
região. Lázaro de Lemos, Escrivão da Câmara. Infelizmente era uma relação sobre esses títulos
sem conteúdo, papéis de há muito já perdidos “ (C00257. Laguna 25-IV-4. Arquivo do Estado de
São Paulo). Recentemente, o Prof. Ricardo Costa de Oliveira encontrou, na Cúria de São Paulo,
um processo matrimonial de 1738, onde um Miguel de Oliveira Camacho, filho de Damião
Camacho, natural do Rio de Janeiro, e de Ângela de Oliveira, morador no Rio das Mortes,
procurava atestar ter sido batizado pelo Vigário do Desterro, porquanto fora batizado pelo Pe.
Isidoro Tinoco e tivera como padrinhos José e Mariana Camargo. João de Oliveira Camacho,
irmão germano do referido Miguel, procurava atestar, em 1749, que fora batizado na freguesia
de N. Sª do Desterro de Juqueri pelo Pe. Manoel Tinoco, quando arrolou três testemunhas
Antônia Gonçalves Barbosa, Isabel Barbosa e Ana Pereira, sendo as duas primeiras aparentadas
com ele, que tinha sido batizado em perigo de vida por João Pires das Neves. A mim me parece
que foram batizados em outra freguesia, não na de N. Sª do Desterro da Ilha de Santa Catarina.
Brasílio Celestino de Oliveira descendia do paranaense Pedro Celestino de Oliveira, ligado
aos ervateiros que vieram para o Norte de Santa Catarina. Era filho do Tenente-Coronel José
Celestino de Oliveira Sênior, que não usava o agnome, e de D. Maria Benedita de Loyola, tendo
casado com Maria José Nóbrega, natural de São Francisco do Sul, filha do Tenente-Coronel José
Antônio de Oliveira Jr., que também não usava o agnome e por isso é confundido com seu
genitor, e de D. Emília Julieta Nóbrega de Oliveira, com quem teve o filho Alceu Celestino de
Oliveira e João Facundo Celestino de Oliveira. Suprida, pois, a lacuna do Dicionário Político
Catarinense.
Do pesquisador Gele A. Meurer, recebi informação sobre a família Bornhausen. O
primeiro parece ter sido Helnrich Bornhausen, casado com Maria Wollinger, que foram os pais
de Jacob Bornhausen, morto em 1º/I/1885, casado, por sua vez, com Johana Pütz, filha de
Michael Pütz, nascido em 1786, e de Maria Zirchen, nascida em 1788. Dito Jacob e sua mulher
foram pais de Luiza Bornhausen, nascida em 1º/II/1834, morta em Rochadel, casada com
Thomas Mathias Meurer, com quem teve o filho Pedro Thomaz Meurer, casado com Luiza
Reinert, filha de Nicolaus Reinert e de Maria Schmitz (1821-18/I/1901).
Pela internet, outrossim, recebi o pedido de informações do uruguaio Dr. Enrique Yarza
Rovira, “miembro del Instituto de Estudios Genealogicos del Uruguay”, acerca de seus
antepassados francisquenses: Maria da Conceição Barbosa, nascida em São Francisco do Sul,
por volta de 1750, filha legítima de Manoel Barbosa Calheiros, natural de S. Francisco do Sul, e
de Francisca Ribeira, ou de Siqueira, natural de Itu.
Podemos complementar: Ana Barbosa Calheiros, natural de S. Francisco do Sul, foi casada
com Afonso Ortegas, natural de São Paulo, com quem teve o filho Manoel Barbosa Calheiros,
natural de Iguape, casado, à sua vez, com Isabel Francisco de Lemos, natural de Cananéia, esse
último casal sendo os pais de João Barbosa Calheiros, natural de Iguape e viúvo de Luzia Leme
da Silva, casado em Curitiba, no ano de 1786, com Ana Gonçalves Teixeira, filha do luso
Antônio José Teixeira e de Maria Rodrigues de Moura, esta filha de Francisco de Linhares e de
Francisca Veloso. Segundo a mesma fonte, Manoel Barbosa Calheiros e Francisca de Siqueira,
ou Rodrigues, nascida em Itu, em torno de 1715, tiveram os filhos: Antônio Ribeiro Barbosa,
nascido em São Francisco do Sul em data desconhecida, casado em Rio Pardo, aos 11/X/1775,
com Maria Rosa, filha de Antônio Paieu, natural do povo de São Miguel das Missões, índio, e de
Margarida Mynendes; Gonçalo Siqueira Barbosa, nascido em São Francisco do Sul, outrossim, e
casou, no ano de 1779, com Clara Mendes de Jesus, natural da Laguna, filha de Manoel Mendes,
natural da Laguna também, e de Maria Pereira, natural da Ilha Terceira, moradores em Triunfo;
Maria da Conceição Barbosa Ribeira, avoenga do informante, nascida em São Francisco do Sul,
à roda de 1750, e casada em Rio Pardo, aos 28/VI/1769, com Vicente da Silveira, batizado em
São Pedro do Rio Grande, aos 04/IV/1752, filho de Lourenço da Silveira e de Ana Felícia de São
José, naturais de São Mateus, na Ilha do Faial, ou na Ilha do Pico; Joana Ribeira Barbosa,
nascida em S. Francisco do Sul, casada com Juan de Abiles, moradores em Montevidéu desde
1784; e João Barbosa Calheiros, casado, na Colônia do Sacramento, com Teresa dos Reis
Batalha, filha de Silvestre dos Reis Batalha e de Helena da Silva.
Dentre os soi-disant segundos povoadores da Ilha de Santa Catarina, não se descobriu
quem era o João Gonçalves Francês. Sabemos agora que era filho de João Gonçalves e de Joana,
moradores na cidade Bordeaux, freguesia do Carmo, França, casado com Maria Cardoso, natural
da freguesia do Rio de S. Francisco do Sul, filha de João Cardoso e de “Catarina de Lamil” –
deve ser Catarina Lamim -, da mesma Vila de São Francisco do Sul, que teve, em São Pedro do
Rio Grande, as filhas Ana, batizada aos 26/VI/1752, tendo por padrinhos Manoel Barros Guedes
Madureira, sargento-mor, e Teresa Pedroso; Maria, batizada aos 20/V/1747, tendo por padrinhos
Antônio Rodrigues Sardinha, casado, e Maria Barsosa, casada com Antônio Soares, sargento; e
mais a filha Cipriana Gonçalves, natural da Ilha de Santa Catarina, casada, no Rio Grande de
São Pedro, com Domingos Rodrigues Antunes, batizado aos 25/VI/1747, na freguesia de N. Sª
da Estrela, na Ilha de São Miguel, Bispado de Angra, filho de Manoel Rodrigues Nunes e de
Maria Rodrigues, já finados em outubro de 1750, moradores que foram na Vila da Ribeira
Grande. Esse último casal teve três filhos: Francisco, batizado aos 25/VI/1747, tendo por
padrinhos Antônio José Figueiroa, solteiro, e Florência do Rosário de Jesus, casada; João,
batizado aos 29/III/1749, tendo por padrinhos Manoel Gomes Braga e Inês de Lima; Brígida,
batizada em 1750, na Capela de Santa Ana, tendo por padrinhos Luís de Queirós e Francisca
Correia, mulher José Luiz de Queirós; e José, batizado aos 12/VII/1752, em casa, por
necessidade, por Inácio Correia, tendo por testemunhas Manoel Álvares de Carvalho e Florência
Pacheco.
Em São Francisco do Sul, terra natal de meu saudoso genitor Francisco de Assis
Nascimento, bem como de meu progenitor, o Capitão Antônio Fernandes do Nascimento,
revolucionário de 1893, encontrei achega que talvez interesse aos estudiosos do povoamento do
Sul do Brasil. Aos 10/II/1803, foi batizado João, filho legítimo de Francisco da Veiga Bueno,
natural de “São José da Curitiba”, como escrevia o pároco, e de Gertrudes Apolônia Bueno,
também natural de S. José dos Pinhais, neto paterno de Amaro da Veiga Bueno e de Narciza
Fernandes, naturais de Curitiba, e materno de João Bicudo e de Maria da Luz, naturais de S. José
dos Pinhais. Padrinhos o Pe. Bento Gonçalves Cordeiro e sua sobrinha D. Joaquina Anania
Dorothéia. Cremos fossem eles tropeiros que traziam o gado de serra acima, pois não deixaram
descendência lá.
O insigne pesquisador Marcelo Meira Amaral Bogaciovas estranhou o desconhecimento
que os lageanos têm de sua terra, no que permite às origens de Lages. Descende ele do segundo
capitão-mor daquela histórica cidade de Santa Catarina. Não faço por menos. É impressionante o
descaso de nossas autoridades constituídas com relação à História de São Francisco do Sul, o
marco inicial de Santa Catarina. Registros eclesiásticos, atas de vereança, autos de antigos
processuais etc., para dizer o menos, estão desaparecidos como verifiquei in loco. Não fosse o
zelo do Padre Juca, como já escrevi em outro espaço, e até mesmo os registros eclesiásticos de
1800 a esta parte já teriam desaparecido. Há aqueles que desdenham as pesquisas genealógicas,
mas, com a devida vênia dos que assim pensam, estão enganados epistologicamente, pois o
objeto da História é o ser humano, não os fatos, vez que estes não ocorrem sem aqueles agentes.
Esse preconceito contra os genealogistas vem de longe e é lamentável, vez que, se
quisermos deveras uma História de Santa Catarina completa, não podemos descurar de suas
personagens, de suas relações familiares, econômicas e políticas, bem como de toda a herança
cultural de que foram portadores. Um exemplo que fala por si mesmo é a História de Joinville.
Tudo começa em 1851, segundo certa ideologia. E o prejuízo, sobre ser econômico-financeiro
também, é maior na área cultural, pois se tem uma história pela metade, que os pósteros não hão
de aceitar, pois não escrita com a pena da verdade.
1- Cf. J. Ferreira da Silva, História do Município da Penha, Blumenau, Ed. do A., s.d., p.
14.
2- Cf. A. R. Nascimento, Os Segundos Povoadores do Desterro, em Blumenau em
Cadernos, t. XXXIII, dezembro de 1992, n. 12, p. 388.
3- Cf. Francisco Negrão, Genealogia Paranaense, Curitiba, Imprensa Paranaense, 1928, v.
3º, pp. 610-611.
4- Cf. João Machado Ferraz, Os Primeiros Gaúchos da América Portuguesa, 1980, Caxias
do Sul, Inst. Estadual do Livro, p. 64.
5 - Livro nº 5 de batismos da Matriz de N. Sª da Graça do Rio de S. Francisco do Sul.
O Capitão João Tavares de Miranda foi o fundador do ramo paranaense e catarinense dessa
família. De acordo com Ermelino de Leão, ele foi casado com Isabel Domingues e foi avaliador
em Curitiba em 1697 e escrivão em Paranaguá em 1699. Faleceu em Curitiba em 1710. O
inventário foi realizado pelo seu filho o Capitão Simão Borges de Cerqueira. Isso aponta que os
Tavares de Miranda também utilizavam os nomes típicos dos Borges de Cerqueira e logo
também temos uma possibilidade de filiação das duas Leonor Leme de Cerqueira de São
Francisco do Sul a partir dos Tavares de Miranda.
Os Tavares de Miranda eram uma típica família de especialistas na burocracia do antigo
regime. Do casal Antonio Tavares, c.c. Paula Moreira temos a descendência de parte do poder
político norte catarinense no século XIX e na República:
F 1 Isabel Maria de Jesus c.c. Francisco de Oliveira Camacho
N 1 Coronel Francisco de Oliveira Camacho (1784-1862). Grande proprietário rural.
Presidente de Câmara de São Francisco do Sul por várias vezes. Deputado Provincial por muitas
vezes.
N 2 Ana Maurícia da Trindade c.c. Capitão João Machado Pereira (irmão de Manoel
Machado Gallo). Antepassados do Antonio Roberto Nascimento que pesquisa a genealogia dos
irmãos Machado Gallo.
F 2 Maria Francisca do Espírito Santo c.c. Manoel Machado Gallo (irmão de João
Machado Pereira)
N 1 Rosa Leocádia Machado c.c Joâo Gomes de Oliveira
BN 1 Procópio Gomes de Oliveira (1859-1934) c.c. Maria Balbina de Miranda
Lemos, filha de Ponciano Antonio de Lemos com Bárbara Tavares de Miranda. Coronel da GN,
Prefeito de Joinville e Deputado Estadual. Bárbara era neta do Capitão-Mor Antonio Eugenio de
Miranda Tavares de acordo com as pesquisas do Antonio Roberto Nascimento, descendente do
casal capitão João Machado Pereira e Ana Maurícia de Trindade.
TN 1 Sarah c.c. Senador Carlos Gomes de Oliveira
TN 2 Plácido Gomes de Oliveira c.c. Alexina Stamm. Deputado
Estadual.
BN 2 João Gomes de Oliveira (1865-1935) c.c. Cesarina Adelina de Oliveira,
filha do Coronel José Antonio de Oliveira com Emília Nóbrega. Capitão da Guarda Nacional,
Vereador. (meus bisavós, Ricardo Costa de Oliveira)
POVOADORES DE LAGUNA
Vários4
§1
Domingos Leite Peixoto, natural de Santos e falecido a 10-V-1759 em Viamão. Teve filhos
com a “parda forra” Maria da Sobreira Pinto Silva, natural de Laguna e filha de e Ana Ribeiro,
pais de:
F 1 Izabel da Silva Leite, nascida cerca de 1700 em Laguna, casada com Inácio Gomes dos
Santos, também de Laguna, dito nos registros de batismos dos netos e filhos como “gentio da
terra”, filho de Manuel Gomes da Silva e Luzia Ribeira, ambos naturais de Laguna, Bispado do
Rio de Janeiro. Pelo que se constatou dos registros eclesiásticos, em 1755 Inácio e esposa eram
moradores nos Campos de Tramandaí, já em 1760 dados como residentes junto à Aldeia de
Santo Antônio da Patrulha. Pais de:
N 1 Marcos Gomes da Silva, nascido em cerca de 1735, em Laguna ou Lages ou,
ainda, Vacaria, conforme constam dos registros católicos e falecido cerca de 1790 em Cachoeira
do Sul ou Rio Pardo. Também citado como “gentio da terra”. Casou-se com Maria Gonçalves
(ou Alves) Braga, nat. de Laguna, filha de José Nunes (Alves) Braga (ou João Alves Braga) e
Rita Pereira.
O inventário de Marcos foi autuado em 1807 em Rio Pardo, onde dito que falecera há vinte
e tantos anos, oportunidade em que arrolados os seguintes bens: um terreno de matos; uma
morada de casas; 105 bois xucros; 34 éguas, 06 cavalos mansos; seis escravos, mais utensílios.
Pais de dez filhos:
BN 1 Marcos Gomes, nat. de Santo Antônio da Patrulha e casado a 08-XI-1806
em Cachoeira do Sul com Ana Maria da Silva, ali nascida, filha de Francisco Pais de Farias e
Teresa Maria da Silva.
BN 2 Antônio Gomes, nascido cerca de 1765. Em 1807, por ocasião do
inventário paterno, dado como ausente.
BN 3 Joaquina Maria, bat. 04-VIII-1773, Viamão, casada com Manuel
Fernandes Lima, casado em segundas núpcias com a cunhada Bárbara Maria da Silva, adiante.
BN 4 João Alves Gomes ou João Gonçalves Gomes, bat. 07-VII-1777 em Rio
Pardo e falecido em 1848 em Santa Maria, provavelmente em Dilermando de Aguiar, onde
residia. Casou cerca de 1813/1814 em Cachoeira do Sul com Maria dos Prazeres Cortes, nascida
cerca de 1793 em Lages e falecida em 1853 em Santa Maria, filha de Antônio Martins da Silva
ou Antônio Pereira Martins, n. Itu, e Joana Dias Cortes, n. Curitiba, já citados em título de
Salvador Nunes de Faria. Pais de treze filhos: Maria Dias Cortes c/c Antônio Martins de Moraes,
antepassados de Diego de Leão Pufal; Salvador Alves Martins; Policarpo Alves da Silva;
Angélica Alves Cortes; Teresa Alves Cortes, Manuel Alves da Silva; Inácio Alves da Silva,
Marcos Alves Martins; Maria Madalena; Antônio Alves Gomes; Ana Fausta e Fausta Alves
Cortes, residentes em São Gabriel e Santa Maria.
BN 5 Teresa, bat. 30-VIII-1779, Rio Pardo, gêmea de Bárbara. Em 1807
contava com 25 anos, solteira.
BN 6 Bárbara Maria da Silva ou Bárbara Alves Braga, bat. 30/VIII/ 1779 em
Rio Pardo, gêmea de Teresa, e falecida em 1826 em São Gabriel. Casou-se em Cachoeira do Sul
4
Anuário Genealógico Brasileiro VI, 223; Anuário Genealógico Latino, Vol 1 1919, pg 186; Aurorescer das
Sesmarias Serranas, de Sebastião Fonseca de Oliveira, Editora EST1996; 1º Livro de Batismos de Viamão, Fábio
Kuhn, Diego de Leão Pufal.
a 29/V/1794 com Manuel Fernandes de Lima5, filho do Ten. Antônio Fernandes de Siqueira e de
Maria Domingues de Guadalupe, antepassados de Cláudio Nunes Pereira.
BN 7 Manuel Gomes, bat. 23-V-1782, Rio Pardo. Em 1807 contava 23 anos,
solteiro.
BN 8 Manuel Leite, bat. 22-II-1785, Rio Pardo, gêmeo com Teodora. Em 1807
contava 22 anos, solteiro.
BN 9 Teodora, bat. 22-II-1785, Rio Pardo, gêmea com Manuel.
BN 10 Ana Maria da Assunção, n. 12-III-1788, Rio Pardo. Casou com
Vitoriano Antunes de Oliveira, n. Sorocaba, filho de João Lourenço Corim e Maria Nunes da
Silva, com descendência em Santa Maria e Alegrete.
N 2 Maria Ribeiro, nascida cerca de 1740 em Laguna. Casou com Francisco Ferreira
de Sampaio, n. freg. de N. Sra de Oliveira, Guimarães, Portugal e fal. 28-III-1768, filho de outro
do mesmo nome e de Isabel Ferreira. Pais de:
BN 1 Francisca, bat. 03-IX-1758, Viamão.
BN 2 Angélica, bat. 13-VII-1760, Viamão.
BN 3 Francisco, n. Viamão.
N 3 Marcelina, bat. 25/XII/1747, Viamão;
N 4 Ana, bat. 25-XII-1750, Viamão.
N 5 Manuel, bat. 25-XII-1752, Viamão.
N 6 Maria, bat. 23-XII-1755, Viamão.
N 7 Maria Teresa de Brito, bat. 12-I-1758, Viamão, casou com Félix Pedroso de
Moraes.
N 8 Jerônimo Gomes da Silva6, bat. 14-VII-1760, Viamão. Casou a 17-VII-1790,
em Cachoeira do Sul, com Joana Maria de Jesus, viúva de Paschoal Ferreira. Devem ser esse
casal pais de Inácio Gomes dos Santos c/c Hermenegilda de Souza, tronco ascendente das
famílias Gomes dos Santos e Genro.
F 2 Joana da Silva Leite ou Joana de Brito, nascida cerca de 1720 em Laguna, também
parda forra. Acredito (Diego Pufal) que seja outra filha natural de Domingos Leite Peixoto com
Maria Sobreira Brito ou da Silva, tendo em vista que: a) era natural de Laguna, parda forra,
assinava “Silva Leite” e às vezes o “Brito”, idêntico sobrenome da sua provável irmã Isabel; b)
nos batismos de seus netos constam como avós maternos, em alguns deles, Domingos Leite
Peixoto e Maria da Silva, parda forra; c) os seus descendentes seguiram com o patronímico
“Brito”. Joana casou com Salvador da Costa, também de Laguna, e geraram, pelo menos duas
filhas (cuja descendência foi citada in Presença Açoriana, por Moacyr Domingues):
5
Descendentes em Alegrete e em Cruz Alta.
6
Foi sesmeiro em Cachoeira do Sul.
N 1 Maria da Silva de Brito, do gentio da terra, nascida cerca de 1740 em Laguna.
Casou duas vezes, a primeira com Gaspar Fernandes, n. 1739 na freguesia de São Paio de
Agualonga, Coura, Portugal e fal. 13-V-1781, Santo Antônio da Patrulha, com quem teve treze
filhos, uma delas ascendente de Diego de Leão Pufal; a segunda com José Luís Godinho, n. freg.
de São Lourenço das Galveias, Ponte de Sôr, Portugal, filho de Luiz Rodrigues e Natária Maria,
de quem não deixou filhos.
N 2 Luzia Alves Passarinho, também parda forra, casada em 1759 em Viamão com
Vicente Ferreira do Rego, n. São Paulo, filho de José Rodrigues da Silva e Ângela de Siqueira,
pais de, ao menos, oito filhos.
§2
Ana da Guerra casada com Diogo da Fonseca Martins; pais de:
F 1 capitão José da Fonseca Peixoto, nat. da Laguna, casou com d. Luzia de Brito Guterres,
nat. de Laguna, filha de Agostinho Guterres e de d. Maria de Brito Peixoto, esta mais uma filha
de Francisco de Brito Peixoto e de uma índia carijó.
F 2 José, n. Viamão, 17/III/1784.
F 3 Joana, n. Viamão, 24/VI/1786.
§3
Vitor; falecido solteiro,
§4
Ten. Sebastião Francisco Chaves (ou Peixoto). Residia em Porto Alegre em 1785, quando
fez doação de sua estância para Manuel de Ávila. Faleceu solteiro;
§5
Ana de Brito, nascida cerca de 1678/1680 em Laguna casada com João de Magalhães, "o
Velho", filho de João de Magalhães e Maria Veloso. João nasceu1 em [Link]ão, Braga (PT). Ele
faleceu em 13/I/1771 em Viamão.
§6
Maria de Brito Peixoto, nascida em Laguna, casada com Agostinho Gutierres, natural de
Valença (ou Barcelona), em Castela, Espanha. Filho de Antônio Gutierres e de Clara. São os
pais, que descobrimos:
F 1 Ten. Felipe Guterres, nat. da Laguna, casou com d. Teodósia Maria do Nascimento,
nat. da Vila de São Pedro de São Pedro (Rio Grande), filha de Bartolomeu Lourenço de Avila e
de d. Antônia Vitoria de São João. Pais de:
N 1 Esméria, n. em Viamão a 25/VIII/1782;
N 2 Maria Joaquina, n. em Viamão, casada nessa vila dia 15/IV/1795 com Vicente
de Souza Marques, n. da Freguesia de São José (SC), filho de José de Souza Marques e Maria
Inácia, naturais da Ilha de São Jorge- Açores. Uma filha, d. Juliana Maria de Souza, casou com
Antônio de Melo Rêgo, viúvo. Esses são a origem dos Melo da região de São Martinho e Cruz
Alta
N 3 Ana, n. em Viamão a 29/XI/1784.
N 4 Humiliana Máxima Constância, n. em Viamão a 26/III/1788.
N 5 Manoel, n. em Viamão a 30/IV/1792.
N 6 Felicidade Perpétua, n. em Viamão a 14/IV/1793 ou em Alegrete. Casou-se com
Evaristo Francisco de Borba7, filho de Antônio Francisco Mendes e de Maria Santa de Jesus.
Evaristo nasceu em Encruzilhada do Sul. Pais de:
BN 1 Emília Francisca de Borba, c.c. Joaquim Fagundes dos Reis.
F 2 Francisco Guterres Peixoto - nat. da Laguna, casou com d. Maria Antônia de Jesus, nat.
da freg. do Senhor Bom Jesus de Iguape, bisp. de São Paulo, filha de Anacleto Correa Viegas e
de d. Angela Pereira,
N 1 Ana, n. em Viamão a 18/III/1786.
N 2 Constança, n. em Viamão a 17/VII/1788.
N 3 Fabiano, n. em Viamão a 4/VIII/1790.
F 3 Ten. Cláudio Guterres, nat. da Laguna, casado em 1ªs núpcias com d. Gertrudes dos
Santos Robalo, filha de Manuel dos Santos Robalo e de Maria Moreira Maciel. Com quem teve,
pelo menos:
7
Descendentes em Passo Fundo.
N 1 Clara Maria dos Santos, bat. 17/III/1749 (Viamão 1º, Fl. 13v). Padr.: pároco
Matheus Pereira da Silva, por procuração, natural da Ilha Terceira, e Maria Moreira Maciel,
natural de Sorocaba, casada com João de Magalhães; todos moradores e fregueses em Viamão;
N 2 Sebastiana. Bat. 27/I/1754 (Viamão 1º, Fl. 44v);
N 3 Antônio, bat. 4/III/1755 (Viamão 1º, Fl. 60);
N 4 Maria, bat. 7/V/1758 (Viamão 1º, Fl. 86v)
N 5 Tomaz Luís dos Santos Guterres, n. Viamão, casado com d. Violante Maria de
Jesus, n. Rio Grande, filha de Gregório José Gonçalves e de d. Josefa Maria. São os pais de:
BN 1 Joaquina Eufrásia dos Santos Guterres, n. 20/III/1783, casada com o
português José Joaquim de Azevedo8, viúvo de Rita Maria de Jesus, e filho de José Francisco de
Vila Nova d. Maria Domingas de Jesus.
BN 2 Nicolau, n. 22/V/1785.
BN 3 Ana, n. 3/IX/1787.
BN 4 Feliciana , n. 23/IX/1789
BN 5 Gertrudes, n. 18/X/179l.
O ten. Cláudio Guterres (F 3) casou a 2ª vez com d. Catarina Maria da Anunciação, nat. do
Rio Grande, filha de João Gomes de Oliveira e de d. Apolonia da Silva. Pais de:
N 6 Cláudio, n. em Viamão a 7/IV/1783.
N 7 Maria, n. em Viamão a 23/IV/1785.
F 4 Quitéria Guterres, n. de Laguna c.c Domingos de Araújo, natural da vila de Viana
bispado de Braga, f. Domingos Afonso Bandeira, natural da cidade do Porto, e s/m Catarina de
Araújo, natural da vila de Viana do Castelo. Eles tiveram os filhos:
N 8 Maria Josefa de Araújo, bat. Viamão em 22/III/1750. Casou em Rio Pardo a
22/I/1773 com José Ortiz da Silva9, nat. Garulhos, filho de Inácio Borges da Silva e de Maria
Vaz da Silveira (REVER). Pais de:
BN 6 Brig. Olivério José Ortiz, c.c. Febrônia Cândida da Cunha
Oliverio José Ortiz. Recebeu a referida sesmaria: Campos na fronteira do Rio Pardo, sitos
na margem do Quarahy que se dividem: pelo N. com os de Manoel Carvalho, terminando por
uma sanga que desagua no Quarahy; pelo S. com os de António José de Oliveira Guimarães, pelo
arroio Catim; pelo L. com uma conchilha que separa os de Henrique José Peixoto. D. Diogo de
Souza. 1814 49
8
São a origem dos Azevedo de Cruz Alta.
9
Descendentes em Alegrete e Uruguaiana.
BN 7 Maria Benedita de Camargo, nat. Rio Pardo, c.c. Sargento-mór João
Pedroso de Albuquerque10, filho de Jerônimo Pacheco de Albuquerque e de Nicácia Pedroso da
Silva.
BN 8 Ana Florinda de Araújo, nat. Rio Pardo, c.c. Cap. Florêncio Antônio de
Araújo, filho de Antônio de Araújo e de Rita Joaquina do Espírito Santo.
N 9 Mariana Antônia de Araújo, bat. 12/IX/1751;
N 10 Antônio de Araújo;
N 11 Feliciana Antônia de Araújo, bat. 4/IX/1753;
N 12 Brígida Antônia de Araújo, bat. 26/X/1760.
F 5 Ana Maria Guterres, c.c. Manoel Soares Pinto, fleg. Paulo Soares e Domingas Soares,
naturais de São Salvador de Carregosa, bisp. de Coimbra;
F 6 Maria da Anunciação, nasc. Laguna. Casou com Antônio Cardoso da Silva, filho de
Matias Cardoso da Silva e Antônia Maria. Antônio nasceu em Angra (Conceição), ilha Terceira.
Faleceu a 22/III/1818 em Viamão.
F 7 Luzia de Brito Guterres, nat. Laguna, casada com o Cap. José da Fonseca Peixoto, filho
de Diogo da Fonseca Martins e de Ana de Guerra, seu primo.
§7
Catarina de Brito, natural de Laguna casada com José Pinto Bandeira11, natural de
Valongo, região de Porto, Portugal, filho de Salvador Pinto Bandeira. Foi procurador do
Conselho de Laguna, e de d. Catarina de Brito, n. Laguna. Pais de:
F 1 Bernardo Pinto Bandeira foi casado com Maria Santa natural da Ilha São Jorge, Açores,
filha de Domingos Pacheco e Maria Páscoa, naturais da Freguezia de Nossa Senhora do Rosário
da Vila do Topo, Bispado de Angra, Ilha São Jorge, pais de:
N 1 Bernardino, batizado em Laguna casado com Joaquina de Souza Gonçalves;
N 2 Maria da Conceição Pinto Bandeira, bat. em 3/V/1752 (Viamão 1 º), casada com
Luiz Ignácio de Souza
10
Tronco dos Pedroso de Albuquerque em Alegrete.
11
José Pinto Bandeira (Marido de §7), natural de Valongo, em 2ªs núpcias casou com Inocência Ramires, natural de
Paranaguá- PR. São os pais de:
F 3. Salvador c.c. Maria de Brito fleg. de João de Magalhães, natural da cidade de Braga, e Ana de Brito, natural da
vila de Laguna. São os pais de:
N 1. Rita; Fl. 48; 14/IV/1754;
N 2 Benta Fl. 72; 2/IV/1756;
N 3 Manoel Fl. 88; 13/VIII/1758;
N 4 Ana Fl. 29v.; 8/X/1752;
F 4 José Ramires Pinto Bandeira, natural de Laguna, casado com Bernarda Gonçalves de Aguiar, filha de Antônio
Alves Martins e Luzia Gonçalves de Aguiar, naturais de Curitiba (Breviário pg 37 e Ponta Grossa). Pais de:
N 1 Francisco; 5/IV/1752 (1 º Viamão , Fl. 26);
N 2 Margarida 18/XII/1753 Fl. 42;
N 3 Ricarda Fl. 67; 23/IX/1755;
N 3 Ana Maria Pinto Bandeira batizada em Viamão em 26/VIII/1755 (Viamão 1 º,
Fl. 66)
N 4 Rosa Maria Pinto Bandeira batizada em Viamão em 26/XII/1759;
N 5 Josefa Pinto Bandeira batizada em Viamão em 16/VIII/1753 (Viamão 1 º, Fl.
36); casada com José da Silva Boeno;
F 2 Cap. Francisco Pinto Bandeira, n. e bat. a 1701 em Laguna, + 15/VI/1771, em Rio
Pardo, militar. Em 1734 mudou para o Rio G. do Sul, onde c.c. d. Clara Matilde de Oliveira, nat.
Colônia de Sacramento, filha de Antônio de Sousa Fernando, natural do natural de Valongo ou
Oliveira de Azemeis comarca da Feira bispado do Porto, e Apolonia Oliveira natural de Santa
Maria de Fermicho, bispado do Porto. Pais de:
N 1 Rafael Pinto Bandeira, n. 1738, Rio Grande de S. Pedro. 1ª vez, em Rio Pardo, a
17/X/1773, c.c. d. Maria Madalena, n. na missão de S. Lourenço (viúva de Santiago da Costa),
filha de Cândido Pereira e de d. Benedita Madalena; s/s.; 2ª. vez, c. c. d. Josefa Eulália de
Azevedo, n. Colônia do Sacramento, filha de José de Azevedo e Sousa e de Bernardina do
Espírito Santo. Pais de:
BN 1 D. Rafaela (30/XI/1797, +1/X/1888), c. c. Cel. Vicente Ferrer da Silva
Freire, C. s.
BN 2 D. Maria Josefa, casou-se e foi para Portugal.
Rafael Pinto Bandeira (Manuel Duarte): Foi este grande cabo de guerra
antigo fazendeiro em “Baqueria de los Piñares”. Seus domínios eram
contíguos aos de Bernardo José Pereira12. Em 1773, no quartel de Rio Pardo,
Rafael Pinto Bandeira vende a Antonio Luiz Correa de Queiroz, uma Estância
em Vacaria, com os seguintes limites: por uma banda, com campos do capitão
Bernardo José Pereira; pela outra com campos do Alferes Manuel da Fonseca
Paes; pela outra, com o furriel Lourenço Rocha, e fundos com o Rio das
Pelotas. Entretanto, Pinto Bandeira ainda é possuidor de campos, em Vacaria,
pois da Lista de 1781, consta o seguinte: - “O coronel Rafael Pinto Bandeira
extraiu todo o gado, e animais Cavalares, e deixou a Sua Estância
despovoada, vai a cinco anos mais ou menos”.
12
Seu cunhado.
Pinto Bandeira, a quem havia concedido pelo C. de Bobadella no anno de 1752 e confirmada por
Sua Magestade no ano de 1754, cuja sesmaria presentemente pára em poder dos ditos herdeiros
sem clareza alguma de cessão ou traspasse".
JOÃO BRÁS
João Brás, natural dos Campos de Goitacazes, atual Cidade de Campos (RJ), onde nasceu
em torno de 1663, morto nos Campos de Viamão, aos 14/VIII/1756, com 93 anos. Casado com
Maria Lopes , e de sua mulher Maria Lopes, "índia carijó, do gentio da terra" (sic), morta
também em Viamão, aos 20 de setembro de 1755. (no batizado de um filho de Salvador, a esposa
de João Braz consta como Maria da Costa, natural da vila de Laguna, filha de Manoel de Souza,
natural da vila do rio de São Francisco do Sul, e s/m Maria Ribeiro, natural de Laguna).
§1
Miguel Braz Lopes, [Link] dos Santos Maciel, fleg. Manoel dos Santos Robalo, nat. da
cidade de Braga, e s/m Maria Moreira Maciel, nat. da vila de Sorocaba;.
F 1 Pedro, bat. 29/VI/1750 (Viamão 1º, Fl. 18): Padr.: Francisco Manoel de Távora e Souza
e Rita de Menezes, ambos moradores em Viamão; a criança nasceu em 27/VI/1750
§2
Manoel Braz Lopes, natural da Laguna, onde nasceu de roda de 1709, morto em Viamão,
aos 14/IV/1779, perto dos 70 anos, deixando treze filhos. Foi casado com d. Francisca Moreira,
também natural da Laguna e morta em Viamão, aos 12/1/1789, com cerca de 70 anos de idade.
Era filha de Antônio de Mendanha, natural de Salvaterra e Luiza Moreira, nat. de Santos. Foram
pais de,:
F 1 Maria bat. 12/II/1749 (Viamão 1º, Fl. 11);
F 2 José, bat. 06/XII/1750 (Viamão 1º, Fl. 19v);
F 3 João bat. 09/VII/1752 (Viamão 1º,Fl. 27v);
F 4 Maria (2ª); bat. 19/VII/1754 (Viamão 1º, Fl. 52);
F 5 Timóteo bat. 31/I/1758 (Viamão 1º, Fl. 84v.);
F 6 Luzia Moreira c/c Antônio dos Santos Robalo, nat. vila de Sorocaba bisp. da São Paulo,
fleg. Manoel dos Santos Robalo e Maria Moreira Maciel;
F 7 major Florêncio Braz Lopes , nat. da Laguna, casou com d. Felícia Antônia de Jesus
(exposta) nat., do Rio Grande, filha natural de Antônio de Souza dos Reis Cardoso, homem
solteiro.
N 1 Maria, n. Viamão em 15-III-1783.
N 2 Luzia;
N 3 Isabel Moreira;
N 4 Maria Moreira
N 5 José Moreira Lopes;
N 6 João Moreira Lopes;
N 7 Maria Francisca Moreira;
N 8 Timóteo;
N 9 Feliciano Moreira Lopes;
N 10 Maria de Jesus Moreira;
N 11 Teodora Maria Moreira;
N 12 Prudêncio;
N 13 Vitorino
N 14 Ana Maria de Jesus. Descendentes nas Missões- Alegrete.
José Braz Lopes e de d. Catarina Machado, fleg. André Machado e Rosa Maria, naturais da
Ilha de São Jorge bisp. de Angra pais de:
F 1 Pedro bat. 21/II/1751 (Viamão 1º, Fl. 22);
F 2 Francisco bat. 19/III/1753 (Viamão 1º, Fl.32);
F 3 Maria, bat. 24/IX/1755; (Viamão 1º, Fl. 67);
F 4 Antônio; bat. 08/IX/1758 (Viamão 1º, Fl. 88v).;
F 5 d. Mariana Antônio da Conceição, nat. de Viamão, casada com José Jacinto de
Oliveira , nat. da Laguna, filho de Francisco Machado de Oliveira e de d. Francisca Xavier; pais
de :
N 1 Francisca, n. Viamão em 13-IV-1783.
N 2 Francisca, n. Viamão em 14-XI-1784.
N 3 Boaventura, n. Viamão em 30-XI-1786.
N 4 João, n. Viamão em 5-X-1788.
N 5 Leocádia, n. Viamão em 27-VLII-1790.
N 6 Joaquina, n. Viamão em 25-XI-1791.
N 7 Felisberto, n. Viamão em 25-V-1793.
F 6 d. Maria da Trindade, casada com João Dias Pereira, nat. da Freg. de N. S. do Rosário,
da Vila Nova do Topo, da ilha de São Jorge, filho de Amaro Dias Fagundes e de d. Isabel
Teixeira, pais de :
N 1 Joaquina, n. Viamão em 18-IX-1783.
N 2 Barbara, n. Viamão em 21-1-1785.
N 3 David, n. Viamão em 26-VIII-1786.
N 4 Domingos, n. Viamão em 10-V-1788.
N 5 Maria, n. 19-VIII-1791.
F 7 Antônio José Lopes — nat. de Viamão, filho de José Braz Lopes e de d. Catarina
Machado; casou com d. Maria de Jesus, nat. da freg. de Sant’Ana do Morro Grande, filha de
João Dias Pereira e de d. Ana de Jesus. 1 — José, n. Viamão em 28-V-1790.
Salvador Brás Lopes c.c. Bernarda Rodrigues (ou Ribeiro ou Silveira). Ambos naturais de
Laguna, pais de:
F 1 Lourenço; bat. 03/XII/1747. (Viamão 1º, Fl. 4);
F 2 Gertrudes bat. 20/X/1749; (Viamão 1º, Fl. 15v);
F 3 Domingas bat. 28/XI/1751, (Viamão 1º, Fl. 24v)
5 Catarina;
§ 5 Catarina
Em 1784, Francisco Soares Louzada já havia vendido a José Ferreira Bicca os campos que
povoara entre os galhos do Pequery (Cachoeira do Sul), entestando ao Norte com Manuel
Rodrigues e Sul os cerros de Camaquã, Leste Furriel Francisco da Motta e Oeste Antônio
Bicudo Cortez. A concessão é de 1º de Abril de 1780. Deve ser tio do Balthazar citado.
F 7 Rosaura Soares (03-XI-1777), casada em 9 de janeiro de 1795 com João Pires de
Lima, filho de João Pires de Santiago e Ana Maria do Prado;
F 8 Ana (05-III-1780);
F 9 Máxima Soares (16-VII-1782), casada em 20 de setembro de 1798 com Antônio dos
Santos Belém, filho de Antônio dos Santos Belém e de Francisca Diniz Pinheiro;
F 10 Maria da Conceição (26-II-l785), casada com Manuel de Abreu Pereira, filho de
Francisco Manuel de Abreu e Rosa Maria, em 4 de junho de 1804;
F 11 João.
O fundador de Florianópolis Francisco Dias Velho nasceu em, mais ou menos em 1622 e
faleceu em 1688, irmão de Manoel Dias Velho e de José Dias Velho, filhos de Francisco Dias e
Custódia Gonçalves, casado com Maria Pires Fernandes irmã do Alberi Pires, casado com
Leonor Camargo, filho do Capitão Salvador Pires de Medeiros Inêz de Alvarenga, pais de:
F 1 Custodia Gonçalves, casada com Domingos Coelho Barradas;
F 2 Ana Pires, casada com Jerônimo Pinheiro Lobato;
F 3 Inêz Monteiro, casada com João Freire Fardo;
F 4 João Pires Monteiro;
F 5 Maria Pires;
F 6 Bento Pires Monteiro;
F 7 José Pires Monteiro, casado com Custódia Lopez (Os últimos fronteiros paulistas nos
terras do Sul — Omar Simões Magro — Anais do III Congresso, volume 4º p. 2455). Aurorescer
das Sesmarias Serranas. Devem ser pais de:
N 1 Eusébio Pires, natural de Laguna e filho do Cap. José Pires Monteiro e de
Custódia Lopes Pereira. Faleceu em Cachoeira do Sul a 12/XI/1779 aos 95 anos. Ver
descendentes no Rio Grande, na fronteira e Cruz Alta.
FAMÍLIAS LAGUNENSES
Por Moacyr Domingues
MIGUEL DO CANTO
Miguel do Canto13. Era natural de Gênova (Itália), casou com Rosa da Silva, n. Laguna;
pais de:
F 1 (provável) Maria do Canto, n. Laguna, cerca de 1735, onde faleceu a 13/XII/1825 (fl.
112). Casou com Matias de Sousa de Menezes, n. cerca de 1730 e fal. Laguna a 22/9/1820 (fl.
8v), com testamento;
F 2 (provável) Francisco do Canto, n. Laguna, em 1ªs núpcias, casou com Desidéria Maria
Francisca ou Isidora Francisca; em 2ªs núpcias, casou em Laguna a 30/XI/1794 (fls. 70v/ 7l)
com Escolástica Maria de Jesus; filhos, todos do 1º matrimônio:
13
Sebastião Oliveira, pg. 137-8.
N 1 Cândida Maria do Canto, n. Laguna, onde a 3/II/1795 (fl.78) casou com Antônio
José de Campos (filho), filha natural de Antônio José de Campos (n. Ilha de Santa Catarina) com
Jacinta Peixoto (n. Laguna). Pais de:
BN 1 (provável) Luciana Rosa de Campos, n. Laguna, onde fal. solteira a
13/XII/1830 (fls. 247v/ 248), com 43 anos de idade (o que deve ser engano);
BN 2 Maria Antônia, n. Laguna, onde a 18/VI/1815 (fl. 127) casou com Albino
Álvares da Silva, n. Laguna, fleg. Manuel Álvares da Silva (fal. Laguna a 15/IV/1820, ainda
casado, com 50 anos, fl. 2) e de Ludovina Rosa de Jesus; pais de:
TN 1 Honório, n. Laguna a 27/IV/1816 (bat. 5/5);
TN 2 Policarpo, n. Laguna a 16/VII/1818;
BN 3 Manuel Antônio de Campos, n. Laguna, onde a 21/X/1816 (fl. 143v)
casou com Rosa Silveira da Conceição. Pais de:
TN 1 Manuel, fal. Laguna a 3/III/1820 com 6 meses (fls.l/lv);
TN 2 Iria, fal. Laguna a 17/VIII/1826 com l ano (fl. 147);
TN 3 Delfina,[Link] a 22/VIII/1829 com 2 meses (fl.133);
BN 4 Luís José de Campos, n. Laguna, onda a 21/X/1816 casou com Rosaura
da Silveira, pais de:
TN 1 Agostinho, fal. Laguna a 18/X/1825 com 5 anos (fl. 108v);
TN 2 Claudino, fal. Laguna a 27/XII/1822 com 2 meses (fl. 50);
BN 5 Luísa, bat. Laguna a 15/II/1807 (fls. 107/107v);
BN 6 Fortunata, n. Laguna a 12/I/1813 (bat. 23/1) (fl. 323);
N 2 Pedro José do Canto, n. Laguna, onde casou a 23/X/1717 (fls. 99v/100) com
Genoveva Rosa, n. Enseada de Brito, fleg. ... Lima (ilegível) e de Francisca Rosa de Jesus;
N 3 José Francisco do Canto, n. Laguna, onde casou a 23/XI/1811 (fl. 86) com Ana
Angélica de Jesus (v. Anselmo Gonçalves Ribeiro, N 22); pais de:
BN 7 Francisco, n. Laguna a 3/VIII/1815 (bat. 20/8);
BN 8 Maria, n. Laguna a 23/I/1818 (bat. 1/2);
F 3 (provável) Vitória do Canto ou Vitória Caetana de Almeida; casou com Miguel
Fernandes Madeira; pais de:
N 4 Benedito Fernandes Madeira, n. Vila Nova; casou em Laguna a 17/X/1797 (fls.
99/99v) com Mariana Nunes da Conceição ([Link] Nunes da Silveira, F 1);
N 5 José Fernandes Madeira, n. Vila Nova; casou a 24/II/1789 em Laguna (fl. 39v)
com Angélica Maria (v. Manuel Pereira da Silva, N 2);
N 6 Mariana Caetana, n. Vila Nova; casou com Dionísio Pereira da Silva (v. João
Pereira da Silva, aí a sucessão);
F 4 Antônio do Canto, n. Laguna, onde casou a 18/VII/1784 (fl. 9) com Ana Joaquina do
Nascimento, n. laguna, fleg. Jacinto Furtado de Mendonça (fal. antes dessa data) e de Rosa
Joaquina do Nascimento; pais de:
N 1 Rosa Joaquina do Nascimento, n. Laguna, onde a ??/l/1808 casou com Francisco
José da Silva (v. Agostinho Francisco da Silva, a sucessão);
N 2 Francisco Antônio do Canto, n. Laguna, cerca de 1782, onde faleceu a
22/II/1831 (fl. 255), ainda casado; casou em Laguna a 10/VIII/1811 (fl. 83) com Ana Rosa (v.
Paulo dos Prazeres, BN 2). Pais de:
BN 1 Albina, n. Laguna a 16/9/1815 (bat. 22/10), onde faleceu a 3/IV/1824-
(fls. 74/74v);
BN 2 Pedro, n. Laguna a 29/VI/1817 (bat. 8/7);
BN 3 João, fal. Laguna a 28/X/1830 com 4 anos (fls.242v/243);
N 9 Bartolomeu Antônio do Canto, n. Laguna, onde a 27/XI/1812 (fls. 100v/101)
casou com Inácia Rosa (v. Miguel da Silva Soares, F 2); pais de:
BN 1 Ana Maria Inácia, n. Laguna a 2/X/1813 (bat.10/10) (fl. 342), onde casou
a 19/VI/1830 com Silvério Pereira da Silva (v. Manuel Pereira da Silva, N 18);
BN 2 João, n. Laguna a 21/VIII/1815 (bat. 8/9);
BN 3 Zelinda, n. Laguna a 25/XI/1817 (bat. 8/12);
BN 4 Pedro, fal. Laguna a 31/V/1823 com 4 meses (fls.58v/59);
F 5 Pedro do Canto, n. Laguna; era soldado do Regimento da Ilha de S. Catarina ao casar-
se em Laguna a 31/I/1787 (fls. 21v/ 22) com Maria Antônia de Siqueira, n. Desterro, fleg.
Francisco de Siqueira Lopes (n. Rio de Janeiro ou Açores) e de Maria Pereira (n. Açores ou
Desterro); pais de:
N 10 Antônia Maria de Jesus ou Antônia Maria Gertrudes, n. Ilha de Santa Catarina,
cerca de 1788 e fal. Araranguá a 20/V/1826 (fl. 144); casou em Laguna a 17/XII/1816 (fl. 145v)
com João Manuel da Costa, n. Paranaguá, fleg. Manuel Joaquim (ou Manuel José) da Costa
Neiva (n. cidade do Porto, Portugal) e de Rosa Maria do Nascimento. João Manuel da Costa
novamente casou com Ana Francisca da Conceição (v. Antônio de Sousa Machado). Pais de:
BN 16 Silvério, n. Laguna a 9/X/1817 (bat. 9/11);
N 11 Pedro Antônio do Canto, n. Laguna, onde a 24/VII/1828 (f 1.116) casou com
Maria Rosa de Sousa (v. Timóteo Cordeiro, BN 1);
N 12 Maria, bat. Laguna a 12/II/1804 (fls. 3v/4);
F 6 Angélica Rosa de Jesus, n. Laguna, onde casou a 18/XI/1788 com Luis Gonçalves
Ribeiro (v. Anselmo Gonçalves Ribeiro, F 6, aí a sucessão).
FILIPE DA MAIA
Moacyr Domingues, Famílias Lagunenses
1415
Filipe de Maia nasceu em Curitiba, cerca de 1748, fleg. Sebastião da Maia e de Maria
Veloso "gente da terra"; era Cabo-de-Esquadra da Companhia de Cavalaria Auxiliar organizada
em Vacaria (RS) a 14 de junho de 1778; casou com Margarida de Oliveira, fleg. José da Luz e
de Suzana Xavier (v. Rev. do Inst. Hist. e Geogr. do Rio Grande do Sul, 1944, II Trim., pág.
198/199); pais de:
F 1 Ana, bat..Vacaria;
F 2 Feliciana Maria, n. Vacaria, casou com Domingos José de Macedo16,n. cidade de São
Paulo, fleg. Demétrio Furtado Ribeiro (n. Santo Amaro, São Paulo) e de Maria do Sacramento
(n. Santos); moravam em Araranguá em 1813 e tiveram:
N 1 Ana, bat. Laguna a 12/VII/1813 (fl. 334v);
N 2 Ana, n. Laguna a 18/V/1815 (bat. 18/6);
F 3 Joaquina Maria, m. Vacaria; teve de pai incógnito:
N 3 Justina, n. laguna a 15/9/1815 (bat. 17/10); esse batizado deve ter sido feito em
Araranguá, onde possivelmente moravam os padrinhos José Joaquim de Melo e sua mulher
Guiomar Rosa de Jesus (v. Timóteo Cordeiro, N 2).
FRANCISCO MARQUES
14
Felipe da Maia, natural de Curitiba, casado com Margarida Antônia de Oliveira, natural de Vacaria, eram pais de: l -
Ana, batizada em 03/I/1796; 2 - Josina, nascida em 15/VII/1784; 3 - Feliciana, já referida; 4 - Maria do Rosário casada com
Izaias Pereira, filho de Manoel Pereira de Magalhães e Elvira, pais de: Maria, nascida em 08/12/1821; 5 - Maria Joaquina da
Maya, mãe de Manoel, nascido em 05/III/1819 (Sebastião Oliveira).
15
Nasceu em Curitiba a 01-05-1746, onde batizado a 10-05, fleg. Sebastião de Castro da Maia e de Maria Veloso da
Silva "gente da terra", bat. 24-06-1709, Curitiba, filha natural de Francisco Veloso da Costa ou da Silva e de Felipa
dos Reis, ambos de Curitiba (Diego Pufal).
16
Domingos José de Macedo, natural de São Paulo, filho de Demétrio Furtado, natural de Mogi das Cruzes, São Paulo,
e Maria de Jesus, natural da cidade de São Paulo, (devia ser viúvo quando veio para o Sul), pois o filho Francisco Xavier
de Macedo, era filho com Ana Francisca de Lima, e os demais são filhos de Feliciana da Maia, nascida em 13 / 09 /1781 e
batizada em 31 /12 /1782, em Vacaria, filha de Felipe da Maia, natural de Curitiba e Margarida Antônia de Oliveira, natural
de Vacaria, neta paterna de Sebastião da Maia Santiago, e, da avó, não encontrei referencia, neta materna de José da Luz
e Suzana Lima. Como o filho, Francisco Xavier de Macedo, Domingos viveu em Laguna e Vacaria.
Em 26/V/1820 batizou:
F 1 Francisca,
F 2 Mariana, batizada em 20/V/1820, e
F 3 Joaquim, ambos em Laguna, e em Vacaria,
F 4 Domingos José de Macedo, casado com Albina Clara Firme, filha de João Rodrigues da Silva e Ana de Cândia,
este batizou Ana, nascida em 15/VII/1823,
F 5 Manoel José de Macedo, batizou, Antônio, nascido em 15/VIII/1823, com Ana de Cândia, irmã de Albina. (Sebastião
Oliveira)
F 1 Brígida Maria do Rosário, n. laguna, onde casou a 5/X/1783 (fl. lv) com Antônio José
Guimarães, n. Freg. de São Pedro de Figueiredo (Arceb. Braga, Portugal), fleg. Antônio da Silva
e de Teresa Gomes; pais de:
N 1 Evaristo José Guimarães, n. Laguna, onde casou a 23/V/1807 (fls. 35v/36) com
Rosa Maria da Conceição (v. Domingos Nunes da Silveira, F 4); pais de:
BN 1 Maria Rosa da Conceição, n. Laguna, onde casou a 2/VI/1828 (fls. 113v/
114) com José Antônio de Sousa, n. Vila Nova, fleg. Joaquim de Sousa Nunes e de Ana
Francisca;
BN 2 Firmino, n. Laguna a 12/IV/1815 (bat. 15/6);
BN 3 Ana, n. Laguna a 8/9/1817 (bat. 15/10);
N 2 Constância Maria Pereira, n. Laguna, onde casou a 12/VII/1818 (fls. l79v/180)
com José Silveira, n. Vila Nova, fleg. Antônio Silveira da Rosa e de Francisca de ... (ilegível);
F 2 Ana Marques Pereira, n. Laguna; em las núpcias casou em Laguna a 14/VI/1786 (fls.
16v/17) com Francisco Pinto Cezimbra (filho), nascido na Freguesia de Bom Jesus do Triunfo
(RS) a 19/VII/1766, fleg. Francisco Pinto Cezimbra e de Rita Maria da Conceição (sobre este
casal, v. Rev. do Inst. Hist. e Geogr. do Rio Grande do Sul, ano de 1947, pag. 266/267); em 2ªs
núpcias casou em Laguna a 4/XI/ 1805 (fl. 17y) com Francisco José Matoso, n. Desterro, f s. de
pais incógnitos. Este seu 2º marido, casou por sua vez em 2ª núpcias em Laguna a 30/XI/1822
com Maria Madalena de Andrade (v. Manuel José de Andrade, N 1).
Nota: Maria Rodrigues Pinto, irmã de Francisco Pinto Cezimbra (filho) casou com
Henrique José Peixoto (v. José Francisco de Azevedo, F 1).
Fleg. José (ou João ?) Martins de Oliveira e de Joana da Costa, todos nats. de Laguna;
casou com Maria Santa, n. Ilha de Sta Catarina, fleg. Antônio Pereira de Sousa e de Páscoa
Maria, ambos açorianos; pais de:
F l Silvéria Maria da Conceição, n. Laguna, onde a 16/9/1808 (fl.55v) casou com José
Garcia da Silva, n. Freg. de N. Sra da Ponte de Sorocaba (São Paulo), fleg. Baltasar Garcia da
Silva e de Isabel Bueno de Camargo; sem mais informação;
F 2 Albino Antônio de Oliveira, n. Laguna, onde a 26/V/1825 (fl. 58) casou com Jacinta
Rosa Teixeira, fnat. de Florinda Gonçalves de Melo (v. Francisco Gonçalves de Melo, N l);
F 3 Manuel Martins de Oliveira, bat. Laguna a 26/I/1807 (fl. 104v), onde casou a
24/I/1831 (fls. 162v/163) com Maria da Silva (v. Antônio José da Luz, casado com Quitéria
Vieira, N 2);
F 4 (na dúvida: pai Manuel Correia de Oliveira) Maria de Oliveira, n. Laguna, onde casou
a 19/XI/1814 (fls. 119v/120) com Dionísio Pedroso, n. Vila de São Francisco, fleg. Custódio
Pedroso e de Mariana Pereira da Silva.
MARTINHO DE OLIVEIRA
17
Citado por Sebastião Oliveira, descendência na FAZENDA SANTA CRUZ.
Moacyr Domingues, Famílias Lagunenses
18
Citado idem por Sebastião Oliveira.
Natural da Freg. de Nossa Sra da Ponte de Sorocaba (São Paulo) ou de Curitiba ou de
Parnaíba, fleg. Pedro Nunes de Faria1920 e de Maria Rodrigues21, naturais de Curitiba; casou em
laguna a 16/VII/1787 (fls. 24/24v) com Ana Maria, n. laguna, fleg. Antônio João de Sousa (n.
Açores) e de Maria de São José ou Maria de Oliveira (n. Laguna); pais de:
F 1 Manuel Pais de Faria, n. laguna, cerca de 1784- (o que deve ser engano), onde faleceu,
ainda casado, a 14/I/1827 (fls. 156/156v): casou em Laguna a 21/9/1807 (fls. 39v/40) com
Joaquina Maria (v. Bernardo da Mota, N 8); paravam:em Tubarão em 1813; pais de:
N 1 José Antônio de Faria, n. Laguna, onde casou a 29/X/1822 (fl. 7v) com Maria
Antônia de Jesus (v. Narciso Cardoso, N 2);
N 2 Antônio Paz de Faria, n. Laguna a 12/V/1810 (bat. 29/5) (fl.225v) onde casou a
29/XI/1828 (fls. 120v/121) com Joaquina Rita da Conceição (v. José da Silva Matos, N 14);
N 3 Henrique Paz de Faria, n. Laguna a 23/9/1811 (bat. 7/10) (fls. 279/279v), onde
casou a 25/V/1829 (fl. 129v) com Maria Antônia de Jesus (v. Antônio Gonçalves da Rosa, N
16); pais de:
BN 1 Constantino, fal. Laguna a 1/VII/1830 com 3 meses (fl.235v);
N 4 Maria Luísa da Conceição, n. Laguna a 5/VII/1813 (bat. 15/7) (fl. 336); casou
em Laguna a 6/X/1828 (fls. 117v/118) com Clarimundo José dos Anjos, n. Sto. Antônio da
Patrulha (RS) cerca de 1805 ë f ai. Laguna a 16/XI/1830 (fls. 244v/245), fleg. José Raimundo e
de Quitéria Maria;
N 5 João, m Laguna a 9/VII/1815 (bat. 23/7);
N 6 Joaquina, n. Laguna a 19/XII/1816 (bat. 27/12);
F 2 Florinda Maria, n. Laguna, onde casou a 5/V/1808 com Francisco da Silva Matos (v.
José da Silva Matos, F 7 aí a sucessão);
19
Nascido em Sorocaba em 1/XI/1742, onde em 10/VII/1760 casou com Maria Rodrigues do Espírito Santo, nascida
cerca de 1741, filha de João de Oliveira Falcão e de Maria Valente. O irmão Mathias Nunes de Faria é citado em
Genealogia Paulistana - Cunha Gago pag. 89 6-2. São filhos de José Nunes de Farias, nascido em 1688 em Mogy das
Cruzes e falecido em 1750 em Sorocaba (Inventário em São Paulo). Neto paterno de Bento de Farias, nascido ao redor
de 1657 em São Paulo e de Maria Nunes de Mattos, nascida ao redor de 1679 em Mogi das Cruzes e falecida em
1744, aos 65 anos. Era casado com Maria de Cândeas, n. Mogi das Cruzes em 1690, filha de Gregório João e Joanna
Sobrinha. Obs. José Nunes de Farias tiveram um filho Salvador Nunes de Farias. Pode ser o próprio ou seu tio avô,
mais provável, nascido cerca de 1730.
20 Irmão de Salvador Nunes de Faria (6-8 em Silva Leme). O próprio ou seu parente se radicou no Rio Grande do Sul,
Tupanciretã, termo de Cruz Alta na época, onde foi dos primeiros povoadores e deixou descendência.
21 Maria de Mattos, já falecida em 1744, foi 1.ª vez casada com Bento de Faria e 2.ª vez com Bartholomeu da Cunha
Gago, f.º de João Lourenço da Cunha e Maria de Góes. Teve do 2.º marido a geração no § 7.º deste Cap. 4.º.
Do 1.º marido teve q. d.:
5-1 José Nunes de Faria, natural de Mogi das Cruzes, inventariado em 1750 em Sorocaba, onde faleceu com
testamento; foi casado com Maria das Candêas, natural de Mogi das Cruzes, f.ª de Gregório João e de Joanna
Sobrinha, n. p. de Francisco João e de Maria Ribeiro, n. m. de Francisco Vaz dos Reis e de Maria Rodrigues. Teve os
3 f.ºs seguintes:
6-7 Pedro Nunes de Faria casou em 1760 em Sorocaba com Maria Rodrigues do Espirito Santo, f.ª de José Alvares
Rodrigues e de Maria Leme de Oliveira do n.º 6-4 supra. Teve q. d.: 7-1 Pedro Nunes de Faria, † em 1824 em Porto
Feliz, casado 1.º em 1783 em Araritaguaba com Maria Magdalena da Conceição, f.ª de Francisco Cardoso de Campos
e de Ignacia Pedroso, V. 1.º pág. 100; 2.ª vez casou em 1807 no mesmo lugar (então vila de Porto Feliz) com Angela
de Arruda, f.ª de Vicente Dias Falcão e de Maria de Lara Pinto. Teve (C. O. de Porto Feliz). 6-8 Salvador Nunes, f.º
de José Nunes de Faria n.º 5-1. Silva Leme, Cunha Gagos. Volume VI/ pg. 89.
F 3 Constância, n. Laguna a 17/VIII/1804 (bat. 4/9) (fl. 25);
F 4 Catarina, bat. Laguna a 7/VI/1807 (fl. 116v):
F 5 Antônio, n. Laguna a 26/V/1812 (bat. 15/6) (fl. 305v).
Nota: em diversos assentos encontram-se os apelidos “Pais de Faria” e “Paz de Faria”
usados indiferentemente.
SALVADOR ANTUNES
Nasceu em Sorocaba cerca de 1750 e fal. em Laguna a 5/X/1830 (fl. 241), fleg. Antônio
Antunes Pais e de Josefa de Oliveira Lemes, casal, este, citado por Silva Leme (1º, pág. 134, 4-
2). É interessante assinalar que uma irmã sua, Joana Garcia Maciel, após enviuvar de Teodósio
Pires Bandeira, casou em Sorocaba em 1741 com João de Magalhães, nat. de Laguna, filha de
João de Magalhães e de Ana de Brito (S. Leme, 12, pág. 134), nomes estes muito familiares aos
estudiosos do passado de Laguna e do Rio Grande. Salvador Antunes casou em 1ªs núpcias com
Francisca Maria de Jesus e era 2ªs núpcias com Quitéria Maria de Jesus (ou de Oliveira), n.
Laguna, fleg. Antônio João de Sousa (n. Ilha de São Miguel, Açores) e de Maria de São José ou
Maria de Oliveira (n. Laguna); filhos do 1º matrimônio:
F 1 Custódia Antunes, n. Laguna, onde casou a 7/V/1796 com José Vicente da Silva (filho)
(v. João Rodrigues Viana, F 4, aí a sucessão;
F 2 Josefa Francisca de Jesus, n. Laguna, onde casou a 18/VIII/1796 (fl. 89) com José
Francisco da Rosa. n. Freg. São José, fleg. Manuel Homem da Rosa (n. Ilha do Pico) e de sua la
mulher Angélica Rosa de Jesus (n. Freg. São José); o casal morava em 1813 nos "Morrinhos do
Tubarão" e teve:
N 1 Felicidade, bat. Laguna a 4/VIII/1805 (fl. 56);
N 2 Francisco, bat. Laguna a 18/X/1807 (fl. 130v), onde faleceu a 7/II/1823 (fl. 5 2
v);
N 3 Antônio, n. Laguna a 17/III/1813 (bat. 31/3) (fl. 328);
N 4 José Francisco da Rosa (filho), fal. Laguna a 19/9/1830, com 16 anos (fl. 240);
N 5 (ilegível), bat. Laguna imediatamente antes de 22/IV/1817, podendo tratar-se de
N 4 retro;
F 3 Silvano Antunes, n. Laguna, onde casou a 29/I/1801 (fls.l22v/123) com Inácia Antônia
de Jesus ou Inácia Pinto, n. Laguna, fleg. Manuel Pinto de Araújo (n. cidade do Porto, Portugal)
e de Antônia de Jesus ou Antônia de Quadros (v. Julião Machado, com o qual Antônia de
Quadros depois se casou); o casal morava em 1813 no Rio de Aratingaúva e teve:
N 6 Manuel Antunes, n. Laguna, onde casou a 2/IV/1826 (f 1.77) com Ana Maria da
Conceição (v. Francisco José de Bittencourt, N 24);
N 7 Rosa, bat. Laguna a 14/VI/1807 (fl. 117v);
N 8 Maria, n. Laguna a 17/9/1809 (bat. 30/9) (fl. 204);
N 9 João, n. Laguna a 20/VII/1811 (bat. 11/8) (fl. 270v);
N 10 Antônia, n. Laguna a 6/VII/1813 (bat. 15/7) (fl. 336);
N 11 Rosa, n. Laguna a 2/XII/1814 (bat. 11/12) (fia. 377/377v);
N 12 Joaquina, n. Laguna a 2/X/1816 (bat. 1/11);
N 13 Henrique, n. Laguna a 22/VII/1818 (bat. 2/8);
N 14 Maria, fal. Laguna a 12/XII/1822 com 5 dias (fl. 49v);
Filhos do 2º matrimônio:
F 4 Maria Antônia de Jesus, n. Laguna; casou com Bento Ribeiro da Silva, n. Curitiba,
fleg. Manuel Colaço e de Ângela Maria; pais de:
N 15 Felicidade Ribeiro da Silva, n. Laguna a 4/VII/1816 (bat.l/ll), onde casou a
11/V/1831 (fls. 166/l66v) com Manuel Ribeiro de Almeida, n. Freg. N. Sra dos Anjos de
Viamão, fleg. José de Oliveira de Aguiar e de Francisca Antônia de Jesus;
N 16 A famosa Anita Garibaldi, que se teria casado com Manuel Duarte de Aguiar
(v. José Duarte, N 2); nossas pesquisas, infelizmente, não abrangeram o período de seu
nascimento, nem o de seu casamento, de sorte que não pudemos comprovar a veracidade dessa
informação, que colhemos na obra "Garibaldi e a Guerra dos Farrapos", de Lindolfo Collor, da
Editora "Globo" (págs. 205/206). A ser verídica, estariam identificadas as raízes paulistas da
famosa heroína;
F 5 Manuel Antunes de Oliveira, n. Laguna, onde casou a l/X/1803 (fl. 147) com Brígida
Maria de, Jesus, filha de Luiz Gomes de Carvalho e de Ana Maria de Jesus (v. Luís Gomes de
Carvalho, F 5); pais de:
N 17 Antônio, n. Laguna a 10/VII/1804 (bat. 18/7) (fl. 20v);
N 18 Manuel, n. Laguna a 29/X/1805 (bat. 9/11) (fl. 65);
N 19 Francisco, bat. Laguna a 1/9/1807 (fl. 124v);
N 20 Antônio Antunes do Livramento, n. Laguna a 13/VI/1809 (bat. 26/6) (fl. 192),
onde casou a 24/I/1829 (fl. 123) com Constância Caetana do Sacramento (v. José Francisco de
Medeiros, N 9);
N 21 Cândida, bat. Laguna a 13/II/1812 (fl. 292);
N 22 Maria Cristina do Nascimento, n. Laguna a 14/9/1815 (bat. 23/9), onõe casou a
26/X/1829 (fl. 141v) com José Gonçalves de Faria, n. Freg. de São Tiago da Vila Seca (Arceb.
de Braga, Portugal), fleg. Bento Gonçalves de Faria e de Quitéria Maria;
F 6 Antônia Maria, n. Laguna, onde casou a 12/9/1808 com João Rabelo Vieira (v.
Domingos Rabelo, N 5, aí a sucessão);
F 7 Escolástica Maria Antunes, n. Laguna, onde casou a 9/I/1811 com Francisco Rabelo
Vieira (v. Domingos Rabelo, N 6, aí a sucessão);
F 8 José Antunes, n. Laguna, onde casou a 5/VII/1811 (fls. 80/80v) com Antônia Maria de
Jesus (v. Luís Gomes de Carvalho, F 9); moravam em Tubarão em 1813 e tiveram:
N 23 Maria, n. Laguna a 29/V/1813 (bat. 7/6);
N 24 Tomás, n. Laguna a 3/VII/1814 (bat. 24/7);
N 25 Manuel, n. Laguna a 16/XI/1815 (bat. 3/12);
F 9 João Antunes, n. Laguna, onde casou a 28/9/1831 (fl. 178v) com Antônia Maria da
Conceição (v. Antônio de Amorim Pereira, N 10);
F 10 Salvador, bat. Laguna a 26/III/1806 (fl. 78);
F 11 Cândida Maria do Nascimento, também bat. Laguna a 26/III/1806 (fl. r?8), onde
casou a 7/I/1823 com o Alferes José Gomes de Carvalho, viúvo de Mariana Antônia (v. Luís
Gomes de Carvalho, F 6);
F 12 Delfina Maria de Jesus, n. Laguna a 24/VI/1808 (bat. 10/7) (f1.155v) onde casou a
8/9/1823 com José Manuel Fernandes (v. Manuel Coelho dos Santos, N 11).
Nasceu em Laguna, em cerca de 1739, onde faleceu a 29/X/1823 (fls. 64v/65), ainda
casado com Dona Ana Maria de Jesus, n. Laguna ou nos Açores; era Tenente em 1796 e Capitão
em 1804; pais de:
F 1 (provável) Dona Caetana Gomes de Carvalho, n. Laguna e fal. antes de 10/IV/1820
(casamento de N 6); casou com o Capitão Francisco de Vargas22, o qual em 2ªs núpcias casou
em Laguna a 24/9/1821 (fls. 236v/237) com Maria Perpétua Rosa, viúva de Inácio Vieira; pais
de:
N 1 Matias José de Vargas23, n. Laguna; casou em Rio Pardo (RS) a 28/9/1799 com
Constantina do Espírito Santo, n. Rio Pardo, fleg. José Francisco Pereira e de Eugenia Maria;
N 2 Dona Angélica Joaquina Rosa, n. Laguna, onde a 12/9/1814 (fl. 117) casou com
Manuel Furtado, n. Desterro, fleg. José Furtado de Sousa (n. Ilha de Sta Catarina) e de Severina
Francisca (n. Freg. São Miguel); pais de:
22
Nascido Ilha de Santa Catarina.
23
Descendentes no Rio Grande do Sul, fronteira sudoeste.
BN 1 Rita, n. Laguna a 20/I/1816 (bat. 25/2);
BN 2 Manuel (gêmeo), n. Laguna a 18/IV/1818 (bat. 13/5);
BN 3 Hipólito (gêmeo), n. Laguna a 18/IV/1818 (bat. 13/5);
N 3 Dona Caetana Maria Joaquina, n. Laguna; casou com João Lessa de Almeida,
provavelmente n. Desterro, fleg de José Joaquim Fernandes Lessa e de Maria Leonarda de
Almeida; pais de:
BN 4 Clarinda Maria Caetana, n. Laguna, onde a 2/III/1829 casou com João
Antônio Pereira (N 9 adiante);
N 4 José Francisco de Vargas, n. Laguna, onde a 29/I/1816 (fls. 138/138v) casou
com Ana Rosa de Jesus (v. José da Costa Rodrigues, N 14); pais de:
BN 5 Rolino, n. Laguna a 2/VI/1818 (bat. 19/7);
N 5 Dona Ana Rosa de Jesus, n. Laguna e fal. antes de 10/I/1824. (novo casamento
de seu viúvo); casou em Laguna a 17/VIII/1817 com Roque Xavier Fernandes (v. Francisco
Xavier Fernandes, F 4);
N 6 Dona Brígida Caetana de Jesus, n. Laguna, onde a 10/IV/1820 casou com
Antônio José Pereira, viúvo de F 2 adiante;
F 2 Ana Maria de Jesus, n. Laguna, onde fal. antes de 10/IV/1820 (novo casamento de seu
viúvo com N 6 retro); casou em Laguna a 9/V/1796 (fl. 86) com Antônio José Pereira, n.
Enseada de Brito, fleg. José Francisco e de Inês do Rosário (ambos nats. Açores) ; pais de:
N 7 Ana Joaquina de Jesus. n. Laguna, onde casou a 30/9/1818 (fls. 183/183v) com
Heitor (Ector) José da Silva, n. Freg. da Vila Nova (Bisp. do Porto, Portugal), fleg. João da Silva
e de Joana da Conceição; em 2ªs núpcias casou em Laguna a 10/I/1824 com Roque Xavier
Fernandes, viúvo de Ana Joaquina, a qual deve ser Dona Ana Rosa de Jesus, N 5 retro (v.
Francisco Xavier Fernandes, F 4);
N 8 Francisca, n. Laguna a 21/III/1804 (bat. 1/4) (fl. 8);
N 9 João Antônio Pereira, bat. Laguna a 2/VIII/1807 (fl. 122), onde casou a
2/III/1829 (fl. 127v) com Clarinda Maria Caetana, sua parente.
N 10 Francisca das Chagas, n. Laguna a 23/9/1809 (bat. 8/10) (fl. 204v), onde casou
a 20/VI/1826 (fl. 60v) com Reinaldo Pereira Cabral, fleg. Antônio Pereira Cabral e Maria Rosa
de Jesus;
N 11 José, n. Laguna a 2/XII/1811 (bat. 25/12) (fl. 287);
N 12 Joaquina Rosa, n. Laguna a 12/III/1814 (bat. 1/4), sendo seus pais moradores
no Campo Bom; casou em Laguna a 13/V/1829 com Jacinto Martins (v. José Martins Lourenço,
F 7);
N 13 Antônio, n. Laguna a 18/II/1816 (bat. 3/3);
F 3 Francisca Gomes, n. Laguna, onde casou a 27/X/1797 com Manuel Moreira de
Andrade (v. João Pereira de Andrade, F 1, aí a sucessão);
F 4 Luís Gomes de Carvalho (filho), n. Laguna cerca de 1790, onde faleceu a 13/VI/1821
(fl. 20), ainda casado; casou em Laguna a 2/V/ 1801 (fl. 126) com Joaquina Rosa da Conceição
(v. Antônio José Fernandes, F 1);
F 5 Brígida Maria de Jesus, n. Laguna, onde casou a 1/X/1803 com Manuel Antunes de
Oliveira (v. Salvador Antunes, F 5, aí a sucessão);
F 6 José Gomes de Carvalho, n. Laguna; era Alferes em 1829; em 1ªs núpcias, casou em
Laguna a 2/XI/1805 (fl. 17) com Francisca Maria de Jesus (v. Bernardo da Mota, F 9); pais de:
N 14 José Gomes de Carvalho (filho), bat. Laguna a 14/9/1806 (fl. 92v), onde casou a
28/XI/1829 (f Is. 143v/144) com Senhorinha do Espírito Santo (v. Antônio Garcia da Rosa, N 2);
F 6 José Gomes de Carvalho em 2ªs núpcias casou em Laguna a 27/VI/1814 (fl. 114) com
Mariana Antônia (v. Anastácio Antônio do Amaral, F 2); em 3ªs núpcias casou em Laguna a
7/I/1823 (fl. 15v) com Cândida Maria do Nascimento (v. Salvador Antunes, F 11); filhos do 2º
matrimônio:
N 15 Maria, bat. Laguna a 24/IV/1814 (legitimada pelo subseqüente matrimônio dos
pais);
N 16 Manuel, n. Laguna a 5/VI/1815 (bat. 9/7);
N 17 Mariana, n. Laguna a 9/V/1817 (bat. 18/5), onde faleceu a 18/IV/1822 (fl. 40);
F 7 Maria de Jesus ou Maria Rosa dos Anjos, n. Laguna; em 1ªs núpcias casou em Laguna
a 10/I/1810 (fl. 64v) com Antônio Correia de Lacerda, n. Freg. de São Gonçalo (Bisp. Mariana,
Minas Gerais), fleg. José Correia de Lacerda (n. cidade de São Paulo) e de Joana de Lima (n.
Minas Gerais); em 2ª núpcias, casou, pelo ano de 1811, com Antônio José de Bittencourt (v.
Francisco José de Bittencourt, F 5, aí a sucessão); teve do 1º matrimônio:
N 18 Antônio Correia de Lacerda Gomes, n. Laguna a 6/V/1810 (bat. 17/5) (fl.
223v), onde casou a 21/II/1829 (fl. 126) com Claudina Maria de Jesus (v. Luís da Costa, N 7);
F 8 Catarina Maria Gomes, n. Laguna, onde casou a 5/III/1810 com Francisco Ramos
Nunes (v. João Ramos Munes, F 1, aí a sucessão);
F 9 Antônia Maria de Jesus, n. Laguna, onde casou a 5/VII/1811 com José Antunes (v.
Salvador Antunes, F 8, aí a sucessão);
F 10 (provável) Manuel Gomes de Carvalho, que teve com Anastácia Antônia, sendo
ambos solteiros:
N 19 Manuel (gêmeo), bat. Laguna a 8/VIII/1813 (fl. 337v);
N 20 Maria, (gêmea), bat. Laguna a 8/VIII/1813 (fl. 337v).
MANUEL DE VARGAS
Nasceu na Freg. de Santa Senhorinha de Basto (Portugal) e casou com Paula da Silva, n.
Laguna cerca de 1720, onde faleceu a 29/9/1820, já viúva (fl. 9); Pais de:
F 1 (provável) Vitório Pereira da Silva, n. laguna; casou com Antônia Maria Maciel, n.
Freg. São José; pais de:
N 1 Teresa Maria, n. Laguna, onde casou a 8/I/1794 com Salvador Pinto dos Reis (v.
Sebastião Pinto dos Reis, F l);
N 2 Angélica Maria, n. Laguna, onde casou a 24/II/1789 com José Fernandes
Madeira (v. Miguel do Canto, N 5);
N 3 Josefa Maria Maciel, n. Laguna, onde casou a 4/III/1794 com Francisco Barbosa
Teixeira, n. vila de Castro ou de Curitiba, fleg. Francisco Barbosa (n. Taubaté) e de Rita Teixeira
(n. Curitiba ou Castro); ao casar-se, N 3 é dada como filha de Antônia Maria de Maciel e pai
incógnito, mas no assento de batismo de BN 1 declara-se que seu avô materno é Vitório Pereira
da Silva, motivo pelo qual presumo que tenha sido legitimai da pelo posterior casamento de seus
pais; o casal morava em Araranguá em 1812 e teve:
BN 1 Manuel, bat. Laguna a 1/XII/1805 (fl. 69) contando já 15 meses de
nascido;
BN 2 Caetana, bat. Laguna a 8/XII/1807 (fl. 135):
BN 3 Albino, bat. Laguna a 13/II/1812 (fl. 291v):
F 2 (provável) Maria Pereira da Silva, n. Laguna: casou com José Monteiro de Brito, n.
cidade do Porto (Portugal), cerca de 1832, e falecido em Laguna a 9/9/1822, já viúvo (fl. 45v) ;
pais de:
N 4 Inocência Pereira da Silva, n. Laguna, onde casou a 23/9/1795 (fl. 81) com José
Luís Martins Pereira, n. Freg. de Santa Maria Maior (cidade de Braga, Portugal), fleg. Tomás
José Martins e de Lourença Pereira de Amorim. Pais de:
BN 4 Maria Luísa, n. Laguna, onde casou a 1/IV/181S com Bartolomeu
Fernandes Martins (v. João Fernandes Martins, N 10, aí a sucessão);
BN 5 Ana Luísa de Jesus, n. Laguna, onde casou a 29/IV/1820 com Nicolau
Fernandes Martins (v. João Fernandes Martins, N 11, aí a sucessão);
N 5 Francisco Monteiro de Brito, n. Laguna, onde a 30/XI/1804 (fl. 9v) casou com
Helena Joaquina Lúcia da Veiga, N 13 adiante), com dispensa de parentesco de 3o grau; pais de:
BN 6 Felisbino José da Silva, bat. Laguna a 3/VI/1805 (fls. 50/50v), onde
casou a 4/VI/1831 (fl. I67v) com Carlota Maria Antônia de Jesus, BN 8 adiante:
N 6 Manuel Monteiro de Brito, n. Laguna, onde a 2/VII/1807 (fls.38/ 38v) casou
com Maria Antônia de Jesus (v. Francisco Rodrigues de Jesus, F 3); moravam nas Laranjeiras
em 1813; pais de:
BN 7 Carlota, bat. Laguna a 30/IV/1818 (fl. 146v);
BN 8 Carlota Maria Antônia de Jesus, n. Laguna a 13/X/1809
(bat. 28/10) (fl. 207), onde casou a 4/VI/1831 com Felisbino José da Silva, BN
6 retro;
BN 9 Ana, n. Laguna a 7/IV/1813 (bat. 19/4) (fl. 329v):
BN 10 Ana, n. Laguna a 27/XI/1814 (bat. 11/12) (fl. 378);
BN 11 Francisca, n. Laguna a 16/IV/1816 (bat. 5/5):
BN 12 Domingos, n. Laguna a 17/XI/1817 (bat. 30/11);
BN 13 João, fal. Laguna a 5/XII/1825 com 2 anos ([Link]/lllv):
N 7 Teresa Rosa, n. Laguna, onde casou a 31/III/1818 com Domingos da Costa
Loreto (v. Pedro da Costa de Almeida, F 4);
N 8 Estêvão José da Silva, n. laguna, onde casou a 15/l/1820 (fls. 204-V/205) com
Maria Joaquina de Jesus (v. Manuel Alvares dos Santos, N 8); pais de:
BN 14 Manuel, fal. Laguna a 21/XI/1820 com 8 dias (fl. 12);
BN 15 João, fal. Laguna a 4/X/1825 com 3 anos (fl. 107v);
N 9 Francisca Rosa de Jesus, n. Laguna, onde casou a 29/IV/1822 com José Antônio
da Silva, n. Freg. de Arcozelos (bisp. do Porto, Portugal), fleg. João Antônio da Silva e de Ana
Ferreira dos Santos;
F 3 (provável) Dona Catarina Pereira da Silva, n. Laguna; casou com João Antônio da
Costa, nat. da Vila do Conde (Portugal) e que era Capitão das Ordenanças em 1789 ("Raízes",
pág. 83); pais de:
N 10 Joaquina Antônia de Jesus, n. Laguna, .onde casou a 18/IV/1796 (fls. 85/85v)
com Nicolau José Lamego, n. Freg. de Santa Maria de Barro (Bisp. do Lamego, Portugal), fleg.
José Correia e de Isidora Bernarda; pais de:
BN 16 Jesuíno, n. Laguna a 13/9/1811 (bat. 13/10) (fl. 279v);
N 11 Antônia Joaquina de Jesus, n. Laguna, onde casou a 21/VII/1798 com Paulo
Gonçalves Ribeiro (v. Anselmo Gonçalves. Ribeiro, F 9, aí a sucessão), o qual, enviuvando,
casou a 11/I/1812 com Albina Antônia;
F 4 (provável) Teresa da Silva, n. Laguna; casou com Joaquim José da Veiga, que era
Alferes em 1804, nat. do Rio de Janeiro (Freg. da Candelária) e falecido era Laguna a
27/XI/1820, com 83 anos, já viúvo (fl. 12v); pais de:
N 12 Roque José da Veiga, n. Laguna, onde a 21/VIII/1802 (fl.138) casou com Ana
Brígida Joaquina (v. Tomás Fernandes de Oliveira, N l); pais de:
BN 17 Brígida Caetana da Veiga, bat. Laguna a 27/V/1804 (fl. 13v) e que deve ter
tomado o nome de sua madrinha, Dona Brígida Caetana Xavier Prates; casou a 20/XI/1824 em
Lacuna com Luís Fernandes de Oliveira (v. Tomás Fernandes de Oliveira, N 3);
BN 18 Francisca Cândida da Veiga, bat. Laguna a 31/V/1806 (fl. 84), afilhada,
também, de Dona Brígida Caetana Xávier Prates; casou em Laguna a 13/II/1832 (fls.193v/194)
com Estêvão Johannes, fleg. João Johany e de Sabina Johany, todos alemães;
N 13 Helena Joaquina Lúcia da Veiga, n. Rio de Janeiro (Freg. da Sé ou de Sta Rita):
casou a 30/XI/1804 com Francisco Monteiro de Brito, seu primo N 5 retro; antes de casar-se,
teve de pai incógnito:
BN 19 Josefina Rosa do Amor Divino, n. Laguna, onde casou a 18/V/1831 (fls.
166v/l67) com João Luís Soares, fleg. Jácome Soares e de Cristina Emídia, todos naturais da
Alemanha; os apelidos estão, evidentemente, adulterados;
N 14 Feliciano José da Veiga, n. Laguna; em 1ªs núpcias casou em Laguna a
15/VII/1812 (fls. 94/94v) cora Ana Maria de Jesus (v. Mateus Cardoso de Aguiar, N 1); era 2ªs
núpcias casou em Laguna a 15/V/1815 (f 1. 124) com Rosa Maria de Jesus, n. Laguna cerca de
1791, onde faleceu a 7/VIII/1830 (v. Francisco Rodrigues de Jesus, F 5); em 3as núpcias casou
em Laguna a 27/XI/1830 (fls. 159v/l60) com Polucena Maria (v. Manuel Fernandes Lima, F 5);
sucessão:
BN 20 (1º matr.) Manuel, fal. Laguna a 7/I/1825 com 10 anos (fl. 88v);
BN 21 (2º matr.) Maria, n. Laguna a 29/III/1816 (bat. 8/4);
BN 22 (2º. matr.) João, fal. Laguna a 5/V/1826 com 5 anos fls. 96v/97);
BN 23 (2º matr.) Domingos, fal. Laguna a 4/III/1826 com 6 anos (fl. 122v);
BN 24 (2º matr.) Tomás, fal. Laguna a 18/V/1828 com 3 anos (fls. 189v/190);
F 5 Custódio Pereira da Silva, n. Laguna; era Alferes era 1804, Tenente em 1810 e 1817,
Capitão em 1822; casou em Laguna a 16/XII/1788 (fl. 34v) com Joaquina Antônia de Jesus (v.
Tomás Fernandes de Oliveira, F 3); pais de:
N 15 Maria Joaquina de Jesus, n. Laguna cerca de 1796, onde faleceu a 1/II/1828,
ainda casada (fls. 177/177v); casou em Laguna a 16/VII/1814 (fl. 115) com José Martins
Simões, n. [Link] Sousa (Bisp. do Porto, Portugal), fleg. Manuel José Simões e de Maria da
Silva (v. N 22 adiante);
N 16 Joaquina Antônia de Jesus, n. Laguna, onde a 4/V/1822 casou com José
Joaquim de Sousa (v. Antônio José de Santa Ana, N l);
N 17 Custódio Pereira da Silva (filho), n. Laguna, onde casou a 9/XI/1823 (fl. 32)
com Maria Joaquina do Amor Divino ([Link]ão de Simas, BN l). Foram pais de:
BN 25 Maria, fal. Laguna a 29/9/1827 com l ano (fls. 168v/169) ;
N 18 Silvério Pereira da Silva, n. Laguna, onde casou a 19/VI/1830 (fls. 150v/15l)
com Ana Maria Inácia (v. Miguel do Canto, BN 12);
N 19 Carlota Antônia de Jesus, n. Laguna, onde casou a 2/VII/1831 com Guilherme
Francisco de Medeiros ([Link]é Francisco de Medeiros, N ll);
N 20 Ana, n. Laguna a 12/I/1805 (bat. 27/1) (fls. 36/36v);
N 21 Carlinda, bat. Laguna a 16/XI/1806 (fl. 98);
N 22 Iria Joaquina de Jesus, n. Laguna a 4/IV/1810 C bat. 29/4) (fl. 222), onde casou
a 7/II/1829 (fls. 124/124v) com José Martins Simões, viúvo de sua irmã de N 15 retro; Pais de:
BN 25 Umbelina, fal. Laguna a 8/IV/1832 com 4 anos (fl.285v);
BN 26 Marcos, fal. Laguna a 15/III/1832 com 3 anos (fl. 282v);
N 23 Manuel, n. Laguna a 28/II/1813 (bat. 14/3) (fl. 326v);
N 24 Joana, n. Laguna a 13/X/1817 (bat. 6/11);
F 6 José Pereira da Silva, Tenente, n. laguna; onde casou a 17/I/1790 (fl. 47) com Maria
Rosa de Jesus, fleg. do Sargento-Mór Luís Gomes de Carvalho e de Dona Rosa Maria de Jesus;
faleceu antes do casamento de N 25; Pais de:
N 25 Maria Francisca Rosa, n. Laguna, onde casou a 5/II/1812 (fls. 89v/90) com
Felisberto Henriques de Carvalho, n. Freg. Santo Antônio da Patrulha (RS), fleg. Luís Henriques
de Carvalho e de Maria Inácia Pereira;
N 26 Dona Francisca Rosa Gomes, n. Laguna, onde casou a 19/XI/1816 (fl. 144v)
com João Batista Rodrigues, n. Freg. da Sé de Belém do Pará, fleg. Sebastião Inácio José
Rodrigues e de Dona Joana Inês Pereira de Melo.
TIMÓTEO CORDEIRO
Natural de Minas Gerais ou de Laguna, citado ainda a 16/I/1797 como senhor de João e
Joana, escravos que se casaram nessa data;'casou com Inácia de Sousa, n. Rio de Janeiro. Pais
de:
F 1 (Provável) Maria Cordeiro, n. Laguna, que casou com Antônio de Espíndola (v. este
nome, aí a sucessão);
F 2 Salvador Cordeiro, n. Laguna, onde a 13/X/1787 (fls. 25/25v) casou em las. núpcias
com ismênia Rosa. n. Freg. das Necessidades cerca de 1781 (o que deve ser engano) e falecida
em Araranguá a 11/XI/1830 (v. Bento Gonçalves de Sousa, F l); em 2ªs núpcias casou em
Laguna a 5/XII/1831 (fls. 185/185v) com Eufrásia Maria de Jesus (v. Francisco Machado de
Abreu, N 4); teve do 1º matrimônio, provavelmente nascidos em Araranguá:
N 1 Rosa Maria, n. Laguna, onde casou a 17/VII/1808 (fl. 51) com Francisco Xavier
de Macedo24, n. vila de Parnaíba (São Paulo), fleg. Domingos José de Macedo e de Ana
Francisca de Lima. Pais de:
BN 1 Maria Rosa de Sousa, n. Laguna, onde casou a 24/VII/1828 com Pedro
Antônio do Canto (v. Miguel do Canto, N 11);
N 2 Guimar Rosa de Jesus, n. Laguna, onde faleceu antes de 25/IV/ 1821 (novo
casamento de seu viúvo com Florinda Inácia de Jesus): casou com José Joaquim de Melo, n.
Laguna cerca de 1778, onde faleceu a 19/V/1828 (fl. 195), óbito ocorrido em Torres, fleg. José
de Melo (n. Laguna) e de Maria Páscoa, n. Açores); a 2ª mulher de José Joaquim de Melo era
24
Tronco da família Macedo em Cima da Serra.
nat. da Preg. de São José, fleg. Manuel José Nunes e de Bernarda Rosa de Jesus, casal citado em
André de Araújo Borges, F l; teve Guimar Rosa de Jesus com José Joaquim de Melo:
BN 2 Galiana Antonia de Melo, n. Vila Nova; casou em Laguna a 17/VI/1829
(fl. 133v) com Antônio Francisco Fernandes, n. Laguna, fleg. Francisco de Sousa (já falecido) e
de Maria Fernandes;
BN 3 Maria, n. Laguna a 15/VIII/1815 (bat. 7/10);
F 3 Ana Cordeiro, n. Laguna cerca de 1763 e morreu a 20/II/1830 assassinada pelos
Bugres (fl. 226v) , fato que deve ter ocorrido em Araranguá ou suas proximidades, onde parece
que toda a família morava; casou na Vila Nova em fevereiro ou março de 1792 (Livro de
Casamentos de Laguna, fls. 60, transcrevendo o da Vila Nova) com Manuel Antônio de Sousa
(v. Manuel dos Santos, N 1):
F 4 João Cordeiro, n. Laguna, onde casou a 30/XI/1793 (fl. 71) com I-nocência Ramires, n.
Freg. Sts. Antônio da Guarda Velha (v. Alexandre José da Silva, F 2); pais de:
N 3 Josefa de Jesus ou Josefa Ramires, n. Laguna, onde casou a 8/I/1815 com
Manuel José Dias (v. Raimundo da Silva Matos, N 9, aí a sucessão);
N 4 Manuel Cordeiro, n. Laguna; morava na Freg. de São Miguel ao se casar em
Laguna a 12/XII/1826 (fl. 89) com Clementina Rosa de Jesus, também moradora na Freg. de são
Miguel, fleg. Feliciano Francisco e de Maria Joaquina;
N 5 Ponciano José da Silva, n. Laguna, onde casou a 14/VIII/183l (fl. 173) com Rosa
Maria dos Anjos ([Link]ão Rodrigues Cardoso,N 6);
N 6 Maria, bat. Laguna a 4/VI/1805 (fls. 50v/51);
N 7 Ana, bat. Laguna a 4/VII/1807 (fl. 120v);
N 8 Francisca, n. Laguna a 28/VIII/1814 (bat. 8/9) (fl. 367v);
F 5 Vicência Rosa, n. laguna, onde casou a 8/I/1816 com João Mendes Ouriques (v.
Francisco Mendes Ouriques, F 1, aí a sucessão).
Manuel Gonçalves Ribeiro era natural da Freguesia de São Mateus de Bunheiro, hoje
pertencente ao Concelho de Murtosa, no Distrito do Aveiro, situado entre Coimbra e o Porto,
região litorânea, que certamente terá influído na profissão abraçada por ele, que "no princípio" se
decidiu a vida do mar e só mais tarde se estabeleceu em fazendas de criar gado. Já João
Rodrigues Prates era natural da Freguesia de São Brás da cidade de Estremoz, no Distrito de
Évora, situado ao Sul do Tejo, região inteiramente diversa do Aveiro, ao contrário do que
assevera Manuel Duarte.
A inquirição de testemunhas na Freguesia do Bunheiro foi en cerrada a 13 de março de
1752, sendo arroladas e ouvidas nove, cujas idades variavam dos 55 aos 84 anos; todas
afirmaram haver conhecido Manuel Gonçalves Ribeiro que "quando moço" embarcara para o
Rio de Já neiro, não havendo a menor referência a circunstância de que o tivesse feito sendo já
casado; este pormenor já nos faz duvidar de qualquer das duas hipóteses, pouco plausíveis aliás,
levantadas por Manuel Duarte no trecho, que transcrevemos, a fira de justificar a presunção de
que pai e filho fossem naturais do Aveiro.
Observe-se que uma testemunha que contasse 55 anos de idade em 1752 deveria ter
nascido aproximadamente em 1697; veremos que já em 1707 nasceria em Laguna a filha Isabel,
de Manuel Gonçalves Ribeiro; ora, para que tal testemunha pudesse afirmar sob juramento havê-
lo conhecido, é claro que sua vinda para o Brasil deveria ter sido quando a testemunha contasse,
pelo menos, uns 6 ou 7 anos de idade, isto é, pelo ano de 1703 ou 1704, casando-se com Maria
dos Passos pou co tempo após sua chegada ao Brasil.
As informações colhidas em Estremoz a respeito de João Rodrigues Prates serão
reproduzidas quando tratarmos da Família Prates; já sobre Maria dos Passos, infelizmente não
foi feita a inquirição em Paranaguá, donde era natural: o habilitando requereu dispensa alegando
que quando ingressara na Companhia de Jesus já fora feita e que a— gora repeti-la seria
acarretar maiores despesas e demora no processo e esse requerimento ... infelizmente foi
deferido.
Em laguna, a inquirição foi encerrada a 10 de agosto de 1752, sendo ouvidas as seguintes
testemunhas, cujas qualificações reproduzimos, já que dizem respeito ao próprio assunto deste
trabalho:
1º. João Francisco da Mota, solteiro, com 40 anos, natural da Freguesia de Santa Maria da
vila da (Feira ?);
2º. André Monteiro, solteiro, com cerca de 65 anos, filho de Manuel Francisco e de Ana
Monteira, natural da vila de (ilegível);
3º. Ajudante Serafino de São Paio, viúvo, natural da Freg. de Santa Olaia, Arceb. de Braga,
com cerca de 63 anos; figura na f amo sã "Relação dos Fronteiros" divulgada pelo General João
Borges Fortes;
4º Damião da Mota, casado, com cerca de 78 anos, natural de São Paulo;
5º José Gomes, casado, alfaiate, natural de Óbidos (Portugal), com cerca de 42 anos;
6º Gabriel Rodrigues, natural da Freg. de São Tiago Dantes (sic), termo de Barcelos,
Arceb. de Braga, com cerca de 58 anos, casado; é o fundador da Família Rodrigues de Jesus e
que era casado com uma filha do Manuel Gonçalves Ribeiro;
7º Manuel Ferreira Souto, casado, com cerca de 57 anos, natural da Freguesia de (ilegível),
da Comarca de Tomar (Portugal).
Ao ser feita a inquirição, Maria dos Passos já falecera e as revelações mais interessantes
estão contidas nas declarações de Gabriel Rodrigues, o qual declarou conhecer Manuel
Gonçalves Ribeiro "há mais de vinte e cinco anos" e "ouvira dizer" que Maria dos Passos fora
sua mulher, o que está a indicar que conhecera Manuel Gonçalves Ribeiro pelo ano de 1727 e "já
viúvo"; por seu turno, André Monteiro declarou conhecer Manuel Gonçalves Ribeiro há "37 para
38 anos, isto é, desde 1714/1715 e, embora não informe se chegara ou não a conhecer Maria dos
Passos, declara que "ouvira dizer" que esta era natural da vila de Paranaguá, o que permite supor
que não chegara a conhecê-la.
Daí poder-se concluir com certeza que Maria dos Passos falecéu antes de 1727 e, quiçá,
antes mesmo de 1714.
Outro dado importante para a solução de nosso enigma, é a idade de Isabel Gonçalves
Ribeiro, natural dê laguna e filha de Manuel Gonçalves Ribeiro com Maria dos Passos: em
documento datado de 22 de dezembro de 1760, declara-se que seu marido João Rodrigues Prates
contava 70 anos de idade (o que confere exatamente com os dados de seu batistério), enquanto
ela contava 51 anos de idade, donde concluir-se que nasceu em laguna pelo ano de 1707.
Do estudo de Manuel Duarte ficamos sabendo que Manuel Gonçalves Ribeiro (que ele
supunha filho de outro) faleceu na Estância das Lombas a 13 de novembro de 1757, com 77 anos
de idade, o que indica ter ele nascido no ano de 1680; admitindo-se que Isabel haja sido sua
primogênita, ele poder-se-ia ter casado pelo ano de 1706, quando contaria uns 26 anos de idade,
o que é perfeitamente plausível e concorda com todos os dados anteriormente alinhados.
Finalmente, a última informação que nos convence de que houvê apenas um Manuel
Gonçalves Ribeiro, que posteriormente se teria casado com Maria Rodrigues Moreira: as
testemunhas ouvidas em laguna afirmaram que ele "no princípio" se dedicara a navegar e depois
"se estabeleceu em fazendas de gados, de que vive", o que está a comprovar que estava vivo em
1752; é, portanto, o mesmo que faleceu 5 anos mais tarde, com 77 anos de idade.
Utilizando os elementos coligidos por Manuel Duarte, podemos reconstituir sua
descendência.
De seu casamento com Maria dos Passos, teve os seguintes filhos:
§ 1 Capitão Anselmo Gonçalves Ribeiro,
§ 2 Isabel Gonçalves Ribeiro;
§ 3 Francisco Xavier Ribeiro;
Do matrimônio com Maria Rodrigues Moreira teve:
§ 4 Francisco Jorge Ribeiro
§ 5 Laureana Gonçalves Ribeira;
§ 6 Catarina Gonçalves Ribeiro;
§ 7 Francisco José Ribeiro;
§ 8 Júlio Gonçalves Ribeiro;
§ 9 Manuel Gonçalves Ribeiro (filho).
§1
O Capitão Anselmo Gonçalves Ribeiro era Capitão de Milícias e consta ter falecido em
1783; casou com Dona Josefa Rodrigues de Jesus, que teria falecido em Laguna, onde nascera,
em 1816 (v. Família Rodrigues de Jesus); pais de:
F 1 Dona Ana Ribeiro de Jesus, n. Laguna, já viúva em 1816; foi inventariada em 1819
pelo Cartório da Provedoria de Porto Alegre (feito 1010, estante 5, maço 54); casou com
Domingos da Fonseca, n. Ilha de São Miguel (Açores); pais de:
N 1 Josefa de Jesus, n. Laguna, onde casou a 19/XII/1788 com Tomás Fernandes de
Oliveira (filho) (v. Tomás Fernandes de Oliveira, F 4, ai a sucessão);
F 2 Dona Rosa Ribeiro de Jesus, n. Laguna cerca de 1747, onde faleceu a 7/I/1827 (fl.
156); em 1816 já era viúva de Manuel Gomes da Cruz, que ainda vivia a 22/VII/1804, quando
batizou o neto BN 7 adiante, natural da cidade do Porto (Portugal); pais de:
N 2 Ana Maria Rosa, n. Laguna e fal. antes de 11/IV/1818 (casamento de seu viúvo
com Ana de Jesus) (v. Amaro Duarte, F 5); casou em Laguna a 28/V/1795 (fl. 79v) com
Francisco da Rosa Sodré (filho), n. Freg. São José, fleg. Francisco da Rosa Sodré e de Isabel
Garcia do Nascimento; pais de:
BN 1 (provável) Domingos da Rosa Sodré, n. cerca de 1799 e falecido em
Laguna a 3/III/1822, solteiro (fl. 34);
N 3 Manuel Gomes da Cruz (filho), n. Laguna, onde a 12/IV/1798 (fl. 105) casou
com Mariana Rodrigues do Amor Divino (v. João Rodrigues Viana, N 5); o casal vivia no
Parobé e teve:
BN 2 Maria Antonia do Amor Divino, n. Laguna, onde a 29/I/1817 casou com
Matias José Godinho (v. Joaquim José Godinho, F 5);
BN 3 Manuel Gomes da Cruz (neto), n. Laguna, onde casou a 8/II/1819 (fl.
187) com Vicência Rosa de Jesus (v. Antônio da Rosa, N 3); pais de:
TN 1 José, [Link] a 29/VIII/1826 com 11 meses (fl.148);
TN 2 Manuel, fal. Laguna a 29/VII/1829 com 17 anos (deve haver
engano de idade) (fls. 215v/216);
BN 4 João Rodrigues da Cruz, n. Laguna, onde a 7/I/1823 (fl. 15) casou com
Maria Rosa de Jesus (v. Francisco Mendes Ouriques, N 2); pais de:
TN 3 Floriana, fal. Laguna a 15/III/1832 com 3 anos (fl.282);
TN 4 Manuel, fal. Laguna a 23/III/1832 com 3 anos (fls. 283/283v),
provavelmente gêmeo com TN 3)
BN 5 Mariana Rosa da Soledade, bat. Laguna a 19/V/1805 (fl.49), onde casou
a 26/V/1825 com Henrique Antônio de Aguiar (v. Francisco Alves da Cruz, N 3) ;
BN 6 Custódia, n. Laguna a 24/VI/1808 (bat. 5/7) (fl. 154);
N 4 Leonarda Maria Rosa, n. Laguna; em 1ªs núpcias, casou em Laguna a
15/VI/1798 (fl. 107) com Domingos Gomes, n. Vila de N. Sra. do Monte (Patriarcado de Lisboa,
Portugal), fleg. Manuel Gomes e de Ana Inácia; em 2ªs núpcias, casou em Laguna a 2/VII/ 1806
com Luís Nunes (v. Luís da Costa, N 12);
N 5 Antonia Maria Rosa, n. Laguna, onde casou a 15/VII/1798 (fl.107v) com
André da Costa e Sousa, viúvo de Teresa Maria, o qual parece ter sido o pai de Antônio da Costa
Travassos (v. Luís Manuel de França, F 2);
N 6 Bemardina Claudina de Jesus, n. laguna, onde a 20/IV/1803 casou (f Is.
141/141v) com Manuel Antônio Nunes Barreto, [Link]. São Gonçalo (Rio de Janeiro), fleg.
Filipe Antônio Nunes Barreto e de Francisca Maria da Conceição, pais também de Félix Antônio
Nunes Barreto (v. Amaro da Silveira Bittencourt,F 5) ; pais de:
BN 7 Filipe, n. Laguna a (l3?)/VII/1804 (bat.22/7) (fls.21v/22) ;
BN 8 Joaquim Antônio Nunes Barreto, n. Laguna a 15/9/1805 (b. 30/9) (fl.
62); era Alferes em 1830 e casou em Laguna a 30/VII/1825 (fl. 63) com Ana Rosa da Conceição
(v. Antônio da Rosa, N 5); pais de:
TN 5 Pedro, fal. Laguna a 29/I/1828 com 2 meses (fl,176v);
TN 6 Manuel, fal. Laguna a 20/VII/1830 com 21 dias (fls.
236v/237);
TN 7 Antônio , fal. Laguna a 24/III/1832 com 12 dias (f 1.283 v);
BN 9 Serafim, bat. Laguna a 22/XI/1807 (fl. 133);
BN 10 Franci sco, fal. Laguna a 26/III/1823 com 13 anos (fl. 55v);
BN 11 Maria, n. Laguna a 14/II/1813 (bat. 21/4) (fl. 329v) ;
BN 12 José, n. Laguna a 1/V/1815 (bat. 25/5), onde faleceu a 15/VI/1826 (f Is.
141/141V);
BN 13 Eduardo, n. Laguna a 23/VII/1817 (bat. 6/8);
BN 14 Luís, fal. Laguna a 12/XI/1823 com 5 anos (fl. 65);
BN 15 Pedro, fal. Laguna a 9/VIII/1829 com l ano (fl. 216v);
N 7 Maria Felisbina da Glória, n. Laguna c.c. em las núpcias casou com José Antônio
Machado, sem mais informação; em 2ªs núpcias casou em Laguna a 14/9/1803 com José dos
Prazeres, viúvo de Mariana de Sousa (v. Paulo dos Prazeres, F l, aí a sucessão);
F 3 Joaquim Gonçalves Ribeiro, Capitão, n. Laguna cerca de 1752 e faleceu em Porto
Alegre a 14/XI/1822, segundo escreve Manuel Duarte; casou em Viamão com Maria Teresa de
Lima, fleg. Manuel Rodrigues Jorge (n, Portugal) e de Francisca Inácia (n. vila do Rio Grande de
são Pedro); pais de (cf. Manuel Duarte):
N 8 Margarida Joaquina Ribeiro, casou com Silvério Pedroso de morais;
N 9 Firmino Gonçalves, casou com Maria da Conceição; N 10 Joaquina Cario ta de
Jesus, casou com João Lindstrom;
TN 11 Martiniana, solteira;
N 12 Domingos Gomes Ribeiro, casou com Joaquina de Jesus; N 13 José Inácio,
casou com Maria ...
N 14 Jerônimo Gonçalves Ribeiro;
N 15 Felicidade, casou com Tristão Jeremias de Morais;
N 16 Manuel Jorge Ribeiro;
F 4 (provável) Dona Antônia Maria de Jesus, n. Laguna; casou com o Sargento-Mór
(Major) das Ordenanças Manuel Antônio da Costa Guimarães, nat. de Guimarães (Portugal); era
Capitão em 1797 e já como Sargento-Mór foi padrinho de um batizado a 2/II/1806; pais de:
N 17 Antônio José da Costa Guimarães, n. Laguna: era em 1797 Alferes e Capitão
em 1805; casou em Laguna a 2 9/IV/1797 (f Is. 957 95v) com Joaquina Maria, n. Matriz de ...
(ilegível) e moradora na Vila Nova, fleg. Manuel Nunes Fagundes (n. Ilha do Pico) e de Maria
de São João (n. Ilha de São Jorge); sem mais informações;
N 18 Dona Ana Maria de Jesus, n. laguna, onde casou a 5/V/1800 com Antônio
Francisco da Silva (v. Agostinho Francisco da Silva, F 1, aí a sucessão);
F 5 Francisco Gonçalves Ribeiro, assistente na Ilha de Sta. Catarina ao se processar o
inventário de sua mãe em 1816;
F 6 Luís Gonçalves Ribeiro, n. laguna cerca de 1770, onde faleceu a 23/VII/1828 (fl.
194v), ainda casado; casou a 18/XI/1788 em Laguna (fls. 32/32v) com Angélica Rosa de Jesus
(v. Miguel do Canto,F 6); pais de:
N 19 Angélica de Jesus; teve em solteira, de pai incógnito:
BN 16 Felicidade, bat. Laguna a 2/V/1811 (fl. 254v);
N 20 Maria Angélica de Jesus, n. Laguna, onde a 11/I/1811 (fls. 75v/76) casou com
Manuel José Mendes, n. Freg. de São Salvador de Arão (Arceb. Braga, Portugal), fleg. José
Mendes e de Francisca de Sousa; pais de:
BN 17 Joaquim, bat. Laguna a 15/II/1812 (fls. 295/295v);
BN 18 Luís, n. Laguna a 5/IV/1817 (bat. 27/4);
N 21 Rosa Maria de Jesus, n. Laguna, onde a 25/II/1811 (fl.77v) casou com Manuel
Antônio de Freitas, n. Freg. de Sto. Antônio da cidade de Faro (Algarve, Portugal), fleg. Antônio
José de Freitas e de Josefa Joaquina; em 2ªs núpcias casou em Laguna a 28/X/1824 (fl. 47v) com
Manuel Álvares Cardoso, n. Freg. de São João das Areias (Viseu, Portugal), fleg. José Cardoso
de Campos e de Micaela Maria;
N 22 Ana Angélica de Jesus, n. Laguna, onde a 23/XI/1811 casou com José
Francisco do Canto (v. Miguel do Canto, N 3, aí a sucessão);
N 23 Joaquim Gonçalves Ribeiro, n. Laguna, e que a 15/II/1812 é citado como
morador "no lugar do Morro Grande", bem como a irmã Angélica Rodrigues (que deve ser N 19
retro); casou em Laguna a 10/XI/1820 (fl. 219v) com Ana Josefina (v. Tomás Fernandes de
Oliveira, N 9); pais de:
BN 19 João, fal. Laguna a 18/IV/1824 com 6 meses (fl. 75);
N 24 José Luís, n. Laguna, onde a 25/XI/1830 (fls. 159/159v) casou com Francisca
Josefina (v. Tomás Fernandes de Oliveira, 11-13);
N 25 Luísa Rosa de Jesus, n. Laguna, onde a 11/I/1811 (fl.75v) casou com Manuel
Elias de Godóis, n. Freg. São Roque (São PauIo), fleg. Manuel Elias de Godóis (n. São Roque) e
de Inácia Maria de Jesus (n. Sé de São Paulo); moradores no Morro Grande em 1813; pais de:
BN 20 Maria, n. Laguna a 15/III/1813 (bat. 18/4) (fl. 298v);
BN 21 Custódia, n. Laguna a 16/VI/1818 (bat. 24/6);
N 26 Paulo, bat. Laguna a 19/I/1806 (fls. 73/73v);
F 7 Januária Francisca de Jesus, n. Laguna, falecida antes de 27/X/1800 (novo casamento
de seu viúvo): casou em Laguna a 16/V/1787 com Domingos Fernandes de Oliveira (v. Tomás
Fernandes de Oliveira,F 27 aí a sucessão);
F 8 Escolástica Maria de Jesus, n. Laguna, onde a 30/XI/1793 casou com Francisco do
Canto, viúvo de Desidéria Francisca (v. Miguel do Canto, F 2); não encontramos sucessão;
F 9 Paulo Gonçalves Ribeiro, n. laguna; em 1ªs núpcias casou em Laguna a 31/VII/1798
(fl. 108v) com Antônia Joaquina de Jesus (v. Manuel Pereira da Silva, N-ll); pais de:
N 27 Maria Antônia de Jesus, n. laguna, onde a 16/VI/1823 (fl. 24) casou com
Joaquim Silveira Marques, n. Vila Nova, fleg. Manuel Silveira Marques e de Isabel do Espírito
(sogros, também do Capitão Amaro da Silveira Bittencourt); pais de:
BN 22 Maria, fal. Laguna a 25/II/1828 com l ano (fl. 180):
BN 23 Antônio, fal. Laguna a 2/III/1832 com 6 dias (f 1.281);
N 28 Luís, bat. Laguna a 26/IV/1806 (fIs. 81/81v);
F 9 Paulo Gonçalves Ribeiro em 2ªs núpcias casou em Laguna a ll/l/ 1812 (fIs. 87v/88)
com Albina Antônia (v. João Fernandes Martins, N 4); pais de:
N 29 Ana, n. Laguna a 12/I/1813 (bat. 7/2) (fl. 324v):
N 30 Isabel (gêmea), n. Laguna a 25/VIII/1814' (bat. 11/9) (fl. 368v);
N 31 Josefa (gêmea), n. Laguna a 25/VIII/1814 (bat. 11/9) (fl. 368v);
N 32 Francisco, n. Laguna a 9/III/1816 (bat. 24/3);
N 33 Antônio, n. Laguna a 11/XI/1817 (bat. 3/12);
N 34 Firmina, fal. Laguna a 15/X/1825 com 2 anos (fl. 108);
N 35 Maria, fal. Laguna a 20/II/1828 com 2 anos (fl. 179v);
N 36 Manuel, fal. Laguna a 4/XI/1829 com l ano (fl. 220v).
Segundo Manuel Duarte, o Capitão Anselmo Gonçalves Ribeiro teria tido, com Lourença
Rodrigues, uma filha natural:
F 10 Ana Ribeiro, n. Laguna, e que em 1755 casou com Martinho Gonçalves; o casal foi
para o Rio Grande e teve:
N 37 Antônio, primogênito, bat. Viamão em 1757.
§2
Isabel Gonçalves Ribeiro, casada com João Rodrigues Prates (v. Família Prates);
§3
Francisco Xavier Ribeiro, também concessionário de uma sesmaria no Rio Grande,
contígua a de seu pai; no mesmo ano de 1732.
Do matrimônio com Maria Rodrigues Moreira teve:
§4
Francisco Jorge Ribeiro, que casou com Teresa Maria de Jesus, filha legítima de João
Moreira de Godóis (ou João Moreira de Lima), nat. de São Paulo, e de Simôa da Cunha, n.
Laguna; teve sucessão em Santo Antônio da Patrulha;
§5
Laureana Gonçalves Ribeira, casada com o Capitão Inácio da Silva Maiato (v. este nome);
§6
Catarina Gonçalves Ribeiro, inventariada pelo 1º Cartório do Cível de Porto Alegre em
1818 (feito 72, maço 4, estante 1); foi casada com Manuel de Sousa Passos Ribeiro; pais de:
F 1 Manuel de Sousa Passos Ribeiro; vivia em 1800 em Santo Antônio da Patrulha e em
1831 em Laguna; casou com Matildes Rodrigues de Oliveira, n. Sto. Antônio da Patrulha, fleg.
Pedro Rodrigues de Oliveira e de Isabel Joaquina; pais de:
N 1 Abel, bat. em Santo Antônio da Patrulha em 1800;
N 2 Antônio, fal. Laguna a 28/IV/1831 com 6 anos (f Is. 257v);
§7
Francisco José Ribeiro que, segundo Aurélio Porto, teria transferido residência para
Laguna; com efeito, encontrei um Francisco José Ribeiro que em 20/VII/1787 com citado como
senhor de Manuel e Joana, escravos que nessa data se casaram; era casado com Maria Fernandes
Vieira, que faleceu em Laguna, com 110 anos de idade, a 11/VII/1827, Já viúva (fls. 164/l64v);
pais de:
F 1 Joaquina Maria, n. Laguna, onde casou a 7/II/1791 com José Cardoso (v. Jorge
Cardoso, F 1, aí a sucessão);
§8
Júlio Gonçalves Ribeiro, solteiro em 1790; era Sargento da Cia. de Ordenanças do Capitão
Antônio Gonçalves Ribeiro em 1770, conforme Oswaldo Cabral ("Raízes", pág. 102); deste
Capitão Antônio Gonçalves Ribeiro nenhuma outra referência se conhece; não se tratara de
Anselmo Gonçalves Ribeiro?.
§9
Manuel Gonçalves Ribeiro (filho), que casou com Antônia Inácia de Mendonça ou
Antônia Inácia Pereira, parda forra, fleg. Inácio José de Mendonça e de Maria de Barros Pereira
ou da Exaltação, parda forra, filha natural, reconhecida, de Manuel de Barros Pereira, o famoso
"Menino Diabo"; com sucessão em Santo Antônio da Patrulha.
Intitulado Capitão-Mór em 1784; em 1786 morava "no lugar do Passo Grande do Rio
Tubarão" e deve ter falecido antes de 13/9/1801 (casamento de F 3); de mãe não identificada,
teve o filho Constantino da Costa Moreira e de sua legítima mulher, Dona Ana Maria de Jesus,
inventariada pelo 2º Cartório Cível de Porto Alegre em 1815 (feito 101, maço 4, estante l), os
filhos restante s; sucessão:
F 1 Constantino da Costa Moreira, filho natural; nasceu na Capela de S. João del Rei
(Minas Gerais); casou em Laguna a 17/XI/1792 (fl. 64v) com Josefa Antônia, n. Laguna, filha de
Joana Maria e pai incógnito; pais de:
N 1 Antônio Constantino, n. Laguna, onde a 18/VII/1815 (fl.129) casou com Antônia
Maria do Nascimento, n. Cananéia, filha natural de Quitéria Maria Teixeira, parda forra. e de pai
incógnito (v. Antônio José Teixeira do Prado, (N 8); pais de:
BN 1 Constantino, n. Laguna a 18/V/1817 (bat. 31/5);
F 2 Dona Ana Maria de Santa Rita, n. Ilha de St a. Catarina e falecida antes de 1801; casou
em Laguna a 11/X/1786 (fls. 19y/20) com o Capitão Joaquim José Pereira, n. Freg. de Santa
Quitéria de Meca (termo da vila de Alenquer, Portugal) cerca de 1742, fleg. Antônio Manuel da
Silva e de Catarina Maria. O historiador rio-grandense Manuel Duarte, em artigo publicado na
Rev. do Inst. Hist. e Geográfico do Rio Grande do Sul (1944, 1º Trim., págs. 55/65), fornece-nos
interessantes informações sobre o Capitão Joaquim José Pereira, que foi afamado povoador do
planalto do nordeste rio-grandense e que faleceu em Lajes, como Coronel; segundo aquele autor,
sua sucessão foi a seguinte:
N 2 Umbelina, n. cerca de 1788; casou em Lajes com Nicolau de Lins e Abreu;
N 3 Paulo, n. cerca de 1790; casou antes de 1820 com Ana Maria de Santa Rita, fleg.
do Coronel João da Costa Varela e de Dona Maria Joaquina de Santa Ana;
N 4 José Joaquim Pereira, n. cerca de 1796 ë faleceu em 1844; casou antes de 1822
com Úrsula Maria da Conceição, falecida em 1865, também fleg. do Coronel João da Costa
Varela e de Dona Maria Joaquina de Santa Ana; pais de:
BN 2 Joaquim, falecido criança;
BN 3 Leopoldina, falecida criança;
BN 4 Francisca Hermenegilda de Paula, que casou com José Francisco de
Cândia;
BN 5 Placidina Maria do Nascimento, que casou com Francisco de Paula
Velho;
BN 6 João José Pereira, que casou com Maria Alexandrina; pais de:
TN 1 Gregório José Pereira, casado com Ana Maria Pereira;
TN 2 Maria José Pereira, casada com José Soares de Barros Filho;
TN 3 João José Pereira Pilho;
TN 4 Rafael José Pereira;
TN 5 Honorato José Pereira;
TN 6 José Joaquim Pereira Neto, casado com Francisca Dias de Morais
Fajardo;
TN 7 Amélia do Nascimento;
TN 8 Joaquim José Pereira Sobrinho;
TN 9 Bonifácio José Pereira;
F 3 Dona Caetana Maria de Jesus, n. Laguna, onde casou a 13/9/1801(fls. 128v/129) com o
Tenente João Batista da Costa, morador em Lajes ao casar-se, nat. de Santos (São Paulo), fleg.
do Capitão Inácio da Silva Costa e de Dona Gertrudes Eufrásia dos Reis;
F 4 Dona Cândida Rosa de Jesus, n. Laguna, onde a 23/XI/1807 (fls.41v/ 42) casou com
Antônio José Soares de Campos, n. Freg. de Vila Cova de Carros (hoje pertencente ao Cone. de
Paredes, Distr. do Pôrto, Portugal), fleg. Manuel Coelho Soares e de Maria Dias de Campos; pais
de:
N 5 João, n. Laguna a 3/XII/1811 (bat. 15/12) (fl. 285);
F 5 (provável) Capitão Joaquim da Costa Moreira, já casado com Dona Ana Leonor de
Jesus quando serviram de padrinhos de N 5 retro.
Nat. da Ilha de São Jorge (Açores), casou com Teodósia Machado, nat. da mesma Ilha;
pais de:
F 1 João de Sousa Brasil, n. Ilha de São Jorge; em 1ªs. núpcias casou com Maria do
Rosário, e em 2ªs núpcias, em Laguna a 2/V/1801 (fl. 135) com Joana de Sousa (v. José de
Sousa, F 2); em 3ªs núpcias casou em Laguna a 17/I/1807 (fls. 31v/32) com Clara Teresa de
Jesus, n. Freg. da Lagoa, fleg. Manuel Fernandes Lima e de Benedita Teresa de Jesus; parece
não ter tido sucessão do 2º matrimônio, mas dos dois outros teve:
N 1 (1º matr.) José de Sousa Brasil25, n. Vila Nova; casou em Rio Pardo a
7/VIII/1808 com Florinda Clara de Oliveira, viúva de Alexandre António Pereira Sobral;
N 2 (3º matr.) Maria Rosa de Jesus, bat. Laguna a 3/III/1808 (fl. 143), onde casou a
15/9/1827 com Eusébio da Costa, viúvo de Joaquina Rosa de Jesus (v. Francisco da Costa, N 4).
POVOAMENTO DE LAGES
DISTRITO DE CIMA DA SERRA, VACARIA E LAGES, EM 1766
Walter Dachs
25
Sesmeiro nas Missões, São Gabriel, assim como a esposa. Ascendente de Joaquim Francisco de Assis Brasil
>Antônio Correia Pinto (com 4 pessoas)
>Francisco de Almeida (com 4 pessoas)
>Inácio de Sousa Correia (com 3 pessoas)
>Francisco Manoel da Costa e Sousa (com 4 pessoas)
>Maria da Silva Pinheiro (viúva, com 10 pessoas)
>José Alvares da Silva (com 3 pessoas)
>Francisco Alvares de Aguiar (com 8 pessoas)
>Manoel de Barros Pereira (com 3 pessoas)
>Francisco Alvares Xavier (com 7 pessoas)
>Pedro Gonçalves (com 3 pessoas)
26
Em meados de 1767 o Capitão de Ordenanças José da Silveira de Bitancurt enviou uma carta ao governador
solicitando trazer para sua propriedade na freguesia do Triunfo. No Rio Grande de São Pedro, à margem do Rio Jacuí.
>Joaquim José Pereira (com 4 pessoas)
>José Raposo Pires (com 5 pessoas)
>Antônio Correia Pinto (com 10 pessoas)
>João Antunes Pinto (com 2 pessoas)
>Antônio Gonçalves Padilha (com 5 pessoas)
>Francisco José (com 3 pessoas)
>Simão Barbosa27 (com 2 pessoas)
>Manoel Barbosa (com 3 pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 3 pessoas)
>Bento do Amaral Gurgel (com 3 pessoas)
>Antônio Marques de Arzão (com 2 pessoas)
>Manoel da Silva Ribeiro (com 7 pessoas)
>José Bezerra do Amaral Gurgel (com e pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 5 pessoas)
POVOAMENTO DE LAJES
27
Simão Barbosa Franco e Manoel Barbosa Franco, irmãos.
Silva Leme descobriu 6 filhos do sargento-mór Antônio Rodrigues de Oliveira, dos quais
só um, Albano José de Oliveira, nasceu em Lajes, mas acompanhou os pais de volta a Parnaíba,
o que se deu antes de 1792.
3. Substituiu aquele sargento-mor o seu afim, Joaquim José Monteiro, que em 1792 tinha
45 anos de idade, estava casado com Bárbara Garcia Leite, e já tinha a filha Ana Luiza Clara de
Barros Leite, com 6 anos de idade, e mais 14 escravos. Não sabemos porque Silva Leme chamou
Bárbara Garcia de Matos. Ana Luiza casou-se com o tenente José Mariano de Oliveira, filho do
sargento-mor José de Oliveira Borges e de Francisca Clara de S. Bernardo. Maria Feliciana de
Oliveira, filha deste casal, foi a 1a. mulher do major José Joaquim de Andrade. Tiveram outra
Maria Feliciana, casada com o lajense João Antonio do Amaral Castro, filho de Francisco
Borges do Amaral Castro e Maria Joaquina Varela (Silva. Leme, VI, 194); As filhas Maria
Cândida e Ana Cândida, respectivamente, casaram-se em Sorocaba, onde nasceram, com o Dr.
Vicente Eufrásio da Costa Abreu e o Dr. Cândido Barata Ribeiro; médico propagandista da
República.
4. Alferes Baltazar Rodrigues de Oliveira, em 1777 estava com 32 anos de idade. É o
mesmo mencionado em Silva Leme, VIII, 199, e último filho do casal Baltazar Rodrigues Fam e
Isabel da Rocha do Canto. Era, pois cunhado do capitão-mor. Antes, casou-se com Maria
Oliveira e dela teve, até 1792, os filhos José, João e José Manuel, o que é preciso acrescentar a
Silva Leme.
5. Antônio Marques Arzão, com 47 anos em 1777, era casado com Ana Pedrosa; não tinha
28
filhos :
6. Manuel Rodrigues de Ataíde, com 51 anos de idade em 1792, era casado com Maria do
Rosário, com 38 anos de idade. Filhos: Francisco de Paula, Guilherme Antônio, Manuel, Ana
Delfina, Emídia, Leduína, Maria, Esméria. Vem apenas mencionado Manuel em Silva Leme VII,
180. Era o primogênito do capitão-mor de Parnaíba Guilherme Antônio de Ataíde e Maria
Rodrigues de Miranda, casados em 1740; esta filha do tenente Manoel Rodrigues Fam,
português e Maria Carvalho; aquele, filho de portugueses. A identificação de Manuel Rodrigues
de Ataíde, do manuscrito, com o Manuel, da Genealogia se corrobora com o fato do 2º filho ter o
nome do avô paterno.
Identificamos também este Manoel Rodrigues Fam, seu sogro, cujos pais eram Baltazar
Rodrigues Fam e Maria Benta, de Barcelos, como irmãos de Baltazar Rodrigues Fam; o pai do
mencionado sargento-mor Antônio Rodrigues Oliveira. Porque, Maria Benta, 2ª filha do capitão-
mor Guilherme, trouxe o nome da avó.
Assim, Os povoadores de Lajes todos aparentados, indo de Parnaíba. Existem Ataides no
Sul. Aqui, o seu tronco.
28
Informação incorreta. Ver esse título, com a contribuição de Mauro Esteves.
7. Em 1792 era tenente de auxiliares Pedro Silva Ribeiro, com 46 anos de idade e casado
com Maria de Saldanha, com 32 anos. Filhos: Inácio, 17 anos; Pedro, 13 anos; Jesuíno, 7 anos;
João 5 anos; José, 10 meses, Brites, 16 anos; Eugênia, 11 anos; Maria, 9 anos; mais 7 escravos
Em 1804, Pedro da Silva Ribeiro aparece como capitão reformado, natural do Viamão;
mais os filhos: Francisco, Antonio, Firmino e Rafael e 7 agregados. Tinha fazenda de criar.
8. Em 1792, Antônio Rodrigues de Oliveira Fam29, com 32 anos de idade, estava casado
com Maria Inácia do Amaral Gurgel, de 16 anos, com os filhos: Manoel e Bento. É possível ser
um dos filhos de Antônio Rodrigues de Oliveira do n. 2. e assinou Fam, por diferenciar-se.
Maria Inácia é filha de Bento do Amaral Gurgel, pois deu o nome do avô materno ao 2º filho.
9. Em 1792 tinha 50 anos João Damasceno Córdova e casado estava com Maria
Boaventura do Amaral e Silva, com 40 anos. Filhos: Henrique, 14 anos; Manoel, 12 anos;
Teobaldo Maria; Antonio; João; 11 escravos e 3 agregados. O Córdova era paulista de Santos.
Maria Boaventura podia ser irmã de Bento e José Amaral Gurgel.
Monsenhor Antônio Córdova, natural de Lajes, ordenou-se e foi vigário geral na diocese
de Botucatú, em 1930. Deve ser neto.
10. O capitão Joaquim José Pereira foi português- do Alemquer, tinha 48 anos em 1777, e
28 anos sua mulher, Ana Maria de Santa Rita. Filhos: Umbelina e Paulo. Teve mais Inez,
enviuvou cerca de 1780. Umbelina casou-se com Nicolau Diniz de Abreu, natural de Elvas,
Portugal, e em Lajes moravam em 1807.
11. Em 1792 tinha 64 anos de idade Inácio Dias Cortes, casado com Inês de Chaves, 50
anos. Filhos: Salvador, João, Ângela, Gertrudes e José.
12. Ainda, em 1792, José Antônio Borges, de 22 anos de idade, era casado com Maria
Custódia, com 19 anos. Filhos: Francisco e Leduina. Maria Custodia era de Lajes, da Ilha
Terceira, o Borges. Tiveram mais, até 1805: Manoel, José, João, Ana, Maria, Antônio.
(Aqui está a neta, esposa do dr. Cândido Barata Ribeiro, prócer republicano, casamento
em Sorocaba).
13. Mateus José de Sousa, natural de Angra, na Terceira, estava em 1804 com 66 anos de
idade, casado com Clara Ataíde, com 38 anos. Filhos: Balduíno ,Maria, Mateus, .Manoel, João
Maria.
14 Em 1795 José Martins Ferraz, casado com Francisca, tinha os filhos: Evaristo, Fabiano,
Maria, Senhorinha, Saturnino.
15. Outro sargento—mor, em 1797, foi Miguel Pedroso Leite, de 64 anos, casado com
Inocência, 50 anos. Filhos: Maria e Escolástica.-
16. Miguel Bicudo de Brito, com 41 anos em 1792, casado com Ana Maria, de 24 anos,
tinha os filhos: Manoel, com 10 anos; Diogo, com 5; José, com 3; Maria, com 2 anos.
29
No original é com “m”, há variantes de Fam com “n”.
Ele era. de Parnaíba. Há de ser um dos filhos de Manoel Bicudo de Brito (Genealogia
Paulistana, VI, 340) que Silva Leme não descobriu.
17. Bento Soares da Mota em 179 tinha por esposa a Domingas Leite.
39718. Matias Gonçalves Furtado, casado com Bárbara Serena, em 1792 tinha os filhos
Alberto, com 13 anos, Manoel, Maria, Ana e Bárbara.
19. Manuel José Correia da Câmara, com 43 anos de idade em 1792, era casado com
Catarina Silva, de 33 anos. Filhos: Francisco, 14 anos; Antonio, 13; Joaquim, 9; Manoel, 8;
Floriano, 7; Ana, 5; José, 4; Maria, 2; Eufrásia, 8.
20. .Manuel Pereira Prisco Bicudo era casado com Esméria, em 1795, curtia couros para
vender no Viamão.
21. Francisco José de Santana em 1795 estava com 23 anos de idade, casado com Maria,
15 anos. Tropeiro.
22. Em 1804, Joaquim dos Santos, 42 anos, de Lisboa, c. c. Maria, l8 anos. Clara, filha, 2
anos.
23. ldem André. Guimarães Alboim30, 44 anos, de Sta. Catarina. Florinda, sua mulher, 23
anos. Filhos Maria, Manoel, José, Ana. Era capataz do falecido Manoel Araújo Gomes.
24. Bento Antônio de Camargo, 59 anos. Josefa, sua mulher, de Goiaz, 48 anos. Filhos
José, Manoel, Bibiana, Miguel.
25. Vicente Rodrigues de Oliveira, 39 anos, de Atibaia. Tecla, sua mulher, 29 anos. Filhos:
Maria, Antônio, Ana, Tomasia, Gertrudes. Arrematante do passo do rio Pelotas.
26. Manoel Gomes Pereira, 44 anos, do Rio de Janeiro, lavrador. Maria, sua mulher, 28
anos.
27. Antônio Pontes; 50 anos, da ilha de S. Miguel. Sua filha Madalena, 16 anos.
28. Manoel Teixeira de Brito, 45 anos, do Rio Grande. Eufrasina, sua mulher, 21 anos.
Filhos: Manoel, Silvério, Luiz, Joaquim e. José.
27-A. Manoel Ferreira Prisco, tabelião, nascido no Porto, era casado com Esméria. O
mesmo Prisco Bicudo. Filhas: Senhorinha e Antônia.
28-A. José Rosa Leite, cabo, de Itapetininga, era casado com Maria Francisca. Filha: Ana.
29. Tenente Joaquim Oliveira casado com Maria Joaquina, tinha os filhos José Joaquim,
com 14 anos, João, José, Manoel, Antônio, Ana.
30. Em 1810, Joaquim Ribeiro Amaral, de Minas, com 43 aos de idade, era casado com.
Páscoa Rodrigues de Oliveira, do Viamão. O filho Joaquim, de 14 anos, natural do Viamão.
31. Em 1810, André Guerreiro Alboim, de S. Catarina, era casado com Florinda Amaral,
de Lajes, 30 anos. Filhos: Manoel, Maria, Jose, Ana, Isabel, Maria.
32. Joaquim Antonio de Morais31, de Sorocaba, 34 anos. Bernardina Luiz, de Paranaguá,
28 anos. Filhos: Maria, Manoel, João, Bernardina,
33. Antônio Camargo Moreira, 63 anos; de Sorocaba. Ana Maria, sua mulher, 40 anos, de
Porto Alegre. Filhos: Páscoa, 22 anos; Maria, 18; Joaquim, 16. -
34. Manoel José Moreira, 32 anos, de Sorocaba. Maria, sua mulher. Filhos: Constantino;
Ana, Maria, Felicidade.
35. Manoel Diniz, de Taubaté, 67 anos.- Gertrudes, sua mulher, de Lajes, 32 anos. Filhos:
Manoel, Antônio e Timoteo (8, 4 e 3 anos).
36. Antônio Paes, 48 anos, de S. Paulo. Ana Maria, sua mulher,
40 anos, de Lajes. . Filhos João, .Maria, Cândido, Constantino, Felicidade, Antônio,
Antônia.
37. Inácio Antunes, de Faxina, casado com Francisca, de Sorocaba. Filhos: Francisco,
Lourenço, Dámaso, Inácio, Delfina, Apolônia, Maria.
38. Antônio Guedes, casado com Maria. Filho: Antônio, de Itapetininga.
39. 1816,. Floriano Oliveira Branco, c.c. Ana, de Sorocaba.
40. Manoel Joaquim Raposo, do Viamão, c.c. Francisca. Filhos: Bento, Teresa-;
Escolástica, Maria.
41. 1810, Joaquim Soeiro, 50 anos. Ana, sua mulher, 40 anos. Filhos: Joaquim, Ana e José.
42. Manoel Santana, do Viamão, c. c. Maria Ataíde.
Em 1792, José Amaral Gurgel, 48 anos, c.c. Maria Nascimento .Jesus, 38 anos. Filhos:
Antônio, 18 anos; Joaquim, 16; Amatildes, 12; Gertrudes 10, Inácia 7’Manoel 5; João, -2.
Em 1795, Capitão-mor regente Bento Amaral Gurgel, 70 anos. Genoveva, sua mulher, 17
anos. Bento, filho, 1 ano. 7 escravos.
Nesta descendência está Francisco das Chagas do Amaral Fontoura, pai do ilustre
republicano Ubaldino do Amaral, natural da Lapa, advogado e jornalista em Sorocaba.
3. Em 1795, Manoel Cavalheiro Leitão, 23 anos, c. c. Matilde Amaral, 15 ano; Filho:
Inácio José, 1 ano.
O mesmo em 1804, natural do Rio Grande, escrivão. Inácio, 6 anos; José, 5 anos
Inocência, 5 anos; Antônio, 2 anos.
Matilde é, evidentemente, a filha de José do Amaral Gurgel, do n. 1. Uma filha de Manoel
Cavalheiro e Matilde casou-se com Luciano Gonçalves Pacheco, já em Sorocaba, Pacheco que
era também Fontoura, e de Mariana, Minas.
30
No original, há variantes com “n” no final.
31
Navarro
NOTA AO POVOAMENTO DE LAJES
No. 3. Francisca Clara de S. Bernardo, mulher de José de Oliveira Borges (o casamento foi
em S. Francisco do Sul)- foi filha do capitão Francisco Luiz de Oliveira, que foi dizimeiro em
Sorocaba, Curitiba, Paranaguá, S. Francisco, residindo à rua da Ponte, em Sorocaba, onde
faleceu em 1814. Pelo seu inventário se vê ter sido natural de Loirinhã, Pontes Vedras, Lisboa,
filho de Pedro Martins e Luiza Fonseca. Casou-se em São João del Rei com Maria Rosa, filha de
Luiz Gomes do Couto e Antônia Lopes. Assim os atuais descendentes de Ubaldino Amaral e
Cândido Barata veem a sua árvore – aumentada para Portugal e Minas. O capitão Francisco Luiz
teve só mais um filho, o cônego Manuel Caetano de Oliveira, do cabido de São Paulo; mas da
segunda esposa, que foi - Delfina Mauricia de Sá, da Campanha em Minas, filha de Domingos
Inácio de Araújo e Maria Caetana de Sá. O 2º. Domingos Inácio de Araújo foi cunhado de
Francisco Luiz, e casou-se na família Mascarenhas. Foi povoador do Guarapuava. O sul do
Brasil é um só nas suas ramificações genealógicas.
No. 14. José Martins Ferraz veio para Sorocaba, sua esposa era Pedroso. Francisca
Pedroso. Tiveram aqui: Escolástica. Gertrudes e Ana. Senhorinha casou-se com Policarpo
Camargo; Maria, que assinava também Maria Ângela, casada com Bento Rodrigues e teve Maria
Angélica, Inácio e Francisco. A estes Martins Ferraz- pertencem o doador do terreno, em parte, e
também vendedor, onde se construiu o quartel do 7º batalhão, em Sorocaba, e o falecido
deputado Nogueira Martins, com geração na Capital.
No. 1-. Matilde do Amaral era casada com Manuel Cavalheiro Leitão, de Porto Alegre.
Será o mesmo que Silva Leme chama. Cavalheiro Leite. Matilde morou em Sorocaba, à rua de S.
Antônio. Os filhos iam buscar tropa na estância de Lajes. Sua filha Maria da Glória casou-se
com Manuel, filho de Lenciano Gonçalves Pacheco e Escolástica Maria de Almeida, mineiros.
De Matilde vem os Cavalheiro do Amaral, o recentemente falecido desembargador
Antonino Vieira do Amaral. No volume III, 140, Silva Leme dá a filiação de Genoveva, esposa
do capitão-mor Bento do Amaral Gurgel. Era Fontoura e, talvez, dai vêm Francisco das Chagas,
pai de Ubaldino.
O SERTÃO DE CURITIBA. FUNDAÇÃO DE LAGES
Roselys Roderjan
Cumprindo a sua meta da expansão da Capitania de São Paulo para "os sertões", o
morgado de Mateus escreve a 24 de dezembro de 1766 ao conde de Oeiras, que o seu intento de
"... fazer uma ou mais povoações nas chapadas de Vacaria" se concretizara, pois realizara o
contrato com Antônio Corrêa Pinto para o servir como capitão-mor nos "Campos de Lagens".
A denominação de "sertão" designava, na época, regiões desconhecidas ou despovoadas.
No século XVII, os Campos de Curitiba, que se localizavam entre esta vila e a Borda do Campo,
início das matas da Serra do Mar, eram chamados de "Sertão de Paranaguá". Para o sul e
sudoeste, estaria situado o "Sertão de Curitiba", "... Sertam que medea entre a Villa de Coretiba32
e sima da Serra do Viamão, em distancia de cento e cincoenta legoas despovoadas...", como
escreveria mais tarde o morgado de Mateus.
É encontrada a primeira citação sobre o "Sertão de Curitiba", quando o provedor e
administrador geral das minas da Repartição Sul, Rodrigo de Castelo Branco, ao saber da notícia
da descoberta de minas nos Campos de Curitiba, partiu de Santos para fazer o reconhecimento.
A 13 de agosto de 1679, despacha uma ordem para ". . . descobrimentos de ribeiros de ouro de
lavagem no Sertão de Curitiba. . ."
O "Sertão de Curitiba" e o "Sertão de Tibagi" faziam parte desses desconhecidos "sertões"
que em 1721 o ouvidor Rafael Pires Pardinho deixava sob a jurisdição da Câmara da Vila de
Nossa Senhora da Luz de Curitiba:
... terão estendido para em todo este território do Rio Itararé para a gente do Sul, com o
mais, que fica da Seira a Cima e sertões exercitar esta Câmara suas jurisdições. . .
32
CORETIBA. Do guarani: Core-i (y)+tuba=bastante=muito porco. Há um trabalho de Francisco Filipak Curitiba e
suas variantes coré-curé-curiy. A Câmara Municipal adota oficialmente a grafia – Curytuba em 25 de julho de 1919.
Estante Paranista nº42, 1999. Curi= pinheiro. Em vêz de abundância de porcos, o certo seria a abundância de
pinheiros, terra dos pinheirais. (Informação de Pedro Ari Veríssimo da Fonseca).
"outra banda do Registro". Aí se formava uma povoação, por onde passavam as tropas de gado,
que, vindas do sul, pelo caminho do Viamão, dirigiam-se para o Registro do rio Iguaçu. Essa
povoação foi elevada a freguesia por Afonso Botelho em 1769, com o nome de Santo Antônio
do Registro, denominada mais tarde Vila do Príncipe e finalmente, Lapa. Da Lapa para o sul
principiava então, o Sertão de Curitiba.
Por ordem no Morgado de Mateus, Antônio Correia Pinto vai fundar uma povoação nesse
longínquo "sertão", mais propriamente nos Campos "das Lagens". Ele foi nomeado a 9 de junho
de 1766 capitão-mor regente do "Certão de Curitiba", o qual principiava no Campo da Estiva e
ia até as fronteiras da Capitania de São Paulo. Partindo com sua família em
agosto de 1766, da cidade de São Paulo, mandou, a 20 de outubro do mesmo ano, registrar
sua Carta-Patente de capitão-mor regente na vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de
Curitiba. Chegou aos campos "das Lagens", a 6 de novembro de 1766.'"
Para o morgado de Mateus, entretanto, não foi fácil manter essa povoarão, que ele achava
que poderia ser útil para fazer a testa". . . às Missões Castelhanas e fortificar o rio das Pelotas,
por ser o passo mais defensível daquele sertão. Ele comenta a 9 de fevereiro de 1768, em carta
escrita à Secretaria do Estado, que a fundação de povoações é muito útil e necessária, mas
apresenta muitas dificuldades. Os " novos habitadores (...) uns não querem, outros pedem o que
não há, outros choram, outros se escondem". Mas conciliar "as vontades", era ainda mais
penoso. Ele se refere aqui às reclamações feitas pelo vigário do Viamão, reinvidicando para sua
jurisdição a área ocupada por Antônio Corrêa Pinto, onde dois religiosos, destinados pelo
Bispado da Capitania de São Paulo, estavam exercendo os seus "exercícios paroquiais". Foram
necessárias as certidões dos oficiais da Câmara de Curitiba e a atestação do seu juiz ordinário,
para resolver a questão dos limites da Capitania de São Paulo e estabelecer a jurisdição a que
tinha direito Antônio Corrêa Pinto.
Sebastião Teixeira de Azevedo, juíz ordinário da vila de Curitiba, a 14 de março de 1767,
atesta:
“... debaixo do juramento do meu cargo, que é dos Santos Evangelhos, digo que o Distrito
desta Vila compreende para o sertão do Sul, até o Rio das Pelotas, que é o que divide o Campo
das Lagens do Campo de Vacaria, cujo termo, ou baliza foi conhecido sempre de todos, por cujo
motivo sempre as justiças desta Vila administraram ato de jurisdição, sem impedimento,nem
contradição, como se vê do cartório desta Villa”
Os primeiros povoadores da vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens teriam vindo
de São Paulo com o seu fundador, o capitão-mor regente Antônio Corrêa Pinto ou chegaram
logo depois com suas famílias, passando a constituir novos núcleos familiares. Alguns já
conheciam a região, como o capitão-mor regente do Sertão de Curitiba ou já estavam
estabelecidos no local. Dos que estão citados nas atas da Câmara de Lages e outros que
assinaram suas vereanças, DACHS procurou levantar as biografias e referências genealógicas, as
quais publicou no Guia Serrano, de Lages, à semelhança do que realizou Moacyr DOMINGUES,
no Rio Grande do Sul, quando escreveu no Diário Serrano de Cruz Alta, sobre os primeiros
povoadores dessa região serrana do Planalto Médio.
Walter DACHS consultando os registros da Câmara de Lages, informa que de 13 a 14
moradores, seu número cresceu para 100 fogos, na época do morgado de Mateus, porque, para
incentivar o povoamento, ele concedia indultos a quem fosse se estabelecer "neste certão", além
de não cobrar os quintos sobre os animais negociados. Porém, quando Lobo de Saldanha
assumiu o governo da Capitania, houve execuções de processos e passou a ser cobrado o
imposto sobre os animais. Despovoou-se a vila, sendo que em 1781,45 famílias retiraram-se para
o Viamão e para Curitiba, existindo só 35 fogos.
O temperamento violento do capitão-mor Antônio Corrêa Pinto também teria concorrido
para esse despovoamento, depois de suas brigas com os camaristas. Em 1786, estando em São
Paulo para tratamento de saúde, moravam na vila somente seu substituto, Bento do Amaral
Gurgel, o reverendo vigário e o escrivão da Câmara, expostos aos ataques dos bugres.
O primeiro cadastramento da população do distrito da vila de Lages, foi feito pela
Ordenança, em 1777, já ao tempo do novo governador da Capitania de São Paulo, o capitão-
general Martins Lopes Lobo de Saldanha, que substituirá em 1775 o Morgado de Mateus no
governo da Capitania. Esse cadastramento foi assinado por Antônio Corrêa Pinto de Macedo,
"capitão-mor regente da vila de Nossa Senhora dos Prazeres do Sertão de Lages, Fronteira da
Capitania de São Paulo". O "Mapa Geral" dos "povos", acusa uma população de 662 pessoas,
entre brancos, pardos, índios e pretos. Homens e mulheres "brancos e pardos" formam um total
de 367 pessoas, possivelmente livres. Há 94 "índios" de ambos os sexos, 119 "cativos" e 10
"pretos forros".
Nas novas listas de 1789, 1790, 1792 e 1794, já organizados em outro sistema, onde
poucos índios são indicados, os escravos e os agregados e suas famílias são cadastrados após
seus proprietários ou patrões, depois da esposa e os filhos deste. De todos constam os nomes e
idades. São listas simples, que trazem também o número de "fogos" ou lares e "resumos", com a
população cadastrada pelas idades e o número de nascimentos e mortes (óbitos) havidos durante
o ano.
A esposa de Antônio Corrêa Pinto, Maria Antonia de Jesus e seus irmãos Baltasar e
Antônio Rodrigues de Oliveira, que passam a residir em Lages, descendem dos Fan de Oliveira,
paulistas. Tornaram-se todos parentes de Bento do Amaral Gurgel e de Miguel Pedroso Leite,
através dos sucessivos casamentos havidos em Lages, entre seus filhos e netos.
A primeira esposa de Bento do Amaral Gurgel, este o segundo capitão-mor de Lages, é
Maria Catarina de Jesus Fragoso, pertencente à família Soares Fragoso, de Taubaté (SP), assim
como Manoel Marques Arzão, pai da esposa de José do Amaral Gurgel, irmão do capitão-mor
Bento do Amaral Gurgel, todos residentes em Lages. São numerosos os descendentes dos
Amaral Gurgel e de Miguel Pedroso Leite, os quais passam a se chamar Amaral Cavalheiro e
Fontoura do Amaral. Vários deles se estabeleceram na região de cima da serra, no Rio Grande
do Sul. Maria Boaventura do Amaral, sobrinha de Bento do Amaral Gurgel, foi casada três vezes
e teve do seu primeiro marido José Francisco de Morais Navarros, entre outros filhos, Manoel
Antônio do Amaral, que fixou residência em Cruz Alta e Maria Jacinta do Amaral, de quem
descende Nereu de Oliveira Ramos, que foi presidente do Brasil e interventor de Santa Catarina.
Todas essas informações são fornecidas por DACHS, nos seus artigos publicados no Guia
Serrano.
A biografia do sargento-mor Miguel Pedroso Leite, foi levantada através da consulta a
variada documentação, merecendo neste trabalho significativo destaque, assim como Antônio
Ribeiro de Oliveira. O realce dado a Antônio Ribeiro de Oliveira, foi motivado pela descoberta
da sua ligação com Ana Joaquina do Amaral, que casou com o alferes Atanagildo Pinto Martins.
Estes passaram de Castro, no Paraná, para o Planalto Médio do Rio Grande do Sul,
acompanhados de muitos parentes. Ana Joaquina é filha de Antônio Ribeiro de Oliveira e de
Ana Maria do Amaral, sobrinha de Bento do Amaral Gurgel. Seus nomes constam na primeira
lista de habitantes de Lages, em 1777, onde não mais residem em 1789.
Bernardino da Costa Filgueira, cujo nome também aparece nas listas de habitantes, com
sua mulher, sua filha e seu genro Manoel Teixeira de Oliveira Cardoso, é natural de Curitiba,
neto do capitão-mor João Rodrigues de França, já citado. Descendentes seus transferem-se mais
tarde para a região serrana do Rio Grande do Sul.
Bernardino da Costa Filgueiras, da Villa de Lages. Uns campos e matos
chamados os Indios, termo da mesma Villa, que principiam na serra do rio
Caveiras donde saem dois ribeirões, um chamado o Piçarrão, que divide os
campos de José do Amaral e outro que passa do mato de S. Catharina, chamado a
posse de José Gomes e ambos deságuam no rio Canoas e fazem fundo os campos
do suplicante (Sesmarias do Paraná).
Manoel Teixeira Oliveira Cardoso33, da Villa de Lages. Uns campos
devolutos que têm seu principio no fim dos matos do potreiro Grande e Potreiro
de N. S. servindo-lhe de divisa por um lado o córrego que divide os campos de
Manoel Correa da Camara e do outro o ribeirão que sai do mato grosso e divide
os campos do serrito, que ambos deságuam no rio Caveiras, onde faz fundos os
ditos campos (Sesmarias do Paraná).
Nos artigos de Walter DACHS há várias referências sobre moradores de Lages dessa
segunda metade do século XVIII, que teriam casado com mulheres nascidas em Curitiba.
Também é constante, o elemento vindo de Portugal. Os primeiros povoadores que emigram de
São Paulo, descendem dos Taques, Lara, Leme, Godoi, Proença, Pires, Almeida, Gois, Arruda e
33
Em Lages.
outros, estabelecidos em São Paulo ao tempo da Capitania de São Vicente, nos séculos XVI e
XVII.
Antônio Corrêa Pinto e Maria Antonia de Jesus
Antônio Corrêa Pinto nasceu no antigo arcebispado de Braga, ao norte de Portugal, filho
de Luis Corrêa Pinto e Antonia Isaura de Macedo. Casou em 1759 com Maria Antonia de Jesus,
filha do alferes Baltasar Rodrigues Fa N (Port.) e Isabel da Rocha do Canto (SP). Era irmã do
sargento-mor Antônio Rodrigues de Oliveira e Baltasar Rodrigues de Oliveira, residentes em
Lages.
Baltasar Joaquim de Oliveira e Antônio Rodrigues Fa N de Oliveira, filhos do sargento-
mor Antônio Rodrigues de Oliveira, casaram respectivamente com Maria Joaquina do Amaral
Gurgel e com Maria Inácia do Amaral Gurgel, filhas do capitão-mor Bento do Amaral Gurgel e
de Maria Catarina de Jesus Fragoso, todos residentes em Lages.
Antônio Corrêa Pinto e sua mulher Maria Antonia de Jesus não tiveram filhos. Consta que
Antônio Corrêa Pinto só teve em Lages um parente consanguíneo, que foi Antônio José de
Miranda (de Portugal), seu sobrinho. Os demais citados são todos familiares de Maria Antonia
de Jesus. Sua descendência foi tratada por Walter DACHS, nos seus artigos publicados no Guia
Serrano, jornal de Lages, de 1960 a 1964.
Antônio Corrêa Pinto e sua mulher Maria Antonia de Jesus, foram em 1766 fundar Lages,
a mando de dom Luis Antônio de Sousa, o Morgado de Mateus. Levaram todos os seus bens e
foram acompanhados de vários parentes, entre os demais fundadores. Ele foi como capitão-mor,
regente do Sertão de Curitiba, cargo que exerceu até sua morte, a 25 de setembro de 1783.
Roselys Roderjan
Antônio Ribeiro de Oliveira, casado com Ana Maria do Amaral, residiu em Lages com sua
família onde tinha "fazenda de criar", tendo sido vereador em 1775 e juiz ordinário em 1777. Na
lista de habitantes da vila de Lages de 1778, Antônio Ribeiro de Oliveira, de 41 anos, casado
com Ana Maria do Amaral, de 34 anos, possui os seguintes filhos: Bento, de 13 anos, Original,
de 8 anos, Amatildes, de 9 anos, Ana Joaquina, de 4 anos, José, de 2 anos e Hipólito, de meses.
"Numa relação publicada por DACHS, foi registrado seu filho Bento Ribeiro do Amaral, nascido
em 1764, casado com Gabriela Maria da Trindade, filha do capitão-mor Rodrigo Felix e de Ana
Maria de Jesus. Sua filha Ana Joaquina, que em 1777 aparece na lista de habitantes com 4 anos,
casa com o irmão de Gabriela Maria da Trindade, Atanagildo Pinto Martins."
Ana Maria do Amaral é irmã do frei Inácio Dias do Amaral Gurgel, que foi o sexto
vigário da freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens, ambos filhos de Ana Maria do
Amaral Gurgel, irmã de Isadora do Amaral Gurgel, esta mãe do capilão-mor Bento do Amaral
Gurgel. Ana Maria Gurgel do Amaral era casada com Inácio Dias da Silva e sua irmã Isadora
do Amaral, com José Gonçalves Ribeiro. Eram filhas de Escolástica de Godoi, casada com
Bento do Amaral e Silva, que inicia a descendência dos Amaral Godoi de Lages."
Ana Joaquina do Amaral, filha de Antônio Ribeiro de Oliveira e de Ana Maria do Amaral,
dos seus dois casamentos, com João Bonifácio Antunes e depois com Atanagildo Pinto Martins,
teve importante descendência no Planalto Médio do Rio Grande do Sul. No seu testamento,
firmado em 1843, em Cruz, Alta (RS) consta que seu pai Antônio Ribeiro de Oliveira Neves",
nasceu na Província de Minas Gerais, assim como ela própria, sendo sua mãe Ana Maria do
Amaral natural da cidade de São Paulo.
Roselys Roderjan
Miguel Pedroso Leite nasceu em São Paulo, descendente de João do Prado e Felipa
Vicente, povoadores de São Vicente, no século XVI, pela filha destes, Isabel do Prado, que
casou com Pascoal Leite Furtado. Miguel Pedroso Leite era filho de Antônio Pedroso de
Oliveira e Maria Pais Domingues, ele tetraneto de Isabel do Prado.
Como capitão, Miguel Pedroso Leite atuou em Rio Pardo (RS) em 1763 e em 1774, ao
lado de, respectivamente Francisco Pinto Bandeira e Rafael Pinto Bandeira, nas Guerras do
Sacramento.""
Em 1789 é sargento-mor da "Vila Nova de Castro" (PR) onde reside com sua família,”
tendo se transferido depois para a vila de Lages, onde foi cadastrado na "lista de habitantes da
vila de Lages" de 1794, com 60 anos, casado com Inocência Maria Pereira Pinto, de 46 anos, e
os filhos Manoel Cavalheiro Leitão (25 anos), Barbara (16 anos), Genoveva (14 anos), Maria (8
anos), Maria de Pomocene (4 anos), 4 escravos e 6 agregados."2
Sua filha Genoveva casa em 1796 com o capitão-mor de Lages, Bento do Amaral Gurgel;
a filha Barbara casa com "Joannes Annes", filho desse capitão-mor" e Manoel Cavalheiro Leitão
com Matildes do Amaral, filha de José do Amaral Gurgel, este irmão do capitão-mor Bento do
Amaral Gurgel.”.
Inocência Maria Pereira Pinto, casada em Rio Pardo em 1763, com Miguel Pedroso Leite,
era filha de Francisco Barreto Pereira Pinto (Portugal) e de Francisca Velozo da Fontoura,
troncos de numerosa descendência no Rio Grande do Sul. de famílias de generais e almirantes.
Inocência faleceu em Rio Pardo, a 5 de agosto de 1804 e o sargento-mor Miguel Pedroso Leite, a
27 de maio de 1811, em Porto Alegre."'
Os dados encontrados em DACHS, LEME, FELIZARDO, no arquivo de Moacyr
DOMINGUES e nas listas de ordenanças, permitem organizar a seguinte relação, dos filhos de
Miguel Pedroso Leite e Inocência Maria Pereira Pinto:
1. Francisco de Paula Barreto Pereira Pinto.
2. Miguel Cavalheiro Leitão.
3. Antônio Pinto Carneiro da Fontoura.
4. Manoel Cavalheiro Leitão.
5. Manoel de Jesus (ou Joaquim) Carneiro da Fontoura.
6 Faustina.
7. Inácio.
8. Desembargador João Pedroso Leite.
9. Genoveva Raquel Maria da Fontoura (ou Maria Leite).
10. Barbara Francisca Velozo da Fontoura.
11. Maria das Dores da Fontoura.
12. Escolástica Velozo, falecida solteira.
13. Maria de Pomocene Carneiro (ou Policena).
14. Inocência Maria Pinto.""
DACHS também nos revela, que de:
.... todos os catorze filhos, entre sete rapazes e sete meninas que, em os
mais diversos sítios por esta brasileira terra afora, nasceram de
Inocência Maria Pereira Pinto e ao irrequieto e destemido sargento-mor
Miguel Pedroso Leite, casaram no distrito da vila de Nossa Senhora dos
Prazeres das Lagens três moças e um só varão."
Walter Dachs
34
O sargento-mor de Lages era filho de Balthazar Rodrigues Fam e Isabel da Rocha do Canto. Era cunhado do
capitão-mor e povoador de Lages Antônio Correia Pinto de Macedo, c.c. Maria Benta Rodrigues. Sua esposa, Isabel
de Oliveira era filha do capitão-mor (de Parnaíba ?) Rafael de Oliveira Leme e de Bárbara Garcia., esta filha de
Manuel Garcia Bernardes e de Maria de Lima (Título Carrascos). Também era cunhado do alferes Balthazar
Rodrigues de Oliveira, citado em Silva Leme VIII, 199. Foram omitidos seus filhos José, João e Manuel, filhos de
Maria Oliveira. Cônego Luiz Castanho de Almeida.
35
José Martins Ferraz. Pais de: Evaristo, Fabiano, Maria, Senhorinha, Saturnino (Cônego Luiz Castanho de Almeida).
Ainda tiveram Escolástica, Gertrudes e Ana Senhorinha que c.c. Policarpo Camargo Maria.
F3 Custódia Maria de Barros Leite36 natural de Araçariguama. Casou, aos 26 de julho de I
781 com José Corrêa de Morais Navarros, natural de Taubaté, filho de Gaspar Corrêa de Morais
e de Maria do Rosário de Jesus, a qual, sendo filha de Álvaro Soares Fragoso, era irmã de
Catarina Soares Fragoso, primeira mulher de Bento do Amaral Gurgel Annes (cfe. Artigo XXII
(deste Histórico), e de Bento Soares da Motta (cfe. Cap. XXVI deste Histórico);
F4 Luiz Antônio que nasceu no ano de 1775;
F 5 Maria Antônia que foi batizada em Lages aos 25 do abril de 1173;
F 6 Rita Antônia de Oliveira que foi batizada em Lages aos 18 de julho de 1775, casou, no
ano de 1795, em Itú com o Alferes Bento Dias de Cerqueira Leite, natural de Cuiabá, filho de
Francisco Leite Ribeiro e de Maria Leite de Campos;
F 7 Bárbara Garcia de Barros, natural da Vila de Parnaíba, era casada três vezes em
primeiras núpcias, aos 21 de fevereiro de 1773, em Lages com Manuel Barbosa Franco, natural
de Portugal, filho de Antônio Pereira e do Maria Barboza (cfe. Cap. XXV deste histórico ).
O tenente Manoel Barbosa Franco e Bárbara Garcia de Barros, sua mulher (Cfr. Cap.
XXV) eram legítimos possuidores de uma sesmaria de terras, sitas no lugar chamado RINCÃO
DAS CAVEIRAS. Da qual, no dia de finados de 1774, fizeram doação a suas sobrinhas Teresa
Barbosa e Maria Barbosa,
Em segundas núpcias aos 21 de Fevereiro de 1781, em Lages com Joaquim José
Monteiro37, segundo sargento-mór de Lages, filho de Manuel Monteiro da Maya e de Ana Luiza
Clara; em terceiras núpcias, no primeiro dia do mês de março de 1795, também em Lages casou
com o Alferes Joaquim Ferreira Barboza, natural da Vila de Jundiaí.
Do segundo matrimônio com José Joaquim Monteiro, teve:
F 1 Manoela;
F 2 Ana Luiza, nascida a 8 e batizada a 29, tudo do mês de julho do ano de 1787 em
Lages. Casou com o tenente José Mariano de Oliveira, filho do sargento-mor José de Oliveira
Borges e de Francisca Clara de S. Bernardo.
BN 1 Maria Feliciana de Oliveira, filha deste casal, foi a 1a. mulher do major
José Joaquim de Andrade.
A viúva do sargento-mor José Joaquim Monteiro, cerca de dois anos após o falecimento
deste segundo marido, precisamente no primeiro dia do mês de março de 1795, contraiu terceiras
núpcias com o alferes Joaquim Ferreira Barbosa, natural da vila de Jundiaí.
“O tenente Manoel Barbosa Franco e sua mulher eram legítimos senhores e possuidores de
36
Pedro de Barros Leite (M. Duarte), filho de Antônio Bicudo de Barros e de Josefa de Arruda Leite. Possuidor da
FAZENDA DA CHÁCARA, no Planalto Rio-grandense, cuja metade vendeu em 1778 a Júlio da Costa Ribeiro. A
outra metade herdou a filha Inácia Joaquina de Andrade, c.c. Antônio Fernandes de Lima. FAZENDA DO
SOCORRO. Em 2ª.s núpcias casou com Gabriel Rodrigues de Campos, filho de Manoel Rodrigues de Jesus.
37
Pais de: Ana Luiza Clara de Barros Leite. Esta casou com o tenente José Mariano de Oliveira, filho do sgto-mór
José de Oliveira Borges e de Francisca Clara de São Bernardo.
uma sesmaria de terras citas no lugar denominado RINCÃO DAS CAVEIRAS, que partem de
uma banda com Sebastião Pinto dos Reis, e da outra a Antônio de Souza Pereira e com campos
do capitão Simão Barbosa Franco, pelo outro lado a Costa da Serra, os quais campos houve o
dito tenente por Tenente por título de sesmaria pela secretaria desse governo. Dessas terras, no
dia de finados de 1774, o casou doou a suas sobrinhas Tereza Barbosa e Maria Barbosa, filhas
legítimas do capitão Simão Barbosa Franco e de sua mulher, Antônia de de Siqueira, já defunta,
com a condição porém de que nenhuma das ditas suas sobrinhas nem o marido de uma, Manoel
Francisco Guimarães, poderão em tempo algum admitir nos ditos campos o seu irmão Felipe
Babosa, com pena de que se não assim o fazendo, a doação não terá valor algum”.
F 8 Gertrudes Mariana de Barros Leite, batizada na freguesia de Nossa Senhora da Penha
de Araçariguama, casou aos 15 de abril de I 771, em Lages com Bento Manoel de Almeida Paes,
que era filho de Jerônimo da Rocha e Oliveira e de Maria Paes Gonçalves, assim com parente da
mulher do fundador de Lages (cfe. Cap. XLIII deste Histórico).
Walter Dachs
"Aos honze dias do Mez de Julho de mil Sete cento e SeSenta e nove annos
bautizey, pus os Santos Óleos a Jozé, innocente, filho de Antonio Rodrigues da
Oliveyra, e de Sua mulher Izabel Antonia do Oliveyra: forao padrinhos: o
Thenente Manoel Barboza. Franco, homem Solteyro, Dona Maria Antonia de
Jesus, mulher do Capitão-Mor Regente Antônio Corrêa Pinto; todos desta
freguezia de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens, e para constar fis este
aSento no mesmo dia, mes, e anno Supra. O Vigario Paulo Severo d Moraes de
Olivrª".
Na qualidade do Juiz Ordinário, Antônio Rodrigues do Oliveira presidiu a
primeira sessão de Câmara dos Vereadores realizada, aos 3 de novembro de
1771, na novel Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens.
Deveria ter sido, portanto, bastante graves os motivos que, no dia 22 de
maio de 1771, impediram Antônio Rodrigues de Oliveira a tomar parte na
escolha da "melhor Cituacaó e terreno para Se levantar pelorinho em chiai de
jurisdição".
Aos 27 de dezembro de 1773, "em alo de C;, morív apareSeu Antônio
Rodrigues do oliVrª, aprezentando a Sua Carta patente em que estava
Conformado de Sargeto' (sic!) "Mor das ordenanças desta mesma vílla pello Ilmo
e Exmo Senhor General desça Capitania requereu a elles ditos ofiSiais da
Camara a poSe do dito pozto na Comformidade na mesma patente que Sendo
aprezentada lida no mesmo ato, ouviram os ditos ofisiais da Camera por
empoSado do dito posto, e logo pelo Juis Prezedente lhe foi deferido Juramento
do Santos Evangelos".
Correu de três lustros mais tarde, o sargento Mór Antônio Rodrigues do
Oliveira se retirou de Lages, como ensina a intimação que, em 21 de março de
1789, Bernardo José de Lorena, Governador e Capitão General da Capitania de
São Paulo, lhe dirigiu: ''Logo que vnico ructibor esta, virá a esta Secretaria do
Governo apresentou a licenca porque veyo da Villa das Lages estabelecer-se
nessa do Parnahyba, sem attençao ao Posto de Sgto Mor que ali ocupava".
Antônio Rodrigues de Oliveira, nascido pelo ano de 1730, sendo filho de
Baltazar Rodrigues Fa n e de Izabel da Rocha do Canto, era irmão de Dona
Maria Antonia de Jesus, esposa do Capitão Mór Regente de Lages, Antônio
Corrêa Pinto de Macedo (cfr. Cap. VI deste "Histórico da Vila de Nossa Senhora
dos Prazeres das Lagens"), assim como tio da mulher de Antonio José de
Miranda, sobrinho do mesmo fundador do Lages (cfr. Cap XXX deste Histórico).
O prémio de "todos os Serviçoz que Seo Marido o Capitão mor Regente
Antônio Correa Pinto de Macedo havia feito a Sua Magestade", doou, em 28 de
julho de 1784, Dona Maria Antonia de Jesus, "única herdeira e testamenteira do
mesmo falecido, seu marido", só a seus irmãos Antônio e Policarpo, por "Serem
os ditos Seos manos entre seos parentes os que lhe são mais gratos''.
Antônio Rodrigue de Oliveira.38 Casado com dona Isabel Antônia de Oliveira, filha de
Rafael de Oliveira Leme e de Barbara Garcia de Lima, a qual Antônio Rodrigues de Oliveira
desposou, no ano de 1754, em Parnahiba, era tia de Barbara Garcia de Barros que, aos 21 de
fevereiro de 1773, casou em Lages com Manoel Barbosa Franco (cfr. Cap. XXV deste Histórico),
assim como irmã do Gertrudes Mariana Barros Leite que, aos 15 de abril de 1776, casou em Lages
com Bento Manoel de Almeida Paes, parente da mulher do fundador de Lages (cfr. Cap. XLIII
deste Histórico).
De Izabel Antônia de Oliveira nasceram ao Sargento Mor Antônio Rodrigues de Oliveira
oito filhos, a saber:
F 1 Ana Victória do Oliveira, casada com o Tenente João Leite de Cerqueira, filho de
Francisco Leite Ribeiro e de Maria Leite de Campos;
38
Alferes Baltazar Rodrigues Fan, casado com Izabel Rocha do Canto. Foram pais de, qd. F 1 Antônio Rodrigues de
Oliveira, citado; F 2 Cel. Policarpo Joaquim de Oliveira, cunhado do capitão-mor reente Antônio Correa Pinto de
Macedo, c. em Parnaíba a 1761 com Ana Ribeiro do Prado, filha de José Ribeiro de Siqueira, de São Paulo, e de Joana
do Prado, de Jundiahy
F 2 José, batizado aos 11 de julho de 1769 em Lages;
F 3 Albano José de Oliveira, batizado em Lages, aos 23 de maio de 1776, e casado, no ano
de 1809, em Parnahiba com Maria Angélica de Siqueira, filha do Alferes José Branco Ribeiro e de
Catarina Nunes de Siqueira;
F 4 Rita Antônia de Oliveira, casada, no ano de 1803, em Sorocaba com Joaquim Xavier
de Godoy, filho de Francisco Xavier de Godoy e do Maria de Oliveira Leite;
F 5 Tenente Rafael Antônio de Oliveira, natural de Parnahiba e casado, no ano de 1804,
em Sorocaba com Maria Manoela Ayres, viúva de João Alvares de Castro;
F 6 Custódia Mariana do Oliveira, casada, no ano de 1794, em Parnahiba com Manoel
Fernandes de Sampaio, filho de Paschoal Fernandes de Sampaio e de Maria Pedroso;
F 7 Joaquim Mariano de Oliveira, batizado em Lages, aos 22 de junho de 1773, e casado,
no ano de 1812, em Sorocaba com Manoela Maria, filha de Jerônimo Paes de Almeida e de Ana
Maria de Oliveira Rosa;
F 8 Baltazar Joaquim de Oliveira, natural da vila de Parnahiba e casado em Lages, aos 31
de dezembro de 1788, com Maria Joaquina do Amaral Gurgel, filha do Capitão Mor Regente
Bento do Amaral Gurgel Annes e de Maria Catarina de Jesus Soares Fragozo (cfr. Cap. XXII
deste Histórico);
De Maria Joaquina do Amaral Gurgel nasceram a Baltazar Joaquim de Oliveira os
seguintes filhos:
N 1 Ana39, batizada, aos 22 de novembro de 1791 em Lages, onde faleceu aos 20 do
abril de 1793;
N 2 José Jacinto de Oliveira, batizado em Lages aos 20 de abril de 1705, casou com
Tereza Francisca de Paula. A esposa teve o inventário autuado em Lages a 1868, onde
constavam os filhos:
BN 1 José Marcellino Borges de Oliveira, casado.
BN 2 Manoel Borges de Oliveira, casado.
BN 3 Paulina Clarinda de Oliveira, casada com José Cezar de Oliveira.
BN 4 Joaquim Borges de Oliveira, casado, morador na Villa de Patrocínio -
Província de Minas Gerais.
N 3 Manoel, batizado em Lages aos 10 de março de 1798;
N 4 Antônio, batizado em Lages aos 2 de março de 1800;
N 5 Ana, batizada em Lages aos 30 de Março de 1802;
N 6 Antônio, batizado aos 16 de setembro de 1804 em Lages:
39
No inventário do pai, em 1852, Ana Josefa está casada com Antônio Correia França.
N 7 Francisco das Chagas de Oliveira40, batizado aos 21 de julho de 1808 em Lages,
ausentou-se para a Comarca de Missões, Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e
residia, pelo de 1850, na Vila da Cruz Alta;
N 8 Maria Gertrudes do Amaral, batizada aos 23 de agosto de 1812 em Lages onde
casou, aos 10 de julho do 1842, com Joaquim Antônio da Silva, natural da Província do Sul,
filho de Roberto Antônio da Silva;
N 9 Generoso José de Oliveira, ausentou-se para a Província de São Pedro do Rio
Grande do Sul e residiu, pelo ano do 1850, no distrito do Alegrete;
N 10 Joaquim Rodrigues de Oliveira Baltazar, que casou aos 10 do julho de 1837,
em Lages com Maria Francisca do Amaral, filha de Joaquim do Amaral e de Maria Francisca do
Rego, contraiu segundas núpcias, também, em Lages, aos 8 do maio de 1854 com Maria Antônia
Gonçalves, filha de Antônio José de Barros e de Maria da Conceição Moreira.
Esta família era das “Principaes dessa parochia” de Nossa Senhora dos
Prazeres das Lagens e eram todos “havidos por brancos”.
Baltazar Joaquim do Oliveira foi eleito para presidir, como Juiz Ordinário,
as sessões da Câmara de Vereadores nos anos de 1794, 1796, 1803, 1808, 1816 c
1818. No ano de 1798 serviu de Vereador. Aos 2 de junho de 1824, o Tenente
Baltazar Joaquim de Oliveira tomou posse do cargo do Juiz de Órfãos.
Na eleição que se realizou no dia 4 de novembro de 1804, o Tenente
Baltazar Joaquim de Oliveira votou "p. Capitam Mor da Vª de Lages Bento do
Amaral Gurgel Annes, João DamaSeno d" Conlova, João Antônio Borgez”.
No ano de 1800 consta que Baltazar Joaquim do Oliveira, "Tenente
Meliciano da Compª desta Fronteira da Cavíallaria" é propretário de ''hua fazª
de criar Animaes, na qual marca por anno: Muar 16, Cavallar 70, vacum 25,
ovelhas 13. Planta mantimentos p" Seo gasto".
Aos 8 de maio de 1843, o Tenente Baltazar Joaquim de Oliveira e sua
mulher venderam, pela quantia do trinta mil reis, ao Capitão Hipólito Machado
Dias ''hum Rincão de Campos no lugar denominado a Ronda Grande do paSso
do Rio Caveiras, dividindo com Campos do mesmo Vendedor, tendo as divizas
seguintes: Pelo paSso do Rio de Caveiras da Canoa sobe huma pequena vertente
que vai dar a hum Capão de Serro alto para cima da caza do fallecido Negro
40
Pode ser o seguinte: Anexo ao inventário de Pedro Galdino Palhana (+Inv 38, 2,7, Órfãos e Ausentes, 1871-1877) ,
em São Luís Gonzaga, existe o inventário de Francisco das Chagas de Oliveira. Encontra-se o inventário de Francisco
das Chagas de Oliveira, pai de Bernardina. Francisco era filho de João Pereira Garcia (???). Filhos de Francisco:
Feliciana, já +, c.c. Quintiliano Francisco. 1 filha Silvina, 17 anos; Bernardina casada com Pedro Galdino Palhano;
Martim Francisco das Chagas 32 anos; Belmira 26 anos,, c.c. Jorge Christiano Freitas; Amabilia 25 anos,, c.c.
Jacintho Pereira da Luz (?); Clarinda 24 anos,, c.c. Galdino Antonio da Silveira; Vitorina 23 anos,, c.c. José Rodrigues
Netto; Florisbella 15 anos; Maria Francisca 13 anos
Antônio, e do lado esquerdo do dito Capão dece huma vertente que vai fazer
barra no dito Rio Caveiras; cuja vertente hé donde o fallecido Negro Antônio
conservava seu Monjollo".
No ano seguinte, aos 12 de outubro, o tenente Baltazar Joaquim de Oliveira
o sua mulher venderam, pela importância de cem mil réis, ao mesmo comprador
um rincão de campos que "Se divide por hum lado com Campos do mesmo
Comprador, do paSso abaixo do Capão pela Estrada adiante athé hum
resbaladar de pedra nasce huma vertente a Rumo do Nordeste, que dezagua no
dito Rio Caveiras, e por elle abaixo com terras do mesmo Comprador".
Hípólito Machado Dias e Joana Damascena do Córdova, sua mulher,
venderam, aos 14 de outubro de 1853, estas duas propriedades a Generozo
Pereira dos Anjos Júnior41.
Estes campos integravam a lendária "FAZENDA CRUZ DE MALTA" por
onde passa, desde o dia 4 do junho de 1962, o "Acesso Sul", da BR—2.
"Aos vinte e seis dias do mez de Janeiro do anno de mil oitocentos e
quarenta e sete, nesta Freguezia de Nossa Senhora dos Prazeres da Villa de
Lages, Fallesceo de Mallina Maria Joaquina do Amaral, de setenta annos de
idade, cazada com Balthazar Joaquim do Oliveira, com os Sacramentos de
Penitencia, e Extrema-unção, foi envolta em panno preto, e sepultada no
cemitério d'esta Matriz, e feita a Encomendaçao competente.''
Foi só, aos 16 de agosto de 1850 que faleceu "Intrevado o velho Balthazar
Joaquim do Oliveira com cem annos de idade", mais ou menos, o qual, sendo
sobrinho da mulher de Corrêa Pinto, privou, quando menino, certamente da
intimidade da Casa Grande do fundador de Lages. Seu "corpo foi envolto em
panno 'preto; e feita a competente encomendacaô, jaz no Cemitério desta Matriz"
de Nossa Senhora dos Prazeres da Vila das Lagens.
Quase noventa anos de sua longa existência sobre a terra viveu ele no
distrito da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens, em cujo Município,
ainda no ano de 1962, se conta regular número de descendentes seus.
41
Anna Joaquina de Boenavides. - Inventário (com testamento) em Lages a 1847 (no. 40). Inventariante: Generoso
Pereira dos Anjos. Título dos Herdeiros. Filhos: - Vasco Joaquim do Amarante, casado que foi com Carlota Joaquina
de Liz (com quem teve, segundo inventário de 1875 Cesário, Policarpo, Procópio e Cândido Joaquim do Amarante);
Diogo Biende; Francisco Biende; Felisberto Joaquim do Amarante; Antonio Biende; Joaquim Jose do Amarante;
Maria, casada com Henrique Paes de Farias; Anna, solteira, idade 30 anos. Generoso Pereira dos Anjos teve o
inventário autuado em 1871, sendo inventariante a viúva Ana Barbosa da Silva. Constavam os filhos: Olavo, 19 anos,
Leovegildo e Vidal.
Balthazar Joaquim de Oliveira teve o inventário autuado em 1852, em Lages, onde
constavam os filhos: José Jacintho de Oliveira, idade 59 anos; Antonio Cândido de Oliveira, idade
44 anos; Joaquim Rodrigues de Oliveira, idade 42 anos; Francisco das Chagas de Oliveira, idade
28 anos; Generoso José de Oliveira, idade 26 anos. Filhas: Anna Josefa do Amaral, casada com
Antonio Correia França; Florisbella, filha de Maria Gertrudes do Amaral, falecida, idade 6 anos.
F 8 Antônio Rodrigues Fam de Oliveira, natural da Vila de Parnahiba e casado em Lages,
aos 31 de dezembro de 1788, com Maria Ignacia do Amaral Gurgel, filha do Capitão Mor Regente
Bento do Amaral Gurgel Annes e de Maria Catarina de Jezus Soares Fragozo (cfr. Cap, XXII
dêste Histórico).
1) Capitão Regente-Mor, João de Melo Rego, n. ilha de São Miguel, Açores, n. (l677), +
1771 em Itú com 94 Anos, onde em 1704 casou com Bernarda de Arruda, (n. 1676), + 1767 com
91 anos42. Foram pais de, entre outros: Está em Silva Leme
2) Antônio de Melo Rego, + 1744, c. Araçariguama com Gertrudes Pedroso Leme, filha do
Sgto-Mór José Martins César e Ana Leme de Brito. Foram pais de: Está em Silva Leme.
3) Bernarda Manoela de Arruda Leme, c.c. Manuel de Oliveira Garcia43, filho de Rafael de
Oliveira Leme e Bárbara Garcia de Lima. Inventário de 1813, de Parnaíba. Teve 17 filhos, dos
quais faleceram 7 em maioridade e 1 adulto. Foram pais de, entre outros: Está em Silva Leme
F 3 Antônio de Melo Rego, (n. 1790) em Parnaíba, + 9-IX-1846 na FAZENDA DAS
DUAS ARVORES, de sua propriedade, no Rincão dos Melo, no hoje Município de Júlio de
Castilhos, RS, então distrito de São Martinho, termo da vila do Divino Espírito Santo da Cruz
Alta, RS., Comarca das Missões, casou a 21-VIII-1824, em Caçapava do Sul, RS, com Juliana
Maria de Souza, n. 9-V-1808 e bat. 15-VIII-1803 em Encruzilhada do Sul, RS, filha legitima de
Vicente de Souza Marques, n. e bt. na freguesia de São José, SC, filho de José de Souza
Marques e Maria Inácia, naturais da ilha de São Jorge, que foi casado a 15-IV-1795 em Viamão
com Maria Joaquina do Nascimento, natural de Viamão, filha legitima do alferes Felipe
Guterres, natural e batizado na freguesia de Santo Antônio dos Anjos da Vila de Laguna, SC e
casado com Teodozia do Nascimento, n. e bt. na vila de São Pedro de São Pedro (hoje Rio
Grande). Irmão de:
42
Genealogia Paulistana, Vol. III, 170; IV, 167.
43
Irmão de Antônio de Oliveira Bernardes, também com descendentes em Lages. V esse título.
F 4 Capitão Francisco José de Mello Bernardes, c. a 25/VII/1790 na Igreja Matriz de Santo
Amaro c. Maria Joaquina de Jesus, filha de Antônio José Pereira e Tereza Maria de Jesus. O
sogro foi proprietário da FAZENDA DE CURITIBANOS, em Lages.
F 5 Tenente Rafael de Oliveira Mello, o "Tenentão", pelo seu porte avantajado, como o
são quase todos os Melo ao Rio Grande do Sul, n. (1795) em Parnaíba, SP, faleceu em Faxina
(hoje Itapeva, SP), na FAZENDA DA LAGOA VERMELHA a 2-III-1863, casou no Rio Grande
do Sul (1814) com Luciana Maria de Trindade, nascida a 24-IV-1797 e batizada a 18-V-1797 em
Rio Pardo, RS, falecida em Itapeva, SP no ano de 1877 (em conseqüência da picadura de uma
vespa), e filha legitima de Manuel Gonçalves da Trindade e sua mulher Vicência Rosa, naturais
de Rio Pardo, RS, n. p. de Antônio Gonçalves da Trindade e Maria de Jesus, ambos naturais das
Ilhas; n.m. de George de Souza Nunes e Francisca de Jesus, também naturais das Ilhas, (foram
padrinhos de batismo: Manuel Gomes e Genoveva de Jesus) (L8 6, fl. 163-v). O tenentão teve
inventário autuado em Faxina, a 16/III/1863. Foram pais de:
§1
§2
Cap. José Gonçalves de Oliveira Melo, n. 1819;
§3
Antônio de Oliveira Melo, n. 1821, c.c. sua prima Hortência Lopes de Oliveira;
§4
§5
Ezequiel Profeta de Oliveira Melo, n. 1829. Falecido 8/III/1898 em Vila Rica (Júlio de
Castilhos).
§6
§7
§8
§9
Umbelina Maria da Trindade, n. (1815/16) c.c. Antônio José Pereira Branco Sobrinho, * 5-
IX-1861, residiam em Lajes, SC. Teve o inventário, sem testamento, autuado em Lages, no
mesmo ano, servindo de inventariante a viúva. Pais de:
F 1 Maria da Conceição, casada com Lourenço Waltrick44, 21 anos de idade, na época do
inventário do pai.
F 2 Antonia, casada com José Waltrick Coelho, 18 anos de idade.
F 3 Firmino José Trindade Branco, + 25-XII-1924, c.c. Maria Benta Ribeiro, + 8-1-1941.
Pais de:
N 1 Antônio Ribeiro Branco, n. 8-XI-1878, c. 21-V-1899 c. Domecilia de Camargo
Branco, n. 9-IV-1884. Pais de:
BN 1 Maria Verônica Camargo Branco; c.c. Homero Paim de Andrade.
BN 2 Maria Benta Camargo Branco;
BN 3 Firmino Camargo Branco, c.c. Alice Jacques;
TN 1 Firmino Antônio Camargo Branco;
TN 2 Vera Regina, c.c. Nilson Naschnweng Campos. Pais de:
QN 1 Maria Alice Branco Campos, c.c. Roberto Carvalho
Provezano;
TN 3 Rosa Maria de Camargo Branco;
BN 4 Maria do Carmo (“Carmen”) Camargo Branco, c.c. Tauphick Saadi, +
1978. Pais de:
TN 1 Rafael Antonio Saadi, médico.
BN 5 Dr. Elisiário de Camargo Branco45, n. 19-II-1906 em Faxina (hoje
Itapeva, SP), c. 24-X-1931 c. Maria da Glória Sá Brito.
TN 1 Laura Maria
TN 2 Vera Lucia
TN3 Vera Márcia
F 4 Balbina, casada com Claudianno Luiz Vieira, idade 15 anos. Claudiano Luiz Vieira é
irmão de meu ancestral Antônio Luiz Vieira, filhos de Leandro Luiz Vieira e Clara Maria dos
Santos.
F 5 Maria Luciana, solteira, 12 anos de idade.
F 6 Theodoro, solteiro, idade 13 anos. Theodoro Trindade Branco
F 7 Procópio, solteiro, idade 11 anos. Procópio Trindade Branco
F 8 Gaudêncio, solteiro, idade 9 anos. Gaudêncio Trindade Branco era vivo em 1893
F 9 Amália, solteira, idade 4 anos.
F 10 Maria Umbelina Branco, c.c. Tenente Coronel Affonso da Silva Ribeiro (Lages)
§ 10
Maria José de Oliveira Melo, n. 1824/25, c.c. José Manuel de Oliveira Branco. O marido
teve o inventário autuado em Lages a 1887, onde consta que não houve filhos.
Walter Dachs
44
Câmara Municipal de Lages, Livro de Registro do Cemitério Público de Lages 12.10.1848 a 05.11.18, Museu
Thiago de Castro. Pesquisado Por Tânia Arruda Kotchergenko."N 622 Maria da/Conceição, mulher de Lourenço
Waltrick, n. Lages, 27 anos sepultada em 24/VIII/1868." (pós parto).
45
Elisiário de Camargo Branco um dos principais genealogistas de Lages/SC, falecido, com todas as pesquisas
inéditas (sem publicação) , Patrono do Instituto Histórico e Geográfico de Lages e Serra Catarinense (Tânia Arruda).
Pedro da Silva Chaves era português, assim como Antônio Corrêa Pinto o
era natural de Lisboa, filho de Antônio da Silva Chaves e de Maria da
Conceição. Era casado com a brasileira Gertrudes de Godoy Leme, filha de
Balthazar de Quadros de Godoy e de Francisca Leme Cardoso. Sua sogra, filha
de Francisco Leme da Silva e de Izabel do Anhaya era, por parte de pai, sobrinha
do “valente Capitão Pedro Leme Silva, o Torto, progenitor dos tão afamados,
como temidos, irmãos Leme, João Leme da Silva e Lourenço Leme da Silva.
Pedro da Silva Chaves encontrava-se no Rio Grande de São Pedro já no ano de
1737, sendo que em 1752, o mais abastado estancieiro no distrito Cima da Serra
de Viamão, foi, por Gomes Freire de Andrada,.nomeado Capitão da companhia
ordenanças aí criada nesse ano. O rendimento de suas fazendas e de criação do
gado vacum, cavalar e muar excedia a quatro contos de reis anuais"
correspondiam ao valor de cerca de duas mil vacas chucras, ou 1600 vacas
mansas, ou 1200- 1300 éguas mansas; e uma mula chucra, no ano de 1796,
custava cinco mil réis, enquanto que se pagavam nas Lagens oito mil reis por
uma mula mansa.
Embora sempre declarado ausente, era considerado morador de Sorocaba,
onde tinha a esposa e os filhos, conforme. os recenseamentos.
É possivel que nem veio assistir ao enlace matrimonial de sua filha bem
como ao do filho Joaquim. Improvável é que tenha estado presente no casamento
do seu filho Manoel. Foi naquele ano de 1766 que, de suas fazendas em Cima da
Serra de Viamao, estava seguidamente denunciando ao Governador do Rio
Grande de São Pedro os movimentos de Antônio Corrêa Pinto na Estrada do Sul,
rumo aos campos das Lagens.
O Morgado de Mateus, comunicando, em 27 de março de 1767, ao Conde
da Cunha ter ouvido dizer que o opositor do fundador da Vila de Nossa Senhora
dos Prazeres, das Lagens se achava refugiado, por crimes, naquelas paragens
sulinas, onde estava vivendo a lei da sua vontade, motivou talvez, com esta
observação, a permanente ausência de Pedro da Silva Chaves do seu lar em
Sorocaba.
O Capitão Pedro da Silva Chaves que era "Irmão Comfrade de Nossa
Senhora do Carmo" fez o seu testamento aos 18 de setembro de 1777 "em Búna
da Serra de Viamao em cazas de" sua "morada Estância de Sam João".
Por carta, datada de 24 de março de 1778, Pedro da Silva Chaves
comunicou a Marcelino Pereira do Lago, primeiro Tabelião da Vila de Nossa
Senhora dos Prazeres das Lagens que, por intermédio do Padre Frei Pedro de
Jesus Maria Guedes, lhe remetia o seu testamento para ser transcrito no livro de
notas de seu cartório. Apresentando também "huma procuração bastante para o
mesmo efeito, o ''Religiozo Franciscano" entregou a carta e o testamento a
Marcelino Pereira do Lago no dia 11 de abril de 1778.
Pedro da Silva Chaves e Gertrudes de Godoi Leme casaram, no ano de 1726, em ltú, onde
? anos antes na igreja do convento, dos carmelitas fora levado à sepultura um dos dois facínoras,
morto em deligência quando dormia, Lourenço Leme da Silva.
De Gertrudes de Godoy Leme, falecida no ano de 1789 em Sorocaba, nasceram a Pedro da
Silva Chaves, além do (F 1) Padre José da Silva Leal Leme, primeiro Vigário da Freguesia de São
Francisco de Paula, em Cima da Serra, mais quatro filhos a saber:
F 1 Pe. José da Silva Leal Leme;
F 2 Pedro da Silva Chaves, falecido em estado solteiro;
F 3 Maria Francisca de Godoy, casada, no ano de 1768, em Sorocaba, com o Tenente
Filipe Fogaça de Almeida, filho do Alferes Filipe Fogaça de Almeida46 e de Domingas Ribeiro de
Oliveira;
F 4 Manoel da Silva Chaves, casado, no ano de l7? em Sorocaba com Maria da
Anunciação Fogaça; Viuva de Francisco Dias Ribeiro e filha do Alferes Filipe Fogaça de Almeida
e de Domingas Ribeiro de Oliveira, sogros que eram também de sua irmã Maria Francisca de
Godoy;
F 5 Joaquim da Silva Chaves, casado no ano de 1772, em Sorocaba com Cathárina Ignez
de Aguirre, natural da Ilha de São Sebastião, filha, de Gabriel Ayres de Aguirre e Ana Pires da
Motta.
A inimizade entre o fundador de Lages e Pedro da Silva Chaves iniciou-se
talvez pelo ano de 1754, quando Antônio Corrêa Pinto era também "morador em
Sima da Serra de Viamão", "comprara a Joseph Antônio Cardoso huas terras”.
Provavelmente entraram então em choque interesés de régulos latifundiários.
Pois, Pedro da Silva Chaves, foi um dos estancieiros mais opulentos do campos
da Vacaria.
Das mãos do Capitão General Gomes Freire dá Andrade recebeu carta de
sesmaría da Fazenda de São João. Comprou a sesmaria de Francisco Pinto
Bandeira que, na mesma região, fundara a estância da Cria. Outro sesmeiro,
proprietário da fazenda do Serrito, o Alferes Antônio Gonçalves dos Reis,
também vendeu-a a Pedro da Silva Chaves. E o sertanista Antônio Corrêa Pinto,
desde que foi investido no posto de Capitão-Mor Regente das Lagens, levava
evidentemente vantagem hierárquica sobre Pedro da Silva Chaves o qual, sendo
46
Sorocabano, as vezes, consta como Filipi Fogaça de Oliveira. Foi filho de outro de igual nome e de sua mulher
Domingas Ribeiro de Oliveira (W. Dachs).
somente Capitão dos Auxiliares, queria evitar, talvez por isso, a fundação da Vila
de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens por ordem do Governador de São
P'aulo, o tão imcompreendido e até caluniado Morgado de Mateus (in “Um
embraço Arguido pelo demônio. Cap. XIII).
47
. Viúva de José Francisco de Moraes Navarro, casou em segundas núpcias, em Lages, aos 16 de setembro de 1783,
com alferes José Raposo Pires- também chamado de José Furquim de Camargo, natural de São Paulo, filho de Estevão
Furquim de Camargo e de Branca Raposo Pires, tendo de idade 66 ou 67 anos. Deixou como sua herdeira sua esposa e
mulher Maria de São Boaventura do Amaral e Silva, nascida no ano de 1755, em São Paulo, filha de Lounreço Leme
de Siqueira e de Maria Leme do Amaral. Era sobrinha de Bento do Amaral Gurgel Annes, que ia ser nomeado, em
princípios de 1786 Capitão-mór Regente da Vila dos Prazeres das Lagens. Maria de São Boaventura, não muito mais
tarde, viúva, casou em terceiras núpcias com João Damasceno de Córdova, irmão de Bento Ribeiro de Córdova e
tiveram somente a filha Ana Maria do Amaral. (José Raposo Pires- W. Dachs)
48
Falecido em Lages em 22/XI/1782.
Conceição da Oliveira da Vacaria, Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, filha do
Capitão Francisco Manoel da Paula e Silva e de Ana do Amaral Godoy e Silva. A sogra de
Henrique José do Amaral era filha do Capitão-Mor Regente Bento do Amaral Gurgel Annes e de
Catarina Soares de Jesus, sua primeira mulher. O Capitão Francisco Manoel de Paula e Silva,
natural da Vacaria, filho de Manoel da Silva Chaves e de Maria da Anunciação, era neto, por
parte paterna do Capitão Pedro da Silva Chaves, que por todos os meios procurou impedir a
fundação do Lages e de Gertrudes de Godoy Leme (cfr. Cap. XVII deste Histórico).
F 2 Manoel Antônio do Amaral49 que casou com Joana Antônia de Jesus, filha de Antônio
Ferreira Pinhedo e de Mana Ignacia da Trindade, morava, pêlos anos de 1825 a 1835, na Vila do
Espírito Santo da Cruz Alta, Comarca das Missões, Província de São Pedro do Rio Grande do
Sul.
F 3 Teobaldo José do Amaral, batizado aos 8 de julho de 1781 em Lages, casou com
Escolástica Serrana da Rocha, filha de João Pais Domingues de Maciel e de Rosa Trindade de
Jesus Coitinho.
F 4 Maria Jacinta do Amaral, a caçula, foi batizada aos 28 de dezembro de 1782 em.
Lages, em cuja Matriz casou, aos 27 de maio de 1795, com Bento Ribeiro de Cordóva, filho do
Nicolau Gonçalves e de Marianna Ribeiro de Córdova. Do matrimônio de Maria Jacinta do
Amaral com Bento Ribeiro de Córdova é trineto o doutor Nereu de Oliveira Ramos, que foi
Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil.
Teve o inventário autuado em Lages, a 1840. Foi inventariante o filho Henrique Ribeiro de
Córdova. Filhos:
N 1 Vidal Ribeiro de Córdova - solteiro, 30 anos.
N 2 Henrique Ribeiro de Córdova, casado com Anna Maria do Amaral. A esposa
teve inventário em Lages autuado em 1875, servindo de inventariante o viúvo. Constavam os
filhos e suas respectivas idades na época do inventário:
BN 1 Bento Ribeiro de Córdova, casado.
BN 2 Ramiro Ribeiro de Córdova, casado.
BN 3 Antonio Henrique de Córdova, trinta e dois anos, solteiro. Casado
posteriormente com Maria Gabriela da Luz, constando os filhos no inventário do pai, autuado em
Lages em 1883:
TN 1 Amélia dos Prazeres Córdova;
TN 2 Antonia;
TN 3 Henrique, 8 anos no inventário do avô.
49
Manuel Antônio do Amaral. Filho de José Francisco de Morais Navarro e de Maria de São Boaventura. Nascido em
Lages e casado em Santo Antônio da Patrulha em 6/V/1804 (2c- 14v). Foi casado com D. Joana Antônia de Jesus,
filha de Antônio Ferreira Penides e Maria Inácia de Trindade. Faleceu em Cruz Alta em 23/10/1851 e o inventário foi
autuado em 20/II/ 852 (Arq. Púb. do Estado maço 2, feito 53) . Manuel Antônio e D. Juana Antônia de Jesus. Foram
pais de 9 filhos. Ver esse título em Cruz Alta (M. Domingues)
BN 4 Manoel Henrique de Córdova, solteiro, vinte e nove anos.
BN 5 Maurício Ribeiro de Córdova, vinte e sete anos, solteiro.
BN 6 Henriqueta Ribeiro de Córdova, casada com Alferes Raulino José Pereira
de Jesus, filho de José Pereira de Jesus e de Maria Benta do Amaral50.
BN 7 Anna Ribeiro de Córdova, casada com Aureliano de Oliveira Ramos.
BN 8 Cândida Jacintha de Córdova, dezessete anos incompletos, solteira.
Casou posteriormente com Manoel Marques de Oliveira.
N 3 José Ribeiro de Córdova - solteiro, 20 anos.
N 4 Cândida, casada com João Baptista de Souza.
N 5 Maria Jacinta do Amaral, casada com Joaquim da Rosa Madruga. O marido teve
o inventário autuado em Lages em 1850, onde constava a relação de filhos:
BN 1 Catharina ou Catholica, idade 14 anos. Casada posteriomente com
Fermino da Cunha Passos e eram residentes nos Baguais em 1885.
BN 2 Anna Jacinta de Córdova, idade 12 anos. No inventário do seu pai, em
1885, já viúva de Doutel Marcos Pereira de Andrade, contavam os seguintes:
TN 1 Manoel Marcos Pereira de Adrade;
TN 2 Leocádia, c.c. Ramiro Pereira Gomes;
TN 3 Prachedes, c.c. José Antunes de Lima Cardozo;
TN 4 João Marcos Pereira de Andrade
TN 5 Diamantino;
TN 6 Maria da Conceição
TN 7 Maria Antônia
TN 8 José;
TN 9 Juvenal;
Maria do Nascimento
BN 3 Bento Madruga de Córdova, idade 10 anos.
BN 4 José, idade 9 anos.
BN 5 Maria, idade 7 anos.
BN 6 Marcos Madruga de Córdova, idade 8 anos.
BN 7 Cândida, idade 2 anos.
N 6 Alexandrina dos Prazeres e Córdova, casada com Antônio de Roza Madruga. No
inventário do marido, em 1865, em Lages, constavam os seguintes filhos:
BN 1 Maria Cezaria dos Prazeres, idade 25 anos, casada com Antônio
Cavalheiro do Amaral51, filho de Manoel Cavalheiro Leitão e Matilde do Amaral.
BN 2 José Madruga de Córdova, idade 24 anos, solteiro.
50
Ou Thomazia Maria de Souza.
BN 3 Anna dos Prazeres e Córdova, idade 23 anos, casada com José Gregorio
dos Santos.
BN 4 João da Roza Madruga, idade 22 anos, solteiro.
BN 5 Idalina dos Prazeres e Córdova, idade 20 anos, casada com Bento
Ribeiro de Córdova.
BN 6 Manoel, idade 18 anos, solteiro.
BN 7 Plácido, idade 17 anos, solteiro.
N 7 Anna, solteira, 11 anos. Filha Bastarda.
Walter Dachs
51
No seu inventário em 1877, o nome do marido é Antônio Cavalheiro do Amaral Muniz. Constam 10 filhos, alguns
assinando Amaral Córdova, as mulheres, e os homens assinando Amaral Muniz.
Bento Manoel do Almeida Paes, que testemunhou a instalaçao da vila,
viveu, nas Lagens, ''do seu negocio e com fazenda do criar com boa capacidade e
aSeitação de todos os Povos".
Foi Vereador, em 1776, e Juiz Presidente, do Conselho; em 1777, e, de
vez em quando, substituiu vereadores ausentes.
Era parente da mulher do fundador da Vila da Nossa Senhora dos
Prazeres das LAgens, Maria da Rocha do Canto, avó paterna de Bento Manoel
de Almeida Paes e Izabel da Rocha do Canto, sogra de Antônio Correa Pinto,
eram irmãs; filhas que ambas eram do Pedro da Rocha do Canto e de
Archangela dê Oliveira.
O Capitão Mor Regente sempre o protegeu e Quando se afastou em 1778,
da arrematação dos quintos dos couros, muito antes do leilão o "fazia 'Serto por
Carta que inda que ouveSem mayóres lansos, ele Sertamente ouvera de Ser o
arrematante".
Foi Bento Manoel de Almeida Paes que, a pedido de Antônio Correa
Pinto lhe redigiu, aos 7 de agosto de 1783, o testamento com o que, pouco "mais
que mês e meio mais tarde, ia falecer o "fundador” das Lages. Quando, aos 29 de
setembro, dia em que baixou à sepultura'' o corpo de Capitão Mor Regente, os
oficiais da Câmara foram à casa da viúva, para recolher o que pertencesse à
'Real Fazenda, também apareSeo presente Bento Manoel de Almeida Paes e por
èle forao entregues os Seguintes papeis por parte de Dona Maria Antonia de
Jezus viúva, que ficou por falecimento do Capitao- Mór Regente Antônio Correya
Pinto de Macedo, a Saber" hum maço de Contas' todas respetïvas "aos
pagamentos que havia feito o dito falecido na Contadoria desta Capitania dos
créditos pertencentes à Real fazenda em cújos papeis Se achavaô as quitaSoins
que a Real Juntá havia lhe "dado athe o ultimo do Janeiro do ano de mil Sete
centos e oitenta, os quaos todos se emtregarao ao mesmo Bento Manoel do
Almeyda Paes; Como tambem aprezentou três ordens, da Real Junta huma e duas
do ExcelentiSimo Senhor General desta Capitania, e estas datadas em dez de
Março de mil Setecentos e oitenta e três annos, r aquella datada em onze do
mesmo mez e anno, as quaes forao entregues ao Capitao Bento do Amaral Gurgel
Annes para dar ExecuSam a ellas e nao pereSer o Real ServiSó, aSim mais por
èlle foy intregue a coiHa individual que a Camera desta villa lhe envia dado das
Contas pertencentes ao lleal fir/,ondiv Com tres mil e duzentos réis em dinheiro
de 'Contudo. Cuja quantia recebeo tambem com a mesma conta o dito capitão
Bento do Amaral Gorgel Annes".
Foi, provavelmente, em fins de 1785 que Bento Manoel de Almeida Paes
se retirou das Lagens, fixando definitivamente residência em Sorocaba onde três
filhas suas casaram.
Deste matrimônio de Bento Manuel de Almeida Paes e s/m Gertrudes Mariana de Barros
Leite, nasceram em Lages os quatro filhos seguintes:
F 1 Ana, batizada ao primeiro dia de março de 1777;
F 2 Jerônimo, batizado aos 29 de outubro de 1778,
F 3 Maria, batizada aos 12 do agosto de 1781;
F 4 Antônio, batizado aos 14 de fevereiro de 1784.
Na Genealogia Paulistana- vol. 4º, pg, 558-, Silva Leme diz que descobriu três filhos como
tendo nascido deste matrimônio:
F 5 Gertrudes Maria de Barros, casada, no ano de 1803, em Sorocaba com Antônio
Loureiro de Almeida, filho do Capitão Joaquim José de Almeida Pedroso e de Maria da
Anunciação Loureiro;
F 6 América Antônio de Barros, casada em primeiras núpcias, no ano de 1806, em
Sorocaba com seu parente o alferes Luciano de Almeida Mello e, em segundas núpcias, no ano de
1820, na mesma vila com Manoel Joaquim de Mello, ambos filhos de Alexandre Pedroso do
Moraes e de Maria de Mello Rego;
F 7 Maria Custódia, natural de Lages e casada em Sorocaba, no ano de 1803, com Antônio
Martins Ferreira, natural de Parnahiba, filho de outro de igual nome, natural do Porto, e de Maria
José Guimarães.
No próximo número XLIV.
Do seu primeiro matrimônio, com Maria Josefa de Carvalho, natural da Cidade do Rio de
Janeiro, filha de Caetano José de Carvalho, natural da Província de Douro, e de Úrsula Maria de
Macedo, natural da Cidade do Rio de janeiro, nascem os quatro filhos seguintes:
F 1 Ana Maria de Carvalho, casada com o Porta-Bandeira Pedro Nolasco dos Humildes;
F 2 Antônia Maria de Souza, casada na Cidade do Rio de Janeiro com o Furriel José das
Virgens Rosa;
F 3 José Caetano de Souza, casado em Rio Pardo com Jerônima de Moraes;
F 4 Caetano José de Sousa, casado em Lages, aos 8 de junho de 1801, com Ignácia Maria
do Amaral, filha de José de Amaral que era irmão do capitão-Mór .Regente Bento de Amaral
Gurgel Annes, e de sua mulher Maria do Nascimento de Jesus.
Em segundas núpcias, foi casado com Clara Maria de Athayde, filha do Sargento- Mór
Manoel Rodrigues de Athayde52 e de Maria do Rosário. Do matrimônio de Mateus José de Souza
e de Clara Maria de Athayde, contraído no primeiro dia de fevereiro de 1786 em Lages, nasceram
os sete filhos seguintes, residentes na FAZENDA DO SOCORRO.
F 5 Balduina Maria de Souza, nascida em 1789, casada com Antônio Lins de Córdova,
filho do Sargento-Mór João Damasceno de Córdova e de Maria de São Boaventura do Amaral e
Silva, o qual era sobrinho do Capitão-Mór Regente Bento de Amaral Gurgel Annes;
F 6 Mateus José de Souza (Filho), batizado na Festa de Todos os Santos de 1792 e casado
em primeiras núpcias, aos 8 de junho de 1813, tudo em Lages, com Ana Maria do Amaral,
chamada também, Ana Damasceno de Córdova, filha do Sargento-Mór João Damasceno de
Córdova e de Maria de São Boaventura do Amaral e Silva, contraiu, aos 3 de janeiro de 1854, em
Lages; segundas núpcias com Rita Maria de Oliveira, filha de José Miranda e de Fidência;
F 7 Maria Benta de Souza, natural de Lages e casada aos XX de fevereiro de 1812, em
Lages com João da Silva Ribeiro, filho de Tenente53 Pedro da Silva Ribeiro e de Ana Maria
Saldanha. Maria Benta teve o inventário autuado em Lages em 1857, constando os filhos:
N 1 Pedro José Ribeiro, casado.
N 2 João da Silva Ribeiro Filho, casado.
N 3 Manoel Bento Ribeiro, casado.
N 4 Matheus da Silva e Souza, casado. Era viúva em 1868.
N 5 Felisbina Maria de Saldanha, casada já em 1868 (época do inventário do pai)
com Manoel Bento Rodrigues.
N 6 Ignácia de Saldanha, casada com Manoel José Pereira. Era viúva em 1868,
época do invenário do pai.
N 7 Felicidade de Saldanha, casada com Fermino Rodrigues Nunes em 1868.
N 8 Maria de Saldanha, casada com Joaquim José de Souza.
N 9 Anna de Saldanha. Filhos de:
BN 1 Honorata, idade 14 anos, casada.
BN 2 Manoel, idade 12 anos, solteiro.
BN 3 João, idade 7 anos, solteiro.
BN 4 Cristovão, idade 5 anos, solteiro.
BN 5 Izinho, idade 4 anos, solteiro.
BN 6 Edoardo, idade 2 anos e 9 meses.
BN 7 José, 8 meses
F 8 Manoel José Rodrigues de Souza, batizado aos 21 de setembro de 1796 e casado no dia
de Natal de 1817, tudo em Lages, com Ana Maria de Lima, filha de Alferes Francisco José de
52
Depois capitão.
53
Depois capitão reformado.
Santanna e de Maria Magdalena de Buenavides. Manoel Rodrigues de Souza teve o inventário
autuado em Lages a 1868 (com testamento), sendo inventariante Policarpo José de Souza, filho.
Constavam
N 1 Francisco Propício de Souza, 49 anos, viúvo.
N 2 Clara Maria de Souza, idade 47 anos, casada com o Major Antonio Saturnino de
Souza e Oliveira.
N 3 Policarpo José de Souza, idade 45 anos, casado.
N 4 Joaquim José de Souza, idade 43 anos, casado.
N 5 José Rodrigues de Souza, idade 41 anos, casado.
N 6 Ignacio Rodrigues de Souza, idade 39 anos, casado.
N 7 Maria Ignacia de Souza Velho, casada com Ignacio Manoel Velho.
N 8 Manoel Rodrigues de Souza Mattos, idade 29 anos, casado.
N 9 João, Rodrigues de Souza, idade 25 anos, casado.
N 10 Manoel Rodrigues de Souza Lima, falecido em 1868 e representado pelos
filhos:
BN 1 Bento, idade 9 anos
BN 2 Ântero, idade 8 anos
BN 3 Júlio, idade 6 anos
BN 4 Anna, idade 4 anos
F 9 João Batista de Souza, nascido, aos 19 de janeiro de 1800, em Lages. Teve com Maria
Gonçalves do Espírito Santo. Pais de54:
A esposa teve o inventário autuado em Lages em 1882, quando era viúva (foi casada em
segundas núpcias) com Joaquim Paes de Faria (inventariante), com quem não deixou
descendência.
N 1 Maria Batista de Souza, c.c. José Lins de Córdova. Segundo o inventário do
marido em 1874, constavam os filhos:
BN 1 José Luís de Córdova, idade de trinta e um anos, casado
BN 2 Reduzino Baptista de Córdova, idade de trinta anos, solteiro
BN 3 Paulina Baptista de Córdova, de 26 anos, casada com Bento Madruga de
Córdova
BN 4 João Luiz de Córdova, casado com Maria José Branca
BN 5 Felisberto Lins de Córdova, de vinte e dois anos, solteiro
BN 6 Francisco Luís de Córdova, solteiro de dezessete anos
N 2 Ismênia Batista de Souza, nascida a 3/XI/1831. Casou em Lages a
17/V/1845 com o depois Ten-cel. João da Silva Ribeiro Júnior. Pais de:
BN 1 Emília Batista Ribeiro, c.c. Moisés da Silva Furtado;
BN 2 Ignez Batista Ribeiro, c.c. 1ªs núpcias com Francisco Pereira de
Medeiros, em segunda com Ignácio Sutil de Oliveira. Moravam na FAZENDA DO POSTO.
BN 3 Júlia Batista Ribeiro, c.c. Luiz José de Oliveira Ramos Júnior;
BN 4 Afonso da Silva Ribeiro, c.c. Umbelina Ribeiro Branco;
BN 5 Maria Benta Ribeiro, c.c. Fermino José Trindade Branco;
BN 6 Ana Maria Batista Ribeiro, casada em segundas núpcias com Manoel
Ignácio Velho;
BN 7 João Batista Ribeiro de Souza, c.c. Cândida dos Prazeres Batista de
Souza;
BN 8 Maria dos Prazeres Ribeiro, c.c. João Batista de Souza Neto;
BN 9 Cecília Batista Ribeiro, c.c. Vicente Antônio de Moraes;
N 3 Cel. Marcos Batista de Souza55, nascido a 9/VIII/1833 e falecido a 7/X1906. Foi
proprietário da FAZENDA SÃO PEDRO, em São Joaquim. Adquiriu de Ignácio Manoel Velho a
FAZENDA SANTA MARIA. Casou c. Maria Rodrigues de Andrade, filha de João Floriano
Rodrigues de Andrade e de Guiomar Valgos Galvão de Siqueira. Pais de 7 filhos:
TN 1 João Batista de Souza Neto, c.c. Maria dos Prazeres Batista
Ribeiro;
TN 2 Maria Paulina Batista de Souza, c.c. Paulino José Ribeiro;
TN 3 Ismênia Batista de Souza, c.c. Manoel da Silva Esteves;
TN 4 Cândida dos Prazeres, c.c. João Batista Ribeiro de Souza;
TN 5 Ana Batista de Souza, c.c. Manoel Martins Ribeiro;
TN 6 Ambrósio Batista de Andrade e Souza, c.c. Maria Tridade do
Amaral e Souza;
TN 7 Maria das Dores Batista de Souza, c.c. Ignácio Ribeiro Velho;
N 4 Maria Magdalena Batista de Souza, c.c. Mateus Ribeiro de Souza.
Filho da falecida com seu primeiro marido Manoel Pereira Soares:
- Manoel Pereira Soares, residente na Província de São Pedro do Sul em lugar que ele
inventariante ignora.
João Batista de Souza casou pelo ano de 1840 com Maria Cândida dos Prazeres de
Córdova56, viúva de Manoel Ribeiro da Silva e filha de Bento Ribeiro de Córdova e de Maria
Jacinta do Amaral. Foram pais da única57:
N 5 Júlia Batista de Souza e Oliveira, c.c. Vidal José de Oliveira Ramos. Júlia teve o
inventário autuado em Lages a 1883. Pais de 3 filhos:
BN 1 Belisário José do Amaral Ramos, 26 anos no inventário da mãe;
54
Informações de Enedito Ribeiro, descendente.
55
Avô materno de Enedino Ribeiro.
56
Na verdade não fora casada de verdade. Era filha de Ignácio Gonçalves dos Espírito Santo e de Maria Gonçalves do
Espírito Santo. Fora abandonada por Manoel Pereira Soares, com quem tivera um filho de nome Manoel.
BN 2 Maria Cândida de Oliveira Ramos, c.c. Henrique de Oliveira Ramos;.
BN 3 Vidal de Oliveira Ramos Filho, 20 anos no inventário da mãe, quando se
encontrava ausente para o Sul. Foi governador do Estado de Santa Catarina. Descendentes em
Cruz Alta.
João Batista de Souza foi proprietário da FAZENDA JOÃO DE PELOTAS, onde foi
assassinado por dois escravos em 13 de agosto de 1840, mais tarde conhecido como SANTA
CRUZ, em homenagem a cruz com que foi enterrado.
F 10 Maria Josefa de Souza de Athayde, batizada aos 23 de maio de 1804 e casada aos 29
de abril de 1821, tudo em Lages, com Joaquim Antunes de Oliveira, natural de Vila da Laguna,
filho de. Salvador Antunes58 e de Quitéria Maria. Pais de, segundo o inventário de 1878:
N 1 Manoel Antonio de Souza, casado, residente neste Termo.
N 2 Joaquim Antonio de Souza, casado, residente neste município.
N 3 Anna Maria Antunes, viúva, residente em Campos Novos, termo de
"Coritibanos".
N 4 João Antunes de Souza, casado, residente na Freguesia de Campos Novos, termo
de "Coritibanos".
N 5 Francisco Antonio de Souza, casado, morador em Campos Novos.
N 6 José Antonio de Souza, casado, residente em Campos Novos.
O marido teve de segundas núpcias com Maria Rodrigues Borges, inventariante:
- Euphrasia, casada com Antonio Antunes de Souza, residente na Villa do tubarão, nesta
província.
- Anacleto Antunes de Souza, casado, residente neste termo.
- Aureliano Antunes de Souza, casado, morador neste termo.
- Maria, casado com Joaquim Fermino Nunes, residente neste termo.
- Maria, casado com Antonio Borges de Bitencourt, residente neste termo.
- Antonio Antunes de Souza, solteiro, trinta e dois anos.
- Maria, casado com Florentino José do Porto, residente neste termo.
- Marcos Antunes de Oliveira, solteiro, idade vinte e cinco anos.
- Ignacio Antunes de Souza, solteiro, vinte e dois anos, reside neste termo.
- Carolina Antunes de Oliveira, viúva, residente neste termo.
- Pureza Antunes de Oliveira, solteira, idade desesseis anos.
A herdeira Anna Maria Antunes, viúva, residente em Campos Novos é filha do
inventariado, com ela inventariante e por engano declarou ser filho do primeiro casamento
daquele.
F 11 Francisco José de Souza, nascido pelo ano de 1809.
57
No inventário de Cândida, autuado em 1845 há ainda Manoel Ribeiro da Silva, casado na época.
58
Ascendente da heroína Anita Garibaldi.
ANTÔNIO BORGES VIEIRA
Antônio Borges Vieira, natural de Lisboa59, Portugal, veio para o Brasil na parte final do
século XVIII. Fixou residência na Laguna - SC, onde se casou com Teresa Rodrigues de Jesus,
filha de Gabriel Rodrigues, também de Portugal, e de Vitória de Jesus, da Laguna. Como outros
lagunenses, em 1767 o casal passou para o distrito de Vacaria, no planalto, formando uma
fazenda. Ali faleceram ainda novos, ele a 10 de dezembro de 1776 e ela a 8 de abril de 1777,
deixando dez filhos menores, dos quais só o primeiro viera de Laguna. O primeiro nasceu em
Laguna, sendo que os demais nasceram em Vacaria.
F 1 Antônio Borges Vieira, nascido provavelmente em 1765, em Laguna e casado em
Vacaria com Teresa Ribeiro de Lima. Fez parte da primeira Companhia Auxiliar do Distrito de
Vacaria, organizada em 1778, da qual em 1820 era Alferes. Permaneceu em Vacaria, com os
irmãos João e Francisco.
F 2 Maria Borges Vieira, casou-se com Rafael Pinto de Figueiredo, natural de São Paulo.
N 1 Eufrásia Pinto de Figueiredo, casou-se com José Rodrigues de Jesus60, filho de
Manoel Rodrigues de Jesus e de Clara Jorge da Silva.
BN 1 Maria Rodrigues de Jesus, casou-se com Manoel Rufino de Sousa, filho
do Cap. Felisberto Teles de Sousa e de Inácia Borges Pereira.
BN 2 Mariana
BN 3 Helena
BN 4 Esperança
BN 5 José
BN 6 Isidoro
F 3 João Borges Vieira, casou-se com Francisca Xavier Ribeiro61, filha de Antônio Pinto
Ribeiro, de Curitiba, e de Perpétua Angélica Xavier, natural de Minas Gerais.
N 1 Manoel Borges Vieira, casou-se com Gabriela Correia de Almeida, filha de
Januário Correia de Almeida, natural de Castro, e de Maria Caetana Teles de Sousa, de Santos;
neta paterna de Bernardino Correia de Almeida e de Maria Rodrigues do Prado.
BN 1 Geremias Borges Vieira, casou-se com Virgolina Rodrigues Barbosa e
de Francisca Xavier da Fonseca; neta paterna de Francisco Xavier da Fonseca e de Maria
Joaquina de Oliveira.
59
Manuel dá erroneamente como natural de Laguna, o que está errado. Localizou-se no planalto ao lado dos cunhados
Manuel, José e Francisco Rodrigues de Jesus. Em 1780, os irmãos José e Francisco retornaram a Laguna.
60
Deve ser irmã de Amâncio Rodrigues de Figueiredo, inventariada em 1852.
61
No batizado do neto João em São Francisco de Assis (Missões), também é chamada de FRancisca Antônia de Paula.
TN 1 Marfisa Borges Vieira, casou-se com Patrício de Moraes Borges,
filho de Hermenegildo de Morais Borges e de Rosa Rodrigues Barbosa; neto paterno de João de
Moraes Camargo, natural de São Paulo, e de Florisbela Borges Vieira, esta filha de Francisco
Borges Vieira.
TN 2 Melânia Borges Vieira, casou-se com Antônio Batista Soares, filho
de João Batista Soares e Sousa e de Maria Rosa Sousa.
TN 3 Franklin
TN 4 Velocino
TN 5 Natalício
TN 6 Orozimbo
BN 2 Felicidade Borges Vieira, casou-se com Honório Pereira Bueno, filho de
José Pereira Bueno e de Isabel Antônia de Siqueira; neto paterno de João Batista Pereira e de
Ana de Sousa Bueno; neto materno de Aniceto Leme de Sousa e de Maria Francisca Siqueira;
bisneto paterno de Domingos Leme de Sousa, de Parnaíba, e de Francisca Fernandes Tavares, de
Laguna.
TN 1 Antônio Pereira Bueno, casou-se com Cristina Antônia de Souza,
filha de Joaquim Antônio Nunes de Sousa e de Balbina Borges Vieira.
BN 3 João Borges Vieira, casou-se com Maria Alves de Albuquerque,
filha de João Preto de Oliveira e de Maria Alves de Albuquerque.
TN 1 Simplício Borges Vieira, casou-se com Alexandrina Teles de
Sousa, filha de Lucas Teles de Sousa e de Brandina Aldina Rodrigues; bisneta de João Telo
Xavier de Sousa62.
TN 2 Francisco de Paula
TN 3 Ten. Sezefredo Borges Vieira, da Guarda Nacional, em 1883,
casou-se com Damásia de Sousa Duarte, filha do Cap. Manoel de Sousa Duarte e de Gertrudes
Domingues Vieira; neta paterna de Manoel de Sousa Duarte, da Ilha da Madeira, e de Maria
Rodrigues de Jesus; neta materna de Francisco Domingues Vieira e de Ana Leme de Sousa;
bisneta materna de José Domingues Vieira e de Ana Cecília Cordeiro; também bisneta materna
de Domingos Leme de Sousa e de Francisca Fernandes Tavares.
TN 4 Amândio
TN 5 Manoel
BN 4 Maria Borges Vieira, casou-se com José Fernandes da Fonseca, filho de
Inácio Fernandes da Costa e de Maria Leme de Sousa; neto paterno de Antônio Fernandes
Rodrigues e de Maria Costa de Oliveira; neto materno de Domingos Leme de Sousa e de
Francisca Fernandes Tavares.
TN 1 Estevão
TN 2 Luiz Fernandes da Fonseca, casou-se primeiro com Maria de
oliveira Bueno, filha do Cap. Manoel Batista Pereira Bueno e de Ana de Sousa; e a segunda vez
com Carmosina Fernandes da Cunha, filha de José Fernandes da Cunha e de Maurícia Cândida
Fernandes.
TN 3 Porcínia
TN 4 Virgolina
TN 5 Clarinda
TN 6 Maria
TN 7 Maria José
TN 8 Emília
TN 9 Belisária
TN 10 Mafalda
BN 5 Gertrudes Borges Vieira, casou-se com Joaquim Genital Batalha, natural
de São Paulo.
TN 1 Irineu
TN 2 Leopoldina Borges Vieira, casou-se com Atanásio Rodrigues da
Silva.
TN 3 Francisca Borges Vieira, casou-se com Alexandre de Góes Vieira
(Alexandre Pato), filho de Bernardino de Góes Vieira e de Firmiana Ferreira de Jesus.
QN1 Henrique Vieira
QN2 Vitor Antonio Vieira
QN3 Joaquim Vieira Pato
QN4 Otávio Vieira
QN5 Leandro de Góes Vieira
QN6 José Bernardino Vieira Pato
QN7 Etelvina Veira Pato
QN8 Malvina
QN9 Malvina
QN10 Virgulina
QN11 Avelina
QN12 Maria Eliza
QN13 Francisca
QN14 Maria Gertrudes
QN15 Analia
QN16 Maria Inácia
62
Natural de Santos. Vetusto povoador de Cima da Serra. Ascendente da família Teles de Souza (Manuel Duarte).
TN 4 Carolina Borges Vieira, casou-se com Antônio Teixeira de Lemos,
pecuarista e político, filho do Cap. José Bernardino de Lemes e de Mafalda Maria Teixeira; neto
paterno de José Antônio de Lemos e de Bernardina Antônia de Jesus; neto materno de Cel. José
Luís Teixeira e de Rosa Borges Vieira. Povoador da FAZENDA DO CHIMARRÃO em Lagoa
Vermelha.
TN 5 Porcínia Borges Vieira
TN 6 Betânia Borges Vieira
BN 6 Antônio Borges Vieira, casou-se com Veríssima da Silva Boeira, filha de
João Domingues Boeira e de Antônia da Silva Moreira Ribas.
BN 7 Ana
N 2 Donaciana, casada com José Nunes da Silva. Proprietários de terras lindeiras ao
cunhado José Luís Teixeira.
N 3 Bárbara, casada com João Mariano Pimentel. Proprietário de terras nas cercanias
da freguesia de Vacaria, posteriormente permutadas com terrras do cunhado José Luís Teixeira,
em Lagoa Vermelha.
N 4 Rita, casada com Eduardo José de Almeida, na FAZENDA DO QUILOMBO, a
sombra da serrania.
N 5 Rosa Borges Vieira, casou-se com o Cel. José Luis Teixeira, natural de
Cachoeira, e que foi comandante da Guarda Nacional do distrito de Vacaria, a partir de 1851,
falecendo antes de junho de 1867. Fazendeiro no Turvo e no Prata.
BN 1 Vigínia
BN 2 Virgolina Maria Teixeira, casou-se com Luis Augusto Branco, natural do
Maranhão, e foi o primeiro professor público do distrito de Vacaria, filho de Luís de Medeiros
Branco e de Ana Joaquina de Medeiros.
BN 3 Mafalda Maria Teixeira, casou-se com o Cap. José Bernardino de
Lemos, filho de José Antônio de Lemos e de Bernardina Antônia de Jesus.
BN 4 Josefina
BN 5 Antônio
BN 6 José
BN 7 Francisco Luís Teixeira, casou-se com Emília Carneiro Lobo, filha de
Joaquim Alves Carneiro Lobo e de Leopoldina de Faria, ambos do Paraná.
BN 8 Joaquim
BN 9 Afonso
BN 10 Luis José
N 6 Inácia Borges Vieira, casou-se com Manoel Ferreira de Sousa, filho de Joaquim
Paes de Sousa e de Francisca Ferreira da Luz.
N 7 Felisberta, natural da Vacaria. Casou com Serafim de Oliveira Fão63, natural de
São Paulo, filho de Serafim José de Oliveira e de Maria Stella de Jesus. Foram pais de:
BN 11 Serafim de Oliveira Fão, batizado em em 8/XII/1826 em São Francisco
de Assis. Padrinhos: João Pereira do Coito e Francisca Romana de Macedo (Francisco Evaldo
Heigert).
BN 12 João, batizado em em 18/XII/1828 em São Francisco de Assis.
N 8 Ana
N 9 João
N 10 Antônio
F 4 Paula Borges Vieira, casou-se com Manoel Joaquim do Rego.
F 5 Teresa Borges Vieira, casou-se com Joaquim do Rego.
F 6 José Borges Vieira, casou em Vacaria.
F 7 Antônia Borges Vieira, casou-se com José Inácio Amorim.
F 8 Rosa Borges Vieira,
F 9 Francisco Borges Vieira, casou-se com Inácia Rodrigues de Jesus. Nasceu em 1775 e
faleceu em 1853. Inácia era filha de Manoel Rodrigues de Jesus64 e de Clara Jorge da Silva. O
casal doou a Nossa Senhora da Oliveira, em 1847, a área de terras onde se situa a cidade de
Vacaria.
N 1 Cap. Luís Borges Vieira, da Guarda Nacional, casou-se com Paula Borges
Pereira, filha de Francisco Borges Pereira e de Ana Joaquina Rodrigues de Jesus.
N 2 José Borges Vieira, casou-se com Maria Pinto.
N 3 Lúcio
N 4 Herculana Borges Vieira, nascida a 27-XI-1818, casou-se com o Major Teodoro
de Sousa Duarte, pecuarista e político, filho de Manoel de Sousa Duarte, natural da Ilha da
Madeira, e de Maria Rodrigues de Jesus.
N 5 Gabriela Borges Vieira, casou-se com Miguel Soares de Oliveira, natural de
Sorocaba.
N 6 Josefa Borges Vieira, casou-se com Domingos Paulo de Almeida.
N 7 Felisbina Borges Vieira, casou-se com Francisco Nunes de Siqueira, ntural de
São Paulo.
N 8 Florisbela Borges Vieira, casou-se com João Morais Camargo, natural de São
Paulo.
N 9 Balbina Borges Vieira, casou-se com Manoel Rodrigues Borges, natural de São
Paulo.
F 10 Ana Borges Vieira, casou-se com José Vieira Cordeiro.
63
Tronco da família Oliveira Fão na fronteira (Alegrete e São Francisco de Assis).
Em Vacaria só teriam permanecido os irmãos Antônio, Maria, João e Francisco; os outros,
depois de casados, retiraram-se da região.
Manuel Duarte
José Campos de Brademburgo é natural de Itú, uma das principais Vilas da Capitania de
São Paulo na época. Filho do Capitão Domingos José da Silva e Margarida de Campos Bicudo.
O tranco de sua família procede da Bélgica, Espanha e Portugal.
Casou com Escolástica Moreira em primeira núpcias, natural do Arraial da Barra em
Minas Gerais, e em segunda núpcias com Maria do Rego Mello, natural de Itú, filha de Pedro de
Mello Souza e Maria de Siqueira.
Foi do primeiro casamento que nasceu sua única filha, Clara Jorge da Silva.
Na Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira de Vacaria este tronco ligou-se ao de
Rodrigues de Jesus, pois Clara Jorge da Silva casou com Manoel Rodrigues de Jesus, filho de
Gabriel Rodrigues e Vitória de Jesus, irmã de Tereza Rodrigues de Jesus.
Manuel Rodrigues de Jesus, natural de Laguna, filho de Gabriel Rodrigues, natural de
Lisboa e de s/m Vitória de Jesus, natural de Laguna. Manuel Rodrigues de Jesus foi casado com
Clara Jorge da Silva, filha de José de Campos Brandenburgo65, paulista, e de Escolástica
Moreira, natural de Goiazes. Antiqüíssimo povoador do Planalto, onde possuiu dilatados
domínios e deixou nove filhos, que representam a maior árvore genealógica aquela região, aí
faleceu em 1821, com 87 anos de idade. (Revista do Inst. 2º. Semestre, do ano corrente, p. 169).
Manoel Rodrigues de Jesus e Clara Jorge da Silva tiveram nove filhos:
F 1 Maria Rodrigues de Jesus, casou com Manoel de Souza Duarte, natural da Ilha da
Madeira;
F 2 Gabriel Rodrigues de Jesus, casou com Inácia Joaquina de Andrade, natural de Itú;
F 3 José Rodrigues de Jesus, casou com Eufrásia Maria de Jesus;
F 4 Manoel Elias de Jesus, solteiro;
64
Cunhado de Antônio Borges Vieira. Foi casado com Clara Jorge da Silva, herdeira de José de Campos
Bandemburgo.
65
José de Campos Bandemburgo, natural de Itu, filho do capitão Domingos Jorge da Silva, casado em 1708, com
Margarida de Campos Bicudo. José de Campos Bandemburgo é pai de Clara Jorge da Silva, filha de Escolástica
Moreira, natural de Goyazes, onde nasceu Clara, batizada no Arraial da Barra, em Minas. Bandenburgo casou-se em
1759, em Itu, com Maria do Rego Melo (ou Siqueira), filha de Pedro de Melo e Souza e de s/m Maria de Arruda e
Siqueira. Foi grande Estancieiro, no Planalto, titular da célebre FAZENDA NOSSA SENHORA DO SOCORRO, de
que alegou ser o “primeiro descobridor e fundador”. Bandenburgo faleceu, já viúvo, em 1813, em sua ESTÂNCIA
DO SOCORRO. Sua esposa, que faleceu muito antes, deixou, em testamento, ao marido e testamenteiro, a
determinação de alforriar metade dos escravos daquele opulento solar planelteano (M. Duarte).
F 5 Amaro Rodrigues de Campos, solteiro, mas teve filhos naturais;
F 6 Inácia Rodrigues de Jesus, casou com Francisco Borges Pereira 66 e foi residir em
Lages;
F 7 Ana Joaquina Rodrigues de Jesus, casou com Francisco Borges;
F 8 Leonor Rodrigues de Jesus, casou com Félix Rodrigues de Campos e foi residir em Itú;
F 9 Angela Rodrigues de Jesus, casou com Inácio Fernandes da Costa e foi residir em São
Paulo.
Walter Dachs
João Telo Xavier de Souza67, natural do Santos, era casado com Leocádia Violante de
Souza, da qual lhe nasceram nove filhos, a saber:
F 1 Ismênia, batizada aos 23 de fevereiro de 1784 em Lages;
F 2 Maria Caetana Teles de Souza que casou com Januário Correia de Almeida, natural da
Vila de Castro, entre a Cidade de São Paulo e a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de
Curitiba, filho de Bernardino Correia de Almeida e de Maria Rodrigues do Prado;
F 3 Antônio Teles de Souza que casou com Ana Gertrudes da Silva;
F 4 Atanagildo Teles de Souza que casou com Firmina Maria Pereira;
66
Possuía a FAZENDA DA CACHOEIRA em São Francisco de Borja, herdada do sogro.
67
Há descendentes assinando Telles, Telles de Souza ou Telles da Silva na fronteira, em Cruz Alta e Alegrete.
F 5 Manoel Teles de Sousa que casou com Florisbola L.F. Coutinho;
F 6 Cap. Felisberto Teles de Souza que casou com Inacia Borges Pereira;
F 7 Lucas Teles de Souza que casou Brandina Albina Rodrigues;
F 8 Leocardia Teles de Souza que casou com Antônio Cordeiro;
F 9 Sezefredo Teles de Souza que casou com Liduina Ribeiro de Jesus.
Manuel Duarte
Matias Álvares de Gusmão68, natural de São Sebastião, e de sua mulher Maria da Silva
Pinheiro, natural de São Paulo (Francisco Negrão, Genealogia Paranaense, Vol. II, p/ 402, Tit.
Rodrigues Seixas). Em cerca de 1750 aparece, no planalto, vinda de São Paulo, a família
Gusmão. Casado com Maria da Silva Pinheiro. Pais de:
F 1 alferes Manoel Alves de Gusmão, casada em 1771 com Gertrudes Maria, filha do
capitão Miguel Rodrigues Ribas, e de Gertrudes Maria de Jesus.
F 2 Inácio Alves, c.c. Maria Inácia;
F 3 Bernardino Alves, c.c. Josefa Maria;
F 4 Maria Candelária, c.c. Antônio Moreira Lemos. Pais da única:
N 1 Ana, c.c. Manuel Coelho da Costa;
F 5 José Alves da Silva, c.c. Gertrudes Maria. Pais de:
N 2 José.
68
S. Leme. Genealogia, vol. 6º., p. 30, Tit. Godóis.
foram tomados os depoimentos de Mariana Ribeiro de Córdova e de seus filhos Francisco
Xavier de Córdova e João Damasceno de Córdova (Clérigo Tonsurado)".
F 1 Bento Ribeiro de Córdova estabeleceu-se e Lages, casou-se com Maria Jacinta
Angélica do Amaral, filha de José Francisco de Moraes Navarro, natural de Santos, São Paulo e
Maria de São Boaventura do Amaral e Silva (título dos Amarais), natural de São Paulo. De
Bento e Maria Jacinta houve grande descendência, principalmente em Lages, são seus
descendentes os Ribeiro de Córdova e Madruga de Córdova.
F 2 João Damasceno de Córdova, nascido cerca de 1743, em Santos, São Paulo, casou com
Maria de São Boaventura do Amaral e Silva (Título dos Amarais), viúva de José Francisco de
Moraes Navarro, falecido 22/XI/1782 em Lages. João Damasceno entrou para a carreira
eclesiástica, mas abandonou-a antes de ser ordenado. Estabeleceu-se em Vacaria, nas terras de
José de Campos Brandemburg, onde deixou seu nome ligado ao sítio como Fazenda do
Damasceno.
Ao falecer Brandemburg, que tinha uma única filha, casada com o lagunense Manoel
Rodrigues de Jesus, apresentou um suposto testamento que lhe instituía como legítimo herdeiro,
o que levou a uma longa disputa judicial, onde acabou perdendo. Retirou-se então para Lages,
onde teve outra fazenda, atuou na política chegando a sargento-mor das ordenanças em Lages.
Foi Juiz Ordinário de Lages e consta na relação de doadores para a construção da Igreja, com
dois bois. No livro de Walter Dachs, citado anteriormente, diz: ”A presença do licenciado João
Damasceno de Córdova, solteiro, em Lages, data de 05/XI/1776, em que ele foi padrinho de
Floriano, filho de Antonio de Araújo França e Izabel Rodrigues Soares”.
João Damasceno de Córdova69. Estranha figura de retirante, e deste antigo habitante de
Vacaria. Ali viveu longamente Damasceno de Córdova. Estabeleceu residência à margem
esquerda do rio “Ventura”, posteriormente, rio “Santana”, como agregado de José de Campos
Brandenburg. Deixaria o nome eternamente ligado ao sítio, onde viveu largos anos, Fazenda do
Damasceno, ou, simplesmente, Mascena, como ó universalmente conhecido aquele vasto
quadrante nordestino. Afinal, nos primeiros albôres da centúria XIX, faleceria Brandenburg, cuja
grande fortuna pertencia à filha única, Clara Jorge da Silva, c.c. O lagunense Manuel Rodrigues
de Jesus é antigo povoador planaltense.
Foi nesse longínquo ínterim que apareceria suposto testamento, atribuído a Brandenburg,
pelo qual instituiria herdeiro universal a João Damasceno de Córdova. Seguiu-se interminável
querela, promovida por Manuel Rodrigues de Jesus, a qual lhe deu inteiro ganho de causa e
julgou apócrifa semelhante disposição de última vontade.
Nesse entrementes, retirou-se João Damasceno de Córdova para Lages, onde passou a
residir, definitivamente. De feição que no importante recenseamento de Lages, 1798-1802, se diz
o seguinte, a respeito desse vetusto retirante:
“João Damasceno de Córdova70, 56 anos de idade, casado, branco, e natural da Villa de
Santos. Sargento-mór das ordenanças desta Villa de Lages. Sua mulher D. Maria de S.
Boaventura do Amaral tem 47 anos de idade e é natural da cidade de S. Paulo. Tem duas
Fazendas húa, no districto desta Villa e a outra no da Freguesia de N. S. da Oliveira de
Vaccaria, que ainda está litigiosa e nellas cria animaes vaccuns, cavallares, moares e asnares
que produzirão no presente anno Vaccuns... 300; Cavallares, 24; moares, 12 e asnares 8. Tem
rebanho de ovelhas n’húa e n’outra Fazenda”.
Do casal Córdova- Amaral71, em 1804, os seguintes filhos:
N 1 Antônio Lins e Córdova, c.c. Balduína Maria de Souza, filha de Mateus José de
Souza e Clara Maria de Ataíde;
N 2 João Damasceno de Córdova, nascido pelo ano de 1788,
N 3 Maria Flávia do Nascimento, bat. 17/IX/1788, em Lages, onde faleceu em
3/VI/1820;
N 4 Ana Maria do Amaral, chamada também de Ana Damasceno de Córdova, bat.
26/X/1793, onde casou em 8/VI/1813 com Mateus José de Souza (Filho), filho de Mateus José
de Souza e de Clara Maria de Ataíde.
F 3 Joaquim Antônio de Córdova seguiu a carreira militar. Nascido cerca de 1743 em
Santos, casou duas vezes, primeiro casou com Ana Luzia da Fonseca, de origem indígena,
nascida em Rio Grande, batizada no mesmo local a 1/V/1745, filha dos índios Eusébio Álvares
de Souza, nascido em Bartolomeu, São Salvador da Bahia, e Luzia Maria da Fonseca, neta
paterna de Manoel Álvares de Souza e Páscoa Ferreira de Souza, índios, e neta materna de
Manoel Rodrigues da Costa e Ana Maria da Fonseca, índios que habitavam Saquarema e São
Gonçalo no Rio de Janeiro .
Devem ter casado por volta de 1762, quando da invasão de Rio Grande pelos castelhanos
do general Cevallos. Na época já aparece em documentos como sendo cabo de esquadra, mesmo
posto ocupa ainda em 1770, quando do inventário de seu sogro Eusébio.
Em 1764 e 1769 estava com o regimento dos Dragões, em Rio Pardo, quando nasceram
seus filhos Antônio e André, batizados em Viamão. No livro “História de Bom Jesus”, de Arthur
Ferreira Filho, ao narrar a instalação da estação arrecadadora de tributos das tropas que seguiam
para São Paulo, a Guarda Velha, em 1780, seu primeiro comandante foi o alferes Joaquim José
de Córdova. Nessa mesma época deve ter falecido sua primeira esposa, pois em 14/XI/1784
casa-se novamente, em Rio Pardo, com Matilde Cândida da Fontoura, nascida lá mesmo em
1764, filha do tenente João Barbosa da Silva Gama, natural de Lisboa, e Inácia Maria Veloso da
Fontoura, nascida em Rio Grande, filha do capitão dos Dragões João Carneiro da Fontoura e
69
A seguir, relato de Manuel Duarte.
70
Em 1792 tinha 50 anos João Damasceno Córdova e casado estava com Maria Boaventura do Amaral e Silva, com
40 anos. Filhos: Henrique, 14 anos; Manoel, 12 anos; Teobaldo; Maria; Antonio; João; 11 escravos e 3 agregados. O
Córdova era paulista de Santos. Maria Boaventura podia ser irmã de Bento e José Amaral Gurgel.
Isabel da Silva. Em 6/XI/1802, vitimado pela diabete, faleceu em Rio Pardo, havia alcançado o
posto de tenente dos Dragões. A viúva veio a falecer a 8/III/1815 em Rio Pardo, não foi
localizado inventário do casal, possivelmente haviam adquirido terras em Cima da Serra, pois aí
se estabeleceu o filho Antônio.
(fontes: Felizardo)
Antônio Marques Arzão, nascido em 1730, era casado com Ana Pedroso,
nascida em 1736; e deste matrimônio nasceu parece, ao menos, um filho. Na
Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens, aos 15 de novembro de 1792,
Antônio Marques Arzão, cunhado de Antônio Francisco de Moraes Navarros,
declarou, por escrito, que tinha recebido de João Damasceno de Córdova
4$000 pertencentes a seu filho, o Alferes Jozé Marques Arzão.
Anna Pedroso, também chamada Ana Leite, mulher do então Capitão
Antônio Marques Arzão, faleceu Lages aos 26 de abril de 1796, “de idade,
pouco mais ou menos, de Sincoenta annos, e alcanSou todos as Sacramentos, e
foi Sepultada Solenemente, Em Sima das grades, com mementos, MiSa
cantada”; e do que para constar fez o assento do óbito o Padre Vigário Gomes
de Escobar.
A presença do Capitão Antônio Marques Arzão em Lages é registrada pela
última vez para o dia 15 de setembro de 1798, quando estabeleceu para seos
procuradores o Capitão Môr Regente Bento do Amaral Gurgel Annes, João
Damasceno da Córdova e João Antônio Borges (W. Dachs).
Foi Antônio Marques Arzão, natural da freg. de São Francisco das Chagas de Taubaté,
com 47 anos em 1777, portanto, nascido por volta de 1730, filho de Manoel Marques Arzão,
natural de Parnaíba e de Joanna Garcia de Jesus, natural de Taubaté, neto paterno de Manoel
Marques de Carvalho e de Izabel Rodrigues de Miranda, ambos, descritos na Genealogia
Paulistana.
Em primeiras núpcias, Antônio Marques Arzão casou com Anna Pedroso de Moraes,
residentes em Lages em 1777, onde aparecem no recenseamento, com o filho Francisco Marques
(Arzão) de 15 anos. Francisco Marques Arzão, natural da vila de Itapetininga/SP, casou com
Ana Maria de Barros, natural do Rio de Janeiro. Pais de:
71
Segundo Dachs.
F 1 Genoveva Maria Marques, natural de Lajes/SC, casada com Miguel Lopes de
Oliveira, natural da vila de Caraguatatuba/SP, filho de Antonio Lopes e de Rosa Maria, naturais
da mesma vila de Caraguatatuba. Pais de:
N 2 Jacinta, n. 06/VII/1805 e bat. a 28/ VII/1805, (B1-85) em Canguçú.
Genoveva Maria Marques faleceu ainda jovem, pois o esposo casa-se em segundas núpcias
com Anna Ferreira da Silva, com a qual, a 15/III/1817 (B1-86v / 87) em Canguçú, registra o
filho Manoel, bat. a 27./III/1817.
Após o falecimento da esposa em Lages, Antônio Marques Arzão passa à Canguçu, Rio
Grande do Sul, onde aparece casado com Inácia Joaquina da Rosa, filha de Antônio da Rosa e de
Joaquina Francisca, ambos naturais da ilha do Fayal, da freguesia de Nossa Senhora da Luz. Pais
de:
F 2 Maria Marques, nascida a 16/VI/1800 e bat. a 26/ VI/1800 (1B-07) Canguçú.
Padrinhos: Antônio José de Carvalho, casado, e Francisca Joaquina, casada. Casou com Joaquim
Rodrigues da Silva nat. de Minas Gerais, filho de Francisco Rodrigues da Fonseca e de Anna
Gonçalves da Silva. Pais de:
N 1 Clarinda, bat. 24/VII/1814 (B1-24v) em Canguçú;
N 2 Joaquina, n. 20/VII/1816 e bat. 28/VII/1816 (B1-53v/54), em
Canguçú. Padrinhos, os avós maternos;
N 3 João, n. 23/IV/1818 e bat. 17/V/ 1818 (B1-123v), em Canguçú.
§1
§2
Manoel Antônio do Amaral que casou com Joana Antônia de Jesus, filha de Antônio
Ferreira Pinhedo e de Mana Ignacia da Trindade, morava, pêlos anos de 1825 a 1835, na Vila do
Espírito Santo da Cruz Alta, Comarca das Missões, Província de São Pedro do Rio Grande do
Sul.
§3
Teobaldo José do Amaral, batizado aos 8 de julho de 1781 em Lages, casou com
Escolástica Serrana da Rocha, filha de João Pais Domingues de Maciel e de Rosa Trindade de
Jesus Coitinho.
§4
Maria Jacinta do Amaral, a caçula, foi batizada aos 28 de dezembro de 1782 em. Lages,
em cuja Matriz casou, aos 27 de maio de 1795, com Bento Ribeiro de Córdova, filho do Nicolau
Gonçalves e de Marianna Ribeiro de Córdova. Do matrimónio de Maria Jacinta do Amaral com
Bento Ribeiro de Córdova é trineto o doutor Nereu de Oliveira Ramos, que foi Presidente da
República dos Estados Unidos do Brasil.
Walter Dachs
CIX
72
Natural da Cidade de Angra- Portugal, filho de José Francisco, natural da Cidade de Angra e de Joana Ignácia,
natural da mesma cidade. Casou com Maria Custódia do Amaral Gurgel, filha de José do Amaral Gurgel e de Maria
do Nascimento Marques.
73
Em Lages.
que foram povoados primeiramente por Antonio Gonçalves Padilha, os quais por
uma parte dividem com os do alferes Manoel de Souza Passos e os divide o
ribeirão Grande e pela outra com o alferes José Raposo Pires e os divide uma
lomba que está adiante de um capão chamado a restinga seca, e pela dita lomba
correndo rumo direito aos fundos e nestes faz divisa com os de Matheus José de
Souza e pela parte com os do capitão-mór Regente da dita Villa e os divide o
ribeirão chamado da Forqueta (Sesmarias do Paraná).
Walter Dachs
74
Constam os filhos da esposa com Joaquim da Silva Esteves, 6 no total.
75
Sebastião Fonseca de Oliveira.
Filho de Miguel Monis Travaços e de Joana da Silva, sua mulher, Antônio
José Muniz, nascido e balizado na Freguesia de Itatiaya, Bispado de Mariana,
casou, no dia 7 de janeiro e 1777 em Lagens com Genoveva Maria de Saldanha,
filha de Caetano de Saldanha e de Maria Ferreira, batizada na Freguezia de
Nossa Senhora da Conceição do pouso Alto, Bispado de Mariana (cfr. Cap.
XXXIV deste Histórico).
De Genoveva Maria de Saldanha, nasceram a Antônio José Muniz as
filhas: Ana76, batizada aos 14 de janeiro de1778 em; Lages, e Rita, batizada,
aos 6 de dezembro de 1779, em Lages também.
Provavelmente, para não mais encontrar-se com o Capitão Mor Regente,
retirou-so Antônio José Muniz em definitivo do distrito da Vila de Nossa
Senhora dos Prazeres das Lagens antes do expirar o primeiro semestre do ano
de 1783, como já o fizera Caetano Saldanha, seu sogro, que voiu a falecer «em
destrito alheyo» ("cfr. Cap. XXXIV deste Histórico).
CAETANO SALDANHA
Walter Dachs
76
Anna Muniz de Saldadnha, c.c. Ignácio da Silva Ribeiro (Título Manuel da Silva Ribeiro).
Como tinha ficado devendo à Real Fazenda "o produto do SeSenta e nove
Couros", aconselhou, naquela data, Antônio Correa Pinto ao senhor Juiz
Ordinário e mais oficiais da Câmara da Vila de Nossa Senhora dos Prazeroa
das Lagens que "enquanto aos couros do Saldanha" deviam ''dar conta à Real
Junta de Ser falecido em diferente Destrito Sem bens para os pagar" o dito
Caetano Saldanha. (Cap. XXXIV).
Filhos do casal:
F 1 Francisco, que segundo o recenseamento de 1778, nasceu em 1767;
F 2 Manoel, que em Lages, aos 3 de setembro de 1775, foi padrinho de batismo de Maria,
filha de Angelo Moreira e de Barbara Maria;
F 3 Ana Maria de Saldanha, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do
Pouso Alto, Bispado da Cidade de Mariana, que casou em Lages, aos 21 de Janeiro de 1776,
com o Tenente Pedro da Silva Ribeiro77, natural da Capela de Viamão, filho de Manoel da Silva
Ribeiro e de Maria Bernardes do Espirito Santo;
F 4 Genoveva Maria de Saldanha, balizada na Freguezia de Nossa Senhora da Conceição
do Pouso Alto, Bispado da Cidade de Mariana, que casou em Lages, aos 7 de janeiro de 1777,
com Antônio José Muniz, batizado na Freguezia de Itatiaya, Bispado da Cidade de Mariana,
filho de Miguel Muniz Travaços e de Joana da Silva.
77
Depois capitão.
Divergem os documentos quanto à naturalidade de Manoel da Silva
Ribeiro. No termo do batismo de seu filho Manoel Joaquim, declara-se que o
pai foi batizado no Arcebispado de Braga. Mas no termo do batismo de seu neto
Ignácio, filho do Ignácio da Silva Ribeiro e de Ana Muniz de Saldanha, diz-se
que o avô paterno era natural da Cidade do Porto; e, quando, aos 26 de
dezembro de 1802, na Igreja Matriz da Vila de Lages fui balizada sua neta Ana,
atribuiu-se a Manoel da Silva Ribeiro naturalidade lisbonense. “Aos quatro
dias de Outubro de mil oitocentos e dois, nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora
de Lages, faleceu Manoel da Silva Ribeiro de hum tumor. Sendo este natural de
Lisboa, de idade de noventa anos mais, ou menos, recebendo este todos os
Sacramentos, o Seo cadaver foi envolto em durante preto. Sepultado dentro da
Matríz, junto das grades por Ser Irmam da Irmandade de Nossa Senhora dos
Prazeres e terem cova de graça, foi aCompanhado, e recomendado o seu Corpo
pelo Padre Antônio Chaves Mariano", por se encontrar ausente o Padre
Vigário Bartolomeu Lopes de Azevedo que, alguns dias mais tarde, escreveu e
assinou este têrmo de óbito.
Walter Dachs
78
Título próprio em Walter Dachs.
Companhia de Milícias desta Vila, e proprietário do uma "Fazenda de Criar
animais Vacuns, cavalares e Muares; e marcou no prezente ano" de 1801,
"Vacuns — 30; Cavalares — : Muares — 16". Tinha também "Rebanho de
ovelhas, e Thear para Laboriação da Lã e plantavá ''mantimentos p" o Seo
gasto".
Pedro da Silva Ribeiro, a quem Corrêa Pinto era "pouco afeiSoado", foi
Vereador em 1773, Juiz Ordinário, nos anos do 1784, 1789, 1794 e 1797.
Manoel da Silva Ribeiro. De sua esposa, Dona Maria Bernardes do Espírito Santo, natural
da Vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, nasceram a Manoel da Silva Ribeiro ao menos os
sete filhos seguintes:
F 1 Eugênio, falecido com 20 anos de idade aos 8 de outubro de 1770 em Lages;
F 2 Capitão Pedro da Silva Ribeiro, natural de Viamão, casou, aos 21 de janeiro de 1776,
em Lages com Ana Maria de Saldanha, filha ela de Caetano de Saldanha79 e de Maria Ferreira
(cfr. Cap. XXXIV deste ''Histórico da Vila do Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens).
Importante tronco de todos os Ribeiros de São Joaquim e de uma parte dos Ribeiros de
Lages80. Foram pais de 14 filhos, e fez testamento em julho de 1822. Dêste matrimónio
nasceram os filhos seguintes:
N 1 Ignácio da Silva Ribeiro, batizado aos 24 de abril de 1777 em Lages. Foi casado
com Anna Muniz de Saldanha81, sua parenta, filha de Antônio José Muniz e de Genoveva Maria
de Saldanha. Ana teve inventário autuado em Lages em 1843. Constavam os filhos:
BN 1 Fermino da Silva Ribeiro, casado em 1843.
BN 2 Ricardo da Silva Ribeiro - solteiro, 25 anos na época do inventário da
mãe..
BN 3 Anna, casada com Diogo da Silva Ribeiro.
BN 4 Esmerencia, casada com Antonio Caetano.
BN 5 Belizaria, falecida, deixando um filho:
TN 1 Manoel, 12 anos.
N 2 Britis82, batizada aos 24 do junho de 1778 om Lages;
N 3 Pedro, batizado nos 19 de setembro de 1779, em Lages, faleceu em estado do
solteiro;
N 4 Maria de Saldanha que casou, aos 29 de dezembro de 1707, em Lages, com
Francisco José de Souza, filho do Tenente José Bernardino de Souza e de Gertrudes Maria;
N 5 João Jesuíno da Silva Ribeiro83, batizado aos 10 de julho de 1785 em Lages,
79
Caetano de Saldanha. Ver esse título.
80
A seguir, cfe. Relato de Enedino Batista Ribeiro em seu livro: Gavião de Penacho e inventários de Lages.
81
Ana foi batizada em Lages a 14/I/1778 e a irmã Rita a 6/12 /1779. Dachs. Título Antônio José Muniz.
82
Pode ser a Brita Maria de Saldanha, casada com Israel da Costa Varella, inventariada em Lages em 1865.
onde casou, aos 12 de janeiro de 1827, com Guiomar Maria Pereira, natural de Laguna, filha de
Antônio Pontes Corrêa e de Brizida Maria Pereira. Na época do inventário de João Jesuíno, em
Lages a 1858:
BN 1 Pedro da Silva Ribeiro, 49 anos.
BN 2 Fidencio da Silva Ribeiro, 40 anos.
BN 3 José da Silva Ribeiro (ausente), 38 anos.
BN 4 Fermino da Silva Ribeiro, 34 anos.
BN 5 Jesuíno da Silva Ribeiro Júnior, 32 anos. Teve o inventário autuado em
1873, sendo inventariante o irmão Fidêncio e herdeiros os seus irmãos.
BN 6 Ricardo da Silva Ribeiro, 30 anos.
BN 7 João Jesuino da Silva Ribeiro, 48 anos.
BN 8 Policena ou Pulicena Maria Pereira, casada com José Vaz Franco, 50
anos.
BN 9 Tereza Maria Pereira ou Teresa Maria de Saldanha como consta no
ivenrário, casada com João Ignácio Padilha, 47 anos. Eram moradores em Portão no inventário
do irmão, assim como os irmãos. Pais de, segundo inventário da esposa, em 1874 : Honório da
Silva Ribeiro, 30 anos, casado; Procidonio da Silva Padilha, 28 anos, casado; Cezario da Silva
Padilha, 27 anos, solteiro; Manoel Padilha, 26 anos, casado; Belizaria Padilha, 25 anos, solteira;
- Felisberto Padilha, 24 anos, soltiero; João Ignacio Filho, 23 anos, solteiro; Francisco Padilha,
22 anos, solteiro. Netos que representam o herdeiro Ignacio Padilha já falecido: * Angelina, seis
anos; José, dez anos; Ignacio, cinco anos ;* Amelia, nove anos.
BN 10 Uzilina ou Orselina ou Urselina (no inventário do irmão) Maria de
Jesus, solteira, 37 anos.
BN 11 Rita Maria Pereira, solteira, 36 anos.
BN 12 Custódia Maria Pereira, falecida. Foi casada com Miguel Ferreira.
BN 13 Belizária Maria Pereira, solteira, 28 anos.
BN 14 Maria Pereira, viúva.
BN 15 Carlota Maria Pereira.
TN 1 Jesuina, 16 anos.
TN 2 João, 12 anos.
TN 3 Belizaria, 10 anos.
N 6 João da Silva Ribeiro, batizado no primeiro dia do mês de julho de 1787 m
Lages, onde casou aos 5 de fevereiro de 1812 com Maria Benta de Souza, filha de Matheus José
de Souza e de Clara Maria de Athayde, os proprietários da FAZENDA DO SOCORRO.
O inventário da esposa foi autuado em Lages a 1857, seu inventariante o marido João da
Silva Ribeiro, onde constavam como filhos:
83
No inventário de 1845, é dado só como Jesuíno da Silva Ribeiro. A viúva Guiomar Maria Pereira é a inventariante.
BN 1 Pedro José Ribeiro, casado com Jacinta Maria de Saldanha. Jacinta
teve o inventário autuado em Lages em 1866, onde constavam os filhos:
TN 1 Rafael José Ribeiro, idade 30 anos, casado. Pelo inventário de
1875, sabe-se que fora casado com Umbelina Maria Rodrigues e teve Manoel Martins Ribeiro e
Ana Umbelina Rodrigues.
TN 2 Maria Ribeiro de Souza, idade 28 anos, viúva.
TN 3 Anna Maria de Saldanha, idade 27 anos, casada com Antonio
Caetano Machado.
TN 4 Esmenia Maria de Saldanha, idade 26 anos, casada com Policarpo
Bento Rodrigues.
TN 5 Francisco Pedro Ribeiro, idade 25 anos, solteiro.
TN 6 João Pedro Ribeiro, idade 24 anos, solteiro.
TN 7 Ignácia Maria de Saldanha, idade 19 anos, solteira.
TN 8 Maria de Saldanha, idade 18 anos, casada com Joaquim Bento
Rodrigues.
TN 9 Raquel Maria de Saldanha, idade 17 anos, solteira.
TN 10 José Pedro Ribeiro, idade 13 anos, solteiro.
TN 11 Paulino, idade 12 anos, solteiro.
TN 12 Amelia, idade 11 anos, solteira.
Parece que Pedro tornou a casar com Francisca Ana Ribeiro, que faleceu em 1872,
deixando os filhos: Jacinta, de 3 anos e Pedro, com 4 meses.
BN 2 Cel. João da Silva Ribeiro Júnior, casado com Ismênia Batista de Souza.
Tiveram 10 filhos. Nasceu a 29 de março de 1819, provavelmente na FAZENDA DO
SOCORRO, distrito de Bom Jardim do Município de São Joaquim, Santa Catarina. Faleceu no
quarteirão de Pelotinhas, na casa do genro, Moisés da Silva Furtado, na FAZENDA DO
LIMOEIRO, Município de Lages, no dia 10 de maio de 1894. Foi sepultado no cemitério
particular de Pelotinhas e, mais tarde, seus restos mortais foram transladados para o Campo
Santo, na Cidade de Lages. Foi proprietário da FAZENDA DE SÃO JOÃO DE PELOTAS, da
VARGINHA e do POSTO, em São Joaquim: de grande área de terras, embaixo da serra do
Imaruí: foi dono das grandes Fazendas dos Pinheirinhos, Santana e grandes áreas de terras de
cultura, no Serrito, Município de Lages.
BN 3 Manoel Bento Ribeiro, casado com Felicidade Maria Rodrigues.
BN 4 Mateus Ribeiro de Souza, casado a 5/X/1885 com Maria Madalena de
Souza. e Maria dos Nascimento Amaral e Souza (2º esposa). Tiveram 4 filhas.
BN 5 Felisbina Maria de Saldanha, casada com Manoel Bento Rodrigues
Nunes. Tiveram 13 filhos.
BN 6 Inácia Maria de Saldanha, casada com Manoel José Pereira. Tiveram 10
filhos.
BN 7 Felicidade Maria de Saldanha, casada com Fermino Rodrigues Nunes.
BN 8 Maria de Saldanha, c.c. Joaquim José de Souza.
BN 9 Anna Maria de Saldanha, casada com Francisco Propício de Souza.
Tiveram 7 filhos.
TN 1 Honorata, idade 14 anos, casada na época do inventário da avó..
TN 2 Manoel, idade 12 anos, solteiro.
TN 3 João, idade 7 anos, solteiro.
TN 4 Cristovão, idade 5 anos, solteiro.
TN 5 Izinho ou Eziro, idade 4 anos, solteiro.
TN 6 Edoardo, idade 2 anos e 9 meses.
TN 7 José, 8 meses, em época do inventário da avó.
João da Silva Ribeiro teve o inventário autuado em 1868, em Lages.
N 7 Francisco da Silva Ribeiro, batizado aos 4 de outubro de 1789 em Lages, onde
casou, aos 10 do fevereiro de 1813, com Ana Antônia do Rego, natural da Freguesia de Nossa
Senhora da Oliveira da Vacaria, filha do Antônio Francisco do Rego e de Paula Roiz;
N 8 José, batizado aos 6 de novembro de 1791 em Lages;
N 9/10 Antônio e Eugênio, gêmeos, batizados em Lages aos 22 de maio de 1793
(vigésimo segundo aniversario da elevação da Freguezia à categoria de Villa);
N 11 Diogo da Silva Ribeiro, batizado aos 6 de julho de 1794 em Lages, onde casou,
aos 23 de agosto de 1819, com sua prima Ana Muniz da Saldanha, filha de Ignácio da Silva
Ribeiro e de Ana Muniz de Saldanha;
N 12 Manoel, batizado aos 6 de dezembro de 1795 em Lages;
N 13 Firmino, batizado aos 6 de agosto de 1797 em Lages;
N 14 Rafael, batizado no primeiro dia do mês de setembro de 17?? em Lages.
F 3 José da Silva Ribeiro, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira
da Vacaria, Bispado do Rio de Janeiro, casou, aos 25 do dezembro de 1811, em Lages com
Antonia. Maria, natural da Vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, viúva de João Rabelo;
F 4 Ignácio da Silva Ribeiro, batizado no primeiro dia do ano de 1771 em Lages, casou
com Ana Muniz do Saldanha, filha de Antônio José Muniz e de Genoveva Maria de. Saldanha;
F 5 Manoel Joaquim, batizado aos 26 de abril de 1772 em Lages, onde faleceu, em estado
de solteiro, aos 13 de outubro de 1800;
F 6 Ana Joaquina Benavides, batizada, aos 25 do dezembro de 1773, em Lages, em cuja
Igreja Matriz casou, aos 17 de maio de 1787, com o agricultor Miguel Bicudo do Amarante, filho
de Gonçalo Bicudo do Amarante e de Jacinta Maria;
F 7 Eufrazia Maria Benavides, batizada, aos l6 de janeiro de 1776, em Lages, em cuja
Igreja Matriz casou, aos 24 de dezembro de 1787, com o agricultor Manoel Teixeira de Brito,
natural da Vila do Rio Grande, filho de Sebastião Teixeira e de Luiza Antonio.
F 8 Domingos José de Brito (Cap. CLXIII do Histórico).
No primeiro dia do ano de 1824, o alferes Ignácio da Silva Ribeiro e Ana Muniz de
Saldanha, sua mulher, venderam ao Capitão Domingos de Brito a metade dos campos da
FAZENDA DE PELOTAS. Cujos campos dividem fazem divisa com o mesmo rio Pelotas pela
parte do Sul, e pela parte do Norte com os herdeiros do falecido Matheus José de Souza e fazem
fundos na costa da Serra e pela parte do Este confrontam com o herdeiro Paulo José Pereira peloa
ribeirão da porteira e o campo de Fora pelo ribeirão do Periço que vai fazer barra no rio Lavatudo.
Walter Dachs
CLVII
No ano de 1795 em que foi escolhido o sucessor do Capitão Mor Regente Antônio Corrêa
Pinto de Macedo, serviu do "procurador do Conselho Alexandre da Silva Esteves” (cfr. Cap.
CLVI desse-"Histórico da Vila do Nossa Senhoria dos Prazeres das Lagens" que ocupou o mesmo
cargo também nos anos do 1791, 1793 e 1705. No entanto, em quase todas as sessões do Senado
da Câmara que foram realizaram durante o ano da 171?5, é "João Antônio Borges que faz vezes
do procurador, em Lugar do atual Alexandre da Silva Esteves que está ausente", definitivamente
depois do dia 8 do março.
Pelo fato do Maria do Rosário, mulher de Manoel, Rodrigues de Athayde, "naO Saber Ler
nem escrever. aSignou a Seu rogo Alexandre da Silva Esteves", no dia 2 de janeiro de 1785, o
"publico Instrumento de escritura do Alforria e Liberdade" pue o casal concedeu a hum Escravo
pardo, por nome Vicente, futuro genro do sucessor de Correia Pinto.
De Liberata Maria de Jesus, natural da vila de Taubaté, nasceram a Alexandre da Silva
Esteves, ambos de cor branca, ao menos sete filhos:
F 1 Joaquim, nascido pelo ano de 1778. Casou com Maria do Nascimento Amaral. No
inventário de Felipe Borges do Amaral e Castro, em 1864, consta a relação dos filhos do finado
Joaquim da Silva Esteves e Maria do Nascimento Amaral.
Filhos das primeiras núpcias da finada Dona Maria do Nascimento do Amaral, com o
finado Joaquim da Silva Esteves os seguintes:
N 1 Florencia Harora da Silva, idade 38 anos, casada com Manoel Silveira de
Aguiar, ausente em parte incerta.
N 2 Olivério da Silva Esteves, idade 36 anos, casado com Rosa Soares84.
N 3 Cândida Bella da Silva, idade 32 anos, casada com Domingos Nunes de
Mesquita, ausente em parte incerta.
N 4 Joaquim da Silva Esteves, idade 31 anos, solteiro.
N 5 Abel da Silva Esteves, idade 28 anos, solteiro, acha-se ausente em parte incerta.
Teve * de Manoel Gonçalves Padilha, filha de Antônio Gonçalves Padilha dois filhos: Ignácio e
Manoel da Silva Esteves.
N 6 Francisco da Silva Esteves, idade 26 anos, solteiro, acha-se ausente em parte
incerta. Casou* com Ignácia Jacinta Ribeiro, filho de Católico da Silva Ribeiro e de Joana
Rodrigues Pereira.
N 7 Manoel, falecido solteiro.
F 2 Ana, batizada no dia primeiro do setembro de 1783 em Lages;
F 3 Maria, batizada aos 10 de abril de 1785 em Lages;
F 4 Josefa, batizada aos 9 de outubro de 1787 em Lages;
F 5 Manuela, batizada aos ü de março de 1790 em Lages;
F 6 Ana, batizada aos 29 de julho de 1792 em Lages;
F 7 José, batizado aos 5 de janeiro de 1795 em Lages.
“Vivia do seo Officío de Pedreiro", no ano de 1799, Alexandre da Silva Esteves, cujo
nome já não consta no "Recenseamento de Lages — 1803", publicado por Benedito Marcondes na
"Revista Genealógica Brasileira", Ano VI, 1° o 2° Semestre de 1945, n° 11 e 12, pgs 207-224.
Walter Dachs
84
Informações de Sebastoãso Oliveira.
Carvalho. Francisca dos Reis, a avó paterna de Manoel Rodrigues de Atahyde, e
Maria Paes de Mendonça, mâe do Ignácio Barboza de Araújo (cfe. Cap. XLIX
deste "Histórico da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens") eram
irmãs, filhas que ambas eram de João Cubas de Mendonça e de Helena dos Reis.
Manoel Rodrigues de Athayde era solteiro, quando se estabeleceu nos
campos das Lagens. Trouxe em sua companhia ''hum Escravo pardo, por nome
Vicente, cujo escravo lhe tinha dado por Esmola a Sua avó Maria Marques de
Carvalho, por saber que era filho dele" e de Escolástica, escrava da dita Maria
Marques de Carvalho, E ela lho ''deo com a condissaó de o Criar e forrar por
que de outra forma o nãó lhe daria, com a condição, porém, do dito escravo o
acompanhar e Sirvir enquanto a sua vida".
Aos 5 de janeiro de 1776, na Vila de 'Nossa Senhora dos Prazeres das
Lagens, Manoel Rodrigues de Athayde casou com Maria do Rosário, natural da
Vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, viúva de Manoel Gonçalves Fogaça
e filha de João Teixeira de Oliveira e de sua mulher Maria de São José.
Aos 2 de janeiro de 1785, em casa de moradia de Manuel Rodrigues de
Athayde, onde o Tabelião Antônio de Araújo França foi “vindo e Sendo ahy
presentes Manoel Rodrigues de Athayde e sua mulher Maria do Rosário", foi dito
pelo casal que 'elles aforrarãom e libertarãó" o escravo Vicente Rodrigues de
Athayde "muito de Suas livres e expontâneas vontades, e Sem constrangimento de
peSsoa alguma Como Se liberto nascesse, do ventre de Sua May para poder por
morte dele outorgante tratar da vida pêlos fieis de Deos por onde muito lhe
paresser Sem que Seos herdeiros, Testamenteiros, ou ascendentes em tempo
algum lhe possaó empidir; pois o Libertaó e forraó e Livrao" de toda a
Escravidaó, expecialmente aos Seos acredores por o dito escravo Ser Seo filho e
Sua avó lhe testado por esmola, como aSscima Se declara".
85
Deve ser João Pereira Carpes. Vários descendentes em Cruz Alta e Santa Maria.
86
Informações de Zelce Mousquer, pesquisada no Arquivo Público do Estado.
N 2 Carolina, c.c. Vasco Rosa da Fontoura - ela moradora Cachoeira, e ele ignora-se.
N 3 Leopoldina,, c.c. José Feliciano Fortes, moradora Cachoeira
N 4 Thadeo Antonio de Moraes, casado
N 5 Benta, c.c. Manoel Antonio de Athayde, moradores São Gabriel
N 6 Emilia Maria de Athayde 34 anos, solt
N 7 Joaquim de Moraes, casado
Bens de raiz:
Uma parte de campo sito no 1º dist de Cachoeira avaliado em 1.000.000
F 3 Maria de Athaydes
F 4 Ismnia, [Link]ônio Pereira Fortes
F 5 Ludovina Maria de Athayde, c.c. Bernardo de Souza Dias
F 6 Maria Angelica de Oliveira, [Link]ão Pereira Carpes
F 7 Rosa maria de Atayde, viúva de Antonio de Moraes
F 8 Umbelina Antonia de Athayde, [Link]. Antonio José de Bastos, moradors Minas
Gerais
F 9 Anna Delfina de Jesus, [Link] viúva de Zacarias Soares da Silva
F 10 Clara Maria já falecida. Deixou:
N 1 Matheus José de Souza, casado.
N 2 Belarmina, [Link]ônio lima
N 3 Maria, c.c. João Ribeiro
N 4 Manoel Rodrigues de Ataíde, casado
N 5 João
N 6 Francisco
-
Anexo seu testamento onde se diz natural de Laguna, filha de João ? Teixeira de Oliveira e
Maria de São José. Foi, c.c. Manoel Gonçalves Fogaça sem descendência. Casou em 2ª núpcias
com o Sgto Mor Manoel Rodrigues de Athayde com quem teve
Bens de raiz:
Uma morada de casas e terreno com 109 braças
1) Capitão Regente-Mor, João de Melo Rego, n. ilha de São Miguel, Açores, n. (l677) +
1771 em Itú com 94 Anos, onde em 1704 casou com Bernarda de Arruda, (n. 1676), + 1767 com
91 anos. Foram pais de, entre outros:
2) Antônio de Melo Rego, + 1744, c. Araçariguama com Gertrudes Pedroso Leme, filha do
Sgto-Mór José Martins César e Ana Leme de Brito. Foram pais de:
3) Bernarda de Arruda Leme, c.c. Manuel de Oliveira Garcia87, filho de Rafael de Oliveira
Leme e Bárbara Garcia de Lima. Inventário de 1813, de Parnaíba. Teve 17 filhos, dos quais
faleceram 7 em maioridade e 1 adulto. Foram pais de, entre outros:
F 3 Antônio de Melo Rego, (n. 1799) em Farnaiba, + 9-IX-1948 na FAZENDA DAS
DUAS ARVORES, de sua propriedade, no Rincão dos Melo, no hoje Município de Júlio de
Castilhos, RS, então distrito de São Martinho, termo da vila do Divino Espirito Santo da Cruz
Alta, RS., Comarca das Missões, casou a 21-VIII-1824, em Caçapava do Sul, RS, com Juliana
Maria de Souza, n. 9-V-1808 e bt. 15-VIII-1803 em Encruzilhada do Sul, ES, filha legitima de
Vicente de Souza Marques, n. e bt. na freguesia de São José, SC, filho de José de Souza
Marques e Maria Inácia, naturais da ilha de São Jorge, que foi casado a 15-IV-1795 em Viamão
com Maria Joaquina do Nascimento, natural de Viamão, filha legitima do alferes Felipe
Guterres, natural e batizado na freguesia de Santo Antônio dos Anjos da Vila de Laguna, SC e
casado com Teodozia do Nascimento, n. e bt. na vila de São Pedro de São Pedro (hoje Rio
Grande). Irmão de:
F 5 Tenente Rafael de Oliveira Mello, o "Tenentão", pelo seu porte avantajado, como o
são quase todos os Melo ao Rio Grande do Sul, n. (1795) em Parnaiba, SP, faleceu em Faxina
(hoje Itapeva, SP), a (2-III-l863, casou no Rio Grande do Sul (1014) com Luciana Maria de
Trindade, nascida a 24-IV-1797 e batizada a 13-V-1797 em Rio Pardo, RS, falecida em Itapeva,
SP no ano de 1877 (em consequência da picadura de uma vespa), e filha legitima de Manuel
Gonçalves da Trindade e aua mulher Vicencia Rosa, naturais de Rio Pardo, RS., n. p. de Antônio
Gonçalves da Trindade e Maria de Jesus, ambos naturais das Ilhas; n.m. de George de Souza
Nunes e Francisca de Jesus, também naturais das Ilhas, (foram padrinhos de batismo: Manuel
Gomes e Genoveva de Jesus) (L8 6, fl. 163-v). O tenentão teve inventário autuado em FAxna, a
16/III/1863.
Foram pais de:
F1 Manuel de Oliveira Melo, n. 1817;
F 2 José Gonçalves de Oliveira Melo, n. 1819;
F 3 Antônio de Oliveira Melo, n. 1821, c.c. sua prima Hortência Lopes de Oliveira;
F 4 Marcolino de Oliveira Melo, n. 1827;
F 5 Ezequiel Profeta de Oliveira Melo, n. 1829. Falecido 8/III/1898 em Vila Rica (Júlio de
Castilhos).
F 6 [Link]. Vicente Trindade de Oliveira Melo, n. 18/I/1833 e bat. 10/III/1833 em
Caçapava do Sul, RS, + 1916 em São Paulo. Foi casado em Faxina a 1864 com Ana Cândida de
Oliveira Lima, n. 11/II/1844 em Itapeva e falecida a 18/VI/1928 em São Paulo. Neta paterna do
Cel. Francisco Gabriel de Oliveira Lima, n. 18919 em Itapetininga e + 1916 em Ponta Grossa, e
de Francisca dos Santos Silva, n. Taubaté. Pais de, qd:
N 1 Major Ernesto Trindade, n. 17/I/1869 em Faxina, SP.
F 7 João Batista de Oliveira Melo, n. 12/XII/184 e batizado a 22/II/1845 em Itapeva. Foi
padrinho Vig. José Custódio de Camargo;
F 8 Fabiano de Oliveira Melo. Com descendentes no RS.
N 1 Agostinho de Oliveira Melo;
N 2 Guilherme;
N 3 Dámaso;
N 4 Maria, c.c. Joaquim Morato do Canto, residentes em Lages.
F 9 Umbelina Maria da Trindade,
F 10 Maria José de Oliveira Melo, c.c. José Manuel de Oliveira Branco. O marido teve o
inventário autuado em Lages a 1887, onde consta que não houve filhos.
A nona filha Umbelina, n. (1815/16) c.c. Antônio José Pereira Branco Sobrinho, * 5-IX-
1861, residiam em Lajes, SC. Teve o inventário (Sem testamento em Lages, no mesmo ano,
servindo de inventariante a viúva). Pais de:
§ 1 Maria da Conceição, casada com Lourenço Waltrick, 21 anos de idade, na época do
inventário do pai.
§ 2 Antonia, casada com José Waltrick Coelho, 18 anos de idade, seu parente.
§ 3 Firmino, solteiro, 17 anos de idade.
§ 4 Balbina, casada com Claudiano Luís Vieira88, idade 15 anos.
§ 5 Maria Luciana, solteira, 12 anos de idade.
§ 6 Theodoro, solteiro, idade 13 anos.
§ 7 Procopio, solteiro, idade 11 anos.
§ 8 Gaudencio, solteiro, idade 9 anos.
§ 9 Amalia, solteira, idade 4 anos.
§ 10 Maria Umbelina, solteira, idade 1 ano e 9 meses, na época do inventário.
§1
87
Irmão de Antônio de Oliveira Bernardes, também com descendentes em Lages. V esse título.
88
Deve ser o filho de Leandro Luís Veira e de Clara Maria dos Santos
O marido Lourenço Waltrick teve o inventário autuado em 1881, com Lages, onde
constavam como herdeiros, filhos de Joaquina Maria Coelho ou Coelho de Ávila89, de seu
primeiro casamento:
F 1 Maria, casada com o alferes Policarpo José Pereira de Andrade.
F 2 José Waltrich Coelho, já falecido e representado por seus filhos de nomes:
N 1 João Waltrich, solteiro, vinte anos.
N 2 Ignez, casada com Ignácio Xavier Leite Júnior.
N 3 João Severiano Waltrich, casado.
N 4 Lourenço José Theodoro Waltrich, casado.
§3
Firmino José Trindade Branco, + 25-XII-1924, c.c. Maria Benta Ribeiro, + 8-I-1941. Pais
de:
F 1 Antônio Ribeiro Branco, n. 8-XI-1878, c. 21-V-1899 c. Domecilia de Camargo
Branco, n. 9-IV-1884. Pais de:
N 1 Maria Verônica Camargo Branco;
N 2 Maria Benta Camargo Branco;
N 3 Firmino Camargo Branco, c.c. Alice Jacques;
BN 1 Firmino Antônio Camargo Branco;
BN 2 Vera Regina, c.c. Nilson Naschnweng Campos. Pais de:
TN 1 Maria Alice Branco Campos, c.c. Roberto Carvalho Provezano;
BN 3 Rosa Maria de Camargo Branco;
N 4 Maria do Carmo (“Carmen”) Camargo Branco, c.c. Tauphick Saadi, + 1978.
Pais de:
BN 1 Dr. Rafael Saadi, médico.
N 5 Dr. Elisiário de Camargo Branco, n. 19-II-1906 em Faxina (hoje Itapeva, SP), c.
24-X-1931 Maria da Glória Sá Brito.
89
Joaquina era irmã de José Coelho de Ávila, Ignácio Coelho, Gertrudes, Maria e Joaquim Coelho de Ávila.
Walter Dachs, Manuel Duarte, Sebastião Fonseca de Oliveira
Os irmãos Antônio José Pereira e Joaquim José Pereira foram moradores em Lages.
Antônio José Pereira era português, do Alemquer, Arcebispado de Lisboa, filho legítimo
de Antônio Manuel da Silva e de Catarina Maria. Foi, ao que consta, o primeiro povoador da
paragem onde floresce a sede do município de Curitibanos.
Casou no ano de 1772 em São Paulo com Maria Teresa de Jesus, filha de Antônio Pedroso
de Barros e de Maria de Eiros Moreira. Desse matrimônio nasceram provavelmente só duas
fihas:
F 1 Escolástica, bat. Lages a 27/XII/1773
F 2 Maria Joaquina de Jesus, c. as 25/VII/1790 na Igreja Matriz de Santo Amaro com
Francisco José de Mello Bernardes, filho do capitão Manoel de Oliveira Bernardes e de
Bernardina Manoela de Arruda Leme.
F 3 Antônio, bat. Em Lages a 8/X/1777 (W. Dachs).
90
João da Costa Moreira: Capitão-mor de Laguna. Adquiriu a grande fazenda de São Tomé do Silveira, de Antônio
José de Freitas, de quem foi associado pastorício. Foi posseiro, ainda, em Tijucas, sobre o Rio das Contas. Viveu
sempre em Laguna e foi sogro do Capitão Joaquim José Pereira a quem doou a dita fazenda em 1786 (M. Duarte).
Logo após, adquiriu o capitão reformado Joaquim José Pereira três fazendas, em Lages,
onde vai residir e já é viúvo, em 1800. Velho tropeiro, dedica-se no fim da vida à criação de
cavalares e muares, pois que marca por ano 100 mulas e 200 animais cavalares.
Tinha Joaquim José Pereira três filhos órfãos, em 1800:
F 1 Umbelina, casou com Nicolau de Lins e Abreu, em Lages onde sempre viveu esse
casal.
F 2 Paulo, em 1819 é já casado com Ana Maria de Santa Rita91, filha do coronel João da
Costa Varella e de s/m Maria Joaquina de Santana;
F 3 Joaquim José Pereira, c.c. Urçula Maria da Conceição, também filha do coronel João
da Costa Varela e de s/m Maria Joaquina de Santana, de Cima da Serra, onde viveram e
deixaram descendência, estes dois casais.
José Joaquim Pereira faleceu em 1844, ao passo que a esposa Urçula Maria de Conceição,
faleceu em 1865. Houve de seu casal os seguintes filhos:
N 1 Joaquim falecido criança;
N 2 Leopoldina, idem;
N 3 Francisca Hermenegilda de Paula, casou com José Francisco de Cândia;
N 4 Rosa Maria da Conceição, casou com Paulo Heitor José Pereira;
N 5 Placidina Maria do Nascimento casou com Francisco de Paula Velho. Pais de:
BN 1 Francisco Xavier Velho;
N 6 João José Pereira, casou com Maria Alexandrina. Falecido em 15/I/1863. .
Filhos deste casal:
BN 1 Gregório José Pereira casou com Ana Maria Pereira;
BN 2 José Joaquim Pereira Neto, casou com Francisca Dias Morais Fajardo,
filha de Francisco de Morais Fajardo e de Alminda Soares de Oliveira;
Em segundas núpcias, casou com Francisca Manoela dos Passos;
BN 3 Maria José Pereira, casou com José Soares de Barros Filho, filho de José
Soares de Barros e de Clementina Alves de Jesus;
BN 4 João José Pereira Filho. Casado com Herculana Maria da Conceição;
BN 5 Rafael José Pereira;
BN 6 Honorato José Pereira;
BN 7 Amélia do Nascimento;
BN 8 Joaquim José Pereira Sobrinho;
BN 9 Bonifácio José Pereira.
N 7 Leopoldina, nascida em 15/VI/ em Vacaria (S. F. Oliveira)
91
Neta paterna de Antônio da Costa Varela, natural de Braga- Portugal e de Ana Maria de Jesus, natural de São Paulo.
Neta materna de Felipe de Oliveira Fogaça , natural de Sorocaba e de Maria Francisca de Godoy, natural de Itu (S. F.
de Oliveira).
Mas, grande negocista de escravos, possuía, em Lages no recenseamento de 1800, cerca de
49 exemplares africanos em suas fazendas, ao passo que mais de 70 mantinha ele em suas
sesmarias dos Pinhais em São José do Silveira.
Walter Dachs
Do seu matrimônio com Ana Maria de Oliveira nasceram-lhe os quatro filhos seguintes:
F 1 Ana, nascida em 1770;
F 2 José Rodrigues, batizado cm Lages no primeiro dia do ano de 1771;
F 3 Ignácio, batizado na festa de Todos os Santos de 1772, em Lages.
Amador era irmão de Joaquim Rodrigues dos Santos, nascido em cerca de 1742, homem
pardo. Teve com Ignácia Machado (não eram casados) a filha Ana. Em 30 de outubro de 1784,
vendeu a Manoel de Barros (cfr. Cap. L deste histórico) uns campos chamados das TAIPAS que
ele vendedor havia comprado de Antônio de Souza Pereira. Esses campos fazem suas divisas por
um lado com campos de Manoel de Araújo Gomes e, por outro lado, com campos que foram do
finado alferes José Raposo Pires, e por outra parte, com campos de D. Maria Antônisa de Jesus,
viúva do Capitão-mor Regente Antônio Corrêa Pinto de Macedo.
José Raposo Pires92, morador na Villa das Lages. Uns campos devolutos na
paragem chamada o Ribeirão das Pelotinhas com três léguas de fundo e uma de
testada correndo o rio Pelotinhas a um campo chamado Restinga Seca, que fica
ao pé da lomba comprida fazendo fundos do rio Pelotinhas abaixo, sendo sua
testada defronte dos três Pinheiros fazendo divisas de uma banda com Matheus
José de Souza e pelas outras partes com Manoel de Souza Passos e o mesmo rio
(Sesmarias do Paraná).
Outra transação de imóvel foi registrada por Joaquim Rodrigues dos Santos no dia 30 de
ma? de 1787, quando vendeu a Henrique de Figueiredo uma fazenda de criar sita na paragem
denominada TAIPAS, cuja fazenda com campos, casas, currais e com todos os animais de marca
do dito vendedor, o qual também vende ao comprador, advertindo porém que os ditos campos
foram comprados em sociedade com Manoel de Barros, porém que ele dito vendedor vendeu tão
somente a sua metade e não a outra metade pertencente ao dito Barros.
Finalmente, Joaquim Rodrigues dos Santos vendeu em 28 de janeiro de 1789, a José
Barbosa Franco uns campos na paragem chamada o SALTO, no termo dessa vila de Nossa
Senhora dos Prazeres das Lages dos quais era senhor possuidor o seu irmão Amador Rodrigues
da Silva, de quem ele dto vendedor os tinha havido em pagamento de dívidas que lhe devia o
dito irmão. Cujas confrontações fazem suas divisas por uma parte com campos de Joaquim
Rodrigues de Carvalho por um boqueirão chamado Miguel Rodrigues que vai desaguar no rio
Caveiras e, por outra parte, faz sua divisa por um boqueirão que está diante da tapera, e de tal
boqueirão emana dois córregos, um que corre para o rio Caveiras, fazendo fundos do dito rio
Caveiras.
Joaquim Rodrigues dos Santos foi um homem abastado, devido talvez também ao fato de
saber ler e escrever.
Walter Dachs
92
Em Lages.
Simao Barbosa. Franco9394 que havia sido o fundador da efémera Botucatú de
então, recebeu do Morgado de Mateus, em 17 de abril do 1768, ordem de levantar a
Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga, entre Sorocaba e Botucatú.
Foi Juiz Ordinário da primeira Câmara da Vila de Nossa Senhora dos
Prazeres do Itapetininga que tomou posse aos 3 de março de 1771, e em setembro
do mesmo ano foi nomeado Capitão de ordenanças. Já no primeiro dia do ano de
1771, entretanto, funcionou como Juiz Ordinário da Vila de Nossa Senhora dos
Prazeres das Lagens cujo primeiro escrivão, Marcelino Pereira do Lago, foi sus-
penso, a 9 de setembro do dito ano, por proposta do Capitão Simào Barbosa
Franco, "pela Cauza de ter hido a Caza do dito Juiz perdido de Juízo Com os
Licores que Costuma tomar" (cfr. Cap. X LIV deste Histórico da Vila de Nossa
Senhora dos Prazeres das Lagens)
Simão Barbosa Franco, no ano de 1766, tirou a SESMARIA DO
BOQUEIRÃO, em Itapetininga. No sertão das Lagens, era proprietário de uns
“campos de criar animaes vacuns e cavallares com sua morada de cazas de vivenda
já velhas”, denominadas FAZENDA DO RINCÃO MINEIRO, bem como de “Hum
rincão de campos pegado ao mesmo, Cujos o houve por compra que lhe fez, fazendo
essa diviza pelo ribeirão da Sepultura e pela outra parte com os campos da
FAZENDA DA BOSSOROCA, fazenda de Joaquim José Monteiro por hum lageado
que paSa pelo pê da Tapera que foi de Manuel de Souza PaSos”.
93
Seu irmão Manoel Barbosa Franco era dono da FAZENDA DAS CAVEIRAS.
94
Salvador de Oliveira Leme, o Sarutayá, que gozando de prestígio junto aos representantes de Sua Majestade, na
Capital, iria intervir para conseguir o título para Domingos José Vieira. Sarutayá, que já fora Capitão-mor de
Sorocaba, bastante conhecido na região, facilitou as coisas para que Simão Barbosa Franco fosse a São Paulo,
prestando juramento de Capitão-Mór em 3 de dezembro de 1771, para que depois aqui retornando pudesse passar as
atribuições a Domingos José Vieira.
Manoel Antonio de Araujo comprou de José Gomes Valente umas terras na
Villa das Lages que foram do Capitão João Antunes Pinto, como também a
Antonio de Souza Pereira uma tapera que foi do capitão Antonio José Pereira
mista a dita fazenda que terão três léguas em quadra, dividindo-se pela parte do
Sul com os campos de Antonio de Souza Pereira cuja divisa é um braço do rio
das Pelotinhas que corre distante das casas do dito Antonio de Souza coisa de 1/4
de légua, pelo Norte com o rio das Caveiras, pela de Oeste com os campos do
Alferes Manoel de Souza Passos que divide o Lageado Grande e pela de Leste
com os campos de Sebastião Pinto da Cruz, que divide o ribeirão que vai fazer
barra nas Caveiras (Sesmarias do Paraná).
Leandro Luís Veira, casado com Clara Maria dos Santos. A esposa teve o inventário
autuado em 1867, servindo de inventariante o genro Anastácio Gonçalves de Araújo. Constavam
os filhos (não consta a idade dos filhos):
F 1 João Luís Vieira, casado com Ana Maria Domingues de Arruda, filha de José
Domingues de Arruda e de Maria de Souza Teixeira ou Ferreira. Pais de:
N 1 Maria;
N 2 Antônio, bat. 1857;
N 3 Cândida;
N 4 José
N 5 Prudente Luiz Vieira;
N 6 Leandro Luiz Vieira, c.c. Ignácio de Souza Velho, filho de Ignácio Manuel
Velho e de Maria Ignácia de Souza.
F 2 Policarpo Luís Vieira, casado com Cândida Domingues de Arruda, filha de José
Domingues de Arruda e de Maria de Souza Teixeira, cujo inventário foi autuado em Lages a
1867. Constavam os filhos:
N 1 Clara Domingues Vieira, idade 17 anos, casada com Leandro Vieira de
Camargo.
N 2 José Domingues Vieira, idade 15 anos, solteiro.
N 3 João Domingues Vieira, idade 13 anos, solteiro.
N 4 Maria Domingues Vieira, idade 11 anos, solteira.
N 5 Anna Domingues Vieira, idade 6 anos, solteira.
N 6 Antonio, idade 3 anos, solteiro.
N 7 Cândido, idade 5 meses, solteiro.
F 3 Antonio Luís Vieira, casado.
F 4 Prudente Luís Vieira, casado com Maria Tereza de Arruda. Teve o inventário autuado
em 1870, constando os filhos: José, idade 13 anos, solteiro; Leandro, idade 11 anos, solteiro;
Maria, idade 9 anos, solteira; Anna, idade 8 anos, solteira; Henriqueta, idade 6 anos, solteira;
Clara, idade 5 anos, solteira; Manoel, idade 2 anos e meio, solteira.
F 5 Claudiano Luis Vieira, casado.
F 6 Joaquina Maria dos Santos, falecida, casada que foi com Manoel Joaquim de Camargo,
e representado por seus filhos:
N 1 Leandro, casado. (Não consta a idade).
N 2 João, solteiro (não consta a idade).
N 3 Prudente Luiz Vieira, solteiro, idade 14 anos. Casado posteriormente com Maria
Tereza de Arruda;
N 4 Simião, solteiro, idade 12 anos.
N 5 José, solteiro, idade 7 anos.
N 6 Antonio, solteiro, idade 3 anos.
N 7 Cândida, solteira, idade 10 anos.
N 8 Maria, solteira, idade 9 anos.
N 9 Bilizaria, solteira, idade 5 anos.
N 10 Joaquina, solteira, idade 4 anos.
Filhas da finada:
F 7 Maria, casada com Luís José de Oliveira Ramos, filho de Laureano José Ramos e de
Gertrudes de Moura.
F 8 Ana Joaquina dos Santos, casada com Simão Cardoso Pazes95.
F 9 Henriqueta, casada com João Domingues de Arruda. Casou96 com João Pereira de
Camargo, filho de Antônio Pereira de Camargo97 Júnior e de Ana Maria de Jesus. FAZENDA
DA CADEIA, no Município de Curitibanos, adquirida por 86 contos de réis, da familia Maciel,
por volta de 1897, com área de 85 milhões de metros quadrados (3.500 alqueires paulistas). Pais
de 11 filhos.
N 1 José Pereira de Camargo;
N 2 Theodoro Pereira de Camargo;
N 3 Antônio Pereira de Camargo;
N 4 Rosendo Pereira de Camargo;
N 5 Brasiliano Camargo;
N 6 Possidônio Pereira de Camargo
N 7 Henriqueta Pereira de Camargo;
N 8 Honorata Pereira de Camargo;
N 9 Maria Pereira de Camargo, c.c. Hilário Thomaz de Souza;
N 10 Carolina Pereira de Camargo;
N 11 Julia Pereira de Camargo, c.c. Sizenando José da Costa;
F 10 Maria Cristina, casada com Anástacio Gonçalves de Araújo98.
95
O Simeão Cardoso Paes. No inventário consta como Simão Carneiro, o que deve estar errado.
96
Informação de Sizenando Camargo.
97
Inventário em Lages. Antônio Pereira de Camargo, ano 1854, o-8, 41.
98
Um homônimo Anastácio Gonçalves de Araújo, teve inventário autuado em Lages a 1847, servindo de inventariante
a viúva, Maria Antônia. Tinham os filhos: Anastácio; 4 anos e Tristão, dois anos.
Outro: Número 158. 1864 – Inventário de Lages (sem testamento). Falecida: Maria Francisco Garcia. Inventariante:
João Gonçalves de Araújo. Título dos Herdeiros. Viúvo: João Gonçalves de Araújo. Filhos:
- Venâncio, idade 34 anos, casado.
- Anna, idade 32 anos, casada com Manoel Corrêa.
- Gertrudes, idade 30 anos, casada com Jezoino Gonçalves.
- Theodora, idade 28 anos, casada com Joaquim Almeida Fogassa.
- Maria, idade 26 anos, casada com José Padilha.
- Felicidade, idade 24 anos, casada com Francisco Corrêa de Mello.
- Massimino, idade 22 anos, solteiro.
- Eugenia, idade 20 anos, solteira.
- Joaquina, idade 18 anos, solteira
- Cândida, idade 16 anos, solteira.
- Lino, idade 11 anos, solteiro.
- Generoza, idade 10 anos, solteira.
99
No inventário consta como João Luís Pereira, o que deve esar errado.
100
No invenário é dado como Pereira
N 6 Possidônio Pereira de Camargo
N 7 Henriqueta Pereira de Camargo;
N 8 Honorata Pereira de Camargo;
N 9 Maria Pereira de Camargo, c.c. Hilário Thomaz de Souza;
N 10 Carolina Pereira de Camargo;
N 11 Julia Pereira de Camargo, c.c. Sizenando José da Costa;
F 7 José, solteiro, idade 12 anos. José Maria. Casado com Maria de Souza Ferreira,
inventariada (com testamento) em 1876. Serviu de inventariante: José Maria Domingues de
Arruda. Filhos:
N 1 Maria Joaquina Xavier, idade cinqüenta e cinco anos, casada com o Capitão
Romão Xavier Mariano.
N 2 Anna Domingues de Arruda Vieira, casada com João Luís Vieira.
N 3 Felicia Domingues de Arruda Vieira, idade 51 anos, casada com o Tenente
Antonio Luís Vieira.
N 4 Maria Thereza de Arruda, idade 45 anos, viúva, de Prudente Luís Vieira.
N 5 João Domingues de Arruda, 45 anos.
N 6 Jose Maria Domingues de Arruda, idade trinta e oito anos, solteiro.
N 7 Cândida Domingues de Arruda. Representada pelos filhos:
BN 1 Clara Domingues, viúva, casada com Leandro Vieira de Camargo, filho
de Manoel Joaquim de Camargo e Joaquina Maria dos Santos, seu parente.
BN 2 João Domingues Vieira, 22 anos, solteiro.
Vidal José de Oliveira Ramos, casado com Maria Gertrudes de Moura. A esposa teve o
inventário (com testamento), autuado em Lages, a 1873, servindo de inventariante o marido.
Constavam:
Filhos residentes em Lages:
F 1 Luiz José de Oliveira Ramos, idade 53 anos. Casado com Maria Vieira.
F 2 Vidal José de Oliveira Ramos, idade 49 anos. Foi casado com Júlia Baptista de Souza e
Oliveira, que teve o inventário (sem testamento), autuado em Lages a 1883. Filhos:
N 1 Belizario José de Oliveira Ramos, de vinte e seis anos de idade.
N 2 Maria Cândida de Oliveira Ramos, casada com Henrique de Oliveira Ramos.
N 3 Vidal de Oliveira Ramos Filho, idade vinte anos, ausente na província do Rio
Grande do Sul (ex-Governador de Santa Catarina).
F 3 Gertrudes Maria de Moura, casada com José Thomaz de Moura e Silva, 50 anos. O
marido teve o inventário (Sem testamento), autuado em Lages a 1888. Foi inventariante:
Constâncio Thomas de Moura Ramos, filho.
N 1 Constâncio Thomas de Moura Ramos, trinta e nove anos, casado.
N 2 Olivério Thomas de Moura Ramos, trinta e cinco anos, solteiro.
N 3 Maria Luiza de Moura Ramos, falecida em dez de abril de 1888, posterior a
morte do inventariado, casada que foi em primeiras núpcias com Bernardino de Souza Machado,
e em segundas núpcias com Geraldo da Silva Furtado. Hoje é representada pelo seu marido
Geraldo da Silva Furtado e pelos dois filhos do primeiro casamento que são:
BN 1 Bernardino Thomas de Souza Ramos, com dezessete anos, solteiro.
BN 17 José Thomas de Souza Ramos, com treze anos de idade.
F 4 Maria Gertrudes Moura, 47 anos, casada com José Antunes Lima.
Filhos residentes no Rio Grande do Sul:
F 5 David José de Moura Ramos, 60 anos, morador na Cruz Alta.
F 6 Fidelio José Ramos, 55 anos, morador na Vacaria.
F 7 Henrique Ferreira Ramos, já falecido101, e que é representado pelos filhos seguintes:
N 1 Fermino de Oliveira Ramos, 30 anos.
N 2 Emiliano de Oliveira Ramos, 25 anos. Casado com Júlia, filha de Manoel
Ribeiro da Silva e de Leocadia Damasceno de Córdova.
N 3 Emília Vicentina de Oliveira Ramos, 27 anos, casada com Claudiano de Oliveira
Roza.
N 4 Ten. Aureliano de Oliveira Ramos, 21 anos. Casou posteriormente com Ana
Ribeiro de Córdova, filha de Henrique Ribeiro de Córdova e Ana Maria do Amaral.
N 5 Policarpo de Oliveira Ramos, 19 anos. Casou posteriormente com Bonifácia do
Amaral Varella.
N 6 Júlia Malvina de Oliveira Luz, casada com Diogo Duarte Silva da Luz, residente
na Palhoça, Comarca de São José.
N 6 Maria Clara de Oliveira Ramos, 15 anos, solteira.
N 7 Vidal de Oliveira Ramos, 14 anos.
N 8 Maria Gertrudes de Oliveira Ramos, 12 anos.
N 9 Manoel de Oliveira Ramos, 10 anos.
N 10 Francisco de Oliveira Ramos, 8 anos.
N 11 David de Oliveira Ramos, 6 anos.
F 8 Policarpo José Ramos, já falecido e representado pelos filhos seguintes, moradores no
Rio Grande do Sul na Cruz Alta:
N 1 Henrique Thomas de Moura Ramos, 25 anos.
N 2 Amélia Magna de Oliveira Ramos, 26 anos, casada com Pedro Thomas de
Moura e Silva.
N 3 Maria Galdina de Moura Ramos, 19 anos, casada com Carlos Noronha.
F 9 João José Ramos, falecido e representado pelos filhos seguintes tutelados de seu avô
José Custódio de Camargo morador em São Paulo, cuja residência fixa ignora:
N 1 Elizário, de idade de 12 anos mais ou menos.
N 2 Esmenia, de 9 anos mais ou menos.
N 3 Maria Gertrudes Ramos Furtado, 15 anos, casada com Francisco Victorino dos
Santos Furtado e residente nesta cidade. Pais de, segundo inventário do pai (2º matrimônio),
autuado em Lages em 1886:
BN 1 Julia Malvina de Oliveira Ramos, solteira. Posteriormente, em época de
inventário do pai, aos 16 anos, era casada com Diogo Duarte da Silva da Luz.
BN 2 Cecilia, com onze anos de idade.
BN 3 Lidia, com sete anos de idade.
BN 4 Cecilina, com cinco anos de idade.
BN 5 Diamantino, com quatro anos de idade.
BN 6 Natalia, com dois anos de idade.
BN 7 Francisco, com sete meses de idade.
BN 8 David de Oliveira Ramos, não constava no inventário da avó, e tinha de
idade 5 anos, solteiro, à época do inventário do pai.
101
Teve inventário autuado em Lages em 1871.
Comprou em 1770 a José Gomes de Escobar, filho de Baltazar Gomes de
Escobar e Godóis102 e nascido em São Paulo, um grande fazenda, onde era
posseiro e vizinho deseu pai. Em 1799, José Gomes vendeu o resto de seus
domínios a Domingos Lemos de Souza, “Paragem da Fazenda Velha”. Era
casado com Joaquina Escolástica do Amaral (M. Duarte).
Joaquim dos Santos Loureiro, nat. de Laguna, filho de Manuel Francisco Loureiro e de (2º.
Matrimônio, ou fnats), com Maria Josefa do Espírito Santo. Casou com Maria Eufrásia Lopes,
nat. de Sto Antônio, filha de Antônio José Lopes e Helena Eufrásia Pereira. Pais de:
F 1 Ana, bat. Sto Antônio 18-I-1796 (2B-175), casou com Lino Pedro Belmonte, com
sucessão nas Missões;
F 2 Joaquim, n. 3-VIII-1799, bat. Sto Antônio 10-8 (3B-2);
F 3 José dos Santos Loureiro (sobrinho), bat. Sto Antônio 15-XI-1800 com 1 mês, ai casou
a 13-V-1824 (2C-81v) com Ana Lopes da Silva, ali nascida, filha de Atanásio José Lopes e Ana
Joaquina (Tít. Manuel Machado Ribeiro, 3n-39);
F 4 Manuel dos Santos Loureiro, n. 8-V-1803, bat Sta Antônio 19-5 (3B-75), ali casou a
14-V-1824 (2C-81 v) com Antônia Lopes da Silva, também filha de Atanásio José Lopes.
Manuel dos Santos Loureiro foi um dos mais prestigiosos e constantes opositores dos
Farroupilhas durante todo o decênio revolucionário nas Missões;
F 6 Antônio, n. 27-IX-1804, bat. Sto Antônio 14-10 (3B-96v);
F 7 Maria, n. 19-X-1805, bat. Sto Antônio 28-10 (3B-109v);
F 8 Felisberto dos Santos Loureiro, natural de São Borja, casou com sua sobrinha Antônia
Lopes da Silva;
F 9 Cândida Joaquina Loureiro, nat. de São Borja, casou em Cruz Alta a 8-III-1853 com
Moisés Antônio Furquim (Vera Maciel Barroso);
Manuel Duarte
102
João Rodrigues de Betim era paulista, filho de João Bicudo e esposa. Foi casado com Francisca Maria de Escobar,
filha de Baltazar Gomes de Escobar e Godoi e s/m Joana de Godoi (M. Duarte).
fazendas anteriormente possuídas pêlos povoadores Francisco Carvalho e Miguel Felix de
Oliveira, cujos domínios, após o falecimento dos respectivos titulares, foram declarados
"vacantes" ou, mais propriamente, — derelitos.
Entretanto, a importância da localização da posse territorial de Cordovil está,
precisamente, em elucidar velha dúvida, senão que monótona teimosia entre cronistas e
historiógrafos gaúchos. Segundo desenganadamente se afirma, a vetusta vereda dos Tropeiros
passaria pelo moderno Registro de Santa Vitória, abaixo, pois, da confluência dos rios das
Pelotas e de Touros, cujo trânsito foi rasgado, já no ocaso da centúria XVIII.
De feito, enuncia concessão da sesmaria de Cordovil — “Faço saber aos que esta minha
Carta de Sesmaria virem e havendo Respeito a me Representar por sua petição: Bartholomeu de
Sequeira Cordovil, que havia de povoar nos domínios das “Baquerias de Los Pinares”que se
achavão devolutas seguindo a estrada velha das tropas seguindo o Ribeirão do rio chamado dos
Touros até o Rio chamado do Inferno», cruzando das suas cabeceiras da cituação de Miguel
Feliz athé d'onde ò Rio dos Touros faz barra ao do Inferno, em distancia de três Legoas pouco
mais ou menos:..'' Ora, sabido que é situação (posse) de Miguel Félix era parte integrante da
futura colossalidade territorial dos "Ausentes", isto é, das cabeceiras rios Touros, até o Nascente
e Nordeste; sabido que essa "estrada velha das tropas" transpunha o "Ribeirão chamado dos
Touros", e que, dessa altura, frechava para o Norte, à procura do passo do Inferno, no rio cujo
nome se generalizaria como “rio do Inferno", — identificado fica definitivamente o antigo
caminho das Tropas, que transita muito ao Oriente do futuro “caminho de Santa Vitória”. Cruza
pela frente Oeste dos Ausentes, adentra-se na serra e vadeia o rio das pelotas, no primitivo
"Passo do Inferno" e avança pelo chapadão montanhoso do mediterrâneo formado entre os rios
do "Inferno", hoje, das "Pelotas", e, das Pelotas, atual, do "Lava tudo".
Manuel Duarte
Baltazar Gomes de Escobar e Godóis103: casou-se com Joana de Godói, era patriarca desse
nódulo retirante. Antigo posseiro foi, no descampado nordestino, onde obteve concessão de
sesmaria com largas terras que têm povoadas desde 1750, com gados vacuns, cavalares e
103
Inv 115, M7, 1846, OA, Cachoeira. Antonio Gomes de Escobar faleceu 6.5.1846 (Zelce Mousquer- Arquivo
Público do Estado). Esmenia Soares de Escobar, viúva. Anexo o test do inventariado: nat de Sto Antonio da Patrulha,
filho de Miguel Bicudo de Campos e Francisca Gomes de Escobar. Sem filhos (Zelce Mousquer- Arquivo Público do
Estado).
muares. Foi um cabo e considerado transador e retirante, pois em 1779, venderia a sua fazenda
ao capitão Joaquim José Pereira e se retiraria para Santo Antônio da Guarda Velha de Viamão,
onde faleceu, a 30 de setembro de 1786. Ao se retirar levou consigo toda a sua família, por
exemplo, um filho com pouco mais de um ano, diz o importante relato do comandante Fonseca
Pais, de 1781.
De feito, acompanharam-no os filhos José e Tomé, e os genros: José Pereira e Silva,
Leandro da Silva Soares104, Luiz Antônio Rolim, comandante José Roiz Betim, João Bicudo e
Severino da Silva Soares, todos possuidores de terras que transaram, no Planalto. Entre os quais,
José Pereira da Silva tinha grandes domínios, nos Ausentes e São Paulino, bem como o filho
José Gomes de Escobar, que vendeu imensa fazenda, e o comandante Betim, que vende, em
1780, sua propriedade ao capitão Joaquim José Pereira e conduz para São Paulo seus gados.
F 1 José Gomes de Escobar
F 2 Tomé
F 3 Felizarda Antonia, c.c. José Pereira e Silva (Maciel), filho de José Pereira Terra e
Margaridade Jesus;
F 4 Ana Joaquina de Godoi, c.c. Leandro da Silva Soares105, nat. Braga, filho de Agostinho
Barbosa e de Brígida Francisca;
Vendeu Leandro em 1770 para Salvador Rorigues Penteado a FAZENDA DA PARAGEM
DE SANTA CRUZ DOS QUATIS DA FREGUESIA VELHA e mais tarde, transfere-se para
Santo Antônio, onde fixou residência e deixou descendência.
F 5 Francisca Maria de Escobar, c.c. João Rodrigues Betim
F 6 Ana Maria, c.c Luiz Antônio Rolim;
F 7 Joana Eufrásia, c. 1ª. Núpcias c. Dionísio Francisco da Silva,
2ªs Núpcias com Manuel Rodrigues de Jesus, filho de José Rodrigues da Costa e de
Laureana Maria de Jesus.
104
Inv 167 M6 1861 OA, São Borja. Victoriano da Silva Soares faleceu 22.9.1860. José Fernandes Braga Junior,
viúvo. Filhos:
F 1 Adriano da Silva Soares casado
F 2 Lucrecia já falecida , foi, c.c. Manoel Vicente dos Santos
N 1 Francisco da Silva Soares casado
N 2 Belizário 21 anos, solt
N 3 Olinda, c.c. João Francisco Ferreira
N 4 Crescencio 14 anos.
Anexo seu test. Nat desta província, filho de Leandro da Silva Soares e Anna Gomes de Escovar, é viúvo e tem 3
filhos legítimos e uma filha legítima chamada Lucrécia já falecida ( que deixou 4 filhos).
105
Inv 167 M6 1861 OA, São Borja (Zelce Mousquer- Arquivo Público do Estado). Victoriano da Silva Soares
faleceu 22.9.1860. José Fernandes Braga Junior, viúvo. Filhos:
F 1 Adriano da Silva Soares casado
F 2 Lucrecia já falecida , foi, c.c. Manoel Vicente dos Santos
N 1 Francisco da Silva Soares casado
N 2 Belizário 21 anos, solt
N 3 Olinda, c.c. João Francisco Ferreira
N 4 Crescencio 14 anos
Anexo seu test. Nat desta província, filho de Leandro da Silva Soares e Anna Gomes de Escovar, é viúvo e tem 3
filhos legítimos e uma filha legítima chamada Lucrécia já falecida ( que deixou 4 filhos).
ANTÔNIO GONÇALVES DOS REIS
Antônio Gonçalves dos Reis: é outro transador e retirante. Posseiro, e, 1752, na região de
Cima da Serra, foi sua fazenda, denominada “SERRITO” arrecadada, em 1754, pelo Juízo de
Ausentes. Provada, porém, a sua ocupação efetiva, foi-lhe a mesma restituída. Afinal, pouco
depois a vende Gonçalves dos Reis ao Capitão Pedro Chaves. Era Gonçalves dos Reis capitão de
milícias (Manuel Duarte).
Morador na LAPA106 antes de mudar para Lages, conforme texto a seguir:
Antônio Gonçalves dos Reis. Na relação de 1765 (LAPA) encontramos Antônio
Gonçalves dos Reis, 45 anos, alferes... na força... a terra de Viamão. Cremos que ele era solteiro.
Em 16 de fevereiro de 1765 disse o alferes Antônio Gonçalves dos Reis que da outra parte
do Registo, correndo rio Grande abaixo seis léguas, pouco mais ou menos, adiante de um
restingão em que findavam os campos de Manuel da Luz, se achavam uns campos que o
suplicante havia um ano tinha fabricado e cultivado com fogos e gados, cujos campos depois
poderiam vir a ter três léguas, pouco mais ou menos, e o suplicante queria pedi-los por sesmaria
ao senhor conde vice-rei. A câmara da vila de Curitiba concordou em 23 de fevereiro de 1765.
Antônio Gonçalves dos Reis, morador no distrito da vila de Curitiba obteve a carta de
sesmaria em 3 de fevereiro de 1767, da outra parte do Registo correndo o rio Grande abaixo,
coisa de seis léguas pouco mais ou menos, adiante até um restingão em que findavam os campos
de Manuel da Luz, onde se achavam uns campos que o suplicante havia três (?) anos tinha
fabricado e cultivado com fogos e gados, devolutos e incultos, que depois poderiam vir a ter três
léguas com pouca diferença.
Na relação de 1772 a fazenda da Boa Vista dos Faxinais do capitão Antônio Gonçalves dos
Reis era distante da estrada 3 léguas, tinha 80 vacas de ventre, 20 novilhas, 6 touros, 2 bois
carreiros, 25 éguas bravas, 6 éguas mansas, 2 cavalos pastores, 6 cavalos mansos de costeio, 2
porcas, 6 leitões, um por culhudo, 6 escravos, semeavam 2 alqueires de milho e colheriam 400
mãos, um alqueire de feijão e colheria 20 alqueires, 1 alqueire de trigo e colheria 10 alqueires.
Na lista de 1775 encontramos a casa do capitão Antônio Gonçalves dos Reis, 60 anos,
solteiro.
Na lista de 1776, Antônio Gonçalves dos Reis, 60 anos, estava ausente; tinha 160 reses, 60
éguas, 10 escravos, vivia de suas lavouras e diziam ser rico.
Ordem do general governador de 11 de janeiro de 1779 ordenou que pela grande ausência
que fez Antônio Gonçalves dos Reis, capitão de ordenanças da freguesia de Santo Antônio, se
106
Informação de José Carlos Veiga Lopes.
nomeasse outro para servir o referido posto.
Manuel Duarte
Salvador Bueno da Fonseca107: Filho do capitão João Bicudo de Brito e sua mulher
Margarida da Silva Bueno. Salvador residiu no Planalto, de 1770 a 1785. Possuía a estância
“SANTO ANTÔNIO DA TAPERA”, com posse confirmada por Veiga de Andrade, a
15/IV/1773, a qual vendeu a Inácio Vitorino de Oliveira, em 19/I/1785, juntamente com campos
e faxinais comprados a Francisco José de Brito. Limitava essa fazenda: a Leste o Rio Socorro
com o Arroio da Sepultura, e ao Norte com o arroio e faxinais que dividem a José Carneiro
Geraldes.
Era Salvador casado com Inácia Antônia de Araújo Rocha, filha Luiz Antônio da Rocha,
natural de Braga, e de sua mulher Gertrudes de Siqueira, natural de Parnaíba. Do casal nasceram,
em Vacaria e nesta localidade batizadas, as filhas Teotonia, em 1771, a qual se casaria em Povo
Novo, com José de Souza Neto, e seria mãe do general farroupilha Antônio de Souza Neto;
Joaquina, nascida em 1780 e Reginalda, em 1782.
A descrição dos proprietários retirantes da região de Vacaria, está segundo os artigos de
Manuel Duarte na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul,do qual o
mesmo fazia parte na década de [Link] originalidade com que foram realizadas as
descrições,procurou-se manter a linguagem usada por Manuel Duarte na época em que escrevia
nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
Manuel Duarte
Tomé de Almeida Lara: Quando, em 1754 foi concedida sesmaria ao futuro capitão-mór
de Lages, Antônio Corrêa Pinto, já era possessor em Cima da Serra Tomé de Almeida Lára, pois
que as terras concedidas a Antônio Corrêa Pinto confrontavam, “pela parte Norte, com Tomé de
Almeida Lára”. Assim que, em 1772, Pedro Chaves adquire a Maria da Silva Pinheiro, o campo
que a mesma ainda possuía, em Cima da Serra, o qual limitava: “com os campos de José Alves
da Silva e a fazenda que foi de Tomé de Almeida Lára, já pertencente ao comprador capitão
Pedro Chaves” (Manuel Duarte).
107
Na Genealogia PAulsitana (Vol. 6º., p. 349) não consta o nome de Salvador, assim como do irmão Francisco José
de Brito que também veio para o Rio Grande do Sul (M. Duarte)
DOMINGOS GONÇALVES PADILHA
O inventário de Padilha foi autuado a 23-IX-1789 (C. O. de P. Alegre, n. 146, m. 10, est.
2), e forma três grossos volumes. Foram partilhados:
108
Descendentes nas Missões.
l) "Uns campos sitos em Cima da Serra com três léguas de comprido e duas de largo pouco
mais ou menos, em que se acha situada a fazenda chamada Santa Bárbara, que foram comprados
ao capitão Miguel Pedroso Leite, com várias benfeitorias e casas de vivenda, que parte com a
Estância Grande Rio Fundo da Camisa", no valor de 2 contos de réis;
2) "um potreiro de campos e matos sito no distrito da vila de Santo Antônio da Guarda
Velha deste Continente, que parte pelo norte com a Serra e mato que banha o Rio do Sino e do
sul com a Estrada Geral, servindo-lhe de ataque uma sanga ou arroio próximo à dita estrada e
pelo oeste com campo e matos dos herdeiros de Francisco de Almeida e de leste com campos e
matos dos herdeiros de Francisco e José Silveira Peixoto, divididos por um córrego com sua
restinga de mato, que terá de comprido meia légua e de largo um quarto, com seu rancho e
arvoredos", por 300$000;
3) "uma casa de pau-a-pique coberta de palha sita na freguesia de Santo Antônio da
Guarda Velha, que parte por um lado com Antônio José de Freitas e pelo outro com casas
vizinhas, com seu quintal", no valor de 30$000. No recenseamento de proprietários da freguesia
de St2 Antônio, feito a 2-VI-1785 (Arq. Hist. do RGS, Códice 128) explica-se que a fazenda
Santa Bárbara, com 3/4 de légua de comprido por uma de largo, fora comprada por escritura
pública ao capitão
Miguel Pedroso Leite, que a adquirira ao 1° possuidor Manuel de Barros Pereira, figura
esta muito ligada à história de Santo Antônio; possuía nessa fazenda 1800 reses, 20 cavalos, 500
éguas, 14 bestas, 2 burros e 4 burras. Era possuidor de outro campo na Vacaria, despovoado,
com 2 léguas de comprido por uma de largo, comprado a Francisco Alvares da Silva e Manuel
Álvares de Gusmão, que o haviam adquirido em praça pública; finalmente, ainda na Vacaria, a
fazenda do Morro Agudo, com 3 léguas de comprido por uma de largo, comprada a Francisco
Alvares Xavier, com 3 mil reses, 4 bois, 40 cavalos e 25 éguas. A filha Ana Gonçalves
Coutinho, ao casar com Manuel Francisco Pires, recebera como dote a fazenda Cambará, com l
légua e quarto de comprido por uma de largo.
Manuel Duarte
109
Em Lages.
110
Em meados de 1767 o Capitão de Ordenanças José da Silveira de Bitancurt enviou uma carta ao governador
solicitando trazer para sua propriedade na freguesia do Triunfo. No Rio Grande de São Pedro, à margem do Rio Jacuí.
Padilha, que a doaria a filha Ana Gonçalves Vieira, c.c. Antônio Manuel Velho; e a de SÃO
TOMÉ, tudo, em Cima da Serra.
Freitas era casado com Inácia de Jesus e em 1783, já em Santo Antônio da Patrulha, para
onde transferira residência, tinha os seguintes filhos:
F 1 Joaquina, com 10 anos de idade, n. de Laguna;
F 2 Caetana com 8 anos de idade de Laguna;
F 3 Mariano, com seis anos de idade de Vacaria;
F 4 Antônio, com 5 anos,
F 5 Leonor com 4 anos;
F 6 João com 3 anos;
F 7 Isabel com 10 meses, n. de Santo Antônio da Patrulha (M. Duarte).
Manuel Duarte
Manuel Duarte
Cap. XLVIII
111
Fazendeiro em Cruz Alta, assim como o genro.
Para possibilitar, em meados de 1777, o abastecimento e o transporte "do numeroso Corpo
de Seis mil homens que por este Caminho [Link]ó para o Exercito'' o qual se encontrava em
prontidão contra o inimigo espanhol no Continente do Rio Grande de São Pedro do Sul, foram
organizados, no território sob a jurisdição do Capitão Mor Regente António Corrêa Pinto, doze
pousos e, aos 14 de junho do dito ano, resolveu-se, em vereança, que do quarto pouso, sobre as
margens do Marombas, "Será feito feitor Matias Gonçalves Furtado".
Matias Gonçalves Furtado, irmão do Pedro Gonçalves Furtado (cfr. Cap. XXXVIII deste
"Histórico da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens"), era casado com Bárbara Serena
Alves. Deste matrimônio nasceram os filhos seguintes:
F 1 Maria, batizada em Lages aos 27 de novembro de 1770;
F 2 Hieronymo, batizado em Lages aos 31 do janeiro de 1773,
F 3 Joaquim, batizado em Lages na festa do Natal do ano de 1774;
F 4 Jerônimo, batizado em Lages aos 10 de junho de 1777;
F 5 Manoel, balizado em Lages aos 2 de outubro de 1779.
As datas de batismo dos seus dois primeiros filhos evidenciam que Matias Gonçalves
Furtado era morador nos campos das Lagens quando neles, aos 22 de maio de 1771, "Se
escolheu a melhor Cituação o terreno para Se levantar o pelourinho em cinal de jurisdição". Não
subscreveu, no entanto, junto com o irmão a ata da elevação da Freguesia de Nossa Senhora dos
Prazeres das Lagens a categoria de Vila, simplesmente porque, na qualidade de tutor de seus
sobrinhos, filhos do falecido Pedro Gonçalves Furtado, assinava, ainda em março de 1777, os
termos de tutoria somente com uma cruz.
Parece esta pertencer ao grupo de famílias que não ao radicaram definitivamente no
distrito da Nossa. Senhora dos Prazeres da Vila das Lagens.
A data de batismo do seu último filho exclue, no entanto, Matias Gonçalves Furtado do
número dos feitores" que "já não existem neste distrito, nem bens, por Se terem retirados
fugitivos pelo vexame que padeSiaó" por parte do Capitão Mor Regente António Correa Pinto
de Macedo, como afirmaram António José Pereira, José Correa de Moraes Navavros, José
Manoel de Oliveira Feo, Ignácio António do Barros e José Raposo Pires, no dia 26 de julho do
1779, dois meses antes do referido batismo portanto.
Walter Dachs
Cap. XLIX
Não é fácil ajustar, umas às outras, as escassas e lacônicas notícias que atestam, para antes
e depois do dia 2º de maio de 1771, a presença de Ignácio Barboza de Araújo nas Lagens, até se
for mar a imagem de uma só pessoa que se possa identificar como o primogênito do casal
Gervásio de Amorim Dantas e Maria Paes de Mendonça, filho e nora de Amaro de Amorim
Dantas o Maria Barbosa de Araújo.
No sétimo volume da "Genealogia Paulistana" Luiz Gonzaga da Silva Leme, descrevendo,
à página 188, a descendência deste casal, diz que o primogênito chamado Ignácio Barboza de
Araújo era casado com Maria Leite de Barros Penteado, filha do Capitão Francisco Gonçalves
de Oliveira e de Maria Dias de Barros.
Ignácio Barboza do Araújo era também, por parte da mãe, primo do Capitão-Mor
Guilherme António de Athayde, de cuja neta Maria, batizada em Lages aos 28 de novembro de
1778, foram "Padrinhos Ignácio Barboza, casado, e Dona Maria: Antonia do Jesus, casada com o
capitam Mor Regente António Corrêa Pinto".
Silva Leme descobriu sete filhos que nasceram de Maria Leite de Barros Penteado a
Ignácio Barboza do Araújo, a saber:
F 1 Rita Cândida Leite de Araújo, casada, no ano de 1788, em São Roque com o Alferes
Vicente Francisco da Costa, natural de Itú, filho de Feliciano da Costa e de Ana Garcia da Silva;
F 2 Izabel de Barros, casada com Fernando Antônio de Figueiró, filho do Fernando de
Figueiró de Camargo e de Izabel de Moraes;
F 3 Bernardina Maria Leite de Sene, casada, no ano de 1789, em S. Roque, com Joaquim
da Costa Garcia, viúvo do Teresa do Mello;
F 4 Antonia Maria Leite, casada, no ano de 1793, em Itu com Luiz Ferreira de Toledo,
natural de Minas Gerais, filho do Capitão Manoel Teixeira Ribeiro e de Maria Rosa;
F 5 Ana Maria Joaquina Leite, casada no ano de 1775, com Custódio Soares do Camargo,
filho de Ignácio Soares de Barros e de Maria do Camargo Lima;
F 6 Maria Joaquina, casada com seu primo Ignácio Xavier de Barros;
F 7 Capitão Ignácio Cerino Leite Penteado que no ano de 1802, casou em Sorocaba com
Clara Gomes Maciel, filha do Capitão José Pereira da Silva Maciel o do Antonia Felizarda de
Escobar.
No assento de batismo de António, filho de Filipe Neri Bueno de Maria Furquim de
Oliveira, declarou aos 15 de novembro de 1786, o Padre Francisco Xavier de Carvalho, Vigário
da Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres da Vila das Lagens, que "foram Padrinhos Joaquim
Barboza Leite, filho solteiro do Ignácio Barboza de Araújo e Maria Tereza, filha solteira do
Capitam Siman Barboza fallecido".
Por Silva Leme não é citado Joaquim Barboza Leite entre os filhos que de Maria Leite de
Barros Penteado nasceram a Ignácio Barboza de Araújo. O autor da "Genealogia Paulistana"
escrevendo ter descoberto sete filhos do casal, absolutamente não quer afirmar ser completa a
relação apresentada por ele.
O último dos filhos de Ignácio Barboza "de Araújo que Silva Leme cita o Capitão Ignácio
Cerino Leite Penteado, esteve na Vila de Nossa Senhora doa Prazeres das Lagens ao menos
durante o ano de 1793, quando se -'desentendeu com Felipe Neri Bueno, o qual, aos 31 do Julho
de 1786, comprara do seu futuro compadre Joaquim Barboza Leite, filho solteiro do Ignácio
Barboza de Araújo," uma fazenda nas margens do Lava-tudo. - Aos 27 do outubro de 1793, na
Villa do Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens, "Se despachou hú requerimento de Felipe Nery
[Link] Bueno respectiva ao vexame que lhe fez Ignácio Sirino Leite Penteado de ter Se
pago de huma divida com hum Burro 'hechor e mais Animaes de criar de ventre'.
Se é possível que o pai do Joaquim Barboza Leite e de Ignácio Cerino Leite Penteado se
tenha chamado Ignácio Barboza de Araújo, e levando ainda, em consideração a concatenação de
alguns fatos que supra se fez, torna-se quase evidente ter sido Maria Leite de Barros Penteado o
nome da mãe .também de Joaquim Barboza Leite.
Ignácio Barboza de Araújo cuja presença nas Lagens se comprova ainda para o dia 31 do
julho de. 1779, em que assinou, como testemunha, uma procuração de João Francisco Peixoto,
estava estabelecido neste sertão já muito antes do dia da elevação da Freguesia à categoria de
Vila. Foi aos 25 de junho de 1768, ''nesta caza deputada para a administração dos Sacramentos, e
Se Celebrar o 'Santo Sacrifício da Missa", que "Se recebeu por palavras de presente António
Guanguelo com Joanna Banguela, ambos escravos de Ignácio Barboza do Araújo". Quando, aos
10 de agosto do 1770, foi batizado nas Lagens um filho do um casal do escravos seus, Ignácio
Barboza do Araújo era também "assistente na Freguezia do ASariguama", o, a 22 de maio de
1771, certamente se encontrou longe da ''Povoação de .'Nossa Senhora dos Prazeres dos 'Campos
das Lagens", onde estava também estabelecido.
“A 26 de março de 1777, Ignácio Barboza de Araújo, juntamente com Caetano Saldanha,
foi nomeado avaliador no inventário dos bens deixados 'por Francisco Correa, primeira esposa
que fora de Agostinho de Souza Rabello (ctr. Cap. XLI deste "Histórico da Vila de Nossa
Senhora dos Prazeres das Lagens"). Foram designados "partidores Ignácio Barboza de Araújo,
por parte da Justiça, o António de Souza Pereyra", por parte da viúva, quando, na mesma época
ao procedeu ao inventário dos bens deixados por Pedro-Gonçalves Furtado (cfr. Cap. XXXVIII
diste Histórico).
Segundo n "Relação dos habitantes do Lages, em 1778", copiada, por Benedito
Marcondes, de documentos existentes no Departamento do Arquivo do Estado do São Paulo, e
publicada na "Revista Genealógica Brasileira", n. 14, ano VII, 2º semestre de 1946, pags. 563-
568, Ignácio Barboza de Araújo nasceu no ano de 1724.
Manuel Duarte
Antônio Pinto Carneiro. Mineiro, oficial superior dos Dragões, veio destacado para servir
no Riogrande. Em 1756, adquire Antônio Pinto Carneiro, no Juizo de Ausentes, grande fazenda,
com gado cavalar, muar e vacum, em Vacaria. Comprou, junto à mesma, outros campos a João
Ribeiro da Silva e s/m. Custódia de Souza. Pinto Carneiro era natural de Minas Gerais e instituiu
herdeiro universal a seu sobrinho, Dr. Antero José Ferreira de Brito. Este faleceu em 1787. No
respectivo inventário, a que se procedeu em Porto Alegre, foi a fazenda “Pinto Carneiro”, com
18 léguas de campo, avaliada por cem mil réis, inclusive semoventes, que a povoaram. O Dr.
Antéro José Ferreira de Brito só deixou o filho único, futuro marechal Antero José Fereira de
Brito. A região dessa colossalidade territorial manteve o apelativo toponíminico – “Pinto
Carneiro”, e aos habitantes ou possuidores de imóveis nesse perímetro se estende o patronímico
genérico de “carneireanos” (M. Duarte).
Manuel Duarte
Manuel de Barros Pereira: Obteve sesmaria em Cima da Serra no ano de 1747, e foi
famoso “Fronteiro”. Nela residiu até 1773, quando a venderia ao capitão Miguel Pedroso Leite e
a José Pereira Duarte. Eis: - “Ao Norte e ao Nordeste, a Serra do Mar, a leste com o capão das
Congonhas, onde fez a primeira casa, aí, nascem dois rios, um para o das Camizas, e o outro,
para o das Taínhas, pelos quais se divide com campos do falecido Cristovão de Abreu; e pelo
Sudeste, vão os mesmos rios dividindo até fazerem barra no Camizas, Taínhas e Antas”.
Denomina-se esta fazenda SANTA BÁRBARA e MENINO DIABO. Manuel de Barros
Perreira era natural da Ilha de Santa Maria. Oficial de Milícias. Casou-se, em 1773, com
Lauriana Joaquina Pereira de Faial, filha legítima de Manuel Vieira Mercador, e Maria Severa.
Reconheceu a filha natural, Margarida. Em 1773 se fixou definitivamente na FAZENDA
SANTO ANTÔNIO, à margem da Lagoa Formosa, Lagoa Grande, ou Lagoa da Lingoeta, cujo
apelativo toponímico, mais tarde, passaria a ser “Praia de Barros” e, enfim, Lagoa do Barros, ou
dos Barros, da atualidade.
Obteve Barros essa fazenda, que ocupava há mais de 15 anos, por sesmaria concedida em
1755, por Gomes Freire que diz sobre o assunto: que ele há muitos anos estava de posse de uma
fazenda chamada Santo Antônio para a parte de Tramandaí em que tinha casas, currais e animais
tanto vacuns como cavalares, cuja fazenda compreenderia três léguas de terra de comprido e
uma de largo, partindo pelo rumo de leste com Francisco Ribeiro Gomes, e pelo oeste com dois
Arroios chamado Capivari e com uma Lagoa chamada a Lingoeta, ao pé da serra.
Essa fazenda foi reconstruída pela viúva de Barros, a qual adquiriu as partes que couberam
aos herdeiros de seu marido (netos, filhos de Margarida) e eram: Antônia Inácia de Barros
Pereira, Marcelino Antônio de Barros e Francisca Inácia de Barros Perreira, pois que não se
encontra inventário, nem testemunho desse insigne povoador lusitano. Afinal, em 1787, (Barros
faleceu em 1777) vendeu-a a viúva a José Pereira Marques.
Lauriana casou-se em segundas núpcias, com o alferes João Pereira Chaves, viúvo,
também, e grande negociante de terras, natural de Portugal, filho legítimo de Gervásio Pereira e
Maria Alves Barros.
A primeira esposa de Chaves chamava-se Gertrudes de Lima, do Rio Grande, filha de José
Rodrigues Nícola, de Évora, e de sua mulher Inês de Lima, da Colônia do Sacramento. Dos
filhos havidos desse consórcio, só sobreviveu João Alves Pereira, que estudava em Portugal.
Chaves faleceu em 1797, e de seu segundo matrimônio ficaram as filhas:
a) Gertrudes, casada em 1805, com Afonso Pereira Chaves;
b) Ana Urçula, casada com o tenente Manuel Pinto de Morais;
c) Isabel, com 19 anos, em 1805, solteira, quando faleceu Lauriana.
Manuel Duarte
Manuel Duarte
Pedro de Barros Leite. Antigo povoador, e fazendeiro em “Baqueria de los Pinares”, era
natural de Itu, c.c. Maria Joaquina de Andrade, natural dos Currais da Baía. Em 1780 vendeu
grande porção de suas terras a Júlio da Costa Ribeiro, povoador, natural de Taubaté,
denominadas fazenda da “Cháçara ou Touros”. Doaria o restante (um légua de frente e três, de
fundo) à filha Inácia Joaquina de Andrade, c.c. Antônio Fernandes Lima, natural de Porto
Alegre, cabo de esquadra da Guarda de Santa Vitória, o qual se radicaria no planalto, onde seria
tronco de vasta progênie. Pouco depois se retira de Vacaria esse possessor. Era filho de Antônio
Bicudo de Barros e de s/m Josefa de Arruda (S. Leme, Genealogia, vol. 6º., p. 315, Tit.
Furquins) (M. Duarte).
Era filho de Antônio Bicudo de Barros e de Josefa de Arruda Leite.
Teve no planalto a FAZENDA “A CHACARA”, cuja metade vendeu em 1778, a Júlio da
Costa Ribeiro. A metade restante doaria e filha Inácia Joaquina de Andrade, c.c. o cabo de
esquadra de Santa Vitória, Antônio Fernandes de Lima, natural de Porto Alegre, filho de Manuel
Fernandes, n. de Lamego e de s/m Vitória da Conceição, natural de Faial. A filha Joaquina
transferiu residência o Socorro, onde faleceu em 1844. Deixou numerosa descendência. Viúva,
contraiu segundas núpcias com Gabriel Rodrigues de Campos, filho de Manuel Rodrigues de
Jesus.
112
Salvador Ferreira de Castilho, c.c. Beatriz de Siqueira Cortes, filha de Diogo Gonçalves Ribeiro e Isabel Siqueira
Cortes (ou Fernandes de Lima por parte paterna). Eram moradores na Lapa antes de migrarem para Lages.
JOSÉ FERREIRA BUENO
Roselys Roderjan
Nascido em Curitiba, filho de João Ferreira de Oliveira Bueno, este casado em 1800 em
Curitiba com Maria Helena do Nascimento, filha de José dos Santos Lima, irmão do padre
Francisco das Chagas Santos, descendentes de Baltasar Carrasco dos Reis. José Ferreira Bueno
por sua avó paterna Rita Ferreira Bueno, descende dos Bueno da Ribeira de São Paulo. Ela era
esposa do sargento—mor Francisco Xavier Pinto nascido em Portugal.
José Ferreira Bueno casou em primeiras núpcias com Inácia Maria da Silva, bisneta de
João Pereira Braga e de Josefa Gonçalves da Silva, povoadores da Lapa. Desse casamento
nasceu Serafim Ferreira de Oliveira e Silva, nascido na Lapa em 1834, onde seu pai fixou
residência, dedicando-se ao tropeirismo.
Serafim casou com Júlia Moreira do Amaral, nascida em Cruz Alta em 1834, na fazenda
Santa Barbara, neta do sargento-mór Atanagildo Pinto Martins e de Ana Joaquina do Amaral. De
Serafim e Júlia nasceram treze filhos, que constituíram a família Ferreira Amaral de Curitiba.
Eram todos nascidos na Lapa, com exceção de Inácia do Amaral Marcondes, casada com
Brasileiro Marcondes Pimpão, que passaram a residir em Palmas (PR).
Do seu segundo casamento, com Maria Bernarda de Ramos, nasceram os seguintes filhos:
F 1 Maria de Jesus, casada em segundas núpcias com Joaquim Antônio Portes.
F 2 Joaquina Francisca, casada com Manoel Fidêncio Guimarães.
F 3 Joana Ferreira de Ramos, casada com Francisco Sampaio e Silva.
F 4 Ana Joaquina ou Ana Jacinta de Ramos, casada com Geniplo Pereira Ramos.
F 5 Manoela, casada com Joaquim Ferreira Bueno.
F 6 Rufino Ferreira Ramos, casado com Rita de Paula Ramos.
F 7 José Ferreira Ramos.
José Ferreira Bueno participou da Real Expedição de Guarapuava. Fidelis Dalcin Barbosa
dá José Ferreira Bueno como fundador da cidade gaúcha de Lagoa Vermelha.
Casado com Ana Maria de Andrade, que teve o inventário autuado em Lages. Numero.
362. 1880. Inventário (sem testamento). Falecida: Anna Maria de Andrade. Inventariante:
113
Capitão-mor na Lapa.
Manoel José Pereira de Andrade. Viúvo: Manoel José Pereira de Andrade. Título dos Herdeiros.
Filhos:
F 1 Policarpo José Pereira de Andrade, casado e morador neste município. Era casado com
Maria, filha de Lourenço Waltrich e de Nascimenta Ribeiro de Andrade.
F 2 Gertrudes, casada com Aureliano de Souza e Oliveira, residente neste termo.
F 3 Crescêncio José Pereira de Andrade, casado, residente na Vila de São Francisco de
Paula de Cima da Serra, Província do Rio Grande do Sul.
F 4 Aureliano José Pereira de Andrade, casado, residente neste termo.
F 5 Cândido José Pereira de Andrade, casado, morador na freguesia da Lagoa Vermelha na
Província do Rio Grande do Sul.
F 6 Belmira, casada com Policarpo Caetano Machado, residente neste termo.
F 7 Ramiro José Pereira de Andrade, casado e morador neste termo.
F 8 Henriqueta Anna de Andrade, solteira, de vinte e cinco anos.
F 9 Emília Anna de Andrade, solteira, de vinte e três anos.
F 10 Vidal José Pereira de Andrade, casado, presentemente nesta cidade.
F 11 Manoel José Pereira de Andrade Filho, casado morador na Lagoa Vermelha,
Província do Rio Grande do Sul.
F 12 Irinéa Anna de Andrade, solteira, dezesseis anos de idade.
Escravos:
- João, africano, 200$000 - ficou com o viúvo.
- Serafim, crioulo, 1.000$000 - ficou com o viúvo.
- José, crioulo, 1.000$000 - ficou com o viúvo.
- Francisco, fugido, 900$000 - ficou com o viúvo e a outra parte para os filhos
herdeiros.
- Theodora, preta crioula, 600$000 - ficou com o viúvo.
- Ignacia, crioula parda, 600$000 - ficou com a herdeira Emilia.
- Jovita, preta crioula, 600$000 - ficou com a herdeira irinéia.
OS ESTANCIEIROS
“Com o advento dos Lagunistas as estâncias se multiplicam, já não é mais um fogão
perdido no espaço imenso: forma-se o núcleo de fixação portuguesa hoje, brasileira no outro
alvorecer”.
Discurso: A estância, pelo General Borges Fortes.
Nos dois primeiros artigos desta série sobre o povoamento inicial do Rio Grande do Sul
expusemos o papel desempenhado pelos expedicionários da frota de João de Magalhães e as
razões que acreditamos tivessem levado a família de Francisco de Brito Peixoto e os homens da
modesta vila catarinense da Laguna a se removerem para o Rio Grande de S. Pedro.
Procuramos demonstrar como Se formaram as invernadas e a sua transformação nas
estâncias, fundadas em maior número nas cercanias de Viamão.
Prosseguindo no assunto vamos arrancar dos documentos públicos a revelação dos nomes
daqueles que sendo os primeiros estancieiros em nossa terra foram por isso mesmo os esteios
basilares das famílias patrícias.
Em 16 de agosto de 1782, o Conde de Sarzedas informava ao Rei ser verdadeira e legítima
a alegação de Brito Peixoto quando solicitava o latifúndio de Tramandaí ao Rio Grande, e, mais
tardo, em 5 de abril de 1735, d ainda o próprio Sarzedas quem vai oferecer ao governo de Lisboa
os fundamentos para que fosse negado o favor pedido pelo velho criador da Laguna.
Esses fundamentos foram calcados na informação prestada pelos três signatários do
documento datado de S. Paulo. O que reproduzimos no artigo anterior, onde se diz que havia na
região pretendida por Brito Peixoto, ao longo do caminho entre o Tramandaí e o Rio Grande,
vinte e sete fazendas montadas.
Eram as primeiras invernadas.
Já verificamos que até o ano de 1733 só havia três ou quatro sesmarias concedidas pelo
governo da Capitania, ao Sul da Laguna.
A primeira seria a que o governador Antônio Caldeira da Silva Pimentel concedera a
Jerônimo de Castro, nas terras catarinenses de Urussanga.
As três outras deveriam ser as de Francisco Xavier e Manoel Gonçalves Ribeiro, nas
Conchas, proximidades de Tramandaí, e a de Francisco Vicente Ferreira, nos campos de Itapoan,
as mais antigas registadas no volume 38 dos Documentos Interessantes de S. Paulo.
A família de Brito Peixoto desce, como procuramos demonstrar, em 1734, para assegurar-
se o domínio das terras de Viamão, não ao longo da trilha das tropas, porém mais para o interior
do Continente, cobrindo com os seus ranchos e currais os topos das coxilhas e as fraldas dos
morros e rasgando nas matas e campos virgens das margens do Guaíba e seus afluentes os
primeiros eitos de suas lavouras.
É o nosso Estado que desperta para a vida e para a civilização à sombra do glorioso
pavilhão das quinas, ali erguido pelos braços robustos dos homens da Laguna.
A formosura daquelas plagas continuaria a exercer decisiva atração sobre a gente daqueles
tempos.
Não corriam os bandos apressados sobre as glebas na procura sedenta de ouro ou da prata,
como sucedera em tantas outras regiões da colônia. Vinham os homens e as famílias,
ininterrupta, definitivamente, para se fixarem nos retaços de campo que ocupavam e logo
transformavam, pelo trabalho porfiado nas lavouras e nas estâncias.
Manoel Pereira de Barros, signatário da informação funesta para Brito Peixoto, é homem
desse tempo. Tropeiro a princípio, fez a sua invernada junto à Lagoa que hoje tem o seu nome, e
aí se radica, talvez o primeiro povoador de Santo Antônio, recebendo carta de sesmaria no ano
de 1744. O nome de Manoel Pereira de Barros figura entre os 64 que aguardavam a desobstrução
da estrada do planalto, ocupada pelos índios das Missões, conforme os documentos a que
aludimos no capítulo anterior e a que continuaremos a nos reportar.
Antônio de Araújo Vilela ocupava também terras na adjacência do caminho. O seu nome
está na relação de tropeiros e uma nova referência se encontra no recenseamento de 1784.
Entre os habitantes da freguesia de N. S. dos Anjos se inclui o nome de Eusébio Francisco
como possuidor, de um campo com uma légua em quadro que ele dera em dote o falecido seu
sogro Antônio de Araújo Vilela.
João de Almeida é outro dos tropeiros arrolados. No recenseamento de Viamão veio o seu
nome citado como possuidor de uma sesmaria de duas léguas que vendera ao Capitão Pedro
Lopes Soares.
E ao longo da costa do Atlântico uma lagoa de S. Simão encontra-se um Simão dos Santos
na lista de tropeiros e pode daí resultar que fosse ele quem desse o nome de seu patrono ao
acidente geográfico junto ao qual se arranchasse.
Também tropeiro foi José Leite de Oliveira, nome que não pode pertencer a outra pessoa
senão a do estancieiro que desposou uma das filhas de Jerônimo Dorneles de Menezes.
Tropeiro foi João Diniz. Deve ser o mesmo João Diniz Alvares cuja interferência na vida
inicial do Rio Grande é mais acidentada. Em 1739 teve ele a concessão de uma sesmaria no
Rincão dos Palmares, concedida por André Ribeiro Coutinho.
O seu requerimento existente no Arquivo de S. Paulo está escrito nos seguintes termos:
Sr. Mestre de Campo (*).
“Diz João Diniz Alvares que ele suplicante está de posse do Rincão a que chamam dos
Palmares donde Frei Sebastião teve a invernar animais o tendo o suplicante naquele sitio em
março do ano de trinta e cinco animais para povoar estância, com efeito, fez o suplicante petição
à Câmara da vila da Laguna, que a despachou estava aquele sitio devoluto... a dita informação
requereu o sup. ao governo de São Paulo para lhe passar a sua carta de sesmaria que até o
presente lhe não tem vindo e para que o sup. por aquela falta não experimente prejuízo recorre a
V. S. para ser conservado na posse que tem e com seu despacho poder novamente recorrer a tirar
sua carta de sesmaria à dita Capitania de São Paulo. Aos 16 de maio de 1738 se deu posse ao
sup. Assinado — Antônio Gonçalves Chaves. Registrado por Antônio Noronha da Câmara.
Por informação que tirei do Tenente de Dragões Francisco Pinto Bandeira o seu irmão
Bernardo Pinto Bandeira
(*) André Ribeiro Coutinho, sucessor de José da Silva Pais no comando militar do
Rio Grande.
Antônio Lopes Cardoso: todos moradores nas estâncias que tudo o que o sup. alega na sua
petição é muita verdade é o que posso informar a V. S. ao que mandará o que for servido. Rio
Grande de S. Pedro, 14 de maio de 1738. Antônio Gonçalves Chaves.
Segue-se o despacho de André Ribeiro Coutinho, mandando o Guarda-mór ratificar a
posse”.
O desfecho de todo esse processo, em 1739, Sebastião da Costa Simões demandava contra
Diniz Alvares alegando que este recebera em sesmaria o Rincão dos Palmares e pretendia
expulsar Sebastião dos Campos dos Palmares, onde este se achava, também, possuindo a sua
carta de sesmaria.
As divisas de sua carta eram: pelo Sul com João Diniz Alvares, pelo Leste com João da
Costa Quintão, pelo Oeste com Francisco Pinto Bandeira o pelo Norte com o sertão até findar
com os pântanos o arroio que corre da estância de João Antunes.
Sebastião estava estabelecido desde 1734, antes da chegada de Diniz, que viera para o
Viamão procedente da colônia de Sacramento, em 1735.
A sesmaria do Rincão dos Palmares abrangia a invernada de Frei Sebastião que fora
companheiro de Cristóvão Pereira de Abreu.
Antônio Lopes Cardoso que agora figura novamente como testemunha e que assinara a
informação desfavorável a Brito Peixoto, obtivera deste, em 16 de junho de 1733, permissão
para fixar-se no Continente do Rio Grande.
Seu requerimento inicial, dirigido ao Capitão Mor da Laguna está arquivado em São Paulo,
e nele se refere que o suplicante “se acha com bastantes animais tanto de cavalos e éguas e de
vacas que tudo comprou a várias pessoas nas campanhas do Rio Grande cujos animais os tem
apascentado em rincão nos campos de Itapoam, há bastante tempo como se verificará. com
várias pessoas, cujo rincão fica ao pé do morro a que se chamam Santana para a parte do Norte
em cuja posse ou bot~’da (?) de animais não houve impedimento ou contradição de pessoa
alguma pois a achou devoluta.
Trás o requerimento a data de 16 de junho de 1733 o subscrevem a informação como
oficiais do Conselho da Câmara: João Braz, João de Magalhães, José Alves Rodrigues e
Dorneles, que talvez fosse o próprio Jerônimo Dorneles.
Da relação de tropeiros, que tanto tem esclarecido alguns pontos da obscura história dos
primórdios da história do Rio Grande, devo ainda reportar-me ao nome de Manoel Rodrigues
Monteiro e que foi um dos vinte e sete possuidores de fazendas montadas. E’ interessante a sua
inclusão porque, além do fato de ser invernador e posseiro, assinala-se Monteiro por ter sido o
primeiro proprietário que transmitiu as suas terras por venda feita a outrém.
Efetivamente encontra-se no Arquivo de S. Paulo o requerimento apresentado por D.
Isabel Gonçalves Ribeiro moradora na Laguna, a 24 de agosto de 1738, em que de os passos
iniciais para legitimação da propriedade que comprara a Manoel Rodrigues Monteiro, como
primeiro povoador dos campos que correm da barranca do Rio Grande, rumo do Norte, contados
pela parte do Leste com o Padre José dos Reis e pela do Oeste com Sebastião de Brito e Manoel
de Ávila Reis.
Sebastião de Brito deve ser o filho de Francisco Brito Peixoto que, como dissemos no
capítulo anterior, vendeu suas terras a Diogo da Fonseca, seu cunhado, casado com Ana da
Guerra.
Manoel de Ávila Reis é ainda um dos nomes mencionados na relação dos tropeiros e que
portanto teria igualmente sido um dos vinte e sete que tinham suas fazendas montadas no
caminho dos mercadores de animais.
O último dos tropeiros a que devo fazer referência neste balanço de desbravadores dos
campos do Rio Grande de São Pedro é Antônio Simões que também está na relação dos 64
nomes.
Antônio Simões deve ser o mesmo que, casado com Quitéria Marques foi o fundador da
importantíssima e histórica família que tem em seus ramos os Marques de Souza e Tamandaré.
As terras ocupadas por ele o foram na margem sul do canal de Rio Grande o a sua sesmaria foi
concedida em 1743.
São as estâncias que se alastram nas margens do caminho das tropas, valorizando as terras,
engendrando a economia privada, atraindo novos povoadores para a imensidão daqueles campos
ermos cujo futuro promissor se ia esboçando.
Não foram somente ou mercadores de gados, os invernadores de que tratamos
pormenorizadamente nesta parte do presente estudo e os parentes de Brito Peixoto, como vimos
no capítulo anterior, os povoadores que se radicaram nos rincões do Sul.
Os homens conspícuos da Laguna definhante volveram-se também para as terras
promissoras do Viamão. Datam desse período os documentos referentes à transplantação de João
Rodrigues Prates, dos filhos de José Pinto Bandeira e de Manoel Braz para a região que agora
atraía os habitantes da decadente vila catarinense.
Trás a data de 1 de dezembro de 1738 o requerimento dirigido à Câmara da Laguna por
João Rodrigues Prates e nele alega estar povoando dois retaços de campo no Viamão, ocupados
a dois para três anos.
Prates foi vereador da câmara da Laguna e mais tarde o capitão-mor da mesma vila:
entretanto sua família radicou-se no Rio Grande onde tem até hoje o mais elevado prestígio e
conceito social.
A sesmaria lhe foi concedida a está registrada no livro oitavo da Câmara da Laguna e
citada no anuário do Rio Grande do Sul, ano de 1906.
José Pinto Bandeira, exercia também função de destaque na Câmara da Laguna, embora só
assinasse de cruz. Vemos seu nome figurando como procurador e como vereador do Conselho da
Câmara casado com uma filha de Francisco de Brito Peixoto não encontro documento em que se
possa ele e seu irmão de haver ele passado com seus parentes.
(*) Revista do arquivo Púbico Mineiro, pag. 437 do vol. de 1929. 9—Ill. G.
Para o Continente de S. Pedro vieram, porém dois dos seus filhos: um o grande Francisco
Pinto Bandeira, pai do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira, estudamos um como outro pelo
acentuado relevo que tiveram na vida do Rio Grande. Tinha o nome paterno o irmão de
Francisco Pinto Bandeira.
O Arquivo Público de S. Paulo guarda os requerimentos desses dois povoadores.
Francisco diz que está no Rio Grande há mais de sete anos quando em 1739 pede a informação
da Câmara da Laguna para poder obter sesmaria dos campos em que são lindeiros João Diniz
Alvares, Manoel de Barros e Antônio de Souza Fernando.
José Pinto Bandeira requer, na mesma época que seu irmão, as terras adjacentes às dele e
obtém carta de sesmaria data de Vila Boa de Goiaz, em 15 de maio de 1740.
Dos requerimentos que pude consultar no Arquivo de S. Paulo se verifica que Francisco
Pinto Bandeira, possuiu um largo trato de campo, porquanto sua propriedade cobria duas
sesmarias. A primeira que ele povoou desde antes de 1735, na paragem chamada Guaixim-
Sapucaia, dividindo-se da parte do Leste com José da Costa, ao Norte o rio dos Sinos e ao Sul
com o Gravataí e seu sertão; a segunda aquela de que fizemos menção em linhas anteriores. (*)
Entre as sesmarias concedidas por Gomes Freire de Andrade quando demorou pelo Rio
Grande vem arrolada na Revista do Arquivo Público Mineiro (primeiro volume de 1933) a carta
da concessão feita a Miguel Braz e onde lê-se que este havia estabelecido antes de 1735 uma
estância com animais vacuns e cavalares nos campos de Viamão e confrontando com Francisco
Xavier de Azambuja, Agostinho Guterres, Francisco Rodrigues e Sebastião Francisco.
Fazendo a genealogia da família Flores da Cunha o competente historiador Aurélio Porto
diz que Miguel era um dos quatro filhos de João Braz, o primeiro povoador que se estabeleceu
no Viamão.
(*) Teve mais tarde outra sesmaria em cima da Serra Rev. do Arquivo Público
Mineiro, pag. 464, do vol. de 1929.
João Braz era também um dos membros do Conselho da Câmara da Laguna, como
registramos ao tratar do povoador Antônio Lopes Cardoso.
No capítulo anterior mencionamos dois indivíduos com o nome de Sebastião Francisco.
São Sebastião Francisco Peixoto, filho de Francisco de Brito, o outro é Sebastião Francisco
Chaves que foi o primeiro povoador dos campos ao sul o rio Jacarai, hoje o arroio da Azenha, os
quais doou mais tarde a seu compadre Manoel de Ávila. (*)
Está na relação dos tropeiros incluído o seu nome, porém do requerimento que fez à
Câmara da Laguna se infere que se estabeleceu a sua estância depois de obtida a licença que
requereu em maio de 17~3, não sendo, portanto, um dos que tinham fazenda montada.
Francisco Xavier de Azambuja114 vem citado freqüentemente nos documentos de
concessão de sesmarias como lindeiro de Jerônimo Dorneles, Torquato Teixeira e Miguel Braz.
Provavelmente um Francisco Xavier, que está relacionado entre os 64 tropeiros, seria o
genro de Jerônimo Dorneles fundador da imensa o ilustre família Azambuja.
Nenhum documento encontrei até o presente confirmando legalmente a primeira estância
que ele estabeleceu no Viamão, de onde mudou-se mais tarde para a margem direita do Taquari;
está, entretanto, sobejamente provado que ocupou ele as terras contíguas as de Jerônimo
Dorneles, o primeiro que se estabelece no local onde é hoje a capital.
Para encerrar estes detalhes sobre os primeiros estancieiros da região de Viamão, quero
tratar de Cosme da Silveira. Entre os requerentes das informações indispensáveis para o
encaminhamento das concessões de sesmaria encontrei o nome dele como da Silva, morador no
Rincão do Itacolomi e confrontando com João Rodrigues Prates, com o rio Gravataí e com João
Lourenço Veloso.
(*) Troncos Seculares, pelo General Borges Fortes, pg. 57.
Não encontrei documento algum sobre Cosme da Silveira que Milliet de St. Adolpho
afirma em seu Dicionário ser em dos fundadores de Viamão.
O Anuário do Rio Grande, ano de 1906, refere-se a uma Salomé da Silva, com a mesma
indicação de ser morador no Itacolomi e com as mesmas confrontações do requerimento original
que consultei no Arquivo Público. Concluo que haja aí um erro de cópia de parte do informante
do Anuário, que aliás contém outros, tais como a troca do nome de Jerônimo Dorneles para
Januário e o de Antônio de Souza Fernando por Francisco.
Um curto interregno de dois anos tinha transformado o Continente de São Pedro. De terras
abandonadas, incultas, percorridas apenas pelo nomadismo dos tropeiros, passaram a ser
disputadas pelos homens que as conheciam para nelas fundarem o esteio de sua prosperidade e o
futuro de seus descendentes.
Com a mutação do aspecto econômico da terra modifica-se o pensamento do supremo
gestor da capitania de S. Paulo, que favorável ao pedido de Brito Peixoto, a princípio, recusa o
seu apoio mais tarde e pretensão do capitão-mor.
Era, de fato, bem grande o número de fazendeiros pelos campos do Rio Grande e seria
iníquo e absurdo que se fosse aniquilar tão grande esforço coletivo para a prosperidade da região
e que se desenhava tão auspiciosamente, por motivos de ordem individual e sentimentalismo
descabido entregar aquelas terras a um único senhor.
Sou da opinião que houve uma enorme ingratidão para com Francisco de Brito Peixoto,
desconhecidos como foram os seus imensos serviços, insignificante a recompensa que
porventura veio a receber. Entretanto não se pode também negar que a atitude do Conde de
Sarzedas era a mais consonante com os supremos interesses do Rio Grande e do governo de
Portugal
Entre o monopólio asfixiante da promissora região e a sua exploração por todos os homens
ativos e empreendedores, o seu povoamento rápido por aqueles que se sentissem impulsionados
por ambições honestas, o Capitão General de São Paulo decidiu-se no melhor sentido.
Perdeu o capitão-mor da Laguna. Ganhou o Rio Grande.
“Não haveria mais força capaz de destruir aquela face de resistência. Era o novo mr.
Tinham chegado àquelas paragens depois de riscos, sacrifícios e canseiras: com a energia de
seus bravos, haviam transformado a solo bruto em sítios e lavouras, — amansaram o gado bravio
que ruminava em torno de seus ranchos, — com esforços exaustivos construíram as suas
moradas rústicas, abrigo das esposas resignadas e dos filhos estremecidos. Viviam no isolamento
forçado, longe da colônia, esquecidos da metrópole, ignorados pelo resto do mundo...
Tentassem agora arrancá-los daqueles pagos e proclamá-los intrusos...
Nunca mais recuariam. Aquilo agora era deles. A estância se fizera povo, o povo criara
uma pátria sua, inalienável e irredutível”.
(A Estância. Discurso do General Borges Fortes).
114
Grande descendência na região Sul, especialmente Bagé.
sofrimentos.
A terra seria dadivosa, a gente era boa...
As raízes se aprofundam na conquista recente, mansa e pacífica, do trabalho, da energia,
limpa de sangue.
Os fogões dos tropeiros, os currais dos invernadores, as estâncias dos desbravadores são os
estágios de uma evolução, a terra virgem se transforma, é uma Pátria nova que surge, é o Rio
Grande que nasce para a vida brasileira!
Os castelhanos de Rio da Prata assistiam aparentemente perdidos e indiferentes o
progresso de Viamão: viram a ocupação da passagem do Rio Grande, testemunharam o
desenvolvimento do comércio na região meridional do Brasil, conheciam os atos de soberania
exercitados pelo governo de São Paulo nas terras que eles acreditavam dependentes da soberania
doa Espanha.
Conservaram-se serenos. Era aparência, pois na verdade, D. Miguel Salcedo, o governador
de Buenos Aires, preparava uma operação de grande vulto e decisivos resultados.
Era a expulsão dos portugueses da margem setentrional do Prata, com a destruição da
colônia de Sacramento.
Em outubro de 1735 essa operação se concretizava com o assalto a disputada praça forte e
o início do sítio, que viria a durar longos vinte e dois meses.
A destruição da colônia resolveria todos os outros problemas o degeneraria na recuada dos
representantes da raça portuguesa até onde a força da Espanha quisesse levar os seus limites.
Elemento primordial com que contava, além da imensa superioridade de recursos a seu
alcance, era para D. Miguel Salcedo, a surpresa do ataque. Esperava ele encontrar a praça forte
de Sacramento, confiante no estado de paz vigente entre as cortes da Península, descuidada e
incapaz de resistir. (*).
Era um assalto brusco, inopinado, injustificável, portanto o direito a civilização; porém
seria a vitória definitiva da Espanha o triunfo de suas aspirações, com o esmagamento das
pretensões dos portugueses e o afastamento decisivo destes da margem do Prata.
Falhou, porém, a surpresa.
Antônio Pedro de Vasconcelos, o comandante da Colônia, rebateu o golpe de audácia,
conhecendo o plano que se vinha esboçando. Tivera ele assim o tempo para preparar a praça
para a resistência e pedir socorros ao governo do Rio de Janeiro.
Das medidas preventivas que teve de empreender, algumas foram repercutir diretamente
no seio da população incipiente de Viamão.
Deixando de entrar na matéria que diz respeito ao sítio da Colônia, sobre que há uma
montanha de livros, trataremos tão somente do que veio a interessar à marcha histórica do Rio
Grande do Sul.
Não tem os documentos que permitam fixar cronologicamente a sucessão dos fatos
ocorridos no ano de 1735 o seguinte,
(*)Veja-se pág. 505 do Tomo I de Campanha del Brasil. Antecedentes Coloniais,
publicação do Archivo General de la Nácion, Buenos Aires, 1931, as instruções secretas de D
João Patiño, mandando organizar o golpe militar contra a Colônia, porém podemos assegurar
que eles giram em torno de três figuras principais, Domingos Fernandes de Oliveira, João de
Távora e Cristóvão Pereira de Abreu.
João Carneiro da Fontoura n. freg. Santa Marta Major da praça de Chaves (ou S Gonçalves
de Leivas ), fleg. Antônio Carneiro da Fontoura e Dona Francisca Veloso. Casou com Isabel da
Silva n. freg. Sta Maria de Torres Novas, comarca de Tomar fleg. Gabriel da Costa e Mariana de
Gouveia.
F 1 Joana Veloso, bat. Rio Grande 25/II/1740 (1B—9V) (Padr. o Cel. Diogo Osório
Cardoso); c.c. Antônio Adolfo Charão.
F 2 Angélica Veloso da Fontoura, bat. Rio Grande 21/VIII/ 1742 (1B—32V) (Padr. Pedro
Jaques da Silva e Joana Rodrigues), c.c. Francisco Pinto de Sousa. Pais de, qd:
N 1 Maria Cândida da Fontoura, nat de Rio pardo ( filha de Francisco Pinto de Souza
nat da Villa de Turrão, Bispado do Porto e Angelica Velloza daFontoura nat do RS), c.c. Sgto
Mor José de Anchieta Furtado de Mendonça nat da Freguesia da Sé, Rio de Janeiro(fiho de
Antonio Furtado de Mendonça e maria Jacinta da Trindade, ambos nat da Ilha do Faial).
Conforme o inventário (Inventário 72, M5, 1832, OA, Cachoeira), Maria Cândida e o Sgto-mor
José de Anchieta tiveram:
BN 1 Pacifica Julia da Fontoura e Mendonça, c.c. Maj Antônio Adolfo Charão
BN 2 Anna Candida da Fontoura e Mendonça, c.c. Manoel Moreira da
Fontoura
BN 3 Angélica (demente) 38 anos. Foi inventariada em Cachoeira do Sul. Inv
143 M 9, 1851, Órfãos e Ausentes, Cachoeira. Angelica Velloso da Fontoura (demente) faleceu
fev 1848115.
115
Forma herdeiros os irmãos e sobrinhos:
I 1 João Anchieta da Fontoura, c.c. Clara Augusta Neves da Fontoura
I 2 Adrião Pinto da Fontoura, c.c. Dorothea Magna da Fontoura moradores Bagé
I 3Camila Dorothea da Fontoura solt 60 anos
I 4 Francisca Maxima da Fontoura 45 anos solt
I 5 Pacifica Julia da Fontoura viuva do Mj Antonio Adolfo Charão
BN 4 João da Motta da Fontoura 23 anos
BN 5 Camila Dorothea da Fontoura 36anos
BN 6 Joaquina Manoela da Fontoura Mendonça, 34 anos (nasceu 1/I/1794,
Cachoeira- anexo seu registro batismal)
BN 7 Francisca Urbana ou Francisca Maxima da Fontoura 26 anos, viúva do
Cel Francisco Barreto Pereira Pinto.
BN 8 Maria Benta da Fontoura viúva de Antonio Luiz Moreira Maia. Teve o
inventário em Cachoeira. Inv 105, M7, 1845, OA, Cachoeira. Antonio Luiz Moreira Maia
faleceu em 25-XI-1822 e sua mulher Maria Benta da Fontoura e Mendonça, filha de José de
Anchieta Furtado de Mendonça e Maria Cândida da Fontoura, faleceu 22/IV/1839. Filhos:
TN 1João Luiz Carneiro da Fontoura
TN 2 Francisco Pinto da Fontoura 27 anos
TN 3 Israel Moreira da Fontoura 24 anos
TN 4 Pricila Magna da Fontoura 33 anos
TN 5 Maria Cândida da Fontoura, c.c. José Gomes de Oliveira Carvalho.
TN 6 Maria Manoela da Fontoura 23 anos
PN 1Balbina 12 anos
PN 2 Marciano 6 anos
PN 3 Afonço 4 anos
Bens de raiz:
- Dois quinhões de campo na ESTANCIA DAS PALMAS que houveram parte por
herança e parte por divida como prova a certidão adiante. Avaliado por 2 contos de réis.
116
Joaquim Cavalheiro do Amaral Fontoura, com descendentes em Santo Ângelo e Santiago, devem ser descendentes
desse ramo ou colateral.
117
Teve o inventário autuado em 1860, em Lages, onde constavam os filhos: Joaquim Cavalheiro do Amaral, solteiro,
idade 30 anos; Manoel, solteiro, idade 29 anos; João, casado, idade 28 anos; Bento, solteiro, idade 26 anos; Ignacio,
solteiro, idade 21 anos; Antonio, solteiro, idade 18 anos; Marianno, solteiro, idade 15 anos. O inventariante foi o filho
Joaquim.
118 44. 1849 – Inventário em Lages (com testamento). Falecido: Duarte Muniz Fogaça. Inventariante: Rita Maria do
Amaral. Título dos Herdeiros. Viúva: Rita Maria do Amaral. Filhos: F 1 Maria do Rosário, casada com o Alferes
Anastacio Felipe Pessoa, idade 30 anos; F 2 Anna do Amaral, casada com Athanasio Sutil de Oliveira, idade 20 anos;
F 3 Maria do Amaral, casada com José Machado, idade 18 anos; F 4 Gertrudes, solteira, idade 10 anos. Escravos:
Joanna, de nação Bengala, 300$000 - ficou com a viúva; Francisco Cabinda, 500$000 - ficou com a viúva; Bento,
crioulo, 300$000 - ficou com a viúva; Rosa, crioula, 300$000 - ficou com a herdeira Maria do Rosário.
Anna, crioula, 300$000 - ficou com a herdeira Anna; Antonia, crioula, 200$000 - ficou com a herdeira Gertrudes.
Joaquim, 550$000 - ficou para pagamento aos credores; Francisco Moçambique, 200$000 - Liberto e em plena
liberdade com se de ventre livre.
N 8 Juliana Severina Pereira Pinto, n. 1755, c. Rio Pardo 1773 c José
Jacinto Pereira.
N 9 Francisco Barreto Pereira Pinto II, bat. Rio Pardo 02/IV/1T33
(Padr. o Gen.. Gomes Freire de Andrada e d.. Ana Veloso), c.c. Eulália Joaquina de
Oliveira; tenente em 1775.
N 10 d. Cândida Ângela Pereira Pinto, n. Rio Pardo 1759, c. Rio Pardo
1774 c. alferes João Batista de Godoi.
N 11 d. Propicia Veloso da Fontoura, bat. Rio Pardo l8/VII/1762 (Padr.
o P. Mateus Pereira da Silva e d. Joana Veloso c.c. Antônio Adolfo Charão), c.c.
João Prestes de Melo.
N12 d. Francisca Velosa, n. 1763 Rio Pardo, c. Porto Alegre 1776 c.
Domingos Alves Branco Muniz Barreto.
N 13 d. Gertrudes Velosa, n. 1768.
N 14 Mal. João de Deus Mena Barreto, n. Rio Pardo, cerca de 1769, c.c.
Rita Bernarda Cortes de Figueiredo Mena (suc. Rio Pardo 1790). Recebeu o título
de visconde de São Gabriel Reconheceu como filho:
BN 8 Gen. João Manuel Mena Barreto119, n. 17— VII—1827 em
Porto Alegre e + 12—VIII—1869 na Batalha de Peribebuí. Foi casado com Maria
Balbina Palmeiro da Fontoura, irmã da baronesa de São Gabriel.
N 15 Carlos dos Santos Barreto, n. Rio Pardo 1771, c.c. Isabel Felicia
(suc. Rio Pardo 1796). Concessionário de sesmaria em Cruz Alta (Rincão dos
Vallos).
F 5 Jerônima Veloso da Fontoura, bat. Rio Grande 18/II/ 174B (1B—74) (Padr, o vigº.
Manuel Henriques e a viúva Maria Gomes); c. Rio Pardo 1763 com João Peixoto de Azevedo; 2ª
c/ João Antônio de Morais.
F 6 Alexandre de Sousa Pereira, bat. Rio Grande 29/X/ 1751 (1B —118) (Padr. ten.
Manuel Vidigal e Joaquina Maria), c.c. Theodora Clara de Oliveira (suc. Rio Pardo 1782)
F 7 Maria Teresa Veloso, n. 24/III/1750, bat. Viamão 03/04 (1B—JY) (Padr. Romualdo
Correia e s/m. Eusébia Pires); c. Rio Pardo 1764 c. João Batista de Agon
F 8 José Carneiro da Fontoura, oficial de Dragões, n. Minas Gerais, c. c. D. Dorotéia
Francisca Isabel da Silveira
119
Sesmeiro nas Missões. João de Deus Menna Barreto. l leg. de frente 3 de fundos. Campos na fronteira do Rio
Pardo. Confrontam : Ao S. com a estrada da antiga Linha Divisória; ao N. com uma sanga grande e'vários salsos, que
os separam do campo da viuva do fallecido Trilha ; a L. com um pequeno arroio, que os separa da posse de Pedro
Pires, o qual dá volta e desagua em banhado no Vaccacahy; a O. com vertentes ao mesmo Vaccacahy.
D. Diogo de Souza 1814
F 9 João Carneiro da Fontoura, oficial de Dragões, n. Rio de Janeiro (Candelária), c.c.
Josefa Bernardina (suc. PAlegre 1780).
Adaptado de M. Domingues
Francisco Barreto Pereira Pinto, Coronel n. 1708 na freg. Santiago de Espargo, Vila da
Feira, fal. Viamão 20/III/1775 sem testamento, fleg. Cap-mor da vila da Feira Manuel dos
Santos Barreto e d. Madalena Maria Pereira Pinto casou com d. Francisca Veloso n. Congonhas,
bisp. Mariana, fleg. João Carneiro da Fontoura e Isabel da Silva. Pais de:
F 1 Ana Josefa Veloso da Fontoura, bat. Rio Grande a 28,/IV/1744 (1B—47v) na capela
de S. Ana (Padr. a Gov. Diogo Osório Cardoso), c.c. Bernardo José Guedes Pimentel, dado em.
1781 como “ausente em parte incerta há muitos anos”
F 2 Severina Pereira Pinto, bat. RGrande 24/XI/ 1745 (1B—54v) (Padr. Cap. Tomás Luís
Osório e Eufrásia Maria de São José, c.c. Sebastião Gomes de Carvalho); já fora bat. em casa
por necessidade a 23/10 por Fr. Caetano Leite de São José; já viúva de Antônio Fortes de
Bustamente em 1775
F 3 d. Maria Eulália Pereira Pinto, bat. Rio Grande 17/XII/1747 (1 B—73) (Padr. Antônio
José de Figueiroa e Joana Maria c.c. Lucas Fernandes), c. Rio Pardo 1768 c. Alexandre Luís de
Queiroz e Vasconcelos
F 4 d. Inocência Pereira Pinto, bat. Rio Grande a 06/0l/1750 (1B—99v) (Padr. Francisco
Coelho Osório e Isabel Antônia Ribeiro); c. Rio Pardo em 1763 c. Miguel Pedroso Leite.
Miguel Pedroso Leite, casado em 5/VIII/1763 com Inocência Maria Pereira Pinto, falecida
em Rio Pardo em 8/XI/1804; ele era filho de paulistas, ela filha de Francisco Barretto Pereira
Pinto e Francisca Vellozo da Fontoura, irmã do Marechal João de Deus Menna Barretto,
Marechal presidente do RS de1822 a 1823, nascido em Rio Pardo. Inocência não tinha o
sobrenome Barretto, mas o filho que teve com Miguel recebeu este sobrenome: Miguel Pedroso
Barretto, nascido em3/I/1767 em Bom Jesus do Triunfo/RS
F 5 d. Helena, bat. Rio Grande 1l/III/1752 (1 B—121v) (Padr. o ten.—general Francisco
Antônio Cardoso de Menezes e Sousa e Feliciana Domingues c.c. Domingos Martins); não
aparece no inventario do pai;
F:6 Engrácia Raquel Pereira Pinto, bat. Viamão 05/V/1754 (1B—48) (Padr. o avô João
Carneiro da Fontoura e d. Ana Veloso, solteira); c. Rio Pardo 1772 c. Nicolau Inácio da Silveira
F 7 d. Máxima Pereira Pinto, n. RGrande, c. Rio Pardo 1770 c. Francisco Martins; não
aparece, nem os filhos seus, no inventário paterno em 1775
F 8 Juliana Severina Pereira Pinto, n. 1755, c. Rio Pardo 1773 c José Jacinto Pereira
F 9 Francisco Barreto Pereira Pinto II, bat. Rio Pardo 02/IV/1T33 (Padr. o Gen.. Gomes
Freire de Andrada e d.. Ana Veloso),, c.c. Eulália Joaquina de Oliveira; tenente em 1775
F 10 d. Cândida Ângela Pereira Pinto, n. Rio Pardo 1759, c. Rio Pardo 1774 c. alferes João
Batista de Godoi
F 11 d. Propicia Veloso da Fontoura, bat. Rio Pardo 18/VII/1762 (Padr. o P. Mateus
Pereira da Silva e d. Joana Veloso c.c. Antônio Adolfo Charão), c.c. João Prestes de Melo
F 12 d. Francisca Velosa, n. 1763 Rio Pardo, c. Porto Alegre em 1776 c. Domingos Alves
Branco Muniz Barreto
F13 d. Gertrudes Velosa, n. 1768
F 14 João de Deus Mena Barreto, n. Rio Pardo, cerca de 1769, c.c. Rita Bernarda Cortes de
Figueiredo Mena (sucessão em Rio Pardo 1790)
F 15 Carlos dos Santos Barreto, n. Rio Pardo 1771, c.c. Isabel Felicia (suc. Rio Pardo
1796).
Patrício José Corrêa da Câmara— (Visconde de Pelotas) — Faleceu em 9-V-1827. Era nat.
da cidade do Lisboa, batizado na freg. de Santo Eloi, fleg. de Gaspar José Corrêa e do d. Inácia
Corrêa de Jesus, falecidos. C.c d. Joaquina Leocádia da Fontoura, de quem teve:
F 1 Pedro Corrêa da Câmara, Tenente,
F 2 Bento Corrêa da Câmara, Marechal de Campo,
F 3 Antonio Manoel Corrêa da Câmara, Sargento-Mór,
F 4 Flora Corrêa da Câmara, Viúva Do José Antônio,
F 5 Úrsula Corrêa da Câmara, c.c. João Martins Vieira Filho,
F 6 Maria Corrêa da Câmara, falecida, c. que foi com João Hipólito de Lima. De quem
Teve:
N 1 Patrício,
N 2 Leopoldo.
F 7 Ana Corrêa da Câmara. Falecida, c. que foi com o Capitão José de Medeiros, de quem
teve:
N 3 Sebastião
N 4 Francisco.
F 8 Leonor Corrêa da Câmara,
F 9 Francisco Corrêa da Câmara,
F 10 Patrício Corrêa da Câmara, Capitão.
F 11 Bárbara Corrêa da Câmara. (Fls. 162v., Liv. 573).
JERÔNIMO DE D’ORNELLAS
§1
Fabiana de Ornelas, n. cerca de 1724, casou com José Leite de Oliveira tiveram nove
filhos;
§2
Rita de Menezes n. cerca 1710. Casou com a Cap. Francisco Xavier de Azambuja.
Francisco. Xavier de Azambuja. Mudou de Laguna para o Rio Grande do Sul, onde + com 102
anos. Obteve sesmarias em 1732 e 1754; c.c. Rita de Menezes filha de Jerônimo Dornelles e
Menezes e Vasconcelos e de Lucrécia Leme Barbosa. Tiveram doze filhos, dos quais:
N 1 Jerônimo de Azambuja.
N 2 Antônio de Azambuja.
N 3 Cristóvão Sezefredo de Azambuja.
N 4 Sgto-Mór Manuel Francisco de Azambuja, c.c. Francisca Velosa120, filha de
Francisco Pinto de Sousa e de Angélica Veloso de Fontoura; neta materna de João Carneiro da
Fontoura.
N 5 Francisco de Paula de Azambuja.
N 6 Maria da Luz de Azambuja, c.c. cap. Manuel José de Alencastro, intendente.
Avós do Conde de Piratini.
N 7 Angélica de Azambuja, c.c. João Cardoso de Menezes.
N 8 Faustina Maria da Pureza de Azambuja, c.c. cap. Vitoriano José Centeno.
120
Inv80, M5, 1834, OA, Cachoeira. (Zelce Mousquer- Arquivo Público do Estado).
Antonio Pinto de Azambuja nat do Erval, bat em Santo Amaro, fiho do Sgto Mor Manoel Francisco de Azambuja e
Francisca Velloza da Fontoura. É solteiro mas declara dois filhos naturais: Francisca Bernardina de Azambuja e
Antonio Pinto de Azambuja. Herdeiros: os filhos naturais:
F 1 Francisca Bernardina de Azambuja, c.c. Antonio dos Santos Xavier, e;
F 2 Tte Cel. José Joaquim de Assumção
Antonio Pinto de Azambuja faleceu aos 17anos, em1840, solteira em Santana doLivramento
Anexo o test do inventariado onde se lê que foi fiho do Sgot Mor Francisco de Azambuja, e de D. Francisca Velosa da
Fontoura ele é nat do dist do Erval, bat Santo Amaro. Irmão de Joaquina Leocádia de Azambuja, c.c. Cel manoel
Barreto Pereira Pinto. Irmão também de de Maria Angelica de Azambuja,, c.c. Alf. Francisco de Paula Siqueira.
N 9 Mariana de Jesus Azambuja, c.c. Antônio Alves Guimarães, c. s.
Ver “Anuário Genealógico Brasileiro”, VI, 220 e VIII, 138.
§3
Antônia da Costa Barbosa n. 9 outubro de 1727, casou com Manoel Gonçalves Meireles
tiveram doze filhos;
§4
Maria Leme Barbosa n. cerca 1722; casou com a Ten. Francisco da Silva tiveram onze
filhos;
§5
Gertrudes Barbosa de Menezes n. 1736 que casou com Vicente Pacheco de Miranda
tiveram treze filhos, entre eles Raquel Faustina de Menezes, ascendente do Cel. Vidal José do
Pilar e quarta avó do autor, que veio a se casar com João Batista de Almeida;
§6
Clara Barbosa de Menezes que com João Fernandes Petim tiveram dez filhas;
§7
Tereza Barbosa de Menezes n. cerca de 1742, casou com o Alferes Agostinho Gomes
Jardim tiveram doze filhos;
§8
Brígida Ornelas de Menezes, casada com Jacinto Roque Pereira Guimarães tiveram onze
filhos.
§9
Bens de Raiz no Serro Agudo: uma sesmaria de campo denominada a Fazenda do Serro Agudo, avaliada em
7.200.000
José Raimundo Dorneles provavelmente falecido solteiro e sem filhos.
§ 10
§ 11
Lourenço Dorneles de Menezes, filho que teve com d. Maria Cardoso, índia natural da
Lagoa Dourada, MG nasceu na freguezia de S. José dos Pinhais bispado de SP (hoje PR), casou
com d. Maria da Luz Lopes, natural da Espanha e tiveram oito filhos;
§ 12
Maria Esperança filha que teve com d. Luciana da Luz e que teve um filho.
Teve assim Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos (com três mulheres) doze filhos e
cem netos. Por isto dizem as genealogistas que a metade do Rio Grande do Sul descende de
Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos. Jerônimo veio a falecer na vila de Triunfo/RS,
cujo livra 1, de óbitos, pg. 39 , foi feito a assentamento. Ver as detalhes do acima relatado na
Revista Genealógica Brasileira, ano 1940, em “O Sesmeiro do Morro de Sant’ana” de Jorge G.
Felizardo, pg. 35/41. Faleceu Jerônimo com 80 anos de idade.
Paulo Xavier
Embora frustrada a execução do Tratado do Madrid (1750) as terras novas por e1e
asseguradas começaram a ser ocupadas pelos luso-brasileiros. E logo depois, ainda foram
protegidas pelos termos do novo Tratado do S. Ildefonso (1777) que renovava a mesma linha de
fronteira na altura de Bagé.
Assim, quando em 1811 o governador dom Diogo do Souza tomou providências para
desencadear campanha militar da invasão dos domínios espanhóis, um dos pontos escolhidos
para a concentração e treinamento do seu exército foi em São Sebastião, a antiga guarda da
Campanha de 1801.
Situou-se o acampamento com terras concedidas a seu antecessor, o ex-governador
almirante Paulo José da Silva Gama, que ao chegar ao Rio, obtivera (em 5-IV-1810) “uma graça
especial” de dom João VI: a concessão dos rincões de Santa Tecla e Cavalhada que perfaziam
uma extensão de 10 léguas... Certamente por isso lhe concedido o título de barão de Bagé (em
28-X- 1821).
Hoje, aqui recordaremos, indicando umas marcas recolhidas em documento de [Link]
nomes de muitos povoadores desses campos, onde tinham estabelecido as suas estâncias, junto
ao limite mais avançado da Capitania.
Não é de estranhar, por isso que cerca de metade dos nomeados, era portadora de postos
militares.
Distrito do São Sebastião.–1- Major José Inácio da Silva (depois brigadeiro; paulista que
tomou parto nas campanhas militares do sul; seus campos situavam-se na costa do arroio
Velhaco); 2 — Capitão Domingos Rodrigues Nunes (era nessa época o comandante do distrito;
organizou sua estância de N. S. do Bom Sucesso nas costa. de rio Santa Maria; fl. de Domingos
Rodrigues Nunes, açoriano e do Cipriana Gonçalves esta descendente do João Gonçalves,
francês de Marselha, um dos primeiros povoadores do Rio Grande (nosso ascendente); batizado
na Capela do forte do S. Miguel, na fronteira do Rio Grande; participou de todas as campanhas
do Sul; esteve no assalto a Santa Tecla, em 1774, serviu na demarcação do limites, foi o primeiro
que se apresentou na Guarda de S. Sebastião para servir na guerra de 1801, como consta em
atestação do comte.-Patrício Correa de câmara que conclui atribuindo-lhe o titulo de “fiel e
benemérito vassalo e como tal digno do quaisquer mercê...”); 3 — Capitão Antônio Joaquim
Ribeiro (campos localizados nas vertentes do Camaquã); 4 — Capitão Francisco de Paula
(identificamos como Francisco de Paula do Azevedo Marques, estabelecido em campos sitos nas
vertentes do Camaquã, desde 1790); 5 — Capitão Francisco Antônio Borges, (paulista que veio
como militar servir nas Campanhas do Sul; c. c. Inocência Josefa de Aguiar, prima-irmã do
brigadeiro Rafael Pinto Bandeira; seus campos eram nas costas do Camaquã, lugar denominado
Passo dos Ladrões; grande parte de sua descendência existe em São Sepé, Cachoeira e São
Gabriel; 6 —Capitão Serafim da Costa Santos (campos da costa do Camaquã); 7 — Capitão José
de Aguiar Peixoto. (campos na Costa do Candiota); 8 — Capitão José Antônio (Alves; campos
em S. Tecla); 9 — Ajdte. Paulo José da Silva; 10 — Capitão Antônio Adolfo (Charão ou
Schramm, depois sargento-mor; n. Rio Pardo, 1781 f. Caçapava, 1835; fl. do alferes Antônio
Adolfo Schramm n. Rio do Janeiro f. Triunfo e neto do Dr. João Adolfo Schramm, de
Brunswick, que se radicou e casou no Rio; campos situados no Curral de Pedras, na costa do
Taquarembó); 11 — Tenente Pedro Fagundes (de Oliveira) um dos pioneiros povoadores dos
campos de São Sebastião, onde foi o primeiro encarregado do comando militar e promotor da
capela origem do núcleo urbano de Bagé. Começou a servir em 1774 na guerra da reconquista
do Rio Grande; foi às campanhas de 1801, a Cisplatina de 1811- 12, sendo reformado como
capitão de Dragões (1812) com 38 anos de serviços; era avô do famoso poeta Pedro Canga). 12
— Tenente Carlos José da Costa, 13 — Tenente Antônio Simões Pires (nosso ascendente n. Rio
Pardo, 1788 onde faleceu em 1850; fl. de Mateus Simões Pires, açoriano. a “semente” de
frondosa Arvore genealógica, na expressão correta do escritor Ary Simões Pires; depois
sargento-mor de Ordenanças; seus campos aqui referidos são os da Palma, na costa do
Camaquã), 14 — Tenente Manoel Rodrigues (de Almeida e Silva; sua estância situava-se na
costa do Estaqueador, afluente do Candiota), 15—Alferes Pedro José Carneiro (da Fontoura;
depois tenente de Dragões; n. R Pardo, 1778 f. Caçapava 1840; fl. do capitão João Carneiro da
Fontoura e de Dorotéa Francisca Isabel da Silveira; seus campos estavam situados na costa do
Santa Maria). 16 — Alferes João Manoel Boleno (depois capitão de Milícias e comandante do
distrito de S. Sebastião; participou da campanha Cisplatina de 1811-12; c.c. Josefa Maria, sendo
eles trisavôs do marechal Hermes da Fonseca, o 1º gaúcho, presidente da Republica); 17 —
Alferes João José Bastos; 19 — Furriel José Cardoso (de Souza; campos na costa do
Taquarembó); 20—Furriel Manoel Marques (Campos do Piraí; n, Rio Grande 1788, fal. Bagé
1843; primo irmão do pai do conde de Porto Alegre; casado com uma irmã de ascendente
nosso).21 —Furriel Manoel de Lemos, 22—Furriel José Jacinto (Pereira, natural da Ilha de S.
Jorge Açores, f. Rio Pardo 1827; possuía campos no lado ocidental do Taquarembó”) com
grande descendência, incluindo o destacado cardiologista Mario Salis. 23 — Furriel Antônio dos
Santos Teixeira, 24 —Porta-estandarte Francisco Jose de Carvalho (adquiriu por compra nas
costas do Jaguarão), 25 —cabo Luiz Gomes Jardim. 26 —José Martins Coelho (pode ser o pai
do gen. Davi Canabarro; era lindeiro do capitão Pedro Fagundes de Oliveira, nas costas do
Camaquã Chico), 27 —Inácio Marques da Silva (campos do Piraí) 28 — Manoel Dias, 29 —
Manoel Goulart, (Pinto n. ilha do Pico, Açores; com grande descendência, entre a qual se
destaca o Deputado Celestino Goulart) 30—José Pinto de Magalhães, 31—Manoel de Vargas,
32 —João Barbosa,, 33 — Manoel Severo (campos na costa do Taquarembó), 34 — Gabriel
Machado de Souza, 35 — Jacinto Rodrigues Jacques. 36 —a viúva de José Silveira. 37 —
Jerônimo Silveira. 38 — Francisco Marques, 39 — Antônio de Araújo. 40 — Joaquim Francisco
ilha (campos em Taquarembó) 41 — José Dias. 42 — a viúva de Inácio xavier, 43 — João
Soares. 44 —Vicente Dias.45 — Cipriano de Simas, 46 — João Cardoso 47 — José Gonçalves
da Silveira, 48 — José Manoel Cavalheiro, 49 — Apolônio Rodrigues, 50 — José do Ávila,
51—José Antônio Alves, 52 —Manoel Alves de Carvalho, 53— José Francisco Muniz
(Fagundes, irmão do capitão Pedro Fagundes de Oliveira; f. Bagé, 29- V-1815; foi arrendatário
em rincão de S. Tecla e Cavalhada, então pertencentes a Coroa), 54 — João Gonçalves
Rodrigues. 55 — agregado Inácio Teles. 58 — agregado João Pais. 57 — falecido Manoel José
Machado.
Agostinho Gomes Jardim, 187 João Domingues de Arruda, 148
Amaro da Veiga Bueno, 19 João Manuel Mena Barreto, 182
Antônio Adolfo Charão, 178, 182, 184 João Rodrigues de França, 76
Antonio Bicudo Camacho, 16, 17 João Rodrigues Prates, 174, 175
Antônio Borges Vieira, 65, 107, 110, 112 João Tavares de Miranda, 16, 20
Antônio Correia Pinto, 15, 64, 65, 66, 72, 73, 84 Joaquim Antunes de Oliveira, 106
Antônio de Melo Rego, 90, 91, 138 Joaquim da Silva Esteves, 125
Antônio de Souza Pereira, 85 Joaquim dos Santos Loureiro, 153
Antônio Gonçalves dos Reis, 64, 95, 156 Joaquim Fagundes dos Reis, 25, 158
Antonio Gonçalves Padilha, 124, 160 Joaquim José Pereira, 65, 67, 141, 142, 143, 155,
Antônio Gonçalves Padilha, 65, 82, 114, 161 161
Antônio José de Freitas, 141, 159, 161 José Caetano de Souza, 124
Antônio José Pereira, 92, 139, 141 José Campos de Brademburgo, 112
Antônio José Pereira Branco, 92, 139 José Carneiro Geraldes, 157, 161
Antônio Marques Arzão, 14, 67, 118, 119 José da Silveira Bittencourt, 65
Antônio Marques de Arzão, 65 José de Oliveira Borges, 66, 70, 84
Antônio Pinto Carneiro, 83, 165 José Domingos de Arruda, 149
Antônio Rodrigues de Oliveira, 66, 67, 75, 76, 78, José Francisco de Moraes Navarros, 95, 96, 97,
84, 86, 87 120, 121
Antônio Simões, 173, 190 José Jacinto Pereira, 182, 184
Atanagildo Pinto Martins, 75, 81, 82 José Pinto Bandeira, 27, 29, 174
Baltasar Soares Lousada, 7 José Pires Monteiro, 33
Baltazar Gomes, 65 José Raposo Pires, 65, 73, 124, 144
Baltazar Gomes de Escobar, 153, 155 José Velho Rangel, 7
Baltazar Rodrigues de Oliveira, 66 Joseph Velho Rangel, 7
Bento do Amaral Gurgel, 14, 65, 67, 71, 73, 74, Júlio da Costa Ribeiro, 65, 84, 167
75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 84, 87, 89, 90, 95, Laureano José Ramos, 148
96, 97, 101, 119, 120, 121, 122, 123, 180, 181 Leandro Luís Veira, 140, 147
Bento Soares da Motta, 65 Luiz Antônio da Rocha, 65
Bernardino da Costa Filgueiras, 76 Manoel Antônio do Amaral, 97, 122
Carlos dos Santos Barreto, 182, 184 Manoel Barros, 18
Cláudio Guterres, 25, 26 Manoel Cavalheiro Leitão, 70, 82, 83, 181
Domingos Gonçalves Padilha, 158 Manoel da Silva Ribeiro, 65
Elisiário de Camargo Branco, 92, 141 Manoel Rodrigues de Athayde, 103, 135, 136
Evaristo Francisco de Borba, 25, 158 Manoel Teixeira Oliveira Cardoso, 76
Filipe Fogaça Almeida, 94 Manuel Antônio do Amaral, 97
Francisco Barreto Pereira Pinto, 82, 83, 180, Manuel de Barros Pereira, 82, 159, 165, 166
182, 183, 184 Manuel José de Alencastro, 187
Francisco Borges do Amaral e Castro, 124 Manuel Manso de Avelar, 7
Francisco de Brito Peixoto, 21, 24, 170, 174, 176 Manuel Rodrigues de Jesus, 112, 117, 156, 167
Francisco Dias Velho, 33 Maria da Silva Pinheiro, 64
Francisco Manoel da Paula e Silva, 97, 121 Matheus José de Souza, 124, 131, 144
Matias Álvares de Gusmão
Francisco Pinto Bandeira, 27, 29, 82, 95, 172, 174 , 115
Francisco Telles de Souza, 114 Miguel Pedroso Leite, 68, 75, 80, 82, 83, 159,
Francisco Xavier de Azambuja, 175, 186 160, 165, 180, 183
Hermenegildo, Joaquim da Costa Chaves, 161 Miguel Ribeiro Ribas, 115
Jerônimo de Ornelas, 185, 188 Miguel Rodrigues Ribas, 115
Jerônimo Gomes, 7, 23 Nereu de Oliveira Ramos, 75
João Antunes Maciel, 162 Olivério José Ortiz, 26
João Batista de Souza, 105, 106 Patrício José Corrêa da Câmara, 184
João Carneiro da Fontoura, 178, 182, 183, 186, Pedro da Silva Chaves, 29, 64, 78, 80, 93, 94, 95,
190 97, 102, 122
João da Costa Moreira, 141, 142, 161 Pedro da Silva Ribeiro, 67, 103, 127, 129, 130
João da Costa Varella, 124 Pedro de Barros Leite, 84, 167
Rafael de Oliveira Mello, 91, 138 Tomé de Almeida Lara, 158
Sebastião Fernandes Camacho, 7, 16, 17 Vicente Pacheco de Miranda, 185, 187
Sebastião Pinto dos Reis, 73, 85 Vidal de Oliveira Ramos, 106, 151, 152
Serafim de Oliveira Fão, 111 Vidal José de Oliveira Ramos, 106, 150, 151
Simão Barbosa Franco, 66, 85, 145, 146 Vidal José do Pilar, 180, 187
Simão Cardoso Pazes, 148
BIBLIOGRAFIA
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Roselys Roderjan. Os curitibanos e a formação das comunidades campeiras no Brasil
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do Sul, 1875-1887 – Martins Livreiro 1989, pg. 54
Pérsio de Moraes Branco. Raízes de Lagoa Vermelha. Edição EST, 1993.