DIETOTERAPIA
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Possui graduação em Nutrição pelo Claretiano – Centro
Universitário de Batatais (2009); Especialização em Educação
Física e Fisiopatologia pela mesma instituição (2011); em
Nutrição e Suplementação Esportiva pela Famerp (2017);
e Mestrado em Ciências Médicas pelo departamento de
Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto – FMRP-USP (2017). Atualmente cursa
Especialização em Nutrição Comportamental pelo Claretiano
– Centro Universitário de Batatais (2019). É preceptora da
Universidade de Franca em estágio clínico hospitalar. Tem
experiência na área de Nutrição Clínica, Esportiva e Estética,
com consultório particular em 3 cidades (Franca, Batatais e
São Paulo). Realiza atendimentos home care para avaliação de
dietas enterais.
Joyce Beatriz da Silva
DIETOTERAPIA
Batatais
Claretiano
2020
© Ação Educacional Claretiana, 2020 – Batatais (SP)
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do autor e da Ação Educacional Claretiana.
Reitor: Prof. Dr. Pe. Sérgio Ibanor Piva
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CORPO TÉCNICO EDITORIAL DO MATERIAL DIDÁTICO MEDIACIONAL
Gerente do Material Didático: Rodrigo Ferreira Daverni
Preparação: Aline de Fátima Guedes • Camila Maria Nardi Matos • Carolina de Andrade Baviera
• Cátia Aparecida Ribeiro • Lidiane Maria Magalini • Luciana A. Mani Adami • Luciana dos
Santos Sançana de Melo • Patrícia Alves Veronez Montera • Simone Rodrigues de Oliveira
Revisão: Eduardo Henrique Marinheiro • Filipi Andrade de Deus Silveira • Rafael Antonio
Morotti • Vanessa Vergani Machado
Projeto gráfico, diagramação e capa: Bruno do Carmo Bulgarelli • Joice Cristina Micai • Lúcia
Maria de Sousa Ferrão • Luis Antônio Guimarães Toloi • Raphael Fantacini de Oliveira • Tamires
Botta Murakami
Videoaula: André Luís Menari Pereira • Bruna Giovanaz Bulgarelli • Gustavo Fonseca • Luis
Gustavo Millan • Marilene Baviera • Renan de Omote Cardoso
INFORMAÇÕES GERAIS
Cursos: Graduação
Título: Dietoterapia
Versão: ago./2020
Formato: 15x21 cm
Páginas: 224 páginas
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 11
2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS............................................................................. 14
3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE................................................................ 20
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 21
5. E-REFERÊNCIAS................................................................................................. 21
Unidade 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 25
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA.............................................................. 27
2.1. TERAPIA NUTRICIONAL ORAL................................................................. 27
2.2. TIPOS DE DIETAS...................................................................................... 30
2.3. TERAPIA NUTRICIONAL PARENTERAL.................................................... 40
2.4. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL........................................................... 43
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR................................................................. 49
3.1. TERAPIA NUTRICIONAL........................................................................... 49
3.2. TERAPIA NUTRICIONAL ORAL................................................................. 49
3.3. TERAPIA NUTRICIONAL PARENTERAL – TNP......................................... 50
3.4. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL – TNE................................................ 50
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS........................................................................ 51
5. CONSIDERAÇÕES.............................................................................................. 53
6. E-REFERÊNCIAS................................................................................................. 53
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 55
Unidade 2 – DIETOTERAPIA PARA DESNUTRIÇÃO E
ESTRESSE METABÓLICO, DOENÇAS DO TRATO
GASTROINTESTINAL, RIM E PULMÃO
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 59
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA.............................................................. 60
2.1. DIETOTERAPIA NA DESNUTRIÇÃO.......................................................... 60
2.2. DESNUTRIÇÃO CRÔNICA......................................................................... 63
2.3. DESNUTRIÇÃO AGUDA............................................................................ 65
2.4. DIETOTERAPIA NO COMBATE A ESTRESSE METABÓLICO: TRAUMA,
QUEIMADURAS E SEPSE........................................................................... 68
2.5. DIETOTERAPIA EM QUEIMADOS............................................................ 79
2.6. DIETOTERAPIA EM SEPSE........................................................................ 84
2.7. DIETOTERAPIA EM DOENÇAS DO TRATO GASTROINTESTINAL............ 88
2.8. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC).......................... 101
2.9. DIETOTERAPIA PARA DOENÇAS RENAIS................................................. 109
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR................................................................. 115
3.1. DIETOTERAPIA NA DESNUTRIÇÃO.......................................................... 115
3.2. DIETOTERAPIA NO ESTRESSE METABÓLICO: TRAUMA, QUEIMADURA E
SEPSE......................................................................................................... 115
3.3. DIETOTERAPIA NAS DOENÇAS GASTROINTESTINAIS............................ 116
3.4. DOENÇAS RENAIS..................................................................................... 117
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS........................................................................ 118
5. CONSIDERAÇÕES.............................................................................................. 122
6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 122
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 126
Unidade 3 – DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS
CRÔNICAS
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 131
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA.............................................................. 132
2.1. DIETOTERAPIA NO CÂNCER..................................................................... 133
2.2. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DA AIDS............................................ 144
2.3. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS................. 151
2.4. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS DISLIPIDEMIAS........................ 156
2.5. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DE HIPERTENSÃO E INSUFICIÊNCIA
CARDÍACA.................................................................................................. 161
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR................................................................. 166
3.1. DIETOTERAPIA NO CÂNCER..................................................................... 166
3.2. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DE HIV/AIDS..................................... 166
3.3. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO NO DIABETES .................................. 167
3.4. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS DISLIPIDEMIAS........................ 168
3.5. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO E INSUFICIÊNCIA
CARDÍACA.................................................................................................. 168
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS........................................................................ 169
5. CONSIDERAÇÕES.............................................................................................. 172
6. E-REFERÊNCIAS................................................................................................. 172
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 175
Unidade 4 – DIETOTERAPIA NA OBESIDADE, TRANSTORNOS
ALIMENTARES, ALERGIAS ALIMENTARES E ERROS
INATOS
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 179
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA.............................................................. 179
2.1. DIETOTERAPIA NA OBESIDADE .............................................................. 180
2.2. BALANÇO ENERGÉTICO........................................................................... 183
2.3. DIETOTERAPIA NO TRATAMENTO DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES... 186
2.4. DIETOTERAPIA NOS ERROS INATOS DE METABOLISMO ...................... 194
2.5. DIETOTERAPIA NAS ALERGIAS ALIMENTARES....................................... 198
3. C ONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR................................................................. 210
3.1. DIETOTERAPIA NA OBESIDADE............................................................... 210
3.2. DIETOTERAPIA NOS TRANSTORNOS ALIMENTARES ............................. 211
3.3. DIETOTERAPIA NOS ERROS INATOS DE METABOLISMO ...................... 212
3.4. DIETOTERAPIA NAS ALERGIAS ALIMENTARES....................................... 213
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS........................................................................ 213
5. CONSIDERAÇÕES.............................................................................................. 219
6. E-REFERÊNCIAS................................................................................................. 219
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 223
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
Conteúdo
A disciplina Dietoterapia visa, no contexto do curso, ser
espaço teórico-prático para contribuir na formação do futuro
profissional na área da Nutrição no que diz respeito à compreensão
e complexidade da Nutrição aplicada à fisiopatologia. Assim,
nesta disciplina, vamos estudar os conceitos iniciais da
Dietoterapia, modificações da dieta normal, as condutas
dietoterápicas nas enfermidades no trato gastrointestinal, rim
e pulmão. Também, trataremos de terapia nutricional enteral
e parenteral, dietoterapia nas doenças: desnutrição, estresse
metabólico, Aids, câncer, obesidade, doenças cardiovasculares
(hipertensão e dislipidemias), diabetes mellitus, transtornos
alimentares, anemias e alergias alimentares. Todos os conceitos
são estudados respeitando a Missão do Claretiano e também as
Diretrizes Curriculares do Curso de Nutrição.
Bibliografia Básica
AQUINO, R. C. (Org.). Nutrição clínica: estudos de casos comentados. 1 ed. Barueri:
Manole, 2009.
COZZOLINO, S. M. F.; COMINETTI, C. (Orgs.). Bases bioquímicas e fisiológicas da
Nutrição: nas diferentes fases da vida, na saúde e na doença. 1 ed. Barueri: Manole,
2013.
CUPPARI, L. (Coord.). Guia de Nutrição: clínica no adulto. 3. ed. Barueri, SP: Manole,
2014. (Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar).
9
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
Bibliografia Complementar
ALVARENGA M., SCAGLIUSI F. B., PHILIPPI S. T. (Orgs.). Nutrição e transtornos
alimentares: avaliação e tratamento. Barueri: Manole, 2010.
ESCOTT-STUMP, S. Nutrição relacionada ao diagnóstico e tratamento. Barueri: Manole,
2011.
MACHINI, J. S.; VANNUCCHI, H. Nutrição clínica. 1 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2007.
SILVA, S. M. C. S.; MURA, J. D. P. Tratado de alimentação, nutrição & dietoterapia. 2.
ed. São Paulo: Roca, 2010.
WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. São Paulo:
Atheneu, 2004.
É importante saber: –––––––––––––––––––––––––––––––––
Esta obra está dividida, para fins didáticos, em duas partes:
Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que
deverá ser assimilado para aquisição das competências, habilidades e atitudes
necessárias à prática profissional. Portanto, no CBR, estão condensados os
principais conceitos, os princípios, os postulados, as teses, as regras, os
procedimentos e o fundamento ontológico (o que é?) e etiológico (qual sua
origem?) referentes a um campo de saber.
Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes,
previamente selecionados nas Bibliotecas Virtuais Universitárias conveniadas
ou disponibilizados em sites acadêmicos confiáveis. São chamados “Conteúdo
Digital Integrador” porque são imprescindíveis para o aprofundamento do
Conteúdo Básico de Referência. Juntos, não apenas privilegiam a convergência
de mídias (vídeos complementares) e a leitura de “navegação” (hipertexto),
como também garantem a abrangência, a densidade e a profundidade dos
temas estudados. Portanto, são conteúdos de estudo obrigatórios, para efeito
de avaliação.
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
10 © DIETOTERAPIA
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
1. INTRODUÇÃO
A Dietoterapia é uma modalidade de tratamento por meio
da qual se busca evitar doenças e promover a manutenção
e recuperação da saúde (SCREMIN, 2015). Para tanto, são
realizadas adequações alimentares exigidas para o tratamento
de diversas doenças, a fim de melhorar e manter a saúde de
indivíduos (LONGO; NAVARRO, 2002 apud SCREMIN, 2015),
envolvendo “representações da comida, do comer, da doença,
da terapia e da relação nutriente/enfermidade” (BODINSKI, 1999
apud SCREMIN, 2015, p. 14).
Dentro do campo profissional da Nutrição, a Dietoterapia é
umas das áreas que vêm se destacando. O Conselho Federal de
Nutrição (CFN) realizou uma pesquisa no ano de 2003, verificando
que a área de Nutrição Clínica (atendimentos em consultórios,
hospitais e outros) é a de maior atuação do profissional (CFN,
2003 apud VASCONCELOS; CALADO, 2011). Em 2005, outra
pesquisa feita pelo CFN (CFN, 2005 apud VASCONCELOS; CALADO,
2011), a qual indicou que 41.228 nutricionistas atuavam na área
de Nutrição Clínica (41,7%).
A partir dessas pesquisas, verificou-se que a prática de
Dietoterapia é uma atividade muito presente na carreira de
grande parte dos nutricionistas, e sua complexidade exige que
o profissional tenha conhecimento dos campos da Ciência, da
Alimentação e da Nutrição. Consequentemente, é necessário
inserir ferramentas de Epidemiologia à sua prática, bem como
o planejamento de outras disciplinas das Ciências Sociais e
Humanas, os determinantes biológicos, sociais, econômicos e
culturais, atrelados ao processo de adoecimento da população
(ASSIS et al., 2002 apud PARANÁ, 2004).
© DIETOTERAPIA 11
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
Dentro desse contexto, é importante conhecermos as
atribuições do profissional nutricionista dentro da área clínica
relacionada à Dietoterapia. A Resolução CFN nº 600/2018
(BRASIL, 2018, p. 20), que dispõe sobre a definição das áreas
de atuação do nutricionista e suas atribuições, estabelece
parâmetros numéricos de referência, por área de atuação, e dá
outras providências, em seu Art. 2º:
II. Nutrição Clínica – atividades de alimentação e nutrição
realizadas nos hospitais e clínicas, nas instituições de longa
permanência para idosos, nos ambulatórios e consultórios, nos
bancos de leite humano, nos lactários, nas centrais de terapia
nutricional, nos Spa e quando em atendimento domiciliar;
Ainda conforme o documento, em seu anexo II, item II –
área de Nutrição Clínica, Fundamento Legal: Inciso VIII do Art. 3º
e Incisos III, IV, VII e VIII do Art. 4º da Lei nº 8.234/91:
Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições
em Nutrição Clínica, prestar assistência dietética e promover
educação nutricional a indivíduos, sadios ou enfermos, em
nível hospitalar, ambulatorial, domiciliar e em consultórios
de nutrição e dietética, visando à promoção, manutenção e
recuperação da saúde (BRASIL, 2018).
Para se aprofundar um pouco mais sobre as áreas pertinentes
às atribuições do nutricionista clínico, convidamos você a ler, na
íntegra, a resolução CFN nº 600/2018, especificamente o anexo
II, item II e seus subitens.
O nutricionista é um profissional com fundamentação
técnica no campo da Nutrição, capaz de traduzir a ciência da
Nutrição para linguagem de fácil acesso ao público, orientando
a respeito do comportamento alimentar dos indivíduos
(MORSOLETTO, 2005; BRASIL, 1991). Está preparado para atuar
em todos os níveis do sistema de saúde, estabelecendo políticas
12 © DIETOTERAPIA
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
de alimentação e nutrição, priorizando sempre o aspecto social
(LEITE et al., 2005; NEWTON et al., 2001).
Após conhecermos um pouco sobre a finalidade da
disciplina de Dietoterapia e as atribuições do nutricionista clínico
para atender os objetivos propostos por ela, compreenderemos
um pouco mais sobre todas as áreas de estudo deste caderno de
referência.
Na Unidade 1, falaremos sobre a terapia nutricional (TN),
que tem como finalidade a reconstituição ou manutenção do
estado nutricional dos indivíduos por meio da oferta de alimentos
e nutrientes para fins especiais, podendo ser empregada por via
digestiva – constituindo a terapia nutricional enteral –, ou por
via venosa – que configura a terapia parenteral. É importante
que a TN obedeça a um processo de organização composto por
etapas. A equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN)
é responsável pela execução dessas etapas (WAITZBERG, 2017).
Em seguida, na Unidade 2, trataremos da Dietoterapia
na desnutrição, no estresse metabólico, e nas doenças do trato
gastrointestinal, rim e pulmão. O termo “desnutrição” tem sido
utilizado de uma forma mais ampla, indicando uma situação de
má absorção (subnutrição e, até mesmo, obesidade). No caso da
má nutrição, resultante da escassez de macro e micronutrientes,
levando à magreza e ao baixo peso e, cronicamente, à baixa
estatura e ao nanismo nutricional, o termo utilizado pode
ser “subnutrição” (ALBUQUERQUE et al., 2017). Ainda nessa
unidade, compreenderemos as características de cada patologia,
as necessidades nutricionais e as estratégias dietoterápicas
que poderão ser empregadas para o tratamento do estresse
metabólico e de doenças do trato gastrointestinal, renais e
doenças pulmonares.
© DIETOTERAPIA 13
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
Dando continuidade aos estudos, na Unidade 3,
abordaremos a Dietoterapia no tratamento de doenças crônicas,
especificamente Diabetes mellitus; doenças cardiovasculares
(dislipidemias e hipertensão); insuficiência cardíaca; câncer e a
imunodeficiência adquirida – Aids, uma doença autoadquirida
que representa um dos sérios problemas de saúde pública,
caracterizando-se como epidemia global, com rápida
disseminação e agravamento (GOMES; SILVA; OLIVEIRA, 2011).
Para finalizar nossos estudos, na Unidade 4, estudaremos
a atuação da Dietoterapia em relação a obesidade, transtornos
alimentares (bulimia e anorexia), alergias alimentares e erros
inatos.
Cada unidade apontará estratégias, características
e especificidades das patologias, sempre associando uma
alimentação equilibrada, adequada, que contemple as
necessidades nutricionais, garantindo uma melhor recuperação
e manutenção da saúde dos pacientes.
2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS
O Glossário de Conceitos permite uma consulta rápida
e precisa das definições conceituais, possibilitando um bom
domínio dos termos técnico-científicos utilizados na área de
conhecimento dos temas tratados.
1) Absorção: transporte ou passagem de nutrientes,
por diferentes mecanismos, através da mucosa
gastrintestinal (OLIVEIRA; MARCHINI, 2008).
2) Alimentação: “processo biológico e cultural que se
traduz na escolha, preparação e consumo de um ou
vários alimentos” (BRASIL, 2013, p. 15).
14 © DIETOTERAPIA
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
3) Alimentos: do ponto de vista fisiológico: material
nutritivo que recebe um organismo e que satisfaz
suas necessidades de manutenção, crescimento,
trabalho e restauração dos tecidos. Do ponto de vista
psicológico: material biológico que um indivíduo ou
grupo de indivíduos considera apropriado para cumprir
as funções acima descritas e que habitualmente se
consome com esses fins e, às vezes, por motivos
sociais ou de outro tipo (OLIVEIRA, MARCHINI; 2008).
4) Anemia: “redução dos níveis de hemoglobina no
sangue para valores abaixo dos limites estabelecidos
como normais, de acordo com a idade, o sexo e a
condição fisiológica” (BRASIL, 2013, p. 18).
5) Anorexia: ausência patológica de apetite ou das
características da conduta própria da fome em
presença das necessidades energéticas manifestas
e de adequada disponibilidade de alimentos
(OLIVEIRA; MARCHINI, 2008); “Distúrbio alimentar
multideterminado por fatores biológicos, psicológicos,
familiares e culturais de fundo psicológico
caracterizado por: a) recusa à alimentação; b) perda
excessiva de peso; c) medo de engordar; d) distorção
da imagem corpórea. Nota: esse tipo de distúrbio tem
consequências sociais, nutricionais e emocionais”
(BRASIL, 2013, p. 18).
6) Atrofia: redução do tamanho de um órgão ou de uma
célula (OLIVEIRA; MARCHINI, 2008).
7) Bulimia: “distúrbio alimentar multideterminado por
fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais
de fundo psicológico, caracterizado pelo impulso
irresistível de comer seguido por sentimento de culpa
© DIETOTERAPIA 15
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
e de vergonha, o que faz com que a pessoa provoque
vômito e use laxativos e/ou diuréticos de maneira
exagerada” (BRASIL, 2013, p. 19).
8) Carência nutricional: “situação em que deficiências
gerais ou específicas de energia e nutrientes resultam
na instalação de processos orgânicos adversos para a
saúde” (BRASIL, 2013, p. 20).
9) Constipação: síndrome do retardamento da
evacuação fecal de qualquer etiologia; os intestinos
são esvaziados em intervalos espaçados e com
dificuldade (prisão de ventre) (OLIVEIRA; MARCHINI,
2008).
10) Consumo de alimentos: informações a respeito da
ingestão de alimentos por um indivíduo ou um grupo
(OLIVEIRA; MARCHINI, 2008).
11) Cretinismo: “retardo mental resultante da ação
adversa da deficiência de iodo na maturação do
sistema nervoso da criança” (BRASIL, 2013, p. 20).
12) Deficiência de ferro: estado orgânico de carência
desse micronutriente que ocorre quando: o
consumo alimentar de ferro biodisponível é baixo;
as perdas de sangue são elevadas; há aumento dos
requerimentos por processos infecciosos e/ou febris;
ou, ainda, quando ocorrem simultaneamente essas
duas condições, diminuindo o estoque corporal de
ferro, podendo resultar no aparecimento de anemia
(BRASIL, 2013, p. 21).
13) Deficiência nutricional: “estado orgânico que resulta
de um processo em que as necessidades fisiológicas
de nutrientes não estão sendo atendidas. Nota: a
16 © DIETOTERAPIA
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
deficiência nutricional pode ser decorrente tanto
de problemas alimentares quanto de problemas
orgânicos” (BRASIL, 2013, p. 21).
14) Desnutrição: “expressão biológica da carência
prolongada da ingestão de nutrientes essenciais à
manutenção, ao crescimento e ao desenvolvimento
do organismo humano” (BRASIL, 2013, p. 22).
15) Desnutrição crônica: “processo caracterizado pela
carência pregressa da ingestão e utilização de
nutrientes pelo organismo humano” (BRASIL, 2013,
p. 22).
16) Desnutrição energético-proteica: “deficiência
energético-proteica. Estado orgânico nutricional
resultante da ingestão insuficiente de calorias e
proteínas por um indivíduo” (BRASIL, 2013, p. 23).
17) Digestão: processo realizado em vários segmentos do
tubo digestório no qual os alimentos são desintegrados
por fenômenos mecânicos da digestão: mastigação,
deglutição e movimentos peristálticos. Os fenômenos
químicos e enzimáticos da digestão são constituídos
por insalivação, quimificação e quilificação (OLIVEIRA;
MARCHINI, 2008).
18) Diagnóstico de Nutrição: identificação e
determinação do estado nutricional do cliente/
paciente/usuário, elaborado com base na avaliação
do estado nutricional e durante o acompanhamento
individualizado (OLIVEIRA; MARCHINI, 2008).
19) Distúrbios nutricionais: “são problemas de saúde
relacionados ao consumo inadequado de alimentos
(tanto por escassez quanto por excesso) e à carência
© DIETOTERAPIA 17
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
de nutrientes e/ou micronutrientes, como ferro, ácido
fólico, iodo e vitamina A, entre outros. Notas: i) Tanto
a desnutrição quanto a obesidade são distúrbios
nutricionais. ii) Outros exemplos relevantes para a
saúde pública, em termos de magnitude, são a anemia
ferropriva, a hipovitaminose A e o bócio endêmico”
(BRASIL, 2013, p. 24).
20) Estado nutricional: resultante do equilíbrio entre
o consumo alimentar e o gasto energético do
organismo. Relaciona-se ao estado de saúde do
indivíduo e à capacidade do organismo em utilizar
adequadamente os nutrientes (OLIVEIRA; MARCHINI,
2008).
21) Eutrofia: resultado do equilíbrio entre o consumo
de nutrientes e o gasto energético do organismo
para suprir as necessidades nutricionais, em
plano individual ou coletivo. Nota: há três tipos
de manifestação: adequação nutricional, carência
nutricional e distúrbio nutricional (BRASIL, 2013).
22) Flatulência: formação de gases em excesso no
intestino e no estômago (OLIVEIRA; MARCHINI, 2008).
23) Hábitos alimentares: conjunto de hábitos envolvendo
alimentos e preparações de uso cotidiano por pessoas
ou grupos populacionais, em que há forte influência
de cultura, religiosidade, tabus alimentares, tradições
de comunidades ou de povos e, ainda, influência da
mídia (OLIVEIRA; MARCHINI, 2008).
24) Hipovitaminose A: “deficiência de vitamina A em nível
dietético, bioquímico ou clínico, com repercussões
sistêmicas que afetam as estruturas epiteliais de
18 © DIETOTERAPIA
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
diferentes órgãos, sendo os olhos os mais atingidos”
(BRASIL, 2013, p. 28).
25) Inquéritos nutricionais: coleta de dados relativos ao
estado nutricional de uma população em uma área
geográfica (OLIVEIRA; MARCHINI, 2008).
26) Insulina: hormônio produzido nas ilhotas de
Langerhans, células do pâncreas. Promove a absorção
da glicose circulante na corrente sanguínea pelas
células presentes nos músculos e no tecido adiposo
(ANAD, 2012).
27) Macronutriente: “nutriente que é necessário ao
organismo em grande quantidade em relação aos
micronutrientes. Nota: os macronutrientes são
especificamente os carboidratos, as gorduras e as
proteínas, amplamente encontrados nos alimentos”
(BRASIL, 2013, p. 30).
28) Micronutriente: “nutriente necessário ao organismo
em pequenas quantidades (em miligramas ou
microgramas) em relação aos macronutrientes.
Nota: as vitaminas e os minerais são tipos de
micronutrientes” (BRASIL, 2013, p. 31).
29) Necessidades Nutricionais Específicas: “quantidade
de energia e de nutrientes biodisponíveis nos
alimentos que um indivíduo sadio ou enfermo deve
ingerir para satisfazer suas necessidades fisiológicas e
prevenir sintomas de deficiências, ou para recuperar
um estado de saúde em que a nutrição se torna fator
principal ou coadjuvante do tratamento” (BRASIL,
2018).
© DIETOTERAPIA 19
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
30) Nutriente: “componente químico necessário ao
metabolismo humano que proporciona energia ou
contribui para o crescimento, o desenvolvimento
e a manutenção da saúde e da vida. Notas: i)
Normalmente, os nutrientes são recebidos pelo
organismo por meio da ingestão de alimentos. ii) A
carência ou excesso de nutrientes pode provocar
mudanças químicas ou fisiológicas” (BRASIL, 2013, p.
31).
31) Obesidade: “doença crônica de natureza multifatorial
(fatores ambientais, nutricionais e genéticos)
caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no
corpo, acarretando prejuízos à saúde” (BRASIL, 2013,
p. 31).
32) Risco nutricional: “condição do estado nutricional
que se caracteriza pela vulnerabilidade de
desenvolvimento de doenças associadas à nutrição”
(BRASIL, 2018).
33) Triagem de Risco Nutricional: “processo de
identificação das características associadas ao risco
nutricional, por meio de protocolos específicos,
determinando as prioridades de assistência” (BRASIL,
2018).
34) Xeroftalmia: “alterações oculares decorrentes da
deficiência grave de vitamina A” (BRASIL, 2013, p. 39).
3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE
O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos
conceitos mais importantes deste estudo.
20 © DIETOTERAPIA
3. ESQUEMA DOS CONCEITOS‐CHAVE
O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
conceitos mais importantes deste estudo.
DIETOTERAPIA DESNUTRIÇÃO
TERAPIA
NUTRICIONAL
NUTRIENTES
TRANSTORNOS
ORAL DOENÇAS ALIMENTARES
CRÔNICAS ANOREXIA
ENTERAL BULIMIA
DIABETES DISLIPIDEMIAS MACRONUTRIENTES
OBESIDADE HIPERTENSÃO (CARBOIDRATOS,
PROTEÍNAS E
LIPÍDIOS);
MICRONUTRIENTES
(VITAMINAS E
CÂNCER MINERAIS)
AIDS
Figura 1 Esquema dos Conceitos-chave de Dietoterapia.
Figura 1 Esquema dos Conceitos‐chave de Dietoterapia.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BODINSKI, 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
L. H. Dietoterapia: princípios e prática. São Paulo: Atheneu, 1999.
LONGO, E. BODINSKI, L. H. Dietoterapia: princípios e prática. São Paulo: Atheneu, 1999.
M.; NAVARRO, E. T. Manual dietoterápico. 2. ed. Porto Alegre: Artmed,
2002. LONGO, E. M.; NAVARRO, E. T. Manual dietoterápico. 2. ed. Porto Alegre: Artmed,
2002.
OLIVEIRA, J. E. D.; MARCHINI, J. S. Ciências nutricionais: aprendendo a aprender. 2. ed.
OLIVEIRA, J. E. D.; MARCHINI, J. S. Ciências nutricionais: aprendendo a aprender. 2. ed.
São Paulo: São Paulo: Sarvier, 2008.
Sarvier, 2008.
5. E-REFERÊNCIAS
ASSIS, A. M. O. et al. O Programa Saúde da Família: contribuições para uma reflexão
sobre a inserção do nutricionista na equipe multidisciplinar. Revista de Nutrição,
Campinas, v. 15, n. 3, p. 255-266, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732002000300001&lng=en&nrm=iso. Acesso
em: 6 ago. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Glossário temático: alimentação e
nutrição. 2. ed., 2. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: http://
bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/glossario_tematico_alimentacao_nutricao_2ed.
pdf. Acesso em: 6 ago. 2020.
© DIETOTERAPIA 21
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
BRASIL. Conselho Federal de Nutricionistas. Resolução CFN n° 600, de 25 de fevereiro
de 2018. Dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas
atribuições, indica parâmetros numéricos mínimos de referência, por área de atuação,
para a efetividade dos serviços prestados à sociedade e dá outras providências. Diário
Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 23 maio 2018. https://www.cfn.
org.br/wp-content/uploads/resolucoes/Res_600_2018.htm. Acesso em: 6 ago. 2020.
GOMES, A. M. T.; SILVA, É. M. P.; OLIVEIRA, D. C. Representações sociais da Aids e
suas interfaces cotidianas para pessoas vivendo com HIV. Revista Latino-Americana de
Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 19, n. 3, p. 485-492, jun. 2011. Disponível em http://
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692011000300006&lng=e
n&nrm=iso. Acesso em: 6 ago. 2020.
PARANÁ, S. F. P. A formação do nutricionista: sob o olhar da relação teoria e prática.
2004. 145f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica
do Paraná, Curitiba, 2004. Disponível em: http://www.biblioteca.pucpr.br/tede/tde_
busca/arquivo.php?codArquivo=201. Acesso em: 6 ago. 2020.
SCREMIN, V. T. K. Ensino contextualizado de Dietoterapia: contribuições para a
formação do nutricionista. Caderno de atividades para a disciplina de Dietoterapia 2.
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Ponta Grossa, 2015. https://repositorio.
utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/1452/2/PG_PPGECT_M_Scremin%2C%20Vanessa%20
Tizott%20Knaut_2015_1.pdf. Acesso em: 6 ago. 2020.
VASCONCELOS, F. A. G.; CALADO, C. L. A. Profissão nutricionista: 70 anos de
história no Brasil. Revista de Nutrição, Campinas, v. 24, n. 4, p. 605-617, ago. 2011.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
52732011000400009&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 6 ago. 2020.
22 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1
TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Objetivos
• Explanar as áreas de estudo de interesse da Dietoterapia.
• Evidenciar a importância da terapia nutricional para recuperação e
manutenção do estado nutricional dos indivíduos.
• Elucidar a importância e as principais características das dietas orais,
principalmente hospitalares, e das terapias parenteral e enteral na
recuperação, principalmente, da desnutrição.
• Introduzir conceitos acerca da terapia nutricional (oral, enteral e
parenteral).
Conteúdos
• Nutrição oral.
• Nutrição parenteral.
• Nutrição enteral.
Orientações para o estudo da unidade
Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:
1) Não se limite ao conteúdo deste material didático; busque outras
informações em sites confiáveis e/ou nas referências bibliográficas
apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na modalidade
EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o seu
crescimento intelectual.
23
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
2) Tenha sempre à mão o significado dos conceitos explicitados no Glossário
e suas ligações pelo Esquema de Conceitos-chave, para o estudo de todas
as unidades desta obra. Isso poderá facilitar a aprendizagem.
3) O estudo da Dietoterapia visa oferecer ao organismo debilitado os
nutrientes adequados da forma que melhor se adapte à condição
patológica e às características físicas, nutricionais, psicológicas e sociais
do indivíduo, recuperando-o. Uma importante referência bibliográfica de
Dietoterapia é o livro Nutrição oral, parenteral e enteral, de Dan Waitzberg
(disponível na Biblioteca Digital Pearson).
4) Além de englobar diversos conteúdos de Dietoterapia, esta obra oferecerá
estratégias nutricionais a serem abordadas em cada situação. Além disso,
outras obras poderão ser consultadas para agregar conhecimentos e
complementar seus estudos.
24 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
1. INTRODUÇÃO
Olá! Boas-vindas à nossa primeira unidade! Iniciaremos
nossos estudos falando sobre a terapia nutricional (TN). É
importante salientar que, entre as atribuições do nutricionista,
é de sua exclusividade a avaliação do estado nutricional dos
pacientes, bem como de suas necessidades nutricionais, tanto
para a nutrição oral quanto para a parenteral (NP). Cabe ao
nutricionista, também, elaborar a prescrição dietética da terapia
nutricional enteral (TNE).
De acordo com a Sociedade Europeia para Nutrição Clínica
e Metabolismo (ESPEN), a TN é o suporte nutricional definido
como um conjunto de procedimentos terapêuticos que pode
ser utilizado para recuperação e/ou manutenção do estado
nutricional por meio da nutrição oral, enteral ou parenteral
(CEDERHOLM et al., 2015; 2017). O fornecimento de nutrientes
pode se dar por via oral (dieta regular, dieta terapêutica, com
alimentos fortificados, suplementos nutricionais orais), nutrição
enteral (NE) ou NP, para prevenir ou tratar a desnutrição
(WAITZBERG, 2017).
Outros objetivos da TN são:
• Preparar para procedimentos clínicos e ciurugícos, bem
como modular a resposta orgônica do paciente nesses
tratamentos.
• Prevenir e tratar complicações infecciosas ou não
infecciosas, estando associadas ao tratamento ou à
doença.
• Auxiliar na melhora do estado nutricional e da qualidade
de vida do paciente.
© DIETOTERAPIA 25
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
• Reduzir custos hospitalares, com menor tempo de
internação e menor mortalidade (BRASIL, 2016).
A TN pode ser empregada por via digestiva, constituindo
a terapia enteral, ou por via venosa (configurando terapia
parenteral), dependendo do planejamento nutricional realizado
(Figura 1) (WAITZBERG, 2017).
Admissão de Cuidados Interrupção do
Avaliação clínica
pacientes nutricionais plano
desnecessários
Paciente grave
requer intervenção
Atingiu objetivo
Triagem Final da TN
nutricional proposto
Seguimento do
Com risco
doente
EMTN
Sem risco
Seguimento
Avaliação
convencional
Nutricional
Mudança da condição
nutricional
Determinar um plano Operacionalizar o Reavaliação e atualização
de cuidados plano de cuidados do plano de cuidados
nutricionais
nutricionais nutricionais
Fonte: Dougherty (1995 apud WAITZBERG, 2017).
Figura 1 Planejamento da terapia nutricional.
Fonte: Dougherty (1995 apud WAITZBERG, 2017).
Figura 1 Planejamento da terapia nutricional.
Por essaPor perspectiva, um dosum
essa perspectiva, propósitos da Política
dos propósitos Nacional
da Política
de Alimentação e Nutrição (PNAN) é fornecer as condições
Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) é fornecer as
condições de melhoria de alimentação, nutrição e saúde da
de melhoria de alimentação, nutrição e saúde da população
população brasileira, promovendo práticas alimentares
brasileira,adequadas
promovendo práticas
e saudáveis, além da alimentares
prevenção, por adequadas
meio do e
saudáveis,cuidado
além da prevenção,
integral por meio
em relação do cuidado
a agravos integral
relacionados a em
relação a alimentação e nutrição (BRASIL, 2013).
agravos relacionados a alimentação e nutrição (BRASIL,
2013).
DICA:
Recomendamos que você assista ao vídeo disponível na plataforma da Nestlé Avante – <
https://www.avantenestle.com.br/sobre-nos>. Ele descreve a terapia nutricional, falando sobre custo-
benefício, e quais as indicações e necessidades da terapia nutricional no âmbito hospitalar.
26 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
DICA:
Recomendamos que você assista ao vídeo disponível na
plataforma da Nestlé Avante – < https://www.avantenestle.com.
br/sobre-nos>. Ele descreve a terapia nutricional, falando sobre
custo-benefício, e quais as indicações e necessidades da terapia
nutricional no âmbito hospitalar.
Além disso, é importante a leitura da Resolução 272/98 –
Atribuições da equipe multidisciplinar de terapia nutricional
(EMTN) para nutrição parenteral..
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de
forma sucinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua
compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo
estudo do Conteúdo Digital Integrador.
2.1. TERAPIA NUTRICIONAL ORAL
A terapia nutricional oral (TNO) tem como objetivo executar
alterações no manejo da dieta oral de pacientes, garantindo
que, mesmo diante de limitações impostas pela doença e/ou
pelo tratamento, a via oral seja plenamente utilizada, pois se
trata da via preferencial para a alimentação. Na presença de
doenças, os sinais e sintomas podem modificar esse cenário,
devido às mudanças no comportamento alimentar do indivíduo
(WAITZBERG, 2017).
Sintomas indesejados podem acarretar inapetência. O
que era prazeroso se torna um momento doloroso, de mal-estar,
e muitas vezes seguido de alguns sintomas, como náuseas,
diarreias, vômitos e cólicas abdominais, causando prejuízos na
© DIETOTERAPIA 27
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
digestão. O nutricionista é responsável por fazer adequações
ao comportamento alimentar e detalhar essas mudanças,
sempre apoiado pela equipe de TN, a fim de adaptar a dieta
do doente à sua nova condição. Quando a via escolhida é a
oral, a colaboração da equipe é essencial para o sucesso do
tratamento nutricional.
Se a ingestão oral do paciente estiver entre 60 e 80% das
necessidades nutricionais, a suplementação oral é indicada,
principalmente se houver perda de peso ou ingestão insuficiente
de nutrientes em um período de hospitalização que contemple
de 5 a 7 dias. É importante salientar que a suplementação oral
visa complementar as necessidades nutricionais do paciente
quando este não é capaz de se alimentar por via oral por qualquer
motivo (WAITZBERG, 2017).
Vários métodos específicos de inquérito alimentar e
técnicas de entrevistas podem ser utilizados como instrumentos
essenciais no processo de estudo da condição dietético-
nutricional do paciente, da elaboração do plano de cuidados e
seguimento até a reabilitação nutricional.
O Quadro 1, a seguir, ilustra as etapas envolvidas nesse
processo e estabelece a sequência de raciocínio do atendimento
nutricional. O roadmap é uma estratégia para conhecer o
paciente, considerando o seu comportamento alimentar;
estabelecer o diagnóstico dietético-nutricional; e elaborar o
plano nutricional e a intervenção.
28 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Quadro 1. Processos de roadmap da terapia nutricional
Analisar e Conhecer Diagnóstico Plano nutricional Seguimento
entender o paciente dietético e intervenção e reabilitação
o estado considerando seu nutricional nutricional
nutricional do comportamento
paciente alimentar
Identificação do Estudo dietético: Avaliação Determinar os Confirmação
risco nutricional registro de do estado objetivos-chave do diagnóstico
24 h; análise nutricional: nutricional
quantitativa, indicadores de
registro de 3 dias compartimentos
corpóreos,
força muscular,
laboratoriais
Identificação Identificar lacunas Análise do estado Cálculo das Seguimento
dos problemas entre o atual e o nutricional e do necessidades segundo
e determinação ideal perfil dietético nutricionais indicadores
dos indicadores propostas nutricionais e
nutricionais protocolo
Identificar outros Estabelecer Elaborar Avaliação da
influenciadores, o diagnóstico prescrição: reabilitação
disfagia; nutricional e o consistência, nutricional
mucosites; estado plano alimentar textura, via de
imunológico; administração,
aversões frequência das
alimentares refeições.
Roadmap de Protocolo de
seleções de qualidade de
fórmulas vida
Fonte: Waitzberg (2017, p. 874).
Importante: para entender melhor o processo de roadmap
e a questão da decisão pelo uso da terapia oral, bem como a
intervenção que é necessária realizar com relação ao paciente,
leia o capítulo 55 – “Indicações e usos de suplementos
nutricionais orais”, da seguinte obra: WAITZBERG, D. L. Nutrição
oral, enteral e parenteral na prática clínica. São Paulo: Atheneu,
2017. v. 1, disponível na Biblioteca Virtual Pearson.
© DIETOTERAPIA 29
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
As leituras indicadas no Tópico 3.2 tratam da terapia
nutricional oral, especificamente das dietas hospitalares
e mudanças em relação à consistência para cada situação
apresentada. Os manuais de dietas hospitalares de diversos
hospitais conceituados auxiliarão você, aluno, para que possa
aumentar os conhecimentos acerca do tema. Neste momento,
você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema
abordado.
2.2. TIPOS DE DIETAS
Neste tópico, trataremos sobre os tipos de dietas e suas
formas de administração. Os níveis de ingestão de nutrientes
essenciais são indicados por dietas de rotinas, baseadas em um
padrão dietético.
As necessidades nutricionais do paciente hospitalizado são
determinadas segundo a análise de histórico clínico, dietético e
social; dados antropométricos e bioquímicos; e a interação entre
drogas e nutrientes.
A alimentação do ambiente hospitalar possui características
peculiares e diferenciadas, relacionadas ao cotidiano dos
pacientes, compreendendo hábitos alimentares diversos, grupos
culturais e econômicos distintos. A prescrição nutricional, seja
por via oral ou especializada, pressupõe a incorporação de
"qualidade total em atenção à saúde" nas ações das equipes de
Nutrição (BEZERRA, 2003, p. 22).
Paladar, apetite e processo digestório podem interferir no
estado nutricional e ser afetados durante o período de internação
30 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
hospitalar. É sabido que pacientes desnutridos têm maiores taxas
de infecção e morbimortalidade, afetando sua evolução clínica
(WAITZBERG, 2017).
Ainda nesse contexto, é importante conhecermos
as características de cada tipo de dieta e as modificações
associadas à necessidade de cada patologia, para recuperação e
manutenção da saúde. Para conhecer mais exemplos, sugerimos
buscar manuais de dietas hospitalares, criados em hospitais
conceituados, contendo as formas e as modificações a serem
realizadas em sua prática clínica.
Neste tópico, estudaremos as seguintes variações de dietas:
geral/normal (normocalórica, hipocalórica ou hiperproteica);
branda (normocalórica, hipocalórica ou hiperproteica); dieta
leve (hipogordurosa); dieta pastosa (assódica/hipossódica);
dieta líquida (sem resíduos ou obstipante); dieta líquida restrita/
hídrica (laxativa, em caso de diabetes, dietas para preparo de
exames, alta absorção, hipofosfatêmica, hipopotassêmica ou
cetogênica) Vamos lá?
Dieta geral: segundo o Hospital São Luiz (2020, p. 1), trata-
se de dieta que “atende as leis da nutrição: lei da harmonia,
adequação, qualidade e quantidade dos alimentos. Não há
restrição de preparações e consistência dos alimentos”. Indica-
se essa dieta a "pessoas que não necessitam de modificações
dietoterápicas específicas. Seu objetivo é o de fornecer uma
quantidade suficiente de proteínas, calorias e outros nutrientes"
(HOSPITAL SÃO LUIZ, 2020, p. 1).
É caracterizada por não alterar a consistência ou os
nutrientes dos alimentos preparados. Vejamos, na Tabela 1 e na
Figura 2, um exemplo de cardápio dessa dieta.
© DIETOTERAPIA 31
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Tabela 1 Exemplo de cardápio da dieta geral.
Refeição Alimentos
Desjejum Café com leite
Pão com margarina
Fruta (colação)
Almoço Salada de alface
Frango Assado
Quiabo Refogado
Arroz Cozido
Feijão
Lanche da tarde Fruta
Vitamina (Leite+Banana)
Pão com geleia de morango
Jantar Salada de acelga
Bife Acebolado
Couve-flor gratinada
Arroz Cozido
Feijão
Pudim de baunilha
Ceia Chá erva doce
Bolacha cream cracker
Fonte: Dietas hospitalares (2018).
32 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Fonte: Dietas hospitalares (2018).
Figura 2 Exemplo de uma refeição da dieta geral.
A seguir, conheceremos as dietas modificadas em relação
a sua consistência.
Dieta branda: segundo o Hospital São Luiz (2020, p. 3), é
utilizada quando indivíduos apresentam alterações orgânicas
do trato gastrintestinal. Muito indicada para crianças e idosos
quando necessário uma transição de dieta pastosa para geral,
em pacientes no pós-operatório, enfermidades do esôfago, em
situações com dificuldades deglutição e mastigação, ou em uso
de próteses dentárias. É uma dieta pobre em resíduos celulósicos
e tecido conjuntivo, que são modificados por meio da cocção e
ou subdivisão dos alimentos.
São características dessa dieta:
1) Dieta com tecidos conectivos e celulose abrandados por
cocção;
2) Sem alteração de nutrientes;
3) Alimentos, que podem ser excluídos da dieta:
© DIETOTERAPIA 33
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
a) Especiarias e condimentos fortes;
b) Bebidas gaseificadas;
c) Hortaliças e legumes crus;
d) Alimentos duros (HOSPITAL SÃO LUIZ, 2020, p. 3).
Tabela 2 Exemplo de cardápio da dieta branda.
Desjejum Leite com café, Pão com margarina e Mamão (Fruta
macia)
Almoço Salada de pepino fino, peixe assado, cenoura cozida,
arroz, caldo de feijão e doce de leite
Lanche da tarde Leite com achocolatado e pão com geleia
Jantar Salada de chuchu, frango cozido ao molho, polenta,
arroz, caldo de feijão e pudim de baunilha
Ceia Chá mate e bolacha salgada
Fonte: Dietas hospitalares (2018).
Figura 3 Exemplo de uma refeição da dieta branda.
34 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Dieta pastosa: segundo o Hospital São Luiz (2020), trata-
se de uma dieta de transição entre a leve e a branda, indicada
para casos em que é necessário facilitar o trabalho digestório,
a deglutição e a mastigação, com alimentos abrandados por
cocção ou por ação mecânica.
As características da dieta são:
1) Alimentos bem cozidos e de fácil mastigação;
2) Sem alteração de nutrientes;
3) Alimentos com textura macia, para que possam ser mastigados
e deglutidos com pouco esforço;
4) Alimentos que podem fazer parte desta dieta:
a) Purês, legumes em pedaços;
b) Carnes desfiadas ou moída;
c) Massas bem cozidas;
d) Pães e biscoitos (HOSPITAL SÃO LUIZ, 2020, p. 5).
Tabela 3 Exemplo de um cardápio da dieta pastosa.
Desjejum Mingau de aveia e banana
Colação Mamão amassado
Almoço Arroz bem cozido (pastoso)
Caldo de feijão (coado)
Frango desfiado
Tubérculos ou legumes bem cozidos sem casca e sem semente.
Gelatina
Lanche da Leite com abacate
tarde
© DIETOTERAPIA 35
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Jantar Polenta
Carne moída
Tubérculos ou legumes bem cozidos sem casca e sem semente.
Pudim
Ceia Leite
Biscoito doce
Fonte: adaptado de Dietas hospitalares (2018).
Figura 4 Exemplo de uma refeição de dieta pastosa.
Dieta leve: segundo o Hospital São Luiz (2020), é uma dieta
de transição entre a líquida e a pastosa, adotada para favorecer
a recuperação do organismo e a digestão dos alimentos, em
casos de comprometimento das fases mecânicas no processo
digestório. Também é recomendada em casos de intolerâncias
a alimentos sólidos, preparo para determinado exames, e pré e
pós-operatório.
36 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
As características da dieta são:
1) Proporciona um mínimo trabalho digestório, por
provocar pouco estímulo químico e mecânico;
2) Normalmente utilizada em pré e pós-operatório;
3) Alimentos que podem ser excluídos:
a) Especiarias e condimentos fortes;
b) Bebidas gaseificadas;
c) Hortaliças e legumes crus (HOSPITAL SÃO LUIZ, 2020, p.
7).
Tabela 4 Exemplo de cardápio dieta leve.
Desjejum Papa de leite com pão de leite
Colação Fruta amassada (purê)
Almoço Salada de chuchu bem cozido, frango
desfiado ao molho, sopa de arroz com
legumes, purê de cenoura, gelatina
Lanche da tarde Papa de leite com bolachas
Jantar Salada de batata bem cozida, carne
moída refogada,
sopa de fubá, purê de beterraba e
pudim de baunilha
Ceia Papa de chá com bolachas
Fonte: Dietas hospitalares (2018).
© DIETOTERAPIA 37
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Figura 5 Exemplo de uma refeição dieta leve.
Dieta líquida: segundo, o Hospital São Luiz (2020, p. 9),
"tem a finalidade de favorecer a hidratação e facilitar o trabalho
digestório". Tem baixo teor de fibras e é indicada nos seguintes
casos:
cirurgia de cabeça e pescoço, casos graves de infecção, pós-
operatório, transtornos intestinais, preparo de exame e pacientes
incapazes de tolerar alimentos sólidos ou com dificuldade de
mastigação e deglutição (HOSPITAL SÃO LUIZ, 2020, p. 9).
As características da dieta são:
1) Proporciona um mínimo trabalho digestório, por provocar
pouco estímulo químico e mecânico;
2) Composta por alimentos na consistência líquida ou que
liquefazem na boca;
3) Alimentos, que podem ser incluídos na dieta:
38 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
a) Leite, iogurte, mingau e vitaminas ralas;
b) Chás e café;
c) Sucos de fruta;
d) Sopas na consistência líquida;
e) Gelatina e sorvete (HOSPITAL SÃO LUIZ, 2020, p. 9).
Tabela 5 Exemplo de cardápio de dieta líquida.
Desjejum Mingau de farinha de arroz (fino)
Colação Suco de laranja coado
Almoço Sopa de hortaliças e frango (liquidificada e coada) e
pudim
Lanche da tarde Leite com suplemento nutricional industrializado em pó
Jantar Sopa de hortaliças e carne (liquidificada e coada) e pudim
de baunilha (exemplo)
Ceia Leite com achocolatado
Fonte: Dietas hospitalares (2018).
Figura 6 Exemplo de uma refeição líquida.
© DIETOTERAPIA 39
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Dieta líquida restrita: segundo o Hospital São Luiz (2020),
trata-se de uma dieta semelhante à líquida, sendo voltada a
pacientes que precisam de repouso gastrointestinal e/ou em
situação de readaptação do processo digestivo e absortivo após
paralisação por anestesia. É restrita em nutrientes e tem como
objetivo hidratar o paciente.
Suas características são:
1) Dieta qualitativa e quantitativamente inadequada para cobrir
as necessidades nutricionais dos micronutrientes;
2) Necessidade de suplementação e monitorização clínica do
paciente, em relação ao estado nutricional;
3) Dieta constituída apenas de:
a) Água;
b) Chás claros com adoçante;
c) Gelatinas diet (HOSPITAL SÃO LUIZ, 2020, p. 15).
Tabela 6 Exemplo de um cardápio de dieta líquida restrita.
Desjejum Chá de erva-cidreira
Colação Suco de laranja coado
Almoço Caldo de frango e gelatina (muito cuidado)
Lanche Suco de maracujá coado
Jantar Caldo de carne com hortaliças e gelatina
Ceia Chá mate
Fonte: Dietas hospitalares (2018).
2.3. TERAPIA NUTRICIONAL PARENTERAL
Ao se lançar mão da terapia nutricional parenteral (TNP),
uma solução estéril de nutrientes é infundida por via intravenosa,
40 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
por meio de um acesso venoso periférico ou central, excluindo
totalmente o trato digestivo desse processo (MONTE; SHIMA,
2014 apud CUPPARI, 2014).
Dividida entre nutrição parenteral periférica (npp) e
nutrição parenteral total (NPT), a TNP fornece, de forma
equilibrada, aminoácidos, carboidratos, gorduras, álcool,
vitaminas e eletrólitos. De forma criteriosa e com quantidades
moderadas desses nutrientes, é possível alcançar o equilíbrio
do nitrogênio ou o equilíbrio positivo pela via intravenosa em
animais ou humanos (WAITZBERG, 2017).
A NPP é indicada para períodos curtos (de 7 a 10 dias),
e seu valor energético costuma alcançar, em média, de 1000 a
1500 kcal/dia. Alguns cuidados devem ser tomados em relação à
osmolaridade, que deve ser menor que 900 mOsm/L para evitar
flebite. No caso da NPT, é administrada uma solução parenteral
em uma veia central (no geral, veia cava superior). Seu uso é
indicado para períodos superiores a de 7 a 10 dias, oferecendo
aporte energético e proteico total, normalmente em pacientes
que não toleram a ingestão via oral ou enteral. Sua osmolaridade
é superior a 1000 mOsm/L (MONTE; SHIMA, 2014 apud CUPPARI,
2014).
Importante: aprofunde seus conhecimentos sobre a evolução
da TNP no capítulo 1, “Sessenta anos de terapia nutricional – do
passado ao futuro”, do livro Nutrição oral, enteral e parenteral na
prática clínica, de Dan Waitzberg, 5ª edição, volume 1, 2017. A
partir da página 15, é descrito o primeiro estudo que demonstra,
conclusivamente, que era possível alcançar crescimento e
desenvolvimento normais a longo prazo em qualquer espécie
animal nutrida exclusivamente por via parenteral. O estudo foi
realizado com cães da raça Beagle, comparando a alimentação
oral com parenteral (DUDRICK et al., 2001).
© DIETOTERAPIA 41
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
O Guia de nutrição clínica no adulto, em seu capítulo 23,
apresenta as indicações para utilização da TNP (CUPPARI, 2014),
destacando alguns fatores pelos quais se deve considerar a
utilização da NP:
1) Antecipação da duração da terapia.
1) Necessidade energética e proteica.
2) Limitação de infusão hídrica.
3) Acesso venoso disponível.
Algumas indicações específicas também são apresentadas,
assim como algumas contraindicações, principalmente em
pacientes hemodinamicante instáveis, incluindo aqueles com
hipovolemia, choque cardiogênico ou séptico, edema agudo de
pulmão, anúria sem diálise ou que apresentem graves distúrbios
metabólicos. Soma-se a isso a necessidade de considerar os tipos
de cateteres, bem como seus sítios de inserção; os componentes
das soluções de NP, de acordo com os nutrientes utilizados, bem
como sua concentração e diluição (glicose, aminoácidos, emulsão
lipídicas), monitoração e as possíveis compleições apresentadas
na TNP (MONTE; SHIMA, 2014 apud CUPPARI, 2014).
DICA:
Outra obra de grande importância para se atualizar em relação
ao tema de Nutrição Parenteral é o livro Nutrição parenteral:
uma abordagem metabólica para nutricionistas, de Silva e
Costa, publicado em 2014 pela editora UFPB – Universidade
Federal da Paraíba, em João Pessoa. A obra traz uma descrição
detalhada das quantidades de nutrientes a serem administrados,
vias de acesso e as forma de avaliação antropométrica e
nutricional. Disponível para consulta em: https://docplayer.com.
br/12186445-uma-abordagem-metabolica-para-nutricionistas-
nutricao-parenteral-universidade-federal-da-paraiba.html
42 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
As leituras indicadas no Tópico 3.3 tratam sobre a
terapia nutricional parenteral. Neste momento, é importante
que você leia essas obras para aprofundar o tema.
2.4. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL
Neste tópico, conheceremos algumas características da
Terapia Nutricional Enteral (TNE). De acordo com Waitzberg
(2017), a TNE é um conjunto de procedimentos terapêuticos
empregados para manutenção e recuperação do estado
nutricional. Já a resolução RCD n. 63, de 6 de julho de 2000, da
Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), define nutrição enteral
como:
Alimentos para fins especiais, com ingestão controlada de
nutrientes, de forma isolada ou combinada, de composição
definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada
para uso por sondas ou via oral, industrializada ou não, utilizada
exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a
alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas
necessidades nutricionais, em regime hospitalar; ambulatorial ou
domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos
ou sistemas (BRASIL, 2000, [n.p.]).
Assim como a TNP, a TNE visa atingir as demandas proteico-
calóricas e as necessidades mínimas diárias de micronutrientes
(vitaminas e minerais). A TNE sempre terá preferência de
uso quando o trato gastrointestinal estiver estrutural e
funcionalmente íntegro. Se sua administração não atingir 60%
das necessidades calóricas, deve-se considerar o uso associado
de TNP (CUPPARI, 2014).
© DIETOTERAPIA 43
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
As principais indicações para uso da TNE estão relacionadas
no Quadro 2, de acordo com as diretrizes da Sociedade Europeia
de Nutrição Parenteral e Enteral (Espen). Lembre-se de que a
TNE deverá ser instituída quando a necessidade de utilização for
de, pelo menos, 5 a 7 dias, mesmo que a previsão de jejum em
pacientes críticos seja superior a três dias (CUPPARI, 2014).
Quadro 2 Indicações para uso de TNE.
Principais indicações de TNE em adultos de acordo com a situação do trato
gastrintestinal.
Anorexia, câncer.
Ingestão alimentar < 60% das necessidades nutricionais.
Paciente gravemente desnutrido em pré-operatório de cirurgia de médio a grande
porte.
Pacientes críticos, hipermetábolicos.
Queimadura, infecção grave, trauma extenso.
Obstrução intestinal crônica.
Fístula digestiva.
Síndrome do intestino curto.
Íleo paralítico.
Pancreatite, enterite por quimioterapia e radioterapia.
Má absorção, alergia alimentar.
Anormalidades metabólicas do intestino.
Lesões do SNC, depressão, anorexia nervosa.
Trauma muscular, cirurgia ortopédica.
Lesão de face e mandíbula.
Câncer de boca, hipofaringe – cirurgia de esôfago.
Deglutição comprometida por causa muscular/neurológica.
Fonte: adaptado de Waitzberg (2017).
44 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Após a indicação, é necessário estimar o tempo durante o
qual a TNE será necessária, bem como escolher a melhor via de
acesso, conforme mostra o Quadro 3 a seguir.
Quadro 3 Vantagens e desvantagens da utilização da terapia
nutricional enteral.
Localização gástrica Localização duodenal/jejunal
Vantagens Maior tolerância a fórmulas Menor risco de aspiração.
variadas (polimérica,
oligomérica, fórmula Maior dificuldade de saída
artesanal). acidental da sonda.
Boa aceitação de fórmulas Permite nutrição enteral
hiperosmóticas. quando a alimentação gástrica
é inconveniente e inoportuna.
Permite a progressão mais
rápida para alcançar o valor
calórico total ideal.
Em razão da dilatação receptiva
gástrica, permite introdução
de grandes volumes em curto
tempo.
Fácil posicionamento da sonda.
Desvantagens Alto risco de aspiração em Requer realização de
pacientes com dificuldades endoscopia para posicionar o
neuromotoras de deglutição. dispositivo.
A ocorrência de tosse, Requer dietas normo ou hipo-
náusea ou vômitos favorece osmolares.
a saída acidental da sonda
nasoenteral.
Fonte: Vasconcelos (apud CUPPARI, 2014).
As vias de acesso para nutrição enteral seguem algumas
recomendações. Inicialmente, sua utilização deve durar de
© DIETOTERAPIA 45
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
3 a 4 semanas, com a posição da sonda podendo ser gástrica
(nasogástrica), duodenal (nasoduodenal) e jejunal (nasojejunal).
Acima desse período, a indicação é que seja realizada uma
troca para as estomias na faringe (faringostomia), gástrica
(gastrostomia) e jejunal (gastrojejunal), conforme mostra a
Figura 7.
Vias de Acesso
Fonte: Vasconcelos (apud CUPPARI, 2014).
Figura 7 Vias de acesso para localização da sonda para administração da nutrição
enteral.
Após o correto posicionamento da sonda para TNE, o
desafio é adequar o tipo de dieta a ser administrada, podendo
ser caseira ou industrializada. Lembre-se: em ambas, os devidos
cuidados devem ser tomados, principalmente para que não haja
o entupimento da sonda.
As soluções para alimentação enteral são classificadas de
acordo com alguns critérios:
Alimentos naturais: consistem em dietas processadas no
liquidificador que pode ser usadas para fornecer nutrição
completa por via oral ou através de um tubo dentro do estômago
(tubo nasogástrico, GEP, gastrostomia).
46 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Soluções poliméricas: formulações de macronutrientes em
forma de isolados de proteínas intactas, triglicérides e polímeros
de carboidratos, usada para fornecer nutrição completa por via
oral ou tubo de alimentação dentro do estômago. Por outro
lado, as soluções monoméricas são misturas de componentes
proteicos na forma de peptídeos e/ou aminoácidos; gorduras em
forma de triglicérides de cadeia longa (TCL) ou uma combinação
de TCL e triglicérides de cadeia média (TCM); e carboidrato na
forma de oligossacarídeo de glicose e maltodextrinas de amido
parcialmente hidrolisadas, projetadas para pacientes com
anormalidades digestivas e/ou absortivas.
Soluções metabólicas especiais: também são disponibilizadas
e projetadas para pacientes com requerimentos metabólicos
exclusivos, como insuficiência renal, hepática, cardíaca e
pulmonar, traumatismo, erros inatos do metabolismo, etc. mais
especificamente, alguns exemplos de desta classe de terapia
nutricional especialmente incluem os aminoácidos de cadeia
ramificada (BCAA) para pacientes com insuficiência hepática com
encefalopatia, bem como para alguns pacientes com falência
de múltiplos sistemas orgânicos, estresse, sepse, as misturas
de aminoácidos essências são úteis para alguns pacientes
com insuficiência renal; as soluções são ricas em gorduras e
pobres em carboidratos têm sido uteis para nutrir pacientes
com insuficiência pulmonar, sobretudo auxiliando o desmame
de ventiladores; e, mais recentemente, foi demonstrado que
as soluções imunomoduladoras estão associadas à incidência
diminuída de infecção, complicações de ferida ou internação
hospitalar de pacientes com câncer (p. ex., ácido graxo poli
insaturado ômega 3, ácido ribonucleico (RNA) e arginina.
Soluções moduladoras: consistem em componentes nutricionais
que podem ser administrados individualmente ou misturados
compondo soluções para atender as necessidades especiais
de um paciente, como mais calorias, mais nitrogênio, vários
minerais etc. Permitem que a equipe de suporte nutricional
ajuste ou suplemente a terapia dietética especificamente para
vários pacientes com ampla variedade de condições.
© DIETOTERAPIA 47
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Soluções de hidratação: são formuladas para fornecer água,
minerais e pequenas quantidades de carboidratos como
suplementação ou suporte humano mínimo primariamente
para pacientes desidratados e/ou caquéticos, embora também
sejam usadas por atletas engajados em atividades físicas ou de
condicionamento rigorosas.
Alimentos médicos: são distinguidos de outros alimentos por
serem projetados para fins dietéticos especiais ou como alimentos
para atendimento de alegações de saúde (fibras para prevenção
do câncer) e que devem ser consumidos sob supervisão médica.
Os produtos contendo um único nutriente promovido para
o tratamento de estados patológicos específicos (sulfato de
zinco para acrodermatite êntero-hepática) são regulados por
lei como fármacos, assim como todos os nutrientes injetáveis
ou intravenosos. Alguns critérios mínimos devem ser atendidos
para fins de classificação como alimento médico: o produto é um
alimento destinado à alimentação oral ou via tubo; o produto
é rotulado como sendo destinado ao manejo dietético de um
distúrbio médico, doença ou condição; e o produto é rotulado
para ser usado sob supervisão médica (WAITZBERG, 2017, p.
1037).
Importante: as ligações de hidrogênio são o tipo de força
intermolecular mais forte e, de acordo com uma definição
simplista, são observadas em moléculas que apresentam
hidrogênio (H) diretamente ligado a um dos três elementos mais
eletronegativos: flúor (F), oxigênio (O) ou nitrogênio (N).
Antes de prosseguir em seus estudos, realize as leituras
indicadas no Tópico 3.4, que tratam da terapia nutricional
enteral.
48 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR
O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária
e indispensável para você compreender integralmente os
conteúdos apresentados nesta unidade.
3.1. TERAPIA NUTRICIONAL
Nesta unidade, discutimos, de forma básica, a importância
da terapia nutricional na manutenção e recuperação do estado
nutricional do indivíduo. A fim de relembrar e complementar
seus conceitos acerca da terapia nutricional, sugerimos que
acesse:
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção
à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e
Temática. Manual de terapia nutricional na atenção
especializada hospitalar no âmbito do Sistema Único de
Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível
em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
manual_terapia_nutricional_atencao_especializada.
pdf. Acesso em: 4 ago.
3.2. TERAPIA NUTRICIONAL ORAL
As dietas hospitalares têm papel fundamental na
recuperação e manutenção do estado nutricional de pacientes
com curta permanência de internação ou para procedimentos
específicos. Acesse os links e aprofunde seus conhecimentos:
• USP – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Dietas
hospitalares e material de apoio. 2019. Disponível
© DIETOTERAPIA 49
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
em: https://edisciplinas.usp.br/mod/folder/view.
php?id=2470373. Acesso em: 4 ago. 2020.
• HOSPITAL SÃO LUIZ. Manual de dietas – Serviço de
Nutrição e Dietética. São Paulo: Hospital São Luiz, s.d.
Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.
php/4506519/mod_folder/content/0/MANUAL%20
DE%20DIETAS%20-%20Servic%CC%A7o%20de%20
Nutric%CC%A7a%CC%83o%20e%20Diete%CC%81tica.
pdf?forcedownload=1. Acesso em: 3 ago. 2020.
3.3. TERAPIA NUTRICIONAL PARENTERAL – TNP
Para relembrar e aprofundar seus conhecimentos sobre a
TNP, acesse:
• COSTA, M. J. C.; SILVA, E. M. Nutrição parenteral –
Uma abordagem metabólica para nutricionistas. João
Pessoa: UFPB, 2014. Disponível em: https://docplayer.
com.br/12186445-Uma-abordagem-metabolica-
para-nutricionistas-nutricao-parenteral-universidade-
federal-da-paraiba.html. Acesso em: 4 ago. 2020.
• WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral
na prática clínica. São Paulo: Atheneu, 2017. Parte 8:
Terapia nutricional parenteral. p. 1065-1196. (Disponível
na Biblioteca Virtual Pearson).
3.4. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL – TNE
No tópico anterior, discutiu-se resumidamente a respeito
da TNP e suas funcionalidades. Neste tópico, abordaremos mais
sobre a TNE, que é um conjunto de procedimentos terapêuticos
50 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
empregados para manutenção ou recuperação do estado
nutricional por meio da nutrição enteral. Uma das definições
mais utilizadas e abrangentes dela está na Resolução RDC nº 63,
de 6 de julho de 2000, da Anvisa. Acesse os links e confira mais
sobre a nutrição enteral.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de
Vigilância Sanitária. Resolução – RCD nº 63, de 6 de
julho de 2000. Diário Oficial [da] República Federativa
do Brasil, Brasília, 2000. Disponível em: http://
bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/
rdc0063_06_07_2000.html. Acesso em: 4 ago. 2020.
• WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral
na prática clínica. São Paulo: Atheneu, 2017. Parte 7:
Terapia nutricional enteral. p. 897-1064. (Disponível na
Biblioteca Virtual Pearson).
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para
você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em
responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos
estudados para sanar as suas dúvidas.
1) (HUJB – UFCG 2017). Os tipos de dietas hospitalares variam conforme o
estado de saúde do indivíduo. Sobre esse assunto, informe se é verdadei-
ro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a
sequência correta.
( ) A dieta branda é indicada para indivíduos que não necessitam de mo-
dificações dos nutrientes e da consistência.
( ) A dieta semilíquida também é utilizada como transição para a dieta
branda e geral.
© DIETOTERAPIA 51
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
( ) A dieta líquida é necessária quando há restrição na função digestiva, ou
mesmo no preparo para alguns exames.
( ) Na dieta branda, são incluídas frutas e hortaliças cruas.
( ) Na dieta geral, a distribuição padrão dos macronutrientes é: hiperglicí-
dica, normoproteica e normolipídica.
a) F – V – V – F – V.
b) F – F – V – F – F.
c) F – V – V – F – F.
d) V – V – V – F – F.
e) F – V – V – V – F.
2) (CH-UFPA 2016) A alimentação enteral é um método de prover nutrientes
no trato gastrintestinal (TGI) por meio de um tubo. As contraindicações
em Terapia de Nutrição Enteral (TNE), em geral, são relativas ou temporá-
rias em vez de serem definitivamente absolutas. As contraindicações mais
frequentes são as seguintes, EXCETO:
a) Expectativa de utilizar a TNE em período inferior a 3 dias para pacien-
tes desnutridos.
b) Íleo paralítico.
c) Hemorragia no TGI severa.
d) Fístula no TGI de alto débito (>500 ml/dia).
e) Pancreatite aguda severa.
3) (HUGG-UNIRIO, 2017) O objetivo principal da terapia nutricional parente-
ral é manter ou melhorar o estado nutricional e metabólico de pacientes
que, durante determinado período de tempo, não podem ser devidamen-
te nutridos por alimentação oral ou enteral. Sobre as características da
solução parenteral, é correto afirmar que:
a) Devem-se desconsiderar os aminoácidos no cálculo da osmolaridade
da solução parenteral, por serem nutrientes isotônicos.
b) Magnésio e cálcio não são normalmente parte das infusões
parenterais por não serem compatíveis com lipídios e por favorecerem
o crescimento bacteriano.
c) Uma emulsão lipídica em concentração a 10% (por cento) fornece 2,3
Kcal/ mL (quilocalorias por mililitro).
52 © DIETOTERAPIA
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
d) Os carboidratos são fornecidos como monoidrato de dextrose, o qual
fornece 3,4 Kcal/g (quilocalorias por grama).
e) Dois litros de uma solução a 20% (por cento) de aminoácidos fornecem
200 gramas de proteínas.
Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões
autoavaliativas propostas:
1) c.
2) a.
3) d.
5. CONSIDERAÇÕES
Esta unidade apresentou alguns aspectos básicos da terapia
nutricional oral, enteral e parenteral. O tema é extremamente
amplo, e, portanto, o ideal é que você complemente seus
estudos por meio das referências bibliográficas citadas e das
sugestões de leitura feitas no decorrer da unidade e no Conteúdo
Digital Integrador. Dando continuidade ao tema de Dietoterapia,
na próxima unidade, falaremos sobre a Dietoterapia no
tocante a desnutrição e estresse metabólico, doenças do trato
gastrointestinal, rim e pulmão. Bons estudos!
6. E-REFERÊNCIAS
Lista de figuras
Figura 2 Exemplo de uma refeição da dieta geral. Disponível em: https://edisciplinas.
usp.br/pluginfile.php/4506519/mod_folder/content/0/Dietas%20Hospitalares%20
2018.pdf?forcedownload=1. Acesso em: 3 ago. 2020.
© DIETOTERAPIA 53
UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
Figura 3 Exemplo de uma refeição da dieta branda. Disponível em: https://edisciplinas.
usp.br/pluginfile.php/4506519/mod_folder/content/0/Dietas%20Hospitalares%20
2018.pdf?forcedownload=1. Acesso em: 3 ago. 2020.
Figura 4 Exemplo de uma refeição de dieta pastosa. Disponível em: https://edisciplinas.
usp.br/pluginfile.php/4506519/mod_folder/content/0/Dietas%20Hospitalares%20
2018.pdf?forcedownload=1. Acesso em: 3 ago. 2020.
Figura 5 Exemplo de uma refeição de dieta leve. Disponível em: https://edisciplinas.
usp.br/pluginfile.php/4506519/mod_folder/content/0/Dietas%20Hospitalares%20
2018.pdf?forcedownload=1. Acesso em: 3 ago. 2020.
Figura 6 Exemplo de uma refeição de dieta líquida. Disponível em: https://edisciplinas.
usp.br/pluginfile.php/4506519/mod_folder/content/0/Dietas%20Hospitalares%20
2018.pdf?forcedownload=1. Acesso em: 3 ago. 2020.
Sites pesquisados
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Especializada e Temática. Manual de terapia nutricional na atenção especializada
hospitalar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Brasília: Ministério da Saúde,
2016. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_terapia_
nutricional_atencao_especializada.pdf. Acesso em: 3 ago. 2020.
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RCD nº 63, de 6 de julho de 2000. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
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Paulo: Hospital São Luiz, s.d. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.
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USP – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Dietas hospitalares e material de apoio. 2019.
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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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geradas pela indústria hoteleira. 2003. 47g. Monografia (Especialização) – Universidade
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CUPPARI, L. (Coord.). Guia de Nutrição: clínica no adulto. 3. ed. Barueri: Manole, 2014.
(Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar).
WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. São Paulo:
Atheneu, 2017. (Biblioteca Digital Pearson).
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UNIDADE 1 – TERAPIA ORAL, ENTERAL E PARENTERAL
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