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2 Ano - I Unidade

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SUMÁRIO

Apresentação............................................................ 3

Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Arte...................................................................... 7
Educação Física.................................................... 19
Língua Estrangeira – Inglês.................................. 29
Língua Portuguesa e Literatura Brasileira – LPLB. 41

Área de Matemática e suas Tecnologias


Matemática......................................................... 55

Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Biologia................................................................ 75
Física.................................................................... 89
Química............................................................... 103

Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias


Filosofia............................................................... 121
Geografia............................................................. 133
História................................................................ 151
Sociologia............................................................. 161

Atividade Complementar LPLB e Matemática


Atividade Complementar LPLB............................ 171
Atividade Complementar Matemática................ 183

LPLB
APRESENTAÇÃO

O Programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec) consiste em uma alterna-
tiva de ensino e aprendizagem que tem como público-alvo estudantes que moram em loca-
lidades de difícil acesso da zona rural, com o intuito de concluir as séries finais da Educação
Básica.
Nesse sentido, estamos disponibilizando um material de apoio ao seu estudo que contempla
os componentes curriculares do ensino médio, organizado e separado por unidades letivas,
contendo uma síntese dos conteúdos prioritários que serão trabalhados durante as aulas e
uma lista de exercício. Lembre-se que este material não tem o intuito de substituir o livro
didático, e sim, de fornecer mais um subsídio como complementação para o seu percurso de
ensino e aprendizagem.
Desejamos uma boa caminhada na unidade letiva.

Cordialmente,
Secretaria da Educação do Estado da Bahia
Área de
Linguagens,
Códigos e suas
Tecnologias

Arte
Educação Física
Língua Estrangeira – Inglês
Língua Portuguesa e Literatura
Brasileira – LPLB
Área do Linguagens, Códigos e suas
Unidade I
Conhecimento Tecnologias

Disciplina Arte Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

A IMPORTÂNCIA DA ARTE EM NOSSA VIDAS

Para começo de conversa, de onde vem a arte? Qual sua origem? Por que estudar arte? Esses
são apenas alguns questi onamentos que permearão sua mente ao longo de nosso estudo, já
que a práti ca de apreciar a arte em seus mais diversos campos de manifestação, não fazem
parte de seu coti diano, assim acredita você.
Todavia, mesmo sem ser percebida, a arte faz parte da nossa vida. Observe a variedade de
tênis e de mochilas entre seus colegas de classe e também as estampas de camiseta que você
usa. Por trás de toda essa variedade de modelos está o trabalho de um arti sta. Em uma fábrica
de automóveis, por exemplo, há departamentos de arte em que arti stas estudam, como deixar
os veículos mais bonitos e atraentes para o consumidor.
A arte também está presente na publicidade. As embalagens, os cartazes, as músicas que aju-
dam a propagar e vender os produtos são uma combinação entre a arte e o comércio. Num
supermercado, por exemplo, observe as cores existentes nas embalagens de biscoitos. Os de
chocolate são embalados em caixas ou papéis que têm inscrições e desenhos feitos em tons
marrons e os de morango com inscrições trabalhadas em vermelho. As escolas de publicidade,
têm em seus currículos, História da Arte, desenho, técnicas de pintura, para preparar o pu-
blicitário para ser um bom profi ssional e atender às exigências, de um público cada vez mais
conhecedor da arte. A publicidade hoje, até brinca com a arte, usando obras de pintores fa-
mosos nas propagandas. A arte, pode ser também, uma forma de expressão pessoal e de lazer.
Podemos pintar, fazer uma escultura, tocar um instrumento, compor uma música ou parti cipar
de um grupo teatral sem que isso esteja vinculado à indústria ou ao comércio.
Diante de tudo isso, se você prestar atenção ao seu redor, perceberá o quanto a arte está pre-
sente no seu dia a dia. Dessa forma, iniciamos nosso estudo perguntando a você: O que é arte?
Não consegue defi nir diretamente? Veja então, como alguns arti stas, defi niram esta ciência:
“O arti sta não desenha aquilo que vê, mas aquilo que precisa fazer os outros verem.” (Degas).
“Nada existe a que se possa dar o nome de arte. Existe apenas o arti sta” (Paulo Volker). “Dar
corpo e forma perfeita ao pensamento, isso que é ser arti sta. ”

7
Material de apoio do EMITEC

(David). “A única linguagem de uma cultura estabelecida e madura é a Arte.” (Peter Behrens).
Como você pôde observar, não existe apenas uma definição para arte. Arte é conhecimento
elaborado historicamente, que traz, em sua essência, a visão particular do artista, o seu olhar
crítico e sensível sobre o mundo. Ao estudarmos, no cotidiano, a organização de sons, ima-
gens, representações e movimentos, por meio das artes, sejam elas musicais, visuais, cênicas,
Arte

e também da própria cibernética, podemos compreender, de uma maneira mais abrangente, a


natureza, a produção da humanidade e também a nós mesmos. Assim como falar, ler e escre-
ver, a alfabetização estética e a artística, também são processos para interpretar, representar
e criar. Para isso, é necessário vivenciar situações que propiciem sensibilização, percepção,
reflexão, crítica, criação e expressão. Como saber elaborado pelo homem, arte é, ao mesmo
tempo, saber científico, estético e artístico, extremamente necessário, para que possamos ler
(interpretar) o mundo, interagindo com ele de forma poderosa, crítica e sensível.
Inúmeras, são as formas de comunicação, com as quais o ser humano de todos os povos,
países e culturas registraram a sua passagem por este planeta. Partimos da afirmação, de
que toda produção artística, nasce da história e faz parte do dia a dia das pessoas, que vivem
ou viveram essa história. Se toda criação, está carregada de sentimentos e pensamentos de
uma época, isso nos proporciona a possibilidade de conhecermos mais lugares e tempos, sem
nunca termos visitado esses locais. Essa produção do ser humano, chega até nós, como um
presente da História. E, quando a apreciamos, é como se visitássemos o passado, pois as ma-
nifestações artísticas das diferentes épocas nos revelam como as pessoas viveram e pensaram.
Além disso, muitas vezes, ao contemplarmos a produção artística, não podemos deixar de
pensar: E no futuro, como será?
Portanto, conhecer os acontecimentos e contextos, que historicamente, geraram as mais dife-
rentes produções artísticas ao longo dos séculos, faz parte dos nossos objetivos, o que certa-
mente oferecerá a você, diferentes maneiras de interpretá-los.
Historicamente, a arte tem raízes na Pré-história, precisamente no Paleolítico Superior. De lá
pra cá as mudanças nela são infindas, chegando ao nosso tempo, com marcas extremamente
significantes, que determinaram com certeza absoluta, não só a maneira de se ver o mundo
que nos cerca, como foram decisivas, para revolucionar as práticas e atividades exercidas por
nós ao longo dos séculos.

Elementos Básicos da Comunicação Visual

Os elementos visuais, constituem a substância básica, daquilo que vemos, e seu número é
reduzido: o ponto, a linha, a forma, a direção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escala e
o movimento. Por poucos que sejam, são a matéria-prima de toda informação visual, em ter-
mos de opções e combinações seletivas. A estrutura da obra visual, é a força que determina,
quais elementos visuais estão presentes e com qual ênfase essa presença ocorre.
A utilização dos componentes visuais básicos, como meio de conhecimento e compreensão,
tanto de categorias completas dos meios visuais, quanto de obras individuais é um método
excelente, para explorar o sucesso potencial e consumado de sua expressão.

8
2o ano – I Unidade

O ponto é a unidade de comunicação visual mais simples e irredutivelmente mínima.

Arte
Dois pontos são instrumentos úteis para medir o espaço no meio ambiente ou no desenvolvi-
mento de qualquer tipo de projeto visual. Aprendemos cedo a utilizar o ponto como sistema
de notação ideal, junto com a régua e outros instrumentos de medição, como o compasso.
Quando vistos, os pontos se ligam, sendo, portanto, capazes de dirigir o olhar. Em grande nú-
mero e justapostos, os pontos criam a ilusão de tom ou de cor, o que é o fato visual em que se
baseiam os meios mecânicos para a reprodução de qualquer tom contínuo.
Quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los indivi-
dualmente, aumenta a sensação de direção, e a cadeia de pontos se transforma em outro
elemento visual distintivo: a linha.
Nas artes visuais, a linha tem, por sua própria natureza, uma enorme energia. Nunca é estáti-
ca; é o elemento visual inquieto e inquiridor do esboço. A linha é muito usada para descrever
essa justaposição, tratando-se, nesse caso, de um procedimento artificial.
A linha descreve uma forma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a complexidade da
forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero.

Ao quadrado se associam enfado, honestidade, retidão e esmero; ao triângulo, ação, conflito,


tensão; ao círculo, infinitude, calidez, proteção.
Todas as formas básicas expressam três direções visuais básicas e significativas: o quadrado, a
horizontal e a vertical; o triângulo, a diagonal; o círculo, a curva.

A referência horizontal-vertical já foi aqui comentada, mas, a título de recordação, vale dizer
que constitui a referência primária do homem, em termos de bem-estar e maneabilidade.

9
Material de apoio do EMITEC

A direção diagonal tem referência direta com a ideia de estabilidade. É a formulação oposta, a
força direcional mais instável, e, consequentemente,
mais provocadora das formulações visuais.
Arte

As forças direcionais curvas, têm significados asso-


ciados à abrangência, à repetição e à calidez.

A cor é um fenômeno óptico, provocado pela ação, de um feixe de fótons sobre células espe-
cializadas da retina, que transmitem, através de informação pré-processada no nervo óptico,
impressões para o sistema nervoso. A cor tem maiores afinidades com as emoções. A cor tem
três dimensões que podem ser definidas e medidas.
Matiz ou croma é a cor em si e existe em número superior a cem.
Saturação, que é a pureza relativa de uma cor, do matiz ao cinza.
Luminosidade ou acromática, é o brilho relativo, do claro ao escuro, das gradações tonais ou
de valor.
A textura é o elemento visual que, com frequência, serve de substituto para as qualidades de
outro sentido, o tato. Todos os elementos visuais são capazes de se modificar e se definir uns
aos outros. O processo constitui, em si, o elemento daquilo que chamamos de escala. No cam-
po visual, seria a relação de dimensões entre duas ou mais formas.
A representação da dimensão em formatos visuais bidimensionais, também depende da ilusão.
A dimensão existe no mundo real. Porém reforçamos a ilusão no campo visual ao desenhar-
mos, pintarmos etc. O principal artifício para simulá-la é a convenção técnica da perspectiva.
Como no caso da dimensão, o elemento visual do movimento se encontra mais frequente-
mente implícito do que explícito no modo visual. O olho também se move em resposta ao
processo inconsciente de medição e equilíbrio através do “eixo sentido” e das preferências
esquerda-direita e alto-baixo.
Um quadro, uma foto ou a estampa de um tecido, podem ser estáticos, mas a quantidade de
repouso que compositivamente projetam, pode implicar movimento, em resposta à ênfase e
à intenção que o artista teve ao concebê-lo.
Resumo Elementos Básicos da Comunicação Visual, Donis A. Dondis.

A COR (ESTUDO DAS CORES)

As cores fazem parte do nosso dia a dia, impregnadas de simbologia e significados. Na natu-
reza estão distribuídas harmoniosamente, inspirando o homem na hora de sua aplicação nas
artes, na moda, publicidade, etc. Para melhor dominar o seu uso enquanto pigmento, identifi-
que suas características, efeitos, harmonia e temperatura.

10
2o ano – I Unidade

Círculo cromático: As cores que estudaremos a seguir


são baseadas nas demonstradas no círculo cromático
disponível ao lado.

Arte
 

Veja o código das cores de acordo com os números:


1ª = primárias
2ª = secundárias
3ª = terciárias
PRINCIPAIS CORES
Cores Primárias:
O amarelo, o azul e o vermelho são cores primárias. Ou seja, elas são puras, sem mistura. É a
partir delas que são feitas as outras cores.

Amarelo Azul Vermelho

Cores secundárias:
O verde, o laranja e o roxo são cores secundárias. Cada uma delas é formada pela mistura de
duas primárias.

(Amarelo + Vermelho)
(Amarelo + Azul) Verde (Azul + Vermelho) Roxo
Laranja
 

11
Material de apoio do EMITEC

Cores terciárias:
As cores terciárias são resultante da mistura de cores primárias com secundárias como exem-
plificado nas misturas abaixo.
Arte

(Vermelho + Roxo) (Vermelho + Laranja) (Azul + roxo)


Vermelho arroxeado Vermelho alaranjado Azul arroxeado
     

(Amarelo + Laranja) (Amarelo + Verde) (Azul + verde)


Amarelo alaranjado Amarelo esverdeado Azul esverdeado
 
Cores neutras:

O preto o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras formam as cores
neutras. As demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura com o preto, o
branco ou o cinza, também se tornam cores neutras. As mais comuns são o marrom e o bege.

  
EFEITOS CROMÁTICOS
Manipulando as cores é possível obter diversos efeitos cromáticos. Entre eles destacam-se os
seguintes:
Monocromia:
Corresponde à variação tonal de apenas uma cor, com nuanças para o claro, quando misturada
ao branco ou para o escuro com a obtenção do acréscimo do preto.

12
2o ano – I Unidade

Arte
Tonalidade:
É a variação tonal de uma cor, que pode ser conseguida num processo de escala ou degradé.

 
Policromia:
Ocorre numa composição com a combinação de mais de três cores organizadas separadamente.

 
Matiz:
Matiz é a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, por exemplo,
são matizes. Para se mudar o matiz de uma cor, acrescenta-se a ela outro matiz.
 

HARMONIA CROMÁTICA
Cores análogas:
São as cores que não apresentam contraste entre si. Elas são constituídas de uma base cromá-
tica em comum. São vizinhas no disco cromático.

13
Material de apoio do EMITEC

Cores complementares:
São cores contrastantes entre si. Nelas não há pigmentos em comum, por isso quando mistu-
radas formam, completam a soma de todas as cores. No disco cromático estão localizadas em
Arte

posição oposta.

posição oposta.

 
TEMPERATURA DAS CORES
 

Cores quentes: São as cores que transmitem Cores frias: Caracterizam-se pelas cores
calor, alegria e luz, a exemplo do amarelo,   menos vibrantes, melancólicas, calmas,
laranja e vermelho. comum do verde, roxo e azul

Disponível em: <http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/index.php>. Acesso em: 17 dez. 2012.

14
2o ano – I Unidade

REFERÊNCIAS

DONDIS, Donis. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo, Martins Fontes, 1997.

Arte
Proença, Graça. História da Arte. São Pulo: Ática, 1990.
Sites:
<http://www.amopintar.com/aprender-online/composicao.html>.
<http://acordagente.blogspot.com.br/http://www.flickr.com/photos/e_nigma/4422548020/
http://www.arteeeducacao.net/ritmo/rendados-02.html>.

<http://antoniomachadoartes.blogspot.com.br/2011/03/bote-traineira-atuneira-e-barco-
-html-html>.
<http://www.brunoavila.com.br/avante/backgrounds/200lindastexturasgratisparabackgroun
ddesites.html>.
<http://esteticaemcomunicacaouniube.blogspot.com.br/2009/10/efeitosvisuaisdeprofundi-
dade.html>.
<http://letsgorunaway.blogspot.com.br/2010/06/monstertrucknitro2maisjogosno.html>.
<http://paranarevest.com.br/texturascuritiba/>.
<http://pt.scribd.com/doc/62759818/agata-leonardo-2009-composicao-da-imagem-elemen-
tos-html>.
<http://pt.scribd.com/doc/40102794/Apostila-de-Artes-Plasticas-Para-Alunos-html>.
<http://simpatiaeesculacho.blogspot.com.br/2006/12/umaverticalseparadestinosoblo.html>.

LISTA DE EXERCÍCIOS

Observe o desenho do círculo cromático e responda as questões 01,02 e 03 abaixo.

15
Material de apoio do EMITEC

Questão 01 – Defina o que é harmonia por CORES ANÁLOGAS. Exemplifique.

Questão 02 – ... Contorna e delimita objetos e coisas de modo geral. Visualmente enquanto
Arte

forma, sua largura é extremamente estreita e seu comprimento é bem evidente. A definição
acima corresponde a qual elemento visual?
( ) cor ( ) espaço ( ) linha ( ) ponto

Questão 03 – Apreciando a imagem abaixo, liste os elementos visuais básicos da comunica-


ção que estão presentes na obra da artista Beatriz Milhases.

Disponível em: <www.artedomundo com.br/>. Acesso em: 13 nov. 2013.

Questão 04 – O que são CORES FRIAS? Exemplifique.

Questão 05 – Após analisar a imagem abaixo, identifique quais elementos visuais básicos
fazem parte desta obra.

Disponível em: <www.blogumacandeia.com.br/>. Acesso em: 13 nov. 2013.

A) O ponto, a textura, a forma, a direção, e o tom.


B) O ponto, a escala, a forma, a direção, e o tom.
C) O ponto, a linha, a forma, a direção, e o tom.
D) O movimento, a direção, o tom, a forma e a escala.
E) O movimento, o ponto, o tom, a forma e a escala.

16
2o ano – I Unidade

Questão 06 – O que são CORES NEUTRAS?

Questão 07 – Após analisar a imagem abaixo, identifique qual elemento visual NÃO faz parte

Arte
desta obra.

Disponível em: <www.artemundial.com.br/>. Acesso em: 16 nov. 2013.

a) a textura b) o movimento c) o tom d) o ponto e) a linha

Questão 08 – Identifique marcando com um X, qual das imagens abaixo é composta apenas
pelo elemento básico da comunicação considerado a unidade mais simples.


Imagem A Imagem B Imagem D Imagem C

Questão 09 – Identifique quais elementos visuais básicos fazem parte da obra abaixo:

a) O ponto, a textura, a forma, a direção e o tom.


b) O ponto, o movimento, a escala, a forma, a dire-
ção e a linha.
c) O ponto, a linha, a forma, a direção e o tom.
d) O movimento, a direção, o tom, a forma e a es-
cala.
e) O movimento, o ponto, o tom, a forma e a escala.
Disponível em: <www.uma candeia.blogspot.
com>. Acesso em: 10 dez. 2013.

17
Material de apoio do EMITEC

Questão 10 – Observe o círculo cromático e identifique quais são as cores primárias, secun-
dárias e terciárias através de acordo com os números.
Arte

1ª -..................................................................

2ª -..................................................................

3ª -...........................................................................

Referências

Sites:
<http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/index.php>.
<http://www.supletivounicanto.com.br/>.
<http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g294305-d1007866-Reviews-Museum_
of_Pre_Columbian_Art_Museo_Chileno_de_Arte_Precolombino-Santiago.html>.
<http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/index.php>.
<http://www.supletivounicanto.com.br/>.
<http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g294305-d1007866-Reviews-Museum/>.
Acesso em: 13 out. 2013

18
Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Educação Física Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

TEXTO 01

O ESPORTE DE RENDIMENTO NO BRASIL: DUAS FACES DE UMA MESMA

MOEDA

O esporte em si tráz consigo uma gama de benefí cios aos seus prati cantes. Neste arti go não
vamos analisar como benefí cios parâmetros de saúde e fi siológicos, mas os sociais. O esporte
no seu conteúdo pode ser executado de diferentes formas e buscam diferentes resultados
como desempenho e rendimento ou como um fator educacional nas escolas.
Nos dias atuais há discursos afi rmando que o esporte é um meio de inclusão social, e essa
afi rmação vem sendo difundida por várias pessoas ligadas ao mesmo, mas todos sabemos que
são poucos os que necessariamente, vivem do esporte, em sua grande maioria os prati cantes
do esporte como forma de rendimento fi cam pelo caminho e necessitam de outra forma de
renda para sobreviverem.
Esse arti go não entra em pauta e nem criti ca o esporte de rendimento, mas a sua forma e seus obje-
ti vos. O poder público incenti va a formação de atletas através de bolsas, mas não há um diagnósti co
sobre a condição de vida do mesmo. Atualmente, não há acompanhamento educacional e muitas
escolas se transformaram em minicentros de treinamentos, onde o indivíduo deixa de ser aluno e
torna-se atleta. Neste caso, a Educação Física tem como objeti vos formar atletas e não cidadãos.
Muitos atletas em fi nal de carreira não têm um parâmetro do que vão fazer ao encerrá-la, há
casos de indivíduos que perderam tudo que adquiriram na sua carreira esporti va, então cabe ao
poder público repensar sua políti ca de esporte e lazer no país e repensar todos esses aspectos
para que o Brasil consiga ter êxito no esporte de rendimento, e a educação fí sica escolar, como as
demais disciplinas, consti tuir seu papel na escola de formar cidadãos críti cos em termos gerais.

19
Material de apoio do EMITEC

TEXTO 02
Educação Física

ESPORTE

Esporte: entendido como uma prática motora/corporal:


• Orientada a comparar um determinado desempenho entre indivíduos ou grupos;
• Regido por um conjunto de regras que procuram dar aos adversários iguais condições de
oportunidade para vencer a contenda e, dessa forma, manter a incerteza do resultado.

INTRODUÇÃO AO ESPORTE

Falar sobre o esporte, enquanto manifestação da Cultura Corporal, significa discutir o que este
Conteúdo foi, desde sua origem histórica até a atualidade. Esta abordagem permitirá reflexões
sobre as possibilidades de recriar o conceito de esporte, por meio de uma intervenção cons-
ciente.
 No início do século XIX, o desenvolvimento da sociedade capitalista tornava cada vez mais
profunda a divisão do trabalho – funções braçais, ligadas ao esforço físico, e atividades intelec-
tuais, ligadas ao intelecto. Essa divisão separava as pessoas em classes sociais, ou seja, classe
dirigente/elite e trabalhadores.
Configurou-se um quadro em que a separação entre elite (econômica, política e intelectual) e
trabalhadores se refletia nos costumes e formas de viver de ambas as classes. As classes so-
ciais realizavam atividades que as distinguiam entre si, e uma dessas atividades era o esporte.
Os objetivos e significados da prática esportiva eram diferentes para cada classe social. Para
a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com o estudo. Para a
classe trabalhadora, os chamados jogos populares estavam ligados às suas raízes culturais. A
elite considerava vulgar o esporte realizado pelos trabalhadores, por essa razão impôs outra
forma de prática esportiva mais adequada aos costumes criados e valorizados pela elite. Você
pode se imaginar vivendo naquela época? Tudo ainda era novo, as grandes indústrias estavam
crescendo virtuosamente, e com tal crescimento havia também uma maior evidência das desi-
gualdades que se instauravam. Essas desigualdades se evidenciavam e eram, potencialmente,
fontes de revoltas, resistências e manifestações político-econômicas, ou seja, fontes de de-
sestabilização da ordem vigente. A padronização das práticas esportivas e o estabelecimento
de suas regras de maneira rígida, sem possibilidades de qualquer contestação e/ou reflexão,
contribuíam para a desmobilização de resistências, para o desenvolvimento da ideia de que
questionar e quebrar regras são atitudes que impedem a organização e a estabilidade social.
Utilizou-se o esporte como estratégia educativa para o ocultamento e/ou mascaramento das
lutas sociais. A difusão mundial da prática desportiva, porém, não foi imediata. A dimensão
social alcançada pelo esporte, atualmente, contou com importantes fatores, tais como: o sur-
gimento de novas escolas para a classe média e redução da jornada de trabalho; formação de
clubes esportivos; esporte como fator de contenção da classe trabalhadora; os jogos olímpicos
como expressão máxima do fenômeno esportivo (ASSIS, 2001).

20
2o ano – I Unidade

TEXTO 03

Educação Física
INTRODUÇÃO AO ESPORTE

Sistema de classificação de esportes com base nos critérios: cooperação, interação com o
adversário, ambiente, desempenho comparado e objetivos táticos da ação.
Parece fácil, mas não é tão simples assim. Compreender as diferenças entre esporte individual
e coletivo envolve uma série de relações não só entre os participantes do mesmo grupo como
entre os oponentes. Após várias leituras sobre o tema, encontramos este artigo de Gonzales,
onde esta interpretação da natureza dos jogos contempla nosso entendimento.
Leiam o interessante texto e utilizem esta referência para construir um entendimento acerca
do assunto. Boa leitura.

Classificação dos Esportes: Relação de Cooperação e Oposição

Dentro das classificações possíveis neste trabalho, optou-se, inicialmente, por aquela que
permite dividir os esportes em quatro grandes categorias a partir da combinação de outras
duas distribuições, o que permite construir uma matriz de análise que, embora não inclua
todos os esportes, envolve uma importante parte do universo das modalidades. De forma
resumida, pode-se dizer que os critérios são: a) se existe ou não relação com companheiros e,
b) se existe ou não interação direta com o adversário. Com base nesses princípios é possível
classificar as modalidades em individuais ou coletivas, quando utilizado o critério relação com
os companheiros, e com e sem interação direta com o adversário, quando o critério utilizado
é a relação com o oponente.
Com base no primeiro critério os esportes podem ser classificados como individuais, segundo
seu próprio nome indica, quando o sujeito participa sozinho durante a ação esportiva total
(duração da prova, do jogo), sem a participação colaborativa de um colega, e em esportes
coletivos, quando as modalidades exigem, pela sua estrutura e dinâmica, a coordenação das
ações de duas ou mais pessoas para o desenvolvimento da atuação esportiva.
Já quando considerada a relação com o rival como critério de classificação, a interação com
o adversário pode ser identificada como a característica central dos esportes com oposição
direta. Essa condição exige dos participantes adaptações e mudanças constantes na atuação
motora em função da ação e da antecipação da atuação do adversário.
Estes esportes também podem, de forma mais ampla, ser denominados de atividades motoras
de situação, definidas como "atividades ludomotoras que exigem dos sujeitos participantes
antecipar as ações do/s adversário/s (e colega/s se a atividade for em grupo) para organizar
suas próprias ações orientadas a alcançar o/s objetivo/s das atividades lúdicas" (GONZALEZ,
1999, p. 4). Outros autores denominam a condição de interação com o adversário de oposição
direta (RIERA, 1989), da mesma forma que a categoria com interação supõe a presença do
adversário que se enfrenta diretamente, o qual procura a todo momento neutralizar a atuação
do rival.

21
Material de apoio do EMITEC

Combinando estas duas classificações teremos as seguintes categorias:


Educação Física

• Esportes individuais em que não há interação com o oponente: são atividades motoras
em que a atuação do sujeito não é condicionada diretamente pela necessidade de
colaboração do colega nem pela ação direta do oponente.
• Esportes coletivos em que não há interação com o oponente: são atividades que requerem
a colaboração de dois ou mais atletas, mas que não implicam a interferência do adversário
na atuação motora.
• Esportes individuais em que há interação com o oponente: são aqueles em que os
sujeitos se enfrentam diretamente, tentando em cada ato alcançar os objetivos do jogo
evitando concomitantemente que o adversário o faça, porém sem a colaboração de um
companheiro.
• Esportes coletivos em que há interação com o oponente: são atividades nas quais
os sujeitos, colaborando com seus companheiros de equipe de forma combinada,
se enfrentam diretamente com a equipe adversária, tentando em cada ato atingir os
objetivos do jogo, evitando ao mesmo tempo que os adversários o façam.

O Quadro 1 mostra alguns exemplos:

Quadro 1: Classificação em função da relação de cooperação e oposição

Sem interação com o adversário


Esporte Com interação com o adversário

Basquetebol Acrosport
Futebol Ginástica ritmica desportiva (rupo)
Coletivo Futsal Nado sincronizado
Softbol Remo
Voleibol
Badminton
Judô
Atendimento (provas de campo)
Individual Paddle
Ginástica olímpica
Peteca
Natação
Tênis

Fonte: <http://www.efdeportes.com/efd71/esport01.gif>.

Classificação dos Esportes: em função das características do ambiente físico onde se realiza a
prática esportiva.
Quando se observa o ambiente físico no qual se realiza a prática esportiva, pode-se perceber
que a atuação dos praticantes é afetada de forma diferente por ele. Estas formas diferenciadas
de o ambiente físico afetar as práticas motoras permitem classificar os esportes no mínimo

22
2o ano – I Unidade

em duas categorias. Uma reúne o conjunto de esportes que se realizam em ambientes que

Educação Física
não sofrem modificações, isto é, não criam incertezas para o praticante no momento em que
ele o conhece. Uma segunda categoria agrupa o conjunto de esportes em que o ambiente
produz incertezas para o praticante, com base nas mudanças permanentes do ambiente físico
onde se pratica a modalidade ou quando o mesmo é desconhecido pelo atleta. Assim, nesta
lógica, as práticas motoras institucionalizadas classificam-se em:
• Esportes sem estabilidade ambiental ou praticados em espaços não-padronizados: São
aqueles que se realizam em espaços mutáveis e que, consequentemente, apresentam
incertezas para o praticante, exigindo dele a permanente adaptação de sua ação motora
às variações do ambiente.
• Esportes com estabilidade ambiental ou praticados em espaços padronizados: São os que
se realizam em espaços estandardizados e que não oferecem incertezas para o praticante.
    
O Quadro 2 mostra alguns exemplos.

Quadro 2: Classificação em função das características do ambiente físico onde se realiza a


prática esportiva.

Esportes sem estabilidade ambiental: Esportes com estabilidade ambiental

Basquetebol
Canoagem Ginástica rítmica desportiva
Corrida de orientação Judô
Iatismo Mountain-bike Nado sincronizado
Natação (em piscina)

Fonte:<http://www.efdeportes.com/efd71/esport02.gif>

Classificação dos Esportes: em função da lógica da comparação de desempenho e princípios


táticos.
Este processo de análise das características esportivas permite identificar dentro das categorias
de esportes com e sem interação direta com o adversário subcategorias que se vinculam a di-
ferentes critérios. Para os esportes sem interação o critério utilizado é o tipo de desempenho
motor8 comparado para designar o vencedor nas diferentes modalidades. Já para os esportes em
que há interação o critério de classificação liga-se ao objetivo tático da ação, ou seja, a exigência
que é colocada aos participantes pelas modalidades para conseguir o propósito do confronto
desportivo.
Assim, observamos que nos esportes sem interação com o adversário tem-se diferentes tipos
de resultados como elemento de comparação de desempenho, permitindo classificar as mo-
dalidades em:
• Esportes de “marca”: são aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é um
registro quantitativo de tempo, distância ou peso.

23
Material de apoio do EMITEC

• Esportes “estéticos”: são aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é a
qualidade do movimento segundo padrões técnico-combinatórios.
Educação Física

• Esportes de precisão: são aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é a
eficiência e eficácia de aproximar um objeto ou atingir um alvo.
• Já os esportes com interação com o adversário, adaptando a classificação de Almond (ci-
tado em DEVIS e PEIRÓ,1992) e dando ênfase aos princípios táticos do jogo, podem ser
divididos em quatro categorias:
• Esportes de combate ou luta: são aqueles caracterizados como disputas em que o(s)
oponente(s) deve(m) ser subjugado(s), com técnicas, táticas e estratégias de desequilíbrio,
contusão, imobilização ou exclusão de um determinado espaço na combinação de ações
de ataque e defesa (BRASIL, 1998, p. 70).
• Campo e taco: compreendem aqueles que têm como objetivo colocar a bola longe dos
jogadores do campo a fim de recorrer espaços determinados para conseguir mais corridas
que os adversários.
• Esportes de rede/quadra dividida ou muro: são os que têm como objetivo colocar
arremessar/lançar um móvel em setores onde o(s) adversário(s) seja(m) incapaz(es) de
alcançá-lo ou forçá-lo(s) para que cometa/m um erro, servindo somente o tempo que o
objeto está em movimento.
• Esportes de invasão ou territoriais: constituem aqueles que têm como objetivo invadir o
setor defendido pelo adversário procurando atingir a meta contrária para pontuar, prote-
gendo simultaneamente a sua própria meta.

Nesse sentido, com base nas categorias descritas, pode ser montado um sistema que reúne
o conjunto de classificações e permite localizar os diferentes tipos de esportes (Quadro 3). É
possível realizar essa classificação em função das quatro categorias descritas: a) a relação com
o adversário, b) a lógica de comparação de desempenho, c) as possibilidades de cooperação e,
d) as características do ambiente físico onde se realiza a prática esportiva.
O sistema de classificação apresentado não é completo, existem esportes que nele não estão
contemplados (por exemplo, o kabaddi, esporte nacional da Índia, aqui classificado como es-
porte de luta e coletivo, poderia entender-se que não é compatível com esta classificação).
Esta estrutura, contudo, possibilita a classificação da maioria das modalidades esportivas co-
nhecidas, habilitando uma análise criteriosa dos elementos particulares do universo esportivo
e permitindo mapear os elementos comuns entre diversas modalidades.
As características da lógica interna dos esportes condicionam decisivamente os procedimen-
tos de ensino e treinamento. Dessa forma, este conhecimento é fundamental para o profissio-
nal que pretenda mediar entre as manifestações esportivas e os sujeitos, haja vista que o re-
conhecimento das especificidades da modalidade permitirá hierarquizar os conteúdos (o que
ensinamos) e selecionar de forma adequada os procedimentos de ensino (como ensinamos).

24
2o ano – I Unidade

Referências

Educação Física
<http://www.artigos.com/artigos/saude/esportes/o-esporte-de-rendimento-no-brasil:-duas-
-faces-de-uma-mesma-moeda.-14088/artigo/#.UNsV8-Qmc3>. Acesso em: 26 dez. 2012.
GONZALEZ, Fernando J. Sistema de classificação de esportes com base nos critérios: coope-
ração, interação com o adversário, ambiente, desempenho comparado e objetivos táticos
da ação. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd71/esportes.htm>. Acessado em: 4
abr. 2011.
Educação Física / vários autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006. –248 p.

LISTA DE EXERCÍCIOS

Questão 01: Exercício  físico,  prazer,  diversão,  fazer  amigos  ou  ficar  em  forma.  Qual-
quer uma dessas razões podem motivar uma pessoa a praticar algum  esporte. Sendo as-
sim como podemos definir o esporte?
a) é  uma  atividade  física  e  que  geralmente  não  visa  a  competição  entre  pratican-
tes.  Para  ser  esporte  tem de  haver  envolvimento  de  habilidades  e  capacidades  moto-
ras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade entre opostos.
b)  é uma atividade física ou mental sujeita a determinados regulamentos e que geralmen-
te visa a competição entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de ha-
bilidades e capacidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e com-
petitividade entre opostos.
c) é  uma  atividade  mental  sujeita  a  determinados  regulamentos  e  que  geralmen-
te visa a competição entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de ha-
bilidades e capacidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e com-
petitividade entre opostos.
d)  é uma atividade mental sujeita a determinados regulamentos e que não visa a competi-
ção entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de habilidades e capa-
cidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade en-
tre opostos.
e)  é uma atividade com regulamentos e que geralmente visa a brincadeira entre pratican-
tes.  Para  ser esporte  tem  de  haver  envolvimento  de  habilidades  e  capacidades  moto-
ras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade entre opostos.

Questão 02 – Quais os primeiros povos a praticar esportes que se tenha registro?
a) Ingleses e Japoneses
b) Franceses e Alemães
c) Brasileiros e Argentinos
d) Gregos e Persas
e) Egípcios e Africanos

25
Material de apoio do EMITEC

Questão 03 – O que o esporte na escola deve produzir nos alunos?
Educação Física

a) Competição
b) Atletas
c) Atitude de cooperação
d) Exclusão
e) Euforia

Questão 04 – No início do século XIX, objetivos e significados da prática esportiva eram di-
ferentes para cada classe social. Qual era o objetivo e o significado do esporte para a elite?
a) Para a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com o estu-
do.
b Para a elite, o esporte complicava a vida dos seus filhos, que ocupavam o tempo somen-
te com o estudo.
c) Para a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com o jogo.
d) Para a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com brin-
cadeira.
e) Para  a  elite,  o  esporte  cansava  seus  filhos,  que  ocupavam  o  tempo  somen-
te com o trabalho.

Questão 05 – No  início  do  século  XIX  a  elite  considerava  vulgar  o  esporte  realizado  pe-
los trabalhadores. Para a classe trabalhadora, os chamados jogos populares estavam ligados às:
a) suas famílias;
b) suas realizações;
c) suas vidas;
d) suas atividades físicas;
e) suas raízes culturais.

Questão 06 – Descreva como o esporte pode ser classificado:

Questão 07 – Como definimos os esportes individuais em que não há interação com o opo-
nente?

Questão 08 – Como podemos definir os esportes individuais em que há interação com o opo-
nente?

Questão 09 – Cite 3 exemplos de esportes coletivos com interação com o adversário.

26
2o ano – I Unidade

Questão 10 – Cite 2 exemplos de esportes individuais sem interação com o adversário.

Educação Física
REFERÊNCIAS

Educação  Física  /  vários  autores.  –  Curitiba:  SEED-PR,  2006.  248  p.

COLETIVOS de Autores. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez, 1993.
DARIDO,  Suraya.  Souza  Júnior, Osmar M. Para  ensinar  educação  física:  Possibilida-
des de interveção na escola, Campinas, SP: Papirus, 2.

27
ANOTAÇÕES
Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Língua Estrangeira – Inglês Ano 2º

MATERIAL DE APOIO
1.0 SIMPLE PRESENT TENSE

Disponível em: <htt ps://www.google.com.br/search?q=garfi eld+em+ingl%C3%AAs&tbm=isch&tbo=u&source=u


niv&sa=X&ei=ByCzUv_YG8aDkQeW1IHwDQ&ved=0CCsQsAQ&biw=1600&bih=793>.

Descreve um fato ou estado permanente, ou uma ação que acontece com frequência no pre-
sente. A forma básica do presente dos verbos principais na afi rmati va é a mesma do infi niti vo
(aquela forma que você encontra no dicionário) sem o to (to smoke ® smoke) com exceção das
3as pessoas do singular (he/she/it) que sofrem uma alteração.
1.1 O Simple Present Tense expressa um fato, um acontecimento, ações habituais no
Presente.
He WASHES the car.
Classes START at seven.
I always LISTEN to the radio.

1.2 O Simple Present Tense expressa também verdades universais e ações futuras plane-
jadas.
BirdsFLY.
The train LEAVES in twenty minutes.

29
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC

AffirmativeForm b) Verbos terminados em y antecedido de


1. Para as pessoas I (eu), you (você), we (nós), consoante: retirar o y e adicionar -ies aos
you (vocês) e they (eles, elas), conjugamos verbos terminados em consoante + y:
os verbos no Presente, retirando apenas o
To study( estudar)
to do infinitivo:
He studies(ele estuda)
Verb: To dance
she studies (ela estuda)
Exemplos: t studies (ele/ela estuda)
I dance ( eu danço) To cry( chorar)
you dance ( você dança)
he cries (ele chora)
we dance ( nós dançamos)
she cries (ela chora)
you dance ( vocês dançam)
it cries (ele/ela chora)
they dance ( eles/elas dançam)
c) Aos verbos com outras terminações quais-
2. Para as pessoas he (ele), she (ela) e it (ele, quer, inclusive vogal + y, adicionar somen-
ela), devemos: te um -s:
a) Adicionar -es quando o verbo terminar em To dance
ss, sh, ch, x, z, e o:
he dances ( ele dança)
Tokiss ( beijar) she dances ( ela dança)
He kisses (ele beija) it dances ( ele/ela dança)
she kisses (ela beija)
it kisses (ele/ela beija) To stay( ficar)

Togo (ir) He stays (ele fica)


she stays (ela fica)
He goes (ele vai) it stays (ele/ela fica)
she goes (ela vai)
it goes (ele/ela vai)

Negative Form sujeito + doesn’t ou don’t + verbo no infini-


tivo sem o to
Usamos doesn’t(= does not (não) para as pes-
soas he, she, it e don’t ( = do not ( não)) para Exemplo com o verbo to study:
as demais pessoas. O verbo, que vem depois
I don’t study (eu não estudo)
de doesn’t ou don’t, não sofre mudanças, isto
you don’t study (você não estuda)
é, fica na forma infinitivo sem o to.
he doesn’t study (ele não estuda)
he doesn’t study (ela não estuda
it doesn’t study (ele/ela não estuda
we don’t study (nós não estudamos
you don’t study (vocês não estudam
they don’t study (eles/elas não estudam)

30
2o ano – I Unidade

L. Estrangeira – Inglês
Interrogative Form
Colocamos does antes das pessoas he, she, it
e do antes das demais pessoas. O verbo fica
no infinitivo sem o to.
Do ou does + sujeito + verbo no infinitivo
sem o to

Exemplo com o verbo to study:


do I study?
do you study?
does he study?
does she study?
does it study?
do we study?
do you study?
do they study?

1.3 ADVERBS OF FREQUENCY

Usados para falar com que frequência algo acontece. Alguns advérbios de frequência mais
usados:
• never [nunca, jamais]
• always [sempre]
• often [frequentemente, com frequência]
• sometimes [às vezes]
• usually [geralmente]
• rarely [raramente]
• seldom [raramente]

Alguns exemplos:

I always read Denilso’s blog. [Eu sempre leio o blog do Denilso.]


My brother never goes to church. [Meu irmão nunca vai à igreja.]
My father rarely watches soap operas. [Meu pai raramente assiste a novelas.]

31
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC

FORMA: Advérbios de frequência normalmente aparecem imediatamente antes do verbo


em sentenças afirmativas, mas depois do verbo “BE”.

He is always at home in the evening. [Ele sempre está em casa à noite.]


I am never late for school. [Eu nunca estou atrasado para a escola.]
They are often annoying. [Ele frequentemente são irritantes.]

2.0 SIMPLE PAST TENSE

Disponível em: <http://tx.english-ch.com/teacher/angelyn/level-b/simple-past-tense/>. Acesso em: 18 dez. 2013.

Past simple ou simple past tense (passado simples) indica algo que começou no passado e
que já terminou também no passado. Ou seja, não tem continuidade no presente. A maioria
dos verbos em inglês é dividida em verbos regulares (regular verbs) e verbos irregulares (irre-
gular verbs). Os irregulares são os verbos que não são conjugados da mesma maneira que os
regulares e para os quais não existe uma regra geral; para cada verbo irregular há uma forma
específica. Essa diferença, no entanto, vale apenas para a forma afirmativa. Veja alguns exem-
plos (em itálico o verbo irregular conjugado e entre parênteses o verbo no infinitivo, ou seja,
sem conjugação):
I saw her yesterday night (to see);
Carlos brought us some beers (to bring);
Erica wrote a letter to me (to write);
*Já os verbos regulares sempre terminarão em -ed. Veja alguns exemplos:
I played guitar with my friends (to play);
James watched Ice Age 4 with his girlfriend (to watch);
We travelled to Italy last year (to travel);

2.1 Se o verbo tiver uma única sílaba ou terminar em sílaba tônica formada por consoan-
te/vogal/consoante, dobra-se a última consoante antes de acrescentar o ed:
stop – stopped / occur – occurred / rob – robbed / plan – planned /shop – shopped
2.2 Os verbos terminados em y precedido de consoante trocam o y por -ied:
study – studied /carry – carried / worry – worried

32
2o ano – I Unidade

L. Estrangeira – Inglês
FORMA NEGATIVA E INTERROGATIVA:

As formas negativas e interrogativas do Past Simple são feitas com o verbo auxiliar Did (passa-
do de Do), acompanhado do verbo principal no infinitivo sem to.
1. Forma Negativa
Para formar uma oração negativa no Simple Past, usa-se did not (DIDN’T) para todas as pesso-
as, pois como já vimos anteriormente, no SimplePast o verbo não é flexionado em nenhuma
pessoa, repetindo-se em todas elas. O verbo auxiliar (did) + not posiciona-se sempre entre o
sujeito e o verbo principal. Observe o exemplo:
You did not work in a bookstore. (Você não trabalha em uma banca de revistas)
* FORMAS ABREVIADAS: did not – didn’t. Ambas as formas são corretas e bastante comuns na
Língua Inglesa. Observe alguns exemplos com as formas abreviadas:
Steve didn’t work as much as Paul. (Steve não trabalhou tanto como Paul.)
We didn’t say that! (Nós não falamos isso!)
NEGATIVE FORM: SUJEITO + DID NOT + VERBO NO INFINITIVO SEM TO

2. Forma Interrogativa

Para formar uma oração interrogativa no Past Simple, usa-se DID antes do sujeito. O verbo
permanece no infinitivo sem “to”, uma vez que no Simple Past o verbo não é flexionado em
nenhuma pessoa, repetindo-se em todas elas. Veja:
Did you work in a book stoore? (Você trabalha em uma banca de revistas?)
Did he call me yesterday? (Ele me ligou ontem?)
Why did he do that? (Por que ele fez isso?)
INTERROGATIVE FORM: DID + SUJEITO + VERBO NO INFINITIVO SEM TO
Verbos irregulares

Infinitive SimplePast PastParticiple Translation


(infinitivo) (Passado) (Particípio) (Tradução)
to arise arose arisen surgir, erguer-se
to awake awoke awoken despertar
to be was, were been ser, estar
to bear bore born nascer
to beat beat beaten bater
to become became become tornar-se
to begin began begun começar
to bet bet bet apostar

33
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC

to bite bit bitten morder


to bleed bled bled sangrar
to blow blew blown soprar
to break broke broken quebrar
to bring brought brought trazer
to build built built construir
to burn burnt (burned) burnt (burned) queimar
to buy bought bought comprar
to catch caught caught caçar
to choose chose chosen escolher
to come came come vir
to cost cost cost custar
to cut cut cut cortar
to dig dug dug cavar
to do did done fazer
to draw drew drawn desenhar
to drink drank drunk beber
to drive drove driven dirigir
to eat ate eaten comer
to fall fell fallen cair
to feed fed fed dar de comer
to feel felt felt sentir
to fight fought fought lutar
to find found found encontrar
to fly flew flown voar
to forbid forbade forbidden proibir
to forget forgot forgotten esquecer
to forgive forgave forgiven esquecer
to forsake forsook forsaken abandonar
to freeze froze frozen congelar
receber; conseguir; obter; ad-
to get got got / gotten
quirir...
to give gave given dar
to go went gone ir
to grow grew grown crescer
to have had had ter
to hear heard heard ouvir, escutar
to hide hid hid / hidden esconder, ocultar
to hit hit hit bater, ferir
to hold held held segurar

34
2o ano – I Unidade

L. Estrangeira – Inglês
to hurt hurt hurt machucar
to keep kept kept manter
to know knew known saber, conhecer
to lead led led conduzir, comandar
to lend lent lent emprestar
to lose lost lost perder
to make made made fazer, criar
to meet met met encontrar
to pay paid paid pagar
to put put put colocar
to read read read ler
to ride rode ridden andar, passear
to ring rang rung tocar (sino, campainha)
to rise rose risen levantar, erguer
to run ran run correr
to say said said dizer
to see saw seen ver
to sell sold sold vender
to send sent sent enviar
to shut shut shut fechar
to sleep slept slept dormir
to speak spoke spoken falar, dizer
to swim swam swum nadar
to take took taken pegar
to teach taught taught ensinar
to tell told told dizer
to think thought thought pensar, acreditar
to throw threw thrown jogar, arremessar
to win won won ganhar
to write wrote written escrever

Referências

TORRES, Nelson. Gramática prática da língua inglesa. Ed Saraiva 2008.


Disponível em: <http://www.brasilescola.com/ingles/irregular-verbs.htm>.
Disponível em: <http://dicasingles.blogspot.com.br/2007/03/simple-present.html>. Acesso
em: 08 nov. 2013.
Disponível em: <http://www.algosobre.com.br/ingles/adverbs-adverbs-of-frequency html>.
Acesso em: 8 nov. 2013.

35
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC

Disponível em: <http://www.eingles.com.br/curso/gramatica/251-simple-present-tense-en-


glish.html>. Acesso em: 8/ nov. 2013.
Disponível em: <http://www.inglesnapontadalingua.com/2009/04/adverbios-de-frequencia-
-em-ingles.html/>. Acesso em: 18 dez. 2012.
Disponível em: <http://inglesparaleigos.com/2012/08/simple-past-tense-passado-dos-ver-
bos/>. Acesso em: 8 nov. 2013.

LISTA DE EXERCÍCIOS

Questão 01 – Read the text below.

Last year I visited my friend Erick in Canada. I went to Canada to learn English and French. I
didn’t have many problems and I made a lot of friends. I saw different places and had time to
take pictures. I didn’t drink beer, I drank only soda. I ate barbecue and slept late on weekends.
I started a business and worked a lot. My business helped me learn and understand things. I
didn’t want to live in the USA because I love Brazil. My life changed and I had many things to
do every day. I also finished what I started in 2003: an English course. I didn’t lose anything, I
only won. This was the best year of my life. Everything went fine.

By Paolo Johnson
Vocabulary: take pictures: tirar fotos /
many things: muitas coisas

Questão 02 – Answer the questions into Portuguese: (Responda as perguntas em Português)

a. Who did Paolo Johnson visit last year?


b. What languages did he learn?
c. Where did Pablo go last year?

Questão 03 – Write T (True) or F (False) according to the text:

a. Paolo had a lot of problems. ( )


b. Paolo didn’t make many friends. ( )
c. Paolo worked a lot last year. ( )
d. Last year was the best year of Paolo’s life. ( )

36
2o ano – I Unidade

L. Estrangeira – Inglês
Questão 04 – She……….. a nice gift for you last Saturday.

a) buy
b) to buy
c) buying
d) bought
e) were buying

Questão 05 – I accidentally ……… the door.

a) locked
b) visited
c) loocked
d) ate
e) came

Questão 06 – Todas as alternativas trazem advérbio de frequência, exceto:

a) always.
b) often.
c) never.
d) well.
e) seldom

Questão 07 – Choose the correct alternative to complete the sentences correctly.


I am sure I.......... him in Salvador last summer.

a) will see
b) saw
c) see
d) have seen
e) am seeing

37
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC

Questão 08 – Carlos (1) ____on a farm; now he (2)_____in Brasilia and his parents (3)____
there to be together.

a) moved, lived, worked


b) to move, living, working
c) lived, works, moved
d) moving, living, worked
e) moved, lives, worked
Questão 09 – Which sentence below is WRONG according to simple present rules?

a) Linda has a job


b) She wake up late every day
c) She goes to lunch at 1 o’clock in the afternoon
d) She takes two showers a day
e) She studies English every night

Questão 10 – Read this cartoon and check the correct answers.

A) What is the funniest element in this picture?


( )The big cup of tea ( ) The small table.(

38
2o ano – I Unidade

L. Estrangeira – Inglês
(B) What message does the carton convey?
( ) Do not drink coffee every morning. ( ) Do not drink a lot of coffee.
C) In the cartoon, always and every morning indicate:
( ) the frequency of the action. ( ) the duration of the action.
D) The sentence in this cartoon is in simples present or simple past ? Justify your answer.

39
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC

ANOTAÇÕES

40
Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
Língua Portuguesa e Literatura
Disciplina Ano 2º
Brasileira – LPLB

MATERIAL DE APOIO

ROMANTISMO

Introdução
O romanti smo é todo um período cultural, artí sti co e literário que se inicia na Europa no fi nal
do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o fi nal do século XIX.
O berço do romanti smo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Po-
rém, na França, o romanti smo ganha força como em nenhum outro país e, através dos arti stas
franceses, os ideais românti cos espalham-se pela Europa e pela América.
As característi cas principais deste período são: valorização das emoções, liberdade de criação,
amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi for-
temente infl uenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução
Francesa.

Literatura

Foi através da poesia lírica que o romanti smo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII
e XIX. Os poetas românti cos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases
diretas e comparações. Os principais temas abordados eram: amores platônicos, aconteci-
mentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românti cas são:
Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto,
do alemão Goethe, Baladas Líricas, do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord
Byron. Na França, destacam-se Os Miseráveis, de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros, de Ale-
xandre Dumas.

41
Material de apoio do EMITEC

Música
Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de to-
Língua Portuguesa

dos os recursos da orquestra. Os assuntos de cunho popular, folclórico e nacionalista ganham


importância nas músicas.
Podemos destacar como músicos deste período: Ludwig van Beethoven (suas últimas obras
são consideradas românticas), Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn, Fré-
déric, Chopin, Robert Schumann, Hector Berlioz, Franz Liszt e Richard Wagner.

Teatro
Na dramaturgia, o romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o
cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhe-
cidos desta época foram Goethe e Friedrich von Schiller. Victor Hugo também merece desta-
que, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almei-
da Garrett.

ROMANTISMO EM PORTUGAL
Por Fernando Rebouças

O início da fase romântica na literatura portuguesa ocorreu com a publicação do poema narra-
tivo Camões, do autor Almeida Garret, em 1825. Neste poema, é expressada uma espécie de
biografia sentimental de Luís Vaz de Camões.
Nesta época, em Portugal, houve uma ascensão da burguesia, queda do absolutismo e emergên-
cia do liberalismo. Antes de 1825, neste processo histórico, ocorreu a vinda da família real para o
Brasil, em 1808, que fugiu dos franceses. Depois de expulsar os franceses, Portugal é fortemente
influenciado pelos ingleses, gerando um clima de dominação estrangeira no país lusitano.
A Independência do Brasil e a Constituição portuguesa em 1822, causou respectivamente re-
flexos de perdas econômicas e um caráter liberal na vida política e social portuguesa. Nestes
contextos históricos, o Romantismo português teve o seu primeiro momento sob a criação de
escritores que apresentavam características neoclássicas do período literário anterior.
Neste primeiro momento são destacados os escritores Almeida Garret, Alexandre Herculano e
Antônio Feliciano de Castilho. Os dois primeiros escritores citados alcançaram grande sucesso
e imediata aceitação dos leitores.
Somente no segundo momento houve escritores plenamente românticos como Soares de Pas-
sos e Camilo Castelo Branco. O terceiro momento do Romantismo português ficou caracteriza-
do por romancistas mais contidos, como João de Deus e Júlio Dinis.

Trecho do livro Folhas Caídas:


“Este inferno de amar – como eu amo!
– Quem mo pôs aqui n´alma… quem foi ?

42
2o ano – I Unidade

Esta chama que alenta e consome,


Que é a vida – e que a vida destrói (…)”

Língua Portuguesa
Almeida Garret.

(Fontes: FARACO, Carlos E.; MOURA, Francisco M. Língua e Literatura. 20 ed. São Paulo: Ática, v. 3, 2000.
Movimentos Literários. Disponível em: <http://www.infoescola.com/movimentos-literarios/romantismo-em-
-portugal/>. Acesso em: 5 mar. 2012)

O ROMANTISMO NO BRASIL

Em nossa terra, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy – Revista Brasi-
liense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da
Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza
e nas questões sociais e políticas do pais. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a
religiosidade cristã, a importância de nossa natureza, a formação histórica do nosso pais e o
cotidiano popular.
No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Maga-
lhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa
fase literária foi composta de três gerações:
1ª Geração – conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase
valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado
como “bom selvagem” e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destacam-se nesta fase os
seguintes escritores: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira
e Souza.
2ª Geração – conhecida como Mal do Século, Byroniana ou fase ultrarromântica. Os escritores
desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas
por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida
e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar
os seguintes escritores desta fase: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
3ª Geração – conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. Textos marcados
por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a
escravidão no poema Navio Negreiro.
(Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/romantismo/romantismo.htm>. Acesso em: em: 5 mar. 2012)

FIGURAS DE LINGUAGEM

As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para valorizar o texto, tornando a lingua-
gem mais expressiva. É um recurso linguístico para expressar experiências comuns de formas
diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso. As figuras re-
velam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estilísticas do
autor. A palavra empregada em sentido figurado, não-denotativo, passa a pertencer a outro
campo de significação, mais amplo e criativo.

43
Material de apoio do EMITEC

As figuras de linguagem classificam-se em:


a) figuras de palavra;
Língua Portuguesa

b) figuras de harmonia;
c) figuras de pensamento;
d) figuras de construção ou sintaxe.

Figuras de palavra

As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem no emprego de um termo com
sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito
mais expressivo na comunicação.

São figuras de palavras:


a) comparação e) catacrese
b) metáfora f) sinestesia
c) metonímia g) antonomásia
d) sinédoque h) alegoria

Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos


que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos – feito, assim como, tal,
como, tal qual, tal como, qual, que nem – e alguns verbos – parecer, assemelhar-se e outros.
Exemplos: “Amou daquela vez como se fosse máquina.
Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui outro através de uma relação de se-
melhança resultante da subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser entendida
como uma comparação abreviada, em que o conectivo não está expresso, mas subentendido.
Exemplo: “Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso
extrair pérolas, que é a razão.”
Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por outra, havendo
entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação mú-
tua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva, real, realizando-se de inúmeros
modos:
a) causa pelo efeito e vice-versa: “E assim o operário ia.../Com suor e com cimento (com tra-
balho)
b) o lugar de origem ou de produção pelo produto: Comprei uma garrafa do legítimo porto.
(O vinho da cidade do Porto).
c) o autor pela obra: Ela parecia ler Jorge Amado. (A obra de Jorge Amado).
d) o abstrato pelo concreto e vice-versa: Não devemos contar com o seu coração. (Sentimen-
to, sensibilidade).

44
2o ano – I Unidade

Figuras de som ou harmonia

Língua Portuguesa
Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há
repetição de sons ou, ainda, quando se procura “imitar” sons produzidos por coisas ou seres.
As figuras de linguagem de harmonia ou de som são:
a) aliteração c) assonância
b) paronomásia d) onomatopeia
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de consoantes
similares, geralmente em posição inicial da palavra.
Exemplo: “Toda gente homenageia Januária na janela.”
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao longo de um verso ou
poema.
Exemplo: “Sou Ana, da cama, da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam.”
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons semelhantes em palavras
de significados diferentes.
Exemplo: “Berro pelo aterro pelo desterro berro por seu berro pelo seu erro quero que você
ganhe que você me apanhe sou o seu bezerro gritando mamãe.”
Onomatopéia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som.
Exemplo: “O silêncio fresco despenca das árvores.
Veio de longe, das planícies altas,
Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
Vvvvvvvv... passou.”

Figuras de pensamento

As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das pala-
vras, ao seu aspecto semântico.
São figuras de linguagem de pensamento:
a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo
b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
c) ironia f) prosopopeia i) perífrase

45
Material de apoio do EMITEC

Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opos-


tos.
Língua Portuguesa

Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal, e
fazem-nos bem. Outros nos almejam o bem, e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa)
Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?” (Castro Alves)
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar
uma verdade tida como penosa, desagradável ou chocante.
Exemplo: “E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir Deus lhe pague” (Chico Buarque)
paz derradeira: morte.
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma ideia, a fim de proporcionar uma
imagem emocionante e de impacto.
Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)
Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, su-
gere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa
ou sarcástica.
Exemplo: “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.”
(Mário de Andrade)

Prosopopeia: Ocorre prosopopeia (ou animização ou personificação) quando se atribui movi-


mento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanima-
dos ou imaginários.
Também a atribuição de características humanas a seres animados constitui prosopopéia o
que é comum nas fábulas e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: “O pei-
xinho (...) silencioso e levemente melancólico...”
Exemplos: “... os rios vão carregando as queixas do caminho.” (Raul Bopp)
Um frio inteligente (...) percorria o jardim...” (Clarice Lispector)
(Disponível em: <http://www.coladaweb.com/portugues/figuras-de-linguagem-parte-1>. Acesso em: 5 mar.
2012)

TIPOS DE SUJEITO

Por Ana Paula de Araújo


A função sintática que denominamos sujeito, é um termo essencial da frase e pode se compor-
tar de várias maneiras, dependendo da intenção da mesma: agente, experienciador, paciente,
etc.
O sujeito tem a característica de concordar com o verbo, salvo raríssimas exceções.
Vejamos agora quais os tipos de sujeito existentes e como eles são caracterizados para que
possamos identificá-los.

46
2o ano – I Unidade

Sujeito Simples: possui apenas um núcleo e este vem exposto.


Exemplos:

Língua Portuguesa
– Deus é perfeito!
– A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
– Pastavam vacas brancas e malhadas.
Sujeito Composto: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
Exemplos:
– As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
– A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
– Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.
Sujeito Oculto: também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela desi-
nência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito.
Exemplos:
– Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito: nós)
– Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito: eu)
– Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito: os pais – oculto
apenas na segunda frase)
Sujeito Indeterminado: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível
determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente ou experienciador da ação verbal.
Exemplos:
1 – Verbo na 3ª pessoa do plural
– Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
– Disseram que morreu do coração.
2 – Verbo na 3ª pessoa do singular + se, índice de indeterminação do sujeito
– Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem precisa)
Sujeito inexistente: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que não
correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.
Exemplos:
1 – Verbos indicando Fenômeno da Natureza:
– Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
2 – Verbo haver no sentido de existir ou ocorrer:
– Houve um grave acidente na avenida principal.
– Há pessoas que não valorizam a vida.
3 – Verbo fazer indicando tempo ou clima:
– Faz meses que não a vejo.
– Faz sempre frio nessa região do estado.

47
Material de apoio do EMITEC

Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: quando o sujeito é uma oração. Pode ser desenvol-
vida ou reduzida. (Veja esse assunto em: Orações Subordinadas Substantivas)
Língua Portuguesa

– Fazer promessas é muito comprometedor. (sujeito oracional: fazer promessas)


(Disponível em: <http://www.infoescola.com/portugues/tipos-de-sujeito/>. Acesso em: 5 mar. 2012).

LISTA DE EXERCÍCIOS

Caros alunos,

A prática das atividades favorece a aprendizagem e o sucesso na sua vida estu-


dantil. É com o intuito de proporcionar-lhes um aprendizado consistente que
preparamos esta atividade. Desejamos a todos um ano letivo com muitas trocas
de conhecimento.

Bom trabalho,

Equipe de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.

Questão 01: (Vunesp – SP) – Leia atentamente os versos seguintes:


Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
– Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um mineiro.

Esses versos de Álvares de Azevedo significam a:

a) revolta diante da morte.


b) aceitação da vida como um longo pesadelo.
c) aceitação da morte como a solução.
d) tristeza pelas condições de vida.
e) alegria pela vida longa que teve.

Questão 02 – Os excertos poéticos subsequentes integram a valiosíssima produção artística


de uma figura singular que tanto representou nossas letras no cenário nacional – Gonçalves
Dias. Cabe a você analisá-los, levando-se em consideração as características que demarcaram
a primeira fase romântica.

48
2o ano – I Unidade

Língua Portuguesa
Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,


Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

I – Juca Pirama

IV
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.

49
Material de apoio do EMITEC

Espaço para resposta:


Língua Portuguesa

Questão 03 – (PUC-RS)

Já de noite o palor me cobre o rosto


Nos lábios meus o alento desfalece.
Surda agonia o coração fenece
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!... Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

A relação mórbida com a morte demonstra que parte da poesia de Álvares de Azevedo
prende-se ao:

a) idealismo romântico.
b) saudosismo inconformado.
c) misticismo religioso.
d) negativismo filosófico.
e) mal do século.

Questão 04 – Assinale o contexto histórico do período do romantismo:

a) Iluminismo
b) Revolução Francesa
c) Inconfidência Mineira
d) Impeachment do Collor
e) Descobrimento do Brasil

50
2o ano – I Unidade

Questão 05 – (PUC 2007) – Leia o fragmento abaixo de Iracema e responda:

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna,

Língua Portuguesa
e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem
a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado […] Cedendo à meiga pressão, a
virgem reclinou-se ao peito do guerreiro, e ficou ali trêmula e palpitante como a tímida perdiz
[…] A fronte reclinara, e a flor do sorriso expandia-se como o nenúfar ao beijo do sol […]. Em
torno carpe a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida e lacrimosa; geme a brisa na fo-
lhagem; o mesmo silêncio anela de opresso. […] A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema
vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.
Os fragmentos anteriores constroem-se estilisticamente com figuras de linguagem, caracte-
rizadoras do estilo poético de Alencar. Apresentam eles, predominantemente, as seguintes
figuras:
a) comparações e antíteses.
b) antíteses e inversões.
c) pleonasmos e hipérboles.
d) metonímias e prosopopeias.
e) comparações e metáforas.

Questão 06 – (Cesgranrio) – Leia os versos abaixo e responda:

1 – Vontade de beijar os olhos de minha pátria


De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos”.
2 – “Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço”.

A partir dos exemplos 1 e 2, indique as respectivas figuras de linguagem:

a) prosopopeia – aliteração.
b) metáfora – gradação.
c) hipérbole – antítese.
d) aliteração – personificação.
e) metonímia – assíndeto.

Questão 07 – (MACK) – Assinale a alternativa em que nada funciona como sujeito.

a) Nada vi.
b) Nada quer.
c) Nada somos.
d) Nada me perturba.
e) Você não quer me dizer nada

51
Material de apoio do EMITEC

Questão 08 – (FMPA-MG) – “Quando me procurar o desencanto, eu direi, sereno e confian-


te, que a vida não foi de todo inútil.”
Língua Portuguesa

O sujeito de procurar é:
a) indeterminado
b) eu (elíptico)
c) o desencanto
d) me
e) inexistente

REFERÊNCIAS

DUARTE, Vânia Maria do Nascimento. Exercícios sobre Romantismo. Disponível em: <http://
exercicios.brasilescola.com/literatura/exercicios-sobre-romantismo.htm>. Acesso em: 27 dez.
2012.
LISTA DE EXERCICIOS: FIGURAS DE LINGUAGEM. Disponível em: <http://colibrialunos.blogs-
pot.com.br/2011/11/lista-de-exercicios-figuras-de.html>. Acesso em: 27 dez. 2012.
EXERCICIOS DE SUJEITO E PREDICADO. Disponível em: <http://www.mundovestibular.com.br/
articles/9291/1/Exercicios-de-Sujeito-e-Predicado/Paacutegina1.html>>. Acesso em: 27 dez.
2012.

52
Áreas de
Matemática
e suas
Tecnologias

Matemática
Área do Matemática e suas
Unidade I
Conhecimento Tecnologias

Disciplina Matemática Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

Progressão Aritmética

Conceito:

Progressão Aritméti ca é toda sucessão de números onde qualquer termo, a parti r do segundo,
seu posterior é acrescentado um valor constante. Esse valor constante é indicado por r, e é
denominado razão da progressão aritmética.
Veja a progressão abaixo:
(1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17...)
Esta progressão segue um ritmo defi nido, mostrado na fi gura abaixo:

Fonte: Imagem própria.

Essa constante é chamada de razão e representada por r. Dependendo do valor de r a progres-


são aritméti ca pode ser crescente, constante ou decrescente.
P.A crescente: r > 0, então os elementos estarão em ordem crescente.
P.A constante: r = 0, então os elementos serão todos iguais.
P.A decrescente: r < 0, então os elementos estarão em ordem decrescente.

55
Material de apoio do EMITEC

Termo Geral de uma P.A.


Matemática

Considere uma P.A. finita qualquer (a1, a2, a3, a4,..., an) de razão igual a r, sabemos que:
a2 – a1 = r → a2 = a1 + r
a3 – a2 = r → a3 – a1 – r = r → a3 = a1 + 2r
a4 – a3 = r → a4 – a1 – 2r = r → a4 = a1 + 3r
.
a n = a1 + (n – 1). r

Portanto o termo geral de uma P.A. é calculado utilizando a seguinte fórmula:

an = a1 + (n – 1). r

Exemplo1:
– Calcular o vigésimo termo da
P.A. ( 1, 3, 5, 7, 9,...)
Resolução:

{a1 = 1; a?20 e =n = 20 r=2


a 20 = a1 + (20 - 1)2 Þ a 20 = 1 + 19 · 2 Þ a 20 = 1 + 38 = 39

Exemplo1: Interpolar 7 meios aritméticos entre 20 e 68,

Devemos formar a P.A. (20,___, ____, ____, ____, ____, ____, ____, 68), em que:
a1 = 20; an = 68 e n = 7 (meios aritmétricos) + 2 (extremos) = 9 termos
an = a1 + (n – 1). r  68 = 20 + (9 – 1). r
8. r = 68 – 20  8. r = 48  r = 48  r = 6
8
Logo a P.A. é: (20, 26, 32, 38, 44, 50, 56, 62, 68)

56
2o ano – I Unidade

Termo médio

Matemática
a n-1 + a n+1
an =
2

Fonte: Imagem própria.

Termos equidistantes

Em toda P.A. a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.

Fonte: Imagem própria.

Note que:
2 + 14 = 4 + 12 = 6 + 10 = 8 + 8 = 16

P.A ( a1 , a2 , a3 , a4 , a 5 , a 6 , a7 ... )

P.A. (27, X, 35,...)

27 + 35 62
X= ⇒ X= = 31
2 2

P.A. (a1; a2; a3;...; a n-1; a n; a n+1;..;.)

a n-1 + a n+1
an =
2

57
Material de apoio do EMITEC

Soma dos termos de uma P.A.


Matemática

A soma dos termos de uma P.A. é a média aritmética dos extremos

æ a1 + an ö
çç ÷÷ multiplicada pelo número de termos (n)
è 2 ø

Sn =
(a1+ an ). n
2

Fonte: Imagem própria.

Exemplo 1:

Calcule a soma dos 20 primeiros termos da sequência

( 1; 3; 5; 7;... )

Resolução

r = 3 -1 = 2
a1 =1
n = 20
an = a1 + (n -1). r
a20 = a1 + (20 -1). r
a20 =1 + 19.r
a20 = 1 + 19.2
a20 = 1 + 38
a20 = 39

a1 = 1 n = 20 a20 = 39

(a1 + an ).n (a1 + a20 ).20


Sn = logo S20 =
2 2
58
2o ano – I Unidade
a1 = 1 n = 20 a20 = 39

(a1 + an ).n (a1 + a20 ).20


Sn = logo S20 =

Matemática
2 2

(1 + 39).20
S 20 = Û S20 = 40.10 Û S20 = 400
2

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

1 – Definição

É uma sequência de números não nulos em que cada termo a partir do segundo, é igual ao
anterior multiplicado por um número fixo chamado razão da PG.

Exemplos:

(1,2,4,8,16,32,... ) PG de razão 2
(5,5,5,5,5,5,5,... ) PG de razão 1
(100,50,25,... ) PG de razão ½
(2,-6,18,-54,162,...) PG de razão -3

Fonte: Imagem própria.

2 – Classificação da P.G.

1º caso: a1 > 0 Se q > 0 → P.G. crescente → ( 2, 6, 18, 54,...)

Se q = 1 → P.G. constante → ( 5, 5, 5, 5,...) pois q = 5 = 1


5
Se 0 < q < 1 → P.G. decrescente → ( 256, 64, 16,...)
q = 64  q = 1  0 < 1 < 1
256 4

59
Material de apoio do EMITEC

2º caso: a1 < 0 Se q > 0 → P.G. decrescente → (a1 -2, -10, -50,..)

q = -10  q = 5  q > 0
Matemática

-2
Se q = 1 → P.G. constante → ( -3, -3, -3,...) Se 0 < q < 1 → P.G. crescente → ( -40, -20, -10,...)
Observação: São denominadas P.G. alternantes aquelas em que cada termo tem sinal contrá-
rio ao do termo anterior. Isso ocorre quando q < 0. 3.
Termo Geral Considere a sequência (a1, a2, a3,........., an). Partindo da definição temos:

Assim, como na P.A., podemos relacionar dois termos quaisquer de uma P.G. Ou seja, dados
dois termos de uma P.G. am e ak, podemos dizer que:

1. Representação de três termos em P.G.

( x q , x, x. q) a1 = x
q
a2 = x e a3 = x. q

2. Propriedades

1ª Propriedade: Dada uma P.G com três termos consecutivos (a1, a2, a3), podemos dizer que o
termo central é a média geométrica entre o anterior (a1) e o seu posterior (a3), ou seja:
2 2
a2 = a1 .a3 ou a n = a n -1 . a n +1
Ex.: (1, 2, 4)
22 = 1. 4
4=4

60
2o ano – I Unidade

2ª Propriedade: Numa P.G. limitada o produto dos extremos é igual ao produto dos termos
equidistantes dos extremos. Veja a P.G. ( 2, 4, 8, 16, 32, 64 ). Observe que: 2.64 = 4.32 = 8.16

Matemática
= 128 3.
Interpolação Geométrica: Interpolar, inserir ou intercalar m meios geométricos entre a e b sig-
nifica formar uma P.G. de extremos a e b com m + 2 elementos. Para determinarmos os meios
aritméticos, devemos calcular a razão da P.G.
Termo Geral
Considerando a PG (a1, a2, a3,..., a n – 1, an) e utilizando a definição de PG
an = an – 1. q com n > 1 podemos encontrar a fórmula do termo geral da P.G., desde que a1 ≠ 0 e q ≠ 0.

a 2 = a1. q
a 3 = a2. q
a 4 = a3. q
.................
a n = a n – 1. q
an = a1. qn – 1

Portanto, o termo geral da P.G. é calculado com a utilização da fórmula:

an = a1. qn – 1

Exemplo:
Dada a P.G. (2,4,8,... ), pede-se calcular o décimo termo.
Temos: a1 = 2, q = 2. Para calcular o décimo termo, ou seja, a10 vem pela fórmula:
a10 = a1. q9 = 2. 29 = 2. 512 = 1024

3. Soma dos termos de uma P.G. finita. A soma dos “n” primeiros termos de uma P.G. finita é
dada pela expressão:

61
Material de apoio do EMITEC

Se substituirmos a n = a1. qn-1, obteremos uma nova apresentação para a fórmula da soma, ou
seja:
Matemática

Exemplo:

Calcule a soma dos 10 primeiros termos da PG (1,2,4,8,...)


Temos:

Observe que neste caso a1 = 1.

4. Soma dos termos de uma P.G. infinita. Dada uma P.G. com: n → ∞ e an → 0, sua soma pode
ser calculada pela expressão:

Fonte: Imagem própria.

Exemplo:
x x x x
Resolva a equação: x+ + + + ... = 100
2 4 8 16

Ora, o primeiro membro é uma PG de primeiro termo x e razão 1/2. Logo, substituindo na
fórmula, vem:

x x x x
x+ + + + ... = 100
2 4 8 16
x 1
= 100 Þ x = 100 · = 50
1 2
1-
2

62
2o ano – I Unidade

Noções básicas de Geometria:

Matemática
A palavra Geometria tem origem grega e significa medida da Terra (geo = Terra, metria = me-
dida). Para se aprender Geometria é necessário partir de três noções importantes, adotadas
sem definição e por essa razão, chamadas de primitivas geométricas:

• Ponto: “A marca de uma ponta de lápis bem fina no papel dá a ideia do que é um ponto.
Toda figura geométrica é considerada um conjunto de pontos.” (Imenes & Lellis. Microdi-
cionário de Matemática. São Paulo: Scipione, 1998).

.
Ponto P
Costuma-se representar pontos por letras maiúsculas do nosso alfabeto.

• Reta: uma linha traçada com régua é uma reta. Imagine agora uma linha reta sem come-
ço, sem fim, sem espessura. É assim que se concebe uma reta em matemática. (Imenes &
Lellis. Microdicionário de Matemática. São Paulo: Scipione, 1998).

reta r
As retas são representadas por letras minúsculas do nosso alfabeto.

63
Material de apoio do EMITEC

• Plano: A superfície de uma mesa é plana. Imagine que tal superfície, conservando-se pla-
na, se estenda infinitamente em todas as direções. A nova superfície assim obtida é um
Matemática

plano. (Imenes & Lellis. Microdicionário de Matemática. São Paulo: Scipione, 1998)

Fonte: Imagem própria

plano α

Os planos são representados por letras gregas minúsculas.


Por exemplo: α (alfa), β (beta) e γ (gama).

Outras definições geométricas importantes:

• Semirreta: Escolhendo-se um ponto sobre uma reta, formamos duas semirretas:

A reta r
Fonte: Imagem própria

Costuma-se dizer que as semi-retas têm começo, mas não tem fim, já que é uma parte
da reta.

• Segmento de reta: é uma parte da reta compreendida entre dois de seus pontos. É re-
presentado pelos dois pontos que o limita, estes são chamados de extremos. Costuma-se
dizer que um segmento de reta tem começo e fim.

Segmento AB

64
2o ano – I Unidade

• Ângulo: é o espaço compreendido entre duas semirretas de mesma origem, ou seja,


que iniciam no mesmo ponto.

Matemática
Ângulo AÔB

Ao nomear um ângulo devemos prestar atenção pois o ponto de origem das semirre-
tas, também chamado de vértice do ângulo, deve ficar no centro e apresentar o sím-
bolo ^ que significa ângulo.
As unidades para medir ângulos são chamadas graus e o instrumento usado para medi-
-los é o transferidor:

Linha de base
Fonte: <http://www.reguaonline.com/transferidor.html>.

Para utilizá-lo, deve-se colocar seu centro (C) sobre o vértice do ângulo e sua linha base sobre
um dos lados do ângulo. O valor apontado pelo outro lado do ângulo será igual à medida deste.

Classificação dos ângulos:

Quando um ângulo mede 90o chamamos de ângulo reto.

65
Material de apoio do EMITEC

Como o ângulo de 90o é muito utilizado (é só olhar nos cantos da sala de aula ou de uma mesa
retangular, por exemplo), ao invés de colocar sua medida em números, utiliza-se do símbolo:
Matemática

Quando ele mede menos de 90o é chamado de ângulo agudo.

Quando ele mede mais de 90o é chamado de ângulo obtuso.

• Retas (ou segmentos) paralelas: dizemos que duas ou mais retas (ou segmentos) são pa-
ralelas quando a distância entre as retas (ou segmentos) não se altera.

diz-se que r//s (r é paralela a s).

• Retas concorrentes: são assim chamadas as retas que se encontram em um ponto:

São representadas por r X s.

• Retas (ou segmentos) perpendiculares: duas retas são chamadas perpendiculares


quando são concorrentes e o ângulo formado entre elas mede 90o.

diz-se que r s (r é perpendicular a s).

66
2o ano – I Unidade

Figuras geométricas

Matemática
Polígonos:

As figuras geométricas recebem nomes diferentes dependendo da quantidade de lados que


possuem. Abaixo você encontrará alguns desses nomes:

Número de lados Nome Número de lados Nome

3 ⇔ Triângulo 7 ⇔ Heptágono

4 ⇔ Quadrilátero 8 ⇔ Octógono

5 ⇔ Pentágono 9 ⇔ Eneágono

6 ⇔ Hexágono 10
⇔ Decágono

Um polígono é chamado regular quando seus lados têm todos a mesma medida e seus ângulos
têm medidas iguais. Estas figuras são muito utilizadas para se fazer mosaicos, em pavimentos
de ruas, no chão de casas etc.

Entre os quadriláteros temos várias figuras, algumas com características especiais como por
exemplo:

1. Trapézio: possui dois lados paralelos.

2. Paralelogramo: possui lados opostos paralelos.

Todo paralelogramo é também trapézio, pois tem dois lados paralelos.

3. Retângulo: possui lados opostos iguais e todos os ângulos medem 90o.

67
Material de apoio do EMITEC

Todos os retângulos são também paralelogramos pois têm lados opostos paralelos.
Matemática

4. Quadrado: possui quatro lados de mesma medida e os quatro ângulos medem 90o.

Podemos dizer que os quadrados são um tipo especial de retângulo: um retângulo de 4 lados
iguais.

LISTA DE EXERCÍCIOS
Exercícios de P.A.

1. Encontrar o termo geral da P.A. ( 4,7,...)

2. Qual é o vigésimo termo da P.A. (3,8...)

3. Achar o número de múltiplos de 5 compreendido entre 21 e 623.

4. Qual é o primeiro termo da P.A. em que a10=39 e r=4.

5. Interpole 6 meios aritméticos entre 100 e 184.

6. (FATEC) Um auditório foi construído de acordo com o esquema abaixo:


A plateia tem 15 filas de assentos e cada fila tem 5 lugares a mais que a anterior. Se forem
convidadas 700 pessoas para assistir um evento e todas comparecerem,
a) ficarão vagos 55 lugares
b) ficarão vagos 64 lugares
c) faltarão 44 lugares
d) faltarão 120 lugares
e) não sobrarão nem faltarão lugares

68
2o ano – I Unidade

7. (UNESP 92) Um estacionamento cobra R$ 1,50 pela primeira hora. A partir da segunda, cujo
valor é R$1,00 até a décima segunda, cujo valor é R$ 0,40, os preços caem em progressão

Matemática
aritmética. Se um automóvel ficar estacionado 5 horas nesse local, quanto gastará seu pro-
prietário?
a) R$ 4,58 b) R$ 5,41 c) R$ 5,14 d) R$ 4,85 e) R$ 5,34

8. (UFMG 2000) Um carpinteiro deseja construir uma escada para ser usada por eletricistas.
O modelo está na figura abaixo. As travessas da escada são de madeira, seus comprimentos
são decrescentes e estão em Progressão Aritmética. A primeira travessa mede 0,80m, e a úl-
tima mede 0,40m. Sabendo-se que, para as travessas, o carpinteiro tem a sua disposição 13,2
metros lineares de madeira, e não havendo desperdício algum, quantas travessas conterá a
escada?

Fonte:www.ufmg.gov.br.

9. Um pai resolve depositar todos os meses certa quantia na caderneta de poupança de sua
filha. Pretende começar com R$ 5,00 e aumentar R$ 5,00 por mês, ou seja, depositar R$ 10,00
no segundo mês, R$ 15,00 no terceiro mês e assim por diante. Após efetuar o décimo quinto
depósito, a quantia total depositada por ele será de

a) R$150,00 b) R$250,00 c) R$400,00 d) R$520,00 e) R$600,00

Exercícios de P.G

1. Dada a progressão geométrica, calcule o termo pedido:


a) (2, 6, 18,...) a
10

b) (-3, -6,...) a
13

2. Dada a progressão geométrica, calcule a soma pedida:


a) (2, 6, 18,...) S
10

b) (-3, -6,...) S
13

69
Material de apoio do EMITEC

3. Quantos termos tem cada P.G. dada?


a) (3, 6,..., 12288)
Matemática

b) (1, 3,..., 59049)

4. Calcule a soma dos termos das progressões geométricas:


a) (6, 3,...)
b) (24, 8,...)
5. Numa P.G. de seis termos, o primeiro termo é 2 e o último é 486. Calcular a razão dessa P.G.
6. Numa P.G. o 5º termo é igual a 243. Calcule seu 1º termo sabendo que ele é igual a razão.
Resp: 3

7. Ao escalar uma montanha, um alpinista percorre 256 m na primeira hora, 128 m na segunda
hora, 64 m na terceira hora e assim por diante. Determine o tempo (em horas) necessário para
complementar o percurso de:
a) 480m         b) 500m         c) 600m

Exercícios de Geometria

1. Considerando a figura abaixo, onde a reta r é perpendicular ao plano a e s é uma reta desse
mesmo plano, assinale o que for correto:

Fonte: Imagem própria.

(01) r e s são perpendiculares.


(02) r e s determinam um plano perpendicular a a.
(04) O triângulo PMN é equilátero.
(08) r pertence a α.
(16)A soma dos ângulos q1 e q2 é 90o.

70
2o ano – I Unidade

2. Na cadeira representada na figura abaixo, o encosto é perpendicular ao assento e este é


paralelo ao chão.

Matemática
Sendo assim,
a) Os planos EFN e FGJ são paralelos.
b) HG é um segmento de reta comum aos planos EFN e EFH.
c) Os planos HIJ e EGN são paralelos.
d) EF é um segmento de reta comum aos planos EFN e EHG.

3. Sobre a posição relativa de planos no espaço, é correto afirmar:


a) Se os planos α e β são perpendiculares a um plano λ, então α é paralelo a β.
b) Se dois planos, α e β, são paralelos entre si, então a interseção de qualquer outro plano λ
com estes é um par de retas paralelas.
c) Por uma reta r perpendicular a um plano passam apenas dois planos, β e λ, perpendicula-
res ao plano α.
d) Dois planos, α e β, paralelos a uma mesma reta r são paralelos entre si.

4. Considere um plano a e um ponto P qualquer do espaço. Se por P traçarmos a reta per-


pendicular a a, a intersecção dessa reta com a é um ponto chamado projeção ortogonal do
ponto P sobre a. No caso de uma figura F do espaço, a projeção ortogonal de F sobre a é
definida pelo conjunto das projeções ortogonais de seus pontos. Com relação a um plano a
qualquer fixado, pode-se dizer que:
e) a projeção ortogonal de um segmento de reta pode resultar numa semirreta;
f) a projeção ortogonal de uma reta sempre resulta numa reta;
g) a projeção ortogonal de uma parábola pode resultar num segmento de reta.
h) a projeção ortogonal de um triângulo pode resultar num quadrilátero;
i) a projeção ortogonal de uma circunferência pode resultar num segmento de reta.

71
ANOTAÇÕES
Área de
Ciências da
Natureza e suas
Tecnologias

Biologia
Física
Química
Área do Ciências da Natureza
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Biologia Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

TEMA 01. SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS

Organizando a biodiversidade

Foi por causa do trabalho paciente e minucioso de naturalistas/viajantes, como Charles


Darwin, que as coleções dos museus da Europa começaram a fi car abarrotados de exempla-
res de seres enviados de várias partes do mundo. Isso criou uma necessidade: como organizar
as coleções e, principalmente, estabelecer regras mais claras para classifi car e nomear os mi-
lhares de novas espécies que estavam sendo descobertas. A sorte é que a solução para esse
problema já existi a graças ao trabalho do zoólogo e botânico sueco Lineu (1707-1778): quase
100 anos antes de Darwin realizar as suas coletas. Lineu havia desenvolvido um sistema para
classifi car e nomear as espécies.

Os princípios de Lineu

Grande parte do sucesso obti do pelo sistema criado por Lineu foi devida à simplicidade do
método usado por ele para classifi car e nomear as espécies. Além disso, o sistema de Lineu
mostrou-se muito efi ciente na práti ca e, por isso mesmo, os seus princípios permanecem vá-
lidos até hoje. São eles:
• Separar os seres vivos em grupos (ou categorias) conforme as suas característi cas. Quan-
to mais parecidas forem as característi cas de dois seres vivos, em grupos mais próximos
eles devem ser classifi cados.
• Usar o lati m para dar nome aos seres vivos. Com o uso de uma única língua, qualquer
pessoa, em qualquer parte do mundo, pode saber facilmente de que ser vivo se está falan-
do.

75
Material de apoio do EMITEC

• Nomenclatura Binomial, ou seja, dar nome duplo para cada ser vivo. Como o nome e o
sobrenome de cada pessoa, o nome duplo de uma espécie ajuda a identificá-la quando
comparada com outra muito parecida.
Biologia

A classificação dos seres vivos

Usando os critérios de classificação de Lineu, os biólogos vêm, ao longo dos últimos 300 anos,
classificando os seres vivos, para melhor entendê-los. Para fazer isso, eles partem de caracte-
rísticas mais gerais, que são compartilhadas por muitas espécies diferentes e vão definindo
subgrupos até chegar nas características mais específicas, ou seja, aquelas próprias de cada
espécie. Com isso, conseguem agrupar os seres vivos em grupos cada vez menores e deter-
minar, por exemplo, aqueles que são mais próximos e aparentados, uns com os outros. As
categorias principais utilizadas, atualmente, para classificar um organismo, são: Reino, Filo,
Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie. Os reinos são os cinco maiores grupos em que um
ser vivo pode ser classificado. Ou seja, um ser vivo pode pertencer a apenas um dos cinco
reinos existentes: Monera, Protista, Fungi, Vegetal ou Animal. Isso vai depender apenas das
características que ele possui.

Nomenclatura dos seres vivos

Se você consultar um dicionário verificará que o fruto conhecido como ABÓBORA também
pode ser chamado de jerimum, jerimu, jurumum, zapolo e zapolito-de-tronco. É provável que
você não conheça todos esses nomes. Se em uma única língua de um único país existem tantos
nomes para um mesmo organismo, calcule, então, como seria confuso se considerarmos todas
as línguas e dialetos que existem no mundo!

Para facilitar a comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades, que falam diferentes
idiomas, e entre pessoas de diferentes regiões geográficas de um mesmo país, são utilizados
nomes científicos para designar as várias espécies de seres vivos.

O sistema atual de nomenclatura segue proposta de Linnaeus:

• é binomial, isto é, composto por dois nomes escritos em latim, ou latinizados;


• o primeiro nome refere-se ao gênero e deve ter a inicial com letra maiúscula, ex.: Canis
• o segundo nome é o epíteto específico e deve ser escrito com inicial minúscula, ex.: Fa-
miliaris.
• Os dois juntos formam o nome da espécie, ex.: Canis familiaris, que é o cão doméstico.
• Os nomes científicos devem ter grafia diferenciada no texto. Se este for manuscrito, deve-
-se passar um único traço embaixo do nome. Se for impresso pode, por exemplo, deixar
a letra em itálico.

76
2o ano – I Unidade

Observe o exemplo abaixo:


Zea mays = milho
gênero espécie

Biologia
Tendo em vista que a classificação correta é em latim (ou em palavras latinizadas), apresen-
taremos os tópicos desta forma. No decorrer do texto, porém, vamos usar a classificação em
língua portuguesa. Note também que, em alguns nomes, há a presença de radicais gregos.
Para que a classificação dos seres vivos fosse feita de maneira uniforme, foi convencionada
uma série de regras que devem ser seguidas por todos os cientistas.

Vejamos algumas:
1. Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim; se derivarem de outra língua, de-
verão ser latinizados.
2. Os termos que indicam gênero até reino devem ter inicial maiúscula; o gênero é sublinhado
ou escrito em itálico.

TEMA 02. VÍRUS: UM GRUPO A PARTE

Os vírus só se comportam como seres vivos quando estão no interior de células vivas. Somente
então podem se reproduzir, originando novos vírus da mesma espécie. Fora delas, deixam de
apresentar qualquer propriedade de vida: são apenas moléculas inertes, capazes, inclusive,
de cristalizar-se, como os minerais. Como são desprovidos de estrutura celular, os vírus não
podem ser enquadrados em nenhum dos cinco reinos: de fato, para alguns autores, eles não
podem ser considerados seres vivos. Mesmo sendo acelulares, porém, eles podem provocar
doenças nos seres vivos, que são conhecidas como viroses. Dentre as doenças causadas por
vírus, podemos descrever:

AIDS

Em português significa Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida, ou seja, seu sistema imuni-
tário ficou deficiente. O vírus causador é o HIV (Human Immunodeficiency Virus), que se en-
contra no sangue, no esperma, nas secreções vaginais e no leite materno. As formas de contá-
gio são as seguintes: relações sexuais sem preservativos, transfusões sanguíneas com sangue
contaminado, uso de seringas e agulhas contaminadas, através da placenta ou amamentação,
No corpo humano, o HIV invade e destrói os linfócitos, células de defesa que produzem os
anticorpos. A pessoa fica exposta a outras infecções que podem levá-la à morte. Não há vaci-
nas ou soros contra a AIDS, apenas um conjunto de medicamentos que atenuam a doença. O
melhor a fazer é evitar o contágio. O convívio social, apertos de mão, abraços não transmitem
a doença.

77
Material de apoio do EMITEC

Dengue

Causada por um vírus transmitido aos seres humanos pela picada da fêmea do mosquito Ae-
des aegypti. Seus sintomas incluem dores musculares e nas articulações, dor de cabeça, febre,
Biologia

manchas avermelhadas pelo corpo e sensação de cansaço. Como ainda não existem vacinas
contra a doença, o melhor é evitar o mosquito com telas, inseticidas e também impedindo que
ele se reproduza.

Gripe e Resfriados

Transmitido por gotículas de saliva e secreções respiratórias, o vírus é eliminado no ar por


meio de tosse, espirro, fala ou mesmo pelo ar respirado. Provoca distúrbios no sistema respi-
ratório, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mal curada pode enfraquecer o sistema
imune e a pessoa pode adquirir doenças respiratórias mais graves como a pneumonia, bron-
quite, etc. Deve-se repousar bastante, alimentar-se bem, beber muito líquido e usar um lenço
ao tossir ou espirrar (evitando contaminação de outras pessoas). Existe vacina contra a gripe,
mas ela só é gratuita nos postos de saúde, para os maiores de 60 anos. Ela deve ser tomada
anualmente e sua eficácia varia entre 70 a 90%. Lembre-se que o vírus da gripe tem grande
capacidade de sofrer mudanças. Os resfriados são muito parecidos com a gripe, porém mais
amenos e passam mais rápido.

Sarampo

Transmitido como a gripe, o sarampo causa febre alta, tosse e vermelhidão por todo o corpo.
Afetando principalmente as crianças, há vacinas gratuitas contra esta doença.

Hidrofobia

Também conhecida como raiva, é transmitida ao ser humano através de mordidas de cães e
gatos contaminados, pois o vírus encontra-se na saliva. Se não for combatida a tempo a raiva
pode ser fatal, pois o vírus ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos respiratórios. A pre-
venção contra a raiva consiste basicamente na vacinação de cães e gatos. A vacina é gratuita
e há campanhas anuais com vários postos de vacinação. Além disso, há também o soro para o
caso de pessoas mordidas por animais suspeitos.
Para encerrar, é bom lembrar que tendo ou não vacinas, todos aqueles acometidos por viro-
ses, seja ela qual for, devem procurar atendimento médico.

TEMA 03. REINO MONERA

A palavra bacterium foi introduzida pelo microbiologista alemão C.G. Ehrenberg, em 1828,
que a foi buscar na língua grega, na qual βακτηριον significa “pequeno bastão” (em alusão
às bactérias com essa forma). Louis Pasteur (1822-1895) e Robert Koch (1843-1910) foram

78
2o ano – I Unidade

os primeiros cientistas a descrever o papel das bactérias como vetores de várias doenças. Os
organismos pertencentes ao Reino Monera (do grego moneres = único) são todos unicelulares
ou quando muito coloniais, e apresentam células procariotas.
Embora algumas espécies sejam patogênicas, a grande maioria é, pelo contrário, essencial á

Biologia
vida. Se este reino desaparecesse da face da Terra, todos os outros seguiriam o mesmo cami-
nho, pois os ciclos químicos seriam interrompidos. Na situação inversa, os procariontes conti-
nuariam sozinhos, como o fizeram durante cerca de 2 bilhões de anos. A caracterização deste
reino baseia-se, principalmente, na sua morfologia, estrutura, reprodução e metabolismo.  

As bactérias podem ser classificadas, quanto a sua fórmula, em três grupos básicos:
– Cocos, que são células esféricas que, quando agrupadas aos pares, recebem o nome
de diplococos. Quando o agrupamento constitui uma cadeia de cocos estes são de-
nominados estreptococos. Cocos em grupos irregulares, lembrando cachos de uva
recebem a designação de estafilococos.
– Bacilos, são células cilíndricas, em forma de bastonetes, em geral se apresentam
como células isoladas, porém, ocasionalmente, podem-se observar bacilos aos pa-
res (diplobacilos) ou em cadeias (streptobacilos).
– Espirilos são células espiraladas e geralmente se apresentam como células isoladas.

Fonte: <http://www.infoescola.com/biologia/reino-monera-bacterias-cianobacterias/>.

79
Material de apoio do EMITEC

Importância das bactérias

Os vários tipos de bactérias podem ser prejudiciais ou úteis para o meio ambiente e para os
seres vivos. O papel das bactérias na saúde, como agentes infecciosos é bem conhecido: o
Biologia

tétano, a febre tifóide, a pneumonia, a sífilis, a cólera e a tuberculose são apenas alguns exem-
plos. Nas plantas, as bactérias podem também causar doenças. O modo de infecção inclui o
contato direto com material infectado, pelo ar, comida, água e por insetos. A maior parte das
infecções pode ser tratada com antibióticos e as medidas antissépticas podem evitar muitas
infecções bacterianas, por exemplo, fervendo a água antes de tomar, lavar alimentos frescos
ou passar álcool numa ferida. A esterilização dos instrumentos cirúrgicos ou dentários é feita
para os livrar de qualquer agente patogênico. No entanto, muitas bactérias são simbiontes do
organismo humano e de outros animais como, por exemplo, as que vivem no intestino ajudan-
do na digestão e evitando a proliferação de micróbios patogênicos.
Existem ainda várias espécies de bactérias usadas na preparação de comidas ou bebidas fer-
mentadas, incluindo queijos, pickles, molho de soja, sauerkraut (ou chucrute), vinagre, vinho
e iogurte. Com técnicas da biotecnologia foram já “criadas” bactérias capazes de produzir dro-
gas terapêuticas, como a insulina e para a biodegradação de lixos tóxicos, incluindo derrames
de petróleo.

Doenças bacterianas

Bactérias são sensíveis aos antibióticos, estes, quando usados sob prescrição médica, consti-
tuem uma excelente arma contra doenças bacterianas. Essas doenças são transmitidas por go-
tículas de saliva (tuberculose, lepra, difteria, coqueluche), por contato com alimento ou objeto
contaminado (disenteria bacilar, tétano, tracoma) ou por contato sexual (gonorréia, sífilis).

TEMA 04. REINO PROTISTA

O termo protista deriva do grego e significa “primeiro de todos”, dando a ideia de que eles
teriam sido os primeiros eucariontes a surgir no curso da evolução. Reino constituído por or-
ganismos unicelulares eucariontes, representados pelos protozoários (amebas e paramécios)
e certas algas unicelulares (euglenofíceas, pirrofíceas e crisofíceas).

Os organismos incluídos neste reino são todos eucariontes, podendo ser unicelulares, colo-
niais ou multicelulares, embora estes últimos sejam pouco diferenciados. A grande maioria
dos protistas é de vida livre, mas existem relações de simbiose, mutualismo e mesmo parasi-
tismo.

Os protistas habitam quase todo local onde exista água, sendo importantes componentes do
plâncton, uma comunidade de organismos que nadam ou vagueiam passivamente junto á su-
perfície dos lagos e oceanos. Existem igualmente em meio terrestre, desde que haja umidade
suficiente, ou o interior de seres vivos.

80
2o ano – I Unidade

Características dos protozoários

• Antigamente eram classificados como animais por apresentarem nutrição heterótrofa.


• A forma mais comum de reprodução é a bipartição ou cissiparidade.

Biologia
• As doenças causadas por protozoários são chamadas de protozooses.
• Os grupos de protozoários são classificados pelo seu modo de locomoção

De acordo com o tipo e a presença ou não dessas organelas locomotoras, os protozoários


classificam-se em:
• Rizópodes ou sarcodíneos – locomovem-se através de pseudópodes
• Flagelados ou mastigóforos – locomovem-se através de flagelos
• Ciliados – locomovem-se através de cílios
• Esporozoários – desprovidos de organelas locomotoras, se locomovem através do líquido
em que se encontram

Algas

Nos sistemas aquáticos marinhos, existe uma comunidade formadora de uma verdadeira
floresta. Ela é constituída por inúmeros protistas conhecidos simplesmente por algas. Assim
como as florestas terrestres, essa comunidade aquática contribui para o abastecimento do
oxigênio da biosfera. Sob a denominação algas enquadram-se diversos grupos de protistas
diferentes entre si, mas que mantêm uma característica em comum: são todos eucariontes,
autótrofos fotossintetizantes dotados de clorofila. Existem algumas algas formadas apenas
por uma célula. Outras são organizadas em diferentes tipos de colônias. E ainda há as que são
macroscópicas pluricelulares, sem, porém formar tecidos ou órgãos. O corpo de uma alga é
um talo, ou seja, não possuem raiz, caule ou folha, mesmo que seja gigante.

TEMA 05. REINO FUNGI

De uma forma geral, podemos dizer que há tipos diferentes de fungos e também que
eles são uma forma de vida bastante simples. Entre suas diferenças, há aqueles que são
extremamente prejudicais para a saúde do homem, provocando inúmeras doenças. Há
ainda os que parasitam vegetais e animais mortos. Os que servem para alimento e até
aqueles dos quais se pode extrair medicamentos importantes para o homem, como a
penicilina.

Características e tipos de fungos 

Os fungos não possuem flores e se multiplicam por células muito pequenas. Estas células são
chamadas esporos e se desenvolvem ao caírem em solo úmido, ambiente ideal para o cresci-

81
Material de apoio do EMITEC

mento de um novo fungo. Por não possuir clorofila, que é essencial para garantir a alimenta-
ção das plantas, esta forma de vida age como parasita, se alimentando da comida de outras
formas de vida. Alguns tipos agem em seres humanos provocando várias doenças. 
O mofo é outro tipo de fungo que surge através dos esporos, células quase microscópicas
Biologia

que estão sempre flutuando no ar, este escolhe lugares escuros e úmidos para se reproduzir.
Por isso, nota-se um maior número de mofo em ambientes úmidos, como paredes, armários,
gavetas, etc. Estas mesmas células minúsculas também se agrupam em alimentos como pães,
frutas e vegetais, uma vez que buscam alimentos em ambientes propícios para o seu cresci-
mento. 
As micoses, em seus mais variados tipos, são originadas por microfungos, atingindo os seres
humanos com maior frequência nos países tropicais, como no Brasil, por exemplo.
Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos,
quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se
alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudican-
do-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que am-
bos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos
considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica,
propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles
compõem o grupo dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No
processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao
ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.
Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodre-
cimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos,
provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e
em animais, inclusive no homem.

TEMA 06. REINO PLANTAS

As plantas são seres eucariontes, fotossintéticos, multicelulares e diferenciam-se dos animais


em relação ao modo autotrófico de vida. O ramo da Biologia que estuda as plantas é a Botâ-
nica. As plantas surgiram de um grupo ancestral de algas verdes, pois possuem características
relacionadas, como a parede celular constituída de celulose e a presença de clorofilas “a” e
“b” em seus cloroplastos.
A evolução das plantas estabelece diferença em relação à evolução dos animais, por não levar
a formação de músculos, de sistema nervoso, de órgãos dos sentidos e de corpo compacto, já
que não dependem do movimento para absorver seus nutrientes.
Algumas características foram conservadas por seleção natural, durante a passagem evolutiva
das algas verdes para as plantas, devido à adaptação no ambiente terrestre, possibilitando a
expansão das plantas.

82
2o ano – I Unidade

Dentre essas características, duas são de grande importância:

• camada de células estéreis abrangendo e protegendo os gametângios; camada que não


aparece nos gametângios de algas.

Biologia
• retenção do zigoto e dos estágios iniciais de desenvolvimento embrionário dentro do ga-
metângio feminino, concedendo abrigo ao embrião.
As plantas são divididas em dois grandes grupos:
• criptógamas (cripto-escondido; gamae-gametas): para denominar plantas com estrutura
reprodutora pouco visível. Exemplos: musgos e samambaias;
• fanerógramas (fanero-visível): plantas com estruturas reprodutoras bem visíveis. Exem-
plos: pinheiros, mangueiras, rosas e coqueiros.
As criptógamas são divididas em dois grandes grupos:
• briófitas: criptógamas que não possuem vasos especializados para o transporte de seiva;
são plantas de pequeno porte.
• pteridófitas: criptógamas que possuem vasos que conduzem a seiva.
As fanerógamas são divididas em gimnospermas (possuem sementes, mas não formam fru-
tos); angiospermas (possuem sementes abrigadas no interior de frutos).

REFERÊNCIAS
COSTA, Vera Rita da. Ciências. RSE. 2ª reimpressão. Brasília. CIB- Cisbrasil. 2008.
PAULINO. Biologia. Série Novo Ensino Médio. Volume Único. Editora Ática. 2003.
<www.portalimpacto.com.br – http://members.tripod.com/themedpage/microbio-virologia.
htm>
<http://www.mundovestibular.com.br/articles/1181/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-BACTE-
RIAS-E-VIRUS/Paacutegina1.html>
<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biofungos.php>

83
Material de apoio do EMITEC

LISTA DE EXERCÍCIOS
Biologia

Questão 01 – (Unifesp-SP) Em uma área de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado,


são encontrados o pau-d’arco (Tabebuia serratifolia), a caixeta (Tabebuia cassinoides) e alguns
ipês (Tabebuia aurea, Tabebuia alba, Cybistax antisyphillitica). O cipó-de-são-joão (Pyrostegia
venusta) é também frequente naquela região.
Considerando os critérios da classificação biológica, no texto são citados:
a) 3 gêneros e 3 espécies
b) 3 gêneros e 4 espécies
c) 3 gêneros e 6 espécies
d) 4 gêneros e 4 espécies
e) 4 gêneros e 6 espécies

Questão 02 – (UNESP) Alunos de uma escola, em visita ao zoológico, deveriam escolher uma
das espécies em exposição e pesquisar sobre seus hábitos, alimentação, distribuição, etc. No
setor dos macacos, um dos alunos ficou impressionado com a beleza e agilidade dos macacos-
-pregos. No recinto desses animais havia uma placa com a identificação:

Nome vulgar: Macaco-prego (em inglês Ring-tail Monkeys ou Weeping capuchins). Ordem
Primates. Família Cebidae. Espécie ‘Cebus apella’.

Esta foi a espécie escolhida por esse aluno. Chegando em casa, procurou informações sobre a
espécie em um site de busca e pesquisa na internet. O aluno deveria digitar até duas palavras-
-chaves e iniciar a busca.
a) Que palavras o aluno deve digitar para obter informações apenas sobre a espécie escolhida?
b) Justifique sua sugestão.

Questão 03 – Quanto a indivíduos do Reino Fungi podemos afirmar que:


a) Podem produzir antibióticos e fazer fotossíntese.
b) Podem formar micorrizas e fazer fermentação.
c) São exclusivamente unicelulares e procariotos.
d) São autotróficos e pluricelulares.
e) São eucariotos e quimiossintéticos.

84
2o ano – I Unidade

Questão 04 – (UFMG) Em que alternativa as duas características são comuns a todos os in-
divíduos do reino Monera?
a) Ausência de núcleo e presença de clorofila.

Biologia
b) Ausência de carioteca e presença de síntese protéica.
c) Incapacidade de síntese protéica e parasitas exclusivos.
d) Presença de um só tipo de ácido nucléico e ausência de clorofila.
e) Ausência de membrana plasmática e presença de DNA e RNA.

Questão 05 – Dentre o Reino Plantae, caracterize os liquens.

Questão 06 – (MACK-SP) Em relação a morfologia, as bactérias com formas esféricas, de


bastão, em cacho de uva e em colar denominam-se, respectivamente:
a) cocos, bacilos, estafilococos, estreptococos.
b) bacilos, cocos estafilococos, estreptococos.
c) cocos, bacilos, estreptococos, estafilococos.
d) bacilos, cocos, estreptococos, estafilococos.
e) estreptococos, estafilococos, bacilos, cocos.

Questão 07 – (UFSCAR) A relação dos cães com a humanidade teve início há milhares de
anos. Considera-se que os cães são possivelmente versões modificadas do lobo cinzento. Há
cerca de 12.000 anos, os lobos passaram a utilizar os restos da alimentação humana, ao invés
de caçar seu próprio alimento. Gradualmente, passaram a viver junto com os humanos. Ao
longo do tempo, mudanças genéticas acompanharam a domesticação do lobo. Hoje, existem
diversas raças de cães que podem, potencialmente, intercruzar e produzir descendentes fér-
teis. São, então, pertencentes à mesma espécie biológica, ‘Canis familiaris’.

a) Com base no texto, caracterize o conceito biológico de espécie.


b) O lobo cinzento é um organismo com reprodução sexuada. De que modo esse tipo de re-
produção contribuiu para as mudanças genéticas que acompanharam a sua domesticação?

Questão 08 – Em que se baseia a classificação das algas em verdes, vermelhas e pardas?

85
Material de apoio do EMITEC

Questão 09 – Em relação aos vírus, analise as alternativas abaixo e assinale a única alterna-
tiva FALSA:
a) O material genético é de RNA ou DNA.
b) Vírus são agentes causadores de várias doenças nos diferentes seres vivos.
Biologia

c) Possuem ribossomos e mitocôndrias essenciais e típicas de seu metabolismo e reprodu-


ção.
d) Proteínas compõem suas cápsulas externas.
e) Reproduzem-se apenas no interior de células vivas.

Questão 10 – (UFSM-RS) Nas pesquisas da EMBRAPA, a melancia foi alterada geneticamente


para a não-formação de sementes. Quando ocorre na natureza esse fenômeno é chamado de:

a) anemocoria.
b) fecundação cruzada.
c) mega ou macrosporogênese.
d) embriogênese.
e) partenocarpia.

Questão 11 – Pelas normas da nomenclatura, assinale a alternativa cujo nome científico está
corretamente escrito.
a) Schistosoma Mansoni.
b) Schistosoma mansoni.
c) Schistosoma mansoni.
d) Schistosoma mansoni.
e) Schistosoma Mansoni.

Questão 12 – (UFVJF-MG) Quantos e quais são os reinos dos organismos vivos? Caracterize
estes táxons.

Questão 13 – (UFABC-SP) “Eu carrego um sertão dentro de mim, e o mundo no qual vivo é
também o sertão. As aventuras não têm tempo, não têm princípio nem fim. E meus livros são
aventuras, para mim, são a minha maior aventura. Escrevendo, descubro sempre um novo
pedaço do infinito. Vivo no infinito, o momento não conta”. (João Guimarães Rosa)
Guimarães Rosa identifica-se com o sertão, região de baixa pluviosidade, cujos vegetais pos-
suem, como características adaptativas:

86
2o ano – I Unidade

a) folhas com superfície reduzida, evitando grande perda de água, cutícula delgada que permi-
te trocas gasosas e sistema radicular desenvolvido, facilitando a captação de água e nutrientes.
b) folhas largas com estômatos em criptas, que reduzem a incidência de raios luminosos, cutí-
cula espessa, reduzindo a transpiração cuticular, caules suberosos, evitando os efeitos da ele-

Biologia
vada temperatura.
c) folhas com estômatos na região ventral, evitando a incidência de raios luminosos, com pre-
dominância de caules claros que refletem os raios luminosos, e raízes fasciculadas que dimi-
nuem a perda de água.
d) folhas com estômatos pequenos e em pequeno número, parênquima amilífero que supre as
necessidades energéticas e raízes com pneumatóforos e grande pressão osmótica, facilitando
absorção de água.
e) folhas transformadas em espinhos, reduzindo a perda de água por transpiração, parênqui-
ma aquífero e raízes cobrindo grandes superfícies, que contribuem para armazenamento e
absorção de água.

Referências

<www.webvestibular.com.br/revisoes/biologia>
<www.professor.bio.br/vestibulares.asp>

87
Material de apoio do EMITEC

ANOTAÇÕES
Biologia

88
Área do Ciências da Natureza
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Física Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

1. Termometria

Física é a ciência que estuda os fenômenos da natureza e para melhor compreendê-los subdi-
vide-se em várias áreas, estando entre essas a termologia na qual está inserida a termometria,
que se ocupa de medir a temperatura, ou seja, o grau de agitação das moléculas de um corpo
fí sico.
Por sua vez, as sensações de frio e quente ocasionadas pela temperatura, bem como o procu-
rar entendê-las, sempre acompanhou o homem, surgindo como era de se esperar a necessi-
dade de compreendê-las, medi-las etc.
Temperatura (T) é, portanto a medida do grau de agitação térmica das moléculas, tendo como
unidades de medidas mais usadas o grau Celsius (oC), o grau Fahrenheit (oF) e o Kelvin (K). A
temperatura é uma grandeza escalar.
Termômetro. Entre os estudiosos da temperatura estava no século XVII o fí sico italiano Galileu
Galilei que relacionou a densidade de um líquido e a força de impulsão (empuxo) que ele reali-
zava com a temperatura, conseguido medi-la, em um tubo de vidro no qual estava o fl uido. Tal
instrumento de medição da temperatura foi denominado de termômetro de Galileu.
A denominação permaneceu, sendo, portanto, termômetro todo instrumento desti nado a me-
dir a temperatura.

Substância termométrica é a substância usada para medir a temperatura, podendo ser


sólida líquida ou gasosa, daí dizer-se termômetro de sólido, de líquido ou de gás, de acordo,
portanto com a substância termométrica que o compõe. A substância termométrica mais
usada é o mercúrio por ser o único metal líquido e bastante sensível a pequenas variações de
temperatura.

89
Material de apoio do EMITEC

Escala termométrica é a graduação (conjunto de números) utilizada pelo termômetro e que tem
como referência os pontos de fusão (PF) e de ebulição (PE) de determinada substância, sendo
a água a substância mais usada como referência e aqui adotada nas escalas apresentadas. As
escalas termométricas mais usadas são a escala Celsius, a escala Fahrenheit e a escala Kelvin.
Escala Celsius é a mais usada no mundo, inclusive no Brasil, e tem sua graduação variando de
Física

0oC a 100oC.
Escala Fahrenheit é mais usada nos Estados Unidos da América e tem sua graduação variando
de 32oF a 212oF.
Escala Kelvin é usada em pesquisas científicas e tem sua graduação variando de 273 K a 373
K (não se usa a simbologia oK).

Relações entre escalas termométricas

Para atender as necessidades de conversão de determinado valor da temperatura que é lido


em uma escala termométrica para o seu valor equivalente em outra escala se utiliza a seguinte
relação entre as escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin:

Fonte: <http://www.brasilescola.com/quimica/as-escalas-termometricas.htm Acesso em: 19 dez. 2013

TC TF – 32 TK – 273
TC TF - 32 TK - 273 = =
= = ou na forma simplificada:
100 180 100 5 9 5

Do apresentado vemos que a relação entre essas escalas é do primeiro grau.

Importância no cotidiano e aplicações

Sendo a temperatura a grandeza que caracteriza o estado térmico de um sistema (substâncias,


corpos) o seu conhecimento passa a ser fundamental para que possamos realizar as ativida-
des do dia a dia no plantio e colheita, na pesca, nas construções, na fabricação de máquinas
e equipamentos ou na pesquisa e fabricação de medicamentos, no tratamento de pacientes,
no transporte e armazenamento de mercadorias, no vestuário das pessoas, entre outras inú-
meras aplicações. Podemos dizer então que conhecer a temperatura de algo é condição básica
para melhor compreendê-lo e por extensão obter qualidade com maior segurança no que nos
propusermos a ter e/ou conquistar.

90
2o ano – I Unidade

Aplicação – Quanto deverá marcar um termômetro fahrenheit, numa praça de Denver – EUA,
quando no termômetro de um brasileiro, que nela está, se lê 15oC?

Resolução:

Física
TC TF – 32 TK – 273 15
= ⇒ = ⇒ TF = 59oF
5 9 5 5

2. Calorimetria

Quando dois corpos se encontram em diferentes temperaturas é possível fluir, de um corpo


para o outro, energia devido a essas diferenças de temperaturas a qual denominamos de ener-
gia térmica. Essa energia térmica que está em movimento, em trânsito, é definida como calor
(Q), tendo como exigência de percurso partir de um corpo de menor temperatura para outro
de maior temperatura. Diante do exposto, não é, portanto, correto se dizer que se está com
calor.
Unidade de calor – A semelhança da temperatura, o calor é uma grandeza escalar, sendo o seu
valor medido em joule (J) no MKS ou em caloria (cal) no CGS. Na prática a caloria é a medida
mais usada.

Sinal do calor – No processo endotérmico, ou seja, quando o corpo absorve calor, o calor é
acompanhado de um sinal positivo, Q>0, significando que o corpo recebeu calor.
Quando o processo é exotérmico, ou seja, quando o corpo perde calor, é utilizado um sinal
negativo, Q<0, para expressar que o calor está sendo perdido pelo corpo.

Conversão de unidades de calor – Quando se deseja converter o calor de um corpo medido


em caloria para Joule, usa-se a seguinte conversão: 1,0 cal = 4, 186 J.

Capacidade térmica – Na prática da calorimetria, torna-se importante saber a capacidade tér-


mica (C) de cada corpo (substância), ou seja, a quantidade de calor que o corpo precisa ceder
ou receber para que sua temperatura varie de uma unidade.
A capacidade térmica é calculada pela relação C = Q / DT, sendo sua unidade expressa em cal/oC.
Outra grandeza importante no estudo do calor é o calor específico (c) da substância, que sig-
nifica a quantidade de calor que cada unidade de massa (m) do corpo (da substância) precisa
ceder ou receber para que sua temperatura varie de uma unidade.
O calor específico, que é próprio para cada substância, é representado pela relação.
c = C / m. Podemos também concluir que C = mc.

91
Material de apoio do EMITEC

Tipos de calor – O calor é classificado em dois tipos, de acordo com o fenômeno físico registra-
do nos corpos em que ele se manifesta: calor sensível e calor latente.
Calor sensível – O calor é classificado como sensível quando não ocorre mudança de estado
físico na substância (corpo) no qual ele atua. Sendo assim ao aquecermos a água líquida para
Física

tomarmos banho o calor aí existente é do tipo sensível, já que ela permaneceu no estado líqui-
do, variando apenas a sua temperatura.
O calor sensível é calculado pela equação 2000.1.(24 − 22) + m. 033. (24 − 42) = 0
Calor latente – Por sua vez, o calor é classificado como latente (L) quando ocorre mudança de
estado físico na substância (corpo) no qual ele atua. Sendo assim ao derretermos o gelo que se
converte em água líquida, o calor aí existente é do tipo latente, já que a água passou do estado
sólido para o estado líquido, mantendo constante a sua temperatura.
A relação que expressa o calor latente é L = Q / m
O calor latente é ainda classificado de acordo com a mudança de fase que está se processan-
do em calor latente de fusão, calor latente de vaporização, calor latente de liquefação, calor
latente de solidificação e calor latente de sublimação.
Aplicação – Para aquecer 1 kg de uma substância de 10 0C a 600C, foram necessárias 400 cal.
Nessas condições, determine:
a) o calor específico do material; b) a capacidade térmica da substância.
Resolução – São dados do exercício:
m = 1kg = 1000 g; Q = + 400 cal; T0 = 10 o C e T f = 60oC.
a) A variação de temperatura da substância é dada por:
∆ T = T f – T 0  ∆ T = 60 – 10  ∆ T = 50oC

Pela equação da quantidade de calor obtemos o calor específico da substância:


Q = m.c. ∆ T
400 = 1000.c.50  400 = 50 000. c  c = 0,008 cal / g.oC
b) A capacidade térmica é obtida pela equação C = m.c, logo:
C = m.c  C = 1000. 0, 008  C = 8 cal/oC

Trocas de Calor – Quando em diferentes temperaturas e em ambiente apropriado, os corpos


trocam calor entre si, culminando em uma temperatura final, comum a todos os corpos, deno-
minada de temperatura de equilíbrio térmico.
Nesta situação, diz-se que o sistema físico está termicamente isolado e, portanto, toda a ener-
gia térmica que sai de alguns corpos é recebida por outros pertencentes ao próprio sistema.
Tal fato se dá em recipiente próprio (hermeticamente fechado) para a troca de calor entre os
corpos, denominado de calorímetro, valendo, portanto, a relação:

92
2o ano – I Unidade

∑ Q cedido = ∑ Q recebido, o que implica em a soma, de todas as parcelas de calor, envolvida


na troca, ser igual a zero.
Devemos registrar que o calorímetro, embora não permita a troca de calor com o meio exter-
no, ele pode também participar na troca de calor do sistema por ele isolado. É considerado

Física
calorímetro ideal aquele que não interfere nas trocas de calor, tendo, portanto, capacidade
térmica desprezível (igual a zero).
Aplicação – Em um calorímetro ideal foram colocadas 200g de água a 22oC e mercúrio a 42oC,
atingindo-se o equilíbrio térmico a 24o. Qual a massa de mercúrio presente no recipiente?
Dados: Cmércúrio = 0, 033 cal / g.o e Cágua = 1,0 cal / g.o
Resolução – Q água +Q mercúrio = 0  2000.1.(24 − 22) + m.033. (24 − 42) = 0  m
= 643,70g

3. Processos de transferência de calor


Como vimos anteriormente, o calor muda espontaneamente do local de maior temperatura
para o de menor temperatura. Essa transferência (mudança, propagação ou transmissão) do
calor pode ocorrer por condução, por convecção e por radiação, conforme a seguir descritas:

Condução é o processo de propagação do calor no qual a energia térmica é transferida de


partícula para partícula de um meio (corpo, substância). É o que acontece quando colocamos
uma extremidade da barra de metal em contato com o fogo e observamos que logo em
seguida, e rapidamente, ela vai se aquecendo até a outra extremidade.

Convecção é o processo de propagação do calor no qual a energia térmica é transferida de um


local para o outro, acompanhando o deslocamento do próprio material (substância) aquecido,
registrando-se esse fenômeno apenas nos líquidos, vapores e gases, não acontecendo, por-
tanto, no vácuo.
Na convecção as massas fluidas com menor temperatura são direcionadas para cima (sobem)
e as de maior temperatura é direcionada para baixo (descem). Devido à repetição constante
desse processo, afirma-se então que são formadas no ar as correntes de convecção. É o que
acontece nos ambientes refrigerados (salas, câmaras frigoríficas, geladeiras) e nas brisas ma-
rinhas. As correntes de convecção também explicam os fenômenos de inversão térmica que
ocorrem nas grandes cidades.

Radiação é o processo de transferência de energia na forma de ondas eletromagnéticas. Ao


serem absorvidas, parte da energia dessas ondas se transforma em calor. Como exemplos,
temos o calor transferido pelo Sol, o funcionamento das estufas e das garrafas térmicas.
Vale observar que dispositivos inventados pelo homem, a exemplo do aquecedor solar, utili-
zam os três processos de transferência de calor.

93
Material de apoio do EMITEC

Importância das trocas de calor para a sobrevivência


As trocas de calor estão presentes em diversas aplicações da vida cotidiana. Na natureza as
trocas de calor são representadas principalmente pelas trocas realizadas pelo Sol e os reinos
da natureza: animal, vegetal e mineral, ocorrendo na terra, nos rios, lagos, mares e oceanos,
Física

assegurando, portanto a vida.


Também de suma importância são as trocas de calor artificiais, as criadas pelo homem. Pode-
ríamos citar como aparelhos que funcionam baseados nas trocas de calor: os aquecedores, os
sistemas de refrigeração e condicionamento de ar; as usinas de geração de energia, indústrias
químicas e petroquímicas, refinaria de petróleo; processamento de gás natural, tratamento de
águas residuais e outras várias aplicações.

4. Mudanças de fase da matéria


Uma substância a depender do estado de agregação das suas partículas pode estar no estado
sólido, líquido e gasoso.
No estado sólido praticamente não existe grau de liberdade para movimentação das partícu-
las que o compõe daí a substância ter forma e volume bem definidos. É o caso do gelo, das
geleiras e dos icebergs, da madeira etc.
No estado líquido há uma certa liberdade de movimentação das partículas da substância com-
paradas ao estado sólido, mas elas ainda apresentam uma significativa parcela de coesão, o
que confere a substância volume definido, porém com forma variável. É o que ocorre com os
líquidos.
No estado gasoso a liberdade de movimentação das partículas da substância é muito maior
que no líquido, existindo uma fraca coesão entre as partículas, assegurando assim afastamen-
to entre elas, o que confere a substância no estado gasoso não ter forma nem volume defini-
dos. É o que ocorre nos gases e vapores.
Esses estados físicos da substância podem ser modificados à medida que a substância cede ou
recebe energia térmica, alterando, portanto o estado de agregação de suas partículas. Sendo
assim é possivel, e também muito comum, as mudanças de estado físico nas substâncias, con-
forme apresentadas em diagrama a seguir:

Fonte: <http://www.geocities.ws/galileon/2/termo/mud_est.html>. Acesso em: 19 dez. 2013

94
2o ano – I Unidade

Aplicação – Qual a quantidade de calor absorvida para que 1L d’água congelado e à -20°C va-
porize e chegue à temperatura de 130°C?
Dados:

Física
Calor latente de fusão da água: L=80cal/g; Calor latente de vaporização da água: L=540cal/g
Calor específico do gelo: c=0,5cal/g.°C; Calor específico da água: c=1cal/g.°C
Calor específico da água: c=0,48cal/g.°C; Densidade da água: d: 1g/cm³
1L=1dm³=1000cm³
Resolução
Tem-se que d=m/v  m=d.V  m=1000g logo 1kg de água = 1litro.
O calor necessário será igual à soma de todas as quantidades de calor sensível e latente (nas
mudanças de fase) ocorridas até 130oC, conforme descritas:
Calor sensível para manter o gelo sólido; calor latente para a fusão do gelo; calor sensível para
manter a água líquida; calor latente para vaporizar a água; calor sensível para manter água em
estado de vapor até 130oC.

5. Dilatação térmica dos sólidos


O estudo das dilatações dos sólidos nos possibilita evitar situações indesejáveis como trincas
em edifícios, rachaduras em pisos e lajes; vazamentos em tubulações, acidentes etc.
Quando variamos a temperatura de um corpo as suas dimensões de comprimento, área e volume
são alterados. A esse fenômeno físico denominamos de dilatação térmica (quando há aumento
nas dimensões) ou contração térmica (quando há diminuição nas dimensões). A dilatação térmi-
ca dos sólidos é classificada em linear, superficial e volumétrica, conforme a seguir apresentadas:
Dilatação linear – É caracterizada pela alteração no comprimento do corpo (uma barra
metálica, por exemplo) e está diretamente relacionada com a variação de temperatura por
ele experimentado e o tipo de material que o constitui, representado pelo seu coeficiente de
dilatação linear ( α ), sendo, portanto α específico para cada material.

Fonte: <http://www.geocities.ws/saladefisica8/termologia/linear.html>. Acesso em: 19 dez. 2013

95
Material de apoio do EMITEC

A dilatação de uma barra metálica reta e de secção transversal uniforme pode ser calculada
pela equação L = Lo + α Lo ∆ T, sendo:
Lo = comprimento inicial da barra; L = comprimento final da barra e ∆ T= variação da tempe-
ratura.
Física

Aplicação – Para a barra de alumínio que tem comprimento inicial de 8,00m aos 20oC e que é
aquecida até a temperatura de 90oC, com coeficiente de dilatação igual a 23. 10-6oC-1 deter-
mine o seu comprimento final.

Resolução – Sendo L = Lo + α Lo ∆ T ⇒ A = 0, 19752 logo L = 8, 01288m

Dilatação superficial – A dilatação superficial é caracterizada pela alteração na superfície


(área) do corpo (uma placa metálica, por exemplo) devido à variação de temperatura por ele
experimentado. A dilatação superficial depende também do tipo de material que constitui o
corpo, representado pelo seu coeficiente de dilatação superficial (β ), que é específico para
cada material e que corresponde ao dobro de α . Então para qualquer corpo que é aquecido
temos que ∆ A = Aƒ − Ai

Fonte: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=9905>. Acesso em: 23 out. 2013

Por sua vez, sendo a dilatação superficial final de uma placa dada pela equação = +,
onde Aƒ = área final da placa; Ai = área inicial da placa e ∆ θ = variação da temperatura, pode-
mos concluir que ∆ Aƒ = β Ai ∆ θ
Aplicação – Uma forma de pizza circular de 50 cm de diâmetro tem sua temperatura variando
de 50oC para 230oC. Sendo o coeficiente de dilatação linear do material igual a 18.10-6oC-1,
obtenha a área final da forma e a sua dilatação.

Resolução – Lembre-se que na dilatação superficial β = 2 α e que a área inicial é a

p 2 p 3,14
AI = d = 0,50 2 Þ AI 0,50 2 Þ AI = 0,19625m 2
4 4 4
A f = AI + bAI Dq Þ A f = 0,19625 + 0,19625.2.18.10 -6.(230 - 50) Þ A f = 0,19752m 2
DA = A f - AI = 0,00127 m 2

96
2o ano – I Unidade

Dilatação volumétrica – É caracterizada pela alteração no volume do corpo (uma esfera


metálica, por exemplo) e está diretamente relacionada com a variação de temperatura por
ele experimentado e o tipo de material que o constitui, representado pelo seu coeficiente de
dilatação volumétrica ( γ ), sendo, portanto γ específico para cada material e que corresponde
ao triplo de α.

Física
Fonte: Disponível em: <http://portaldoconhecimentonet.blogspot.com.br/2009/04/dilatacao-termica.html>.
Acesso em: 23 out. 2013

A dilatação volumétrica ( ∆V) de um sólido qualquer corresponde à diferença entre os seus


volumes inicial e final devido à variação da temperatura, ou seja, ∆V = Vf− Vi. Já o seu volume
final pode ser obtido pela equação Vf =Vi + γ Vi ∆ θ logo concluímos que ∆ V = γ Vi ∆ θ
Vf = volume final do corpo; Vi = volume inicial e ∆ θ = variação da temperatura.
Aplicação – Um cilindro circular de aço cujo coeficiente de dilatação linear do material igual a
11.10-6oC-1 tem volume igual a 3140cm3 e se encontra em um laboratório a uma temperatura
de 100oC. Quando ele for colocado na temperatura ambiente (20oC), quanto terá dilatado?

Resolução

Lembre-se que γ = 3 α e que ∆ V = γ Vi ∆ θ então


∆ V= 3.11.10-6.3140(20 (100))  V = 12, 4344 cm3
6. A água e seu comportamento com relação à dilatação
Os líquidos em sua maioria se dilatam com o aumento da temperatura. No caso da água ela
não foge a regra, porém no intervalo em que sua temperatura varia de 0oC até 4oC ocorre con-
tração do seu volume, registrando-se ainda aos 4oC o seu volume mínimo. Acima desse valor a
água dilata-se com o aumento da temperatura tal como ocorre com os demais líquidos.
Esse comportamento anômalo da água é responsável pelo congelamento da superfície dos
lagos, tendo como consequência a manutenção das formas de vida animal e vegetal no fundo
desses, já que a temperatura nas partes abaixo da superfície e mais profundas se mantém
acima de 0oC.

97
Material de apoio do EMITEC

REFERÊNCIAS

Disponível em:
Física

<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Calorimetria>.
<http://www.fisica.net/vestibular/testes/fisica_termica_1.php>.
<http://www.brasilescola.com/fisica/calorimetro-as-trocas-calor.htm>.
<http://www.brasilescola.com/fisica/termodinamica.htm>.
<http://www.brasilescola.com/fisica/principio-termodinamica.htm>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Termodinamica/1leidatermodinamica.
php>.
<http://www.evo.bio.br/layout/termo.html>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Termodinamica/trabalho.php>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/linear.php>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/superficial.php>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/volumetrica.php>.

98
2o ano – I Unidade

LISTA DE EXERCÍCIOS

Física
Questão 01 – (UFRGS/1987-1a Etapa)
Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas nas afirmações seguintes:
I – Num dia quente, os fios elétricos entre dois postes de luz encurvam-se... do que num
dia frio.
II – Para aumentar de 20Oc a temperatura de 1,0 kg de ferro, é necessária...calor do que
para aumentar, também de 20oC, igual quantidade de massa de água, estando ambos
a uma temperatura inicial de 15oC.
– Uma panela de ferro escura esfria... rapidamente do que uma panela de ferro clara,
III
logo após terem sido retiradas simultaneamente de um forno onde se encontravam
aquecidas à mesma temperatura.
a) menos-menos-mais
b) menos-mais-menos
c) mais-mais-menos
d) mais-menos-menos
e) mais-menos–mais

Questão 02 – Se o vácuo existente entre as paredes de vidro de uma garrafa térmica fosse
total, propagar-se-ia calor de uma parede para a outra, apenas por
a) convecção.
b) radiação.
c) condução.
d) convecção e radiação.
e) condução e convecção.

Questão 03 – A temperatura de uma panela de ferro antes da utilização, foi medida por um
termômetro graduado em Fahrenheit, indicando o valor de 50°F. A temperatura absoluta des-
sa substância, em kelvins, é
a) 343
b) 323
c) 310
d) 283
e) 273

99
Material de apoio do EMITEC

Questão 04 – Alguns procedimentos médicos,em especial nos consultórios de Dermatolo-


gia, o nitrogênio líquido é muito utilizado para a remoção de sinais,como as “verrugas”.Isso se
deve à sua baixa temperatura, pois seu ponto normal de ebulição é de -196oC.
Na escala Kelvin, esta temperatura vale:
a) 77K
Física

b) 100K
c) 196K
d) 273K
e) 469K

Questão 05 – Para medir a temperatura de seu corpo, Joana dispunha apenas de um ter-
mômetro graduado na escala Fahrenheit. Ao medir encontrou o valor 97,7oF. Ficou assustada,
porém sua colega Ester lhe lembrou que ela precisava fazer a conversão para a escala Celsius.
Ao fazer o cálculo, qual a temperatura encontrada?
a) 36,5oC
b) 37,0oC
c) 37,5oC
d) 38,0oC
e) 38,5oC

Questão 06 – Fazendo uma experiência com gelo para estudar as características de uma
substância ao mudar de estado físico, Marcus colocou um copo de vidro com algumas pedras
de gelo dentro de um isopor, e colocou um termômetro apropriado para medir a temperatura
do gelo enquanto mudava de estado. O que Marcus observou em relação à temperatura da
mistura, durante a passagem do estado sólido para o líquido?
a) é sempre maior que zero.
b) é sempre menor que zero.
c) varia conforme o estado de agregação da substância.
d) é sempre constante à mesma pressão.
e) varia independentemente do estado de agregação da substância.

Questão 07 – A chapa de ferro de um forno comum está com um furo no centro. O forno é
aquecido para assar um bolo, com o aumento de temperatura:
a) tanto o furo como a chapa tende a diminuir.
b) a chapa aumenta, mas o furo diminui.

100
2o ano – I Unidade

c) tanto o furo como a chapa tende a aumentar.


d) o furo permanece constante e a chapa aumenta.
e) sucede algo diferente do que foi mencionado anteriormente.

Física
Questão 08. Numa aula prática de Termologia, o professor realizou a demonstração a seguir:
– colocou massas iguais de água e óleo, à mesma temperatura, respectivamente, em
I
dois recipientes de vidro pirex, isolados termicamente em suas laterais e respectivas
partes superiores;
– pegou dois termômetros idênticos e colocou um em cada recipiente;
II
III – em seguida, colocou esses recipientes sobre uma chapa quente.

Passado algum tempo, o professor mostrou para seus alunos que o termômetro do recipiente
com óleo exibia um valor de temperatura maior que o do recipiente com água, conforme ilus-
trado na figura abaixo:
Considerando-se que a água e o óleo receberam a mesma quantidade de calor da chapa quen-
te, é correto afirmar que a temperatura do óleo era mais alta por que:
a) a condutividade térmica da água é igual à do óleo.
b) a condutividade térmica da água é maior que a do óleo.
c) o calor latente da água é igual ao do óleo.
d) o calor específico da água é maior que o do óleo.
e) não dá para afirmar que a temperatura do óleo é mais alta.

Fonte: <http://www.klick.com.br/simulados/simulados_mostra/0,7562,POR-16633-34-32-2007,00.html>.
Acesso em: 19 dez. 2013

REFERÊNCIAS

[1] Conceitos eletrodinâmicos disponíveis em: <http://www.mundofisico.joinville.udesc.br>.


[2] <http://www.fisica.net/vestibular/testes/fisica_termica_1.php>.

101
Material de apoio do EMITEC

ANOTAÇÕES
Física

102
Área do Ciências da Natureza
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Química Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

ESTUDO DOS GASES

1. Transformações Gasosas

1.1. Introdução

Todo gás é consti tuído de partí culas que estão em contí nuo movimento desordenado. O movi-
mento de um grande número de moléculas, provoca colisões entre elas e, por isso, sua traje-
tória não é reti línea num espaço apreciável, mas sim caminham em ziguezague. Essas colisões
podem ser consideradas perfeitamente elásti cas. O estado em que se apresenta um gás, sob o
ponto de vista microscópico, é caracterizado por três variáveis: pressão, volume e temperatu-
ra, denominadas variáveis de estado.
I. Volume
O volume de qualquer substância é o espaço ocupado por esta substância. No caso dos gases,
o volume de uma dada amostra é igual ao volume do recipiente que a contém.
As unidades usuais de volume são: litro (L), mililitro (mL), metro cúbico (m3), decímetro cúbico
(dm3) e centí metro cúbico (cm3).

103
Química Material de apoio do EMITEC

Disponível em: <http://www.mundoeducacao.com/quimica/volume-dos-gases.htm.>,


Acesso em: 19 dez. 2013.

II. Temperatura

É a medida do grau de agitação térmica das partículas que constituem uma substância.
No estudo dos gases, é utilizada a escala absoluta ou Kelvin (K) e, no Brasil, a escala usual é a
Celsius ou centígrado (°C). Portanto, para transformar graus Celsius (t) em Kelvin, temos:
T = t + 273

III. Pressão

A pressão é definida como força por unidade de área. No estado gasoso, a pressão é o resulta-
do do choque de suas moléculas contra as paredes do recipiente que as contém.
A medida da pressão de um gás é feita através de um aparelho chamado manômetro. O manô-
metro é utilizado na medida da pressão dos gases, dentro de recipientes fechados. É formado
por um tubo em U, contendo mercúrio. Encontramos dois tipos de manômetro:

Disponível em: <http://www.if.ufrj.br/~bertu/fis2/hidrostatica/pressao.html>. Acesso em: 19 dez. 2013.

104
2o ano – I Unidade

As unidades de pressão usuais são: atmosfera (atm), centímetros de mercúrio (cmHg), milíme-
tros de mercúrio (mmHg); Torricelli (torr).

1 atm = 76 cmHg = 760 mmHg e 1 mmHg = 1 torr

Química
 
1.2. Leis Físicas dos Gases
Uma dada massa de gás sofre uma transformação quando ocorrem variações nas suas vari-
áveis de estado. Começamos o estudo modificando apenas duas das grandezas, enquanto a
outra se mantém constante.

I. Lei de Boyle-Mariotte
“À temperatura constante, uma determinada massa de gás ocupa um volume inversa-
mente proporcional à pressão exercida sobre ele”.
Esta transformação gasosa, onde a temperatura é mantida constante, é chamada de transfor-
mação isotérmica.

Experiência da Lei de Boyle-Mariotte:

A curva obtida é uma hipérbole, cuja


equação representativa é PV = cte. Por-
tanto, podemos representar:

Disponível em: <http://interna.coceducacao.com.br/ebook/


pages/383.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.

A lei de Boyle-Mariotte pode ser representada por um gráfico pressão-volume. Neste gráfico,
as abscissas representam a pressão de um gás, e as ordenadas, o volume ocupado.

105
Material de apoio do EMITEC

II. Lei de Charles/Gay-Lussac


“A pressão constante, o volume ocupado por uma massa fixa de gás é diretamente
proporcional à temperatura absoluta.”
Esta transformação gasosa, onde a pressão é mantida constante, é chamada de transformação
Química

isobárica e as relações entre volume e temperatura podem ser representadas pelo esquema:

A reta obtida é representada pela equação:


V = cte · T ou V/T = cte
Com isso, ficamos com:

Disponível em: <http://interna.coceducacao.com.br/


ebook/pages/383.html>. Acesso em: 19 dez. 2013.

III. Lei de Charles/Gay-Lussac

“A volume constante, a pressão exercida por uma determinada massa fixa de gás é
diretamente proporcional à temperatura absoluta.”

Esta transformação gasosa, onde o volume é mantido constante, é denominada de transfor-


mação isocórica, isométrica ou isovolumétrica. As relações entre pressão e temperatura são
representadas a seguir:

A reta obtida é representada pela equação:


P = cte · T ou P/T = cte
Com isso, ficamos com:

Disponível em: <http://interna.coceducacao.com.br/


ebook/pages/383.html>. Acesso em: 19 dez. 2013.

106
2o ano – I Unidade

1.3. Gás Perfeito ou Ideal

Obedece rigorosamente às Leis Físicas dos Gases em quaisquer condições de temperatura e


pressão.

Química
1.4. Gás Real

Não segue o comportamento do gás ideal, principalmente em pressões muito altas e/ou em
temperaturas baixas, porque ocorre alta redução de volume e as partículas, muito próximas,
passam a interferir umas no movimento das outras.
Um gás real aproxima-se do comportamento de um gás ideal à medida que diminui a pressão
e aumenta a temperatura.

2. Equação Geral dos Gases

Esta equação é utilizada quando ocorre transformação gasosa em que as três variáveis de es-
tado (P, V e T) se modificam simultaneamente.
Ela é obtida por meio da relação matemática entre as transformações gasosas estudadas an-
teriormente.

Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.

3. Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP, CN ou TPN)

São definidas como condições normais de temperatura e pressão quando o gás é submetido a
uma pressão de 1 atm e à temperatura de 0 °C. Portanto, podemos colocar:
P = 1 atm = 760 mmHg T = 0 °C = 273 K

4. Lei de Avogadro

“Volumes iguais de gases quaisquer, à mesma temperatura e pressão, encerram o mesmo


número de moléculas.”

107
Química Material de apoio do EMITEC

nN2 = n O3 = nHe

Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.

Sendo n a quantidade em mols de cada gás, podemos concluir:


Determinou-se experimentalmente o volume ocupado por 1 mol de qualquer gás nas CNTP e
foi encontrado o valor aproximadamente igual a 22,4 L. Portanto, podemos dizer que:

Volume molar nas CNTP = 22,4 L/mol

5. Equação de Clapeyron

As leis de Boyle e Charles/Gay-Lussac podem ser combinadas com a lei de Avogadro para rela-
cionar volume, pressão, temperatura e quantidade em mols de um gás.
Tal relação é chamada de equação de estado de um gás. Ela pode ser encontrada das seguin-
tes formas:
I. Lei de Boyle-Mariotte: V é proporcional a quando T e n são constantes.

II. Lei de Charles/Gay-Lussac: V é proporcional a T onde P e n são constantes.


P é proporcional a T onde V e n são constantes.
III. Lei de Avogadro: V é proporcional a n quando T e P são constantes.
Agrupando as quatro expressões encontramos:

V é proporcional a · (T) · (n) ou V = R · · (T) · (n),

onde R representa a constante de proporcionalidade e é chamada de constante universal dos


gases. A equação de estado pode então ser representada por:

P · V = n ·R · T

108
2o ano – I Unidade

Esta equação também é denominada de equação de Clapeyron, em homenagem ao físico


francês que a determinou.

Química
A constante R pode assumir vários valores dentre os quais destacamos:

R = 0,082 atm.L/mol.K e R = 62,3 mmHg.L/mol.K

6. Densidade dos Gases

A densidade gasosa pode ser trabalhada sob duas formas: a densidade absoluta e a densidade
relativa.

6.1. Densidade Absoluta


A densidade absoluta é uma relação entre a massa e o volume ocupado por um gás, em de-
terminadas condições de temperatura e pressão.

m
d=
v

Esta densidade pode ser encontrada, levando-se em consideração a pressão e a temperatura


absoluta, partindo-se da equação de estado do gás ideal:

m m
P. V = n. R. T onde n = M
logo P. V = M
. R. T

m PM
Sabendo que d = , temos P · M = d · R · T e d = a unidade utilizada é o g/L.
v RT

Trabalhando-se nas CNTP (P = 1 atm e T = 273 K), encontramos a seguinte equação:

m m
d = 0,082.273 logo d = 22,4

109
Material de apoio do EMITEC

6.2. Densidade Relativa

A densidade relativa é encontrada através da relação entre as densidades absolutas de dois


gases, medidas nas mesmas condições de temperatura e pressão.
Química


Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.

Esta relação indica quantas vezes um gás é mais denso ou menos denso que outro gás. Por
exemplo, uma bexiga com gás hidrogênio mantém-se suspensa no ar porque o gás hidrogênio
é menos denso que o ar.

Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.

7. Mistura Gasosa
A mistura entre dois ou mais gases sempre constitui um sistema homogêneo. Considere-
mos inicialmente dois recipientes contendo, o primeiro, gás nitrogênio (N2) e o segundo, gás
hélio (He).
Os dois gases são misturados em um terceiro recipiente, conforme o esquema representado
abaixo.

110
2o ano – I Unidade

Química
Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.

Para a mistura gasosa, é possível estabelecermos as seguintes relações:

7.1. Equação de Estado

P·V= n·R·T
onde:

Não esquecer que , portanto a mistura apresentada fica:


Para uma mistura gasosa qualquer, a quantidade em mols fica: ∑n = n1 + n2 + n3 +...

7.2. Equação Geral dos gases


Partindo de:

e sabendo que a soma das quantidades em mols: fica:

111
Material de apoio do EMITEC

Podemos representar a equação geral para mistura gasosa:


Química

Para a equação representada, utilizamos a mistura de dois gases, portanto, para uma mistura
qualquer, contendo mais de dois gases, a equação fica assim representada:

onde P1, V1,T1, P2,V2,T2, … representam a situação inicial de cada gás.

7.3. Pressão Parcial

Utilizando o mesmo esquema do módulo anterior, temos:

A pressão da mistura gasosa (P) corresponde à soma das pressões exercidas pelo hélio e pelo
nitrogênio dentro do recipiente. A pressão que cada gás exerce na mistura gasosa é chamada
de pressão parcial. Portanto, podemos enunciar a lei de Dalton (das pressões parciais) que diz:
a pressão total corresponde à soma das pressões parciais dos gases componentes da mistura
gasosa.

P = pHe + pN2

Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.

Para o cálculo da pressão parcial podemos utilizar:

a) Equação de estado
pN2 · V = nN2 · R · T     e     pHe · V = nHe · R · T onde V e T são da mistura gasosa.
b) Equação geral

112
2o ano – I Unidade

Como a quantidade em mols de cada gás não varia, podemos escrever:

Química
Utilizando a equação de estado, temos:

Inicial Mistura

Estabelecendo a igualdade:

Para o hélio, a equação fica:

c) Relação entre pressão da mistura gasosa e pressão parcial


Inicialmente, definimos uma forma de concentração, denominada de fração molar (x).
A fração molar corresponde a razão entre a quantidade em mols do gás presente na mistura e
a quantidade total, em mols, de gás. Portanto, a equação fica:

Para estabelecer a relação entre as pressões, recorremos à equação de estado:


pHe · V = nHe · R · T (pressão parcial)
P · V = ∑ n · R · T (mistura gasosa)
Dividindo uma equação pela outra:
encontramos:

      ou      

Para o nitrogênio: PN2 = P · xN2

113
Material de apoio do EMITEC

8. Efusão e Difusão Gasosa

Considerando que um recipiente contenha gás, se seu cheiro se espalhar todos que es-
tarão ao redor, irão sentir o cheiro forte do gás (fato muito conhecido). Esse fato ocor-
Química

re, pois as moléculas de um gás se movimentam com facilidade através dos espaços va-
zios entre as moléculas, fazendo com que elas se misturem uniformemente com eles.
Podemos pensar também que essas moléculas podem atravessar as paredes porosas, porém
nem todas na mesma velocidade, independente se os gases estão ou não nas mesmas condi-
ções de temperatura e pressão.

Difusão gasosa – é a forma na qual, os gases atravessam uma parede porosa, e nesse mesmo
processo se misturam de maneira uniforme com outros gases.
Porém, a efusão gasosa é conceituada como uma forma em que um gás escapa de um reci-
piente, por meio de um pequeno furo, para o vácuo.
Thomas Graham foi um químico britânico, que estudou a efusão gasosa, ele criou a lei que o explica.

“As velocidades de efusão dos gases são inversamente proporcionais às raízes quadradas de
suas massas específicas, quando submetidos à mesma pressão e temperatura.

9. Modelo cinético dos gases (Teoria cinético-molecular)

A lei dos gases ideais prevê o comportamento dos gases mas não explica o que se passa a nível
molecular e que causa as variações observadas macroscopicamente.
É baseado nas seguintes pressupostos:

1) O gás é composto por moléculas separadas por distâncias maiores que as suas próprias
dimensões. As moléculas são consideradas pontos, isto é, têm massa, mas volume negli-
genciável.
2) As moléculas de gás movem-se constantemente em direções aleatórias, colidindo fre-
quentemente umas com as outras, ou com as paredes do recipiente onde se encontram.
3) As moléculas de gás não exercem forças atrativas ou repulsivas entre elas. Logo, a energia
potencial associada às interações é desprezível, sendo a energia cinética a única contribui-
ção para a energia total do gás.
4) A energia cinética média das moléculas é proporcional à temperatura absoluta (Kelvin) do
gás. A temperatura é assim uma medida da energia cinética média das moléculas do gás.

114
2o ano – I Unidade

Química
Disponível em: <http://quimicafv.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html>. Acesso em: 19 dez. 2013.

LISTA DE EXERCÍCIOS

Questão 01 – (F.M. Itajubá – MG) O comportamento de um gás real aproxima-se do de um


gás ideal quando:

a) submetido a baixas temperaturas.


b) submetido a altas temperaturas e altas pressões.
c) submetido a altas temperaturas e baixas pressões.
d) submetido a baixas temperaturas e altas pressões.
e) submetido a baixas temperaturas e baixas pressões.

Questão 02 – (UFC-CE) A 0 °C e 1 atm, 19,5 g de sulfeto de zinco puro reagem estequiome-


tricamente com oxigênio, de acordo com a reação:
2 ZnS(s) + 3 O2(g) → 2 ZnO(s) + 2 SO2(g)

115
Material de apoio do EMITEC

Assumindo comportamento ideal, o volume (em litros) de SO2 gerado será de, aproximadamente:

a) 1,1. b) 2,2. c) 3,3. d) 4,5. e) 5,6.


Química

Dado: R = 0, 082 atm. L.mol-1. K-1

Questão 03 – (UFU-MG – adaptada) Gases são fluidos no estado gasoso. A característica que
o difere dos fluidos líquidos é que, quando colocado em um recipiente, este tem a capacidade
de ocupá-lo totalmente. A maior parte dos elementos químicos, não-metálicos, conhecida é
encontrada no seu estado gasoso, em temperatura ambiente.

Em relação aos gases, é incorreto afirmar que:


a) difundem-se rapidamente uns nos outros.
b) a pressão dos gases aumenta com a diminuição da temperatura.
c) exercem pressão sobre as paredes do recipiente onde estão contidos.
d) o volume do gás diminui com o aumento da temperatura, mantendo-se a pressão constante.
e) a pressão aumenta com o aumento da temperatura se o gás estiver fechado em um reci-
piente rígido.

Questão 04 – Comparando-se as densidades dos gases a seguir, nas CNTP, qual deles é o
mais indicado para encher um balão que deve subir na atmosfera?

a) N2 b) O3 c) Cl2 d) CH4 e) CO2

Dados: MA: H = 1; C = 12; N = 14; O = 16 e Cl = 35,5 e composição


aproximada do ar: 80% de N2 e 20% de O2.

Questão 05 – (Ufal) A equação de estado de um gás ideal, PV = nRT, pode ser usada para
descrever o comportamento aproximado de um gás real submetido a:

a) alta pressão e alta temperatura.


b) alta pressão e baixa temperatura.
c) baixa pressão e alta temperatura.
d) baixa pressão e baixa temperatura.
e) qualquer condição de pressão e temperatura.

116
2o ano – I Unidade

Questão 06 – (PUC-MG) A figura ao lado representa um gás contido em um cilindro cuja


parte superior é vedada por um êmbolo que pode deslizar, sem atrito, para cima e para baixo,
ao longo das paredes do cilindro.

Química
Sobre êmbolo está um objeto de massa constante. Se esse sistema for
aquecido lentamente, a transformação a que ele será submetido o é:
a) isobárica b)isocórica c) isostática d) adiabática e) isotérmica

Imagem disponível em: <http://www.fisicafacil.pro.br/Termodinamica.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013

Questão 07 – (UFA-MG) Nos manuais de automóveis, na seção que trata da calibragem dos
pneus, junto à pressão recomendada, encontramos a seguinte instrução: “os pneus devem ser
calibrados enquanto frios”.

Qual o motivo da recomendação?


a) Se calibrarmos os pneus a frio, gastaremos menos ar para en-
chê-los.
b) Se calibrarmos os pneus quentes com ar à temperatura am-
biente, podemos provocar rachaduras nas rodas.
c) Se calibrarmos os pneus ainda quentes, podemos levar a vaza-
mentos de ar, porque a borracha estará dilatada.
d) Se calibrarmos os pneus quentes com a pressão recomenda-
da, ao esfriarem a pressão cairá a valores mais baixos que o
recomendado.
e) Se calibrarmos os pneus quentes com a pressão recomendada,
quando os pneus esfriarem a pressão ficará muito acima da
recomendada, por causa da contração da borracha.
Imagem disponível em: <http://www.pneuac.com.br/produtos-e-servicos/calibragem/>. Acesso em: 19 dez.
2013

Questão 08 – (U. E. Ponta Grossa–PR) Certa massa de gás ocupa um volume de 1m 3 a


327 °C, exercendo uma pressão de 1 atm no recipiente que a contém. Reduzindo-se a tempe-
ratura para 25°C e o volume ocupado pelo gás para 25 litros, qual será a pressão no sistema,
aproximadamente, em atm?

117
Material de apoio do EMITEC

Questão 09 – Um balão meteorológico de cor escura, no instante do seu lançamento, con-


tém 100 mol de gás hélio (He). Após ascender a uma altitude de 15 km, a pressão do gás
se reduziu a 100 mmHg e a temperatura, devido à irradiação solar, aumentou para 77 °C.
Calcule nessas condições, o volume do balão meteorológico.
Química

-1 -1
(Dados: constante dos gases ideais (R) = 62 L. mmHg. K mol ; massa molar He = 4 g/mol)

Referências

Disponível em: <http://www.omelhordeguarulhos.com.br/arquivos_materiais/fisica_teorico_


estudo_dos_gases.pdf->. Acesso em: 13 de nov. 2013
Disponível em: <http://www.fisicaevestibular.com.br/res_ter_8.htm>. Acesso em: 13 de nov.
de 2013.
Módulo Ético Sistema de Ensino, Volume 4, 1ª série.
Módulo Sistema Uno, Caderno Especial 4.0, Volume 1 e 2.

118
Área de
Ciências Humanas
e suas
Tecnologias

Filosofia
Geografia
História
Sociologia
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Filosofia Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

A organização da política

A palavra políti ca é grega ta políticka = vida e polis = cidade, entendida também como comu-
nidade organizada, formada pelos cidadãos (politi kos), ou seja, os nascidos no solo da cidade,
livres e iguais, com direitos inquesti onáveis, como a isonomia (igualdade diante da lei) e a
isegoria (direito de parti cipar de ações que a cidade deve ou não deve realizar).
A vida na polis (ta políticka) assegurava a isegoria, que se referia aos negócios públicos diri-
gidos pelos cidadãos, isto é, costumes, leis, pagamentos, organização da defesa e da guerra,
serviços públicos necessários (ruas, portos, construções, irrigações), a parte econômica da
cidade (impostos, tributos, relações comerciais, moedas).
Para os fi lósofos sofi stas gregos a vida políti ca é um ato humano que cria e preserva consenso
e acordo (leis) por meio do debate. A defi nição do que é justo ou injusto muda de acordo com
o tempo e o espaço. A vida comunitária é uma convenção humana. Os humanos associam
porque a vida comum é mais úti l do que o isolamento.

FONTE: WONSOVICZ, Silvio. Somos filhos da polis: investi gação sobre políti ca e estéti ca. Florianópolis: Ed. So-
phos. 2006.

A cidadania

O termo “Cidadania” tem origem eti mológica do grego polis = cidade, designando cidadão
aquele que habita na cidade, tendo o direito de parti cipar, opinar e tomar decisão em assem-
bleias.

121
Material de apoio do EMITEC

No latim a palavra cidadania vem de civitas, significando “cidade”, assim a cidadania represen-
ta o estatuto de pertença de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada e que
lhe atribui um conjunto de direitos e obrigações.
A cidadania comporta, genericamente, três dimensões:
Filosofia

1) civil: direitos inerentes à liberdade individual, liberdade de expressão e de pensamento;


direito de propriedade e de conclusão de contratos; direito à justiça;
2) política: direito de participação no exercício do poder político, como eleito ou eleitor, no
conjunto das instituições de autoridade pública;
3) social: conjunto de direitos relativos ao bem-estar econômico e social, desde a segurança
até ao direito de partilhar do nível de vida segundo os padrões prevalecentes na sociedade.

Ética e política em Platão

Segundo a psicologia platônica, a natureza do homem é racional, e, por consequência, na ra-


zão realiza o homem a sua humanidade: a ação racional realiza o sumo bem, que é, ao mesmo
tempo, felicidade e virtude. Entretanto, esta natureza racional do homem encontra no corpo
não um instrumento, mas um obstáculo – que Platão explica mediante um dualismo filosófico-
-religioso de alma e de corpo: o intelecto encontra um obstáculo nos sentidos, a vontade no
impulso, e assim por diante. Então a realização da natureza humana não consiste em uma dis-
ciplina racional da sensibilidade, mas na sua final supressão, na separação da alma do corpo,
na morte. Agir moralmente é agir racionalmente, e agir racionalmente é filosofar, e filosofar
é suprimir o sensível, morrer aos sentidos, ao corpo, ao mundo, para o espírito, o inteligível,
a ideia.
[...] Os escritos em que Platão trata especificamente do problema da política, são a República,
o Político e as Leis. Na República, a obra fundamental de Platão sobre o assunto, traça o seu
estado ideal, o reino do espírito, da razão, dos filósofos, em chocante contraste com os estados
e a política deste mundo.
Qual é, pois, a justificação da sociedade e do estado? Platão acha-a na própria natureza huma-
na, porquanto cada homem precisa do auxílio material e moral dos outros. Desta variedade
de necessidades humanas origina-se a divisão do trabalho e, por consequência, a distinção em
classes, em castas, que representam um desenvolvimento social e uma sistematização estável
da divisão do trabalho no âmbito de um estado. A essência do estado seria então, não uma
sociedade de indivíduos semelhantes e iguais, mas dessemelhantes e desiguais. Tal especifica-
ção e concretização da divisão do trabalho seria representada pela instituição da escravidão;
tal instituição, consoante Platão, é necessária porquanto os trabalhos materiais, servis, são
incompatíveis com a condição de um homem livre em geral.
Segundo Platão, o estado ideal deveria ser dividido em classes sociais. Três são, pois, estas
classes: a dos filósofos, a dos guerreiros, a dos produtores, as quais, no organismo do estado,
corresponderiam respectivamente às almas racional, irascível e concupiscível no organismo
humano. À classe dos filósofos cabe dirigir a república. Com efeito, contemplam eles o mundo
das ideias, conhecem a realidade das coisas, a ordem ideal do mundo e, por conseguinte, a
ordem da sociedade humana, e estão, portanto, à altura de orientar racionalmente o homem

122
2o ano – I Unidade

e a sociedade para o fim verdadeiro. Tal atividade política constitui um dever para o filósofo,
não, porém, o fim supremo, pois este fim supremo é unicamente a contemplação das ideias.
À classe dos guerreiros cabe a defesa interna e externa do estado, de conformidade com a ordem
estabelecida pelos filósofos, dos quais e juntamente com os quais, os guerreiros receberam a

Filosofia
educação. Os guerreiros representam a força a serviço do direito, representado pelos filósofos.
À classe dos produtores, enfim, – agricultores e artesãos – submetida às duas precedentes,
cabe a conservação econômica do estado, e, consequentemente, também das outras duas
classes, inteiramente entregues à conservação moral e física do estado. Na hierarquia das
classes, a dos trabalhadores ocupa o ínfimo lugar, pelo desprezo com que era considerado por
Platão – e pelos gregos em geral – o trabalho material.
Na concepção ideal, espiritual, ética, ascética do estado platônico, pode causar impressão, à
primeira vista, o comunismo dos bens, das mulheres e dos filhos, que Platão propugna para
as classes superiores. Entretanto, Platão foi levado a esta concepção política – tornada depois
sinônimo de imanentismo, materialismo, ateísmo – não certamente por estes motivos, mas
pela grande importância e função moral por ele atribuída ao estado, como veículo dos valores
transcendentais da Ideia. Tinha ele compreendido bem que os interesses particulares, priva-
dos, econômicos e, especialmente, domésticos, estão efetivamente em contraste com os inte-
resses coletivos, sociais, estatais, sendo estes naturalmente superiores àqueles – eticamente
considerados. E não hesita em sacrificar totalmente os interesses inferiores aos superiores, a
riqueza, a família, o indivíduo ao estado, porquanto representa precisamente – consoante seu
pensamento – um altíssimo valor moral terreno, político-religioso, como única e total expres-
são da eticidade transcendente.
Se a natureza do estado é, essencialmente, a de organismo ético-transcendente, a sua finalida-
de primordial é pedagógico-espiritual; a educação deve, por isso, estar substancialmente nas
mãos do estado. O estado deve, então, promover, antes de tudo, o bem espiritual dos cida-
dãos, educá-los para a virtude, e ocupar-se com o seu bem estar material apenas secundária
e instrumentalmente. Platão tende a desvalorizar a grandeza militar e comercial, a dominação
e a riqueza, idolatrando a grandeza moral. O grande, o verdadeiro político não é – diz Platão
– o homem prático e empírico, mas o sábio, o pensador; não realiza tanto as obras exteriores,
mas, sobretudo, se preocupa com espiritualizar os homens. Desta maneira é concebido o esta-
do educador de homens virtuosos, segundo as virtudes que se referem a cada classe, respec-
tivamente. Esta educação é dispensada essencialmente às classes superiores – especialmente
aos filósofos, a quem cabem as virtudes mais elevadas, e, portanto, a direção da república. Ao
contrário, o estado em nada se interessa – ao menos positivamente – pelo povo, pelo vulgo,
pela plebe, cuja formação é inteiramente material e subordinada, consistindo sua virtude ape-
nas na obediência, visto a alma concupiscível estar sujeita à alma racional.
A educação das classes superiores importa, fundamentalmente, música e ginástica. A música –
abrangendo também a poesia, a história, etc., e, em geral, todas as atividades presididas pelas
Musas – é, todavia, cultivada apenas para fins práticos e morais. Deveria ela equilibrar, com a
sua natureza gentil e civilizadora, a ação oposta, fortificadora, da ginástica. Platão reconhece
a importância da ginástica, mas não passa de uma importância instrumental e parcial, pois o
prevalecer da cultura física do corpo torna os homens grosseiros e materiais. Daí a sua aversão
ao culto idolátrico dos exercícios físicos, que foi um dos indícios da decadência grega.
Disponível em: <http://www.mundodosfilosofos.com.br/platao2.htm>. Acesso em: 19 abr. 2011.

123
Material de apoio do EMITEC

A concepção de homem para Aristóteles

O homem é pensado como um ser social, que para ser considerado como tal assim deve ser
encontrado, em grupo. Essa característica não é exclusiva dos seres humanos, ela pertence à
maioria dos mamíferos e outros seres vivos.
Filosofia

Estas considerações deixam claro que a cidade é uma criação natural, e


que o homem é por natureza um animal social, e um homem que por
natureza, e não por acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria
desprezível ou estaria acima da humanidade [...]. Agora é evidente que
o homem, muito mais que a abelha ou outro animal gregário, é um ani-
mal social. Como costumamos dizer, a natureza nada faz sem um pro-
pósito, e o homem é o único entre os animais que tem o dom da fala.

O homem é o único ser vivo que possui a fala como instrumento de comunicação. Os outros
seres se utilizam de outros sons para estabelecer alguma informação. Esses sons transmitem
apenas sensações, já a fala transmite comparações como o que é nocivo e conveniente, ou o
que é justo e injusto. A fala transmite sentimentos que estão presentes na família e na cidade.
Essa característica humana, de vida gregária, é fundadora da cidade, pois o fato do homem vi-
ver em grupo o conduz a desenvolver relações cada vez mais complexas. Inicialmente temos a
relação homem e mulher que tem a finalidade de procriar e perpetuar a espécie. Com os filhos
desenvolve-se a família, que é considerada como sendo a primeira forma de associação entre
os homens, e nesta exige-se mais do homem, pois não é mais a sobrevivência e perpetuação
da espécie que contam, mas a subsistência e a segurança. [...]
[...] A natureza, para Aristóteles, é a essência da origem das ações ou movimentos. O homem
é por natureza um animal coletivo, portanto sua essência o impulsiona a estar agrupado. Agir
contrário a essa máxima é ferir a própria natureza, ou essência do ser homem.

Então, da alma de cada ser depende a sua finalidade e a realização


desta. O homem, em razão de sua alma racional, é chamado à contem-
plação, realização plena de sua dimensão intelectual. Nisto consistirá
a sua felicidade.

Essa característica é decisiva para todo desenvolvimento do pensamento moral de Aristóteles,


pois este fundamenta a realização da felicidade na racionalidade humana.
[...] Para Aristóteles a política é a ciência prática suprema, nela se encontra o objeto central
de seu estudo nessa área, e é nela que deve se encontrar esse sumo bem. Como o homem é
um animal político, ou seja, a sua essência ou natureza se atualiza e se realiza no seio da pólis.
Assim, o bem mais nobre e justo é objeto da política e não da ética, e toda investigação será
voltada para o bem supremo que é investigado pela política.

124
2o ano – I Unidade

[...] O bem deve estar acessível ao homem para que este possa de fato buscá-lo. A moralidade
aristotélica está na execução das ações, e só se pode agir focado em um bem que seja claro,
atingível, o qual se possa desejar por si só, escolher e deliberar voluntariamente. Aristóteles
não castra o homem dos seus sentimentos, mas os torna subordinados à razão. O bem deve

Filosofia
ser desejado pelo homem.[...]

Disponível em: <http://www.uece.br/cmaf/dmdocuments/dissertacao2009_virtude_justica_pensamento_aris-


totelico.pdf>. Acesso em: 19 abr. 2011.

A estrutura do agir ético-político de Aristóteles

O termo grego ajrethv (aretê), tem sido comumente traduzido por virtude, e seu significado
tem sofrido, ao longo do tempo, modificações significantes. Entende-se por virtude uma ca-
pacidade ou excelência, de qualquer coisa ou ser, podendo ter três significados específicos.
Aristóteles se enquadra entre aqueles que afirmam que a virtude não é paixão ou faculdade,
mas uma disposição do caráter.[...]
[...] Temos, portanto, que a virtude é meio para o homem alcançar a vida feliz ou o bem-estar.
Pois esta busca não pode contrariar a sua natureza, que o impulsiona a viver uma vida gover-
nada pela razão no seio da pólis. Sua intenção é levar o conceito à prática, não ficar apenas
no campo teórico e inalcançável no cotidiano. Seu projeto era de dar condições ao homem de
ser [...]
[...] Aristóteles identifica duas espécies de virtudes: as virtudes morais e as virtudes do inte-
lecto. A primeira diz respeito às paixões e ações e a segunda as virtudes relacionadas ao ele-
mento racional do homem. As virtudes dianoéticas, ou intelectuais, estão relacionadas com a
aprendizagem. A sua aquisição é através das experiências e leva tempo. Já as virtudes éticas
ou morais é fruto da repetição, do hábito, da prática, do costume. O hábito não corrompe nada
que tenha sua origem na natureza, portanto, as virtudes éticas não são consideradas como
virtudes inatas ao homem.
[...] As virtudes não são, portanto, nem dadas por natureza, nem contrária a ela. A natureza só
nos dá as condições essenciais para adquiri-las, quer por esforço constante ou pelo aprendi-
zado. A virtude não pode ser considerada nem natural, nem antinatural ao homem, mas um
meio aceito pela natureza para desenvolvermos intencionalmente nossas capacidades natu-
rais. [...]
[...] Como exemplos de virtudes éticas, que são historicamente dadas e aceitas por Aristóte-
les: coragem, temperança, liberalidade, magnificência, magnanimidade, amabilidade, justiça,
prudência, entre outras. [...]
[...] Se a virtude é o meio para o homem alcançar o bem-estar ou felicidade o vício seria o
oposto, pois a virtude não faz nada contrária à natureza. O vício é o oposto da virtude, ou seja,
atos que vão contra a natureza humana, que nos ordena a agirmos racionalmente e sermos
sociáveis. Os vícios agridem a natureza como um todo, não só moralmente como fisicamente
também. Temos como exemplo a gula. Ela é o extremo, é o excesso. Que traz consequências
sérias ao nosso corpo e qualidade de vida.[...]

125
Material de apoio do EMITEC

[...] Tanto os vícios como as virtudes são meios voluntários para se alcançar um fim proposto
pelo próprio homem. Está em nossas mãos o agir conforme a razão ou não. Seguir o que a
natureza nos propõe ou ser contrário a ela. Quando temos as informações necessárias para
tomar uma decisão e agir, somos considerados senhores de si, pois conhecemos as circunstân-
cias que envolvem a ação. Temos total condição de escolher a forma correta de nos comportar
Filosofia

nas diversas situações que nos deparamos no decorrer do dia.


Ninguém nasce bom ou mau, mas a natureza de nossas ações é que formam o nosso caráter. É
através das nossas relações na pólis, na comunidade política, que temos a opção de tornarmos
justos ou injustos. Isso, pois, é o que ocorre com as virtudes: pelos atos que praticamos em
nossas relações com os homens nos tornamos justos ou injustos.
Portanto, dependendo dos nossos hábitos morais tornamo-nos justos ou injustos, corajosos ou
covardes. É através das nossas relações que nos aperfeiçoamos e moldamos o nosso caráter.

Disponível em: <http://www.uece.br/cmaf/dmdocuments/dissertacao2009_virtude_justica_pensamento_aris-


totelico.pdf>. Acesso em: 19 abr. 2011.

Felicidade para gregos e troianos

HELOÍSA HELVÉCIA – free-lance para a Folha de S. Paulo.

BUDISTAS – Viver é sofrer. Estamos presos à lei de causa e efeito. Para alcançar felicidade, é
preciso renunciar ao ego e à ânsia pelas coisas deste mundo.

CÉTICOS – Considerando que tudo é tudo e nada é nada e que a certeza é impossível, o mais
sensato é superar os conflitos de opinião e suspender o juízo sobre as coisas.

CRISTÃOS – A felicidade está no passado ou no futuro, nunca no presente. Sem a fé, a razão
não leva ao caminho da bem-aventurança.

EPICURISTAS – Quer ser feliz? Comece arquivando a angústia da morte, porque tudo é maté-
ria e sensação e, quando você morre, não há mais matéria nem sensação, então para que se
preocupar?

ESTOICISTAS – Para chegar à “ataraxia”, estado máximo de sabedoria caracterizado pela au-
sência de perturbações, é só anular todas as paixões e fortalecer a vontade.

FREUDIANOS – O princípio do prazer nos impele a ser feliz, mas a sociedade bloqueia. Então,
vamos adequar nossos impulsos sexuais à vida civilizada e fingir que felicidade é possível.

126
2o ano – I Unidade

HEDONISTAS – Felicidade não requer esforço nem renúncia, muito pelo contrário. O funda-
mento da vida moral é o prazer.

LIBERAIS – A auto-realização humana se resolve na perfeita economia de mercado. Cada um

Filosofia
deve buscar a satisfação de todos os seus apetites e, dessa forma, estará automaticamente,
em busca da felicidade dos demais.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u222.shtml>. Acesso: 10 dez. 2011.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A RELAÇÃO ENTRE FILOSOFIA


E FELICIDADE EM EPICURO
Francisco José da Silva

A filosofia epicurista consistia num sistema articulado em três dimensões: a canônica, a física e
a ética. A primeira voltada para a correção do pensar (fundado nas sensações) e da linguagem,
a segunda, enquanto base da compreensão do real enquanto constituído por átomos (ideia
derivada da filosofia de Leucipo e Demócrito) e, em terceiro lugar, a ética, parte principal e
meta da filosofia de Epicuro.
Para Epicuro, a filosofia não é mais entendida como um desejo natural de conhecimento que
conduz a um saber especulativo e sistemático no sentido de Aristóteles, nem como a metafísica
de
– Platão, onde se buscava ascender ao Mundo das Ideias, enquanto arquétipos do real, mas
como uma forma de alcançar a verdadeira felicidade. Sua filosofia é de uma simplicidade e
de uma clareza espantosa, justamente para ser acessível a qualquer pessoa comum, não é
à toa que ela alcançou uma admiração e uma duração digna de nota. Nada mais estranho
a ele que um sistema especulativo que não ensina como viver bem ou que torne este viver
bem algo inalcançável. Para o mestre de Samos, não há idade para iniciar a filosofar, tanto o
jovem quanto o idoso podem e devem dedicar-se ao exercício da filosofia, neste sentido po-
demos dizer que ele estaria de acordo com o ensino da filosofia para crianças e adolescentes
e que na melhor idade este exercício seria uma forma de aprimorar a qualidade de vida.

Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem


se canse de fazê-lo depois de velho para alcançar a saúde do espírito
(psykhen hygiainon). Quem afirma que a hora de dedicar-se a filosofia
ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse que ainda
não chegou ou que já passou a hora de ser feliz (eudaimonian).

Como podemos perceber pela leitura, Epicuro vincula claramente a filosofia à vida feliz, ou
seja, a filosofia é uma atividade que consiste no exercício da sabedoria. A sabedoria (sophía) é
um ideal que se exprime no conceito grego de kalokagathía, ou seja, do homem belo (kalós)
e bom (agathós), cujo equivalente romano está sintetizado na frase “mente sã em corpo são”
(mens sana in corporesano). Ser sábio significa cultivar não apenas as habilidades cognitivas,
mas ser capaz de portar-se dignamente e agir de acordo com princípios éticos. Neste sentido,

127
Material de apoio do EMITEC

os benefícios proporcionados pela filosofia não estão apenas na capacidade de argumentar


logicamente para chegar à verdade, mas na possibilidade de realizar o ideal do homem sábio
e virtuoso, o qual não precisa de nada mais e não teme nada.

Desse modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para


Filosofia

quem está envelhecendo sentir-se rejuvenescer através da grata recor-


dação das coisas que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem
sentir medo das coisas que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar
das coisas que trazem a felicidade, já que, estando esta presente, tudo
temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcançá-la.

Como podemos ler na citação acima a filosofia é considerada como saúde do espírito (psykhen
hygiainon) e como felicidade (eudaimonia), uma forma de rejuvenescimento pela recordação
do que passou e como destemor diante do porvir. Ainda segundo ele, a filosofia nos possibilita
a fruição da vida efêmera (zoés thneton), o que nos permite certo desapego das coisas, isto é,
não querer tornar a vida algo infinito, o que ela não é.

Disponível em:<http://www.uece.br/polymatheia/dmdocuments/polymatheia_v4n6_filosofia_felicidade_epi-
curo.pdf>. Acesso em : 10 dez. 2011.

LISTA DE EXERCÍCIOS
Questão 01 – Para Epicuro, a finalidade da filosofia é a felicidade, condição que ele associa
à serenidade da alma ou ataraxia. Para alcançar essa condição, Epicuro julgava que o ser hu-
mano precisa primeiramente libertar-se do temor dos deuses, do temor da morte, da busca
desmesurada dos prazeres e da crença de que a dor é interminável.
Se tomar as ideias de Epicuro como caminho da felicidade na atualidade pode-se dizer que os
indivíduos atualmente deveriam agir
I. com desprezo às amizades.
II. pelo cultivo da dor.
III. pela liberdade responsável.
IV. pelo exercício da reflexão.

É INCORRETO o que se afirma em:

a) I e II.
b) I, II e III.
c) III e IV.
d) II, III e IV.
e) I e III.

128
2o ano – I Unidade

Questão 02 – (Fundação Carlos Chagas) Tendo em vista as discussões a respeito da ética


apresentadas nos diálogos platônicos, por meio da figura de Sócrates, é INCORRETO afirmar:
a) O indivíduo ético é aquele capaz de autocontrole, de “governar” a si mesmo.
b) A possibilidade de agir corretamente e de tomar decisões éticas depende de um conheci-

Filosofia
mento do Bem.
c) A virtude não pode ser ensinada.
d) O papel do filósofo consiste em despertar a virtude que se encontra adormecida em cada
uma das pessoas.
e) A virtude é algo que pode ser ensinado e aperfeiçoado através de exercícios.

Questão 03 – (Fundação Carlos Chagas) A excelência moral é (...) um meio-termo entre duas
formas de deficiência moral, uma pressupondo excesso e outra pressupondo falta (...). Sua
característica é visar às situações intermediárias nas emoções e nas ações. (Aristóteles. Ética
a Nicômaco)
A partir do trecho acima, é INCORRETO afirmar:
a) A doutrina do meio-termo, ou justa medida, é um dos princípios fundamentais da ética
aristotélica.
b) A ação correta do ponto de vista ético deve evitar os extremos, caracterizando-se pelo
equilíbrio ou justa medida.
c) Um vício (ou deficiência moral) é um sentimento ou conduta excessiva ou deficiente.
d) A moderação (ou temperança) é a característica do indivíduo equilibrado no sentido ético.
e) A sabedoria prática, para Aristóteles, consiste em evitar o meio-termo em todas as nossas
ações.

Questão 04 – Para Aristóteles, a variedade dos regimes políticos depende de dois fatores
principais: a índole do povo e a extensão do território. Assim, um povo cuja índole tende es-
pontaneamente para a igualdade e a liberdade, e cuja cidade é de pequena extensão territo-
rial, naturalmente tenderá a instituir uma:
a) anarquia.
b) monarquia.
c) plutocracia.
d) democracia.
e) aristocracia.

129
Material de apoio do EMITEC

Questão 05 – [...] Creio que a nossa cidade, se de fato foi bem fundada, é totalmente boa.
[... É, portanto, evidente que é sábia, corajosa, temperante e justa. (PLATÃO. A República. Li-
vro IV, 427e. Fundação Calouste Gulbenkian.)
[...] os cidadãos devem ser encaminhados para a atividade para que nasceram, e só para ela, a
fim de que cada um, cuidando do que lhe diz respeito, não seja múltiplo, mas uno, e deste modo,
Filosofia

certamente, a cidade inteira crescerá na unidade, e não na multiplicidade. (Idem, 423d.)


A partir dos trechos acima e dos conhecimentos sobre a cidade ideal platônica, considere os
argumentos.
I. A cidade é justa na medida em que cada cidadão cumpre sua função de modo apropria-
do: há os que suprem a cidade, os que a defendem e os que a governam.
II. A escolha adequada da função social a ser desempenhada pelos membros da cidade
tem por base as disposições naturais de cada um, que serão desenvolvidas pela educa-
ção.
III. A melhor forma de governo da cidade justa é a democracia, somente quando os interes-
ses de cada um são satisfeitos a cidade prospera.

São argumentos pertinentes:


a) A) I e III, apenas.
b) B) II e III, apenas.
c) C) I, II e III.
d) D) I e II, apenas.

Questão 06 – Aristóteles, acerca do cidadão, afirma: “Em nada se define mais o cidadão, em
sentido pleno, do que no participar das decisões judiciais e dos cargos de governo. Desses, uns
são limitados no tempo, de modo a não ser possível jamais a um cidadão exercer duas vezes
seguidas o mesmo cargo, mas apenas depois de um intervalo definido. [...] Consideramos ci-
dadão o que assim pode participar, como membro, (quer da assembleia quer da judicatura)”.

(ARISTÓTELES, Política. In: Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 76.

Esse conceito clássico de cidadania ainda é aplicável aos nossos dias. Com base no texto, é
correto afirmar que:
a) nas ditaduras, quando a população não pode participar das decisões políticas, não há ci-
dadania plena.
b) recusar-se a tomar parte nas decisões políticas não é um direito, mas uma afronta à cida-
dania.
c) a cidadania é uma concessão dos governantes ao povo.
d) não há cidadania plena quando a população não tem como acessar às instituições públi-
cas, como participar delas.
e) a cidadania se resume à democracia.

130
2o ano – I Unidade

Questão 07 – Podemos afirmar que a moral distingue-se da ética pelas seguintes característi-
cas:
a) situa-se no plano teórico e reflexivo e pauta-se em princípios universais.
b) situa-se no plano das práticas sociais, sendo um fenômeno complexo e pauta-se em prin-

Filosofia
cípios universais.
c) situa-se no plano das práticas sociais, sendo um fenômeno particular e plural.
d) situa-se no plano teórico-reflexivo, sendo um fenômeno singular e plural.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

Questão 08 – (SEPLAG) É muito comum distinguir Ética de Moral, tomando apenas a primeira
como uma investigação filosófica, porque:
a) Ética diz respeito tanto às práticas como aos valores morais, enquanto que Moral se res-
tringe apenas aos valores.
b) a primeira se fundamenta na Ciência e a segunda, na Religião.
c) ambas dizem respeito a valores morais, a primeira, por investigá-los em seus fundamen-
tos, e a segunda, por reuni-los de acordo com regras de conduta comumente aceitas.
d) ambas dizem respeito à investigação teórica; a primeira, de condutas simples, e a segun-
da, de condutas complexas.
e) cada uma tem uma forma própria de lidar moralmente com o ser humano, uma, na or-
dem, outra, na obediência.

Questão 09 – (Seplag) Na democracia da pólis, cujo exemplo maior é o da Atenas no século


IV a.C., muito poucos de fato poderiam ser considerados cidadãos, estando excluídos da par-
ticipação política:
a) escravos, crianças, mulheres e homossexuais.
b) mulheres, crianças, escravos e estrangeiros.
c) mulheres, escravos e os mais pobres.
d) homens, mulheres e crianças.
e) todos que não servissem ao exército.

Questão 10 – (SEPLAG) Para Aristóteles, as virtudes éticas são hábitos que apresentam:
a) libertação de estímulos externos.
b) realização do dever moral.
c) satisfação total dos apetites.
d) justa-medida.
e) risco real de morte.

131
Material de apoio do EMITEC

Referências

ARANHA, M Lúcia de A. MARTINS, M Helena P. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 1992.
Filosofia

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2003.
COTRIM Gilberto, FERNANDES, Mirna. Fundamentos da Filosofia. 1ª edição. São Paulo: Sarai-
va, 2010.
Banco de questões de Filosofia: Disponível em: <http://www.filosofia.com.br>. Acesso em: 17
dez. 2012.

132
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Geografia Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

Dinâmica Populacional

A Demografi a é uma área da ciência geográfi ca que estuda


a dinâmica populacional humana.
O seu objeto de estudo engloba as dimensões, estatí sti -
cas, estrutura e distribuição das diversas populações hu-
manas. Estas não são estáti cas, variando devido à natali-
dade, mortalidade, migrações e envelhecimento.
A análise demográfi ca centra-se também nas característi -
cas de toda uma sociedade ou um grupo específi co, defi -
nido por critérios como a Educação, a nacionalidade, reli-
Gravura Disponível em: <htt p://www. gião e pertença étnica.
sosestudante.com/geografi a/dinami-
ca-da-populacao.html>.

População é o conjunto de pessoas que residem em determinado território, que pode ser uma
cidade, um estado, um país ou mesmo o planeta como um todo. Ela pode ser classifi cada se-
gundo sua religião, nacionalidade, local de moradia, ati vidade econômica e tem seu compor-
tamento e suas condições de vida retratada através de indicadores sociais.

* Teorias Demográficas: Inúmeras teorias foram elaboradas para tentar explicar o crescimen-
to populacional. Dentre elas, é comum se destacarem três, que estão profundamente inter-
-relacionadas: a malthusiana, a neomalthusiana e a reformista.

133
Material de apoio do EMITEC

Teoria Malthusiana
A teoria demográfica formulada pelo economista inglês Thomas Robert Malthus (1776-1834)
foi publicada em 1798, no livro Ensaio sobre o princípio da população. Segundo Malthus, a
população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão ge-
Geografia

ométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento,
comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...). Assim, segundo a visão de Malthus,
ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes
maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado
momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portan-
to, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.

Malthus chegou a propor como única solução – para o problema da defasagem entre popula-
ção e alimentos – o que ele chamou de “sujeição moral”, ou seja, a própria população deveria
adotar uma postura de privação voluntária dos desejos sexuais, com o objetivo de reduzir a
natalidade, equilibrando o crescimento demográfico com a possibilidade de expansão da pro-
dução de alimentos.

Naquela época, a obra fez muito sucesso, mas hoje suas ideias são consideradas ultrapassadas
pela maioria dos estudiosos. Para os críticos de Malthus, não se elimina a falta de alimentos
diminuindo o número de nascimentos entre a população mundial, mas redistribuindo a rique-
za produzida no mundo. 

Na realidade, ocorre grande concentração de alimentos nos países ricos e, consequentemen-


te, má distribuição nos países pobres. Porém, em nenhum momento a população cresceu
conforme o cálculo de Malthus.

Teoria Neomalthusiana

É uma teoria que começa a se desenvolver nas primeiras décadas do século 20, baseada no
pensamento de Malthus, razão pela qual passou a ser denominada de neomalthusiana.

O neomalthusianismo somente se firmou entre os estudiosos da demografia após a Segunda


Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subde-
senvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos,
das melhorias ligadas ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no
entanto, que a natalidade declinasse.

Os neomalthusianos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e


catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos naturais
da Terra se esgotarão em pouco tempo.

Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a
da adoção de políticas visando o controle de natalidade, que se popularizaram com a denomi-
nação de Planejamento Familiar.

134
2o ano – I Unidade

Teoria Reformista

As ideias básicas desta teoria são todas contrárias às de Malthus: sua principal afirmação nega
o princípio malthusiano, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Para os refor-

Geografia
mistas, é a pobreza que gera a superpopulação.

De acordo com a teoria reformista, se não houvesse pobreza as pessoas teriam acesso à edu-
cação, saúde, higiene, etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Por-
tanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da
população. 

Neste caso, é necessário explicar a origem da pobreza: os reformistas atribuem sua origem à
má divisão de renda na sociedade, ocasionada, sobretudo, pela exploração a que os países de-
senvolvidos submetem os países subdesenvolvidos. Assim, a má distribuição de renda geraria
a pobreza – e esta, por sua vez, geraria a superpopulação.

Outra crítica dos estudiosos reformistas aos malthusianos diz respeito ao crescimento da pro-
dução. Como vimos, para Malthus esta crescia em ritmo inferior ao da população. Para os re-
formistas, contudo, isso também não é verdadeiro, pois, com o início da revolução industrial e
a consequente revolução tecnológica, tanto a agricultura quanto a indústria aumentaram sua
capacidade produtiva, resolvendo, dessa forma, o problema da produção.

Os reformistas defendem que os governos deveriam implantar uma política de reformas


sociais – na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da
sobrevivência humana, e na distribuição da renda, visando o acesso da maioria às riquezas
produzidas. Só assim o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da
pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais
desequilíbrio entre uma e outra.

* Conceitos Demográficos
Alguns conceitos demográficos são fundamentais para a análise da população, abaixo iremos
destacar alguns:
População absoluta: corresponde a população total de um determinado local.
Quando um local tem uma população absoluta numerosa, dizemos que ele é populoso.
O Brasil está entre os países mais populosos do mundo com uma população superior a 170
milhões de habitantes.
 

135
Material de apoio do EMITEC

Países mais Populosos do Mundo


Geografia

Densidade demográfica ou população relativa: cor-


População responde a média de habitantes por quilômetros
Pais quadrados. Podemos obtê-la através da divisão da
aproximada
população absoluta pela área. Quando a população
relativa de um local é numerosa dizemos que esse
1.300.000.000 local é muito povoado.
1o China
hab.

2o Índia 1.100.000.000 Apesar da enorme população absoluta, a densidade


demográfica do Brasil é baixa não ultrapassando 20
habitantes por quilômetro quadrado.
300.000.000
3o EUA
hab.
Taxa de natalidade: corresponde a relação entre o
4o Indonésia 220.000.000 número de nascimentos ocorridos em um ano e a
população absoluta, o resultado em geral é expresso
por mil.
185.000.000
5o Brasil
hab.

Disponível em: <http://blogs.universia.com.br/elisabeth/dinamica-da-populacao/>.

T N = Nº de nascimentos X 1000
População absoluta

A natalidade é ligada a vários fatores como, por exemplo, qualidade de vida da população, ou
ao fato de ser uma população rural ou urbana.
Taxa de mortalidade: corresponde a relação entre o número de óbitos ocorridos em um ano
e a população absoluta, o resultado é expresso por mil.

T N = Nº de óbitos X 1000
População absoluta

Assim como a natalidade, a mortalidade está ligada em especial à qualidade de vida da popu-
lação analisada.

136
2o ano – I Unidade

Crescimento vegetativo ou natural: corresponde à diferença entre a taxa de natalidade e a


taxa de mortalidade.

C.V. = natalidade – mortalidade.

Geografia
O crescimento vegetativo corresponde à única forma possível de crescimento ou redução da
população mundial, quando analisamos o crescimento de áreas específicas temos que levar
em consideração também as migrações.

A Distribuição da População

1. A distribuição pelos espaços geográficos


2. A idade e o sexo da população 
3. A tipologia étnica

A população da Terra não está distribuída igualmente em todas as partes do globo. Ao


contrário, há excesso de gente em algumas regiões e falta em outras.  O relevo, o cli-
ma, a vegetação e os rios exercem influência sobre a distribuição dos grupos humanos. 
As regiões facilmente ocupadas pelo homem são denominadas ecúmenas. 
Aos vazios demográficos chamamos de regiões anecúmenas, isto é, de difícil ocupação huma-
na.  As altas montanhas, as regiões polares e os desertos dificultam as ocupações humanas,
sendo bons exemplos de regiões anecúmenas.
Por outro lado, existem regiões na Terra, nas quais os homens se “acotovelam” por falta de es-
paço. É o caso do sul, do leste e do sudeste da Ásia, que reúnem mais da metade da população
do globo. Por esse fato, essa região é considerada um “formigueiro humano”.

ESTRUTURA DA POPULAÇÃO
 

Estrutura ocupacional

Com base na estrutura ocupacional a população de um país pode ser dividida em dois grupos:
a) População economicamente ativa (PEA): corresponde às pessoas que trabalham em um
dos setores formais da economia ou que estão a procura de emprego. Subdivide-se em,
desempregados e população ocupada.
b) População economicamente inativa (PEI) ou população não economicamente ativa (PNEA):
corresponde à parcela da população que não está empregada como crianças, velhos, de-
ficientes, estudantes, etc., ou que não exercem atividades remuneradas como donas de
casa. Essa camada da sociedade demanda grandes investimentos sociais e é bancada pela
população ativa.

137
Material de apoio do EMITEC

Desemprego e subemprego:

Hoje o maior problema enfrentado pela maioria dos países do mundo é o desemprego, ele é
uma realidade não apenas em países subdesenvolvidos, mas também, em países altamente
Geografia

desenvolvidos como a Alemanha.


O desemprego se divide em dois tipos fundamentais:
a) Desemprego conjuntural: que é aquele que está ligado à conjunturas de crise econômica,
nas quais a oferta de empregos e os postos ocupados diminuem.
b) Desemprego estrutural ou tecnológico: que está ligado a estrutura produtiva, e aos avan-
ços tecnológicos introduzidos na produção, em substituição da mão de obra humana,
como o que é gerado pela robótica.

Além do desemprego, é comum hoje a existência dos chamados subempregos, onde o traba-
lhador, além de trabalhar na maioria das vezes em condições precárias, ganha baixíssimos sa-
lários e não tem nenhuma garantia legal. Esse tipo de atividade é muito comum hoje em países
subdesenvolvidos como o Brasil, onde o número de subempregados é enorme, e grande parte
da população depende do trabalho dessas pessoas.

Trabalho infantil 

Além do fato de a juventude ser a maior afetada com o desemprego, existe nos países subde-
senvolvidos o problema do trabalho infantil, o qual é gerado por sérios problemas econômicos
e sociais enfrentados por esses países, onde crianças precisam trabalhar para ajudar na renda
familiar. Muitas vezes as condições de trabalho em que se encontram essas crianças são de
completa insalubridade. Além disso, outros problemas como o abandono dos estudos são ge-
rados em virtude desse tipo de atividade.
No Brasil o número de crianças que trabalham é muito grande, isso se deve em especial pelo
fato de grande parte dos chefes de famílias brasileiros não terem condições de arcar sozinhos
com os gastos familiares, o que faz com que milhares de crianças tenham que  trabalhar. É
muito comum também no Brasil, os adultos se aproveitarem das crianças, fazendo com que
elas trabalhem enquanto o próprio adulto não busca o que fazer.

Setores da economia

A economia dos países se divide em 3 setores chamados de formais, pois contribuem com a
arrecadação de impostos, assinam carteira, dentre outras formalidades legais.
São eles os seguintes:
a) Setor primário: que envolve em geral atividades ligadas ao meio rural, como a agricultura,
pecuária, extrativismo vegetal e a pesca.

138
2o ano – I Unidade

b) Setor secundário: que envolve as atividades industriais.


c) Setor terciário: que envolve as atividades do comércio, prestação de serviços, funcionalis-
mo público, etc.

Geografia
É importante ressaltar que o espaço onde se desenvolvem essas atividades não é rígido, ou
seja, podemos ter atividades primárias no espaço urbano, como o que ocorre com os cinturões
verdes, ou atividades secundárias no espaço rural, como o que ocorre na agroindústria.
Hoje em dia em virtude do grande avanço tecnológico, alguns autores passam a trabalhar com
a ideia de um setor quaternário, onde se desenvolveriam as atividades de pesquisa de ponta,
envolvendo universidades, centros de pesquisas, etc., esse setor surge em função da Revolu-
ção Tecnocientífica em andamento.
No Brasil, e em outros países subdesenvolvidos, se dá a chamada hipertrofia (inchaço) do se-
tor terciário, que por sua vez tem gerado a proliferação de atividades informais.
Esse processo decorre do intenso êxodo rural que gera um inchaço no setor terciário urbano,
na medida em que a indústria atual utiliza cada vez menos mão de obra. Fazendo com que
muitas pessoas especialmente nos grandes centros do país, tenham que depender de ativida-
des informais, os chamados subempregos, além do que contribui com o aumento da criminali-
dade, na medida em que muitos trabalhadores passam a desenvolver atividades à margem da
lei para poder sustentar suas famílias.

A participação da mulher no mercado de trabalho

Apesar de crescente, a participação das mulheres no mercado de trabalho não tem significado
ainda melhorias das condições de vida, pelo contrário, pesquisas mostram que com o aumen-
to de lares liderados por mulheres, houve uma redução na renda familiar. Isso se deve ao fato
de as mulheres em média ganharem salários mais baixos que os homens para desempenha-
rem as mesmas funções. As causas que estão por trás deste fato são, por exemplo:
–   a herança patriarcal de nossa sociedade;
–   o machismo ainda muito forte e presente no nosso dia a dia;
–   a desvalorização do trabalho doméstico;
–  o preconceito que coloca a mulher como sexo frágil.
Além dos menores salários, do preconceito, do machismo, etc., as mulheres ainda têm que
enfrentar as jornadas duplas (trabalho e casa) ou triplas (casa, trabalho e estudos). Também
é a mulher a maior vítima da violência doméstica, em geral praticada por maridos violentos.
Mesmo com todas essas dificuldades, as mulheres vêm avançando em seus direitos e conse-
guindo espaços cada vez maiores na nossa sociedade, como por exemplo o fato de a maioria
dos universitários brasileiros serem mulheres.

139
Material de apoio do EMITEC

PIRÂMIDE ETÁRIA

Gráfico populacional que leva em consideração a estrutura sexual da população (homens e


mulheres) e as faixas etárias – 0 a 19 anos jovens, 20 a 59 adultos, e 60 ou + anos idosos.
Geografia

A estrutura da pirâmide é a seguinte:


–   Base: corresponde aos jovens.
–   Meio: corresponde aos adultos.
–   Topo ou ápice: corresponde aos ido-
sos.
  A análise das pirâmides nos permite
verificar a situação de desenvolvimento
ou subdesenvolvimento dos países.
Exemplo: uma pirâmide de base larga indi- Disponível em: <http ://blogs.universia.com.br/elisabeth/
ca grande crescimento vegetativo; o topo dinamica-da-populacao/>.
estreito, indica baixa expectativa de vida,
o que nos faz concluir que essa seja de um país subdesenvolvido. Por outro lado, uma base
mais estreita, indica pequeno crescimento vegetativo; um topo mais largo indica grande ex-
pectativa de vida, o que nos leva a concluir que seja um país desenvolvido.

A análise das pirâmides etárias é de fundamental importância para os estudos de população.


No Brasil, temos verificado uma mudança na pirâmide etária, que tem alargado o topo, e es-
treitado a base. Essas mudanças decorrem em especial da urbanização do país, que mudou
significativamente o modo de vida de grande parte dos brasileiros, principalmente com rela-
ção aos filhos, e também garantiu avanços fundamentais a nível médico-sanitário.

Movimentos Migratórios

Denomina-se movimento migratório todo o deslocamento de um


expressivo contingente populacional entre duas regiões. As migra-
ções ou movimentos migratórios não são um fenômeno exclusiva-
mente humano.
Para se entender a dinâmica dos movimentos migratórios, devemos
recorrer à análise de suas causas. As causas das migrações podem
ser: as repulsivas, que se manifestam nas áreas de saída ou de ori-
gem dos migrantes, e as atrativas, patentes das áreas para onde se
deslocam os migrantes.

Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/xenofobia-social.htm>.

140
2o ano – I Unidade

A análise dessas causas justificar-se-á no estudo da maioria dos fluxos de migrações. Excepcio-
nalmente, as migrações individuais podem ser determinadas por motivos muito particulares,
que não se constituem objeto de nosso estudo.

Geografia
Causas repulsivas: é o conjunto de características, temporárias ou não, das áreas de origem
dos grupos migratórios. Considerando-se que as causas são geralmente econômicas, podemos
dizer que as áreas de partida dos migrantes apresentam, de maneira geral, uma economia pre-
cária, desestruturada ou em processo de estagnação, enfim, incapaz, não pode suportar um
excedente populacional, que acaba por migrar.
A repulsão pode, também, mas isso é mais raro, ser causada por questões políticas, religiosas,
ou mesmo em virtudes de conflitos marcantes em uma região, num determinado contexto
histórico. Não tendo condições, sejam elas quais forem, de assegurar sua manutenção na re-
gião, país ou cidade onde está estabelecida, a população migra para áreas mais favoráveis,
mas, enfim, a decisão de mudar ou a necessidade de se deslocar já está definida, quando,
então, passa-se a optar por novas áreas-alvo, que apresentam condições mais promissoras.
Secundariamente, podemos justificar o deslocamento da população com base na adversidade
do quadro natural, nesse caso, se o fator de repulsão se encerrar exclusivamente nos aspectos
físicos de uma região, a migração assume caráter temporário.

Causas atrativas: constituem um conjunto de fatores que cativa as populações migrantes por
se traduzir em melhores condições político-econômicas a despeito dos problemas a serem
enfrentados, como a adaptação cultural e/ou política, por exemplo.
As causas atrativas podem significar condições temporárias, mas que não implicarão necessa-
riamente na decisão de retorno à região original, quando os fatores de repulsão desaparece-
rem ou forem amainados.

Tipos de migração: Entender as migrações ajuda-nos a entender a própria disseminação huma-


na sobre o planeta e mais, é ter subsídios para análise da composição da população na maior
parte do globo, como, por exemplo, na América e na Austrália. As migrações que beneficiaram
sobremaneira algumas áreas, como os Estados Unidos, a Austrália e o Brasil, receptáculos de
expressivo contingente migrante, solucionaram ou amenizaram o caos estabelecido em áreas
como o Japão e a Europa, num determinado momento histórico. As migrações, excepcional-
mente, podem ser a manifestação de uma imposição contrária aos interesses da população
migrante, como no caso do êxodo dos judeus no Egito Antigo ou do fluxo de africanos para a
América durante o período da colonização, em que vigorava a escravidão. Dentre os principais
tipos de migração, além das imigrações e emigrações, que estudaremos mais adiante, pode-
mos destacar o nomadismo, a transumância, o êxodo rural e o movimento pendular.
O Nomadismo: é um tipo de migração bastante peculiar e restrito. Ocorre quando a população,
geralmente em pequenos grupos, erra por um território, sem caráter necessariamente
sazonal, em busca de condições que assegurem a sua manutenção temporária, seguindo-se
a continuidade do processo. Praticam o nomadismo, os tuaregs, no Saara, os hotentotes, no
deserto do Calahari, os ciganos e algumas tribos de nativos sul-americanos.

141
Material de apoio do EMITEC

MIGRAÇÕES INTERNAS

* MIGRAÇÕES RURAL-URBANAS, que consistem na saída de pessoas do campo para morar na


Geografia

cidade. Nos países subdesenvolvidos são chamadas de êxodo rural, porque ocorrem com
grande intensidade.
* MIGRAÇÕES INTER-REGIONAIS, realizadas de uma região para outra, dentro do país. Nor-
malmente acontecem de uma região mais pobre, onde a oferta de empregos é menor, para
uma região mais rica ou que está sendo procurada no momento por apresentar melhores
ofertas de emprego ou outras oportunidades (por exemplo, a Amazônia brasileira).
* MIGRAÇÕES SAZONAIS, ou TRANSUMÂNCIA, movimentos periódicos que ocorrem de acor-
do com o período ou a estação do ano. Por exemplo: os criadores de ovelhas, que habitam
regiões montanhosas, durante o verão ficam nas áreas mais elevadas, onde os pastos estão
melhores; durante o inverno vão para os lugares mais baixos, nas encostas, onde o frio é
menor. Outro exemplo são as migrações sazonais do Nordeste brasileiro: na época da seca,
o sertanejo, pequeno proprietário de terra, vai para a Zona da Mata trabalhar como em-
pregado em grandes propriedades agrícolas; na época da chuva no Sertão ele retorna para
cultivar sua própria terra.
* MIGRAÇÕES PENDULARES, que ocorrem diariamente nas grandes cidades: inúmeras pesso-
as, que moram distante de seu trabalho, saem de casa pela manhã e só voltam à tarde ou
à noite. Essa migração envolve milhões de pessoas nos grandes centros urbanos de todo o
mundo.

XENOFOBIA E SKINHEADS

Xenofobia corresponde à fobia ou medo, um indivíduo que tem aversão a tudo aquilo que é
novo (objeto ou pessoa). No sentido social, a xenofobia tem seu uso difundido para designar
formas de preconceitos (racial, grupal, minorias nacionais ou culturais). A utilização desse ter-
mo traz controvérsias.
Atualmente, a xenofobia ocorre principalmente em países desenvolvidos, uma vez que os na-
tivos não querem disputar uma vaga de trabalho com um imigrante. É comum a xenofobia
ser relacionada com o preconceito de pessoas oriundas de outros países (especialmente os
subdesenvolvidos), raças, culturas, costumes e etc. A xenofobia pode se manifestar também
de outra maneira, quando um indivíduo evita o contato com pessoas de características dife-
rentes, como as apresentadas.
Skinheads é uma subcultura juvenil que possui tanto aspecto musical como também estético
e comportamental. Os skinheads se originaram na década de 1960, no Reino Unido, constitu-
ído em sua maioria por brancos e negros (imigrantes jamaicanos), reunidos pela música (ska,
reggae, rude boys, etc.). 

142
2o ano – I Unidade

Um skinhead pode ser tanto um garoto quanto uma garota que têm afinidades e se sente
bem com essa cultura. Apesar de a expressão skinhead ser traduzida como “cabeça pelada”,
há skins que não seguem esse estereótipo, podem ter mais cabelo do que muitos que não são
skins e se vestir totalmente contrário ao estilo mostrado pela mídia.

Geografia
FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO

Formação étnica da população brasileira

O povo brasileiro é composto etnicamente por brancos de origem européia, negros de origem
africana, amarelos (indígenas e asiáticos) e mestiços. 
A partir do período colonial, no século XVI, a miscigenação da população se tornou mais inten-
sa. A relação entre colonos portugueses e escravos gerou os mestiços, bem como o relaciona-
mento entre negros e indígenas deu origem ao cafuzo. 
Quanto à etnia, podemos dizer que a maioria da população brasileira é mestiça. Porém, os
últimos censos ressaltaram apenas a cor da pele da população. 
Classificando a população quanto à cor da pele, podemos dizer que os indígenas estão reduzi-
dos a cerca de 0,4% da população brasileira, repercutindo o etnocídio a que foram sujeitados,
com a extinção de inúmeras nações indígenas. Os negros representam 6% da população total,
os brancos representam 53,8% e os mestiços (pardos) representam 39,1% da população bra-
sileira. Vale lembrar que esses índices não representam especificamente a formação étnica da
população brasileira.
Segundo o IBGE, o número de índios cresceu consideravelmente de 1991 a 2000, com um
aumento de 138,5%, representando 0,4% da população brasileira. Porém, o chefe do depar-
tamento de documentação da Funai (Fundação Nacional do Índio), André Ramos alerta que
os números devem ser considerados com ressalvas, pois segundo ele o IBGE usa critérios de
autodeclaração, o que pode causar distorções, no entanto, André acredita que há tendências
de crescimento. 

O IDH no BRASIL

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um dado utilizado pela Organização das Nações
Unidas (ONU) para analisar a qualidade de vida de uma determinada população. Os critérios
utilizados para calcular o IDH são:
– Grau de escolaridade: média de anos de estudo da população adulta e expectativa de vida
escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada.
– Renda: Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra
dos habitantes. Esse item tinha por base o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, no en-
tanto, a partir de 2010, ele foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que
avalia praticamente os mesmos aspectos que o PIB, no entanto, a RNB também considera
os recursos financeiros oriundos do exterior.

143
Material de apoio do EMITEC

– Nível de saúde: baseia-se na expectativa de vida da população; reflete as condições de saú-


de e dos serviços de saneamento ambiental.
O Índice de Desenvolvimento Humano varia de 0 a 1, quanto mais se aproxima de 1, maior o
Geografia

IDH de um local.

REFERÊNCIAS

Textos com gravuras, disponíveis em:


SENE, Eustáquio de; MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil: espaço geográfico e
globalização. Ensino Médio, v. 2. São Paulo: Scipione, 2010.
VESENTINI, José William. Geografia: geografia geral e do Brasil. Ensino Médio, v. único; 1. ed.
São Paulo: Ática, 2005.
População. Disponível em: <http://www.sosestudante.com/geografia/dinamica-da-popula-
cao.html>.
Dinâmica Populacional. Disponível em: <http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/arlindoju-
nior/geografia034.asp>.
Conceitos Demográficos. Disponível em: <http://pessoal.educacional.com.br/
up/4770001/1306260/t138.asp>.
Dinâmica da População. Disponível em http ://blogs.universia.com.br/elisabeth/dinamica-da-
-populacao/>.
Movimentos Migratórios. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/sociologia/skinhea-
ds.htm>.
Movimentos Migratórios. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/xenofo-
bia-social.htm>.
ALVES, José Eustáquio Diniz. Mitos e Realidade da Dinâmica populacional. Disponível em:
<http://www.inf.unioeste.br/~rogerio/EDO-malthus8.PDF>.

144
2o ano – I Unidade

LISTA DE EXERCÍCIOS

Geografia
Questão 01 – (UFBA) Em novembro de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-
ca (IBGE) anunciou os primeiros resultados do último Censo. A população brasileira atingiu
190.732.694 habitantes. O aumento de 12,3% da população nos últimos 10 anos ficou bem
abaixo dos 15,6% observados na década anterior. A redução no ritmo de crescimento da popu-
lação brasileira é uma tendência que vem sendo registrada desde os anos 1950.
O Censo revelou, ainda, que continua o crescimento da população urbana, o surgimento de
novos fluxos migratórios, o envelhecimento populacional, o predomínio da população femini-
na, dentre outros. (SOMOS..., 2011, p. 53).
Considerando o texto e os conhecimentos sobre os primeiros resultados extraídos do Censo
de 2010,
a) cite duas razões que contribuíram ainda mais para a redução no ritmo de crescimento
da população absoluta, no Brasil, na última década;
b) destaque dois aspectos que explicam a ocorrência de novos fluxos migratórios no Brasil.

Questão 02 – UFAM) – Observe com atenção a


figura ao lado e responda: Qual dos estudiosos a
seguir formulou uma Teoria Demográfica sobre
a situação representada na figura.
a) Charles Darwin
b) Thomas Robert Malthus
c) Max Weber
d) Karl Marx
e) Friedrich Engels

Questão 03 – (UECE) A diminuição do ritmo de crescimento da população brasileira, a partir


dos anos de 1980, teve como causa fundamental a
a) disseminação da prática do aborto, em conformidade com a legislação vigente.
b) esterilização de grandes efetivos demográficos, a partir da laqueadura e da vasectomia.
c) redução das taxas de natalidade, associadas aos processos de urbanização.
d) considerável emigração para os países localizados na zona temperada do globo.

145
Material de apoio do EMITEC

Questão 04 – A análise das pirâmides etárias pos-


sibilita perceber algumas tendências da dinâmica
demográfica de uma sociedade.

Observe a estrutura etária da população dos esta-


Geografia

dos brasileiros em 2000:

A macrorregião brasileira que deverá demorar mais para concluir seu processo de transição
demográfica é a:

a) Centro-Oeste
b) Nordeste
c) Sudeste
d) Norte
e) Sul

Questão 05 – (UFG) Os dados dos últimos censos demográficos do Brasil indicam aumento
da migração urbano-urbano e da pendular. Com base nesta afirmação,
a) apresente dois fatores que explicam a relevância atual da migração urbano-urbano;
b) explique uma causa para o aumento atual da migração pendular.

Questão 06 – (FGV-SP)- O mapa a seguir


apresenta o número de imigrantes que en-
traram em cada uma das regiões brasileiras
e os que delas saíram em 2009. Sobre esse
fenômeno e suas causas, assinale a alterna-
tiva correta:
a) Uma parcela significativa dos migrantes
que chegam à Região Nordeste é cons-
tituída por nordestinos que haviam mi-
grado para outras regiões em períodos
anteriores.
b) O elevado saldo migratório registrado na
Região Centro-Oeste pode ser
c) explicado pela grande demanda por tra-
balhadores agrícolas, já que a agricultura da região caracteriza-se pela baixa intensidade
tecnológica.

146
2o ano – I Unidade

d) A Região Sul apresenta saldo migratório positivo, em grande parte resultante da atração
exercida pelas metrópoles nacionais que polarizam a região.
e) A Região Norte apresenta saldo migratório negativo, reflexo da crise demográfica que se
instalou no Amazonas após o fim da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRA-
MA).

Geografia
f) A Região Sudeste deixou de figurar como polo de atração de imigrantes, devido à estagna-
ção dos espaços industriais nela situados.

Questão 07 – (MACK) – Vestibular 2011 – Realidades, como essa da ilustração, sempre foram
comuns no Brasil. Os fluxos migratórios internos determinaram a ocupação de grandes exten-
sões de seu território. Nos séculos XVII e XVIII, a procura por metais preciosos levou paulistas e
nordestinos a Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Com a expansão do café pelo interior de São
Paulo, chegavam levas de mineiros e nordestinos. No século XIX, o ciclo da borracha ajudou
a povoar a região Norte por nordestinos. No século XX, as atividades agrícolas e industriais
levaram ao Sudeste milhares de brasileiros de todas as partes, principalmente, nordestinos.
(adaptada)
Identifique o movimento migratório sinalizado pela figura.

a) Transumância
b) Pendular
c) Êxodo rural
d) Imigração
e) Urbano-rural

Questões 6 e 7, Fotos Disponíveis em: <http://www.educa-


dores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=1
1&min=760&orderby=titleD&show=10>.
Acesso em: em 07 dez. 2012

Questão 08 – (UFRRj) O envelhecimento da população está mudando radicalmente as ca-


racterísticas da população da Europa, onde o número de pessoas com mais de 60 anos deverá
chegar nas próximas décadas a 30% da população total. Graças aos avanços da medicina e da
ciência, a população está cada vez mais velha.
Isso ocorre em função do:
a) Declínio da taxa de natalidade e aumento da longevidade.
b) Aumento da natalidade e diminuição da longevidade.
c) Crescimento vegetativo e aumento da taxa de natalidade.
d) Aumento da longevidade e do crescimento vegetativo.
e) Declínio da taxa de mortalidade e diminuição da longevidade.

147
Material de apoio do EMITEC

Questão 09 – UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA – Comissão Permanente do Vestibular


– Vestibular 2011

As figuras confirmam cada vez mais a pre-


sença do trabalho infantil no mercado de
Geografia

trabalho. Seus conhecimentos sobre o tema


levam à reflexão de que:
I – O trabalho infantil é uma das
maiores agressões à sociedade brasileira.
De acordo com o IBGE, dos 2,7 milhões de
crianças na idade de 06 a 14 anos, cerca de
Disponível em: <www.google.com.br/search?q=fotos+de+tr 50% trabalham até 40 horas semanais. Essa
abalho+infantil&tbm=isch&source=iu&imgil=b-ZgC_0TBXf2i
forma de trabalho está atrelada à pobreza da
M%253A%253Bhttps%253A%252F%252Fencrypted-tbn0>.
família, pois crianças que deveriam estar na
escola estão na luta para completar a renda
familiar.
II – O trabalho infantil, marca já registrada na cultura econômica brasileira, gera lucro
para quem explora e pobreza para quem é explorado. Na zona rural de muitas regiões
brasileiras são muitas crianças trabalhando no sisal, nas carvoarias, nas pedreiras, nos
canaviais e na agricultura. A miséria amedronta, ao ponto de uma criança perguntar
numa carvoaria em Goiás: “Pra existir um rico quantos pobres têm que existir?”
III – Na maioria das cidades brasileiras as ruas são tomadas de crianças que ficam nos
semáforos, muitas vendendo balas para sobreviver, pedindo esmola, expostas ao trá-
fico de drogas, à prostituição infantil, aos pedófilos e a agenciadores da prostituição.
IV – A falta de oportunidades de trabalho, a renda baixíssima, a não alfabetização, tam-
bém são fatores que contribuem para a pobreza e para a degradação dos fatores em
pauta. Estão corretas:
a) Todas as proposições
b) Apenas as proposições I e II
c) Apenas as proposições I e III
d) Apenas as proposições II e IV
e) Apenas as proposições I e I

Questão 10 – (UNIMONTES-adapt.) O livro intitulado Ensaio sobre o Princípio da População,


de Thomas Robert Malthus, mostra uma teoria demográfica que
a) defende que o avanço tecnológico provoca a fome e o desemprego estrutural.
b) explica que o crescimento populacional será reduzido com a urbanização.
c) afirma que a fome é provocada pela desigualdade socioeconômica entre as pessoas.
d) relaciona crescimento populacional com a fome.
e) analisa a melhor qualidade de vida com repartição equivalente da riqueza.

148
2o ano – I Unidade

Referências

<http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=capitulo_6_crescimento_popula-

Geografia
cional_no_mundo_e_no_brasil>.
<http://www.revista.vestibular.uerj.br/questao/questao-objetiva.php?seq_questao=839>.
<http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=capitulo_37_migracoes_no_brasil>.
<http://geografianaveia.blogspot.com.br/2012/03/questoes-de-vestibular-sobre-populacao.
html>.
<http://www.comvest.uepb.edu.br/concursos/vestibulares/vest2011/GEOG-MATE.pdf>.

149
Material de apoio do EMITEC

ANOTAÇÕES
Geografia

150
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina História Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

A Independência dos Estados Unidos

Introdução

A Independência das 13 colônias inglesas da América do Norte foi um movimento de grande


importância, pois foi o primeiro movimento de emancipação que alcançou resultado efeti vo,
sendo considerada como uma das Revoluções Burguesas do século XVIII. Neste século, vários
movimentos caracterizaram a ascensão da burguesia, apoiada nos ideais liberais do Iluminis-
mo.
O ideal iluminista expandiu-se não só pela Europa, mas teve repercussões na América e no
caso dos “EUA”, foram as ideias de John Locke que encontraram maior eco na sociedade. Locke
fora parti cipante da Revolução Gloriosa na Inglaterra (1688-1689), ponto de parti da para o
Liberalismo do século XVIII, onde se originaram as ideias da existência de leis naturais do con-
trato entre governantes e governados, da autonomia entre os poderes de Estado, do direito à
revolta e outras, consideradas pontos básicos da liberdade humana.

A sociedade colonial

Apesar das tradicionais diferenças entre as colônias do “norte” e do “sul”, a maioria da so-
ciedade colonial passou a defender o ideal de emancipação, uma vez que os interesses do
capitalismo inglês opunham-se frontalmente às possibilidades de desenvolvimento colonial.
Na década anterior à Guerra de Independência, podemos dizer que a sociedade estava divi-
dida entre duas correntes políti cas: os Patriotas ou Whigs, favoráveis à emancipação, mesmo
que através da guerra, e os Legalistas ou Tories, fi éis ao Rei da Inglaterra, contrários à ideia de
independência.

151
Material de apoio do EMITEC

A primeira corrente pertencia a maior parte da burguesia colonial, os pequenos proprietários,


as camadas intelectualizadas, os comerciantes, artesãos, trabalhadores assalariados. Na se-
gunda corrente encontravam-se os altos funcionários da administração colonial, parcela dos
latifundiários do sul, alguns grupos de comerciantes e de congregações religiosas. Se por um
História

lado grande parte dos colonos estava influenciada pelas ideias iluministas, foi à mudança da
política colonial inglesa, após a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a responsável pela defini-
ção política da maioria a favor da independência.

Os interesses

Apesar da importância do elemento ideológico, pesa a situação de grande opressão metropo-


litana, caracterizada pelo enrijecimento do pacto colonial, mesmo antes da Guerra dos Sete
Anos. Em 1750, a Inglaterra havia proibido a produção do ferro e em 1754 proibiu a fabricação
de tecidos.
Com o pretexto de recuperar as finanças do Estado, abaladas com a guerra com a França, os
ingleses adotaram diversas leis coercitivas, que na prática serviriam para garantir o mercado
colonial para os produtos de outras colônias ou comercializadas por empresas inglesas, parti-
cularmente o chá, monopolizado pela Companhia das Índias Orientais.
As principais leis coercitivas foram:
• Lei do Açúcar (1764) taxando o açúcar que não fosse comprado das Antilhas Inglesas.
• Lei do Selo (1765) obrigava a utilização de selo em qualquer documento, jornais ou con-
tratos.
• Atos Townshend (1767) leis que taxavam a importação de diversos produtos de consumo.
Criavam os Tribunais Alfandegários.
• Lei do Chá (1773) garantia o monopólio do comércio de chá para a Cia. das Índias Orien-
tais.
• Leis Intoleráveis (1774) Impostas após a manifestação do Porto de Boston, interditava o
porto da cidade, imposição de um novo governador para Massachussets e aquartelamen-
to de tropas britânicas.
• Ato de Quebec (1774) impedia que as colônias de Massachussets, Virgínia, Connecticut e
Pensilvânia ocupassem terras a oeste.

As imposições fiscais, as medidas de caráter repressivo levado a efeito pelas tropas britânicas
nas colônias e a influência das ideias iluministas foram responsáveis pela organização de vários
movimentos de protestos e principalmente de boicotes aos produtos ingleses e ao mesmo
tempo, pelo inicio do movimento de independência.

A Guerra

Em 1774, os representantes das colônias (com exceção da Geórgia) organizaram o Primeiro


Congresso Continental da Filadélfia, onde foi decidida a manutenção do boicote aos produtos
ingleses e foi elaborada uma Declaração de Direitos e Agravos. Os colonos reivindicavam a re-

152
2o ano – I Unidade

vogação das “Leis Intoleráveis” e o direito de representação no Parlamento inglês, no entanto


a Inglaterra manteve-se intransigente, não estando disposta a fazer concessões.
Em 1775 os ingleses atacaram Lexington e Concord. Os colonos organizaram um exército que
seria comandado por George Washington, da Virgínia. Nesse mesmo ano reuniu-se o Segundo

História
Congresso Continental da Filadélfia, de caráter separatista, que confirmou a necessidade de
organização militar como meio de garantir os direitos dos colonos, confirmou G. Washington
no comando das tropas e deu a Thomas Jefferson a liderança de uma comissão encarregada
de redigir a Declaração de Independência.
A Declaração tem grande significado político, não só porque formalizou a independência das
primeiras colônias na América, dando origem a primeira nação livre do continente, mas por-
que traz em seu bojo o ideal de liberdade e de direito individual, e a ideia de soberania popu-
lar, representando uma síntese da mentalidade democrática e liberal da época. No entanto,
a pressão dos grandes proprietários rurais, importantes aliados na Guerra de Independência,
determinou a manutenção da escravidão no país.

A Revolução Francesa

Introdução

A Revolução Francesa é considerada o mais importante acontecimento da história contempo-


rânea. Inspirada pelas ideias iluministas, a sublevação de lema “Liberdade, Igualdade, Frater-
nidade” ecoou em todo mundo, pondo abaixo regimes absolutistas e ascendendo os valores
burgueses. Foi a revolução burguesa, tendo vista a sua condição de destruidora da velha or-
dem em nome das ideias e valores burgueses e por conta da ideologia burguesa predominante
durante praticamente todo processo revolucionário.

A França pré-revolucionária

A sociedade francesa anteriormente à revolução era uma sociedade moldada no Antigo Regi-
me. Ou seja, politicamente o Estado era Absolutista (Absolutismo Monárquico), economica-
mente predominavam as práticas mercantilistas que sofriam com as constantes intervenções
do Estado e na área social predominavam as relações de servidão, uma vez que a maioria da
população francesa era camponesa.
Em torno de 250 milhões de pessoas viviam em condições miseráveis nos campos franceses,
pagando altíssimos impostos a uma elite aristocrática que usufruía do luxo e da riqueza gera-
dos pelo trabalho dos campesinos em propriedades latifundiárias, ou feudos, dos nobres. Nas
áreas urbanas a situação não era muito diferente de quem vivia nas áreas rurais. A população
urbana, composta em sua maioria por assalariados de baixa renda, desempregados (excluídos)
e pequenos burgueses (profissionais liberais), também arcava com pesadíssimos impostos e
com um custo de vida cada vez mais elevado.

153
Material de apoio do EMITEC

Os preços em geral dos produtos sofriam reajustes constantemente e isso pesava na renda
dos trabalhadores em geral – urbanos e rurais. Já as elites, compostas por um alto clero, uma
alta nobreza e, claro, a Família Real – a realeza francesa: Luís XVI e sua esposa Maria Antonie-
ta, filhos e demais parentes – vivam em palácios luxuosos – como o monumental Palácio de
História

Versalhes, localizado nos arredores de Paris e que era a residência de veraneio da Família Real
e da elite – não pagavam impostos, promoviam banquetes – à custa do dinheiro público – em
suma: viviam nababescamente (do requinte, da opulência, do luxo, das mordomias) em face
de situação de miséria e pobreza da maioria da população.

A Revolução e suas Fases

No final do século XVIII a situação socioeconômica da França era de total calamidade. Numa
perspectiva de tentar resolver as situações problemas, o monarca Luís XVI convocou seu mi-
nistro das finanças Necker, que estava afastado do cargo, para decidir quanto a situação de
crise econômica e financeira. Por sugestão de Necker, Luís XVI convocou, no dia 5 de maio de
1789, a Assembleia dos chamados Estados Gerais que reunia os representantes políticos do
1º, 2º, e 3º Estados, os quais não se reuniam desde o século XVII. O 1º Estado era formado pelo
alto clero, o 2º Estado pela alta nobreza e o 3º Estado, pelos deputados que representavam a
maioria da população (assalariados, camponeses e pequena burguesia) – era o grupo maior,
pois continha um número maior de representantes.
Na ocasião da convocação e da reunião dos Estados Gerais, depois de abrir a sessão, Luís XVI
deu por aberta as discussões e votações para os problemas que atingiam a sociedade francesa.
A questão, porém, centrava-se no sistema de votação dentro da Assembleia. Sobre a questão
dos que pagam e dos que não pagam impostos, por exemplo, o sistema de votação favoreceu
ao 1º e ao 2º Estados. Como? Como a votação era por Estado e não por indivíduo (individual),
cada Estado tinha direito a um só voto. No caso dos impostos, votou-se contra ou a favor do 1º
e do 2º Estados arcarem com o pagamento de impostos. Resultado: pelo sistema de votação
vigente, os dois Estados permaneceram isentos da obrigação do pagamento de impostos, já
que totalizou dois votos contra um. Esse modelo de votação gerou revolta por parte dos depu-
tados do 3º Estado que reagiram prontamente, exigindo a qualquer custo que as reuniões fos-
sem conjuntas e não separadamente por Estados. Diante da negação, o 3º Estado proclama-se
em Assembleia Geral Nacional.
No dia 9 de julho de 1789, reúne-se uma Assembleia Nacional Constituinte, incumbida de
elaborar uma Constituição para a França. Isso significava que o Rei deixaria de ser o senhor
absoluto do reino. A burguesia francesa, por sua vez, apelou para o povo. No dia 14 de julho
de 1789, toda a população parisiense avança, num movimento nunca visto, para a Bastilha,
a prisão política da época, onde o responsável pela prisão, o carcereiro, foi espancado pela
multidão vindo a falecer.

154
2o ano – I Unidade

1a Fase da Revolução: A Assembleia Nacional Constituinte – 1789-1792

Nesta fase, fundou-se uma Monarquia Parlamentarista, ou Constitucional. Um dos atos mais
importantes da Assembleia foi o confisco dos bens do clero francês, que seriam usados como
uma espécie de lastro para os bônus emitidos para superar a crise financeira.

História
Parte do clero reage e começa a se organizar e como resposta a Assembleia decreta a Cons-
tituição Civil do Clero; isto é, o clero passa a ser funcionário do Estado, e qualquer gesto de
rebeldia levaria à prisão. A situação estava muito confusa. A Assembleia não conseguia manter
a disciplina e controlar o caos econômico.
Esta fase terminou com a radicalização do movimento revolucionário depois que Robespierre
e seus seguidores agiram incitando à população a pegar em armas e lutar contra a Assembleia
e as forças conservadoras.

2a Fase da Revolução: A Convenção Nacional – 1792-1794/95

Foi à fase considerada mais radical do movimento revolucionário porque foi a etapa em que
os Jacobinos, liderados por Robespierre, assumiram o comando da revolução. Portanto, foi a
etapa mais popular do movimento já que os Jacobinos eram representantes políticos das clas-
ses populares. Para alguns historiadores, nesta etapa não predominou a ideologia burguesa,
já que a burguesia não conduzia a revolução neste período.
Porém, antes da queda da Monarquia Parlamentar, a burguesia chegou a proclamar uma Re-
pública: a República Girondina em setembro de 1792. A república foi proclamada como um
mecanismo de assegurar a burguesia seus interesses, projetos, no poder político do Estado.
Como as tensões estavam exaltadas, a alta burguesia francesa decidiu tirar todo o poder políti-
co do rei Luís XVI e transferi-lo para si (a burguesia). Desta forma, caía a Monarquia na França.

A Era Napoleônica

Conhecido como Reação Termidoriana, o golpe de Estado armado pela alta burguesia finan-
ceira marcou o fim da participação popular no movimento revolucionário, em compensação
os estabelecimentos comerciais cresciam, porque as ações burguesas anteriores haviam elimi-
nado os empecilhos feudais.
O novo governo, denominado Diretório (1795-1799), autoritário e fundamentado numa alian-
ça com o exército (então restabelecido após vitórias realizadas em guerras externas), foi o
responsável por elaborar a nova Constituição, que manteria a burguesia livre de duas grandes
ameaças: a República Democrática Jacobina e o Antigo Regime. O Poder Executivo foi concedi-
do ao Diretório, e uma comissão formada por cinco diretores eleitos por cinco anos.
Apesar disso, em 1796 a burguesia enfrentou a reação dos Jacobinos e radicais igualitaristas.
Graco Babeuf liderou a chamada Conspiração dos Iguais, um movimento socialista que propu-
nha a “comunidade dos bens e do trabalho”, cuja atenção era voltada a alcançar a igualdade

155
Material de apoio do EMITEC

efetiva entre os homens, que segundo Graco, a única maneira de ser alcançada era através da
abolição da propriedade privada. A revolta foi esmagada pelo Diretório, que decretou pena de
morte a todos os participantes da conspiração, e o enforcamento de Babeuf.
O governo não era respeitado pelas outras camadas sociais. Os burgueses mais lúcidos e in-
História

fluentes perceberam que com o Diretório não teriam condição de resistir aos inimigos exter-
nos e internos e manter o poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar,
uma espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros. A figura que sobressai
no fim do período é a de Napoleão Bonaparte. Ele era o general francês mais popular e famoso
da época.
Quando estourou a revolução, era apenas um simples tenente e, como os oficiais oriundos
da nobreza abandonaram o exército revolucionário ou dele foram demitidos, fez uma carreira
rápida. Aos 24 anos já era general de brigada. Após um breve período de entusiasmo pelos
Jacobinos, chegando até mesmo a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles
quando estavam sendo depostos. Lutou na Revolução contra os países absolutistas que inva-
diram a França e foi responsável pelo sufocamento do golpe de 1795.

Referências

Alves, Alexandre e Oliveira, Letícia Fagundes de. Conexões com a História. 1. ed. São Paulo:
Moderna, 2010.
CAMPOS, Flávio de. A escrita da História: Ensino Médio. 1 ed. São Paulo: Escala Educacional,
2005
MORAES, José Geraldo Vinci de. História Geral e do Brasil. 3, ed. São Paulo: Atual, 2009.
MOTA, Miriam Becho e BRAICK, Patrícia Ramos. História das cavernas ao 3° milênio. São Pau-
lo: Moderna, 2007.

Sites consultados:

<http://www.algosobre.com.br/historia/revolucao-francesa-1789-1799.html>.
<http://www.brasilescola.com/historiag/independencia-estados-unidos.htm>.
<http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=207>.

156
2o ano – I Unidade

LISTA DE EXERCÍCIOS

História
Questão 01 – Sobre o Iluminismo é correto afirmar que:
a) defendia a doutrina de que a soberania do Estado absolutista garantiria os direitos indivi-
duais e eliminaria os resquícios feudais ainda existentes.
b) criticava o mercantilismo, a limitação ao direito à propriedade privada, o absolutismo e a
desigualdade de direitos e deveres entre os indivíduos.
c) propunha a criação de monopólios estatais e a manutenção da balança de comércio favo-
rável, para assegurar o direito de propriedade.
d) acreditava na prática do entesouramento como meio adequado para eliminar as desigual-
dades sociais e garantir as liberdades individuais.
e) consistia na defesa da igualdade de direitos e liberdades individuais, proporcionada pela
influência da Igreja Católica sobre a sociedade, através da educação.

Questão 02 – (Fuvest-SP) Sobre o chamado despotismo esclarecido, é correto afirmar que:


a) Foi um fenômeno comum a todas as monarquias européias, tendo por característica a
utilização dos princípios do Iluminismo.
b) Foram os déspotas esclarecidos os responsáveis pela sustentação e difusão das ideias ilu-
ministas elaboradas pelos filósofos da época.
c) Foi uma tentativa, mais ou menos bem-sucedida, de algumas monarquias reformarem as
estruturas vigentes sem alterá-las.
d) Foram os burgueses europeus que convenceram os reis a adotarem o programa de moder-
nização proposto pelos filósofos iluministas.
e) Foi uma tentativa bem intencionada, embora fracassada, das monarquias europeias refor-
marem estruturalmente seus estados.

Questão 03 – A independência das Treze Colônias inglesas da América do Norte – a Revolu-


ção Americana – resultou:
I. do desdobramento natural da relativa autonomia econômica e política dessas colônias
de povoamento;
II. da reação dos colonos às medidas fiscais e administrativas tomadas pela Inglaterra após
a Guerra dos Sete Anos;
III. dos prejuízos causados aos colonos pela política liberal inglesa, que aboliu o pacto colo-
nial;
IV. da manutenção e intensificação das práticas mercantilistas britânicas que se opunham
ao comércio triangular.

157
Material de apoio do EMITEC

Estão corretas apenas:


a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
História

d) I, II e III.
e) I, II e IV.

Questão 04 – Leia a seguir um trecho da Declaração de Independência dos EUA, de 4 de


julho de 1776.
Cremos como verdades evidentes, por si próprias, que todos os homens nasceram iguais, que
receberam do seu Criador alguns direitos inalienáveis; que entre esses direitos estão a vida, a
liberdade e a procura da felicidade; que é para assegurar esses direitos que os governos foram
instituídos.
Esta declaração inspirou-se nos ideais do:
a) iluminismo.
b) feudalismo.
c) reformismo religioso.
d) absolutismo.
e) mercantilismo.

Questão 05 – A razão inicial da luta que conduziria à Guerra de Independência dos EUA foi o
aumento de impostos decretado pelo parlamento inglês sobre as colônias americanas, tendo
como objetivo:
a) arrecadar fundos para que a Inglaterra pudesse prosseguir na colonização do oeste ame-
ricano.
b) arrecadar capital para a exploração das usinas de carvão, tão necessárias ao desenvolvi-
mento de sua Revolução Industrial.
c) angariar fundos para que a Inglaterra pudesse financiar uma nova coligação contra Napo-
leão Bonaparte.
d) diminuir o déficit do tesouro inglês, seriamente abalado com as despesas ocasionadas
pela Guerra dos Sete Anos.
e) impor às colônias americanas a autoridade da metrópole, seriamente abalada com as
guerras civis inglesas.

Questão 06 – (PUCCamp-SP) Assinale a alternativa correta relativa ao acontecimento histó-


rico conhecido por Revolução Francesa.
a) Representou a abolição dos direitos feudais, porém sem que os direitos da nobreza e do
clero fossem alterados.

158
2o ano – I Unidade

b) Significou a tomada do poder político pela burguesia, a superação das instituições feudais
do Antigo Regime, a criação de condições para o desenvolvimento do capitalismo na Fran-
ça.
c) Significou a tomada da Bastilha pelo povo, em 14 de julho de 1789, manobrada indireta-

História
mente pelo clero, que não via com bons olhos o poder da nobreza.
d) Um dos estopins da Revolução Francesa foi a convocação da Assembleia dos Estados Ge-
rais por Luís XVI, em 1789, com o objetivo de forçar a nobreza e o clero a pagar impostos.
e) Apesar de se constituir num movimento revolucionário, a Revolução Francesa pouco inco-
modou os demais países europeus controlados por forças absolutistas.

Questão 07 – (Mackenzie-SP) A charge da época, reproduzida a seguir, retrata o jogo de rela-


ções sociais da França pré-revolucionária. A esse respeito, é correto afirmar que:
a) a França era uma sociedade estamental, dividida em três estados, sendo o Terceiro Esta-
do composto por desde a alta burguesia até as camadas populares, incidindo sobre estas
todas as tributações.
b) apesar de a França ter uma sociedade dividida em estamentos, não havia conflitos de
classes, pois a Igreja, por meio da teoria do direito divino, garantia a imobilidade social.
c) o povo permanecia obediente ao monarca, havendo o respaldo da Igreja, que doutrinava
os fiéis a se submeterem à vontade de Deus, que apoiava uma estrutura social hierarqui-
zada.
d) o povo, que formava o Primeiro Estado, arcava com as pesadas tributações impostas pelo
monarca absoluto.
e) a estrutura social francesa denunciava ser a divisão em ordens correspondente à realidade
existente no país, na qual um indivíduo poderia ascender socialmente.

Questão 08 – Durante o domínio dos Jacobinos na Revolução Francesa, várias reformas fo-
ram votadas, inclusive:
a) a liberação dos preços dos gêneros alimentícios, estabelecendo-se cotas aos comercian-
tes.
b) a abolição de todos os privilégios feudais, sem indenizações, e confisco dos bens da nobre-
za e do clero, promovendo a distribuição desses aos camponeses.
c) o estabelecimento de uma comissão para tratar a paz com as potências europeias.
d) a criação do Comitê de Salvação Pública, destinado a controlar os atos dos homens do
governo.
e) a formação de um governo de coalizão para salvar a França das tropas austríacas.

159
Material de apoio do EMITEC

Questão 09 – O período da Revolução Francesa pode ser considerado como encerrado em


1799 com:
a) a reação termidoriana e a execução dos radicais como Marat.
b) a Constituição do Ano III e o reconhecimento da vitória da burguesia.
História

c) a eleição de uma Convenção Nacional e a divulgação da Declaração dos Direitos do Ho-


mem.
d) a estruturação da Junta de Salvação Pública e o fim do Regime do Terror.
e) o 18 Brumário, golpe de estado de Napoleão Bonaparte.

Questão 10 – A “Declaração de Direitos” (1. Bill of Rights) da Inglaterra, em 1689, a “Declara-


ção de Independência dos Estados Unidos da América”, em 1776, e a “Declaração dos Direitos
do Homem e do Cidadão”, em 1789, na França são documentos que expressam um processo
revolucionário abrangente que pode ser caracterizado como:
a) a ascensão política da burguesia, a queda do poder absolutista e o fortalecimento do libe-
ralismo.
b) o declínio da aristocracia feudal, o fim do poder monárquico e a redemocratização dos
Estados.
c) a igualdade de direitos para todos, o fim das monarquias e a difusão das ideias iluministas.
d) o fim dos privilégios da nobreza, organização de repúblicas e difusão do positivismo.
e) a ampliação dos direitos da burguesia, o estabelecimento de democracias e o declínio do
liberalismo.

Referências

Alves, Alexandre; Oliveira, Letícia Fagundes de. Conexões Com a História – Da expansão
imperialista aos dias atuais. São Paulo: Moderna, 2011.
ARRUDA, José Jobson de A.; PILETTI, Nelson. Toda a História – História Geral e do Brasil. 12.
ed. São Paulo (SP): Ática, 2004.
CAMPOS, Flávio de e MIRANDA, Renan Garcia. A escrita da História. São Paulo: Escala Educa-
cional, 2005.

160
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Disciplina Sociologia Ano 2º

MATERIAL DE APOIO

TEXTO 1: O que é Sociologia?

Sociologia é o estudo do comportamento social das interações e organizações humanas. Que


tem como objeti vo principal tornar as compreensões coti dianas da sociedade mais sistemá-
ti cas e precisas. Portanto, é uma ciência que estuda todos os símbolos culturais que os seres
humanos criam e usam para interagir e organizar a sociedade, ela explora todas as estruturas
sociais, que fl uem através da ordem estabelecida socialmente, e busca entender as transfor-
mações que esses processos provocam na cultura e na estrutura social.
Percebe-se que através dos tempos, o homem pensou sobre si mesmo e sobre o universo. Con-
tudo, o século XVIII pode ser considerado um período de grande importância para a história do
pensamento ocidental e para o início da Sociologia. A sociedade vivia uma era de mudanças de
impacto em sua conjuntura políti ca, econômica e cultural, que trazia novas situações e também
novos problemas. Consequentemente, esse contexto dinâmico e confuso contribui para eclodi-
rem duas grandes revoluções como a Revolução Industrial, na Inglaterra, e a Revolução Francesa.
A Revolução Industrial (Séc. XVIII e Séc. XIX) é muitas vezes analisada de forma superficial como
a simples introdução da máquina a vapor nas fábricas e manufaturas e o aperfeiçoamento
das técnicas produtivas. Existe, porém, outra faceta da realidade – a Revolução Industrial
significou o triunfo da indústria capitalista e da classe minoritária detentora dos meios de
produção e do capital. Grandes massas de trabalhadores foram submetidas ao que impunha
o sistema – novas formas de relação de trabalho, longas e penosas jornadas nas fábricas,
salários de subsistência – a fim de satisfazer os interesses econômicos dos empresários. Como
muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado sendo forçado a
trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças
também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias. Além disso, a vida nas
cidades industriais também estava mudando – o intenso êxodo rural culminou na explosão
demográfica e na falta de infraestrutura capaz de comportar os excedentes populacionais.

161
Material de apoio do EMITEC

Miséria, epidemias, suicídios, aumento da prostituição e da criminalidade eram retratos da


situação da época. Um dos fatos de maior relevância foi o surgimento do proletariado, classe
trabalhadora com importante papel histórico na sociedade capitalista. A introdução de novas
formas de organizar a vida social e a profundidade das transformações, de certa forma, colo-
Sociologia

cou a sociedade em evidência. Em decorrência disso, determinados pensadores passaram a


considerá-la um objeto que deveria ser investigado e analisado com metodologia científica
adequada. Pensadores como Comte, Durkheim, Weber e Marx, tinham opiniões diferentes
em relação a alguns aspectos da Revolução Industrial, mas eram unânimes em afirmar que ela
estava criando novos fenômenos, dignos de serem estudados.
A Revolução Francesa (1789-1799), foi um movimento social e político ocorrido na França que
derrubou o Antigo Regime e instaurou um Estado democrático que representasse e assegu-
rasse os direitos de todos os cidadãos. Esta revolução tem identidade própria, manifestada na
tomada do poder pela burguesia, na participação de camponeses e artesãos, na superação
das instituições feudais do Antigo Regime e na preparação da França para caminhar rumo ao
capitalismo industrial.
A França era ainda um país agrário em fins do século XVIII. Novas técnicas de cultivo e novos
produtos melhoraram a alimentação e a população aumentou. O início de industrialização já
permitia a redução de preços de alguns produtos, estimulando o consumo. A burguesia se for-
taleceu e passou a pretender o poder político e a discutir os privilégios da nobreza. Os campo-
neses possuidores de terras queriam libertar-se das obrigações feudais devidas aos senhores.
A França tinha então pouco mais de 25 milhões de habitantes, dos quais 80% eram campone-
ses. Os 20% restantes amontoavam-se precariamente em povoações que mal chegavam aos
2.000 habitantes. Paris, com 650 mil, era uma exceção – e uma das maiores cidades do mundo
na época. 
A Sociedade Francesa antes da Revolução era dividida em três estados. O Primeiro Estado era
formado pelo clero, mais ou menos 1% da população. Estava dividido em alto clero, formado
pelos bispos, arcebispos e cardeais, tinha vida de luxo como a nobreza e possuía cerca de 20%
de todas as terras do país. O baixo clero, ao contrário, embora também não pagasse impostos
e outras vantagens, era formado por padres muitas vezes tão pobres quanto seus fiéis. 
O Segundo Estado era formado pela nobreza, dividida em nobreza de espada, tradicional e
orgulhosa, de linhagens que vinham da alta Idade Média, e nobreza togada, formada por ple-
beus enriquecidos, que compraram títulos de nobreza e seus descendentes. Compreendia 2%
da população, algo entre 250 e 400 mil pessoas. Eram os donos de um terço de todas as rendas
do país e tinham os mais altos cargos do Judiciário, da burocracia, do clero e do exército.
O Terceiro Estado era, na verdade, todo o resto da população mas sua facção mais destacada
era a burguesia, uma classe economicamente poderosa. Embora, os burgueses com o dinheiro
comprassem cargos e títulos, seus negócios eram muito atrapalhados pelos impostos e pedá-
gios que encareciam a circulação de mercadorias e, além disso, havia companhias comerciais
que pertenciam ao Estado e tinham o monopólio de comércio externo.
As camadas inferiores do Terceiro Estado eram formadas pela plebe das cidades, um conjunto
de artesãos, operários, pequenos comerciantes e pequenos empresários. Eram os sans-culot-

162
2o ano – I Unidade

tes, que mais tarde teriam um papel decisivo na revolução. Além deles havia uma formidável
e explosiva massa de miseráveis, principalmente em Paris. Os camponeses eram a classe mais
numerosa e a base da sociedade francesa. Eles eram muito pobres e oprimidos por mais de
trezentas obrigações feudais que tolhiam completamente sua liberdade.Na metade do século

Sociologia
XVIII, Luís XVI cometeu seu pior erro, que foi reforçar o direito exclusivo da nobreza aos altos
cargos da administração e do exército. Isso foi intolerável para o Terceiro Estado. 

Disponível em: <http://pt.shvoong.com/social-sciences/1670469-que-%C3%A9-sociologia/#ixzz1KI5MG7B3>.


<http://www.grupoescolar.com/pesquisa/revolucao-francesa.html>.

Texto 2: Estado, País, Nação e Povo 

A palavra Estado em seu sentido político, pode ser usada em duas acepções. Uma corresponde
a um Estado (usualmente grafada com e maiúsculo), instituição social politicamente organiza-
da que exerce soberania sobre um território: Brasil, Japão, França, Estados Unidos, Alemanha,
etc. A segunda acepção corresponde à divisão política interna de alguns estados que formam
uma federação, como o Brasil, Estados Unidos, Alemanha ou México.
Nesses casos, as unidades internas são também chamadas de estado (grafada com e minús-
culo). Temos assim, um Estado Federal (União) com seus respectivos estados membros (uni-
dades da federação). Há Estados em que as unidades internas recebem outros nomes, como
províncias (Argentina, Canadá, etc.), departamentos (França), condados (Reino Unido), regi-
ões (Itália), cantões (Suíça), repúblicas (Federação Russa).Um Estado exerce a soberania sobre
um território delimitado por fronteiras, guardadas pelas Forças Armadas e com limites pre-
cisos; tem uma burocracia administrativa e é organizado em três esferas de poder. No Brasil,
denominamos essas três esferas de União, estados e municípios – ou esfera federal, estadual
e municipal.
Embora vulgarmente “país” seja usado como sinônimo de “Estado”, essas duas palavras não
significam a mesma coisa. O primeiro termo tem uma conotação física; o segundo, política.
O país é a terra, é uma porção da superfície terrestre. Quando essa, no decorrer da história,
passou a ser controlada por um Estado, que exerce a soberania sobre ela, então se transfor-
mou em território. É esse território que chamamos de país, ou seja, aquilo que nós vemos, o
conjunto formado pelas paisagens naturais e culturais sob o controle do Estado.
A palavra nação, em sentido antropológico, é sinônimo de povo ou etnia. Em sua acepção po-
lítica, com a constituição do Estado-nação a partir da independência dos Estados Unidos e da
Revolução Francesa, passou a ser usada como sinônimo de “Estado”. 
A palavra povo, no sentido jurídico-político, é sinônimo de conjunto de cidadãos e refere-se
à população que habita o território sob jurisdição de um Estado e tem diversos direitos e de-
veres – civis, políticos, sociais, econômicos e culturais – (chamados “cidadania”), o que exclui,
por exemplo, os estrangeiros não-naturalizados.

163
Material de apoio do EMITEC

São três os elementos que constituem o Estado: o território, o povo e a soberania.



O território é a dimensão do espaço habitado, com limites físicos de caráter político/
administrativo. O território é fruto de sua história que se manifesta no presente, portanto, um
Sociologia

espaço dotado de heranças, sobre as formas das estruturas, da cultura e das relações sociais,
apresentando-se como uma condição herdada. O território guarda o passado dos conflitos
sociais, das lutas de classe e do fazer cotidiano.
O povo é o elemento humano do Estado, composto pelo conjunto de cidadãos, ligados por
laços de tradição, idioma, religião, isto é, o conjunto das pessoas que mantêm um vínculo
jurídico-político com o Estado, sujeitos à mesma soberania. Povo não deve ser confundido
com a noção de População. População é formada por todas as pessoas presentes no território
do Estado, num determinado momento, inclusive estrangeiros e apátridas (sem pátria), fazem
parte da população.
Soberania é o poder de organizar-se juridicamente e de fazer valer dentro de seu território a
universalidade de suas decisões. A soberania apresenta dois aspectos:
O interno – O Estado tem o poder de criar leis e obrigar a sociedade a cumpri-las para regular
a conduta humana dentro de seu território.
O externo – É a manifestação independente do poder do Estado perante os outros Estados.
Impede assim a interferência de poderes estrangeiros em seu território.
Quando falamos em Poder e Estado pensamos logo nos três poderes:
Poder executivo é exercido por prefeitos, governadores do Estado e presidente da República.
Tem como atribuição governar o povo e administrar os interesses públicos. Participa das dis-
cussões dos projetos, sanciona, promulga, veta e exerce funções tipicamente legislativas.
Poder legislativo é exercido por vereadores, deputados estaduais deputados federais e
senadores. Suas funções são administrativas e judiciárias, fiscaliza a execução do orçamento;
autoriza empréstimos externos; julga as contas do presidente da República; apura a responsa-
bilidade dos membros dos outros poderes através das comissões parlamentares de inquérito
etc.
Poder judiciário é exercido por funcionários de Carreira, isto é, dependem de concurso
público. O Poder Judiciário e composto pelos diversos tribunais (Federal, Superior Tribunal,
Trabalho, Eleitorais, Justiça, entre outros, e os respectivos juízes. O Poder Judiciário é constituí-
do para determinar e assegurar a aplicação das leis que garantam a inviolabilidade dos direitos
individuais.
A prestação de contas por parte de um poder constituído é fundamental em uma democracia.
Democracia é a forma de governo em que o povo tem o poder de instituir o governante, o qual
exerce a função de governo por um mandato fixo. A origem da palavra democracia vem do gre-
go, pela junção das palavras demos e kratos, que significam, respectivamente, povo e poder.

Texto adaptado: Disponível em: <http://www.mundoeducacao.com.br/sociologia/agrega-


dos-sociais.htm>.
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Intera%C3%A7%C3%A3o_social>.

164
2o ano – I Unidade

REFERÊNCIAS

ARAUJO, Silvia; BRIDI, Ma. Aparecida; MOTIM, Benilde Lenzi. Sociologia: um olhar crítico. São

Sociologia
Paulo: Contexto, 2009.
BOBBIO, Noberto. Estado, Governo, Sociedade: Para uma teoria geral da política. 11. ed. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 2004.
CARMO, Paulo Sérgio. Sociologia e sociedade pós-industrial. São Paulo: Paulus, 2007.
COSTA, Cristina. Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. 3 ed. São Paulo: Moderna,
2005.
DIMENSTEIN, Gilberto e outros. Dez lições de Sociologias para um Brasil cidadão. v. único. São
Paulo. FTD, 2008.
FORACCHI, MarialiceMencarini; MARTINS, José de Souza. Sociologia e Sociedade. ed. LTC.
2008.

LISTA DE EXERCÍCIOS

Questão 01: Augusto Conte é considerado o pai da Sociologia, foi ele quem pela primeira vez
usou este termo e também criou o positivismo.

Sobre o surgimento da Sociologia, podemos afirmar que:


I. A consolidação do sistema capitalista na Europa no século XIX forneceu os elementos
que serviram de base para o surgimento da Sociologia como ciência particular.
II. O homem passou ser analisado, do ponto de vista sociológico, a partir de sua inserção
na sociedade e nos grupos sociais que a constituem.
III. Aquilo que a Sociologia estuda constitui-se historicamente como o conjunto de relacio-
namentos que os homens estabelecem entre si na vida em sociedade.
IV. Interessa para a sociologia não os indivíduos isolados, mas inter-relacionados com os dife-
rentes grupos sociais dos quais fazem parte, como a escola, a família, as classes sociais etc.
Estão corretas as alternativas:
a) apenas II e III
b) todas I, II, III e IV.
c) apenas I e IV
d) apenas I, III e IV
e) apenas II, III e IV

165
Material de apoio do EMITEC

Questão 02 – (UEM – Inverno 2008) “Todos nós sabemos da existência de um certo tipo de
‘organização social’ entre animais não humanos, não apenas entre mamíferos superiores, tais
como os macacos, por exemplo, mas também insetos: formigas, cupins e abelhas, notadamente.
(...) Quando comparamos as ‘sociedades’ animais não humanas, particularmente a sociedade
Sociologia

daqueles insetos, o fazemos porque constatamos que o comportamento de tais animais apre-
senta certas padronizações parecidas com algumas padronizações verificadas entre os seres hu-
manos”. (VILA NOVA, Sebastião. Introdução à Sociologia. São Paulo: Atlas, 1985, p. 29).

Considerando o que diz o texto acima, assinale o que for correto.


a) Segundo o autor, não há diferença essencial alguma entre o estudo das sociedades huma-
nas feito pela sociologia e o das sociedades de insetos feito pela entomologia.
b) De acordo com o texto, homens e animais são padronizados devido ao peso da herança
genética em todos os tipos de sociedades.
c) Podemos concluir do texto que são os fatores do meio ambiente que levam à padroniza-
ção dos comportamentos dos animais e dos seres humanos.
d) Segundo o autor, se não fosse a descoberta das leis de padronização das sociedades de
animais, os sociólogos não teriam se interessado pelas leis de padronização existentes nas
sociedades humanas.
e) Podemos deduzir do texto que tanto os pesquisadores dos animais quanto os sociólogos
se preocupam com as ações regulares produzidas pela vida em sociedade.

Questão 03 – (UEL – 2003) Um jovem que havia ingressado recentemente na universidade


foi convidado para uma festa de recepção de calouros. No convite distribuído pelos veteranos
não havia informação sobre o traje apropriado para a festa. O calouro, imaginando que a festa
seria formal, compareceu vestido com traje social. Ao entrar na festa, em que todos estavam
trajando roupas esportivas, causou estranheza, provocando risos, cochichos com comentários
maldosos, olhares de espanto e de admiração. O calouro não estava vestido de acordo com o
grupo e sentiu as represálias sobre o seu comportamento. As regras que regem o comporta-
mento e as maneiras de se conduzir em sociedade podem ser denominadas, segundo Émile
Durkheim (1858-1917), como fato social.

Considere as afirmativas abaixo sobre as características do fato social para Émile Durkheim

I. O fato social é todo fenômeno que ocorre ocasionalmente na sociedade.


II. O fato social caracteriza-se por exercer um poder de coerção sobre as consciências indi-
viduais.
III. O fato social é exterior ao indivíduo e apresenta-se generalizado na coletividade.
IV. O fato social expressa o predomínio do ser individual sobre o ser social.

166
2o ano – I Unidade

Assinale a alternativa correta.

a) Apenas as afirmativas I e II são corretas.


b) Apenas as afirmativas I e IV são corretas.

Sociologia
c) Apenas as afirmativas II e III são corretas.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV são corretas.
e) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.

Questão 04 – O Estado é definido como o território geograficamente delimitado que possui


instituições políticas e é regido por leis. Assim, precisa ter: território, população e governo. Se-
gundo os termos da Constituição, de que forma é definido o Estado brasileiro?
a) Como Estado democrático de direito, fundamentado em cinco princípios: soberania (po-
der do povo), cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da
livre iniciativa e pluralismo político.
b) Como Estado democrático de direito, fundamentado em quatro princípios: soberania (po-
der do povo), cidadania, dignidade da pessoa humana e pluralismo político.
c) Como Estado democrático de direito, fundamentado em quatro princípios: soberania (po-
der do povo), cidadania, dignidade da pessoa humana e valores sociais do trabalho e da
livre iniciativa.
d) Como Estado democrático de direito, fundamentado em cinco princípios: soberania popu-
lar, liberdade

Questão 05 – (UEL) A Sociologia é uma ciência moderna que surge e se desenvolve junta-
mente com o avanço do capitalismo. Nesse sentido, reflete suas principais transformações e
procura desvendar os dilemas sociais por ele produzidos.

Sobre a emergência da Sociologia, considere as afirmativas a seguir:


I. A Sociologia tem como principal referência a explicação teológica sobre os problemas
sociais decorrentes da industrialização, tais como a pobreza, a desigualdade social e a
concentração populacional nos centros urbanos.
II. A Sociologia é produto da Revolução Industrial, sendo chamada de “ciência da crise”, por
refletir sobre a transformação de formas tradicionais de existência social e as mudanças
decorrentes da urbanização e da industrialização.
III. A emergência da Sociologia só pode ser compreendida se for observada sua correspon-
dência com o cientificismo europeu e com a crença no poder da razão e da observação,
enquanto recursos de produção do conhecimento.
IV. A Sociologia surge como uma tentativa de romper com as técnicas e métodos das ciên-
cias naturais, na análise dos problemas sociais decorrentes das reminiscências do modo
de produção feudal.

167
Material de apoio do EMITEC

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e III.
b) II e III.
Sociologia

c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.

Questão 06 – O Manifesto de 1848, de Marx e Engels, estipula um sentido particular para o


termo burguês. A opção que melhor expressa este conceito é:
a) Burguês é toda pessoa que, não tendo necessidade de vender sua força de trabalho para
outrem, ou seja, de exercer trabalho assalariado, ainda assim mantém um padrão econo-
micamente elevado.
b) Burguês é aquele que, tendo um
ofício, uma profissão, e a exercendo
em estabelecimento próprio, explora
a mão de obra dos aprendizes que,
em geral, são oriundos das camadas
mais pobres da população.
c) Burguês é sinônimo de detentor
do capital, de capitalista que, graças
à posse de um capital importante, faz
trabalhar apreciável número de assa-
lariados.
d) Burguês é considerado o profissio-
nal liberal, dono de alto saber técnico-
-científico, que atua por conta própria, recebendo somas vultosas pelos serviços prestados.
e) Burguês é o profissional liberal que explora a mão de obra escrava.

Questão 07 – Na charge percebemos um tipo de desvio institucional, o Nepotismo. Mostre


que você entendeu o significado deste termo e explique em no mínimo três linhas o que signi-
fica Nepotismo e quais as consequências desta ação para o nosso país.

168
2o ano – I Unidade

Questão 08 – A Sociologia, criada em fins do século XIX, pretende explicar, em certa medida,
as transformações ocorridas na sociedade ocidental, notadamente em países como França,
Inglaterra e também Brasil, a partir do século XVIII. Entre essas transformações, aponte as
mudanças sociais que interferem na vida da sociedade brasileira até os dias de hoje.

Sociologia
Questão 09 – Os elementos que entram na formação do Estado são essencialmente três:
povo, território e soberania.
O território é a base física ou geográfica de um determinado Estado, seu elemento constitu-
tivo, base delimitada de autoridade, instrumento de poder com vistas a dirigir o grupo social,
com tal delimitação que se pôde assegurar a eficácia do poder e a estabilidade da ordem, já o
povo se refere ao conjunto de indivíduos que se vincula juridicamente ao Estado.
Com base na charge e em seus conhecimentos adquiridos nesta unidade explique o que você
entendeu por soberania. Utilize no mínimo cinco linhas, para organizar seu texto.

Questão 10 – (UFPR-2012)“O século XVIII constitui um marco importante para a história do


pensamento ocidental e para o surgimento da sociologia. As transformações econômicas, po-
líticas e culturais que se aceleram a partir dessa época colocarão problemas inéditos para os
homens que experimentavam as mudanças que ocorriam no ocidente europeu.”

FERNANDES, Florestan. A herança intelectual da Sociologia. In: FORACHI, M. M.; MARTINS, J. S.


Sociologia e Sociedade: Leituras de Introdução à Sociologia. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos, 1977. p. 11.

169
Material de apoio do EMITEC

Que realidades daquela época passaram a constituir


um problema e um objeto da Sociologia?
Sociologia

170
Atividade
Complementar

Atividade Complementar
LPLB
Atividade Complementar
Matemática
Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Atividade Complementar
Disciplina Ano 2º
LPLB
MATERIAL DE APOIO

Texto Publicitário: Definição e Usos

Os textos publicitários se defi nem por procurarem despertar no interlocutor o desejo de com-
prar algo, seja um produto, uma ideia ou aderir a uma causa. São, por essa razão, conside-
rados persuasivos. Estabelecem uma interlocução direta e valem-se de diferentes recursos
da linguagem para conseguir a adesão do leitor àquilo que vendem ou sugerem. Diferentes
gêneros discursivos exemplifi cam essa estrutura: anúncios (em revistas e outdoors, televisivos
e radiofônicos), panfl etos, folhetos, folderes, etc.
O desejo de persuadir vem de muito tempo. Podemos imaginar que, a parti r do momento em
que um indivíduo decide usar a palavra para convencer outra pessoa a agir de uma determi-
nada maneira, já há no texto resultante as marcas estruturais dos textos persuasivos. Quando
a intenção persuasiva passa a ser associada á divulgação de produtos ou ideias específi cos,
surgem então os textos publicitários. Os textos publicitários procuram responder a um desejo,
muitas vezes inconsciente, das pessoas: o produto anunciado aparece não como um bem de
consumo qualquer, mas como a possibilidade de realização de um sonho ou como o modo de
sati sfazer uma necessidade parti cular. É por este moti vo que os publicitários costumam afi r-
mar que ninguém compra produtos, compram-se promessas. Nesse senti do, compreende-se
a conhecida afi rmação do fundador da indústria de cosméti cos, Charles: "Na indústria fabrica-
mos cosméti cos, na loja vendemos esperança”.

Contexto de circulação

Há vários gêneros discursivos que apresentam característi cas de textos publicitários, podem
ser identi fi cados diversos contextos de circulação, em jornais e revistas, por exemplo, circulam
anúncios publicitários.

173
Material de apoio do EMITEC

Outdoors são colocados em terrenos ao lado de estradas, nas ruas e avenidas. Ás vezes apare-
Ativ. Complementar – LPLB

cem também nas laterais de edifícios. Folhetos costumam ser distribuídos em sinais de trânsi-
tos e outros locais onde há alguma aglomeração de pessoas.
È importante lembrar que a estrutura do texto deverá sempre ser adequada ao seu contexto
de circulação. Assim, um anúncio preparado para divulgação no rádio não terá como explorar
uma imagem. Situação inversa acontece com os anúncios divulgados na TV, que exploram a
associação texto/ imagem para persuadir. Nos dois casos, a música também é um elemento
usado com frequência na construção do texto final.

Linguagem

A linguagem dos textos publicitários admite algumas liberdades em relação às características


da norma escrita culta. Isso se explica pela necessidade de criar uma aproximação com o leitor,
que é sempre estabelecida pela interlocução explicita. Na análise que fizemos da estrutura do
anúncio publicitário da SPVS, na seção anterior, destacamos esses elementos.

Falácias: recursos ou falhas da argumentação

O que é um raciocínio falacioso? A pergunta pode parecer estranha, mas, na verdade, ela faz
referência a um tipo especifico de raciocínio, muito frequente em textos publicitários, a falácia.
Premissa – É uma afirmação que se toma como ponto de partida para realizar um raciocínio.
Em textos publicitários, as falácias são muito utilizadas como recurso persuasivo, porque indu-
zem o leitor a concluir algo que favorece o produto anunciado.

MARCAS IDEOLÓGICAS DOS TEXTOS

“Ideologia é um sistema de ideias (crenças, tradições, princípios e mitos) interdependentes,


sustentadas por um grupo social de qualquer natureza ou dimensão, as quais refletem, racio-
nalizam e defendem os próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais,
religiosos, políticos ou econômicos”(Instituto Antônio Houaiss).
Todas as classes sociais deixam as marcas de sua visão de mundo, dos seus valores e crenças,
ou seja, de sua ideologia, no uso que fazem linguagem. Mas o que é ideologia? Se formos ao
dicionário, encontraremos a definição acima para o termo:
Os seres humanos recorrem à linguagem para expressar nossos sentimentos, opiniões, dese-
jos. É por meio dela que interpretamos a realidade que nos cerca. Essa interpretação, porém,
não é totalmente livre. Ela é construída historicamente a partir de uma série de filtros ideoló-
gicos que todos nós temos, mesmo sem nos darmos conta de sua existência.

174
2o ano – I Unidade

Esses filtros constituem uma formação ideológica, ou seja, um conjunto de valores e crenças a

Ativ. Complementar – LPLB


partir dos quais julgamos a realidade na qual estamos inseridos.
As “pistas” da formação ideológica:
Do mesmo modo como identificamos marcas da formação ideológica da sociedade brasileira
da década de 1940 nas letras sobre Amélia e Emilia, e da sociedade contemporânea na letra
de Dandara, podemos fazer o mesmo com qualquer texto. Para isso, basta saber que tipo de
informações procurar no momento de ler e analisar um texto.
Se a ideologia é definida como um sistema de ideias, precisamos identificar, no texto, as ideias
básicas que, nele presentes, podem ser associadas aos valores, aos princípios, às crenças de
um determinado grupo social.
Assim, quando os compositores buscam exemplos do que consideram características louváveis
em uma mulher, eles estão explicitando valores específicos. Se esse valores coincidem com as
informações disponíveis sobre o que é avaliado positivamente, em uma determinada época,
podemos concluir que esses valores são representativos de uma formação ideológica particu-
lar.

Formação ideológica e Formação discursiva

É por meio da linguagem que explicitamos nossa visão de mundo. No uso que fizermos da
linguagem encontramos as pistas da formação ideológica.
A linguagem, portanto, é a materialização da nossa ideologia. Textos que valorizam a imagem
da mulher como a dona de casa perfeita, por exemplo, recorrem a um vocabulário que traduz
as características vistas como positivas. A mulher é a rainha do lar, o anjo do lar, a fada do lar, a
mãe exemplar, a esposa perfeita, a santa senhora, expressões que a propaganda das décadas
de 1940, 1950 e 1960 usava para encobrir, na realidade, a verdadeira trabalhadora do lar, a
“escrava” que devia manejar todos os eletrodomésticos para manter sua casa permanente-
mente limpa. Por trás de todos esses termos, podemos identificar uma mesma ideologia no
que diz respeito ao papel destinado à mulher. É por isso que que a cada formação ideológica
corresponde uma formação discursiva específica, cujas marcas podem ser identificadas nos
textos.
A formação discursiva é um conjunto de temas (categorias ordenadoras do mundo natural:
alegria, medo, vergonha, solidariedade, honra, liberdade, opressão, etc) e de termos (elemen-
tos que estabelecem uma relação com o mundo natural: mesa, carro, árvore, mulher, etc) que
concretiza uma visão de mundo específica. Sempre que for possível identificar, em um con-
junto de texto, uma regularidade, recorrência de temas e termos, estaremos diante de uma
mesma formação discursiva. Observem:

175
Ativ. Complementar – LPLB Material de apoio do EMITEC

Disponível em: <www.rainhasdolar.com/>.

Esses textos imagéticos correspondem a uma formação ideológica que define o lugar da mu-
lher como a “rainha do lar”, aquela que é responsável para criar um lar perfeito e harmonioso
para seu marido e seus filhos.

Interlocução e o contexto textual

O termo interlocutor designa cada um dos participantes de um diálogo. Os interlocutores de


um texto, portanto, são os leitores/ouvintes em quem o autor pensa no momento de elaborá-
-lo. A participação dos leitores nesse diálogo é sempre indireta, porque, embora não possam
interagir diretamente com o autor, é com base na imagem que faz deles que o autor escreve
seu texto.
Muitos dos textos com os quais entramos em contato, por meio de revistas e jornais, não po-
dem se dirigir a interlocutores muito particulares. De modo geral, seu autores escrevem para
um grande número de leitores e isso faz com que o perfil de interlocutor por eles representado
tenha de ser mais genérico.
Dizemos que um texto se dirige a um interlocutor universal quando não é possível identificar
um perfil de leitor especifico que justifique determinadas escolhas feitas no texto. Normal-
mente, textos jornalísticos de caráter mais geral dirigem-se a interlocutor universal. Observem:

No Brasil

Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, na capital gaúcha, uma das
cinco escolas contempladas no pré-piloto do projeto Um Computador por Aluno (UCA),
a implantação começou em janeiro. Até agora, 276 laptops foram entregues e outros 124
são esperados. No total, 350 alunos e 50 professores de 1ª a 8ª séries serão beneficiados.
Segundo a professora Léa Fagundes, do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade
Federal do RS, responsável pela coordenação e avaliação do projeto no colégio, optou-se pela
imersão total, ou seja, cada estudante trabalha com um laptop e pode levá-lo para casa. Os
resultados obtidos, afirma, são extremamente positivos. Entre os avanços que a tecnologia

176
2o ano – I Unidade

trouxe para a sala de aula, ela destaca o aumento da concentração, do interesse, da curiosida-

Ativ. Complementar – LPLB


de e do desejo de aprender, aliados à diminuição das faltas.
Fonte: <http://www.certi.org.br/mod_Imprensa/impr_18_clipping_vis2.php4?b_id_noticia=283>. Acesso em:
14 dez. 2009.

Contexto é o conjunto das circunstâncias (sociais, políticas, históricas, culturais, etc) a que um
texto se refere. A identificação do contexto de um texto depende inteiramente do conheci-
mento de mundo dos leitores, ou seja, conhecimento prévio.
Os textos escritos ou orais não têm existência autônoma, porque sua significação depende do
reconhecimento de um contexto e da relação que os leitores/ ouvintes estabelecem com ele.

A relação entre contexto e interlocução

Como o contexto de um texto é constituído por fatores extralinguísticos, sempre que produ-
zimos um texto, precisamos decidir quais informações contextuais devem ser fornecidas para
que o sentido dele possa ser construído por seus interlocutores. Portanto, toda vez que for
escrever um texto, pense primeiro nos leitores a quem você irá se dirigir. Procure estabelecer
uma imagem que defina, para você, o perfil desses leitores e, em função dessa imagem, deci-
da quais são os argumentos, as informações, os dados e os fatos capazes de atender melhor à
finalidade do texto.

Implícitos, pressupostos e inferências no texto

Implícito – Nem sempre a leitura das entrelinhas depende de algo que foi pressuposto. Há
casos em que temos de ir além do que foi dito, revelando aquilo que ficou subentendido, ou
sugerido, pelo texto.

Inferência – Em alguns casos, o que precisa ser recuperado para compreender o sentido do
texto pode ser concluído a partir de pistas fornecidas no próprio texto. Uma vez obtidas as pis-
tas, deve–se confrontá-las com aspectos conhecidos da realidade para fazer uma inferência,
ou seja, um tipo de raciocínio que conclui alguma coisa a partir de outra já conhecida.

Intertextualidade

Algumas vezes nos deparamos com um texto ou imagem que nos provoca a sensação de estar
diante de algo conhecido. A intertextualidade é portanto, a relação que se estabelece entre
diferentes textos quando um deles faz referência (direta ou indireta) a outro. A relação inter-
textual pode dizer respeito ao conteúdo, à forma, ou mesmo à forma e ao conteúdo.

177
Material de apoio do EMITEC

REFERÊNCIAS
Ativ. Complementar – LPLB

ABAURRE, Maria Luiza M.; ABAURRE, Maria Bernadete M. Produção de texto: Interlocução e
gêneros. São Paulo: ed. Moderna.
<http://portucia.blogspot.com.br/2011/07/tipologia-textual-descricao.html>.
<http://code.rogeriomartins.eti.br/concursos/portugues/reconhecimento-tipos-generos-textu-
ais/>.
<www.slideshare.net/.../textualidade-inferncias-e-pressupostos>.

LISTA DE EXERCÍCIOS

QUESTÃO 01 – Questão discursiva:

Disponível em: <http://portugauss.blogspot.com/2010/04/aula-6-exercicios-de-interpretacao-e.html>.

a) No primeiro quadrinho cria-se uma expectativa de como é o tratamento dado a mulher,


que é quebrada nos próximos quadrinhos. Explique como essa expectativa é quebrada.
(Victória Grimello)

178
2o ano – I Unidade

QUESTÃO 02 – Leia o texto atentamente:

Ativ. Complementar – LPLB


Brasileiro lê pouco porque não tem acesso a livros

Homens lêem para ascender profissionalmente. Mulheres, para encontrar a paz. E todos le-
riam mais se tivessem acesso facilitado aos livros. A maior pesquisa sobre hábitos de leitura
já realizada no País confirma o que a indústria editorial já desconfiava. O brasileiro lê pouco
porque, muitas vezes, não tem como conseguir um exemplar.
Só um terço das pessoas alfabetizadas e com mais de 14 anos leu um livro nos três meses an-
teriores ao levantamento, realizado na virada do ano. Curiosamente, Brasília desponta como
a capital da leitura – 69% dos entrevistados no Plano Piloto declararam ter lido recentemente.
A pesquisa é produto de quase 6 mil entrevistas realizadas em 46 cidades de portes variados
em todo o país. Segundo o levantamento, batizado de ‘Retrato da Leitura’ e executado pela
A. Franceschini Análises de Mercado, o universo de compradores de livros é ainda menor do
que o dos leitores. O estudo também confirma uma suspeita: quanto mais rico e escolarizado
o indivíduo, maior seu interesse pela leitura e o número de livros que compra. Apesar disso,
a clientela mais numerosa dos editores é formada por egressos do ensino médio, das classes
B e C.
De olho nesse público, Paulo Rocco, presidente da Editora Rocco e da Snel, reivindica inves-
timentos governamentais em novas bibliotecas e na ampliação do acervo das já existentes,
sejam elas públicas ou escolares. Essa iniciativa, juntamente com a promoção de campanhas
para melhorar a imagem da leitura, ajudariam a ampliar a intimidade do brasileiro com os li-
vros. Regina Scharf e Liana Amaral. Valor econômico. São Paulo: Gazeta Mercantil, 2003, com
adaptações.
Com base na leitura do texto, marque a alternativa correta:
a) Homens e mulheres buscam na leitura maneiras de ascender profissionalmente e encon-
trar a paz de espírito.
b) Com base no levantamento, batizado de “Retrato da Leitura”, chegou-se à conclusão de
que muitos brasileiros até conseguem adquirir um livro, porém não lêem.
c) Muitos brasileiros têm livros em casa, porque há incentivo à leitura; livros são distribuídos
à população.
d) Os hábitos dos brasileiros de ficar horas na frente da televisão impedem que aumente o
número de leitores.
e) Com a pesquisa, constatou-se que o fator econômico está diretamente ligado ao interesse
pela leitura, mas está havendo um grande número de leitores da classe B e C.

179
Material de apoio do EMITEC

QUESTÃO 03 – Leia:
Ativ. Complementar – LPLB

“Para vendermos produtos, mesmos mais baratos, os salários das classes mais baixas precisa-
riam ser maiores.”
Conclui-se do texto que:
a) As classes pobres podem comprar apenas os produtos cujo preço foi sensivelmente redu-
zido.
b) O fato de os salários serem baixos induz as classes pobres à indiferença diante de suas
necessidades do consumo.
c) As classes pobres, em face de seus baixos vencimentos, não se importam com a qualidade
dos produtos que consomem.
d) As classes pobres se endividam demasiadamente, já que, por força dos baixos salários que
recebem, têm poder aquisitivo muito reduzido.
e) A redução do preço dos produtos não é suficiente para colocá-los ao alcance dos salários
das classes mais baixas.

QUESTÃO 04 – Leia:

FUNERAL DE UM LAVRADOR
“(...) esta cova em que estás
Com palmos medidos
É a conta menor
Que tiraste em vida
É de bom tamanho
Nem largo nem fundo
É a parte que te cabe
Deste latifúndio
Não é cova grande
É cova medida
É a terra que querias
Ver dividida (...)»

(João Cabral de Mello Neto)

O texto acima é um trecho da obra Morte e Vida Severina. A abordagem temática apresentada
pelo fragmento trata sobre:

180
2o ano – I Unidade

a) a boa distribuição das terras no país;

Ativ. Complementar – LPLB


b) os direitos respeitados dos homens que trabalham no campo
c) a má distribuição das terras
d) a luta pelo direito ao acesso à terra pelos pobres do campo
e) o latifúndio que ocupa poucas terras e com isso a violência é pequena
f) a miséria e opressão do homem campo que tem pouca relação com os latifúndios

181
Ativ. Complementar – LPLB Material de apoio do EMITEC

ANOTAÇÕES

182
Área do Matemática
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias

Atividade Complementar
Disciplina Ano 2º
Matemática
MATERIAL DE APOIO

PORCENTAGEM

A questão da porcentagem é muito uti lizada no mercado fi nanceiro, seja na hora de obter um
desconto, calcular o lucro na venda de um produto ou medir as taxas de juros. Na Engenharia,
por exemplo, a porcentagem pode ser uti lizada para defi nir o quanto já foi construído de um
prédio. Em Administração, pode ser usada para medir as quotas de parti cipação dos sócios em
um negócio e por aí vai.
É frequente o uso de expressões que refletem acréscimos ou reduções em preços, números
ou quantidades, sempre tomando por base 100 unidades. Alguns exemplos:

• A gasolina teve um aumento de 15%

Significa que em cada R$100 houve um acréscimo de R$15,00.

• O cliente recebeu um desconto de 10% em todas as mercadorias

Significa que em cada R$100 foi dado um desconto de R$10,00.

• Dos jogadores que jogam no Grêmio, 90% são craques.

Significa que em cada 100 jogadores que jogam no Grêmio, 90 são craques.

183
Material de apoio do EMITEC

Porcentagem – uma razão centesimal


Ativ. Comp –Matemática

Aplicação: Há algum tempo o Salário Mínimo Brasileiro era R$ 622,73 (seiscentos e vinte e
dois reais e setenta e três centavos). Segundo o DIEESE, deveria ser igual à R$ 2.293,31 (Dois
mil, duzentos e noventa e três reais e trinta e um centavos), e a Contribuição dos Segurados
Empregados para o INSS (Instituto Nacional da Previdência Social) é de 8%, que é descontado
mensalmente de seu salário.
     Se um trabalhador recebe o Salário Mínimo Brasileiro (R$ 622,73) e descontados 8% de seu
salário, quanto receberá no fim do mês?

Resolução:

No fim de cada mês, deverá ser descontado o valor correspondente ao cálculo a seguir, isto é:

8% de R$ 622,73 = 8 : 100. 622,73 = 0,08. 622,73 = 49,82

(A palavra “de”, deve ser entendida como produto).


Isto é, o trabalhador receberá depois de descontado o valor a ser recolhido à Previdência So-
cial, o valor referente à 622,73 – 49,82 = 572,91

Logo o trabalhador “receberá”: R$ 572,91 (Quinhentos e setenta e dois reais e noventa e um


centavos).

A porcentagem nada mais é do que uma notação (%), usada para representar uma parte
de cem partes, ou uma porcentagem é uma fração do denominador 100.

Assim, “cinco por cento” escreve-se 5% e significa “cinco centésimos”, isto é, 5% = 5/100.
É conveniente ter em mente os significados de algumas delas, face seu uso diário:

100% = tudo
50% = a metade
25% = a quarta parte
20% = um quinto
10% = um décimo
5% = um vigésimo

184
2o ano – I Unidade

Calculando porcentagens

Ativ. Comp –Matemática


Multa

1 – As contas de energia elétrica em uma cidade têm 2% de multa se pagas com atraso. Numa
conta de R$ 70,00, qual seria o valor da multa?

2% de R$ 70,00 = 2 : 100 = 0,02 x 70,00 = 1,40. Logo a multa será de R$ 1,40.

Crescimento demográfico

2 – Segundo dados do Censo de 2010 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), o Estado do Rio Grande do Sul, teve um crescimento médio de 2000 a 2010 de
0,49 % ao ano. Sabendo-se que a população gaúcha em 2000 era de 10.181.749, quantos
habitantes tem hoje o Estado?

Resolução:

Em 10 anos o crescimento porcentual foi de 4,9 %. Então: 10.181.749 + 4,9% =


10.680.654,701. Pois:


4,9% = 4,9 : 100 = 0,049.
0,049 de 10.181.749 = 498.905,701.

Portanto: 10.181.749 + 498.905,701 = 10.680.654,701.


Aproximadamente a população do RGS é 10.680.654,701 habitantes.

Porcentagem – Razão e Proporção

E o que significa proporção?


Uma proporção é definida como uma igualdade entre duas ou mais razões. Sejam as razões
a/b e c/d, onde os termos da proporção a, b, c e d são números racionais diferentes de zero.

185
Material de apoio do EMITEC

A proporção a/b = c/d declara que o quociente q entre os dois primeiros termos, a e b, é igual
Ativ. Comp –Matemática

ao quociente entre os dois últimos termos, c e d. A constante q é chamada de constante de


proporcionalidade.
a a
A proporção = também pode ser escrita como a : b = c : d, onde a e d são os
b b
extremos da proporção, e b e c seus meios.

A propriedade fundamental das proporções determina que o produto dos extremos seja
a c
igual ao produto dos meios.  Dada a proporção = , essa propriedade nos permite afirmar
b d
que

a c
b d

Fonte: Imagem própria.

Exemplos:
2x = 8 x 7
1) Qual a razão que é igual a 2/7 e cujo antecedente 2x = 56
seja igual a 8. 8 = 2 X = 56/2
Resolução: X 7 X = 28

Vamos igualar as razões.

 
Desta forma a razão igual a 2/7, com antecedente igual a 8 é : 8/28 = 2/7

2) Em uma sala de aula,  a razão de moças para o número de rapazes é de 5/4. Se o número total
de alunos desta turma é de 45 pessoas, caso exista uma festa quantas moças ficariam sem
par?

Resolução: 
Primeiro vamos denominar o número de moças por X, e o número de rapazes por Y.
 x/y = 5/4 (Igualam-se as razões)
 x + y = 45 (Soma total de alunos)

 x + y = 5 + 4  (Aplicação das propriedades das proporções)


x           5

45/x = 9/5

45 x 5 = 9x

186
2o ano – I Unidade

225 = 9x ---> x = 225/9 ---> x = 25 moças

Ativ. Comp –Matemática


Substituindo X = 25 na expressão x + y = 45, temos :

25 + y = 45 ---> y = 45 – 25 ----> y = 20 rapazes

Tendo por base que cada rapaz fique apenas com uma moça, o número de moças que ficariam
sem par será : 25 – 20 = 5 moças

Então, o número de moças que ficará sem par é igual a 5.

Porcentagem e regra de três


Em um vestibular, foram aprovados 2.610 dos 29.000 candidatos inscritos. Quantos por cento
dos candidatos inscritos foram reprovados?

Observe: Total de candidatos, 29.000 – 2.610, aprovados.

Total a ser calculado: 26.390


29.000x = 100.26390 Porcentagem Candidatos

29000x = 2639000 100 29000

x = 2639000 / 29000 x 26390

x = 0,91, em porcentagem 0,91 x 100 = 91%


Fonte: Imagem própria.

Portanto 91% dos candidatos inscritos foram reprovados.

3) (FEDF-95 / Professor Nível 1) Um copo de suco corresponde a 250 ml. Uma professora fez
suco para 48 copos, o que corresponde em litros, a:
1 copo ---------------> 250 ml
48 copos ------------> x
Resolvendo a regra de três acima:
1x = 48 x 250
X = 12.000 ml
Como 12.000 ml correspondem a 12 l (basta dividir 12.000/1.000) = 12,00

187
Material de apoio do EMITEC

4) (FUB-94 / Auxiliar Administrativo) Um disco gira a 45 rotações por minuto. Em 4 segundos,


Ativ. Comp –Matemática

o disco dá: Obs.: É importante notar que 1 minuto é igual a 60s.

Resolução:

60 s ---------------> 45 voltas
4 s  ----------------> x 
Resolvendo a regra de três acima:
 
60x = 45 x 5
60x = 180
 X = 180/60
 X = 3 voltas


Esquema - Resumo

Porcentagem

Fração Razão Proporção


centesimal centesimal

Regra de
três
Fonte: Imagem própria.

REFERÊNCIAS

BONJORNO. Azenha R; Linhares, Ayrton. Coleção Fazendo a Diferença. 1. ed. São Paulo:
FTD, 2006.
DANTE, Luiz Roberto. Contextos e aplicações. São Paulo: Ática, 2010.
DICIONÁRIO ONLINE MICHAELIS. Razão: verbete. Disponível em: <http://michaelis.uol.com.
br/>. Acesso em: 1 fev. 2010.

188
2o ano – I Unidade

GIOVANNI, José Ruy. Aprendendo matemática. São Paulo: FTD, 1999. Coleção aprendendo

Ativ. Comp –Matemática


matemática: novo.
GLAZER, E. M.; MCCONNELL, J. W. Real-life math, everyday use of mathematical concepts.
Westport: Greenwood Press, 2002.
LIMA, E. L. et al. Temas e problemas elementares. Rio de Janeiro: SBM, 2005.
 

LISTA DE EXERCÍCIOS

1) Um aluno teve 30 aulas de uma determinada matéria. Qual o número máximo de faltas
que este aluno pode ter sabendo que ele será reprovado, caso tenha faltado a 30% (por
cento) das aulas?
2) Um celular foi comprado por R$ 300,00 e revendido posteriormente por R$ 340,00, qual
a taxa percentual de lucro?
3) Suponha que uma pessoa tenha um desconto de 20% no seu imposto de renda caso faça
uma doação para o Hospital do Câncer Infantil. Se o valor do imposto que ela paga sem o
desconto for de R$ 5.500,00, quanto será o desconto?
4) Um imposto foi criado com alíquota de 2% sobre cada transação financeira efetuada pelos
consumidores. Se uma pessoa for descontar um cheque no valor de R$ 15.250,00, rece-
berá líquido quanto?
5) O preço de uma campanha para divulgação dos serviços de doação sofreu um aumento
de 20%. Com isso, o valor passou para R$ 35.000,00. Qual era o preço deste serviço antes
deste aumento?
6) O preço de uma campanha para divulgação dos serviços de doação sofreu um aumento
de 20%. Com isso, o valor passou para R$ 35.000,00. Qual era o preço deste serviço antes
deste aumento?
7) Qual valor de uma mercadoria que custou R$ 555,00 e que pretende ter com esta um lucro
de 17%?
8) Odete estava digitando um trabalho de História e conseguiu terminar cinco páginas em
quarenta minutos. Mantendo esse ritmo, quanto tempo ela demorará para digitar as treze
páginas do trabalho?
9) Gerson abriu duas torneiras que levaram 80 minutos para encher a piscina. Quanto tempo
teria levado se houvesse cinco torneiras equivalentes para encher a mesma piscina?

189
Impressão e acabamento

Rua Mello Moraes Filho, nº 189, Fazenda Grande do Retiro


CEP: 40.352-000 – Tels.: (71) 3116-2837/2838/2820
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