2 Ano - I Unidade
2 Ano - I Unidade
Apresentação............................................................ 3
LPLB
APRESENTAÇÃO
O Programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec) consiste em uma alterna-
tiva de ensino e aprendizagem que tem como público-alvo estudantes que moram em loca-
lidades de difícil acesso da zona rural, com o intuito de concluir as séries finais da Educação
Básica.
Nesse sentido, estamos disponibilizando um material de apoio ao seu estudo que contempla
os componentes curriculares do ensino médio, organizado e separado por unidades letivas,
contendo uma síntese dos conteúdos prioritários que serão trabalhados durante as aulas e
uma lista de exercício. Lembre-se que este material não tem o intuito de substituir o livro
didático, e sim, de fornecer mais um subsídio como complementação para o seu percurso de
ensino e aprendizagem.
Desejamos uma boa caminhada na unidade letiva.
Cordialmente,
Secretaria da Educação do Estado da Bahia
Área de
Linguagens,
Códigos e suas
Tecnologias
Arte
Educação Física
Língua Estrangeira – Inglês
Língua Portuguesa e Literatura
Brasileira – LPLB
Área do Linguagens, Códigos e suas
Unidade I
Conhecimento Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
Para começo de conversa, de onde vem a arte? Qual sua origem? Por que estudar arte? Esses
são apenas alguns questi onamentos que permearão sua mente ao longo de nosso estudo, já
que a práti ca de apreciar a arte em seus mais diversos campos de manifestação, não fazem
parte de seu coti diano, assim acredita você.
Todavia, mesmo sem ser percebida, a arte faz parte da nossa vida. Observe a variedade de
tênis e de mochilas entre seus colegas de classe e também as estampas de camiseta que você
usa. Por trás de toda essa variedade de modelos está o trabalho de um arti sta. Em uma fábrica
de automóveis, por exemplo, há departamentos de arte em que arti stas estudam, como deixar
os veículos mais bonitos e atraentes para o consumidor.
A arte também está presente na publicidade. As embalagens, os cartazes, as músicas que aju-
dam a propagar e vender os produtos são uma combinação entre a arte e o comércio. Num
supermercado, por exemplo, observe as cores existentes nas embalagens de biscoitos. Os de
chocolate são embalados em caixas ou papéis que têm inscrições e desenhos feitos em tons
marrons e os de morango com inscrições trabalhadas em vermelho. As escolas de publicidade,
têm em seus currículos, História da Arte, desenho, técnicas de pintura, para preparar o pu-
blicitário para ser um bom profi ssional e atender às exigências, de um público cada vez mais
conhecedor da arte. A publicidade hoje, até brinca com a arte, usando obras de pintores fa-
mosos nas propagandas. A arte, pode ser também, uma forma de expressão pessoal e de lazer.
Podemos pintar, fazer uma escultura, tocar um instrumento, compor uma música ou parti cipar
de um grupo teatral sem que isso esteja vinculado à indústria ou ao comércio.
Diante de tudo isso, se você prestar atenção ao seu redor, perceberá o quanto a arte está pre-
sente no seu dia a dia. Dessa forma, iniciamos nosso estudo perguntando a você: O que é arte?
Não consegue defi nir diretamente? Veja então, como alguns arti stas, defi niram esta ciência:
“O arti sta não desenha aquilo que vê, mas aquilo que precisa fazer os outros verem.” (Degas).
“Nada existe a que se possa dar o nome de arte. Existe apenas o arti sta” (Paulo Volker). “Dar
corpo e forma perfeita ao pensamento, isso que é ser arti sta. ”
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Material de apoio do EMITEC
(David). “A única linguagem de uma cultura estabelecida e madura é a Arte.” (Peter Behrens).
Como você pôde observar, não existe apenas uma definição para arte. Arte é conhecimento
elaborado historicamente, que traz, em sua essência, a visão particular do artista, o seu olhar
crítico e sensível sobre o mundo. Ao estudarmos, no cotidiano, a organização de sons, ima-
gens, representações e movimentos, por meio das artes, sejam elas musicais, visuais, cênicas,
Arte
Os elementos visuais, constituem a substância básica, daquilo que vemos, e seu número é
reduzido: o ponto, a linha, a forma, a direção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escala e
o movimento. Por poucos que sejam, são a matéria-prima de toda informação visual, em ter-
mos de opções e combinações seletivas. A estrutura da obra visual, é a força que determina,
quais elementos visuais estão presentes e com qual ênfase essa presença ocorre.
A utilização dos componentes visuais básicos, como meio de conhecimento e compreensão,
tanto de categorias completas dos meios visuais, quanto de obras individuais é um método
excelente, para explorar o sucesso potencial e consumado de sua expressão.
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2o ano – I Unidade
Arte
Dois pontos são instrumentos úteis para medir o espaço no meio ambiente ou no desenvolvi-
mento de qualquer tipo de projeto visual. Aprendemos cedo a utilizar o ponto como sistema
de notação ideal, junto com a régua e outros instrumentos de medição, como o compasso.
Quando vistos, os pontos se ligam, sendo, portanto, capazes de dirigir o olhar. Em grande nú-
mero e justapostos, os pontos criam a ilusão de tom ou de cor, o que é o fato visual em que se
baseiam os meios mecânicos para a reprodução de qualquer tom contínuo.
Quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los indivi-
dualmente, aumenta a sensação de direção, e a cadeia de pontos se transforma em outro
elemento visual distintivo: a linha.
Nas artes visuais, a linha tem, por sua própria natureza, uma enorme energia. Nunca é estáti-
ca; é o elemento visual inquieto e inquiridor do esboço. A linha é muito usada para descrever
essa justaposição, tratando-se, nesse caso, de um procedimento artificial.
A linha descreve uma forma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a complexidade da
forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero.
A referência horizontal-vertical já foi aqui comentada, mas, a título de recordação, vale dizer
que constitui a referência primária do homem, em termos de bem-estar e maneabilidade.
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Material de apoio do EMITEC
A direção diagonal tem referência direta com a ideia de estabilidade. É a formulação oposta, a
força direcional mais instável, e, consequentemente,
mais provocadora das formulações visuais.
Arte
A cor é um fenômeno óptico, provocado pela ação, de um feixe de fótons sobre células espe-
cializadas da retina, que transmitem, através de informação pré-processada no nervo óptico,
impressões para o sistema nervoso. A cor tem maiores afinidades com as emoções. A cor tem
três dimensões que podem ser definidas e medidas.
Matiz ou croma é a cor em si e existe em número superior a cem.
Saturação, que é a pureza relativa de uma cor, do matiz ao cinza.
Luminosidade ou acromática, é o brilho relativo, do claro ao escuro, das gradações tonais ou
de valor.
A textura é o elemento visual que, com frequência, serve de substituto para as qualidades de
outro sentido, o tato. Todos os elementos visuais são capazes de se modificar e se definir uns
aos outros. O processo constitui, em si, o elemento daquilo que chamamos de escala. No cam-
po visual, seria a relação de dimensões entre duas ou mais formas.
A representação da dimensão em formatos visuais bidimensionais, também depende da ilusão.
A dimensão existe no mundo real. Porém reforçamos a ilusão no campo visual ao desenhar-
mos, pintarmos etc. O principal artifício para simulá-la é a convenção técnica da perspectiva.
Como no caso da dimensão, o elemento visual do movimento se encontra mais frequente-
mente implícito do que explícito no modo visual. O olho também se move em resposta ao
processo inconsciente de medição e equilíbrio através do “eixo sentido” e das preferências
esquerda-direita e alto-baixo.
Um quadro, uma foto ou a estampa de um tecido, podem ser estáticos, mas a quantidade de
repouso que compositivamente projetam, pode implicar movimento, em resposta à ênfase e
à intenção que o artista teve ao concebê-lo.
Resumo Elementos Básicos da Comunicação Visual, Donis A. Dondis.
As cores fazem parte do nosso dia a dia, impregnadas de simbologia e significados. Na natu-
reza estão distribuídas harmoniosamente, inspirando o homem na hora de sua aplicação nas
artes, na moda, publicidade, etc. Para melhor dominar o seu uso enquanto pigmento, identifi-
que suas características, efeitos, harmonia e temperatura.
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2o ano – I Unidade
Arte
Cores secundárias:
O verde, o laranja e o roxo são cores secundárias. Cada uma delas é formada pela mistura de
duas primárias.
(Amarelo + Vermelho)
(Amarelo + Azul) Verde (Azul + Vermelho) Roxo
Laranja
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Material de apoio do EMITEC
Cores terciárias:
As cores terciárias são resultante da mistura de cores primárias com secundárias como exem-
plificado nas misturas abaixo.
Arte
O preto o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras formam as cores
neutras. As demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura com o preto, o
branco ou o cinza, também se tornam cores neutras. As mais comuns são o marrom e o bege.
EFEITOS CROMÁTICOS
Manipulando as cores é possível obter diversos efeitos cromáticos. Entre eles destacam-se os
seguintes:
Monocromia:
Corresponde à variação tonal de apenas uma cor, com nuanças para o claro, quando misturada
ao branco ou para o escuro com a obtenção do acréscimo do preto.
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2o ano – I Unidade
Arte
Tonalidade:
É a variação tonal de uma cor, que pode ser conseguida num processo de escala ou degradé.
Policromia:
Ocorre numa composição com a combinação de mais de três cores organizadas separadamente.
Matiz:
Matiz é a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, por exemplo,
são matizes. Para se mudar o matiz de uma cor, acrescenta-se a ela outro matiz.
HARMONIA CROMÁTICA
Cores análogas:
São as cores que não apresentam contraste entre si. Elas são constituídas de uma base cromá-
tica em comum. São vizinhas no disco cromático.
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Material de apoio do EMITEC
Cores complementares:
São cores contrastantes entre si. Nelas não há pigmentos em comum, por isso quando mistu-
radas formam, completam a soma de todas as cores. No disco cromático estão localizadas em
Arte
posição oposta.
posição oposta.
TEMPERATURA DAS CORES
Cores quentes: São as cores que transmitem Cores frias: Caracterizam-se pelas cores
calor, alegria e luz, a exemplo do amarelo, menos vibrantes, melancólicas, calmas,
laranja e vermelho. comum do verde, roxo e azul
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2o ano – I Unidade
REFERÊNCIAS
DONDIS, Donis. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo, Martins Fontes, 1997.
Arte
Proença, Graça. História da Arte. São Pulo: Ática, 1990.
Sites:
<http://www.amopintar.com/aprender-online/composicao.html>.
<http://acordagente.blogspot.com.br/http://www.flickr.com/photos/e_nigma/4422548020/
http://www.arteeeducacao.net/ritmo/rendados-02.html>.
<http://antoniomachadoartes.blogspot.com.br/2011/03/bote-traineira-atuneira-e-barco-
-html-html>.
<http://www.brunoavila.com.br/avante/backgrounds/200lindastexturasgratisparabackgroun
ddesites.html>.
<http://esteticaemcomunicacaouniube.blogspot.com.br/2009/10/efeitosvisuaisdeprofundi-
dade.html>.
<http://letsgorunaway.blogspot.com.br/2010/06/monstertrucknitro2maisjogosno.html>.
<http://paranarevest.com.br/texturascuritiba/>.
<http://pt.scribd.com/doc/62759818/agata-leonardo-2009-composicao-da-imagem-elemen-
tos-html>.
<http://pt.scribd.com/doc/40102794/Apostila-de-Artes-Plasticas-Para-Alunos-html>.
<http://simpatiaeesculacho.blogspot.com.br/2006/12/umaverticalseparadestinosoblo.html>.
LISTA DE EXERCÍCIOS
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Material de apoio do EMITEC
Questão 02 – ... Contorna e delimita objetos e coisas de modo geral. Visualmente enquanto
Arte
forma, sua largura é extremamente estreita e seu comprimento é bem evidente. A definição
acima corresponde a qual elemento visual?
( ) cor ( ) espaço ( ) linha ( ) ponto
Questão 05 – Após analisar a imagem abaixo, identifique quais elementos visuais básicos
fazem parte desta obra.
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2o ano – I Unidade
Questão 07 – Após analisar a imagem abaixo, identifique qual elemento visual NÃO faz parte
Arte
desta obra.
Questão 08 – Identifique marcando com um X, qual das imagens abaixo é composta apenas
pelo elemento básico da comunicação considerado a unidade mais simples.
Imagem A Imagem B Imagem D Imagem C
Questão 09 – Identifique quais elementos visuais básicos fazem parte da obra abaixo:
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Material de apoio do EMITEC
Questão 10 – Observe o círculo cromático e identifique quais são as cores primárias, secun-
dárias e terciárias através de acordo com os números.
Arte
1ª -..................................................................
2ª -..................................................................
3ª -...........................................................................
Referências
Sites:
<http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/index.php>.
<http://www.supletivounicanto.com.br/>.
<http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g294305-d1007866-Reviews-Museum_
of_Pre_Columbian_Art_Museo_Chileno_de_Arte_Precolombino-Santiago.html>.
<http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/index.php>.
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<http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g294305-d1007866-Reviews-Museum/>.
Acesso em: 13 out. 2013
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Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
TEXTO 01
MOEDA
O esporte em si tráz consigo uma gama de benefí cios aos seus prati cantes. Neste arti go não
vamos analisar como benefí cios parâmetros de saúde e fi siológicos, mas os sociais. O esporte
no seu conteúdo pode ser executado de diferentes formas e buscam diferentes resultados
como desempenho e rendimento ou como um fator educacional nas escolas.
Nos dias atuais há discursos afi rmando que o esporte é um meio de inclusão social, e essa
afi rmação vem sendo difundida por várias pessoas ligadas ao mesmo, mas todos sabemos que
são poucos os que necessariamente, vivem do esporte, em sua grande maioria os prati cantes
do esporte como forma de rendimento fi cam pelo caminho e necessitam de outra forma de
renda para sobreviverem.
Esse arti go não entra em pauta e nem criti ca o esporte de rendimento, mas a sua forma e seus obje-
ti vos. O poder público incenti va a formação de atletas através de bolsas, mas não há um diagnósti co
sobre a condição de vida do mesmo. Atualmente, não há acompanhamento educacional e muitas
escolas se transformaram em minicentros de treinamentos, onde o indivíduo deixa de ser aluno e
torna-se atleta. Neste caso, a Educação Física tem como objeti vos formar atletas e não cidadãos.
Muitos atletas em fi nal de carreira não têm um parâmetro do que vão fazer ao encerrá-la, há
casos de indivíduos que perderam tudo que adquiriram na sua carreira esporti va, então cabe ao
poder público repensar sua políti ca de esporte e lazer no país e repensar todos esses aspectos
para que o Brasil consiga ter êxito no esporte de rendimento, e a educação fí sica escolar, como as
demais disciplinas, consti tuir seu papel na escola de formar cidadãos críti cos em termos gerais.
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Material de apoio do EMITEC
TEXTO 02
Educação Física
ESPORTE
INTRODUÇÃO AO ESPORTE
Falar sobre o esporte, enquanto manifestação da Cultura Corporal, significa discutir o que este
Conteúdo foi, desde sua origem histórica até a atualidade. Esta abordagem permitirá reflexões
sobre as possibilidades de recriar o conceito de esporte, por meio de uma intervenção cons-
ciente.
No início do século XIX, o desenvolvimento da sociedade capitalista tornava cada vez mais
profunda a divisão do trabalho – funções braçais, ligadas ao esforço físico, e atividades intelec-
tuais, ligadas ao intelecto. Essa divisão separava as pessoas em classes sociais, ou seja, classe
dirigente/elite e trabalhadores.
Configurou-se um quadro em que a separação entre elite (econômica, política e intelectual) e
trabalhadores se refletia nos costumes e formas de viver de ambas as classes. As classes so-
ciais realizavam atividades que as distinguiam entre si, e uma dessas atividades era o esporte.
Os objetivos e significados da prática esportiva eram diferentes para cada classe social. Para
a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com o estudo. Para a
classe trabalhadora, os chamados jogos populares estavam ligados às suas raízes culturais. A
elite considerava vulgar o esporte realizado pelos trabalhadores, por essa razão impôs outra
forma de prática esportiva mais adequada aos costumes criados e valorizados pela elite. Você
pode se imaginar vivendo naquela época? Tudo ainda era novo, as grandes indústrias estavam
crescendo virtuosamente, e com tal crescimento havia também uma maior evidência das desi-
gualdades que se instauravam. Essas desigualdades se evidenciavam e eram, potencialmente,
fontes de revoltas, resistências e manifestações político-econômicas, ou seja, fontes de de-
sestabilização da ordem vigente. A padronização das práticas esportivas e o estabelecimento
de suas regras de maneira rígida, sem possibilidades de qualquer contestação e/ou reflexão,
contribuíam para a desmobilização de resistências, para o desenvolvimento da ideia de que
questionar e quebrar regras são atitudes que impedem a organização e a estabilidade social.
Utilizou-se o esporte como estratégia educativa para o ocultamento e/ou mascaramento das
lutas sociais. A difusão mundial da prática desportiva, porém, não foi imediata. A dimensão
social alcançada pelo esporte, atualmente, contou com importantes fatores, tais como: o sur-
gimento de novas escolas para a classe média e redução da jornada de trabalho; formação de
clubes esportivos; esporte como fator de contenção da classe trabalhadora; os jogos olímpicos
como expressão máxima do fenômeno esportivo (ASSIS, 2001).
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2o ano – I Unidade
TEXTO 03
Educação Física
INTRODUÇÃO AO ESPORTE
Sistema de classificação de esportes com base nos critérios: cooperação, interação com o
adversário, ambiente, desempenho comparado e objetivos táticos da ação.
Parece fácil, mas não é tão simples assim. Compreender as diferenças entre esporte individual
e coletivo envolve uma série de relações não só entre os participantes do mesmo grupo como
entre os oponentes. Após várias leituras sobre o tema, encontramos este artigo de Gonzales,
onde esta interpretação da natureza dos jogos contempla nosso entendimento.
Leiam o interessante texto e utilizem esta referência para construir um entendimento acerca
do assunto. Boa leitura.
Dentro das classificações possíveis neste trabalho, optou-se, inicialmente, por aquela que
permite dividir os esportes em quatro grandes categorias a partir da combinação de outras
duas distribuições, o que permite construir uma matriz de análise que, embora não inclua
todos os esportes, envolve uma importante parte do universo das modalidades. De forma
resumida, pode-se dizer que os critérios são: a) se existe ou não relação com companheiros e,
b) se existe ou não interação direta com o adversário. Com base nesses princípios é possível
classificar as modalidades em individuais ou coletivas, quando utilizado o critério relação com
os companheiros, e com e sem interação direta com o adversário, quando o critério utilizado
é a relação com o oponente.
Com base no primeiro critério os esportes podem ser classificados como individuais, segundo
seu próprio nome indica, quando o sujeito participa sozinho durante a ação esportiva total
(duração da prova, do jogo), sem a participação colaborativa de um colega, e em esportes
coletivos, quando as modalidades exigem, pela sua estrutura e dinâmica, a coordenação das
ações de duas ou mais pessoas para o desenvolvimento da atuação esportiva.
Já quando considerada a relação com o rival como critério de classificação, a interação com
o adversário pode ser identificada como a característica central dos esportes com oposição
direta. Essa condição exige dos participantes adaptações e mudanças constantes na atuação
motora em função da ação e da antecipação da atuação do adversário.
Estes esportes também podem, de forma mais ampla, ser denominados de atividades motoras
de situação, definidas como "atividades ludomotoras que exigem dos sujeitos participantes
antecipar as ações do/s adversário/s (e colega/s se a atividade for em grupo) para organizar
suas próprias ações orientadas a alcançar o/s objetivo/s das atividades lúdicas" (GONZALEZ,
1999, p. 4). Outros autores denominam a condição de interação com o adversário de oposição
direta (RIERA, 1989), da mesma forma que a categoria com interação supõe a presença do
adversário que se enfrenta diretamente, o qual procura a todo momento neutralizar a atuação
do rival.
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Material de apoio do EMITEC
• Esportes individuais em que não há interação com o oponente: são atividades motoras
em que a atuação do sujeito não é condicionada diretamente pela necessidade de
colaboração do colega nem pela ação direta do oponente.
• Esportes coletivos em que não há interação com o oponente: são atividades que requerem
a colaboração de dois ou mais atletas, mas que não implicam a interferência do adversário
na atuação motora.
• Esportes individuais em que há interação com o oponente: são aqueles em que os
sujeitos se enfrentam diretamente, tentando em cada ato alcançar os objetivos do jogo
evitando concomitantemente que o adversário o faça, porém sem a colaboração de um
companheiro.
• Esportes coletivos em que há interação com o oponente: são atividades nas quais
os sujeitos, colaborando com seus companheiros de equipe de forma combinada,
se enfrentam diretamente com a equipe adversária, tentando em cada ato atingir os
objetivos do jogo, evitando ao mesmo tempo que os adversários o façam.
Basquetebol Acrosport
Futebol Ginástica ritmica desportiva (rupo)
Coletivo Futsal Nado sincronizado
Softbol Remo
Voleibol
Badminton
Judô
Atendimento (provas de campo)
Individual Paddle
Ginástica olímpica
Peteca
Natação
Tênis
Fonte: <http://www.efdeportes.com/efd71/esport01.gif>.
Classificação dos Esportes: em função das características do ambiente físico onde se realiza a
prática esportiva.
Quando se observa o ambiente físico no qual se realiza a prática esportiva, pode-se perceber
que a atuação dos praticantes é afetada de forma diferente por ele. Estas formas diferenciadas
de o ambiente físico afetar as práticas motoras permitem classificar os esportes no mínimo
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2o ano – I Unidade
em duas categorias. Uma reúne o conjunto de esportes que se realizam em ambientes que
Educação Física
não sofrem modificações, isto é, não criam incertezas para o praticante no momento em que
ele o conhece. Uma segunda categoria agrupa o conjunto de esportes em que o ambiente
produz incertezas para o praticante, com base nas mudanças permanentes do ambiente físico
onde se pratica a modalidade ou quando o mesmo é desconhecido pelo atleta. Assim, nesta
lógica, as práticas motoras institucionalizadas classificam-se em:
• Esportes sem estabilidade ambiental ou praticados em espaços não-padronizados: São
aqueles que se realizam em espaços mutáveis e que, consequentemente, apresentam
incertezas para o praticante, exigindo dele a permanente adaptação de sua ação motora
às variações do ambiente.
• Esportes com estabilidade ambiental ou praticados em espaços padronizados: São os que
se realizam em espaços estandardizados e que não oferecem incertezas para o praticante.
O Quadro 2 mostra alguns exemplos.
Basquetebol
Canoagem Ginástica rítmica desportiva
Corrida de orientação Judô
Iatismo Mountain-bike Nado sincronizado
Natação (em piscina)
Fonte:<http://www.efdeportes.com/efd71/esport02.gif>
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Material de apoio do EMITEC
• Esportes “estéticos”: são aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é a
qualidade do movimento segundo padrões técnico-combinatórios.
Educação Física
• Esportes de precisão: são aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é a
eficiência e eficácia de aproximar um objeto ou atingir um alvo.
• Já os esportes com interação com o adversário, adaptando a classificação de Almond (ci-
tado em DEVIS e PEIRÓ,1992) e dando ênfase aos princípios táticos do jogo, podem ser
divididos em quatro categorias:
• Esportes de combate ou luta: são aqueles caracterizados como disputas em que o(s)
oponente(s) deve(m) ser subjugado(s), com técnicas, táticas e estratégias de desequilíbrio,
contusão, imobilização ou exclusão de um determinado espaço na combinação de ações
de ataque e defesa (BRASIL, 1998, p. 70).
• Campo e taco: compreendem aqueles que têm como objetivo colocar a bola longe dos
jogadores do campo a fim de recorrer espaços determinados para conseguir mais corridas
que os adversários.
• Esportes de rede/quadra dividida ou muro: são os que têm como objetivo colocar
arremessar/lançar um móvel em setores onde o(s) adversário(s) seja(m) incapaz(es) de
alcançá-lo ou forçá-lo(s) para que cometa/m um erro, servindo somente o tempo que o
objeto está em movimento.
• Esportes de invasão ou territoriais: constituem aqueles que têm como objetivo invadir o
setor defendido pelo adversário procurando atingir a meta contrária para pontuar, prote-
gendo simultaneamente a sua própria meta.
Nesse sentido, com base nas categorias descritas, pode ser montado um sistema que reúne
o conjunto de classificações e permite localizar os diferentes tipos de esportes (Quadro 3). É
possível realizar essa classificação em função das quatro categorias descritas: a) a relação com
o adversário, b) a lógica de comparação de desempenho, c) as possibilidades de cooperação e,
d) as características do ambiente físico onde se realiza a prática esportiva.
O sistema de classificação apresentado não é completo, existem esportes que nele não estão
contemplados (por exemplo, o kabaddi, esporte nacional da Índia, aqui classificado como es-
porte de luta e coletivo, poderia entender-se que não é compatível com esta classificação).
Esta estrutura, contudo, possibilita a classificação da maioria das modalidades esportivas co-
nhecidas, habilitando uma análise criteriosa dos elementos particulares do universo esportivo
e permitindo mapear os elementos comuns entre diversas modalidades.
As características da lógica interna dos esportes condicionam decisivamente os procedimen-
tos de ensino e treinamento. Dessa forma, este conhecimento é fundamental para o profissio-
nal que pretenda mediar entre as manifestações esportivas e os sujeitos, haja vista que o re-
conhecimento das especificidades da modalidade permitirá hierarquizar os conteúdos (o que
ensinamos) e selecionar de forma adequada os procedimentos de ensino (como ensinamos).
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2o ano – I Unidade
Referências
Educação Física
<http://www.artigos.com/artigos/saude/esportes/o-esporte-de-rendimento-no-brasil:-duas-
-faces-de-uma-mesma-moeda.-14088/artigo/#.UNsV8-Qmc3>. Acesso em: 26 dez. 2012.
GONZALEZ, Fernando J. Sistema de classificação de esportes com base nos critérios: coope-
ração, interação com o adversário, ambiente, desempenho comparado e objetivos táticos
da ação. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd71/esportes.htm>. Acessado em: 4
abr. 2011.
Educação Física / vários autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006. –248 p.
LISTA DE EXERCÍCIOS
Questão 01: Exercício físico, prazer, diversão, fazer amigos ou ficar em forma. Qual-
quer uma dessas razões podem motivar uma pessoa a praticar algum esporte. Sendo as-
sim como podemos definir o esporte?
a) é uma atividade física e que geralmente não visa a competição entre pratican-
tes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de habilidades e capacidades moto-
ras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade entre opostos.
b) é uma atividade física ou mental sujeita a determinados regulamentos e que geralmen-
te visa a competição entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de ha-
bilidades e capacidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e com-
petitividade entre opostos.
c) é uma atividade mental sujeita a determinados regulamentos e que geralmen-
te visa a competição entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de ha-
bilidades e capacidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e com-
petitividade entre opostos.
d) é uma atividade mental sujeita a determinados regulamentos e que não visa a competi-
ção entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de habilidades e capa-
cidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade en-
tre opostos.
e) é uma atividade com regulamentos e que geralmente visa a brincadeira entre pratican-
tes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de habilidades e capacidades moto-
ras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade entre opostos.
Questão 02 – Quais os primeiros povos a praticar esportes que se tenha registro?
a) Ingleses e Japoneses
b) Franceses e Alemães
c) Brasileiros e Argentinos
d) Gregos e Persas
e) Egípcios e Africanos
25
Material de apoio do EMITEC
Questão 03 – O que o esporte na escola deve produzir nos alunos?
Educação Física
a) Competição
b) Atletas
c) Atitude de cooperação
d) Exclusão
e) Euforia
Questão 04 – No início do século XIX, objetivos e significados da prática esportiva eram di-
ferentes para cada classe social. Qual era o objetivo e o significado do esporte para a elite?
a) Para a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com o estu-
do.
b Para a elite, o esporte complicava a vida dos seus filhos, que ocupavam o tempo somen-
te com o estudo.
c) Para a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com o jogo.
d) Para a elite, o esporte distraía seus filhos, que ocupavam o tempo somente com brin-
cadeira.
e) Para a elite, o esporte cansava seus filhos, que ocupavam o tempo somen-
te com o trabalho.
Questão 05 – No início do século XIX a elite considerava vulgar o esporte realizado pe-
los trabalhadores. Para a classe trabalhadora, os chamados jogos populares estavam ligados às:
a) suas famílias;
b) suas realizações;
c) suas vidas;
d) suas atividades físicas;
e) suas raízes culturais.
Questão 07 – Como definimos os esportes individuais em que não há interação com o opo-
nente?
Questão 08 – Como podemos definir os esportes individuais em que há interação com o opo-
nente?
Questão 09 – Cite 3 exemplos de esportes coletivos com interação com o adversário.
26
2o ano – I Unidade
Questão 10 – Cite 2 exemplos de esportes individuais sem interação com o adversário.
Educação Física
REFERÊNCIAS
COLETIVOS de Autores. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez, 1993.
DARIDO, Suraya. Souza Júnior, Osmar M. Para ensinar educação física: Possibilida-
des de interveção na escola, Campinas, SP: Papirus, 2.
27
ANOTAÇÕES
Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
1.0 SIMPLE PRESENT TENSE
Descreve um fato ou estado permanente, ou uma ação que acontece com frequência no pre-
sente. A forma básica do presente dos verbos principais na afi rmati va é a mesma do infi niti vo
(aquela forma que você encontra no dicionário) sem o to (to smoke ® smoke) com exceção das
3as pessoas do singular (he/she/it) que sofrem uma alteração.
1.1 O Simple Present Tense expressa um fato, um acontecimento, ações habituais no
Presente.
He WASHES the car.
Classes START at seven.
I always LISTEN to the radio.
1.2 O Simple Present Tense expressa também verdades universais e ações futuras plane-
jadas.
BirdsFLY.
The train LEAVES in twenty minutes.
29
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC
30
2o ano – I Unidade
L. Estrangeira – Inglês
Interrogative Form
Colocamos does antes das pessoas he, she, it
e do antes das demais pessoas. O verbo fica
no infinitivo sem o to.
Do ou does + sujeito + verbo no infinitivo
sem o to
Usados para falar com que frequência algo acontece. Alguns advérbios de frequência mais
usados:
• never [nunca, jamais]
• always [sempre]
• often [frequentemente, com frequência]
• sometimes [às vezes]
• usually [geralmente]
• rarely [raramente]
• seldom [raramente]
Alguns exemplos:
31
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC
Past simple ou simple past tense (passado simples) indica algo que começou no passado e
que já terminou também no passado. Ou seja, não tem continuidade no presente. A maioria
dos verbos em inglês é dividida em verbos regulares (regular verbs) e verbos irregulares (irre-
gular verbs). Os irregulares são os verbos que não são conjugados da mesma maneira que os
regulares e para os quais não existe uma regra geral; para cada verbo irregular há uma forma
específica. Essa diferença, no entanto, vale apenas para a forma afirmativa. Veja alguns exem-
plos (em itálico o verbo irregular conjugado e entre parênteses o verbo no infinitivo, ou seja,
sem conjugação):
I saw her yesterday night (to see);
Carlos brought us some beers (to bring);
Erica wrote a letter to me (to write);
*Já os verbos regulares sempre terminarão em -ed. Veja alguns exemplos:
I played guitar with my friends (to play);
James watched Ice Age 4 with his girlfriend (to watch);
We travelled to Italy last year (to travel);
2.1 Se o verbo tiver uma única sílaba ou terminar em sílaba tônica formada por consoan-
te/vogal/consoante, dobra-se a última consoante antes de acrescentar o ed:
stop – stopped / occur – occurred / rob – robbed / plan – planned /shop – shopped
2.2 Os verbos terminados em y precedido de consoante trocam o y por -ied:
study – studied /carry – carried / worry – worried
32
2o ano – I Unidade
L. Estrangeira – Inglês
FORMA NEGATIVA E INTERROGATIVA:
As formas negativas e interrogativas do Past Simple são feitas com o verbo auxiliar Did (passa-
do de Do), acompanhado do verbo principal no infinitivo sem to.
1. Forma Negativa
Para formar uma oração negativa no Simple Past, usa-se did not (DIDN’T) para todas as pesso-
as, pois como já vimos anteriormente, no SimplePast o verbo não é flexionado em nenhuma
pessoa, repetindo-se em todas elas. O verbo auxiliar (did) + not posiciona-se sempre entre o
sujeito e o verbo principal. Observe o exemplo:
You did not work in a bookstore. (Você não trabalha em uma banca de revistas)
* FORMAS ABREVIADAS: did not – didn’t. Ambas as formas são corretas e bastante comuns na
Língua Inglesa. Observe alguns exemplos com as formas abreviadas:
Steve didn’t work as much as Paul. (Steve não trabalhou tanto como Paul.)
We didn’t say that! (Nós não falamos isso!)
NEGATIVE FORM: SUJEITO + DID NOT + VERBO NO INFINITIVO SEM TO
2. Forma Interrogativa
Para formar uma oração interrogativa no Past Simple, usa-se DID antes do sujeito. O verbo
permanece no infinitivo sem “to”, uma vez que no Simple Past o verbo não é flexionado em
nenhuma pessoa, repetindo-se em todas elas. Veja:
Did you work in a book stoore? (Você trabalha em uma banca de revistas?)
Did he call me yesterday? (Ele me ligou ontem?)
Why did he do that? (Por que ele fez isso?)
INTERROGATIVE FORM: DID + SUJEITO + VERBO NO INFINITIVO SEM TO
Verbos irregulares
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L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC
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2o ano – I Unidade
L. Estrangeira – Inglês
to hurt hurt hurt machucar
to keep kept kept manter
to know knew known saber, conhecer
to lead led led conduzir, comandar
to lend lent lent emprestar
to lose lost lost perder
to make made made fazer, criar
to meet met met encontrar
to pay paid paid pagar
to put put put colocar
to read read read ler
to ride rode ridden andar, passear
to ring rang rung tocar (sino, campainha)
to rise rose risen levantar, erguer
to run ran run correr
to say said said dizer
to see saw seen ver
to sell sold sold vender
to send sent sent enviar
to shut shut shut fechar
to sleep slept slept dormir
to speak spoke spoken falar, dizer
to swim swam swum nadar
to take took taken pegar
to teach taught taught ensinar
to tell told told dizer
to think thought thought pensar, acreditar
to throw threw thrown jogar, arremessar
to win won won ganhar
to write wrote written escrever
Referências
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L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC
LISTA DE EXERCÍCIOS
Last year I visited my friend Erick in Canada. I went to Canada to learn English and French. I
didn’t have many problems and I made a lot of friends. I saw different places and had time to
take pictures. I didn’t drink beer, I drank only soda. I ate barbecue and slept late on weekends.
I started a business and worked a lot. My business helped me learn and understand things. I
didn’t want to live in the USA because I love Brazil. My life changed and I had many things to
do every day. I also finished what I started in 2003: an English course. I didn’t lose anything, I
only won. This was the best year of my life. Everything went fine.
By Paolo Johnson
Vocabulary: take pictures: tirar fotos /
many things: muitas coisas
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2o ano – I Unidade
L. Estrangeira – Inglês
Questão 04 – She……….. a nice gift for you last Saturday.
a) buy
b) to buy
c) buying
d) bought
e) were buying
a) locked
b) visited
c) loocked
d) ate
e) came
a) always.
b) often.
c) never.
d) well.
e) seldom
a) will see
b) saw
c) see
d) have seen
e) am seeing
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L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC
Questão 08 – Carlos (1) ____on a farm; now he (2)_____in Brasilia and his parents (3)____
there to be together.
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2o ano – I Unidade
L. Estrangeira – Inglês
(B) What message does the carton convey?
( ) Do not drink coffee every morning. ( ) Do not drink a lot of coffee.
C) In the cartoon, always and every morning indicate:
( ) the frequency of the action. ( ) the duration of the action.
D) The sentence in this cartoon is in simples present or simple past ? Justify your answer.
39
L. Estrangeira – Inglês Material de apoio do EMITEC
ANOTAÇÕES
40
Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
Língua Portuguesa e Literatura
Disciplina Ano 2º
Brasileira – LPLB
MATERIAL DE APOIO
ROMANTISMO
Introdução
O romanti smo é todo um período cultural, artí sti co e literário que se inicia na Europa no fi nal
do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o fi nal do século XIX.
O berço do romanti smo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Po-
rém, na França, o romanti smo ganha força como em nenhum outro país e, através dos arti stas
franceses, os ideais românti cos espalham-se pela Europa e pela América.
As característi cas principais deste período são: valorização das emoções, liberdade de criação,
amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi for-
temente infl uenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução
Francesa.
Literatura
Foi através da poesia lírica que o romanti smo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII
e XIX. Os poetas românti cos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases
diretas e comparações. Os principais temas abordados eram: amores platônicos, aconteci-
mentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românti cas são:
Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto,
do alemão Goethe, Baladas Líricas, do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord
Byron. Na França, destacam-se Os Miseráveis, de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros, de Ale-
xandre Dumas.
41
Material de apoio do EMITEC
Música
Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de to-
Língua Portuguesa
Teatro
Na dramaturgia, o romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o
cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhe-
cidos desta época foram Goethe e Friedrich von Schiller. Victor Hugo também merece desta-
que, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almei-
da Garrett.
ROMANTISMO EM PORTUGAL
Por Fernando Rebouças
O início da fase romântica na literatura portuguesa ocorreu com a publicação do poema narra-
tivo Camões, do autor Almeida Garret, em 1825. Neste poema, é expressada uma espécie de
biografia sentimental de Luís Vaz de Camões.
Nesta época, em Portugal, houve uma ascensão da burguesia, queda do absolutismo e emergên-
cia do liberalismo. Antes de 1825, neste processo histórico, ocorreu a vinda da família real para o
Brasil, em 1808, que fugiu dos franceses. Depois de expulsar os franceses, Portugal é fortemente
influenciado pelos ingleses, gerando um clima de dominação estrangeira no país lusitano.
A Independência do Brasil e a Constituição portuguesa em 1822, causou respectivamente re-
flexos de perdas econômicas e um caráter liberal na vida política e social portuguesa. Nestes
contextos históricos, o Romantismo português teve o seu primeiro momento sob a criação de
escritores que apresentavam características neoclássicas do período literário anterior.
Neste primeiro momento são destacados os escritores Almeida Garret, Alexandre Herculano e
Antônio Feliciano de Castilho. Os dois primeiros escritores citados alcançaram grande sucesso
e imediata aceitação dos leitores.
Somente no segundo momento houve escritores plenamente românticos como Soares de Pas-
sos e Camilo Castelo Branco. O terceiro momento do Romantismo português ficou caracteriza-
do por romancistas mais contidos, como João de Deus e Júlio Dinis.
42
2o ano – I Unidade
Língua Portuguesa
Almeida Garret.
(Fontes: FARACO, Carlos E.; MOURA, Francisco M. Língua e Literatura. 20 ed. São Paulo: Ática, v. 3, 2000.
Movimentos Literários. Disponível em: <http://www.infoescola.com/movimentos-literarios/romantismo-em-
-portugal/>. Acesso em: 5 mar. 2012)
O ROMANTISMO NO BRASIL
Em nossa terra, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy – Revista Brasi-
liense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da
Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza
e nas questões sociais e políticas do pais. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a
religiosidade cristã, a importância de nossa natureza, a formação histórica do nosso pais e o
cotidiano popular.
No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Maga-
lhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa
fase literária foi composta de três gerações:
1ª Geração – conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase
valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado
como “bom selvagem” e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destacam-se nesta fase os
seguintes escritores: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira
e Souza.
2ª Geração – conhecida como Mal do Século, Byroniana ou fase ultrarromântica. Os escritores
desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas
por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida
e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar
os seguintes escritores desta fase: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
3ª Geração – conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. Textos marcados
por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a
escravidão no poema Navio Negreiro.
(Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/romantismo/romantismo.htm>. Acesso em: em: 5 mar. 2012)
FIGURAS DE LINGUAGEM
As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para valorizar o texto, tornando a lingua-
gem mais expressiva. É um recurso linguístico para expressar experiências comuns de formas
diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso. As figuras re-
velam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estilísticas do
autor. A palavra empregada em sentido figurado, não-denotativo, passa a pertencer a outro
campo de significação, mais amplo e criativo.
43
Material de apoio do EMITEC
b) figuras de harmonia;
c) figuras de pensamento;
d) figuras de construção ou sintaxe.
Figuras de palavra
As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem no emprego de um termo com
sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito
mais expressivo na comunicação.
44
2o ano – I Unidade
Língua Portuguesa
Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há
repetição de sons ou, ainda, quando se procura “imitar” sons produzidos por coisas ou seres.
As figuras de linguagem de harmonia ou de som são:
a) aliteração c) assonância
b) paronomásia d) onomatopeia
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de consoantes
similares, geralmente em posição inicial da palavra.
Exemplo: “Toda gente homenageia Januária na janela.”
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao longo de um verso ou
poema.
Exemplo: “Sou Ana, da cama, da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam.”
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons semelhantes em palavras
de significados diferentes.
Exemplo: “Berro pelo aterro pelo desterro berro por seu berro pelo seu erro quero que você
ganhe que você me apanhe sou o seu bezerro gritando mamãe.”
Onomatopéia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som.
Exemplo: “O silêncio fresco despenca das árvores.
Veio de longe, das planícies altas,
Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
Vvvvvvvv... passou.”
Figuras de pensamento
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das pala-
vras, ao seu aspecto semântico.
São figuras de linguagem de pensamento:
a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo
b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
c) ironia f) prosopopeia i) perífrase
45
Material de apoio do EMITEC
Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal, e
fazem-nos bem. Outros nos almejam o bem, e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa)
Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?” (Castro Alves)
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar
uma verdade tida como penosa, desagradável ou chocante.
Exemplo: “E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir Deus lhe pague” (Chico Buarque)
paz derradeira: morte.
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma ideia, a fim de proporcionar uma
imagem emocionante e de impacto.
Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo Bilac)
Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, su-
gere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa
ou sarcástica.
Exemplo: “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.”
(Mário de Andrade)
TIPOS DE SUJEITO
46
2o ano – I Unidade
Língua Portuguesa
– Deus é perfeito!
– A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
– Pastavam vacas brancas e malhadas.
Sujeito Composto: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
Exemplos:
– As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
– A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
– Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.
Sujeito Oculto: também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela desi-
nência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito.
Exemplos:
– Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito: nós)
– Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito: eu)
– Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito: os pais – oculto
apenas na segunda frase)
Sujeito Indeterminado: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível
determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente ou experienciador da ação verbal.
Exemplos:
1 – Verbo na 3ª pessoa do plural
– Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
– Disseram que morreu do coração.
2 – Verbo na 3ª pessoa do singular + se, índice de indeterminação do sujeito
– Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem precisa)
Sujeito inexistente: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que não
correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.
Exemplos:
1 – Verbos indicando Fenômeno da Natureza:
– Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
2 – Verbo haver no sentido de existir ou ocorrer:
– Houve um grave acidente na avenida principal.
– Há pessoas que não valorizam a vida.
3 – Verbo fazer indicando tempo ou clima:
– Faz meses que não a vejo.
– Faz sempre frio nessa região do estado.
47
Material de apoio do EMITEC
Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: quando o sujeito é uma oração. Pode ser desenvol-
vida ou reduzida. (Veja esse assunto em: Orações Subordinadas Substantivas)
Língua Portuguesa
LISTA DE EXERCÍCIOS
Caros alunos,
Bom trabalho,
48
2o ano – I Unidade
Língua Portuguesa
Canção do Exílio
I – Juca Pirama
IV
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
49
Material de apoio do EMITEC
Questão 03 – (PUC-RS)
A relação mórbida com a morte demonstra que parte da poesia de Álvares de Azevedo
prende-se ao:
a) idealismo romântico.
b) saudosismo inconformado.
c) misticismo religioso.
d) negativismo filosófico.
e) mal do século.
a) Iluminismo
b) Revolução Francesa
c) Inconfidência Mineira
d) Impeachment do Collor
e) Descobrimento do Brasil
50
2o ano – I Unidade
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna,
Língua Portuguesa
e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem
a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado […] Cedendo à meiga pressão, a
virgem reclinou-se ao peito do guerreiro, e ficou ali trêmula e palpitante como a tímida perdiz
[…] A fronte reclinara, e a flor do sorriso expandia-se como o nenúfar ao beijo do sol […]. Em
torno carpe a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida e lacrimosa; geme a brisa na fo-
lhagem; o mesmo silêncio anela de opresso. […] A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema
vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.
Os fragmentos anteriores constroem-se estilisticamente com figuras de linguagem, caracte-
rizadoras do estilo poético de Alencar. Apresentam eles, predominantemente, as seguintes
figuras:
a) comparações e antíteses.
b) antíteses e inversões.
c) pleonasmos e hipérboles.
d) metonímias e prosopopeias.
e) comparações e metáforas.
a) prosopopeia – aliteração.
b) metáfora – gradação.
c) hipérbole – antítese.
d) aliteração – personificação.
e) metonímia – assíndeto.
a) Nada vi.
b) Nada quer.
c) Nada somos.
d) Nada me perturba.
e) Você não quer me dizer nada
51
Material de apoio do EMITEC
O sujeito de procurar é:
a) indeterminado
b) eu (elíptico)
c) o desencanto
d) me
e) inexistente
REFERÊNCIAS
DUARTE, Vânia Maria do Nascimento. Exercícios sobre Romantismo. Disponível em: <http://
exercicios.brasilescola.com/literatura/exercicios-sobre-romantismo.htm>. Acesso em: 27 dez.
2012.
LISTA DE EXERCICIOS: FIGURAS DE LINGUAGEM. Disponível em: <http://colibrialunos.blogs-
pot.com.br/2011/11/lista-de-exercicios-figuras-de.html>. Acesso em: 27 dez. 2012.
EXERCICIOS DE SUJEITO E PREDICADO. Disponível em: <http://www.mundovestibular.com.br/
articles/9291/1/Exercicios-de-Sujeito-e-Predicado/Paacutegina1.html>>. Acesso em: 27 dez.
2012.
52
Áreas de
Matemática
e suas
Tecnologias
Matemática
Área do Matemática e suas
Unidade I
Conhecimento Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
Progressão Aritmética
Conceito:
Progressão Aritméti ca é toda sucessão de números onde qualquer termo, a parti r do segundo,
seu posterior é acrescentado um valor constante. Esse valor constante é indicado por r, e é
denominado razão da progressão aritmética.
Veja a progressão abaixo:
(1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17...)
Esta progressão segue um ritmo defi nido, mostrado na fi gura abaixo:
55
Material de apoio do EMITEC
Considere uma P.A. finita qualquer (a1, a2, a3, a4,..., an) de razão igual a r, sabemos que:
a2 – a1 = r → a2 = a1 + r
a3 – a2 = r → a3 – a1 – r = r → a3 = a1 + 2r
a4 – a3 = r → a4 – a1 – 2r = r → a4 = a1 + 3r
.
a n = a1 + (n – 1). r
an = a1 + (n – 1). r
Exemplo1:
– Calcular o vigésimo termo da
P.A. ( 1, 3, 5, 7, 9,...)
Resolução:
Devemos formar a P.A. (20,___, ____, ____, ____, ____, ____, ____, 68), em que:
a1 = 20; an = 68 e n = 7 (meios aritmétricos) + 2 (extremos) = 9 termos
an = a1 + (n – 1). r 68 = 20 + (9 – 1). r
8. r = 68 – 20 8. r = 48 r = 48 r = 6
8
Logo a P.A. é: (20, 26, 32, 38, 44, 50, 56, 62, 68)
56
2o ano – I Unidade
Termo médio
Matemática
a n-1 + a n+1
an =
2
Termos equidistantes
Em toda P.A. a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
Note que:
2 + 14 = 4 + 12 = 6 + 10 = 8 + 8 = 16
P.A ( a1 , a2 , a3 , a4 , a 5 , a 6 , a7 ... )
27 + 35 62
X= ⇒ X= = 31
2 2
a n-1 + a n+1
an =
2
57
Material de apoio do EMITEC
æ a1 + an ö
çç ÷÷ multiplicada pelo número de termos (n)
è 2 ø
Sn =
(a1+ an ). n
2
Exemplo 1:
( 1; 3; 5; 7;... )
Resolução
r = 3 -1 = 2
a1 =1
n = 20
an = a1 + (n -1). r
a20 = a1 + (20 -1). r
a20 =1 + 19.r
a20 = 1 + 19.2
a20 = 1 + 38
a20 = 39
a1 = 1 n = 20 a20 = 39
Matemática
2 2
(1 + 39).20
S 20 = Û S20 = 40.10 Û S20 = 400
2
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
1 – Definição
É uma sequência de números não nulos em que cada termo a partir do segundo, é igual ao
anterior multiplicado por um número fixo chamado razão da PG.
Exemplos:
(1,2,4,8,16,32,... ) PG de razão 2
(5,5,5,5,5,5,5,... ) PG de razão 1
(100,50,25,... ) PG de razão ½
(2,-6,18,-54,162,...) PG de razão -3
2 – Classificação da P.G.
59
Material de apoio do EMITEC
q = -10 q = 5 q > 0
Matemática
-2
Se q = 1 → P.G. constante → ( -3, -3, -3,...) Se 0 < q < 1 → P.G. crescente → ( -40, -20, -10,...)
Observação: São denominadas P.G. alternantes aquelas em que cada termo tem sinal contrá-
rio ao do termo anterior. Isso ocorre quando q < 0. 3.
Termo Geral Considere a sequência (a1, a2, a3,........., an). Partindo da definição temos:
Assim, como na P.A., podemos relacionar dois termos quaisquer de uma P.G. Ou seja, dados
dois termos de uma P.G. am e ak, podemos dizer que:
( x q , x, x. q) a1 = x
q
a2 = x e a3 = x. q
2. Propriedades
1ª Propriedade: Dada uma P.G com três termos consecutivos (a1, a2, a3), podemos dizer que o
termo central é a média geométrica entre o anterior (a1) e o seu posterior (a3), ou seja:
2 2
a2 = a1 .a3 ou a n = a n -1 . a n +1
Ex.: (1, 2, 4)
22 = 1. 4
4=4
60
2o ano – I Unidade
2ª Propriedade: Numa P.G. limitada o produto dos extremos é igual ao produto dos termos
equidistantes dos extremos. Veja a P.G. ( 2, 4, 8, 16, 32, 64 ). Observe que: 2.64 = 4.32 = 8.16
Matemática
= 128 3.
Interpolação Geométrica: Interpolar, inserir ou intercalar m meios geométricos entre a e b sig-
nifica formar uma P.G. de extremos a e b com m + 2 elementos. Para determinarmos os meios
aritméticos, devemos calcular a razão da P.G.
Termo Geral
Considerando a PG (a1, a2, a3,..., a n – 1, an) e utilizando a definição de PG
an = an – 1. q com n > 1 podemos encontrar a fórmula do termo geral da P.G., desde que a1 ≠ 0 e q ≠ 0.
a 2 = a1. q
a 3 = a2. q
a 4 = a3. q
.................
a n = a n – 1. q
an = a1. qn – 1
an = a1. qn – 1
Exemplo:
Dada a P.G. (2,4,8,... ), pede-se calcular o décimo termo.
Temos: a1 = 2, q = 2. Para calcular o décimo termo, ou seja, a10 vem pela fórmula:
a10 = a1. q9 = 2. 29 = 2. 512 = 1024
3. Soma dos termos de uma P.G. finita. A soma dos “n” primeiros termos de uma P.G. finita é
dada pela expressão:
61
Material de apoio do EMITEC
Se substituirmos a n = a1. qn-1, obteremos uma nova apresentação para a fórmula da soma, ou
seja:
Matemática
Exemplo:
4. Soma dos termos de uma P.G. infinita. Dada uma P.G. com: n → ∞ e an → 0, sua soma pode
ser calculada pela expressão:
Exemplo:
x x x x
Resolva a equação: x+ + + + ... = 100
2 4 8 16
Ora, o primeiro membro é uma PG de primeiro termo x e razão 1/2. Logo, substituindo na
fórmula, vem:
x x x x
x+ + + + ... = 100
2 4 8 16
x 1
= 100 Þ x = 100 · = 50
1 2
1-
2
62
2o ano – I Unidade
Matemática
A palavra Geometria tem origem grega e significa medida da Terra (geo = Terra, metria = me-
dida). Para se aprender Geometria é necessário partir de três noções importantes, adotadas
sem definição e por essa razão, chamadas de primitivas geométricas:
• Ponto: “A marca de uma ponta de lápis bem fina no papel dá a ideia do que é um ponto.
Toda figura geométrica é considerada um conjunto de pontos.” (Imenes & Lellis. Microdi-
cionário de Matemática. São Paulo: Scipione, 1998).
.
Ponto P
Costuma-se representar pontos por letras maiúsculas do nosso alfabeto.
• Reta: uma linha traçada com régua é uma reta. Imagine agora uma linha reta sem come-
ço, sem fim, sem espessura. É assim que se concebe uma reta em matemática. (Imenes &
Lellis. Microdicionário de Matemática. São Paulo: Scipione, 1998).
reta r
As retas são representadas por letras minúsculas do nosso alfabeto.
63
Material de apoio do EMITEC
• Plano: A superfície de uma mesa é plana. Imagine que tal superfície, conservando-se pla-
na, se estenda infinitamente em todas as direções. A nova superfície assim obtida é um
Matemática
plano. (Imenes & Lellis. Microdicionário de Matemática. São Paulo: Scipione, 1998)
plano α
A reta r
Fonte: Imagem própria
Costuma-se dizer que as semi-retas têm começo, mas não tem fim, já que é uma parte
da reta.
• Segmento de reta: é uma parte da reta compreendida entre dois de seus pontos. É re-
presentado pelos dois pontos que o limita, estes são chamados de extremos. Costuma-se
dizer que um segmento de reta tem começo e fim.
Segmento AB
64
2o ano – I Unidade
Matemática
Ângulo AÔB
Ao nomear um ângulo devemos prestar atenção pois o ponto de origem das semirre-
tas, também chamado de vértice do ângulo, deve ficar no centro e apresentar o sím-
bolo ^ que significa ângulo.
As unidades para medir ângulos são chamadas graus e o instrumento usado para medi-
-los é o transferidor:
Linha de base
Fonte: <http://www.reguaonline.com/transferidor.html>.
Para utilizá-lo, deve-se colocar seu centro (C) sobre o vértice do ângulo e sua linha base sobre
um dos lados do ângulo. O valor apontado pelo outro lado do ângulo será igual à medida deste.
65
Material de apoio do EMITEC
Como o ângulo de 90o é muito utilizado (é só olhar nos cantos da sala de aula ou de uma mesa
retangular, por exemplo), ao invés de colocar sua medida em números, utiliza-se do símbolo:
Matemática
• Retas (ou segmentos) paralelas: dizemos que duas ou mais retas (ou segmentos) são pa-
ralelas quando a distância entre as retas (ou segmentos) não se altera.
66
2o ano – I Unidade
Figuras geométricas
Matemática
Polígonos:
3 ⇔ Triângulo 7 ⇔ Heptágono
4 ⇔ Quadrilátero 8 ⇔ Octógono
5 ⇔ Pentágono 9 ⇔ Eneágono
6 ⇔ Hexágono 10
⇔ Decágono
Um polígono é chamado regular quando seus lados têm todos a mesma medida e seus ângulos
têm medidas iguais. Estas figuras são muito utilizadas para se fazer mosaicos, em pavimentos
de ruas, no chão de casas etc.
Entre os quadriláteros temos várias figuras, algumas com características especiais como por
exemplo:
67
Material de apoio do EMITEC
Todos os retângulos são também paralelogramos pois têm lados opostos paralelos.
Matemática
4. Quadrado: possui quatro lados de mesma medida e os quatro ângulos medem 90o.
Podemos dizer que os quadrados são um tipo especial de retângulo: um retângulo de 4 lados
iguais.
LISTA DE EXERCÍCIOS
Exercícios de P.A.
68
2o ano – I Unidade
7. (UNESP 92) Um estacionamento cobra R$ 1,50 pela primeira hora. A partir da segunda, cujo
valor é R$1,00 até a décima segunda, cujo valor é R$ 0,40, os preços caem em progressão
Matemática
aritmética. Se um automóvel ficar estacionado 5 horas nesse local, quanto gastará seu pro-
prietário?
a) R$ 4,58 b) R$ 5,41 c) R$ 5,14 d) R$ 4,85 e) R$ 5,34
8. (UFMG 2000) Um carpinteiro deseja construir uma escada para ser usada por eletricistas.
O modelo está na figura abaixo. As travessas da escada são de madeira, seus comprimentos
são decrescentes e estão em Progressão Aritmética. A primeira travessa mede 0,80m, e a úl-
tima mede 0,40m. Sabendo-se que, para as travessas, o carpinteiro tem a sua disposição 13,2
metros lineares de madeira, e não havendo desperdício algum, quantas travessas conterá a
escada?
Fonte:www.ufmg.gov.br.
9. Um pai resolve depositar todos os meses certa quantia na caderneta de poupança de sua
filha. Pretende começar com R$ 5,00 e aumentar R$ 5,00 por mês, ou seja, depositar R$ 10,00
no segundo mês, R$ 15,00 no terceiro mês e assim por diante. Após efetuar o décimo quinto
depósito, a quantia total depositada por ele será de
Exercícios de P.G
b) (-3, -6,...) a
13
b) (-3, -6,...) S
13
69
Material de apoio do EMITEC
7. Ao escalar uma montanha, um alpinista percorre 256 m na primeira hora, 128 m na segunda
hora, 64 m na terceira hora e assim por diante. Determine o tempo (em horas) necessário para
complementar o percurso de:
a) 480m b) 500m c) 600m
Exercícios de Geometria
1. Considerando a figura abaixo, onde a reta r é perpendicular ao plano a e s é uma reta desse
mesmo plano, assinale o que for correto:
70
2o ano – I Unidade
Matemática
Sendo assim,
a) Os planos EFN e FGJ são paralelos.
b) HG é um segmento de reta comum aos planos EFN e EFH.
c) Os planos HIJ e EGN são paralelos.
d) EF é um segmento de reta comum aos planos EFN e EHG.
71
ANOTAÇÕES
Área de
Ciências da
Natureza e suas
Tecnologias
Biologia
Física
Química
Área do Ciências da Natureza
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
Organizando a biodiversidade
Os princípios de Lineu
Grande parte do sucesso obti do pelo sistema criado por Lineu foi devida à simplicidade do
método usado por ele para classifi car e nomear as espécies. Além disso, o sistema de Lineu
mostrou-se muito efi ciente na práti ca e, por isso mesmo, os seus princípios permanecem vá-
lidos até hoje. São eles:
• Separar os seres vivos em grupos (ou categorias) conforme as suas característi cas. Quan-
to mais parecidas forem as característi cas de dois seres vivos, em grupos mais próximos
eles devem ser classifi cados.
• Usar o lati m para dar nome aos seres vivos. Com o uso de uma única língua, qualquer
pessoa, em qualquer parte do mundo, pode saber facilmente de que ser vivo se está falan-
do.
75
Material de apoio do EMITEC
• Nomenclatura Binomial, ou seja, dar nome duplo para cada ser vivo. Como o nome e o
sobrenome de cada pessoa, o nome duplo de uma espécie ajuda a identificá-la quando
comparada com outra muito parecida.
Biologia
Usando os critérios de classificação de Lineu, os biólogos vêm, ao longo dos últimos 300 anos,
classificando os seres vivos, para melhor entendê-los. Para fazer isso, eles partem de caracte-
rísticas mais gerais, que são compartilhadas por muitas espécies diferentes e vão definindo
subgrupos até chegar nas características mais específicas, ou seja, aquelas próprias de cada
espécie. Com isso, conseguem agrupar os seres vivos em grupos cada vez menores e deter-
minar, por exemplo, aqueles que são mais próximos e aparentados, uns com os outros. As
categorias principais utilizadas, atualmente, para classificar um organismo, são: Reino, Filo,
Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie. Os reinos são os cinco maiores grupos em que um
ser vivo pode ser classificado. Ou seja, um ser vivo pode pertencer a apenas um dos cinco
reinos existentes: Monera, Protista, Fungi, Vegetal ou Animal. Isso vai depender apenas das
características que ele possui.
Se você consultar um dicionário verificará que o fruto conhecido como ABÓBORA também
pode ser chamado de jerimum, jerimu, jurumum, zapolo e zapolito-de-tronco. É provável que
você não conheça todos esses nomes. Se em uma única língua de um único país existem tantos
nomes para um mesmo organismo, calcule, então, como seria confuso se considerarmos todas
as línguas e dialetos que existem no mundo!
Para facilitar a comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades, que falam diferentes
idiomas, e entre pessoas de diferentes regiões geográficas de um mesmo país, são utilizados
nomes científicos para designar as várias espécies de seres vivos.
76
2o ano – I Unidade
Biologia
Tendo em vista que a classificação correta é em latim (ou em palavras latinizadas), apresen-
taremos os tópicos desta forma. No decorrer do texto, porém, vamos usar a classificação em
língua portuguesa. Note também que, em alguns nomes, há a presença de radicais gregos.
Para que a classificação dos seres vivos fosse feita de maneira uniforme, foi convencionada
uma série de regras que devem ser seguidas por todos os cientistas.
Vejamos algumas:
1. Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim; se derivarem de outra língua, de-
verão ser latinizados.
2. Os termos que indicam gênero até reino devem ter inicial maiúscula; o gênero é sublinhado
ou escrito em itálico.
Os vírus só se comportam como seres vivos quando estão no interior de células vivas. Somente
então podem se reproduzir, originando novos vírus da mesma espécie. Fora delas, deixam de
apresentar qualquer propriedade de vida: são apenas moléculas inertes, capazes, inclusive,
de cristalizar-se, como os minerais. Como são desprovidos de estrutura celular, os vírus não
podem ser enquadrados em nenhum dos cinco reinos: de fato, para alguns autores, eles não
podem ser considerados seres vivos. Mesmo sendo acelulares, porém, eles podem provocar
doenças nos seres vivos, que são conhecidas como viroses. Dentre as doenças causadas por
vírus, podemos descrever:
AIDS
Em português significa Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida, ou seja, seu sistema imuni-
tário ficou deficiente. O vírus causador é o HIV (Human Immunodeficiency Virus), que se en-
contra no sangue, no esperma, nas secreções vaginais e no leite materno. As formas de contá-
gio são as seguintes: relações sexuais sem preservativos, transfusões sanguíneas com sangue
contaminado, uso de seringas e agulhas contaminadas, através da placenta ou amamentação,
No corpo humano, o HIV invade e destrói os linfócitos, células de defesa que produzem os
anticorpos. A pessoa fica exposta a outras infecções que podem levá-la à morte. Não há vaci-
nas ou soros contra a AIDS, apenas um conjunto de medicamentos que atenuam a doença. O
melhor a fazer é evitar o contágio. O convívio social, apertos de mão, abraços não transmitem
a doença.
77
Material de apoio do EMITEC
Dengue
Causada por um vírus transmitido aos seres humanos pela picada da fêmea do mosquito Ae-
des aegypti. Seus sintomas incluem dores musculares e nas articulações, dor de cabeça, febre,
Biologia
manchas avermelhadas pelo corpo e sensação de cansaço. Como ainda não existem vacinas
contra a doença, o melhor é evitar o mosquito com telas, inseticidas e também impedindo que
ele se reproduza.
Gripe e Resfriados
Sarampo
Transmitido como a gripe, o sarampo causa febre alta, tosse e vermelhidão por todo o corpo.
Afetando principalmente as crianças, há vacinas gratuitas contra esta doença.
Hidrofobia
Também conhecida como raiva, é transmitida ao ser humano através de mordidas de cães e
gatos contaminados, pois o vírus encontra-se na saliva. Se não for combatida a tempo a raiva
pode ser fatal, pois o vírus ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos respiratórios. A pre-
venção contra a raiva consiste basicamente na vacinação de cães e gatos. A vacina é gratuita
e há campanhas anuais com vários postos de vacinação. Além disso, há também o soro para o
caso de pessoas mordidas por animais suspeitos.
Para encerrar, é bom lembrar que tendo ou não vacinas, todos aqueles acometidos por viro-
ses, seja ela qual for, devem procurar atendimento médico.
A palavra bacterium foi introduzida pelo microbiologista alemão C.G. Ehrenberg, em 1828,
que a foi buscar na língua grega, na qual βακτηριον significa “pequeno bastão” (em alusão
às bactérias com essa forma). Louis Pasteur (1822-1895) e Robert Koch (1843-1910) foram
78
2o ano – I Unidade
os primeiros cientistas a descrever o papel das bactérias como vetores de várias doenças. Os
organismos pertencentes ao Reino Monera (do grego moneres = único) são todos unicelulares
ou quando muito coloniais, e apresentam células procariotas.
Embora algumas espécies sejam patogênicas, a grande maioria é, pelo contrário, essencial á
Biologia
vida. Se este reino desaparecesse da face da Terra, todos os outros seguiriam o mesmo cami-
nho, pois os ciclos químicos seriam interrompidos. Na situação inversa, os procariontes conti-
nuariam sozinhos, como o fizeram durante cerca de 2 bilhões de anos. A caracterização deste
reino baseia-se, principalmente, na sua morfologia, estrutura, reprodução e metabolismo.
As bactérias podem ser classificadas, quanto a sua fórmula, em três grupos básicos:
– Cocos, que são células esféricas que, quando agrupadas aos pares, recebem o nome
de diplococos. Quando o agrupamento constitui uma cadeia de cocos estes são de-
nominados estreptococos. Cocos em grupos irregulares, lembrando cachos de uva
recebem a designação de estafilococos.
– Bacilos, são células cilíndricas, em forma de bastonetes, em geral se apresentam
como células isoladas, porém, ocasionalmente, podem-se observar bacilos aos pa-
res (diplobacilos) ou em cadeias (streptobacilos).
– Espirilos são células espiraladas e geralmente se apresentam como células isoladas.
Fonte: <http://www.infoescola.com/biologia/reino-monera-bacterias-cianobacterias/>.
79
Material de apoio do EMITEC
Os vários tipos de bactérias podem ser prejudiciais ou úteis para o meio ambiente e para os
seres vivos. O papel das bactérias na saúde, como agentes infecciosos é bem conhecido: o
Biologia
tétano, a febre tifóide, a pneumonia, a sífilis, a cólera e a tuberculose são apenas alguns exem-
plos. Nas plantas, as bactérias podem também causar doenças. O modo de infecção inclui o
contato direto com material infectado, pelo ar, comida, água e por insetos. A maior parte das
infecções pode ser tratada com antibióticos e as medidas antissépticas podem evitar muitas
infecções bacterianas, por exemplo, fervendo a água antes de tomar, lavar alimentos frescos
ou passar álcool numa ferida. A esterilização dos instrumentos cirúrgicos ou dentários é feita
para os livrar de qualquer agente patogênico. No entanto, muitas bactérias são simbiontes do
organismo humano e de outros animais como, por exemplo, as que vivem no intestino ajudan-
do na digestão e evitando a proliferação de micróbios patogênicos.
Existem ainda várias espécies de bactérias usadas na preparação de comidas ou bebidas fer-
mentadas, incluindo queijos, pickles, molho de soja, sauerkraut (ou chucrute), vinagre, vinho
e iogurte. Com técnicas da biotecnologia foram já “criadas” bactérias capazes de produzir dro-
gas terapêuticas, como a insulina e para a biodegradação de lixos tóxicos, incluindo derrames
de petróleo.
Doenças bacterianas
Bactérias são sensíveis aos antibióticos, estes, quando usados sob prescrição médica, consti-
tuem uma excelente arma contra doenças bacterianas. Essas doenças são transmitidas por go-
tículas de saliva (tuberculose, lepra, difteria, coqueluche), por contato com alimento ou objeto
contaminado (disenteria bacilar, tétano, tracoma) ou por contato sexual (gonorréia, sífilis).
O termo protista deriva do grego e significa “primeiro de todos”, dando a ideia de que eles
teriam sido os primeiros eucariontes a surgir no curso da evolução. Reino constituído por or-
ganismos unicelulares eucariontes, representados pelos protozoários (amebas e paramécios)
e certas algas unicelulares (euglenofíceas, pirrofíceas e crisofíceas).
Os organismos incluídos neste reino são todos eucariontes, podendo ser unicelulares, colo-
niais ou multicelulares, embora estes últimos sejam pouco diferenciados. A grande maioria
dos protistas é de vida livre, mas existem relações de simbiose, mutualismo e mesmo parasi-
tismo.
Os protistas habitam quase todo local onde exista água, sendo importantes componentes do
plâncton, uma comunidade de organismos que nadam ou vagueiam passivamente junto á su-
perfície dos lagos e oceanos. Existem igualmente em meio terrestre, desde que haja umidade
suficiente, ou o interior de seres vivos.
80
2o ano – I Unidade
Biologia
• As doenças causadas por protozoários são chamadas de protozooses.
• Os grupos de protozoários são classificados pelo seu modo de locomoção
Algas
Nos sistemas aquáticos marinhos, existe uma comunidade formadora de uma verdadeira
floresta. Ela é constituída por inúmeros protistas conhecidos simplesmente por algas. Assim
como as florestas terrestres, essa comunidade aquática contribui para o abastecimento do
oxigênio da biosfera. Sob a denominação algas enquadram-se diversos grupos de protistas
diferentes entre si, mas que mantêm uma característica em comum: são todos eucariontes,
autótrofos fotossintetizantes dotados de clorofila. Existem algumas algas formadas apenas
por uma célula. Outras são organizadas em diferentes tipos de colônias. E ainda há as que são
macroscópicas pluricelulares, sem, porém formar tecidos ou órgãos. O corpo de uma alga é
um talo, ou seja, não possuem raiz, caule ou folha, mesmo que seja gigante.
De uma forma geral, podemos dizer que há tipos diferentes de fungos e também que
eles são uma forma de vida bastante simples. Entre suas diferenças, há aqueles que são
extremamente prejudicais para a saúde do homem, provocando inúmeras doenças. Há
ainda os que parasitam vegetais e animais mortos. Os que servem para alimento e até
aqueles dos quais se pode extrair medicamentos importantes para o homem, como a
penicilina.
Os fungos não possuem flores e se multiplicam por células muito pequenas. Estas células são
chamadas esporos e se desenvolvem ao caírem em solo úmido, ambiente ideal para o cresci-
81
Material de apoio do EMITEC
mento de um novo fungo. Por não possuir clorofila, que é essencial para garantir a alimenta-
ção das plantas, esta forma de vida age como parasita, se alimentando da comida de outras
formas de vida. Alguns tipos agem em seres humanos provocando várias doenças.
O mofo é outro tipo de fungo que surge através dos esporos, células quase microscópicas
Biologia
que estão sempre flutuando no ar, este escolhe lugares escuros e úmidos para se reproduzir.
Por isso, nota-se um maior número de mofo em ambientes úmidos, como paredes, armários,
gavetas, etc. Estas mesmas células minúsculas também se agrupam em alimentos como pães,
frutas e vegetais, uma vez que buscam alimentos em ambientes propícios para o seu cresci-
mento.
As micoses, em seus mais variados tipos, são originadas por microfungos, atingindo os seres
humanos com maior frequência nos países tropicais, como no Brasil, por exemplo.
Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos,
quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se
alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudican-
do-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que am-
bos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos
considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica,
propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles
compõem o grupo dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No
processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao
ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.
Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodre-
cimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos,
provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e
em animais, inclusive no homem.
82
2o ano – I Unidade
Biologia
• retenção do zigoto e dos estágios iniciais de desenvolvimento embrionário dentro do ga-
metângio feminino, concedendo abrigo ao embrião.
As plantas são divididas em dois grandes grupos:
• criptógamas (cripto-escondido; gamae-gametas): para denominar plantas com estrutura
reprodutora pouco visível. Exemplos: musgos e samambaias;
• fanerógramas (fanero-visível): plantas com estruturas reprodutoras bem visíveis. Exem-
plos: pinheiros, mangueiras, rosas e coqueiros.
As criptógamas são divididas em dois grandes grupos:
• briófitas: criptógamas que não possuem vasos especializados para o transporte de seiva;
são plantas de pequeno porte.
• pteridófitas: criptógamas que possuem vasos que conduzem a seiva.
As fanerógamas são divididas em gimnospermas (possuem sementes, mas não formam fru-
tos); angiospermas (possuem sementes abrigadas no interior de frutos).
REFERÊNCIAS
COSTA, Vera Rita da. Ciências. RSE. 2ª reimpressão. Brasília. CIB- Cisbrasil. 2008.
PAULINO. Biologia. Série Novo Ensino Médio. Volume Único. Editora Ática. 2003.
<www.portalimpacto.com.br – http://members.tripod.com/themedpage/microbio-virologia.
htm>
<http://www.mundovestibular.com.br/articles/1181/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-BACTE-
RIAS-E-VIRUS/Paacutegina1.html>
<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biofungos.php>
83
Material de apoio do EMITEC
LISTA DE EXERCÍCIOS
Biologia
Questão 02 – (UNESP) Alunos de uma escola, em visita ao zoológico, deveriam escolher uma
das espécies em exposição e pesquisar sobre seus hábitos, alimentação, distribuição, etc. No
setor dos macacos, um dos alunos ficou impressionado com a beleza e agilidade dos macacos-
-pregos. No recinto desses animais havia uma placa com a identificação:
Nome vulgar: Macaco-prego (em inglês Ring-tail Monkeys ou Weeping capuchins). Ordem
Primates. Família Cebidae. Espécie ‘Cebus apella’.
Esta foi a espécie escolhida por esse aluno. Chegando em casa, procurou informações sobre a
espécie em um site de busca e pesquisa na internet. O aluno deveria digitar até duas palavras-
-chaves e iniciar a busca.
a) Que palavras o aluno deve digitar para obter informações apenas sobre a espécie escolhida?
b) Justifique sua sugestão.
84
2o ano – I Unidade
Questão 04 – (UFMG) Em que alternativa as duas características são comuns a todos os in-
divíduos do reino Monera?
a) Ausência de núcleo e presença de clorofila.
Biologia
b) Ausência de carioteca e presença de síntese protéica.
c) Incapacidade de síntese protéica e parasitas exclusivos.
d) Presença de um só tipo de ácido nucléico e ausência de clorofila.
e) Ausência de membrana plasmática e presença de DNA e RNA.
Questão 07 – (UFSCAR) A relação dos cães com a humanidade teve início há milhares de
anos. Considera-se que os cães são possivelmente versões modificadas do lobo cinzento. Há
cerca de 12.000 anos, os lobos passaram a utilizar os restos da alimentação humana, ao invés
de caçar seu próprio alimento. Gradualmente, passaram a viver junto com os humanos. Ao
longo do tempo, mudanças genéticas acompanharam a domesticação do lobo. Hoje, existem
diversas raças de cães que podem, potencialmente, intercruzar e produzir descendentes fér-
teis. São, então, pertencentes à mesma espécie biológica, ‘Canis familiaris’.
85
Material de apoio do EMITEC
Questão 09 – Em relação aos vírus, analise as alternativas abaixo e assinale a única alterna-
tiva FALSA:
a) O material genético é de RNA ou DNA.
b) Vírus são agentes causadores de várias doenças nos diferentes seres vivos.
Biologia
a) anemocoria.
b) fecundação cruzada.
c) mega ou macrosporogênese.
d) embriogênese.
e) partenocarpia.
Questão 11 – Pelas normas da nomenclatura, assinale a alternativa cujo nome científico está
corretamente escrito.
a) Schistosoma Mansoni.
b) Schistosoma mansoni.
c) Schistosoma mansoni.
d) Schistosoma mansoni.
e) Schistosoma Mansoni.
Questão 12 – (UFVJF-MG) Quantos e quais são os reinos dos organismos vivos? Caracterize
estes táxons.
Questão 13 – (UFABC-SP) “Eu carrego um sertão dentro de mim, e o mundo no qual vivo é
também o sertão. As aventuras não têm tempo, não têm princípio nem fim. E meus livros são
aventuras, para mim, são a minha maior aventura. Escrevendo, descubro sempre um novo
pedaço do infinito. Vivo no infinito, o momento não conta”. (João Guimarães Rosa)
Guimarães Rosa identifica-se com o sertão, região de baixa pluviosidade, cujos vegetais pos-
suem, como características adaptativas:
86
2o ano – I Unidade
a) folhas com superfície reduzida, evitando grande perda de água, cutícula delgada que permi-
te trocas gasosas e sistema radicular desenvolvido, facilitando a captação de água e nutrientes.
b) folhas largas com estômatos em criptas, que reduzem a incidência de raios luminosos, cutí-
cula espessa, reduzindo a transpiração cuticular, caules suberosos, evitando os efeitos da ele-
Biologia
vada temperatura.
c) folhas com estômatos na região ventral, evitando a incidência de raios luminosos, com pre-
dominância de caules claros que refletem os raios luminosos, e raízes fasciculadas que dimi-
nuem a perda de água.
d) folhas com estômatos pequenos e em pequeno número, parênquima amilífero que supre as
necessidades energéticas e raízes com pneumatóforos e grande pressão osmótica, facilitando
absorção de água.
e) folhas transformadas em espinhos, reduzindo a perda de água por transpiração, parênqui-
ma aquífero e raízes cobrindo grandes superfícies, que contribuem para armazenamento e
absorção de água.
Referências
<www.webvestibular.com.br/revisoes/biologia>
<www.professor.bio.br/vestibulares.asp>
87
Material de apoio do EMITEC
ANOTAÇÕES
Biologia
88
Área do Ciências da Natureza
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
1. Termometria
Física é a ciência que estuda os fenômenos da natureza e para melhor compreendê-los subdi-
vide-se em várias áreas, estando entre essas a termologia na qual está inserida a termometria,
que se ocupa de medir a temperatura, ou seja, o grau de agitação das moléculas de um corpo
fí sico.
Por sua vez, as sensações de frio e quente ocasionadas pela temperatura, bem como o procu-
rar entendê-las, sempre acompanhou o homem, surgindo como era de se esperar a necessi-
dade de compreendê-las, medi-las etc.
Temperatura (T) é, portanto a medida do grau de agitação térmica das moléculas, tendo como
unidades de medidas mais usadas o grau Celsius (oC), o grau Fahrenheit (oF) e o Kelvin (K). A
temperatura é uma grandeza escalar.
Termômetro. Entre os estudiosos da temperatura estava no século XVII o fí sico italiano Galileu
Galilei que relacionou a densidade de um líquido e a força de impulsão (empuxo) que ele reali-
zava com a temperatura, conseguido medi-la, em um tubo de vidro no qual estava o fl uido. Tal
instrumento de medição da temperatura foi denominado de termômetro de Galileu.
A denominação permaneceu, sendo, portanto, termômetro todo instrumento desti nado a me-
dir a temperatura.
89
Material de apoio do EMITEC
Escala termométrica é a graduação (conjunto de números) utilizada pelo termômetro e que tem
como referência os pontos de fusão (PF) e de ebulição (PE) de determinada substância, sendo
a água a substância mais usada como referência e aqui adotada nas escalas apresentadas. As
escalas termométricas mais usadas são a escala Celsius, a escala Fahrenheit e a escala Kelvin.
Escala Celsius é a mais usada no mundo, inclusive no Brasil, e tem sua graduação variando de
Física
0oC a 100oC.
Escala Fahrenheit é mais usada nos Estados Unidos da América e tem sua graduação variando
de 32oF a 212oF.
Escala Kelvin é usada em pesquisas científicas e tem sua graduação variando de 273 K a 373
K (não se usa a simbologia oK).
TC TF – 32 TK – 273
TC TF - 32 TK - 273 = =
= = ou na forma simplificada:
100 180 100 5 9 5
90
2o ano – I Unidade
Aplicação – Quanto deverá marcar um termômetro fahrenheit, numa praça de Denver – EUA,
quando no termômetro de um brasileiro, que nela está, se lê 15oC?
Resolução:
Física
TC TF – 32 TK – 273 15
= ⇒ = ⇒ TF = 59oF
5 9 5 5
2. Calorimetria
Sinal do calor – No processo endotérmico, ou seja, quando o corpo absorve calor, o calor é
acompanhado de um sinal positivo, Q>0, significando que o corpo recebeu calor.
Quando o processo é exotérmico, ou seja, quando o corpo perde calor, é utilizado um sinal
negativo, Q<0, para expressar que o calor está sendo perdido pelo corpo.
91
Material de apoio do EMITEC
Tipos de calor – O calor é classificado em dois tipos, de acordo com o fenômeno físico registra-
do nos corpos em que ele se manifesta: calor sensível e calor latente.
Calor sensível – O calor é classificado como sensível quando não ocorre mudança de estado
físico na substância (corpo) no qual ele atua. Sendo assim ao aquecermos a água líquida para
Física
tomarmos banho o calor aí existente é do tipo sensível, já que ela permaneceu no estado líqui-
do, variando apenas a sua temperatura.
O calor sensível é calculado pela equação 2000.1.(24 − 22) + m. 033. (24 − 42) = 0
Calor latente – Por sua vez, o calor é classificado como latente (L) quando ocorre mudança de
estado físico na substância (corpo) no qual ele atua. Sendo assim ao derretermos o gelo que se
converte em água líquida, o calor aí existente é do tipo latente, já que a água passou do estado
sólido para o estado líquido, mantendo constante a sua temperatura.
A relação que expressa o calor latente é L = Q / m
O calor latente é ainda classificado de acordo com a mudança de fase que está se processan-
do em calor latente de fusão, calor latente de vaporização, calor latente de liquefação, calor
latente de solidificação e calor latente de sublimação.
Aplicação – Para aquecer 1 kg de uma substância de 10 0C a 600C, foram necessárias 400 cal.
Nessas condições, determine:
a) o calor específico do material; b) a capacidade térmica da substância.
Resolução – São dados do exercício:
m = 1kg = 1000 g; Q = + 400 cal; T0 = 10 o C e T f = 60oC.
a) A variação de temperatura da substância é dada por:
∆ T = T f – T 0 ∆ T = 60 – 10 ∆ T = 50oC
92
2o ano – I Unidade
Física
calorímetro ideal aquele que não interfere nas trocas de calor, tendo, portanto, capacidade
térmica desprezível (igual a zero).
Aplicação – Em um calorímetro ideal foram colocadas 200g de água a 22oC e mercúrio a 42oC,
atingindo-se o equilíbrio térmico a 24o. Qual a massa de mercúrio presente no recipiente?
Dados: Cmércúrio = 0, 033 cal / g.o e Cágua = 1,0 cal / g.o
Resolução – Q água +Q mercúrio = 0 2000.1.(24 − 22) + m.033. (24 − 42) = 0 m
= 643,70g
93
Material de apoio do EMITEC
94
2o ano – I Unidade
Aplicação – Qual a quantidade de calor absorvida para que 1L d’água congelado e à -20°C va-
porize e chegue à temperatura de 130°C?
Dados:
Física
Calor latente de fusão da água: L=80cal/g; Calor latente de vaporização da água: L=540cal/g
Calor específico do gelo: c=0,5cal/g.°C; Calor específico da água: c=1cal/g.°C
Calor específico da água: c=0,48cal/g.°C; Densidade da água: d: 1g/cm³
1L=1dm³=1000cm³
Resolução
Tem-se que d=m/v m=d.V m=1000g logo 1kg de água = 1litro.
O calor necessário será igual à soma de todas as quantidades de calor sensível e latente (nas
mudanças de fase) ocorridas até 130oC, conforme descritas:
Calor sensível para manter o gelo sólido; calor latente para a fusão do gelo; calor sensível para
manter a água líquida; calor latente para vaporizar a água; calor sensível para manter água em
estado de vapor até 130oC.
95
Material de apoio do EMITEC
A dilatação de uma barra metálica reta e de secção transversal uniforme pode ser calculada
pela equação L = Lo + α Lo ∆ T, sendo:
Lo = comprimento inicial da barra; L = comprimento final da barra e ∆ T= variação da tempe-
ratura.
Física
Aplicação – Para a barra de alumínio que tem comprimento inicial de 8,00m aos 20oC e que é
aquecida até a temperatura de 90oC, com coeficiente de dilatação igual a 23. 10-6oC-1 deter-
mine o seu comprimento final.
Por sua vez, sendo a dilatação superficial final de uma placa dada pela equação = +,
onde Aƒ = área final da placa; Ai = área inicial da placa e ∆ θ = variação da temperatura, pode-
mos concluir que ∆ Aƒ = β Ai ∆ θ
Aplicação – Uma forma de pizza circular de 50 cm de diâmetro tem sua temperatura variando
de 50oC para 230oC. Sendo o coeficiente de dilatação linear do material igual a 18.10-6oC-1,
obtenha a área final da forma e a sua dilatação.
p 2 p 3,14
AI = d = 0,50 2 Þ AI 0,50 2 Þ AI = 0,19625m 2
4 4 4
A f = AI + bAI Dq Þ A f = 0,19625 + 0,19625.2.18.10 -6.(230 - 50) Þ A f = 0,19752m 2
DA = A f - AI = 0,00127 m 2
96
2o ano – I Unidade
Física
Fonte: Disponível em: <http://portaldoconhecimentonet.blogspot.com.br/2009/04/dilatacao-termica.html>.
Acesso em: 23 out. 2013
Resolução
97
Material de apoio do EMITEC
REFERÊNCIAS
Disponível em:
Física
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Calorimetria>.
<http://www.fisica.net/vestibular/testes/fisica_termica_1.php>.
<http://www.brasilescola.com/fisica/calorimetro-as-trocas-calor.htm>.
<http://www.brasilescola.com/fisica/termodinamica.htm>.
<http://www.brasilescola.com/fisica/principio-termodinamica.htm>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Termodinamica/1leidatermodinamica.
php>.
<http://www.evo.bio.br/layout/termo.html>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Termodinamica/trabalho.php>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/linear.php>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/superficial.php>.
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/volumetrica.php>.
98
2o ano – I Unidade
LISTA DE EXERCÍCIOS
Física
Questão 01 – (UFRGS/1987-1a Etapa)
Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas nas afirmações seguintes:
I – Num dia quente, os fios elétricos entre dois postes de luz encurvam-se... do que num
dia frio.
II – Para aumentar de 20Oc a temperatura de 1,0 kg de ferro, é necessária...calor do que
para aumentar, também de 20oC, igual quantidade de massa de água, estando ambos
a uma temperatura inicial de 15oC.
– Uma panela de ferro escura esfria... rapidamente do que uma panela de ferro clara,
III
logo após terem sido retiradas simultaneamente de um forno onde se encontravam
aquecidas à mesma temperatura.
a) menos-menos-mais
b) menos-mais-menos
c) mais-mais-menos
d) mais-menos-menos
e) mais-menos–mais
Questão 02 – Se o vácuo existente entre as paredes de vidro de uma garrafa térmica fosse
total, propagar-se-ia calor de uma parede para a outra, apenas por
a) convecção.
b) radiação.
c) condução.
d) convecção e radiação.
e) condução e convecção.
Questão 03 – A temperatura de uma panela de ferro antes da utilização, foi medida por um
termômetro graduado em Fahrenheit, indicando o valor de 50°F. A temperatura absoluta des-
sa substância, em kelvins, é
a) 343
b) 323
c) 310
d) 283
e) 273
99
Material de apoio do EMITEC
b) 100K
c) 196K
d) 273K
e) 469K
Questão 05 – Para medir a temperatura de seu corpo, Joana dispunha apenas de um ter-
mômetro graduado na escala Fahrenheit. Ao medir encontrou o valor 97,7oF. Ficou assustada,
porém sua colega Ester lhe lembrou que ela precisava fazer a conversão para a escala Celsius.
Ao fazer o cálculo, qual a temperatura encontrada?
a) 36,5oC
b) 37,0oC
c) 37,5oC
d) 38,0oC
e) 38,5oC
Questão 06 – Fazendo uma experiência com gelo para estudar as características de uma
substância ao mudar de estado físico, Marcus colocou um copo de vidro com algumas pedras
de gelo dentro de um isopor, e colocou um termômetro apropriado para medir a temperatura
do gelo enquanto mudava de estado. O que Marcus observou em relação à temperatura da
mistura, durante a passagem do estado sólido para o líquido?
a) é sempre maior que zero.
b) é sempre menor que zero.
c) varia conforme o estado de agregação da substância.
d) é sempre constante à mesma pressão.
e) varia independentemente do estado de agregação da substância.
Questão 07 – A chapa de ferro de um forno comum está com um furo no centro. O forno é
aquecido para assar um bolo, com o aumento de temperatura:
a) tanto o furo como a chapa tende a diminuir.
b) a chapa aumenta, mas o furo diminui.
100
2o ano – I Unidade
Física
Questão 08. Numa aula prática de Termologia, o professor realizou a demonstração a seguir:
– colocou massas iguais de água e óleo, à mesma temperatura, respectivamente, em
I
dois recipientes de vidro pirex, isolados termicamente em suas laterais e respectivas
partes superiores;
– pegou dois termômetros idênticos e colocou um em cada recipiente;
II
III – em seguida, colocou esses recipientes sobre uma chapa quente.
Passado algum tempo, o professor mostrou para seus alunos que o termômetro do recipiente
com óleo exibia um valor de temperatura maior que o do recipiente com água, conforme ilus-
trado na figura abaixo:
Considerando-se que a água e o óleo receberam a mesma quantidade de calor da chapa quen-
te, é correto afirmar que a temperatura do óleo era mais alta por que:
a) a condutividade térmica da água é igual à do óleo.
b) a condutividade térmica da água é maior que a do óleo.
c) o calor latente da água é igual ao do óleo.
d) o calor específico da água é maior que o do óleo.
e) não dá para afirmar que a temperatura do óleo é mais alta.
Fonte: <http://www.klick.com.br/simulados/simulados_mostra/0,7562,POR-16633-34-32-2007,00.html>.
Acesso em: 19 dez. 2013
REFERÊNCIAS
101
Material de apoio do EMITEC
ANOTAÇÕES
Física
102
Área do Ciências da Natureza
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
1. Transformações Gasosas
1.1. Introdução
Todo gás é consti tuído de partí culas que estão em contí nuo movimento desordenado. O movi-
mento de um grande número de moléculas, provoca colisões entre elas e, por isso, sua traje-
tória não é reti línea num espaço apreciável, mas sim caminham em ziguezague. Essas colisões
podem ser consideradas perfeitamente elásti cas. O estado em que se apresenta um gás, sob o
ponto de vista microscópico, é caracterizado por três variáveis: pressão, volume e temperatu-
ra, denominadas variáveis de estado.
I. Volume
O volume de qualquer substância é o espaço ocupado por esta substância. No caso dos gases,
o volume de uma dada amostra é igual ao volume do recipiente que a contém.
As unidades usuais de volume são: litro (L), mililitro (mL), metro cúbico (m3), decímetro cúbico
(dm3) e centí metro cúbico (cm3).
103
Química Material de apoio do EMITEC
II. Temperatura
É a medida do grau de agitação térmica das partículas que constituem uma substância.
No estudo dos gases, é utilizada a escala absoluta ou Kelvin (K) e, no Brasil, a escala usual é a
Celsius ou centígrado (°C). Portanto, para transformar graus Celsius (t) em Kelvin, temos:
T = t + 273
III. Pressão
A pressão é definida como força por unidade de área. No estado gasoso, a pressão é o resulta-
do do choque de suas moléculas contra as paredes do recipiente que as contém.
A medida da pressão de um gás é feita através de um aparelho chamado manômetro. O manô-
metro é utilizado na medida da pressão dos gases, dentro de recipientes fechados. É formado
por um tubo em U, contendo mercúrio. Encontramos dois tipos de manômetro:
104
2o ano – I Unidade
As unidades de pressão usuais são: atmosfera (atm), centímetros de mercúrio (cmHg), milíme-
tros de mercúrio (mmHg); Torricelli (torr).
Química
1.2. Leis Físicas dos Gases
Uma dada massa de gás sofre uma transformação quando ocorrem variações nas suas vari-
áveis de estado. Começamos o estudo modificando apenas duas das grandezas, enquanto a
outra se mantém constante.
I. Lei de Boyle-Mariotte
“À temperatura constante, uma determinada massa de gás ocupa um volume inversa-
mente proporcional à pressão exercida sobre ele”.
Esta transformação gasosa, onde a temperatura é mantida constante, é chamada de transfor-
mação isotérmica.
A lei de Boyle-Mariotte pode ser representada por um gráfico pressão-volume. Neste gráfico,
as abscissas representam a pressão de um gás, e as ordenadas, o volume ocupado.
105
Material de apoio do EMITEC
isobárica e as relações entre volume e temperatura podem ser representadas pelo esquema:
“A volume constante, a pressão exercida por uma determinada massa fixa de gás é
diretamente proporcional à temperatura absoluta.”
106
2o ano – I Unidade
Química
1.4. Gás Real
Não segue o comportamento do gás ideal, principalmente em pressões muito altas e/ou em
temperaturas baixas, porque ocorre alta redução de volume e as partículas, muito próximas,
passam a interferir umas no movimento das outras.
Um gás real aproxima-se do comportamento de um gás ideal à medida que diminui a pressão
e aumenta a temperatura.
Esta equação é utilizada quando ocorre transformação gasosa em que as três variáveis de es-
tado (P, V e T) se modificam simultaneamente.
Ela é obtida por meio da relação matemática entre as transformações gasosas estudadas an-
teriormente.
São definidas como condições normais de temperatura e pressão quando o gás é submetido a
uma pressão de 1 atm e à temperatura de 0 °C. Portanto, podemos colocar:
P = 1 atm = 760 mmHg T = 0 °C = 273 K
4. Lei de Avogadro
107
Química Material de apoio do EMITEC
nN2 = n O3 = nHe
5. Equação de Clapeyron
As leis de Boyle e Charles/Gay-Lussac podem ser combinadas com a lei de Avogadro para rela-
cionar volume, pressão, temperatura e quantidade em mols de um gás.
Tal relação é chamada de equação de estado de um gás. Ela pode ser encontrada das seguin-
tes formas:
I. Lei de Boyle-Mariotte: V é proporcional a quando T e n são constantes.
P · V = n ·R · T
108
2o ano – I Unidade
Química
A constante R pode assumir vários valores dentre os quais destacamos:
A densidade gasosa pode ser trabalhada sob duas formas: a densidade absoluta e a densidade
relativa.
m
d=
v
m m
P. V = n. R. T onde n = M
logo P. V = M
. R. T
m PM
Sabendo que d = , temos P · M = d · R · T e d = a unidade utilizada é o g/L.
v RT
m m
d = 0,082.273 logo d = 22,4
109
Material de apoio do EMITEC
Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.
Esta relação indica quantas vezes um gás é mais denso ou menos denso que outro gás. Por
exemplo, uma bexiga com gás hidrogênio mantém-se suspensa no ar porque o gás hidrogênio
é menos denso que o ar.
7. Mistura Gasosa
A mistura entre dois ou mais gases sempre constitui um sistema homogêneo. Considere-
mos inicialmente dois recipientes contendo, o primeiro, gás nitrogênio (N2) e o segundo, gás
hélio (He).
Os dois gases são misturados em um terceiro recipiente, conforme o esquema representado
abaixo.
110
2o ano – I Unidade
Química
Disponível em: <http://www.profpc.com.br/gases.htm>. Acesso em: 19 dez. 2013.
P·V= n·R·T
onde:
111
Material de apoio do EMITEC
Para a equação representada, utilizamos a mistura de dois gases, portanto, para uma mistura
qualquer, contendo mais de dois gases, a equação fica assim representada:
A pressão da mistura gasosa (P) corresponde à soma das pressões exercidas pelo hélio e pelo
nitrogênio dentro do recipiente. A pressão que cada gás exerce na mistura gasosa é chamada
de pressão parcial. Portanto, podemos enunciar a lei de Dalton (das pressões parciais) que diz:
a pressão total corresponde à soma das pressões parciais dos gases componentes da mistura
gasosa.
P = pHe + pN2
a) Equação de estado
pN2 · V = nN2 · R · T e pHe · V = nHe · R · T onde V e T são da mistura gasosa.
b) Equação geral
112
2o ano – I Unidade
Química
Utilizando a equação de estado, temos:
Inicial Mistura
Estabelecendo a igualdade:
ou
113
Material de apoio do EMITEC
Considerando que um recipiente contenha gás, se seu cheiro se espalhar todos que es-
tarão ao redor, irão sentir o cheiro forte do gás (fato muito conhecido). Esse fato ocor-
Química
re, pois as moléculas de um gás se movimentam com facilidade através dos espaços va-
zios entre as moléculas, fazendo com que elas se misturem uniformemente com eles.
Podemos pensar também que essas moléculas podem atravessar as paredes porosas, porém
nem todas na mesma velocidade, independente se os gases estão ou não nas mesmas condi-
ções de temperatura e pressão.
Difusão gasosa – é a forma na qual, os gases atravessam uma parede porosa, e nesse mesmo
processo se misturam de maneira uniforme com outros gases.
Porém, a efusão gasosa é conceituada como uma forma em que um gás escapa de um reci-
piente, por meio de um pequeno furo, para o vácuo.
Thomas Graham foi um químico britânico, que estudou a efusão gasosa, ele criou a lei que o explica.
“As velocidades de efusão dos gases são inversamente proporcionais às raízes quadradas de
suas massas específicas, quando submetidos à mesma pressão e temperatura.
A lei dos gases ideais prevê o comportamento dos gases mas não explica o que se passa a nível
molecular e que causa as variações observadas macroscopicamente.
É baseado nas seguintes pressupostos:
1) O gás é composto por moléculas separadas por distâncias maiores que as suas próprias
dimensões. As moléculas são consideradas pontos, isto é, têm massa, mas volume negli-
genciável.
2) As moléculas de gás movem-se constantemente em direções aleatórias, colidindo fre-
quentemente umas com as outras, ou com as paredes do recipiente onde se encontram.
3) As moléculas de gás não exercem forças atrativas ou repulsivas entre elas. Logo, a energia
potencial associada às interações é desprezível, sendo a energia cinética a única contribui-
ção para a energia total do gás.
4) A energia cinética média das moléculas é proporcional à temperatura absoluta (Kelvin) do
gás. A temperatura é assim uma medida da energia cinética média das moléculas do gás.
114
2o ano – I Unidade
Química
Disponível em: <http://quimicafv.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html>. Acesso em: 19 dez. 2013.
LISTA DE EXERCÍCIOS
115
Material de apoio do EMITEC
Assumindo comportamento ideal, o volume (em litros) de SO2 gerado será de, aproximadamente:
Questão 03 – (UFU-MG – adaptada) Gases são fluidos no estado gasoso. A característica que
o difere dos fluidos líquidos é que, quando colocado em um recipiente, este tem a capacidade
de ocupá-lo totalmente. A maior parte dos elementos químicos, não-metálicos, conhecida é
encontrada no seu estado gasoso, em temperatura ambiente.
Questão 04 – Comparando-se as densidades dos gases a seguir, nas CNTP, qual deles é o
mais indicado para encher um balão que deve subir na atmosfera?
Questão 05 – (Ufal) A equação de estado de um gás ideal, PV = nRT, pode ser usada para
descrever o comportamento aproximado de um gás real submetido a:
116
2o ano – I Unidade
Química
Sobre êmbolo está um objeto de massa constante. Se esse sistema for
aquecido lentamente, a transformação a que ele será submetido o é:
a) isobárica b)isocórica c) isostática d) adiabática e) isotérmica
Questão 07 – (UFA-MG) Nos manuais de automóveis, na seção que trata da calibragem dos
pneus, junto à pressão recomendada, encontramos a seguinte instrução: “os pneus devem ser
calibrados enquanto frios”.
117
Material de apoio do EMITEC
-1 -1
(Dados: constante dos gases ideais (R) = 62 L. mmHg. K mol ; massa molar He = 4 g/mol)
Referências
118
Área de
Ciências Humanas
e suas
Tecnologias
Filosofia
Geografia
História
Sociologia
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
A organização da política
A palavra políti ca é grega ta políticka = vida e polis = cidade, entendida também como comu-
nidade organizada, formada pelos cidadãos (politi kos), ou seja, os nascidos no solo da cidade,
livres e iguais, com direitos inquesti onáveis, como a isonomia (igualdade diante da lei) e a
isegoria (direito de parti cipar de ações que a cidade deve ou não deve realizar).
A vida na polis (ta políticka) assegurava a isegoria, que se referia aos negócios públicos diri-
gidos pelos cidadãos, isto é, costumes, leis, pagamentos, organização da defesa e da guerra,
serviços públicos necessários (ruas, portos, construções, irrigações), a parte econômica da
cidade (impostos, tributos, relações comerciais, moedas).
Para os fi lósofos sofi stas gregos a vida políti ca é um ato humano que cria e preserva consenso
e acordo (leis) por meio do debate. A defi nição do que é justo ou injusto muda de acordo com
o tempo e o espaço. A vida comunitária é uma convenção humana. Os humanos associam
porque a vida comum é mais úti l do que o isolamento.
FONTE: WONSOVICZ, Silvio. Somos filhos da polis: investi gação sobre políti ca e estéti ca. Florianópolis: Ed. So-
phos. 2006.
A cidadania
O termo “Cidadania” tem origem eti mológica do grego polis = cidade, designando cidadão
aquele que habita na cidade, tendo o direito de parti cipar, opinar e tomar decisão em assem-
bleias.
121
Material de apoio do EMITEC
No latim a palavra cidadania vem de civitas, significando “cidade”, assim a cidadania represen-
ta o estatuto de pertença de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada e que
lhe atribui um conjunto de direitos e obrigações.
A cidadania comporta, genericamente, três dimensões:
Filosofia
122
2o ano – I Unidade
e a sociedade para o fim verdadeiro. Tal atividade política constitui um dever para o filósofo,
não, porém, o fim supremo, pois este fim supremo é unicamente a contemplação das ideias.
À classe dos guerreiros cabe a defesa interna e externa do estado, de conformidade com a ordem
estabelecida pelos filósofos, dos quais e juntamente com os quais, os guerreiros receberam a
Filosofia
educação. Os guerreiros representam a força a serviço do direito, representado pelos filósofos.
À classe dos produtores, enfim, – agricultores e artesãos – submetida às duas precedentes,
cabe a conservação econômica do estado, e, consequentemente, também das outras duas
classes, inteiramente entregues à conservação moral e física do estado. Na hierarquia das
classes, a dos trabalhadores ocupa o ínfimo lugar, pelo desprezo com que era considerado por
Platão – e pelos gregos em geral – o trabalho material.
Na concepção ideal, espiritual, ética, ascética do estado platônico, pode causar impressão, à
primeira vista, o comunismo dos bens, das mulheres e dos filhos, que Platão propugna para
as classes superiores. Entretanto, Platão foi levado a esta concepção política – tornada depois
sinônimo de imanentismo, materialismo, ateísmo – não certamente por estes motivos, mas
pela grande importância e função moral por ele atribuída ao estado, como veículo dos valores
transcendentais da Ideia. Tinha ele compreendido bem que os interesses particulares, priva-
dos, econômicos e, especialmente, domésticos, estão efetivamente em contraste com os inte-
resses coletivos, sociais, estatais, sendo estes naturalmente superiores àqueles – eticamente
considerados. E não hesita em sacrificar totalmente os interesses inferiores aos superiores, a
riqueza, a família, o indivíduo ao estado, porquanto representa precisamente – consoante seu
pensamento – um altíssimo valor moral terreno, político-religioso, como única e total expres-
são da eticidade transcendente.
Se a natureza do estado é, essencialmente, a de organismo ético-transcendente, a sua finalida-
de primordial é pedagógico-espiritual; a educação deve, por isso, estar substancialmente nas
mãos do estado. O estado deve, então, promover, antes de tudo, o bem espiritual dos cida-
dãos, educá-los para a virtude, e ocupar-se com o seu bem estar material apenas secundária
e instrumentalmente. Platão tende a desvalorizar a grandeza militar e comercial, a dominação
e a riqueza, idolatrando a grandeza moral. O grande, o verdadeiro político não é – diz Platão
– o homem prático e empírico, mas o sábio, o pensador; não realiza tanto as obras exteriores,
mas, sobretudo, se preocupa com espiritualizar os homens. Desta maneira é concebido o esta-
do educador de homens virtuosos, segundo as virtudes que se referem a cada classe, respec-
tivamente. Esta educação é dispensada essencialmente às classes superiores – especialmente
aos filósofos, a quem cabem as virtudes mais elevadas, e, portanto, a direção da república. Ao
contrário, o estado em nada se interessa – ao menos positivamente – pelo povo, pelo vulgo,
pela plebe, cuja formação é inteiramente material e subordinada, consistindo sua virtude ape-
nas na obediência, visto a alma concupiscível estar sujeita à alma racional.
A educação das classes superiores importa, fundamentalmente, música e ginástica. A música –
abrangendo também a poesia, a história, etc., e, em geral, todas as atividades presididas pelas
Musas – é, todavia, cultivada apenas para fins práticos e morais. Deveria ela equilibrar, com a
sua natureza gentil e civilizadora, a ação oposta, fortificadora, da ginástica. Platão reconhece
a importância da ginástica, mas não passa de uma importância instrumental e parcial, pois o
prevalecer da cultura física do corpo torna os homens grosseiros e materiais. Daí a sua aversão
ao culto idolátrico dos exercícios físicos, que foi um dos indícios da decadência grega.
Disponível em: <http://www.mundodosfilosofos.com.br/platao2.htm>. Acesso em: 19 abr. 2011.
123
Material de apoio do EMITEC
O homem é pensado como um ser social, que para ser considerado como tal assim deve ser
encontrado, em grupo. Essa característica não é exclusiva dos seres humanos, ela pertence à
maioria dos mamíferos e outros seres vivos.
Filosofia
O homem é o único ser vivo que possui a fala como instrumento de comunicação. Os outros
seres se utilizam de outros sons para estabelecer alguma informação. Esses sons transmitem
apenas sensações, já a fala transmite comparações como o que é nocivo e conveniente, ou o
que é justo e injusto. A fala transmite sentimentos que estão presentes na família e na cidade.
Essa característica humana, de vida gregária, é fundadora da cidade, pois o fato do homem vi-
ver em grupo o conduz a desenvolver relações cada vez mais complexas. Inicialmente temos a
relação homem e mulher que tem a finalidade de procriar e perpetuar a espécie. Com os filhos
desenvolve-se a família, que é considerada como sendo a primeira forma de associação entre
os homens, e nesta exige-se mais do homem, pois não é mais a sobrevivência e perpetuação
da espécie que contam, mas a subsistência e a segurança. [...]
[...] A natureza, para Aristóteles, é a essência da origem das ações ou movimentos. O homem
é por natureza um animal coletivo, portanto sua essência o impulsiona a estar agrupado. Agir
contrário a essa máxima é ferir a própria natureza, ou essência do ser homem.
124
2o ano – I Unidade
[...] O bem deve estar acessível ao homem para que este possa de fato buscá-lo. A moralidade
aristotélica está na execução das ações, e só se pode agir focado em um bem que seja claro,
atingível, o qual se possa desejar por si só, escolher e deliberar voluntariamente. Aristóteles
não castra o homem dos seus sentimentos, mas os torna subordinados à razão. O bem deve
Filosofia
ser desejado pelo homem.[...]
O termo grego ajrethv (aretê), tem sido comumente traduzido por virtude, e seu significado
tem sofrido, ao longo do tempo, modificações significantes. Entende-se por virtude uma ca-
pacidade ou excelência, de qualquer coisa ou ser, podendo ter três significados específicos.
Aristóteles se enquadra entre aqueles que afirmam que a virtude não é paixão ou faculdade,
mas uma disposição do caráter.[...]
[...] Temos, portanto, que a virtude é meio para o homem alcançar a vida feliz ou o bem-estar.
Pois esta busca não pode contrariar a sua natureza, que o impulsiona a viver uma vida gover-
nada pela razão no seio da pólis. Sua intenção é levar o conceito à prática, não ficar apenas
no campo teórico e inalcançável no cotidiano. Seu projeto era de dar condições ao homem de
ser [...]
[...] Aristóteles identifica duas espécies de virtudes: as virtudes morais e as virtudes do inte-
lecto. A primeira diz respeito às paixões e ações e a segunda as virtudes relacionadas ao ele-
mento racional do homem. As virtudes dianoéticas, ou intelectuais, estão relacionadas com a
aprendizagem. A sua aquisição é através das experiências e leva tempo. Já as virtudes éticas
ou morais é fruto da repetição, do hábito, da prática, do costume. O hábito não corrompe nada
que tenha sua origem na natureza, portanto, as virtudes éticas não são consideradas como
virtudes inatas ao homem.
[...] As virtudes não são, portanto, nem dadas por natureza, nem contrária a ela. A natureza só
nos dá as condições essenciais para adquiri-las, quer por esforço constante ou pelo aprendi-
zado. A virtude não pode ser considerada nem natural, nem antinatural ao homem, mas um
meio aceito pela natureza para desenvolvermos intencionalmente nossas capacidades natu-
rais. [...]
[...] Como exemplos de virtudes éticas, que são historicamente dadas e aceitas por Aristóte-
les: coragem, temperança, liberalidade, magnificência, magnanimidade, amabilidade, justiça,
prudência, entre outras. [...]
[...] Se a virtude é o meio para o homem alcançar o bem-estar ou felicidade o vício seria o
oposto, pois a virtude não faz nada contrária à natureza. O vício é o oposto da virtude, ou seja,
atos que vão contra a natureza humana, que nos ordena a agirmos racionalmente e sermos
sociáveis. Os vícios agridem a natureza como um todo, não só moralmente como fisicamente
também. Temos como exemplo a gula. Ela é o extremo, é o excesso. Que traz consequências
sérias ao nosso corpo e qualidade de vida.[...]
125
Material de apoio do EMITEC
[...] Tanto os vícios como as virtudes são meios voluntários para se alcançar um fim proposto
pelo próprio homem. Está em nossas mãos o agir conforme a razão ou não. Seguir o que a
natureza nos propõe ou ser contrário a ela. Quando temos as informações necessárias para
tomar uma decisão e agir, somos considerados senhores de si, pois conhecemos as circunstân-
cias que envolvem a ação. Temos total condição de escolher a forma correta de nos comportar
Filosofia
BUDISTAS – Viver é sofrer. Estamos presos à lei de causa e efeito. Para alcançar felicidade, é
preciso renunciar ao ego e à ânsia pelas coisas deste mundo.
CÉTICOS – Considerando que tudo é tudo e nada é nada e que a certeza é impossível, o mais
sensato é superar os conflitos de opinião e suspender o juízo sobre as coisas.
CRISTÃOS – A felicidade está no passado ou no futuro, nunca no presente. Sem a fé, a razão
não leva ao caminho da bem-aventurança.
EPICURISTAS – Quer ser feliz? Comece arquivando a angústia da morte, porque tudo é maté-
ria e sensação e, quando você morre, não há mais matéria nem sensação, então para que se
preocupar?
ESTOICISTAS – Para chegar à “ataraxia”, estado máximo de sabedoria caracterizado pela au-
sência de perturbações, é só anular todas as paixões e fortalecer a vontade.
FREUDIANOS – O princípio do prazer nos impele a ser feliz, mas a sociedade bloqueia. Então,
vamos adequar nossos impulsos sexuais à vida civilizada e fingir que felicidade é possível.
126
2o ano – I Unidade
HEDONISTAS – Felicidade não requer esforço nem renúncia, muito pelo contrário. O funda-
mento da vida moral é o prazer.
Filosofia
deve buscar a satisfação de todos os seus apetites e, dessa forma, estará automaticamente,
em busca da felicidade dos demais.
A filosofia epicurista consistia num sistema articulado em três dimensões: a canônica, a física e
a ética. A primeira voltada para a correção do pensar (fundado nas sensações) e da linguagem,
a segunda, enquanto base da compreensão do real enquanto constituído por átomos (ideia
derivada da filosofia de Leucipo e Demócrito) e, em terceiro lugar, a ética, parte principal e
meta da filosofia de Epicuro.
Para Epicuro, a filosofia não é mais entendida como um desejo natural de conhecimento que
conduz a um saber especulativo e sistemático no sentido de Aristóteles, nem como a metafísica
de
– Platão, onde se buscava ascender ao Mundo das Ideias, enquanto arquétipos do real, mas
como uma forma de alcançar a verdadeira felicidade. Sua filosofia é de uma simplicidade e
de uma clareza espantosa, justamente para ser acessível a qualquer pessoa comum, não é
à toa que ela alcançou uma admiração e uma duração digna de nota. Nada mais estranho
a ele que um sistema especulativo que não ensina como viver bem ou que torne este viver
bem algo inalcançável. Para o mestre de Samos, não há idade para iniciar a filosofar, tanto o
jovem quanto o idoso podem e devem dedicar-se ao exercício da filosofia, neste sentido po-
demos dizer que ele estaria de acordo com o ensino da filosofia para crianças e adolescentes
e que na melhor idade este exercício seria uma forma de aprimorar a qualidade de vida.
Como podemos perceber pela leitura, Epicuro vincula claramente a filosofia à vida feliz, ou
seja, a filosofia é uma atividade que consiste no exercício da sabedoria. A sabedoria (sophía) é
um ideal que se exprime no conceito grego de kalokagathía, ou seja, do homem belo (kalós)
e bom (agathós), cujo equivalente romano está sintetizado na frase “mente sã em corpo são”
(mens sana in corporesano). Ser sábio significa cultivar não apenas as habilidades cognitivas,
mas ser capaz de portar-se dignamente e agir de acordo com princípios éticos. Neste sentido,
127
Material de apoio do EMITEC
Como podemos ler na citação acima a filosofia é considerada como saúde do espírito (psykhen
hygiainon) e como felicidade (eudaimonia), uma forma de rejuvenescimento pela recordação
do que passou e como destemor diante do porvir. Ainda segundo ele, a filosofia nos possibilita
a fruição da vida efêmera (zoés thneton), o que nos permite certo desapego das coisas, isto é,
não querer tornar a vida algo infinito, o que ela não é.
Disponível em:<http://www.uece.br/polymatheia/dmdocuments/polymatheia_v4n6_filosofia_felicidade_epi-
curo.pdf>. Acesso em : 10 dez. 2011.
LISTA DE EXERCÍCIOS
Questão 01 – Para Epicuro, a finalidade da filosofia é a felicidade, condição que ele associa
à serenidade da alma ou ataraxia. Para alcançar essa condição, Epicuro julgava que o ser hu-
mano precisa primeiramente libertar-se do temor dos deuses, do temor da morte, da busca
desmesurada dos prazeres e da crença de que a dor é interminável.
Se tomar as ideias de Epicuro como caminho da felicidade na atualidade pode-se dizer que os
indivíduos atualmente deveriam agir
I. com desprezo às amizades.
II. pelo cultivo da dor.
III. pela liberdade responsável.
IV. pelo exercício da reflexão.
a) I e II.
b) I, II e III.
c) III e IV.
d) II, III e IV.
e) I e III.
128
2o ano – I Unidade
Filosofia
mento do Bem.
c) A virtude não pode ser ensinada.
d) O papel do filósofo consiste em despertar a virtude que se encontra adormecida em cada
uma das pessoas.
e) A virtude é algo que pode ser ensinado e aperfeiçoado através de exercícios.
Questão 03 – (Fundação Carlos Chagas) A excelência moral é (...) um meio-termo entre duas
formas de deficiência moral, uma pressupondo excesso e outra pressupondo falta (...). Sua
característica é visar às situações intermediárias nas emoções e nas ações. (Aristóteles. Ética
a Nicômaco)
A partir do trecho acima, é INCORRETO afirmar:
a) A doutrina do meio-termo, ou justa medida, é um dos princípios fundamentais da ética
aristotélica.
b) A ação correta do ponto de vista ético deve evitar os extremos, caracterizando-se pelo
equilíbrio ou justa medida.
c) Um vício (ou deficiência moral) é um sentimento ou conduta excessiva ou deficiente.
d) A moderação (ou temperança) é a característica do indivíduo equilibrado no sentido ético.
e) A sabedoria prática, para Aristóteles, consiste em evitar o meio-termo em todas as nossas
ações.
Questão 04 – Para Aristóteles, a variedade dos regimes políticos depende de dois fatores
principais: a índole do povo e a extensão do território. Assim, um povo cuja índole tende es-
pontaneamente para a igualdade e a liberdade, e cuja cidade é de pequena extensão territo-
rial, naturalmente tenderá a instituir uma:
a) anarquia.
b) monarquia.
c) plutocracia.
d) democracia.
e) aristocracia.
129
Material de apoio do EMITEC
Questão 05 – [...] Creio que a nossa cidade, se de fato foi bem fundada, é totalmente boa.
[... É, portanto, evidente que é sábia, corajosa, temperante e justa. (PLATÃO. A República. Li-
vro IV, 427e. Fundação Calouste Gulbenkian.)
[...] os cidadãos devem ser encaminhados para a atividade para que nasceram, e só para ela, a
fim de que cada um, cuidando do que lhe diz respeito, não seja múltiplo, mas uno, e deste modo,
Filosofia
Questão 06 – Aristóteles, acerca do cidadão, afirma: “Em nada se define mais o cidadão, em
sentido pleno, do que no participar das decisões judiciais e dos cargos de governo. Desses, uns
são limitados no tempo, de modo a não ser possível jamais a um cidadão exercer duas vezes
seguidas o mesmo cargo, mas apenas depois de um intervalo definido. [...] Consideramos ci-
dadão o que assim pode participar, como membro, (quer da assembleia quer da judicatura)”.
(ARISTÓTELES, Política. In: Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 76.
Esse conceito clássico de cidadania ainda é aplicável aos nossos dias. Com base no texto, é
correto afirmar que:
a) nas ditaduras, quando a população não pode participar das decisões políticas, não há ci-
dadania plena.
b) recusar-se a tomar parte nas decisões políticas não é um direito, mas uma afronta à cida-
dania.
c) a cidadania é uma concessão dos governantes ao povo.
d) não há cidadania plena quando a população não tem como acessar às instituições públi-
cas, como participar delas.
e) a cidadania se resume à democracia.
130
2o ano – I Unidade
Questão 07 – Podemos afirmar que a moral distingue-se da ética pelas seguintes característi-
cas:
a) situa-se no plano teórico e reflexivo e pauta-se em princípios universais.
b) situa-se no plano das práticas sociais, sendo um fenômeno complexo e pauta-se em prin-
Filosofia
cípios universais.
c) situa-se no plano das práticas sociais, sendo um fenômeno particular e plural.
d) situa-se no plano teórico-reflexivo, sendo um fenômeno singular e plural.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Questão 08 – (SEPLAG) É muito comum distinguir Ética de Moral, tomando apenas a primeira
como uma investigação filosófica, porque:
a) Ética diz respeito tanto às práticas como aos valores morais, enquanto que Moral se res-
tringe apenas aos valores.
b) a primeira se fundamenta na Ciência e a segunda, na Religião.
c) ambas dizem respeito a valores morais, a primeira, por investigá-los em seus fundamen-
tos, e a segunda, por reuni-los de acordo com regras de conduta comumente aceitas.
d) ambas dizem respeito à investigação teórica; a primeira, de condutas simples, e a segun-
da, de condutas complexas.
e) cada uma tem uma forma própria de lidar moralmente com o ser humano, uma, na or-
dem, outra, na obediência.
Questão 10 – (SEPLAG) Para Aristóteles, as virtudes éticas são hábitos que apresentam:
a) libertação de estímulos externos.
b) realização do dever moral.
c) satisfação total dos apetites.
d) justa-medida.
e) risco real de morte.
131
Material de apoio do EMITEC
Referências
ARANHA, M Lúcia de A. MARTINS, M Helena P. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 1992.
Filosofia
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2003.
COTRIM Gilberto, FERNANDES, Mirna. Fundamentos da Filosofia. 1ª edição. São Paulo: Sarai-
va, 2010.
Banco de questões de Filosofia: Disponível em: <http://www.filosofia.com.br>. Acesso em: 17
dez. 2012.
132
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
Dinâmica Populacional
População é o conjunto de pessoas que residem em determinado território, que pode ser uma
cidade, um estado, um país ou mesmo o planeta como um todo. Ela pode ser classifi cada se-
gundo sua religião, nacionalidade, local de moradia, ati vidade econômica e tem seu compor-
tamento e suas condições de vida retratada através de indicadores sociais.
* Teorias Demográficas: Inúmeras teorias foram elaboradas para tentar explicar o crescimen-
to populacional. Dentre elas, é comum se destacarem três, que estão profundamente inter-
-relacionadas: a malthusiana, a neomalthusiana e a reformista.
133
Material de apoio do EMITEC
Teoria Malthusiana
A teoria demográfica formulada pelo economista inglês Thomas Robert Malthus (1776-1834)
foi publicada em 1798, no livro Ensaio sobre o princípio da população. Segundo Malthus, a
população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão ge-
Geografia
ométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento,
comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...). Assim, segundo a visão de Malthus,
ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes
maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado
momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portan-
to, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.
Malthus chegou a propor como única solução – para o problema da defasagem entre popula-
ção e alimentos – o que ele chamou de “sujeição moral”, ou seja, a própria população deveria
adotar uma postura de privação voluntária dos desejos sexuais, com o objetivo de reduzir a
natalidade, equilibrando o crescimento demográfico com a possibilidade de expansão da pro-
dução de alimentos.
Naquela época, a obra fez muito sucesso, mas hoje suas ideias são consideradas ultrapassadas
pela maioria dos estudiosos. Para os críticos de Malthus, não se elimina a falta de alimentos
diminuindo o número de nascimentos entre a população mundial, mas redistribuindo a rique-
za produzida no mundo.
Teoria Neomalthusiana
É uma teoria que começa a se desenvolver nas primeiras décadas do século 20, baseada no
pensamento de Malthus, razão pela qual passou a ser denominada de neomalthusiana.
Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a
da adoção de políticas visando o controle de natalidade, que se popularizaram com a denomi-
nação de Planejamento Familiar.
134
2o ano – I Unidade
Teoria Reformista
As ideias básicas desta teoria são todas contrárias às de Malthus: sua principal afirmação nega
o princípio malthusiano, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Para os refor-
Geografia
mistas, é a pobreza que gera a superpopulação.
De acordo com a teoria reformista, se não houvesse pobreza as pessoas teriam acesso à edu-
cação, saúde, higiene, etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Por-
tanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da
população.
Neste caso, é necessário explicar a origem da pobreza: os reformistas atribuem sua origem à
má divisão de renda na sociedade, ocasionada, sobretudo, pela exploração a que os países de-
senvolvidos submetem os países subdesenvolvidos. Assim, a má distribuição de renda geraria
a pobreza – e esta, por sua vez, geraria a superpopulação.
Outra crítica dos estudiosos reformistas aos malthusianos diz respeito ao crescimento da pro-
dução. Como vimos, para Malthus esta crescia em ritmo inferior ao da população. Para os re-
formistas, contudo, isso também não é verdadeiro, pois, com o início da revolução industrial e
a consequente revolução tecnológica, tanto a agricultura quanto a indústria aumentaram sua
capacidade produtiva, resolvendo, dessa forma, o problema da produção.
* Conceitos Demográficos
Alguns conceitos demográficos são fundamentais para a análise da população, abaixo iremos
destacar alguns:
População absoluta: corresponde a população total de um determinado local.
Quando um local tem uma população absoluta numerosa, dizemos que ele é populoso.
O Brasil está entre os países mais populosos do mundo com uma população superior a 170
milhões de habitantes.
135
Material de apoio do EMITEC
T N = Nº de nascimentos X 1000
População absoluta
A natalidade é ligada a vários fatores como, por exemplo, qualidade de vida da população, ou
ao fato de ser uma população rural ou urbana.
Taxa de mortalidade: corresponde a relação entre o número de óbitos ocorridos em um ano
e a população absoluta, o resultado é expresso por mil.
T N = Nº de óbitos X 1000
População absoluta
Assim como a natalidade, a mortalidade está ligada em especial à qualidade de vida da popu-
lação analisada.
136
2o ano – I Unidade
Geografia
O crescimento vegetativo corresponde à única forma possível de crescimento ou redução da
população mundial, quando analisamos o crescimento de áreas específicas temos que levar
em consideração também as migrações.
A Distribuição da População
ESTRUTURA DA POPULAÇÃO
Estrutura ocupacional
Com base na estrutura ocupacional a população de um país pode ser dividida em dois grupos:
a) População economicamente ativa (PEA): corresponde às pessoas que trabalham em um
dos setores formais da economia ou que estão a procura de emprego. Subdivide-se em,
desempregados e população ocupada.
b) População economicamente inativa (PEI) ou população não economicamente ativa (PNEA):
corresponde à parcela da população que não está empregada como crianças, velhos, de-
ficientes, estudantes, etc., ou que não exercem atividades remuneradas como donas de
casa. Essa camada da sociedade demanda grandes investimentos sociais e é bancada pela
população ativa.
137
Material de apoio do EMITEC
Desemprego e subemprego:
Hoje o maior problema enfrentado pela maioria dos países do mundo é o desemprego, ele é
uma realidade não apenas em países subdesenvolvidos, mas também, em países altamente
Geografia
Além do desemprego, é comum hoje a existência dos chamados subempregos, onde o traba-
lhador, além de trabalhar na maioria das vezes em condições precárias, ganha baixíssimos sa-
lários e não tem nenhuma garantia legal. Esse tipo de atividade é muito comum hoje em países
subdesenvolvidos como o Brasil, onde o número de subempregados é enorme, e grande parte
da população depende do trabalho dessas pessoas.
Trabalho infantil
Além do fato de a juventude ser a maior afetada com o desemprego, existe nos países subde-
senvolvidos o problema do trabalho infantil, o qual é gerado por sérios problemas econômicos
e sociais enfrentados por esses países, onde crianças precisam trabalhar para ajudar na renda
familiar. Muitas vezes as condições de trabalho em que se encontram essas crianças são de
completa insalubridade. Além disso, outros problemas como o abandono dos estudos são ge-
rados em virtude desse tipo de atividade.
No Brasil o número de crianças que trabalham é muito grande, isso se deve em especial pelo
fato de grande parte dos chefes de famílias brasileiros não terem condições de arcar sozinhos
com os gastos familiares, o que faz com que milhares de crianças tenham que trabalhar. É
muito comum também no Brasil, os adultos se aproveitarem das crianças, fazendo com que
elas trabalhem enquanto o próprio adulto não busca o que fazer.
Setores da economia
A economia dos países se divide em 3 setores chamados de formais, pois contribuem com a
arrecadação de impostos, assinam carteira, dentre outras formalidades legais.
São eles os seguintes:
a) Setor primário: que envolve em geral atividades ligadas ao meio rural, como a agricultura,
pecuária, extrativismo vegetal e a pesca.
138
2o ano – I Unidade
Geografia
É importante ressaltar que o espaço onde se desenvolvem essas atividades não é rígido, ou
seja, podemos ter atividades primárias no espaço urbano, como o que ocorre com os cinturões
verdes, ou atividades secundárias no espaço rural, como o que ocorre na agroindústria.
Hoje em dia em virtude do grande avanço tecnológico, alguns autores passam a trabalhar com
a ideia de um setor quaternário, onde se desenvolveriam as atividades de pesquisa de ponta,
envolvendo universidades, centros de pesquisas, etc., esse setor surge em função da Revolu-
ção Tecnocientífica em andamento.
No Brasil, e em outros países subdesenvolvidos, se dá a chamada hipertrofia (inchaço) do se-
tor terciário, que por sua vez tem gerado a proliferação de atividades informais.
Esse processo decorre do intenso êxodo rural que gera um inchaço no setor terciário urbano,
na medida em que a indústria atual utiliza cada vez menos mão de obra. Fazendo com que
muitas pessoas especialmente nos grandes centros do país, tenham que depender de ativida-
des informais, os chamados subempregos, além do que contribui com o aumento da criminali-
dade, na medida em que muitos trabalhadores passam a desenvolver atividades à margem da
lei para poder sustentar suas famílias.
Apesar de crescente, a participação das mulheres no mercado de trabalho não tem significado
ainda melhorias das condições de vida, pelo contrário, pesquisas mostram que com o aumen-
to de lares liderados por mulheres, houve uma redução na renda familiar. Isso se deve ao fato
de as mulheres em média ganharem salários mais baixos que os homens para desempenha-
rem as mesmas funções. As causas que estão por trás deste fato são, por exemplo:
– a herança patriarcal de nossa sociedade;
– o machismo ainda muito forte e presente no nosso dia a dia;
– a desvalorização do trabalho doméstico;
– o preconceito que coloca a mulher como sexo frágil.
Além dos menores salários, do preconceito, do machismo, etc., as mulheres ainda têm que
enfrentar as jornadas duplas (trabalho e casa) ou triplas (casa, trabalho e estudos). Também
é a mulher a maior vítima da violência doméstica, em geral praticada por maridos violentos.
Mesmo com todas essas dificuldades, as mulheres vêm avançando em seus direitos e conse-
guindo espaços cada vez maiores na nossa sociedade, como por exemplo o fato de a maioria
dos universitários brasileiros serem mulheres.
139
Material de apoio do EMITEC
PIRÂMIDE ETÁRIA
Movimentos Migratórios
140
2o ano – I Unidade
A análise dessas causas justificar-se-á no estudo da maioria dos fluxos de migrações. Excepcio-
nalmente, as migrações individuais podem ser determinadas por motivos muito particulares,
que não se constituem objeto de nosso estudo.
Geografia
Causas repulsivas: é o conjunto de características, temporárias ou não, das áreas de origem
dos grupos migratórios. Considerando-se que as causas são geralmente econômicas, podemos
dizer que as áreas de partida dos migrantes apresentam, de maneira geral, uma economia pre-
cária, desestruturada ou em processo de estagnação, enfim, incapaz, não pode suportar um
excedente populacional, que acaba por migrar.
A repulsão pode, também, mas isso é mais raro, ser causada por questões políticas, religiosas,
ou mesmo em virtudes de conflitos marcantes em uma região, num determinado contexto
histórico. Não tendo condições, sejam elas quais forem, de assegurar sua manutenção na re-
gião, país ou cidade onde está estabelecida, a população migra para áreas mais favoráveis,
mas, enfim, a decisão de mudar ou a necessidade de se deslocar já está definida, quando,
então, passa-se a optar por novas áreas-alvo, que apresentam condições mais promissoras.
Secundariamente, podemos justificar o deslocamento da população com base na adversidade
do quadro natural, nesse caso, se o fator de repulsão se encerrar exclusivamente nos aspectos
físicos de uma região, a migração assume caráter temporário.
Causas atrativas: constituem um conjunto de fatores que cativa as populações migrantes por
se traduzir em melhores condições político-econômicas a despeito dos problemas a serem
enfrentados, como a adaptação cultural e/ou política, por exemplo.
As causas atrativas podem significar condições temporárias, mas que não implicarão necessa-
riamente na decisão de retorno à região original, quando os fatores de repulsão desaparece-
rem ou forem amainados.
141
Material de apoio do EMITEC
MIGRAÇÕES INTERNAS
cidade. Nos países subdesenvolvidos são chamadas de êxodo rural, porque ocorrem com
grande intensidade.
* MIGRAÇÕES INTER-REGIONAIS, realizadas de uma região para outra, dentro do país. Nor-
malmente acontecem de uma região mais pobre, onde a oferta de empregos é menor, para
uma região mais rica ou que está sendo procurada no momento por apresentar melhores
ofertas de emprego ou outras oportunidades (por exemplo, a Amazônia brasileira).
* MIGRAÇÕES SAZONAIS, ou TRANSUMÂNCIA, movimentos periódicos que ocorrem de acor-
do com o período ou a estação do ano. Por exemplo: os criadores de ovelhas, que habitam
regiões montanhosas, durante o verão ficam nas áreas mais elevadas, onde os pastos estão
melhores; durante o inverno vão para os lugares mais baixos, nas encostas, onde o frio é
menor. Outro exemplo são as migrações sazonais do Nordeste brasileiro: na época da seca,
o sertanejo, pequeno proprietário de terra, vai para a Zona da Mata trabalhar como em-
pregado em grandes propriedades agrícolas; na época da chuva no Sertão ele retorna para
cultivar sua própria terra.
* MIGRAÇÕES PENDULARES, que ocorrem diariamente nas grandes cidades: inúmeras pesso-
as, que moram distante de seu trabalho, saem de casa pela manhã e só voltam à tarde ou
à noite. Essa migração envolve milhões de pessoas nos grandes centros urbanos de todo o
mundo.
XENOFOBIA E SKINHEADS
Xenofobia corresponde à fobia ou medo, um indivíduo que tem aversão a tudo aquilo que é
novo (objeto ou pessoa). No sentido social, a xenofobia tem seu uso difundido para designar
formas de preconceitos (racial, grupal, minorias nacionais ou culturais). A utilização desse ter-
mo traz controvérsias.
Atualmente, a xenofobia ocorre principalmente em países desenvolvidos, uma vez que os na-
tivos não querem disputar uma vaga de trabalho com um imigrante. É comum a xenofobia
ser relacionada com o preconceito de pessoas oriundas de outros países (especialmente os
subdesenvolvidos), raças, culturas, costumes e etc. A xenofobia pode se manifestar também
de outra maneira, quando um indivíduo evita o contato com pessoas de características dife-
rentes, como as apresentadas.
Skinheads é uma subcultura juvenil que possui tanto aspecto musical como também estético
e comportamental. Os skinheads se originaram na década de 1960, no Reino Unido, constitu-
ído em sua maioria por brancos e negros (imigrantes jamaicanos), reunidos pela música (ska,
reggae, rude boys, etc.).
142
2o ano – I Unidade
Um skinhead pode ser tanto um garoto quanto uma garota que têm afinidades e se sente
bem com essa cultura. Apesar de a expressão skinhead ser traduzida como “cabeça pelada”,
há skins que não seguem esse estereótipo, podem ter mais cabelo do que muitos que não são
skins e se vestir totalmente contrário ao estilo mostrado pela mídia.
Geografia
FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
O povo brasileiro é composto etnicamente por brancos de origem européia, negros de origem
africana, amarelos (indígenas e asiáticos) e mestiços.
A partir do período colonial, no século XVI, a miscigenação da população se tornou mais inten-
sa. A relação entre colonos portugueses e escravos gerou os mestiços, bem como o relaciona-
mento entre negros e indígenas deu origem ao cafuzo.
Quanto à etnia, podemos dizer que a maioria da população brasileira é mestiça. Porém, os
últimos censos ressaltaram apenas a cor da pele da população.
Classificando a população quanto à cor da pele, podemos dizer que os indígenas estão reduzi-
dos a cerca de 0,4% da população brasileira, repercutindo o etnocídio a que foram sujeitados,
com a extinção de inúmeras nações indígenas. Os negros representam 6% da população total,
os brancos representam 53,8% e os mestiços (pardos) representam 39,1% da população bra-
sileira. Vale lembrar que esses índices não representam especificamente a formação étnica da
população brasileira.
Segundo o IBGE, o número de índios cresceu consideravelmente de 1991 a 2000, com um
aumento de 138,5%, representando 0,4% da população brasileira. Porém, o chefe do depar-
tamento de documentação da Funai (Fundação Nacional do Índio), André Ramos alerta que
os números devem ser considerados com ressalvas, pois segundo ele o IBGE usa critérios de
autodeclaração, o que pode causar distorções, no entanto, André acredita que há tendências
de crescimento.
O IDH no BRASIL
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um dado utilizado pela Organização das Nações
Unidas (ONU) para analisar a qualidade de vida de uma determinada população. Os critérios
utilizados para calcular o IDH são:
– Grau de escolaridade: média de anos de estudo da população adulta e expectativa de vida
escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada.
– Renda: Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra
dos habitantes. Esse item tinha por base o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, no en-
tanto, a partir de 2010, ele foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que
avalia praticamente os mesmos aspectos que o PIB, no entanto, a RNB também considera
os recursos financeiros oriundos do exterior.
143
Material de apoio do EMITEC
IDH de um local.
REFERÊNCIAS
144
2o ano – I Unidade
LISTA DE EXERCÍCIOS
Geografia
Questão 01 – (UFBA) Em novembro de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-
ca (IBGE) anunciou os primeiros resultados do último Censo. A população brasileira atingiu
190.732.694 habitantes. O aumento de 12,3% da população nos últimos 10 anos ficou bem
abaixo dos 15,6% observados na década anterior. A redução no ritmo de crescimento da popu-
lação brasileira é uma tendência que vem sendo registrada desde os anos 1950.
O Censo revelou, ainda, que continua o crescimento da população urbana, o surgimento de
novos fluxos migratórios, o envelhecimento populacional, o predomínio da população femini-
na, dentre outros. (SOMOS..., 2011, p. 53).
Considerando o texto e os conhecimentos sobre os primeiros resultados extraídos do Censo
de 2010,
a) cite duas razões que contribuíram ainda mais para a redução no ritmo de crescimento
da população absoluta, no Brasil, na última década;
b) destaque dois aspectos que explicam a ocorrência de novos fluxos migratórios no Brasil.
145
Material de apoio do EMITEC
A macrorregião brasileira que deverá demorar mais para concluir seu processo de transição
demográfica é a:
a) Centro-Oeste
b) Nordeste
c) Sudeste
d) Norte
e) Sul
Questão 05 – (UFG) Os dados dos últimos censos demográficos do Brasil indicam aumento
da migração urbano-urbano e da pendular. Com base nesta afirmação,
a) apresente dois fatores que explicam a relevância atual da migração urbano-urbano;
b) explique uma causa para o aumento atual da migração pendular.
146
2o ano – I Unidade
d) A Região Sul apresenta saldo migratório positivo, em grande parte resultante da atração
exercida pelas metrópoles nacionais que polarizam a região.
e) A Região Norte apresenta saldo migratório negativo, reflexo da crise demográfica que se
instalou no Amazonas após o fim da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRA-
MA).
Geografia
f) A Região Sudeste deixou de figurar como polo de atração de imigrantes, devido à estagna-
ção dos espaços industriais nela situados.
Questão 07 – (MACK) – Vestibular 2011 – Realidades, como essa da ilustração, sempre foram
comuns no Brasil. Os fluxos migratórios internos determinaram a ocupação de grandes exten-
sões de seu território. Nos séculos XVII e XVIII, a procura por metais preciosos levou paulistas e
nordestinos a Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Com a expansão do café pelo interior de São
Paulo, chegavam levas de mineiros e nordestinos. No século XIX, o ciclo da borracha ajudou
a povoar a região Norte por nordestinos. No século XX, as atividades agrícolas e industriais
levaram ao Sudeste milhares de brasileiros de todas as partes, principalmente, nordestinos.
(adaptada)
Identifique o movimento migratório sinalizado pela figura.
a) Transumância
b) Pendular
c) Êxodo rural
d) Imigração
e) Urbano-rural
147
Material de apoio do EMITEC
148
2o ano – I Unidade
Referências
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Geografia
cional_no_mundo_e_no_brasil>.
<http://www.revista.vestibular.uerj.br/questao/questao-objetiva.php?seq_questao=839>.
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<http://geografianaveia.blogspot.com.br/2012/03/questoes-de-vestibular-sobre-populacao.
html>.
<http://www.comvest.uepb.edu.br/concursos/vestibulares/vest2011/GEOG-MATE.pdf>.
149
Material de apoio do EMITEC
ANOTAÇÕES
Geografia
150
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
Introdução
A sociedade colonial
Apesar das tradicionais diferenças entre as colônias do “norte” e do “sul”, a maioria da so-
ciedade colonial passou a defender o ideal de emancipação, uma vez que os interesses do
capitalismo inglês opunham-se frontalmente às possibilidades de desenvolvimento colonial.
Na década anterior à Guerra de Independência, podemos dizer que a sociedade estava divi-
dida entre duas correntes políti cas: os Patriotas ou Whigs, favoráveis à emancipação, mesmo
que através da guerra, e os Legalistas ou Tories, fi éis ao Rei da Inglaterra, contrários à ideia de
independência.
151
Material de apoio do EMITEC
lado grande parte dos colonos estava influenciada pelas ideias iluministas, foi à mudança da
política colonial inglesa, após a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a responsável pela defini-
ção política da maioria a favor da independência.
Os interesses
As imposições fiscais, as medidas de caráter repressivo levado a efeito pelas tropas britânicas
nas colônias e a influência das ideias iluministas foram responsáveis pela organização de vários
movimentos de protestos e principalmente de boicotes aos produtos ingleses e ao mesmo
tempo, pelo inicio do movimento de independência.
A Guerra
152
2o ano – I Unidade
História
Congresso Continental da Filadélfia, de caráter separatista, que confirmou a necessidade de
organização militar como meio de garantir os direitos dos colonos, confirmou G. Washington
no comando das tropas e deu a Thomas Jefferson a liderança de uma comissão encarregada
de redigir a Declaração de Independência.
A Declaração tem grande significado político, não só porque formalizou a independência das
primeiras colônias na América, dando origem a primeira nação livre do continente, mas por-
que traz em seu bojo o ideal de liberdade e de direito individual, e a ideia de soberania popu-
lar, representando uma síntese da mentalidade democrática e liberal da época. No entanto,
a pressão dos grandes proprietários rurais, importantes aliados na Guerra de Independência,
determinou a manutenção da escravidão no país.
A Revolução Francesa
Introdução
A França pré-revolucionária
A sociedade francesa anteriormente à revolução era uma sociedade moldada no Antigo Regi-
me. Ou seja, politicamente o Estado era Absolutista (Absolutismo Monárquico), economica-
mente predominavam as práticas mercantilistas que sofriam com as constantes intervenções
do Estado e na área social predominavam as relações de servidão, uma vez que a maioria da
população francesa era camponesa.
Em torno de 250 milhões de pessoas viviam em condições miseráveis nos campos franceses,
pagando altíssimos impostos a uma elite aristocrática que usufruía do luxo e da riqueza gera-
dos pelo trabalho dos campesinos em propriedades latifundiárias, ou feudos, dos nobres. Nas
áreas urbanas a situação não era muito diferente de quem vivia nas áreas rurais. A população
urbana, composta em sua maioria por assalariados de baixa renda, desempregados (excluídos)
e pequenos burgueses (profissionais liberais), também arcava com pesadíssimos impostos e
com um custo de vida cada vez mais elevado.
153
Material de apoio do EMITEC
Os preços em geral dos produtos sofriam reajustes constantemente e isso pesava na renda
dos trabalhadores em geral – urbanos e rurais. Já as elites, compostas por um alto clero, uma
alta nobreza e, claro, a Família Real – a realeza francesa: Luís XVI e sua esposa Maria Antonie-
ta, filhos e demais parentes – vivam em palácios luxuosos – como o monumental Palácio de
História
Versalhes, localizado nos arredores de Paris e que era a residência de veraneio da Família Real
e da elite – não pagavam impostos, promoviam banquetes – à custa do dinheiro público – em
suma: viviam nababescamente (do requinte, da opulência, do luxo, das mordomias) em face
de situação de miséria e pobreza da maioria da população.
No final do século XVIII a situação socioeconômica da França era de total calamidade. Numa
perspectiva de tentar resolver as situações problemas, o monarca Luís XVI convocou seu mi-
nistro das finanças Necker, que estava afastado do cargo, para decidir quanto a situação de
crise econômica e financeira. Por sugestão de Necker, Luís XVI convocou, no dia 5 de maio de
1789, a Assembleia dos chamados Estados Gerais que reunia os representantes políticos do
1º, 2º, e 3º Estados, os quais não se reuniam desde o século XVII. O 1º Estado era formado pelo
alto clero, o 2º Estado pela alta nobreza e o 3º Estado, pelos deputados que representavam a
maioria da população (assalariados, camponeses e pequena burguesia) – era o grupo maior,
pois continha um número maior de representantes.
Na ocasião da convocação e da reunião dos Estados Gerais, depois de abrir a sessão, Luís XVI
deu por aberta as discussões e votações para os problemas que atingiam a sociedade francesa.
A questão, porém, centrava-se no sistema de votação dentro da Assembleia. Sobre a questão
dos que pagam e dos que não pagam impostos, por exemplo, o sistema de votação favoreceu
ao 1º e ao 2º Estados. Como? Como a votação era por Estado e não por indivíduo (individual),
cada Estado tinha direito a um só voto. No caso dos impostos, votou-se contra ou a favor do 1º
e do 2º Estados arcarem com o pagamento de impostos. Resultado: pelo sistema de votação
vigente, os dois Estados permaneceram isentos da obrigação do pagamento de impostos, já
que totalizou dois votos contra um. Esse modelo de votação gerou revolta por parte dos depu-
tados do 3º Estado que reagiram prontamente, exigindo a qualquer custo que as reuniões fos-
sem conjuntas e não separadamente por Estados. Diante da negação, o 3º Estado proclama-se
em Assembleia Geral Nacional.
No dia 9 de julho de 1789, reúne-se uma Assembleia Nacional Constituinte, incumbida de
elaborar uma Constituição para a França. Isso significava que o Rei deixaria de ser o senhor
absoluto do reino. A burguesia francesa, por sua vez, apelou para o povo. No dia 14 de julho
de 1789, toda a população parisiense avança, num movimento nunca visto, para a Bastilha,
a prisão política da época, onde o responsável pela prisão, o carcereiro, foi espancado pela
multidão vindo a falecer.
154
2o ano – I Unidade
Nesta fase, fundou-se uma Monarquia Parlamentarista, ou Constitucional. Um dos atos mais
importantes da Assembleia foi o confisco dos bens do clero francês, que seriam usados como
uma espécie de lastro para os bônus emitidos para superar a crise financeira.
História
Parte do clero reage e começa a se organizar e como resposta a Assembleia decreta a Cons-
tituição Civil do Clero; isto é, o clero passa a ser funcionário do Estado, e qualquer gesto de
rebeldia levaria à prisão. A situação estava muito confusa. A Assembleia não conseguia manter
a disciplina e controlar o caos econômico.
Esta fase terminou com a radicalização do movimento revolucionário depois que Robespierre
e seus seguidores agiram incitando à população a pegar em armas e lutar contra a Assembleia
e as forças conservadoras.
Foi à fase considerada mais radical do movimento revolucionário porque foi a etapa em que
os Jacobinos, liderados por Robespierre, assumiram o comando da revolução. Portanto, foi a
etapa mais popular do movimento já que os Jacobinos eram representantes políticos das clas-
ses populares. Para alguns historiadores, nesta etapa não predominou a ideologia burguesa,
já que a burguesia não conduzia a revolução neste período.
Porém, antes da queda da Monarquia Parlamentar, a burguesia chegou a proclamar uma Re-
pública: a República Girondina em setembro de 1792. A república foi proclamada como um
mecanismo de assegurar a burguesia seus interesses, projetos, no poder político do Estado.
Como as tensões estavam exaltadas, a alta burguesia francesa decidiu tirar todo o poder políti-
co do rei Luís XVI e transferi-lo para si (a burguesia). Desta forma, caía a Monarquia na França.
A Era Napoleônica
Conhecido como Reação Termidoriana, o golpe de Estado armado pela alta burguesia finan-
ceira marcou o fim da participação popular no movimento revolucionário, em compensação
os estabelecimentos comerciais cresciam, porque as ações burguesas anteriores haviam elimi-
nado os empecilhos feudais.
O novo governo, denominado Diretório (1795-1799), autoritário e fundamentado numa alian-
ça com o exército (então restabelecido após vitórias realizadas em guerras externas), foi o
responsável por elaborar a nova Constituição, que manteria a burguesia livre de duas grandes
ameaças: a República Democrática Jacobina e o Antigo Regime. O Poder Executivo foi concedi-
do ao Diretório, e uma comissão formada por cinco diretores eleitos por cinco anos.
Apesar disso, em 1796 a burguesia enfrentou a reação dos Jacobinos e radicais igualitaristas.
Graco Babeuf liderou a chamada Conspiração dos Iguais, um movimento socialista que propu-
nha a “comunidade dos bens e do trabalho”, cuja atenção era voltada a alcançar a igualdade
155
Material de apoio do EMITEC
efetiva entre os homens, que segundo Graco, a única maneira de ser alcançada era através da
abolição da propriedade privada. A revolta foi esmagada pelo Diretório, que decretou pena de
morte a todos os participantes da conspiração, e o enforcamento de Babeuf.
O governo não era respeitado pelas outras camadas sociais. Os burgueses mais lúcidos e in-
História
fluentes perceberam que com o Diretório não teriam condição de resistir aos inimigos exter-
nos e internos e manter o poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar,
uma espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros. A figura que sobressai
no fim do período é a de Napoleão Bonaparte. Ele era o general francês mais popular e famoso
da época.
Quando estourou a revolução, era apenas um simples tenente e, como os oficiais oriundos
da nobreza abandonaram o exército revolucionário ou dele foram demitidos, fez uma carreira
rápida. Aos 24 anos já era general de brigada. Após um breve período de entusiasmo pelos
Jacobinos, chegando até mesmo a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles
quando estavam sendo depostos. Lutou na Revolução contra os países absolutistas que inva-
diram a França e foi responsável pelo sufocamento do golpe de 1795.
Referências
Alves, Alexandre e Oliveira, Letícia Fagundes de. Conexões com a História. 1. ed. São Paulo:
Moderna, 2010.
CAMPOS, Flávio de. A escrita da História: Ensino Médio. 1 ed. São Paulo: Escala Educacional,
2005
MORAES, José Geraldo Vinci de. História Geral e do Brasil. 3, ed. São Paulo: Atual, 2009.
MOTA, Miriam Becho e BRAICK, Patrícia Ramos. História das cavernas ao 3° milênio. São Pau-
lo: Moderna, 2007.
Sites consultados:
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<http://www.brasilescola.com/historiag/independencia-estados-unidos.htm>.
<http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=207>.
156
2o ano – I Unidade
LISTA DE EXERCÍCIOS
História
Questão 01 – Sobre o Iluminismo é correto afirmar que:
a) defendia a doutrina de que a soberania do Estado absolutista garantiria os direitos indivi-
duais e eliminaria os resquícios feudais ainda existentes.
b) criticava o mercantilismo, a limitação ao direito à propriedade privada, o absolutismo e a
desigualdade de direitos e deveres entre os indivíduos.
c) propunha a criação de monopólios estatais e a manutenção da balança de comércio favo-
rável, para assegurar o direito de propriedade.
d) acreditava na prática do entesouramento como meio adequado para eliminar as desigual-
dades sociais e garantir as liberdades individuais.
e) consistia na defesa da igualdade de direitos e liberdades individuais, proporcionada pela
influência da Igreja Católica sobre a sociedade, através da educação.
157
Material de apoio do EMITEC
d) I, II e III.
e) I, II e IV.
Questão 05 – A razão inicial da luta que conduziria à Guerra de Independência dos EUA foi o
aumento de impostos decretado pelo parlamento inglês sobre as colônias americanas, tendo
como objetivo:
a) arrecadar fundos para que a Inglaterra pudesse prosseguir na colonização do oeste ame-
ricano.
b) arrecadar capital para a exploração das usinas de carvão, tão necessárias ao desenvolvi-
mento de sua Revolução Industrial.
c) angariar fundos para que a Inglaterra pudesse financiar uma nova coligação contra Napo-
leão Bonaparte.
d) diminuir o déficit do tesouro inglês, seriamente abalado com as despesas ocasionadas
pela Guerra dos Sete Anos.
e) impor às colônias americanas a autoridade da metrópole, seriamente abalada com as
guerras civis inglesas.
158
2o ano – I Unidade
b) Significou a tomada do poder político pela burguesia, a superação das instituições feudais
do Antigo Regime, a criação de condições para o desenvolvimento do capitalismo na Fran-
ça.
c) Significou a tomada da Bastilha pelo povo, em 14 de julho de 1789, manobrada indireta-
História
mente pelo clero, que não via com bons olhos o poder da nobreza.
d) Um dos estopins da Revolução Francesa foi a convocação da Assembleia dos Estados Ge-
rais por Luís XVI, em 1789, com o objetivo de forçar a nobreza e o clero a pagar impostos.
e) Apesar de se constituir num movimento revolucionário, a Revolução Francesa pouco inco-
modou os demais países europeus controlados por forças absolutistas.
Questão 08 – Durante o domínio dos Jacobinos na Revolução Francesa, várias reformas fo-
ram votadas, inclusive:
a) a liberação dos preços dos gêneros alimentícios, estabelecendo-se cotas aos comercian-
tes.
b) a abolição de todos os privilégios feudais, sem indenizações, e confisco dos bens da nobre-
za e do clero, promovendo a distribuição desses aos camponeses.
c) o estabelecimento de uma comissão para tratar a paz com as potências europeias.
d) a criação do Comitê de Salvação Pública, destinado a controlar os atos dos homens do
governo.
e) a formação de um governo de coalizão para salvar a França das tropas austríacas.
159
Material de apoio do EMITEC
Referências
Alves, Alexandre; Oliveira, Letícia Fagundes de. Conexões Com a História – Da expansão
imperialista aos dias atuais. São Paulo: Moderna, 2011.
ARRUDA, José Jobson de A.; PILETTI, Nelson. Toda a História – História Geral e do Brasil. 12.
ed. São Paulo (SP): Ática, 2004.
CAMPOS, Flávio de e MIRANDA, Renan Garcia. A escrita da História. São Paulo: Escala Educa-
cional, 2005.
160
Área do Ciências Humanas
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
MATERIAL DE APOIO
161
Material de apoio do EMITEC
162
2o ano – I Unidade
tes, que mais tarde teriam um papel decisivo na revolução. Além deles havia uma formidável
e explosiva massa de miseráveis, principalmente em Paris. Os camponeses eram a classe mais
numerosa e a base da sociedade francesa. Eles eram muito pobres e oprimidos por mais de
trezentas obrigações feudais que tolhiam completamente sua liberdade.Na metade do século
Sociologia
XVIII, Luís XVI cometeu seu pior erro, que foi reforçar o direito exclusivo da nobreza aos altos
cargos da administração e do exército. Isso foi intolerável para o Terceiro Estado.
A palavra Estado em seu sentido político, pode ser usada em duas acepções. Uma corresponde
a um Estado (usualmente grafada com e maiúsculo), instituição social politicamente organiza-
da que exerce soberania sobre um território: Brasil, Japão, França, Estados Unidos, Alemanha,
etc. A segunda acepção corresponde à divisão política interna de alguns estados que formam
uma federação, como o Brasil, Estados Unidos, Alemanha ou México.
Nesses casos, as unidades internas são também chamadas de estado (grafada com e minús-
culo). Temos assim, um Estado Federal (União) com seus respectivos estados membros (uni-
dades da federação). Há Estados em que as unidades internas recebem outros nomes, como
províncias (Argentina, Canadá, etc.), departamentos (França), condados (Reino Unido), regi-
ões (Itália), cantões (Suíça), repúblicas (Federação Russa).Um Estado exerce a soberania sobre
um território delimitado por fronteiras, guardadas pelas Forças Armadas e com limites pre-
cisos; tem uma burocracia administrativa e é organizado em três esferas de poder. No Brasil,
denominamos essas três esferas de União, estados e municípios – ou esfera federal, estadual
e municipal.
Embora vulgarmente “país” seja usado como sinônimo de “Estado”, essas duas palavras não
significam a mesma coisa. O primeiro termo tem uma conotação física; o segundo, política.
O país é a terra, é uma porção da superfície terrestre. Quando essa, no decorrer da história,
passou a ser controlada por um Estado, que exerce a soberania sobre ela, então se transfor-
mou em território. É esse território que chamamos de país, ou seja, aquilo que nós vemos, o
conjunto formado pelas paisagens naturais e culturais sob o controle do Estado.
A palavra nação, em sentido antropológico, é sinônimo de povo ou etnia. Em sua acepção po-
lítica, com a constituição do Estado-nação a partir da independência dos Estados Unidos e da
Revolução Francesa, passou a ser usada como sinônimo de “Estado”.
A palavra povo, no sentido jurídico-político, é sinônimo de conjunto de cidadãos e refere-se
à população que habita o território sob jurisdição de um Estado e tem diversos direitos e de-
veres – civis, políticos, sociais, econômicos e culturais – (chamados “cidadania”), o que exclui,
por exemplo, os estrangeiros não-naturalizados.
163
Material de apoio do EMITEC
espaço dotado de heranças, sobre as formas das estruturas, da cultura e das relações sociais,
apresentando-se como uma condição herdada. O território guarda o passado dos conflitos
sociais, das lutas de classe e do fazer cotidiano.
O povo é o elemento humano do Estado, composto pelo conjunto de cidadãos, ligados por
laços de tradição, idioma, religião, isto é, o conjunto das pessoas que mantêm um vínculo
jurídico-político com o Estado, sujeitos à mesma soberania. Povo não deve ser confundido
com a noção de População. População é formada por todas as pessoas presentes no território
do Estado, num determinado momento, inclusive estrangeiros e apátridas (sem pátria), fazem
parte da população.
Soberania é o poder de organizar-se juridicamente e de fazer valer dentro de seu território a
universalidade de suas decisões. A soberania apresenta dois aspectos:
O interno – O Estado tem o poder de criar leis e obrigar a sociedade a cumpri-las para regular
a conduta humana dentro de seu território.
O externo – É a manifestação independente do poder do Estado perante os outros Estados.
Impede assim a interferência de poderes estrangeiros em seu território.
Quando falamos em Poder e Estado pensamos logo nos três poderes:
Poder executivo é exercido por prefeitos, governadores do Estado e presidente da República.
Tem como atribuição governar o povo e administrar os interesses públicos. Participa das dis-
cussões dos projetos, sanciona, promulga, veta e exerce funções tipicamente legislativas.
Poder legislativo é exercido por vereadores, deputados estaduais deputados federais e
senadores. Suas funções são administrativas e judiciárias, fiscaliza a execução do orçamento;
autoriza empréstimos externos; julga as contas do presidente da República; apura a responsa-
bilidade dos membros dos outros poderes através das comissões parlamentares de inquérito
etc.
Poder judiciário é exercido por funcionários de Carreira, isto é, dependem de concurso
público. O Poder Judiciário e composto pelos diversos tribunais (Federal, Superior Tribunal,
Trabalho, Eleitorais, Justiça, entre outros, e os respectivos juízes. O Poder Judiciário é constituí-
do para determinar e assegurar a aplicação das leis que garantam a inviolabilidade dos direitos
individuais.
A prestação de contas por parte de um poder constituído é fundamental em uma democracia.
Democracia é a forma de governo em que o povo tem o poder de instituir o governante, o qual
exerce a função de governo por um mandato fixo. A origem da palavra democracia vem do gre-
go, pela junção das palavras demos e kratos, que significam, respectivamente, povo e poder.
164
2o ano – I Unidade
REFERÊNCIAS
ARAUJO, Silvia; BRIDI, Ma. Aparecida; MOTIM, Benilde Lenzi. Sociologia: um olhar crítico. São
Sociologia
Paulo: Contexto, 2009.
BOBBIO, Noberto. Estado, Governo, Sociedade: Para uma teoria geral da política. 11. ed. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 2004.
CARMO, Paulo Sérgio. Sociologia e sociedade pós-industrial. São Paulo: Paulus, 2007.
COSTA, Cristina. Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. 3 ed. São Paulo: Moderna,
2005.
DIMENSTEIN, Gilberto e outros. Dez lições de Sociologias para um Brasil cidadão. v. único. São
Paulo. FTD, 2008.
FORACCHI, MarialiceMencarini; MARTINS, José de Souza. Sociologia e Sociedade. ed. LTC.
2008.
LISTA DE EXERCÍCIOS
Questão 01: Augusto Conte é considerado o pai da Sociologia, foi ele quem pela primeira vez
usou este termo e também criou o positivismo.
165
Material de apoio do EMITEC
Questão 02 – (UEM – Inverno 2008) “Todos nós sabemos da existência de um certo tipo de
‘organização social’ entre animais não humanos, não apenas entre mamíferos superiores, tais
como os macacos, por exemplo, mas também insetos: formigas, cupins e abelhas, notadamente.
(...) Quando comparamos as ‘sociedades’ animais não humanas, particularmente a sociedade
Sociologia
daqueles insetos, o fazemos porque constatamos que o comportamento de tais animais apre-
senta certas padronizações parecidas com algumas padronizações verificadas entre os seres hu-
manos”. (VILA NOVA, Sebastião. Introdução à Sociologia. São Paulo: Atlas, 1985, p. 29).
Considere as afirmativas abaixo sobre as características do fato social para Émile Durkheim
166
2o ano – I Unidade
Sociologia
c) Apenas as afirmativas II e III são corretas.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV são corretas.
e) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.
Questão 05 – (UEL) A Sociologia é uma ciência moderna que surge e se desenvolve junta-
mente com o avanço do capitalismo. Nesse sentido, reflete suas principais transformações e
procura desvendar os dilemas sociais por ele produzidos.
167
Material de apoio do EMITEC
a) I e III.
b) II e III.
Sociologia
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
168
2o ano – I Unidade
Questão 08 – A Sociologia, criada em fins do século XIX, pretende explicar, em certa medida,
as transformações ocorridas na sociedade ocidental, notadamente em países como França,
Inglaterra e também Brasil, a partir do século XVIII. Entre essas transformações, aponte as
mudanças sociais que interferem na vida da sociedade brasileira até os dias de hoje.
Sociologia
Questão 09 – Os elementos que entram na formação do Estado são essencialmente três:
povo, território e soberania.
O território é a base física ou geográfica de um determinado Estado, seu elemento constitu-
tivo, base delimitada de autoridade, instrumento de poder com vistas a dirigir o grupo social,
com tal delimitação que se pôde assegurar a eficácia do poder e a estabilidade da ordem, já o
povo se refere ao conjunto de indivíduos que se vincula juridicamente ao Estado.
Com base na charge e em seus conhecimentos adquiridos nesta unidade explique o que você
entendeu por soberania. Utilize no mínimo cinco linhas, para organizar seu texto.
169
Material de apoio do EMITEC
170
Atividade
Complementar
Atividade Complementar
LPLB
Atividade Complementar
Matemática
Área do Linguagens, Códigos
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
Atividade Complementar
Disciplina Ano 2º
LPLB
MATERIAL DE APOIO
Os textos publicitários se defi nem por procurarem despertar no interlocutor o desejo de com-
prar algo, seja um produto, uma ideia ou aderir a uma causa. São, por essa razão, conside-
rados persuasivos. Estabelecem uma interlocução direta e valem-se de diferentes recursos
da linguagem para conseguir a adesão do leitor àquilo que vendem ou sugerem. Diferentes
gêneros discursivos exemplifi cam essa estrutura: anúncios (em revistas e outdoors, televisivos
e radiofônicos), panfl etos, folhetos, folderes, etc.
O desejo de persuadir vem de muito tempo. Podemos imaginar que, a parti r do momento em
que um indivíduo decide usar a palavra para convencer outra pessoa a agir de uma determi-
nada maneira, já há no texto resultante as marcas estruturais dos textos persuasivos. Quando
a intenção persuasiva passa a ser associada á divulgação de produtos ou ideias específi cos,
surgem então os textos publicitários. Os textos publicitários procuram responder a um desejo,
muitas vezes inconsciente, das pessoas: o produto anunciado aparece não como um bem de
consumo qualquer, mas como a possibilidade de realização de um sonho ou como o modo de
sati sfazer uma necessidade parti cular. É por este moti vo que os publicitários costumam afi r-
mar que ninguém compra produtos, compram-se promessas. Nesse senti do, compreende-se
a conhecida afi rmação do fundador da indústria de cosméti cos, Charles: "Na indústria fabrica-
mos cosméti cos, na loja vendemos esperança”.
Contexto de circulação
Há vários gêneros discursivos que apresentam característi cas de textos publicitários, podem
ser identi fi cados diversos contextos de circulação, em jornais e revistas, por exemplo, circulam
anúncios publicitários.
173
Material de apoio do EMITEC
Outdoors são colocados em terrenos ao lado de estradas, nas ruas e avenidas. Ás vezes apare-
Ativ. Complementar – LPLB
cem também nas laterais de edifícios. Folhetos costumam ser distribuídos em sinais de trânsi-
tos e outros locais onde há alguma aglomeração de pessoas.
È importante lembrar que a estrutura do texto deverá sempre ser adequada ao seu contexto
de circulação. Assim, um anúncio preparado para divulgação no rádio não terá como explorar
uma imagem. Situação inversa acontece com os anúncios divulgados na TV, que exploram a
associação texto/ imagem para persuadir. Nos dois casos, a música também é um elemento
usado com frequência na construção do texto final.
Linguagem
O que é um raciocínio falacioso? A pergunta pode parecer estranha, mas, na verdade, ela faz
referência a um tipo especifico de raciocínio, muito frequente em textos publicitários, a falácia.
Premissa – É uma afirmação que se toma como ponto de partida para realizar um raciocínio.
Em textos publicitários, as falácias são muito utilizadas como recurso persuasivo, porque indu-
zem o leitor a concluir algo que favorece o produto anunciado.
174
2o ano – I Unidade
Esses filtros constituem uma formação ideológica, ou seja, um conjunto de valores e crenças a
É por meio da linguagem que explicitamos nossa visão de mundo. No uso que fizermos da
linguagem encontramos as pistas da formação ideológica.
A linguagem, portanto, é a materialização da nossa ideologia. Textos que valorizam a imagem
da mulher como a dona de casa perfeita, por exemplo, recorrem a um vocabulário que traduz
as características vistas como positivas. A mulher é a rainha do lar, o anjo do lar, a fada do lar, a
mãe exemplar, a esposa perfeita, a santa senhora, expressões que a propaganda das décadas
de 1940, 1950 e 1960 usava para encobrir, na realidade, a verdadeira trabalhadora do lar, a
“escrava” que devia manejar todos os eletrodomésticos para manter sua casa permanente-
mente limpa. Por trás de todos esses termos, podemos identificar uma mesma ideologia no
que diz respeito ao papel destinado à mulher. É por isso que que a cada formação ideológica
corresponde uma formação discursiva específica, cujas marcas podem ser identificadas nos
textos.
A formação discursiva é um conjunto de temas (categorias ordenadoras do mundo natural:
alegria, medo, vergonha, solidariedade, honra, liberdade, opressão, etc) e de termos (elemen-
tos que estabelecem uma relação com o mundo natural: mesa, carro, árvore, mulher, etc) que
concretiza uma visão de mundo específica. Sempre que for possível identificar, em um con-
junto de texto, uma regularidade, recorrência de temas e termos, estaremos diante de uma
mesma formação discursiva. Observem:
175
Ativ. Complementar – LPLB Material de apoio do EMITEC
Esses textos imagéticos correspondem a uma formação ideológica que define o lugar da mu-
lher como a “rainha do lar”, aquela que é responsável para criar um lar perfeito e harmonioso
para seu marido e seus filhos.
No Brasil
Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, na capital gaúcha, uma das
cinco escolas contempladas no pré-piloto do projeto Um Computador por Aluno (UCA),
a implantação começou em janeiro. Até agora, 276 laptops foram entregues e outros 124
são esperados. No total, 350 alunos e 50 professores de 1ª a 8ª séries serão beneficiados.
Segundo a professora Léa Fagundes, do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade
Federal do RS, responsável pela coordenação e avaliação do projeto no colégio, optou-se pela
imersão total, ou seja, cada estudante trabalha com um laptop e pode levá-lo para casa. Os
resultados obtidos, afirma, são extremamente positivos. Entre os avanços que a tecnologia
176
2o ano – I Unidade
trouxe para a sala de aula, ela destaca o aumento da concentração, do interesse, da curiosida-
Contexto é o conjunto das circunstâncias (sociais, políticas, históricas, culturais, etc) a que um
texto se refere. A identificação do contexto de um texto depende inteiramente do conheci-
mento de mundo dos leitores, ou seja, conhecimento prévio.
Os textos escritos ou orais não têm existência autônoma, porque sua significação depende do
reconhecimento de um contexto e da relação que os leitores/ ouvintes estabelecem com ele.
Como o contexto de um texto é constituído por fatores extralinguísticos, sempre que produ-
zimos um texto, precisamos decidir quais informações contextuais devem ser fornecidas para
que o sentido dele possa ser construído por seus interlocutores. Portanto, toda vez que for
escrever um texto, pense primeiro nos leitores a quem você irá se dirigir. Procure estabelecer
uma imagem que defina, para você, o perfil desses leitores e, em função dessa imagem, deci-
da quais são os argumentos, as informações, os dados e os fatos capazes de atender melhor à
finalidade do texto.
Implícito – Nem sempre a leitura das entrelinhas depende de algo que foi pressuposto. Há
casos em que temos de ir além do que foi dito, revelando aquilo que ficou subentendido, ou
sugerido, pelo texto.
Inferência – Em alguns casos, o que precisa ser recuperado para compreender o sentido do
texto pode ser concluído a partir de pistas fornecidas no próprio texto. Uma vez obtidas as pis-
tas, deve–se confrontá-las com aspectos conhecidos da realidade para fazer uma inferência,
ou seja, um tipo de raciocínio que conclui alguma coisa a partir de outra já conhecida.
Intertextualidade
Algumas vezes nos deparamos com um texto ou imagem que nos provoca a sensação de estar
diante de algo conhecido. A intertextualidade é portanto, a relação que se estabelece entre
diferentes textos quando um deles faz referência (direta ou indireta) a outro. A relação inter-
textual pode dizer respeito ao conteúdo, à forma, ou mesmo à forma e ao conteúdo.
177
Material de apoio do EMITEC
REFERÊNCIAS
Ativ. Complementar – LPLB
ABAURRE, Maria Luiza M.; ABAURRE, Maria Bernadete M. Produção de texto: Interlocução e
gêneros. São Paulo: ed. Moderna.
<http://portucia.blogspot.com.br/2011/07/tipologia-textual-descricao.html>.
<http://code.rogeriomartins.eti.br/concursos/portugues/reconhecimento-tipos-generos-textu-
ais/>.
<www.slideshare.net/.../textualidade-inferncias-e-pressupostos>.
LISTA DE EXERCÍCIOS
178
2o ano – I Unidade
Homens lêem para ascender profissionalmente. Mulheres, para encontrar a paz. E todos le-
riam mais se tivessem acesso facilitado aos livros. A maior pesquisa sobre hábitos de leitura
já realizada no País confirma o que a indústria editorial já desconfiava. O brasileiro lê pouco
porque, muitas vezes, não tem como conseguir um exemplar.
Só um terço das pessoas alfabetizadas e com mais de 14 anos leu um livro nos três meses an-
teriores ao levantamento, realizado na virada do ano. Curiosamente, Brasília desponta como
a capital da leitura – 69% dos entrevistados no Plano Piloto declararam ter lido recentemente.
A pesquisa é produto de quase 6 mil entrevistas realizadas em 46 cidades de portes variados
em todo o país. Segundo o levantamento, batizado de ‘Retrato da Leitura’ e executado pela
A. Franceschini Análises de Mercado, o universo de compradores de livros é ainda menor do
que o dos leitores. O estudo também confirma uma suspeita: quanto mais rico e escolarizado
o indivíduo, maior seu interesse pela leitura e o número de livros que compra. Apesar disso,
a clientela mais numerosa dos editores é formada por egressos do ensino médio, das classes
B e C.
De olho nesse público, Paulo Rocco, presidente da Editora Rocco e da Snel, reivindica inves-
timentos governamentais em novas bibliotecas e na ampliação do acervo das já existentes,
sejam elas públicas ou escolares. Essa iniciativa, juntamente com a promoção de campanhas
para melhorar a imagem da leitura, ajudariam a ampliar a intimidade do brasileiro com os li-
vros. Regina Scharf e Liana Amaral. Valor econômico. São Paulo: Gazeta Mercantil, 2003, com
adaptações.
Com base na leitura do texto, marque a alternativa correta:
a) Homens e mulheres buscam na leitura maneiras de ascender profissionalmente e encon-
trar a paz de espírito.
b) Com base no levantamento, batizado de “Retrato da Leitura”, chegou-se à conclusão de
que muitos brasileiros até conseguem adquirir um livro, porém não lêem.
c) Muitos brasileiros têm livros em casa, porque há incentivo à leitura; livros são distribuídos
à população.
d) Os hábitos dos brasileiros de ficar horas na frente da televisão impedem que aumente o
número de leitores.
e) Com a pesquisa, constatou-se que o fator econômico está diretamente ligado ao interesse
pela leitura, mas está havendo um grande número de leitores da classe B e C.
179
Material de apoio do EMITEC
QUESTÃO 03 – Leia:
Ativ. Complementar – LPLB
“Para vendermos produtos, mesmos mais baratos, os salários das classes mais baixas precisa-
riam ser maiores.”
Conclui-se do texto que:
a) As classes pobres podem comprar apenas os produtos cujo preço foi sensivelmente redu-
zido.
b) O fato de os salários serem baixos induz as classes pobres à indiferença diante de suas
necessidades do consumo.
c) As classes pobres, em face de seus baixos vencimentos, não se importam com a qualidade
dos produtos que consomem.
d) As classes pobres se endividam demasiadamente, já que, por força dos baixos salários que
recebem, têm poder aquisitivo muito reduzido.
e) A redução do preço dos produtos não é suficiente para colocá-los ao alcance dos salários
das classes mais baixas.
QUESTÃO 04 – Leia:
FUNERAL DE UM LAVRADOR
“(...) esta cova em que estás
Com palmos medidos
É a conta menor
Que tiraste em vida
É de bom tamanho
Nem largo nem fundo
É a parte que te cabe
Deste latifúndio
Não é cova grande
É cova medida
É a terra que querias
Ver dividida (...)»
O texto acima é um trecho da obra Morte e Vida Severina. A abordagem temática apresentada
pelo fragmento trata sobre:
180
2o ano – I Unidade
181
Ativ. Complementar – LPLB Material de apoio do EMITEC
ANOTAÇÕES
182
Área do Matemática
Unidade I
Conhecimento e suas Tecnologias
Atividade Complementar
Disciplina Ano 2º
Matemática
MATERIAL DE APOIO
PORCENTAGEM
A questão da porcentagem é muito uti lizada no mercado fi nanceiro, seja na hora de obter um
desconto, calcular o lucro na venda de um produto ou medir as taxas de juros. Na Engenharia,
por exemplo, a porcentagem pode ser uti lizada para defi nir o quanto já foi construído de um
prédio. Em Administração, pode ser usada para medir as quotas de parti cipação dos sócios em
um negócio e por aí vai.
É frequente o uso de expressões que refletem acréscimos ou reduções em preços, números
ou quantidades, sempre tomando por base 100 unidades. Alguns exemplos:
Significa que em cada 100 jogadores que jogam no Grêmio, 90 são craques.
183
Material de apoio do EMITEC
Aplicação: Há algum tempo o Salário Mínimo Brasileiro era R$ 622,73 (seiscentos e vinte e
dois reais e setenta e três centavos). Segundo o DIEESE, deveria ser igual à R$ 2.293,31 (Dois
mil, duzentos e noventa e três reais e trinta e um centavos), e a Contribuição dos Segurados
Empregados para o INSS (Instituto Nacional da Previdência Social) é de 8%, que é descontado
mensalmente de seu salário.
Se um trabalhador recebe o Salário Mínimo Brasileiro (R$ 622,73) e descontados 8% de seu
salário, quanto receberá no fim do mês?
Resolução:
No fim de cada mês, deverá ser descontado o valor correspondente ao cálculo a seguir, isto é:
A porcentagem nada mais é do que uma notação (%), usada para representar uma parte
de cem partes, ou uma porcentagem é uma fração do denominador 100.
Assim, “cinco por cento” escreve-se 5% e significa “cinco centésimos”, isto é, 5% = 5/100.
É conveniente ter em mente os significados de algumas delas, face seu uso diário:
100% = tudo
50% = a metade
25% = a quarta parte
20% = um quinto
10% = um décimo
5% = um vigésimo
184
2o ano – I Unidade
Calculando porcentagens
1 – As contas de energia elétrica em uma cidade têm 2% de multa se pagas com atraso. Numa
conta de R$ 70,00, qual seria o valor da multa?
Crescimento demográfico
2 – Segundo dados do Censo de 2010 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), o Estado do Rio Grande do Sul, teve um crescimento médio de 2000 a 2010 de
0,49 % ao ano. Sabendo-se que a população gaúcha em 2000 era de 10.181.749, quantos
habitantes tem hoje o Estado?
Resolução:
4,9% = 4,9 : 100 = 0,049.
0,049 de 10.181.749 = 498.905,701.
185
Material de apoio do EMITEC
A proporção a/b = c/d declara que o quociente q entre os dois primeiros termos, a e b, é igual
Ativ. Comp –Matemática
A propriedade fundamental das proporções determina que o produto dos extremos seja
a c
igual ao produto dos meios. Dada a proporção = , essa propriedade nos permite afirmar
b d
que
a c
b d
Exemplos:
2x = 8 x 7
1) Qual a razão que é igual a 2/7 e cujo antecedente 2x = 56
seja igual a 8. 8 = 2 X = 56/2
Resolução: X 7 X = 28
Desta forma a razão igual a 2/7, com antecedente igual a 8 é : 8/28 = 2/7
2) Em uma sala de aula, a razão de moças para o número de rapazes é de 5/4. Se o número total
de alunos desta turma é de 45 pessoas, caso exista uma festa quantas moças ficariam sem
par?
Resolução:
Primeiro vamos denominar o número de moças por X, e o número de rapazes por Y.
x/y = 5/4 (Igualam-se as razões)
x + y = 45 (Soma total de alunos)
45/x = 9/5
45 x 5 = 9x
186
2o ano – I Unidade
Tendo por base que cada rapaz fique apenas com uma moça, o número de moças que ficariam
sem par será : 25 – 20 = 5 moças
3) (FEDF-95 / Professor Nível 1) Um copo de suco corresponde a 250 ml. Uma professora fez
suco para 48 copos, o que corresponde em litros, a:
1 copo ---------------> 250 ml
48 copos ------------> x
Resolvendo a regra de três acima:
1x = 48 x 250
X = 12.000 ml
Como 12.000 ml correspondem a 12 l (basta dividir 12.000/1.000) = 12,00
187
Material de apoio do EMITEC
Resolução:
60 s ---------------> 45 voltas
4 s ----------------> x
Resolvendo a regra de três acima:
60x = 45 x 5
60x = 180
X = 180/60
X = 3 voltas
Esquema - Resumo
Porcentagem
Regra de
três
Fonte: Imagem própria.
REFERÊNCIAS
BONJORNO. Azenha R; Linhares, Ayrton. Coleção Fazendo a Diferença. 1. ed. São Paulo:
FTD, 2006.
DANTE, Luiz Roberto. Contextos e aplicações. São Paulo: Ática, 2010.
DICIONÁRIO ONLINE MICHAELIS. Razão: verbete. Disponível em: <http://michaelis.uol.com.
br/>. Acesso em: 1 fev. 2010.
188
2o ano – I Unidade
GIOVANNI, José Ruy. Aprendendo matemática. São Paulo: FTD, 1999. Coleção aprendendo
LISTA DE EXERCÍCIOS
1) Um aluno teve 30 aulas de uma determinada matéria. Qual o número máximo de faltas
que este aluno pode ter sabendo que ele será reprovado, caso tenha faltado a 30% (por
cento) das aulas?
2) Um celular foi comprado por R$ 300,00 e revendido posteriormente por R$ 340,00, qual
a taxa percentual de lucro?
3) Suponha que uma pessoa tenha um desconto de 20% no seu imposto de renda caso faça
uma doação para o Hospital do Câncer Infantil. Se o valor do imposto que ela paga sem o
desconto for de R$ 5.500,00, quanto será o desconto?
4) Um imposto foi criado com alíquota de 2% sobre cada transação financeira efetuada pelos
consumidores. Se uma pessoa for descontar um cheque no valor de R$ 15.250,00, rece-
berá líquido quanto?
5) O preço de uma campanha para divulgação dos serviços de doação sofreu um aumento
de 20%. Com isso, o valor passou para R$ 35.000,00. Qual era o preço deste serviço antes
deste aumento?
6) O preço de uma campanha para divulgação dos serviços de doação sofreu um aumento
de 20%. Com isso, o valor passou para R$ 35.000,00. Qual era o preço deste serviço antes
deste aumento?
7) Qual valor de uma mercadoria que custou R$ 555,00 e que pretende ter com esta um lucro
de 17%?
8) Odete estava digitando um trabalho de História e conseguiu terminar cinco páginas em
quarenta minutos. Mantendo esse ritmo, quanto tempo ela demorará para digitar as treze
páginas do trabalho?
9) Gerson abriu duas torneiras que levaram 80 minutos para encher a piscina. Quanto tempo
teria levado se houvesse cinco torneiras equivalentes para encher a mesma piscina?
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Impressão e acabamento