UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE ENSINO
Oscilador massa mola na horizontal
JOSIVALDO DE OLIVEIRA
DIEGO DA SILVA SANTOS
JOSÉ NATANAEL DA SILVA
Maceió
2019
Sumário
1 Determinação da constante elástica para o oscilador massa mola na horizontal ............................. 2
1.1 Introdução ................................................................................................................................. 2
1.2 Objetivo .................................................................................................................................... 3
1.3 Material .................................................................................................................................... 4
1.4 Procedimento ............................................................................................................................ 4
1.5 Tópicos para análise e discussão .............................................................................................. 5
2 Determinação do período para oscilador massa mola na horizontal ................................................ 6
2.1 Introdução ................................................................................................................................. 6
2.2 Objetivo .................................................................................................................................... 7
2.3 Material .................................................................................................................................... 8
2.4 Procedimento ............................................................................................................................ 8
2.5 Tópico para análise e discussão.............................................................................................. 10
Referência .......................................................................................................................................... 10
1
1 Determinação da constante elástica para o oscilador
massa mola na horizontal
1.1 Introdução
Um oscilador massa-mola ideal é um modelo físico composto por uma mola sem
massa que possa ser deformada sem perder suas propriedades elásticas, chamada mola
de Hooke, e um corpo de massa m que não se deforme sob ação de qualquer força.
Este sistema é fisicamente impossível já que uma mola, por mais leve que seja, jamais
será considerada um corpo sem massa e após determinada deformação perderá sua
elasticidade. Mesmo assim, para as condições que desejamos calcular, este é um sistema
muito eficiente e sob determinadas condições, é possível obtermos, com muita
proximidade, um oscilador massa-mola. Assim podemos descrever dois sistemas massa-
mola básicos que são: o oscilado massa-mola horizontal e o vertical. No caso presente,
estudaremos o comportamento do oscilador horizontal.
No oscilador massa-mola horizontal temos uma mola com constante elástica K de
massa desprezível e um bloco de massa m, postos sobre uma superfície sem atrito,
conforme mostra a figura abaixo:
Figura 1: Oscilador massa-mola sobre uma superfície horizontal sem atrito.
Como a mola não está deformada, diz-se que o bloco encontra-se em posição de
equilíbrio.
Ao modificar-se a posição do bloco para um ponto em x, este sofrerá a ação de uma
força restauradora, regida pela lei de Hooke, ou seja:
⃗Fel =−K x (1)
Como a superfície não tem atrito, esta é a única força que atua sobre o bloco na
direção horizontal, logo é a força resultante, caracterizando um movimento harmônico
simples (MHS).
Ao considerar a superfície sem atrito, o sistema passará a oscilar com amplitude igual
à posição em que o bloco foi abandonado em x, como demostra a figura 2.
2
Figura 2: Sistema oscilando entorno da posição de equilíbrio.
Em situações realistas sempre existe alguma dissipação de energia devido ao atrito
entre a massa e a superfície, e neste caso o oscilador é dito amortecido. Em nossa análise
este aspecto não será levado em conta, e consideraremos um oscilador sem atrito.
1.2 Objetivo
• Determinar a constante elástica de uma mola e investigar a validade da lei de
Hooke.
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1.3 Material
Descrição Quantidade
Trilho 120 cm 1
Cronômetro digital multifunção com fonte DC 12 V 1
Sensores fotoelétricos com suporte fixador (S1 e S2) 2
Fixador de eletroímã com manípulos 1
Y de final de curso com roldana raiada 1
Suporte para massas aferidas – 9 g 1
Massa aferida 10 g com furo central de Ø2,5 mm 1
Massas aferidas 20 g com furo central de Ø2,5 mm 2
Massas aferidas 10 g com furo central de Ø5 mm 2
Massas aferidas 20 g com furo central de Ø5 mm 4
Massas aferidas 50 g com furo central de Ø5 mm 2
Cabo de ligação conjugado 1
Unidade de fluxo de ar 1
Cabo de força tripolar 1,5 m 1
Mangueira aspirador Ø1,5” 1
Pino para carrinho para fixá-lo no eletroímã 1
Carrinho para trilho cor azul 1
Pino para carrinho para interrupção de sensor 1
Porcas borboletas 3
Arruelas lisas 7
Manípulos de latão 13 mm 4
Pino para carrinho com gancho 1
Mola 1
1.4 Procedimento
1. Montar o equipamento conforme esquema da figura 3.
Figura 3: Montagem experimental para determinação da constante elástica.
4
2. Ligar o fluxo de ar para que o carrinho fique suspenso.
3. Pendurar na ponta da linha uma massa de 59 g para provocar na mola uma
pequena deformação (obs.: a massa de 59 g corresponde a “uma massa de 50 g”
+ “9 g do suporte”).
4. Medir o comprimento da mola e anotar na tabela 1 o valor L0 (em metros). A
medida deverá ser tomada utilizando o pino central do carrinho como referência.
5. Acrescentar um peso de 0,200 N na extremidade do barbante e meça o novo
comprimento da mola, LF (m). Anotar o valor na tabela 1.
6. Acrescentar novos pesos repetindo os procedimentos anteriores para completar as
colunas de L0 e LF da tabela 1 abaixo.
Força (N) L0 (m) LF (m) ΔL (m) K (N/m)
0,400 0,000
0,000
0,400
0,150 0,175 0,025 7,840
0,200
0,150 0,195 0,045 8,711
0,400
0,150 0,220 0,070 8,400
0,600
0,150 0,240 0,025 8,711
0,800
8,607
Média:
Tabela 1
7. Calcular a deformação da mola ΔL (m).
8. Calcular a constante elástica da mola K (N/m).
F
K=
ΔL
9. Construir o gráfico F = f(ΔL) (força em função da deformação). Qual é a sua forma?
5
R: Sua forma é linear.
10. Determine:
Coeficiente angular A = 9,07%
Coeficiente linear B = 0,021%
1.5 Tópicos para análise e discussão
1) Qual o significado físico do coeficiente angular do gráfico F = f(ΔL)?
R: Constante (k) da mola.
2) Qual a relação de proporcionalidade entre as grandezas força (F) e deformação da
mola (ΔL)?
R: Diretamente proporcional por conta quanto maior o deslocamento de ∆L maior a
força.
3) Enuncie a lei de Hooke.
R: Ao estudar molas e elasticidade, o físico do século 17 Robert Hooke notou que a
curva de tensão vs deformação para muitos materiais tinha uma região de comportamento
linear. Dentro de certos limites, a força requerida para deformar um objeto elástico como uma
mola de metal era diretamente proporcional a deformação da mola. Este comportamento é
descrito pela Lei de Hooke, comumente escrita como:
F=−kx
6
Onden é a força, x é a deformação (alongamento/compressão) e k é uma constante de
proporcionalidade conhecida como constante de elasticidade a qual é usualmente expressa em
N/m.
7
Referência
[1] Universidade Federal de Alagoas, Instituto de Física, Manual de instruções e guia de
experimentos Azeheb, Trilho de ar linear, 2013.
[2] UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA, Centro de Ciências
Tecnológicas, Garcia, Victor Hugo - Oscilador massa-mola. Disponível em:
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/vitor/materiais/Roteiro_6_I.pdf. Acesso em:
16 de ago. 2013.
[3] Halliday, David - Fundamentos de Física Vol.2: Gravitação, Ondas e
Termodinamica, 8ª ed. Rio de Janierio, LTC, 2009.