Carpinetti Luiz ControleQualidadeProcesso 2ed
Carpinetti Luiz ControleQualidadeProcesso 2ed
CONTROLE DA QUALIDADE
DE PROCESSO
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l
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o
São Carlos, agosto de 2003
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~ 2ª Edição
o,
o Reimpressão
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Q)
Código 03089
"'
Universidade de São Paulo
Escola de Engenharia de São Carlos
Departamento de Engenharia de Produção
CONTROLE DA QUALIDADE
DE PROCESSO
PREFÁCI0 ....................................................................................................................... 5
1. INTRODUÇÃO
1.1. Conceituação da Qualidade do Produto ..................................................................... 7
1.2. A Função Qualidade ................................................................................................. 9
1.3. Custos da Qualidade ................................................................................................ 12
1.4. Ferramentas e Metodologias da Qualidade ............................................................. 16
3. CONCEITUAÇÃO ESTATÍSTICA
3.1. Alguns Conceitos Básicos ....................................................................................... 25
3.2. Teste de Hipótese ..................................................................................................... 30
O autor.
5
1. INTRODUÇÃO
7
• Estética: a aparência de um produto
• Qualidade Percebida: inferência sobre a qualidade do produto
Um outro aspecto importante a considerar é que alguns autores vão mais além e
agregam o fator preço ao conceito da qualidade como satisfação do cliente. Para
Feigenbaum (1991 ), "Ela (qualidade) significa melhor para certos requisitos do cliente.
Estes requisitos são o uso real e o preço de venda do produto. Ou seja, a qualidade seria
aquilo que proporciona desempenho a um custo aceitáveL Neste sentido a qualidade seria
a maximização do valor do produto, entendendo valor como a relação entre expectativa
do cliente e preço de venda.
Outros autores, como Ishikawa e, aqui no Brasil, Vicente Falconi Campos,
ampliam ainda mais o conceito de satisfação do cliente. Para Ishikawa, a satisfação do
cliente está relacionada a quatro aspectos, conforme segue (ISHIKAW A, I 989):
• qualidade estrita: relacionada a atributos do produto e isenção de defeitos
• custo: relacionadas a custo e preço
• entrega: relacionadas a quantidades e prazos
• assistência
8
Dimensões da Pessoas
Qualidade Total Atingidas
Empregados
Cliente, Empregado
Segurança{
Vizinho
Usuários
9
• planejamento e desenvolvimento do processo: que é responsável pela seleção dos
processos de manufatura mais apropriados, ou pelo projeto de equipamentos ou
processos, seleção de métodos de trabalho, pelo projeto da fabrica, etc.;
• aquisição de materiais: que é responsável pelo desenvolvimento de fornecedores que
melhor atendam aspectos como qualidade prazo e quantidades de materiais e
componentes;
• fabricação: que é responsável pelo planejamento e controle da produção;
• inspeção e teste: que é responsável pela monitoração da qualidade do processo de
fabricação durante processo e inspeção final;
• acondicionamento e armazenamento:
• vendas e distribuição
" instalação e colocação em operação
" assistência técnica e serviços associados
10
Figura 1.2: A Espiral do Progresso na Qualidade (Juran, 1993)
11
projeto do processo envolve planejamento, lay-out de máquinas, projeto de equipamentos
e ferramentas, parâmetros de controle do processo etc.
A qualidade nesta fase está estreitamente vinculada aos recursos tecnológicos
disponíveis e a interação entre as atividades de desenvolvimento do produto e do
processo, de maneira a assegurar a manufaturabilidade e a facilidade de montagem do
produto.
A qualidade nesta fase, chamada de Qualidade de Conformação, pode então
assumir duas conotações distintas:
• como atendimento às especificações de projeto de produto (Qualidade de Produto), e;
• como atendimento as especificações de máxima produtividade e mínimo custo
(Eficiência de Processo)
Isenção de deficiências se refere à qualidade de conformação. A isenção de
deficiências tem um efeito significativo no custo, através da redução em refugo. re-
trabalho, reclamações, perda de clientes. e outros resultados de deficiências. Um aumento
da qualidade de conformação normalmente leva a uma redução de custos. Em adição.
melhor qualidade de conformação significa menor número de reclamações e
consequentemente maior satisfação.
12
• inspeção total: horas de trabalho em inspeção total de lotes com
nível de qualidade inaceitável
• redução de preço de venda devido à baixa qualidade
• Custos devido à Falhas Externas: são custos associados com defeitos encontrados no
produto depois de comercializado. Estes custos também desapareceriam se os
produtos fossem isentos de defeitos. Exemplos destes custos são:
• custos de assistência técnica no período de garantia
• custos de rompimento de contrato por não atendimento das
especificações de qualidade
• custos por ações na justiça
• Custos de A vali ação da Qualidade: são os custos decorrentes das atividades de
verificação do grau de conformidade com os requisitos de qualidade. exemplos destes
custos são:
• inspeção e teste de recebimento: os custos das atividades de
verificação da qualidade de componentes/produtos comprados de
fornecedores
• inspeção em processo
• inspeção final e teste
• auditorias de qualidade
• manutenção da rastreabilidade e acuracidade de equipamentos de
inspeção e teste
• Custos de Prevenção: são os custos decorrentes das atividades necessárias para reduzir
ao mínimo os custos devido à Falhas e os custos de Avaliação. Exemplos destes
custos são:
• Planejamento da Qualidade: são os custos de todas as atividades que
coletivamente criam o planejamento amplo e detalhado das metas da
qualidade
• Revisão de novos produtos em desenvolvimento: são os custos
decorrentes das atividades de incorporação e garantia da qualidade
do produto na fase de desenvolvimento.
• Controle de Processo: são os custos decorrentes das atividades de
controle de qualidade do processo
• Auditorias da qualidade: são os custos de avaliação da execução de
atividades da qualidade
• Qualificação e desenvolvimento de fornecedores: são os custos de
avaliação da qualidade de fornecedores previamente à seleção de
fornecedores e durante o contrato de fornecimento
• Treinamento: são os custos de treinamento em programas de
qualidade
O modelo econômico tradicionalmente adotado para ilustrar a variação do custo
total da qualidade (decorrente dos custos parciais), em função do nível de qualidade de
conformação, é mostrado na Figura 1.3.
13
Custo total
o
'Ví
u=
ia~~~~~u
Custo de
avaliação e
prevenção ..........
o 100
Qualidade de Conformação
a. h.
15
considerando-se somente os retornos a curto prazo. A esta visão, entretanto, se opõe a
visão da filosofia da Qualidade Total, onde melhorias significativas da qualidade podem
ser obtidas através da mudança do modelo de administração da produção (por exemplo,
maior integração entre projeto/fabricação/vendas, gerência participativa, treinamento,
trabalho em equipes, delegação de responsabilidades etc.). Estas mudanças são de efeito
mais demorado porém duradouro. Ou seja, no longo prazo, os gastos com prevenção são
amortizados, os custos de falhas e avaliação diminuem, a qualidade do produto aumenta e
o custo total da qualidade diminui, conforme ilustrado na Figura 1.5.
"' Falhas
.2
"'::::
u
Detecçã
Prevenção
Tempo
Figura 1.5: Variação dos Custos da Qualidade, no tempo, com o aumento das atividades
de prevenção e detecção (adaptado de Slack, 1993).
Análise de Valor l
Delineamento de Experimentos
Confiabilidade I
Análise do Modo e do Efeito da falha
I 7 Ferramentas Estatísticas
7 Ferramentas Organizacionais
Benchmarking competitivo
18
2. FUNDAMENTOS DO CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO
RUÍDO
FATORES DO
AMBIENTE
PARÂMETRO DE QUALIDADE
1
VALOR NOMINAL VALOR NOMINAL
1
W. Shewhart, The Economic Contra! of Quality of Manufactured Products, 1931.
19
• Causas Crônicas: são as causas de variabilidade inerentes, cromcas, do processo,
assim como ele foi concebido. Ou seja, dispersão do resultado do processo devido a
problemas como por exemplo método inapropriado, equipamentos ou ajustagem do
equipamento não apropriado, por falta de treinamento ou supervisão etc. Ou seja, são
o resultado da somatória de causas de variabilidade inerentes, crônicas ao processo
assim como ele foi concebido e projetado.
• Causas Esporádicas: são variações esporádicas que se devem a problemas
momentaneamente presentes e que desajustam o processo. Por exemplo, fen·amenta
quebrada ou desgastada, flutuação do ponto de ajuste da máquina, ou contaminação
da matéria-prima, erros de operador, etc. Ou seja, se devem a problemas esporádicos,
ocasionalmente presentes
Com base nessa argumentação Shewhart propôs o uso dos gráficos de controle
como forma de. através do monitoramento, detectar quando o processo deixa de operar
dentro dos limites definidos como "o melhor possível".
Assim, se considerarmos o processo de controle, temos as seguintes etapas
básicas (Figura 2.3):
• coleta de dados: através de instrumentos de medição, o resultado do processo (ou um
parâmetro de qualidade do produto, resultante do processo, e.g. diâmetro de uma peça
usinada) é coletado e registrado;
• avaliação do processo: através de estudo de capabilidade é possível avaliar a
capacidade tecnológica do processo para atender às especificações de projeto; através
de gráficos de controle é possível estabelecer os limites de variabilidade do processo e
20
monitorar o processo ao longo do tempo com o objetivo de identificar possíveis
ocorrências de descontrole estatístico do resultado do processo de fabricação;
• diagnóstico do problema: através do conhecimento do processo e da análise de todas
as possíveis causas que ocasionam o resultado indesejável do processo. procura-se
identificar as causas mais prováveis para a ocorrência do problema;
• ação corretiva: a partir da consideração e identificação das causas mais prováveis para
a ocorrência do problema, busca-se implementar uma ação corretiva visando a
eliminação do problema e o restabelecimento do processo em controle estatístico (ou
seja sujeito apenas ou principalmente à causas crônicas de variabilidade).
Tempo
(a)
Tempo
(b)
-
X
Tempo
(c)
~ lmnnnnn_m_______ nmm n
] 1\ 1\ 1\ jS ~~~-+~---r~~~--~or-
ê-.;;: ~v v 'TV
---------------------------------------------------- ~
(a) (b)
Existe uma grande confusão entre os limites definidos pelo controle estatístico
do processo e os limites definidos pelas especificações do projeto.
Primeiro, é preciso entender que um processo está sob controle estatístico
quando, através do conhecimento do comportamento passado do processo, é possível
prever, ao menos dentro de certos limites, como o processo é esperado variar no futuro.
quando sujeito apenas às causas crônicas de variabilidade. Portanto, os limites dos
gráficos de controle são definidos pela observação da dispersão dos resultados do
processo quando sujeito apenas a causas crônicas de variação.
De outro modo, os limites definidos pelas especificações de projeto definem
uma faixa dentro da qual a equipe de projeto entende como aceitável para a variação de
um determinado parâmetro de projeto sem prejudicar o desempenho e a qualidade do
produto.
A relação entre a faixa definida pela especificação de projeto e a faixa de
variação natural do processo define a capabilidade do processo. Portanto, o processo de
fabricação será capaz de atender determinada especificação de projeto quando o resultado
do processo estiver disperso (contido) dentro da zona de tolerância, ainda que o processo
esteja em algum momento fora de controle estatístico, conforme ilustrado na Figura 2.6.
23
Limites do
Limite Inferior Limite Superior
Gráfico
da Especificação da Especificação
Dispersão do resultado
(ou da média) do processo
Figura 2.6: Limites da especificação versus limites de controle.
• Fração Defeituosa;
• Número de defeituosas;
• Número de defeitos;
• Número de defeitos por unidade.
24
3. CONCEITUAÇÃO ESTATÍSTICA
Amostra Aleatória: Uma amostra é aleatória se cada membro da população tem a mesma
chance de ser escolhido.
• Locação (média):
1 N
f..l=E(x)=- I X·1
N i=1
• Variância:
, , 1 N ,
(5-=Var(x)=E(x-f..lt=- I (xi-f..lt
N i=1
• Desvio Padrão:
• Média Amostrai:
1 n
x=- I X· (3.1)
n i=1 l
• Variância Amostrai:
1 n - '
s I (x·- x r (3.2)
n-1 i=1 l
25
• Desvio Padrão Amostrai:
(3.3)
Graus de Liberdade (v): Graus de liberdade é a propriedade pela qual qualquer das (n-1)
observações de uma amostra completamente determinam a outra observação. Esta
propriedade deriva do fato de os desvios de n observações de x somarem zero. i.e.,
'f(x;- x )=O
i=l
o que constitui uma restrição linear nos desvios ou resíduos (€;) usados no
cálculo da variância amostrai S2 .
....
..,
...
.
..
:
J1 -3() J1 -2() J1 -l<J J1 Jl+l<J J1+2<J J1+3<J
P(x)= ~exp
1 { - 1-2
(x-JLt'} (3.4)
...;2n 2a
26
Da distribuição normal temos que a probabilidade de um elemento da população
recair entre os valores (f.l- 0 :S: x :S: fl + 0) é:
A distribuição da variável reduzida Z tem média zero, (fl =0) e variância 1 ( d = 1), ou
seja: Z- N (0,1).
onde,
X-j.l
Z=-- (3.5)
CJ
E(x J= f.1
(3.6)
()
CJ-=-
X .Jii
ou,
CJ ~N -n
(}x= Jn. N-I (3.7)
27
para populações finitas
Na seleção de uma amostra de uma população qualquer com média J.1 e desvio
padrão cr, a distribuição amostrai de :X é aproximadamente "Normal" com média J.1 e
.Jn
Do T.L.C., pode-se afirmar que a distribuição de erros experimentais tende para
a normalidade quando n é grande.
Dado uma amostra XJ, x2 ..• Xn , com x como média amostrai, sabemos do
T.L.C. que:
onde
X-J.l
Z=-- (3.9)
cr/../n
28
Transformando, temos:
ou
(3.1 0)
Sabemos que,
(1 - a)= 0,95 => a= 0,05 => a/2 = 0,025 => (1 - a/2) = 0,9750.
I Z
-Zw2 O Zw2
29
-x-Z CJ/
"h;J;;-~-
<u<x-+Z CJ/
"hjfn
Como na prática o valor de CJnão é conhecido, para amostras grandes (n :2: 30), o
desvio padrão amostrai é usado no cálculo de 11, ou seja:
--
X S/ <u<x-+
fa12.vjj;;-~- fa12.v (3.11)
H 0 : Hipótese de nulidade
H 1 : Hipótese Alternativa
O teste de hipótese testa a validade de uma hipótese nula contra uma hipótese
alternativa.
Exemplo 3.2: uma fábrica está considerando a compra de uma nova máquina para
estampagem de chapas metálicas. Duas situações podem ser consideradas:
30
1) A fábrica só comprará a máquina se a produtividade dela for mawr que a
produtividade atual (dada pela média de peças/min, J.lo).
Nesse caso, a hipótese nula é de que a média de peças estampadas por minuto, J.l,
da nova máquina é igual à da atual, ou seja:
ou seja, se a hipótese nula for rejeitada, a fábrica não deve comprar a máquina.
Exemplo 3.3 (Adaptado de Freund, 1988): Uma indústria alimentícia deseja saber se uma
máquina em uso está enchendo. a embalagem do produto com o peso certo (50 gr).
Portanto, deve-se testar a hipótese nula, de que o peso médio dos pacotes preenchidos é
de 50 gr, ou seja:
Para realizar este teste, um funcionário da empresa é instruído para coletar uma
amostra aleatória de 50 pacotes e verificar o peso de cada pacote. Segundo orientações da
empresa, o seguinte critério é adotado: a hipótese nula será aceita se a média amostrai
estiver entre 48 e 52 gr. Caso contrário, ações corretivas serão tomadas. Entretanto como
a decisão é baseada em uma amostra, as seguintes possibilidades existem:
31
a) A média amostrai ser menor que 48 ou maior que 52 ainda que a média populacional
seja 50 gr.
b) A média amostra! estar dentro do intervalo, ainda que a média verdadeira
(populacional) seja diferente de 48 gr, digamos f.1 =53 gr.
Assim antes desse critério ser adotado, é melhor verificar as chances de uma
decisão errônea. Vamos primeiro investigar a situação a.
A probabilidade disto acontecer devido somente ao acaso é dada pela soma das
áreas em branco na Figura 3.3, onde a distribuição das médias é aproximada a uma
distribuição normal.
O desvio padrão da distribuição das médias é dado por:
z = 48 -50 - -1 87 e z = 52 -50= 1 87
1,07 ' 1,07 '
AceitaHo
Rejeita Ho Rejeita Ho
0,0307 0,0307
\.. ,/
x
48 50 52
z
(Z = -1,87) o (Z= 1,87)
32
Se este é um risco aceitável ou não depende da decisão da empresa.
Considerando a possibilidade b (se o teste falha em verificar que 1-1- "i' 50 gr),
suponha, para o propósito deste exemplo que a média seja na verdade 1-1- = 53 gr. Assim a
probabilidade de obter a média amostrai no intervalo (48; 52) é dada pela área da curva
no intervalo (48; 52), Figura 3.4.
Rejeita Ho Aceita Ho
48 52 53
z
(Z=-4,67) (Z=-0,93) O
z = 48-53 = -4 67 . z = 52-53= o 93
1,07 ' ' 1,07 '
33
Aceita H 0 Rejeita H0
H 0 é verdadeiro Decisão correta Erro tipo I
H 0 é falsa Erro tipo II Decisão correta
o
45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55
m
Teste de Significância
z =X - JlO (3.12)
(J
Jn
onde !lo é o valor da média assumido pela hipótese nula. A rejeição da hipótese nula (H 0 :
J1 = J.Lo) acontecerá se o valor da estatística Z cair na faixa em branco. para os casos
indicados na Figura 3.6.
34
Assim, se a estatística Z cair dentro da região de aceitação, a probabilidade do
Erro do Tipo I será P(a).
Resumo:
Ho: )l. = ).lo ; )l. :2: ).lo ;
HI Rejeita H 0 Se Aceita H0 Se
)l. < ).lo Z <-Za. Z :2:-Za.
)l. > ).lo Z > Za. Z ::;; Za.
)l. -:t: ).lo Z <- Zan ou -Zw2 :S: Z :S: Zwz
Z > Zwz
Rejeita H 0
a
----~----~------~~------------~------z
-Za O
HJ: 1l <!lo
Rejeita H 0
a
----~---------------r--------~----~------z
O Za
HI:Jl>llo
----~~~-----------+-----------L--~=------z
Z a/2 O Z a/2
HJ: ll o= !lo
35
4. GRÁFICO DE CONTROLE PARA VARIÁVEIS
fl= X,
(J'
=--
(J'-
Xj;;
37
com uma confiança de 100(1-a)%.
Portanto, temos um modelo que pode ser usado para prever como a média do
processo irá variar quando apenas causas crônicas de variabilidade estejam presentes.
Dessa forma, ao se extrair uma amostra de um processo num instante t ao longo
de uma escala de tempo em que o instante inicial, ta. é definido pelo estabelecimento do
modelo estatístico, o seguinte teste de hipóteses pode ser formulado: se a hipótese nula:
for verdadeira, ou seja, se a média do processo no instante t, f.l, não tiver se alterado
significativamente em relação ao seu valor no instante inicial, J.lo. então:
38
Rejeitar H o
B
Aceitar H o
A
Limite Inferior de Controle
Rejeitar H o
Tempo
Figura 4.1: Gráfico de controle para a média: região de aceitação e rejeição da hipótese
nula.
A partir das expressões acima, vemos que a largura da faixa compreendida entre
os limites do gráfico de controle dependem não só do desvio padrão do processo como
também:
• do nível de significância a;
• do tamanho da amostra n.
O nível de significância a determina o Erro do Tipo I do teste de hipótese, ou
seja assumir que o processo está fora de controle estatístico quando na verdade ele está
em controle (rejeitar H 0 quando H 0 é verdadeiro). Assim, se a for maior, os limites do
gráfico se aproximam da linha central, o que significa que a chance de se cometer um
Erro do Tipo I, P( a), aumenta. Inversamente, uma diminuição de a afasta os limites da
linha central e diminui a chance de se cometer o Erro do Tipo I.
39
Limite Superior de Controle
-z~
~----------~~------------------~x
z ~ -----------------------------------------------------
Limite Inferior de Controle
4.2.1. Gráfico de X
Como na prática não conhecemos a média, Jl, e o desvio-padrão, 0', do processo,
eles devem ser inferidos a partir de amostras preliminares do processo. Esta estimativa
deve, de um modo geral, ser baseada em pelo menos 20 a 25 amostras.
A estimativa da média J1 é dada por
40
Para definir os limites do gráfico, precisamos estimar o desvio padrão do
processo, cr. Para a construção dos Gráficos de Controle da média e da amplitude. a
estimativa de a é baseada no método da amplitude das amostras.
Este método é baseado na constatação empírica que existe uma relação entre a
amplitude de uma amostra de uma Distribuição Normal e o desvio-padrão desta
distribuição. Ou seja,
~ R
cr=-
d2 '
onde R = Xmax- Xmin e d 2 é um valor tabelado para diferentes tamanhos amostrais. No caso
de se ter várias amostras com amplitudes R h R2, ... , Rm, o desvio-padrão é estimado por
~ R
cr=-
dz
Se o tamanho da amostra é relativamente pequeno, a eficiência deste método é
tão boa quanto a do estimador quadrático (S 2). Entretanto, para amostras de tamanho n :2:
1O este método perde eficiência rapidamente. Daí a razão para se trabalhar com amostras
de tamanho em torno de 5 para a construção desses gráficos.
R
Portanto, se usarmos :X como estimador de J.l, e - como estimador de O". os
d2
limites do Gráfico da Média são expressos por
=
L.!. =X- 3--;=
R
d 2 ...;n
=
L.S.=x+3--;=
R
d 2 ...;n
41
L.!. = :X...:.. A 2 .R (4.1)
(4.2)
4.2.2. Gráfico de R
n. Limites: para a definição dos limites, é preciso estimar o desvio padrão da distribuição
da amplitude, CJR. Prova-se que existe uma relação de proporcionalidade entre o
desvio padrão da distribuição da amplitude e o desvio padrão do processo, dada por
42
- d3 -
L.!. = R - 3 - R
d2
e
- d3 -
L.S.=R+3- R
d2
onde:
(4.5)
(4.6)
x=---
"'k-
= L..Ji=I xi
(4.7)
k
43
2. Calcular a média das amplitudes: dada por
(4.8)
4. Calcular os limites do Gráfico das Amplitudes: a partir das expressões em (4.3), (4.4),
(4.5) e (4.6). Quando o limite inferior, calculado, for menor que zero, assume-se que ele
seja zero.
A seguir são apresentados oito testes que podem ser usados para a análise dos
gráficos da média e da amplitude, conforme apresentados por Devor, Shang e Sutherland
(1992).
44
Figura 4.3: Teste 1: identificação de pontos extremos.
Teste 2: Dois em três pontos consecutivos na zona A ou além (somente para o Gráfico da
Média, Figura 4.4 );
A
B
c
c \/\----··~---·
--1--------------------------------------------:------n---·-·--·----
Teste 3: Quatro em cinco pontos consecutivos na zona B ou além (somente para o Gráfico
da Média, Figura 4.5);
45
-i-------~-------------------------------------······-·
x
Teste 4: Oito pontos consecutivos acima ou abaixo da linha média (Figura 4.6);
Figura 4.6: Teste 4: oito pontos consecutivos acima ou abaixo da linha média.
46
Teste 5: Seis pontos consecutivos apresentam uma tendência linear crescente ou
decrescente (Figura 4.7);
Figura 4.7: Teste 5: seis pontos consecutivos apresentam uma tendência linear crescente
ou decrescente.
Figura 4.8: Teste 6: quatorze pontos consecutivos apresentam uma tendência oscilatória •
crescente ou decrescente
47
Teste 7: Oito pontos consecutivos estão fora (além) da zona C (Figura 4.9);
A
B
c
~------~--~-+----------------~-----------x
c
B
A
Figura 4.9: Teste 7: oito pontos consecutivos estão fora (além) da zona C
A
B
c
r------+~~~~~--~~--~r---~-r--~------x
c
B
A
48
A média das médias das 35 amostras é calculada a partir da expressão em (4.1 ):
X =200,246
_ "'3s R.
R= .L...i=l I=
35
R =7.6286
L.!.= 195.846
e
LS. = X + A 2 .R =
LS =204.646
L.!.= R.D 3 =
LI =0.0
49
L.S.=R.D 4 =
LS = 16.1305
"-"~_,,,.._
Amostra 2 3 4 5 -- R
XX
~·------··---------·······-······-·--·----~~----~
50
206
205
204
203
202
201
~"'
200
~ 199
198
197
196 195.846
195
194
5 10 15 20 25 30 35
Amostras
Figura 4.11: Gráfico da média, Exemplo 4.1.
30
25
20
<!.}
""' 16.1305
-"'
0..
E
15
-<
10
o ~----~------~------------~----~~----~------~ 0.00000
5 10 15 20 25 30 35
Amostras
Figura 4.12: Gráfico da amplitude, Exemplo 4.1.
51
A Figura 4.12 apresenta o gráfico da amplitude com os pontos conespondentes
às amplitudes das 35 amostras.
Os gráficos das Figuras 4.11 e 4.12 são uma primeira estimativa dos limites de
variabilidade da média e da amplitude do parâmetro de qualidade do processo sendo
considerado. Analisando-se o gráfico da amplitude, percebe-se que dois pontos excedem
o limite superior do gráfico. Pode-se concluir portanto que alguma ou algumas causas
esporádicas fizeram com que oconesse uma excessiva variabilidade do resultado do
processo pelo menos nos momentos em que as amostras 6 e 16 foram coletadas.
Analisando-se os registros de coleta de dados, pôde-se perceber que nestes momentos o
operador responsável pela estação de mandrilhamento estava sendo substituído por um
outro operador. Pode-se supor então que esse operador substituto não tenha a experiência
necessária para a ajustagem da máquina e isso tenha causado uma excessiva variabilidade
do processo.
A constatação de uma causa esporádica de variabilidade (operador) no momento
em que as amostras 6 e 16 foram coletadas justifica a eliminação dessas amostras do
conjunto inicial de dados usados para a construção dos gráficos. Assim. novos valores
para a linha central e limites dos gráficos da média e da amplitude são calculados.
desconsiderando-se do conjunto de dados as estatísticas referentes às amostras 6 e 16.
conforme segue:
Gráfico da média:
=
X =200.230
LI= 196.385
LS = 204.076
Gráfico da amplitude:
R =6.667
LI =0.0
LS = 14.0967
16.-----~------------~----~------------~----,
14 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 14.0966
12
10
o L-----~----~----~------~----~----~----' 0.00000
5 11 17 22 27 32
Amostras
Figura 4.14: Gráfico da amplitude revisado, Exemplo 4.1.
53
Com essa possível causa esporádica identificada, as amostras 1 e 11 são
eliminadas do conjunto de dados, e os novos limites e linha central para os gráficos da
média e da amplitude são recalculados, conforme segue:
Gráfico da média:
X =199.948
LI =196.060
LS =203.837
Gráfico da amplitude:
R= 6.7419
LI =0.0
LS =14.2557
198
197
196 196.060
195
7 13 19 24 29 34
Amostras
54
16.-----~----~------------~---------------,
14 14.2557
12
10
o '-----------~-------~------' 0.00000
7 13 19 24 29 34
Amostras
Portanto, os gráficos de controle das Figuras 4.15 e 4.16 podem ser usados para
monitorar o processo. Para isso, a linha central e os limites dos gráficos são estendidos ao
longo do eixo horizontal, e as estatísticas (média e amplitude) de novas amostras do
resultado do processo são incluídas no gráfico. O monitoramento da distribuição desses
pontos nos gráficos indicará se o processo continuará sob controle estatístico ou se, em
algum momento durante a execução do processo, alguma causa esporádica de
variabilidade passou a interferir, tirando o processo da sua condição ótima de operação.
Deve-se observar que o procedimento de exclusão de amostras (do conjunto de
dados usados para a construção dos gráficos) de amostras cuja média ou amplitude
violem algumas das regras consideradas na análise dos gráficos não significa, como pode
parecer, uma simplificação grosseira. O que se objetiva com isso é eliminar do conjunto
de dados resultados do processo que tenham sido influenciados por causas esporádicas de
variabilidade. Assim, ao eliminarmos esses pontos do conjunto de dados, os novos
valores calculados para a média e desvio-padrão do processo serão uma melhor
estimativa do processo em controle (sujeito apenas às causas crônicas de variabilidade) e
portanto mais adequados para o calculo da linha central e limites do gráfico.
Uma questão bastante importante na construção dos gráficos de controle é a
maneira com que os dados são coletados. Ou seja, qual o tamanho das amostras e qual a
frequência de amostragem? Estes pontos são discutidos na próxima seção
55
de pequenas alterações da média. A situação mais desejável sena coletar amostras
grandes e frequentemente. Entretanto, essa opção é. na maioria das vezes, inviável
economicamente. As alternativas viáveis seriam:
• tomar amostras pequenas frequentemente;
• tomar amostras grandes, porém menos frequentes.
onde J1 1 representa a nova média (alterada) e J.lo a média inicial. A variável f3 no eixo
vertical representa a probabilidade de não se detectar uma alteração na média na primeira
amostra subsequente à alteração. Ou seja, f3 é a probabilidade de se cometer o Erro do
Tipo II: aceitar a hipótese nula (o processo está em controle) sendo ela falsa.
Portanto, (1 -[3) é a probabilidade de se detectar uma alteração na média na
primeira amostra depois de a alteração ter ocorrido. Pelo gráfico da Figura 4.17, percebe-
se que quanto maior o tamanho da amostra, maior a probabilidade de se detectar a
alteração na média na primeira amostra (ou seja, maior o valor de (1-{3)).
Assim, a probabilidade de uma alteração ser detectada na k-ésima amostra
depois de ocorrida a alteração é
56
Por exemplo, para uma alteração da média do processo de valor correspondente
a um desvio-padrão, 1O", o número esperado de amostras decorridas desde a alteração até
a indicação pelo gráfico, para uma amostra de tamanho n=5 é (gráfico da Figura 4.17):
1 1
ARL= - - = - - =4
1- f3 0.25
'l
0.9
0.8
0.71
0.6
~-·
!3
.....;
0.4
0.3
0.2
0.1
o 0.5
57
Figura 4.18: Curva Característica de Operação para o gráfico da amplitude(Fonte:
Montgomery, 1991).
h.
Figura 4.19: Curva ARL (amostras) para o gráfico da média(Fonte: Montgomery, 1991 ).
58
Por exemplo, para uma amostra de tamanho n=3, uma alteração de 1.5 a (k=1.5)
será percebida depois de decorrido 3 amostras. Se usarmos uma amostra de tamanho n=5,
o número de amostras decorridas cai para 2.
indica que, para um processo em controle estatístico, um ponto será plotado fora dos
limites a cada (l/a) pontos. Por exemplo, para um gráfico com limites em 3a, Z=3.0 e
a=0.0027, temos:
.!_ = 370
a
Ou seja, ainda que um processo esteja em controle estatístico, um ponto fora dos limites
será plotado a cada 370 pontos.
40 ,---,---,-'TTTT,.,.,.---,---..,-----~-~
35 -
~ 10
5 -
Figura 4.20: Curva ARL (unidades) para o gráfico da média (Fonte: Montgomery, 1991 ).
59
4.4.2. Frequência de Amostragem
60
Causas Causas
•
Crônicas Crônicas
@ 6 ~
~
Tempo
Causas Causas
Esporádicas Esporádicas
61
i.~~
r------------------------------------------------------------ -----------
~
-ê"
..;;:
~ .
--------------------------------------------------------------------------------------------------·
62
l><
--------------------------------------------------------------------------------------------------
.. • ....
-S!
~ ~- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -·
1
~ 1- -- -- ----- - --
~
1_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Figura 4.25: Aparência do gráfico da amplitude quando o processo é sujeito à variações
bruscas e não sustentadas da média (Figura 4.24).
:a"'
~~----------------
• • • •i• • • • : • • • • • • • •:• • • •
(1) (2) (3) (4) (5) Amostra
63
Figura 4.27: Aparência do gráfico da amplitude quando o processo é sujeito à variações
graduais da média (Figura 4.26).
65
!::!:::~::::!::::!::!
Amostra não
Estratificada
1 1
t~~-lf__L_3 __j~ +o---LL_II-
66
Ainda um outro problema relacionado à formação de amostras ocorre quando os
resultados de uma ou diversas máquinas são combinados em um fluxo de saída, por
exemplo em uma esteira, como ilustrado na Figura 4,31. Nesse caso, perde-se a
informação sobre a ordem temporal de produção das peças. Assim, se as amostras forem
formadas a partir de peças retiradas aleatoriamente do fluxo de saída, as estatísticas
calculadas a partir dessas amostras deixam de ter significado para o controle da média ou
dispersão dos processos. Portanto, a construção das amostras deve ser feita antes que as
peças se misturem umas com as outras.
Esteira
Máquina 31
•••
••
••••
• ••
• •••
•• ••••
• Amostra misturada
(mixing)
4.1. Qual o objetivo do uso de gráficos de controle. ? Qual é o fundamento teórico que
justifica a utilização de gráficos de controle ? Cite exemplos em que gráficos de controle
podem ser usados, justificando a sua utilização.
67
Amostra XI x2 x3 ~ Xs
1 48 59 42 40 32
2 48 52 51 50 52
3 50 49 60 44 48
4 50 41 48 43 41
5 51 49 60 60 47
6 44 47 54 45 50
7 51 57 53 48 45
8 46 63 63 41 41
9 54 13 53 46 55
10 54 46 55 58 62
11 57 56 53 37 42
12 51 49 67 50 48
13 42 47 48 39 61
14 43 50 44 38 40
15 41 54 59 53 37
16 60 45 52 46 55
17 48 50 45 40 63
18 46 39 43 61 41
19 52 32 54 45 50
20 62 50 47 57 47
21 58 52 57 54 63
22 50 56 44 44 38
23 47 53 42 40 46
24 56 55 44 58 49
25 39 54 54 44 63
26 40 43 59 36 46
27 48 48 34 43 62
28 36 45 43 32 38
29 51 48 24 55 54
30 43 50 40 53 41
31 43 43 49 31 47
32 29 42 43 42 43
33 36 43 43 49 48
34 48 42 43 39 46
35 45 51 43 39 29
a. construa os gráficos de X e R.
b. interprete os gráficos usando as regras apropriadas. Indique cada ocorrência de uma
condição de descontrole do processo. Se necessário, recalcule a linha central e os limites
dos gráficos.
68
4.3. (Adaptado de Montgomery, 1991) Os dados abaixo representam mais 25 amostras do
mesmo processo.
Amostra Xl x2 x3 ~ Xs X Amplitude
36 50 54 51 45 55 51.0 10
37 54 46 40 53 51 48.8 14
38 60 55 44 47 57 52.6 16
39 46 61 51 56 41 51.0 20
40 39 57 54 56 63 53.8 24
41 52 39 45 48 56 48.0 17
42 49 51 49 54 51 50.8 5
43 51 46 44 50 39 46.0 12
44 54 51 49 48 48 50.0 6
45 54 54 57 50 45 52.0 12
46 54 57 49 47 41 49.6 16
47 46 45 48 51 46 47.2 6
48 49 49 55 53 41 49.4 14
49 45 51 44 55 46 48.2 11
50 54 54 5.1 47 49 51.0 7
51 43 51 56 52 46 50.0 13
52 51 47 47 56 48 49.8 9
53 50 47 51 59 48 51.8 12
54 48 60 4.5 49 38 48.0 22
55 54 47 49 50 52 50.4 7
56 41 46 46 48 55 47.2 14
57 52 57 47 58 60 54.8 13
58 53 53 55 52 53 53.2 3
59 55 48 52 56 50 52.2 8
60 48 49 43 54 46 48.0 11
69
medida em mm. Os dados na tabela correspondem aos três últimos dígitos de 4 casas
decimais, ex: 10,2501, 10,2494 etc).
Amostra Xl Xz x3 ~ X Amplitude
-----·-·-·~~·--·-
70
a. construa os gráficos da media e da amplitude do processo.
b. interprete o gráfico usando as regras apropriadas. Indique cada ocorrência de uma
condição de descontrole do processo.
c. o que os gráficos nos dizem sobre o comportamento do processo em termos da média e
desvio padrão.
d. se o valor da média do processo se alterar de um valor correspondente a um desvio
padrão, quantas peças terão decorrido entre o momento em que o processo deixa de estar
em controle estatístico e a indicação pelo gráfico desse descontrole?
Amostra XI Xz X3 ~ Xs
71
4.6. (Adaptado de Montgomery, 1991) Os dados tabelados apresentam os valores da
média e da amplitude de 24 amostras de tamanho n=5, de um processo de retificação de
mancais. Os valores correspondem ao diâmetro interno do mancai, onde os três últimos
dígitos são registrados (34,5 deve ser entendido como 50,50345).
Amostra X R Amostra X R
I 34.5 3 13 35.4 9
2 34.2 4 14 34.0 6
3 31.6 4 15 37.1 5
4 31.5 4 16 34.9 7
5 35.0 5 17 33.5 4
6 34.1 6 18 31.7 3
7 32.6 4 19 34.0 9
8 33.8 3 20 35.1 4
9 34.8 7 21 33.7 2
10 33.6 8 22 32.8 1
11 31.9 3 23 33.5 3
12 38.6 9 24 34.2 2
72
4.9. Se, em um determinado processo, suspeita-se que a instabilidade da voltagem da rede
de alimentação esteja causando alterações bruscas e momentâneas da média do processo,
qual seria o esquema de amostragem mais adequado para se detectar essas ocorrências ?
4.10. Em um processo de moldagem por injeção onde cada máquina molda 4 peças
teoricamente iguais simultaneamente (com 4 bicos injetores), deseja-se utilizar gráficos
de média e amplitude para controlar o peso das peças. Para isso, foi definido que as
amostras para a construção dos gráficos e monitoração do processo serão formadas de 4
elementos cada, um de cada cavidade, de um mesmo ciclo de injeção.
73
S. OUTROS GRÁFICOS DE CONTROLE PARA VARIÁVEIS
5.1. Gráficos de X e S
-
CJ 5
s
=--vt-c;;
r : - - 2 ,1
c4
onde
s é um estimador de cr, e c4 é um valor tabelado em função do tamanho das
c4
amostras (Tabela III).
Assim, os limites e a linha central dos gráficos de S e X são dados por:
1. Gráfico de S:
• limites:
(5.1)
(5.2)
75
onde:
- 1 m
5=-'L,5;,
m1
• linha central:
(5.3)
2. Gráfico de X :
• limites:
= 35 = -
L.5. =X+ r =X+ A3 5 (5.4)
c 4 vn
= 35 = -
L.!. = X - r =X - A3 5 (5.5)
c4 vn
onde
fnixi
x=.i=!___ (5.6)
fnij::::;}
(5.7)
K
LX;
x=-~- (5.8)
k
onde k deve ser maior que 25. Esta média será usada para formar a linha central do
gráfico de X.
Xi = 12 15 13 12 14 18 13 16
'----.r------' '----.r------' '----.r------'
Rm2 = 3 Rm4 = 6 Rm6 = 5
k-n+l
LRml
R =-~~- (5.9)
m k-n+1
L.I. = D 3 .R m (5 .11)
S. Cálculo dos limites do gráfico das medidas: divida Rm por d 2 (valor variável em
função de n) para estimar o desvio-padrão do processo. Os limites de controle são
dados por:
(5.12)
(5. 13)
Exemplo 5.1 (Adaptado de Devor, Shang e Sutherland, 1992): Uma fábrica de alimentos
usa gráficos de controle para controlar a coloração de uma linha de produto. O parâmetro
de qualidade substituta é o peso por volume do produto, já que, sabe-se, a variação da
coloração está relacionada com o conteúdo de uma determinada substância, cuja variação
altera o peso por volume do produto. Como a produção do produto é feita em grandes
lotes, decide-se por usar gráfico de amplitude móvel. A Tabela 5.1 apresenta os dados
para 30 lotes de produção e o valor calculado de Rm para amostras artificiais de tamanho
n=2.
79
- -Amostra
----- X Rm Amostra X
1 14,56 16 14,27 0,48
2 13,88 0,68 17 14,23 0,04
3 13,98 0,10 18 14,60 0,37
4 14,50 0,52 19 14,25 0,35
5 14,22 0,28 20 14,12 O, 13
6 14,36 0,14 21 14,13 0,01
7 14,46 0,10 22 14,47 0,34
8 14,32 0,14 23 14,73 0,26
9 14,27 0,05 24 14,02 0,71
10 14,20 0,07 25 14,11 0,09
11 14,35 0,15 26 14,48 0,37
12 13,84 0,51 27 14,36 0,12
13 14,43 0,59 28 13,70 0,66
14 14,72 0,29 29 14,36 0,66
15 14,75 0,03 30 14,66 0,30
30
L,x
x=-1_' = 429,33 =14311
30 30 ,
29
I,Rmi
54
Rm = 1
29
= 829
· =0294
'
L. S. = D4 R m = (3,27)(0,294) = 0,963
L.I. = D3 R= O
; = Rm = 0,294 = 0, 261
d2 1,128
80
L.S. = x + 3 Rrn = 15,094
d2
L.I. = x- 3 Rm = 13,528
d2
.. - - - - - - - .. - - - . - - - - - - - - - - .962160
0.9
0.8
E
<>: 0.7
"
.1'; 0.6
E
.g 0.5
:;
~ 0.4
E
-< 0.3
0.2
0.1
o '----~--~--"---.......0-------' 0.00000
5 10 15 20 25 30
Amostras
15.4.-------------------,
15.2
15.0942
15
13.6
13.5278
13.4
13.2'-------------------....l
5 10 15 20 25 30
Amostras
82
Amostra Amostra
19.440 -0.6133 16 19.42 -0.333
2 18.900 -1.766 17 20.61 0.224
3 19.280 -2.539 18 20.32 0.490
4 21.67 -0.9232 19 18.82 -0.742
5 22.15 1.1735 20 20.54 -0.256
6 20.10 1.220 21 19.56 -0.749
7 18.12 -0.713 22 20.00 -0.802
8 21.40 0.634 23 19.39 -1.466
9 19.26 -0.159 24 21.26 -0.259
10 20.34 0.127 25 21.22 0.907
11 19.08 -0.846 26 20.08 0.934
12 21.42 0.520 27 17.99 -1.129
13 20.41 0.877 28 21.35 0.167
14 19.50 0.324 29 19.30 -0.585
15 20.03 0.300 30 20.64 0.001
30
~>i
x = ..!:::!__
30
= 20 0533
,
i-1
si= (xi -x)+ L,cxj -:X)
j=l
Os valores das somas cumulativas, Si> são apresentados na Tabela 5.2. A partir
desses valores, o gráfico da Figura 5.3 é gerado. Para essas amostras, percebe-se que o
valor de Si encontra-se variando em torno de zero, o que indica um processo com
resultado estável em torno de um valor médio.
83
2~------------------------~----~----~
1.5
0.5
"'~ -1.
Cll
-2.
-3~----~----~--------------------------~
o 5 10 15 20 25 30
Amostras
Amostra Amostra
31 20.350 0.297 36
32 19.230 -0.525 37 19.980 2.387
33 21.820 1.241 38 21.020 3.354
34 20.700 1.887 39 20.800 4.101
35 20.120 1.954 40 20.030 4.077
84
4
;;; 2
d
.f
..:;;
Eo
u"
"' -1
E
o
"' -2
-3
o 5 10 15 20 25 30 35 40
Amostras
Se, por outro lado, o gráfico das medidas fosse construído, para as primeiras 30
amostras, com uma amostra artificial de tamanho n=2, os pontos registrados no gráfico, a
partir da amostra 31 não mostrariam essa tendência, conforme ilustra a Figura 5.5.
25
24
- . - - . - . - - - - . - - . - - - - - - - - . . - - . . . - - - - 23.6850
23
22
21
><
,;
20 20.0533
"'
-o
'Õ
19
::E"
18
17
.. - . - .. - . - - - - - - - - - . - - - ... - - - - .. - . . 16.4216
16
15
5 10 15 20 25 30 35 40
Amostras
Figura 5.5: Gráfico de medidas, amostras artificiais de tamanho n=2, Exemplo 5.2.
85
Para o gráfico CuSum, os limites de controle não são linhas horizontais como
nos gráficos de Shewhart. Um procedimento formal para se identificar se o processo está
fora de controle é através do USQ de uma "mascara V". Uma mascara V típica é mostrada
na Figura 5.6.
Si
p
3A
2A
2 3 5
Figura 5.6: Máscara V, com parâmetros de construção.
(5.15)
onde
(5.16)
86
e
(5.17)
onde A é um fator de relação entre as unidades das escalas dos eixos vertical e horizontal.
Para f3 pequeno, a expressão em (5.15) é simplificada para
(5.18)
d = _ In(0,027) =
2 2
3 21
(1,5) '
e =tan -1(1,5)
- = 36870
,
2
87
5
i:ii 2
"'
>
-~ 1
:;
E o
u"
"'Eo -1
C/)
-2
-3
-4
o 5 10 15 20 25 30 35 40
Amostras
Figura 5.7: Gráfico CuSum com mascara V para detectar desvio de 1,5 (J, Exemplo 5.2
-3
o 5 10 15 20 25 30 35 40
Amostras
Figura 5.8: Gráfico CuSum com mascara V para detectar desvio de 0,5 (J, Exemplo 5.2.
88
5.5. Gráficos da Média Móvel Ponderada Exponencialmente (EWMA)
(5.19)
onde o valor inicial (para t =1) é Z 0 = x. Substituindo Z,. 1 na expressão (5.19), temos:
r-1
Z, = LA(1-A)jxr-j+(1-A) 1 Z 0 (5.20)
j=O
2
2 cr ( A): ( )21]
O"zr =~~ 2-A l-l-A (5.21)
89
consequentemente, os limites do gráfico são dados por:
L.S.=x+3C5
= ~
( 2- À )n
(5.22)
L./.= =X -3(5 ~
(2- À.)n
(5.23)
para valores de t grandes. Para valores de t pequenos, os limites são calculados a partir da
expressão em (5.21).
=
L.S.=x+A,R ---
-
-~
(2-À)
(5.24)
x-A, R - - -
L./.= =
-
-~
(2-À)
(5.25)
L.S.=x+AS (5.26)
L.l.=x-AS (5.27)
90
onde Sé o desvio-padrão do processo, e A é um parâmetro variável em função de A, cujos
valores são apresentados na Tabela 5.4.
A A
0,050 0,480 0,400 1,500
0,100 0,688 0,500 1,732
0,200 1,000 0,677 2,121
0,250 1,132 0,800 2,449
0,286 1,225 0,900 2,714
0,333 1,342 1,000 3,000
Amostra X Z, Amostra X Z,
1 14,56 14,394 16 14,27 14,435
2 13,88 14,223 17 14,23 14,367
3 13,98 14,142 18 14,60 14,444
4 14,50 14,261 19 14,25 14,380
5 14,22 14,247 20 14,12 14,293
6 14,36 14,285 21 14,13 14,239
7 14,46 14,343 22 14,47 14,316
8 14,32 14,335 23 14,73 14,454
9 14,27 14,314 24 14,02 14,309
10 14,20 14,276 25 14,11 14,243
11 14,35 14,301 26 14,48 14,322
12 13,84 14,147 27 14,36 14,335
13 14,43 14,241 28 13,70 14,123
14 14,72 14,401 29 14,36 14,202
15 14,75 14,517 30 14,66 14,355
91
Para a construção do gráfico EWMA, temos:
x = 14,311
e
s = 0,266
Assim, adotando íL = O, 10, temos A = 0,688 (Tabela 5.4 ), e os limites do gráfico,
calculados a partir de (5.26) e (5.27) são:
L.S. = 14,4941
L.I. = 14,2788
15
14.8
++ +
+
14.6 +
+
:----- +- - - - - - ~- 14.49412
14.4
14.31100
14.2 .+ +
N . . . . . ··+· . . +. 14.12788
14 +
+
+
13.8 +
+
13.6
13.4
5 10 15 20 25 30
Amostras
Exemplo 5.4: A Figura 5.10 apresenta o gráfico de EWMA construido a partir das 30
amostras do Exemplo 5.2. Os valores deZ, para as amostras da Tabela 5.3 são também
registrados no gráfico da Figura 5.10. Também com este gráfico, percebe-se a alteração
da média do processo ocorrida nas últimas 1O amostras.
92
23
22.5
+
22
+
+
21.5 +
+ +
21 +
-..---- + 20.77305
20.5 + + +
'-- + + _,....o.,
+ '"'"'"'- +
N 20
- .P-Q,_ n
~- - v 20.05330
19.5 + + _+_ +
+ + - A-- - - - -·- - +- 19.33355
19 +
+ +
18.5
18 +
+
17.5
5 10 15 20 25 30 35 40
Amostras
93
5.6. Exercícios Propostos
5.1. Descreva as situações em que não é desejável ou adequado usar gráfico de médias
para o controle do processo e consequentemente gráficos para medições individuais
devam ser usados.
5.2. Use o primeiro elemento de cada amostra de resultados do exercício 4.2 para formar
um conjunto de 35 medições individuais.
a. construa amostras artificiais de tamanho n = 3. Em seguida, construa gráficos de
controle x e Rm
b. Interprete os gráficos e conclua se o conjunto de medições avaliado é representativo de
um processo em controle estatístico.
94
5.4. (Adaptado de Montgomery, 1991) Amostras de tamanho n = 5 são coletadas de um
processo de fabricação a cada meia hora. Depois de 50 amostras serem coletadas, a média
das médias das amostras resultou em 20,0 e a média dos desvios padrões ( S) em 1,5.
Considerando que os dois gráficos exibiram uma situação de controle estatístico:
5.5. Quais as razões básicas para a utilização do gráfico CuSum ao invés (ou em adição)
aos gráficos da média e amplitude ?
5.8. Construa os gráficos CuSum e EWMA e registre os pontos nos gráficos para os
dados dos exercícios 4.2 e 4.3 (amostras de tamanho 5). Em seguida, analise os gráficos e
compare-os com os gráficos da média e da amplitude.
95
6. GRÁFICOS DE CONTROLE DE ATRIBUTOS
97
6.2. Gráfico de Controle para Fração Defeituosa (p ).
p=0,5
p<0,5
p>0,5
99
c) A média da distribuição binomial é dada por:
J.l=np,
0"2 = p(l- p)
n
(6.1)
i=J
(6.3)
100
Exemplo 6.1 (Adaptado de Devor, Shang e Sutherland, 1992): Deseja-se monitorar a
fração de peças defeituosas em um processo de injeção de peças plásticas. Para a
construção do gráfico de p, foram coletadas 30 amostras de tamanho n =100, sendo que
cada amostra foi construída extraindo-se 1O peças em intervalos de 45 minutos durante
um turno de produção. Os dados são mostrados na Tabela 6.1.
101
-
IA
i=!
p =-= (
237
\( ) = o,0790 ,
n.m 30} 100
que é a linha central do gráfico de p. Os limites do gráfico são dados por (expressões
(6.2) e (6.3):
A Figura 6.2 ilustra o gráfico com o registro das frações defeituosas de cada
amostra.
0.18.--------------------......,
0.16 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .159922
0.14
0.02
o'-----~--~------~--~--- ........ 0.00000
5 10 15 20 25 30
Amostras
Amostra di Pi Amostra di Pi
31 5 0.05 46 4 0.04
32 6 0.06 47 2 0.02
33 2 0.02 48 2 0.02
34 5 0.05 49 5 0.05
35 6 0.06 50 3 0.03
36 3 0.03 51 5 0.05
37 2 0.02 52 8 0.08
38 4 0.04 53 2 0.02
39 3 0.03 54 1 0.01
40 6 0.06 55 2 0.02
41 4 0.04 56 1 0.01
42 3 0.03 57 7 0.07
43 8 0.08 58 4 0.04
44 3 0.03 59 4 0.04
45 2 0.02 60 2 0.02
Total 114 p =0,0380
103
0.18r------~-------------.
0.16 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - .159922
0.14
~ 0.12
o
a 0.1
:§
"'o
Q
""u--
J:
35 40 45 50 55 60
Amostras
Figura 6.3: Gráfico de p para as 30 amostras adicionais, Exemplo 6.1.
Do gráfico da Figura 6.3 percebe-se que o processo está operando com um nível
de qualidade (fração média de peças defeituosas) inferior ao originalmente calculado
( p = 0.0790 ). Ou seja, da análise dos pontos registrados no gráfico, percebe-se que, a
partir da amostra 31, 12 pontos são registrados abaixo da linha central do gráfico. De
novo, a partir da amostra 44, 8 pontos são registrados abaixo da linha central do gráfico.
Assim, se calcularmos a fração defeituosa para as últimas amostras (de 31 a 60), temos:
' 114
p,
-
= p = (100;.\(30 ) = 0,0380
(6.4)
onde
(6.5)
e:
A
z = 0,0790-0,0380 = 3,776
1 1
(o,2295Xo,no5}(-- + -
3000 3000)
-l
Como Z é maior que Z0.05 (Tabela 1), podemos afirmar, com um nível de
significância de 5%, que essas duas proporções são significativamente diferentes.
Portanto, torna-se necessário revisar os limites de controle, baseado nessa nova
estimativa para a fração de defeituosos do processo. Temos então:
105
e
0.11
0.1
.095359
0.09
0.08
"'ô 0.07
3
0.06
~O)
Cl 0.05
o
""<> 0.04
>i:"'
0.03
0.02
0.01
o L----~---~--~---~---~--~...Jo.ooooo
35 40 45 50 55 60
Amostras
Figura 6.4: Gráfico de p recalculado, Exemplo 6.1.
106
Exemplo 6.2: considere os dados de fração defeituosa de um determinado processo,
mostrados na Tabela 6.3
Tabela 6.3: Fração defeituosa para amostras de tamanho variável, Exemplo 6.2.
20
IA
- =_!::!...._=~=0.035088
p 20 1140
L,n;
i=l
(0.035088 xo.9649)
L.S. = 0.035088 + 3
L./.= _
0 035088 _ 3 (0.035088 Xo.9649
n;
107
0.14
0.12
0.1
-.- .102526
'6
&:
o 0.08
.:::
~
"o
"O 0.06
'"'"'
J: 0.04
0.02
o
5 10 15 20
Amostras
Figura 6.5: Gráfico de p para amostras de tamanho variável com limites variáveis.
20
L,n;
n = ...!.=!.._ = 1140 =57
20 20
L.!. =0,000
L.S. = 0,108203
~
p; > p,.,, em uni dadO' de de,vio-padcão, ( p(l: p) } podecemo' ehcg;rr a oonelu,ão
108
0.12r-------~------------------~--------~,
0.11 .108203
0.1
0.09
'B 0.08
0.02
0.01
o._____ ..____~---...__~_.....__ __ ~....._ ___ ~ 0.00000
5 10 15 20
Amostras
Figura 6.6: Gráfico de p para amostras de tamanho variável com limites calculados a
partir do tamanho médio das amostras.
z = Pi- P
, ~ p(ln~ p)
109
4,-------------------~--------------------~
3 3.00000
4~--------------------~--------------------~
5 10 15 20
Amostras
Figura 6. 7: Gráfico de p para amostras de tamanho variável com limites calculados em
unidades de desvio-padrão.
110
Esses gráficos de controle assumem que a ocorrência de não conformidades em
amostras de tamanho constante é bem modelado pela distribuição de Poison.
e--' .Àx
P( x)=--,x=0,1,2 ...
x!
˱3.Ji
111
1. Linha central: Estimativa a partir dos dados da média do número de defeitos do
processo.
m
2>;
c=..!::.!..._ (6.6)
m
L.I.=c-3../c (6.7)
(6.8)
112
A partir dos dados da Tabela 6.4, a linha central do gráfico de c é dada por (em
(6.6)):
- ~>i 516
c= .!.=f._=-= 19,8462
m 26
e os limites (em (6.7) e (6.8)):
L.1. =c -3-# =6,48145
e
L.S. =c +3-# = 33,2109
(.)
30
~
"'
.8
25
Q)
"'"' 20 19.8462
"'2
8"' 15
'::l
z 10
6.48145
5
o
5 10 15 20 25
Amostras
Figura 6.8: Gráfico de c, Exemplo 6.3.
_ -?-c; 472
c =.!.=f._=-= 19,6667
m 24
113
L./.= c -3/Z = 6,36253
35
32.9708
30
·c
~ 25
~
"
"O 20
"
"O
2 15
"E
•:::>
z 10
6.36253
5
o
5 11 16 22
Amostras
Vimos na seção anterior que para aplicação do gráfico c, cada amostra deve ter
um tamanho constante, seja de um único item ou vários. Entretanto, quando o número de
itens (ou unidades) por amostra varia (ex.: quando uma amostra corresponde a um turno
de produção), a suposição de "igual oportunidade de locações" de amostra para amostra é
violada, invalidando o uso da distribuição de Poison para modelar a frequência de
distribuição dos eventos. Nesse caso, o gráfico do número médio de defeitos por unidade,
gráfico u, é usado, onde
c
u=-
n
e c é o número total de defeitos por amostra de n unidades.
114
(6.9)
(6. 1O)
1.153±3~1.~53
A Figura 6.1 O apresenta o gráfico de u para o Exemplo 6.4.
2.2,-------------~----------------------~---,
2
1.87331
1.8
·:;
.; 1.6
B
:§ 1.4
Q)
"O
Q) 1.2
"O
~
E
0.8
'"
c
Q)
"O 0.6
"'>< 0.4 .432685
"'
f-
0.2
o
5 10 15 20 25
Amostras
Figura 6.10: Gráfico de u, Exemplo 6.4.
115
Turno Tamanho do Número de defeitos, ci Número de defeitos por
Turno
1 I6 22 I,375
2 20 35 I,75
3 25 34 I,36
4 18 13 0,722
5 20 26 I,30
6 28 34 I,2I43
7 32 45 I,4062
8 23 I6 0,6956
9 28 33 1,1785
IO 25 35 I,400
11 I9 24 I ,263I
I2 23 3I I,3478
13 24 20 0,8333
14 29 33 I,1380
I5 27 36 I,3333
I6 25 27 I,080
I7 28 26 0,9285
I8 25 26 I,040
I9 24 28 I,I666
20 26 31 I, I923
21 22 33 1,500
22 26 29 I,II53
23 20 18 0,900
24 I9 15 0,7894
25 23 I8 0,7826
26 19 26 I ,3684
27 20 I7 0,850
116
Turno Produção em Número de Número de Número de defeitos
m2 defeitos, cí unidades, n por unidade, ~L ___
1 550 14 11 1,273
2 450 15 9 1,666
3 600 22 12 1,833
4 550 17 11 1,545
5 475 11 9.5 1,158
6 525 12 10.5 1,143
7 600 23 12 1,916
8 550 17 11 1,545
9 600 18 12 1,500
10 625 21 12.5 1,680
i=l
---.--- 2.59093
2.5
.;
.s 2
~O)
;:; 1.5 ................................ ····························· ....... ················-···········-······ .......... 1.53846
"O
'""'
'"
f-<
0.5 .485992
o~---------~-~-~-~---------~
2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras
Figura 6.11: Gráfico deu, Exemplo 6.5.
117
Alternativamente, como na construção do gráfico de p com amostras de tamanho
variável, os limites de controle podem ser definidos por:
(6.11)
2. em unidade padronizada:
(6.12)
n médio : I 1.050
3~----------~----------~--------------~--~
2.8
2.6 2.65786
2.4
2.2
·:::; 2
~ 1.8
J:!1.6 - - - - / - - - - - - " - - - - - - 1 - -
.g 1.4
~ 1.2
~ 1
~ 0.8
0.6
0.4 .419066
0.2
o L-~--~--~--~--~~--~--~--~--~~
2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras
Figura 6.12: Gráfico de u, limites calculados a partir de n.
118
3 3.00000
<!)
"O
~ -2
r-"'
-3 -3.0000
-4~------~------~--~--~--~--~----~----~
2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras
Figura 6.13: Gráfico deu em unidades de desvio-padrão.
119
Deve-se observar que a ocorrência de defeitos em cada classe é modelada pela
distribuição de Poison. Além disso, é assumido que cada classe de defeito seja
independente. Assim, sendo cA, c8 , c c, cD o número de defeitos de cada uma das classes, o
número de deméritos na amostra será dado por:
(6.13)
onde WA, W8 , Wc e WD são pesos atribuídos a cada uma das classes de defeitos. Valores
de 100, 50, 10 e 1 são usados para os respectivos pesos acima.
Assim, se em uma amostra temos n unidades de inspeção, então, o número de
deméritos por unidade é:
D
u=- (6.14)
n
• linha central:
(6.15)
• limites:
onde
(6.17)
120
6.6. Exercícios Propostos
121
Semana Número de Número de Semana Número de Número de
Solicitaçõe Segunda Solicitaçõe Segunda
s Chamada s Chamada
···~··-···--···-
200 6 II 100 1
2 250 8 12 100 o
3 250 9 13 100 I
4 250 7 14 200 4
5 200 3 15 200 5
6 200 4 I6 200 3
7 I 50 2 17 200 IO
8 150 1 I8 200 4
9 I 50 o I9 250 7
10 I50 2 20 250 6
122
defeitos por amostra. Construa o gráfico de controle apropriado e verifique se os dados
representam um processo em controle estatístico.
6.7. (Adaptado de Montgomery, 1991) Uma fabrica de papel deseja monitorar o numero
de imperfeições por rolo de papel fabricado. A tabela abaixo apresenta a produção de 20
dias, com o número de rolos fabricados por dia e o número total de imperfeições.
Construa o gráfico de defeitos por unidade e verifique se os dados representam um
processo em controle.
123
7. AVALIAÇÃO DA CAPABILIDADE DE PROCESSOS
6cr 4cr .I
a b
Figura 7 .I: Faixa de tolerância em relação à dispersão dos resultados de um processo.
126
LSE
LIE
• o processo tem uma variabilidade maior que a especificação de projeto (Figura 7.4).
Nesse caso, um simples ajuste do processo não é suficiente para garantir a
conformidade do processo com as especificações de projeto.
LSE
LIE
Valor Nominal
X
LIE
127
7.2. Análise estatística da Capabilidade de Processos.
Exemplo 7.1 (Adaptado de Devor, Shang e Sutherland, 1992): suponha que estejamos
interessados em levantar a capabilidade de um processo de usinagem do diâmetro externo
de um eixo. Para isso, são coletadas 20 amostras de tamanho n=5, conforme ilustra a
Tabela 7 .1. Deve-se observar que os valores tabelados representam apenas a parte
decimal da medida (ex: 34,265).
x= 264,06
128
Amostras Dados (parte
decimal) ---·-----··--··-····--···
1 265 265 263 307 220 252,0 102
2 268 260 234 299 215 255,2 84
3 197 286 274 243 231 246,2 89
4 267 281 265 214 318 269,0 104
5 346 317 242 258 276 287,8 104
6 300 208 187 264 271 246,0 113
7 280 242 260 321 228 266,2 93
8 250 299 258 267 293 273,4 49
9 265 254 281 294 223 263,4 71
10 260 308 235 283 277 272,6 73
11 200 235 246 328 296 261,0 128
12 276 264 269 235 290 266,8 55
13 221 176 248 263 231 227,8 87
14 334 280 265 272 283 286,8 69
15 265 262 271 245 301 268,8 56
16 280 274 253 287 258 270,4 34
17 261 248 260 274 337 276,0 89
18 250 278 254 274 275 266,0 28
19 278 250 265 270 298 272,2 48
20 257 210 280 269 251 253,4 70
X 1?.=77,3
R=77,30
[L = x= 264,06
e
A
O"x-
- _!!_-- 77,30-33
- ,
23
d2 2,326
129
180
160 163.450
140
120
,
"O 100
·ªE
õ.. 80
<
60
40
20
o '-------~----~-----~----~....) 0.00000
5 10 15 20
Amostras
Figura 7.6: Gráfico da amplitude, Exemplo 7.1.
320
310 308.647
300
290
280
270
"'
'5
'" 260
::E
250
240
230
220 219.473
210
5 10 15 20
Amostras
Figura 7.7: Gráfico da Média, Exemplo 7.1.
130
probabilidade do eixo ter uma dimensão fora das especificações, calculamos a variável
reduzida Z dada por:
x-x=
Z=--
Ó'x
onde x é o valor do limite inferior ou superior da especificação. Assim, para calcular a
probabilidade de uma peça com uma dimensão abaixo do limite especificado, no nosso
exemplo igual35,100, temos:
z = 100-264,06 -4,937
I 33,23
35
30
"u 25
....c
20
r"
t.:..
15
10
o
50 100 150 200 250 300 350 400 450
Resultados (parte decimal)
Ou seja existe 14,1 %de chance de uma peça ter uma dimensão acima do limite
especificado. Em uma situação como essa, o processo não teria condição de atender a
131
especificação de processo. Entretanto, grande parte dessa porcentagem de reJeiçao se
deve ao fato de a média do processo estar descentrada em relação ao valor nominal da
dimensão. Ou seja, se considerarmos o intervalo ± 3cr, que corresponde a ± 99,69 (na
unidade dimensional considerada), percebemos que, caso seja possível centrar a média do
processo em 35,200, para a faixa de tolerância de± O, 100 temos:
z = 100-200 =-3,01
' 33,23
e
z = 300-200 = 3 01
s 33,23 ' '
o que significa que 0,26 % das peças estariam fora das especificações. Se esse índice de
rejeição é satisfatório ou não depende da política de qualidade da empresa.
Portanto, no exemplo considerado, ainda que a tolerância natural do processo de
± 3cr seja menor que a faixa de tolerância especificada, o índice de rejeição é
inaceitavelmente alto devido a um desajuste do processo.
Poderíamos ainda supor que a faixa de tolerância especificada para essa
dimensão fosse menor, digamos ± 0,050 mm, o que tornaria o processo evidentemente
incapaz de atender à demanda de projeto. Nesse caso, as seguintes alternativas devem ser
consideradas (sem considerar inspeção em 100 % das peças como ação corretiva, o que
seria absolutamente antieconômico):
• rever o projeto do componente com o objetivo de avaliar o efeito na qualidade do
produto ao se alargar a faixa de tolerância (especificação de projeto);
• estudar o processo para identificar oportunidades de redução da variabilidade do
processo;
• utilizar um equipamento mais repetitivo e com isso reduzir a variabilidade do
processo.
C = L.S.E.- L.I.E
p 6"'
(}X
'
132
no caso de especificação unilateral.
ZMIN
sendo
z MIN = MIN[Z L.S.E. ;-Z L.l.E.]'
onde,
L.S.E.- [1.
ZL.S.E.
Ô"x
e
L.J.E.-[1.
zu.E.
Ô"x
c = 1,081 =o 36
pk 3 '
133
Assim, a diferença de valores entre CP e Cpk significa que o processo está
descentrado (ou seja a média do processo não corresponde ao valor nominal definido para
aquele parâmetro de projeto).
Idealmente, a zona de tolerância deve corresponder a ±4cr e centrada, o que
garante um índice Cpk = 1,33. A norma QS 9000 recomenda esse valor de Cpk para
processos estáveis e cpk = 1,67 para processos cronicamente instáveis.
A Tabela 7.2 apresenta níveis de rejeição para três situações típicas.
---"C'-"l=as:c.::scccifi=Ic-'-a"-'ç,__ã:.::o_d=-o=-=P.::..ro.::..c=-e:.::scccs.::..o_ _ _ _ _V-'ac.:lcccocr_cccdccce_C'-'r"'-k-----"r:_:.,eje~~jEJ2JEL___
capaz (verde) cpk:?: 1,33 p::; 64
aceitável (amarelo) 1 ::; cpk < 1,33 64 < p::; 2700
inaceitável (vermelho) Cek < 1,0 p > 2700
L= 37 ±0,06,
o ~ o
(J ;onjunto = L,.. (J i-
i=l
()~onj =3(0,005) 2
135
Considerando que a tolerância das peças isoladamente é função da tolerância
para a dimensão do conjunto, na prática teríamos um procedimento inverso. Ou seja, a
tolerância para as peças seria definida estatisticamente a partir da tolerância da dimensão
do conjunto.
Com isso, as tolerâncias exigidas para as peças seriam maiores do que se fossem
calculadas através do método convencional, e portanto teríamos uma menor capabilidade
exigida para o processo de fabricação das peças.
Exemplo 7.2: Considere a montagem de um eixo e uma engrenagem, onde por razões
funcionais, a folga mínima deva ser de 6).1m e a folga máxima de 38f.J.m. A Figura 7.9
apresenta esquematicamente as folgas e tolerâncias.
Tolerância do furo
I
[] F= 38 ).1m
I
Tolerância do eixo
Figura 7.9: Representação esquemática das folgas e tolerâncias entre eixo e furo.
Ou seja,
tf +t, =32 J.lm,
136
Portanto
80"falga =32
(}folga =4
Portanto
(} = 2,83
tf = te = 22,64 f.Lm,
137
7.5. Exercícios Propostos
7.2. Qual a diferença entre os limites das especificações de projeto e os limites do gráfico
das médias?
7.3. Qual a diferença entre os índices CP e Cpk ? Ilustre, através da curva de Gauss um
processo com capabilidade Cp = 1.33 e Cpk = 1.
7.4. No exercício 4.4., para que o processo tenha uma capabilidade CP= 1,33, qual seria a
tolerância da dimensão especificada em projeto?
7.5. No exercício 4.6., se a especificação da dimensão for 50,5030 +1- 0,0030 mm,
calcule a porcentagem de peças fora da especificação produzidas por aquele processo.
138
8. A V ALIAÇÃO DE SISTEMAS DE MEDIÇÃO DE VARIÁVEIS
a. b.
c. d.
Figura 8.2: Relação entre vício, precisão e acuracidade.
140
Além desses aspectos mencionados, para completamente caracterizarmos a
capacidade de medição de um instrumento, devemos ainda considerar outros aspectos,
como repetibilidade, reprodutibilidade, linearidade e estabilidade. O significado de cada
uma dessas características é apresentado a seguir:
Repetibilidade
• Reprodutibilidade: é dada pela variação máxima entre resultados médios obtidos por
diferentes operadores para a mesma grandeza e sob as mesmas condições de operação
(Figura 8.4). Deve-se observar que a precisão é uma medida da variabilidade
resultante da repetibilidade e reprodutibilidade do instrumento. Em instrumentos
completamente automatizados, onde não há intervenção do operador na realização da
medição, o erro de reprodutibilidade é desprezível e então precisão passa a ser
sinônimo de repetibilidade.
Operador B
Operador C
OperadorA
1
141
• Estabilidade: é quantificada pela variação do resultado obtido para uma mesma
grandeza em função do tempo (Figura 8.5);
Estabilidade
Tempo 2
Tempo I
I
..
Vício 1 .. 1!
I I~
Vício 2 1
.. I
I
A Valor médio
observado
A Valor médio
observado
o
"O
::'"
~ /
/
.o
o
/
o /
"O
'<1)
E
o
-;;;
>
V alo r de referência
Figura 8.6: Linearidade de um sistema de medição.
142
De um modo geral, os principais fatores que diferenciam os sistemas de medição
quanto às características mencionados acima são:
• aspectos construtivos e de projeto;
• desgaste decorrente do uso;
• modo de operação;
• condições ambientais;
• calibração.
(52 -(52
total - processo
+ (J medição
2
onde:
o
a-,~ral : Variância total do conjunto de dados;
G ~roemo : Variância devida ao processo produtivo;
G~edição: Variância devida ao instrumento de medição;
onde:
a-;epe: Variância devido ao equipamento
a- ;epro : V ariância devido ao operador.
143
instrumento na variabilidade total do -conjunto de dados, e além disso qual é a
repetibilidade e reprodutibilidade características do instrumento.
Para o estudo de repetibilidade e reprodutibilidade de instrumentos, o método da
"média e Amplitude" é normalmente usado (QS 9000, 1995).
O estudo é feito a partir de uma amostra do resultado do processo de tamanho
entre 5 ·e I O elementos ou peças. Em seguida essas peças são medidas repetidas vezes
com um mesmo instrumento e por mais de um operador.
Desse modo, a repetibilidade do instrumento pode ser estimada a partir da
amplitude média das medidas efetuadas por um mesmo operador, e a reprodutibilidade
pode ser estimada a partir da amplitude de variação do resultado médio das leituras
efetuadas por diferentes operadores.
Ainda que o número de peças, operadores e réplicas de medições possam variar,
a norma QS 9000 recomenda que a condição ótima é dada por:
• amostra de tamanho n = 10;
• cada operador medindo 2 vezes a mesma peça;
• 3 operadores medindo as mesmas peças.
144
• Gráfico X:
i=!
30
x = 20,3812
R= RI+R2+R3
3 30
R =0,0055
L.S. = 20,3915
L.! = 20,3708
Pçs R R R
X X X
20.365 20.360 20,362 0.005 20.355 20,357 20.356 0.002 20.353 20.355 20.354 0,001
20.398 20,400 20.399 0,002 20,405 20.395 20.400 0,010 20.405 20.400 20.402 0,005
20.387 20.3RO 20,383 0,007 20.3X2 20.375 20.37R 0,007 20.392 20.380 20.386 0.012
4 20.385 20,393 20,3B9 o.oox 20.3XII 20,373 20.376 0,007 20.380 20.37R 20.379 0,001
20.357 20.345 20.351 0,012 20.340 20.342 20.341 0.001 20.345 20.358 20.351 0,013
20,400 20.400 20.400 0,000 20.400 20.405 20,402 0,005 20.400 20.405 20.402 0,005
20.396 21!.394 20.395 0,002 20.397 20.387 20.392 0.010 ::'!0.395 20.395 20.395 0,01111
20.385 20.380 20,382 0.11115 211.375 20,3()9 20.372 0,006 20.380 20.3B3 20.381 0,003
20.397 20.403 20.400 0,006 20.400 20.395 20.397 0.004 20.405 20.402 20.403 0,003
10 20,362 20,370 20,366 0,008 20.356 20.350 20.353 0,006 20.385 20.380 20.382 11,0115
145
• Gráfico de R:
L./.= D 3 R
L.!.= 0,0
L.S. = D 4 R
L.S. = 0,018
20.41
20.4
20.39 20.3915
20.38 20.3812
:.a"'
'<!)
20.37 20.3708
~
20.36
20.35
20.34
20.33
5 10 15 20 25 30
Amostras
146
0.02 .----~---~----------~-----,
.017971
0.015
<l)
"O
·ªõ.. 0.01
..;;:"'
0.005
5 10 15 20 25 30
Amostras
Figura 8.8: Gráfico da Amplitude, Exemplo 8.1.
Neste exemplo o gráfico R (Figura 8.8) indica uma situação sob controle
estatístico. Isto significa que:
• a variabilidade dos resultados de medições é decorrente de causas crônicas;
" os operadores não tiveram dificuldades em fazer medidas consistentes.
Se por outro lado. tivessem ocorrido pontos fora dos limites de controle. este fato
seria uma indicação da presença de fontes de variação assinaláveis ou esporádicas
atuando no processo de medição, tais como dificuldades enfrentadas pelos operadores na
utilização do instrumento.
O gráfico de x (Figura 8.7) retrata a habilidade do instrumento em fazer distinção
entre diferentes dimensões das peças resultantes do processo. O fato de que este gráfico
apresentou vários pontos fora dos limites de controle já era esperado e desejável. Como
neste tipo de estudo os limites do gráfico de R são calculados com base na variação
existente entre as medidas feitas para o mesmo item. não levando em conta a variação
existente entre itens diferentes resultantes do processo produtivo. espera-se que o gráfico
de x apresente uma situação de descontrole estatístico. Ou seja, quanto mais pontos fora
dos limites de controle, melhor será a habilidade do processo de medição para distinguir
as diferenças resultantes do processo produtivo.
Uma vez concluído, a partir da análise dos gráficos. que apenas (ou
majoritariamente) causas crônicas estão atuando na variabilidade dos resultados.
podemos estimar a repetibilidade e reprodutibilidade do instrumento.
147
Cálculo de Repetibilidade:
A R
(J repe = d (8.1)
2
onde d 2 é extraído da Tabela III para n=2, já que cada amplitude foi calculada a partir de
duas medidas repetidas do mesmo item, feitos pelo mesmo operador.
No exemplo 8.1 temos:
A 0,0055
(J =---
repe 1,128
8 repe = 0,0049
Cálculo da Reprodutibilidade:
(8.2)
onde =
xmax e xmin representam, respectivamente, o máximo e o mínimo valor do resultado
R; = 20,3838-20,3769
R; =0,0069
A partir daí, a variância devido ao operador pode ser estimada por meio da
equação:
Y
l(R=d: ]2
(&repe
Grepro = (8.3)
nr
onde n representa o número de vezes que cada item é medido, e r o número de itens
medidos.
Observe que a variância inicialmente estimada pelo termo
(;: J
é "contaminada" pela repetibilidade do instrumento. e, em função disso, uma melhor
estimativa da variância devido ao operador é conseguida subtraindo desse termo uma
fração da repetibilidade dada por
nr
Ô'repro =
0,0069 y (o,oo49r
( 1,693 ) 20
Grepro = 0,0039
149
Portanto, a reprodutibilidade do instrumento é dada por:
(8.4)
ou
(8.5)
150
para R&R calculado como 6 CJmed·
• Faixa de tolerância especificada em projeto para a característica considerada (LSE -
LIE). Essa relação é chamada de Porcentagem de Tolerância, e é dada por:
o/oR&R
%R&R::;10% adequado
10< o/o R&R::; pode ser adequado dependendo da importância da aplicação. custo
30 do instrumento, custo de manutenção, etc.
% R&R> 30 inadequado. Sistema de ~edição n~~~~?::!.~~-~····~······
151
8.3. Estimativa de Variabilidade de Processo de Produção
2 2 2
(J proce.rso = (j total - (J mt'diçüo
(8.7)
onde RP corresponde à máxima amplitude entre os valores médios obtidos para cada peça
pelos diferentes operadores em medições repetidas.
Assim, para o Exemplo 8.1, é apresentado na Tabela 8.3 o valor médio para cada
peça, obtida a partir das medições feitas pelos 3 operadores.
Portanto
RP = 20,4017-20,3478 = 0,0540
152
~ = 0,0540 = 0,0175
O' processo ,
3 07 8
onde d 2 é extraído da Tabela III. Note que se d 2 fosse extraído da Tabela IV (onde neste
caso m=10 (número de peças) e g=1 já que existe somente uma amplitude), seu valor
seria d 2 = 3, 18, o que levaria a um valor ligeiramente diferente para o desvio-padrão do
processo.
A variabilidade do processo de produção ou variabilidade de peça para peça
pode ser vista no gráfico da média (Figura 8.7). Para cada operador as diferenças entre os
resultados médios de cada peça refletem a variabilidade do processo. Como já observado,
os limites de controle do gráfico são baseados no erro de repetibilidade, e não na
variabilidade entre peças. Com isso, é esperado que muitos pontos sejam registrados fora
dos limites. Inversamente, se nenhum dos pontos cai fora dos limites, isto significa que a
variabilidade do processo de produção está "escondida" pela repetibilidade e
reprodutibilidade do instrumento e portanto a variabilidade devido ao instrumento de
medição domina a variabilidade total. Nesse caso, o sistema de medição seria inadequado
para analisar o processo.
No Exemplo 8.1, a partir do cálculo do desvio-padrão do processo, podemos
calcular o desvio-padrão total do processo, conforme segue:
0 0376
%R & R= ' 100 = 33,9%
6(0,0186)
o que significa que esse instrumento seria inadequado para a aplicação em questão.
153
8.4. Avaliação da Adequação da Resolução do Instrumento
Exemplo 8.2: Para controlar um processo de usinagem de uma dimensão cujo valor
nominal e tolerância é de 20,250 ± 0,010, um micrômetro com resolução de 0,001 mm é
usado. Os dados coletados com esse instrumento, para 25 amostras de tamanho n=5 são
apresentados na Tabela 8.4.
Amostra Resultados X R
20,248 20,259 20,424 20,240 20,232 20,2806 0,270
2 20,248 20,252 20,251 20,250 20,252 20,2506 0,004
3 20,250 20,249 20,260 20,244 20,248 20,2502 0,016
4 20,250 20,241 20,248 20,243 20,241 20,2446 0,009
5 20,251 20,249 20,260 20,260 20,247 20,2534 0,013
6 20,244 20,247 20,254 20,245 20,250 20,2480 O,ülO
7 20,251 20,257 20,253 20,248 20,245 20,2508 0,011
8 20,246 20,263 20,263 20,241 20,241 20,2508 0,022
9 20,254 20,253 20,253 20,246 20,255 20,2522 0,008
10 20,254 20,246 20,255 20.258 20,262 20,2550 0,015
11 20,257 20,256 20,253 20,237 20,242 20,2490 0,020
12 20,251 20,249 20,267 20,250 20,248 20,2530 0,019
13 20,242 20,247 20,248 20,239 20,261 20,2474 0,021
14 20,243 20,250 20,244 20,238 20,240 20,2430 0,011
15 20,241 20,254 20,259 20,253 20,237 20,2488 0,022
16 20,260 20,245 20,252 20,246 20,255 20,2516 0,014
17 20,248 20,250 20,245 20,240 20,263 20,2492 0,023
18 20,246 20,239 20,243 20,261 20,241 20,2460 0,021
19 20,252 20,232 20,254 20,245 20,250 20,2466 0,021
20 20,262 20,250 20,247 20,257 20,247 20,2526 0,014
21 20,258 20,252 20,257 20,254 20,263 20,2568 0,010
22 20,250 20,256 20,244 20,244 20,238 20,2464 0,017
?"
_.) 20,247 20,253 20,242 20,240 20,246 20,2456 0,013
24 20,256 20,255 20,244 20,258 20,249 20,2524 0,013
25 20,239 20,254 20,254 20,244 20,263 20,2508 0,024
X =20,2496 R=0,0164
154
Para-esses dados, os gráficos de controle são construídos, e os valores de média
e amplitude são registrados nos gráfico, conforme apresentado nas Figuras 8.9 e 8.1 O.
Neste caso, percebemos através da análise dos gráficos que o processo se
encontra em controle estatístico. Percebemos ainda que no gráfico de amplitude há 34
valores possíveis para a amplitude de variação dos dados (de 0,000 à 0,034).
Este fato é um indicativo de que a resolução do instrumento é bastante sensível à
variabilidade dos dados.
Entretanto, se os dados do Exemplo 8.2 tivessem sido coletados usando um
paquímetro com resolução de 0,01 mm, as medidas seriam arredondadas para 2 casas
decimais e os gráficos de controle seriam como ilustrado nas Figuras 8.11 e 8.12
20.27
20.265
20.26
. • . - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 20.2590
20.255
"
'õ 20.25
~
20.245
20.24 - - • - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 20.2401
20.235
20.23
5 10 15 20 25
Amostras
0.~ r-------------------------------------------.
.034678
0.03
"
-o
·ª
õ.
E
0.02
.016400
-<
0.01
o L-------~-----------------------------..........J 0.00000
5 10 15 20 25
Amostras
20.265
20.26
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 20.2585
20.255
~
"' 20.25
::;
20.245
20.24 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 20.2410
20.235
20.23
5 10 15 20 25
Amostras
Figura 8.11: Gráfico da média para dados com precisão centesimal, Exemplo 8.2.
0.04 r--------------------..-,
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - .032141
0.03
"
'O
:ê 0.02
õ..
E
< .015200
0.01
Figura 8.12: Gráfico da amplitude, dados com precisão centesimal, Exemplo 8.2.
Nível
Internacional
Nível
Nacional
Nível Local
157
A determinação do vício de um sistema de medição é parte do procedimento de
aferição. O procedimento básico para o cálculo do vício do instrumento é apresentado a
seguir (QS 9000, 1995):
1. Selecione uma peça ou uma amostra do resultado de seu processo e determine o
valor da grandeza sendo medida a partir de um instrumento rastreado com um padrão
de referência. O valor da grandeza obtido dessa maneira será o valor de referência.
2. Meça a amostra com o instrumento sendo analisado. A amostra é medida repetidas
vezes pelo mesmo operador e em condições normais de operação.
3. Calcule a diferença média entre o valor medido e o valor de referência. que é dada
por:
k
:L(x; -x)
d = ....:.i=_:l_ _ __ (8.8)
k
onde xi> i = 1, ... , k são os resultados obtidos com o instrumento sendo analisado, e x o
valor de referência para a grandeza sendo medida.
4. Calcule o desvio-padrão amostra! Sd, dado por:
i=l
(8.9)
k-1
(8.1 0)
para uma confiança de (1-a) 100%, onde v = k-1 é o número de graus de liberdade da
distribuição t de Student.
158
Da mesma forma que nos casos anteriores, o vício pode se expresso como uma
porcentagem, seja como Porcentagem de Tolerância, dada por:
PL. =
ldl 100 (8.11)
,,CIO LSE- LSI
%Vício=~ 1006CJ/ola/
(8.12)
d =3,6
159
9
sd = 2,413
d -to oo5 9 sd
r;;:: ::;;
v-ICW
. ::;; -d +to oo5 9 sd
r;;::
. - . -vlO . - ' -vlO
Portanto, como o valor médio calculado é significativamente diferente de zero para uma
confiança de 95 %, assumimos esse valor como sendo o vício do instrumento.
(8.13)
b = =L'-'-Y_-a__,(L=--:..x) (8.14)
n
160
y =b+ax,
n é o número de pares (xi, yJ, e
xi: valor de referência da amostra i;
yi: vício calculado para a amostra i.
A linearidade do instrumento é expressa pela variação max1ma do vício do
instrumento para o intervalo corresponde à faixa de operação do instrumento, ou seja:
Linearidade = I a Iih
y =- 0,03x + 0,88
Exemplo 8.4: Para se determinar a linearidade de um instrumento de medição de
dimensão linear em uma faixa de operação correspondente à dispersão dos resultados do
processo no qual esse instrumento é usado (i.e., 15,100 à 15,180 mm), 5 blocos-padrão
foram escolhidos com dimensões representativas da variabilidade do resultado do
processo. Cada bloco-padrão foi então medido 1O vezes por um mesmo operador e os
resultados são apresentados na Tabela 8.7.
161
1 2 3 4 5
Medições
1 10,60 12,75 13,80 16,10 17,10
2 10,70 12,50 13,60 15,95 17,30
3 10,80 12,35 14,00 16,15 17,50
4 10,70 12,60 13,95 16,00 17,30
5 10,80 12,60 13,95 15,80 17,40
6 10,00 12,35 14,20 15,95 17,50
7 10,80 12,45 14,05 15,85 17,50
8 10,70 12,50 14,05 16,00 17,50
9 10,80 12,35 14,20 15,20 17,60
-----~10-~,-~--~----~~-~1~~~.~:22..~-·-·L?,L?.Q_
Tabela 8.7: Dados para estudo da linearidade de um instrumento.
Valore de referência 10 12 14 16 18
(10. 2 mrn)
_ _ _ _ _V_r__,'cio (10_2c-m"--m-)-----0-,-64--0-~"'-~-~--
_- 0,41-"~--~-.~-2__-,4-0"=--··-Q-~~~~
0.9
0.84
0.78
0.72
0.66 o
E 0.6
E 0.54
"'
6 0.48
o 0.42
:Q 0.36
> 0.3
0.24
0.18
0.12
10 12 14 16 18
(8.17)
onde:
o que significa que uma razoavelmente boa aproximação (quanto mais próximo de 1,
melhor).
Desse modo, a linearidade do instrumento para o intervalo correspondente à
dispersão do processo, ou seja 0,080 mm, é expressa por:
Linearidade = 2,4 ~m
163
8.7 Exercícios Propostos
Peça Medidas
2 3
1 100 101 100
2 95 93 97
3 101 103 100
4 96 95 97
5 98 98 96
6 99 98 98
7 95 97 98
8 100 99 98
9 100 100 97
10 100 98 99
···-~,_~-~-
8.6. Para a avaliação do vício de leitura de um micrômetro usado para medir peças com
dimensão nominal de 20,000 mm, um bloco padrão de dimensão 20,0000 mm foi usado
como padrão de referência. Esse bloco foi então medido 1O vezes por um mesmo
operador usando o micrômetro em questão. Os resultados das medições é apresentado na
tabela a seguir:
165
_ Pes~----~~i!ur~Cmm2 _ _ !'~S~ _ _ _!:eitl!~-~~1--
1 20,005 6 20,003
2 20,005 7 20,001
3 20,000 8 20,004
4 20,003 9 20,002
5 10 1
166
9. OUTRAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE
PROCESSO
167
• Identificação I priorização de problemas;
• elaboração de soluções;
• implementação de soluções;
• verificação de resultados.
Identificar o problema
Identificar as causas ~
Venficar o resultado
Padronizar
'---------Estabelecer Controle
168
• Brainstorm;
• Nominal Group technique;
• Análise de Campo de Forças;
• Fluxograma;
• Relatório das Três Gerações (passado, presente e futuro);
• 5W1H (O que, Porque, Onde, Quando, Quem, Como);
• FMEA (Análise do Modo e do Efeito da falha) e FTA (Árvore de Análise de Falhas);
• Planejamento e Análise de Experimentos I Taguchi.
169
4. Ferramentas para a Verificação de Resultados:
• amostragem e estrattificação;
• folha de verificação;
• histograma, medidas de locação e variância;
• pareto (medir impacto da mudança);
• gráfico de tendência, gráfico de controle;
• índices de capabilidade;
9.2. Estratificação
170
9.3. Folha de Verificação
20
I
%
/, ;, I
!./, ;,
15
i i i i i i
10
~ % % % ;, % % J, ~
iJ, i% iJ, i i % i i
J, % % i
5 I *-/, :%% *-% I
;, %
J,
J, J,
J, %
:%
J, %
J, %
J,
J,
J,
%
%
J,J, J,J, 7,J, %
z %
z %
% ;,
I I
o
Freqüência 1 2 6 13 10 16 19 17 12 16 20 17 13 8 5 6 2 1
Total
171
9.4. Diagrama de Pare to
172
40
35
30
t\2
C<l 25
"ü
c
<O 20
;:::l
cr'
o
.... 15
u..
10
o
1:l
....
o
lc;l
c;l
OJl
.:::..... "'o
o (_).,
c;l ....o 'c;)
c t:
;:::l
0..
"'
:::: 3 -;:; .:::u o
i:LI
....
c;l
"'
.5 §
f-
u..
Figura 9.5: Gráfico de Pareto: frequência de problemas em serviço de
distribuição e entrega.
70
60
50
t\2
C<l
"ü 40
c
<O
;:::l
cr' 30
o
....
u.. 20
10
o
1:l c;l c;l
"'
::::
o @ "O ....o
:::: .... õ '5
o f- [/)
o
0..
E
o
u
Figura 9.6: Gráfico de Pareto: frequência de problemas em montagem
de placas de circuito eletrônico.
173
0.6
0.5
0.4
""
o:: 0.3
0.2
0.1
o
~
:::::"' c
(\) "'
"O "'o
·c c õ b
E- o UJ :::;!
o. o
a
o
u
Figura 9.7: Gráfico de Pareto: custo de re-trabalho de defeitos de fabricação.
12
10
o
...c
:::;!
8
..:::::
g 6
:§
(\)
a 4
o
N r<)
"'c "';::;c co
c
·:; ;::;
cr cr O"
'""
2; '"'
2; '"'
2;
Figura 9.8: Gráfico de Pareto: defeitos por turno para diferentes máquinas.
174
Tm10 1 Tm102
-=~
õ
~
<U
;: 4
<U
"O
"ü
-<
2
o
=:'"" '""
:0:::
(.)
g"'
:::l
0/j
o ~§ :::l
<Zl :::l
'"" Cl o
"'"' -ó
o
c:
Figura 9.10: Gráfico de Pare to: causas principais para ocorrência de acidentes.
175
Etapas para a Construcão de um Gráfico de Pareto:
176
Figura 9.11: Estrutura básica de um Diagrama de Causa e Efeito.
177
Figura 9.12: Diagrama de Causa e Efeito: causas para a alta dispersão do resultado de um
processo de fabricação.
Figura 9.13: Diagrama de Causa e Efeito: causas para o atraso em pedido de compra.
178
pisaldir/iged::::ssa Jro
fundo em cim
manual/
instrução
Figura 9.14: Diagrama de Causa e Efeito: causas para o alto consumo de combustível de
um automóvel.
9.6. Histogramas
R=MAX-MIN
R
h=-
k
O valor de h deve ser arredondado de forma que seja obtido um número conveniente.
Este número deve ser um múltiplo da unidade de medida dos dados da amostra.
e assim sucessivamente até que seja obtido um intervalo que contenha o maior valor da
amostra (MAX) entre os seus limites.
Dados
9.9 10.1 9.8 10.2 9.9 10.5
9.3 9.9 9.9 9.8 9.8 10.6
10.2 9.7 10.1 10.7 10.3 9.8
9.4 9.8 10.4 9.9 9.5 9.5
10.1 9.9 10 10.7 9.9 9.4
9.6 10 10.2 9.3 9.3 9.6
9.9 9.6 10.1 10.3 10.2 10.3
10.1 9.7 9.8 9.9 9.2 10.2
9.8 9.4 10.1 10.5 9.9
9.8 9.6 10.3 9.8 9.7
9.8 10 10 10.3 9.9
R= 10,7-9,0 = 1,7,
R 1,7 O
h=-=-= ,17
k 10
Nesse caso, podemos arredondar esse intervalo para 0,20, que corresponde a um
múltiplo da menor divisão da unidade de medida (nesse caso O, 10). A seguir. a frequência
de ocorrência dos dados em cada um dos intervalos é computada, conforme ilustra a
Tabela 9.2
A partir da Tabela 9.2, podemos construir o histograma para o exemplo em
questão, conforme ilustrado na Figura 9.15. O histograma permite a visualização da forma
da distribuição dos dados e também a percepção da localização do valor central e da
181
dispersão dos dados em torno deste valor central.
18
16
14
12
"'
.ü 10
"""'5- 8
J:
6
o
9 9.2 9.4 9.6 9.8 10 10.2 10.4 10.6 10.8
182
• Medidas de Variabilidade:
• Desvio padrão (S);
• Amplitude (R).
X = x([n+IJ/21 ,
x(n/2) +x([n/2]+1)
183
considerada preditora da outra variável, a qual será plotada no eixo vertical y. A escolha
das escalas das variáveis no gráfico deve ser a mais adequada para permitir uma fácil
visualização do padrão de dispersão dos pontos. Deve-se acrescentar que a observação de
um diagrama de dispersão, com o objetivo de descobrir se existe ou não uma correlação
entre as duas variáveis de interesse, depende muito dos intervalos de variação das
variáveis. Para diferentes intervalos de variação, os resultados encontrados podem não ser
os mesmos.
y
. ..
y
...... y
... ...
I U •,: I
...•' I
•• ••
fi I
}tflt
•,
0 I
..
t • t
...
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11
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I':,
. ..
fi
I
•'
~
'
I
I
•''•'
I
.
I
I''
~ 1
X X X
correlação correlação correlação
positiva negativa inexistente
a. b. c.
Fig. 9.16: Diagrama de dispersão: correlação positiva (a), negativa (b) e inexistente (c).
sn
r=--;==='====
~s_,"xs,,
onde:
185
9.8. Exercícios Propostos
9.1. Explique o que é o Gráfico de Pareto e em que situação ele é usado. Exemplifique a
sua utilização.
9.2. Explique o que é o Diagrama de Causa e Efeito e em que situação ele é usado.
Exemplifique a sua uti_lização.
9.3. Como as ferramentas da qualidade podem ser classificadas quanto à sua utilização?
Exemplifique.
186
10. INSPEÇÃO DE LOTES POR AMOSTRAGEM
10.1. Introdução
187
despacho ou em etapas intermediárias) como último recurso para evitar que produtos de
qualidade inaceitável sejam comercializados.
Para proceder à inspeção, os produtos são agregados em lotes de tamanhos
convenientes. Dependendo do tipo de produto, das características de qualidade a serem
avaliadas e do histórico da qualidade do fabricante, pode-se proceder a inspeção total do
lote do produto ou a uma inspeção por amostragem do lote.
Na inspeção por amostragem, a inspeção é realizada em uma amostra do lote, e o
nível de qualidade do lote é estimado a partir do nível de qualidade da amostra, com
confiança ou risco estabelecido estatisticamente. Desse modo, a aceitação do lote
acontecerá desde que o nível de qualidade do lote seja maior ou igual que um valor pré-
estabelecido. Isso implica que lotes aceitos não estão, na maioria dos casos, livres de
unidades não conformes.
Na inspeção total ou cem porcento, cada unidade de produto do lote é aceita ou
rejeitada baseada na conformidade ou não do produto com as especificações de
qualidade. A inspeção cem porcento é usada em situações em que o prejuízo decorrente
da aceitação de um produto defeituoso seja muito elevado, por motivos técnicos ou
comerciais. Deve-se ainda considerar que uma em inspeção visual em cem porcento do
lote, dificilmente consegue-se eliminar todas as unidades em não conformidade.
A inspeção por amostragem se torna vantajosa em situações em que:
• a inspeção seja destrutiva;
• o custo de inspeção total seja muito alto em relação ao custo do produto;
• a inspeção total represente um gargalo de produção;
188
10.2. Probabilidade de Aceitação e de Rejeição
define o nível de qualidade dado em porcentagem por p( 100) o/o. Se extrairmos uma
amostra do lote de tamanho n, contendo d peças defeituosas, a fração defeituosa da
amostra será
d
p·=-
n
189
1-F(a)=P(r~d~n)
n
f =-:5:0,1'
N
190
e a distribuição adequada é a Binomial. Assim, a probabilidade de aceitação do lote, F( a
= 2), é dada por:
onde:
e a probabilidade de aceitação é:
F(a= 2) = 0,9168
Exemplo 10.2: Para uma amostra composta de 100 peças de um lote de 4000 peças,
calcule a probabilidade de a amostra ter no máximo 1 peça defeituosa (a=l) para
porcentagens de defeituosos p do lote de 0,5%; 1%; 1,5%; 2%; 2,5% e 3%.
Sendo
100
f = !!:__ = = o 025 '
N 4000 '
• Para p =0,005
J..l= np =100 x 0,005 =0,5
P0 = e· 11 = e·o.s = 0,6065
=0,3033
=0,9098
191
• Parap = 0,01
f..L=np=100x0,01 =1
P0 =e·Jl =e- 1 =0,3679
=0.3679
=0,7358
• Parap = 0,015
• Parap = 0,02
f..L=np=100x0,02= 2
P11 =e·Jl =e- 2 =0,1353
PI =f..LPo =0,2706
F(l)=P11 +P1 =0,4059
• Parap=0,025
• Para p = 0,03
192
O gráfico da probabilidade de aceitação, F(a=l), em função de pé apresentado
na Figura I 0.2.
1.1
I I
I
li
0.9 ~ I
"'
~~
ii:' I
I
ó
'"'.:::
(.)o
0.7
I
·;;:;
~~
u I
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-o I I
o 0.5
~
-o
]"'
:.õ
0.3
"'o
..0 !
....
o..
0.1
I
I 1-------
I
o 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03
Fração defeituosa
Figura 10.2: Probabilidade de aceitação em função da fração defeituosa, p. Exemplo 10.2.
Do gráfico da Figura 10.2, percebe-se que, dada uma amostra de tamanho n e
número de aceitação a, a probabilidade do lote ser aceito é função da qualidade p do
lote. Essa função, representada por F(x), chama-se função característica do plano de
amostragem, ou Curva Característica de Operação (CCO), conforme será visto a seguir.
Ou seja, define-se uma faixa para os níveis de qualidade, cujos limites são p 1 e
Pb onde p 1 significa baixa porcentagem de defeituosos e p 2 alta porcentagem de
defeituosos. Assim sendo, faz-se necessário definir alguns indicadores que são usados
para a elaboração de planos de amostragem, conforme segue:
Nível de Qualidade Aceitável- NQA: Denomina-se Nível de Qualidade Aceitável ao
nível de qualidade p h que o consumidor está disposto a aceitar.
193
Nível de Qualidade Inaceitável - NQI ou Qualidade Limite (QL): denomina-se Nível
de Qualidade Inaceitável ou Qualidade Limite ao nível de qualidade p 2 que o consumidor
não quer receber.
0.8
0.6
0.4
0.2
O
oL_--~----~----~----~--~;===~
0.025 0.05 0.075 0.1 0.125 0.15
t t Fração defeituosa
NQA =2,5% QL =7,5%
Figura 10.3: CCO para plano de amostragem com n=50, a=2, NQA=2,5% e QL=7,5%.
i94
Risco do Consumidor: É a probabilidade de que um lote de má qualidade, com fração
defeituosa igual a QL, seja aceito. Essa probabilidade é indicada por [3 na Figura 10.3.
7
iL 0.8
o
"''
'-'"
.:3
·o:; 0.6
u
"'
"'
-o
"'
-o 0.4
:g"'
:.õ
"'o 0.2
..0
o:
0.05 0.1 0.15 0.2
Fração defeituosa p
Figura 10.4: Aumento da declividade da CCO com o aumento do tamanho da amostra, n.
195
2u:.. 0.8
o
"".5
<>
.<i)
u 0.6
"'u n=50
"D
u a=4
"D 0.4
n=50
] a=2
13
"'....o
..0 0.2 a= I
0...
o
o 0.05 0.1 0.15 0.2
Fração defeituosa p
Figura 10.5: Aumento da declividade da CCO com a diminuição do número de aceitação,
a.
F(x)
Região de Região de
aceitação rejeição
o
NQA =QL p
196
10.4. Inspeção para Aceitação e Inspeção Retificadora
Definir plano de
d>a
197
Figura 10.8: Inspeção retificadora.
198
Definir plano de
amostragem
(n 1, n 2• a 1 . a 2 )
Definir plano de
amostragem
(n 1 • n2• a 1• a 2 )
Inspecionar segunda d ~ a2
amostra n 2
d = dl + d2
aceitar o lote
Suponha que temos um plano com amostragem dupla, onde n 1 = 11 2 = 80, e a 1=1
e a 2=4. Assim, a probabilidade de aceitação na fase I é a probabilidade de se ter na
amostra n 1 um número de defeitos d 1 :s; a 1 = 1, ou seja:
F(xyil = P(d1 = 2). P(d2 :<;;2) + P(d 1 = 3). P(d2 :<;; 1) + P(d 1 = 4). P(d2 = 0)
200
10.6. Qualidade Média Resultante
Assim, para um lote com N produtos, após a retirada de uma amostra n. e como
conseqüência do resultado da inspeção, poderemos ter, para as (N- n) peças do restante
do lote:
• lote rejeitado, submetido à inspeção global;
• lote aceito.
Na amostra e no lote rejeitado não existirão produtos defeituosos aceitos. pois
todos os produtos serão inspecionados. Os produtos defeituosos somente poderão ocorrer
quando o lote for aceito. Sendo p a porcentagem de defeituosos do lote e F(x) a
probabilidade de ele ser aceito, o número provável de peças defeituosas é:
p (N-n). F(x)
201
A Figura 10.12 ilustra um gráfico de QMR para uma amostra de tamanho n=SO,
extraída de um lote de tamanho N=SOO, e para um plano de amostragem simples com a=2
(com CCO para a distribuição Binomial).
0::: QMRL
~ 0.024
o
c'-'
É 0.018
::::>
...."''-'
"'
:a 0.012
''-'
E
'-'
"O
"'
~ 0.006
"'
6
0.05 0.1 0.15 0.2
Fração defeituosa p
onde
F(x) = F(x/ + F(x)'l
202
10.7. Planos de Amostragem da NBR 5426
Níveis de Inspecão
A norma estabelece também três níveis gerais de inspeção e quatro níveis
especiais de inspeção, que permitem ajustar o custo da inspeção e a proteção da qualidade
requerida. Os níveis gerais de inspeção, I, II e III, são usados em inspeção não destrutiva.
Já os níveis especiais de inspeção, S-1 a S-4, são usados em inspeções destrutivas ou de
custo muito elevado, onde pequenos tamanhos de amostra são desejáveis.
A diferença básica entre os diferentes níveis de inspeção é a quantidade de
inspeção relativa e a respectiva proteção oferecida. Assim, para um mesmo tamanho de
lote, por exemplo 2000 peças, e um NQA = 2,5 %, para amostragem simples, os
tamanhos de amostras e os números de aceitação para os diferentes níveis de inspeção são
indicados nas Tabelas I 0.1 e 10.2.
203
Nível I
·-------------- Nível li Nível III
Tamanho da amostra 50 125 200
Número de 3 7 10
Tabela 10.1: Tamanho de amostra e número de aceitação para lotes de 2000 peças, NQA
= 2,5 %, nos níveis gerais de inspeção.
Tabela 10.2: Tamanho de amostra e número de aceitação para lotes de 2000 peças, NQA
= 2,5 %, nos níveis especiais de inspeção.
Regime de Inspecão
A norma estabelece três diferentes regimes ou graus de severidade: normal,
atenuada e severa. Os planos de amostragem são estipulados para esses três níveis de
severidade de inspeção e para os três tipos de amostragem (simples, dupla e múltipla).
Assim, a norma oferece nove diferentes combinações de planos de amostragem,
independentemente do nível de inspeção (geral ou especial).
A inspeção em regime normal é em geral usada no início do processo. A
mudança de regime normal para severo ou atenuado, e vice e versa, obedece às seguintes
regras (Figura I 0.13):
a) quando a inspeção normal tiver sendo usada. será necessário passar para severa se,
entre cinco lotes consecutivos, dois tiverem sido rejeitados na inspeção normal;
b) quando estiver sendo aplicada a inspeção severa, a normal poderá substituí-la se cinco
lotes consecutivos tiverem sido aceitos em regime de inspeção severa;
c) quando estiver sendo aplicada a inspeção normal. a atenuada poderá substituí-la se:
• os dez lotes precedentes (ou mais, conforme indicado na Tabela 17 da NBR
5426), tenham sido submetido à inspeção normal e nenhum lote tenha sido
rejeitado;
• quando o número de unidades defeituosas encontradas nas amostras dos dez
ou mais lotes precedentes, submetidos à inspeção normal e não rejeitados.
não ultrapasse um número limite definido na tabela 17 da NBR 5426.
• quando a preocupação se desenvolve com regularidade;
d) quando estiver sendo aplicada a inspeção atenuada, será necessário passar para a
normal se:
204
• um lote for rejeitado;
• se o número de defeituosos de um lote ultrapassar o número de aceitação do
plano de amostragem, sem ultrapassar o número de rejeição;
• a produção se tornar irregular ou sujeita à condições adversas
!Não
-lote rejeitado;
(Insp. Normal) -defeituosos maior
que aceitação e
Sim menor que rejeição; (Insp. Atenuada)
- produção irregular
Sim
- 1O lotes consecutivos
2 em 5lotes (Insp. Normal) aceitos;
consecutivos - número de defeituosos ~
(Insp. Normal) são rejeitados Não menor que limite;
- produção regular
Sim
Sim 5Iotes
----::- consecutivos
(Insp . Normal) (lnsp. Severa)
são aceitos
Não
10 lotes
consecutivos Interromper
(Insp. Severa) em inspeção Inspeção
severa
Figura 10.13: Alteração de inspeção de normal para severa e normal para atenuada.
205
Nas tabelas de plano de amostragem, o nível de qualidade NQA é expresso em
fração defeituosa ou em número de defeitos por cem unidades. Para NQA em fração
defeituosa, a norma apresenta planos para NQA variando de 0,01 % até 10 %, e para
NQA em defeitos por 100 unidades, variando entre 15 e 1000 defeitos.
Nas Tabelas 19 a 67 da NBR 5426, são apresentadas as Curvas Características
de Operação dos planos de amostragem simples, em regime normal. Através dessas
ecos, pode-se perceber o risco do produtor e o risco do consumidor para diferentes
tamanhos de amostra e diferentes NQAs.
A seleção do plano de amostragem ( seja ele simples, duplo ou múltiplo, ou em
regime normal, severo ou atenuado) pode ser feita de três maneiras diferentes, conforme
descrito a seguir.
Exemplo 10.3: Deseja-se definir um plano de amostragem para inspecionar lotes de 1000
peças, com um NQA de 0,40 %.
Da Tabela 1, vemos que o código da amostra, no nível II, é J. Na Tabela 2, para
inspeção simples normal, na célula correspondente ao cruzamento da linha de código de
amostra J e NQA 0,4 %, temos uma seta apontando para baixo. Isto significa que
devemos adotar o plano da célula seguinte na direção vertical, sentido para baixo. Assim,
temos para NQA de 0,4 % e lote de 1000 peças:
n=125;
a= L
n= 200;
a=1.
n=50;
a=O.
206
Exemplo 10.4: Deseja-se definir planos de amostragem, duplo e múltiplo para
inspecionar lotes de 2000 peças, com um NQA de 1 %.
Da Tabela 1, para o nível de inspeção li, o código da amostra é K. Para NQA de
1 %e código literal K, temos, da Tabela 5, inspeção dupla normal:
np80; a 1=1;
n 2=80; a 2=4.
207
Exemplo 10.5: Deseja-se um plano para amostragem simples normal de forma que, para
o nível de qualidade inaceitável ou limite para o consumidor, QL, de 6 %, a probabilidade
de aceitação do lote seja de 5 %. O tamanho do lote é de 1000 peças.
Neste caso, temos QL = 6 %, e f3 = 5 %. Como QL é especificado em termos de
fração defeituosa, e f3 =5 %, a tabela a ser usada é a Tabela 15.
Na Tabela 15, entramos com o código literal da amostra, que para um lote de
1000 peças, no nível II, é J. Percorre-se a linha correspondente ao código literal da .
esquerda para a direita até se encontrar um valor igual ao QL especificado ou o menor e
mais próximo do QL especificado.
No exemplo, para um QL = 6 %, e um código literal J, o valor menor mais
próximo é 5,8. O valor de NQA correspondente é encontrado no topo da coluna. Neste
exemplo o valor de NQA é 0,65 %.
A partir desse valor de NQA e do código literal da amostra, o plano de
amostragem é definido na Tabela 2, como descrito anteriormente. Ou seja, da Tabela 2.
temos:
n = 80;
a= I.
Tabelas complementares (Tabelas de 1 a 10) são apresentadas na NBR 5427
para a escolha de planos de amostragem simples, duplo e múltiplo, para riscos do
consumidor de 5 e 10 %.
208
Exemplo 10.6: Deseja-se definir um plano de amostragem simples para um LQMR de 5
%. O tamanho do lote é de 800 peças.
Da Tabela 1, tem-se que o código literal da amostra é J. Da Tabela 2, para um
código literal J, tem-se amostras de tamanho n = 80. Como o LQMR deve ser de 5 %,
temos que:
LQMR
fator=--=---
(1-n/ N)
5
fator= =5,55
(1- 80/800)
n= 80:
a =5.
209
10.8. EXERCÍCIOS PROPOSTOS
10.1. Em que situações inspeção é usada ? Faça considerações sobre a inter-relação entre
inspeção e controle estatístico de processo (CEP).
10.2. A inspeção é uma alternativa ao controle da qualidade de processo (CEP)? Por que?
Em que situações inspeção por amostragem deve ser usada como alternativa à inspeção
cem porcento ?
10.5. Qual a diferença entre a inspeção para a aceitação e a inspeção retificadora? Qual as
vantagens e desvantagens de uma e de outra ?
10.7. A inspeção é uma alternativa ao controle da qualidade de processo (CEP)? Por que
? Em que situações inspeção por amostragem deve ser usada como alternativa à inspeção
cem porcento ?
210
1
a b
1
1
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o 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08 0.09 0.1 o 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08 0.09 o1
fração defeituosa
fração defeituosa
211
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
9. JURAN, J. M.; GRYNA, F. M., Ouality Analysis and Planning. 3ª edição. McGraw-
Hill. 1993
213
11. SLACK, N., Vantagem Competitiva em Manufatura. São Paulo, Editora Atlas, 1993
12. TAGUCHI, G.; ELSAYED, E.; HSIANG, T., Taguchi- Engenharia da Qualidade
em Sistemas de Producão. McGraw-Hill.. 1990
13. NBR ISO 9000-1 Sistema da Qualidade - Diretrizes para Seleção e Uso. ABNT,
Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. 1994
214
APÊNDICE: Tabelas Estatísticas
z .00 .01 .02 .03 .04 .05 .06 .07 .08 .09
0.0 .0000 .0040 .0080 .0120 .0160 .0199 .0239 .0279 .0319 .0359
0.1 .0398 .0438 .0478 .0517 .0557 .0596 .0636 .0675 .0714 .0753
0.2 .0793 .0832 .0871 .0910 .0948 .0987 .1026 .1064 .1103 .II41
0.3 .1179 .1217 .1255 .1293 . 1331 .1368 .1406 .1443 .1480 .1517
0.4 .1554 .1591 .1628 .1664 .1700 .1736 .I 772 .1808 .1844 .1879
0.5 .1915 .1950 .1985 .2019 .2054 .2088 .2123 .2157 .2190 .2224
0.6 .2257 .2291 .2324 .2357 .2389 .2422 .2454 .2486 .2517 .2549
0.7 .2580 .2611 .2642 .2673 .2704 .2734 .2764 .2794 .2823 .2852
0.8 .2881 .2910 .2939 .2967 .2995 .3023 .3051 .3078 .3106 .3133
0.9 .3159 .3186 .3212 .3238 .3264 .3289 .3315 .3340 .3365 .3389
1.0 .3413 .3438 .3461 .3485 .3508 .3531 .3554 .3577 .3599 .3621
1.1 .3643 .3665 .3686 .3708 .3729 .3749 .3770 .3790 .3810 .3830
1.2 .3849 .3869 .3888 .3907 .3925 .3944 .3962 .3980 .3997 .4015
1.3 .4032 .4049 .4066 .4082 .4099 .4115 .4131 .4147 .4162 .4177
1.4 .4192 .4207 .4222 .4236 .4251 .4265 .4279 .4292 .4306 .4319
1.5 .4332 .4345 .4357 .4370 .4382 .4394 .4406 .4418 .4429 .4441
1.6 .4452 .4463 .4474 .4484 .4495 .4505 .4515 .4525 .4535 .4545
1.7 .4554 .4564 .4573 .4582 .4591 .4599 .4608 .4616 .4625 .4633
1.8 .4641 .4649 .4656 .4664 .4671 .4678 .4686 .4693 .4699 .4706
1.9 .4713 .4719 .4726 .4732 .4738 .4744 .4750 .4756 .4761 .4767
2.0 .4772 .4778 .4783 .4788 .4793 .4798 .4803 .4808 .4812 .4817
2.1 .4821 .4826 .4830 .4834 .4838 .4842 .4846 .4850 .4854 .4857
2.2 .4861 .4864 .4868 .4871 .4875 .4878 .4881 .4884 .4887 .4890
2.3 .4893 .4896 .4898 .4901 .4904 .4906 .4909 .4911 .4913 .4916
2.4 .4918 .4920 .4922 .4925 .4927 .4929 .4931 .4932 .4934 .4936
2.5 .4938 .4940 .4941 .4943 .4945 .4946 .4948 .4949 .4951 .4952
2.6 .4953 .4955 .4956 .4957 .4959 .4960 .4961 .4962 .4963 .4964
2.7 .4965 .4966 .4967 .4968 .4969 .4970 .4971 .4972 .4973 .4974
2.8 .4974 .4975 .4976 .4977 .4977 .4978 .4979 .4979 .4980 .4981
2.9 .4981 .4982 .4982 .4983 .4984 .4984 .4985 .4985 .4986 .4986
3.0 .4987 .4987 .4987 .4988 .4988 .4989 .4989 .4989 .4990 .4990
215
A2- Tabela H: Valores Críticos da Distribuição t de Student
~ .40 .25 .10 .os .025 .01 .005 .0025 .001 .0005
1 .325 1.000 3.078 6.314 12.706 31.821 63.657 127.32 318.31 636.62
2 .289 .816 1.886 2.920 4.303 6.965 9.925 14.089 23.326 31.598
3 .277 .765 1.638 2.353 3.182 4.541 5.841 7.453 10.213 12.924
4 .271 .741 1.533 2.132 2.776 3.747 4.604 5.598 7.173 8.610
5 .267 .727 1.476 2.015 2.571 3.365 4.032 4.773 5.893 6.869
6 .265 .727 1.440 1.943 2.447 3.143 3.707 4.317 5.208 5.959
7 .263 .711 1.415 1.895 2.365 2.998 3.499 4.019 4.785 5.408
8 .262 .706 1.397 1.860 2.306 2.896 3.355 3.833 4.501 5.041
9 .261 .703 1.383 1.833 2.262 2.821 3.250 3.690 4.297 4.781
10 .260 .700 1.372 1.812 2.228 2.764 3.169 3.581 4.144 4.587
11 .260 .697 1.363 1.796 2.201 2.718 3.106 3.497 4.025 4.437
12 .259 .695 1.356 1.782 2.179 2.681 3.055 3.428 3.930 4.318
13 .259 .694 1.350 1.771 2.160 2.650 3.012 3.372 3.852 4.221
14 .258 .692 1.345 1.761 2.145 2.624 2.977 3.326 3.787 4.140
15 .258 .691 1.341 1.753 2.131 2.602 2.947 3.286 3.733 4.073
16 .258 .690 1.337 1.746 2.120 2.583 2.921 3.252 3.686 4.015
17 .257 .689 1.333 1.740 2.110 2.567 2.898 3.222 3.646 3.965
18 .257 .688 1.330 1.734 2.101 2.552 2.878 3.197 3.610 3.922
19 .257 .688 1.328 1.729 2.093 2.539 2.861 3.174 3.579 3.883
20 .257 .687 1.325 1.725 2.086 2.528 2.845 3.153 3.552 3.850
21 .257 .686 1.323 1.721 2.080 2.518 2.831 3.135 3.527 3.819
22 .256 .686 1.321 1.717 2.074 2.508 2.819 3.119 3.505 3.792
23 .256 .685 1.319 1.714 2.069 2.500 2.807 3.104 3.485 3.767
24 .256 .685 1.318 1.711 2.064 2.492 2.797 3.091 3.467 3.745
25 .256 .684 1.316 1.708 2.060 2.485 2.787 3.078 3.450 3.725
26 .256 .684 1.315 1.706 2.056 2.479 2.779 3.067 3.435 3.707
27 .256 .684 1.314 1.703. 2.052 2.473 2.771 3.057 3.421 3.690
28 .256 .683 1.313 1.701 2.048 2.467 2.763 3.047 3.408 3.674
29 .256 .683 1.311 1.699 2.045 2.462 2.756 3.038 3.3% 3.659
30 .256 .683 1.310 1.697 2.042 2.457 2.750 3.030 3.385 3.646
40 .255 .681 1.303 1.684 2.021 2.423 2.704 2.971 3.307 3.551
60 .254 .679 1.2% 1.671 2.000 2.390 2.660 2.915 3.232 3.460
120 .254 .677 1.289 1.658 1.980 2.358 2.617 2.860 3.160 3.373
00 .253 .674 1.282 1.645 1.960 2.326 2.576 2.807 3.090 3.291
Fonte: Montgomery, D. C. Design and analysis of experiments, John Wiley & Sons, 3-ª
edição, 1991.
216
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3.173
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0.3152
0.797
0.787
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;::s 15 0.775 0.223 0.789 0.9823 1.0180 0.428 1.572 0.421 1.544 3.472 0.2880 0.756 1.203 5.741 0.347 1.653 $1),
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16 0.750 0.212 0.763 0.9835 1.0168 0.448 1.552 0.440 1.526 3.532 0.2831 0.750 1.282 5.782 0.363 1.637
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0.728 0.203 0.739 0.9845 1.0157 0.466 1.534 0.458 1.511 3.588 0.2787 0.744 1.356 5.820 0.378 1.622
-....]
""
[;:;· 17
18 0.707 0.194 0.718 0.9854 1.0148 0.482 1.518 0.475 1.496 3.640 0.2747 0.739 1.424 5.856 0.391 1.608
[I)
~
~ 19 0.688 0.187 0.698 0.9862 1.0140 0.497 1.503 0.490 1.483 3.689 0.2711 0.734 1.487 5.891 0.403 1.597 ~
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A4 - Valores de d 2 para a Distribuição da Amplitude Média
m
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
1 1,41 1,91 2,24 2,48 2,67 2,83 2,96 3,08 3,18 3,27 3,35 3,42 3,49 3,55
2 1,28 1,81 2,15 2,40 2,60 2,77 2,91 3,02 3,13 3,22 3,30 3,38 3,45 3,51
3 1,23 1,77 2,12 2,38 2,58 2,75 2,89 3,01 3,11 3,21 3,29 3,37 3,43 3,50
4 1,21 1,75 2,11 2,37 2,57 2,74 2,88 3,00 3,10 3,20 3,28 3,36 3,43 3,49
5 1,19 1,74 2,10 2,36 2,56 2,73 2,87 2,99 3,10 3,19 3,28 3,35 3,42 3,49
6 1,18 1,73 2,09 2,35 2,56 2,73 2,87 2,99 3,10 3,19 3,27 3,35 3,42 3,49
7 1,17 1,73 2,09 2,35 2,55 2,72 2,87 2,99 3,10 3,19 3,27 3,35 3,42 3,48
g 8 1,17 1,72 2,08 2,35 2,55 2,72 2,87 2,98 3,09 3,19 3,27 3,35 3,42 3,48
9 1,16 1,72 2,08 2,34 2,55 2,72 2,86 2,98 3,09 3,18 3,27 3,35 3,42 3,48
10 1,16 1,72 2,08 2,34 2,55 2,72 2,86 2,98 3,09 3,18 3,27 3,34 3,42 3,48
11 1,16 1,71 2,08 2,34 2,55 2,72 2,86 2,98 3,09 3,18 3,27 3,34 3,41 3,48
12 1,15 1,71 2,07 2,34 2,55 2,72 2,85 2,98 3,09 3,18 3,27 3,34 3,41 3,48·
13 1,15 1,71 2,07 2,34 2,55 2,71 2,85 2,98 3,09 3,18 3,27 3,34 3,41 3,48
14 1,15 1,71 2,07 2,34 2,54 2,71 2,85 2,98 3,08 3,18 3,27 3,34 3,41 3,48
15 1,15 1,71 2,07 2,34 2,54 2,71 2,85 2,98 3,08 3,18 3,26 3,34 3,41 3,48
>15 1,128 2,059 2,534 2,847 3,078 3,258 3,407
1,693 2,326 2,704 2,970 3,173 3,336 3,472
218