Estratégias de Branding: Diretrizes para Gestão de Marcas em Organizações Públicas E Privadas
Estratégias de Branding: Diretrizes para Gestão de Marcas em Organizações Públicas E Privadas
Leandro Tavares
leodomingos@[Link]
Resumo: As marcas têm se tornado ativos intangíveis mais valiosos que os ativos tangíveis
de grandes e pequenas empresas, porém há ainda incertezas quando às diretrizes para
gestão de marcas em diversos setores. Este trabalho identifica na literatura científica os
requisitos e fundamentos específicos para gestão de marcas em organizações públicas
e/ou privadas. O resultado aponta um conjunto de 22 diretrizes gerais a serem
trabalhadas pela gestão estratégica de marketing.
1. INTRODUÇÃO
Diversas empresas de pesquisa atualmente se dedicam a publicar relatórios anuais
com dados de valoração destas marcas. O relatório “BrandZ Global Top 100” de 2015 aponta
que o valor total das Top 100 marcas obteve um crescimento de 126% desde a primeira
edição do mesmo há 10 anos atrás e, em 2015, somava US$ 3,3 trilhões, número 14%
superior ao total registrado em 2014. Os números provam que o valor das marcas cresce
robustamente apesar dos períodos de crise econômica global.
O relatório 2015 Top 50 Latin American Brands também divulgado pela empresa
Millward Brown Optimor mostra que o valor das marcas teve um crescimento de 2%. Apesar
da crise política e econômica enfrentada pelos países latino-americanos, as marcas presentes
no Top 50 continuaram crescendo em seus mercados, comprovando a importância de
continuar investindo em marketing para consolidar marcas fortes e que agregam valor aos
seus acionistas mesmo em momentos de adversidade.
Neste mesmo relatório, a marca que lidera a qualificação como a mais valiosa da
américa latina é uma marca de bebidas brasileira. Apesar da queda de valor da marca
Petrobrás, que liderou a classificação em 2012, e estava se consolidando como a marca
brasileira mais forte do mundo, o Brasil é o segundo país com mais empresas listadas no
relatório, atrás apenas do México.
Acompanhar o cenário tecnológico, social, econômico e político é um desafio crucial
de uma marca e de sua gestão, de forma a manter uma identificação com o cliente e com os
stakeholders.
Kotler (2008) afirma que marcas sólidas e bem construídas proporcionam às
respectivas companhias retornos mais sólidos. As empresas que tratam as marcas como ativos
valiosos e igualmente importantes que elas realmente são se beneficiam principalmente em
tempos de crise.
2. O CONCEITO DE MARCA E O VALOR INTANGÍVEL
Ao longo dos anos, os ativos intangíveis têm se tornado os principais responsáveis
pela geração de valor para as empresas. Isso porque em um ambiente competitivo os ativos
tangíveis são rapidamente reproduzidos e podem tornar-se obsoletos facilmente, diante do
avanço tecnológico. Já os ativos intangíveis são difíceis de serem copiados no curto prazo,
devido ao tempo requerido na sua construção e consolidação (CAPUTO et al., 2008).
Para alcançar esse valor simbólico e essa identidade única, a organização deve
estabelecer um posicionamento para construir uma marca forte. Kotler e Keller (2006)
definem o posicionamento de uma marca como "o ato de planejar a oferta e a imagem da
3
empresa, de modo que ela ocupe um lugar distinto e valorizado na mente dos clientes"
(KOTLER; KELLER, 2006, p. 70). Este posicionamento é realizado através de estratégias de
marketing bem embasadas e estruturadas.
A literatura de marketing tem apontado a crescente importância das marcas
(AAKER, 1998; KAPFERER, 2003), destacando que elas são relevantes tanto para as
organizações quanto para os consumidores (AAKER, 1998; CHERNATONY, 2001).
Entende-se hoje que as marcas são ativos estratégicos que representam um componente da
vantagem competitiva e fonte de futuros ganhos da empresa (BALDAUF et al., 2003). São
fatores críticos de sucesso para as organizações.
É importante destacar que o conceito de marca costuma causar confusão,
impossibilitando atingir toda a potencialidade de vantagens do “branding” quando trabalhado
corretamente. O fato de ter um logotipo ou símbolo é diferente de ter uma marca, mais ampla
que somente a informação visual. A marca engloba aspectos intangíveis complexos e de
grande visibilidade, sendo necessário para seu diagnóstico, segundo Martins (2006), estudar
questões associadas a produtos ou serviços ligados à marca; mercados; público-alvo;
segmentação dos consumidores; aspectos relevantes de pesquisas existentes de mercado e de
imagem; marcas concorrentes, suas vantagens ou desvantagens; descrição dos atributos do
produto ou do serviço; associações existentes; vantagens, benefícios ou diferenciais
competitivos; histórico de satisfação e insatisfação dos públicos da marca; dentre outras.
Muitas vezes, instituições privadas não dão enfoque às fontes criadoras de imagem,
seja na comunicação social ou na relação direta com os serviços (NEVES, 2001), o que é
prejudicial à imagem da marca, já que no caso de uma discrepância entre mensagem e
experiência, a experiência negativa prevalece na lembrança do usuário e, ou, cliente. Assim, é
necessária uma revisão da infraestrutura organizacional, não somente para identificar
experiências negativas e ajustar a comunicação feita pela marca, mas também para modificar
a percepção por parte dos funcionários, de modo a torná-los divulgadores e agentes dos
valores da marca.
Em vista disso, a motivação para este estudo é decorrente do cenário globalizado que
faz com que as marcas sejam cada vez mais um diferencial no processo decisório de
compradores (consumidores finais ou empresas) que são esmagados por uma sobrecarga de
informações sem relação com aquilo que estão realmente procurando. No novo mercado as
marcas passaram a ser como se fossem embaixadores numa economia globalizada (KOTLER,
2008).
4
4. METODO DE PESQUISA
Após uma revisão bibliográfica inicial sobre gestão de marcas, foi definido o
problema, os objetivos gerais e específicos e a metodologia de pesquisa. Em seguida, faz-se
um aprofundamento da revisão da literatura científica de acordo com os objetivos definidos e
constrói-se uma tabela com as diretrizes apontadas pela literatura. As etapas do trabalho são
ilustradas na Figura 1.
a) alcance da marca: produtos e/ou serviços vendidos sob uma única marca;
b) profundidade da marca: alcance geográfico das marcas;
c) extensão da marca: posicionamento básico das marcas.
Esta classificação é ilustrada na Figura I.
Ainda sobre o valor e a imagem da empresa, Cretu e Brodie (2007) apontam que a
imagem da marca tem uma influência mais específica sobre a percepção da qualidade do
produto e do serviço ofertado, enquanto a reputação da empresa tem uma influência mais
ampla sobre a percepção de valor e fidelidade do cliente.
No tocante à relação da marca com a cultura organizacional, Rashid e Ghose (2015)
identificaram que a personalidade do líder de mercado influencia fortemente a cultura
organizacional, e um fluxo constante de inteligência de negócios atualizada desempenha um
papel importante na criação de uma identidade de marca distintiva. Afirmam que marketing
interno e valores pessoais são a chave para a construção de cultura interna e da identidade da
marca.
Khauaja e Mattar (2006) recomendam que se mantenha coerência e consistência entre
a cultura da organização, identidade da marca e ações de marketing.
Em relação ao posicionamento “premium” das marcas, Porto e Silva (2014) afirmam
que para atrair consumidores mais rentáveis para as marcas próprias deve-se arriscar em
colocar um preço “premium”. Mazumdar (2005) também aponta que o preço referência de um
determinado produto internalizado pelo consumidor pode ser não numérico e que a
comunicação do preço do mesmo deve ser consistente com o que ele representa.
Prado (2007) aponta também que o varejo VIP (expressão inglesa Very Important
Person, tradução literal para ‘pessoa muito importante’) tem potencial para ser utilizado na
construção de marca que confere status ao consumidor, principalmente quando se deseja falar
com o consumidor da classe A.
No que concerne à correspondência da qualidade dos serviços prestados com a
imagem da marca, Wu et al. (2011) aponta que a qualidade do serviço tem um efeito positivo
sobre a imagem de uma marca própria. Os autores sugerem que gerentes de marketing podem
melhorar a imagem de uma loja aumentando a variedade de produtos, melhorando a qualidade
do produto, oferecendo os produtos no preço digno de valor, cuidando do atendimento dado
ao cliente, do aroma do ambiente e da decoração. Essas melhorias aumentam diretamente a
imagem da marca e a intenção de compra. Ishaq (2014) reforça que a qualidade do serviço
prestado assim como a percepção da marca e a imagem da marca devem ser trabalhadas para
a fidelização do público.
Högström et al. (2014) recomendam a gestão da marca calculativa (com menos
complexidade e buscando resultados a curto prazo) e heurística (marca mais social, buscando
resultado a longo prazo). Também propõem uma gestão dinâmica de arquétipos, afirmando
9
que a marca deve permitir que arquétipos coexistam de diferentes formas para resolver
paradoxos.
Johnson (2006) afirma que os gestores devem gerir a marca pensando em todo seu
ciclo de vida: inicialmente criar os valores da marca para seu primeiro estágio de vida, que
irão servir de base, quando crescerem no mercado, para fortalecer a marca e construir
relacionamentos. Louro (2000) também afirma que a gestão da marca deve balancear
obtenção de resultados de curto prazo com o investimento a longo prazo na capacidade de
geração de valor futuro. “Conceitos, sistemas e esforços de medição são orientadores da ação
tática e essenciais para integração bem sucedida de objetivos de curto e longo prazo”
(LOURO, 2000, p. 37).
Em relação ao público-alvo, Han et al. (2010) identificaram que apesar de
tradicionalmente ser recomendado divulgar sua marca apenas para seu público alvo, marcas
de luxo devem considerar divulgar sua marca para todas as classes sociais. “Ao promover
uma marca de luxo para as massas, a mensagem deve ser aspiracional ao invés de funcional”
(Han et al., 2010, p. 27, tradução nossa).
Amstalden (2007) também recomenda uma divulgação linear da marca para todas as
classes. O estudo feito com a Petrobrás identificou que: (1) a Petrobrás não tem um Valor da
Marca (Brand Equity) linear no território brasileiro, devendo equilibrar melhor os níveis de
investimentos nas áreas econômica e socioambiental em todos os demais estados, incluindo
uma política de marketing que atinja toda a população para que o consumidor efetivamente
reconheça estas ações; (2) outras ações direcionadas e seletivas em marketing podem ser
elaboradas para que as classes de renda mais elevadas elejam com maior representatividade a
marca Petrobras BR como a de sua preferência. Os autores recomendam ações como
patrocínios mais expressivos em revistas e jornais econômicos, incentivos a esportes
considerados elitistas e outras ações relacionadas.
Sobre o uso das mídias sociais, Michaelidou et al. (2011) afirmam que, assim como
empresas B2C, empresas B2B também podem usar as redes sociais para criar valor ao
consumidor em forma de interação, assim como para construir e alimentar relacionamentos.
Os autores afirmam que estar próximo do cliente permite com que a marca crie uma
identidade única que a diferencia da concorrência. Jansen et al. (2009) apontam que as
percepções de marca e as decisões de compra do consumidor estão cada vez mais
influenciadas pela comunicação online e pelos serviços de mídias sociais.
Batista (2011) recomenda o engajamento natural das pessoas no Facebook - seja por
meio das mensagens postadas, que devem ser simples e conter em sua essência um conteúdo
10
que promova o diálogo, a interação e confiança entre os participantes, evitando um teor que
fale de si mesmo, ou seja por meio das ferramentas disponibilizadas. Leão, Camargo e
Cavalcanti (2014) reforçam a recomendação identificando que comunicações não massivas,
tais como as de ponto de venda e redes sociais, podem ter um significativo papel na imagem
das marcas junto aos seus consumidores.
Castro et al. (2013) defendem que a probabilidade de compra é reduzida quando o
produto está desorganizado na prateleira e em quantidade limitada, mesmo que esse efeito
seja suavizado pela familiaridade com a marca. Khauaja e Mattar (2006) recomendam
coordenar pontos de contato da marca com o consumidor de forma coerente.
Sobre a internacionalização, Alden et al. (2006) afirmam que o advento dos canais de
mídia globais e as mídias sociais beneficiam as marcas posicionadas como internacionais.
Recomendam que seus gestores devem ficar atentos para aplicar as estratégias em diferentes
níveis em cada cultura. Erdogmus et al. (2010) corroboram que a não-padronização de
estratégias de gestão de marca em mercados internacionais pode impactar a performance da
marca.
Em relação ao uso de pesquisas e a identificação do consumidor com a empresa, Van
Doorn et al. (2010) recomendam que as empresas pesquisem e gerenciem as formas de
engajamento de seus clientes com sua marca e adotem uma abordagem mais compreensiva e
integrada. Francisco-Maffezzolli et al. (2013) afirmam que a pesquisa e a proximidade com
consumidor são importantes para cultivar relacionamento moderado e relacionamento
verdadeiro, em oposição ao relacionamento por inércia que não é eficiente. Ahearne et al.
(2005) também recomendam a realização de pesquisas e reforçam que os consumidores de
fato se identificam com as empresas e que essa identificação impacta positivamente tanto o
comportamento de consumo do produto quanto o posicionamento do consumidor quanto à
marca, mesmo quando o efeito da percepção da marca é levado em consideração.
No que se refere à relação com o país de origem da marca, Keller e Machado (2005)
apontam que criar vínculos fortes entre a marca e o seu país (região) de origem pode
representar um forte critério de diferenciação para as marcas, devido à identificação e, ou, às
crenças e conhecimentos dos consumidores a respeito daquele determinado país. Nesta
perspectiva, a localidade (país, região ou cidade) pode até chegar a se tornar o tema
dominante da comunicação da marca.
Azevedo e Farhangmehr (2012) recomendam que haja interação do local de origem
com a personalidade da marca: “as personalidades do tipo sofisticação ou excitação deve vir
11
recompensas tanto sociais quanto financeiras. Buil, Martínez e Montaner (2012) também
recomendam campanhas com marketing de causa (associação da marca com uma causa ou
uma organização social, gerando benefícios mútuos) que tenham relação com o produto.
Pickett‐Baker et al. (2008) afirmam que o marketing de produtos “verdes” (que se
posicionam como causadores de menores impactos ambientais) deviam ser mais explorados e
que os consumidores não são expostos nem comunicados a respeito de produtos verdes o
suficiente. Os autores sugerem melhor uso do marketing e da gestão de marca para promover
e vender produtos que sejam ecológicos e que funcionem efetivamente.
Tavares (2003) defende uma análise competitiva da marca de acordo com as cinco
forças de Porter, a saber, rivalidade entre os concorrentes, poder de negociação dos clientes,
poder de negociação dos fornecedores, ameaça de entrada de novos concorrentes, ameaça de
produtos substitutos.
Com relação às associações feitas com a marca, Philiastides e Ratcliff (2013) afirmam
que o neuromarketing pode ser usado como ferramenta importante para otimizar o design de
produto e a publicidade e promover fortes associações afetivas da marca com seus
consumidores. Nascimento (2010) reforça que há diversas pesquisas na psicofisiologia da
emoção que comprovam a influência de estímulos visuais em atitudes e comportamentos. Till
et al. (2011) recomendam o uso de uma metodologia para descobrir que associações o
mercado atribui a sua marca e a seus concorrentes.
No que concerne à gestão interna da marca, Dean et al. (2016) recomendam
fortemente o envolvimento do mercado interno na cocriação das estratégias de comunicação
para que eles, como propagadores da marca, interpretem as propostas da marca a nível local.
Kim e Lee (2007) recomendam um sistema de gestão de marca que trabalhe bem o
desenvolvimento da marca internamente para facilitar a criação e manutenção de marcas
fortes a longo prazo.
Sobre a sobrevivência da marca ao longo do tempo, Scharf et al. (2007) afirmam que
deve-se investir em pesquisa e desenvolvimento para evitar o envelhecimento da marca.
Merrilees e Miller (2008) defendem que a empresa deve fazer o 'rebranding' de sua(s)
marca(s) mantendo seus valores centrais, ligando a marca existente com a marca reformulada,
focando em novos segmentos, envolvendo todos os stakeholders e alinhando os elementos da
marca na construção da forma como a mesma é percebida.
Vásquez (2007) também corrobora com a mesma recomendação, afirmando que uma
boa imagem é fator decisivo para escolha de marca, e toda imagem é consequência de
13
comunicação. A comunicação deve sempre ser atualizada para que a marca não fique
envelhecida e desapareça.
Quanto ao posicionamento da idade da marca, Lambert-Pandraud e Laurent (2010)
identificaram que consumidores maduros são alvos atraentes porque eles costumam ser mais
fiéis a uma marca por mais tempo. Os produtos já posicionados há muito tempo no mercado
podem atrair tanto consumidores maduros quanto novos, já o sucesso de uma nova marca
entre consumidores jovens pode ser efêmero.
Soares (2012) recomenda a criação de uma 'pseudo-história' (história fictícia que
invente uma tradição para uma marca) que pode ser usada por marcas não vinculadas à saúde
e segurança, ou que busquem o público AAA, onde a tradição é realmente tida como um
elemento diferenciador.
Sobre o equilíbrio entre a busca por lucro e o papel social da marca, Janssen et al.
(2014) identificaram que a tomada de decisão de consumidores de produtos de luxo não é
consideravelmente influenciada por ações de responsabilidade social das marcas. Ações de
responsabilidade social corporativa para certos artigos de luxo pode acabar tendo resultado
negativo com seu público alvo.
Ainda nesse contexto, Hijós (2014) identificou que um modelo de comunicação
externa priorizado para ganhos materiais em detrimento da comunicação interna pode gerar
aumento de lucro mas redução do papel social da marca.
No que se refere aos elementos da marca mais relevantes para o público consumidor,
Cai (2002) recomenda que, ao se criar uma marca para um destino turístico, construa-se uma
imagem com o mix de elementos mais adequados e que identifiquem as associações de marca
mais relevantes daquele local. Qu et al. (2011) também recomendam que a identidade da
marca seja criada ou enfatizada baseada no entendimento claro da imagem do local de destino
formada pelos consumidores.
Leão et al. (2004) orientam que, ao construir a identidade da marca, a empresa
considere o valor tido pelos consumidores como o mais importante para o setor em que está
inserida. Recomendam também que as organizações investiguem se suas marcas são
percebidas mais para o id (impulsos primitivos) ou para o superego (que reprimem os
impulsos) dos consumidores e quais valores mais contribuem para isso.
Manhás (2010) sugere aos profissionais de marketing que objetivam colocar
estrategicamente suas marcas no mercado competitivo de hoje, que identifiquem os atributos
em que precisam se concentrar e aqueles de primordial importância para os consumidores.
Murphy e Dweck (2016) defendem que empresas e marcas podem projetar uma mentalidade
14
elevada ou melhorada que devem moldar as expectativas dos consumidores em relação aos
produtos e ás marcas.
5.4 CONSOLIDAÇÃO DAS DIRETRIZES
Com base na classificação de Kotler e Pfoertsch (2008), podem-se resumir os achados
da revisão bibliográfica do tema no quadro comparativo da Tabela 2. As mesmas foram
consolidadas, classificadas e agrupadas de acordo com o tipo de recomendação.
Foram destacados também, além dos autores e títulos dos trabalhos, o país onde foi
realizada a pesquisa e o mercado para o qual é direcionada aquela diretriz.
Abordagem Autores Título País Mercado Publicação Diretriz
Profundidad Han et al. Signaling Status With EUA Luxo Artigo A empresa deve
e da Marca (2010) Luxury Goods: The executar ações
Role Of Brand de marketing
Prominence para que a
AMSTALDEN Fatores Relevantes Na Brasil Petróleo Dissertação marca atinja
(2007) Geração De Valor Da todas as classes
Marca sociais.
Petrobras – Um Estudo
Com Consumidores Do
Segmento De
Combustíveis
Michaelidouet Usage, Barriers And Reino Pequenas Artigo A empresa deve
al. (2011) Measurement Of Social Unido empresas construir sua
Media Marketing: An B2B marca também
Exploratory através de redes
Investigation Of Small sociais, usando-
And Medium B2B as como canais
Brands de diálogo com
Batista (2011) Gestão De Marcas Por Mundo Tecnologia Dissertação o público.
Meio Das Redes / Bebidas
Sociais: Um Estudo
Sobre A Utilização Do
Facebook
Jansen et al. Twitter power: Tweets Mundo Diversos Artigo
(2009) as electronic word of
mouth
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