ISERJ - 2011
GEOMETRIA
Cilindro
Sejam α e β dois planos paralelos distintos, uma
reta r secante a esses planos e uma região circular
contida em α .
r
β
Consideremos todos os segmentos de reta, paralelos
a r, de modo que cada um deles tenha um extremo
pertencente à região circular e o outro extremo
r
pertencente a β:
Geratriz
β
A reunião de todos esses segmentos de reta é um
sólido chamado de cilindro circular e sua altura é a
distância entre os planos α e β.
r
Eixo •
α
Altura
•
β
Cilindro circular reto
No cilindro circular reto a geratriz é
perpendicular ao plano da base. Neste caso, a
medida de uma geratriz, h, é a altura do cilindro.
O cilindro circular reto também é
• chamado de cilindro de revolução,
pois considera-se que a geratriz gera
uma superfície ao “girar” em torno do
Eixo h
eixo.
Geratriz
Eixo
Geratriz
•
Área da superfície
•
A superfície de um cilindro circular r
reto é formada por dois círculos e um
retângulo.
h
•
Para calcular a área dos círculos
(bases) é preciso conhecer a medida
do raio e para determinar a área do
retângulo (envoltória) é necessário Comprimento da
circunferência
saber a medida da altura (geratriz).
•
Bom lembrar que a fórmula para
calcular a área de um círculo de raio r
h
é A=π.r² e para determinar o Área Lateral
comprimento de uma circunferência (AL)
de raio r aplicamos C = 2.π.r
Área da Base
(AB)
Área da superfície
Área Total:
h
Comprimento da
circunferência
h
Área Lateral
(AL)
Área da Base
(AB)
Volume
r
• Geratriz = Altura
Área da base =
r
•
Volume = área da base × altura
Cone
Dada uma região circular pertencente ao plano plano α, e um
ponto P fora do plano.
O cone será formado por segmentos de reta unindo os pontos
do círculo ao ponto P.
Vértice
P
•
Superfície
α
Base
Podemos obter um cone reto através da revolução de um
triângulo retângulo em torno de um eixo vertical.
• P OP = Altura
PQ = Geratriz
• •
O Q
OQ = Raio
da base
No cone reto podemos aplicar a relação de Pitágoras para o cálculo da
geratriz (g), do raio da base (r) e da altura (h), pois vimos que o
cone pode ser formado através da revolução do triângulo retângulo.
P
•
•
Altura no cone, cateto no triângulo.
•
Geratriz no cone, hipotenusa no triângulo.
•
Raio da base no cone, cateto no triângulo.
g
h
O• •Q
r
Área da superfície
g
•
A área do círculo completo de raio g seria π.g².
Se
•
Como temos apenas uma fração deste círculo, tor a área será
cir
co rai cul
r m
proporcional a π.g², assim como 2.π.r é proporcional
pr o g aoarcomprimento
im de
en e
da circunferência total, 2.π.g. to
2
.π.r
•
Daí, temos:
•
Sabemos que a superfície da base é a de um círculo de raio r, ou seja,
π.r².
•
Vimos agora que a superfície lateral é um setor circular de raio g, cujo
cálculo é dado por π.g.r .
A área total será calculada pela fórmula:
Volume
•
Não há uma forma simples de demonstrar a fórmula para o cálculo do
volume de um cone.
•
Parece claro que será relacionada à fórmula do cálculo do volume de um
cilindro, certo?
•
Vamos imaginar um cilindro e um cone com mesma altura e mesmo raio
na base:
•
• •
g h
g
• r • r
• •
•
Você seria capaz de montar, em cartolina, esse cone e esse cilindro?
•
Tente fazer com raio da base 6 cm e altura 8 cm.
8 cm
12 cm
Fazendo isso, encha o cilindro com areia e despeje o cilindro no cone.
•
8 cm
12 cm
Sabe quantas vezes pode repetir
essa operação?
8 cm
12 cm
Três vezes!
8 cm
Isso porque o volume do cone é a
terça parte do volume do cilindro
correspondente.
12 cm
Pirâmide
Dada uma região poligonal pertencente ao plano plano α, e um
ponto P fora do plano.
A pirâmide será formada por segmentos de reta unindo os
pontos do polígono ao ponto P.
Vértice
P
•
Base
Classificação
•
As pirâmides podem ser oblíquas – como a da figura anterior – ou
retas.
•
Uma pirâmide é dita reta quando a projeção ortogonal de seu vértice
coincide com o centro do polígono da base.
•
As pirâmides classificam-se também, de acordo com o número de
faces deste polígono.
•
Exemplos:
Pirâmide
Pirâmide Triangular
Pentagonal
Pirâmide
Quadrangular Pirâmide Hexagonal
Pirâmide Regular
V
Base: Polígono regular ABCD... •
Segmentos AB, BC, CD, etc: Arestas da
base
Ponto O: Centro do polígono regular h
Ponto V: Vértice D E
• •
Segmento OV: Altura
C• •O •F
Triângulos isósceles ABV, BCV, CDV,
etc: Faces laterais
• • •
Segmentos AV, BV, CV, etc: Arestas B M A
laterais
Ponto M: ponto médio da aresta da base
Segmento VM: apótema da pirâmide (g)
Área da superfície
(Pirâmides Regulares)
Área da Base
Área da Face
Área do
Área do polígono
triângulo regular
isósceles
Área da superfície
(Pirâmides Regulares)
O cálculo da área da base de uma
pirâmide regular pode ser feito
através das fórmulas para calcular
áreas de polígonos regulares de ℓ
lado ℓ.
Área da Base
Área da superfície
(Pirâmides Regulares)
Para calcular a área de qualquer
face de uma pirâmide regular basta
calcular a área de um triângulo
isósceles cuja base é o lado ℓ do ℓ
polígono da base, e cuja altura é o
apótema da pirâmide. ℓ
ℓ
aP
Área da Face
Apótema da
Pirâmide
Área da superfície
(Pirâmides Regulares)
Vimos que o apótema da pirâmide ( ap
ou g) é o segmento que vai do vértice
ao ponto médio da aresta da base.
Considerando o apótema da pirâmide e a
altura (h) da mesma, temos um triângulo
retângulo que tem o apótema da
pirâmide como hipotenusa e um dos
catetos é o apótema da base (ab ou
h m).
aP
Vale a relação de Pitágoras aqui:
ap2 = ab2 + h2 ou g² = m² +
aB h²
Vamos rever brevemente as medidas
ℓ dos apótemas de alguns polígonos
regulares de lado ℓ inscritos em um
círculo de raio r.
Apótema do Triângulo
60° r
at
30°
ℓ ℓ/2
Apótema do Quadrado
45°
r
aq
45°
ℓ/2
ℓ
Apótema do Hexágono
30°
ah r
60°
ℓ/2
ℓ
Voltando à área da pirâmide...
Área da base: é a área do
polígono da base.
Área lateral: é a soma das
áreas de todas as faces
laterais.
Área total: é a soma da
área da base e da área
lateral.
Volume
Para facilitar a visualização, utilizaremos um prisma reto de base
triangular para realizarmos a nossa demonstração.
F E Dividiremos esse prisma em três
• •
tetraedros (pirâmides de base triangular)
D e mostraremos que os três tetraedros
•
terão a mesma área da base e a mesma
altura, logo, terão o mesmo volume.
• Veremos que a soma dos volumes
•
A C desses três tetraedros é igual ao volume
• do prisma.
B
Seja V₁ o volume do tetraedro definido pelo triângulo FDE e pelo vértice A;
V₂ o volume do tetraedro definido pelo triângulo ACE e pelo vértice D,
e V₃ o volume do tetraedro definido pelo triângulo ABC e pelo vértice D.
F E F E F E
• • • • • •
D D D
• • •
• • • • • •
A C A C A C
• • •
B B B
Abaixo temos o prisma composto pelos três tetraedros.
D F Vemos que, para preencher um prima,
• •
no exemplo, triangular, precisamos de 3
E pirâmides, também triangulares e de
•
mesma altura, ou seja, assim como o
cone em relação ao cilindro, o volume da
pirâmide é ⅓ do volume de um prima
• • de mesma área da base e mesma altura.
B A
•
C
Exercícios
1) A área total de um cilindro vale 48π m2 e a soma das medidas do
raio da base e da altura é igual a 8 m. Calcule, em m3, o volume do
solido:
Solução: Substituindo as informações na fórmula da área
total, temos:
At = 2π .r (r + h)
⇒ 48π = (2π .r ).(8) 48π
At = 48π ⇒r= =3
16π
r + h = 8
⇒ h =8−r =8−3 = 5
V = π .r 2 .h = π .(3) 2 (5) = 45π .m 3
2) Se um cilindro equilátero mede 12m de altura, calcule o seu volume
em m3:
Solução: Cilindro equilátero é aquele onde o diâmetro é
igual à altura. Se a altura mede 12m, então o raio da base
mede 6m. Substituindo na fórmula do volume, temos:
V = π .r 2 .h
h = 12 ⇒ V = π .r 2 .h = π .(6) 2 .(12)
r = 6
∴ V = 432π .m 3
3) A uma caixa d’água de forma cúbica com 1m de lado está
acoplado um cano cilíndrico com 4cm de diâmetro e 50m de
comprimento.
Num certo instante, a caixa está cheia de água e o cano vazio.
A água é solta pelo cano até que fique cheio.
Qual o valor aproximado de altura da água na caixa no instante em
que o cano ficou cheio?
Solução: A figura é
ilustrativa e fora de
proporção, mas
representa a
situação descrita.
O volume da água que escorre da caixa é o mesmo que enche
o cilindro. Igualando o volume que saiu da caixa com o contido
no cilindro (em cm3), vem:
Vsaiu = (100)(100)(h) = 10000h 20000π
⇒ 10000 h = 20000π ⇒ h = = 2π = 6,28cm
Vcilindro = π (2) (5000) = 20000π
2
10000
Este valor representa a altura reduzida.
Logo a altura de água na caixa é
100cm – 6,28cm = 93,78cm.
4) Na figura abaixo aparecem duas vistas de um tanque para
peixes, construídas em uma praça pública. Suas paredes são duas
superfícies cilíndricas com altura de 1,2 m e raio da base com
medidas 3 m e 4 m. Se, no momento, a água no interior do tanque
está alcançando de sua altura, quantos litros de água há no
momento? (Use π = 22/7).
Solução: O volume pedido está
entre os cilindros e a área da
base é a da coroa circular.
Aplicando a fórmula do volume
considerando a altura da água
informada, temos:
3
h = (1,2) = 0,9m
4 (
22 2
) 22
⇒ V = . 4 − 3 .( 0,9 ) = .( 7 ).( 0,9) = 19,8m 3
2
V = π (r 2 − r 2 ).(h) 7 7
1 2
⇒ V = 19800dm 3 = 19800(l )
5) Num cone reto, a altura é 3 m e o diâmetro da base é 8m. Quanto
vale sua área total, em metros quadrados?
Solução: Se o diâmetro vale 8m, então
o raio mede 4m. Utilizando a fórmula
da área total do cone, temos:
At = Ab + Al = π .r 2 + π .rg
g = 3 2 + 4 2 = 25 = 5
⇒ At = π .(4) 2 + π .(4)(5) = 16π + 20π = 36π .m 2
6) Uma ampulheta pode ser considerada como formada por 2 cones
retos idênticos, unidos pelo vértice, inscritos em um cilindro reto.
Determine a razão entre o volume do cilindro e o volume de um dos
cones:
Solução: As bases do cone e do
cilindro coincidem e possuem o
mesmo raio “r”. A altura de um dos
cones vale a metade da altura do
cilindro. Logo,
Vcilindro = π .r 2 .h
π .r 2 .(h / 2) π .r 2 .h
Vcone = =
3 6
Vcilindro π .r 2 .h
⇒ = ( 2
) (
= π .r .h ×
6
) =6
Vcone π .r .h
2
π .r .h
2
6
7) Uma torneira enche um funil cônico à razão de 100π cm3/s,
enquanto outra torneira o esvazia a razão de 28π cm3/s. Sendo 6 cm
o raio da boca do funil e 12 cm a sua altura, qual o tempo, em
segundos, necessários para que o funil fique completamente cheio?
Solução: Há mais fluxo de água entrando
do que saindo. Logo, a diferença entre
entrada e saída é de
100π − 28π = 72πcm 3 / s
O volume do cone em centímetros é:
π .r 2 .h π (6) 2 .(12) π (36).(12)
V = = = = 144πcm 3
3 3 3
Para encher totalmente esse
cone são necessários
144πcm 3 2
t= = = 2s
72πcm 3 / s 1 / s
8) Uma pirâmide hexagonal regular de 21 cm de altura tem o
apótema da base (m) medindo 20 cm. Calcule a medida do
apótema da pirâmide (g).
h = 21
g=?
m = 20
Solução: No triângulo retângulo, h é perpendicular à
base e g é a hipotenusa. Logo,
g2 = (21)2 + (20)2 = 441 + 400 = 841
Daí:
g = 841 = 292 = 29
9) Uma pirâmide de base quadrada tem 15 cm de altura e 17 cm
de apótema. Calcule o perímetro da base.
g = 17 Solução: A base é um quadrado,
h = 15
pois a pirâmide é regular.
Calculando m, temos:
m2 = (17)2 - (15)2 = 289 - 225.
m=? l=
? m = 64 = 82 = 8.
Logo,
No quadrado o apótema é a metade do lado. Logo ℓ = 16.
O perímetro será então, 16 x 4 = 64cm
10) Uma pirâmide quadrangular regular tem 4m de altura e a
aresta da base mede 6m. Calcule seu volume e a área total.
Solução: Observando os elementos na figura, temos:
i) Volume:
Ab .h ( 6 ) 2 .4 (36).4
V pirâmide = = = = (12).(4) = 48m 3
3 3 3
ii) Área total:
g = 3 2 + 4 2 = 9 + 16 = 5m
Ab = (6) 2 = 36m 2
⇒ At = Ab + Al = 36 + 60 = 96m 2
(6).(5)
A
l = 4 . = 4 ( 15 ) = 60 m 2
2
11) Numa pirâmide regular de base triangular, a aresta da base mede
2 3ecma altura mede 4cm. Calcule o apótema da base, o apótema da
pirâmide e a aresta lateral.
Solução: O apótema da base é a medida da
distância do baricentro do triângulo até a
aresta. Vale a terça parte da altura do triângulo
equilátero.
i) a = 2 3
12 3 3
⇒ a p = = 1cm
1l 3 3 2
a p =
3 2
ii)
h = 4
⇒ g = 16 + 1 = 17cm
g = 4 2 + 12
11) Numa pirâmide regular de base triangular, a aresta da base mede
2 3ecma altura mede 4cm. Calcule o apótema da base, o apótema da
pirâmide e a aresta lateral.
iii) = g + 2
( 3) 2
= ( 17 ) + ( 3 )
2 2
= 17 + 3
= 20 = 2 5cm
Questões resolvidas:
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