100% acharam este documento útil (1 voto)
328 visualizações20 páginas

Direito Dos Contratos

(1) O documento discute o direito dos contratos, especificamente contratos de promessa e dação em cumprimento. (2) Ele explica que um contrato de promessa para compra e venda de um terreno para construção deve ser reduzido a escrito. (3) A existência de um sinal em um contrato de promessa não exclui necessariamente a execução específica do contrato se as partes não acordarem o contrário.

Enviado por

Kati
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (1 voto)
328 visualizações20 páginas

Direito Dos Contratos

(1) O documento discute o direito dos contratos, especificamente contratos de promessa e dação em cumprimento. (2) Ele explica que um contrato de promessa para compra e venda de um terreno para construção deve ser reduzido a escrito. (3) A existência de um sinal em um contrato de promessa não exclui necessariamente a execução específica do contrato se as partes não acordarem o contrário.

Enviado por

Kati
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Direito dos Contratos

(Exame a 100% ou realizar um trabalho que vale 4 valores e o exame valerá 16 valores. O trabalho consiste
em elaborar sobre o tema de contrato de arrendamento em que existem subtemas à qual o grupo
(máximo de 4 membros) escolhe e tem de desenvolver. O trabalho será defendido oralmente em que
cada membro do grupo tem de abordar o trabalho para ter nota.)

Direito Dos Contratos


Princípio da equiparação, Artº 410 CC. Contrato promessa – Artº410 nº3 CC mas temos
de aplicar o nº 2 e nesse caso aplicamos o 3 também. Se o 2 não aplicar então não aplicamos o
nº3. Tem haver com formalidades da forma que o 2 exige é mais isto e isto. Este contrato é
reduzido escrito, assinaturas.
Dação em cumprimento esta prevista no CC mas não esta nos contratos em especial. No
Direito de obrigações tem contratos especiais: o mais emblemático Artº874 CC e ss. Antes, está
a dação em cumprimento e não esta no capítulo especial. Dação em cumprimento era uma
forma de extinção das obrigações para além do cumprimento que é ser cumprida e é extinguida.
Dação em cumprimento é uma manifestação de extinção que não corresponde ao
comportamento do devedor. Este contrato em dação em cumprimento.
Eu, tenho de entregar 50.000 que o António emprestou e tenho de entregar e não tenho
dinheiro. O cliente tem obrigação que resulta de um negócio que nasceu uma obrigação tem
uma ação e extinção da obrigação. É dono de um imóvel junto do credor se não quer receber no
lugar dos 50.000. o credor diz que sim e fazemos contrato promessa e ele aceita em dação em
cumprimento. Se é reduzido a escrito, se tem reconhecimento de assinaturas, etc? Resposta:
Artº 410 CC. Artº 410 nº2 CC contrato prometido a lei exige forma especial, contrato promessa
é reduzido a escrito ou não. A dação em cumprimento é ou não é necessário do documento
particular, documento autentico. Assim, a lei não exige de forma expressa, mas há um princípio
que o legislador quis apresentar para as circunstâncias que não estão previstas que se
aproximam de um contrato.
O Artº939 CC esta dentro do contrato especial compra e venda. Diz que nos contratos
onerosos que a lei não preveja então adapta-se a esses outros negócios aplica-se os de compra
e venda. Dação em cumprimento é negócio jurídico oneroso patrimonial para ambas das partes.
Se é oneroso temos responsabilidade jurídica para? Artº 939 CC aplicaremos à dação em
cumprimento do imóvel ou movel e a compra e venda imóvel carece de forma especial Artº 875
CC. Dação em cumprimento imóvel carece de forma especial reduzida escrito ou autenticado.
Fazemos por DPA (os solicitadores/advogados).
Quando fazemos a tal dação tem de ser por DPA, prometido. Por causa disso aplicamos
Artº410 nº2 CC tem de ser reduzido a escrito.
Se para alem reduzido a escrito é ou não é aplicado o nº3? Sim! Artº 410 CC
reconhecimento … só se aplica o 3 se aplicamos o 2. E não aplicamos o 3 porque falta.
Artº 410 nº3 CC contrato promessa (licença) oneroso, apto idóneo para transmitir
d.reais e incidir sobre edifícios ou fração autónomo. Terreno para construção é um edifício. Não
é um edifício então falhou. Não há reconhecimento assinatura. Se as partes quiserem pode.
Contrato promessa de doação de um edifício? Se uma doação não é contrato oneroso.
Não se aplica o Artº410 nº3 CC.
Contrato promessa de trabalho a tempo certo – tem de ser reduzido a escrito. Artº 410
nº2 CC contrato prometido exige uma forma especial. Não nº3 não incide sobre transmissão de
direitos reais.
Contrato promessa empreitada para construção de um edifício – se tem ou não ser
reduzido escrito? Se ter reconhecido assinatura e licença? –aplica-se Artº 939 CC não exige
forma especial para este contrato. Artº410 nº2 CC quando a lei exige forma especial, então não
se aplica este artigo. Tem regime próprio, não quis por nenhuma norma, aplica-se então.
Artº939 CC é uma norma que o legislador não existia a sua existência não quis deixar um vazio.
Há regime próprio não está previsto. Mesmo que se aplicasse no Artº 410 nº2 CC porque não
aplicaríamos o nº3, porque contrato empreitada não é apto nem idóneo para transmitir...
direitos reias.
Contrato promessa de compra e venda de um eucaliptal (terreno com eucaliptos) - na
mesma vila já cobrou tem de ser reconhecido a escrito, diz ele. Resposta: é um bem imóvel, que
quer comprar o terreno onde estão os eucaliptos. Se dizer que quer comprar os eucaliptos já é
um móvel. Artº 410 nº2 CC porque o Artº 875 CC tem de ser reduzido a escrito ou DPA. Nº 3 não
se aplica, porque não se aplica a um edifício, assim não estão os 3 requisitos preenchidos
(compra venda é oneroso, idóneo de transmissão d.reais) (um prédio pode ser um terreno
rústico ou edifício) (edifício é sempre prédio, mas um prédio pode ser as 2 coisas atrás referida)
Regime jurídico do sinal anda muitas vezes associado por tradição ou hábitos naturais
do comércio jurídico dos imóveis ao contrato promessa de compra e venda. O sinal não existe
só para contra de promessa. Mas não é privativo, é habitual assistirmos ao sinal de contrato
promessa. Mas é muito vulgar que haja este tipo de sinal.
O sinal não é sempre um princípio do pagamento. Não é preciso, nem sempre esta
associado a uma antecipação da prestação do futuro. Quando o sinal contrato promessa a
questão é delicada temos 3 realidades : contrato promessa, sinal e especificação especifica.
Artº 830 CC, Artº432 CC, Artº 410-CC o sinal – se alguém obrigar a qualquer prestação
e se constituir prestação. (Quando contrato promessa tem sinal, o promitente.) Relação tem o
aquilo que são obrigação do promitente vendedor e comprador. Havendo sinal as partes é que
quisera. Consequência quem entregou sinal tem faculdade de exigir o dobro. Quem recebeu o
sinal pode fazer a coisa sua entregue …. Porém, não é a única consequência no contrato
promessa, a existência de sinal é íntima com outro aspeto que é exclusivo que é Artº 830 CC. No
Artº 830 CC tem conjunto de requisitos que são cumulativos que permitem aplicação do regime.
Contrato promessa compra e vende de edifício destinada a habitação- Art 410 nº2 CC sim
porque forma especial o contrato compra venda que é prometido. Se incumprir a obrigação de
vender então o comprador Artº 410 nº2 CC exigir que devolva o dobro. Mas se for o comprado
então o vendedor fazer sua coisa ser entregue. Mas e agora aparentemente o vendedor não
quer vender mas o comprador quer continuar a comprar? Promovo uma ação judicial que a
doutrina aplica Artº 830 nº1 CC diz que se houver alguém que prometeu e não cumpriu.
Definição de contratos – são duas ou mais declarações de vontade … Se um contrato de
2 declarações – declarando vender.
Houve sinal, umas das partes não pode propor ação porque houve sinal. Artº 830 CC se
tendo haver convenção no sentido não aplicar o Artº 830 CC havendo sinal. O sinal contrato de
promessa é circunstância afastadora do Artº 830 CC a não ser que as partes coisa diferente e
escrevem ou dizem.
Existência de sinal é convenção em contraria e não se aplica o Artº 830 CC. Em princípio
não existe sinal o Artº 830 CC tem aplicação, não tem nenhuma cláusula. Artº 830 CC ação
judicial não faltoso como autor pede ao juiz que subsitua a declaração do faltoso que disse que
ia vender. contrato promessa há sinal, se é ou não afastadora do regime específico. Só que há 3
exceções: 1º se houve sinal mas as partes digam se aplicam o Artº 830 CC; 2º não há sinal pode
haver ação e as partes não querem que haja Artº 830, precisam de dizer para que não haja ação;
3º (é das mais importantes) se o contrato em causa for integrado do conceito do Artº410 nº3
CC haja sinal não haja querem partes ou não há sempre lugar de execução é sempre o
mecanismos ao alcance das duas.
Execução não está dependente do sinal e do Artº 410 nº3 CC. Desde logo há
possibilidade execução se obrigação em falta se for apenas temporária. Se for definitivo ou não
houver possibilidade, nunca poderá haver.
O incumprimento é definitivo, porque já vendi a outro o que tinha prometido a outra
pessoa.
Prometido de vender a casa e houve incendio – não posso vender a casa, impossibilidade
de cumprimento de obrigação.
Incumprimento tem de ser temporário.

Caso prático:
1) Refira por palavras suas as razoes de ser da exigência das formalidades a que se refere
o nº3 do Artº 410 CC.
2) Qual a forma de um contrato de promessa de compra e venda de um terreno para
construção de um edifício.
3) Comente: a existência de sinal num contrato de promessa é causa afastadora da sua
execução especifica.

Artº 410 nº3 CC ele tem conjunto de requisitos que não é aplicável. Contrato oneroso, apto
idóneo e objeto de negócio jurídico seja um edifício ou fração autónoma dele que esteja
construído ou ainda a construir. Se os requisitos estão preenchidos. A exigência do Artº410 nº3
CC, pretende se com saber a natureza jurídica. Por um lado, a inobservância da forma exigida na
lei prevista no código civil no Artº 220 CC, não podemos olhar Artº 410 nº3 CC por inobservância
por exigência formal. Contrato promessa não esta no Artº 410 nº3 CC mas sim no nº2. O que
significa nº3 não estão em causa a forma do negócio jurídico porque a forma está no nº2. O nº3
surge no momento em que legislador não deixa de ter consciência, nos edifícios, que queira ter
uma fração, não quis deixar o principio informador do direito civil, a verdade sabemos que até
a data pratica corrente de algum modo daquilo da proteção do consumidor já havia conjunto de
malabarista que prometiam vender algo que não tinham licença. O legislador quis proteger este
sujeito e quis aumentar o grau de certeza do negócio jurídico ao exigir da assinatura presencial
há de ser convenção notarial. Pode ser simples em que verifica isso, mas se for coletiva o
individuo que assinam tem poderes vinculativos que não é deles mas sim representação da
pessoa coletiva, advogados verificam aquele individuo tem poderes jurídicos para que eles
possam vender ou comprar. Reconhecimento presencial de assinaturas. Outro acrescento de
outra certeza é se a construção que esta feita ou que esta a ser feita já teve autorização de quem
tem de autorizar que é a camara municipal. Ou haja emitiu a licença ou já emitiu depois de ser
construída, amenta um grau certeza.
Um dos princípios fundamentais que a doutrina discutiu ate que o ponto do direito do
consumo era ramo autónomo.
O que se quis, se não cumprir Artº 410 nº3 CC o negócio é nulo. A consequência de nulo
por forma ou formalidade ou qualquer outra nulidade a consequência é destrói se o efeitos do
negócio jurídico e tudo se passa como se não tivesse celebrado Artº 289 CC. Reconhecimento
de assinatura e licença o legislador diz se não cumpres isto não vale nada. Temos a certeza que
houve preocupação do Estado de proteger do comércio jurídico. Preciso entender a evolução
boa ou má aquilo que tem sido acerca da natureza jurídica da norma. Na verdade, impõe um
comportamento de nulidade então é imperativa e a inobservância é a consequência de Artº 284
CC. Se é imperativa e foi durante muito tempo, foi sendo afastada a partir do momento que
aquilo que se queria proteger era de tal maneira de consciência do comportamento e
precauções de devem ter, deixa para as partes se exigem a licença ou não. As pessoas só devem
se estiver tudo comprido para sua salvaguarda. O cidadão ao comércio imóvel evolui positivo e
não carece tanta proteção como nos anos 80. E são livres de não reconhecimento de assinaturas
e licenças. Há acórdãos e depois a dado um momento invoca a nulidade do contrato o juiz não
dá o Artº 334 CC. Partindo, a norma é na mesma imperativa não tem direito a possibilidade de
afastar a sua aplicação (as partes).
Artº410 nº3 CC seja ou não norma imperativa prevê nulidade, só que não digam a
nulidade para a o tratamento da nulidade não pode ser lancada mão no Artº286 CC. O regime
de nulidade pode ser invocar o juiz em qualquer altura, conhecimento oficioso e um qualquer
interessado pode invocar. A nulidade Artº410 nº3 CC é naturalmente especial, porque é
afastada de forma declarada uma das características do Artº 286 CC, não é qualquer interessado
que possa invocar a nulidade.
(Também é verdade que se na verdade de um interessado invocar este juízo, o juiz não
pode invocar 410 nº3, assim não tinha sentido).

Eficácia real contrato de promessa


O que é um contrato eficácia real? Significa que ele apto ou idóneo para transmitir…
d.reais. isso que é significa eficácia real. Impõe a regra: efeito real ocorre pela mera celebração
do contrato ,Artº 408 CC. Se o contrato produzir efeitos reais esse feito por princípio produz
esse feito pela mera celebração e mostra se concluído.
Pode parecer estranho que o legislador sabe o que significa eficácia real mas também não há
dúvidas que quiseram chamar contrato promessa com eficácia real, contrato promessa em
momento algum não tem eficácia real. Utiliza o termo eficácia real, as partes podem atribuir
eficácia real.
Artº 413 CC
Artº 410 CC nem para além um contrato apto e idóneo.
Artº 413 CC o que raio queria dizer o legislador em que as partes podem atribuir eficácia real.
O que quis dizer o eficácia real em que as partes podem atribuir tem de ter forma
especial escritura pública, DPA , não pode ser móveis de registo, se esta depende do registo.
Os efeitos daquele negócio não tocam apenas os sujeitos, afetam também terceiros a terem
comportamentos a determinados direitos a não prejudicar o meu direito. Se o contrato tiver
eficácia os direitos reais adquiridos. O direito de crédito no contrato de promessa obrigacional
se inscreve as partes. No entanto, a expressa eficácia nos contratos isto é uma consequência
dele. É porque dele vai haver transmissão que é quer dizer contrato eficácia real. O titular pode
opor a terceiros, se transmitir, etc.
Impossível que no contrato promessa se transmiti… só ocorre no contrato prometido na
compra e venda.
Eficácia real o legislador utilizou esta expressão? O objetivo não é das partes terem
liberdade de terem no contrato promessa que o efeito real ocorre-se no contrato promessa,
nunca, a outra coisa é antecipar na pessoa jurídica do promitente antecipar aquilo que soa os
direitos titular direito real para se comportar no direito. Contrato promessa com eficácia real.
Contrato promessa vem dizer com eficácia real, é melhor sim, mas é mais complicado.
Tem de ter certeza não pode induzir em erro do constituinte dizer que se tiver contrato eficácia
o direito real já é adquirido isto é errado. Só consegue quando contrato tiver essa eficácia
compra e venda ou em sentença em sede que é com eficácia real.

Artº 410 nº3 CC um dos promitentes alienantes interessados não colhe em juiz em
vocação pela nulidade do contrato não em tido em conta, pelo juiz, não provar em juiz so não
foi feito a licença ao promitente. Tem restrições que não existam.
Resolução:
2) compra e venda de um terreno – qual a forma se tem e ou formalidades que deve ter.
1º referir – Artº410 nº1 CC princípio de equiparação e explicar este princípio. Depois se exige
forma é compra e venda imóvel seja escritura publica ou DPA, a forma é autentico ou
autenticado Artº 410 nº2 CC. Redução escrita não se exige mais anda em termo de forma.
Formalidades – objeto de compra e venda é um imóvel. É um imóvel que é terreno. Artº 410
nº3 CC não é um edifício. Artº 410 nº3 CC aplica se : oneroso (sacrifício patrimonial); apto ou
idóneo 879 CC adquire a propriedade de; se incidir sobre edifício e não incide. Não se aplica Artº
410 nº3 CC porque falta um requisito.
Não esta a vender edifico nenhum.
Qualquer um de nos pode vender uma coisa que não é nossa? Sim posso.
Se vender o computador ao xavier como sendo meu é nulo. Se vender ao xavier
classificando o objeto como coisa futuro porque já existe no jurídico, estou a vender o
computador e é tratado como futuro, não produzo o efeito de compra e venda. Ao prometer
vender esta assumir obrigação num lapso temporal obrigado a vender.
Prometo vender terreno destinado a construção é um edifício? Não , e não se aplica o
Artº 410 nº3 CC.

1.Exigir formalidades tem haver com edifícios. Preocupação de compra edifico sem que
houvesse intervenção camaria previa que verificasse a existência desse projeto. Serve para
aumentar a segurança jurídica. Quando o objeto promitente é um edifício ou fração de edifício.
Mas é edifício prometido vender que é o objeto.

3. sinal e contra promessa anda de mão dada muitas vezes. A ligação sinal num contrato
promessa nesse artigo Artº 410 nº3 CC?
Artº 830 CC – um dos requisitos ou aspetos que afasta esse regime é a convenção em contrário
que não querem aplicar o regime 830 há liberdade dos contribuintes. Se do contrato promessa
não quer aplicar o Artº 830 CC é exercício do direito do contraente. Se contrato promessa tiver
sinal a existência é considerado a partes não quiseram aplicar Artº 830 CC há convenção em
contrário. Sem sinal? há Artº 830 CC. Com sinal? Noa há lugar a execução especifica, só há
execução se dizer-me que querem, convenção afastadora do Artº 830 CC. Porem há um aspeto
importante, avaliar que tipo de contrato estamos a falar. Se integrar o conceito 810 nº3 então a
existência de sinal ou inexistência de sinal não são fatores determinantes de execução especifica
as partes não podem afastar. Artº 410 nº3 CC há lugar a execução especifica.
Há outros fatores para verificar se e possível haver execução especifica- Artº830 nº1 CC
apresenta requisito fundamental sem o qual a execução não é possível.
Artº 830 nº1 CC se alguém prometer determinada coisa e não cumprir a outra parte propõem
ação que a sentença produza o efeito contrato prometido. Salvo convenção contrário.
Terreno – houve sinal as partes podem estabelecer que não querem execução especifica, Artº
830 CC, dizer que sim ou que não. Se houver sinal há convenção em contrário e sim querem
execução especifica. Chegamos ao Artº 830 CC verificamos a liberalidade de dizer sim ou não
desaparece se for contrato promessa Artº 410 nº3 CC - execução sempre possível haja ou não
sinal, apenas comparando a existência de sinal. O incumprimento de obrigação é definitiva e
não pode haver execução especifica.
Contrato promessa doação edifício- sinal? Não é privativo do contrato promessa. O que
não pode haver neste contrato?
Sinal é visto como antecipação. Não tem de ser antecipação de pagamento. Pode ser
uma medida de indemnização de clausula penal. Há obrigações do contrato de promessa? Sim.
O incumprimento não vai gerar responsabilidade contratual? Sim.
Doação posso colocar um sinal é preciso que se entendam o sinal. O sinal não é sempre
antecipação nem privativo de contrato promessa.
Doação de um edifício não ouve sinal. Esta sujeito ao Artº410 nº3 CC? O contrato
promessa esta sujeito ao Artº 410 nº3 CC, não porque dos 3 requisitos falta o contrato oneroso.
Porque é gratuito significa que só implica sacríficos económicos de uma das partes. Houve
incumprimento de doação ou de aceitar? Execução especifica
Obrigação incumprida for natureza pessoal, e não poder ser qualquer sujeito declarar entoa o
tribunal não pode substituir. Logo não pode ser substituído por ninguém.
Contrato promessa casamento – pode celebrar. E já não quer – não pode ser execução específica
porque é infungível, Artº830 nº1 CC que é pessoal (no fim do artigo).
definitivo não execução específica. O cumprimento é impossível não é possível. Haja sinal no
contrato promessa não Artº 410 nº3 CC e não quiserem e não havendo sinal e as partes não
quiseram execução.
4 execução: definitivo, impossível, pessoal, sinal.
Quando há execução: incumprimento for temporário, natureza não for infungível e
pessoal; quando for possível cumprir a obrigação, se houver sinal Artº 410 nº3 CC há. Houve
sinal? Não Artº 410 nº3 CC não há execução.
As partes têm de dizer que querem ter execução.

Vender um edifico destinado a um fabrico de chouriços – o contrato prometido não foi


realizado. O comprador apercebeu que eu vendi a um 3º esse imóvel. Pode haver ou não
execução? Não. 1º contrato promessa há enquadramento Artº 410 nº3 CC o objeto é um
edifício, contrato prometido é oneroso e contrato prometido é apto ou idóneo d.reais. haja ou
não sinal importa ou não saber porque Artº 830 nº3 CC? Porque não há possível execução
especifica? O incumprimento da obrigação é definitivo porque vendeu a parte a um 3º. Execução
pressupõem que o tribunal substitua no faltoso e deveria ter vendido e não fez mas vendia um
3º. Nessa ação execução não podia vender porque já vendi. O incumprimento tornou-se
definitivo noa há lugar a execução. O que o tribunal poderia fazer já não pode fazer, porque já
vendi.
Contrato Doação
Artº940 e ss CC.
Artº 940 CC noção de doação – típico o regime jurídico do contrato está previsto na lei
e nominado a designação também resulta da lei.
Sublinhar – contrato (não é nunca n.j.unilateral), a qualificação é da própria lei que diz
então se é contrato 2 ou mais declarações vontade convergentes ao fim comum. Espírito de
liberalidade (sinónimo: animus donandie), esta longe doação ser única negócio jurídico onde
existe este espirito. Doação pressupõem que alguém aceite, porque é um contrato. Distingue
dos mais q parece querer não ser um contrato é que colocamos o assento tónico na intervenção
do sujeito que doa. Sem aceitação o contrato não existe, porque a doação é um contrato. O que
pode ser doado: coisas, direitos e também visto como contrato doação assunção de uma
obrigação de outrem também é visto como um contrato de doação, carece de aceitação do
donatário. Assumir beneficio pode ser manifestação unilateral, porque para ser doação por
obrigação de outrem falta tivesse estabelecido que assumia a obrigação e realizava. Doar não é
so de coisas nem de direito, também é assunção de uma obrigação, mas é confundível na
realização de prestações por quaisquer 3º.
Obrigação de alguém assumir é tratada como doação , mas forçadamente alguém iria
(tribunal) fizesse com que a doação ocorresse-se.
Ex: alguém paga-me o jantar, mas para ser doação tenho de dizer que aceito e não disse,
logo não há doação.
O credor não pode recusar um 3º mas tao só quando a realização da prestação é feita
pela consequência de fungível.

Onde há confusão: Artº 951 CC


Aceitação declaração negocial proferida por alguém (donatário) para que juntamente
doação se forma um contrato de doação .
Este artigo diz se um incapaz (menores, interditos, inabilitados, maiores acompanhados)
(não tem capacidade de exercício). A regra dos menores ou é de representação ou de assistidos,
sozinho não pode fazer, alguns contratos de doação os menores não podem aceitar, porque
falta as capacidades de exercício.
Sublinhar: com encargos. Um sujeito quer doar um apartamento a outro mas tem o
apartamento com varias hipotecas, divididas, o dono leu Artº951 CC e o 1º menor faz doação e
esta feito, é o que o artigo diz.
Artº 951 nº2 CC - Doar um terreno esta limpo e não devo nada e quero doar a um
incapaz. Parece que se doação é contrato e esta a dizer se o sujeito doar a incapaz como não
tem encargo nenhum (pura sem quaisquer encargos). Comentar no exame: de um lado noção
de contrato de doação, e dissemos a doação dos incapaz carece de aceitação pelos seus
representantes. Nº2, porém essa doações mas se for pura, produz efeitos idoneidade da
aceitação. Parece que nº2 trata a questão a doação fosse n.j.unlitareal em que só existe a
vontade do doador. Este inde. O representante não possa dizer eu não quero?
Nº2 doação pode ser feita pura a um incapaz não é necessário dizer sim o representante, mas
evidentemente assume-se presumível aceitação dá-se sempre a possibilidade que o
representação dizer não aceita, se não era uma doação n.j.unilateral e não pode ser e não é isso
que esta em causa.

Artº 945 CC- para que haja doação é necessário haver aceitação. 951 nº2 não podemos
deixar de ter aceitação.
Artº 940 CC – retiramos as caraterísticas da doação:
- atribuição patrimonial geradora de enriquecimento; (seja por aumento de património
ou diminuído o património (despesas ) de alguém) ;
- correspondente diminuição do património do doador;
- espirito de liberalidade (animus donandie);

Caraterísticas do contrato da doação:


- contrato dominado e típico;
- primordialmente formal;
- primordialmente não real quanto à sua constituição;
- gratuito;
- não sinalagmático.

Efeitos da doação Artº 954 CC


- transmissão da propriedade da coisa ou da titularidade do direito;
- obrigação de entregar a coisas;
- assunção de uma obrigação do donatário quando for esse o objeto da doação.

Cláusulas acessórias ao contrato de doação:


- reserva de usufruto;
- a que vem prevista no Artº 959 CC;
- reversão Artº 960 CC;
- substituição fideicomissária Artº962 CC;
- condição Artº967 CC;
- doação modal ou com encargos Artº963 CC.

Modalidades atípicas da doação:


- doação remuneratória Artº941 CC;
- doação por morte Artº946 CC;
- partilha em vida Artº2029 CC;
- doação para casamento Artº1753 CC;
- doação entre casados Artº 1761 a 1766 CC.

Extinção da doação:
- revogação por ingratidão do donatário Artº969 CC e Artº 970 CC;
- colação;
- redução por inoficiosidade.
Artº 960 CC – cláusula de reversão. Faz parte de um conjunto de circunstâncias …
pressupõem que o autor da doação da liberalidade, por acordo com o donatário, se o donatário
se antes do doador então a coisa não interessa do património do devedor do donatário. Mas
refere par ao património do devedor. O regime de bens do donatário. Se a coisa foi doada e tem
regime comunhão de geral esse bem é incomunicável. Se a coisa é doado a b e se regressa ao
património A porque B morreu antes do A e foi clausulado, não poderia sair só do B, mas sim ao
bem comunhão do B e C. Artº 1733 CC.
Cláusula de reversão é acessória não há necessidade, não é elemento estrutural da
doação. O contrato doação existe sem este tipo de cláusula.
Outra cláusula acessória – substituição fideicomissária. Produção de efeitos de aceitação
não esta dependente do falecimento de quem quer que seja.
Artº 963 CC e seguinte e ler.

Possibilidade, que pode acontecer, doador estabelecer com o donatário de atos de


disposição onerários, coisas que foram doados durante o doador enquanto vivo. Doador
estabelecer um acordo com o donatário, segundo o donatário voluntariado dispor de coisa
doado durante um tempo do doador. Cláusulas acessórias.
Reserva do usufruto. Doador possa estar a reserva a coisa doada. Depois de concluído
foi adquirido por parte do donatário, que não é do direito do doador. Apenas adquiriu que o
donatário usufruto ficou no doado por efeito deste negócio jurídico nesta cláusula. Donatário
consta um direito que não tem o direito o doador tinha com conteúdo porque era proprietário
pleno.
Proibição nas doações. Artº 953 CC manda aplicar as doações as causas da
indisponibilidade. O testador tem limitações à pessoa legatário.

Contrato de doação
Trata-se de um contrato nominado e típico pela circunstância da sua designação e o seu
regime jurídico tem em consagração legal nos Artº 940 e ss CC. Trata-se de um contrato
primordialmente formal na medida em que mesmo em relação às coisas moveis a lei exige a
redução a escrito a não ser que a entrega da coisa, móvel, seja contemporânea da celebração
do contrato. Para além disso, a doação de coisas imóveis carece de escritura publica ou
documento particular autenticado Artº 947 CC. É um contrato que não é real à sua constituição,
,isto é, é um contrato que se mostra concluído sem que haja necessidade de qualquer ato
material contemporâneo ou posterior para que o contrato se mostre concluído. No entanto, a
doação de coisas móveis feitas verbalmente só é valida como atrás dissemos, se for
acompanhada da entrega da coisa. Porém, essa particularidade não implica que a cumulação
possa ser qualificada como real quanto à sua constituição. Desde logo porque não querendo ou
não sendo possível a entrega imediata da coisa móvel o contrato pode celebrar-se validamente
desde que seja reduzido a escrito.
Uma das principais caraterísticas do contrato doação é sua gratuitidade, isto é, implica
sacrífico de natureza patrimonial ou económica apenas para o doador e tal circunstância deriva
dos espírito da liberalidade e de o enriquecimento do donatário ficar à custa do correspondente
em empobrecimento do património do doador.
Para quem assim defenda, o contrato de doação é em regra unilateral na medida em
que liberta obrigações apenas para o doador (entrega da coisa). Se se admitir que a doação
modal ou com encargos é circunstância que faz com que o contrato de doação passa a ser
bilateral na medida em que dele passam a resultar obrigações para ambos os contraentes deve
então entender-se que não existe sinalágma entre as obrigações geradas o que vale por dizer
que nesse caso o contrato de doação é bilateral não sinalagmático.
No que concerne os efeitos da doação e a prepósito do Artº 954 CC podemos afirmar
que do contrato de doação resulta a transmissão do direito de propriedade sobre a coisa doada
ou a transmissão de outro direito real ou ainda a transmissão da titularidade de um direito
creditício a favor do donatário. Conforme já acima se disse, celebrado que seja ao contrato de
doação implica para o doador a obrigação da entrega da coisa. Por fim e tao só quando o objeto
da doação for assunção de uma obrigação do donatário por parte do doador resulta então a
obrigação para este do seu comprimento.
São várias as cláusulas acessórias previstas no Código Civil a prepósito do contrato de
doação. Uma delas é a cláusula modal ou doação modal ou doação com encargos a que ilude o
Artº 963 CC. Resulta deste normativo que a doação pode ser onerada com encargos. Porém, o
donatário não é obrigado a cumprir o encargo senão dentro dos limites do valor da coisa ou do
direito doado. É a prepósito do Artº 963 nº2 CC que se costuma discutir se o encargo pode ser
livremente estabelecido em valor igual ou muito próximo ao da coisa doada ou ao valor do
direito doado. Confesso-vos que não comungo da opinião segundo a qual o encargo pode ser
igual ou próximo do valor da doação. O principal argumento para discordar reside no facto de a
própria noção de doação estar prevista na lei e dela resultar claro as caraterísticas essenciais
identificadoras destes contratos. Ora, a circunstância de ter de se verificar o empobrecimento
do doador a par do correspondente do empobrecimento do donatário e bem assim da doação
ter de resultar o espírito de liberalidade, isto é dar generosamente sem querer nada em troca
são aspetos que não permitem que o valor do encargo se quer se aproxime do valor da coisa
doada. Em face desta argumentação, sempre se dirá que o Artº 963 nº2 CC mostra-se
perfeitamente enquadrado com a intenção do legislador estabelecendo um limite para os casos
em que o valor do encargo comparado com a coisa doada se mostre inusitadamente próximo
ou igual.
As limitações previstas Artº 959 CC são igualmente resultado de uma cláusula acessória
aplicável ao contrato de doação. De acordo com este normativo podem as partes estabelecer
que o donatário não pode dispor da coisa doada por morte ou entre vivos, por ser esse direito
de disposição reservado ao doador.
Nos termos do Artº 958 CC, mas igualmente em termo de cláusula acessória, podem as
partes estabelecer que o doador reserva para si ou para terceiro o usufruto da coisa doada.
Quanto à eventual simultaneidade ou reserva sucessiva envolvendo várias pessoas aplicar-se-
ão os Artº 1441 CC e Artº 1442 CC.
A cláusula de reversão é também ela acessória e na sequência dela, as partes
estabelecem que a coisa doada regressa ao património do doador livres dos encargos que lhe
telham sido impostos enquanto estiveram em poder do donatário ou de terceiros a quem lhe
tenham sido transmitidos. Esta cláusula de reversão aplica-se quando o doador sobreviver ao
donatário e incidindo a cláusula de reversão sobre bens imóveis ou móveis sujeitos a registo,
carece de ser registado.
Tal qual como acontece com a generalidade dos contratos também a doação pode ser
feita sobre condição nos termos do Artº 967 CC.
Por fim, aplicam-se à doação as regras previstas quanto à substituição fideicomissária
prevista a prepósito da sucessão testamentária. Assim nos diz Artº 962 CC.
Igualmente aplicado de modo aptado são os casos das proibições ou indisponibilidades
relativas previstas para o testador e que são adaptadamente aplicáveis ao doador nos termos
do Artº 953 CC.
São 3 as principais causas de extinção da doação:
a) Revogação por ingratidão do donatário; Artº 969 CC e Artº 970 CC
b) A colação;
c) A redução por inoficiosidade.

A ingratidão é causa de extinção da doação e não obstante a lei a qualificar como revogação
a verdade é que ela muito mais facilmente se aproxima de uma resolução e não de uma
revogação. Deve assim entender-se por quanto o Artº 406 CC estabelecer como regra que o
contrato pode extinguir-se por mútuo consentimento e quando assim é diz-se que foi revogado.
Por outro lado, a resolução dos contratos implica a existência de uma vontade unilateral fundada
na lei ou no contrato permitindo a uma das partes porem-lhe termo com fundamento e de modo
individual.
Tendo presente o estudo prévio das figuras da colação e da redução por inoficiosidade das
liberalidades (no caso interessada a doação) devem aqui esses conhecimentos serem utilizados
para se compreender a aplicação das formas de extinção das doações.
O contrato de doação assume 3 caraterísticas identificadoras e que podem serem definidas
dos seguinte modo: atribuição patrimonial geradora do enriquecimento na pessoa do donatário
quer pelo facto de a este se transmitir a titularidade de direitos com valor patrimonialmente
definido ou a definir ou a diminuição do passivo por parte do donatário em consequência da
assunção de uma obrigação por parte do doador. Correspondentemente a este enriquecimento
e numa perspetiva de verdadeiro nexo causal deve poder encontrar-se a diminuição ou
empobrecimento do património do doador.
Por fim, uma outra caraterística provavelmente a mais relevante é o espirito de liberalidade
também conhecido como animus donandie e que implica que alguém por manifestada
generosidade e sem rigorosamente contra partida alguma pretende beneficiar outra.
Um outro aspeto caraterizador da doação e que também resulta da sua noção prevista no
Artº 940 CC é a sua natureza de negócio jurídicos bilateral. Não fora o facto da lei prever no Artº
951 CC a possibilidade de uma doação pura feita a incapaz produzir efeitos independentemente
da aceitação e abordar a questão do contrato como doação seria quase que incipiente.
Tratando-se de contrato pressupõem invariavelmente a existência de duas declarações
negociais de conteúdo contrária mas convergentes para objetivo de fim comum. Uma das partes
declara doar e a outra declara aceitar a doação sem uma destas declarações negociais não existe
contrato de doação. A ser assim e numa interpretação pouco cuidada Artº 951 nº2 CC podia
pensar-se que a doação pura (sem encargos) feita a um incapaz era composta apenas pela
declaração negocial do doador. Ora, ao não é correto, porque o Artº 951 nº2 CC pretende
apenas é a de qualificar como aceitação tácita por parte do incapaz do donatário em tudo o
quanto a doação o beneficia ou o aproveite admitindo-se no entanto que o representante legal
do incapaz possa naturalmente e de modo expresso não aceitar a doação pretendida pelo
doador.
Por fim, convém relembrar que a doação não tenha necessariamente que ter por objeto
uma coisa pois também a doação se o seu objeto for um direito ou até mesmo se tratar da
assunção de uma obrigação da qual seja titular o donatário.
Contrato compra e venda
(Para fazer relembrar alguns aspetos que são essenciais para se poder perceber outras coisas.)
Generalidade. Importa estabelecer um paralelo Art 874 e 408 CC. O compra e venda
nominado e tipificado e caraterísticas simples de perceber. Convém perceber o que já se
aprendeu à cerca da eficácia contrato. Artº 408 CC esta próximo do Artº 405 CC precisamente
para demonstrar que a par emblemático do direito civil, muito próximo surge este principio que
se o contrato tiver eficácia real esse efeito resultado do contrato feito. A ser assim, olhando
para a noção Artº 408 CC e produção do efeito Artº 879 CC (esta em termo amplos). Usufruto é
um direito real menor. Conseguimos estabelecer o Artº 879 CC que apto para transmitir e
saltamos Artº 408 CC, o contrato compra e venda é um contrato para transmitir D.Real e esse
efeito é feito no momento no contrato feito. Compra e venda é com eficácia de real.
As exceções e os princípios Artº 408 CC: se celebrar compra e venda deste pc se dizer
vendo e ela diz compra e estabelecer um preço e as condições que propuseram o contrato feito.
O preço noa esta feito, pode ser concluído ao fim do preço? Não.
Noção do contrato é negócio jurídico bilateral com 2 ou mais contrárias e convergentes
ao fim. Foram proferidas duas. Em que momento se torna proprietário? No momento que se
mostra concluído. É nesse momento que adquiri o direito de propriedade. tem exceção mas esta
é a regra é o principio.
Se qualquer razão encontramos este princípio que é importante quando princípio da
liberdade, que constituía regra mas temos perceber os desvios e as exceções.
Princípio for apto para transmitir d.reais esse feito é feito pelo celebra contrato.
A e M fizeram compra e venda e vendeu um imóvel, por DPA no solicitador e foi feito o
registo. Opção A) A vende ao Manuel e não feito o registo opção B) e A de má fé no mesmo dia
com os mesmos documentos noutro cartório e vende ao João. João regista. Este princípio de tal
ordem importante: ou mudamos de paradigma em termos do principio Artº 408 CC e passamos
a viver num ordenamento cujo o efeito registo é constitutivo ou percebemos que pode
acontecer e que acontece no direito, o principio não esta em causa mas sim a desonestidade. A
falha resolve-se.
Quais os desvios e exceções do Artº 408 CC?
Do principio resulta a mera celebração uma exceção em que não basta celebrar o
contrato para que o contrato esteja concluído. Algo tem de acontecer Artº 1142 e ss Artº1144
CC produz efeitos real. A diferença entre este e o compra e venda, não é nenhuma. Nessa
matéria nenhuma, produz efeitos reais. A questão ao contrário compra e à doação esse efeito
real da transmissão d.real sobre a coisa mutuada ocorre sobre a celebração? Tradição da coisa
se não houver não esta concluído, à sua real constituição.
Opera mero efeito contrato, o contrario há de ser situação não basta que se celebrar é
preciso quase sempre algo material na entrega da coisa, é essencial enquanto não ocorre não é
um d.real.
Vendo o disco rígido deste pc por 100 e ela compra. Compra e venda. 1 efeito
transmissão de propriedade. Assim, a colega é proprietária neste exato momento? NÃO. Em
momento se torna proprietária? No momento em que é removida da coisa Artº 210 CC. As rodas
são partes integrantes. O suporte do telemóvel é acessória. Parte integrante as oliveiras e o
disco do pc também. Se perde ou não a identidade da coisa. Em que momento termina? Artº
408 CC no momento da colheita. No momento que se remove as oliveiras nesse exato momento
é proprietária das oliveiras. É um desvio e não uma exceção. Desvio: esse feito só ocorre quando
a coisa deixa de ser parte integra e passa a ser autónoma, e nesse exato momento torna-se
proprietária. Quando esse feito ocorre? Quando for retirada da terra.
Mais desvios: variante da compra e venda – (comodato não produz efeitos reais)- produz
efeito real mas tem desvio é o contrato de Artº 409 CC. A celebra compra venda com M e
estabeleceram os 2 a propriedade coisa vendida fica ainda no título do vendedor e constitui o
afastamento do Artº 408 CC. Qual o facto mais comum dos contrato que há reserva de
propriedade? Pagamento do preço. Enquanto não for pago eu reservo a propriedade. Em que
momento esse efeito real? No momento não , as partes quiseram evitar. Em que momento
comprador adquiriu plenamente a propriedade? Na falta de obrigação da 10º prestação ou
cumprimento da falta do preço. Determinada o efeito não se opera. Mas opera-se como não
precisa fazer mais nada e quando as partes previrem. Nesse exato momento d.real se transmite
para o comprador.
Outro desvio: coisas futuras: que não estão previstas na lei mas que já estudamos, são
2 espécies: relativa ou absolutamente futuras. Relativas quando há, existirem ou existem no
mundo jurídico mas não esta no título de transmitir. Absolutamente futuras enquanto nem se
quer existe. Em que momento relativa ou absoluta no comprador adquiriu? Torna-se presente
se a coisa era futura, relativa, quem transmitir quer adquirir ou é presente não existia e passou
a existir.
Um dos outros princípios tem haver com o risco da coisa comprada. O contrato compra
e venda apto ou idóneo de transmitir etc Artº408 CC. Mas também resulta do facto do efeito
real de transmitir em regra pela era celebração também se diz q por causa disso, principio
Artº408 CC, comprador torna-se responsável mesmo que não lhe tenha sido entregue.
Comprador torna-se proprietário pela celebração do contrato. Coisa que tem de ser entregue
ainda não esta no meu dominado para ser entregue. No período tempo se perder ou deteriorar
a culpa é do comprado. Artº 796 CC. O contrato compra e venda é apto de transferir a
titularidade sobre a coisa vendida? Sim, implica a transmissão do d.real. compra e venda produz
efeito real e esse efeito ocorre na conclusão do contrato. Comprador torna-se proprietário de
uma coisa que ainda sobre quem não tem domínio ou que nunca tem mas pode ser mais tarde.
Por causa do principio, também é da responsabilidade sobre o dano sobre a coisa ele é
responsável a não ser: a) perda é imputável ao vendedor ou b) coisa se tenha mantida no
domínio do facto no interesse do vendedor.

Contrato compra e venda


Contrato compra e venda encontra-se regulado no CC nos Artº874 e ss CC e constitui no
direito Civil o paradigma dos contratos. De acordo com o disposto no Artº 879 CC pode dizer-se
que o contrato compra e venda é um contrato real quanto aos seus efeitos, mas não é um
contrato real quanto à sua constituição. Quer isto dizer, que o contrato compra e venda produz
efeitos reais na medida em que o comprador adquira titularidade do direito de propriedade (ou
outro direito real menor) sobre a coisa que comprou. Não carece pois, para a própria formação
do contrato a existência de um ato material (quase sempre a entrega da coisa) para que o
contrato se mostre concluído.
A forma do contrato compra e venda é tendencialmente livre pois só nos casos previsto
no Artº 875 CC, isto é, quando o objeto de compra e venda for um imóvel é que a lei exige forma
especial qual seja a escritura publica ou documento particular autenticado.
Outras das caraterísticas do contrato compra e venda é a sua onerosidade. Significa isto
que do contrato compra e venda resultam sacrifícios patrimoniais ou económicos para ambos
os contraentes. O vendedor vê diminuído o seu património pela venda de algo que era seu e o
comprador vê igualmente diminuído o seu património ao ter de pagar o preço. É um contrato
bilateral e sinalagmático por quanto dele resultam obrigações para ambos os contraentes
(destaca-se a entrega da coisa e o pagamento do preço enquanto obrigações do vendedor e do
comprador respetivamente) e entre essas obrigações geradas existe um nexo de reciprocidade
logica/honesto de tal sorte que uma obrigação é necessariamente reflexo da outra.
É um contrato nominado e típico uma vez que a sua designação e regime jurídico se
encontram previstos na lei.
O contrato de compra e venda é um dos contratos que se podem enquadrar no princípio
enunciado no Artº 408 CC. Deste princípio resulta que se o contrato for apto à produção de
efeitos reais, isto é se dele poder resultar a transmissão, a constituição, a modificação ou até a
extinção de direitos reais esse efeito ocorre pela mera celebração dele. Não está pois
condicionado esse efeito real à existência de um ato material contemporâneo ou posterior que
faça libertar esse efeito real. Esse principio do Artº 408 CC é estruturante no D.Civil e significa
que opção do legislador no que aos efeitos reais dos contratos diz respeito não foi a de fazer
depender desse efeito do registo desses direito reais casos em que o registo teria efeito
constitutivo (sabemos nós que no nosso ordenamento jurídico poucos são os caso em que o
efeito de registo é constitutivo). Exemplo: hipoteca, “contrato promessa com eficácia real”.
Não tendo sido essa a opção, nem tao pouco a de em regra se exigir aquele ato material
enquanto fator indispensável para a produção de efeitos reais arrisca-se ainda assim o
ordenamento a dar conta da existência de algumas imperfeições quase sempre decorrentes de
intenções fraudulentas ou de falta de consciência dos direitos a exercer. É por causa deste
principio e da ausência de sistema melhor que encontramos por vezes conflitos graves e de
natureza sistemática quando em causa se verificam as situações a que alude o Artº 291 CC e o
Artº 5 e Artº 17 CRPredial.
Se o princípio é da produção de efeitos pela mera celebração de contrato o inverso seria
em exigência de qualquer outra circunstância libertadora desse efeito real. É por essa
circunstância que devemos falar de desvios e de exceções a este principio. Como manifesta
exceção entramos o contrato de mútuo que embora seja produtor de efeitos reais Artº 1144 CC,
não basta a celebração do mesmo para que ele se verifique, pois só o ato material da entrega
da coisa mutuada é que permite a formação completa do contrato e a consequente libertação
do efeito real. É pois, um contrato simultaneamente real quanto aos seus efeitos e real quanto
à sua constituição. Os desvios aquele princípio tem natureza bem distinta das suas exceções.
Não se trata de afirmar que o efeito real do contrato (compra e venda) não vai ocorrer pela mera
celebração dele. O que se pretende identificar são as varias circunstâncias que determinam a
produção de efeito real em momento posterior ao da celebração do contrato mas sem que seja
necessário qualquer ato suplementar ao contrato de compra e venda para que este produza o
efeito real. Falamos pois, dos casos previstos no próprio Artº408 CC, Artº409 CC e Artº880 CC.
O Artº 409 CC prevê que as partes façam condicionar a produção do efeito real a um facto futuro
certo ou incerto por eles determinado. A verificação desse facto futuro é suficiente para que se
liberte o efeito real do contrato até então reservado para o vendedor por assim ter sido
convencionado. É muito comum esta figura da reserva da propriedade (mas não exclusiva) de
uma modalidade de compra e venda que será objeto do nosso estudo qual seja a compra e
venda a prestações Artº934 CC. São também desvios ao principio em causa os contratos de
compra e venda que tenha por objeto as partes integrantes, pois o efeito real que do contrato
compra e venda deva resulta só vai ocorrer quando houver separação.
O Artº 880 CC trata especificamente da venda de coisa futura. Importa antes perceber
que doutrinariamente encontramos duas espécies de coisa futura. As coisas podem ser
relativamente futuras (quando existirem no mundo jurídico mas não fizerem parte da esfera
jurídica de determinado sujeito, do vendedor) ou são absolutamente futuras quando nem
sequer existam para o direito, enquanto coisa objeto de contrato compra e venda. Num caso e
noutro o efeito real há de ocorrer quando a coisa tida por futura aquando da celebração do
contrato se tornar presente seja porque o vendedor, entretanto a adquiriu de terceiro seja
porque a coisa passou a existir no mundo jurídico.
Decorre ainda deste princípio enunciado no Artº408 CC que, o risco pela perda ou
deterioração da cosia vendida corre em princípio por conta do adquirente. Não sendo exclusivo
da compra e venda por certo é que , a ela se aplica o disposto no Artº 796 CC. Esse risco pode
naturalmente ocorrer de forma mais visível se o lapso de tempo que me deia entre a celebração
da compra e venda e a entrega da coisa vendida for maior. Não se trata de saber se o comprador
é responsável apenas quando a coisa lhe for entregue pelo contrário. A ele responsável pelos
danos que a coisa sofra porque dela já é proprietária ainda que não esteja no seu domínio de
facto. Só assim não é, isto é a responsabilidade é do vendedor pela perda ou deterioração da
coisa vendida quando a circunstância de permanecer no domínio de facto do vendedor se tiver
ficado a dever ao seu interesse. É igualmente responsável o vendedor quando os danos que a
coisa haja sofrido se tenham a ficar a dever a coisa a ele imputado. Abrange-se aqui a culpa lato
senso, isto é, contempla-se quer o dolo quer a negligencia.

[causa da cessação dos contratos: como se extingue : caducidade, revogação, denúncia e


resolução. O que tem comum a resolução com a denuncia: é só feito por uma das partes é
unilateral. Denuncia é imotivada não se apresenta motivo para e não tem haver ilícito e a
resolução tem de estar fundamentada.
A reserva e resolução- prestação prevê nalguns casos de o vendedor resolver o contrato. Se
resolve o contrato e o efeito é retroativo determina que a coisa foi vendida retorna ao
património se não houve reserva ao vendedor. Assim como devolver o preço. Nem sempre é
possível como também se tem de perceber que se formos ver os efeitos de compra e venda,
obrigação principal na perspetiva do comprador é pagar o preço. Do vendedor é dar a coisa
vendida. O momento do pagamento do preço: decorrente do contrato ou dentro daquilo a
natureza jurídica determinar o pagamento do preço. Mas estamos a dizer que o preço é
obrigação do comprado é comprido mas faceado no tempo, por isso é prestação. O
cumprimento desta obrigação é faceado. Não fosse prestação, pode exigir o pagamento todo.
Sendo feito a prestação pode exigir o comprador paga o preço de uma vez só. Se houver
determinadas circunstâncias pode o vendedor exigir que ao comprado pague o preço que falta
a pagar, beneficio do prazo. quando: resolver o contrato ou determinar o património em falta.
Impor a perda do beneficio do prazo Artº 934CC. Vendia coisa a prestações com reserva de
propriedade feita a sua entrega de uma só prestação, não exceda 8º parte do preço não vai
colocar à resolução do contrato – lugar de reserva património. Comprador deixa pagar e essas
prestações for superior a uma oitava – resolve o contrato. Se vendeu a coisa a prestações
entregou haja ou não reserva o vendedor em alternativa da resolução que exceda 8 prestações
pode impor a perda do benéfico do prazo haja ou não reserva da propriedade.
10 prestações 1000 euros cada uma À reservada da propriedade. 4º prestação
comprador deixou pagar. 1000 euros em 10000 é inferior. Mesmo que tenha prestação – não
pode, não excede a 8º parte. Requisitos de resolver: prestação, entrega coisa, reserva da
propriedade e exceda 8º parte.
Resolução beneficio do prazo : não tem ou sim de ter reserva de propriedade; excede
8º parte, prestação e entrega da coisa.
Se o contrato a prestação tiver 10 prestação de valor igual algum dia o vendedor pode
resolver ou impor benefício? NUNCA , porque uma prestação nunca é uma 8º prestação. Pagar
até a 3º se falhar 4 é só uma, nunca poderia. Do preço mostre por pagar , falta pagar 7000.
Sem embargo convenção – as partes podem alterar o Artº 934 CC ou sem embargo não
admite alteração do conteúdo. NÃO ADMITE ALTERAÇÃO! ]
Caso pratico:
Entre António e João foi celebrado um contrato de compra e venda de um motociclo. O
preço do contrato foi fixado em 4000 euros e por também ser vontade das partes foi
estabelecido que o preço seria pago em 10 prestações de 400 euros cada uma mensais e
sucessíveis, vencendo-se o a primeira 15 dias depois do contrato. O motociclo foi de imediato
entregue ao comprador. João pagou as primeiras 3 prestações não tendo pago nem a 4º, 5º nem
a 6º.
a) António quer saber o que pode fazer em face do comportamento do João?
Resposta: 1º aspeto em termos de caraterização- que o negocio jurídico que as partes ao ter
celebrado, contrato de compra e venda a modalidade de prestações, ou seja, quando as partes
estabelecem que o pagamento do preço iria ocorrer em momentos faseados. Nomeadamente
10 prestações de 400€ cada uma.
A obrigação de pagar o preço existe? Sim existe elencado na pessoa do comprador, artigo
879º CC. Essa obrigação não desaparece com pagamento em prestações, apenas passou a ser
um pagamento fracionado. Que direitos tem o vendedor e em que condição tem esses direitos
na falta de incumprimento por parte do comprador? São direitos cumulativos a possibilidade de
resolver o contrato, por lhe fim com uma causa que a lei prevê. Tem a possibilidade de impor ao
comprador a perda do benefício do prazo, nos termos do artigo 934º CC. Quais os requisitos
cumulativos para que o vendedor possa resolver o contrato:
• ser venda a prestações
• entrega/tradição da coisa ao comprador;
• a falta de pagamento de uma prestação exceda a 8 parte do preço
• tenha havido reserva de propriedade
Quer impor o benefício do prazo:
• ser venda a prestações
• entrega/tradição da coisa ao comprador;
• a falta de pagamento de uma prestação exceda a 8 parte do preço
• quer haja ou não reserva de propriedade
No caso concreto, não há reserva de propriedade, logo não pode resolver o contrato pois é
um dos requisitos da resolução, nos termos do Artº934º CC. Poderia impor a perda do benefício
do prazo pois cumpria todos os seus requisitos cumulativos

b) Se tivesses sido convencionado a reservada de propriedade podia António resolver o


contrato?
Resposta: Tendo em conta o que foi dito anteriormente, António poderia resolver o contrato
uma vez que cumpria todos os seus requisitos cumulativos, uma vez que já adquiriu a reserva
da propriedade.

934 CC compra e venda à prestação


Contrato de troca ou permuta ou escambo
O contrato de permuta civil é um contrato inominado e atípico, porque a sua designação
não esta na lei e o seu regime tão não se aplica à lei. É lhe aplicável as mesmas normas do
contrato de compra venda, Artº939 CC. Carateriza-se pela sua onerosidade Artº939 CC. Algo
que não pode existir na permuta que existe na compra e venda é o preço que é caraterística da
compra e venda. É oneroso porque implica sacrifícios patrimoniais para ambas as partes. Os
contratos de permuta pressupõem alienação? Sim uma vez que transfere direitos.
Tal qual como o contrato de compra e venda o contrato de permuta é primordialmente não
formal porquanto só se exige forma especial quando o bem for imóvel ou movel sujeito a
registo.
Princípio do Artº 408º CC , enquadra o contrato de permuta? Para aplicar o princípio é
necessário que o contrato produza efeitos reais, este contrato produz efeitos reais porque se
aplicam as regras da compra e venda, Artº939 CC + Artº 879 CC . Logo basta a conclusão do
negócio de permuta para que se aplique o Artº 408 CC, ou seja, que produza efeitos reais.

Contrato de permuta (civil) Noção


O contrato de permuta não se mostra previsto na lei, pelo que se deve dizer que é
inominado e atípico, isto é, nem a sua designação nem o seu regime jurídico tem consagração
legal. No entanto é bom não esquecer que a permuta é um negócio jurídico milenar, por
conseguinte bem anterior à compra e venda que pressupõem o pagamento de um preço.
A sua celebração é desde logo permitida por força de um dos princípios mais
estruturantes do direito civil, qual seja o da liberdade contratual previsto no Artº 405º CC. Sem
prejuízo foi intenção do legislador, a prepósito do regime jurídico do contrato de compra e
venda, por ser ele próprio um contrato paradigmático no comércio jurídico, prevê norma que a
outros contratos onerosos sem regime especial previsto fossem adaptadamente aplicadas as
regras da compra e venda (Artº939 CC). É por se aplicar este Artº 939º CC ao contrato de
permuta que se pode dizer que é um contrato primordialmente não formal, pois só se exige
forma especial quando o objeto da permuta for um bem imóvel Artº939º CC+ Art 875º CC, assim
como é por esse motivo um contrato real quanto aos seus efeitos de acordo com a conjugação
dos artigos Artº 939º CC e Artº879º a) CC).
É um contrato oneroso tal qual a compra e venda, porque implica para ambos os
contraentes sacrifício de natureza patrimonial ou económica na medida em que cada um deles
vê diminuído o seu património (embora pretenda equilibradamente ver-se enriquecido).
Tal qual como a compra e venda o contrato de permuta produz, em princípio o seu efeito real
qual seja o da transmissão da titularidade do direito sobre a coisa permutada pela mera
celebração dele. Não é, pois, um contrato real quanto à sua constituição.
A permuta qualificada como troca direita, pressupõem que se troque uma coisa por outra coisa
de valor objetiva ou subjetivamente equivalente. Porém, cada vez mais ao longo dos anos
passou-se a assistir à existência de contratos tidos de permuta de uma componente em dinheiro
entregue a um dos permutantes para equilibrar o valor das coisas permutadas. Sob o ponto de
vista doutrinário e pelo facto de ter surgido na permuta este elemento estranho “preço” foi
necessário perceber se esse elemento não estaria a desvirtuar /alterar a essência/ estrutura do
contrato de permuta. Para resolver esse desidrato/problema surgiu uma teoria segundo a qual
o contrato seria de compra e venda ou de permuta em função do valor relativo da componente
em dinheiro. Se esta fosse de valor superior ao valor da coisa trocada o contrato deveria ser tido
por compra e venda e não por permuta, e vice-versa.
Mais recentemente, surgiu uma outra teoria alicerçada tão só em princípios de teoria
geral de direito civil, que nos diz que a existência de uma componente em dinheiro um contrato
qualificado pelas partes como permuta, não +e permuta nem compra e venda mas sim um
contrato também ele atípico mas de natureza mista na medida em que reúne um elemento
estruturante e indispensável quer da compra e venda quer da permuta. A componente em
dinheiro constitui o elemento “preço” característico da compra e venda e a troca como
elemento identificador do contrato de permuta.
Por fim, a preocupação deve ser a de verificar se existe ou não algum destes dois
elementos de forma vincada, mas mesmo que não exista deve aceitar-se mais facilmente tratar-
se de um contrato misto do que acolher a teoria anterior.

Contrato de comodato
Artº 1129 CC e seguintes.
Tem de comum com o mútuo são ambos uma espécie de (gratuitidade) um género são
empréstimos.
Mútuo contrato empresta dinheiro ou coisa fungível.
Caraterística comum é por comodato. Diferença é o objeto da coisa emprestada. Mútuo
so pode ser dinheiro ou fungível comodato é infungível (objetiva – natureza da coisa determina
essa coisa ou subjetivamente- pudesse ter caraterísticas substituídas tem aspetos que as partes
atribuíam uma marca pessoal). Livro esta a venda no mercado se emprestar o livro a ideia se me
devolvem-se exatamente igual quase se admitia que não havia infungível. Mas se tivesse uma
dedicatória do autor torna a coisa completamente individualizada.
Outra caraterística comodato: contrato não formal ou não solene, porque a lei não exige
forma especial significa principio de liberdade de forma Artº 219 CC. Contrato sem forma ou não
formal ou não solene alei não exige essa formalidade. Nem mesmo quando em causa esteja um
imóvel.
Outra caraterística: Gratuito não admite na sua essência que haja onerosidade
contratual, sacrifico patrimonial para uma das partes. Sacrifício patrimonial comodante.
Outra caraterística: não produz efeitos reais. Real quanto à sua constituição não se
mostra concluída….
O contrato de comodato é um contrato nominado e típico uma vez que a sua designação
e o respetivo regime jurídico mostra revelados na lei no caso nos Artº 1129 CC e ss. Diferencia-
se do contrato de locação (arrendamento, aluguer, locação financeira) porque lhe falta o carater
oneroso característico destes últimos e distingue-se do mutuo porque incide sobre a coisas
determinadas e infungíveis. É comumente admitido/aceite que a infungibilidade seja objetiva
ou subjetiva, isto é que a infungibilidade resida nas próprias caraterísticas da coisa emprestada
ou porque as partes pretendem conferir-lhe esse carater infungível.
É um contrato real quanto à sua constituição pois antes da entrega da coisa ao
comodatário não se formou ainda um contrato de comodato. Admite-se a celebração de
contratos de promessa de comodato, mas são sempre insuscetíveis de aplicação do Artº 830 CC
uma vez que a execução especifica não se aplica nunca aos contratos reais quanto à sua
constituição.
É um contrato não formal ou não solene na medida em que a lei não prevê a existência
de forma especial. Assim é mesmo que, o objeto do comodato seja um imóvel. Não sendo formal
nem solene aplica-se o disposto no Artº 219 CC, ou seja, aplica-se o princípio da liberdade de
forma.
É um contrato gratuito uma vez que a definição clássica da gratuitidade contratual
pressupor que haja sacrifícios patrimoniais ou económicos apenas para uma das partes. No caso
esse sacrifício impõe-se à pessoa do comodante pois temporariamente vê-se privado de usar a
coisa de que é titular. Não obstante a sua gratuitidade pode dizer-se que o contrato de
comodato é bilateral na medida em que dele resultam obrigações para ambos os contraentes.
Embora pelo facto de não existir um nexo causal ou reciprocidade logica ou ainda inter
dependência entre as várias obrigações geradas determina que o contrato comodato seja não
sinalagmático.
A gratuitidade constitui caraterística essencial e indispensável para o contrato de
comodato.
Embora tradicionalmente associado a bens imoveis ou moveis sujeitos a registo, nada
na lei é referido quanto à impossibilidade de outras coisas moveis poderem ser objeto de
contrato de comodato. Porém, se for coisa movel não pode deixar de ter aquela caraterística de
infungibilidade seja ela objetiva ou subjetiva.
As principais obrigações do comodante são a de não perturbar o uso da coisa por parte
do comodatário e a de reembolsar o comodatário das benfeitorias feitas na coisa porque
autorizadas ou por serem uteis.
Comos principais obrigações do comodatário destacamos as seguintes: Artº 1135 CC
a) Obrigação de guardar e conservar a coisa emprestada;
b) Facultar ao comodante o exame da coisa emprestada;
c) Não aplicar a coisa a fim diverso daquele a que se destina;
d) Não fazer da coisa emprestada uma utilização imprudente;
e) Tolerar quaisquer benfeitorias que o comodante queira fazer;
f) Não proporcionar a terceiro o uso da coisa;
g) Avisar imediatamente o comodante sempre que tenha conhecimento de vícios da coisa
ou saiba que a ameaça algum perigo ou ainda que terceiros se arrogam em direitos em
relação à coisa;
h) Restituir a coisa emprestada.

Deve ainda destacar-se que o comodatário para alem do direito de usar a coisa goza do
direito de retenção dela.

Contrato de mandato
Vem regulado e aparece uma noção.
Existência de grandes modelos de contrato mandato. Pode ter ou não representação.
Mandatário esta atuar em nome do mandato. Mandato manda aplicar um negocio
jurídico representação voluntaria.
Pratica atos jurídicos por conta de outrem com ou sem poderes de representação.
Artº 1157 CC
Artº 1178 nº1 CC remete para Artº262 CC

A sua noção e regime jurídico encontram-se previstos no CC nos Artº 1157 e ss Código
Civil. Consequentemente o contrato de mandato é um contrato nominado e típico.
É um contrato que também tanto pode ser oneroso ou gratuito sendo que essa
onerosidade ou gratuitidade esta em regra dependente da vontade das partes, embora se os
actos jurídicos praticados pelo mandatário constituírem ato próprio seu de natureza
profissional, o contrato de mandato presume-se oneroso, Artº 1158 nº1 CC. Na falta de
convenção e não se tratando de acto natureza profissional do mandatário, o mandato presume-
se gratuito Artº 1158 nº1 CC.
É um contrato que não produz qualquer efeito real nem tao pouco é real quanto à sua
constituição.
É um contrato primordialmente não formal ou não solene na medida em que a lei não
estipulada forma especial e porque consequente a ele se aplica o principio enunciado no Artº
219 CC.
É um contrato comutativo por quanto os efeitos jurídicos dele decorrentes estão ao
alcance da vontade e diligencia dos contraentes não estando por isso dependente de nenhum
fator furtuito. É um contrato bilateral e sinalagmático na medida em que a lei prevê a existência
de obrigações quer para o mandante quer para o mandatário e entre essas obrigações geradas
existe um nexo logico de reciprocidade e de inter dependência.
Do Artº 1157 CC resulta que o mandato pressupõe que o mandatário venha a praticar
uma ou mais atos jurídicos por conta do mandante. Esta noção é comum ao mandato com
representação, isto é ao mandato no qual o mandante também vera atuação do mandatário em
sem nome e representação. Artº1178 CC indica-nos que ao mandatário podem ser conferidos
poderes representativos e quando assim for são ao mandato aplicáveis as regras relativas à
representação voluntaria previstas nos Artº 258 e ss CC em especial as que se referem ao
negocio jurídico unilateral designado por procuração a que ilude o Artº262 CC.
No que ao exercício da solicitadoria diz respeito só é ato próprio da profissão carecido
de poderes representativos quando em causa estiver o mandato judicial. For destes casos
conferir ou não poderes representativos ao solicitador depende da vontade das partes e ou do
ato ou negócio jurídico a praticar.
Se em causa estiver o mandato judicial a procuração conferida ao mandatário tem a
designação de procuração forense e de acordo com as leis do processo compreenderá o
chamados poderes forenses gerais e podem ser conferidos pela mesma via os poderes
representativos especiais para confessar, transigir, desistir e receber custas de parte. Com ou
sem poderes de representação se em causa estiver a prática de atos próprios do solicitador
presume-se a onerosidade do mandato.

Você também pode gostar