Mecatrónica Automóvel
Materiais Ferrosos e não
ferrosos
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
FACTORES DE SELECÇÃO DOS MATERIAIS
Características Técnicas: rigidez, resistência à corrosão, resistência ao uso,
condutividade térmica, etc.
Contabilidade: com os processos de fabrico automóvel: trabalhabilidade,
maquinabilidade, montagem, etc.
PREÇO: Um automóvel custa» 20 €/kg (avião comercial» 1125 €/kg) custo
primário, custo do fabrico (processamento + perda de matéria), embalagem,
montagem e estabilidade do preço.
DISPONIBILIDADE: sem rupturas de aprovisionamento.
CONFORTO: a sua estética, o seu toque e a sua durabilidade.
REUTILIZAÇÃO / RECICLAGEM
SUBSTITUIÇÃO DOS MATERIAIS
Alguns materiais tradicionais têm sido substituídos por outros que respondem
aos anseios dos consumidores e às necessidades dos construtores em
apresentarem produtos mais competitivos, mais seguros, mais resistentes,
mais duradoiros, de maior qualidade e mais recicláveis
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 2
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
EVOLUÇÃO DOS PLÁSTICOS
O uso plástico continua a aumentar, mas de forma mais moderada imposta
pela reciclagem que obrigou a uma diminuição da variedade de materiais
plásticos utilizados. Novas indústrias de desmantelamento,
recuperação e valorização dos diferentes plásticos permitem que a valorização
destes materiais não seja apenas energética (queima).
MATERIAIS UTILIZADOS
AÇO: Excelente compromisso entre as características mecânicas, a aptidão ao
trabalho e a capacidade de absorção de energia em choque;
Resistência limite de elasticidade
160 a 210 MPa (aço macio corrente)
450 a 600 MPa, (aço ligados: V, Ti, Nb)
Vantagens:
Conhecimentos acumulados durante décadas, preço, disponibilidade, 100%
reciclável
Inconvenientes:
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 3
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Elevada
sensibilidade à corrosão e o seu peso.
Os principais tipos:
Laminados a quente (em desuso), partes não expostas
Laminados a frio (mais utilizados)
Galvanizados (EG: electric galvanised e HDG: hot dip galvanised),
ALUMÍNIO:
Vantagens: Metal leve, bom comportamento à Corrosão, 100% reciclável
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 4
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Inconvenientes: Preço, Trabalhibilidade
Principais Ligas:
AS5U3 (5% Si, 3% Cu),
AS12 (12% Si, 1% Cu e 1% Ni)
MAGNÉSIO:
Vantagens: Muito leve, Excelente à corrosão, 100% reciclável, Elevada Fluidez
Inconvenientes: Preço, Baixa resistência (130 -140 MPa), Reage com O2 na
fase líquida.
Os principais Ligas:
AS41A (4% Al, 1% Si), AM60B (6% Al, <1% Mn)
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 5
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
PLÁSTICO:
Vantagens: Muito leves, Resistentes ao choque, Fabrico de monoblocos.
Inconvenientes: Reciclagem difícil.
Os principais tipos:
PP, PC, PA, PBT, PMMA, POM, Copolímero
(propileno – etileno), PP carregado com talco,
PP + fibras, etc.
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 6
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
FLUIDOS:
Os principais tipos: óleos, líquido de refrigeração, limpa-vidros, etc.
Manutenção das suas propriedades ao longo do tempo, evitando a sua
contaminação com micro-poeiras e diminuir os seus efeitos corrosivos
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 7
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
RECICLAGEM 1
Decreto Lei nº 196/2003; Directiva Europeia nº 2000/53 Criação de circuitos de
recepção e separação de substâncias perigosas e posterior envio para
reutilização ou reciclagem, desencorajando a sua deposição em aterros.
Materiais como o chumbo, mercúrio, cádmio, e crómio (hexavalente) estão
proibidas de serem utilizados.
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 8
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
90%
80%
70%
60%
50%
40% Reutilização+Reciclagem
30% Aterro
20% Valorização
10%
0%
Todos Veiculos Todos
veiculos Novos Veiculo
2006 2006 2015
Decreto Lei nº 196/2003; Directiva Europeia nº 2000/53
Os construtores devem utilizar para rotulagem e identificação de componentes
e materiais a nomenclatura das Normas ISO (a partir de 1 de Setembro de
2003).
Exemplos:
ISO 1043-1 e ISO 11469 (Plásticos);
ISO 1629 (borracha);
ISO 115 (alumínio);
ISO 23079 (magnésio);
ISO 185 (ferro fundido cinzento);
ISO 6929 (aço), etc.
PA66 poliamida 66
PA66-I poliamida 66 modificada por impacto
PC+PET-I policarbonato e politereftalato de etileno
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 9
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
PBT politereftalato de butileno (retardante de fogo/chama)
TENDÊNCIAS FUTURAS
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 10
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Órgãos Mecânicos (motor, caixa de velocidades, etc)
Diminuição do Peso:
Multiplicar as peças em alumínio (motor e caixa) e alumínio reforçado (discos
de travão);
Magnésio para peças do (cárter do motor, caixa, cabeça da colaça, etc.);
Compósitos para peças periféricas do motor (bomba de água, bomba de óleo,
etc.).
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 11
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Qualidade/Durabilidade:
Melhorar as prestações das peças sujeitas a fricção, reduzindo o desgaste
(nituração: carburação após cimentação);
Optimizar a composição dos fluidos prolongando a sua vida;
Optimizar a formulação dos elastómeros, permitindo a sua maior utilização e
duração nas tubagens dos fluidos.
Custos:
Hidro-vazamento de peças complexas em aço (reduzir nº ligações, maquinação
e montagem);
Fabricar monoblocos em compósito.
Chassis
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 12
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Segurança e Diminuição de Peso:
Desenvolver aços de muito elevado limite de elasticidade (>600MPa) para
aumentar a rigidez e manter a sua resistência ao choque (transversais,
longarinas, barras anti-intrusão nas portas, etc.);
Desenvolver alumínios para outras peças (longarinas, reforços locais);
Fabricar estruturas em multimateriais (aço/alumínio/compósitos) através de
técnicas avançadas (placas para o chão do automóvel, etc).
Rodas
Diminuição de Peso:
Utilizar aços de muito elevado limite de elasticidade, alumínios e multimaterais
(metal/compósito).
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 13
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Vidros
Diminuição de Peso:
Generalizar o policarbonato no fabrico de todos os vidros;
Conforto/Qualidade:
Desenvolver vidros multifunções (antenas radiofrequência, adiabáticos, de
opacidade variável, anti-gelo, hidro-dispersores, anti-intrusão etc.
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 14
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Carroçaria
Diminuição de Peso:
Desenvolver novos aços para o fabrico de chapas mais finas;
Utilizar materiais orgânicos para as alas laterais (termoplásticos), portas
(compósitos) e materiais insonirizadores (polímeros);
Aumentar o uso do magnésio;
Aumentar a aplicabilidade de compósitos de carbono;
Usar alumínio e plástico para peças como a porta da mala e parte inferior das
portas;
Iniciar o uso de perfis de aço revestidos a alumínio e/ou plástico em veículos de
gama alta ou de nichos de mercado.
Custos:
Fundir alumínio sobre pressão para conceber peças mais complexas como a
base monobloco;
Fabricar peças de carroçaria coloridas evitando posterior pintura;
Reciclagem:Usar misturas de plásticos reciclados para as cablagens,
braçadeiras, tampões das rodas, etc.
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 15
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Habitáculo
Diminuição de Peso:
Usar magnésio para o fabrico do volante, coluna de direcção, armadura dos
assentos, transversais do chão e base do painel de bordo;
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 16
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Utilizar multimateriais (metais/compósitos) para os assentos;
Utilizar fibras vegetais para os painéis das portas, tablier, ...
Conforto:
Desenvolver tecidos anti-odores, anti-transpiração, anti-bactérias;
Procurar texturas e cores mais estéticas para os plásticos;
Investigar o toque e odores em materiais alternativos.
Qualidade:
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 17
Materiais ferrosos e não ferrosos
2010
Fabricar peças por multi-injecção combinando os pontos fortes de diferentes
tipos de plásticos formando um material com estrutura rígida, formas
ergonómicas e de design apelativo.
Reciclagem:
Reduzir o número de plásticos utilizados para facilitar a sua valorização.
Filipe Brás Varanda Marquer nº6 Página 18