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Evolução e Importância do Resseguro na Economia Global

Este documento discute o conceito de resseguro no contexto do seguro marítimo. Brevemente explica que (1) os seguradores começaram aceitando riscos integralmente, mas à medida que o comércio marítimo crescia tornava-se difícil manter todos os riscos; (2) o resseguro começou a se desenvolver no século XIX para permitir a distribuição de riscos entre seguradoras; (3) atualmente o resseguro é importante para a estabilidade econômica global ao permitir a distribuição de prejuízos entre países
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Evolução e Importância do Resseguro na Economia Global

Este documento discute o conceito de resseguro no contexto do seguro marítimo. Brevemente explica que (1) os seguradores começaram aceitando riscos integralmente, mas à medida que o comércio marítimo crescia tornava-se difícil manter todos os riscos; (2) o resseguro começou a se desenvolver no século XIX para permitir a distribuição de riscos entre seguradoras; (3) atualmente o resseguro é importante para a estabilidade econômica global ao permitir a distribuição de prejuízos entre países
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11-O RESSEGURO

No åmoite de um livro que se reporta ao mar e à utilização pelo Homem de la

Ambiente, no relacionado com o transporte por essa via, a que os seguros dos

Interesses em risco estão associados, cabe, em sede separada, uma alusão, ainda

Que breve, so instituto do “Resseguro”.

Os Seguradores começaram por aceitar correr riscos dentro das suas possibilida-

Des de os conservarem inteiramenie por conta própria.

Mas, à medida que o comércio por mar se expande, a dificuldade de subscrever

Por conta própria exclusivamente val-se acentuando.

É óbvio que, iniciainente, quando a necessidade de procurar quem compartici-

Passe do risco subscrio suice, o “Pesseguro” teria uma base de contratacao isolada

E directa, com caracteristica aleatória, logo facultativa.

É no decurso do Seculo XIX, e com a revolução industrial, posterior à comercial,

Que o instituto do Rasseguro comie desenvolver, pela

De formas

Flexíveis de coberturas e a necessidade de criar especialização nos mercados do

Seguro, la que inicialmente, as organizações de seguros tanto praticavam o seguro

Directo como o Hosseguro.

Virao a surgir os contratos automaticos cobrndo de forma sistematica, os segu-

Os aceites por um Segurador num deientiinado ramo

Com o evoluir, surgem as Companhas profissionais, especializadas, dedicando-

-se, em exclusivo, ao Resseguro.

É curioso que o mercado ingies de esseguros viria só a desenvolver-se is no

Século XX. Sendo a primeira Resseguradora profissional inglesa a Mercantile and

General”

Muito cedo, nos primorcios da sua actividade, compreenderam os Ressegurado-

Res que quer a sua estabilidade, quer a sua expansão, só seriam possíveis se

Baseadas numa ampla repartição de riscos, espalhando-os por congéneres noutros

Mercados.

O Resseguro tem, nos nossos dias, a maior importància na economia mundial,

Como processo de estabilização das economias particulares de cada pais, pelos com
Tributos no suporte de prejuizos.

A definição legal de Resseguro, no que diz respeito Portugal, encontra-se no

Art. 430.º do Código Comercial Português, de Veiga Beirão, no qual se lè:

“O Segurador pode Ressegurar por outrem o objecto que segurou.

Ressegurar não é mais que assegurar por via de uma modalidade especifica de

Seguro uma responsabilidade sobre um risco que originariamente se tomou.

Não nos podemos alongar ein explanações de ordem técnica, pela vastidão cue

215

o assunto proporcionaria, pelo que — em tracos gerais – afloraremos algumas no-

coes e conceitos básicos sobre tipos de contratos e sua evolução.

Já vimos que, fundamentalmente, o objectivo do Resseguro é uma repartição de

responsabilidade

A Seguradora que procura quem com ela reparta a responsabilidade que assu-

miu, chama-se "cedente", tomando a posição de ressegurada".

parte da responsabilidade cedida, chama-se de "prioridade", "excedente",

"quota-parte", "fatia" (ou "tranche"), "excesso", consoante os tipos dos contratos

negociados entre a Cedente e o seu Ressegurador.

"Ressegurador", será, pois, a entidade que aceita à Cedente repartir com ela o

risco

Se esse Ressegurador, por sua vez, delibera fazer participar outrem no risco,

estaremos em presença de uma situação de "retrocessão".

O Ressegurador toma uma posição de retro-cedente, tomando o novo contrato o

nome de "retrocessão".

O valor que cada interveniente no esquema toma à sua responsabilidade efec-

tiva, chama-se de retenção", correspondendo em certo tipo de tratados ao que se

define como "pleno" (máximo que lhe é possível ou que decide reter) ou "linha"

(parte aliquota da responsabilidade total segura).

Verifica-se, pois, coder haver uma lata dispersão de risco por varios mercados,

não sendo inédito, poder voltar uma parte, por via do mecanismo da retrocessão, ao
Segurador inicial, se este aceitar resseguros.

Em principio, a responsabilidade é sempre repartida nas condições originais,

pode sê-lo em condições mais restritas, mas nunca em condições mais amplas,

Os Resseguradores podem, em principio, controlar as liquidações originalmente

feitas, ainda mesmo que, pelo tipo de contrato assinado, possam ter de seguir a sorte

da cedente

Porém, no caso dos Resseguros negociados individualmente, que se designam

por facultativos, pode haver, inclusivamente, uma cláusula que passa para o Resse-

gurador o controle das reclamações, cerceando, ou eliminando mesmo, a autonomia

da gestão do processo de sinistro.

Tal cláusula designa-se por claims cooperation clause".

Para uma classe de negócios com certa individualização de riscos e não

abrangendo, pois, a generalidade do negócio que possa aparecer à cedente, podem

negociar-se contratos específicos a que se dá o nome de "open-cover".

O tipo de tratados de Resseguro tem, historicamente, sofrido a evolução da

própria técnica do Resseguro e, igualmente, a evolução técnica e de implantação das

companhias Cedentes.

Os tratados de Resseguro dividem-se, hoje, fundamentalmente, em:

Nāc proporcionais

-Excesso de perdas

-Stop Loss

Proporcionais

--- Quota-parte

- Excedente

- Facultativo/Obrigatório

Sob o ponto de vista histórico e da evolução do Resseguro, o tipo de tratado de

Quota-parte, está relacionado com a infância do Resseguro ou com os primeiros anos

De actividade de uma Seguradora (Cedente) enquanto esta não adquire uma expe-

Riência, um know-how, ou uma implementação no mercado, que lhe permitam gran-

Gear a confiança dos Resseguradores.


Neste tipo de tratados, de todo e qualquer seguro, há sempre uma participação

Do Segurador Cedente, em percentagem fixa, sendo o excedente dessa percentagem,

Até aos 100% da subscrição de riscos, cedido ao tratado.

Num tratado, pode haver um só Ressegurador, ou mais do que um Ressegu-

Rador.

Nos casos de quota-parte, porém, normalmente, há um só Ressegurador.

A Cedente negoceia com ele, envia-lhe, no decurso dos seus negócios, mapas

De todos os seguros que subscreveu, com todos os pormenores de cobertura, quanto

A riscos, condições e faxas.

Não raramente, tem que abordar o Ressegurador, previamente, para a aceitação

De um contrato.

No caso do tratado por excedente o Segurador só cede ao contrato, os valores

Que ultrapassem aquele valor fixado como de sua retenção.

Se os valores subscritos como responsabilidade estiverem abaixo dessa reten-

Ção, não há lugar a Resseguro, como é obvio, visto não funcionar aqui a proporcio-

Nalidade constante score todo e qualquer seguro subscrito.

Por outro lado, como se intere, só é cedido ao Ressegurador o valor que exce-

Der o do pleno.

Porém, haverá um limite para a cedência.

Ela é fixada em “X” número de plenos” de retenção, a que também se dá o

Nome, neste tipo de tratado, de “inhas”,

Assim um tratado é de 20 linhas, 30 linhas – o que for – quando o máximo de

Cedência ao Ressegurador(es) for de 20 ou 30 vezes o valor da retenção.

Pode a Companhia Cedente ter um volume de negócio tal

, que, muitas vezes, os

Capitais num só risco, não caibam dentro deste tratado

Assim, é normal, à medida que se alargam os negócios directos de uma Segura-

Dora, esta ter de negociar um novo tratado de excedente. Enquanto o volume de

Negócio não o justificar, haverá só casos de ponta a negociar, então, quanto à parte

Sem cobertura automática assegurada, em facultativo puro.

O tratado, digamos de segunda geração, necessário para o negócio incremen-


Tado de Cedente, chama-se de 2 excedente, passando, o que existia, a chamar-se

De 1.º excedente.

Um tratado de 2.° excedente tem, por norma, um número de linhas inferior ao de

1.º excedente

É raro que existam, por cedente, mais de 2 tratados de excedente como necessi-

Dade.

Se o seu volume de negócios atingiu uma expressão financeira tal que outras

Soluções têm de ser encaradas e as atraz referidas já não são suficientes, estaremos

Perante necessidades pontuais, que se resolvem por tratados de gestão mista – os

Facuitativos/obrigatórios – ou perante necessidades de alteração da filosofia da Ce-

Dente perante a problemática do resseguro, já que a autonomia atingida pressupõe a

Necessidade de soluções de politica financeira a administrativa a determinar modifica-

Ções na filosofia do Resseguro

Antes, porém, de voitar a esta situação de ponta cumpre-nos dizer que o Resse-

Guro implica, dentro das Seguradoras, um trabalho administrativo altamente complexo

Num estacio intermédio, entre a altura em que o tratado de quota-parte era sufi-

Ciente e este em que há um desafogo financeiro mas um estrangulamento administra-

Tivo, é que surgem os chamados tratados em que não há proporcionalidade na repar-

Ticão dos riscos: - Os Excessos de Perda e os Stop Loss.

Historicamente, os Excessos de Perda, surgem em duas fases.

Numa primeira, o tratado é negociado no interesse de todos os participantes nas

Responsabilidades. São os chamados “Tratados de Excessos de Perda” de conta

Comum.

Cedente e Resseguradores, desejam estar protegidos quanto a sinistros de valor

Elevado e, assim, procuram Resseguradores que os protejam.

Pode haver necessidade de um ou mais tratados, cujo custo será menor, à

Medida que as tranches crescem.

Cedente e Resseguradores fixam um valor como limite de seu prejuízo em

Circunstância negociadas, ou por mero valor, ou por situações calamitosas, procuran-

Do Resseguradores que garantam sinistros de valor superior aquele limite inicial e até

Um valor superior a este fixado no tratado.


É a esta fatia de valor que se chama a “tranche”, que terá o nome de “2.

Tranche”, havendo “2ª fatia” nesse tratado, ou coberta por tratado separado.

Quando, em função da sua carteira, encaixe de prémios ou perspectivas de

Rentabilidade num ramo, uma Seguradora pretender garantir um lucro indexado a uma
situação, o que representa já uma fase avançada de autonomia económico-financeira-

-admnistrativa, a Cedente, com ou sem Resseguradores, negoceia com outros

Resseguradores um tratado de “stop-loss” o que lhe permite ter os prejuízos limita-

Dos a uma expressão percentual dos prémios encaixados.

Já dissemos que o apoio do Resseguro pode ser assegurado por um ou mais

Resseguradores, sendo este último caso o corrente nos tratados de Excedente em

Relação ao valor da cedência, cada Ressegurador participa numa percentagem fixa,

Mas como nem todo o seguro directo é cedido – pois pode cair no pleno da

Cedente – não se confunde a situação com a dos tratados proporcionais do tipo

Quota-parte (rigidos), embora o tratamento de cada situação, em caso de sinistro,

Leve a ter de encontrar as proporcionalidades das participações.

Já dissemos que a complexidade administrativa do tratamento do Resseguro

Sobe à medida que se implanta uma Seguradora.

Podemos, agora, dizer, então, que atingida uma expressão de autonomia nas

Várias frentes a que aludimos, o que permitirá à Seguradora, por si só, encarar

Responsabilidades elevadas, a necessidade do Resseguro, pela lei dos grande núme-

Ros, reduzir-se-á na sua expressão.

Será a altura de eliminar complexidades administrativas.

Gradualmente, a Cedente poderá limitar-se a ter tratados de Excesso de Perdas

e/ou de Stop-Loss eliminando um sector especializado para o tratamento administrati-

vo do Resseguro ou atingir o top da simplicidade em que só o tratado de tipo

stop-loss resolveria o seu problema de partilha de risco.

Esta situação, in limine” ideal é, na prática, um pouco utópica, já que a posição

Ideal de uma Seguradora é uma “figura” que não é estratificável, pelo aleatório do

Próprio risco, que constitue a profissão do Segurador, já que no mercado de Resse-

Guros o tipo de tratado único de “stop-loss” não é de muito agrado dos Ressegura-

Dores profissionais.
Julgamos ter dado o panorama possível do que é o Resseguro, seus fins e

Noções correntes básicas, sem cairmos em pormenores, por excesso, fora do propó-

Sito desejado.

12. OS CLUBES DE PROTECÇÃO E INDEMNIZAÇÃO

12.1 – Considerações gerais

12.2 -Organização e funcionamento

12.3 – Area de cobertura de riscos

12.3.1. Classe !

12.3.2 Classe II

12.3.3 --- Classe 1!

12.3.4 Classe IV

12.3.5 – Classe V

12.1 – CONSIDERAÇÕES GERAIS

Os chamados Clubes de Protecção e indemnização, vulgarmente conhecidos por

Clubes ou, aindapor P. & i. (na pronuncia original inglesa) são associações de

Armadores que surgiram, no Reino Unido, durante o Século XVIII, tendo em vista,

Uma auto-proteccão, em regimen de mutualidade, de riscos que, ou não encontravam

Cobertura junto das seguradoras de navios ou, se a encontravam, ela era reduzida ou

Em condições consideradas onerosas.

Explica-se pelo seu nascimento em Inglaterra que, ainda hoje, seja ali que se

Encontra o maior número de Clubes, ou, pelo menos, as entidades a quem é com-

Fiada a sua gestão.

Os Clubes não têm fins lucrativos, do que diferem dos seguradores e, em princi-

Pio, cobrem riscos e responsabilidades não abrangidos pelas apolices das segurado-

Ras tradicionais.

No seu início, o custo dos seguros, só por si, não explica o seu aparecimento,

Pois o que na realidade, fundamentalmente, esteve na base da sua expansão foi o

Facto de, em matéria de riscos de colisão, ou seja da cobertura conhecida por

Running down clause” as seguradoras deixarem por cobrir ¼ da responsabilidade

Emergente, a ficar, obrigatoriamente, por conta dos armadores, o que, na prática,


Constituia uma franquia a cargo daqueles.

Os armadores, por isso, associam-se, correndo, em mutualidade, esse ¼ não

Segurável.

A situação viria a inverter-se, posteriormente, quer porque os seguradores tradi-

Cionais alargaram coberturas, quer porque alguns Clubes não acompanharam a situação ou
não poderam suportar os encargos inerentes à mutualidade assumida, tornada anti-
económica. por falta de variedade e número dos riscos suportados Nos seus primeiros tempos,
os Clubes começaram por cobrir os danos pessoais ou a vida dos passageiros e tripulantes, que
não eram cobertos pelos seguradores A breve trecho viriam a cobrir os danos nas cargas cuja
responsabilidade fosse tradicionais dos cascos. imputável aos armadores. As coberturas hoje
possíveis abrangem uma gama alargada de situações. 12.2 -ORGANIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO Já acima dissemos que os Clubes são associações para as quais os
armadores entram, contribuindo com uma participação financeira, para os gastos de
administra- ção e para a liquidação dos prejuízos que afectem um armador membro da
associa- ção. Aqui, dado que o Clube, como referimos, não tem interesse lucrativo, a comparti-
cipação de cada associado que se designa por "call" - é dependente dos resultados que se
verifiquern. Será menor, se cada associado não icr chamado a pagar um ajustamento, porque a
anuidade dos riscos correu excepcionalmente bem, será maior, se, para além da chamada
inicial, vier a ter de suportar esses pedidos complementares de ajustamento. A organização
corno ja referimos, é gerida, normalmente, por sociedades gesto- ras que dessa gestão se
encarregam. Os armadores "entram" para o Clube, confiando àquele a cobertura, por regimen
mútuo, dos riscos que pretenderem, dentro das disponibilidades oferecidas pelo Clube. A
chamada" (call) inicial é paga em função das classes de cobertura, dos navios entrados, sua
tonelagem e, por vezes, tráfego a que adstritos. As "chamadas" complementares são definidas
estatutariamente em função da evolução e do comportamento dos resultados da protecção
garantida, consoante as necessidades e os recursos ao Clube. Cada armador procurará
resolver, dentro de limites razoáveis, discutindo-os direc- tamente junto dos reclamantes, as
questões litigiosas que tiver, embora assistido pelo Clube, que suportará as indemnizações que
vierem a ser fixadas. O objectivo destas associações é, pois, assistir, aconselhar, segurar,
indemnizar e, de um modo geral, defender os interesses dos seus associados. Além de Clubes
para armadores, há hoje Clubes para "brokers" do shipping e para agentes transitários. A
protecção dada por um Clube implica a existência de uma rede jurídica disponivel em qualquer
parte co mundo e a possibilidade de deslocação de técnicos a

Qualquer lugar, se soluções locais não estiverem à sua disposição.

Os estatutos estabelecem as “rules” (regras) aplicáveis à gestão técnica dos

Clubes e fixam, em regra, as classes de riscos.

O número de membros é variável e ilimitado

Os Clubes devem estar preparados para dar o apoio necessário ao armador

Emanente das situações novas criadas pelo surgir de responsabilidades legais por

Leis de qualquer pais impostas aos armadores.

As situações de poluição por óleos, ou combustíveis, ou petróleo, são exemplo


Do que deixamos dito.

Em sede própria foi referido em livro inserido na obra de que o presente faz

Parte o esquema “TOVALOP” e a Convenção sobre responsabilidade civil por danos

Devidos à poluição.

12.3 – ÁREA DE COBERTURA DE RISCOS

Serão variaveis, em aspectos de pormenor, as regras dos diversos Clubes aplica-

Veis às classes de riscos, mas os riscos cobertos, são, de Clube para Clube, funda-

Mentalmente, os mesmos.

Os riscos agrupam-se por classes, numeradas, em caracteres romanos, de la V.

Classe por Classe. Damos, de seguida, os riscos, normalmente, por cada uma

Abrangidos, numa forma sumária.

Há, ainda, uma regra que é comum aos vários Clubes, chamada de “Omnibus

Rule”, pela qual fica à discrição geral da gestão do Clube pagar reclamações inusita-

Das que não caiem no grupo das classes.

12.3.1 – Classe 1

Cobre:

- ¼ da responsabilidade em colisão não abrangida pela Cláusula tradicio-

Nal “R.D.C.” dos seguradores de cascos.

- Inclui danos pessoais, perdas de vidas, mortes e doenças de tripulantes.

12.3.2 – Classe !

Cobre:

- A responsabilidade do transportador de cargas, para com os donos destas

Ou os adquirentes de direitos sobre elas.

12.3.3 – Classe

Cobre:

- Os riscos de guerra, em cascos, que não sejam, eventualmente, segurá-

Veis no mercado de seguros de cascos.

12.3.4 – Classe IV

Cobre:

- Os mesmos riscos de guerra, em relação à fretes e desembolsos, quando

Não cobertos pelo referido mercado.


12.3.5 – Ciasse V

Cobre:

- Os prejuízos de defesa dos associados contra terceiros, designadamente

Prestando garantias, cauções ou fianças, para evitar arrestos ou deten-

Ções do navio.

- Penalidades.

- Obricações de reflutuação ou demolição de navios naufragados.

- Responsabilidades relacionadas com o emprego de rebocadores.

Os exemplos dados ‘não significam que as coberturas sejam rigorosamente só

Estas ou que as classes indicadas rigidamente abranjam o tipo de riscos nelas indica-

Dos.

Por exemplo, certos gastos de Avaria Grossa não liquidados por segurador do

Casco ou não reembolsadas, a título de contribuição, pelos responsáveis pela carga,

Podem, também, ser aceites, como riscos, pelos Clubes.

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