Índice
1.0Introdução.................................................................................................................2
2.0Objectivos.................................................................................................................3
2.1Geral..........................................................................................................................3
2.2Especificos................................................................................................................3
2.3Metodologia..............................................................................................................3
3.0Referencial Teórico...................................................................................................4
3.1.Didáctica..................................................................................................................4
3.2Extensão Rural..........................................................................................................4
3.3Extensionista.............................................................................................................4
3.4Metodologia..............................................................................................................4
3.5MÉTODO.................................................................................................................5
3.6METODOLOGIA EM EXTENSÃO RURAL.........................................................5
3.7MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL....................................................................5
4.0CLASSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS......................................................................6
4.1MÉTODO INDIVIDUAL.........................................................................................6
4.2MÉTODO GRUPAL................................................................................................6
4.3MÉTODO MASSAL................................................................................................6
5.0Classificação dos métodos de Extensão Rural..........................................................7
5.1Classificação dos métodos de Extensão Rural quanto ao número de pessoas..........7
6.2Classificação dos métodos de Extensão Rural quanto à característica de
comunicação..................................................................................................................7
6.3Classificação dos métodos de Extensão Rural quanto aos objectivos......................7
7.0Definição da estratégia metodológica.......................................................................8
8.0REFERÊNCIAS........................................................................................................9
1.0Introdução
Em nossa história recente, a Extensão Rural tem se mostrado um instrumento efectivo e
eficiente de política pública e um agente dinamizador do desenvolvimento, na medida
em que, graças à sua metodologia, capilaridade e esperada descentralização, tem
condições de chegar a uma proximidade estratégica com o conjunto da população rural,
em especial a Agricultura Familiar.
É inegável a importante contribuição desses métodos na prática da difusão e na
transferência de tecnologia adoptados pelo serviço de extensão rural pública da época.
Mesmo que tenham sido de caráter diretivo, eles foram utilizados na comunicação de
pessoas ou de grupo de pessoas, em diversos níveis de participação, principalmente no
da passividade, com eficiência, eficácia e efetividade, haja vista que possibilitaram a
mudança de atitude e de comportamento desses agricultores, mediante a adoção de
tecnologias de processo e de produtos a que eram induzidos, persuadidos e
condicionados pela ação extensionista. O caráter educativo que era preconizado,
naquela oportunidade, pretendia “educar” mediante a simples transmissão de
conhecimentos e, também, pela mera difusão de tecnologia gerada pela pesquisa e de
implementação de programas e projetos especiais, graças ao autoritário modelo da teoria
da informação instrutor-treinando, tendo como pressuposto a obtenção de respostas e
comportamentos desejados às ações estimuladoras do agente de extensão rural. O
“pequeno agricultor e a pequena agricultora” eram, tão somente, meros objetos da ação
extensionista. É evidente que, ao longo da travessia da extensão rural, nas várias
estratégias de implementação dos diversos modelos de desenvolvimento econômico que
se tentou implementar no país, somente a transferência de tecnologia não foi suficiente
para provocar as mudanças desejadas no processo de desenvolvimento rural.
2.0Objectivos
2.1Geral
Falar da Didáctica de Extensão Rural
2.2Especificos
Definir a didáctica, Extensão Rural
Identificar os métodos da Extensão Rural
Indicar a metodologia para Extensão Rural
2.3Metodologia
Para a realização deste trabalho recorreu-se a consulta de obras relacionadas com a
didáctica de extensão rural.
3.0Referencial Teórico
3.1.Didáctica
A Didáctica é uma disciplina teórico-prática que pretende subsidiar o professor “em
todos os elementos constitutivos da dinâmica escolar, quais sejam: a reflexão
pedagógica necessária à implementação de um projecto educativo, com suas concepções
explicitadas através de seus planejamentos e efetivadas através de sua dinâmica
cotidiana” (MELO; URBANETZ, 2008, p. 152)
3.2Extensão Rural
Um ramo das ciências agrárias que se ocupa em fornecer serviços de educação formal
de carácter continuado para o meio rural, auxiliando e promovendo processos de gestão,
produção, beneficiamento e comercialização das actividades, bem como dos serviços
agro-pecuários e não agro-pecuários, incluindo as actividades agroextrativas, florestais e
artesanais.
3.3Extensionista
O(a) extensionista é todo aquele(a) profissional que desenvolve um trabalho de
assistência técnica e extensão rural, assim como promove o desenvolvimento rural. É
uma profissão não regulamentada que pode ser exercida por profissionais de diversas
áreas do conhecimento tais como: agrônomos(as), zootecnistas, veterinários(as),
antropólogos(as), engenheiros(as) florestais, técnicos(as) em agropecuária,
pedagogos(as), profissionais do serviço social, biólogos(as), dentre outros.
Inovação
O conceito de inovação é bastante variado, dependendo, principalmente, da sua
aplicação.
Inovação significa novidade ou renovação. A palavra é derivada do termo latino
innovatio, e se refere a uma ideia, método ou objecto que é criado e que pouco se parece
com padrões anteriores. Hoje, a palavra inovação é mais usada no contexto de ideias e
invenções assim como exploração económica relacionada, sendo que inovação é
invenção.
Tipos de inovação
Inovação do produto: introdução de produtos ou serviços novos ou significativamente
melhorados, Inclui alterações significativas nas suas especificações técnicas,
componentes, materiais, ou outras características. Ex: extracto de mandioca como
adubo.
Inovação do processo: implementação de novos ou significativamente melhorados,
processos de produção. Inclui alterações significativas de técnicas e equipamentos
Inovação organizacional: implementação de novos métodos organizacionais na prática
de produção agrícola ou pecuária.
Inovação de marketing: implementação de novos métodos de marketing, envolvendo
melhorias significativas na difusão e propagação de informação nas comunidades rurais.
Por exemplo a implementação da nova tecnologias de adubação de hortícolas mediante
o uso de extracto de mandioca.
Importância de inovar
Considerando que as inovações são capazes de gerar vantagens competitivas a médio e
longo prazo, inovar torna-se essencial para a sustentabilidade dos produtores ou
indivíduos adoptantes no futuro.
A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos, diferenciando-os.
Aqueles que inovam neste contexto, ficam em posição de vantagem em relação
aos demais.
As inovações são importantes porque permitem que os adoptantes, aumentem
seus rendimentos, realizem novas parcerias, adquiram novos conhecimentos.
3.4Metodologia – entendido como o estudo, classificação e sistematização dos métodos
de ensino. Conjunto de procedimentos, regras e técnicas, em que se baseia determinada
disciplina.
3.5MÉTODO: É a maneira, a forma, é o modo de proceder, a maneira de agir, é o
processo de ensino. A palavra método vem do grego “méthodos” (caminho para chegar
a um fim).
3.6METODOLOGIA EM EXTENSÃO RURAL - Metodologia em extensão rural é a
adaptação de métodos de ensino no desenvolvimento do trabalho e das atividades de
assistência técnica e de extensão rural. É o estudo e a sistematização dos métodos
adaptáveis ao trabalho.
3.7MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL – É a maneira de construir o
conhecimento, é o processo de ensino, consideram-se os procedimentos, ferramentas e
técnicas e de comunicação, adaptadas e desenvolvidas pela extensão rural, para se
conseguir mudanças de atitudes e comportamento.
O extensionista deve conhecer selecionar, planejar corretamente os métodos e os meios
de comunicação em função dos objectivos determinados. As opções serão decisivas para
que as metas sejam atingíveis com eficiência, eficácia e efectividade ou
sustentabilidade
EFICIÊNCIA é fazer certo; é o meio para se atingir um resultado; é a actividade ou
aquilo que se faz;
EFICÁCIA é a coisa certa; é o resultado; o objectivo; é aquilo para que se faça, isto é, a
sua Missão; permanente à realidade da população atingida;
EFETIVIDADE é à medida que determina que os resultados do projecto, em termos de
benefícios ou mudanças gerados, estão incorporados de modo.
4.0CLASSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS
ALCANCE: (número de pessoas atingidas) Pode ser: Individual Grupal Massal.
EFEITO: Motivacional Ensinamento técnico (Prático).
USO: Simples – não exige outros métodos pode utilizar o método isolado Complexo –
combina com outros métodos.
4.1MÉTODO INDIVIDUAL
Tem o objetivo de atender o público individualmente. É um método mais caro, mas
permite um conhecimento maior, individualizado e permite que o público trabalhado
conheça melhor o extensionista depositando maior confiança, importante para assegurar
cooperação, participação e melhores adoções de resultados. Exemplo de métodos
individuais: visita, contato, atendimentos no escritório, entrevistas, atendimento por
telefone e outros meios de comunicação como watsapp utilizado individualmente.
4.2MÉTODO GRUPAL
Tem o objetivo de atender o público em grupos definidos proporcionando troca de
idéias e experiências, construção de saberes entre extensionistas e seu público. Tem a
vantagem de atender maior número de pessoas com menor custo. Facilita descoberta de
lideranças comunitárias, incentiva a cooperação, organização do público. Quando o
interesse é comum pode acelerar adoções de resultados. Exemplo de métodos grupais:
reuniões, curso, oficina, intercâmbio, excursão, dia de campos, algumas demonstrações
práticas, conferências, seminário.
4.3MÉTODO MASSAL
Tem o objetivo de atender o público em geral, visam atender as pessoas em massa, isto
é, um número significativo e indeterminado de pessoas com alcance indefinido. São os
meios utilizados como método. Exemplo de métodos massais: concursos, campanhas,
exposição, rádio, TV, jornal, revista, filme, artigos, ferramentas de chat, rede mundial
de computadores, multimídia, hipermídia que é a reunião de vários meios em um único
equipamento.
5.0Classificação dos métodos de Extensão Rural
5.1Classificação dos métodos de Extensão Rural quanto ao número de pessoas
Métodos Individuais Métodos Grupais Métodos Massivos
(interpessoais) (interpessoais) (coletivos)
Visita Palestras Televisão
Contato Seminários Rádio
Entrevista Encontros Jornal
Fóruns Fôlder
Simpósios Cartaz
Folheto
Livro
6.2Classificação dos métodos de Extensão Rural quanto à característica de
comunicação
Característica Métodos interpessoais Métodos
Massivos / Colectivos
Sentido da comunicação Duas Uma via
Alcance Baixo Alto
Feedback Alto Baixo
Eficiência didáctica Alta Baixa
Selectividade da audiência Alta Baixa
Custo Alto Baixo
Possível efeito Mudança de atitude Aumento do conhecimento
6.3Classificação dos métodos de Extensão Rural quanto aos objectivos
Interacção Comprovação de Motivacionais
resultados
Visita Demonstração de Método Dia de Campo
Contacto (DM) Excursão
Reunião Unidade Demonstrativa Campanha
Curso (UD) Semana
Demonstração de Exposição
Resultado (DR)
Unidade de Observação
(UO)
Propriedade Demonstrativa
(PD)
Concurso de Produtividade
7.0Definição da estratégia metodológica
Qual é a prática tecnológica que melhor contribuirá para início do trabalho
extensionista, com o objetivo de promover as mudanças desejadas no manejo cultural
inadequado?
Recomenda-se a prática de plantio em fileiras duplas
Uma vez definida a prática, esta deve ser apresentada e explicada para todos os
agricultores da comunidade o que é, como deve ser executada e quais suas
vantagens, numa ampla discussão.
Qual é o método de extensão que melhor se aplicaria, neste momento, para sensibilizar
e motivar para a reconstrução do conhecimento e que seja capaz de contribuir com o
aprendizado dos possíveis adotantes desta prática?
Recomenda-se que seja o de Unidade de Teste e Demonstração (UTD)
Uma vez selecionado o método, este deve ser discutido e explicado para todos os
agricultores da comunidade, quanto à definição, objeto e utilização do método.
Uma vez instalada a UTD sobre o plantio em fileiras duplas, ela possibilitará um
sistema com utilização de vários outros métodos ao longo de seu período de
execução, tais como: cursos, reunião, demonstração prática, excursão, entre
outros, que irão influir sobre o processo de reaprendizado, como a atenção, o
interesse, o conhecimento, a avaliação, a experiência e adoção pelos agricultores
da comunidade.
8.0REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Fundamentos teóricos, orientações
e procedimentos metodológicos para a construção de uma pedagogia de Ater.
Brasília: MDA/SAF, 2010. 45p.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Política nacional de assistência
técnica e extensão rural – Pnater. Brasília: MDA/SAF, 2008. 26p.
COTRIM, D.; RAMOS, L. Revisão e adaptação do guia práticode diagnóstico
participativo. Brasília: MDA/SAF, 2006. 62p.
FRANÇA, A. P. de. Metodologia de extensão rural: caracterização e uso adequado.
Recife: EMATER-PE/DECOM, 1993. 14p. (EMATER-PE. Série Comunicação e
Metodologia de Extensão Rural,1).
FREIRE, P. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1979. v.1. (Coleção Educação e Comunicação).
FREIRE, P. Guia de metodologia de extensão rural. Rio de Janeiro: EMATER-RJ,
1996. 34p.
FREIRE, P. Manual de metodologia de extensão rural. Rio de Janeiro: EMATER-RJ,
1991. 174p.
RUAS, E. D. et al.Metodologia participativa de extensão ruralpara ao
desenvolvimento sustentável. Belo Horizonte: MFXPAR, 2006. 134p.
SILVA FILHO, M. M da S. A educação em extensão rural: algumas questões
essenciais. Natal: EMATER-RN, 2010. 116p.
VERDEJO, M. E. Diagnóstico rural participativo: guia prático. Brasília: MDA-
Secretaria de Agricultura Familiar, 2006. 61p.