Procedimentos Radiológicos
Contrastados - Sistema
Gastrointestinal Baixo
Profª Mariana Elisa
Enema Opaco ou Clíster Opaco
• São dois os tipos específicos de exames
radiográficos ou procedimentos para estudo
do trato GI inferior relacionados ao Intestino
Grosso são eles: o enema opaco com
contraste simples e o enema opaco com duplo
contraste.
O intestino grosso é dividido em 4 partes
principais:
• Ceco: 1º segmento de maior calibre, que se comunica com o
íleo. A válvula ileocecal tem a função de impedir o refluxo do
material proveniente do intestino delgado e se localiza na
junção do íleo com o ceco. Onde em seu fundo encontramos
o Apêndice Vermiforme.
• Cólon: 2º segmento que se prolonga do ceco até o orifício
retal (ascendente, transverso, descendente e sigmoide).
• Reto: 3º segmento termina ao perfurar o diafragma da pelve.
• Orifício Retal: 4º segmento importante por apresentar os
esfíncteres intestinais, formações essenciais para o
funcionamento intestinal.
Contra indicações
• Contra indicações para a realização de um
enema baritado: Paciente pré-cirúrgico, com
perfuração de víscera oca, com obstrução do
intestino grosso e pacientes desidratados.
Indicação Clínica
• Colite: Condição inflamatória do intestino
grosso que pode ser causada por infecção
bacteriana, dieta, estresse. A mucosa
intestinal pode apresentar-se rígida e
espessada, com perdas das haustrações ao
longo do segmento envolvido. Devido à
inflamação crônica e ao espasmo, a parede
intestinal tem um aspecto denteado ou
serrilhado.
Indicação Clínica
• Divertículo: Saliência que resulta de uma
herniação da parede interna do cólon.
Aparecem como defeitos circulares
preenchidos por bário que se projetam para
fora a partir da parede colônica. Quando
ocorrem numerosos divertículos é
denominada dívertículose.
Indicação Clínica
• Neoplasias: São comuns no intestino grosso.
Embora tumores benignos possam ocorrer. A
maioria dos carcinomas do intestino grosso
ocorre no reto e no cólon sigmoide.
Indicação Clínica
• Vólvulo ( Obstrução): É uma torção de um
segmento do intestino sobre seu próprio
mesentério, que conduz a uma obstrução do tipo
mecânica. A porção torcida tem seu suprimento
sanguíneo comprometido, o que conduz a uma
obstrução e necrose intestinal ou localizada no
tecido. Encontrado em porções do jejuno, do íleo,
do ceco e do cólon sigmoide. O sinal clássico é
denominado sinal do "bico", um estreitamento
na localização do vólvulo.
Preparo do paciente
• Tem por objetivo esvaziar a porção de o canal
alimentar a ser examinada. Feito com laxantes
por via oral ou por via retal com enema de
limpeza. É solicitado um jejum absoluto de 8
a 10 h antes do exame o paciente é instruído
a não mascar chicletes ou fumar cigarros
durante o jejum. Qualquer material fecal
retido pode obscurecer a anatomia normal ou
dar falsa informação diagnóstica e conduzir a
uma remarcação do procedimento.
Equipamentos e suportes
• Um recipiente para enema do tipo sistema fechado é
usado para administrar o sulfato de bário ou a
combinação de sulfato de bário e ar durante o clister
opaco.
• Um cateter de enema é acoplado à extremidade do
equipo e introduzido no reto do paciente em posição
de Sims. Após o exame, a maior parte do bário pode
ser drenada de volta para a bolsa pelo rebaixamento
do sistema a um nível inferior à mesa de exame. Toda
a bolsa e o tubo são descartáveis e jogados fora após
um único procedimento.
Equipamentos e suportes
• Diversos tipos de bicos de enema estão
disponíveis, os três cateteres mais comuns
são: o descartável de plástico, o de retenção
retal, o de retenção de contraste e ar. Todos
são considerados de uso único, descartáveis.
Meio de Contraste
• CONTRASTE SIMPLES: sulfato de bário é o tipo de
contraste positivo mais comumente usado para o
enema baritado. Sua concentração varia de acordo
com o estudo a ser realizado. O bário denso é usado
para exames com duplo contraste.
• OBS: Contraste Iodado- Um contraste iodado
hidrossolúvel pode ser usado em caso de alça intestinal
perfurada ou lacerada e no caso de obstrução do
intestino grosso. Ou se o paciente está agendado para
uma cirurgia após a realização do enema.
Meio de Contraste
• DUPLO CONTRASTE: O ar ambiente, o nitrogênio e o
dióxido de carbono (C02) são as formas mais comuns
de contraste negativo utilizadas. O CO2 e o
nitrogênio são acondicionados num pequeno tanque
e introduzidos no reto através de um cateter de
enema de retenção de ar-contraste.
Posição de Sims
• Colocação do cateter Posição de Sims:
Solicita-se ao paciente que vire para o lado
esquerdo e se incline para frente. A perna
direita é flexionada no joelho e no quadril e
colocada na frente da perna esquerda. O
joelho esquerdo é flexionado
confortavelmente. A posição de Sims relaxa
os músculos abdominais e reduz a pressão
dentro do abdome.
PROTOCOLOS DO EXAME
1. RADIOGRAFIA PILOTO – Abdome simples
2. PA OU AP - Todo o intestino grosso deve ser visto,
incluindo a flexura cólica esquerda.
3. OAD OU OPE – Visualização da Flexura Hepática(D) e a
OAE OU OPD - Visualização Flexura Esplênica (E).
4. Reto lateral ou decúbito ventral com duplo contraste-
visualização do reto.
5. Decúbito lateral D e E (duplo contraste)- estudo
intestino grosso todo.
6. Incidência PA ou AP – pós evacuação.
PA ou AP
• Fatores Técnicos: Filme - 35 x 43 cm em sentido
longitudinal
• Faixa de 100-125 kVp (contraste simples) / 80-90 kVp
(duplo contraste)
• Posição do paciente: decúbito ventral ou dorsal com o PMS
alinhado com a LCM.
• Raio Central RC perpendicular ao porta-filme. Centralizar
RC ao nível da crista ilíaca e o porta-filme em relação ao
RC.
• DFoFi mínima de 100 cm.
• Estruturas Demonstradas em AP ou PA: Todo o intestino
grosso deve ser visto, incluindo a flexura cólica esquerda.
OAD – Visualização Flexura Hepática
• Fatores Técnicos Tamanho do filme: 35 x 43 cm
em sentido longitudinal.
• Técnica e dose: Faixa de 100-125 kVp ou de 80-
90 kVp com estudo com duplo contraste)
• Posição do Paciente: Semi decúbito ventral,
rodado em oblíqua anterior direita para 35° a
45°, com um travesseiro para a cabeça.
• RC: Centralizar RC e filme ao nível da crista ilíaca.
DFoFi mínima de 100 cm
• Respiração: Prender a respiração.
OAE - Flexura Esplênica
• Fatores Técnicos Tamanho do filme: 35 x 43 cm em sentido
longitudinal
• Técnica e dose: Faixa de 100-125 kVp ou 80-90 kVp se com
contraste duplo
• Posição do Paciente: Semi decúbito ventral, rodado para
oblíqua anterior esquerda para 35° a 45°, com um
travesseiro para a cabeça. Posicionar o RC perpendicular ao
filme cerca de 2 a 5 cm acima da crista ilíaca.
• O RC é centrado na crista ilíaca, para incluir toda a flexura
cólica esquerda.
• DFoFi mínima de 100 cm
• Respiração: Prender a respiração.
OPE e/ou OPD
• Fatores Técnicos amanho do filme: 35 x 43 cm em
sentido longitudinal.
• Técnica e dose: Faixa de 100- 125 kVp ou de 80-90
kVp (contraste duplo).
• Posição do Paciente: Semi decúbito dorsal, rodado
para oblíqua posterior direita e esquerda num ângulo
de 35° a 45°, com um travesseiro para a cabeça.
• Raio Central: Perpendicular ao filme ao nível das
cristas ilíacas e aproximadamente 2,5 cm lateral à
porção elevada do plano mediossagital.
• DFoFi mínima de 100 cm.
Estruturas demonstradas
• OPE - A flexura cólica direita (hepática) e as porções
ascendente e retossigmóidea devem aparecer
"abertas" sem sobreposição
• OPD - A flexura cólica esquerda (esplênica) e a porção
descendente devem aparecer "abertamente", sem
sobreposição.
• OBS: As incidências Obliquas anteriores D e E
visualizam as estruturas equivalentes ao lado do
posicionamento.
• As incidências Obliquas Posteriores D e E visualizam
as estruturas contrárias ao lado de posicionamento.
Reto lateral
• Fatores Técnicos Tamanho do filme: 24 x 30 cm em sentido
longitudinal
• Técnica e dose: Faixa de 100- 1 25 kVp ou 90-100 kVp
(contraste duplo).
• Posição do Paciente: A posição do paciente é lateral
apoiada, com um travesseiro para a cabeça. Alinhar o plano
axilar médio à linha média da mesa. Flexionar e sobrepor
os joelhos
• Decúbito ventral alternativo: As posições do feixe
horizontal lateral são proveitosas para os estudos com
duplo contraste.
• Raio Central: perpendicular ao nível das EIAS.
• DFOFI: 1,0m
Duplo Contraste Decúbito lateral D e E
• Fatores Técnicos Tamanho do filme: 35 x 43 cm em
sentido longitudinal.
• Técnica e Dose: 80-90 kVp (estudo em duplo
contraste).
• Posição do Paciente: Paciente em posição lateral
apoiada, com um travesseiro para a cabeça e deitado
com o lado direito ou esquerdo sobre uma almofada
radiotransparente, com uma grade portátil
posicionada atrás das costas para uma incidência AP.
• Em LATERAL DIREITO se visualiza a FLEXURA CÓLICA
ESQUERDA
• Em LATERAL ESQUERDO se visualiza a FLEXURA
CÓLICA DIREITA
PA (AP) – PÓS EVACUAÇÃO
• Essa posição mostra o padrão de mucosa do
intestino grosso com contraste residual para
demonstração de pequenos pólipos e
defeitos. É mais comumente realizada em
decúbito ventral como a PA, mas pode ser
realizada com o paciente em decúbito dorsal
como AP, se necessário.
PA (AP) – PÓS EVACUAÇÃO
• Fatores Técnicos Tamanho do filme: 35 X 43 cm
em sentido longitudinal.
• Técnica e dose: Faixa de 80-90 kVp (menor para
evitar hiperpenetração, pois há somente o
contraste residual no intestino grosso.)
• Posição do paciente: decúbito ventral ou dorsal
com o plano mediossagital alinhado à linha
média da mesa . Assegurar que não haja rotação
do corpo.
• RC Centralizar o RC à crista ilíaca.
• DFoFi mínima 100 cm.
Atividade de Fixação
1. Quais as partes do intestino grosso?
2. Quais as indicações clínicas para realização do enema opaco?
3. Qual o preparo do paciente para a realização do enema
baritado?
4. Quais os equipamentos e suportes utilizados para realização do
enema opaco?
5. Quais os meios de contrastes utilizados para a realização do
enema opaco com duplo contraste?
6. Quais as incidências radiográficas realizadas no enema
baritado?
7. Descreva os fatores técnicos utilizados nas incidências OAE,
OAD, OPE e OPD. Quais as estruturas demonstradas?
Procedimentos Radiológicos
Contrastados - Sistema Urinário
Profª Mariana Elisa
SISTEMA URINÁRIO
UROGRAFIA EXCRETORA
• A urografia excretora é um exame radiológico
que faz uso de um contraste iodado para
estudar a árvore excretora urinária a partir
dos rins.
• A urografia excretora oferece importantes
informações anatômicas e funcionais sobre a
árvore urinária e permite a detecção de
anomalias genéticas, deformidades
patológicas, cálculos e tumores renais.
INDICAÇÕES CLÍNICAS
• As principais indicações clínicas da urografia excretora
incluem:
1- Massa abdominal ou pélvica
2- Cálculos renais ou ureterais
3- Traumatismo renal
4- Dor no flanco
5- Hematúria ou sangue na urina
6- Hipertensão
7- Insuficiência renal
8- Infecções do trato urinário
Anamnese do Paciente
Preparo do Paciente
• O trato intestinal deve estar livre de gases e de
material fecal.
• Fazer refeição leve na noite anterior ao
procedimento.
• Tomar laxativos para esvaziamento intestinal
• Jejum após a meia-noite (um mínimo de 8h).
• Todas as roupas devem ser retiradas e
substituídas por um avental hospitalar.
• O paciente deve urinar logo antes do exame.
Imagem Preliminar e a Injeção
• O histórico clínico do paciente e outras
informações pertinentes são discutidas com o
médico radiologista antes da injeção.
• Verificar o preparo do paciente e determinar se
os fatores de exposição são aceitáveis.
• Verificar o correto posicionamento e realizar a
radiografia preliminar do abdômen simples.
• Após a injeção completa do meio de contraste, as
radiografias são tiradas em intervalos específicos
de tempo. Cada imagem deve ser marcada com
um numero de chumbo indicando o intervalo de
tempo em que a radiografia foi tirada.
Protocolo Básico
1. Realizar um nefrograma – tirado imediatamente após o
término da injeção para capturar os estágios iniciais do
meio de contraste entrando no sistema coletor.
2. A imagem de 5 minutos – requer uma radiografia
completa do rim, ureter e bexiga. A posição supina (AP) é
a mais requisitada. Repete-se a incidência com 15
minutos.
3. Imagem de 20 minutos – devem utilizar as posições OPE e
OPD para fornecer uma perspectiva diferente dos rins e
projetar os ureteres distantes da coluna vertebral.
4. Radiografia pós-micção – é realizada após o paciente ter
urinado. As posições de escolha podem ser prona (PA) ou
ereta AP. A bexiga deve ser incluída nesta radiografia final.
Incidência AP – Preliminar e Seriadas
Nefrograma ou Nefrotomograma
OPE e OPD
AP – Pós miccional
AP – Pós miccional
Atividade de Fixação
1. Como está dividido o sistema urinário?
2. O que é urografia excretora?
3. Quais as principais indicações clínicas para realização
da urografia excretora?
4. Qual o preparo do paciente?
5. Fale sobre a imagem preliminar e a injeção do
contraste?
6. Qual o protocolo básico para a realização da urografia
excretora?
7. Pesquisa: O que é Nefrograma ou Nefrotomograma?