Projeto Pedagógico Escola João Cruciani
Projeto Pedagógico Escola João Cruciani
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
Curitiba - Paraná
2017
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PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO
ESCOLA MUNICIPAL PADRE JOÃO CRUCIANI - EIEF
SUMÁRIO
1.1 Identificação 4
1.2 Caracterização da instituição e da comunidade escolar, seu entorno e/ou território: condições
socioeconômicas, culturais. 6
1.4 Acessibilidade 11
3. REGIME ESCOLAR 19
4.1 CONCEPÇÕES 27
4.2.1 Da instituição 30
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5.5 Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura Afro Brasileira e Indígena
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 52
ANEXOS 58
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1.1 Identificação
A Escola Municipal Padre João Cruciani – Educação Infantil e Ensino Fundamental foi criada
pelo Decreto nº 1182/79 de 20 de agosto de 1.979. Seu funcionamento deu-se a partir de 09 de
julho de 1.979, através do ato de autorização de funcionamento pela Resolução nº 3029/82 de 23
de novembro de 1.982, Diário Oficial nº 1428 de 06 de dezembro de 1.982. Está localizada à Rua
José Gonçalves Júnior, 259, no bairro Campo Comprido.
O Regimento Escolar, organizado pelo coletivo da Escola, foi aprovado pelo Parecer nº
012/2000 – E.E/ S. M. E., em 27 de novembro de 2000.
A biblioteca escolar começou a funcionar regularmente no período da manhã e da tarde no
ano de 2007, mas sua inauguração se deu em março de 2009. O nome da biblioteca foi escolhido a
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partir de nomes sugeridos pelos estudantes e posteriormente foi feita uma votação com a
comunidade escolar, ficando escolhido o nome MUNDO MÀGICO DA LEITURA. Atualmente, a
biblioteca está aberta a toda comunidade local, com horários específicos e estando aberta nos
períodos manhã, tarde e noite, desde que haja profissional em Regime Integral de Trabalho
liberado para essa função. São desenvolvidos projetos de leitura, contação de história e
valorização da leitura como mais um fator de aprendizado, tanto aos estudantes como a toda a
comunidade local.
A Educação de Jovens e Adultos da escola teve seu programa aprovado para a Rede
Municipal de Ensino pela deliberação nº 005/91, de 08 de fevereiro de 1991, do CEE/PR, através
do ato de autorização de funcionamento pela resolução nº 1.132/ 2002. Atualmente existe uma
grande procura por esta modalidade na região por existirem ainda um grande número de pessoas
não alfabetizadas conforme demonstrado pelo censo 2010, onde mostra que no entorno da escola
existe um percentual de 2,7 % de pessoas não alfabetizadas. O perfil dos estudantes da escola
Padre João Cruciani que frequentam essa modalidade de ensino apresenta uma característica que
a difere das demais escolas, que é um grande número de estudantes portadores de necessidades
especiais oriundos da Instituição Pequenos Cotolengo do Paraná, perfazendo um total de 30%,
sendo que a faixa etária dos alunos matriculados é de 20 a 70 anos.
A Educação em tempo integral na Escola Municipal Padre João Cruciani, teve início no final
do ano de 2008, onde a escola assumiu o projeto antes coordenado pela Unilivre, Piá Eco União,
localizado na Rua Waldemar Cavanha s/n. Neste local eram atendidos um total de 20 crianças no
turno da manhã e 20 crianças no turno da tarde, e o deslocamento desta Unidade até a escola era
encargo dos responsáveis pelo estudante. A UEI permaneceu neste local durante o ano de 2009 e
no início de 2010, pois havia duas salas ociosas no prédio da escola, o que fez com que a
Educação em tempo integral passasse a ser atendida na própria escola, não atendendo mais no
antigo prédio. E este foi repassado para FAS.
A UEI permaneceu no prédio da escola nos anos de dois mil e dez ao final de dois mil e treze,
quando teve sua junção com a ECO Dom Luis Orione, onde passou a ter o nome de Unidade de
Educação Integral Padre João Cruciani, e está localizado na Rua da Divina Providência, nº 1435,
no bairro de Santa Quitéria.
A proposta de oferta da Educação Infantil atende ao disposto na Deliberação nº 003/99 do
CEE de 03/03/1999 e a matrícula inicial e o Processo de reclassificação atendendo ao disposto na
Deliberação nº 09/01 do CEE de 01/10/2001. A primeira turma de Educação Infantil na Escola
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Municipal Padre João Cruciani teve seu início no ano de 2002 com apenas uma turma no período
da tarde, o que permanece até hoje por não ter demanda por esta faixa etária.
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NÃO RESPONDERAM
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POR SEMANA
“O espaço é antes de mais nada luz: a luz que nos permite tanto a nós como à criança vê-lo,
conhecê-lo e, portanto ao mesmo tempo, compreendê-lo, recordá-lo, talvez para sempre”.
(BATTINI citado por FORNEIRO, 1998 p. 231).
Os espaços existentes na escola Padre João Cruciani estão organizados em uma turma de
educação infantil no período da tarde e cinco turmas do 1º ao 5º ano nos períodos da manhã e
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tarde e três turmas de EJA no período noturno. Toda essa oferta dividida em seis salas de aula. A
escola oferece atendimento na Unidade de Educação Integral com duas turmas de vinte alunos
cada, em cada período, totalizando oitenta estudantes atendidos na unidade.
Segundo Libâneo (2004, p. 205) a organização do espaço físico “refere-se à previsão e
racionalização do uso de recursos humanos, materiais, físicos, financeiros, informacionais, que são
os meios de trabalho pelos quais se asseguram a efetividade dos processos de ensino e
aprendizagem.”
Os demais espaços oferecidos pela escola são a biblioteca, sala de informática com projetor
multimídia, uma sala de estudos pedagógicos, refeitório de funcionários, cozinha de
responsabilidade da Risotolândia, um banheiro para professores, três banheiros femininos e três
banheiros masculinos, um banheiro adaptado para alunos portadores de necessidades especiais,
sala de direção, sala da pedagoga, almoxarifado, secretaria, depósito para materiais de limpeza,
quadra de esportes aberta, parque e área verde.
A Unidade de Educação Integral conta com duas salas de aula, usadas para a realização das
Práticas Educativas, sendo que os(as) estudantes são distribuídos em duas turmas por período,
um laboratório de informática usado para pesquisas, uma sala multimídia utilizada pela Prática de
Ciência e Tecnologias, uma sala da coordenação, um banheiro feminino e um banheiro masculino,
uma cozinha sendo de responsabilidade da Risotolândia, um almoxarifado, depósito de materiais
de limpeza, uma horta, uma cancha de areia, uma cancha pequena de cimento e um parquinho de
madeira.
A escola concebe a organização dos espaços garantindo a educação a todos os estudantes
preocupando-se em organizar e reorganizar esses espaços a fim de contemplar todas as áreas da
educação básica, priorizando planejar o trabalho pedagógico que contemple tanto a seleção
significativa de conhecimentos como o uso para além de um espaço físico, mas sim que represente
lembranças e relações, que marquem profundamente a vida dos estudantes e contribuam para
suas aprendizagens, com objetivo de atingir as ações que serão propostas.
No recreio são oferecidos para as crianças jogos e brinquedos sendo monitorado por inspetor,
que orienta e cuida da segurança de todos.
Para os estudantes do período integral é oferecido almoço no período das 12h00min às
13h00min. A mantenedora disponibiliza um ônibus fretado para o transporte dos estudantes entre
as unidades. Os estudantes que estão na escola, partem em direção à UEI às 12h10min. Enquanto
isso, os estudantes que estão na UEI almoçam, sendo servidos pela funcionária da Risotolândia,
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com o apoio de um auxiliar de serviços escolares. Após o almoço fazem higiene bucal. Com a
chegada do ônibus na UEI, os estudantes provenientes da escola almoçam e os que estavam na
UEI partem para a escola. Os que chegam à escola participam de atividades com brinquedos
disponibilizados em cantos. Repete-se a rotina do primeiro grupo na UEI e também participam de
atividades com brinquedos disponibilizados em cantos. Nesse período as crianças têm tempo livre,
em que escolhem atividades disponibilizadas pelo profissional que os acompanha. No horário das
13h00min, as professoras os recebem em sala.
Os materiais didáticos pedagógicos de uso comum estão sempre acessíveis em armários
específicos destinados para este fim.
1.4 Acessibilidade
A rotina pedagógica da escola necessita da definição clara das funções e papéis de cada um
dos envolvidos e estar centrada em seu papel principal, que é ensinar, em detrimento de tantas
outras tarefas que permeiam o cotidiano da escola. A capacidade funcional da Escola Municipal
Padre João Cruciani abrange:
Equipe pedagógico-administrativa, sendo um(uma) diretor(a), um(uma) vice-diretor(a),
dois(duas) profissionais para suporte técnico-pedagógico, um(uma) articuladora da
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GRADUAÇÃO
PEDAGOGIA
NORMAL SUPERIOR
LETRAS
EDUCAÇÃO FÍSICA
OUTROS
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Pedagogia - 27
Normal superior - 4
Letras português/inglês - 4
Educação física - 2
Artes visuais - 1
Segurança do trabalho -1
Psicologia - 1
Secretariado - 1
Serviço social - 1
FONTE:
Fichas de identificação dos profissionais da escola.
Oito em Psicopedagogia
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Dois em Literatura
Um em Ensino fundamental
Um em Psicomotricidade
Um em Pedagogia terapêutica
Um em Pedagogia hospitalar
Um em Pedagogia empresarial
O padrão de formação dos (das) profissionais que atuam nessa unidade escolar mostra a
preocupação com a qualidade de ensino, refletida pela quantidade de profissionais com graduação
e pós-graduação, pois 90,90% dos (das) profissionais lotados aqui possuem nível superior e
destes, 65% possuem pós-graduação em área da educação.
Uma Boa Escola precisa pautar suas ações no trabalho coletivo, o que dá uma chance maior
de sucesso, pois se subentende que há a responsabilização de todos os envolvidos e unidade de
ações. E com esse entendimento, a escola pautada pelos princípios da democracia, autonomia,
trabalho coletivo, equidade e interesse público busca a excelência em educação.
No quadro de profissionais do magistério 31 professores (as) possuem um padrão na unidade
sendo que 16 atuam pela manhã, 15 à tarde. Três professores (as) possuem dois padrões na
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unidade e 13 completam o quadro com RIT (Regime Integral de trabalho), sendo três pela manhã,
seis à tarde e quatro à noite.
FONTE:
Fichas de identificação dos profissionais da escola.
FONTE:
Fichas de identificação dos profissionais da escola.
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O que determina a rotatividade são os (as) profissionais com vaga provisória que ao final de
cada ano precisam participar do processo de remanejamento ofertado pela mantenedora e os
profissionais de RIT, sem oferta de difícil provimento. São disponibilizados profissionais de apoio à
inclusão para os alunos com deficiência dependentes para a realização de suas atividades diárias,
de acordo com estudo de cada caso pela representante da SME NRE e laudos médicos, em
regime de RIT.
Identificou-se que nos dois últimos anos os professores dessa instituição realizaram diversos
cursos, destacando maior participação nos de: língua portuguesa, matemática e educação integral.
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O trabalho do professor vai muito além de ministrar aulas. Para que sua atuação tenha mais
qualidade, o professor precisa, além de uma consistente formação inicial, qualificar-se
permanentemente e cumprir tarefas que envolvem a melhor preparação de suas atividades
em sala de aula, bem como tempo e tranquilidade para avaliar corretamente a aprendizagem
e o desenvolvimento de seus estudantes. (BRASIL, p. 07. 2008).
Neste sentido, a melhoria da qualidade do processo de ensino não está vinculada apenas a
um percentual de horas de permanência, mas também na importância da formação continuada e a
consciência em cumprir o seu papel e desempenhar a sua função social de democratização do
conhecimento. A organização do trabalho envolve as dimensões individuais e coletivas, sendo que
na primeira desenvolve as atividades práticas que sua função demanda e na segunda realizará
estudos, leituras, discussões e pesquisas com a equipe docente e equipe pedagógica da escola ou
em cursos ofertados pela mantenedora, em seu Plano de Formação Continuada.
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A Escola Municipal Padre João Cruciani – Educação Infantil e Ensino Fundamental atende a
Educação Básica nas etapas da Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental,
Educação de Jovens e Adultos e Educação Integral com as seguintes especificações:
- Educação Infantil com oferta do Pré-escolar para crianças na faixa etária de 5 anos;
- Ensino Fundamental com oferta dos cinco anos iniciais organizados em dois Ciclos, de acordo
com a legislação vigente, conforme segue:
a) Ciclo I organizado em três anos – 1º, 2º e 3º anos. Destinado aos(as) educandos(as) a partir de
seis anos completos, classificados ou reclassificados para o mesmo.
b) Ciclo II organizado em dois anos – 4º e 5º anos – Destinado aos alunos que concluíram o Ciclo I
ou classificados ou reclassificados para o mesmo.
A Educação de Jovens e Adultos, programa aprovado para a Rede Municipal de Ensino, pela
deliberação nº 005/91, de 08 de fevereiro de 1.991, do CEE/PR, através do ato de autorização de
funcionamento pela resolução nº 1.132 de 2.002, é equivalente aos cinco primeiros anos do Ensino
Fundamental – EJA Fase I – 1º e 2º períodos - onde são atendidos conforme nível de
aprendizagem, sendo que o primeiro período compreende as turmas de alfabetização, segundo e
terceiro anos e o segundo período o quarto e quinto ano do Ensino Fundamental, em função da
demanda existente, destinada a jovens e adultos que não cursaram e/ou não concluíram os
estudos regulares em idade apropriada, com idade mínima de 15 anos respeitando a deliberação
05/2010- CEE/PR e a Instrução Normativa 04/2016
O tempo ampliado, de acordo com o Currículo do Ensino Fundamental é uma estratégia que
visa à qualificação das atividades pedagógicas.
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3. Regime Escolar
A escola funciona em três turnos distintos, sendo os horários: manhã, das 08h00min às
12h00min; tarde, das 13h00min às 17h00min e noite, das 18h00min às 22h00min. A Unidade de
Educação integral funciona das 08h00min às 17h00min com deslocamento dos alunos no horário
de almoço através do transporte escolar concedido pela mantenedora.
A carga horária para o Ensino Fundamental respeita a legislação vigentes sendo 200 dias
letivos com oitocentas horas, sendo exigida dessa carga horária a frequência mínima de 75% para
os estudantes do ensino fundamental e 60% para crianças da pré-escola. Distribuídas nas
disciplinas da base nacional comum, conforme resolução nº 7, de 14 de dezembro de 2010 -
CNE/CEB: “A carga horária mínima anual do Ensino Fundamental regular será de 800 oitocentas
horas relógio, distribuídas em, pelo menos, 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar”.
A Educação Infantil segue os dias letivos e a carga horária anual da Escola, distribuídos
conforme a Legislação vigente em sua especificidade de trabalho.
Para a Educação de Jovens e Adultos Fase I a carga horária total do curso é 1200 horas,
sendo 600 horas para o 1º período (ciclo I) e 600 horas para o 2º período (ciclo II), conforme Matriz
Curricular respeitando a deliberação 05/2010- CEE/PR e a Instrução Normativa 04/2016.
A Unidade de Educação Integral segue os dias letivos e a carga horária anual da Escola
atendendo a especificidade de dispensa de alunos para quatro reuniões de Organização do
Trabalho Pedagógico (OTP), sendo definidas no calendário escolar. São 800h para os
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componentes curriculares e 800h para as práticas educativas da Educação em Tempo Integral, que
são Prática de Ciências e Tecnologias, Práticas Artísticas, Prática de Educação Ambiental, Prática
de Movimento e Iniciação Desportiva e Prática de Acompanhamento Pedagógica organizada em
oficinas de Língua Portuguesa e Matemática, totalizando 200 dias letivos e 200 horas para o
período de almoço. A Prática de Ciência e Tecnologias além das atividades da própria prática
oferece a Oficina de Lego. Em Educação Ambiental também é oferecida a Oficina de Horta e
dentro do Acompanhamento Pedagógico de Língua Portuguesa é trabalhado o Projeto Ler e
Pensar em parceria com o Instituto GRPCOM.
Dentro de algumas leis brasileiras, a educação em tempo integral já encontra amparo como
na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 (art. 34 e 87), no Plano Nacional de Educação na meta 6 que
diz: oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica e
também no Projeto de Lei 413/11 que torna, a partir de 2013 obrigatório o ensino fundamental
regular em tempo integral, com jornada escolar de, pelo menos, sete horas diárias e com 960 horas
anuais.
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Ensino Fundamental
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própria escola e externas a sua organização. De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais
Gerais para a Educação Básica (Parecer CNE/CEB nº7/2010 e Resolução CNE/CEB nº 4/2010),
uma das maneiras de se conceber o currículo é entendê-lo como constituído pelas experiências
escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais,
buscando articular vivências e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente
acumulados e contribuindo para construir as identidades dos estudantes. (Diretrizes Curriculares
Nacionais 2013 – p. 112). A Resolução CNE/CEB 7/2010, expressa:
Art. 10 O currículo do Ensino Fundamental tem uma base nacional comum, complementada
em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar por uma parte diversificada.
Art. 11 A base nacional comum e a parte diversificada do currículo do Ensino Fundamental
constituem um todo integrado e não podem ser consideradas como dois blocos distintos.
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Educação Infantil
Assim como no ensino fundamental, a matriz curricular utilizada por essa unidade escolar é a
proposta pela mantenedora, atualmente em revisão e aperfeiçoamento conforme Caderno de
Estudos – Versão Preliminar para revisão das Diretrizes Curriculares Municipais para a Educação
Infantil destaca da importância dos saberes que as crianças já possuem que são relevantes para
refletir no conjunto de ações que serão efetivadas nos contextos pedagógicos planejados e
vivenciados pelas crianças. Essas práticas precisam levam em consideração o tempo das crianças
e respeitando o ritmo de cada uma delas.
O Parecer nº 20/09 relata que “Educar cuidando inclui acolher, garantir a segurança, mas
também alimentar a curiosidade, a ludicidade e a expressividade infantis.” (BRASIL, 2010, p.10)
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valorizando o percurso de cada estudante. A ação pedagógica pretende ser reflexiva e crítica,
voltada para as questões sociais.
As Diretrizes Nacionais definem que os conteúdos sistematizados são definidos nos
componentes curriculares, associados com as áreas de conhecimento: Linguagens, Códigos e
suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
Ciências Humanas e suas Tecnologias. Conforme a Lei n.º10.741/2003) devem permear o
desenvolvimento dos conteúdos da Base Nacional Comum e da Parte Diversificada do currículo
(BRASIL, 2010, p.14b).
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Todas as atividades propostas para esse tempo ampliado tentarão apresentar desafios,
possibilitando a reflexão, o exercício da autonomia, da capacidade investigativa, inventiva e
criadora, assim como o desenvolvimento de funções como a memória, a atenção, a concentração,
a coordenação motora, o raciocínio lógico, o domínio da leitura, enfim, habilidades que contribuirão
para o desempenho escolar e para a formação integral.
A articulação dos componentes curriculares acontece através da interdisciplinaridade,
ampliando as possibilidades educativas conectadas aos objetivos educacionais da unidade escolar
e propostos pelo Plano Curricular vigente.
O Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Padre João Cruciani tem por objetivo
buscar estratégias para diferentes momentos do trabalho pedagógico – administrativo, definindo
caminhos a serem percorridos coletivamente. Este tem seu objetivo pautado conforme Souza et.
AL. (2005, p.2):
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No que diz respeito ao planejamento educacional, a determinação dos pontos de chegada vai
do anúncio de grandes finalidades, de caráter mais abrangente, que apontem para a função
social que a escola tem a desempenhar, até a demarcação de objetivos e metas mais
imediatos que indiquem caminhos visíveis para a realização do trabalho educativo.
Neste sentido, a BOA escola deriva dos princípios da equidade, trabalho coletivo,
democracia, autonomia e interesse público, cumprindo sua função social e respeitando as
concepções de sociedade, ser humano e educação.
4.1 CONCEPÇÕES
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democrática, ética, crítica autônoma, comprometida com a vida coletiva, livre de preconceito
respeitando a todas as diferenças.
Partindo do pressuposto que o ser humano é um ser social, que por natureza necessita de
relações para potencializar suas habilidades e evoluir, constata-se então, que ele pode ser definido
como o conjunto das relações sociais, das quais participa de forma ativa e reflexiva,
compreendendo assim, que as ações desenvolvidas por ele fazem parte de um fator de construção
partilhada. Por partilhada entende-se tanto a função de transformar, construir e compreender suas
relações sociais, como seu próprio modo de agir através da capacidade de despertar, desenvolver
e modificar o mundo conforme suas necessidades e do coletivo.
Para compreender como o ser humano constitui essa forma de capacidade partilhada, de
forma ativa, social e histórica, a concepção de Karl Marx que reflete sobre o trabalho como
elemento essencial para a constituição do ser humano, é crucial. Isto, pois, o trabalho é o agente
capacitador da humanização do indivíduo, já que após entendimento e novo conhecimento
adquirido, ele retorna a refletir e assimilar, para que cada vez mais suas potencialidades sejam
complexas e perfeitas.
Contemplando a essência humanizadora abordada, o que mais humano do que ter direito à
educação? Sendo assim, quanto mais o ser humano sofre as influências do meio, mais ele vive e
se autoconstrói. Assim, a educação assume o papel de mediar e desenvolver as capacidades
sociais necessárias à construção da própria sociedade. Ou seja, formar seres humanos capazes de
distinguir o certo do errado, ter em suas ações autônomas, o discernimento de estabelecer criticas
construtivas nos diferentes momentos de sua vida e tornar-se um cidadão capaz de atuar
conscientemente na sociedade, apto para viver e conviver, transcendendo tempos e espaços
escolares. O sujeito deve ser formado para ser livre e independente, autônomo e consciente da
ética.
Cada criança apresenta um ritmo e uma forma própria de colocar-se nos relacionamentos e
nas interações, de manifestar emoções e curiosidade, e elabora um modo próprio de agir nas
diversas situações que vivencia desde o nascimento conforme experimenta sensações de
desconforto ou de incerteza diante de aspectos novos que lhe geram necessidades e
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desejos, e lhe exigem novas respostas. Assim busca compreender o mundo e a si mesma,
testando de alguma forma as significações que constrói, modificando-as continuamente em
cada interação, seja com outro ser humano, seja com objetos. (DCN, 2013, p. 88)
Pode-se dizer que educação “é a ação que o ser humano exerce voluntária e
conscientemente sobre si mesmo ou sobre o outro ser humano de certas representações de sua
própria ação e da natureza, dos modos e das consequências dessa ação”. (TARDIF, 2014, p. 151).
A educação é considerada fundamental para a formação dos seres humanos, pois é
extremamente importante e rica em valores, realidades e significados. É uma prática que passa
pelo entendimento da natureza humana.
Para Saviani (1991) o trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente em
cada indivíduo, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto de homens.
No texto das Diretrizes Curriculares Nacionais está demarcado que a educação escolar
precisa ser abalizada pela ética e valores, como o a liberdade, justiça social, pluralidade,
solidariedade e sustentabilidade. Assim, busca atingir seu objetivo maior, que é o desenvolvimento
pleno do estudante, em suas dimensões individual e social, para que possa agir como cidadão
consciente de seus direitos e deveres. É uma concepção de educação integral do indivíduo que
deve permear o trabalho educativo, onde “cuidar e educar são, ao mesmo tempo, princípios e atos
que orientam e dão sentido aos processos de ensino, de aprendizagem e de construção da pessoa
humana em suas múltiplas dimensões.” (Resolução CNE/CEB Nº 7/201, p. 18)
A Escola Municipal Padre João Cruciani está pautada nos princípios e pressupostos da
Equidade, Trabalho Coletivo, Democracia, autonomia e interesse público, cumprindo sua função
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social, trabalhando por uma educação onde os estudantes deixem de ser meros receptores de
informações e passem a ser protagonistas de sua aprendizagem. Entende-se por Democracia as
práticas e ações através de discussões por parte de todos os segmentos envolvidos. Autonomia
que permita decisões informadas e esclarecidas para tomadas de decisões desde que vinculada ao
direito à educação de qualidade para todos e todas. Interesse público atuar e operar em espaços
públicos garantindo que todos os estudantes acessem e fruam dos bens sociais, escolarização e
vivências escolares, tornando-os detentores do direito já garantido constitucionalmente; Trabalho
Coletivo pautado no trabalho coletivo este deverá ser o condutor da organização e prática
curricular garantindo a participação ativa e paritária de todos os segmentos da escola; Equidade
propõe igualdade no acesso e a fruição ao direito à educação, conduzindo uma ação educativa
equalizadora, compreendendo e respeitando o estudante nas suas particularidades e diferenças.
O grande desafio do atual momento histórico, no que diz respeito ao direito à educação, é
fazer com que ele seja além de garantido e efetivado por meio de medidas de universalização
do acesso e da permanência, uma experiência enriquecedora do ponto de vista humano,
político e social, e que consubstancie, de fato, um projeto de emancipação e inserção social.
Portanto, que o direito à educação tenha como pressuposto um ensino de qualidade para
todos e que não (re) produza mecanismos de diferenciação e de exclusão social. (OLIVEIRA;
ARAÚJO, 2004, P. 17)
4.2.1 Da instituição
O trabalho da escola Padre João Cruciani vai muito além do que apenas um lugar de
transmissão e apropriação de conhecimento. Priorizam-se encaminhamentos escolares que
exerçam papel de trabalho como um todo no indivíduo. Conforme Wallon (1975) citado por Souza
(2005, p. 4, grifo do original):
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Dirigir e coordenar são tarefas que canalizam o esforço coletivo das pessoas para os
objetivos e metas estabelecidos. Tanto os pedagogos especialistas quanto os professores
precisam estar aptos para dirigir e coordenar, em alguma instância de seu exercício
profissional. A direção (...) é pôr em ação, de forma integrada e articulada, todos os
elementos do processo organizacional. (LIBÂNEO, 2004, p. 215).
Assim objetiva-se que todos trabalhando juntos, unam suas forças para lutar por um espaço
educacional de excelência, sendo a gestão democrática mais um instrumento em busca dessa
qualidade de ensino, balizada pelos princípios da educação pública, que é de todos e para todos.
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regulamentadas em estatuto próprio, estando claras as definições dos direitos e dos deveres dos
conselheiros, a forma de convocação de reuniões e a sua periodicidade, dentre outras questões.
Promover o desenvolvimento integral das crianças de zero a cinco anos de idade garantindo
a cada uma delas o acesso a processos de construção de conhecimentos e a aprendizagem
de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, ao respeito,
à dignidade, à brincadeira, à convivência e integração com outras crianças. (PARECER
20/2009, p.09)
diferentes idades nos grupos e contextos culturais nos quais se insere. Nessas condições ela faz
amizades, brinca com água ou terra, faz-de-conta, deseja, aprende, observa, conversa,
experimenta, questiona, constrói sentidos sobre o mundo e sua identidade pessoal e coletiva
produzindo cultura.
Para isso faz-se necessário entender que educar é propiciar situações de brincadeira e
aprendizagens orientadas de forma integrada e que possa contribuir para o desenvolvimento das
capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros, em uma atitude básica
de aceitação, respeito e confiança, bem como o acesso pelas crianças aos conhecimentos mais
amplos da realidade social e cultural, de explorar o seu ambiente: o espaço em que está os objetos
que a rodeiam, suas características e seus usos e os elementos que compõem a natureza e a
sociedade.
Assim a criança busca compreender o mundo e a si mesma, testando de alguma forma as
significações que constrói, modificando-as continuamente em cada interação, seja com outro ser
humano, seja com objetos.
O brincar dá à criança oportunidade para imitar as situações vividas e para construir o novo
conhecimento, conforme ela reconstrói histórias, dá significado aos objetos, interage com
diferentes parceiros, vão construindo significados compartilhados, a partir das quais a criança
aprende como agir aos valores e normas da cultura de seu ambiente. Nesse processo e deve-se
considerar que as crianças aprendem coisas que lhe são muito significativas, quando interagem
com os adultos e com crianças mais velhas construídas assim as culturas infantis.
O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública,
iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão,
mediante:
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A etapa do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais, que compreende do 1º ao 5º ano é dividida
em dois ciclos, sendo que o ciclo I envolve o processo de alfabetização e vai do 1° ao 3°ano. Já o
ciclo II, 4° e 5° ano, busca-se aprofundar os conhecimentos adquiridos pelos alunos, assim como,
torná-lo mais crítico, reflexivo, preparando para a próxima etapa de ensino.
Atualmente existe uma grande procura por esta modalidade na região por existir ainda um
grande número de pessoas não alfabetizadas conforme demonstrado pelo censo 2010, onde
mostra que no entorno da escola existe um percentual de 2,7 % de pessoas não alfabetizadas. O
perfil dos (das) estudantes da escola Padre João Cruciani apresenta uma característica que a
difere das demais escolas, que é um grande número de estudantes portadores (as) de
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Art. 5.º Para ofertar a Educação de Jovens e Adultos – Fase I – a Instituição de Ensino
deve ter, no mínimo, 15 (quinze) estudantes matriculados e para a abertura de outras turmas
será considerada a capacidade de 25 (vinte e cinco) estudantes matriculados por turmas.
§ 1.º Quando houver demanda para o primeiro período da Educação de Jovens e
Adultos – Fase I – alfabetização – a Instituição de Ensino poderá abrir uma turma com, no
mínimo, 10(dez) estudantes.
O funcionamento desta modalidade de ensino acontece no período noturno, das 18h às 22h,
sendo que os (as) professores (as) têm direito permanência, para estudo e planejamento,
distribuídas em quatro horas no mesmo dia, com dispensa dos estudantes, às sextas-feiras. E
quando a quando a escola ofertar até três turmas de EJA fase I, o articulador ministrará duas aulas
por turma durante a semana para atender a hora atividade do professor, com atividades de
acompanhamento pedagógico, enfatizando leitura e escrita, conforme a Orientação 01/2015 quanto
às funções deste.
Art. 9.º O Corpo docente da EJA – Fase I – é constituído por profissionais do Quadro Próprio
do Magistério da Secretaria Municipal da Educação, com vaga fixa, no turno noturno, e por
profissionais do Quadro Próprio do Magistério da Secretaria Municipal da Educação que
optarem pelo Regime Integral de Trabalho – RIT, desde que estes profissionais possam
cumprir o horário estabelecido nesta Portaria.
De acordo com o previsto na LDB n.º 9.394/96 – sobre avaliação do rendimento escolar nos
dispositivos legais decorrentes e as normas complementares emitidas pelos Sistemas de
Ensino, bem como contidas na Deliberação n.º 007/99 do CEE (Conselho Estadual de
Educação), enfatizam que a avaliação deve ser entendida como um dos aspectos do ensino
que analisa e interpreta os dados da aprendizagem e do próprio trabalho desenvolvido, com a
finalidade de melhoria do de ensino e da aprendizagem. (p.35)
Nesse sentido as ações devem prever critérios claros e estratégias para os diferentes níveis
e necessidades de aprendizagem, de forma a adequar a prática pedagógica. Não se organiza um
momento específico para avaliação, pois esta acontece diariamente, a partir do plano especial de
estudos e adequações curriculares de acordo com o desempenho acadêmico de cada estudante,
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Art. 29. A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e
modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, devendo ser prevista no
projeto político-pedagógico da unidade escolar.
§ 1º Os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino
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Sendo assim, toda pessoa tem direito à educação de qualidade, pois toda pessoa tem
potencial para aprender, independente de suas particularidades, e suas necessidades devem ser
atendidas em suas singularidades com o uso de estratégias e processos de avaliação
diversificados e diferenciados.
Para a escola a inclusão se apresenta como desafio que estimula, flexibiliza relações e
proporciona o direito para que todos sejam estimulados em suas capacidades e atendidos em suas
necessidades.
O estudante de inclusão inserido na escola participa das atividades propostas, contribuindo
com seu potencial para os projetos e programas da instituição. Em seu processo de inclusão
levam-se em conta suas necessidades específicas, respeitando a legislação vigente, contando com
profissional de apoio, com redução do número de alunos em classe ou redução de sua carga
horária diária conforme indicação do caso.
Também estão disponíveis pela mantenedora em outras unidades de educação, conforme a
necessidade do estudante a partir de Avaliação Diagnóstica Psioeducacional o atendimento em
Sala de Recursos, Sala de Recursos de Altas Habilidades, Classe Especial, atendimento
especializado em Centros Municipais de Atendimento Especializado (CMAE). Os CMAEs (Centros
Municipais de Atendimentos Especializados) realizam um trabalho específico através de dois
serviços: Avaliação Diagnóstica Psicoeducacional e Atendimento Terapêutico-Educacional com
suporte de caráter preventivo, através de serviços especializados. Os CMAEs são composto por
equipes de profissionais da Secretaria Municipal da Educação e Secretaria Municipal da Saúde:
professores especializados em reeducação visual e auditiva, pedagogos especializados,
psicólogos, fonoaudiólogos; contando ainda na sua estrutura organizacional: um diretor, assistente
administrativo e profissional de apoio. Para oportunizar a continuidade ou a inserção no ensino
comum dos (das) estudantes hospitalizados(as) ou em tratamento de saúde impedidos(as)
temporariamente de frequentar a escola. A mantenedora oferece Atendimento Pedagógico
Domiciliar e o Programa de Escolarização Hospitalar.
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5.5 Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura Afro Brasileira e
Indígena
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sendo coerente com sua função social quando se propõe a ser um espaço que preserva a
diversidade, responsável pela promoção da equidade.
O aprofundamento sobre as questões de gênero, orientação sexual, racial permitirá ao
estudante uma visão mais ampla de mundo, favorecendo o respeito à diversidade.
O trabalho com as questões de gênero, orientação sexual, indígena e étnico racial valorizam a
diversidade dentro do contexto social, promovendo o respeito que todo o ser humano necessita,
sem distinção de qualquer natureza, como prevê a Constituição Federal.
Como objetivo geral do trabalho desenvolvido destaca-se reconhecer e valorizar os Direitos
humanos, partindo de um processo de conhecimento e respeito de nossas identidades, herança
cultural, a diversidade étnica, racial e de gênero com o intuito de resgatar e fomentar atitudes
individuais e coletivas contra o segregacionismo e a favor do respeito às diferenças. Propõe-se
abordar a criatividade, ludicidade e relação interpessoal, através das diferentes linguagens
artísticas, propiciando aos alunos um trabalho rico e prazeroso sobre os direitos humanos,
ensinando a respeitar os Direitos Humanos, aprendendo a lidar com as diferenças dentro e fora da
escola, educando para a perceber a igualdade de todo ser humano, rompendo com estigmas, com
linguagens explicitadas ou não de inferioridade das minorias.
O trabalho propõe uma metodologia de sensibilização e reflexão, diálogo e interação entre
os estudantes, respeitando as Leis 10.639/2003, 11.645/2008 regulamentada pela Deliberação
CEE 04/2006, e a transversalidade ao longo do ano letivo. Na Escola Municipal Padre João
Cruciani na primeira reunião do ano letivo com toda a equipe escolar organiza-se a Comissão Local
de Educação em Direitos Humanos atendendo a deliberação do CEE/PR nº 04/06 e a Lei
no 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Nessa mesma reunião é elaborado o esboço do Plano de Ação
da Educação em Direitos Humanos como também a definição de atividades que os anos de ensino
participarão. A comissão é responsável por participar dos eventos externos relacionados ao tema e
repassar aos demais profissionais as discussões efetivadas e organizar o Relatório Final com as
ações realizadas na unidade.
A escola articula e desenvolve projetos que visam contribuir com o processo pedagógico e a
formação integral do estudante, em parceria com instituições públicas e privadas e com a Rede
Municipal de Ensino.
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anos, a frequência escolar mensal mínima deverá ser de 60% da carga horária, enquanto que, para
os(as) estudantes entre 6 e 17 anos, a frequência mínima deverá ser de 75% (Lei n.° 9.394/96 –
LDB – inciso VI do artigo 24 e inciso IV do artigo 31).
O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) visa retirar crianças e adolescentes
com idade inferior a 16 anos da prática do trabalho precoce, exceto quando na condição de
aprendiz, a partir de 14 anos. É executado por meio do Programa Bolsa Família, com
acompanhamento familiar e serviços socioassistenciais.
Projeto em parceria com o Jornal Gazeta do Povo – Instituto GRPCOM - de incentivo à leitura
e cidadania por meio da mídia jornal que trabalha com leitura e informação, de forma a contribuir
para o desenvolvimento dos estudantes em sua cidadania, nos aspectos da compreensão e visão
do mundo a sua volta. O uso do jornal contribui para o aprimoramento da expressão dos alunos, e
ajuda a desenvolver reflexão e visão crítica, melhor compreensão dos acontecimentos da
sociedade e incentiva a atuação efetiva na realidade em que estão inseridos .
O programa “Defesa Civil na Educação – Conhecer Para Prevenir (CPP)” é uma ação
conjunta das Secretarias Municipais da Defesa Social (SMDS) e da Educação (SME). Tem o
objetivo de orientar a comunidade escolar quanto aos procedimentos e medidas a serem adotadas
diante de situações emergenciais, como acidentes e desastres, além de prevenir para minimizar
danos e prejuízos.
Seu objetivo é de promover a mudança cultural através da educação, esclarecimento e
orientação dos cidadãos a respeito da conceituação e importância das atividades de defesa civil,
especialmente do papel da população na realização destas, orientando a comunidade escolar e
vizinhança para que ela desenvolva ações de prevenção e tenha planos eficientes de abandono do
local, em caso de necessidade, para que a escola se torne um ambiente mais seguro.
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O PDDE consiste na assistência financeira às escolas públicas da educação básica das redes
estaduais, municipais e do Distrito Federal e às escolas privadas de educação especial mantidas
por entidades sem fins lucrativos, com o propósito de contribuir para o provimento das
necessidades prioritárias dos estabelecimentos educacionais beneficiários, como a aquisição de
material permanente; manutenção, conservação e pequenos reparos da unidade escolar; aquisição
de material de consumo necessário ao funcionamento da escola; avaliação de aprendizagem;
implementação de projeto pedagógico; e desenvolvimento de atividades educacionais. A verba é
enviada anualmente, em parcela única, os recursos do programa são transferidos de acordo com o
número de alunos, de acordo com o censo escolar do ano anterior ao do repasse. A escola, em
reunião junto ao Conselho de Escola e Associação de Pais e Professores, conversa sobre as
prioridades da escola e faz a escolha a que o dinheiro será destinado no ano seguinte: material de
capital ou material de consumo.
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É um programa com orientações específicas para sua utilização, de acordo com o manual
operacional da Educação Integral e seu aporte enriquece o trabalho com as práticas educativas já
desenvolvidas.
Para utilização dos recursos dos diferentes programas (Mais Educação, Escola Sustentável e
Mais Cultura), a escola precisa relacionar as atividades do Programa Mais Educação com as
práticas educativas após discutir coletivamente a organização do trabalho em cada prática
educativa e ou especificidade do programa para então definir prioridades para o uso da verba.
A última adesão ao Programa Mais Educação que a Unidade de Educação Integral Padre
João Cruciani no início do 4º bimestre de 2014.
Fundo Rotativo
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CLASSIFICAÇÃO
RECLASSIFICAÇÃO
LACUNA DE SÉRIE
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Lei Federal Nº 9.394/96 – LDBEN
Lei Federal Nº 12.796/13 – Altera a Lei Nº 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais e dar outras
providências.
Lei Federal Nº 11.700/08 - Acrescenta inciso X ao caput do art. 4o da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de
1996, para assegurar vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima
de sua residência a toda criança a partir dos 4 (quatro) anos de idade.
Lei Nº 12.287/10 - Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases
da educação nacional, no tocante ao ensino da arte.
Lei No 10.793/03- Altera a redação do art. 26, § 3o, e do art. 92 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de
1996, que "estabelece as diretrizes e bases da educação nacional", e dá outras providências.
Lei Nº 12.608/12- Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil - PNPDEC, dispõe sobre o
Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil - SINPDEC e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil -
CONPDEC, autoriza a criação de sistema de informações e monitoramento de desastres e dá outras
providências.
Lei Nº 13.006/14- Acrescenta § 8o ao art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece
as diretrizes e bases da educação nacional, para obrigar a exibição de filmes de produção nacional nas
escolas de educação básica.
Lei Nº 13.010/14 - Altera a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente),
para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de
castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante, e altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
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Lei Nº 11.645/08 - Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9
de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo
oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Lei Nº 11.274/06- Altera a redação dos Arts. 29, 30, 32 e 87 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, dispondo sobre a duração de 9 (nove) anos
para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade.
Lei Nº 11.525/07 - Acrescenta § 5o ao art. 32 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para incluir
conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes no currículo do ensino fundamental.
Lei Federal Nº 9.795/99 – de 27/04/99 – Dispõe sobre a Educação Ambiental e institui a política
nacional da Educação Ambiental.
Resolução Nº 4/10 - Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica.
Resolução CNE/CEB Nº 05/09 e Parecer CNE/CEB Nº 20/09 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil
Resolução CNE/CEB Nº 01/04, Parecer CNE/CEB 03/04 e Deliberação CEE/PR Nº 04/06 – Diretrizes
Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais.
Lei Estadual Nº 17505 - de 11/01/2013 - Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema
de Educação Ambiental e adota outras providências.
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Lei Estadual Nº 17677 de 10/09/2013 – Proíbe a cobrança de valores adicionais – sobretaxas para
matrícula ou mensalidades de estudantes com deficiências.
Decreto 9958 - 23 de Janeiro de 2014 - Regulamenta o Art. 7º, 8º e 9º da Lei nº. 17.505, de 11 de Janeiro de
2013, que institui a Política Estadual de Educação Ambiental.
Lei Ordinária de Curitiba nº 13.632/2010 - Dispõe sobre a política “Antibullying” nas Instituições de
Ensino de Curitiba
Deliberação Nº 02/2012 – CME – Normas e Princípios para a Educação Infantil no Sistema Municipal
de Ensino de Curitiba- SISMEN
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_____________________________
Diretor (a)
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ANEXOS
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EQUIPE PEDAGÓGICO-ADMINISTRATIVA
Beatriz Maria Zoppo Diretora
Adriana Helena Miranda Borth Vice-diretora
Adalgisa de Bassi Michailev Pedagoga - T
Claudia Luiza Rodrigues da Silva Pedagoga - M
Cristiane Aparecida de Paula Pinto Articuladora UEI – M e T
Sonia Mara Moreira Gavanski Articuladora da EJA - N
PROFESSORAS
Adriana Vannuchi Luber Ciências e corregência - T
Ana Claudia Silveira dos Santos Ciências e corregência – M e T
Ana Paula Dallagassa Rossetin Regente 3º ano – T
Andrea Spisla Regente 2º ano - M
Angela Maria Vianna Regente 3º ano - M
Ariane Lopes Professora de Arte – M e T
Barbara Cristina Esmanhotto Regente Práticas Artísticas- M
Camila de Carvalho Ferreira Professora Educação Física - T
Carla Patrícia dos Santos Wrubel Ciências e corregência - M
Carolina Bortolasso Fontoura Regente Educação Infantil - T
Cássia Pereira dos Santos Regente Educação Ambiental - T
Catia Fernandes Barbosa Fonseca Ciências e corregência - T
Claudia Luzia Dias Vianna Professora Educação Física - M
Clarissa Beninca Berger Regente Prática Ciências e Tecnologias - M
Cleide Stall de Souza Regente de 2º ano - T
Danielle Regina Kleinke Ferrer Regente de 5º ano - T
Emidia do Rocio Zaleski Rampaneli Regente de 4º ano - T
Fernando Soares Ramos Auxiliar de serviços escolares - UEI
Indiamara Drongek Orlandi Ciências e corregência - M
Jabay Vasconcelos de Andrade Auxiliar Administrativo - laudo
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