ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
EM COMBATE
- Protocolo MARC1 -
1
Objetivos
Dotar o operador de conhecimentos básicos relacionados aos procedimentos de
atendimento pré-hospitalar de combate, baseado no protocolo MARC1.
Familiarizar o operador com os equipamentos utilizados durante as ações de
socorro em combate.
Fomentar a inclusão do protocolo MARC1 nas rotinas operacionais das unidades.
2
3
Aprendi APH convencional,
preciso aprender o
APH de combate? 4
História do
Atendimento
Pré-Hospitalar (APH)
5
27 a.c / 472 d.c – Império romano: Atendimento no local e
remoção para postos de socorro onde ocorriam amputações e
ligaduras de vasos em feridos em combate.
6
1718 - Jean Louis Petit: Cirurgião do exercito francês,
tornou possível através do torniquete a amputação dos membros
inferiores dos feridos em batalha. O nome original fala por si só:
“Tourner” que em francês significa girar.
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1792 - Dominique Larrey cirurgião chefe do exército de
Napoleão Bonaparte.
9
1861 / 1865 - Guerra civil americana
10
Maj. Jonathan Letterman (1824-1872)
"Pai da Medicina de Combate"
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1939 / 1945 - Segunda Guerra Mundial
Enfermeiras integrantes da FEB em
treinamento e logo abaixo já atuando
no cuidado aos feridos
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Aspectos legais
Art. 135 CP – Deixar de prestar assistência, quando possível
fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou
extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparado
ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o
socorro da autoridade pública.
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Pena: Detenção de 1(um) a 6 (seis) meses ou multa.
Parágrafo único: a pena é aumentada de metade, se a omissão
resulta lesão corporal de natureza grave, e triplica se resulta
em morte.
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Conceitos
básicos
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URGÊNCIA: ocorrência imprevista de agravo a
saúde, cujo portador necessita de assistência
medica, porém sem necessitar de atendimento
imediato, ou mesmo sem risco de vida.
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19
EMERGÊNCIA: constatação de condições de agravo a
saúde que impliquem em risco iminente de vida ou
sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento medico
imediato.
20
21
RESGATE: É o conjunto de providências técnicas com
planejamento anterior ou não para a retirada de vitimas
de locais de onde não conseguem sair por si e sem risco.
O objetivo e resgatar a vitima com as melhores
condições possíveis para o APH.
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Atendimento pré-hospitalar - APH
Atendimento prestado por profissionais treinados e
capacitados para prover os cuidados iniciais a vitima, de forma
organizada e sistematizada, seguindo de transporte até o serviço
de saúde para o tratamento definitivo.
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Modelo americano
• Profissionais de nível técnico
• Tempo reduzido na cena (hora de ouro)
• Adaptação da tecnologia e equipamento militares
• “load and go” ou “scoop and run”
• Diagnostico e cuidados definitivos no hospital
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Modelo francês
• Profissionais médicos e enfermeiros
• “Stay and play”
• Diagnósticos e cuidados definitivos na cena
• Resolutividade na cena
• Maior tempo na cena
26
APH no Brasil
Sistema misto, com unidades de suporte básico, que são tripuladas por
pessoal de nível técnico além de profissionais treinados não oriundos da área de
saúde, treinados em Atendimento Pré-Hospitalar e Unidades de Suporte
Avançado, nas quais se encontram presentes médicos e enfermeiros.
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Simbologia
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30
Gerenciamento de crises
O socorrista deverá estar pronto para atuar no
gerenciamento tático da fração, chamando para a si a
responsabilidade, agindo de forma técnica, pautada no seu
conhecimento.
31
Gerenciamento de crises
A tendência, via de regra, é tentar a todo custo retirar o ferido
do local, sem muitas vezes dar o primeiro atendimento, o que
acaba resultando no agravamento da lesão e possível óbito do
operador.
32
Resposta psicológica para o
combate - Valências
Desejo de viver
Segurança emocional
Treinamento e experiências vividas
33
Balística aplicada ao APH
34
Conceitos básicos
O projétil é impulsionado através do cano da arma pela
expansão dos gases produzidos pela queima do propulsor.
Ao atingir o corpo, sua energia cinética se transforma em
força afastando os tecidos na sua trajetória.
35
Calibre: diâmetro interno do cano, corresponde à munição
utilizada para a arma.
Raia: série de sulcos espirais na superfície interior do cano de
algumas armas, tem como função imprimir uma rotação que
estabiliza o projétil.
36
Composição do projétil: Geralmente liga de chumbo sólida,
podendo possuir jaqueta completa ou parcial (aço ou cobre).
Ponta ou “nariz do projétil”: maciço ou oco (para
fragmentação)
37
38
Conceitos
◦ Balistica interna: Estudo dos processos de aceleração dos
projeteis.
◦ Balistica externa: Estuda como o projétil se desloca pelo
espaço.
◦ Balistica terminal: Estuda a interação do projétil com seu
alvo.
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Balística interna
40
Bélgica
Cal.: 5,7x28mm
41
Bélgica
Cal.: 5,7x28mm
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Balistica externa
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Balística terminal
Os principais fatores de incapacitação a serem considerados são:
Localização
Penetração “IPC!!!”
Diâmetro da lesão
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Resumo
- Recebeu 27 tiros ( 11 na proteção balística e 16 no corpo)
- Neutralizou 04 terroristas
- Andou até a aeronave de extração
- Passou por meses de reabilitação,
porém hoje leva uma vida normal
46
Enfim:
viveu para
escrever seu livro!
47
Localização da lesão
O local de impacto diz muito sobre o prognostico, o trauma
direto no SNC na maioria dos casos é o mais letal (sobretudo
no “T” da morte).
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Arma de fogo
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Arma branca
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Penetração
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Diâmetro da lesão
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Principal fator relacionado ao
trauma direto
Sangramento
(hipovolemia - hipóxia)
61
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Penetração
Pelo menos 12´´, máximo de 18´´
1 grain = 64,8 miligramas
63
Tiroteio de Miami (11 de abril de 1986)
Agentes federais Jerry L. Dove e Benjamin P. Grogan
64
65
Justificativa de uso das munições
9 mm (FBI) - artigo
[Link]
and-have-tons-of-science-behind-their-decision/
66
Diâmetro da lesão
67
Diâmetro da lesão
68
Aliados a Energia cinética, também determinam a
efetividade da lesão:
Distância do alvo
Barreiras
Velocidade e massa da munição
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Fatores de dano
- Tamanho do projétil
- Deformação do projétil
- Tipo do projétil
- Movimentação do projétil
70
Componentes das feridas por armas de
fogo
1 – Orifício de entrada: ocorrência de abrasão e tatuagem
de pólvora, ferida predominantemente oval.
2 – Orifício de saída: possibilidade de mais de um orifício,
área lacerada com diâmetro maior que o de entrada.
71
3 – Lesão interna: projéteis de baixa velocidade causam danos
principalmente aos tecidos que estão em contato direto, já os de
alta velocidade além do contato direto podem transferir energia
aos tecidos vizinhos.
72
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Mitos Descrição
Capacidade de um projétil, de incapacitar um alvo humano
“Poder de parada” imediatamente. Relaciona-se diretamente com a equivocada
(Stopping Power) valorização da cavidade temporária e da transferência de
energia cinética.
O atirador efetua dois disparos no menor tempo possível,
visando provocar uma “colisão/soma” das áreas das
respectivas cavidades.
Double Tap
- Duração das cavidades temporárias: 0,019s a 0,005s
- Acionamento da tecla do gatilho (atirador médio: 0,25s)
Armas de Fogo e Legitima Defesa – a Desconstrução de oito mitos
Autor: Allan Antunes Marinho Leandro
Editora: Lumen Juris
3a Edição
75
76
Cavidade temporária
Pistola X fuzil
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PISTOLA FUZIL
ARMA SECUNDÁRIA ARMA PRIMÁRIA
BAIXA PRECISÃO ALTA PRECISÃO
CAVIDADE NÃO CAUSA DANOS CAVIDADE CAUSA DANOS
POUCA ACELERAÇÃO ALTA ACELERAÇÃO
A MASSA DEVE PERMANECER JUNTA A MASSA PODE (E DEVE)
PARA TER PENETRAÇÃO ADEQUADA DIVIDIR/EXPANDIR E CAUSA
PENETRAÇÃO ADEQUADA
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Fatores que também influenciam a
gravidade das lesões
Fragmentação: múltiplos fragmentos podem aumentar a área
frontal de dano.
Cavitação: originada no deslocamento do projétil que cria uma
cavidade temporária maior que o diâmetro do projétil (30 vezes em
alguns casos),
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Ferimentos de saída
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Ponta oca x ogival
1) O poder de parada atrelado a ponta expansiva não existe. Tal conceito é um mito,
pois a energia cinética transferida aos tecidos é praticamente a mesma que um
projétil ogival.
2) A expansão da ponta oca praticamente não faz diferença em termos de cavidade
e dano permanente aos tecidos;
3) Não há evidências de um ferimento letal por ponta expansiva que não teria sido
fatal com ponta ogival
90
4) O mito da ferida “mutiladora” das pontas expansivas não existe. O dano é o
mesmo .
5) O mito do projétil “explodir” dentro do corpo devido a fragmentação não
existe, pois os fragmentos não causam danos significativos, devido a baixa
energia relacionada a pequena massa que eles possuem.
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OGIVAL PONTA OCA
94
Proteção balística
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Ataque a forças de segurança deflagrado por indivíduo portando arma branca
97
Diferentes tipos de proteção balística
98
99
Tipos de materiais
◦ Kevlar (para-aramida – DuPont)
◦ Malha de Tawron (para-aramida)
◦ Spectra (Polietileno de Alto peso molecular)
◦ Dynnema (Polietileno de Alto peso molecular)
◦ Zylon (Descontinuada por problemas de validade)
100
101
Cerâmica revestida Placa de polietileno de alta Metal revestido com
densidade borracha
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Necrópsia com abertura do pericárdio e exposição
de hematoma 107
Plate
carrier
Quando
usar?
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A curvatura nas placas geram mais conforto, além de se
adequarem mais à anatomia, fornecendo mais proteção ao
operador.
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Placa de cerâmica após ser atingida por
projéteis.
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Agente alvejado utilizando colete balístico,
considerar possível contusão cardíaca e de outros
órgãos.
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Proteção ocular
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Proteção ocular – sempre use...
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Orientações gerais
- Nenhum objeto deve ser utilizado por baixo da proteção balística (atrás da
área de impacto);
- O ajuste no corpo deve ser feito de modo a ter efetividade, e também não
restringir os movimentos em demasia.
- Atentar para a medida adequada;
- A face de proteção deve abranger principalmente o tórax;
-NUNCA reutilize um colete que sofreu um disparo.
- Atentar para a guarda e armazenamento, evitando deixá-los pendurados
131
Dúvidas?
132
Pergunta...
Estaria o socorrista convencional habilitado a
operar em um cenário de combate?
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História moderna do
Atendimento
Pré-Hospitalar em Combate
(APHC)
139
1993 - O treinamento para as Forças Especiais tinha como base os protocolos utilizados para
APH civil. Após a batalha de Mogadíscio, foi solicitado um estudo dos tratamentos
dispensados às vítimas de combate por soldados membros das forças especiais.
Esta pesquisa foi validada pelo Comando de Operações Especiais Norte Americano
que a custeou.
140
1996 – Após dois anos de estudo, com membros das forças especiais e médicos militares, um comitê foi criado objetivando o
desenvolvimento de um protocolo que tivesse mais especificidade para os tipos de traumas relacionados ao combate moderno.
Nasceu assim, o “Military Medicine Supplement” , uma espécie de “guia” direcionado ao combate.
141
Dr. Frank Butler
142
Atualmente é usado pelas forças armadas, agências
governamentais, nações aliadas e sociedade civil.
Ao ser implantado, foi imediatamente utilizado pelas forças especiais
americanas.
Navy Seals (Marinha)
Army Rangers (Exército)
Pararescue Jumpers (Força Aérea)
Associação Médica de Operações
Especiais (SOMA)
143
144
145
E no BRasil?
146
Portaria normativa no 16/MD, de 12 de abril de 2018 – Aprova
a diretriz de atendimento pré-hospitalar tático do Ministério
da Defesa;
§ 2º Atendimento pré-hospitalar tático consiste no atendimento à vítima em um ambiente
tático, nas atividades militares, com o emprego de um conjunto de manobras e
procedimentos emergenciais , baseados em conhecimentos técnicos de suporte de vida
básicos e avançados, para serem aplicados nas vítimas ou em sí mesmos, por individuos
previamente treinados, com o objetivo de salvaguardar a vida humana e prover a
estabilização para evacuação até o suporte médico adequado.
147
Elementos capacitados em atendimento pré-hospitalar tático
Artigo 3º - Os elementos capacitados serão divididos em três níveis de
atuação:
Nível I Nível II Nível III
Médicos Profissionais de saúde Socorristas táticos
Enfermeiros Técnicos de enfermagem -
- Elementos de Operações especiais -
- Operadores de busca e salvamento da -
Marinha, Exército e Aeronáutica
148
Protocolos Militares
◦ TCCC (CoTCCC - DoD) Instrução, Instrutor e Aplicação
tem que ser Militar
◦ MARCHH PAWS (PJ’s)
APH
Protocolos Civis Tático
◦ PHTLS (NAEMT)
◦ PHTLS Militar (NAEMT)
◦ TECC (CoTECC)
◦ TECC LEO (CoTECC) Instrução, Instrutor e Aplicação
tem que ser Policial
◦ MARC1 (CoAPHC)
149
Committee for Tactical Combat Committee for Tactical Emergency
Casualty Care (TCCC) Casualty Care (C-TECC)
150
Counter Narcotics and Terrorism
Operacional Medical Support (CONTOMS)
151
Art. 11 – Os cursos ou estágios de capacitação em atendimento pré-hospitalar
tático serão providos pelas forças singulares, observadas suas peculiaridades e
pelo centro conjunto de medicina operativa das Forças Armadas, quando
ativado.
(Portaria normativa no 16/MD, de 12 de abril de 2018)
152
ASPECTOS LEGAIS
Código Penal Brasileiro: artigo 24 - Estado de Necessidade (requisitos)
a) ameaça a direito próprio ou alheio;
b) a existência de um perigo atual e inevitável;
c) a inexigibilidade do sacrifício do bem ameaçado;
d) uma situação não provocada voluntariamente pelo agente;
e) o conhecimento da situação de fato justificante.
FONTE:
[Link]
153
Lei federal 12.842, 10 de julho de 2013 - Dispõe sobre o
exercício da Medicina.
Art. 4º
§ 5º Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico:
VI - atendimento à pessoa sob risco de morte iminente;
[Link]
154
Importante!
O operador que atua EXCEPCIONAMENTE, estará agindo sob o instituto da
INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA, que em resumo é o baixo grau de
reprovação de conduta ante a sociedade.
Há nesse caso um clamor para que esse agente não seja culpado, pois agiu para
proteger o bem maior (vida). Entendendo que qualquer ser humano igualmente
capacitado agiria da mesma forma (sendo previamente treinado).
155
Importante! (2)
Não ocorre EXERCICIO ILEGAL DA MEDICINA, devido ao critério da
habitualidade para sua configuração, fato não atribuído ao atendimento pré-
hospitalar de combate, onde o agente age em casos de extrema necessidade, tendo
o bem maior ameaçado.
Fonte: Artigo científico (Especialização em APH Policial – ESPC/TIGRE)1ª Turma “Aspectos legais relacionados ao APH Policial”
156
157
GESAR PMERJ instruindo os fundadores do GAE (Atual GOE) – Inicio dos anos 90
Rio de Janeiro, RJ
158
159
Protocolo MARC1
Baseado nos protocolos:
TCCC
TECC
MARCHH – PAWS
Experiência operacional do [Link]
160
161
Objetivos do APH de combate
1. Salvar vidas que possam ser salvas
2. Prevenir outras perdas de vidas
3. Completar a missão
162
Pontos importantes!
Fazer uma intervenção correta no tempo correto durante o
atendimento tático.
Uma intervenção correta feita no tempo errado pode levar a
mais fatalidades no combate.
163
164
165
Cena do filme “O resgate do Soldado Ryan” - 1998
166
Emboscada – Forças de segurança do México
167
Mortes em combate
31% Trauma penetrante na cabeça
25% Trauma em torso sem possibilidade cirúrgica
10% Trauma em torso com possível reparação cirúrgica
9% Hemorragia de extremidades
7% Trauma mutilante por explosão
5% Pneumotórax
1% Problemas em vias aéreas
12% infecções e evoluções ruins de cirurgia
168
60% hemorragia de extremidades
33% Pneumotórax
6% Obstrução de vias aéreas
169
170
Fases do APH em
Combate
FASE AÇÃO
RECOMENDADA
CARE UNDER FIRE – CUF
1ª (Cuidado sob fogo)
Buscar abrigo e retornar fogo.
2ª TACTICAL FIELD CARE - TFC
Sangramento massivo (TQ),
Vias aéreas e respiração
(cuidado no campo tático)
3ª TACTICAL EVACUATION CARE - TACEVAC Prevenção da hipotermia
(cuidados táticos na evacuação)
171
Ações em campo
• Buscar abrigo, e neutralizar ameaças inclusive do próprio agente
1 • Prover auxílio remoto, verbalizar com o ferido
• Estabelecer perímetro seguro (360o)
• Geografia de combate – da unidade de progressão ao ferido
• Resgatar o agente ferido e caso apto, mantenha-o em combate, TQ!
2 • Travar o armamento da vítima em caso de fatores que possam levá-lo a
agir de forma incoerente.
• Abrigá-lo e aplicar/revisar TQ (hemorragia massiva)
• Aplicar MARC1, se prolongado aplicar CoFFE
3
172
Protocolo de atendimento
O protocolo de atendimento seguirá uma ordem pré-definida de
prioridades , a fim de que o tratamento inicial seja rápido e eficaz
173
M Hemorragia Massiva
A Vias Aéreas
R Respiração
C Calor
174
Protocolo MARC
MARC1 MARC2 MARC3
◦Massivo • Massivo • Massivo
◦Ar • Ar • Ar
◦Respiração • Respiração • Respiração
• Circulação • Circulação
◦Circulação • Cérebro • Cérebro
◦Cérebro • Calor • Calor
◦Calor
175
Níveis MARC 1 MARC 2 MARC 3
M
- TQ (emergencial deliberado) - TQ (emergencial deliberado e duplo) - TQ (emergencial deliberado e duplo)
- TQ duplo - Transição e reversão de TQ - Transição e reversão de TQ
(Sangramento Massivo) - Preencher com gaze a metro - Preencher com gaze a metro - Preencher com gaze a metro
1-Braços, 2–Pernas, (preferencialmente com coagulante) (preferencialmente com coagulante) (preferencialmente com coagulante)
3–Áreas juncionais - Atadura de combate - Atadura de combate - Atadura de combate
- Elevação do mento
A
- Posição lateral de segurança
- Elevação do mento - Elevação do mento
- CNF
-Posição lateral de segurança - Posição lateral de segurança
- I GEL
(vias Aéreas) -- CNF - CNF
- Intubação orotraqueal
- I GEL
-Cricotireosdostomia
- Selo de tórax
R
- Selo de tórax
- Selo de tórax - BURP
- BURP
- BURP - Agulha de descompressão 10´ ou 14
(Respiração) - Agulha de descompressão 10´ ou 14
- Dreno torácico
- Acesso venoso + Acesso I.O
C
- Acesso venoso + Acesso I.O
- infusão de colóides e cristalóides
- - infusão de colóides e cristalóides
- Ácido tranexâmico
(Circulação) - Ácido tranexâmico
-transfusão sanguínea
C - - - Controle de danos neurológicos
(Cérebro)
C - Prevenir a Hipotermia - Prevenir a Hipotermia - Prevenir a Hipotermia
(Calor)
- CUIDADOS PROLONGADOS EM CAMPO -
Co
- Paracetamol 750 - Paracetamol 750 - Paracetamol 750
-Meloxican 15 mg -Meloxican 15 mg -Meloxican 15 mg
(Combat pills) - Moxifloxacino 400mg - Moxifloxacino 400mg - Moxifloxacino 400mg
F - - Estabilização de fraturas - Estabilização de fraturas
(Fraturas)
F - - TTO de lesões secundárias - TTO de lesões secundárias
(Feridas)
E - Cuidados de evacuação prolongada1 Cuidados de evacuação prolongada1
(cuidados na Evacuação)
1Observações: Atentar para as necessidades básicas do combatente ferido. Durante esta fase, prover alimentação e hidratação, além de implementar medidas de asseio
corporal (higiene).
176
Níveis MARC 1 MARC 2 MARC 3
M - TQ (emergencial deliberado)
- TQ duplo
- Preencher com gaze a metro
- TQ (emergencial deliberado e duplo)
- Transição e reversão de TQ
- Preencher com gaze a metro
- TQ (emergencial deliberado e duplo)
- Transição e reversão de TQ
- Preencher com gaze a metro
(Sangramento Massivo) (preferencialmente com
(preferencialmente com coagulante) (preferencialmente com coagulante)
coagulante)
1-Braços, 2–Pernas, - Atadura de combate - Atadura de combate
- Atadura de combate
3–Áreas juncionais
A
- Elevação do mento
- Posição lateral de segurança
- Elevação do mento - Elevação do mento
- CNF
-Posição lateral de segurança - Posição lateral de segurança
- I GEL
- CNF - CNF
- Intubação orotraqueal
(vias Aéreas) - I GEL
-Cricotireosdostomia
R
- Selo de tórax
- Selo de tórax
- Selo de tórax - BURP
- BURP
- BURP - Agulha de descompressão 10´ ou 14
- Agulha de descompressão 10´ ou 14
- Dreno torácico
(Respiração)
C
- Acesso venoso + Acesso I.O
- Acesso venoso + Acesso I.O
- infusão de colóides e cristalóides
- - infusão de colóides e cristalóides
- Ácido tranexâmico
- Ácido tranexâmico
-transfusão sanguínea
(Circulação)
C - - - Controle de danos neurológicos
(Cérebro)
C - Prevenir a Hipotermia - Prevenir a Hipotermia - Prevenir a Hipotermia
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(Calor)
- CUIDADOS PROLONGADOS EM CAMPO -
Co
- Paracetamol 750 - Paracetamol 750 - Paracetamol 750
-Meloxican 15 mg -Meloxican 15 mg -Meloxican 15 mg
(Combat pills) - Moxifloxacino 400mg - Moxifloxacino 400mg - Moxifloxacino 400mg
F - - Estabilização de fraturas - Estabilização de fraturas
(Fraturas)
F - - TTO de lesões secundárias - TTO de lesões secundárias
(Feridas)
E - Cuidados de evacuação
prolongada1
Cuidados de evacuação
prolongada1
(cuidados na Evacuação)
1Observações: Atentar para as necessidades básicas do combatente ferido. Durante esta fase, prover
alimentação e hidratação, além de implementar medidas de asseio corporal (higiene).
178
MARC
SANGRAMENTO MASSIVO
1) Avaliar rapidamente sinais de sangramento massivo, realizando a hemostasia
assim que detectado
2) Avaliar extremidades
3) Avaliar áreas juncionais.
4) Torniquete para extremidades
5) Preenchimento de feridas em áreas juncionais com gaze contínua
179
180
MARC
Realização do exame em ambiente conflagrado:
Buscar lesões atentando principalmente para os seguintes locais:
- Axila e braços
-Virilha e pernas
- Pescoço
181
MARC
Opções de cuidados táticos:
- Auto-socorro (Compressão local ou torniquete)
- Torniquete
- Atadura de combate, gaze contínua preferencialmente
com agentes hemostáticos.
182
MARC
COMPRESSÃO LOCAL
- Geralmente é a primeira manobra
- Usar as superfícies ósseas, moderando o peso do corpo sobre a vítima
- perde a eficácia a médio e longo prazo
- Gradiente de força de aproximadamente 55 Kg
183
MARC
TORNIQUETE
É um aparelho de constrição externa temporário que faz a oclusão de veias
e artérias, com o objetivo de evitar a exsanguinação do paciente.
184
MARC
HISTÓRIA DO TORNIQUETE
- “Vilanizado” durante toda sua história
- Desconhecimento do tempo de uso, ocasionando lesões e mortes na
1ª Guerra mundial
- Contra-indicação disseminada pela classe médica, em função do
tempo de evacuação do campo de batalha para o hospital de campanha
185
186
187
MARC
- O torniquete é utilizado desde a idade média, principalmente para
amputações
- Descrito por Guy de Chauliac (1300 – 1368)
em seu grande tratado “Chirurgia Magna”.
- O Registro do primeiro uso do torniquete foi na Batalha de Flandres
(ou Ypres) que foi uma batalha da 1ª guerra mundial em 1914.
188
189
MARC
- Utilizado pelos dois lados da guerra
civil americana (1861 – 1865)
- Ao lado um torniquete presente no
Kit médico dos oficiais.
190
191
MARC
ATUALMENTE
Desde da guerra do Vietnam (com evacuação de campo feita por helicópteros)
foi reintroduzido o torniquete para evitar sangramentos fatais em campo.
Em 2004 uma força conjunta médica-militar (JTTS) analisou o uso desde a guerra
do Vietnam e por todas os combates que o EUA passou e decidiram que o
torniquete tático deveria ser utilizados por todos os militares em campo.
192
MARC
O CoTCCC, através do SOMA redigiu o protocolo de uso moderno. E todos
os anos (em posse de novas informações do uso em campo) atualiza esse
protocolo.
Hoje crianças de 7 anos são treinadas no uso do torniquete nos EUA dentro
das escolas (veremos com detalhes mais a frente).
193
194
MARC
Tipos de torniquete:
195
MARC
Pneumático
196
MARC
Tipos de torniquetes não-pneumáticos
•C.A.T. (Combat Application Tourniquet)
• SOFTT (Special Operation Forces Tactical Tourniquet)
• RATS (corda elástica)
• SWAT (faixa de borracha)
• MATcombat (tecido com mecanismo de aperto)
• TX1 (tecido com mecanismo de aperto)
• NATO (Tecido)
• Improvisado (meios de fortuna)
197
CAT 7ª geração
198
199
RATS SWAT
SOFT MATcombat
200
NATO IMPROVISADO (FORTUNA)
201
MARC
TIPOS DE APLICAÇÃO
DELIBERDA: Colocado entre 3 e 4 polegadas acima da ferida
EMERGENCIAL: Aplicar o mais alto e apertado possível, por cima da
roupa mesmo.
DUPLO: Um segundo TQ é colocado caso o 1º não seja totalmente
efetivo (não retirando o anterior)
202
MARC
APLICAÇÃO PADRÃO
Sempre usar em sangramento massivo
Deve ser aplicado entre 60 e 120 segundos
Aplicar sempre “ALTO E APERTADO” (emergencial)
Apertar até cessar o sangramento
Tempo de aplicação sem danos: 2 (duas) horas
A ocorrência de dor é normal em função da isquemia do membro, porém depois de retirado, em
15-20 min a dor passa.
203
MARC
Atenção!
Retirar o máximo de folga entre o tirante e a pele.
Não aplicar mais de 03 (três) voltas na barra de torção.
204
Ocorrência policial nos EUA – aplicação de TQ
205
Perseguição policial em rodovia nos EUA
– autoaplicação de TQ -
206
Observem e comentem...
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POSSÍVEIS ÁREAS DE
APLICAÇÃO DO
TORNIQUETE
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ACONDICIONAMENTO PADRÃO NO
COLETE PARA UTILIZAÇÃO TÁTICA
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ACONDICIONAMENTO NO
BOLSO DA COMBAT SHIRT
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ACONDICIONAMENTO EM
“HOLSTER” DE CINTO
212
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ERROS COMUNS NA APLICAÇÃO DO TORNIQUETE
Não aplicar com força suficiente (síndrome compartimental)
Demorar para decidir aplicar
Aplicar em articulações
Cobrir e esquecer de relatar torniquete ao hospital (tempo maior de 8hs leva a
isquemia e dano ao nervo)
Querer afrouxar o torniquete fora de espaço hospitalar.
213
214
O Consenso Hartford
Após o massacre da escola Sandy Hook, foi
convocado um comitê misto para desenvolver
políticas visando melhorar o atendimento pré-
hospitalar durante eventos de “mass shooting”.
215
O Consenso Hartford
Essa iniciativa contou com o Colégio Americano de Cirurgiões (ACS) em
colaboração com a comunidade médica e representantes do governo federal, o
Conselho de Segurança Nacional, o Exército dos EUA, O FBI e organizações
governamentais e não-governamentais de resposta médica de emergência,
entre outros.
216
O STOP THE BLEED é uma
iniciativa do American College
of Surgeons, em parceria com
Consenso Hartford de 2013,
com objetivo de capacitar
profissionais da saúde e
pessoas leigas para atuar
imediatamente em situações
de trauma envolvendo
sangramentos.
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219
Não confundir “stop the
bleed” com atendimento pré
hospitalar em combate!
220
Adam Lanza
Massacre da Escola Sandy Hook (Connecticut – EUA) 14 de dezembro de 2012
28 mortos (20 crianças e 08 adultos)
221
222
Em 7 de abril de 2011,
por volta das 8h30min da
manhã, na Escola Municipal
Tasso da Silveira, em Realengo
(RJ).
Wellington Menezes
de Oliveira, de 23 anos, invadiu
a escola armado e disparou
contra os alunos, matando doze
deles, com idades entre 13 e 16
anos, e deixou mais de 22
feridos. 223
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MARC
COAGULANTE
Coagulante é todo produto, natural ou químico, usados para espessar
líquidos, eventualmente separando a sua fase sólida.
230
MARC
O uso do coagulante na história médica de combate é recente, mas existem
vários trabalhos científicos que demonstram que certas marcas são mais eficazes
que outras.
As primeiras marcas utilizadas esquentavam quando colocadas em contato com o
sangue, a ponto de fazer queimaduras nos pacientes.
Com a tecnologia avançando e novas pesquisas, os produtos atuais são muito
seguros.
231
MARC
Foi-se tentado utilizar coagulantes em pó, com ou sem aparelhos em
seringa para deposito no local do ferimento e compressão posterior.
O uso não era otimizado e o aparelho não tinha dimensões adequadas
para ferimentos de pequeno calibre.
232
MARC
Atualmente os coagulantes são embebidos em esponjas ou tecidos
dobrados em “Z” para poupar espaço no transporte de material
médico. É tão difundido que existe para a compra da população civil.
233
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MARC
Desvantagens do uso de agentes hemostáticos em pó ou grânulos:
Agentes mais antigos podem causar queimaduras
Embolia por corpo estranho
Toxicidade endotelial
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Frente
Verso
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Preenchimento de ferida com gaze a metro
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Utilização de sonda
Folley como meio auxiliar
de contenção de
hemorragias
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Fonte: zap
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Bandagem de combate
A bandagem de combate é um faixa elástica com
um tecido de absorção, que serve para controlar
sangramentos pequenos a moderados ou para manter
curativos no local desejado.
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BANDAGEM ISRAELENSE
256
Bernard Bem Natan era médico nas Forças de Defesa Israelenses e achou
estranho que os curativos fossem tão simples e grosseiros e as vezes complexos para
usar em campo.
Usando suas próprias idéias desenvolveu o curativo israelense com a famosa
barra de pressão, muito popular em campo tático nos dias de hoje.
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BANDAGEM “H”
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OLAES
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ERROS COMUNS
Não esperar 3-5 minutos
Utilizar Absorventes femininos
Não estabilizar o curativo com bandagem adequada
Se continuar sangrando aplicar outra gaze coagulante em cima.
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REBOA
(resuscitative endovascular balloon occlusion of the aorta)
A oclusão por REBOA é um procedimento que envolve a inserção
de um cateter contendo um balão endovascular na aorta para controlar o
sangramento, aumentar a pós-carga e manter estável a pressão arterial
temporariamente em vitimas de choque hemorrágico.
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Efeitos da
hipovolemia
CONSEQUENCIAS BASEADAS NO VOLUME DE
SANGUE PERDIDO
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500 ml PERDIDOS
Estado mental: alerta
Pulso radial: cheio
Batimento cardíaco: normal ou pouco aumentado
Pressão sistólica: normal
Respiração: normal
Ele vai morrer disso???
Não
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1000 ml PERDIDOS
Estado mental: alerta
Pulso radial: cheio
Batimento cardíaco: + 100
Pressão sistólica: normal deitado
Respiração: pode ser normal
Ele vai morrer disso???
Não
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1500 ml PERDIDOS
Estado mental: alerta, mas nervoso.
Pulso radial: pode estar fraco.
Batimento cardíaco: +100
Pressão sistólica: Pode estar diminuida
Respiração: 30
Ele vai morrer disso??? Provavelmente
Não
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2000 ml PERDIDOS
Estado mental: confuso/letárgico
Pulso radial: fraco
Batimento cardíaco: +120
Pressão sistólica: diminuida
Respiração: +35
Ele vai morrer disso???
Pode ocorrer
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2500 ml PERDIDOS
Estado mental: inconsciente
Pulso radial: não tem
Batimento cardíaco: +140
Pressão sistólica: muito rebaixada
Respiração: acima de 35
Ele vai morrer disso???
Provavelmente
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A TRÍADE DA MORTE
• Acidose
• Hipotermia
• Coagulopatia
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Vamos treinar!
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VIAS AÉREAS
Avaliar via aérea para qualquer obstrução atual ou futura.
Diagnóstico:
Avaliar se o paciente fala.
Avaliar sons respiratórios estranhos (borbulhos, stress respiratório, etc)
Avaliar dentro da boca.
291
MARC
TRATAMENTO
Elevação do queixo
retirada manual
Cânula Nasofaringea caso paciente desacordado ou com dificuldade de
manter pérvea a via aérea
Posição lateral de segurança caso tenha saída de fluidos na via aérea
292
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ATUAR NOS SEGUINTES CASOS
paciente desacordado
Dificuldade manter a via aérea livre
SPO2 menor que 90% (baixa confiabilidade)
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RETIRADA MANUAL DE CORPO ESTRANHO
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ELEVAÇÃO DO QUEIXO
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MARC
CÂNULA NASOFARÍNGEA
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PRINCIPAIS ERROS
Acreditar que paciente desacordado vai manter a via aérea pérvia por
ele mesmo.
Fazer aplicação de meios semi-definitivos em pacientes acordados sem
anestesia.
Mediante suspeita de TCE inserir a CNF
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RESPIRAÇÃO
Avaliar se os dois lados do tórax sobem igual,
Buscar desconforto respiratório.
Procurar por perfurações no tórax (frente e atrás)
Traqueia desviada é um sinal tardio.
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MARC
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Pneumotórax
Muito comum nas lesões torácicas, são divididos em 03 tipos, em
seqüência escalonada de gravidade:
1 – Pneumotórax simples
2 - Pneumotórax aberto
3 – Pneumotórax hipertensivo
304
Pneumotórax simples
Caracteriza-se pela presença de ar no espaço pleural, a medida que esse ar
aumenta, provoca colabamento do pulmão no lado afetado.
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Pneumotórax aberto
Trata-se de um pneumotórax envolvendo uma descontinuidade na parede
torácica, permitindo a entrada de ar por esta lesão devido ao esforço
respiratório.
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Pneumotórax hipertensivo
Ocorre quando o ar é continuamente conduzido para dentro da cavidade
torácica, sem que ele tenha como sair, aumentando a pressão na área mediastinal,
prejudicando a função circulatória.
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MARC
O QUE AVALIAR NA RESPIRAÇÃO?
Dificuldade respiratória (respiração curta)
O subir e descer da respiração desigual entre os dois lados do tórax
Estufamento das jugulares (turgidez)
Atentar para o fato de que o desvio traqueal é um sinal muito tardio
310
MARC
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MARC
Tratamento
Selo de tórax (preferencialmente valvulado)
”Burp “ do tórax
312
313
MARC
O selo de tórax é a apresentação tática do curativo de 3 lados.
Ele é mais prático, rápido e mais eficiente.
Iniciaram com os selos sem válvula, mas com as avaliações
periódicas das técnicas, foi identificado que em alguns casos os
pacientes desenvolviam pneumotórax hipertensivo e a aplicação de selo
com válvula é o recomendado.
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MARC
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MARC
SAM
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MARC
ASHERMAN
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MARC
BOLIN
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MARC
HYFIN
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MARC
324
Selo de tórax em ação
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Selo de tórax em ação (2)
326
MARC
ATENÇÃO!
A aplicação do selo em todo ferimento de tórax assume o caráter além
de necessário, preventivo!
Ao exame, executar a técnica de busca com encontro dos dedos.
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MARC
VENTILAÇÃO ASSISTIDA
Manter a frequência de 01 ventilação a cada 06 segundos, utilizando
dispositivos de proteção.
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Pocket BVM
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Pocket BVM (Bolsa válvula máscara)
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Filme: “Três Reis” - Em 1991, no cessar-fogo na Guerra do Golfo, quatro soldados
americanos resolvem partir em busca de um tesouro enterrado no deserto do
Iraque.
331
Ação da agulha de descompressão
332
MARC
Prevenção da hipotermia
A perda de calor piora o quadro do paciente, atua grandemente na tríade
de morte.
- Diagnóstico:
Ação preventiva
- Tratamento:
Secar e isolar o ferido do chão
Manta térmica
Fonte de calor auxiliar.
333
334
MARC
HPMK
335
Equipagem básica de APHC
IFAK (individual first aid kit) –
AFAK (advanced first aid kit) –
MFAK (multiple first aid kit)
336
O “Triângulo do mergulhador”
337
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Cuidados Prolongados em Campo
Trata-se de uma série de cuidados a serem feitos em função da demora na
evacuação ou chegada do socorro, ou mesmo durante o trajeto
Utilizamos o mneumônico CoFFE
- Combat Pills
- Feridas
- Fraturas
- Evacuação
339
CoFFE
Combat Pills
• Trata-se de uma combinação de medicações que irão ajudar na dor e a
prevenir infecções.
- Moxifloxacino 400mg
-Meloxican 15 mg
- Paracetamol 750
340
CoFFE
Feridas
Cuidar de feridas atuais e potenciais do ferido.
Limpar e fixar o curativo com ataduras adequadas..
Evitar muito tempo em maca ou local rígido.
Aos habilitados: suturar feridas com tal indicação. Materiais básicos: Porta
agulha, Pinça anatômica e fio Nylon 3.0.
341
CoFFE
Fraturas
Estabilizar fraturas se possível utilizando materiais para estabilização
diminuindo a dor e o trauma adicional.
Evitar reduzir fraturas em campo, apenas o estritamente necessário
para otimizar o transporte durante a evacuação.
Técnicas de estabilização, utilizando equipamentos básicos: Atadura
de combate, tala aramada média rolo de fita “silver tape”
342
Estimativa de perda sanguínea
através de fraturas
Osso Perda interna de sangue aproximada (ml)
Costela 125
Rádio ou ulna 250 - 500
Úmero 500 - 750
Tíbia ou fíbula 500 - 1000
Fêmur 1000 - 2000
Pelve 1000 - maciça
343
CoFFE
Evacuação
Em ambiente tático temos 02 (três) tipos de evacuação:
CASEVAC
MEDEVAC
344
Aquela extração “padrão”...
345
CoFFE
CASEVAC: (casualty evacuation) extração de baixas utilizando aeronaves ou
viaturas com armamento defensivo ou veículos inapropriados para transporte
de feridos. O ferido pode ou não receber tratamento básico durante a
evacuação.
346
347
348
CoFFE
MEDEVAC: (medical evacuation) extração médica de vitimas utilizando
aeronaves ou outros veículos próprios para este fim. Evacuação em
veículo próprio para transporte de feridos com continuidade do
tratamento de campo, já iniciando o tratamento primário
(médico/enfermeiro).
349
350
CoFFE
Técnicas de extração: Os combatentes feridos são extraídos com técnicas de
patrulha, utilizando a forma mais adequada de transporte de feridos,
agregada a técnicas de patrulha e progressão em áreas hostis.
351
CoFFE
Arrasto de uma pessoa
Arrasto de duas pessoas
Mochila
Bombeiro
Cesta alpina
cadeira
Carregamento duas pessoas (SEALS)
352
Arrasto de 01 pessoa
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354
Foxtrot® Litter
355
Arrasto por 02 pessoas
356
Cesta alpina
357
Mochila
358
Bombeiro
359
360
Cadeira
361
362
363
CoFFE
Iniciar processo de evacuação
1ª Revisão MARC
Contato com o hospital de referência, relatando o que foi a lesão e as ações realizadas
Informar de onde está partindo e o tempo provável de deslocamento
Confirmar equipe disponível para atendimento
2ª Revisão MARC
Efetuar ajustes e possíveis melhorias do atendimento
Manter a equipe de saúde informada sobre a evolução da vítima
Anotações dos procedimentos realizados para posterior acréscimo em prontuário por parte da equipe
de saúde.
364
Coluna de aproximação
• Deverá ser o trajeto mais seguro, portando equipamentos necessários para garantir o
acesso até a vítima.
• Utilizar ao máximo abrigos naturais do terreno.
• Deverá prever uma possível inserção de agentes convencionais a fim de realizar além do
socorro ao ferido, além de outras missões especificas
365
366
Coluna de aproximação
ESCUDEIRO
LÍDER
SEGURANÇA 01
SOCORRISTA 01
SOCORRISTA 02
SEGURANÇA 02
367
368
369
370
Coluna de aproximação
ESCUDEIRO
LÍDER
SEGURANÇA 01
SEGURANÇA 02
SOCORRISTA 01
SOCORRISTA 02
SEGURANÇA 03
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Dúvidas?
QUE O NOSSO TEMOR NÃO SEJA MAIOR
DO QUE A VONTADE DE SALVAR
NOSSO IRMÃO!