Handebol - Aspectos Taticos
Handebol - Aspectos Taticos
2017
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO ACADÊMICO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO
2017
Catalogação na fonte
Sistema de Bibliotecas da UFPE – Biblioteca do Centro de Artes e Comunicação
Bibliotecária Fernanda Bernardo Ferreira CRB 2165
BANCA EXAMINADORA
________________________________________
Profº. Dr. Iberê Caldas Souza Leão (Orientador)
Universidade Federal de Pernambuco
_________________________________________
Profº. Ms. Saulo Fernandes (Examinador Interno)
Universidade Federal de Pernambuco
_________________________________________
Profº. [Link] de Amorim Carvalho (Examinador Interno)
Universidade Federal de Pernambuco
Dedico este trabalho à Deus, a minha avó materna Ana Maria, a minha mãe Maria Lúcia e a
todos aqueles que desejam fazer um esporte melhor para a sociedade.
AGRADECIMENTOS
A Deus, por nunca ter me desamparado. E mesmo nos momentos nos quais cheguei a pensar
que Ele estava longe, Ele sempre esteve aqui, bem perto.
A minha avó materna Ana Maria, por todos os ensinamentos ao longo da minha vida, por ter
me criado para ser forte, honesta e humana.
Ao meu avô materno Edvaldo Vasconcelos (in memorian), por ser meu anjo da guarda e me
fazer sentir seu amor em todas as nossas fotos. Eu sinto que o senhor está feliz com essa
conquista!
A minha mãe Maria Lúcia, por ser o meu substrato, para continuar estudando e não desistir.
Você foi e é, a minha maior motivação para continuar na batalha e sair dela, vencedora.
Ao meu professor e orientador, Iberê Caldas Souza Leão, por ter acreditado em mim em todos
os momentos, por toda motivação, oportunidades concedidas, empenho e dedicação. Seus
ensinamentos servirão de base para a minha vida profissional e pessoal. Sem a sua ajuda,
certamente, eu não teria conseguido.
Muito brigada, por tudo!
A dona Josefa Brites Cavalcanti e toda a sua família. Vocês me mostraram o significado das
palavras UNIÃO, AMOR, BONDADE e CARINHO. Iluminaram a minha vida de uma forma
inexplicável e inesquecível, obrigada por tudo, eu amo muito vocês!
Ao Dr. Luiz Soares, a Simone Ferreira e Sumaya Bitencourt, por toda dedicação. Essa
conquista, é fruto do trabalho de vocês, refletido em mim. Obrigada!
Aos amigos de profissão, Alexandra Cunha e Gilberto Cândido, por estarem sempre
disponíveis a me ajudar e serem boas referências.
Aos atletas e trinadores que participaram do meu estudo. Obrigada por todo empenho,
dedicação e paciência.
Carlos Hilsdorf
RESUMO
Com o passar dos anos, a prática esportiva se apropria de conceitos relacionados à cognição
(percepção e tomada de decisão). Comparou-se o nível de conhecimento tático declarativo
(CTD) de atletas de handebol, com as variáveis sexo, posição de jogo, anos de prática e tempo
de reação. O estudo foi explicativo, transversal e por conveniência. Para as análises
estatísticas, comparou-se e correlacionou-se o nível de CTD com as variáveis citadas,
adotando-se o p≤0,05. Foram encontradas diferenças significativas entre o nível de CTD e a
variável sexo (0,019) e posição de jogo (0,033). Não foi encontrando significância para as
variáveis, anos de prática e tempo de reação. Por estarem em um processo de aprendizagem
do handebol, os indivíduos apresentaram um potencial em evolução e, o tempo de prática e o
tempo de reação não sofreram influência do nível de CTD.
Over the years, sports practice appropriates concepts related to cognition (perception and
decision making). The level of declarative tactical knowledge (DWT) of handball athletes was
compared with the variables gender, play position, years of practice and reaction time. The
study was explanatory, transversal and for convenience. For the statistical analysis, the level
of CTD was compared and correlated with the variables cited, adopting p≤0.05. Significant
differences were found between the level of CTD and the gender variable (0.019) and game
position (0.033). No significance was found for the variables, years of practice and reaction
time. Because they were in the process of learning handball, individuals presented an evolving
potential, and the practice time and reaction time were not influenced by the level of CTD.
Keywords: Cognition. Learning. Sport. Tactic.
LISTA DE ABREVIAÇÕES
TD Tomada de Decisão
TR Tempo de Reação
SUMÁRIO
1 Introdução..................................................................................................................... 12
2 Revisão da Literatura.................................................................................................... 14
2.1 Esporte................................................................................................................... 14
2.2 Modalidade Esportiva Coletiva (MEC)................................................................. 15
2.3 Handebol................................................................................................................ 16
2.4 Métodos de Ensino e o Handebol.......................................................................... 17
2.5 Processos Cognitivos............................................................................................. 19
3 Objetivos....................................................................................................................... 22
3.1 Objetivo Geral....................................................................................................... 22
3.2 Objetivos Específicos............................................................................................ 22
4 Artigo............................................................................................................................ 23
5 Conclusão..................................................................................................................... 32
Referências..................................................................................................................... 33
Anexo............................................................................................................................. 38
12
1 INTRODUÇÃO
Para Caldas et al., (2012) a percepção é uma capacidade imprescindível para a prática
do handebol, no qual, o indivíduo atleta atribui significados aos estímulos oriundos do
ambiente ou de forma interna em seu organismo. Já a tomada de decisão, diz respeito à
seleção de uma resposta adequada, em um ambiente de múltiplas escolhas (GRECO, 2015).
Ligado a esses processos, está a capacidade condicionante do tempo de reação, diante dessa
valência física, o atleta também necessita tomar rápidas decisões no handebol. O tempo de
reação conceitua-se como uma capacidade em que o indivíduo reage num pequeno espaço de
tempo a um estímulo o qual foi submetido nesse esporte.
O handebol, para Caldas (2014); Simões (2012), apresenta-se como uma modalidade
esportiva coletiva (MEC) com características de cooperação, oposição e invasão do terreno
adversário. Seu principal objetivo, é marcar um maior número de gols na meta adversária, no
qual, as equipes deverão atuar sob certas regras de organização e desenvolvimento. Esta
modalidade, como qualquer outra MEC apresenta dois tipos de conhecimento tático: o
declarativo (CTD) e o processual (CTP). O CTD diz respeito a capacidade do atleta em
declarar de forma verbal ou escrita “o que ele saber fazer” sobre, e/ou, no momento do jogo;
já o CTP relaciona-se com a realização de um gesto motor específico, “o como fazer”, nas
diversas situações problemas que surgem durante o jogo. (GONZAGA; GONÇALVES;
TEOLDO, 2014; MENEZES; REIS, TOURINHO FILHO, 2015).
O CTD e o CTP atuam na prática do handebol de forma simultânea, uma vez que a
maneira como o atleta executa um gesto específico no jogo, está intimamente ligado ao
entendimento do ambiente em que está inserido. Provavelmente, atletas jovens (15 a 17 anos)
possuem um CTD e um CTP menos desenvolvido quando comparados à atletas de categorias
mais elevadas, ditos experts, devido as suas experiências práticas vividas, e de uma
metodologia adequada de ensino e de treino. Os chamados atletas de alto nível possuem um
CTD e um CTP mais desenvolvido (estruturado e organizado), desta forma, os mesmos
13
Nesse sentido, o objetivo desse estudo foi comparar o nível de conhecimento tático
declarativo com o sexo, posição de jogo, anos de prática e o tempo de reação, de atletas de
handebol escolares do estado de Pernambuco.
14
2 REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Esporte
Segundo Caldas (2006), ao falar de esporte, é possível reconhecer que o mesmo exige
atividades motoras e esforços físicos. Mas, como é possível determinar o esporte nas
diferentes atividades físicas existentes, através da quantificação de habilidade motora e
esforço físico? Por exemplo, como determinar se o xadrez e o automobilismo são
considerados esporte, tendo em vista que, as habilidades motoras e os esforços físicos de
ambos, são distintos?
Para explicar isso, Barbanti (2006), comenta que o xadrez requer do indivíduo
habilidades cognitivas que são extenuantes, tanto fisicamente, quanto emocionalmente e que
as habilidades motoras exigidas, para este caso, não ultrapassam a capacidade do indivíduo de
conseguir movimentar as peças do tabuleiro. Dessa forma, o xadrez não envolve esforço físico
rigoroso, tão pouco, habilidades motoras complexas.
Caldas (2006), afirma que o esporte também é considerado como uma atividade
caracterizada por competição, exercida com formalidades, organizada e institucionalizada,
sendo a competição, mensurada através da comparação técnica e tática, de indivíduos que
realizam a mesma atividade, submetidos as mesmas regras e condições.
descartar os dois tipos de motivação e que, em alguns casos, os atletas são motivados por
essas duas vias.
Segundo Greco e Benda (2001), essas competências são fatores importantes que
devem ser priorizadas no primeiro contato das crianças ou adolescentes com uma MEC, para
que o esporte ou a modalidade em questão seja prazeroso e motive esses indivíduos até a
idade adulta ou, os leve, talvez, ao esporte de alto nível.
16
2.3 Handebol
Esta modalidade, ajustada para a quadra, foi nomeada de várias formas. Em 1948, na
Dinamarca, chamava-se Haadbold, na antiga Tchecoslováquia, era conhecido como Azena e
na última década do século XIX, foi introduzido na Alemanha como Raftball (CALDAS,
2003). Um professor chamado Max Heiser, criou um jogo de nome Torball, com finalidade
recreativa, para as operárias da fábrica Simens. Mais adiante, o senhor Karl Shelenz,
precursor do handebol, modificou o nome do Torball para Handball, nessa época, jogava-se
no campo e eram, onze, contra onze atletas (CALDAS, 2003).
Por questões climáticas, pela velocidade e mobilidade dos gestos da modalidade e pela
preferência do futebol no campo, o handebol passou a ser praticado em locais fechados
(ginásios e quadras) e com o número reduzido de jogadores, sete contra sete. Após isso, em
1920, o handebol tornou-se modalidade oficial pela Escola de Educação Física da Alemanha
(CALDAS, 2003).
Para Caldas (2011), handebol é uma MEC que pode ser praticada em diferentes níveis,
seja ela na escola, alto nível esportivo ou, de forma lúdica (Recreativa). Além disso, esta
referida modalidade, é objeto de estudo nas ciências do esporte (pedagogia, psicologia,
sociologia, fisiologia, e nutrição) podendo ser conteúdos aplicados na aula e no treinamento, e
ainda, pode ser utilizada como disciplina no ensino superior, nos cursos de graduação em
Educação Física.
17
Para Moreira et al. (2010) um dos métodos mais utilizados no processo E-A-T é o
analítico. O referido método é caracterizado por aperfeiçoamento da técnica, suas atividades
são voltadas para esse objetivo (TAVARES; GRECO, 2001), é apoiado pela teoria
associacionista e visa o aprendizado dos conteúdos por partes. Desta forma, a técnica – gesto
motor - é ensinada por partes, após isso, une-se as partes e se tem o domínio total da técnica
(GRECO, 2001). Neste método, a compreensão tática é atenuada, o comportamento dos
atletas é estereotipado e o jogo apresenta-se de forma pouco dinâmica (GRECO, 2001).
Este método mostra-se mais eficaz, quando comparado ao analítico, pois, contempla a
vontade de jogar do aluno e, consequentemente, obtém-se a aprendizagem facilitada
(GRECO, 2001). O aluno/atleta aprende a jogar, jogando, a interação dos aspectos táticos e
técnicos são vivenciados no processo E-A-T, de tal forma que, esses indivíduos possam
alcançar o êxito na performance do jogo (MESQUITA, 2005).
Caldas (2015), comenta que o método misto (analítico-global), é muito utilizado nas
escolas do Brasil, bem como, nos treinos de handebol. Neste método, utiliza-se do somatório
das atividades, em partes – técnica / gesto motor – e o jogo formal. Desta forma, o processo
E-A-T pode ser iniciado durante a aula ou, o treino, pela técnica e, em seguida, para o jogo
regulamentar e vice-versa. Para Greco et al., (2007), este método beneficia a aprendizagem
dos alunos/atletas, tendo em vista que, eles vivenciam o jogo formal com consciência técnica,
isso quer dizer, que o atleta sabe “como fazer” para solucionar tais situações problemas que
possam surgir.
Esses métodos são classificados como os métodos “ativos”, tendo em vista o maior
interesse dos jovens praticantes e a partir da situação do jogo vivenciada, desenvolvem-se a
iniciativa, imaginação e reflexão tática (LEÃO et al., 2012). Para Bayer 1994, essa pedagogia
da situação é promotora da cooperação, aproximação ao coletivo e oposição adversária. Os
métodos ativos priorizam solução das situações problemas através da compreensão tática do
jogo, dessa forma os atletas vivenciam um conhecimento que muito se aproxima da
competição (CALDAS, 2014).
No processo E-A-T, citando um dos métodos ativos, “os jogos esportivos coletivos
(JDC)”, os jogos sofrem adaptações pedagógicas, para que os atletas possam ter uma maior
participação no jogo, inclusive aqueles menos habilidosos. Desta forma, de acordo com a
realidade do treino ou da aula, o professor deverá realizar adaptações nas regras, no espaço de
jogo, no número de participantes, nas situações de superioridade e inferioridade numérica e no
tempo de realização da atividade (GRECO, 2008; CALDAS, 2014).
Na última década, dentro das ciências do esporte, pesquisadores têm dado ênfase nos
estudos, que contemplam outro método da corrente ativa, denominado método situacional
(GRECO, 2004; CALDAS, 2014). Este método, caracteriza-se dentro do processo E-A-T,
apresentando recortes do jogo formal de handebol (CALDAS, 2014). Logo, numa situação de
4x4, os atletas terão que solucionar os problemas que surgem nesta situação, havendo a troca
de postos, ações táticas que visam a obtenção de sucesso e vantagem numérica sobre a equipe
adversária (LIMA et al., 2012; MENEZEZ; REIS; TOURINHO FILHO, 2015). Este método
19
poupa a repetição técnica dos atletas, deixa-os mais próximos da realidade do jogo e é
diretamente aliado aos processos cognitivos inerentes à modalidade (CALDAS, 2015).
Nos últimos anos, estudos apontam que ao utilizar o método situacional para iniciação
ao handebol, deve-se priorizar os recortes do jogo formal, dentro de defesas abertas
(individual toda quadra, meia quadra, sistemas de defesa 1:5 e 3:3, até a utilização dos
sistemas de defesas fechados), bem como, neste mesmo período, o ataque deverá jogar de
forma livre ou fora das posições, até o conhecimento e vivência das posições de ataque)
(BAYER, 1994; GRAÇA, 2002; GRECO, 2006; CALDAS, 2014).
Atuar com defesas abertas no handebol significa marcar de forma individual, ou seja,
quando a equipe perde a posse de bola cada jogador é responsável por marcar um adversário
em toda quadra e meia quadra (CALDAS, 2011, p. 182-183).
Essa atuação das defesas abertas é justificada devido o ensino da marcação individual,
e esta enfatiza o desenvolvimento das ações técnicas-táticas individuais e de grupo como
também o conhecimento e utilização dos processos cognitivos inerentes a uma prática
esportiva inteligente.
Os estudos científicos atuais, que enfatizam a cognição, têm sido direcionados para o
estudo da percepção, tomada de decisão, aprendizagem, memória, controle motor, linguagem
e influência da emoção e motivação (MATIAS; GRECO, 2010).
A tomada de decisão (TD) é definida por Greco et al. (2013), como a seleção da
melhor resposta, em um ambiente de múltiplas soluções e, especificamente, esta variável, com
o avanço das pesquisas, vem sendo investigada, através de imagens congeladas (fotos), cenas
de vídeos em aparelhos eletrônicos, aplicativos para computadores ou recortes em slides
(MATIAS; GRECO, 2010).
Ao citar os processos cognitivos, para Dorsch et al. (2001), a cognição, são processos
e estruturas mentais que se relacionam com o conhecimento e a consciência, estando entre
eles, a percepção e o pensamento.
O CTD, diz respeito a capacidade que possui um indivíduo atleta em declarar, aquilo
que ele sabe fazer, durante o jogo ou, sobre o jogo (handebol); e o CTP, significa a realização
de um gesto técnico (procedimentos) dentro das situações problemas que surgem nessa
modalidade (CALDAS, 2014).
Analisando a literatura, observou-se que o tempo de reação (TR), está relacionado com
a prática esportiva, como uma das medidas que ajudam nas operações cognitivas. Assim, para
Borysiuk (2008), o TR pode ser definido como o intervalo de tempo observado entre a
percepção de algum evento ou, um estímulo ambiental e o começo de uma resposta motora.
o treino e a evolução do TR, reduzirá o intervalo de tempo gasto pelo indivíduo, para realizar
alguma operação cognitiva relacionada a sua percepção, decisão e seu mecanismo efetor
(LIPPS; GALECKI; ASHTON-MILLER, 2011).
22
3 OBJETIVOS
Objetivo Geral:
Comparar o nível de conhecimento tático declarativo (CTD) de atletas de handebol com as
variáveis sexo, posição de jogo e correlacionar o nível de CTD com os anos de prática e
tempo de reação.
Objetivos Específicos:
Aplicar o Teste do Nível de Conhecimento Tático Declarativo no Handebol
([Link]).
Identificar as diferenças e possíveis evoluções das variáveis comparadas com o nível
CTD.
23
4 ARTIGO
O presente trabalho está apresentado em formato de artigo, requerido pela Revista
Movimento, cujas as normas para submissão de artigos se encontram em anexo.
No qual, discursar-se-á sobre o nível de conhecimento tático declarativo de atletas
escolares da modalidade do handebol e, relacionar-se-á esta variável com as variáveis
posição de jogo, sexo, anos de prática e tempo de reação.
Resumo: Com o passar dos anos, a prática esportiva se apropria de conceitos relacionados à
cognição (percepção e tomada de decisão). Comparou-se o nível de conhecimento tático
declarativo (CTD) de atletas de handebol, com as variáveis sexo, posição de jogo, anos de
prática e tempo de reação. O estudo foi explicativo, transversal e por conveniência. Para as
análises estatísticas, comparou-se e correlacionou-se o nível de CTD com as variáveis citadas,
adotando-se o p≤0,05. Foram encontradas diferenças significativas entre o nível de CTD e a
variável sexo (0,019) e posição de jogo (0,033). Não foi encontrando significância para as
variáveis, anos de prática e tempo de reação. Por estarem em um processo de aprendizagem
do handebol, os indivíduos apresentaram um potencial em evolução e, o tempo de prática e o
tempo de reação não sofreram influência do nível de CTD.
Palavras-chave: Cognição. Aprendizagem. Esporte. Tática.
Abstract: Over the years, sports practice appropriates concepts related to cognition
(perception and decision making). The level of declarative tactical knowledge (DWT) of
handball athletes was compared with the variables gender, play position, years of practice and
reaction time. The study was explanatory, transversal and for convenience. For the statistical
analysis, the level of CTD was compared and correlated with the variables cited, adopting
p≤0.05. Significant differences were found between the level of CTD and the gender variable
(0.019) and game position (0.033). No significance was found for the variables, years of
practice and reaction time. Because they were in the process of learning handball, individuals
presented an evolving potential, and the practice time and reaction time were not influenced
by the level of CTD. Keywords: Cognition. Learning. Sport. Tactic.
Resumen: Con el paso de los años, la práctica deportiva se apropia de conceptos relacionados
a la cognición (percepción y toma de decisión). Se comparó el nivel de conocimiento táctico
declarativo (CTD) de atletas de balonmano, con las variables sexo, posición de juego, años de
práctica y tiempo de reacción. El estudio fue explicativo, transversal y por conveniencia. Para
los análisis estadísticos, se comparó y correlacionó el nivel de CTD con las variables citadas,
adoptando el p≤0,05. Se encontraron diferencias significativas entre el nivel de CTD y la
variable sexo (0,019) y la posición de juego (0,033). No se encontró significancia para las
24
variables, años de práctica y tiempo de reacción. Por estar en un proceso de aprendizaje del
balonmano, los individuos presentaron um potencial en evolución y, el tiempo de práctica y el
tiempo de reacción no sufriero influencia del nivel de CTD.
Palabras clave: Cognición. Aprendizaje. Deporte. Táctica.
25
INTRODUÇÃO
Para Caldas et al., (2012) a percepção é uma capacidade imprescindível para a prática
do handebol, no qual, o indivíduo atleta atribui significados aos estímulos oriundos do
ambiente ou de forma interna em seu organismo. Já a tomada de decisão, diz respeito à
seleção de uma resposta adequada, em um ambiente de múltiplas escolhas (GRECO, 2015).
Ligado a esses processos, está a capacidade condicionante do tempo de reação, diante dessa
valência física, o atleta também necessita tomar rápidas decisões no handebol. O tempo de
reação conceitua-se como uma capacidade em que o indivíduo reage num pequeno espaço de
tempo a um estímulo o qual foi submetido nesse esporte.
O handebol, para Caldas (2014); Simões (2012), apresenta-se como uma modalidade
esportiva coletiva (MEC) com características de cooperação, oposição e invasão do terreno
adversário. Seu principal objetivo, é marcar um maior número de gols na meta adversária, no
qual, as equipes deverão atuar sob certas regras de organização e desenvolvimento. Esta
modalidade, como qualquer outra MEC, apresenta dois tipos de conhecimento tático: o
declarativo (CTD) e o processual (CTP). O CTD diz respeito a capacidade do atleta em
declarar de forma verbal ou escrita “o que ele saber fazer” sobre, e/ou, no momento do jogo;
já o CTP relaciona-se com a realização de um gesto motor específico, “o como fazer”, nas
diversas situações problemas que surgem durante o jogo. (GONZAGA; GONÇALVES;
TEOLDO, 2014; MENEZES; REIS, TOURINHO FILHO, 2015).
O CTD e o CTP atuam na prática do handebol de forma simultânea, uma vez que a
maneira como o atleta executa um gesto específico no jogo, está intimamente ligado ao
entendimento do ambiente em que está inserido. Provavelmente, atletas jovens (15 a 17 anos)
possuem um CTD e um CTP menos desenvolvido quando comparados à atletas de categorias
mais elevadas, ditos experts, devido as suas experiências práticas vividas, e de uma
metodologia adequada de ensino e de treino. Os chamados atletas de alto nível possuem um
CTD e um CTP mais desenvolvido (estruturado e organizado), desta forma, os mesmos
26
Nesse sentido, o objetivo desse estudo foi comparar o nível de conhecimento tático
declarativo com o sexo, posição de jogo, anos de prática e o tempo de reação, de atletas de
handebol escolares do estado de Pernambuco.
MÉTODO
O estudo foi do tipo explicativo, transversal e inferencial, com amostras por
conveniência. Participaram da amostra, n= 326 atletas de handebol (n= 129 feminino; n= 197
masculino), da categoria infantil (15 a 17 anos), pertencentes as escolas públicas e particulares
do estado de Pernambuco. O estudo ocorreu no período de novembro de 2016, durante a fase
final dos Jogos Escolares de Pernambuco, na cidade de Arcoverde - PE.
Tabela 01 – Frases estimuladoras de acordo com os potenciais obtidos no teste (nível de CTD).
Potenciais Obtidos Frases Estimuladoras
Não está conseguindo interpretar as situações
problemas do jogo; procure treinar mais atento e
0-2 acertos: potencial fraco
focado nas situações ofensivas.
Analise estatística
RESULTADOS
Tabela 02 – Análise Descritiva dos dados dos atletas pertencentes aos jogos escolares de Pernambuco.
DADOS GERAIS DA AMOSTRA
MASCULINO (n=197) FEMININO (n=129)
Dp Dp
Idade (anos) 15,9 1,03 15,0 0,86
Peso (Kg) 66,2 12,7 59,5 9,2
Estatura (cm) 173,2 9,4 163,6 6,8
Tempo de Reação (seg) 40,8 3,5 37,3 3,2
Nível de CTD 3,4 1,5 2,9 1,4
QUANTIDADE QUANTIDADE
Goleiro 33 13
Meia-Esquerda 12 13
Central 35 17
Posição de Meia-Direita 22 15
Jogo (n) Ponta-Direita 34 25
Pivô 24 22
Ponta-Esquerda 37 24
Fraco 56 38
Potencial Em Evolução 101 80
(n) Médio 37 10
Acima da Média 3 1
Total de
Indivíduos 197 129
Tabela 3 – Comparação e correlação entre o nível de CTD e variáveis específicas (Sexo, posição de jogo, anos
de prática e tempo de reação).
COMPARAÇÃO
Nível de CTD x Sexo Nível de CTD x Posição de jogo
MASCULINO
0,180
(n=197)
0,019*
FEMININO
0,033*
(n=129)
CORRELAÇÃO
Nível de CTD Nível de CTD
x x
Anos de Prática Tempo de Reação
MASCULINO
0,928 0,380
(n=197)
FEMININO
0,210 0,097
(n=129)
* p≤0,05
29
DISCUSSÃO
Para os objetivos desse estudo, as variáveis antropométricas não foram comparadas
com o nível de Conhecimento Tático Declarativo (CTD). Pode-se observar que, em média, os
indivíduos dispunham da mesma faixa etária, porém, os meninos apresentaram maior massa
corporal e estatura, quando comparados as meninas, embora, todos os sujeitos apresentaram-
se dentro de uma curva normal de crescimento para a faixa etária de 15 a 17 anos
(AGOSTINETE et al., 2015).
Para análise do nível de CTD, observa-se na tabela 02, que a maioria dos sujeitos da
amostra (masc = 197; fem = 129) encontram-se com um potencial em evolução, além disso,
encontrou-se 37 indivíduos do sexo masculino com o potencial médio e 10 sujeitos do sexo
feminino com esse mesmo nível, e apenas 03 indivíduos do sexo masculino e 01 atleta do
sexo feminino encontra-se com o potencial acima da média. Mesmo encontrando resultados
significativos para a variável sexo, isso não significa que os indivíduos do sexo masculino são
mais inteligentes, quando comparados as atletas do sexo feminino, até porque, a maior parte
da amostra encontra-se com o potencial em evolução, no que diz respeito à aprendizagem
(nível de CTD) do handebol.
Em recente estudo, Caldas et al., (2016) ao investigar o nível de CTD em atletas do
sexo feminino do handebol (categoria adulta) e relacionando-o ao tempo de prática,
encontraram resultados semelhantes a este estudo para o nível de CTD, os sujeitos
encontravam-se com o potencial também em evolução.
Isso nos leva a refletir e aprofundar o conhecimento em outros estudos, por exemplo:
investigar o nível de CTD e a metodologia de ensino, de forma longitudinal
(acompanhamento de sessões de treino), para tentar descobrir o que muda de acordo com a
idade, sexo, tempo de prática e metodologia de ensino.
Em outro estudo, nesse caso, investigando o nível de CTD no futebol, Giacomini et al.
(2011), encontraram resultados semelhantes a esta investigação, para atletas da categoria
infantil, porém, esses atletas apresentaram melhores resultados, quando comparados a atletas
juniores, contrariando a literatura que investiga o CTD nos esportes coletivos, visto que,
atletas mais experientes, tendem a apresentar melhor desempenho em testes que mensuram o
nível de CTD, devido a variável anos de prática (ABURACHID et al., 2014; FURLEY;
MEMMERT, 2015).
Sobre a variável posição de jogo, observa-se na tabela 3, diferença significativa entre o
nível de CTD e essa variável, apenas entre as atletas do sexo feminino. Essa diferença foi
significativa em atletas com idades entre 15 e 17 anos, possivelmente, por pertencerem a
30
escolas diferentes, dessa forma, essas atletas experimentaram métodos de ensino e de treino
distintos. Para os meninos, não foi encontrado resultado significativo.
Irokawa et al. (2011), entrevistando atletas juvenis de futebol, com um protocolo
específico para essa modalidade, também não encontraram resultados significativos entre o
nível de CTD e a posição de jogo, corroborando com o referido estudo.
Por conseguinte, também concordando com o estudo de Giacomini et al., (2011), no
qual, não foram encontrados resultados significativos entre o nível de CTD e a posição de
jogo, nesta pesquisa não encontrou-se resultados significativos entre as mesmas variáveis para
ambos os sexos. À vista disso, se faz necessário novas investigações com aumento da
amostra, outras categorias, outras escolas e clubes, para verificar o que ocorre com essas
variáveis ao longo tempo; isso para atletas em formação e os ditos atletas de alto nível.
Neste estudo foi utilizado um protocolo específico que mede o nível de CTD
(percepção e tomada de decisão) dos atletas, concomitantemente, esse teste também forneceu
o tempo de reação desses sujeitos. Conforme Matias e Greco (2010), a tomada de decisão nos
esportes coletivos, ocorre em série ou em paralelo, consequentemente, relacionada ao nível de
experiência e desempenho (conhecimento e habilidade) do atleta.
Atletas infantis apresentam níveis de CTD diferente de atletas adultos ou ditos experts,
por essa razão, apresentaram potenciais em evolução. Em outro estudo Matias e Greco (2013),
entrevistaram atletas de voleibol (levantadores), da categoria mirim ao adulto, descobriram
que todos tomam decisões corretas, mas, os atletas adultos tomaram as melhores decisões no
teste do nível de CTD nessa modalidade, sem diferença entre os sexos. Isto corrobora com
este estudo, onde foram encontradas respostas que dizem respeito à categoria infantil
(potencial em evolução) para atletas em formação e de sexos diferentes.
A respeito da variável tempo de reação, a mesma tem sido monitorada junto a estudos
com a neurociência cognitiva e a prática do esporte coletivo em diferentes ambientes. Essa
capacidade física se apresenta como menor intervalo de tempo entre um estímulo sensorial e a
execução de uma resposta motora (CONDE; TEIXEIRA; MIRANDA, 2014), e no handebol,
poderá ser a realização de um gesto motor (fundamento do jogo), para solucionar uma
situação problema de ataque.
O tempo de reação, a percepção e a tomada de decisão, Segundo Sternberg (2008;
2014), está intimamente relacionada com o processo cognitivo da atenção, a mesma é um
processo mental que surge como filtro, geralmente as pessoas filtram os estímulos que são
mais importantes em suas vidas. Esta variável se divide em atenção distributiva e
concentrativa (foco), e os resultados encontrados nos mostram que, mesmo não encontrando
31
diferenças significativas entre o nível de CTD e o tempo de reação em toda amostra (tabela 3),
os indivíduos do sexo feminino se apresentaram mais rápidos em média para responder ao
protocolo (tabela 1); parece que essas atletas (37,3) estavam mais concentradas, quando
comparadas aos meninos (40,8), no momento do teste.
CONCLUSÕES
Após comparação das variáveis investigadas, com o nível de CTD de atletas de
handebol escolares, do estado de Pernambuco, constatou-se que esses sujeitos estão em pleno
desenvolvimento da aprendizagem dessa modalidade (potencial em evolução). O tempo de
prática e o tempo de reação não sofreram influência do nível de CTD nessa investigação.
Apenas as variáveis sexo e a posição de jogo, no feminino, sofreram alterações, devido a
participação de diferentes escolas (atletas e metodologia distintas), demonstrando
consequentemente, diferentes níveis de percepção e tomada de decisão desses indivíduos.
LIMITAÇÕES E PERSPECTIVAS
Diante dos nossos achados, o estudo apresenta algumas limitações. O mesmo ocorreu
de forma transversal e, é possível testar e retestar os indivíduos, e descrever os resultados das
equipes nos campeonatos em que participam. Por outro lado, como perspectiva de novas
investigações, o estudo pode ter uma coleta de dados com atletas e treinadores, observando a
percepção e a tomada de decisão de ambos, ademais, pode-se realizar um acompanhamento da
metodologia de ensino e de treino, observando a utilização de processos cognitivos inerentes a
prática desse esporte.
32
5 CONCLUSÃO
Após comparação das variáveis investigadas, com o nível de CTD de atletas de
handebol escolares, do estado de Pernambuco, constatou-se que esses sujeitos estão em pleno
desenvolvimento da aprendizagem dessa modalidade (potencial em evolução). O tempo de
prática e o tempo de reação não sofreram influência do nível de CTD nessa investigação.
Apenas as variáveis sexo e a posição de jogo, no feminino, sofreram alterações, devido a
participação de diferentes escolas (atletas e metodologia distintas), demonstrando
consequentemente, diferentes níveis de percepção e tomada de decisão desses indivíduos.
33
REFERÊNCIAS
ABURACHID, Layla et al. Perfil do conhecimento tático de crianças de 8 a 12 anos nos jogos
esportivos coletivos. Coleção Pesquisa em Educação Física, Várzea Paulista-SP, v. 13, n. 3,
p. 91-98, 2014.
FURLEY, Philip; MEMMERT, Daniel. Creativity and working memory capacity in sports:
working memory capacity is not limiting factor in creative decision making amongst skilled
performers. Frontiers in psychology, Lausane, v. 6, n. 115, p. 1-7, 2015.
GIACOMINI, Diogo Shüler; SILVA, Erick Godinho; GRECO, Pablo Juan. Comparação do
conhecimento tático declarativo de jogadores de futebol de diferentes categorias e posições.
Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Porto Alegre, v. 33, n. 2, p. 445-463, 2011.
que atua em campo. Educação Física [Link], Revista Digital, Buenos Aires, v. 15, n.
154, 2011.
MATIAS, Cristiano Júlio Matias; GRECO, Pablo Juan. Cognição e ação nos jogos esportivos
coletivos. Ciências & Cognição, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 252-271,2010.
MATIAS, Cristiano Júlio Matias; GRECO, Pablo Juan. O conhecimento tático declarativo
dos levantadores campeões de voleibol. Motriz, Rio Claro, v. 19, n. 1, p. 185-194, 2013.
MENEZES, Rafael Pombo; REIS, Heloísa Helena Baldy; FILHO, Hugo Tourinho. Ensino-
aprendizagem-treinamento dos elementos técnicos-táticos defensivos individuais do handebol
nas categorias infantil, cadete e juvenil. Movimento, Porto Alegre, v. 1, n. 21, p. 261-273,
2015.
STERNBERG, Robert. Teaching about the nature of intelligence. Intelligence, v. 42, p. 176-
179, 2014.
DORSH, F.; HACKER, H.; STAPF, K. H. Dicionário de Psicologia. Petrópolis: Ed. Vozes,
2001.
GARGANTA, J. Para uma teoria dos jogos desportivos coletivos. In: GRAÇA, A.;
OLIVEIRA, J. (eds.) O ensino dos jogos desportivos. [Link]. Porto: Universidade do Porto,
1998, pp. 11- 26.
SCHMIDT, R. A.; LEE, T. Motor control and learning: a behavioral emphasis. 3 ed.
Champaign: Human Kinetics, 2005.
ANEXO
TÍTULO DO ARTIGO NA LÍNGUA ORIGINAL (PORTUGUÊS, INGLÊS,
ESPANHOL OU FRANCÊS; TIMES NEW ROMAN 12, CENTRALIZADO)
1 INTRODUÇÃO
O texto deve ser formatado em Times New Roman, corpo 12, espaço 1,5 justificado.
Deve haver uma linha de espaço entre o título e o primeiro parágrafo. O primeiro parágrafo de
cada item deve apresentar entrada de 1,25, conforme este modelo. O tamanho para artigos
originais e ensaios não devem exceder a 6.000 palavras com espaço, incluindo resumos e
referências bibliográficas. As resenhas devem não devem exceder a 2.500 palavras, com
espaço. A revista Movimento adota as seguintes normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas:
a) Artigo de periódico NBR 6022/03;
b) Resumo NBR 6028/03;
c) Referências NBR 6023/02;
d) Citações NBR 10520/02;
e) Numeração progressiva NBR 6024/12.
As normas devem ser consultadas caso não seja encontrado no presente modelo o
exemplo necessário.
Use a forma completa do nome de todas as organizações e entidades normalmente
conhecidas por suas siglas na primeira ocorrência e, subsequentemente, basta usar a sigla. Por
exemplo, Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Números de um a dez devem ser escritos
por extenso. Termos estrangeiros, nomes de obras (livros, periódicos, filmes, programas, por
exemplo) devem ser marcados em itálico.
As notas de conteúdo no rodapé devem ser inseridas com fonte Times New Roman,
corpo 10, espaço 1,0, justificado, conforme exemplo1. Não serão aceitas notas bibliográficas
de rodapé, que devem estar relacionadas na lista final de referências e tampouco as expressões
id, idem, ibid, ibidem, cf.
2 EXEMPLOS DE CITAÇÕES
1
Uma nota de rodapé é um breve texto que apresenta comentários a respeito de algum trecho do corpo do artigo.
40
citações de livros em outras línguas, o autor deve traduzir e indicar na referência (tradução
nossa).
a) Citação indireta no corpo do texto, um autor ou entidade: (SOBRENOME, ano) ou
(NOME DA ENTIDADE POR EXTENSO, ano);
b) Citação indireta no corpo do texto, autores e obras distintas: (SOBRENOME, ano;
SOBRENOME, ano);
c) Citação indireta no corpo do texto, dois autores de uma obra: (SOBRENOME;
SOBRENOME, ano);
d) Citação direta até três linhas: “O presente artigo será encaminhado para a revista
Movimento, publicação científica da Escola de Educação Física da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul.” (SOBRENOME, ano, p. 00).
e) Citação direta até três linhas com grifo do autor ou grifo nosso: “O presente artigo será
encaminhado para a revista Movimento, publicação científica da Escola de Educação
Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.” (SOBRENOME, ano, p. 00, grifo
nosso).
f) Para omitir parte de citação direta: “[...] encaminhado para a revista Movimento,
publicação científica da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul que tem como principal finalidade [...] e difundir a produção acadêmica de
pesquisadores.” (SOBRENOME, ano, p. 00).
g) Citação direta longa (mais de três linhas) deve ser destacada do corpo do texto:
Utilize Times 11 espaço simples justificado com recuo de parágrafo à
esquerda de 4cm. A citação direta é a cópia exata de um texto. Caso o
documento original contenha algum tipo de grifo, como uma palavra em
negrito, em itálico ou sublinhado, a sua citação deve ter esse tipo de grafia,
acrescentada com a observação “grifo do autor”. (SOBRENOME, ano, p.
00).
3 ILUSTRAÇÕES
A diferença entre o Quadro e Tabela reside mais no fato de que na tabela o dado
numérico é parte principal e para as demais informações, utiliza-se a forma de Quadro.
Devem ser numeradas em algarismos arábicos, sequenciais, inscritos na parte superior,
precedida da palavra que a caracteriza. Colocar um título por extenso, inscrito no topo da
tabela/quadro/figura, para indicar a natureza e abrangência do seu conteúdo. A fonte deve ser
41
Quadro 1– Dados sobre a circulação (Times New Roman 10 pontos, espaçamento simples).
Times New
Roman, 10 pontos
Fonte: Instituto de Circulação – [Link] (Times New Roman, 8 pontos, espaçamento simples).
Tabela é uma “[...] forma não discursiva de apresentar informações das quais o dado
numérico se destaca como informação central” (ASSOCIAÇÃO..., 2011, p. 4). Devem ser
inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem e padronizadas conforme o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Devem se restringir ao mínimo
necessário e deve ser citada a fonte.
Na edição final do artigo os revisores poderão aconselhar alterações na quantidade e
tamanho das tabelas a fim de se manter o padrão da revista.
Tabela 1 – Título da tabelaDados sobre a circulação (Times New Roman 10 pontos, espaçamento simples).
Nome Dados 1 Dados 2 Dados 3
Categoria1 01,1 01,2 01,3
Categoria 2 02,1 02,2 02,3
Categoria 3 03,1 03,2 03,3
Total 6,3 6,6 6,9
Fonte: dados da pesquisa (Times New Roman, 8 pontos, espaçamento simples).
REFERÊNCIAS
Na lista final devem constar os documentos citados no texto conforme a NBR 6023 e
estar ordenada alfabeticamente.
As referências devem estar em Times New Roman 12 com espaço simples e espaço
1,0 entre referências, alinhadas à esquerda, observando a marcação de negrito específica para
os exemplos que constam nas instruções para autores.
Se o documento estiver online, obrigatoriamente seu link deve estar ativo e constar a
data de acesso.
Os prenomes dos autores, os títulos de revistas e entidades devem ser descritos por
extenso.
Confira com atenção se todas as obras citadas no texto estão referenciadas de forma
completa nas Referências.
Exemplos:
ADELMAN, Miriam. Mulheres no esporte: corporalidades e subjetividades. Movimento,
Porto Alegre, v. 12, n. 1, p.11-29, jan./abr. 2006.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
BRASIL. Decreto n.º 60.450, de 14 de abril de 1972. Regula a prática de educação física em
escolas de 1º grau. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 126,
n. 66, p. 6056, 13 abr. 1972. Seção 1, pt. 1.
CRUZ, Isabel et al. (Org.).Deusas e guerreiras dos jogos olímpicos. 4. ed. São Paulo: Porto,
2006. (Coleção Fio de Ariana).
43