100% acharam este documento útil (1 voto)
993 visualizações34 páginas

N-2689 Contec Operação de Oleoduto Terrestre e Submarino: - Público

Este documento descreve as alterações feitas à norma N-2689 REV. B da Petrobras sobre operação de oleodutos terrestres e submarinos. Foi acrescentada a análise de risco à seções 12.1.1, 12.2.2 e alterada a subseção 12.2.5.1. Também foi excluída uma nota da seção 12.

Enviado por

Leandro Marinho
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (1 voto)
993 visualizações34 páginas

N-2689 Contec Operação de Oleoduto Terrestre e Submarino: - Público

Este documento descreve as alterações feitas à norma N-2689 REV. B da Petrobras sobre operação de oleodutos terrestres e submarinos. Foi acrescentada a análise de risco à seções 12.1.1, 12.2.2 e alterada a subseção 12.2.5.1. Também foi excluída uma nota da seção 12.

Enviado por

Leandro Marinho
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 10 / 2017

CONTEC
Comissão de Normalização
Técnica Operação de Oleoduto Terrestre e
Submarino
SC-13
Oleodutos e Gasodutos
2a Emenda

Esta é a 2a Emenda da PETROBRAS N-2689 REV. B, que incorpora a 1a emenda, e se destina a


modificar o seu texto na(s) parte(s) indicada(s) a seguir:

NOTA 1 A(s) nova(s) página(s) com a(s) alteração(ões) efetuada(s) está(ão) colocada(s) na(s)
posição(ões) correspondente(s).
NOTA 2 A(s) página(s) emendada(s), com a indicação da data da emenda, está(ão) colocada(s) no
final da norma, em ordem cronológica, e não devem ser utilizada(s).

CONTEÚDO DA 1ª EMENDA - 10/2016

- Subseção 12.1.4

Alteração do texto.

CONTEÚDO DA 2ª EMENDA - 10/2017

- Seção 12

Exclusão da Nota.

- Subseção 12.1.1

Incluir h) análise de risco.

- Subseção 12.2.2

Incluir l) análise de risco.

- Subseção 12.2.5.1

Alteração do texto.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 1 página


-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

Operação de Oleoduto Terrestre e


Submarino

Procedimento

Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.


Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
CONTEC eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
Comissão de Normalização ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela
Técnica Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de
caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 13 CONTEC - Subcomissão Autora.

Oleodutos e Gasodutos As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S. A. - PETROBRAS, de aplicação interna na PETROBRAS e Subsidiárias,
devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços,
conveniados ou similares conforme as condições estabelecidas em
Licitação, Contrato, Convênio ou similar.
A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos
governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos
próprios usuários.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são
comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas
Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as
Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos
representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS
está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a
cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são
elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas
sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 26 páginas, Índice de Revisões e GT


-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

Sumário

Prefácio.................................................................................................................................................... 4 

1 Escopo ................................................................................................................................................. 4 

2 Referências Normativas ...................................................................................................................... 4 

3 Simbolos e Siglas ................................................................................................................................ 5 

4 Termos e Definições............................................................................................................................ 6 

5 Documentação .................................................................................................................................... 9 

5.1 Manual de Operação ............................................................................................................ 10 

5.2 PMO ..................................................................................................................................... 10 

5.2.1 Abrangência ................................................................................................................. 10 

5.2.2 Conteúdo Mínimo do PMO .......................................................................................... 10 

5.2.3 Elaboração ou Revisão do PMO.................................................................................. 11 

5.2.4 Controle de Distribuição ............................................................................................... 11 

5.3 Plano de Respostas a Emergências (PRE) ......................................................................... 12 

5.4 Protocolo de Responsabilidades (PR) ................................................................................. 12 

6 Pré-Operação .................................................................................................................................... 12 

6.1 Introdução ............................................................................................................................ 12 

6.2 Coordenação ........................................................................................................................ 13 

6.3 Planejamento ....................................................................................................................... 13 

6.4 Execução.............................................................................................................................. 13 

6.5 Registro ................................................................................................................................ 14 

7 Operação ........................................................................................................................................... 14 

7.1 Disposições Gerais .............................................................................................................. 14 

7.2 Registros .............................................................................................................................. 14 

7.3 Delegação ............................................................................................................................ 15 

7.4 Etapa de Análise da Programação ...................................................................................... 15 

7.5 Etapa de Preparação ........................................................................................................... 15 

7.5.1 Preparação ................................................................................................................... 16 

7.5.2 Pronto a Operar ........................................................................................................... 16 

2
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

7.6 Etapa do Regime Transitório ............................................................................................... 17 

7.7 Etapa do Regime Permanente ............................................................................................. 17 

7.8 Etapa de Repouso................................................................................................................ 18 

7.9 Operações Sem o Monitoramento das Variáveis de Processo em Tempo Real ................ 18 

7.10 Diferença de Volumes Acumulados (dVa) ......................................................................... 19 

7.11 Diferença de Vazões Instantâneas (dVi) ........................................................................... 19 

7.12 Operação Pulmão .............................................................................................................. 19 

8 Alterações das Condições de Operação ........................................................................................... 19 

8.1 Pressão Máxima de Operação............................................................................................. 19 

8.2 Redução da PMOA .............................................................................................................. 19 

8.3 Elevação da PMOA Corrente ............................................................................................... 20 

9 Injeção de Produtos Químicos .......................................................................................................... 20 

10 Passagem de “pig” em Oleoduto ..................................................................................................... 20 

11 Condicionamento para Intervenção e Retorno à Operação............................................................ 20 

11.1 Introdução .......................................................................................................................... 20 

11.2 Coordenação ...................................................................................................................... 21 

11.3 Planejamento ..................................................................................................................... 21 

11.4 Retorno a Operação ........................................................................................................... 21 

12 Desativação de Oleoduto ................................................................................................................ 21 

12.1 Desativação Temporária .................................................................................................... 21 

12.2 Desativação Permanente ................................................................................................... 23 

14 Auditoria........................................................................................................................................... 26 

15 Situações não Previstas .................................................................................................................. 26 

3
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

Prefácio

Esta norma cancela e incorpora a PETROBRAS N-2240, com as devidas atualizações e adaptações.
O conceito de operação adotado para o título desta norma passa a ter um caráter mais abrangente,
englobando as atividades operacionais desenvolvidas ao longo de toda vida do oleoduto, desde a
pré-operação até uma eventual desativação. A principal alteração nesta revisão “B” refere-se ao
alinhamento com o Regulamento Técnico ANP no 2/2011.

1 Escopo

1.1 Esta norma fixa as condições exigíveis e estabelece as diretrizes e responsabilidades relativas à
coordenação, controle e supervisão, a serem seguidas na operação de oleodutos de transporte e
transferência, terrestres e submarinos, para movimentação de petróleo, seus derivados,
biocombustíveis, álcoois, amônia, oxigenados e água, visando a segurança operacional, a qualidade
dos produtos e a preservação do meio ambiente.

NOTA Na aplicação desta Norma o termo oleoduto refere-se, indistintamente a um oleoduto ou a


um sistema de oleoduto.

1.2 Para a consecução deste objetivo devem ser estabelecidos e implementados procedimentos
operacionais específicos para cada oleoduto.

1.3 Esta Norma se aplica a oleodutos de propriedade das empresas do sistema PETROBRAS ou de
UOTs quando operados por empresas do sistema PETROBRAS.

NOTA A aplicação desta norma a oleodutos de propriedade das empresas do sistema


PETROBRAS e operados por UOTs deve ser prevista em contrato específico.

1.4 Estão excluídos da abrangência desta norma:

a) oleodutos submarinos das áreas de produção que movimentam petróleo bruto ainda não
tratado até sua especificação final de petróleo;
b) tubulações de carga e, ou descarga de vagões-tanque e caminhões-tanque;
c) tubulações de carga e, ou descarga de navios "offshore", exceto os sistemas de
monobóias de carga e, ou descarga de navios interligados a terminais;
d) linhas de produção e de coleta de petróleo "onshore" e "offshore";
e) dutos de água de injeção em poços;
f) adutoras;
g) tubulações internas à área industrial.

1.5 Esta norma deve ser aplicada a partir da data de sua edição.

1.6 Esta norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para


referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.

Regulamento Técnico ANP no 2/2011 - Regulamento Técnico de Dutos Terrestres para


Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás Natural - RTDT;

4
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

PETROBRAS N-462 - Fabricação, Construção, Montagem, Instalação e Pré-


Comissionamento de Dutos Rígidos Submarinos;

PETROBRAS N-464 - Construção, Montagem e Condicionamento de Duto Terrestre;

PETROBRAS N-1487 - Inspeção de Dutos Rígidos Submarinos;

PETROBRAS N-2098 - Inspeção de Duto Terrestre em Operação;

PETROBRAS N-2632 - Elaboração de Informações Básicas de Empreendimentos de


Transporte;

PETROBRAS N-2634 - Operações de Passagem de “Pigs” em Dutos;

PETROBRAS N-2644 - Plano de Resposta a Emergências;

PETROBRAS N-2726 - Terminologia de Dutos;

PETROBRAS N-2727 - Manutenção de Oleoduto e Gasoduto Submarinos;

PETROBRAS N-2737 - Manutenção de Oleoduto e Gasoduto Terrestre;

PETROBRAS N-2785 - Monitoração, Interpretação e Controle da Corrosão Interna em


Dutos;

PETROBRAS N-2786 - Avaliação de Defeitos e Modos de Falha em Oleodutos e Gasodutos


Terrestres e Submarinos Rígidos em Operação;

ABNT NBR 15280-1:2009 - Dutos Terrestres- Parte 1 – Projeto.

3 Simbolos e Siglas

ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis;

RTDT - Regulamento Técnico de Dutos Terrestres;

PE - Padrão de Execução;

APR - Análise Preliminar de Risco;

CCO - Centro de Controle Operacional;

dVa - Diferença de Volumes Acumulados;

dVi - Diferença de Vazões Instantâneas;

PRE - Plano de Resposta a Emergência;

PMO - Procedimento Mútuo de Operação;

PMOA - Pressão Máxima de Operação Admissível

PR - Protocolo de Responsabilidades;

UO - Unidade Operacional;

UOT - Unidade Operacional de Terceiro

5
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

4 Termos e Definições

Para os propósitos desta norma, aplicam-se os termos e definições da PETROBRAS N-2726, os


contidos no RTDT e os itens a seguir.

4.1
abertura ou quebra de coluna líquida
interrupção da coluna de liquido em um ponto do duto devido à queda de pressão, abaixo da pressão
de vapor do produto. Esta vaporização local rompe, parcial ou totalmente, a continuidade entre o
escoamento a montante e a jusante

4.2
centro de controle operacional
centro responsável pela coordenação, supervisão e controle das operações dos oleodutos

4.3
controle centralizado
controle, supervisão e coordenação operacional realizados com monitoramento das variáveis de
processo em tempo real por um CCO

4.4
controle distribuído
controle, supervisão e coordenação operacional realizados pelas UOs envolvidas e, ou UOTs,
conforme limites de responsabilidade definidos, de comum acordo, no PMO ou em procedimento
específico

4.5
delegação
transferência procedimentada da responsabilidade do monitoramento e/ou controle de uma variável
crítica de processo de uma operação

4.6
dVa
método de detecção de vazamento no qual é apurada a diferença entre volumes recebidos e
expedidos durante operação em oleoduto

4.7
equipamentos e instrumentos críticos
equipamentos e instrumentos considerados fundamentais para segurança das operações dos
sistemas de oleodutos

4.8
espaço vazio
corresponde ao volume a ser preenchido no oleoduto quando do início do bombeamento até a
estabilização do processo

4.9
especificação final de petróleo
níveis de salinidade, água e sedimentos recomendáveis na corrente de petróleo após a separação e
tratamento

6
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

4.10
expedidor
UO ou UOT de origem do produto transferido

4.11
gerenciamento de alarmes
processo e práticas para conceber, projetar, documentar, operar, monitorar e manter um sistema de
alarmes

4.12
hierarquia operacional
limites de responsabilidades e atribuições dos participantes da operação de um oleoduto, definidos no
PMO ou em PE

4.13
injeção
adição de qualquer produto em um oleoduto em operação

4.14
intermediário
UO ou UOTs localizada entre o expedidor e o recebedor e que possa de alguma forma interferir nas
variáveis de processo, alinhamentos, injeções, sangrias e operação pulmão

4.15
item de bombeamento
código atribuído a um determinado volume de produto em função de suas características de origem e
qualidade, com o propósito de conferir rastreabilidade

4.16
ocorrências anormais
situações em que o comportamento das variáveis de processo não são condizentes com os
parâmetros operacionais definidos para as etapas de regime transitório, regime permanente e
repouso

4.17
“offshore”
refere-se às instalações de exploração e de produção de petróleo, localizadas no mar territorial, na
plataforma continental e na zona econômica exclusiva

4.18
“onshore”
refere-se às instalações de exploração e de produção de petróleo, localizadas no continente ou na
orla marítima

4.19
operação de oleoduto
conjunto de atividades envolvendo a movimentação de produtos, em regime contínuo e prolongado,
através do oleoduto

4.20
operação pulmão
operação de envio e recebimento de produto ocorrendo simultaneamente em um mesmo tanque

7
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

4.21
órgão operacional
entidade organizacional responsável pela coordenação, supervisão e controle das operações

4.2.2
padrão crítico
documento que descreve tarefa considerada perigosa ou que possa gerar impacto na segurança
operacional do duto

4.23
Padrão de Execução (PE)
documento de aplicação local que descreve uma ou mais tarefas, de forma detalhada, podendo ser
um desdobramento do PMO

4.24
planos e procedimentos
conjunto de informações documentadas relativas às atividades da pré-operação, operação e
situações de emergência elaboradas para um oleoduto

4.25
PMO
documento elaborado em comum acordo pelas UOs, CCO e UOT diretamente envolvidos na
operação de um sistema de oleodutos

4.26
produto
qualquer líquido movimentado no oleoduto, ou seja, petróleo, seus derivados, biocombustíveis,
álcoois, amônia, oxigenados e água

4.27
produto aquecido
produto que apresenta alta viscosidade a temperatura ambiente e/ou alto ponto de fluidez,
necessitando de aquecimento para escoamento

4.28
programação
conjunto de informações documentadas relativas aos principais dados de uma operação de
transferência de produto

4.29
pronto a operar
informação que retrata a situação dos alinhamentos e demais instalações em prontas condições para
iniciar ou reiniciar as operações

4.30
recebedor
UO ou UOT de destino do produto transferido

8
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

4.31
regime permanente
corresponde às condições de escoamento do duto nas quais todos os parâmetros operacionais, em
qualquer ponto ao longo do duto, permanecem aproximadamente constantes durante um período de
tempo

4.32
regime transitório
corresponde às condições de escoamento do duto nas quais há variações significativas de um ou
mais parâmetros operacionais - ao longo do mesmo - durante um período de tempo

4.33
sangria
retirada parcial de produto, ao longo do oleoduto, dentro de uma mesma operação, sem interrupção
do bombeamento

4.34
sistema de oleoduto
sistema composto por um ou mais oleodutos, interligados ou não, destinado ao transporte ou
transferência de produtos líquidos, incluindo as instalações associadas

4.35
Unidade Operacional (UO)
subdivisão geograficamente distinta de um órgão operacional do sistema PETROBRAS, ou ainda, o
próprio órgão quando não houver subdivisões geográficas

4.36
Unidade Operacional de Terceiro (UOT)
pessoas jurídicas externas ao sistema PETROBRAS e envolvidas nas operações de dutos com o
sistema PETROBRAS

4.37
variáveis críticas de controle de processo
variáveis consideradas críticas para garantir o controle das operações dos oleodutos, tais como:
pressão, vazão, temperatura (para operações com produtos aquecidos ou refrigerados) e densidade
(para corte de interface remota)

4.38
virada de fluxo
desvio total do fluxo de produto, dentro de uma mesma operação, alterando o alinhamento para
novo(s) recebedor(es) sem interrupção do bombeamento

5 Documentação

Devem estar disponíveis no CCO e nas UOs, para pleno uso dos técnicos da área de operação, os
seguintes documentos atualizados relativos a cada oleoduto:

a) manual de operação do sistema de oleoduto;


b) PMOs, PEs, protocolos e, ou contratos, quando aplicáveis;
c) PRE;
d) quaisquer dos documentos complementares citados nesta Norma, quando aplicáveis.

NOTA Estes documentos devem ser disponibilizados já na fase de pré-operação.

9
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

5.1 Manual de Operação

Documento contendo conjunto de informações que orienta as atividades operacionais do oleoduto.


Deve ser elaborado pelo órgão responsável pelo projeto/construção do oleoduto, complementado e
atualizado pelo órgão responsável pela sua operação.

5.1.1 O manual de operação deve conter, no mínimo, os seguintes itens:

a) descrição geral e dados de projeto do oleoduto ou sistema de oleodutos, incluindo seus


equipamentos e instrumentos;
b) características físico-químicas e de segurança do produto transportado e dos insumos;
c) fluxogramas de engenharia;
d) perfil longitudinal, materiais e espessuras de parede do oleoduto;
e) gradiente hidráulico para cada produto bombeado com a PMOA para cada ponto do perfil;
f) características do sistema de bombeamento;
g) definição dos limites admissíveis das variáveis de processo, definição dos ajustes dos
dispositivos de proteção e descrição dos inter-travamentos;
h) registro do teste hidrostático mais recente;
i) mapa de localização do oleoduto;
j) mapa de acesso às válvulas intermediárias;
k) tabela contendo volumes físicos entre válvulas de bloqueio e estações.

5.1.2 O manual de operação deve ser revisado sempre que houver alteração nos itens listados em
5.1.1 visando sua atualização ou quando necessário para seu aperfeiçoamento.

5.1.3 A versão atualizada do manual de operação deve estar disponível e acessível para todo o
pessoal envolvido na operação.

5.1.4 As versões anteriores do manual de operação devem ser arquivadas pelo período mínimo de 5
anos após a data de sua revisão, substituição ou cancelamento.

5.2 PMO

Documento a ser elaborado pelas UOs, CCO e UOTs, envolvidos na operação do oleoduto,
estabelecendo critérios executivos operacionais.

NOTA Para os oleodutos situados dentro da mesma UO ou interligando instalações de produção de


petróleo e gás, fica dispensado o PMO, devendo ser elaborados procedimentos específicos.

5.2.1 Abrangência

O PMO deve definir claramente sua abrangência e responsabilidades em relação às UOs e UOTs
envolvidas, bem como em relação aos limites físicos do oleoduto.

NOTA Admite-se um único PMO para mais de um oleoduto, quando houver o tratamento unificado
de assuntos comuns.

5.2.2 Conteúdo Mínimo do PMO

5.2.2.1 Definição da hierarquia operacional, dos valores dos espaços vazios no sistema caso
existam, da diferença dos volumes acumulados (dVa) e seus limites, da diferença das vazões
instantâneas quando couber, para orientação das etapas de preparação, regime transitório, regime
permanente e repouso.

10
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

5.2.2.2 Estabelecimento dos limites operacionais e de segurança das variáveis críticas de controle de
processo com base no manual de operação do duto e, ou dados fornecidos pelo órgão da engenharia
de processo responsável pelo oleoduto, contemplando todas as etapas e os possíveis cenários de
operação.

5.2.2.3 Estabelecimento de intervalo de tempo para o monitoramento das variáveis críticas de


controle de processo e dVa, para:

a) oleoduto com Controle Distribuído;


b) interligação entre oleoduto com Controle Centralizado e oleoduto com Controle
Distribuído; e
c) interligação entre oleodutos com Controle Centralizado por CCOs distintos.

5.2.2.4 Definição dos pressupostos do pronto a operar incluindo também a definição dos
interlocutores e dos responsáveis pela emissão do pronto a operar.

5.2.2.5 Estabelecimento dos critérios de delegação e de comunicação, de monitoramento das


variáveis de processo nas etapas operacionais e de reinício de operação após interrupções
motivadas por anormalidades operacionais.

5.2.2.6 Estabelecimento das ações para as ocorrências anormais relacionadas à segurança e aos
riscos ambientais, inclusive critérios para a interrupção da operação.

5.2.2.7 Relação de equipamentos e instrumentos críticos dos oleodutos para a operação.

5.2.2.8 Estabelecimento de sistemática geral de registros de eventos operacionais e de ocorrências


anormais.

NOTA A estruturação do PMO deve atender aos padrões de elaboração de documentos do Órgão
Operacional.

5.2.3 Elaboração ou Revisão do PMO

5.2.3.1 A elaboração ou a revisão do PMO ou procedimento específico deve ter a participação de


todos os envolvidos na operação do oleoduto. A aprovação cabe aos gerentes dos órgãos envolvidos.

5.2.3.2 O PMO ou procedimento específico deve ser revisado e atualizado sempre que houver
mudanças nos critérios ou nos procedimentos estabelecidos.

5.2.3.3 As versões anteriores do PMO ou procedimento específico devem ser arquivadas por
5 (cinco) anos, após sua revisão.

5.2.4 Controle de Distribuição

Deve haver um sistema de controle de distribuição de documentos que assegure o recebimento de


uma cópia controlada do PMO em sua última versão pelos órgãos operacionais envolvidos.

11
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

5.3 Plano de Respostas a Emergências (PRE)

5.3.1 Todo oleoduto, instalação ou sistema de oleodutos deve ser abrangido por um PRE e este
deve ser elaborado conforme requisitos da PETROBRAS N-2644 e do RTDT.

5.3.2 O acionamento para atendimento em casos de emergência deve ser realizado pelo CCO ou
pela Unidade responsável pelo local da ocorrência, onde não houver CCO.

5.4 Protocolo de Responsabilidades (PR)

5.4.1 Quando duas ou mais empresas estiverem envolvidas na operação de um oleoduto, seja como
transportador ou como recebedor dos produtos transportados, deve ser estabelecido um Protocolo de
Responsabilidade (PR) entre elas, com o objetivo de definir as responsabilidades de operação e de
preservação da integridade das instalações.

5.4.2 O PR deve ser elaborado por representantes formalmente indicados pelas empresas
envolvidas na operação e ser aprovado por seus gerentes operacionais. Deve, no mínimo:

a) descrever as instalações do oleoduto;


b) definir claramente o ponto físico de limite de responsabilidade de cada empresa;
c) descrever as atribuições e responsabilidades de cada parte;
d) estabelecer prazo de vigência;
e) estabelecer critérios de revisões;
f) permitir o encerramento antecipado;
g) estabelecer plano de auditorias periódicas;
h) definir o compartilhamento de equipamentos e recursos de resposta a emergências;
i) anexar licenças de operação, autorização de operação e procedimentos mútuos de
operação;
j) estabelecer sistemática de manutenção e calibração que garanta a confiabilidade dos
equipamentos e instrumentos críticos.

5.4.3 O PR deve ser revisado sempre que necessário, de acordo com os critérios estabelecidos
pelas empresas envolvidas.

5.4.4 O PR deve ser arquivado pelas empresas por 5 (cinco) anos, após sua revisão.

6 Pré-Operação

6.1 Introdução

6.1.1 A pré-operação de um oleoduto é um conjunto de atividades executadas pelos técnicos da UO


com apoio do órgão responsável pelo projeto/construção e montagem das instalações, conforme
estabelecido na elaboração do IBE, segundo a PETROBRAS N-2632, consistindo em:

a) Avaliação técnica da documentação e das instalações


b) enchimento do oleoduto com o fluido de operação;
c) adequação e eliminação de pendências das instalações, visando atingir as condições
normais e estáveis de operação;
d) treinamento das equipes de operação e manutenção.

12
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

NOTA 1 No caso de oleoduto terrestre, esta fase deve ser precedida pelo seu condicionamento,
conforme previsto na PETROBRAS N-464. No caso de oleoduto submarino a pré-operação
deve ser precedida pelas etapas de pré-comissionamento, conforme previsto na
PETROBRAS N-462.
NOTA 2 As atividades (a) e (b) devem ser conduzidas por uma equipe multidisciplinar a ser
constituída por técnicos das atividades de: operação, manutenção, projeto, SMS,
integridade e do órgão responsável pelo projeto/construção e montagem.

6.2 Coordenação

A pré-operação deve ser coordenada pela UO responsável pelo oleoduto, assistida pelos órgãos
responsáveis pelo projeto/construção e montagem, incluindo os responsáveis pelo gerenciamento da
integridade e executada por todas as UO e UOT envolvidas. A UO responsável deve nomear um
coordenador geral para condução das atividades de pré-operação.

6.3 Planejamento

O planejamento das atividades de pré-operação deve conter, entre outros, os seguintes itens:

a) manual de operação;
b) licenças e autorizações necessárias;
c) “data book” da instalação conforme previsto nas PETROBRAS N-462 e N-464;
d) protocolo de Responsabilidades, PMO ou Procedimento específico, devidamente
assinados;
e) PRE;
f) definição de todos os recursos necessários, tais como: equipe técnica, de apoio e
equipamentos disponíveis para atender a necessidade de execução de qualquer serviço
de instalação e/ou reparo durante a pré-operação, meios de acesso seguro à faixa do
oleoduto para veículos pesados, equipamentos de telecomunicação devidamente
testados para garantir comunicação de voz e dados de modo adequado e confiável;
“pigs” e gases inertes caso utilizados;
g) treinamento específico e distribuição da documentação necessária aos envolvidos;
h) informação prévia às comunidades vizinhas, autoridades locais e órgãos públicos por
onde passa o oleoduto;
i) matriz de responsabilidade para cada atividade;
j) APR envolvendo as UO, UOT e órgãos responsáveis pela construção;
k) disponibilidade do fluido de operação;
l) procedimento de pré-operação, incluindo:
— cálculos e simulações hidráulicas, a fim de determinar as condições operacionais
previstas, tais como, vazões, pressões, tempos de enchimento, passagem de “pig”
em válvulas, controle de pressão na chegada, etc.;especificação dos “pig” a serem
utilizados e procedimento de passagem dos mesmos, conforme PETROBRAS
N-2634;
— sistemas provisórios de descarte de fluidos;
— sistema adequado e confiável de comunicação abrangendo o oleoduto como um
todo, com procedimentos e critérios estabelecidos;
— mapas de acesso às instalações;
— lista de verificação a ser aplicada antes do início da pré-operação, incluindo
confirmação de alinhamentos;
m) definir responsável pela emissão de relatório técnico da pré-operação.

6.4 Execução

6.4.1 Deve ser realizada pela UO responsável pelo oleoduto, com participação dos órgãos de
projeto, construção e montagem e demais UO e/ou UOT envolvidas.

13
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

6.4.2 No início do enchimento do oleoduto com o fluído de operação, utilizar “pig” separador na
interface com o gás inerte ou água contidos no oleoduto, exceto nos oleodutos não pigáveis.

6.4.3 Recomenda-se que na pré-operação de oleoduto destinado ao transporte de produto aquecido,


iniciar o enchimento com um produto de baixa viscosidade à temperatura ambiente e baixo ponto de
fluidez, aquecido, para condicionamento do oleoduto. [Prática Recomendada]

6.5 Registro

6.5.1 Durante a pré-operação deve ser elaborado um relatório detalhado descrevendo a cronologia
dos eventos operacionais, anomalias verificadas, ações de correção implementadas e
recomendações. Este relatório deve ser divulgado e disponibilizado a todos os envolvidos.

6.5.2 Toda documentação gerada para a pré-operação deve ser numerada e arquivada no sistema
de documentação técnica da UO responsável pelo oleoduto.

7 Operação

7.1 Disposições Gerais

7.1.1 A fase de operação inicia-se ao final da pré-operação e se estende até a desativação do


oleoduto.

7.1.2 As variáveis de processo devem ser monitoradas, preferencialmente em tempo real, com o
estabelecimento de limites de alarmes.

7.1.3 Recomenda-se que todos os oleodutos sejam mantidos sem abertura de coluna em todas as
etapas operacionais e tenham o monitoramento e controle de suas variáveis de processo em tempo
real e de forma centralizada. [Prática Recomendada]

7.1.4 Recomenda-se que todo sistema de oleoduto possua uma sistemática de gerenciamento de
alarmes a fim de minimizá-los e otimizá-los. [Prática Recomendada]

7.2 Registros

7.2.1 Devem ser registradas todas ações tomadas nas etapas operacionais definidas nessa norma.
Estes registros devem estar associados ao momento da ocorrência e aos envolvidos.

7.2.2 Quando a ação é de informar, deve ser registrado também o conteúdo da informação e pessoal
envolvido nos contatos efetuados.

7.2.3 Deve ser estabelecida sistemática para identificar, coletar, indexar, acessar, arquivar,
armazenar, manter e dispor os registros escritos, os registros de voz e os registros de dados. Estes
registros devem ser mantidos, no mínimo, por 90 dias, após o fechamento da operação.

14
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

7.2.4 Nos casos de ocorrências anormais, todos os registros devem permanecer disponíveis durante
todo o período da análise da ocorrência.

7.3 Delegação

7.3.1 A operação de um oleoduto sem o monitoramento de uma variável crítica de controle de


processo é considerada uma operação de exceção e de caráter temporário.

7.3.2 Para a delegação devem ser observados os seguintes aspectos:

a) os critérios de delegação devem ser previstos no PMO;


b) o aceite da delegação implica em dispor de todas as condições operacionais e de
segurança, necessárias para a supervisão e/ou controle das variáveis de processo;
c) a delegação deve ser conferida com registros do ato de emissão e aceite;
d) normalizada a condição de supervisão e/ou, controle, a delegação deve ser cancelada
com o devido registro.

7.4 Etapa de Análise da Programação

No recebimento da programação, analisar e verificar o atendimento dos seguintes requisitos:

a) no CCO:
— disponibilidade do oleoduto a ser utilizado;
— previsão de início, término e interrupções;
— previsão de operação com “pigs”;
— conformidade do produto programado com o produto a ser movimentado;
— quantidade do produto disponível no expedidor para atender ao programado;
— compatibilidade das características dos produtos a serem movimentados com o
oleoduto a ser utilizado e seu inventário;
b) na UO:
— disponibilidade do oleoduto a ser utilizado;
— previsão de início, término e interrupções;
— garantia pela UO expedidora, da entrada de produto especificado ou obter a
liberação, do mesmo, para fins de sua movimentação, bem como, se a quantidade a
ser movimentada atende ao programado;
— garantia pela UO recebedora da verificação e especificação do produto
remanescente e do espaço disponível nos tanques para atender ao programado;
— previsão de operação com “pig”;
— compatibilidade das características dos produtos a serem movimentados com o
oleoduto a ser utilizado e seu inventário, quando a operação não for centralizada;
— destinos das interfaces;

NOTA 1 Caso algum destes requisitos não possa ser cumprido, informar a área de programação
para reavaliação.
NOTA 2 Produto com características físicas tais como viscosidade, ponto de fluidez, densidade,
BSW, teor de H2S, ácidos ou compostos corrosivos com valores incompatíveis com os
limites estabelecidos para o oleoduto, só pode ser movimentado após validação técnica e
negociação entre a Logística e o responsável pelo oleoduto, antes da programação da
movimentação.

7.5 Etapa de Preparação

Nesta etapa devem ser realizadas as atividades necessárias para o início da operação, consistindo
na preparação propriamente dita e no pronto a operar.

15
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

NOTA Recomenda-se que as instalações sejam dotadas de infra-estrutura de automação que


permita a execução e checagem do correto alinhamento. [Prática Recomendada]

7.5.1 Preparação

7.5.1.1 No controle centralizado compete:

a) ao CCO:
— informar aos envolvidos, quando aplicável: seqüência de itens de bombeamento e
previsão de lançamento de “pig”;
— informar, ainda, aos envolvidos: horários previstos de início, término e interrupções da
operação; vazão esperada ou quantidade de bombas;
— efetuar as medições necessárias à operação;
— efetuar o alinhamento do oleoduto de acordo com a hierarquia operacional definida;
— formalizar o pronto a operar imediatamente após a preparação do sistema conforme
7.5.2 desta Norma;
— informar às UOs envolvidas imediatamente antes do início efetivo da operação;
b) às UOs e UOTs:
— efetuar as medições necessárias à operação;
— confirmar a disponibilidade do oleoduto e do sistema de segurança;
— efetuar o alinhamento do oleoduto de acordo com a hierarquia operacional definida;
— confirmar a disponibilidade dos equipamentos e instrumentos críticos para operação
do oleoduto;
— formalizar o pronto a operar imediatamente após a preparação do sistema conforme
7.5.2 desta Norma.

7.5.1.2 No controle distribuído compete às UOs e, ou UOTs envolvidas:

a) efetuar as medições necessárias à operação;


b) confirmar a disponibilidade do oleoduto e do sistema de segurança;
c) efetuar o alinhamento do oleoduto de acordo com a hierarquia operacional definida;
d) confirmar a disponibilidade dos equipamentos e instrumentos críticos para operação do
oleoduto;
e) formalizar o pronto a operar conforme 7.5.2 desta Norma.
f) as UOs e, ou UOTs caracterizados como expedidores devem informar às estações
subseqüentes:
— seqüência de itens de bombeamento;
— horários previstos de início, término e interrupções da operação;
— vazão esperada ou quantidade de bombas;
— previsão de lançamento de “pig”;

7.5.2 Pronto a Operar

Todas as UO’s e UOTs, independente do regime de acompanhamento operacional, devem emitir o


pronto a operar dos equipamentos sob sua responsabilidade, que estejam envolvidos na operação.
Qualquer intervenção nestes equipamentos deve ser precedida do cancelamento do pronto a operar.

7.5.2.1 UO e UOTs com operação local em regime de turno ininterrupto de revezamento: deve ser
emitido o pronto a operar antes do início/reinício da operação ou antes de virada de fluxo, com
validade de 1 hora a partir da sua emissão, desde que não haja alterações nas condições originais.

7.5.2.2 UO e UOTs com operação local sem regime de turno ininterrupto de revezamento: deve ser
emitido o pronto a operar antes do início/reinício da operação ou antes da virada de fluxo, com seu
prazo de validade definido em PMO.

16
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

7.5.2.3 Em controle centralizado, para os casos em que a UO executa a partida do sistema de


bombeamento, o CCO deve emitir o pronto a operar para a esta UO.

7.5.2.4 Em controle distribuído, os intermediários e recebedores devem emitir o pronto a operar


diretamente ao envolvido imediatamente anterior. A emissão do pronto a operar pelos intermediários
somente deve ser realizada após recebimento do pronto a operar do envolvido imediatamente
posterior na operação.

7.5.2.5 Nos casos de bombeamento em controle distribuído com intermediários, a hora de referência,
para a validade do pronto a operar, é a da emissão pelo recebedor final. Esta informação deve
constar de todos os pronto a operar subseqüentes.

7.5.2.6 O pronto a operar deve ser emitido com registro, atendendo os critérios estabelecidos no
PMO.

7.6 Etapa do Regime Transitório

7.6.1 No controle centralizado o CCO deve:

a) informar aos envolvidos, quando aplicável, a hora de efetivo início da operação;


b) monitorar de forma permanente as variáveis de processo e suas tendências (pressão,
vazão e temperatura para os casos de produtos aquecidos ou refrigerados), de acordo
com os parâmetros, limites e critérios estabelecidos no PMO, acompanhando sua
evolução até a estabilização; caso não ocorra a estabilização devem ser tomadas as
ações previstas em PMO.

7.6.2 No controle distribuído:

a) o expedidor deve informar aos envolvidos a hora de efetivo início da operação;


b) todos os envolvidos devem monitorar de forma permanente, em suas respectivas áreas,
as variáveis de processo e suas tendências (pressão, vazão e temperatura para os
casos de produtos aquecidos ou refrigerados), de acordo com os parâmetros, limites e
critérios estabelecidos no PMO, acompanhando sua evolução até a estabilização; caso
não ocorra a estabilização devem ser tomadas as ações previstas em PMO.

7.6.3 Considera-se encerrado o regime transitório após a estabilização das condições de pressão e
vazão.

7.7 Etapa do Regime Permanente

7.7.1 No controle centralizado o CCO deve:

a) efetuar os ajustes dos alarmes das variáveis de processo, conforme PMO e, ou padrões
de execução;
b) acompanhar e, ou controlar de forma sistemática as variáveis de processo de modo a
mantê-las dentro dos parâmetros definidos no PMO e\ou padrões de execução;
c) informar aos envolvidos na operação, conforme definido no PMO, os seguintes eventos:
— surtos de pressão ou vazão que desestabilizem a operação;
— alteração na densidade ou quantidade do produto;
— passagem ou chegada de interfaces ou “pigs”;
— término do item de bombeamento;
— troca de tanque;

17
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

— virada de fluxo;
— alteração de alinhamento e, ou da quantidade de bombas;
— início ou término das operações de sangria ou injeção.

7.7.2 No controle distribuído:

a) todos os envolvidos devem efetuar os ajustes dos alarmes das variáveis de processo,
nas suas respectivas áreas, conforme PMO e\ou padrões de execução;
b) todos os envolvidos devem acompanhar e, ou controlar de forma sistemática as variáveis
de processo nas suas respectivas áreas de modo a mantê-las dentro dos parâmetros
definidos no PMO e/ ou padrões de execução;
c) todos os envolvidos na operação devem informar e, ou serem informados, conforme
definido no PMO, quando da ocorrência dos seguintes eventos:
— surtos de pressão ou vazão que desestabilizem a operação;
— alteração na qualidade ou quantidade do produto;
— passagem ou chegada de interfaces ou “pigs”;
— término do item de bombeamento;
— troca de tanque;
— virada de fluxo;
— alteração de alinhamento e, ou da quantidade de bombas;
— início ou término das operações de sangria ou injeção.

7.7.3 Tanto no controle centralizado quanto no distribuído, caso as variáveis monitoradas


apresentem valores fora dos limites estabelecidos, devem ser tomadas as ações previstas no PMO
e\ou padrão de execução.

7.7.4 Nas operações de virada de fluxo a UO ou UOT responsável pela virada deve permanecer
monitorando as variáveis de processo até o regime permanente.

7.8 Etapa de Repouso

Após o término da operação,ajustar os alarmes e manter o oleoduto sob constante monitoramento


das variáveis de processo, conforme PMO e, ou padrões de execução.

7.9 Operações Sem o Monitoramento das Variáveis de Processo em Tempo Real

7.9.1 As UOs envolvidas devem elaborar estudos de análise de risco, definindo procedimentos de
segurança e mecanismos de controle e monitoramento que permitam a identificação de qualquer
anormalidade no sistema, nas etapas dos regimes transitório, permanente e de repouso.

7.9.2 Em intervalos máximos de 1 hora, em horários padronizados, devem ser realizadas as


seguintes medições pelas UOs envolvidas:

a) a vazão;
b) a pressão;
c) a temperatura, para produtos aquecidos ou refrigerados.

7.9.3 Os valores obtidos entre as UOs e, ou UOTs envolvidas na operação devem ser comparados
no prazo máximo de 15 minutos, após suas medições.

18
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

7.10 Diferença de Volumes Acumulados (dVa)

7.10.1 Durante a operação, deve ser calculada em intervalos máximos de 1 hora, a diferença entre
os volumes acumulados recebido e expedido (dVa); considerar o espaço vazio, se houver.

7.10.2 Caso as diferenças apresentem valores fora dos limites estabelecidos no PMO, considerando
também a tendência desses valores, devem ser tomadas as ações previstas no PMO e, ou padrão de
execução.

7.10.3 Métodos de apuração em ordem crescente de complexidade

a) cálculo realizado com inserção manual sem qualquer tipo de correção;


b) cálculo realizado com inserção manual com correção;
c) cálculo realizado com inserção automática de volumes em tempo real;
d) cálculo realizado em tempo real, com correção pela pressão, vazão, temperatura e
densidade;
e) cálculo realizado em tempo real, com correção pela pressão, vazão, temperatura e
densidade, acrescido de um modelo de transiente em tempo real.

NOTA A aplicação de método de maior complexidade exclui a necessidade de aplicação de


método de menor complexidade.

7.10.4 Recomenda-se que para cálculo de dVa seja adotado 7.10.3 e), desta Norma. [Prática
Recomendada]

7.11 Diferença de Vazões Instantâneas (dVi)

De forma complementar, para controle centralizado, um oleoduto ou sistema de oleoduto pode ser
monitorado comparando-se a vazão de entrada com a vazão de saída em tempo real.

7.12 Operação Pulmão

Os critérios para a execução de uma operação pulmão devem constar no PMO e, ou procedimento
específico.

8 Alterações das Condições de Operação

8.1 Pressão Máxima de Operação

Certificar-se de que a pressão máxima de operação em regime permanente e as pressões


desenvolvidas durante as partidas e paradas normais do oleoduto, incluindo as pressões máximas
com o oleoduto na condição estática, não excedam a PMOA em qualquer ponto do oleoduto e que as
pressões de surge e outras variações das condições normais de operação (pressões de alívio etc.)
não excedam a PMOA, em qualquer ponto do oleoduto, em mais que 10 %.

8.2 Redução da PMOA

8.2.1 A PMOA do oleoduto é estabelecida logo após a construção em função da pressão para a qual
foi projetado e testado. Entretanto, com o passar do tempo, a PMOA de um oleoduto pode ser
limitada ou reduzida pelas seguintes ocorrências:

a) comprometimento da integridade estrutural da parede do oleoduto;


b) restrições operacionais temporárias;

19
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

c) alterações das condições de projeto original;


d) necessidade operacional.

8.2.2 A PMOA deve ser reavaliada e revalidada (ou revisada) pelo responsável pelo Gerenciamento
da Integridade da UO para quaisquer das ocorrências mencionadas no 8.2.1, observando-se os
requisitos das PETROBRAS N-1487, N-2098, N-2786, N-2727 e N-2737.

8.2.3 Os dispositivos de proteção do oleoduto devem ser adequados à nova PMOA.

8.3 Elevação da PMOA Corrente

Para a elevação da PMOA a valores acima da PMOA corrente, os seguintes requisitos devem ser
atendidos:

a) os dados de projeto, os testes prévios do oleoduto e dos materiais e equipamentos


utilizados, e condições de integridade estrutural devem ser verificados, a fim de avaliar
se há segurança na nova condição;
b) as condições atuais do oleoduto devem ser determinadas através de pesquisa de
vazamento nas conexões e equipamentos, inspeções de campo, exame do histórico de
manutenção e reparos, de inspeção, de falhas e de operação do oleoduto;
c) as não-conformidades encontradas em a) e b) devem ser corrigidas antes de qualquer
incremento de pressão;
d) deve ser emitido um relatório pela área técnica da UO responsável pela integridade do
oleoduto, liberando o oleoduto para a elevação de pressão;
e) a elevação da PMOA deve estar respaldada por teste hidrostático, conforme
ABNT NBR 15280-1.

9 Injeção de Produtos Químicos

9.1 A injeção de produtos químicos, tais como, inibidor de corrosão, redutor de atrito, marcadores,
aditivos e outros, deve constar em procedimento específico.

9.2 A injeção de redutor de atrito deve ser precedida de uma avaliação hidráulica e mecânica, para
condições operacionais normais e incidentais, visando identificar e mitigar possíveis ultrapassagens
dos limites admissíveis do duto (PMOA; potencia dos motores; necessidade de reajustes de
instrumentos, e outros).

10 Passagem de “pig” em Oleoduto

As operações de rotina operacional, realizadas com “pig”, devem atender aos requisitos da
PETROBRAS N-2634.

11 Condicionamento para Intervenção e Retorno à Operação

11.1 Introdução

11.1.1 Este item aplica-se aos serviços de intervenção em oleodutos, que exijam a sua retirada de
operação.

20
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

11.1.2 Este tipo de intervenção constitui-se das seguintes etapas:

a) condicionamento e liberação do oleoduto para intervenção;


b) execução da intervenção;
c) condicionamento de retorno;
d) liberação para a operação.

11.1.3 Os requisitos apresentados nesta norma compreendem as fases de planejamento da


intervenção, execução dos trabalhos de condicionamento para liberação do duto e o retorno à
operação, não abrangendo a etapa específica de intervenção, que deve ser objeto de procedimento
especifico da UO responsável pela execução do trabalho.

11.2 Coordenação

Deve ser exercida pela UO responsável pelo oleoduto, nomeando um coordenador e com a
participação dos demais envolvidos.

11.3 Planejamento

11.3.1 No planejamento dos serviços de intervenção devem ser observados os requisitos das
PETROBRAS N-2727 e N-2737.

11.3.2 O planejamento das atividades de condicionamento deve conter ainda, os seguintes itens:

a) cronograma de parada para manutenção, definido em conjunto com os órgãos


envolvidos;
b) realizar análise de risco;
c) equipe habilitada para monitorar e, ou controlar a operação de condicionamento;plano de
raqueteamento para isolamento das instalações, onde necessário;
d) disponibilidade de comunicação eficiente entre as equipes envolvidas;
e) procedimento de condicionamento, incluindo a previsão das condições de pressão e
vazão de escoamento, especificação e procedimento de lançamento e recebimento de
“pig”, assim como uma matriz de responsabilidade para cada atividade;
f) sistema provisório de descarte de água ou gás inerte;

11.4 Retorno a Operação

Após a intervenção, para o retorno a operação, seguir o disposto na Seção 6 desta Norma.

12 Desativação de Oleoduto

A desativação de um oleoduto ou de um trecho de oleoduto consiste em sua retirada de operação em


caráter temporário ou permanente, e deve ser precedida da elaboração de um plano visando a
preservação das instalações desativadas, que contenha no mínimo os requisitos a seguir.

12.1 Desativação Temporária

A Desativação Temporária de um oleoduto ou trecho de duto consiste na sua retirada de operação


por um período de tempo pré-determinado, considerando a perspectiva de sua utilização futura.
Devem ser desenvolvidos planos de inspeção e manutenção apropriados para todo o período de
desativação.

21
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

12.1.1 Plano de Desativação Temporária

12.1.1.1 Deve ser desenvolvido um plano de desativação temporária para do oleoduto ou trecho de
duto, seus componentes e complementos, visando à manutenção da integridade estrutural e condição
operacional das instalações desativadas, segurança das pessoas, do meio ambiente e atendimento
às exigências legais. O plano de desativação temporária deve conter no mínimo:

a) motivo da desativação;
b) identificação dos elementos críticos;
c) período previsto para a desativação;
d) procedimento de deslocamento do produto e limpeza do oleoduto e, quando necessário,
secagem e inertização do mesmo;
e) previsão de destinação de produtos ou resíduos gerados pela desativação segundo a
legislação vigente;
f) detalhamento do condicionamento do oleoduto ou trecho do duto para a desativação;
g) identificação dos órgãos que devem ser comunicados para as respectivas autorizações
prévias e realização dos serviços;
h) análise de risco.

12.1.1.2 O plano de desativação temporária deve ser mantido e atualizado durante o período da
desativação até o seu retorno à operação.

12.1.1.3 Os documentos e registros da desativação temporária devem ser mantidos por 5 (cinco)
anos após o retorno do oleoduto à operação.

12.1.1.4 Em caso de prorrogação do período da desativação do oleoduto ou trecho do duto, o plano


de desativação temporária deve ser revisado, registrando-se o novo período, motivo e responsável.

12.1.2 Condicionamento do Duto para Desativação Temporária

12.1.2.1 A desativação deve ser precedida pelo completo deslocamento do produto e limpeza do
oleoduto.

12.1.2.2 Deve ser executada a separação física do oleoduto desativado de todos os demais sistemas
em operação.

12.1.2.3 Deve ser mantida a interligação elétrica do oleoduto desativado com o sistema de proteção
catódica e continuado o monitoramento de potenciais de proteção.

12.1.3 Plano de Retorno Operacional do Duto

12.1.3.1 Deve ser elaborado plano de retorno operacional do oleoduto ou trecho do duto, após o
período de desativação temporária, contendo no mínimo:

a) revisão do histórico operacional, inspeção, manutenção e documentação legal pertinente;


b) procedimentos para o Condicionamento e para o retorno operacional;

12.1.3.2 Os documentos e registros do retorno operacional devem ser mantidos por 5 (cinco) anos
após o retorno do oleoduto à operação.

22
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

12.1.4 Informação à ANP

Para dutos sob a abrangência do RTDT, a desativação temporária do oleoduto e seu retorno à
operação, devem ser informados à ANP com antecedência de 60 (sessenta) dias, devendo os planos
mencionados em 12.1.1 e 12.1.3 serem mantidos à disposição da ANP.

12.2 Desativação Permanente

12.2.1 Opções de desativação permanente.

Podem ser consideradas as seguintes opções básicas para a desativação permanente de um


oleoduto ou trecho de duto enterrado ou submerso:

a) permanência das estruturas metálicas enterradas ou submersas;


b) remoção parcial ou total das estruturas metálicas enterradas ou submersas.

NOTA A escolha da opção da desativação permanente deve considerar os aspectos legais,


técnicos, econômicos, de segurança e de proteção ao meio ambiente, envolvidos e constar
do plano de desativação.

12.2.2 Plano de Desativação Permanente

12.2.2.1 Deve ser desenvolvido plano de desativação permanente para o oleoduto ou trecho de duto, seus
componentes, complementos e faixa de dutos, visando à segurança operacional dos sistemas e instalações
ainda em operação e possível uso do terreno, a segurança das pessoas, a proteção do meio ambiente e
atendimento às exigências legais. O plano de desativação permanente deve conter no mínimo:

a) motivo da desativação;
b) alternativa de suprimento do mercado;
c) definição das opções de desativação ao longo da faixa de dutos;
d) identificação dos elementos críticos;
e) identificação dos órgãos que devem ser comunicados para as respectivas autorizações
pertinentes para a execução dos serviços;
f) procedimento de deslocamento do produto, limpeza e inertização do oleoduto ou trecho
do duto;
g) previsão de destinação de produtos ou resíduos segundo a legislação vigente;
h) detalhamento do condicionamento do oleoduto ou trecho do duto para a desativação;
i) tratamento a ser dado a cada cruzamento, travessia e estrutura interferente;
j) tratamento a ser dado ao sistema de proteção catódica;
k) plano de ação para atender às eventuais exigências do órgão ambiental, com jurisdição
sobre a área, para desativação do oleoduto, incluindo os aspectos relacionados à
recuperação ambiental;
l) análise de risco.

12.2.2.2 Os documentos integrantes do plano de desativação permanente do oleoduto devem ser


arquivados por 5 (cinco) anos após a sua desativação, para os trechos removidos, ou por todo
período em que permanecerem no local da instalação.

12.2.3 Condicionamento do Oleoduto para Desativação Permanente

12.2.3.1 A desativação deve ser precedida pelo completo deslocamento do produto e limpeza do
oleoduto.

12.2.3.2 Deve ser executada a separação física do oleoduto desativado de todos os demais sistemas
em operação.

23
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

12.2.3.3 O sistema de proteção catódica deve ter o tratamento conforme estabelecido em 12.2.2.1 j).

12.2.4 Condições adicionais

Para que a desativação permanente do oleoduto ou trecho do duto seja realizada sem a completa
remoção das instalações, os seguintes itens devem ser atendidos:

a) remoção dos trechos metálicos aéreos;


b) remoção de válvulas e componentes;
c) tamponamento de todos os pontos abertos do oleoduto.

12.2.5 Aprovação da Desativação Permanente

12.2.5.1 Deve ser solicitada a aprovação da desativação permanente junto à ANP considerando o
prazo de antecedência previsto nos regulamentos pertinentes e considerando o início dos serviços de
campo, enviando:

a) o plano de desativação permanente do oleoduto ou trecho do duto;


b) documento de aprovação do órgão ambiental competente.

12.2.5.2 O início dos serviços de campo pela UO responsável do duto está condicionado à respectiva
aprovação da ANP.

12.2.6 Comunicação do término da Desativação Permanente

12.2.6.1 Deve ser comunicado à ANP a conclusão dos serviços de desativação permanente,
enviando o atestado de desativação do oleoduto, expedido por entidade técnica terceirizada
especializada, confirmando que os serviços foram executados conforme o plano de desativação
permanente.

12.2.6.2 Todos os documentos relativos à desativação permanente do oleoduto devem ser


arquivados por 5 anos após sua efetiva desativação, para os trechos removidos, ou por todo o
período em que permanecerem no local da instalação.

13 Qualificação de Pessoal

13.1 Treinamento para Qualificação

13.1.1 Todos os empregados responsáveis pela supervisão, monitoramento e controle de oleodutos


devem receber treinamento específico, de modo a garantir que estejam habilitados para atuar de
forma segura tanto em condições normais quanto em situações anormais ou de emergência.

13.1.2 O programa de treinamento da UO deve considerar padrões críticos e competências


identificadas para cada função e assegurar que as pessoas que executam padrões críticos sejam
qualificadas.

NOTA Cada UO deve definir os padrões críticos para a atividade de operação de oleoduto.

24
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

13.1.3 O programa de treinamento da UO deve prever que pessoas em fase de treinamento para
qualificação executem tarefas descritas nos padrões críticos, desde que orientadas e observadas por
pessoa qualificada.

13.1.4 O programa de treinamento da UO deve prever novo treinamento de pessoa qualificada se:

a) for identificado que uma falha na execução de um padrão crítico contribuiu para uma
anomalia;
b) ocorrer mudança que provoque revisão do padrão crítico para o qual a pessoa estava
qualificada;

13.1.5 O programa de treinamento da UO deve prever treinamentos de atualização de acordo com a


legislação da área específica ou em períodos que não excedam 3 (três) anos, conforme determina o
RTDT.

NOTA 1 Recomenda-se que o treinamento de atualização considere no seu escopo, os padrões


críticos em vigor e conhecimentos específicos adicionais que visem o aumento da eficiência
e da segurança das operações. O prazo recomendado para o treinamento de atualização é
de 2 anos. [Prática Recomendada]
NOTA 2 Deve ser estabelecido critério para o tempo de validade da certificação para casos de
afastamento da pessoa qualificada.

13.1.6 Com base na classificação de funções estabelecida, a UO deve associar os padrões críticos a
cada função e estabelecer os níveis de treinamento, competência e conhecimento específicos das
mesmas, que habilitem a força de trabalho.

13.1.7 A UO responsável pela operação do oleoduto deve estabelecer uma sistemática de


treinamento, com registro e acompanhamento.

13.1.8 O programa de treinamento da UO deve ser revisado e atualizado sempre que necessário e
no mínimo a cada 3 (três) anos.

13.1.9 Os documentos do programa de treinamento devem ser arquivados pela UO por 3 (três) anos
após sua substituição.

13.2 Serviços Contratados

13.2.1 A UO deve assegurar que as empresas de serviços contratados tenham pessoal qualificado
para a execução dos padrões críticos.

13.2.2 A UO deve assegurar que o pessoal das empresas de serviços contratados está qualificado
utilizando os critérios estabelecidos em 13.1.

13.2.3 A UO deve assegurar que as empresas de serviços contratados estabeleçam os requisitos de


treinamento e dimensionem os respectivos programas conforme estabelecido no RTDT.

13.2.4 A UO deve considerar em sua estrutura organizacional de operação as empresas de serviços


contratados, que executem tarefas contidas nos padrões críticos.

25
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

14 Auditoria

O cumprimento desta norma deve ser verificado através de um programa de auditorias formalmente
estabelecido.

14.1 Os seguintes critérios devem ser atendidos:

a) os auditores devem ter, comprovadamente, experiência nas atividades objeto desta


norma, bem como treinamento na mesma;
b) o grupo auditor deve ter pelo menos um membro com experiência comprovada em
atividade semelhante ao processo a ser auditado;
c) a auditoria deve ser direcionada ao oleoduto ou sistema de oleoduto, gerando um único
relatório final para cada oleoduto ou sistema de oleoduto;
d) a auditoria de um oleoduto ou sistema de oleoduto que seja operado com controle
centralizado deve ser direcionada ao CCO, cabendo às UOs envolvidas apenas a
comprovação de possíveis evidências solicitadas;
e) a auditoria de um oleoduto ou sistema de oleoduto que seja operado com controle
distribuído deve ser direcionada para todas as UOs envolvidas em igual teor;
f) para as não conformidades observadas na auditoria deve ser aberto registro de anomalia
no sistema de gestão.

14.2 A auditoria deve ser realizada no máximo a cada 5 anos.

15 Situações não Previstas

Operações em condições não previstas nesta norma só devem ser efetuadas após avaliação de
riscos e definição de medidas complementares específicas. Esta avaliação deve ser documentada e
aprovada pelos gerentes maiores dos órgãos envolvidos.

26
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

GRUPO DE TRABALHO - GT-13-28

Membros

Nome Lotação Telefone Chave


Antonio Geraldo de Sousa
TRANSPETRO/PRES/SE/ENG/PROJ/PC 811-9211 TG10
(Coordenador)
Ana Carla de Lima Hahn REFAP/TE 8571691 APA8
André Coelho de Freitas UO-BC/IPP/EES 861-6154 RMW0
André Luiz de França UO-BC/OPM/SPPO 863-6794 PMJE
TRANSPETRO/
Allan Lourenço da Silva 860-4663 TC8N
DTO/OLEO/OP1/CONTROL/CCO
Fábio Lindoso Soares TRANSPETRO/DTO/TA/TO 811-1467 TGG3
Fúlvio Faria Silva TRANSPETRO/DTO/OLEO/TO 811-9167 T2L9
José Ailton Pereira Prince UO-BC/IPP/EES 861-7064 VM21
José Lima da Silva UO-BA/ATPF/OPF-CAN 821-4540 VS1F
Maicon Leonardo Bressan TRANSPETRO/DTO/OLEO/OP1/SUL/OP 856-7827 TFNL
TRANSPETRO/
Walmir Mendes Magalhães 811-9401 TG4H
DTO/OLEO/OP1/CONTROL/CCO
Secretário Técnico
Pedro Salum Benjamin ETM-CORP/ST/NORTEC 706-2128 E11C
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A
Partes Atingidas Descrição da Alteração

1e2 Revisados

3 Incluído

4e5 Revisados e Renumerados

6 Incluído

7 Revisado e Renumerado

8 a 12 Incluídos

13 e 14 Revisados e Renumerados

15 Renumerado

REV. B
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

IR 1/1
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

11.1.2 Este tipo de intervenção constitui-se das seguintes etapas:

a) condicionamento e liberação do oleoduto para intervenção;


b) execução da intervenção;
c) condicionamento de retorno;
d) liberação para a operação.

11.1.3 Os requisitos apresentados nesta norma compreendem as fases de planejamento da


intervenção, execução dos trabalhos de condicionamento para liberação do duto e o retorno à
operação, não abrangendo a etapa específica de intervenção, que deve ser objeto de procedimento
especifico da UO responsável pela execução do trabalho.

11.2 Coordenação

Deve ser exercida pela UO responsável pelo oleoduto, nomeando um coordenador e com a
participação dos demais envolvidos.

11.3 Planejamento

11.3.1 No planejamento dos serviços de intervenção devem ser observados os requisitos das
PETROBRAS N-2727 e N-2737.

11.3.2 O planejamento das atividades de condicionamento deve conter ainda, os seguintes itens:

a) cronograma de parada para manutenção, definido em conjunto com os órgãos


envolvidos;
b) realizar análise de risco;
c) equipe habilitada para monitorar e, ou controlar a operação de condicionamento;plano de
raqueteamento para isolamento das instalações, onde necessário;
d) disponibilidade de comunicação eficiente entre as equipes envolvidas;
e) procedimento de condicionamento, incluindo a previsão das condições de pressão e
vazão de escoamento, especificação e procedimento de lançamento e recebimento de
“pig”, assim como uma matriz de responsabilidade para cada atividade;
f) sistema provisório de descarte de água ou gás inerte;

11.4 Retorno a Operação

Após a intervenção, para o retorno a operação, seguir o disposto na Seção 6 desta Norma.

12 Desativação de Oleoduto

A desativação de um oleoduto ou de um trecho de oleoduto consiste em sua retirada de operação em


caráter temporário ou permanente, e deve ser precedida da elaboração de um plano visando a
preservação das instalações desativadas, que contenha no mínimo os requisitos a seguir.

NOTA Neste capitulo, “informação à ANP” não é aplicável a dutos submarinos, exceto se houver
regulamentação específica.

12.1 Desativação Temporária

A Desativação Temporária de um oleoduto ou trecho de duto consiste na sua retirada de operação


por um período de tempo pré-determinado, considerando a perspectiva de sua utilização futura.
Devem ser desenvolvidos planos de inspeção e manutenção apropriados para todo o período de
desativação.

21
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

12.1.1 Plano de Desativação Temporária

12.1.1.1 Deve ser desenvolvido um plano de desativação temporária para do oleoduto ou trecho de
duto, seus componentes e complementos, visando à manutenção da integridade estrutural e condição
operacional das instalações desativadas, segurança das pessoas, do meio ambiente e atendimento
às exigências legais. O plano de desativação temporária deve conter no mínimo:

a) motivo da desativação;
b) identificação dos elementos críticos;
c) período previsto para a desativação;
d) procedimento de deslocamento do produto e limpeza do oleoduto e, quando necessário,
secagem e inertização do mesmo;
e) previsão de destinação de produtos ou resíduos gerados pela desativação segundo a
legislação vigente;
f) detalhamento do condicionamento do oleoduto ou trecho do duto para a desativação;
g) identificação dos órgãos que devem ser comunicados para as respectivas autorizações
prévias e realização dos serviços;

12.1.1.2 O plano de desativação temporária deve ser mantido e atualizado durante o período da
desativação até o seu retorno à operação.

12.1.1.3 Os documentos e registros da desativação temporária devem ser mantidos por 5 (cinco)
anos após o retorno do oleoduto à operação.

12.1.1.4 Em caso de prorrogação do período da desativação do oleoduto ou trecho do duto, o plano


de desativação temporária deve ser revisado, registrando-se o novo período, motivo e responsável.

12.1.2 Condicionamento do Duto para Desativação Temporária

12.1.2.1 A desativação deve ser precedida pelo completo deslocamento do produto e limpeza do
oleoduto.

12.1.2.2 Deve ser executada a separação física do oleoduto desativado de todos os demais sistemas
em operação.

12.1.2.3 Deve ser mantida a interligação elétrica do oleoduto desativado com o sistema de proteção
catódica e continuado o monitoramento de potenciais de proteção.

12.1.3 Plano de Retorno Operacional do Duto

12.1.3.1 Deve ser elaborado plano de retorno operacional do oleoduto ou trecho do duto, após o
período de desativação temporária, contendo no mínimo:

a) revisão do histórico operacional, inspeção, manutenção e documentação legal pertinente;


b) procedimentos para o Condicionamento e para o retorno operacional;

12.1.3.2 Os documentos e registros do retorno operacional devem ser mantidos por 5 (cinco) anos
após o retorno do oleoduto à operação.

22
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

12.1.4 Informação à ANP

Para dutos sob a abrangência do RTDT, a desativação temporária do oleoduto e seu retorno à
operação, devem ser informados à ANP com antecedência de 60 (sessenta) dias, devendo os planos
mencionados em 12.1.1 e 12.1.3 serem mantidos à disposição da ANP.

12.2 Desativação Permanente

12.2.1 Opções de desativação permanente.

Podem ser consideradas as seguintes opções básicas para a desativação permanente de um


oleoduto ou trecho de duto enterrado ou submerso:

a) permanência das estruturas metálicas enterradas ou submersas;


b) remoção parcial ou total das estruturas metálicas enterradas ou submersas.

NOTA A escolha da opção da desativação permanente deve considerar os aspectos legais,


técnicos, econômicos, de segurança e de proteção ao meio ambiente, envolvidos e constar
do plano de desativação.

12.2.2 Plano de Desativação Permanente

12.2.2.1 Deve ser desenvolvido plano de desativação permanente para o oleoduto ou trecho de duto,
seus componentes, complementos e faixa de dutos, visando à segurança operacional dos sistemas e
instalações ainda em operação e possível uso do terreno, a segurança das pessoas, a proteção do
meio ambiente e atendimento às exigências legais. O plano de desativação permanente deve conter
no mínimo:

a) motivo da desativação;
b) alternativa de suprimento do mercado;
c) definição das opções de desativação ao longo da faixa de dutos;
d) identificação dos elementos críticos;
e) identificação dos órgãos que devem ser comunicados para as respectivas autorizações
pertinentes para a execução dos serviços;
f) procedimento de deslocamento do produto, limpeza e inertização do oleoduto ou trecho
do duto;
g) previsão de destinação de produtos ou resíduos segundo a legislação vigente;
h) detalhamento do condicionamento do oleoduto ou trecho do duto para a desativação;
i) tratamento a ser dado a cada cruzamento, travessia e estrutura interferente;
j) tratamento a ser dado ao sistema de proteção catódica;
k) plano de ação para atender às eventuais exigências do órgão ambiental, com jurisdição
sobre a área, para desativação do oleoduto, incluindo os aspectos relacionados à
recuperação ambiental.

12.2.2.2 Os documentos integrantes do plano de desativação permanente do oleoduto devem ser


arquivados por 5 (cinco) anos após a sua desativação, para os trechos removidos, ou por todo
período em que permanecerem no local da instalação.

12.2.3 Condicionamento do Oleoduto para Desativação Permanente

12.2.3.1 A desativação deve ser precedida pelo completo deslocamento do produto e limpeza do
oleoduto.

12.2.3.2 Deve ser executada a separação física do oleoduto desativado de todos os demais sistemas
em operação.

23
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

12.2.3.3 O sistema de proteção catódica deve ter o tratamento conforme estabelecido em 12.2.2.1 j).

12.2.4 Condições adicionais

Para que a desativação permanente do oleoduto ou trecho do duto seja realizada sem a completa
remoção das instalações, os seguintes itens devem ser atendidos:

a) remoção dos trechos metálicos aéreos;


b) remoção de válvulas e componentes;
c) tamponamento de todos os pontos abertos do oleoduto.

12.2.5 Aprovação da Desativação Permanente

12.2.5.1 Deve ser solicitada a aprovação da desativação permanente à ANP com, no mínimo, 90
dias de antecedência da data prevista para o início dos serviços de campo, enviando:

a) o plano de desativação permanente do oleoduto ou trecho do duto;


b) documento de aprovação do órgão ambiental competente.

12.2.5.2 O início dos serviços de campo pela UO responsável do duto está condicionado à respectiva
aprovação da ANP.

12.2.6 Comunicação do término da Desativação Permanente

12.2.6.1 Deve ser comunicado à ANP a conclusão dos serviços de desativação permanente,
enviando o atestado de desativação do oleoduto, expedido por entidade técnica terceirizada
especializada, confirmando que os serviços foram executados conforme o plano de desativação
permanente.

12.2.6.2 Todos os documentos relativos à desativação permanente do oleoduto devem ser


arquivados por 5 anos após sua efetiva desativação, para os trechos removidos, ou por todo o
período em que permanecerem no local da instalação.

13 Qualificação de Pessoal

13.1 Treinamento para Qualificação

13.1.1 Todos os empregados responsáveis pela supervisão, monitoramento e controle de oleodutos


devem receber treinamento específico, de modo a garantir que estejam habilitados para atuar de
forma segura tanto em condições normais quanto em situações anormais ou de emergência.

13.1.2 O programa de treinamento da UO deve considerar padrões críticos e competências


identificadas para cada função e assegurar que as pessoas que executam padrões críticos sejam
qualificadas.

NOTA Cada UO deve definir os padrões críticos para a atividade de operação de oleoduto.

24
-PÚBLICO-

N-2689 REV. B 02 / 2014

12.1.4 Informação à ANP

A desativação temporária do oleoduto e seu retorno à operação, deve ser informado à ANP com
antecedência de 60 (sessenta) dias, devendo os planos mencionados em 12.1.1 e 12.1.3 serem
mantidos à disposição da ANP.

12.2 Desativação Permanente

12.2.1 Opções de desativação permanente.

Podem ser consideradas as seguintes opções básicas para a desativação permanente de um


oleoduto ou trecho de duto enterrado ou submerso:

a) permanência das estruturas metálicas enterradas ou submersas;


b) remoção parcial ou total das estruturas metálicas enterradas ou submersas.

NOTA A escolha da opção da desativação permanente deve considerar os aspectos legais,


técnicos, econômicos, de segurança e de proteção ao meio ambiente, envolvidos e constar
do plano de desativação.

12.2.2 Plano de Desativação Permanente

12.2.2.1 Deve ser desenvolvido plano de desativação permanente para o oleoduto ou trecho de duto,
seus componentes, complementos e faixa de dutos, visando à segurança operacional dos sistemas e
instalações ainda em operação e possível uso do terreno, a segurança das pessoas, a proteção do
meio ambiente e atendimento às exigências legais. O plano de desativação permanente deve conter
no mínimo:

a) motivo da desativação;
b) alternativa de suprimento do mercado;
c) definição das opções de desativação ao longo da faixa de dutos;
d) identificação dos elementos críticos;
e) identificação dos órgãos que devem ser comunicados para as respectivas autorizações
pertinentes para a execução dos serviços;
f) procedimento de deslocamento do produto, limpeza e inertização do oleoduto ou trecho
do duto;
g) previsão de destinação de produtos ou resíduos segundo a legislação vigente;
h) detalhamento do condicionamento do oleoduto ou trecho do duto para a desativação;
i) tratamento a ser dado a cada cruzamento, travessia e estrutura interferente;
j) tratamento a ser dado ao sistema de proteção catódica;
k) plano de ação para atender às eventuais exigências do órgão ambiental, com jurisdição
sobre a área, para desativação do oleoduto, incluindo os aspectos relacionados à
recuperação ambiental.

12.2.2.2 Os documentos integrantes do plano de desativação permanente do oleoduto devem ser


arquivados por 5 (cinco) anos após a sua desativação, para os trechos removidos, ou por todo
período em que permanecerem no local da instalação.

12.2.3 Condicionamento do Oleoduto para Desativação Permanente

12.2.3.1 A desativação deve ser precedida pelo completo deslocamento do produto e limpeza do
oleoduto.

12.2.3.2 Deve ser executada a separação física do oleoduto desativado de todos os demais sistemas
em operação.

23

Você também pode gostar