UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
CAMPUS XII – SANTARÉM
PARAQUEDISMO
ABIMAEL DE SOUZA LEITÃO
AMANDA SILVA RODRIGUES
ANA CAROLINA CANTUARIA DE ASSUNÇÃO
ISRAEL NATHAN MARIALVA DE CASTRO
LEONARDO JOSÉ CAVALCANTE DE LAVOR
RAÍSSA AMANDA NEVES DE AMORIM
SARAH FIGUEIREDO BRANCHES DE SOUZA
Profª. Andréa Imbiriba da Silva
Universidade do Estado do Pará
Graduação em Educação Física
14/04/2021
RESUMO
Os esportes radicais estão cada vez mais em evidência e atraindo o público em geral. Dentre
os vários tipos de tais esportes destaca-se o paraquedismo. Muitas pessoas pensam que o
paraquedismo é um esporte criado a pouco tempo, mas ao contrário do que pensam há
registros na mitologia que mostra Dédalo e seu filho Ícaro com o objetivo de alcançar o vôo
com asas de penas de pássaro ligadas por cera. Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa está
centrado em apresentar, compreender e discorrer sobre as características do paraquedismo.
Realizou-se então, uma Revisão de literatura com base nestas alterações para gerar
informações pertinentes a área. Para elaboração do estudo foram consultadas as bases de
dados Science gov com a palavra-chave: skydive. Foram utilizadas palavras em inglês por
acreditar haver mais literatura neste idioma. Também foi utilizado como ferramenta o
rastreador Google Acadêmico com as palavras-chaves: paraquedismo, paraquedismo e
aventura e os endereços eletrônicos da Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq),
para complementar a pesquisa com mais informações. Com base nos estudos investigados foi
possível afirmar que apesar do paraquedismo não ser um esporte radical criado recentemente
ainda há a falta de visibilidade, somente nesses últimos anos que houve uma grande interesse
das pessoas sobre os esportes radicais e mesmo o paraquedismo ainda é visto como um
esporte extremo pois exige bastante esforço psicológico do praticante, porém há aqueles
praticantes que realmente buscam fortes emoções e optam por fazer essa atividade.
Palavras-chave: Esportes Radicais; Paraquedismo; Praticantes;
1 INTRODUÇÃO
Ao longo dos anos, a sociedade passou por diversas mudanças e transformações, como
consequência houve uma grande mudança também no comportamento dos indivíduos
inseridos nessa esfera de mudanças sociais. Dadas essas modificações, em específico na
Educação Física, houve um grande destaque nos esportes radicais e a procura tem sido cada
vez maior. Brandão (2010) afirma que por causar fortes emoções nos praticantes que tal
atividade recebe o nome esportes radicais, porém é possível encontrar algumas variações
como esportes de ação ou esportes extremos.
Muitas pessoas pensam que o paraquedismo é um esporte criado a pouco tempo, mas a
contrário do que pensam há registros na mitologia que mostra Dédalo e seu filho Ícaro com o
objetivo de alcançar o vôo com asas de penas de pássaro ligadas por cera, assim como vários
registro que vão desde a China até em Itália com Leonardo da Vinci e com vários
acontecimentos sucessivos. Portanto o paraquedismo só atualmente que começou a ganhar
visibilidade pois diferente dos outros esportes radicais como arvorismo, escalada, rapel, entre
outros, o paraquedismo é considerado um pouco extremo e seus praticantes precisam ter
muita coragem ou está na busca de fortes emoções.
Apesar do destaque crescente dos esportes radicais ainda há muita discussão
envolvendo desde a terminologia até as características dos esportes radicais. Mediante o
notável interesse da sociedade em esportes radicais como o paraquedismo na atualidade, faz-
se necessário a plena discussão do assunto com o objetivo de aumentar a limitada literatura do
mesmo ,assim como difundir os todos os aspectos que envolvem tal prática de aventura.
Visto que há uma carência de literatura sobre o paraquedismo.
Foi realizada uma Revisão de literatura com base nestas alterações para gerar
informações pertinentes a área. Para elaboração do estudo foram consultadas as bases de
dados Science gov1 com a palavra-chave: skydive. Foram utilizadas palavras em inglês por
acreditar haver mais literatura neste idioma. Também foi utilizado como ferramenta o
rastreador Google Acadêmico2 com as palavras-chaves: paraquedismo, paraquedismo e
aventura e os endereços eletrônicos da Confederação Brasileira de Paraquedismo3 (CBPq),
para complementar a pesquisa com mais informações O trabalho está dividido em 3 etapas,
sendo a Introdução, Desenvolvimento com os seguintes subtítulos: Contextualização, Origem
1 https://www.science.gov/
2 https://scholar.google.com.br/
3 https://www.cbpq.org.br/
do Paraquedismo, Paraquedismo: Esporte Radical, Paraquedismo e sua Relação com o
Militarismo e as Considerações Finais.
2 DESENVOLVIMENTO
CONTEXTUALIZAÇÃO
Durante as últimas décadas, o esporte deixou de ser apenas para profissionais ou da
reserva do exército, pois, o grande aumento na procura por pessoas simplesmente atrás de
aventura ou um hobby. Na busca de emoções diante do imprevisível, os esportes radicais vem
sendo fonte de busca de vários indivíduos. O esporte radical, é a prática de atividade física na
qual há o destaque na questão do risco e apesar de existir a muito tempo, só no início do
século XXI que essa atividade se consolidou sendo estudado pela Educação Física.
(PEREIRA, ARMBRUST, RICARDO, 2008).
O paraquedismo está dentro do campo de esportes radicais, a atividade consiste em o
indivíduo saltar de um avião a uma altura determinada previamente, ficando em queda livre
por alguns segundos e após essas sequências de ações aciona o paraquedas , assim
controlando o pouso através do mecanismo de direção de tal. Durante o período em que o
praticante fica em queda livre ao sair do avião é possível atingir uma velocidade de até 350
km/h. kb
O paraquedismo utiliza do meio aéreo possibilita ao praticante mistos de sensações de
autoestima transmitindo-lhe confiança pessoal, prazeres e emoções adquiridas da prática e
promove o bem-estar social oriundo desse esporte. Desse modo, as cargas emocionais
desencadeadas pela prática do paraquedismo certamente são os principais elementos atrativos
para quem busca novas experiências. No entanto, é importante ressaltar o fato de que pessoas
com problemas cardíacos não podem se aventurar nesta atividade devido ao alto risco de
infarto.
ORIGEM DO PARAQUEDISMO
O ser humano foi destinado a viver no chão, por tal circunstância o ser humano
sempre teve o sonho de voar livremente como os pássaros. Esse sonho pode ser encontrado na
mitologia onde Dédalo e seu filho Ícaro buscavam conseguir voar com asas de penas de
pássaros ligadas por cera. Nos anos entre 1300 já aparecem registros de acrobatas chineses
que se jogavam de torres e muralhas carregando uma ferramenta semelhante a um grande
guarda chuva que amortecia a queda quando estivesse perto do solo.
Na era do Renascimento surgiu um gênio que até hoje é aclamado por diversos feitos,
Leonardo da Vinci, considerado o precursor como projetista de um paraquedas. Em suas
notas, Da Vinci afirma que “Se um homem dispuser de uma peça de pano impermeabilizado,
tendo seus poros bem tapados com massa de amido e que tenha dez braças de lado, pode
atirar-se de qualquer altura, sem danos para si”. Logo após tais acontecimentos, precisamente
a partir do século XVII, muitos cientistas realizaram experimentos pulando de prédios com
dispositivos. Mas só foi em torno de 11783 com Sebastian Lenormand que houve a
construção e o patenteamento de um paraquedas na qual o mesmo executou vários saltos.
Outro evento histórico ocorreu em 1797 com o considerado primeiro paraquedista do
mundo, Andre-Jacques Garnerin, em Paris após saltar de um balão a uma altura de
aproximadamente 2000 pés. Portanto em 1837 acontece o primeiro acidente fatal, Robert
Cocking morreu em consequência do impacto contra o solo, o motivo de tal acidente ter
ocorrido foi em decorrência do paraquedas com o desenho de cone invertido que não resistiu a
pressão e fechou, tal acontecimento mostrou como o equipamento não era adequado para o
uso. Foi em 1887 com a invenção do equipamento que se ajusta no corpo do paraquedista que
houve um grande passo para o desenvolvimento do paraquedismo. E em 1919 Leslie Irvin faz
o primeiro salto livre, alguns anos depois em torno de 1930 os russos organizam o primeiro
festival desportivo de paraquedismo.
Com essa gama de dados oferecidos pela Confederação Brasileira de Paraquedismo
pode-se observar que diferente do que vários indivíduos pensam o paraquedismo não é algo
que foi criado recentemente, percebemos com os registros que o paraquedismo tem uma
história bem longa e antiga. Assim como outros esportes de aventura, só nesses últimos anos
que essas atividades foram ganhando espaço e visibilidade. Pimentel (2013) afirma que é na
contemporaneidade que se experimenta uma diversificação de atividades de aventura, tendo
em vista o lazer.
PARAQUEDISMO: ESPORTE RADICAL
Na busca de emoções diante do imprevisível, os esportes radicais vem sendo fonte de
busca de vários indivíduos. O esporte radical, é a prática de atividade física na qual há o
destaque na questão do risco e apesar de existir a muito tempo, só no ínicio do século XXI
que essa atividade se consolidou sendo estudado pela Educação Física.(PEREIRA,
ARMBRUST, RICARDO, 2008),
Segundo Pereira, Armbrust e Ricardo (2008), os esportes de aventuras estão divididos
em meio aquático ( mergulho, canoagem, rafting, caiaque, aqua ride), aéreo (paraquedismo,
balonismo, vôo livre), terrestre (montanhismo, técnicas verticais, tirolesa, rapel, arvorismo,
mountain bike, entre outros) ou o misto ( corrida de aventura). O crescimento de tal esporte
ocorre pelo simples fato da diversidade de emoções e sensações que rodeiam os praticantes.
Em destaque o paraquedismo, essa atividade de aventura ainda é considerada
razoavelmente popular, segundo Wetherell e Smith (2013) cerca de 500.000 pessoas
participam no seu primeiro paraquedismo todo ano nos Estados Unidos, levando em conta que
o paraquedismo é associado a um comportamento de alto risco. Portanto, as atividades de
aventura por serem apresentadas em um ambiente diferenciado são capazes de nos
proporcionar um contato mais aprofundado com diversos aspectos psicológicos sejam eles:
autocontrole, promoção da saúde mental e fisiológica. Na pesquisa de Godoi, Yoshida e
Fernandes (2020), é apontado que os praticantes de paraquedismo possuem um nível de
autoestima maior comparado a um praticante de montanhismo, rafting ou de caiaque.
Percebemos através desses dados como a prática do paraquedismo pode trazer inúmeros
benefícios, principalmente psicologicamente.
Portanto, em diversas literaturas a prática do paraquedismo, em destaque no trabalho
de Wetherell e Smith (2013) que estudaram sobre a ansiedade de estado e reatividade do
cortisol ao paraquedismo em paraquedistas afirmaram que o paraquedismo é um fator de
stress naturalista e que para os iniciantes dessa prática a maioria terá uma ansiedade subjetiva.
Tal situação nos mostra como o paraquedismo pode afetar tanto positivamente em alguns
como em outros pode causar um certo nível de ansiedade. Mas destaca-se que essas emoções
dependem totalmente do indivíduo e que cada um reage de forma diferente, como defende a
Teoria da Individualidade Biológica.
PARAQUEDISMO E SUA RELAÇÃO COM O MILITARISMO
O paraquedas teve grande importância na história sendo originalmente criado para
salvar vidas de pilotos, depois tendo um papel importante na segunda guerra mundial com a
criação do paraquedismo militar, sobre o paraquedismo militar vale ressaltar que sobre ele foi
criada uma mística e uma tradição desde sua origem. Segundo dados da Confederação
Brasileira de Paraquedismo (CBPq), o capitão Roberto de Pessoa foi o primeiro militar
brasileiro a realizar o curso de paraquedismo, tendo feito no Estados Unidos da América em
1944. No ano seguinte o exército brasileiro envia 34 soldados para os EUA para também
realizarem o curso, ao retornarem esses novos paraquedistas integram a recém criada escola
de paraquedismo do exército brasileiro localizada no estado do Rio de Janeiro.
O paraquedista militar é treinado para o contexto de guerra. Suas funções e objetivos
estão ligados a ser apto a saltar em qualquer tipo de espaço terrestre geográfico, seja
montanha ou mata fechada. O paraquedista militar é um combatente da tropa de elite do
exército, sendo preparado para ser lançado atrás das linhas inimigas, sendo escalado para
missões de suma importância do alto escalão do ministério da defesa. A tropa paraquedista é
formada por oficiais e soldados com idade mínima de 18 anos, onde são feitas rigorosas
baterias de exames e de aptidão física para ser recrutado para o corpo de paraquedistas.
Na Brigada Paraquedista (local onde servem os paraquedistas), executam-se o salto
semiautomático (enganchado) e o salto livre. O salto enganchado é realizado a uma altura de
no máximo 1200 Ft (360 metros), com o paraquedas redondo (pouca dirigibilidade). Já o salto
livre, realizado em alturas superiores a 3000 Ft (1000 metros), pode ser executado tanto para a
prática de esporte e disputa de torneios, como para fins operacionais (voltado para
determinada missão).
Dias e Tubino (2005), apontam sobre as características dos paraquedistas militares,
através de pesquisas que esses autores fizeram pôde-se afirmar que os paraquedistas militares
tem como principal aspecto autoconfiança e confiança nos procedimentos, coragem, desafio,
gosto pelo combate, concentração, audácia e gosto pelos desafios conquistados. Comparados
com os praticantes que fazem a prática apenas por lazer, os militares executam o
paraquedismo com a finalidade de combate e de cumprir suas missões. Apesar dos militares
serem mais tradicionalistas do que aqueles praticantes que buscam lazer, os militares
valorizam o esporte, não descuidam de sua forma física e enxergam o paraquedismo com
finalidades distintas do paraquedista civil, pois o salto é apenas mais uma maneira de chegar
ao campo de batalha.
Quadro 1 - Resultado do levantamento bibliográfico
TÍTULO AUTOR/ANO METODOLOGIA RESULTADOS
A criação da Viana (2016) Abordagem qualitativa A falta de maiores informações e
escola de estudos sobre a história da Brigada
paraquedistas de Infantaria Paraquedista. No
(1945) futuro da pesquisa em curso
acredita-se que a compreensão da
dimensão desses e de outros
aspectos da questão será ampliada.
Autoestima em De Godoi, Abordagem quantitativa Os praticantes de esportes de
praticantes de Yoshida e aventura, de maneira geral,
esportes de Fernandes (2020) apresentam elevada autoestima,
aventura estando relacionada ao bem-estar
promovido tanto pela prática do
esporte como pela interação do ser-
humano com a natureza.
Esportes Pereira, Armbrust Método filosófico Pôde-se chegar a conclusão de que
radicais, de e Ricardo (2008) dedutivo de pesquisa. seria necessário assumir o termo
aventura e ação: Esportes Radicais como
conceitos,classifi aglutinador dos Esportes de
cações e Aventura e Ação
características
O esporte e a Brandão (2010) Método filosófico Para finalizar, é preciso perceber
escrita da dedutivo de pesquisa que se os esportes radicais pouco
história: encontraram respaldo nos estudos
novos desafios históricos, cabe a uma nova
geração de historiadores, portanto,
enfrentar o desafio e fazer do
estudo dessas práticas instrumentos
para outras e renovadas leituras do
contemporâneo, recorrendo tanto a
fontes diversas (entrevistas,
revistas, filmes, fotografias) quanto
a renovadas articulações com a
teoria social.
Pára-quedismo: Dias e Tubino Abordagem qualitativa As diferenças entre os
diferenças entre (2005) e quantitativa paraquedistas civis e militares
o civil e o militar aparecem com mais clareza,
quando se aborda o objetivo do
salto, O militar se prepara para o
salto com a finalidade da guerra e o
civil com a finalidade do lazer.
Wetherell e Smith Abordagem quantitativa O presente estudo é o primeiro a
State anxiety and (2013) observar que o paraquedismo induz
cortisol um aumento dos níveis de cortisol
reactivity to tanto nos paraquedistas
skydiving in principiantes como nos
novice versus experientes, mas que não existem
experienced diferenças na reatividade do
skydivers cortisol.
4
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com os dados obtidos podemos observar acerca da carência de materiais sobre o
paraquedismo, não foi encontrado em nenhuma literatura que falasse aprofundadamente sobre
o assunto e mesmo recorrendo ao endereço eletrônico da Confederação Brasileira de
Paraquedismo só foi possível encontrar sobre os dados históricos do paraquedismo e sobre a
história da CBP. Diante dessa situação a fim de tentar agregar mais materiais, optamos por
pesquisar em sites ingleses que na sua maioria mostraram bons resultados.
Levando em consideração o estudo feito, podemos aprender sobre o desenvolvimento
do paraquedismo, desde sua idealização encontrada nas mitologias que nos rodeiam até o
surgimento do projeto do paraquedas com Leonardo da Vinci, considerado um passo para o
desenvolvimento do paraquedismo. Podemos perceber que desde muito tempo atrás foi desejo
do ser humano conseguir voar e que apesar dessa prática ser considerada um esporte radical
de extremo risco as pessoas começaram a ter maior interesse em tentar executar tal atividade.
Assim como outros esportes de aventura, o crescimento constante dessas práticas vêm
despertando o interesse de vários autores na busca de mais conhecimento sobre tais
atividades, pelo simples fato de só agora na contemporaneidade o paraquedismo ter
visibilidade se torna um fator na carência de estudos sobre esse desporto. Portanto, nos dados
obtidos neste estudo, conseguimos observar sobre as consequências da prática do
4 Ansiedade do estado e reatividade do cortisol ao paraquedismo em paraquedistas novatos versus experientes
paraquedismo que vão desde as fortes emoções encontradas nessa atividade até a questão do
psicológico dos paraquedistas. Podemos destacar que a atividade do paraquedismo deixa o
indivíduo mais confiante, com mais autocontrole e com uma boa saúde mental, o deixando até
com a autoestima elevada, porém há outro lado que envolva o paraquedismo, através da
análise dos textos obtidos, vimos que no início da prática do paraquedismo os praticantes
tendem a apresentar os sintomas de ansiedade, o que para muitas pessoas que não tem um
psicológico estável não seria favorável.
Por fim, podemos abordar sobre o papel do paraquedismo no militarismo na qual nos
mostrou uma gama de diferenças entre uma pessoa que só faz a atividade por lazer para um
militar que está ali para cumprir uma missão, é bastante impressionante a visão de um militar
diante do paraquedismo pois apesar dos militares não estarem executando essa atividade por
lazer, os mesmo valorizam o paraquedismo como esporte. Outro aspecto interessante são as
características dos militares paraquedistas, que são apresentados como indivíduos de caráter
forte, um verdadeiro combate e amador de desafios.
Apesar dessas informações, entramos em consenso que o paraquedismo precisa ser
estudado mais, principalmente na área da saúde e educação física, pois são poucas literaturas
que estudam sobre o paraquedismo e a saúde, com tudo que foi revisado e discutido tanto
sobre o paraquedismo em si quanto outros esportes de aventura, defendemos que o
paraquedismo pode prover benefícios na saúde dos praticantes e que deixamos aberto essa
discussão para outros autores investigaram.
REFERÊNCIAS
BRANDÃO, Leonardo. O esporte e a escrita da história: novos desafios. CES Revista, v. 24,
n. 1, p. 201-209, 2010.
Confederação Brasileira do Paraquedismo. Disponível em: < https://www.cbpq.org.br/>.
Acesso em 13 de Abril de 2021
DE ARAGÃO VIANA, Claudius Gomes. A criação da Escola de Paraquedistas (1945).
Mosaico, v. 7, n. 11, p. 188-205, 2016.
DE GODOI, Rosane Camila; YOSHIDA, Hélio Mamoru; FERNANDES, Paula Teixeira.
Autoestima em praticantes de esportes de aventura. Caderno de Educação Física e Esporte,
v. 18, n. 3, p. 1-6.
DIAS, Ualber Soares; TUBINO, Manoel José Gomes. Pára-quedismo: diferenças entre o civil
e o militar. Fitness & performance journal, n. 3, p. 137-144, 2005.
Hare OA, Wetherell MA, Smith MA. State anxiety and cortisol reactivity to skydiving in
novice versus experienced skydivers. Physiol Behav. 2013 Jun 13;118:40-4. doi:
10.1016/j.physbeh.2013.05.011. Epub 2013 May 14. PMID: 23685228.
PEREIRA, Dimitri Wuo; ARMBRUST, Igor; RICARDO, Denis Prado. Esportes radicais, de
aventura e ação: conceitos, classificações e características. Corpoconsciência, p. 18-34, 2008.