75% acharam este documento útil (4 votos)
3K visualizações7 páginas

Modelo Minnesota COMPLETO

- O Modelo Minnesota baseia-se na concepção de que a dependência química é uma doença multifacetada e não um sintoma de outra patologia. - O tratamento foca na mudança de estilo de vida através da colaboração entre profissionais e pacientes e do apoio de sistemas naturais como a família. - O modelo consiste em abordagem psicoterapêutica humanista com o objetivo da abstinência total, aplicada através de internamento e tratamento ambulatorial de longo prazo.

Enviado por

rosangela
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
75% acharam este documento útil (4 votos)
3K visualizações7 páginas

Modelo Minnesota COMPLETO

- O Modelo Minnesota baseia-se na concepção de que a dependência química é uma doença multifacetada e não um sintoma de outra patologia. - O tratamento foca na mudança de estilo de vida através da colaboração entre profissionais e pacientes e do apoio de sistemas naturais como a família. - O modelo consiste em abordagem psicoterapêutica humanista com o objetivo da abstinência total, aplicada através de internamento e tratamento ambulatorial de longo prazo.

Enviado por

rosangela
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SOCIEDADE CIVIL ENCONTRO DE ESPERANÇA

Rua Carolina Machado, 1850 – Marechal Hermes

Modelo Minnesota

Minnesota é um dos estados americanos menos conhecido no Brasil. Está localizado ao norte dos Estados
Unidos. Minnesota não foi o primeiro lugar a ter um centro de tratamento baseado nos Dozes Passos de AA,
mas foi de lá que um modelo específico se desenvolveu, modelo esse que predomina nos Estados Unidos até
hoje e que rapidamente se espalhou por outros países.
Os grupos Oxford funcionavam desde 1921 e preconizavam a volta da vivência aos princípios do início do
cristianismo. Preconizavam: Honestidade, Altruísmo, Pureza, Amor. (modelo 12 Passos)

A organização de Alcoólicos Anônimos (A.A.) foi fundada, em 10 de junho 1935, por causa da necessidade
de um local para internar os alcoolistas que estavam sofrendo e queriam parar de beber.
De 1935 a 1938, só existiam seis Passos com características cristãs. Em dezembro de 1938 – edição do livro
12 Passos (trinta minutos de experiência espiritual do Sr.Bill) revisado por Dr. Bob.

O mais famoso e o primeiro centro baseado nos princípios do A.A. foi St Thomas Hospital, em Akron, Ohio,
estabelecido pelo co- fundador do A.A., Dr. Bob Smith, junto com a Irmã Ignatia. Com a morte do Dr. Bob,
surgiram divergências com a diretoria do hospital, o que levou Irmã Ignatia a montar outro centro para
tratamento em Cleveland.

Nessa mesma época, membros do A.A., em Nova York, abriram um centro fora da cidade, e devida à
fragilidade da estrutura do A.A. não desenvolveu e acabou entrando em colapso.

John Burns trouxe o Modelo Minnesota para o Brasil em 1982. E foi em Vila Serena o primeiro centro de
tratamento de Dependentes Químicos (DQ).

O Modelo Minnesota baseia-se nas seguintes concepções:

· Dependência química é uma doença e não um sintoma de outra patologia;


· É uma doença multifacetada e multidimensional;
· Focaliza a causa que desencadeia o processo e não a pré-disposição para a dependência.

O Modelo Minnesota rege-se pelos seguintes princípios:

· A meta é tratar, mas não curar. O paciente é motivado a aprender a viver com o seu alcoolismo que é uma
condição crônica. Não em procurar as causas e esperar por uma cura.
· Baseia seu programa de tratamento nos Dozes Passos de AA especialmente nos primeiros cinco.
· Cria um ambiente onde a comunidade terapêutica é totalmente aberta e honesta, o que propicia uma troca de
experiências em todos os níveis.
· Tem um “profissional” denominado “conselheiro em alcoolismo”, que na maioria das vezes é um alcoólatra
em recuperação.
Pontos Fracos do Modelo Minnesota:

· Os papéis terapêuticos nem sempre são desempenhados por profissionais de formação formal. Isto cria
muitas críticas dos profissionais de classes, especialmente entre os psiquiatras e psicólogos, além de
problemas referentes a licenciamento e credenciamento.
· Existe tanta diversidade dentro do Modelo Minnesota que às vezes torna-se difícil determinar nitidamente o
que é e o que não é o Modelo Minnesota. Sendo do domínio público, não existe nenhuma organização que
faça esse controle.
· O modelo Minnesota não é a resposta definitiva para o tratamento de dependência química. É um método
que não permite prognosticar com segurança para quem ele vai dar resultado sem antes experimentar.

Resumo do Modelo Minnesota:

· Os profissionais de tratamento e os pacientes colaboram na definição do caminho da recuperação.


· O foco do tratamento é a mudança do estilo de vida.
· O tratamento é de longo prazo.
· A reabilitação depende do apoio de sistemas naturais como a família, amigos e grupos de mútua-ajuda.
O Modelo Minnesota consiste num modelo psicoterapêutico de origem humanista cujo objetivo final é a
abstinência total do consumo de substâncias psicoativas (capazes de provocar modificações do estado de
humor e comportamento do indivíduo). O modelo é aplicado em sistema de internação (quando necessária) e
ambulatorial. O tratamento ambulatorial é fundamental, pois, estando o paciente em contato diário com a
família, e continuando a ter a sua vida profissional e afetiva normal, sem que se prive destas áreas que são de
extrema importância para a sua recuperação. Com este modelo pretende-se ensinar o dependente e sua família
a alterar as suas atitudes e comportamentos através de um método de trabalho que assente nos princípios dos
grupos de auto-ajuda.

Através deste modelo o indivíduo adquire uma consciência das implicações da sua doença, e
conseqüentemente uma maior responsabilização pela sua recuperação através da partilha. Aprende com outros
elementos do grupo a identificar e a lidar de forma construtiva com os seus sentimentos e emoções e não
destrutiva como fazia no tempo do uso/ abuso de substâncias psicoativas.
OS 12 PASSOS

1. ADMITIMOS QUE ÉRAMOS IMPOTENTES PERANTE A DROGA – QUE TÍNHAMOS


PERDIDO O DOMÍNIO SOBRE NOSSAS VIDAS.
Quem se dispõe a admitir a derrota completa?
Todos os instintos naturais gritam contra a idéia da impotência pessoal.
Uma vez que aceitamos este fato, nu e cru, nossa falência como seres humanos está completa.
“Porém, ao ingressar no tratamento, logo encaramos essa humilhação absoluta de uma maneira bem diferente.
Percebemos que somente através da derrota total é que somos capazes de dar os primeiros passos em direção à
libertação e ao PS. É da nossa admissão de impotência pessoal que extraímos a força sobre a qual poderão ser
construídas vidas felizes e significativas”.
O princípio de que não encontraremos qualquer força duradoura sem que antes admitamos a derrota
completa.
 Entra em contato c/ a realidade
 Superar – orgulho e vaidade
 Admitir que não tenha controle sobre dependência
 Perda total de controle biopsicossocial
“Eu não posso”
2. VIEMOS A ACREDITAR QUE UM PODER SUPERIOR (PS) A NÓS MESMOS PODERIA
DEVOLVER-NOS À SANIDADE.
A partir do momento em que se lê o Segundo Passo, a maioria dos novos no tratamento enfrenta um dilema,
às vezes bastante sério.
QUESTIONAMENTO:
"olhem o que vocês fizeram conosco. Convenceram-nos de que somos DQ e que nossas vidas são
ingovernáveis. Havendo nos reduzido a um estado de desespero absoluto, agora nos informam que somente
um Poder Superior poderá resolver nossa obsessão. Alguns de nós recusamos a acreditar em Deus, outros não
conseguem acreditarem em nada e ainda outros acreditam na existência de Deus, mas de forma alguma
confiam que Ele realizará este milagre. Pois é, nos meteram num buraco sem saída, tudo bem, mas e agora,
para onde vamos?"
 Possibilidade de reconquista da “sanidade”
 Crença no PS (fé)
 O PS pode ser “qualquer coisa” menos eu mesmo (na ativa, o D.Q. era Deus)
 É um ponto de recrutamento e direção à sanidade – “é a relação certa com Deus”.
 Ligado a espiritualidade, honestidade e humildade – porta para a compreensão.
“ Meditação e a oração da serenidade, são caminhos para o Poder Superior (PS)”
FÉ SANIDADE ↘
↓ ↑ (VIDA SAUDÁVEL)
ESPERANÇA → PS

“Alguém pode.”

3. DECIDIMOS ENTREGAR NOSSA VONTADE E NOSSA VIDA AOS CUIDADOS DE DEUS,


NA FORMA EM QUE O CONCEBÍAMOS.
A prática do Terceiro Passo é como abrir uma porta que até então parecia estar fechada à chave. Tudo o que
precisamos é a chave e a decisão de abrir a porta. Existe apenas uma só chave, e se chama boa vontade. Uma
vez usada a chave da boa vontade, a porta se abre quase que sozinha. Olhando-se através dela, ver-se-á um
caminho ao lado do qual há uma inscrição que diz: "Eis o caminho em direção àquela fé que realmente
funciona."
Nos primeiros dois passos estivemos refletindo. Vimos que éramos impotentes perante a droga, mas também
percebemos que alguma espécie de fé, mesmo que fosse somente a, estava ao alcance de qualquer um.
Essas conclusões não requereram ação; requereram apenas aceitação.
Como todos os outros, o Terceiro Passo pede uma ação positiva, pois é somente através de ação que
conseguimos interromper a vontade própria que sempre impediu a entrada de Deus e/ou, de um Poder
Superior em nossas vidas. A fé é necessária certamente, porém a fé isolada pode resultar em nada. Podemos
ter fé, mas manter Deus fora de nossas vidas.
Portanto, o nosso problema agora é descobrir como e por que meio específico poderá deixá-lo entrar. O
Terceiro Passo representa nossa primeira tentativa de alcançar isso. Aliás, a eficácia maior do tratamento
dependerá de quão bem e sinceramente tenhamos tentado chegar à decisão de "entregar nossa vontade e nossa
vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos"
 Entrega ao PS (passo da ação)
 Abrir a porta trancada – permitir que DEUS entre em nossas vidas
 Sair de cena e deixar Deus fazer em seu lugar
 Fé com esperança (verbo esperançar = é agir dentro do seu propósito)
4. FAZERMOS MINUCIOSO E DESTEMIDO INVENTÁRIO MORAL DE NÓS MESMOS.
O Quarto Passo representa nosso esforço enérgico e meticuloso para descobrir quais foram, e são, esses
obstáculos em cada um de nós. Queremos descobrir exatamente como, quando e onde nossos desejos naturais
nos deformaram. Queremos olhar de frente a infelicidade que isto causou aos outros e a nós mesmos.
Descobrindo quais são nossas deformidades emocionais, podemos nos encaminhar em direção à correção
delas.
Sem um esforço voluntário e persistente para lograr isso, haverá pouca sobriedade e felicidade.
 Mergulho dentro de si
 Coragem para encarar a si mesmo
 Pontos positivos e negativos do comportamento
 Tomar consciência do que fez – somos o que fomos, e o que fizemos no passado
 É uma prática que durará para sempre
5. ADMITIMOS PERANTE DEUS, PERANTE NÓS MESMOS E PERANTE OUTRO SER
HUMANO, A NATUREZA EXATA DAS NOSSAS FALHAS.
Todos os Dozes Passos, nos pedem para atuar em sentido contrário aos nossos desejos naturais, todos
desinflam nosso ego. Quando se trata de desinflar o ego, o Quinto passo é o mais difícil.
Mas, dificilmente, algum deles é mais necessário à obtenção da sobriedade prolongada e à paz de espírito do
que este.
QUESTIONAMENTO:
“A experiência do tratamento, nos indicou que não podemos viver sozinhos com insistentes problemas e os
defeitos de caráter que os causam e agravam. Caso tenhamos passado o holofote do Quarto Passo sobre nossas
vidas, e se ele tiver realçado aquelas experiências que preferimos não lembrar, se chegamos a aprender como
os pensamentos e as ações erradas feriram a nós e a outrem, então se toma mais imperativo do que nunca
desistir de viver sozinhos com esses fantasmas, torturantes de ontem. É preciso falar com alguém a esse
respeito. Tão intensos, porém, são nosso medo e a relutância de fazê-lo que, ao início, muitos tentam
contornar o Quinto Passo. Procuramos uma maneira mais fácil que geralmente consiste na admissão ampla e
quase indolor de que, quando bebíamos, éramos, às vezes, maus elementos. Mas, das coisas que realmente nos
aborrecem e marcam, nada dizemos. Certas lembranças penosas e aflitivas, dizemos para nós mesmos, não
devem ser compartilhadas com ninguém. Essas serão nosso segredo. Ninguém deve saber. Esperamos levá-las
conosco para a sepultura. Contudo, se a experiência do tratamento. serve para algo, ela nos diz que a esse
procedimento, não só falta critério, como também, é uma resolução perigosa. Poucas atitudes atrapalhadas
causaram mais problemas do que recusar-se a prática do Quinto Passo. Algumas pessoas são incapazes de
permanecerem sóbrias, outras recairão periodicamente enquanto não fizerem uma verdadeira "limpeza de
interior".
- É o extrato
 Qualidades / defeitos
 Autoconhecimento
 Compartilhar: consigo, com PS e com os outros
 Auto-aceitação
 Perdão – você libera e recebe, para si e para os outros
6. PRONTIFICAMO-NOS INTEIRAMENTE DEIXAR QUE DEUS REMOVESSE TODOS
ESSES DEFEITOS DE CARÁTER.
"Este é o passo que separa o adolescente do adulto"
Ele prossegue para explicar que qualquer pessoa cheia de disposição e honestidade suficientes para,
repetidamente, experimentar o Sexto Passo com respeito a todos seus defeitos - em absoluto sem qualquer
reserva - tem realmente andado um bom pedaço no campo espiritual e, portanto, merece ser chamado de um
homem que está sinceramente empenhado em crescer à imagem e semelhança do PS.
 Paz PS – ponto de equilíbrio (fé)
 Liberta-se da sujeira acumulada de baixo do tapete
 É necessário para o crescimento espiritual
 Ponto a partir do qual abandonamos os objetivos limitados e nos encaminhamos em direção à
vontade de Deus para conosco.
7. HUMILDEMENTE ROGAMOS A ELE QUE NOS LIVRASSE DE NOSSAS IMPERFEIÇÕES.
Realmente, conseguir maior humildade é um dos princípios fundamentais de cada um dos Doze Passos, pois
sem certo grau de humildade, nenhum DQ poderá permanecer limpo.
Além disso, quase todos descobriram que para desenvolver esta preciosa virtude é estritamente necessário à
abstinência. Para então, desenvolverem uma excelente qualidade de vida.
A humildade como palavra e ideal, tem sido deturpada em nosso meio, não somente é mal entendida a idéia,
mas, freqüentemente a palavra em si desagrada profundamente.
 Paz PS – Ação – Humildade
 O largo caminho rumo à verdadeira liberdade do espírito humano.
 É a modificação de atitude que permite que nos transportemos em direção a Deus
8. FAZERMOS UMA RELAÇÃO DE TODAS AS PESSOAS QUE TÍNHAMOS PREJUDICADO
E NOS DISPUSER A REPARAR OS DANOS A ELAS CAUSADOS.
O Oitavo e Nono Passos - preocupam-se com as relações pessoais.
QUESTIONAMENTO:
“Olhamos para o passado e tentamos descobrir onde erramos, então fazemos uma enérgica tentativa de
reparar os danos que tenhamos causado e, havendo desta forma limpado o entulho do passado, consideramos
de que modo, com o novo conhecimento de nós mesmos, poderemos desenvolver as melhores relações
possíveis com todas as pessoas que conhecemos”
Eis uma incumbência difícil. É uma tarefa que poderemos realizar com crescente habilidade, sem, contudo
jamais concluí-la. Aprender a viver em paz, companheirismo e fraternidade com qualquer homem e mulher, é
uma aventura comovente e fascinante.
Se a sociabilidade for reiniciada com boa vontade e humildade, os resultados vão se revelando tão
rapidamente que a dor irá diminuindo à medida que os obstáculos, um a um, forem desaparecendo.
Tais obstáculos, contudo, são muito reais. O primeiro e um dos mais difíceis, diz respeito ao perdão.
“Lembremos de que os DQ não são os únicos afligidos por emoções doentias”.
(Embora em alguns casos não possamos fazer reparação alguma, e em outros o adiamento da ação seja
preferível, deveríamos, contudo, fazer um exame apurado, real e exaustivo da maneira pela qual nossa vida
passada afetou as outras pessoas. Em muitas instâncias descobriremos que, mesmo que o dano causado aos
outros não tenha sido grande, o dano emocional que causamos a nós mesmos foi enorme. Embora, às vezes,
totalmente esquecidos, os conflitos emocionais que nos prejudicaram se ocultam e permanecem, em lugar
profundo, abaixo do nível da consciência).
 Trata-se das relações pessoas
 Lista de pessoas a quem prejudicou/causou danos, bêbedo ou não
 É o começo do fim do isolamento
9. FAZERMOS REPARAÇÕES DIRETAS DOS DANOS CAUSADOS A TAIS PESSOAS,
SEMPRE QUE POSSÍVEL, SALVO QUANDO FAZÊ-LO SIGNIFICASSE PREJUDICÁ-LAS OU A
OUTREM.
Bom-senso, um cuidadoso sentido de escolha do momento, coragem e prudência - eis as qualidades que
precisamos ter quando damos o Nono Passo.
(Após haver elaborado a relação das pessoas as quais prejudicamos refletido bem sobre cada caso específico e
procurado nos imbuir do propósito correto para agir, veremos que o reparo dos danos causados divide em
várias classes aqueles aos quais nos devemos dirigir. Haverá os que deverão ter preferências, tão logo
estejamos razoávelmente confiantes em poder manter nossa sobriedade. Haverá aqueles aos quais poderemos
fazer uma reparação apenas parcial, para que revelações completas não façam a eles e a outros mais danos do
que reparos. Haverá outros casos em que a ação deverá ser adiada, e ainda outros em que, pela própria
natureza da situação, jamais poderemos fazer um contato pessoal direto).
(Embora possamos estar inteiramente dispostos a revelar o pior, precisamos nos lembrar que não podemos
comprar nossa paz de espírito à custa dos outros. O mesmo procedimento se aplicará no escritório ou na
fábrica, etc...)
Dentro do equilíbrio então, estaremos prontos para procurar estas pessoas, dizer-lhes o que é o tratamento, e o
que estamos tentando fazer. Isso explicado pode admitir livremente os danos que causamos e pedir desculpas.
Comprometermos-nos de quitar dentro das possibilidades nossas obrigações financeiras ou outras, que
tivermos.
 Faz reparações diretas sempre que possível, desde que não causem prejuízos maiores
 A hora certa é importante para a reparação
 Reparação de culpa, mas com responsabilidade – auto-perdão.
10. CONTINUAMOS FAZENDO O INVENTÁRIO PESSOAL E, QUANDO ESTÁVAMOS
ERRADOS, NÓS ADMITIMOS PRONTAMENTE.
Quando vamos praticando os nove primeiros passos, estamos nos preparando para a aventura de uma nova
vida.
Então, vem a prova decisiva: podemos permanecer sóbrios, manter nosso equilíbrio emocional e viver
utilmente sob quaisquer condições?
Uma olhada contínua sobre nossas qualidades e defeitos e o firme propósito de aprender e crescer por esta
forma são necessidades para nós. Embora difícil não seja impossível. Em todos os tempos e lugares, é claro,
pessoas mais experientes adotaram a prática do auto-exame e da crítica impiedosa. Os sábios sempre
souberam que alguém só consegue fazer alguma coisa de sua vida depois que o exame de si mesmo venha a se
tornar um hábito regular, admita e aceite o que encontrar e, então, tente corrigir o que lhe pareça errado, com
paciência e perseverança. (Embora todos os inventários, em princípio, sejam iguais, a ocasião os faz
diferentes.
Há o "relâmpago", feito a qualquer hora, toda vez em que nos encontremos enredados. Existe o do fim de cada
jornada, quando revisamos os acontecimentos das últimas vinte e quatro horas. É neste verdadeiro balancete
diário que creditamos a nosso favor ou debitamos contra nós as coisas que julgamos bem ou mal feitas. De
tempo em tempo, surgem às ocasiões em que, sozinhos ou assessorados pelos nossos padrinhos ou
conselheiros espirituais, fazemos a revisão atenta de nosso progresso durante a última etapa. Muitos
costumam fazer uma "limpeza geral" em cada ano ou período de seis meses. Outros de nós também preferem
a experiência de um retiro, onde isolados do mundo exterior, calma e tranquilamente, podem proceder à auto-
revisão e à meditação sobre os resultados).
 Inventário diário – F.E.S. (folha de eventos significativos)
 Investigação própria torna-se um hábito regular
 Parei de usar drogas, não parei de viver
 Submete-se ao tribunal da consciência
11. PROCURAMOS, ATRAVÉS DA PRECE E DA MEDITAÇÃO, MELHORAR NOSSO
CONTATO CONSCIENTE COM DEUS, NA FORMA EM QUE O CONCEBÍAMOS, ROGANDO
APENAS O CONHECIMENTO DE SUA VONTADE EM RELAÇÃO A NÓS, E FORÇAS PARA
REALIZAR ESSA VONTADE.
“A oração e a meditação são nossos meios principais de contato consciente com Deus”
Nós tornamos pessoas ativas, desfrutando a satisfação de lidar com a realidade da vida, geralmente pela
primeira vez em nossas vidas, tentando ajudar o primeiro DQ que aparecer. Portanto, não é de se estranhar
que, com freqüência, façamos pouco caso da meditação e da oração séria como não sendo coisas de real
necessidade. Sem dúvida, chegamos a considerá-las como algo que possa nos ajudar a enfrentar uma
emergência.
 Meditação e a oração – são as principais vias para um Poder Superior
 Pedidos diários para compreender a vontade de Deus e para a graça a fim de pô-la em prática
 Pede orientação divina – comunicação com Deus -PS
12. TENDO EXPERIMENTADO UM DESPERTAR ESPIRITUAL, GRAÇAS A ESTES PASSOS,
PROCURAMOS TRANSMITIR ESTA MENSAGEM AOS ALCOÓLICOS E PRATICAR ESTES
PRINCÍPIOS EM TODAS AS NOSSAS ATIVIDADES.

No Décimo Segundo Passo o prazer de viver é o tema e a ação sua palavra chave. Chegou à oportunidade de
nos voltarmos para fora em direção de nossos companheiros ainda aflitos. Nessa altura, estamos
experimentando o dar pelo dar, isto é, nada pedindo em troca. Agora começamos a praticar todos os Doze
Passos em nossa vida diária para que possamos todos, nós e as pessoas que nos cercam encontrar a sobriedade
emocional.
Este passo também nos diz que, como resultado da prática de todos os passos, cada um de nós foi descobrindo
algo que se pode chamar de “despertar espiritual”.
“A alegria de viver é o tema do décimo segundo passo”
 O amor que não tem preço
 Colocando a nossa vida na base do “dar e receber”
“A compreensão é a chave das atividades corretas, e a ação correta e a chave para viver bem”.

"Oração da Serenidade" proferida pelos grupos anônimos (A.A., N.A., Al-Anon, Nar-anon) em suas
reuniões:
“Conceda-nos Senhor a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar,
coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras”

Referências Bibliográficas:

. O Caminho dos Doze Passos, Eds. Loyola, 1995.


. O Modelo Minnesota no Brasil, apostila, 1998.
www.alcoolicosanonimos.org.br
pt.wikipedia.org/wiki/Programa_de_12_passos
pt. wikipedia.org/wiki/Minnesota
JUNAAB Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos no Brasil 

“PENSAMENTO”

“NÃO CONSEGUIREMOS CUIDAR DOS OUTROS SEM ANTES AMAR E CUIDAR DE NÓS
MESMOS. MAS PRECISAMOS NOS PERGUNTAR ANTES SE NOS SENTIMOS DIGNOS DE
CUIDAR DE NÓS. AINDA COMO PRIORIDADE SOBRE CUIDAR DOS DEMAIS”.
(Caryn Summers)
OBRIGADA! - Dr.ª. Mª. FÁTIMA HEMETÉRIO – PSICANALISTA E PSICOTERAPEUTA
HOLÍSTICA

Você também pode gostar