ÍNDICE
INTRODUÇÃO...............................................................................................................................1
OBJECTIVOS.................................................................................................................................2
Objectivo Geral............................................................................................................................2
Objectivos Específicos.................................................................................................................2
METODOLOGIA............................................................................................................................2
CO-SEGURO..................................................................................................................................3
Conceito.......................................................................................................................................3
Alguns conceitos..........................................................................................................................3
Seguradora Líder..........................................................................................................................4
Responsabilidade do Co-segurador..............................................................................................5
Constituição do co-seguro............................................................................................................5
Contracto de co-seguro................................................................................................................6
Diferença entre co-seguro e resseguro.........................................................................................6
Vantagens do co-seguro e resseguro............................................................................................6
Desvantagens do Co-seguro.........................................................................................................7
CONCLUSÃO.................................................................................................................................8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................9
INTRODUÇÃO
O homem sempre esteve preocupado com a estabilidade de sua existência. Por sofrer as
consequências das variações climáticas e dos perigos da vida, desde a antiguidade procurava se
organizar em grupos para ter mais força e garantir o sustento e a segurança. Com o tempo, a
evolução das actividades comerciais mostrou a necessidade de protecção também contra os
prejuízos financeiros. E foi dessa forma, justamente buscando garantir as finanças e diminuir a
insegurança nas actividades cotidianas que surgiu o seguro.
O co-seguro é uma operação de seguro directo mas que a responsabilidade pela cobertura de um
risco é assumida por várias companhias de seguro, na proporção combinada. É para todos os
efeitos como um seguro normal, com a única e grande diferença em que o risco, ou pela sua
dimensão ou pelas suas características normalmente mais gravosas, é dividido por várias co-
seguradoras.
O presente trabalho visa debruçar sobre o co-seguro. O co-seguro é um meio utilizado pelas
empresas seguradoras para os riscos os quais estejam vinculados. O presente trabalho tem como
objectivo descrever abordagens e funcionamento do co-seguro, no qual se procurou apresentar
alguns pressupostos inerentes a esse tipo de actividade realizada pelas empresas seguradoras.
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OBJECTIVOS
Objectivo Geral
Descrever a abordagens e funcionamento do co-seguro
Objectivos Específicos
Mostrar o conceito de co-seguro e responsabilidade das empresas seguradoras;
Apresentar a constituição e contracto de co-seguro
Identificar as vantagens e desvantagens do co-seguro;
METODOLOGIA
Para cumprir com os objectivos propostos recorreu-se a:
Pesquisa bibliográfica,
Esta pesquisa serviu para enriquecer o trabalho efectuado sobre o tema, consistiu no na análise
de referências bibliográficas através de consulta nos livros e outros materiais e artigos
científicos.
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CO-SEGURO
Conceito
Segundo Figueiredo (1997), co-seguro é a distribuição de um seguro entre duas ou mais
seguradoras, ficando cada uma delas responsável directo por uma quota-parte determinada do
valor total do seguro.
Delgado conceitua o contracto de co-seguro como sendo “(...) uma operação que tem por
finalidade a repartição do risco, de um mesmo seguro, entre duas ou mais empresas seguradoras.
A legislação permite que, havendo co-seguro, sejam emitidas tantas apólices quantas forem as
seguradoras ou, apenas, uma apólice. Neste caso, uma seguradora assume o comando do negócio
jurídico, sem ocorrer a quebra do vínculo do seguro com as demais. Estas continuarão a
responder pelas obrigações contraídas, isoladamente, perante o segurado, nos limites
estabelecidos na apólice, considerando-se o que foi contratado”
O co-seguro tem o seu regime baseado no artigo 171 e seguintes do RJS (Regime Jurídico dos
Seguros) e é admitido em todos os ramos ou modalidades de seguro relativamente a contracto
que, pela sua natureza e importância justifiquem a intervenção de várias seguradoras.1
Alguns conceitos
Seguradoras – entidades constituídas sob a forma de sociedade anónima ou sociedade mútua,
ou uma sucursal de sociedade estrangeira, que, autorizada a explorar a actividade seguradora em
Moçambique, assume o risco transferido de um tomador de seguro; inclui, igualmente, o
exercício da actividade de resseguro.
Segurado: Segurado é a pessoa em relação a qual o segurador assume a responsabilidade de
determinados riscos (Figueiredo, 1997).
Prémio: O preço pago pelo segurado denomina-se premio. O prémio é um dos principais
elementos na formação de um contracto de seguro, pois ele traduz o preço pelo qual o segurador
concorda em assumir o risco (Figueiredo, 1997).
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Contracto: O direito romano define o contracto como o mútuo consenso de duas ou mais pessoas
sobre o mesmo objecto. Um contracto não pode ser interpretado apenas sob a óptica jurídica,
mas deve ser visto à luz do cenário social e económico onde foi feito. Ela cita também que os
instrumentos formais dos contractos de seguro são: a proposta, a apólice, o endosso e aditivos ou
averbações (Figueiredo, 1997).
Seguradora Líder
No entanto, o contracto em regime de co-seguro é titulado por uma apólice única, emitida pela
seguradora líder e na qual deve figurar a quota-parte de risco ou parte percentual do capital
assumida por cada uma das co-seguradoras, sendo esse o limite das sua correspondentes
responsabilidades individuais (idem).
Funções da co-seguradora líder
À seguradora, ou melhor, a co-seguradora líder do contracto celebrado em regime de co-seguro
são atribuídas as funções de:2
Receber do tomador do seguro a declaração do risco objecto do seguro, bem como as
declarações posteriores de agravamento ou de redução de mesmo risco;
Fazer análise do risco e estabelecer as condições do seguro e a respectiva tarifação;
Emitir a apólice de seguro correspondente à totalidade do risco ou capitais assumidos;
Proceder à cobrança dos prémios, emitindo os respectivos recibos;
Desenvolver, sempre que necessário, acções legalmente previstas face ao não pagamento
de um recibo de prémio;
Receber as participações de sinistro e proceder à sua regularização; e
Aceitar ou propor a resolução do contracto, conforme as circunstâncias.
Para cada contracto celebrado em regime de co-seguro deve ser estabelecido entre as respectivas
co-seguradoras um acordo que define as relações entre todas e entre cada uma e a líder, do qual
devem, sem prejuízo das funções desta, constar:3
Valor da taxa de gestão, se as funções do líder forem remuneradas;
2
Idem
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Forma de transmissão de informações e de prestação de contas pelo líder a cada uma das
co-seguradoras; e
Regime de pagamento de sinistros.
Responsabilidade do Co-segurador
Considerando que a relação existente entre a co-seguradora líder e as restantes é uma relação
jurídica-contratual, estabelecendo direitos e obrigações, aquela poderá ser civilmente responsável
perante as outras pelas perdas e danos decorrentes do não cumprimento das funções que lhe
forem atribuídas.
Resumindo e parafraseando Pedro Romano Martinez, na sua obra Direito dos Seguros, pág.
52, no co-seguro há uma assunção conjunta de um risco por várias empresas de seguro,
denominadas co-seguradoras entre as quais uma é líder.
Adianta aquele autor que, neste contracto de seguro, uma das partes (seguradora) é colectiva,
pois é composta por várias empresas de seguros em regime de parcialidade. Não há
solidariedade, pois cada seguradora assume uma parcela do mesmo risco, num contracto único
titulado por uma só apólice.
Diferentemente do resseguro, uma co-seguradora é parte integrante do contracto de seguro
firmado, e sua responsabilidade é limitada ao seu percentual de co-seguro. Isto significa que se
um co-segurador não honrar seus compromissos, os demais não têm obrigação legal de cobri-
los.4
As várias companhias de seguro, não são solidárias entre si, isto é, cada uma é responsável pela
parte do risco que assume através de um contracto de seguro único com as mesmas garantias e
período de vigência e com um prémio global.
Constituição do co-seguro
De acordo com Goldberg (S/d), a constituição do co-seguro se apresenta de forma distinta,
constatada a necessidade de pulverizar o risco, forma-se uma estrutura constituída por empresas
seguradoras alinhadas, que, proporcionalmente, cuidarão de dividir o premio cujo o pagamento
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será efectuado pelo segurado contratante, e, consequentemente, a responsabilidade pela
importância segurada corresponde a quota auferida por cada empresa seguradora.
Contracto de co-seguro
O Contracto de co-seguro tem por âmbito a definição das garantias, riscos cobertos e riscos
excluídos. Na verdade, o Contracto de co-seguro é um acordo pelo qual as seguradoras ou
Micro-Seguradoras se obriga, em contrapartida do pagamento de um prémio e para o caso de se
produzir um o evento cuja verificação é objecto de cobertura, a indemnizar, nos termos e dentro
dos limites convencionados, o dano produzido ao segurado ou a satisfazer um capital, uma renda
ou outras prestações nele previstas.
a) Sujeitos
Conforme indica o artigo 79 RJS, as partes contratantes são as seguradoras e o tomador do
seguro, o segurado e o beneficiário partes interessadas, aos quais cabe exercer os direitos e
cumprir obrigações que derivam e são explicitados no respectivo contracto de seguro.
b) Regulação
O contracto de co-seguro é regulado pelas disposições do RJS (art.80), cujas normas têm caracter
imperativo, salvo disposição em sentido diverso que, nos termos legais e no âmbito da autonomia
privada possam ser consideradas.
Diferença entre co-seguro e resseguro
O co-seguro diferencia-se do resseguro pelo facto do primeiro estar relacionado com a
distribuição do risco a duas ou mais seguradoras em que cada uma é responsável pela sua quota
enquanto que o resseguro está relacionado com a transferência de parte ou de toda a
responsabilidade do segurador para o ressegurador, facilitando a pulverização de risco vultoso,
preservando a estabilidade técnica da empresa seguradora.
Vantagens do co-seguro e resseguro
Segundo Oliveira (2005), o co-seguro oferece vantagens para o segurado, para o segurador e,
ainda, para o sistema económico:
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a) Para o segurado é conferida uma garantia maior de que a indemnização a que tem direito
será paga correctamente, reduzindo o risco de inadimplência por parte das companhias
seguradoras ou, ao menos, diminuindo-se o risco, uma vez que o pagamento é realizado
de forma pulverizada (Oliveira, 2005);
b) Para o segurador: não suportará indemnizações muito elevadas que possam, até mesmo,
impossibilitar a continuidade do exercício de sua actividade económica e acarretar a
falência da empresa. A pulverização de riscos permite ao segurador garantir prémios que
excedam o seu limite patrimonial, aceitando riscos que superem sua capacidade
económica, o que possibilita a ampliação de sua actuação no mercado (Oliveira, 2005);
c) Para o sistema económico, confere às seguradoras maior estabilidade e confiabilidade
(Oliveira, 2005).
Desvantagens do Co-seguro
De acordo com Buranello (2006), de modo geral, o co-seguro apresenta algumas desvantagens o
que faz com que apenas seja utilizado em algumas hipóteses, como nos casos de importâncias
seguradas altamente elevadas. Pode-se citar, como exemplo, algumas desvantagens para o
segurado:
a) Lidar e contratar com várias sociedades seguradoras;
b) Enfrentar a morosidade na liquidação de sinistros, uma vez que o pagamento de
indemnização é pago directamente por cada uma das seguradoras contratadas.
Conforme Buranello (2006), em relação ao segurado, pode-se citar, como exemplo, as seguintes
desvantagens:
a) O co-seguro aproxima o cliente das empresas concorrentes;
b) Aumenta o custo administrativo directo e indirecto do negócio de seguros.
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CONCLUSÃO
Terminado o trabalho, pode-se concluir que o co-seguro é a divisão de um risco segurado entre
várias Seguradoras, cada uma das quais se responsabiliza por uma quota-parte determinada do
valor total do seguro. Uma delas, indicada na apólice e denominada por Seguradora Líder que
assume a responsabilidade de administrar o contracto, e representar todas as demais no
relacionamento com o segurado, inclusive em caso de sinistro.
O co-seguro oferece ao segurado a garantia da indemnização apos a ocorrência de alguns sinistro
ou danos relativamente aos bens segurados mas também é desvantajoso porque pode existir uma
demora no recebimento do valor de indeminização dado a existência de muitas seguradoras.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BURANELLO, Renato Macedo. Do contracto de seguro. São Paulo: Quartier Latin, 2006.
DELGADO, José Augusto. Comentários ao Novo Código, vol. XI, Tomo I, Forense, Riode
Janeiro, 2004.
GOLDBERG, Ilan (s/d). Co-seguro e Resseguro- Panorama. Disponível em
[Link] extraído no dia 22/05/2019
[Link] obtido em 22 de Maio de 2019 as 10h:46min
[Link] obtido em
22/05/2019 as 10h:32 min
[Link] obtido em
22/05/2019 as 10h:32 min
OLIVEIRA, Celso Marcelo. Teoria geral do contracto de seguro. LZN Editora, 2005