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DISCALCULIA
Jaqueline Lava
Faculdade Dom Alberto
Pós-Graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional
23/11/2020
RESUMO
O presente trabalho, desenvolvido através de pesquisas, traz a estudo o tema discalculia, também conhecida como transtorno da
matemática, é um transtorno de aprendizagem específico, de origem desenvolvimental e caracterizado por dificuldades na
aquisição de habilidades matemáticas. Esse déficit é comprovado por meio de um teste padronizado de aritmética, administrado
individualmente, no qual, a criança deve estar muito abaixo do nível exigido para sua idade. O psicólogo e psicopedagogo
possuem um papel fundamental, pois, auxiliam não só a criança, mas também a família, buscando elucidar suas dúvidas e seus
anseios. Por fim, para a intervenção, deve-se ter muito cuidado, buscando sempre informar ao aluno tudo o que está sendo
realizado para que ele não se sinta confuso.
Palavras-chave: Discalculia. Dificuldades. Critérios Diagnósticos. Intervenção.
1 INTRODUÇÃO
Dentre os problemas de aprendizagens que os psicólogos e psicopedagogos se deparam
quase todos os dias está a discalculia, conhecida como dificuldade de aprendizagem na matemática.
Dificuldade em resolver problemas matemáticos e dificuldades na aquisição de habilidades
aritméticas.
Para alguns autores citados abaixo não é ocasionada por deficiência mental, deficiência
visual ou auditiva nem por má escolarização, é a falta do mecanismo do cálculo e da resolução de
problemas, é um transtorno neurológico. Não podemos negar também que alguns problemas na
matemática se dão pelo ensino precário da disciplina, discussão que veremos ao longo do trabalho.
Para que possamos entender mais sobre a discalculia é importante entender quais os critérios
diagnósticos da discalculia, como é realizado esse diagnóstico, o papel do psicólogo e do
psicopedagogo no tratamento e acompanhamento da discalculia e como podemos intervir.
2 DISCALCULIA (DEFINIÇÃO E HISTÓRIA)
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Muitos problemas de aprendizagem são verificados no ambiente escolar, dentre eles,
problemas relacionados especificamente em resolver problemas matemáticos e habilidades com
cálculo, dentre estas dificuldades falaremos da discalculia que é um Transtorno Especifico da
Aprendizagem, para isso, se faz necessário, uma breve explicação sobre acalculia, termos que são
muitas vezes confundidos. Acalculia para Garcia (1998) ocorre quando o indivíduo, após sofrer
lesão no cérebro como um traumatismo, tende a perder as habilidades matemáticas já conquistadas,
a acalculia é diferenciada como acalculia primária: quando a alteração predomina apenas
transtornos no domínio da Matemática e acalculia secundária: quando existem alterações em outras
funções cognitivas.
O transtorno da matemática, conhecido como discalculia, é um transtorno de aprendizagem
específico, de origem desenvolvimental e caracterizado por dificuldades na aquisição de habilidades
aritméticas (ESTANISLAU; BRESSAN, 2014). De acordo com Vieira (2004) discalculia
etimologicamente significa alteração da capacidade de cálculo, são as alterações observáveis no
manejo dos números, englobando o cálculo mental, leitura dos números e escrita dos números. Para
Campos (2014), a discalculia é uma dificuldade significativa no desenvolvimento das habilidades
matemáticas e não é ocasionada por deficiência mental, deficiência visual ou auditiva nem por má
escolarização, é a falta do mecanismo do cálculo e da resolução de problemas, ou seja, por
transtorno neurológico.
O termo discalculia foi referido, pela primeira vez em 1974 por Ladislav Kosc na Bratislava,
que realizou um estudo pioneiro sobre esse transtorno relacionado às habilidades matemáticas, para
ele a discalculia ou a discalculia de desenvolvimento é uma desordem estrutural nas habilidades
matemáticas, tendo sua origem em desordens genéticas ou congênitas naquelas partes do cérebro
que são um substrato anatômico-fisiológico de maturação das habilidades matemáticas
(BERNARDI; STOBAUS, 2011). O termo discalculia vem do grego dýs (mal) e do latim calculare
(calcular), que significa dificuldade ao calcular (SALES et al, 2015).
Bernardi e Stobaus (2011) apresentam que nos estudos de Kosc em 1974 surgiram seis tipos
de discalculia, afirmando que essas discalculias podem se manifestar sob diferentes combinações e
unidas a outros transtornos de aprendizagem, como por exemplo, crianças com dislexia ou déficit de
atenção e hiperatividade, podendo manifestar-se em alunos inteligentes, potencialmente dotados de
capacidades em diversas áreas do conhecimento, no entanto, a criança discalcúlica poderá
desenvolver todas as habilidades cognitivas necessárias nas demais disciplinas escolares, mas
possuir certa deficiência durante a realização de uma ou mais operações matemáticas. Geralmente
quando a criança apresenta discalculia léxica e gráfica, possui também a dislexia.
Estes subtipos dividem-se em:
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Discalculia verbal: dificuldades em nomear quantidades matemáticas, números de coisas, os
termos, os símbolos operacionais e as relações.
Discalculia practognóstica: dificuldades para enumerar e comparar as estimativas de
quantidades, manipular objetos reais ou em imagens.
Discalculia léxica: dificuldades na leitura de símbolos matemáticos.
Discalculia gráfica: dificuldades na escrita de símbolos matemáticos.
Discalculia ideognóstica: o indivíduo apresenta dificuldade na compreensão de ideias e
conceitos matemáticos e na realização de cálculo mental.
Discalculia operacional: dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.
2.1 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
“Discalculia é um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades
caracterizado por problemas no processamento de informações numéricas, aprendizagem de fatos
aritméticos e realização de cálculos precisos ou fluentes” (DSM-V, 2014, p. 67).
O transtorno específico das habilidades aritméticas não é explicável unicamente com base
em retardo mental global ou em escolaridade inadequada. Ele está relacionado com o domínio de
habilidades computacionais básicas de adição, subtração, multiplicação e divisão (CID-10, 2008).
Não existe apenas um fator que possa justificar o surgimento da discalculia. Na área da psicologia,
estudos apontam que, indivíduos que possuem alterações psíquicas são mais propensos para
apresentar problemas de aprendizagem, pois, os seus aspectos emocionais podem interferir muito
em funções ligadas a matemática, principalmente na memória, atenção e percepção. Já para a área
da pedagogia, essas dificuldades estão ligadas diretamente com os fenômenos que decorrem no
processo de aprendizagem, como por exemplo os métodos de ensino inadequados, inadaptação à
escola, entre outros (COELHO, 2017).
Para realizar um diagnóstico de transtorno de habilidades de aritmética, o desempenho da
criança deve estar muito abaixo do nível exigido para a sua idade, porém, sua habilidade de leitura e
do soletrar devem estar no nível normal para sua idade. Esse déficit é comprovado por meio de um
teste padronizado de aritmética, administrado individualmente (CID-10, 2008). “Interfere
significativamente no rendimento escolar ou em atividades da vida diária que exigem habilidades
matemáticas” (DSM IV, 2002, p. 83).
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No caso de crianças com discalculia, seu desempenho nos testes de inteligência é superior
nas funções verbais, e baixo nas funções não-verbais, isto é, nas realizações. Revelam um ritmo
lento, utilizando quase sempre os dedos para contar. Apresentam ansiedade, falta de motivação, e
possuem medo do fracasso, reação esta pela repressão dos pais, colegas e professores (COELHO,
2017).
Dentre as dificuldades que a criança apresenta, inclui-se:
Falha em entender os conceitos subjacentes a certas operações aritméticas; falta de
entendimento de termos e sinais matemáticos; falha em reconhecer símbolos numéricos;
dificuldades em realizar manipulações aritméticas padronizadas; dificuldade em entender
quais números são relevantes ao problema aritmético em consideração; dificuldade em
alinhar números apropriadamente ou em inserir pontos decimais ou símbolos durante os
cálculos; organização espacial precária para cálculos aritméticos e incapacidade de
aprender satisfatoriamente a tabuada (CID-10, 2008, p. 243).
Embora os sintomas da discalculia sejam apresentados já no primeiro ano da escola, o
transtorno da matemática raramente é diagnosticado até o fim desse primeiro ano, pois, por se tratar
de uma série inicial, ainda não ocorreu toda a instrução formal em matemática. Esse déficit é mais
visualizado a partir do segundo ano do ensino fundamental (DSM IV, 2002).
2.1.1 Como é realizado esse diagnóstico
A discalculia tem tratamento e precisa ser identificado o quanto antes, pois os problemas de
aprendizagem vão piorando, gerando inseguranças e baixa autoestima. Muito adultos com
diagnóstico de discalculia enfrentam dificuldades em atividades rotineiras como por exemplo,
contar dinheiro. Muitos passam por experiências ruins durantes os anos escolares, por terem
dificuldade com a matemática. O diagnóstico precisa ser realizado por uma equipe interdisciplinar,
onde participam nesta equipe um psicopedagogo, um fonoaudiólogo e um neuropsicólogo.
Destacam para o fato de que, quem tem dislexia tem grande possibilidade de ter também
discalculia. Independentemente de ter os dois, ou apenas um, é extremamente importante e
necessário procurar ajuda de um profissional qualificado assim que os problemas de aprendizagem
forem identificados durante os anos escolares da criança (FRANK, 2017).
O Instituto ABCD (2017) declara em sua página que é preciso fazer um diagnóstico com
todo cuidado, pois é isso que vai garantir que o indivíduo e sua família tenham tratamento e
acompanhamento necessário e eficiente. Através de um diagnóstico bem feito o indivíduo terá uma
compreensão mais precisa de seu problema e das dificuldade e habilidades que a discalculia
apresenta, buscando assim melhores soluções. Todo esse processo também é importante para
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descartar outros problemas de aprendizagem, afinal problemas de aprendizagem podem estar
relacionados a várias outras coisas. É somente através de um profissional qualificado que se terá um
diagnóstico mais preciso do problema. Um diagnóstico equivocado também pode provocar um
desgaste emocional e financeiro muito grande no indivíduo e em seus familiares.
2.2 PAPEL DO PSICÓLOGO E PSICOPEDAGOGO NO TRATAMENTO DA DISCALCULIA
De acordo com Gentile (2002 apud PERETTI 2009), em geral, após o diagnóstico
multidisciplinar da Discalculia o sujeito dá início as sessões de terapia com a profissional
psicopedagoga, a terapia visa entre outros aspectos melhorar a imagem que o sujeito tem de si
mesmo, buscando valorizar as atividades das quais o mesmo se sai bem.
Conforme Campos (2015 apud BORGES 2015), o tratamento será caracterizado por um
treinamento com o objetivo de amenizar os sintomas, melhorar a autoestima e autoimagem, visando
levar o sujeito a adquirir maior autonomia, segurança e autoconfiança para desenvolver estratégias e
resolver atividades que anteriormente eram consideradas impossíveis, desta forma melhorando a
qualidade de vida do paciente.
Ainda, segundo Gentile (2002 apud PERETTI 2009), ao dar início ao tratamento
psicopedagógico, o discalcúlico passará por uma avaliação, na qual tem por objetivo procurar
compreender o processo de aprendizagem deste sujeito, buscando aprimorar o seu modo de
raciocínio, enfatizando na sua lógica particular.
De acordo com Polya (1945) e Onuchic (2011 apud BORGES 2015), é imprescindível o uso
de atividades dinâmicas no processo de resolução de problemas, o uso de materiais concretos e
jogos possibilita a compreensão destas questões, consequentemente, não se fazendo uso somente de
práticas de memorização. Os jogos pedagógicos são de grande utilidade no tratamento clínico
psicopedagógico. Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD) (apud MASSARO 2015), a
aplicação de jogos que trabalham a noção espacial, sequencias numéricas, contagem de elementos e
o uso de aparelhos tecnológicos são facilitadores no processo de aprendizagem do discalcúlico,
fornecendo assim, suporte para o tratamento.
Conforme Johnson e Myblebust, (1987 apud MASSARO (2015), funções essências para a
aprendizagem matemática, tais como atenção e memória estão diretamente relacionadas com o
caráter emocional de um indivíduo, portanto, podemos perceber a importância de um tratamento
conjunto entre psicopedagogo e psicólogo no que diz respeito ao tratamento da discalculia.
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Segundo Novaes (1980) o psicólogo exerce uma função importante no que se refere ao
contexto da educação especial, tanto no apoio a professores, alunos e familiares quanto no
desenvolvimento psíquico e comportamental destes indivíduos com distúrbios, colaborando na
formação de identidade do intelecto do sujeito, pois estes acabam passando por sentimentos como
vergonha e medo ao se expor, o que causa a somatização de sentimentos que consequentemente
podem acabar refletindo nos relacionamentos sociais e no desenvolvimento psíquico destes.
2.3 DISCALCULIA X ENSINO PRECÁRIO DA MATEMÁTICA
Que a Discalculia existe não temos dúvidas, assim como a Dislexia, o que não podemos
negar é que o Ensino de Matemática é precário no Brasil. E essa precariedade acaba abrindo portas
para o distúrbio.
De acordo com Lara (2004) o modo como o professor se expressa e se comunica com o
aluno em sala de aula pode tornar-se um dos grandes causadores das dificuldades encontradas pelos
alunos para aprender Matemática.
Contudo Lara (2004) destaca que muitas vezes o fracasso na aprendizagem de Matemática
não é do distúrbio e nem do ensino do professor, mas pode vir de casa. Se algum membro da família
já experimentou algum tipo de frustração em relação a Matemática, este por sua vez acaba passando
para o filho sendo uma tradição quase genética, assim passam a acreditar ser normal ir mal na
Matemática.
O processo de aprendizagem de matemática inicia-se na Educação Básica nos primeiros
anos do Ensino Fundamental, e nesse período são construídas as bases para a formação matemática.
Portanto o profissional pedagogo necessita ter uma formação que possibilite desenvolver
conhecimentos sólidos e eficazes que possam garantir uma aprendizagem no mínimo satisfatória
quanto às áreas de conhecimentos em que atua, portanto, conteúdo específico de matemática
continua sendo um importante instrumento de trabalho do professor na construção das habilidades e
competências matemáticas requeridas pelo aluno e pela sociedade. Quando o aluno não tem uma
aprendizagem significativa e básica dos conteúdos trabalhados nas séries iniciais do Ensino
Fundamental tem grandes chances ao longo de toda a vida escolar de ter seu aprendizado
comprometido do saber matemático trabalhado ao longo dos últimos anos do Ensino Fundamental e
do Ensino Médio (ALMEIDA; LIMA, 2012).
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Segundo Almeida (2006) as dificuldades de aprendizagem em Matemática podem ocorrer
por diversos fatores, sejam eles afetivos, cognitivos ou mesmo físicos. É importante que o sistema
de ensino esteja adequado à realidade do aluno e que busque alternativas para desenvolver o
cidadão de forma íntegra e participativa. O trabalho conjunto entre escola, pais, professores e alunos
são imprescindíveis para que os problemas possam ser mais bem tratados e acompanhados ou até
mesmo com que se evitem possíveis transtornos.
O professor precisa ter atenção e conhecer os seus alunos. Quando algum deles apresentar
baixo rendimento é preciso se aproximar desse aluno e perceber o que lhe causa ansiedade. Através
do diálogo e de palavras motivadoras, o quadro possa ser invertido. E em alguns casos o professor
vai precisar repensar sua metodologia de ensino (LARA, 2004).
No ano de 2007 a revista Nova Escola publicou uma matéria com trechos da entrevista feita
com Patricia Sadovsky numa de suas vindas ao Brasil, para participar de encontros no Centro de
Educação e Documentação para a Ação Comunitária e na rede privada de São Paulo. Patricia
Sadovsky é doutora em didática da Matemática pela Universidade de Buenos Aires. Enfatiza
Patrícia que o baixo desempenho dos alunos em Matemática é uma realidade em muitos países, não
só no Brasil. A má fama da disciplina se deve, à abordagem superficial e mecânica realizada pela
escola. Falta formação aos docentes para aprofundar os aspectos mais relevantes, aqueles que
possibilitam considerar os conhecimentos anteriores dos alunos, as situações didáticas e os novos
saberes a construir (BENCINI, 2007).
3 INTERVENÇÃO
Para poder realizar uma intervenção são necessárias algumas etapas, uma delas é a
orientação, é muito importante informar ao aluno sobre a estrutura e as exigências que serão
cobradas, estruturar os períodos de aula para que ele não se sinta perdido, estimular a participação
ativa e independente no processo de aprendizagem, como também, promover nos alunos, a
utilização de estratégias de memorização e recuperação das informações (GARCÍA, 1998).
Segundo Sampaio (2010) para fazer o diagnóstico clínico a observação do cálculo pode ser
feita de maneira lúdica. Pode-se utilizar o jogo pega-varetas para observar, por exemplo: Soma, o
entrevistado deverá contar quantos palitos ele conseguiu e quantos o entrevistador conseguiu;
subtração, o entrevistado deverá encontrar a diferença entre a quantidade do entrevistado e do
entrevistador; multiplicação, o entrevistado deverá multiplicar a quantidade de palitos amarelos pelo
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seu valor e fazer assim com as demais cores; divisão, o entrevistado deverá contar quantos palitos
têm no total e realizar uma situação problema: Tenho cinquenta palitos e quero dividir com oito
crianças. Com quantos palitos cada criança ficará? Sobrou palitos?
Pode-se utilizar também outros jogos, como dominó tradicional ou dominó de adição ou
multiplicação. Pedir para realizar por escrito, algumas situações problema para observar o
raciocínio lógico, por exemplo: Mamãe comprou meia dúzia de brigadeiros, uma dúzia de
pãezinhos, oito chocolates e vinte maçãs. Quantos doces mamãe comprou? Comprei cinco pacotes
de figurinhas. Em cada pacote, existem três figurinhas. Com quantas figurinhas ficarei quando
terminar de abrir todos os pacotes? Adapte os problemas à idade da criança (SAMPAIO, 2010).
A Cartilha da Inclusão Escolar (2014) faz recomendações específicas para trabalhar e
permitir a inclusão no espaço escolar à crianças com Discalculia. De acordo com a cartilha o aluno
deve sentar-se próximo ao professor, de sua mesa e próximo à lousa já que frequentemente se
distrai em decorrência de suas dificuldades ou desinteresse. Essa medida favorece o diálogo,
orientação e acompanhamento das atividades, além de fortalecer o vínculo afetivo entre ambos.
Algumas estratégias e intervenções que ajudam a inclusão de crianças com Discalculia
Verbal, o aluno não sabe os fatos aritméticos, tabuadas.: distinção entre recitar palavras numéricas e
contar (palavras correspondem a conceito numérico); ordem e sequência dos números cardinais e
ordinais, dias da semana, meses e estações do ano, entre outras. Contar para trás ajuda a
desenvolver também a habilidade de memória automática; desenvolvimento da estratégia de
contagem em base decimal pela qual a criança pode realizar tarefas de adição e subtração
envolvendo dez e uns; reforço da linguagem Matemática ensinando palavras quantitativas, tais
como mais, menos, igual, soma, juntos e diferentes (CARTILHA DA INCLUSÃO ESCOLAR,
2014).
Intervenções que ajudam a inclusão de crianças com Discalculia de Procedimento, o aluno
não sabe como fazer a conta. Para a intervenção podemos: eliminar situações de ansiedade em
classe permitindo tempo extra para tarefas e avaliações. Evitar exercícios de fluência; falar em voz
alta e reagrupar todas as estratégias; uso de papel quadriculado para alinhar contas; brincar com
Matemática para ensinar fatos básicos; anexar tabuada na carteira e permitir manipulação durante
resolução de problemas; ensinar contar salteado para aprender fatos de multiplicar (CARTILHA
DA INCLUSÃO ESCOLAR, 2014).
Intervenções que ajudam a inclusão de crianças com Discalculia Semântica, o aluno não tem
noção do que é maior e menor, longe e perto e plausibilidade da resposta, por exemplo: 48-34 = 97.
Para a intervenção podemos: reforçar os padrões de habilidades básicas organizando objetos por
tamanho e formas; estimular o aluno a explicar sua estratégia durante a resolução do problema para
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expandir suas opções de resolução; ensinar habilidades estimativas para permitir previsão da
resposta; estimular o aluno a escrever uma sentença matemática a partir de uma sentença verbal;
construir respostas incorretas para os problemas auxiliando o aluno a discriminar a correta da
incorreta; Incorporar dinheiro e estratégias de medida para adicionar relevância (CARTILHA DA
INCLUSÃO ESCOLAR, 2014).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A discalculia possui uma ampla rede de dificuldades associadas a matemática e suas
características e sintomas variam dependendo da idade de cada criança, os sintomas podem estar
combinados e ser apresentados de forma diversa em cada caso. O quanto antes o problema for
identificado, mais cedo a criança que sofre esse transtorno vai aprender a usar ferramentas
necessárias que a ajudem a se adaptar a novos processos de aprendizagem, para isso é necessário
que a intervenção seja realizada com uma equipe de profissionais especializados, em sala de aula o
professor também auxilia na parte pedagógica com as intervenções necessárias, o trabalho conjunto
entre escola, pais, professores e alunos são imprescindíveis para que os problemas possam ser mais
bem tratados e acompanhados. A intervenção começa na família e dá continuidade na escola, esse
processo de intervenção/mediação torna-se indispensável em uma atividade dinâmica, na qual o
professor sempre irá interagir com a criança e com o seu problema, a intervenção pedagógica
provoca avanços que não ocorreriam espontaneamente.
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