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Sensoriamento Remoto

O documento discute o sensoriamento remoto, definindo-o como a obtenção de informações sobre objetos sem contato direto. Ele descreve os elementos do processo de sensoriamento remoto, incluindo radiação eletromagnética, comportamento espectral, sensores remotos e satélites como LANDSAT e SPOT. Também discute aplicações em agricultura e áreas urbanas.
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Sensoriamento Remoto

O documento discute o sensoriamento remoto, definindo-o como a obtenção de informações sobre objetos sem contato direto. Ele descreve os elementos do processo de sensoriamento remoto, incluindo radiação eletromagnética, comportamento espectral, sensores remotos e satélites como LANDSAT e SPOT. Também discute aplicações em agricultura e áreas urbanas.
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Faculdade de Gestão de Turismo e Informática

Universidade Católica de Moçambique

Tema: Sensoriamento Remoto

Nome: Sofia Francisco Manjomeco

Docente: João Macombe

Pemba, Junho de 2020.


Faculdade de Gestão de Turismo e Informática

Universidade Católica de Moçambique

Tema: Sensoriamento Remoto

Nome: Sofia Francisco Manjomeco

Curso: Meio Ambiente e Recursos


Naturais

Cadeira: Introdução ao Sistema de


Informação Geográfica

Ano: 3° ano

Docente: João Macombe

Pemba, Junho de 2020.


Índice

Introducao........................................................................................................................................2

Objectivo geral:............................................................................................................................2

Objetivo específicos:....................................................................................................................2

SENSORIAMENTO REMOTO......................................................................................................3

Funcionamento de sensoriamento remoto.......................................................................................4

Radiacao eletromagnetica............................................................................................................4

Comportamento espectral............................................................................................................4

Sensores remotos..........................................................................................................................4

Elementos do processo de Sensoriamento Remoto.........................................................................5

Os níveis de coleta de dados em Sensoriamento Remoto................................................................6

Os Satélites de Sensoriamento Remoto usados para o estudo de recursos naturais........................7

Série LANDSAT..........................................................................................................................8

Programa SPOT...........................................................................................................................9

Programa IRS (Indian Remote Sensing)......................................................................................9

Os sensores remotos quanto a fonte de Radiação Electromagnética...............................................9

Sensores remotos........................................................................................................................10

Sensores remotos eletrônicos.....................................................................................................10

Sensores remotos imageadores..................................................................................................10

Sensores do tipo radar................................................................................................................11

Resolução de um sistema sensor................................................................................................11

Aplicações do Sensoriamento remoto...........................................................................................12

Aplicações em Agropecuária.....................................................................................................12

A aplicação do sensoriamento remoto em áreas urbanas...........................................................12


Conclusão......................................................................................................................................15

Referencias Bibliográficas.............................................................................................................15

Introdução

O Sensoriamento Remoto pode ser entendido como um conjunto de atividades que permite a
obtenção de informações dos objetos que compõem a superfície terrestre sem a necessidade de
contato direto com os mesmos. Estas atividades envolvem a detecção, aquisição e análise
(interpretação e extração de informações) da energia eletromagnética emitida ou refletida.

Pelos objetos terrestres e registrados por sensores remotos. A quantidade e qualidade da energia
eletromagnética refletida e emitida pelos objetos terrestres resultam das interações entre a
energia eletromagnética e estes objetos. Essas interações são determinadas pelas propriedades
físico-químicas e biológicas desses objetos e podem ser identificadas nas imagens e nos dados de
sensores remotos. Portanto, a energia eletromagnética refletida e emitida pelos objetos terrestres
é à base de dados para todo o processo de sua identificação.

Objetivo geral:
 Compreender e o sensoriamento remoto e satélites landsat e spot

Objetivos específicos:
 Contextualizar o sensoriamento remoto
 Descrever os elementos de sensoriamento remoto
 Compreender os Satélites de Sensoriamento Remoto usados para o estudo de recursos
naturais
 Descrever as aplicações de sensoriamento remoto
SENSORIAMENTO REMOTO
A definição clássica do termo sensoriamento remota (SR) refere-se a um conjunto de técnicas
destinado à obtenção de informação sobre objetos, sem que haja contato físico com eles.

Rees (1990): obtenção de informação sobre um determinado alvo sem contato direto com ele.

Curran (1985): uso de sensores de radiação eletromagnética (REM) para registrar imagens que
podem ser interpretadas para fornecer informação útil sobre o ambiente.

Fig.1 Esquema representativo dos quatro elementos fundamentais das técnicas de


sensoriamento remoto

No centro do triângulo deste esquema, encontra-se a Radiação Eletromagnética


(REM), que é o elemento de ligação entre todos os demais que se encontram nos vértices. São
eles, a fonte de REM, que para o caso da aplicação das técnicas de sensoriamento remoto no
estudo dos recursos naturais, é o Sol (pode ser também a Terra para os sensores passivos de
micro-ondas e termais, podem ser antenas de micro-ondas para os sistemas radares); o sensor,
que é o instrumento capaz de coletar e registrar a REM refletida ou emitida pelo objeto, que
também é denominado alvo, e que representa o elemento do qual se pretende extrair informação.
A partir deste esquema compreende-se que o elemento fundamental das
técnicas de sensoriamento remoto é a REM, que no vácuo propaga-se à velocidade da luz e sua
interação com o meio físico pode ser explicada através de dois modelos: o modelo corpuscular
(ou quântico) e o ondulatório.
Funcionamento de sensoriamento remoto
Três elementos são fundamentais para o funcionamento de um sistema de sensoriamento remoto:
Objeto de estudo, Radiação Eletromagnética e um Sensor.

Radiação eletromagnética
A radiação eletromagnética é definida como sendo a forma de energia que
se move na forma de ondas ou partículas eletromagnéticas à velocidade da luz e que não
necessita de um meio material para se propagar. A principal fonte natural de radiação
eletromagnética utilizada no sensoriamento remoto é o sol. Os sistemas sensores captam a
radiação eletromagnética refletida ou emitida pelos objetos na superfície da Terra. O fluxo de
radiação eletromagnética, ao se propagar pelo espaço, pode interagir com a superfície ou objetos
na superfície da Terra, sendo por estes refletido, absorvido ou emitido. Pode-se observar que o
sol ilumina a superfície terrestre, através da propagação da radiação eletromagnética pelo espaço,
ou seja, ela não precisa de um meio físico para se propagar. A radiação atinge a superfície da
Terra, e parte dela é refletida para o espaço e pode ser captada por um sistema sensor a bordo de
um satélite. Esta radiação refletida traz informações sobre a superfície da Terra.

Comportamento espectral

Cada objeto reflete, absorve e transmite a radiação eletromagnética em proporções que podem
variar em função das suas características moleculares, Ou seja, cada objeto tem um
comportamento espectral distinto o qual é determinado quando sua energia refletida é medida ao
longo do espectro eletromagnético. Esta variação de energia refletida pelos objetos pode ser
representada por meio de curvas, chamadas de curvas espectrais, que representam o
comportamento espectral de cada objeto. Assim, por exemplo, uma área de floresta apresenta
uma radiação refletida e uma curva espectral diferente de uma área urbana, de um corpo d'água
ou de uma área agrícola. Esta diferença na radiação refletida pelos objetos faz com que seja
possível identificá-los e diferenciá-los nas imagens obtidas por sensores remotos.

Sensores remotos
A aquisição de dados de sensoriamento remoto é feita por meio de equipamentos eletrônicos
denominados Sensores Remotos. Os sensores remotos captam e registram a energia refletida ou
emitida pelos alvos na superfície da terra. Um exemplo típico de sensor remoto são os nossos
olhos. Através da propagação das ondas eletromagnéticas, que incidem sobre os nossos olhos,
recebemos informações sobre objetos à distância. O olho humano só enxerga a luz ou energia
visível. Os primeiros sensores remotos a serem construídos tomaram como base o mecanismo da
visão humana. Um outro exemplo de sensor remoto pode-se citar as câmaras fotográficas,
utilizadas para fotografar nossas férias, festas, as câmaras de vídeo e os sistemas imageadores a
bordo de satélites. As câmaras fotográficas e de vídeo captam energia na região do visível e do
infravermelho próximo. No caso das câmaras fotográficas o filme funciona como o sensor que
capta e registra a energia proveniente de um objeto ou área fotografada.

Elementos do processo de Sensoriamento Remoto

O sensoriamento remoto é regido pela interação entre a radiação eletromagnética (REM) e o


alvo. Para gerar informação relevante, o processo é composto por sete elementos fundamentais:

(A) Fonte de energia ou iluminação - um dos primeiros requisitos para obtenção de dados em
sensoriamento remoto é a disponibilidade de uma fonte de energia que ilumina o objeto a ser
observado;

(B) Radiação e atmosfera - a energia se desloca da sua fonte para os objetos monitorados e
sofrerá interações com a atmosfera pela qual passa. Ao atingir a superfície, a energia será
refletida pelos objetos e parte dela retornará ao sensor após interagir novamente com a
atmosfera;

(C) Interação com o objeto monitorado - após a passagem pela atmosfera, a energia interage com
o objeto. As interações dependem das características do objeto e da radiação;

(D) Registro da energia pelo sensor - após a reflexão da energia pelo objeto ou após a emissão
pelo objeto, é utilizado um sensor para coletar e mensurar o fluxo da radiação eletromagnética;

(E) Transmissão, recepção, e processamento - a energia registrada pelo sensor deve ser
transmitida, geralmente na forma eletrônica, para uma estação de recepção e processamento.
Nessa estação ocorrerá o processamento dos dados e, posteriormente, a geração de uma imagem;
(F) Interpretação e Análise - a imagem processada é interpretada, visualmente e/ou digitalmente,
para extração de informações sobre os objetos de interesse;

(G) Aplicação - as informações geradas a partir das imagens processadas são utilizadas em
diferentes tipos de estudos e aplicações.

Os níveis de coleta de dados em Sensoriamento Remoto


O nível de coleta de dados obtidos via sensores colocados em diferentes tipos de plataforma
carregadora são os seguintes: laboratório, campo, aéreo e orbital.

 Laboratório: utilizam-se radiômetros, que registram a radiação refletida por amostras de


plantas, de folhas e de solos, em ambientes onde podem ser controladas as condições de
iluminação e de observação.

As informações coletadas em nível de laboratório são utilizadas para auxiliar no entendimento


detalhado das interações entre as diferentes variáveis espectrais.

 Campo: também nesse nível de coleta podem ser utilizados radiômetros, tanto presos em
suportes seguros aproximadamente poucos metros acima dos alvos estudados como em
guindastes que podem elevar os sensores a cerca de uma dezena de metros de altura.
Neste caso, os veículos com os guindastes hidráulicos são denominados cherry pickers. Os dados
coletados nesse nível também visam possibilitar o melhor e mais detalhado entendimento das
informações espectrais contidas nas imagens de sensoriamento remoto.

 Aéreo: esse nível de coleta deve ser subdividido em diferentes altitudes, ou seja, em alta
altitude (por volta de 20 km), média altitude (menos de 20 km até 5 km) e baixa altitude
(abaixo de 5 km). Os diferentes níveis de altitude podem ser utilizados para simular
distintas condições de obtenção de dados e para propiciar melhor entendimento dos
comportamentos espectrais dos alvos de interesse. Quanto menores as altitudes, menor a
influência atmosférica.

Também é possível incluir aqui os drones, que podem ser utilizados em altitudes da ordem de
algumas centenas de metros e que propiciam informações de utilidade por poderem ser
empregados no momento em que essas informações forem necessárias, além de seu baixo custo
de aquisição.

 Orbital: nesse nível de coleta, as plataformas são os satélites. Entre as vantagens


principais estão a cobertura de grandes áreas e a repetitividade temporal, que são
variáveis de alto interesse, principalmente para objetivos de aplicações em agricultura em
um país de grande dimensão.

Os Satélites de Sensoriamento Remoto usados para o estudo de recursos naturais

No ano de 1973, a NASA lançou um importante programa de Sensoriamento Remoto a bordo da


estação espacial Skylab. Através de um conjunto de experimentos em sensoriamento remoto
conhecido como EREP (Earth Resources Experiment Package) foi possível coletar dados através
de diferentes sistemas sensores: três tipos de câmeras fotográficas, um espectrômetro
infravermelho, um imegeador mulatiespectral com 13 canais, um radiômetro-escaterômetro de
microondas e um radiômetro na banda L (200 mm). A análise de dados multiespectrais obtidos
durante a Missão Apollo 9 fortaleceu o desenvolvimento do programa ERTS, mais tarde
rebatizado por LANDSAT. No ano de 1972 os americanos lançam o primeiro satélite de recursos
naturais, o ERTS-1 iniciando assim, a era dos satélites não tripulados desenvolvidos
exclusivamente para coleta de dados sobre os recursos terrestres.
Série LANDSAT
Desde o lançamento do primeiro satélite de recursos terrestres, o LANDSAT em junho de 1972,
grandes progressos e várias pesquisas foram feitas na área de meio ambiente e levantamento de
recursos naturais fazendo uso de imagens de satélite. Após o advento destes satélites os estudos
ambientais deram um salto enorme em termos de qualidade, agilidade e número de informações.
Principalmente os países em desenvolvimento foram os grandes beneficiados desta tecnologia,
pois através de seu uso é possível:

 Atualizar a cartografia existente;


 Desenvolver mapas e obter informações sobre áreas minerais, bacias de drenagem,
agricultura, florestas;
 Melhorar e fazer previsões com relação ao planejamento urbano e regional;
 Monitorar desastres ambientais tais como enchentes, poluição de rios e reservatórios,
erosão, deslizamentos de terras, secas;
 Monitorar desmatamentos; • Estudos sobre correntes oceânicas e movimentação de
cardumes, aumentando assim a produtividade na pesca;
 Estimativa da taxa de desflorestamento da Amazônia Legal;
 Suporte de planos diretores municipais;
 Estudos de Impactos Ambientais (EIA) e Relatórios de Impacto sobre Meio Ambiente
(RIMA);
 Levantamento de áreas favoráveis para exploração de mananciais hídricos subterrâneos;
 Monitoramento de mananciais e corpos hídricos superficiais;
 Levantamento Integrado de diretriz para rodovias e linhas de fibra ótica; •
Monitoramento de lançamento e de dispersão de efluentes em domínios costeiros ou em
barragens;
 Estimativa de área plantada em propriedades rurais para fins de fiscalização do crédito
agrícola;
 Identificação de áreas de preservação permanente e avaliação do uso do solo;
 Implantação de polos turísticos ou industriais;
 Avaliação do impacto de instalação de rodovias, ferrovias ou de reservatórios;
Programa SPOT
O programa SPOT foi planejado e projetado como um sistema operacional e comercial,
estabelecido pelo governo francês em 1978, com a participação da Suécia e Bélgica. O Programa
é gerenciado pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais – CNES, que é o responsável pelo
desenvolvimento e operação dos satélites. Os quatro primeiros satélites da série continham a
bordo sistemas sensores passivos de média resolução. O SPOT-5 carrega a bordo um sistema
sensor com média resolução espacial, porém possui um sensor pancromático com alta resolução
espacial (2,5 m x 2,5 m). O primeiro satélite foi lançado em fevereiro de 1986, seguido de mais
quatro satélites: SPOT-2 (janeiro de 1990), SPOT-3 (setembro de 1993), o SPOT-4 (março de
1998).

Programa IRS (Indian Remote Sensing)

O programa IRS é operado pela Indian Space Research Organization (ISRO) e pela National
Remote Sensing Agency (NRSA). O principal objetivo das suas missões é fornecer dados de
sensoriamento remoto para a National Natural Resource Management System (NNRMS) da
Índia. O primeiro satélite da série foi lançado no ano de 1998, seguido por mais cinco satélites.
Os satélites IRS carregam a bordo dois sensores de imageamento avançados, o Linear Imaging
Self Scanners - LISS-I com uma resolução espacial de 72,5 m e os LSS-IIA e LISS-IIB com uma
resolução de 36,25 m. O LISS-I imageia uma faixa no terreno de 148 km, enquanto que a faixa
imageadas pelos sensores LISS-IIA e LISS-IIB é de 145 km. O IRS-P2 lançado em 16 de
outubro de 1994 carrega a bordo o sensor LISS-II, um sistema imageador similar ao sensor a
bordo do satélite IRS-1B, porém com uma resolução temporal de 24 dias. A segunda geração dos
satélites IRS, denominada IRS-1C e IRS-1D, tem a bordo uma câmara pancromática com uma
resolução espacial de 5,8 m e a largura da faixa imageada é de 70 km.

Os sensores remotos quanto à fonte de Radiação Eletromagnética

A energia eletromagnética é emitida por qualquer corpo que possua temperatura acima de zero
grau absoluto (0 Kelvin). Desta maneira, todo corpo com uma temperatura absoluta acima de
zero pode ser considerado como uma fonte de energia eletromagnética. O Sol e a Terra são as
duas principais fontes naturais de energia eletromagnética utilizadas no sensoriamento remoto da
superfície terrestre. A energia solar que alcança a atmosfera e superfície terrestre dirige quase
todos os ciclos físicos e biológicos do sistema terra-atmosfera de nosso planeta. A energia
eletromagnética não precisa de um meio material para se propagar, sendo definida como uma
energia que se move na forma de ondas eletromagnéticas à velocidade da luz (c = 300.000 Km/s,
onde “c” é a velocidade da luz.).

Sensores remotos

A aquisição de dados de sensoriamento remoto é feita por meio de equipamentos eletrônicos


denominados Sensores Remotos. Os sensores remotos captam e registram a energia refletida ou
emitida pelos alvos na superfície da terra. Um exemplo típico de sensor remoto são os nossos
olhos. Através da propagação das ondas eletromagnéticas, que incidem sobre os nossos olhos,
recebemos informações sobre objetos à distância. O olho humano só enxerga a luz ou energia
visível. Os primeiros sensores remotos a serem construídos tomaram como base o mecanismo da
visão humana. Outro exemplo de sensor remoto pode-se citar as câmaras fotográficas, utilizadas
para fotografar nossas férias, festas, as câmaras de vídeo e os sistemas imageadores a bordo de
satélites.

Sensores remotos eletrônicos

Os sensores remotos eletrônicos a bordo de satélites são equipamentos que coletam a energia
proveniente dos objetos na superfície da Terra e a convertem em um sinal elétrico passível de ser
registrado e transmitido para estações de recepção na Terra. Este sinal por sua vez é processado
para gerar produtos digitais compatíveis à análise em computador ou produtos fotográficos para
análise visual.

Sensores remotos imageadores

Os sensores imageadores que estão a bordo de satélites são instrumentos que captam a radiação
eletromagnética proveniente da superfície terrestre e geram imagens com diferentes resoluções
espaciais, temporais, espectrais e radiométricas. Estes sensores necessitam de uma fonte externa
de energia, no caso o sol, para poder operar, por este motivo é chamado sensores passivos.
Estes sensores sofrem sérias limitações para operarem em locais com grande cobertura de
nuvens, tais como na Amazônia, na região nordeste do Brasil, no sul
da Patagônia, na região da Terra do Fogo, na Antártica, uma vez que elas
encobrem os alvos na superfície da terra. O efeito é exatamente o mesmo quando
estamos na praia tomando sol e uma nuvem se interpõe entre nós e o sol. A
presença de nuvens pode impedir que a energia refletida pela superfície da terra
chegue ao sensor que está a bordo do satélite, isto fará com que o sensor registre
apenas a energia que foi refletida pela própria nuvem.

Os sensores imageadores são um tipo de sensor de sistema de varredura que


capta dados em diferentes faixas espectrais, tais como o sensor Multiespectral
Thematic Mapper-TM do satélite LANDSAT ou como a câmara CCD do CBERS,
que obtém dados na região do visível e infravermelho (próximo médio e distante).

Sensores do tipo radar

Os sensores do tipo radar, que são encontrados a bordo dos satélites da série ERS (leia: érs) e
RADARSAT, produzem uma fonte própria de energia na região das micro-ondas, permitindo
que captem imagens tanto durante o dia como à noite e em qualquer condição meteorológica,
incluindo tempo nublado e com chuva. Estes tipos de sensores são chamados de sensores
ativos. Os sensores do tipo radar têm seu princípio de funcionamento baseado no radar
natural do morcego, que emite um sinal de energia para um objeto e registra o
sinal que retorna desse objeto, com isto ele pode evitar os obstáculos que
encontra pelo caminho.

Resolução de um sistema sensor

A Resolução refere-se à habilidade que um sistema sensor possui para distinguir objetos na
superfície da Terra. A resolução de um sensor implica em quatro aspectos:

• Resolução espacial;
• Resolução espectral;
• Resolução radiométrica;
• Resolução temporal.

A resolução espacial se refere ao menor elemento ou superfície que pode ser


distinguida por um sistema sensor. Este tipo de resolução tem um papel
importante na interpretação das imagens, porque nos dá o nível de detalhe das
informações adquiridas pelo sensor. Atualmente existem sistemas sensores que obtém imagens
com uma resolução espacial baixa como é o caso do AVHRR a bordo do satélite NOAA, cuja
imagem tem uma resolução espacial de 1km, ou sistemas sensores que obtém imagens com alta
resolução como o IKONOS, cujas imagens tem uma resolução espacial de 1m.

Aplicações do Sensoriamento remoto

Aplicações em Agropecuária
O sensoriamento remoto representa hoje um dos principais instrumentos para o monitoramento
de uma realidade ampla e dinâmica como nosso país. Através do Centro Nacional de Pesquisa de
Monitoramento por Satélite CNPM, conhecido como Embrapa Monitoramento por Satélite, a
pesquisa agropecuária brasileira emprega os mais modernos e sofisticados instrumentos para
garantir um conhecimento circunstanciado do uso das terras no Brasil, de sua dinâmica espaço-
temporal e de seus impactos ambientais. As atividades agrossilvopastoris são responsáveis em
mais de 90% pela ocupação das terras. São praticadas diversas culturas desde a escala da
subsistência, passando pelas pequenas e médias organizações rurais, até as grandes empresas
agro-industriais (Embrapa, 2006).

A aplicação do sensoriamento remoto em áreas urbanas

O resultado dos procedimentos de classificação é um mapa temático, onde cada classe é definida
pelo usuário no contexto de sua aplicação; neste estudo visando a indicar situações que
potencializem a transmissão de leishmaniose visceral. A indicação parte do conhecimento
prévio, de especialistas, que identifica as classes conforme a probabilidade de contato entre
população humana, vetores e reservatórios. Em área urbana, o uso de imagens de sensoriamento
remoto de média resolução e de classificadores é um desafio. As dificuldades são proporcionais
ao nível de detalhe que se deseja observar, ou seja, as classes temáticas desejadas para o estudo,
e às limitações impostas pelas resoluções espaciais e espectrais dos sensores. Existe um grande
empenho no desenvolvimento de algoritmos que possam ser mais adequados à complexidade
existente 5. Encontra-se na literatura o uso de metodologias híbridas, em que dois ou mais
classificadores são utilizados; classificadores por regra de decisão, em que padrões diferentes
podem ser separáveis com base em uma ou mais características 6; os que incorporam
características adicionais como textura 7; os que utilizam algoritmos fuzzy 8. No entanto, para os
objetivos deste artigo nos concentraremos em métodos de classificação semiautomática de
imagens de sensoriamento remoto, consolidados e há muito utilizados em estudos nas áreas
ligadas às Ciências Ambientais e às Ciências da Terra em geral.

A tecnologia de sensoriamento remoto permite aos professores de diferentes disciplinas, explorar


aspectos relacionados aos conteúdos desenvolvidos em sala de aula, possibilitando a discussão
da realidade socioambiental do aluno, levando-o a uma posição mais crítica e consciente da
realidade que o rodeia. A seguir, são apresentadas situações em que o material didático com
sensoriamento remoto pode ser utilizado em sala de aula:

• Traçado de áreas urbanas e rede viária que comunica a cidade com o entorno
imediato;
• Aspectos morfológicos da paisagem urbana;
• Formas de crescimentos das áreas urbanas e progressiva invasão do espaço
agrícola;
• Estudo geográfico do espaço imediato ao aluno;
• Correlacionar o tipo de ocupação humana e distribuição do uso do solo no tempo
e no espaço com os aspetos físicos, econômicos e sociais da região onde o aluno
vive;
• Explicar aspectos mais complexos como grandes complexos de relevo, bacias de
drenagem, correntes oceânicas, uso do solo e áreas agrícolas de uma região,
aspectos de inundação, etc;
• Identificar áreas de preservação de mananciais e sua forma de ocupação;
• Complementar a cartografia na compreensão de aspectos gerais como a
distribuição de mares e terras, a forma dos continentes e as grandes artérias
hidrográficas do mundo;
• Os limites e as barreiras urbanas, tanto as que provêm do meio natural (rios,
serras, florestas) como as artificiais (estradas, complexos urbanos) criadas pelo
homem;
• Impactos ambientais causados pela ocupação humana;
Características Série dos Satélites
Instrumento/Sensor Spot Landsat
Operadora/Instituiç Centro Nacional de Estudos NASA(Nacional Aeronatics and Space Administration
ão Espaciais(CNES)
Responsável
País Franca,Suecia e Belgica Estados Unidos
Satelites Spot 1 Spot Spot 3 Spot 4 Spot LAN LA LAND LAND LAN LANDSAT 7
2 5 DSAT NDS SAT 3 SAT 4 DSAT
1 AT 5
2
Situação Atual inativo inati inativo ativo ativo Inativ Inati Inativo Inativo Ativo Inativo
(dez/19 vo (nov/19 o vo (31/03/ (1993) (2003)
90) (jul/ 97) (06/01 (25/ 1983)
2009 /1978) 02/1
) 982)
Lançamento 22.02.1 22.0 26.09.1 24.03.19 03.0 27.07. 22..0 05.03.1 16.07.1 15.04.1999
986 1.19 993 98 5.20 1972 1.19 978 982 01.03.
90 01 75 1984
Altitude 832 Km 917 917 917 705 705 705 Km
Km Km Km Km Km
Inclinação 98,7° 99° 99° 99° 98,20° 98,20 98,3°
°
Órbita Circular,Heliossincrono e polar Polar
,circular e
heliossincrona
Faixa Imageada
Tempo de Duração 101,4 min 103,2 103, 103,27 98,29 98,20 98,9 min
da Órbita 7 min 27 min min min
min
Horário da 10:30 horas 9:15 9:15 9:15 9:45 9:45 10:00 A.M
Passagem A.M. A.M A.M A.M A.M.
.
Período de Revisita 26 dias 18 18 18 dias 16 dias 16 16 dias
dias dias dias
Resolução Espacial 10 x 10 m 30 m (pixel 0,09 ha)
- 120 m (banda 6)
- 15 m (pan. Landsat 7)
Conclusão
As possibilidades de uso dos recursos do sensoriamento remoto se mostram amplas e inovadoras.
Apesar de ser um aspecto recente, sendo mais utilizado no mundo desde o final do século
passado, o sensoriamento remoto cresce como um conjunto de ferramentas de análise e avaliação
que permitem auxiliar o processo de gestão e planejamento de diversos aspectos que vão desde a
gestão de recursos naturais ao planejamento de infraestruturas urbanas e desenvolvimento
regional. Além disso, foram constatados os avanços da modernização dos sensores, dos satélites,
das capacidades de processamento e, sobretudo, dos softwares de análise dos dados coletados.

Referencias Bibliográficas

[Link]
%20Básicos%20de%20Sensoriamento%20Remoto_.pdf

[Link]
hidricos

H[Link]
fttps://[Link]/pdf/csp/v23n5/[Link]

[Link]
dados-de-sensoriamento/

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