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Caca Furtiva

1) A caça furtiva é uma ameaça significativa à vida selvagem na África e está aumentando dramaticamente, especialmente no que diz respeito aos elefantes e rinocerontes. 2) A caça furtiva em Moçambique está em níveis alarmantes, com a demanda por marfim e chifres de rinoceronte da Ásia impulsionando o tráfico ilegal através do país. 3) As causas profundas da caça furtiva em Moçambique incluem a fraca aplicação da lei, corrup
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Caca Furtiva

1) A caça furtiva é uma ameaça significativa à vida selvagem na África e está aumentando dramaticamente, especialmente no que diz respeito aos elefantes e rinocerontes. 2) A caça furtiva em Moçambique está em níveis alarmantes, com a demanda por marfim e chifres de rinoceronte da Ásia impulsionando o tráfico ilegal através do país. 3) As causas profundas da caça furtiva em Moçambique incluem a fraca aplicação da lei, corrup
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Caca Furtiva

A caça furtiva é uma actividade que consiste na captura de animais diminuindo a riqueza da
fauna, considerada a maior forma de extracção de recursos e também a mais ampla em termos
geográficos (BERTRAND,et all,2018).Considerando a escala e a magnitude dessa extracção,
vários autores vêem a prática como não sustentável, pós a super-exploração de animais é a
segunda maior ameaça às populações de mamíferos, aves e répteis, seguida da destruição do
Habitat e pondo em causa a dinâmica das populações (VIÉ et all, 2009).

Em África este problema não é novo, no entanto, a sua enorme expansão desde os finais da
década de 2000 alterou significativamente as suas consequências. Segundo algumas estimativas,
desde 2007 o número de elefantes mortos anualmente em África mais do que duplicou, cifrando-
se em mais de 30 000.1 (ANDERSON E JOOSTE,2014). Esta tendência ultrapassou um limiar
assustador em 2010, quando o índice de abates ultrapassou o índice de reprodução desta espécie,
indicando o início de um declínio significativo da população. Entre 2000 e 2007 era raro o abate
ilegal destes animais na África Austral, geralmente de menos de 10 animais por ano. A partir de
2008 assistiu-se que há um aumento súbito dos índices de caça furtiva, (ANDERSON e
JOOSTE,2014).

Caca furtiva na áfrica

Na região da África verifica-se maior procura pelo chifre do rinoceronte e elefante que tem
resultado num aumento explosivo dos níveis de caça furtiva nessa regiao, (COUTO,2014). A
demanda vem da Ásia, onde o chifre do rinoceronte é utilizado como um símbolo de poder,
fortuna e como um ingrediente em medicina tradicional para alegadamente tratar inúmeras
situações que vão desde a febres, dores de cabeça, alucinações e cancro. o preço do chifre de
rinoceronte disparou, chegando um quilo a ser alegadamente comercializado nos mercados de
Hong Kong e China por mais de US $60.0006,18.(COUTO,2014). Desde 2006 a 2012, pelo
menos cerca de 4.000 rinocerontes foram reportados como caçados ilegalmente em 11 dos 12
países Africanos onde ocorrem rinocerontes. Cerca de 95% destes casos tiveram lugar na África
do Sul, Zimbabué e Moçambique, considerados como o epicentro da crise de caça furtiva ao
rinoceronte na África Austral,(COUTO,2014).
O programa MIKE (Monitoring the Illegal Killing of Elephants) em 2001, a 2011 registou os
mais elevados índices de caça furtiva e PIKE (Proportion of Illegally Killed Elephants), o qual
calcula o número encontrado de elefantes ilegalmente abatidos dividido pelo número total de
carcaças de elefantes encontradas, Moçambique possui duas áreas MIKE, que são a Reserva
Nacional do Niassa e o Distrito de Mágoè na Província de Tete, as quais tem estado a registar
altos valores PIKE ao longo dos últimos anos (Niassa: 0.33 (2006), 0.88 (2008), 0.84 (2010),
0.89 (2011); Tete: 0.58 (2010), 0.83 (2011), (MITADER,2015).

Caça Furtiva em Mocambique

Moçambique é caracterizado por uma abundância de Recursos Naturais e uma diversidade


biológica considerável, portanto surge então como um entreposto rentável para exportação de
chifres ilegais para os mercados Asiáticos,(MITADER,2015). Embora existam dados precários,
acredita-se que um número crescente de chifres de rinocerontes estejam a sair dos portos
Moçambicanos, incluíndo através do Aeroporto Internacional de Maputo e da Beira, passando
por outros pontos como Nairobi (Quénia) e Adis Abeba (Etiópia) antes de chegar ao seu destino
na Ásia. No Aeroporto Internacional de Maputo, foram apreendidos, em 2013 20 chifres de
rinocerontes, e 6 no primeiro trimestre de 2014, (MITADER,2015). O Administrador do Parque
do Limpopo António Abacar explicou que, entre 1500 e 1800 elefantes são mortos pelos
caçadores furtivos no país, o que totaliza uma média de quatro a cinco elefantes abatidos por dia
nas principais reservas do país, com destaque para as reservas do Niassa, Limpopo e Quirimbas,
(NOTICIAS,2014). Os índices de caça furtiva ao elefante em Moçambique começaram a fazer-se
sentir de forma mais séria a partir de 2009, tendo escalado de forma substancial nos últimos
anos. A realização de contagens aéreas bianuais desde 1998, permite monitorar as tendências
gerais das populações de fauna, assim como registar as ocorrências de carcaças e outras
actividades ilegais. (CRAIG, 2012) Os gráficos abaixo mostram as tendências das estimativas
das carcaças de elefantes e o número estimado de elefantes machos (por possuírem chifres
maiores) na Reserva do Niassa, no período de 1998 a 2011. (CRAIG, 2012).

Causas de caça furtiva

As causas que levam a explosão dos níveis de caça furtiva e tráfico ilegal são complexas e
interligadas. Os furtivos procuram carne, marfim, chifres de rinoceronte e outras partes de
animais (unhas, peles, rabos,), e envolvem muitos sectores da sociedade, que vão desde
comunidades locais, a intermediários nas vilas e cidades, a fiscais dos Parques e Reserves e
agentes da Polícia, entre outros. O Programa MIKE fez uma avaliação estatística das relações
entre os valores de PIKE e uma diversidade de factores ecológicos, biofísicos e sócio-
económicos ao nível local, nacional e global.

Os três principais factores apontados incluem a pobreza a nível local, governação a nível
nacional e a demanda por marfim e chifres de rinoceronte a nível global. Ao nível local, a caça
furtiva providencia rendimentos, e dado os níveis de pobreza e desemprego torna-se fácil para a
rede de furtivos de recrutar mão-de-obra. Contudo, a teoria de que um aumento de riqueza
poderá reduzir a caça furtiva não é suportada por evidências, constatando-se muitas vezes que
um aumento do poder de compra resulta num aumento na demanda dos produtos ilícitos. Ao
nível nacional, a correlação mais forte do PIKE é com o fator governação, o qual é medido pelo
Indicador de Percepção de Corrupção. Uma governação inadequada do sector de conservação
num todo é muitas vezes apontado como o factor decisório. Índices elevados de caça furtiva
prevalecem em países com índices de governação mais baixos, e vice-versa. As entidades com
responsabilidades no processo de fiscalização da caça furtiva e tráfico ilegal sofrem restrições
financeiras crónicas, não estando por tanto capazes de investir os recursos necessários para
introduzir medidas que consigam fazer face a esta actual crise.

Os principais factores referidos pelas pessoas entrevistadas como importantes


causas por detrás dos níveis crescentes de caça furtiva e tráfico ilegal em Moçambique incluem:

 Fraca valorização do sector de conservação – existe uma percepção de uma sensibilidade


muito fraca sobre o valor da conservação em todos os sectores do Estado. Desde o mais
alto nível político e governamental a outros sectores como o sector privado, organizações
não governamentais e comunidades locais. Isto resulta, numa sociedade civil pouco
activa e participativa, contribuíndo de forma ainda muito limitada no sector de
conservação.
 Fraca capacidade de fiscalização do Estado – onde o número de fiscais a operarem nos
Parques e Reservas, assim como o seu nível de formação, motivação e equipamento, são
referenciados como estando significativamente abaixo do necessário.
 Fronteiras vulneráveis – a vasta fronteira que Moçambique possui, foi indicada como
extremamente vulnerável, sobretudo quando se considera a fragilidade na fiscalização e
controlo de circulação de cidadãos entre fronteiras.
 Corrupção – apontado como um dos principais factores que facilita o acesso dentro das
áreas onde habitam os elefantes e rinocerontes, o acesso a armas, o transporte do marfim
e chifres de rinoceronte e a sua saída do país. De referir que o factor corrupção
juntamente com o fator crime organizado foram alguns dos principais motivos para a
Interpol ter lançado a Operation Worthy em 2012 para combater caça furtiva e tráfico
ilegal em África72.
 Descoordenação institucional – onde a fragilidade de coordenação e cooperação entre os
diferentes comandos de fiscalização (Ministério do Turismo, Agricultura e Interior) é
apontado como um factor que restringe a realização de operações bem sucedidas.
Adicionalmente, existem áreas de conservação ( Reserva Nacional do Niassa e Parque
Nacional das Quirimbas) que englobam Distritos e suas respectivas administrações,
possuindo então duas governações para os mesmos recursos no mesmo espaço, o que
implica uma necessidade de cooperação e coordenaçãobastante estreita de forma a evitar
conflitos.
 Quadro legal e judiciário – o sistema legal não reconhecia a caça furtiva como crime
(facto que mudou recentemente com a aprovação da nova Lei das Áreas de conservação),
tratando este assunto apenas como uma infracção, a qual reduzia de grande forma a
seriedade com que o assunto era tratado. Adicionalmente, o nível de sensibilidade dos
magistrados em tratar o assunto é também apontado como um constrangimento, pois
permite que os caçadores furtivos sejam facilmente soltos, regressando à sua actividade
furtiva.
 Fraco cumprimento de legislação e planos – apesar do sistema legal necessitar de
melhorias, como referido no ponto acima, reconhecesse que muito mais poderia ser feito
caso se cumprisse adequadamente a actual legislação. Adicionalmente, a adequada
implementação por parte dos diversos sectores Governamentais dos Planos de Maneio
das Áreas de Conservação, ou dos Planos de Ordenamento Territorial poderiam também
atenuar alguns dos actuais conflictos existentes com o sector de conservação.
 Melhoria de comunicação e conectividade –a abertura e melhoria de vias de acesso e
instalação de melhores meios de comunicação, facilitou a realização de operações ilegais
em áreas que antes estavam mais isoladas, tornando a extração de produtos ilegais mais
rentável. Este factor é também reportado para a Reserva Nacional do Niassa, onde se
realizaram melhorias significativas na rede de estradas dentro da Reserva.
 Crescimento populacional dentro dos Parques e Reservas – a presença de pessoas dentro
de quase todas as áreas de conservação do país é apontado como um factor de
preocupação dado ao necessário crescimento populacional. Estimam-se cerca de 250.000
pessoas a habitarem dentro dos Parques e Reservas Nacionais, as quais possuem
necessidades e interesses de desenvolvimento que dificilmente são possíveis de serem
acomodados com bases nos actuais modelos de gestão destas áreas. Os níveis de pobreza
existentes, combinado com a percepção de fracos benefícios proveninentes da
conservação, permitem a conivência de membros das comunidades locais no abate e
obtenção furtiva de marfim e chifre de rinoceronte.
 Conflicto Homem-Elefante – o contacto entre pessoas e espécies perigosas como o
elefante, tem levado a situações de conflicto que coloca em risco as vidas humanas e
produções agrícolas das respectivas comunidades locais. Apesar dos números de casos de
conflicto com elefantes serem maioritariamente sazonais e relativamente baixos, a
existência de conflicto resulta numa reduzida valorização e vontade de participação em
esforços de conservação de espécies como elefante. Os custos em conviver com o
elefante assim como os benefícios de viver sem o elefante são ambos altos, o que facilita
a conivência e apoio de comunidades locais em actividades de caça furtiva. Alguns dos
entrevistados referiram também sobre a importância de se manter uma perspectiva mais
ampla quanto a sustentabilidade das populações de elefante no país, principalmente no
que se retrata à protecção dos habitats. Sem os habitats necessários, não será possível
manter-se populações de fauna nas Áreas de Conservação do país. Assim sendo, a
preocupação levantada é a de se investirem em intervenções que foquem não só na
redução dos níveis de caça furtiva, mas que abordem também a questão dos níveis de
perda de habitat.

Common questions

Com tecnologia de IA

Impoverishment and high unemployment rates in Mozambique significantly influence the scale of poaching, as they create conditions conducive to recruitment into poaching networks. Local communities, facing limited livelihood options, often turn to poaching as an alternative source of income. The immediate financial benefits from participating in illegal wildlife trade make it an attractive option for impoverished individuals. Consequently, poaching becomes intertwined with survival strategies in economically disadvantaged areas, perpetuating the cycle of illegal wildlife exploitation. While addressing poverty is complex, it is evident that economic hardships directly contribute to the increased scale of poaching, highlighting the need for integrated socio-economic interventions alongside conservation efforts .

Corruption plays a critical role in facilitating poaching activities in Africa by undermining enforcement efforts and facilitating illegal trade networks. Corrupt practices, such as bribery, allow poachers and traffickers to obtain necessary permits, access protected areas, and smuggle wildlife products across borders with relative ease. This situation is often compounded by insufficient state resources and oversight, which limit the capacity to enforce anti-poaching laws effectively. In Mozambique, high indices of corruption correlate with elevated levels of PIKE, indicating how corruption facilitates poaching and illegal wildlife trafficking operations. Furthermore, corruption within law enforcement and judicial systems often leads to lenient treatment of offenders, reducing the risk and cost associated with poaching activities. Initiatives such as Operation Worthy by Interpol highlight the need to tackle organized crime and corruption head-on to address the poaching crisis effectively .

Governance and legislative measures have a profound impact on the poaching situation in Mozambique. Poor governance, reflected in high levels of corruption and inadequate state fiscal capacity, severely undermines anti-poaching efforts. This situation is exacerbated by the country's weak legal framework, which until recent reforms did not treat poaching as a serious crime, reducing the deterrence effect on potential poachers. The judicial system's lack of sensitivity towards poaching cases allows poachers to escape with minimal consequences, thereby perpetuating the cycle of illegal activities. Improvements in governance, in particular addressing corruption and enhancing the legal system's robustness, are fundamental to curbing poaching activities. The recent development of recognizing poaching as a serious crime under the new Conservation Areas Law marks a positive legislative step, but effective implementation and enforcement remain critical challenges. Overall, strong governance and effective legislative measures are essential to combat poaching effectively .

Local communities play a significant role in the poaching crisis as they often get involved due to socioeconomic factors such as poverty and unemployment. In regions where livelihoods are limited, poaching becomes a source of income. The local population can be recruited into poaching activities easily under these circumstances. Despite efforts, raising wealth in these communities doesn't necessarily curb poaching because increased purchasing power can lead to higher demand for illicit wildlife products. Moreover, conflicts such as human-elephant interactions negatively impact local perceptions of conservation, further facilitating poaching activities. The lack of visible benefits from conservation efforts in these regions often results in community members being complicit in poaching activities due to their immediate needs outweighing long-term conservation goals .

The escalation of poaching in Mozambique is primarily attributed to several interconnected factors. These include poverty at the local level which provides income opportunities through poaching, inadequacies in governance reflected by high corruption levels, and global demand for ivory and rhinoceros horns. Poor governance, measured by the Corruption Perception Indicator, correlates strongly with high PIKE (Proportion of Illegally Killed Elephants) values, indicating that countries with weaker governance tend to have higher poaching rates. Furthermore, factors such as weak valuation of conservation, poor state fiscal capacity, vulnerable borders, and organized crime contribute significantly. Additionally, the legal system historically lacked stringent measures against poaching, often treating it as a minor infraction rather than a serious crime. Recent improvements in infrastructure have also inadvertently facilitated illegal activities by increasing access to remote areas .

Infrastructural development within conservation areas can have significant implications on poaching activities. While such development aims to improve access and connectivity, it can inadvertently facilitate illegal activities like poaching by making remote areas more accessible to poachers. Improved roads and communication networks can ease the movement and escape routes for poachers, thereby making the extraction and transportation of illegal wildlife products more efficient and less risky. In the Niassa National Reserve, for example, enhancements in road networks have been linked to increased poaching activities as they decreased isolation, making it easier for poachers to conduct and smuggle horns and ivories. Therefore, while infrastructural development is essential for economic progress and conservation management, it must be carefully balanced with the need for stringent anti-poaching measures and comprehensive monitoring systems to mitigate the increased risks posed by enhanced access .

The relationship between human-wildlife conflict and the poaching of elephants in Mozambique is inherently linked. Conflicts arise when elephants encroach on human settlements, causing damage to crops and property, which leads local communities to view conservation efforts negatively. This negative perception diminishes support for elephant conservation and sometimes results in active complicity in poaching activities as the local populace seeks to prevent further disruptions to their livelihoods. The costs associated with living alongside elephants can outweigh perceived conservation benefits, making communities more likely to assist or turn a blind eye to poaching. Addressing these human-wildlife conflicts through compensation programs and community-based conservation incentives could enhance local support for wildlife protection and reduce poaching rates .

The global economic demand for ivory and rhinoceros horn exacerbates poaching challenges in Africa by creating lucrative black markets that incentivize illegal hunting. High demand from Asia, where ivory and rhinoceros horn are used for luxury items and traditional medicine, significantly increases the financial rewards for poachers, making the risk of engaging in illegal activities worth taking. This demand fuels organized crime networks that facilitate the transport and sale of these products, overwhelming conservation efforts and law enforcement capabilities. Additionally, the high prices attached to ivory and horn perpetuate the cycle of poverty-driven poaching, as impoverished communities find themselves drawn into these illegal activities. Consequently, the global demand intensifies the scale and complexity of the poaching crisis, necessitating international cooperation to curb consumption and disrupt illegal supply chains .

The demand and market dynamics in Asia have heavily influenced poaching activities in Africa, particularly because of the high value placed on rhinoceros horns and elephant ivory. In Asia, rhinoceros horns are considered symbols of power and wealth and are also believed to have medicinal properties, purportedly treating various ailments including fever and cancer. This belief has led to soaring prices, with rhinoceros horn allegedly being sold for over $60,000 per kilogram in places like Hong Kong and China. The substantial financial incentives created by this demand drive poaching activities in Africa to meet the market needs. Countries in Africa, therefore, face intensified poaching pressures as traffickers and poachers aim to capitalize on the lucrative trade .

To ensure sustainable conservation of wildlife in regions heavily affected by poaching, a multifaceted approach combining stringent law enforcement, community engagement, and economic development is necessary. Strategies could include enhancing anti-poaching patrol capabilities through better training and equipment, coupled with the use of technology such as drones for monitoring. Strengthening legal frameworks to impose significant penalties on poachers and traffickers, while ensuring efficient judicial processes, is essential to create effective deterrents. Additionally, promoting community-based conservation programs that provide alternative livelihoods and incentivize local populations to engage in conservation efforts could significantly reduce poaching pressure. Policies aimed at curbing demand in consumer countries, through international cooperation and awareness campaigns, are also crucial. Finally, improving governance and reducing corruption are imperative to the successful implementation of these strategies .

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