Re 39
Re 39
VOLUME VIl
NúMERO 39
MAIO
JUNHO
1970
A. Miehe
A. Franke SUMÁRIO
F. Chermont
ETEGIL
Editora
Técnico-Gráfica
Industrial Lida . Todos os nossos projetos usam materiais de fácil
aquisição no Brasil.
R. Sta. !figênia. I 80
Tel. 34 -3101 Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores.
t vedada a reprodução dos textos e das ilustrações publicados nesta revista,
C. P. 30.869 salva mediante autorização por escrito da redação.
São Paulo- Brasil
PRECOS .
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trada. NCrS 11.00. aérea registrada . rJCrS 14.50. ASSINATURA 2 ANOS : reg1strada ,
NCrS 20.00 : aerea reg istrada. NCrS 27 .00 : ASSINATURA 3 ANOS : registrada,
NCr$ 28.00: aerea registrac!a, NCrS 38.CX:.
As assi~aturas ceveràa ser enviadas pa~a ETEG :L · C. P. 30.869 • S. P.
uti liza:.cc :: c:.~po:;; de ass.:~a!:...:a ~~~ . i:: a:: -:z ~ : t:~:a pã; ::.a.
CAPA:
Se Você possui um rádio-r~ componentes. Evidentemente, po- o custo do material dessa fonte
ceptor, uma fonola portátil, um deríamos ter optado pela cons- que se justifica a construção de
gravador de fitas ou outro pe- trução de uma única fonte que várias unidades, para as diversas
queno aparelho transistorizado e permitisse a seleção, por meio tensões nece~ssárias, permitindo
alimentado por pilhas, pode fa- de chave, das três tensões. Na o uso simultâneo dos vários apa-
zer uma apreciável economia maioria dos casos porém, a fonte relhos por elas alimentados.
na sua operação. Efetivamente, destina-se ao uso com apenas Não existem componentes "di-
na maioria dos casos, durante a um único aparelho, necessitando fíceis" na montagem destas fon-
maior parte do tempo, tais apa- portanto de apenas um único va- tes: as poucas peças de que ne-
relhos, embora portáteis, são lor de tensão . Não se justifica cessitam são de facílima obt·en-
usados em locais onde se dispõe pois uma complexidade maior do ção no comércio espec:ializado .
de uma tomada de c. a. Então circuito e maior numero de com- O único elemento que na maio-
porque não aproveitar essa toma- ponentes . Ademais, é tão baixo ria dos casos apresenta uma
da e prolongar a vida de suas
pilhas, usando uma fonte de
alimentação - de preferência
regulada?
Não se assuste ao ouvir falar
em fonte regulada - pelo me-
nos desta, cuja descrição dare-
mos a seguir. ·Seu custo é redu-
zido a ponto de, em pouco tem-
po, ser amortizado pela econo-
mia de pilhas e a montagem é
facílima.
Na realidade, não se trata da
descrição de uma única fonte,
mas de três fontes de funciona-
mento idêntico, para três tensões
diferentes de saída: 6 V, 7,5 V, Fig. 1
9 V. A única diferença resid~ Circuito esquemático da fonte de alimentação. Os valores dos com·
nos valores de alguns de seus ponentes são dados na lista de materiais.
revista ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 1970 39 149
certa dificuldade é o circuito da tensão de base, a tensão de feitas mantendo-se constante o
impresso, pois nem todos dis- emissor também permanecerá fi- valor da tensão alternada de en-
põem dos recursos necessários à xa, independentemente das va- trada (no primário do transfor-
sua confecção. Para contornar riações na tensão de entrada ou mador de fôrça). Pelas curvas po-
essa dificuldade, fornecemos a da corrente através da carga. A de-se constatar que uma varia-
cada um dos nossos leitores, um tensão da base é portanto a "ten- ção relativamente grande da cor-
exemplar da plaqueta do circui- são de referência" do regulador rente na carga (de 50 a 250 mA)
to, pronta para a montagem. e o seu valor é determinado pelo provoca uma pequena variaçãc
Basta destacá-la da capa da re- díodo Zener D, . 17: portanto da na tensão de saída (aproxima-
vista . O transformador de fôrça escolha dêste, principalmente, damente 0,2 V). Em outras pa-
é da linha normal de fabricação que irá depender a tensão de lavras, aumentando-se a corren-
de pelo menos dois fabricantes; saída da fonte, se 6 V, 7,5V ou te cinco vêzes, a tensão não che-
o transistor, os diodos e o Zener 9 V . A polarização correta dês- ga a variar 5%!
são tão comuns que Você talvez te díodo e do trasistor é forne- Outra característica importan-
os tenha na sua gaveta . cida pelo resistor R,, que é per- te é a variação da tensão de
Além da fonte em sí, podem corrido tanto pela corrente de saída com as variações de en-
ser ainda acrescentados alguns base de T, como pela corrente trada (no primário d~ transfor-
requintes, como lâmpada indica- de D,. mador de fôça). Para essas me-
dora, chave seletora de tensão A corrente que circula pela dições, mantém-se constante o
da rêde (esta última se o trans- carga é a mesma que passa pelo valor da corrente na carga. Na
formador que Você comprou sistema coletor-emissor do tran- figura 3 mostramos as curva~
possui primário para 110/220 V), sistor T, (em cuja base está, co- correspondentes, onde o valor de
etc. A montagem dêsses com- mo vimos, o ponto de referência corrente de carga escolhido foi
plementos será descrita no final de tensão, estando aí ligado o de 300 mA . Pelas cuvas pode-
dêste artigo . anodo do díodo Zener D,) . mos constatar que numa fonte
A figura 2 mostra a influên- de 6 V a variação da tensão de
CIRCUITO E DESEMPENHO cia das variações na corrente de saída é de aproximadamente
carga sôbre a tensão de saída 5,6 V (para tensão de rêde 90 V)
A figura 1 apresenta o circui- da fonte. Para a determinação até cêrca de 6,2 V (para tensão
to adotado para a montagem da destas curvas, as medições foram de rêde de 120 V); o valor no-
nossa fonte. O transformador
(TR,) possui primário correspon-
---
TENSÃO OE RÊOE CONSTANTE EM 110V
dente ao valor da tensão da rêde
e secundário de 9 + 9 V (18 V
com derivação no centro do en- <ii 9
-
--
rolamento). Graças a êsse se- ':i
o
PARA 9V
--
cundário, pode-se usar um cir- 8
cuito de retificação de onda ~ PARA 7,5V
(!)
completa, com dois diodos, um a:
7
~
para cada semiciclo da tensão u
alternada. Os anodos dêstes dois ~
z PARA 6V
diodos estão entreligados; temos 6
então, no ponto de junção dos ·~z
11)
mesmos, o pólo negativo do re- lú
tificador. O capacitor C, é car- 1- 50 100 200 300
regado pela tensão retificada pul-
sante, "aplainando" até certo
t -CORRENTE NA CARGA (mAl
ponto as ondulações da mesma. Flr. z
Até aí, o circuito é idêntico ao Variação da tensão oa carp em função da corrente consumida
de qualquer retificador de onda pela mesma, quando permanece constante a tensão de aUmentação
da rede.
completa; os demais componen-
tes usados na fonte já não per-
tencem ao retificador, e sim ao CORRENTE DE 300mA NA CARGA
regulador. Os diodos D, e D, ~
são de silício (BY 126 ou equiva- (!) 9
a: PARA 9V
~
lentes). A capacidade de C, va- u
ria de acôrdo com a tensão de ~
8
saída da fonte : para 6 V, deverá z
u -------------
ser de 250 (l.F; para 7,5 e 9 V,
será de 640 IJ.F . ~sses valores
devem ser obedecidos, pois, uma
capacidade maior na fonte de
u
·~UI
z
7
- I
I
I
PARA 7,5V
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minal de 6 V é obtido exala- remos o ponto A (ponto de en- uma horizontal que vai encon-
mente em 11 O V de tensão de contro de uma vertical a partir trar o eixo vertical em 10 mV.
rêde. de 200 mA no eixo horizontal Sabemos então que, nas condi-
A variação indicada pode pa- com a curva correspondente a ções indicadas, a tensão de on-
recer excessiva, mas devemo-nos 6 V) . Dêste ponto traçamos dulação é de 1O mV .
lembrar que, quanto maior a
corrente na carga, tanto menos Em geral a ondulação é expressa em têrmos de percentagem.
favoráv·eis as condições de regu- Para calcular êsse índice é aplicada a seguinte fórmula:
lagem e portanto, maior a in-
fluência de variações da tensã.'J tensão de ondulação
de rêde sôbre a tensão de saída. % de ondulação ("ripple") = X 100
Como as medições foram feitas tensão fornecida pela fonte
na condição mais desfavorável.
os resultados obtidos podem s~r Em nosso exemplo, teríamos
considerados muito satisfatórios,
melhores mesmo que os obtidos 10 mV 0,01 V
com pilhas, ond·e a diferença en- % ond. = --- X 100 = --- X 100 0,0017 X 100 = 0,17%
tre um jôgo nôvo e um no final 6V 6V
da sua vida útil ultrapassa os li-
mites dessa variação .
Outra característica importante MONTAGEM
d·e uma fonte de alimentação c.c.
é a "ondulação" ("ripple"), que A montag·em da nossa fontz guindo as figuras 11, 12 e
é a tensão alternada residual é facilima: restam poucas liga- 13)
sobreposta à tensão contínua. ções a fazer, uma vez que a
Evidentemente, quanto mais bai- maioria delas é feita pelo cir- conetor de saída, com ca-
xo o índice da ondulação em re- cuito impresso. Montadas as bo (figura 7)
lação à tensão de saída. melhor peças sôbre a chapinha impres- transformador de fôrça
a fonte. O nosso protótipo apr·e- sa que fornecemos, restam ape- (Tr,):
senta índices bastante baixos (por nas as ligações de entrada (trans-
volta de 0,2%) . ~sse índice po- Primário: de acôrdo com
formador) e de saída (cabo e
de ser considerado muito bom, a tensão da rêde, ou
plugue de alimentação do apare-
pois, de uma forma geral rara- lho a qu~ se destina a fonte). 110/220 V ou ainda, 110 +
mente se consegue ondulação Daremos em primeiro lugar a + IIOV
menor que 2% com uma fonte descrição passo a passo da mon- s~undário: 18 v, com deri-
não regulada (que é o caso da tagem da parte do retificador vação central, 500 mA
g ande maioria dos "eliminado- e regulador, das ligações de en- (Por exemplo: Willkason 1059,
rf:s de pilhas" normalmente en- trada e saída, de alguns comple-
contrados no comércio. ou 1164 ou 6785; Watson
mentos e no final, uma sugestão 11059)
A figura 4 mostra, em forma para a montagem da caixa de
de gráfico, os vários níveis de alumínio. aleta de refrigeração para
ondulação da nossa fonte, em AC 128
relação à corrente consumida chave liga-desliga (vide tex-
pelo aparelho alimentado . As- Lista de materiais to)
sim, por exemplo, se tivermos um
aparelho consumindo 200 mA, caixa (de acôrdo com o gôs- 1 cordão de fôrça com plugue
alimentado por 6 V, determina- to do leitor ou então se- para ligação à rede .
1 cabo de alimentação com
plugue (para ligação de saí-
~ 20
da)
UJ
_J
ponte de terminais (4 ter-
n.
n.
minais isolados)
ii: (pode ser eliminada, se fôr
usada chave sel-etora de ten-
·~ sões)
~
_J
:::> 10 parafusos e porcas diversas.
o distanciadores isolados (tu-
z
o binhos de fenolite ou plás-
UJ
o tico, 5 mm de comprimen·
to, 4 mm de diâmetro inter·
·~z no.
UJ
1- placa de circuito impresso
t (fornecido pela Revista)
CORRENTE NA CARGA (mA} transisor de germanio PNP
Fig. 4 ACI28
Variação da tt:nsão de ondulação em função da corrente consumida 2 diodos de silício BY 126 ou
• pela carga. BYX 10
revista ELETRõNICA
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ATENÇÃO
SE VOCI NUNCA TRABALHOU COM CIRCUITOS IMPRESSOS,
LEIA COM CUIDADO
A SOLDAGEM
As soldagens em circuitos impressos devem ser executadas com o máximo de rapidez e
empregando a quantidade de calor estritamente necessária para propiciar uma conexão
perfeita. Use solda especial para circuitos impressos. O ferro de saldar não eleve ter dis-
sipação maior que 50 watts. O aquecimento das portes deve ser tol, que a soldo possa
derreter completamente e envolver o conexão, fazendo um contacto elétrico perfeito en-
tre o termin·ol (fio) do componente e o filete de cobre da fiação impressa.
Para proteger os componentes contra um aquecimento excessivo durante a soldagem, é
necessário aplicar um dissipador temporário entre o ponto de aplicação do calor e o cor-
po do componente. Um alicate, apertando firmemente o fio terminal dará resultados sa-
tisfatórios. Isto é necessário principalmente quando se soldo dispositivos semi-condutores
(transistores, diodos, diodos Zener).
Mantenha perfeitamente limpas as partes o serem soldados e o ponto do ferro de soldar.
Não utilize pasto poro soldar. Encoste a. ponto do soldador à conexão (oo mesmo tempo,
ao fio terminal do compon·e nte e ao filete de cobre do circuito impresso). Mantenha em
posição até que a soldo aplicado à junto (e não à ponto do soldador) derreta e envolvo a
conexão. Depois, retire primeiro o soldo, e depois o soldador. Não toque ent nodo até que
o solda tenha solidificado completamente. Espere até o conexão esfriar e depois puxe le-
vemente o terminal soldado, para certificar-se de que a soldagem esteja realmente firme.
Se você seguir estas recomen·dações, levará de S o 1 O segundos poro cada soldagem e
fará um trabalho limpo e perfeito.
revista ELETRóNICA
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cuito impresso, leia com tô- do transistor e dêste receba o ca-
LIXA
da a atenção as instruções de lor. A posição dos fios termi-
~
- -
a soldagem e siga-os à risca.
f) Deixe esfriar completamente
nais deve ser a indicada pela fi-
gura 5, isto é, no triângulo for-
cada solda e corte o excesso mado a base deve ficar para ci-
de fios com um alicate de ma.
corte . Identifique os três fios do
b transistor, (coletor, base e emis-
Montagem do trausistor sor), conforme a figura 5 . Pode
usar pedaços de espaguete de
Coloque o corpo do transistor côres diferentes para êsse fim.
no interior da parte curva do estabeleCJendo o seu próprio co-
dissipador. Cuide para que haja digo de côres.
contacto mecânico entre as duas O parafuso de fixação da ale-
:F:
Fig. 6
Modo de preparar e fixar
os componentes à plaque·
ta do circuito Impresso. A
parte cobreada fica do lado b
oposto àquele onde se si·
tuam os corpos dos com·
ponentes.
c
b) dobre os fios de ligação em
ângulo de 90.0 • Os fios de-
vem ficar paralelos, a uma
distância igual à que existi!
entre os furos por onde serão
introduzidos na chapinha.
c) Introduza os fios dos compo- EXTERNO(+)-
nentes nos furos apropriados
da chapa de circuito impres-
so, obedecendo as indicações INTERNO(-)-
da figuda 5. Nos diodos, si-
ga rigorosamente as indica-
ções da figura, quanto a po- '--EXTERNO(+)
laridade correta.
d) Os fios que sobressaem do
outro lado são dobrados para d
fora, num ângulo de cêrca
de 45.0 • Fig. 7
e) Solde os terminais. Se você Diversos tipos de cunetores que podem ser usados com a fonte, de acôrdo com
nunca trabalhou com cir- as e:dgências Impostas pelos aparelhos a serem alimentados.
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não esquecendo de um dissipa-
dor para evitar o sobre-aqueci-
mento do transistor durante a
solda (vide instruções para sol-
dagem).
Conetor de saída
• 110V
• •
• .- ~
• •
• 220V
cuito impresso e o outro, ao ter-
minal "-". Mais tarde, quando b
o conjunto estiver montado no
interior da caixa, passe o condu·
tor por um furo na mesma e sol-
de o conetor, respeitando a pola-
ridade do fio e do conetor . To-
me o máximo cuidado para evi-
tar curto-circuito, pois, isto pro-
vocará a queima do transistor.
Transformador de fôrça
revista ELETRõNICJ\
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das as partes no interior da
caixa.
Os fabricantes sempre fome-
cem junto aos transformadores,
o código de côres utilizado para
os fios do primário e do secun-
dário. Verifique qual o compri-
mento necessário para os fios do
110V
primário e secundário (de acôrdo ou
com as dimensões da caixa), cor- 220V
te-os e descasque as pontas. Pas-
se as pontas do secundário (os
dois extremos e a derivação) pe-
los furos à direita da plaqueta e
solde. O fio correspondente à
derivação deve ser soldado ao Fig. 10
furo marcado com "TC". A fi- Ligação de uma lâmpada Indicadora neon ao primário do
gura 8 mostra a maneira de fa- transformador.
zerem-se as ligações, tanto do
transformador como do cabo de
ligação de saída .
As ligações do primário po-
dem variar muito, de acôrdo 27,5
·+· ·+· 15
com o tipo de transformador
adquirido e com as necessidades ·+- -~-
·+· ·+·
do montador. O transformador
pode possuir primário para uma
única tensão . Neste caso, um de
seus fios é soldado a um dos
terminais da chave e o outro,
diretamente a um dos fios do
cordão de fôrça . O outro fio
dêste cordão é soldado ao outro
terminal da chave liga-desliga .
Sendo o primário do transfor-
mador para 110/220 volts, exis-
tem duas alternativas: desprezar
a tensão que não é desejada, ou
·+· ·t·
então, colocar uma chave sele.
tora. A figura 9 mostra como
ligar esta chave . I. 55
·I·
·•· ao :i:2 .I
Muitos tipos de transformado- Fig. 11
res possuem dois primários para
11 OV . Neste caso, quando a Desenho e dimensões da chapa utlllzada para a construção da caixa do nosso
tensão da rêde é de 110 V, am- protótipo.
bos são ligados em paralelo e
quando a tensão é de 220 V, são barra. Não recomendamos um que a tensão da rêde seja de
ligados em série. Os fabrican- tipo específico de chave, pois, 220 V. Por esta razão, deve fi-
tes sempre indicam as ligações esta dependerá das preferências car permanentemente ligada en-
que devem ser feitas, em ambos e das necessidades do montador. tre a tomada de 11 O V e o ex-
os casos. Também neste caso, Em certos casos, pode ser ne- tremo "O" (no caso do primário
a figura 9 indica o modo de pro- cessário intercalar a chave no de 110/ 220 V). A figura 10 mos-
ceder no· caso de se desejar uti- cordão de fôrça, fora da caixa tra como se deve ligar essa lâm-
lizar uma chave seletora . da fonte. pada em transformadores com
Caso se deseje construir a enrolamentos separados no pri-
fonte para uma única tensão de Lâmpada indicadora mário.
alimentação, no caso de primário
c·om derivação usa-se apenas o Outro dispositivo de grande
fia correspondente, desprezando utilidade (embora não seja es- Caixa
o outro. No caso de primários sencial ao bom funcionamento
separados, é necessário utilizar da fonte) é uma lâmpada indica- Cada montador terá as suas
uma barra de ligações, fazendo dora. Isso evita que a fonte per- próprias idéias e exigências para
as conexões conforme indica a maneça ligada acidentalmente . a caixa onde serão montados os
figura 9 . Em nosso protótipo foi usada elementos que formam a fonte
No caso de se usar chave se- uma lâmpada neon NE2, ligada de alimentação . O nosso protó-
Jetora ou barra de ligações, a em série com um resistor de tipo foi montado numa caixa de
chave liga-desliga sempre é inter- 47 k!l, 1h W. A lâmpada neon alumínio, cujas dimensões damos
calada na linha de alimentação. em série com o resistor deve ser aqui à guisa de sugestão. A
antes da chave seletora ou da sempre ligada em 11 O V, mesmo chapa usada para a construção
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-r-
o
4Jt~=118~~~
10
10
10
10
lO
o o
• 80
..
Fig. 12
Chapa utWzada para a confecçio da taJD.
pa da caixa. O material utWzado no pro·
tipo é cbapa de alumfnlo perfurado.
Fig. 13
Aspecto da caiu ap6s a dobragem das cbapas.
II
No artigo anterior desta sene havíamos proposto alguns problemas, cuja solução da-
remos a seguir, antes de prosseguir com as explanações.
1-a) Pede-se: diagrama, equação lógica e tabela da verdade do problema de termos
uma bomba para "puxar" água, a qual deve ligar quando a <:aixa d'água está vazia. Po-
rém, esta bomba não pode ligar se houver falta d'água no poço.
Convencionamos
desligada A o
Bomba A { ligada A
cheia B o
Caixa d'água B { vazia B
I sem água C o
Poço C
l com água C :::: 1
B (função lógica) C A
B C:::A
B c A Caixa Poço Bomba
o o o cheia sem água desligada
o 1 o cheia com água desligada
o o vazia sem água desligada
FIG. S vazia com água ligada
reYista ELETRôNICA
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Se a medida do eixo estiver errada; se o eixo chegar ao fim; se o operário se
machucar.
Convencionamos:
ligada A=O
Chave do tômo A { desligada A
correta B o
medida do eixo B
errada B
fazendo eixo C o
término do eixo C I
\ fim de eixo c
machucado D=O
operário D { bom D=1
1.0 ) Relacionamento dos elementos
B (função lógica) C (função lógica) D A
2.0 ) Função lógica
A chave do tôrno deverá ser acionada quando a medida do eixo estiver errada
ou o eixo estiver no fim ou o operário se machucar.
Se por exemplo utilizassemos o conectivo e seria necessário que a medida estivesse
errada, o eixo no fim e o operário se machucar para que o tômo desligasse.
Desta forma a função lógica a ser usada é ou, dando a equação.
B+C+D=A
Note o leitor que devido a convenção dada ao operário, A será 1 (tômo ·desliga-
do) quando D = 1 (operário bom). Assim devemos negar D para que A = 1 quando
D = O (operário machucado) pois D' = 1. Isto implica na equação cujo diagrama
se encontra na figura 6
~===-DI----A B+C+D'=A
o==<D=[J
FIG. 6 3.0 Tabela da verdade
B C /Jo·
I I
A Medida Eixo Operário Chave
o o
o I I o
correta Fazendo machuc._do desligada
reYista ELETRONICA
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Observemos que pelo fato de invertermos o funcionamento da chave A, bastará
que na equação lógica, ao invés de utilizarmos A, usemos A'.
Teiil()s assim a equacão e seu correspondente diagrama na figura 7
FIG. 7
I 1-1
B C DI D'l A I A' Medida Eixo Operário Chave
o o o )1
o o I o Io
o l lI correta
correta
fazendo
fazendo
machucado
bom
desligada
ligada
I I
o l o I I I
o
correta fim machucado desligada
I I
I
o o 1 11 I o
I I
errada fazendo machucado desligada
I I o I 1
1_1 _I_
Io errada fim bom desligada
~=D-T
(a)
~~~-------H B y
( b)
:------~[:]r-------v
( d)
(.c)
FIG. 8
Em 8 a desenhamos o circuito lógico A . B · C dando um certo valor que cha-
mamos de T (poderia ser qualquer outra letra menos A, B, C, Y).
Em 8 b desenhamos o circuito lógico B · C dando um certo valor que chama-
mos de H.
As lógicas T, H e A estão ligadas por um circuito ou dando a função Y; isto foi
representado na fig. Se:
Finalmente em 8 d, apresentamos o circuito lógico total, conseguido através da
substituição de T e H por seus circuitos.
revista ELETRONICA
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3) dar a expressão do circuito da figura 4 (vide revista n.o 38, pág. 128).
Na figura 9 encontramos a sequência para a obtenção da expressão lógica.
;_________[:)~------T :~r-------L
(a) (c)
:~r------H
( b)
:------~[:]r-------v
(d)
FIG. 9
Em 9 a obtivemos A • B = T
Em 9b A' · B=H
Em 9c B'+ C= L
Em 9d T:+H+L=Y
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Tomemos dois interruptores A e B e liguemo-los em série com uma lâmpada Y
ligada a uma fonte de tensão E tal como mostra a figura 11.
Convencionemos: lâmpada apagada Y = O; lâmpada acesa Y =
-~~
I I ~
E
+
J
E+
A•1 B•O Y•O
(a) (c)
E-
( b) ( d)
A B y
11 a) o o o
11 b) o 1 o
11 c) o o
11 d)
-<.-:-<-<--;--;-®;-
FIG. 12 Imaginemos agora um interruptor tal como mostra a figura 13. E.ste interruptor
(tipo utilizado em portas de geladeiras e automóveis) quando não acionado acha-se ligado
e quando acionado desliga.
Na figura 14 a temos o interruptor sem ser acionado (em repouso) A= O, achando ·
se ligado. Ao acionarmos A =
1, êste interruptor desliga. Observamos qu~ êste tipo
de interruptor serve para a negação de um interruptor do tipo explicado anteriormente.
A B y
o o o
~~
IS a
IS b o o
l
IS c o I
(a
IS d o ___.,......---/.~--
8"1
(o) ( b)
Façamos a tabela da verdade para a
equação lógica A · B' Y =
~
A B Y=A B' (c)
o o o o
(b)
o o o
1
o --A~;~,•~-·~~
o I I 1 (d)
FIG. 14 o 1 o FIG. 15
Comparando as duas tabelas notamos que são idênticas, o que implica que a equação
lógica Y = A · B' representa o circuito da figura 1S.
De uma maneira geral, sempre que tivermos um interruptor que sem ser acionado
está ligado, podemos representá-lo pela sua negação.
Na figua I6 temos como exemplo o circuito da seguinte equação lógica.
Y=A · B·C'·D·E'·F'
• I .......-;;.1--<0.. I - - O...IH(\1\_
FIG. 16
C O t Fo.oç-
(a) (c)
FIG. 17
( b)
(d)
1 o
1 o
1
Comparando as duas tabelas notamos de imediato que são idênticas. Desta forma
a equação lógica Y + A = B representa o circuito da figura 17.
Aplicando o resultado obtido podemos dizer que um circuito de diversos interrup-
tores em paralelo pode ser representado por uma lógica OU.
(o) (c)
E y
+
FIG. 18
FIG. 19
Como exemplo apresentamos na figura 18 um circuito cuja equação é a seguinte:
A+B+C+D+E=Y
Analisemos a figura 19
Em 19 a o interruptor B = O ligado, mantém a lâmpada acesa.
Em 19 b ambos interruptores estão abertos e a lâmpada fica apagada.
Em 19 c ambos interruptores estão ligados e a lâmpada fica acesa.
Em 19 d o interruptor A está ligado mantendo a lâmpada acesa.
Reunindo os resultados em urna tabela temos:
A B y
19 a o o 1
19 b o 1 o
19 c 1 o I
19 d 1 1 1
E
+ y FIG. 20
Podemos ter num circuito, lógicas E, OU, NÃO reunidas, como o exemplo a seguir:
.{. (o)
~ ( b)
B c FIG. 21
(e)
__/___/_ (c)
D E
(d)
F G
PROBLEMAS
Para que o leitor possa testar os conhecimentos adquiridos, e se introsar melho1
com o assunto, pedimos que desenhe os circuitos elétricos com interruptores, para todos
os exercícios propostos no artigo anterior, e por nós resolvidos no princípio dêste artigo.
No próximo número, apresentaremos a solução dos circuitos, detalhadamente, con-
tando com a sua atenção sôbre mais novidades.
revista ELETRôNICA
164 39 MAIO-JUNHO 1970
relatório
espe1ial
AS BATERIAS SOLARES
E AS NAVES ESPACIAIS
Desde que o Homem começou a prepa-
rar-se para colocar um engenho no espaço,
a principal dificuldade a superar consti-
tuiu-se em vencer o campo gravitacional ter-
restre. Para tanto o foguete portador deve-
ria ter um empuxo suficiente para suplan-
tar a fôrça com que seria atraído de volto
para a Terra.
A título de ilustração, lembremos que MARINER IV
a operação espacial mais simples - coloca-
ção de um corpo em órbita terrestre - exi-
ge que êle atinja uma velocidade da ordem
de 28.000 km/h . Como sabemos, quando lan-
çamos um projétil, êle sobe e depois começa
a cair, descrevendo uma curva denominada
parábola. Quanto maior velocidade de lança-
mento, mais longe êle irá cair. Se tal veloci-
dade atingir um determinado valor, êle não
cairá e ficará girando em volta da Terra.
~ste valor é da ordem de 28.000 km/h. No
caso de um projétil enviado para a Lua, por
exemplo, êle deve sair da órbita terrestre e
isto significa a necessidade de uma veloci- li
dade de escape de 40.000 km/h.
Considerando que o pêso de um fogue-
te é distribuido de tal modo que 80% cor-
responde ao combustível, IS% às ferragens
e apenas 5% para carga útil, (no caso, o
dispositivo a ser colocado no espaço) não é di-
fícil imaginarmos a importância de que se re-
veste o pêso dêste último. No projeto da car-
ga útil, cada grama é de suma importância
e deve ser economizado.
Outra dificuldade a ser vencida referia-
se à fonte de alimentação elétrica. Além de
leve, deveria ser super-confiável, pois uma fa-
lha significa o fracasso total da missão - e
esta, por mais simples que seja, custa uma
fortuna . Por outro lado, a vida útil da fonte
deveria ser suficientemente longa.
Êstes requisitos, e muitos outros, condu-
ziram ao uso de baterias solares. A melhor
solução de compromisso até agora encontra-
da e que tem dado excelentes resultados. Po-
demos dizer que a história espacial não te·
ria sido escrita sem o auxílio das baterias
revista ELETRõNICA
MAIO-JUNHO 19 7 O
39 165
EXPLORER XII
BATERIAS
solares. Exemplos de utilização das baterias dos. O silício puro, convenientemente tratado,
solares são os sotél ites artificiais (meteoroló- constitui-se em uma excelente célula solar.
gicos, de comunicações, científicos e milita- O trotamento consiste em adicionar-lhe im-
res) os espaço-naves não tripuladas (Ranger, purezas, como por exemplo, fósforo e boro.
Surveyor, Lunar Orbiter, e Maíner).
Uma célula solar é constituída de um pe-
Lembremos que as viagens do Mariner daço de silício possuindo duas regiões elétrica-
a Morte e Venus duram alguns meses e a mente diferentes, ou placas de bateria. Como
vida útil dos satélites de comunicações é de sabemos, as placas de uma bateria comum
alguns pares de anos. O Early Bird (lntelsot 1), comportam-se em função dos materiais dife-
lançado em 1965, está até hoje em plena rentes que os constituem. No caso do célula
formo. solar, cada região comporto-se de modo dife-
rente do outra, porque uma contém fósforo e
O QUE SÃO AS BATERIAS SOLARES o outro contém boro.
A vantagem · da bateria solar reside no O primeiro posso no fabricação de uma
fato de fornecer energia elétrica a partir do célula solar consiste no preparo de cristais
luz do Sol. E os corpos artificiais colocados no de silício possuindo certos troços de boro (cêr-
espaço estão sendo quase que continuamente ca de 0,00002% do cristal).
iluminados pelo Sol. Quando na sombra, o ali-
mentação fico o cargo de uma bateria de ou- Como sabemos, o silício tem quatro elé-
tro tipo, que posteriormente é recarregada trons de valência, e isto quer dizer que cada
pelos baterias solares. ótomo formo ligações covalentes com cada
um dos quatro átomos adjacentes. Conseqüen-
Uma bateria solar é constituído de uma temente, temos quatro pares de elétrons.
certa quantidade de células solares, as quais
são constituídos por cristais de silício. No ver- O boro, por suo vêz, possui três elétrons
dade, são necessárias milhares de células so- de valências. Logo, quando um átomo de bo-
lares J:aro a obtenção de pequenas doses de ro, adicionado como impureza, substitui um
potência elétrica. O Moriner IV, por exemplo, átomo de silício o elétron de valência do áto-
que transmitiu poro a Terra as J:rimeiras fotos mo de cada quatro átomos de silício visinhos
de Morte, levou um conjunto de 28 .224 célu- vai fazer por com uma lacuna. Como sobec
las solares. Nos proximidades do Terra elas mos, a falto de um elétron chama-se lacuna
forneciam um total de 670 watts, potência es- (ou buraco) e o átomo do boro tem um elé-
ta que ia decrescendo à medido que o nove tron de valência o menos que o do silício. Se
prosseguia. para Morte (maior afastamento do um elétron move-se poro uma lacuna, deixo
Sol, menor intensidade de iluminação). Quan- outro onde estava, poro o qual outro elétron
do o Moriner atingiu o ponto mais próximo pode mover-se, e assim por diante. Logo, tudo
de Marte, os baterias estavam fornecen'do se posso como se os lacunas estivessem em
320 w. movimento.
O foto do lacuna aceitar um elétron em
COMO SÃO FEITAS movimento significa que ela tem cargo posi-
A maioria dos células solares de uso cor- tiva. Como o silício dopodo com boro possui
rente são feitas à base de silício, embora al- muitos lacunas (positivamente carregados), po-
guns outros materiais também possam ser uso- demos chama-lo silício tipo P.
revista ELETRONICA
166 39 MAIO-JUNHO 1970
de luz penetro no região N e ionizo um áto-
mo. ~ste, então, liberto um elétron. A maio-
TIROS IV rio dos elétrons, assim liberados pelo oção
da luz, são repelidos pela mencionado barrei-
ra na junção P-N, mos podem fluir fàcilmen-
te pelo circuito externo, ligado à célula. Em
outras palavras as duas regiões comportam-
se como placas de bateria. A corrente elétri-
ca circula de uma região paro o outra atra-
vés do circuito externo.
Quando exposta à luz do sol, em regiões
do espaço próximas à Terra, uma célula solar
de 1 cm por 2 cm pode fornecer até 25 mW
à carga. Assim sendo torna-se necessário o
uso de grande quantidade de células solares
paro que os equipamentos das espaçonaves
possam ser alimentados. As células são inter-
conectados tanto em série (poro aumentar o
tensão) como em paralelo (maior corrente).
O arranjo é feito de tal maneira que em caso
de algumas células ficarem defeituosos, as res-
tantes possam continuar operando sem uma
Os cristais de silício tipo P são cortados significativo queda no fornecimento de ener-
em fatias - quadradas ou retangulares - gia elétrica.
em espessura da ordem de 0,2 milímetro e
em seguida aquecidas em um fôrno onde é As células são montadas em painéis que
devem ficar perpendiculares aos raios solares,
introduzido vapor de fósforo. O fósforo pene-
tra na silício até uma profundidade de alguns poro melhor eficiência. Para tanto, êstes poi-
milionésimos de milímetro. ~ então removido néis são móveis e controlados por um disposi-
de uma das superfícies e dos lados de cada tivo acionado por foto-células.
fatia, deixando a outra coberta . A concentra- OS INCONVENIENTES
ção de fósforo é cêrco de cem vêzes maior
que a de boro. Conforme dissemos no início, as bate-
rias solares constituíram-se na melhor solução
O átomo de fósforo possui cinco elétrons
de compromisso poro a alimentação dos saté-
de valência. O quinto sobra ao serem com-
lites e espaçonaves não-tripuladas. Isto por-
pletadas as quatro ligações covalentes com
que elas realmente apresentam certos incon-
átomos de silício adjacentes. ~le é doado ao
venientes, dos quais citaremos alguns.
cristal e fico livre paro mover-se através dês-
te. Assim, o silício contendo fósforo e boro Como só funcionam quando iluminadas
fico com elétrons sobrando, e por êste motivo pelo sol, é necessário que o dispositivo espa-
êste silício assim dopado é chamado tipo N. cial também seja equipado com outro tipo de
bateria, do tipo recarregóvel, destinada o for-
A fronteira entre os duas regiõ~s (p e Nl necer eletricidade durante os períodos de som-
é designado junção P-N. Quando esta é formo- bra. Tão logo a nave volte o ser iluminada
do (pelo justaposição dos regiões P e N), há pelo sol, as baterias solares oassom a alimen-
um fluxo de elétrons da região N - sobe- tá-lo novamente ao mesmo tempo em que re-
mos que lá êles estão sobrando - poro os la- carregam a bateria que só trabalha na som-
cunas da região P - onde estas estão so- bra.
brando. Correspondentemente, as lacunas do
região P deslocam-se poro o N. O resultado A montagem dos células no painel exige
destas migrações é uma barreiro de potencial um meticuloso trabalh6 manual. Elas são bas-
interno, que torna difícil aos elétrons de N tante frágeis.
passarem paro o região P, já que os lacunas Os painéis significam um certo acrésci-
desta último foram preenchidos. mo ao pêso do espaçonave. No Mariner IV,
por exemplo, os quatro painéis, cada um com
COMO FUNCIONA 9,5 kg, representavam 13% do pêso total.
~ste equilíbrio é rompido quando o cé-
lula solar é exposto à luz do sol; um foton (Cont. na pig. 191)
RAIOS OE SOL
REGIÃO N
CARGA
JUNCAO P-N
(CIRCUITO
EXTERNO)
CÉLULA SOLAR
revisto ELETRoNICA
168 39 MAIO-JUNHO 1970
EL36 EY88
PL36 PY88
r----.~-----e+2201250V
7
1&6v7111r
• _u u
21"4-j l-
1k
1M
1W
'----------4-------------.. M.A.T. 15116I;V
1M
1M 1W
Fig. 11
Circuito de deflexão bo.
rlzontal no qual foram
feitas as medições des-
critas no texto
é reduzido até o diodo deixar de conduzir, o que Convém considerar também que a excitação
pode ser verificado com o osciloscópio ligado entre da válvula de saída foi feita de acôrdo com os
os terminais do resistor R. Consegue-se determi- requisitos para os quais êste transformador foi pro-
nar assim a curva ponto por ponto. Embora pareça jetado. Como pode ser visto na fig. 11, está indi-
relativamente simples, esta medição exige um osci- cado um pulso com valor de 21% e 150 V de pico.
lador especial para alimentar o filamer:to do diodo. Além dêstes dados, são importantes os tempos de
a fim de conseguir baixíssima capacitância entre êste queda e de subida do pulso, pois possuem influên-
último e a massa. Como entretanto esta medição cia sôbre a dissipação e eficiência da válvula de
só apresenta interêsse no projeto de novos trans- saída.
formadores de saída horizontal, deixaremos de ahor- No caso particular do transformador MP5001,
dá-la em detalhe. o enrolamento de alta tensão é sintonizado no ter-
Correntes - As formas de onda de corrente, ceiro harmônico da frequência, cujo semi-período
além de não necessitarem pontas de prova espe- corresponde ao pulso de 21% da frequência ho-
ciais, são, em geral, mais importantes que as de rizontal . Desta forma, a eficiência do transformador
tensão, principalmente no caso de contrôle de fun- e a ausência de oscilações parasíticas nos mesmos,
cionamento de circuitos já existentes. vai depender também da forma de onda de excita-
O sistema adotado é a verificação da forma ção, que poderá influenciar consideràvelmente as
de onda desenvolvida através de um resistor colo- formas de ondas nos diversos pontos do circuito.
cado em série com o circuito a medir. A fim de a) Corrente de catodo da válvula de saída
não modificar as condições de funcionamento do horizontal.
circuito, o valor dêste resistor deve ser o menor
possível e escolhido de acôrdo com a sensibilidade O resistor de medição (R) é colocado em
do osciloscópio empregado. Usa-se em geral o va- série com o catodo. A forma de onda pode ser
lor de 1 n que facilita a interpretação dos resul- observada, ligando-se o osciloscópio como indicado
tados (1 mV = 1 mA). Em tôdas as condições na fie:. 12.
deve-se cuidar de ligar a ponta de prova, que cor- Para obter o valor da corrente contínua, liga-se
responde à massa do osciloscópio, ao terminal do um miliamperímetro em série com o catodo. Colo-
resistor que possui o menor potencial de CA em ca-se, em paralelo com o medidor, um capacitor
relação ao chassis. de valor elevado, evitando que a componente alter-
nada, constituída de impulsos, passe através do ins~
Damos a seguir a descrição dos processos e
formas de onda obtidas nas medições fe:tas no trumento, deturpando assim a medida.
circuito da fig. 11, usando as válvulas PL36, PY88 b) Corrente de ano do.
e DY87, o transformador da saída horizontal A solução lógica seria a colocação do resistor
MP5001 e bobina defletora NT5102. de medição em série com a ligação do anodo. En·
revista ELETRoNICA
MAIO-JUNHO 19 7O
39 169
c) Corrente da grade de blindagem
Como neste eletrodo não se verificam tensões
elevadas, o resistor de medição é colocado em série
com o resistor da grade de blindagem. O capaci-
tar desta grade (C,,), deverá ser colocado em para-
lelo com o resistor R,, (Fig. 14), a fim de que
tôda a corrente flua através do resistor de medição.
CORRENTE OE CATOOO Deve-se observar que, nesta medição, o ponto
de massa do osciloscópio está ligado ao + B, de-
vendo-se, portanto, evitar as ligações entre o osci-
loscópio e o chassis em medição, assim como tocar
Fig. 12 o osciloscópio enquanto estiver ligado o televisor.
Medição da corrente de catodo da válvula de saída
horizontal d) Corrente do diodo de amortecimento.
tretanto, a existência de tensões elevadas, neste ponto, O resistor R deve ser ligado diretamente em
série com o anodo do diodo de amortecimento, como
torna esta solução impraticável. Como a corrente está indicado na fig. 15, observando-se a polaridade.
de catado é constituída da corrente de anodo mais
a corrente de grade de blindagem, basta fazer com
que a segunda não circule através do resistor de
medição para têrmos a forma de onda da corrente
de anodo.
Para isto alimenta-se a grade de blindagem de
uma fonte separarda, fazendo o retôrno diretamente
ao catado da válvula de saída. A colocação do
resistor (R) é a mesma da medição anterior como CORRENTE DO DIOOO
DE AMORTECIMENTO
pode ser visto na fig. 13.
A fim de que -à forma de onda não seja
alterada, a capacidade distribuída, CP,. , em paralelo
com o resistor R deve ser mantida a menor possível.
11
11
11 +
11 Fig. 15
11 Durante a medição da corrente do diodo de amortecimento,
11
o osciloscópio está ligado à tensão +B do aparelho. Por·
tanto, devem ser tomadas precauções especiais durante esta
medição. O mesmo aliás, se aplica à medição da corrente
da grade de blindagem.
CORRENTE DE ANOOO
Como no caso anterior, o osciloscópio se acha
ligado ao + B do aparelho, devendo-se portanto
tomar as precauções indicadas.
A forma de onda, neste caso pode variar con-
sideràvelmente, principalmente com a forma de onda
do sinal de excitação.
(Cont na pi' 173)
Fig. 13
Medição da corrente de anodo. Esta medição é feita no
circuito de catodo, evitando·se a nuxo da corrente de grade
de blindagem através do reslstor de medição
"
11
11
CORRENTE DE DEFLEXÃO
11
11
CORRENTE OE GRADE
AUXILIAR
+ Fig. 16
Fig. 14 Ao medir a corrente nas bobinas de deflexão, deve-se cuidar
1\ corrente da grade de blindagem é medida lntercalando·se que a Inclusão do reslstor R não altere as condições de
o reslstor de medição em série com éste eletrodo. funcionamento do circuito.
revista ELETRONICA
170 39 MAIO-JUNHO 1970
RESSONÍ~ETRO
ONDÁlVIETRO
S:tRGIO AM:tRICO BOGGIO
Sempre que tivermos bobinas e capacitares em sene e/ou paralelo teremos circuitos
ressonantes; isto é, circuitos que têm frequência natural (expontânea) de oscilação, de-
nominada frequência de> ressonância. Como exemplo, podemos citar o caso de um trans-
formador de frequência intermediária. É comum dizermos que "a F. I. é de 455 kHz". Isto
significa que as bobinas e capacitares associados em paralelo, possuem um valor tal que
a sua frequência de ressonância vale 455 kHz. Existe uma fórmula matemática que re-
laciona a frequência de ressonância com os valores dos componentes:
f = ----------------
FIG . 1
revista ELETRõNICA
MAIO-JUNHO 1970 39 171
A
(o) ( b)
FIG. 2
Imaginemos um oscilador de frequência variável com um medidor que nos indique
quando alguma energia é retirada dêste oscilador, tal como mostra a figura 3.
~ste oscilador tem a sua bobina de oscilação fora do instrumento. Se desta bobina
aproximarmos um circuito L C de teste, haverá um acoplamento entre as bobinas.
Para fix~r idéias suponhamos que o nosso circuito em teste, tenha uma frequência
A
~L
·I
CIRCUITO EM TESTE
INSTRUMENTO
FIG. 3
mínima. (~ste fato é idêntico ao que ocorre nos transformadores de F. I.; quando o pri-
mano e o secundário não estão ajustados na mesma frequência de ressonância não hi
transferência de sinal. É por êsse motivo que ajustamos primário e secundário na mesma
frequência, para termos a máxima transferência de sinal).
Voltando ao nosso oscilador, notamos que, fora da frequência de ressonância do cir-
cuito pouquíssima energia é retirada do oscilador, e o medidor nos indicará êste valor.
Todavia, podemos variar a frequência do nosso oscilador até chegarmos a 3 MHz.
Nêste instante haverá a máxima absorção de energia pelo circuito em teste e o medidor
nos indicará esta absorção.
Assim, para descobrirmos a frequência de ressonância de um circuito, bastará va-
riarmos a frequência do oscilador, até que o medidor indique absorção de energia. Nêste
instante lemos numa escala calibrada a frequência do oscilador, que será igual à frequên·
cia de ressonância do circuito.
Vimos assim que êste sistema de medida não provoca pràticamente interferência en-
tre instrumento e circuito em teste, e esta interferência será tanto menor quanto maior
fôr a distância d entre as bobinas do oscilador e em teste.
É com base no princípio acima descrito que funcionam os ressonímetros ou medidores
de mergulho de grade.
Vejamos agora uma outra possibilidade de teste.
Tomemos um sistema no qual podemos variar a frequência de ressonância (um cir-
cuito L C) liguemo-lo a um medidor. Se próximo da bobina do medidor houver a gera-
ção de uma frequência de valor igual à ressonância do instrumento, teremos que o m::di-
dor, indicará uma energia absorvida pelo instrumento. Caso a frequência esteja fora da
ressonância o medidor indicará uma energia nula ou muito pequena.
O circuito em teste será nêste caso, um oscilador que está gerando certa frequência
(que suporemos 5 MHz).
revista ELETRONICA
172 39 MAIO-JUNHO 1970
Se aproximarmos o medidor do oscilador como vemos na figura 4, e formos variando a
ressonâncio do medidor, teremos um instante (ao atingirmos 5 MHz) em que o instru-
mento indicará um máximo de energia absorvida. Nêste momento, bastará ler a frequên-
cia da ressonância na escala do instrumento, que será igual à gerada pelo circuito em
teste. Baseados nêste princípio é que funcionam os ondâmetros.
OSCILADOR
FIG. 4
Podemos agora concluir que um ressonímetro serv·e para medir frequências de res-
sonância de circuitos passivos, isto é, circuitos que estão inoperantes, não gerando qual-
quer energia. Um ondâmetro por sua vez, serve para medir a frequência de ressonância
de circuitos ativos, isto é, circuitos que estão irradiando energia em uma certa frequêpcia.
O leitor já deve ter observado que nas grades osciladoras, existe uma tensão nega-
tiva, somente no momento em que o circuito está oscilando, sendo esta uma das maneiras
de sabermos se um oscilador está operante ou não. Se porventura drenarmos uma certa
quantidade de energia da bobina osciladora, a te~são negativa de grade diminuirá. Isto
nos serve para construirmos um ressonímetro.
Se fizermos um oscilador e à grade osciladora deste oscilador, ligarmos por meio de
um amplificador, um volímetro, poderemos medir esta tensão de grade. O motivo de in-
cluirmos o amplificador, é para que possam ser utilizados voltímetros de média sensibili-
dade, sem afetar o circuito oscilador.
Se agora com um circuito de teste drenarmos energia dêste oscilador, o voltímetro
indicará uma diminuição da tensão de grade. Esta diminuição, em inglês se denomina
"dip" ou seja mergulho; êste o motivo do nome "medidor de mergulho de grade".
Baseado no mesmo princípio, poderemos ter versões transistorizadas dêste instru-
mento. Ao leitor interessado na montag.em de um ressonúnetro transistorizado aconselha-
mos a leitura do artigo "Dipmeter" transistorizado publicado na R. E. n.0 9 de Maio/Ju-
nho de 1965 página 36.
Façamos agora uma outra experiência, ou seja, liguemos um circuito L C a um sis-
tema retificador. Assim conseguimos transformar uma tensão alternada desenvolvida no
circuito L C devido à absorção de alguma irradiação à frequência de ressonância do
mesmo, em tensão contínua. Amplifiquemos esta tensão e apliquemos a um voltímetro.
Quando uma onda elétrica de frequência igual à de ressonância do circuito L C,
atingir êste circuito, o voltímetro nos dará uma leitura. Vemos que êste instrumento tra-
balha por absorção da onda sendo por isso denominado de ondâmetro de absorção.
Há casos em que os circuitos de teste geram ondas com quantidades de energia ele-
vada (transmissores por exemplo). Nêste caso poderemos dispensar o amplificador e o vol-
timetro, sendo normalmente utilizada uma lâmpada. -
Assim quando estivermos na ressonância, a lâmpada nos dará a máxima lurnirios~
dade.
(Cont. no próximo número)
revista ELETRõNICA
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39 173
Co:nheca
melhor
a~
PIL
PARTE II
s
CONCLUSAO
revista ELETRõNICA
174 39 MAIO-JUNHO 1970
a performance de uma pilha carvão-zinco seria total- custo inicial e um baixo custo operacional são dt
mente insatisfatória. Sob certas condições, a pilha vital importância.
alcalina oferece 10 vêzes mais serviço que uma Constantes pesquisas tornaram possível um sis-
pilha carvão-zinco padrão. As curvas de descarga tema alcalino-manganês-zinco recarregável. O número
apresentadas na figura 14 demonstram isso. total de vêzes que uma bateria recarregável alcalina
Porém, muito embora as pilhas alcalinas possam pode ser recarregada é bem menor do que aquêle
substituir as pilhas carvão-zinco, em qualquer tipo que pode ser obtido com uma bateria níquel-cádmio,
de serviço, em se tratando de drenagens leves, porém o seu custo inicial é uma fração do preço
ou descargas bruscas mas intermitentes, não haverá desta. Assim tem-se uma bateria pouco dispendiosa
vantagem econômica para seu emprêgo. que em alguns casos oferece custo operacional menor
Por exemplo, para uso intermitente em drena- do que o obtido normalmente com baterias do siste-
gens abaixo de 300 mA, no tamanho D, as pilhas ma níquel-cádmio.
alcalinas apresentariam boa performance, mas perde- A pilha individual que compõe uma bateria
riam sua vantagem econômica para as pilhas carvão- recarregável alcalina-manganês-zinco usa um eletro-
zinco. Algumas aplicações típicas das pilhas alcali- do de zinco e um eletrólito de hidroxido de potássio.
nas são apresentadas a seguir: A figura 15 ilustra o corte de uma dessas unidades.
Cada pilha secundária da bateria tem tensão nominal
- fontes para rádio comunicação industrial de 1,5 V. Elas são construídas em 3 tamanhos: "D".
buzinas e faróis de bicicletas "F" e "G", cujas capacidades respectivas são 2,5,
- barbeadores elétricos 4,0 e 5,0 Amperes-hora.
"flashes" eletrônicos
TAMPO(+)
câmeras de filmagem
rádio contrôle para barcos e aeromodêlos
ignição de motores para aeromodêlos
brinquedos
isqueiros
acendedores de gás ENVOLTÓRIO
Efeito da temperatura
TUBO ISOLANTE
As pilhas alcalinas demonstram excelentes ca- .,..
'
;
racterísticas de performance nas baixas ou altas .,.·''
temperaturas. Elas superam as melhores pilhas
carvão-zinco que se utilizam de eletrolito especial ,•'·
.... CATOOO (BIOXIDO DE
MANGANÊS, ETC.)
para operar a baixas temperaturas (tipo para uso
em aplicações militares). Por exemplo, a 4,4o C,
numa drenagem de 225mA, até o corte de 0,93 \', ,.· ;
em descargas de 80 minutos/dia, a pilha alcalina
ANODO (ZINCO
EVEREADY E 95 (tamanho D) apresenta uma ;",• PULVERIZADO)
média de 2 lh vêzes mais serviço que a melhor pilha
Leclanché com eletrólito especial para baixas tem- 'I''
COLETOR DE CORRENTE
peraturas.
Também nas altas temperaturas a pilha alcalina ELETRÓLITO ,
apresenta excelentes performances. (HIDRÓXIDO DE POTASSIO
Vida em prateleira
revista ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 19 7 O
39 175
Perfonnance nos ciclos de vida da bateria. Para evitar que o
uso inconveniente cause uma substancial diminui-
As características de descarga das baterias recar-
ção no tempo de serviço da bateria, o projetista
regáveis são muito similares àquelas exibidas pelas
deve prever o máximo tempo de uso contínuo do
pilhas alcalinas primárias. A tensão em circuito equipamento, sem exceder a máxima capacidade
fechado decresce lentamente à medida que sua ener-
energética recomendável, permitindo que uma recar-
gia é drenada. A curva característica de descarga
ga reponha a energia então drenada.
muda muito pouco à medida que a bateria é carre-
gada e descarregada. A queda total da tensão para SISTEMA óXIDO DE MERCúRIO
uma determinada drenagem aumenta à medida que
os ciclos de carga e descarga aumentam. A tensão As pilhas óxido-mercurio consistem essencial-
em circuito aberto, após um período de carga, é mente de um catodo despolarizado de óxido de mer-
quase constante durante todos os ciclos de vida da curio, um anodo puro de zinco amalgamado, e um
bateria (ver fig. 16). eletrólito aquoso concentrado de hidroxido de po-
tássio saturado com zincato. A tensão nominal é
> 1,35 V para uma pilha de mercúrio com um despo-
oo
14
larizante de 100% do óxido de mercurio e 1,4 v
<I
J: INICIAL EM CIRCUITO FECHADO para uma pilha com uma mistura de óxido de mer-
u
...
UJ 13 curio e bióxido de manganês.
o Os componentes fundamentais dessas pilhas são
>- 12
:; o catodo de óxido d~ mercúrio e cilindros ou peque-
l)
a:: 11 nas bolas de zinco pulverizado em uma cápsula de
u aço. Esta precisa construção mecânica, tem alta es-
::; 10 tabilidade dimensional e marca a superior perfor-
UJ
--L----- _____
IMPEDÂNCIA A 1kHz
importante: descarregue a bateria antes de recarre- COM CARGA DE 250Jl
gá-Ia. /'
Limitações na descarga
4 12 20 28 36 44 56 60 68 76 84
Uma bateria recarregável alcalina-manganês- -TEMPO (HORAS)
zinco nunca deve ser descarregada completamente.
Uma descarga que exceda os limites máximos tle Fig. 17
capacidade recomendados, dá origem a reações se- Variação da tensão e da impedância de uma pllha de mer-
cundárias no sistema eletroquímico. Estas reações cúrio durante uma descarga característica. A curva de
tensão é represenlatlva dentro de um Intervalo de correntes
não são reversíveis e podem provocar séria redução de 1 a 20 mA.
revista ELETRôNICA
176 39 MAIO-JUNHO 1970
típica de pilhas de mercúrio, na condição de des- brem a faixa de 30 a 165 mA-hora. Também há
carga contínua a 2 i ° C. As pilhas óxido de mer- disponibilidade de bateria de 6 Volts, constituída por
cuno são muito usadas como fonte de referência 4 pilhas óxido prata em série. Sua capacidade, até
de tensão, em vista da faculdade que possuem de o corte de 3,6 V com uma drenagem de 2,5 mA é
mantê-la pràticamente constante por longo tempo. 165 mA-hora. A máxima drenagem recomendável é
Para uso como referência de fontes reguladas de de tOmA.
alimentação e equipamentos similares, a pilha óxido As pilhas óxido prata vêm encontrando aplica-
de mercurio apresenta tôdas as características ção em aparêlhos de surdez, instrumentos, fotôme-
ideais: tros, relógios elétricos e como fonte de referência
Estabilidade de tensão vs. tempo: Por longo, de tensão. Um corte de uma pilha óxido prata é
períodos de tempo, consegue manter a tensão visto na figura 18 .
regulada com uma variação de 0,5%; em curtos
períodos uma variação de apenas O, 1% pode ser CAPA DO ANODO
conseguida.
Correntes em curto·circuito: Curto-circuitos mo-
mentâneos não causam danos sérios à pilha, recupe·
rando sua FEM em poucos minutos.
Drenagens bruscas: Cargas pesadas causando
drenagens bruscas, dependendo do tipo de pilha, são
toleradas sem causar danos. A recuperação total
da FEM em circuito aberto é rápida.
As pilhas óxido de mercúrio são apresentadas
com duas formulações, cada qual designada para
diferentes campos de aplicações. Em geral as pilhas,
cuja tensão nominal seja 1,35 V, ou baterias usando
estas pilhas, são recomendadas para fontes de ref:!-
rências de tensão e para uso em aplicações onde
temperaturas altas podem ser encontradas. As pilhas
com 1,42 V, ou baterias feitas com estas pilhas, são
usadas para aplicações gerais. Estas últimas são
ideais para drenagens suaves e contínuas de larga
duração, quando é exigida uma curva caracterís- CATODO
tica plana. Fig. 18
Cone de uma pilha ó:dda-prata.
Efeito da temperatura:
A maneira pela qual a pilha é construída resul-
As características das pilhas são inafetadas pelas ta em alta eficiência volumétrica. A tensão em cir-
altas temperaturas. cuito aberto de uma pilha óxido prata é 1,6 volt.
As pilhas de mercúrio têm bom comportamento A tensão operacional em circuito fechado é 1,5 V.
nas altas temperaturas. Elas podem ser usadas a dentro dos limites de drenagem típicos de cada tipo
temperaturas de até 55° C, sendo possível operar a (ver. fig. 19) .
99° C por algumas horas.
Em geral, as baterias de mercúrio não apresen- u; -1,6
tam boa performance a baixas temperaturas. Entre- !:i _S!I!
tanto, recentes melhoramentos introduzidos no si~ ~ 1,4
11111
tema óxido de mercúrio, deram a alguns dos tipos
de pilhas mais populares dêste sistema boas caracte- -~
Cll
-
rísticas de comportamento nessas condições. Os ou-
tros tipos de pilhas, não incluídos nêste grupo, so·
...z
1-
1,2
2,5mA 1,5mA
-
frerri severa perda da sua capacidade e quando
operam a temperaturas de 4° C e a 0° C, o serviço
t 20 40 60
I
80 100 120
é muito pequeno, exceto em drenagens extremamen- -HORAS DE SERVIÇO
te lentas. Fig. 19
Curvas características de uma pilha ó:ddo-prada.
Pll.HAS óXIDO-PRATA
A impedância dessas pilhas é baixa e não
A pilha alcalina primária óxido-alcaUna-zincQ aumenta apreciàvelmente quando a tensão da pi!l,a
é indiscutivelmente a maior contribuições no campo cai abaixo dos níveis de operação normal. Por outro
da miniaturização da fonte de energia. Ela é o resul- lado, elas podem suportar condições abusivas de ser-
tado de um programa de pesquisas da Union Car- viço e foram testadas em curto-circuito, altas tem·
bide Corporation durante muitos anos. peraturas, estocagem em ambientes úmidos e exces-
A pilha óxido-prata é a que apresenta a maior sivamente quentes, durante meses. Foram mantid~s
tensão nominal entre as similares do mesmo tama- em condições de descarga durante longos períodos,
nro. Sua curva característica de descarga é plana. após a total exaustão. Possuem excelentes caracte-
Oferece ainda excelente comportamento a tempera- rísticas de manutenção de sua capacidade energéti-
tuars baixas, comparada a pilhas de outros sistemas ca, quando armazenadas. Em vista da grande área
eletroquímicos. de superfície do anodo, as pilhas óxido-prata têm
Sua tensão nominal é de 1,5 V e atualmente excelentes performances mesmo nas temperaturas
estão disponíveis 10 tipos com capacidades que co- mais baixas.
revista ELETRONICA
MAIO-JUNHO 19 7 O
39 177
PILHAS E BATERIAS NIQUEL-CADMIO As baterias seladas Ni-Cd são construídas com
um excesso de capacidade no · eletrodo de cádmiu.
As baterias niquei-cádmio representam bem o Estando ambos os eletrodos completamente descar-
notável desenvolvimento da tecnologia das pilhas l' regados, ao iniciar-se a recarga o eletrodo positivo
baterias ocorrido nos últimos 50 anos. Elas podem chegará primeiro à condição de carga completa,
ser carregadas muitas vêzes, mantêm o potencial iniciando a geração de oxigênio. Corno o eletrodo
relativamente constante durante a descarga, e têm de cádmio não estará ainda completamente recar-
excelentes propriedades de retenção de cargas. Po- regado não gerará hidrogênio. A construção interna
dem ser usadas em condições abusivas, apresentando da pilha permite que o oxigênio formado alcance
excelentes perforrnances a baixas temperaturas. Ern- a superfície do eletrodo de cádmio metálico, oxi-
prgando um dos mais avançados sistemas eletroquí- dando-o diretarnente. Desta forma, na recarga. o
rnicos, elas são superiores às baterias de igual tipo eletr..,do de cádmio é oxidado o suficiente para pro-
e tamanho de outros sistemas em têmws de custo ver a bateria descarregada de sua capacidade ener-
por hora de uso. gética original. ~ste processo pode continuar por
As baterias níquel-cádmio foram usadas na longos períodos, mantendo a pilha em equilíbrio
Europa, durante muitos anos, na sua forma primi- indefinidamente, cabendo ao usuário seguir as ca-
tiva, isto é, não selada herrnéticamente. Recentes racterísticas de recarga, fornecidas pelo fabricante.
pesquisas no campo da tecnologia das baterias tor- No ponto de equilíbrio da pilha o eletrodo positivo
naram possível a extensão do sistema níquel-cádmio estará totalmente carregado e o negativo um poucc>
a baterias recarregáveis menores e hermeticamente menos.
seladas e livres da usual manutenção periódica.
As baterias níquel-cádmio podem ser recarrega- Polarização reversa:
das muitas vêzes para prover longa vida útil, e não Quando pilhas Ni-Cd estão conectadas em sene
são adversamente afetadas por longos estados de des- e são completamente descarregadas, uma pequena
carga ou recarga. diferença de capacidade energética de uma das pilhas
Estas baterias de alta qualidade usam matérias de associação, poderá fazer com que esta se descar-
primas de alto custo, além de serem de complicada regue antes que as demais. A pilha que se descarre-
construção. Quando usadas dentro dos limites de gar primeiro será submetida a uma drenagem rever-
descargas recomendadas, em aplicações onde o u~o sa pela corrente fornecida pelas outras. Quando isto
de baterias recarregáveis é justificável, elas demons- acontecer, o oxigênio envolve o eletrodo de cádmio
tram ser altamente econôrnicas. Equipamentos por- e o hidrogênio o eletrodo de níquel. A pressão dos
táteis de alto custo, nos quais a aplicação de bate- gases aumentará quanto maior fôr a drenagem atra-
rias de outros sistemas não é viável, sob o ponto de vés da pilha, e eventualmente ocorrerá uma ruptu-
vista econômico, encontram nas baterias recarregà- ra ou estouro da unidade. Esta condição é prevista
veis níquel-cádmio a solução ideal. nas pilhas secundárias Ni-Cd com o uso de matérias
Aplicações: As pilhas e baterias níquel-cádmio redutíveis no eletrodo positivo, em adição ao hidró-
foram idealizadas para uso em muitos tipos de equi- xido de níquel, para suprir a evolução do hidrogê-
pamentos portáteis. Algumas das muitas aplicações nio quando o positivo expirar.
são: "Flash" eletrônico, barbeadores, gravadores, sis- Se fôr usado óxido de cádmio é possível evitat
temas de alarme, transmissores, cârneras cinemato- a formação de hidrogênio e reagir o oxigênio for-
gráficas, sinalização de emergência, amplificadores. mado no negativo, pelo mesmo processo básico
Tôda pilha secundária é uma combinação de usado para regular a pressão durante a recarga.
materiais ativos que podem ser eletroliticarnente
oxidados e reduzidos repetidamente. A oxidação do PILHAS Ni-Cd BOTÃO
eletrodo negativo ocorre simultâneamente com a
redução do positivo, gerando energia elétrica. Numa Estas pilhas podem ser fornecidas também com
bateria recarregável as reações que ocorrem em terminais para soldar, para sererm soldadas direta-
ambos os eletrodos são reversíveis e, quando uma mente nos circuitos, sendo consideradas como um
corrente flui através da mesma em sentido inverso, componente integrado a êste, em vista de sua longa
as reações que ocorrem em uma descarga invertem- duração. Porém, deve-se notar que nunca deverá ser
se e êste efeito corresponde a uma recarga. feita uma solda direta sôbre o corpo da pilha, sob
Na condição de carga o eletrodo positivo da pena de danificá-la pelo efeito do calor.
bateria é de hidróxido de níquel e o negativo de Não é recomendável que pilhas Ni-Cd na con-
cádmio metálico. O eletrólito é de hidróxido de figuração botão sejam associadas em série, pressio-
potássio. A tensão média da pilha secundária NiCd, nadas uma sôbre a outra, como é feito comumente
em circuito fechado, sob condições normais de des- com pilhas pertencentes a outros sistemas eletroquí-
carga é 1,2 V. micos. Isto porque, em vista da longa duração das
Durante a última parte do ciclo de descarga - pilhas, as resistências de contacto podem sofrer um
recarga e durante uma sobrecarga, as baterias NiCd incremento, prejudicando a eficiência da associação.
geram gases. O oxigênio é gerado no eletrodo posi- Quando requeridas, duas a dez pilhas Ni-Cd botão
tivo (Ni) depois que êle torna-se completamente podem ser associadas em série pelo próprio fabri-
recarregado e o hidrogênio forma-se no eletrodo ne- cante, através de uma técnica especial de ajunta-
gativo (Cd) quando êle está carregado. . mento (em condições especiais mais de dez pilhas
Nas baterias níquel-cádmio antigas havia ares- podem ser associadas). As pilhas associadas são
tas de ventilação que permitiam o escape dêstes protegidas por uma jaqueta plástica, dando rigidez
gases para o exterior. Porém, para se chegar às ao sistema e isolação elétrica aos terminais. Estas
baterias hermeticamente seladas, a produção do associações série (Button Stack Assemblies) cobrem
hidrogênio deveria ser evitada e uma previsão feita a faixa de 2,5 a 12,5 volts, com capacidade de
para as reações do oxigênio com os componentes 2 mA-hora a 3 A-hora, havendo disponibilidade de 3
internos da mesma. diferentes tipos de terminais.
~
de completa descarga, aonde declina ràpidamente.
A bateria apresentará maior capacidade energética,
até 1,1 volt por pilha. Se a bateria ou pilha fôr
descarregada com correntes excedendo às proporções
indicadas, a tensão passará a declinar mais, durante
a descarga. Se um ponto de corte abaixo do indi-
~- X cado fôr necessário, a capacidade Ampere-hora dos
próximos ciclos será reduzida.
()('
Exceto nos casos de completa descarga, nem a
+---- condição da pilha, nem o estado de carga podem ser
determinados medindo-se tensão em circuito aberto.
A temperatura ambiente a TCA de uma pilha Ni-Cd
Fie. zo varia de 1,40 a 1,28 volt, dependendo do tempo
VIsta em corte de uma pUha NI·Cd cUíndrlca.
em qúe a pilha foi mantida fora de uso após a
O tipo "EVEREADY n.0 1007 Power Pack" é última recarga, porém como já foi citado durante a
uma bateria constituída por 8 pilhas cilíndricas de descarga, a voltagem média é da ordem de 1,2 volt.
alta proporção energética, sendo sua tensão nominal Temperatura: A pilha e bateria selada NiCd
10 V. Sua capacidade nominal é de 4 A-hora, consi· apresentam relativamente pequena perda de capaci·
derando-se uma drenagem contínua de 400 mA ato& dade quando operando em temperaturas de -20° C
8,8 V. A bateria n. 0 N 67 é constituída por 5 pilhas até 45°C. As faixas de temperaturas ideais para a
cilíndricas, com tensão nominal de 6,25 V, e capa- aplicação destas pilhas e baterias são
cidade de 900 mA-hora. Nos estados de carga 0° C a 45° C
Nos estados de descarga 20° C a 45° C
PILHAS Ni-Cd RETANGULARES Estocagem 40° C a 60° C
Os tipos retangulares (primários) têm capaci- As baterias podem ser descarregadas até a tem-
dades que cobrem a faixa de 1,6 a 23 A-hora. São peratura máxima de 71° C.
dotadas de uma válvula de segurança, para dar Estocagem: Durante a estocagem as pilhas e ba-
escape aos gases gerados, quando usadas de forma terias Ni-Cd podem perder parte de sua carga. As
abusiva. Elas são montadas em recipientes de aço, altas temperaturas incrementam consideràvelmente
sendo que em tôdas as pilhas retangulares o aço ( estas perdas em vista da redução química do el~
polarizado positivamente. trodo de níquel. Se fôrem estocadas por longo pe-
Materiais de Contacto: O melhor material para ríodo, não devem ser recarregadas antes de entra1
se fazer conexão elétrica a pilhas de níquel-cádmio em uso, mas sim primeiro descarregá-las e logo após
é o níquel puro. Por vêzes, o aço niquelado é recarregadas.
suficiente, porém na disponibilidade dos dois, deve- Impedância: As pilhas seladas níquel-cádnúc
se preferir sempre o níquel puro . possuem baixa impedância efetiva. Sua impedância
Características elétricas: As pilhas e baterias é tão baixa que podem substituir capacitares de alto
Ni-Cd têm como característica principal a tensão valor, nos filtros de "ripple" das fontes de alimen-
relativamente constante durante a descarga. Elas tação. Nêste tipo de aplicação a corrente eviden-
podem ser carregadas muitas vêzes, tornando-se uma temente fluirá através da pilha, ultrapassando ::-s
fonte energética bastante econômica. São apresenta- limites de recarga, limitando a tensão da pilha a
das em embalagens pequenas com alta capacidade 1,45 v - 1,50 v.
energética. Seladas hermeticamente em recipientes Ciclos de vida: Sob condições de descargas le-
de aço, são resistentes a vazamentos, a choques e ves, e serviços ocasionais, a vida esperada para uma
vibrações, podendo operar em qualquer posição . A pilha ou bateria Ni-Cd é de muitos anos. Em ser-
resistência interna é muito baixa. viços normais, dentro dos limites determinados pela
A faixa de temperaturas em que estas pilhas e capacidade energética de cada pilha ou bateria, o
baterias podem operar é ampla. Usá-las a tempera- número de ciclos de descarga-recarga é maior que
revista ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 1970
39 179
100 ciclos para as pilhas na configuração botão e reações nos eletrodos invertem-se e consegue-se re-
cilíndricas. As pilhas retangulares podem ter mais carregá-las.
que 400 ciclos de vida.
As aplicações típicas dêstes novos tipos de
BATERIAS CHUMBO-ACIDAS baterias são:
Recentes desenvolvimentos e pesquisas incluíram Sistem?~ de televisão portátil, sitemas para es-
a~ b~terias chumbo-ácidas entre as unidades recarre- portes aquahcos e campestres, ferramentas elétricas
gaveis, seladas e resistentes a vazamentos. Elas dife- portáteis, transmissores, gravadores e fonógrafos.
rem das convencionais baterias chumbo-ácidas e Em adição às outras vantagens já citadas, o
atendem às exigê~cias de_ portabilidade que se requer fator chave que favorece a aplicação das bateri a ~
das fontes de ahmentaçao em equipamentos eletro- chumbo-ácidas é que, ao contrário das baterias
eletrônicos. chumbo-ácidas convencionais, elas podem ser man-
E~tas baterias oferecem as seguintes vantagens: tidas e~ ~egimes de descarga pesados por períodos
_ Sao _le_v~s e compactas, sua construção especial substanciais de tempo, retornando à sua total capa-
~ao possi~I!Ita va~amentos de eletrólito ou vapore' cidade após poucos ciclos de carga e descarga.
acidos, nao precisam de manutenção (em certos Características operacionais: A capacidade nomi-
tipos), alta capacidade de descarga operam em nal das baterias chumbo-ácidas varia de 1 a 8 A-hor:t
qualquer posição e ciclo de vida~ relativamente para drenagens, de O, 1 a 0,8 A (conforme o tipo',
longo. durante um penodo médio de 10 horas, até uma ten-
Estas vantagens são um contraste às muita~ são de corte de 5 V para as baterias de 6 V e 10 V
limitações que ocasionam o uso de baterias chumbCl- para as baterias de 12 volts. A capacidade destas
ácidas de construção tradicional e que vem sendo baterias é afetada pela temperatura em que são usa-
usadas como fonte de energia elétrica há muito~ das (descarga), ver fig. 21.
anos.
O sistema cbumbo-ácido: Desde o seu desenvol-
vimento por Gaston Planté em 1859, a bateria chum- 120
bo-ácida sempre foi a mais usada para serviços pesa- lO HORAS
dos entre todos os sistemas de baterias recarregá· i 100
"'
o 40 IIJli!! !:iii
rias chumbo-ácidas seladas oferecem grandes vanta·
gens ao usuário. Elas têm maior tensão por célula
<t
o
ü 20 lr:iíl
~
do que qualquer outro sistema eletroquímico comer- <t
u
cial e um dos custos watt-hora mais baixos. Cada
célula da bateria pode suportar altas proporções de I
carga e descarga e possui características relativa- -20 -5 10 25 40
mente lineares de descarga quando em estocagem. --TEMPERATURA (•C)
Os elementos de uma bateria chumbo-ácidll Fig. 21
típica são bem conhecidos, e no estado de carga Influência da temperatura na capacidade das baterias
consistem de: chumbo· ácidas.
1 - Placas negativas, formadas de chumbo po-
roso aplicado a uma estrutura em forma Características elétricas: Como se nota nas
de grade, feita de uma liga de chumbo. curvas apresentadas, a tensão das baterias chumbo-
2 - Placas positivas de bióxido de chumbo, ácidas decresce gradualmente à medida que seu po-
suportado por uma estrutura em forma de tencial energético é drenado. Quanto maior a inten-
grade de uma liga de chumbo. sidade de drenagem, maior a queda da tensão . As
3 Separadores planos de um material resis· baterias de chumbo-ácidas não têm curvas caracte-
tente ao ácido, como borracha porosa, rísticas planas como as baterias níquel-cádmio e
fibras de vidro, cortes plásticos e outros. outros tipos de pilhas, e não são recomendáveis p'ara
4 - Uma solução eletrólito de ácido sulfurico serviços contínuos com altas drenagens quando a esta-
com um pêso específico entre 1,240 e bilidade da tensão no circuito é crítica.
1,200. Estocagem: Quando uma bateria chumbo-ácida
5 Um recipiente convenientemente desenha- é mantida inoperante, parte dos materiais ativos
do para suportar os elementos da bateri<J., muda para sulfato de chumbo devido a uma reação
com aberturas para adição de água desti- química com o eletrólito e, consequentemente, a ca-
lada e escape dos gases e espaço adequado pacidade da bateria diminui. A perda da capacida-
entre os suportes das placas, para receber de energética aumenta com a idade da bateria e é
os materiais ativos perdidos pelas placas acelarada pelas elevadas temperaturas. :f!stes efeito~
durante o uso. chamam-se "descarga em prateleira". Estas baterias
devem ser carregadas antes de serem colocadas em
A bateria produz energia elétrica graças à rea- serviço, quando o período de estocagem tiver sido
ção química de oxidação e redução que ocorre em de longos meses.
cada célula. A tensão nominal de cada elemento é ~ recomendável a estocagem destas baterias no
aproximadamente 2,1 V, caindo gradualmente à me- estado de carga total. Para melhores resultados é
dida que a bateria é descarregada. Esta reação é recomendável aplicar-se uma carga a cada 6 meses.
altamente reversível e quando se aplica uma cor-
rente à bateria, a partir de uma fonte externa, as (Cont. na Jl'c. 184)
Solução ~
R2
Existem duas situações perigo-
sas - se você deixar o lobo e
a cabra juntos, o lobo certamen-
te atacará a cabra. Se deixar
juntas a cabra e a couve, não
terá mais couve para vender no
mercado. Por outro lado, nada
acontecerá se você deixar o lobo
com a couve - lobos não são FIG. 1
04 08
vegetarianos. Faça então as suas
revista .ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 19 7O
39 181
seus LOR's da luz. Os LOR's
são elegantemr.:nte "ocultados"
em furos· ao longo das margens
do rio de tal forma que a luz
ambiente pode fàcilmente alcan-
çar as aberturas, a não ser que
as figuras sejam colacadas aci-
ma dêles .
Recomendamos jogar as parti-
das em lugar onde haja luz su-
ficiente.
LISTA DE MATERIAIS
T 1 - Transistor silício npn -
BC107
T, - Transistor silício pnp -
BC177
0 1 a O, - Oiodos de silício
FIG. 2 - BY126 (BY127 ou BYXIO)
R., R,, Ru, R, - resistores
a couve estiver dêste lado (R,) é desviada para lado negativo e de carbono de 68 k fl, IA W
ou do outro lado (R.); não é dado nenhum sinal de pe- L - Lâmpada pilôto - 6 V,
o lobo estiver dêste lado (R.) rigo. 50 mA
ou do outro lado (R,); R., R,, R, R., R., R,, Ru, R ..
o fazendeiro estiver dêste lado Por isso, se você não seguir a
tabela dada no item "solução", a - LOR- RPY58
(Ru) ou do outro lado (R 14)
lâmpada acenderá para avisá-lo 3 pilhas de tamanho lapiseira
Naturalmente, se o arranjo fôr de que foi cometido um êrro . de 1,5 V.
simétrico, não haverá diferenças
entre o lado de cá e o lado TESTE N.0 2
de lá. CONSTRUÇÃO
A figura 2 dá uma idéia exata ~ste é similar ao de n.0 1 -
A segunda parte do circuito de como pode ser apresentado o outra vez temos o rio que deve
é um simples amplificador c.c. aparelho. Você somente vai pre- ser atravessado em um barco pe-
com 2 transistores: um NPN cisar decidir se o fará maior ou queno de mais para o propósi-
e um PNP. A lâmpada pi- menor - adicionar uma chave to: êle pode levar somente duas
lôto consome aproximadamente liga-desliga, colocar uma inscri- pessoas. Três casais estão espe-
50 mA . Quando desligada, o ção indicando de que lado do rando para atravessar, sendo que
consumo total do seu ''Teste de rio está o barco - arrumar um cada homem sabe que não pode
inteligência" é menor qu~ a me- compartimento onde as figuras deixar sua espôsa sozinha, mes-
tade de 1 mA. Porisso, deixa- possam ser guardadas. A prin- mo que por um instante, porque
mos de incluir uma chave liga- Cipal coisa é fazer as figuras re- ela estará corendo o risco de ser
desliga - você pode, entretan- presentando o fazendeiro, a ca- molestada por um dos outros
to, adicionar uma, com a idéia bra, o lobo, etc. tão grandes que homens. Como êles resolverão
de fazer o pessoal resolver o possam proteger completamente o problema?
problema sem a ajuda da lâm-
pada!
SOLUÇÃO
Na situação inicial, o fazen-
deiro, os seus dois animais e a O problema da travessia pode ser resolvido, por exemplo seguindo
couve estão todos de um lado. a tabela:
Então, as resistências d.: R., R,,
Sr. A+ Sra. A
Ra e Ru ( ou R,, R., R, e R ..) Sr. B +Sra . B
estão tôdas altas e consequente-
mente haverá uma tensão posi- Sr. C+ Sra. C
tiva nas linhas a e b (ou em c 1 (Sra. A + Sra. B) ~ + Sra. A + Sra. B
e d). Se o fazeudeiro deixar sua 2 + Sra. B +--- - Sra. B
posição sozinho, então a resis- 3 (Sra . B + Sra. C)~ + Sra. B + Sra. C
tência do "seu" LOR (Ru ou 4 + Sra . C +--- - Sra. C
Rt<, conforme fôr o caso) se tor- 5 (Sr. A + Sr. B) ~ + Sr . A + Sr. B
nará muitQ baixa, ii. tensão po- 6 + Sr. A + Sra. A +--- - Sr. A + Sra. A
sitiva nas linhas correspondentes 7 (Sr . A + Sr. C) ~ + Sr. A + Sr. C
passará ao amplificador C.C., e 8 + Sra. B +--- - Sra. B
a lâmpada dará o sinal de peri- 9 - (Sra. A + Sra. B) ~ + Sra . A + Sra. B
go. Devido a presença de Ru e 10 + Sr. C +--- - Sr. C
R. (ou (R, e R,) a mesma coisa 11 - (Sr. C + Sra . C) -~ + Sr . C + Sra. C
ocorrerá quando o lavrador qui-
zer levar consigo o lobo ou a --,-- Sr. A + Sra. A
couve . Mas, quando êle levar a Sr. B + Sra. B
cabra consigo a tensão positiva Sr. C + Sra . C
revista ELET~ôNICA
182 39 MAIO-JUNHO 1970
FIG. 3
6V
Certas baterias são construídas com placas espe- gens de alta intensidade, cargas excessivas, sobrecar-
cialmente formadas, que tem a propriedade ~e resis- gas, temperatura nos períodos de carga e descarga
tir melhor à formação do sulfato de chumbo crista- e longos períodos de estocagem sem atividade.
lino solúvel que normalmente ocorre quando as bate-
rias convencionais são mantidas inoperantes por lon- O ciclo de vida pode ser estendido pelo con-
gos períodos. Esta vantagem prevalece quando elas trôle correto dos níveis de descarga, nunca superan-
são instaladas em equipamentos que permanecem prà· do a capacidade nominal da bateria. O cuidado
ticamente inoperantes durante longos períodos. Nes- durante o semi-ciclo de carga, estende sobremaneira
tes casos, em geral, a bateria atinge sua condição de o número de ciclos de vida.
carga total após 1 ou 2 ciclos de descarga-carga.
O ciclo de vida de certos tipos de bateria~
Levando em conta os fatôres envolvidos com a chumbo-ácidas Eveready, sob condições normais de
descarga em prateleira e seus efeitos, recomenda-se operação, é de aproximadamente 100 a 150 ciclos,
que elas sejam estocadas como se segue: levando-se em conta as considerações acima e uma
temperatura de 21° C.
1- Carregue as baterias totalmente, antes de
estocá-las. Efeitos da temperatura: A melhor faixa de tem-
peratura para emprêgo das baterias recarregáveb
2 - Estoque-se em local sêco, sendo recomen- chumbo-ácidas é de 100C a 3SOC. Os limites suge-
dável temperaturas entre 0° e 10° C. ridos são:
3 - Recarregue-se ao fim de 6 meses. No estado de carga: -100 C a 45° C
No estado de descarga: -15° C a 450 C
4 - Caso durante um longo período de esto- Na estocagem: -15° C a 40o C
cagem não fôr atendida a recomendação
do item anterior, e caso a bateria atinja Resistênc:la interna: A resistência interna da:>
a condição de descarga total, aplique uma baterias totalmente carregadas varia entre 30 e 180
recarga durante um longo tempo, exceden- miliohms, dependendo do tipo particular.
do o tempo normal exigido.
O valor da resistência interna é afetado direta-
Ciclos de vida: O ciclo de vida das baterias mente pela temperatura e número de ciclos de des-
chumbo-ácidas depende de muitos fatôres relaciona- carga. A resistência interna aumenta 1,3 a 1,4 vêzes
dos com as condições de carga e descarga e o tempo a 0° C e cêrca de 2 a 3 vêzes a -15° C, comparada~
de estocagem. O ciclo de vida diminui com drena- com aquelas mantidas a 21° C.
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MAIO-JUNHO 1970
39 185
Fig. 1
Relação entre a larrura
do entreferro e com·
prlmento de onda ma·
vado e a lnteruddade do
sinal de safda
revista ELETRONICA
186 39 MAIO-JUNHO 1970
Em televisão, a situação se complica bastante,
uma vez que a largura de faixa necessária é bem
maior que em áudio. Nas freqüências baixas o
limite é, teoricamente, de O Hz (corrente contí-
nua) mas, na prática, usa-se 30 Hz e restaura-se
a componente contínua por circuitos especiais. O
limite superior é de 4,0 MHz, o que corresponde
a uma resolução horizontal de 320 linhas, conside-
rada como boa. Portanto, os equipamentos de V1
devem apresentar uma resposta em frequência da
ordem de 30 Hz a 4 MHz (± 1,5 dB). Temos
dêste modo, uma escala de aproximadamente 17
oitavas, que, de acôrdo com a experiência dos gra-
vadores de áudio, não pode ser gravada direta·
mente.
O problema das frequências baixas, pràtica-
mente c.c., foi resolvido utilizando-se uma porta
dora de RF modulada em frequência pelo sinal c!~:
IIF•2,5MHz
, -- L--. "'
revista ELETRONICA
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CABEÇA GRAV. ÁUDIO
GRAV. OE
APAG. P/ TRILHA ORDENS
OE ORDENS Fig. 3
(o)
(a) Como é gravada uma fita pelo
&lstema transversal. (b) VIsta em cor·
te da sapata de guia da fita. (c) VIs·
ta lateral do tambor das cabeças e da
FITA
sapata de guia.
E
E
"'·
;;:;
RANHURA
(b) {c)
Gravação transvenal
366 16 15
Usou-se uma solução original para o problema 732 32 20
das altas velocidades de fita: não somente esta se 1464 64 32
movia, como também a cabeça gravadora era dota- 2196 96 36
da de movimento. A figura 3 a ilustra o princípio
do sistema.
Ao invés de uma cabeça gravadora, são usadas tipos de equipamentos são inteiramente compatíveis:
4, montadas sôbre um tambor rotativo de 5,16 cm a fita gravada num aparelho de uma das marcas
de diâmetro, girando à razão de 240 rotações por poderá ser reproduzido no aparelho da outra, e
segundo. A fita, por sua vez, possui largura de vice-versa.
5 cm e corre perpendicularmente ao movimento do Na figura 4 é mostrada a distribuição das
tambor, a uma velocidade de 38 cm/s. Uma sapata faixas gravadas, com as dimensões das trilhas de
de guia especial, a vácuo (figs. 3 b e 3 c) assegura vídeo, áudio e contrôle. Como pode ser notado, o
um contato perfeito entre cada cabeça do tambor vídeo é gravado em faixas da largura de 250 ll·
e a camada de óxido da fita. Cada cabeça fica em contato com a fita durante
Quando ·as cabeças gravadoras estão novas um arco de aproximadamente 1200 da rotação do
(sem desgaste) a velocidade de deslocamento de tambor. Levará, assim, 1/720 de segundo para
cada uma em relação à fita é de aproximadamente percorrer os 5 cm de largura da fita (A rotação
3092cm/s. da cabeça, como vimos, é de 240 por segundo;
Com êste processo; é possível obter duração para percorrer os 3600, uma cabeça leva portanto
relativamente longa da gravação, sem tamanho l/240 s e para 120° - 1/3 de 3600 - levará
excessivo dos carretéis, como indica a tabela I. l/3 - 1/240 s.).
:e.ste é o sistema mais empregado atualmentç Como existe um movimento simultâneo da
nos gravadores de VT de alta qualidade, utilizados fita e das cabeças, uma trilha de vídeo não é rigo-
pelas emissoras de televisão. Tanto a RCA como rosamente perpendicular ao deslocamento da fita,
a Ampex, principais fabricantes de gravadores . de mas forma com a perpendicular, um ângulo de
VT para uso em emissoras de TV, utilizam a 0,54°.
técnica transversal. . Transversalmente, os 1 500 !L iniciais da fita
As diferenças entre os equipamentos produzi- são reservados para a trilha de áudio, cuja grava-
dos por ambas são de pequena monta. Ambos os ção é em sentido longitudinal. Em seguida, tem-se
revista ELETRONICA
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DIRECAÕ DE MOVIMENTO vídeo, que então processados para limpar
DA CABEÇA DE VIDEO FAIXA DF;; o sincronismo e apagamento.
PROTEÇAO
c) Para uma sincronização apropriada, a ve-
MOTOR DO TAMBOR locidade da fita deve ser "amarrada" à
DE CABEÇA
rotação da cabeça. Isto é conseguido atra-
n TAMBOR DA
vés do sinal de contrôle de 240 Hz.
f) O sinal de áudio é manejado pelas técni-
I
~CABEÇA VÍDEO 250
cas convencionais de gravação de áudio.
! MICRONS
DIREÇAÕ DA FITA
A figura S esquematiza um mecanismo típico
TRILHA DE SOM
de transporte da fita. De acôrdo com a numera-
ção dos elementos dessa figura, indicamos as fun·
ções das diversas partes.
~I ~I ~
TRILHA PARA
45
CONTRÔLE 1 - Suprimento de fita. O rôlo de suprimento
1,5 I--•------2~~. 1" de fita contém a fita a ser gravada ou reproduzida.
(o l 2 - Braço estabilizador. Amortece os movi-
mentos irregulares da fita, como no incio do des-
SE~ DE TRABALHO DA FITA. locamento.
r - - - - - - - - - " " " L - - T R I L H A DE 3 - Cabeça apagadora. A cabeça apagadora
SOM principal é usada somente na gravação, "limpando"
TAMBOR
a fita de qualquer sinal anteriormente gravado.
•
/..~00
4 - Guias de ar. Precedem e seguem a cabeça
apagadora, orientando a fita para a posição corr~:ta,
próxima da cabeça rotativa.
S - Conjunto de cabeças de vídeo e contrêle.
TAMBOR Engloba a sapata de guia da fita (a), a cabeça
gravadora da raia de contrôle (b) e conjunto do
FAIXA DE PROTEÇÃO TRILHA DE CONTRÔLE tacómetro (c) o motor (d) as cabeças rotativas (e)
e os anéis coletores do sinal das cabeças (f).
TRILHA PARA ORDENS 6 - Cabeça apagadora de áudio. Esta cabCÇ'a
e a cabeça apagadora de informação são energiza-
(b) das somente durante a gravação, servem para lim-
Fie- 4 par as respectivas raias de qualquer sinal anterior
e removem o sinal de vídeo dessa parte da fita.
NOII dois pl'0Ce88011 (RC.l ou Ampex) a dl8poldçio du trllbiiS
16bre a tUa é a mesma, propldudo perfeita compaUbWdade
mista ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 1970 39 189
CARRETEL
AUMENTADOR
® FM
4 CABEÇAS ROTATIVAS
60'\1
A c
®
TACÔMETRO
Fig. 6
Diagrama em blocos
simplificado do proces·
so de gravação. VIde
texto.
7 - Pi>ste de guia. Serve para manter a fita de 5 MHz, modulada em frequência. Em televisão
de encontro às cabeças apagadora e gravadora de monocromática, o desvio da portadora para 100%
áudio e informação. de modulação é de aproximadamente 4,3 a
8 - Cabeça reprodutora simultânea para re- 6,8 MHz.
produzir os sinais gravados pela cabeça gravadora 2 - O sinal do modulador é amplificado e
de áudio e informações, no instante mesmo da gra- dividido em quatro canais distintos, um para cada
vação. Permite controlar a qualidade do sinal cabeça. Isto é necessário para permitir o ajuste
gravado. individual do nível do sinal em cada cabeça.
9 - Cabeça reprodutora e gravadora de áudio 3 - Os sinais de saída, individualmente ajus-
e informação. Grava e reproduz o sinal de áudio tados, excitam as quatro cabeças de vídeo em para-
e de comando. lelo, através de um conjunto de escovas e anéi'
10 - Guia de ar, para mudar a direção da coletotes.
fita ao se aproximar esta do capstan. Estas são as funções básicas durante a grava-
11 - Capstan, em conjunto com os rolos ção. As demais, servem apenas para a sincroniza·
pressionadores, assegura um movimento uniforme ção dos sinais gravados.
da fita, a 38 cm/s. 4 - Os pulsos de sincronismo são retirados
12 - Contador do capstan e indicador de do sinal de vídeo que está sendo gravado; a fre-
tempo, dimensionados para uma contagem de 1 quência de campo ( 60 Hz) é a fonte primária de
segundo para cada 38 cm de fita. suprimento para o motor da cabeça.
13 - Braço estabilizador, possuindo funções 5 - Os pulsos de referência de 60 Hz são
idênticas às do item 2. multiplicados por 4 no multiplicador (A), o resul-
14 - Rôlo de fita, onde é enrolada a fita tado (240Hz) introduzido num comparador de
após o processamento (gravação ou reprodução). fases (b). O tacômetro da cabeça fornece outro
Depois de terminada a operação, deve ser rc-enro- sinal ao comparador e o sinal-diferença é usado
lada no outro carretel. para contrôle do oscilador de 240 Hz (C), de onde
provém a alimentação para o motor das cabeças.
Na figura 6, mostramos um diagrama em blo-
cos funcional do sistema básico, durante a grav~ 6 - O sinal fornecido pelo oscilador de
ção. Não são mostrados os circuitos de áudio, por 240 Hz é amplificado pelo amplificador excitador
serem convencionais. Pode-se notar imediatamente_ do motor da cabeça, que fornece corrente trifásica
que a maioria dos circuitos intervém em funções de 240 Hz, com potência de cêrca de 80 W.
de sincronização e não de processamento do sinal 7 - O motor da cabeça é trifásico, com um
de vídeo. consumo nominal de 50 W.
1 - O sinal de "vídeo é introduzido num mo- 8 - O sina1 do tacômetro é usado para dar
dulador FM, em cuja saída aparece uma portadora origem a um sinal senoidal de 240 Hz, gravado na
revista ELETRôNICA
190 39 MAIO-JUNHO 1970
trilha de contrôle da fita. Serve igualmente como amplificado por pré-amplificadores, antes de ser
referência inicial para geração da energia que ali· enviado à chave eletrônica.
menta o motor do capstan, responsável pelo movi· 2 - A chave eletrônica encarrega-se de com-
mento da fita. O tacômetro pode ser do tipo binar os sinais individuais das cabeças, em sequên-
fotoelétrico ou eletromagnético. cia, num único sinal de saída contínuo.
9 - A cabeça gravadora da raia de contrôle 3 - O demodulador de FM extrai a infor-
grava um sinal senoidal de 240 Hz, obtido a partir mação de vídeo da portadora modulada em fre-
do tacômetro. O mesmo sinal do tacômetro é rece- quência.
bido pelo comparador de fases, o que assegura um 4 - O amplificador processador "limpa" os
contrôle exato da velocidade do motor da cabeça intervalos de apagamento e sincronismo do sinal de
10 - O amplificador excitador do motor do vídeo demodulado.
capstan recebe um sinal de 60 Hz (a partir do S - O motor do tambor das cabeças funciona
tacômetro, através de D e F do ítem 5) e eleva de forma já descrita para gravação.
sua potência a um nível suficiente para acionar o
motor do capstan. Assim, a rotação do capstan é 6 - O amplificador excitador do motor das ca-
eletrônicamente "amarrada" à rotação das cabeças beças trabalha da forma já descrita.
de vídeo. 7 - O sinal do tacômetro é enviado aos blo-
11 - O motor do capstan é bifásico, síncro- cos 2, 14, 9 e 12 .
no, e ·controla de modo absoluto a velocidade da 8 - A cabeça da pista de contrôle reproduz
fita. o sinal de contrôle gravado na fita.
Durante a reprodução dos sinais gravados é 9 - O servo do capstan compara o sinal da
envolvido um número maior de circuitos, principal- trilha de contrôle (que indica a posição relativa das
mente pela necessidade de uma chave eletrônica, cabeças) com sinal do tacômetro do tambor das ca-
destinada a selecionar apenas o sinal da cabeça que beças de vídeo. Desta comparação, surge um sinal
se acha em contato com a fita. Isto evita que as que modifica ligeiramente a frequência do oscilador
outras cabeças introduzam sinais espurios ou ruídos. de 60 Hz usado como fonte inicial de suprimento
Além disso, é necessário um servo-contrôle para o de energia para o motor de capstan. Existe um con-
motor do capstan, a fim de que a velocidade da trôle para deslocamento de fase do sinal da trilha
fita seja continuamente controlada (através da de contrôle, permitindo a reprodução de fitas an-
comparação dos 240 Hz gravados na pista de con. teriormente gravadas com cabeças diferentes.
trôle da fita com o sinal do tacômetro). 10 - Motor do capstan - funciona como j3
Na figura 7 apresentamos o diagrama em descrito na gravação.
blocos do sistema, funcionando na reprodução. 11 - Amplificador excitador do motor do
1 - O sinal de saída, de baixo nível (cêrca capstan - possui a mesma finalidade que na gra·
de 2 mV) do conjunto de coletores das cabeças é vação.
SAÍDAS
FM VÍDEO
SINC.
240'\1
.-----o PULSO. DE
REFERENCIA
4BO'L
DC
240x2=480
ONDA QUADRADA
14
240'\1
Fig. 7
Diagrama simplificado do processo de reprodução. O te:do fornece maiores eçlleações.
NYista ELETRONICA
MAIO-JUNHO 19 7O
39 191
VISTA ANTERIOR
(a)
Flr. s
Doia upedoe do mee•nlsmo
de tnmsporte de fita num
IJ'IIvador ntllbando o procee·
so beUcolclal de IJ'IIVaçio.
VISTA POSTERIOR
( b)
11 - O dobrador de frequências produz uma padronização propriamente dita para esta técnica,
onda quadrada de 480 Hz, a partir do sinal forne- podendo-se encontrar aparelhos para fitas de 12,7mm,
cido pelo tacômetro. 25,4 mm ou 50,8 mm. Esses aparelhos não são com-
13 - A chave do "blanking" - apagamento - patíveis; quando muito, uma fita de determinada lar·
coloca o início do pulso de chaveamento para co- gura, gravada num aparelho destinado a gravar esta
mutação das cabeças no intervalo de retraço hori- largura de fita, poderá ser reproduzida noutro apare-
zontal. Isto evita que apareçam transitórios de cha- lho do mesmo tipo. Evidentemente, não existe compa·
veamento na imagem. tibilidade com aparelhos de gravação do tipo trans·
14 - O motor das cabeças de vídeo é contro- versai.
lado pelo mesmo servo usado na gravação, exceto Qualquer que seja a largura da fita, o process\l
que o sinal de referência inicial é o gerador de sin- é o mesmo. As figuras 8a e b mostram o prindpio
cronismo da emissora. básico. A fita se desloca ao redor de um tambor, onde
Áudio está enrolada em forma espiral (helicoidal). No in-
O processamento dos sinais de áudio é conven- terior dêste tambor existe uma (ou mais) cabeças
cional, idêntico ao usado na gravação de som. O de gravação/reprodução de vídeo, montadas sô-
único problema aparece no caso de cortes e mot)- bre o eixo de um motor. A extremidade da cabeça
tagens da fita. A sua solução foge ao escopo dêste com o entreferro, sobressai através de uma fenda no
artigo. tambor e está em contato com a fita.
Nesta técnica, o movimento da cabeça dá-se no
Técnica he~coldal mesmo plano do deslcamento da fita. Como esta se
Considerada estritamente do ponto de vista da move helicoidalmente em tômo do tambor, o resul-
quantidade de aparelhos em uso, é a técnica inais tado é uma trilha de vídeo em forma de faixas in·
difundida para a gravação de vídeo. Não existe uma clinadas (fig. 9).
Em alguns aparelhos que usam esta técnica, as Gravador portátil de vldeo-~pe Ampex, para f!Da proflaslo-
faixas diagonais possuem um comprimento de apro- nals, mod. VR-660. Foto coriezla Sollel.
ximadamente 25 cm, com largura de 0,15 mm. Estas
dimensões dão uma idéia das tolerâncias necessárias
no sistema de transporte da fita para que a repro- 3 - Amolificador de áudio para gravação/re-
dução resulte satisfatória. produção.
De modo semelhante ao sistema transversal, as 4 - Entrada de áudio.
informações de contrôle e áudio são gravadas lon· 5 - Saída de áudio.
gitudinalmente. Em geral, é possivel gravar-se infor- 6 - Cabeça gravadora/reprodutora de vídeo, gi-
mações de áudio adicionais, ou apagá-las, sem afe- rando à velocidade de 60 rotações por segundo.
tar a informação de vídeo. 7 - Motor acionador da cabeça, alimentado
Na figura 10, é mostrado o diagrama em blo- por corrente contínua.
cos de um gravador típico usando a técnica helicoi- 8 - Tambor de guia da fita. Consiste de dois
dal. Trata-se de um tipo portátil da Ampex. cilindros, o inferior estacionário e o superior, rota-
1 - Oscilador de polarização e apagador. tivo. A cabeça gravadora/reprodutora está fixa a ês·
2 - Amplificador monitor de áudio. te cilindro superior e gira juntamente com êle.
13
Fig. 10
Dlsposiçio dos elementos e
diagrama em blocos de am
cravador utlliaado o pro·
cesso helicoidal. O texto for·
17 nece maiores espllcaçêes.
reYista ELETR.õNICA
MAIO-JUNHO 1970 39 193
9 - Contrôle do motor. Fornece a tensão con- Os gravadores usando a técnica helicoiddal têm
tínua de alimentação do motor, controlado pelo ser- as mais diversas aplicações. Os tipos para fita de
vo sistema. 50,8 mm são aplicados em algumas emissoras de TV
10 - Servo sistema. Durante a gravação rece- (embora não sejam compatíveis com o tipo de gra-
be informação do tacômetro e pulsos de sincronis- vador mais frequentemente usado pelas emissoras).
mo vertical. Durante a reprodução, recebe pulsos Os tipos de 25,4 mm, encontram aplicação mais fre-
do tacômetro e o sinal da trilha de contrôle. quente na pesquisa, ciência e ensino, onde é aceitá-
11 - Entrada de vídeo. vel a qualidade que oferecem, a um custo de fita
12 - Modulador/demodulador. Aí é produzido, mais razoável. Finalmente, os tipos de 12,7 mm são
na gravação, o sinal modulado em frequência, a ser usados em aplicações domésticas e. outras onde bas-
enviado à cabeça gravadora. Na reprodução, é ex- ta sua imagem de qualidade média.
traída a informação de vídeo recebida da cabeça.
13 - Saída de vídeo. Video-tapes domésticos
14 - Carretel alimentador.
15 - Rolo tensor. Com a redução do tamanho e dos custos dos
16 - Cabeça gravadora/reprodutora de áudio. gravadores de vídeo-tape, surgiu um nôvo tipo de
17 - Capstan, que imprime à fita velocidade gravador de vídeo: o gravador de vídeo-tape domés·
uniforme e constante de 24 cm/s . tico. Nôvo, quanto à aplicação, não quanto à cons-
18 - Cabeça apagadora de áudio e vídeo. trução. Inúmeros fabricantes lançaram-se nêste cam-
19 - Cabeça gravadora/reprodutora do sinal po e nos últimos anos, os preços têm caído bastante.
de contrôle. Uma pesquisa feita em fins de 1969, revelou a exis-
20 -Carretel com fita já gravada. tência de 37 tipos econômicos de gravador de vídeo-
21 - Fita, de 25,4 mm de largura. tape. Dêstes, 13 eram de fabricação européia ou
Nêste aparelho, as velocidades da fita do tam- japonêsa. Dos 37 tipos, 12 custavam menos de mil
bor da cabeça e o diâmetro dêste foram dimensio- dólares (o mais barato custava US$ 595). Todo~
nados de tal forma que em cada rotação da cabeça os tipos revelaram uma acentuada tendência à re-
é registrado um campo completo da imagem. Com dução de tamanho e à compacidade.
isto, há um perfeito alinhamento dos pulsos de sin- Um gravador típico de VT doméstico de fabri-
cronismo gravados na fita, o que permite a reprodu- cação européia é o da fig. 11, cujo custo é da ordem
ção em "cãmara lenta". (Cont. na páJ. 206)
15 13 11 5 I
Fq. 11
Gravador de vídeo do tipo doméstico: 1 - Coo·
t6le de nível de áudio; 2 - Contr6le de nfvel de
vfdeo; 3 - Contr6le de rastreamento; 4 - Con-
tador de tempo; 5 - Indicador de nfvel de vf*o
6 - lndl~or de nfvel de udlo; 7 - tecla de
p-avaçio; 8 - Tecla d.e reprodução; 9 - Tecla de
parada; 10 - Deslocamento rápido da fita; 11 -
Rebobinacem da fita; 12 - Alça de transporte.
13, 14 - Carreteis de fita, 15 - Tambor da cabeça.
Fq. 12
Protótipo de p-avador de vfdeo utiliundo fita em
"CIISIIetesN. AIQjla não existe comercialmente, mas
prev~·ae que, talvez até o final de 19'71 J' esteja
à venda. Foto cortezla Pblllps.
I
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revista ELETRõNICA
194 39 MAIO-JUNHO 1970
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DISTORÇÃO EM AMPLIFICADOR
DE AUDIO
Na era da válvula sempre que significa redução de pêso, custo, cundários independentes, é para
tínhamos um amplificador em distorções, melhoria da curva de se poder conseguir uma polariza-
mão, contávamos com esquemas respostas em frequência - e no- ção adequada dos transistores
bastante semelhantes e no que vos tipos de defeitos, que niio Q, e Q,.
tange ao estágio de saída, não po- ocorrem quando do uso do trans- Qz e Q, são os elementos
dia faltar o transformador de formador. É num desses casos que tornam o estágio de saída
saída. Isto devido ao probl:ma da que iremos nos deter neste arti- simétrico.
necessidade de casar as altas im- go. Por simetria em estágio de
pedâncias de saída das válvulas Na figura 1 encontramos o saída, entende-se que uma parte
com as baixas impedâncias de en- esquema do estágio final do nos· do estágio é semelhante à outra
trada dos alto-falantes. so amplificador, que estava apre- (estágio de Q, semelhante ao de
Porém a era da válvula já se sentando uma forte distorção, de: Q,) de maneira a termos a anu-
foi e atualmente o transistor do- tipo de um "som engasgado". lação da componente contínua
mina, diversificando os esquemas. O transistor Q, e seus agrega- sôbre o alto-falante e a soma da
Dadas as baixas impedâncias dos formam o estágio excitador, componente alternada sôbre o
dêsses componentes conseguiu-se sendo T o transformador "dri- mesmo.
circuitos que não utilizam o ver". O motivo dêste transior- Isto é necessano, pois como
transformador de saída, o que mador ter dois enrolamentos ~e- vemos na figura 1 o alto-falan-
02
FIG. 1
R1 E1-=-
+
R9
C1
R6
A
B
R7
03
SINAL E-
RC. 2 -
+
R4 RS R10
revista ELETRôNICA
196 39 MAIO-JUNHO 1970
nos dará possibilidade de fazer
um sub-chassis que se adapte ao
televisor e que tenha uma fura-
ção onde entre o novo seletor.
SELE TOR
Depois deve ser verificado Sll
os botões antigos encaixam n.J
novo seletor; provàvelmente não. FIG. 3
Assim sendo, deve-se comprllr
novos knobs, que se adaptem ao
seletor. Mas o cliente não vai Para a ligação do circuito de dido pela corrente em R ou
querer um nôvo knob, pois es- + B, deveremos no caso de o se- seja:
tragaria a estética do seu "m.J- letor possuir +B inferior ao 250 - 150
derníssimo" TV. O que faremos existente no TV, recorrer ao cir- R= = 2ooo n
será cortar os encaixes dos cuito da figura 3. 0,050
knobs novos e antigos e colocar
O resistor R servirá de redu- Para determinarmos a potên-
o encaixe do knob novo no
tor de +B e o capacitar serve cia deveremos multiplicar a que-
knob antigo. Convém usar um
como desacoplamento de + B. da de tensão em R pela corrente
cola-tudo bem forte, tal como
Para determinarmos o valor de circulante e por um fator de se-
"Araldite".
R deveremos conhecer, do nôvo gurança para evitar a queima do
Além da parte mecânica deve-
seletor, os valores da tensão e resistor e que normalmente se
remos verificar a parte elétrica.
No que tange à tensão de fi- da corrente de +B. tstes dados adota S = 2.
lamento não há problema pois os normalmente vêm no catálogo p = (250- 150 ) . 0,050 . 2
novos seletores admitem ligação fornecido pelo fabricante. = 10W
tanto em 6,3 V como em 12,6 V, O valor de R será determina- Assim devemos colocar um re-
sendo porém necessário que es- do da seguinte maneira: sistor de 2 000 n 10 w.
pecifiquem ap fabricante ou ven- Ao fim de tôda a montagem,
dedor qual a tensão desejada. ( +Brv)-( +Bs) ligaremos o TV e passamos aos
Quanto ao C.A.G. (contrôle R = ------------- ajustes.
automático de ganho) normal- Is Normalmente o fabricante in-
mente há um perfeito entrosa- P = (+Brv) (+Bs) · Is · S dica no seletor de canais qull
mento. o elemento que deve ser atua-
A respeito da F.I. (frequência onde: do para o perfeito casamento en-
intermediária), pequenas diferen- tre a F.J. do seletor e a F.J. de
R - resitência do resistor re-
ças serão compensadas ajustan- TV. tste ajuste é feito de ma-
dutor;
do-se o estágio de saída do sele- neira prática, observando-se ·l
tor de canais, que normalmente +Brv = tensão de + B do
qualidade de imagem.
possui um elemento para tal televisor;
Não recomendamos tentar
ajuste. + Bs =tensão de + B do se- ajustar a calibração das pasti-
Nada falamos a respeito da letor; lhas (conjunto de bobinas da sin-
impedância de entrada, onde vai
ligada a antena. O motivo, é que
Is = corrente de +B drena- tonia de cada canal) pois estas já
da pelo seletor; vêm pré-calibradas. Em caso de
êste valor é padronizado em
300 n. Mas se a "sorte" o per-
P = potência de resistor re- extrema necessidade dê leves re-
dutor; toques, pois se descalibrarmo~
segue e o seu seletor não fôr de muito estas pastilhas, dificil·
300 n, compre um seletor nov.J S = cceficiênte de segurança. mente, sem auxílio de instru-
de 300 n, fio 300 n, antena Para esclarecer melhor dare- mentos apropriados, conseguire-
300 n e não procure mais "en- mos um exemplo: Suponhamos
crencas". mos recalibrar.
que o nosso TV tenha um Tentamos neste artigo melhor
Quanto à tensão +B, os novos +Brv = 250 V e que o sele-
seletores, trabalham, com valo- orientar o técnico na escolha do
tor que compramos possua um seletor de canal, não querendo
res mais baixos não ultrapassan- +Bs =150 V e drene uma cor- desanimá-lo, mas sim, prevení-lo
do os 200 V. Assim, compre o
seletor cujas exigências anterio-
rente de Is = 50 mA =
0,05 A. das dificuldades que irá ter para
res foram aproximadamente sa- Assim o valor de R será dado que depois não se arrependa do
tisfeitas, e que tenha um valor pela queda de tensão em R divi- orçamento dado ao cliente.
de +B igual ou menor ao exis-
tente no televisor.
Após a compra da "jóia" vá "TRANS-PROBLEMAS . .. "
para a oficina instalá-la no TV.
Recomendamos fazer êste traba- (do caderno de anotações de um técnico)
lho na oficina dado o tempo ne-
cessário para a troca e a incom- Era urna segunda-feira. da- clareço: o receptor, não era fa-
preensão do cliente quanto às quelas em que a gente não se bricado pela Douglas, e sim
ferramentas usadas tais como levanta muito disposto; e na gran- montado por algum técnico, com
martelo, punção, furadeira, ser- de mesa jaziam vários recepto- bobinas dessa marca.
ra, etc .. res que haviam sido trazidos no O receptor era do tipo de me-
Terminada a fixação mecâni- sábado. sa {muito comum no interior
ca. poderemos ligar a tensão de Comecei por um "paciente", onde não há rêde elétrica).
filamento, fio de antena, C.A.G. que em eras remotas fôra mon- O cliente havia dito que o pro-
e F.I. tado com bobinas Douglas. Es- blema se constituía num capricho
N'Yista ELETRONICA
MAIO-JUNHO 1970 39 t97
medir as tensões do transistor
suspeito.
A tensão do coletor estava
normal, - 4,5 volts.
A tensão de base estava -0,5
volt (vide figura) .
Aí estava o problema: - Tro-
quei os resistores de polarização
da base, deixando com -1,1
volt; essa tensão é a normal na
maioria dos receptores a transis-
tores do tipo de mesa.
O rádio funcionou normal-
mente no lado de 535 kHz. Po-
rém muito fraco no lado "alto"
+B - 1 600 kHz. Nos moooblocos
RESISTOR DE
POLARIZAÇA"O Douglas, existe um capacitor no
TROCADO,PARA
FIG. 4 primário da bobina de antena,
DEIXAR A BASE que funciona como um filtro.
COM -1 .1V
Com o passar do tempo a bobi-
do rádio, que era sintonizar so- ladora). Ligando o fio da ante- na perde a "bôa amizade" com
mente as emissoras mais poten- na externa à base do oscilador. êle. Nessas alturas é bom tirá-
tes, ainda assim com um volu- continuou tudo na mesma. Daí lo do circuito, para voltar o bem
me "galenar". (*) em diante a bobina de antena estar ao receptor.
Colocando as quatro pilhas de confirmou-se em bom estado. A exclusão dêsse capacitor re-
lanterna, e ligando o "dito cujo", Agora, o problema consistia solve em 90% dos casos êsse
notei que a faixa de OM estava em saber se a pane estava na problema. ~ óbvio ·que antes de
totalmente muda. bobina osciladora, ou no transis- retirá-lo devemos dar uma mexi-
Mudando a chave para a OC, tor (Há certos defeitos com da no trimmer da antena para
veio o agradável som de uma transistores osciladores em que ver se o caso não é uma simples
melodia, confirmando o bom são alteradas suas característi- desregulagem.
funcionamento nesta faixa. cas, fazendo-os trabalhar sõmen- E também fica claro que em
Sendo assim, as minhas dúvi- te em frequências maiores que bobinas novas êsse processo de
das recairam sôbre o transistor 1 600kHz). retirar o capacitar, não dá bons
oscilador e obviamente sôbre as Nessas alturas liguei o famoso resultados.
bobinas de OM (antena e osci- detetive da verdade: O V1VM Com o caso resolvido, entre-
(voltímetro eletrônico). guei o receptor ao cliente.
• A mesma potência de um rádic Com o aparelho na escala de
galena primitivo. medição de 1,5 V, comecei a REINALDO A . BAIUtOS
RELATóRIO ESPECIAL
(Cont. na pár. um
Outro problema concernente às células j:'Ossom ficar enrolados duront~ o lonçamenlo.
solares destinados o operarem no espaço, diz Considerável progresso já foi registrado nes1e
respeito aos donos causados pelo radiação. Nos setor. As células flexíveis são produzidas me-
primeiros satélites e espaço-naves os células diante o deposição de uma fina película de
eram cobertos com uma fino camada prote- material semicondutor, (sulfeto de c6drnio.
toro de quartzo ou safira. Contudo, tal pro- por exemplo) sôbre uma camada de plástico
cedimento apresento o inconveniente de ou- metalizado. Tais células fornecem mais po-
mentor o pêso do conjunto fornecedor de tência por quilo de pêso do que as de ~
energia elétrico. Atuolmente, já estão dispo- convencionais. Mos apresentam aindll as in-
níveis células solares mais resistentes à ra- convenientes de menor eficiência. j6 que ai-
diação. bem área maior, e são mais sensíveis a _.....
Finalmente, temos o considerar o incon- ções de temperatura. Esforços estão sendo
veniente de que o grande número de células envidodos no sentido de melhorar S1SI ~
necessário exige painéis grandes. Dependendo penho, e confiobilidode na ambieollte tlllllil do
do tipo de espoçonoves e dos seus requisitos espaço.
elétricos, os células podem ser montados sô-
MÃS, ASSIM MESMO, COMSTIIUEM
bre o seu corpo, mos casos existem em que os
painéis são tão grandes que o solução é mon-
A MELHOR SOLUÇÃO
tá-los tal como se fôssem pás de uma hélice Existem, eviden~ Clllbas si-isii-IS
(coso dos Marin·ers). Durante os operações de de alimentação, tais como dlulas de CIIIIIIIJus..
lançamento, elos ficam dobrados sôbre o no- tive(, baterias, etc, em uso au aindll - es-
ve, o qual por suo vêz, está alojado no nariz tudo poro aplicações onde as baleiiais sala-
do foguete portador. Logo após o injeção em res não possam ser efeti-••llte ......._ Con-
órbita, os pós são abertos, tal como em um tudo, estas últimas, que siiD edi ••n
guardo-chuva. confiáveis, continuarão a . . - - 5 ..pio
Atuolmente, estudo-se o confecção de cé- primário o bordo do maioria das e;gea•IOS es-
lulas flexíveis, de tal modo que os painéis paciais não tripuladas.
re.in ELETRONICA
198 39 1970
ELECTRIC GUITAR AMPLIFIER HANDBOOK nós, tardou suo regulamentação, dando margem ao
Jack Darr seu uso extensivo, em coráter clandestino. Com o
portaria de 26 de Janeiro, também entre nós fico
Howard W . Soms - N. York o uso dessa faixo sujeito o restrições e condicionado
160 págs., 14 x 22 cm, brochura, inglês. ao pret.nchimento de certos requisitos. ~ste livro,
destino-se ao leitor dos EUA, mos, grande porte do
A popularidade do guitarra não é de doto re- seu conteúdo é de sumo interêsse poro o brasileiro.
cente. Há muito tempo elo vem sendo usado, mos
suo apl icação limitava-se o ambientes de pequeno
ruído de fundo, pois suo potência sonoro é reduzi· Contém:
do. Com o desenvolvimento do eletrônico, êste pro-
blema foi superado e hoje contam-se aos milhares Introdução (aplicação do FC); Licenciamento e
os instrumentos eletrônicos encontrados em quase qualificação; Escôlho do equipamento; Como funcio-
tôdos os cidades. A manutenção destes instrumen- no o tronsceptor; Antenas; Instalação; Sintonia e
tos constitue uma boa fonte de rendo poro o téc- Ajuste; Como operar o equipamento; Conceitos; Per-
nico de Rádio e TV. As peças, componentes, téc- missões, proibições e penalidades.
nicos e mesmo o instrumental de provo são seme-
lhantes aos já em uso nos oficinas, bostando ao ABC'S OF ELECTRONIC ORGANS
técnico uma compreensão dos princípios de funcio-
namento dos aparelhos. !: o que êste livro viso Norman H. Crowhurst
proporcionar.
Howard W . Soms - N. York
Conteúdo: 128 págs., 14 x 22 cm, brochura, inglês.
Como funciono o amplificador de guitarra : om. O trotamento "posso o posso" dado por êsse livro
plificoção do sinal, circuitos especiais, e fonte de é de grande interêsse poro organistas, compradores in-
alimentação. teressados e técnicos eletrônicos, além de todos os que
têm curiosidade de saber como se pode retirar músi-
Processos e técnicos de Manutenção: circuitos de co de válvulas, transistores e outros componen-
amplificação, fontes de alimentação, transformo· tes normalmente encontrados em rádios e televisores.
dores de saído e alto-falantes, cabos e transdu-
tores, queixos dos usuários. !: uma estória fascinante, de como os tubos
Ampl ificadores comerciais: baixo, médio e alto dos orgãos de antanho foram substituídos por com-
potência de saído . ponentes que cabem no palmo do mão e êste livro
o relato. Começando pelos fundamentos do músico,
o livro expõe o desenvolvimento do órgão, os fun-
ABCS OF CITIZENS BAND RADIO damentos e o mecânico do seu uso e como escolher
Lew Buckwalter um tipo adequado o cada aplicação.
Howard W. Soms - N. York
96 págs., 14 x 22 cm, brochura, inglês. Conteúdo:
Regulamentado inicialmente pelo FCC em 1958 Desenvolvimento do órgão eletrônico; Síntese
nos EUA, o "Faixo do Cidadão" destino-se ao uso em eletrônico do som; Fundamentos dos órgãos eletrô-
aplicações que não se enquadram nos categorias nicos; A porte mecânico; A porte eletrônico dos
anteriormente estabelecidos poro serviços municipais, órgãos; Escôlho do tipo; Afinação; O uso; Manuten-
de emergência e transporte. Foi criado especialmen- ção e conserto.
te poro comunicações comerciais e pessoai s. Entre (Cont. na pág. 202)
revista ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 1970 39 199
TODA CORRESPOND~NCIA PARA ESTA SEÇÃO DEVE
técnico SER ENDEREÇADA PARA
REVISTA ELETR6NICA CONSELHEIRO TlCNICO CAIXA POSTAL 30 869
SÃO PAULO - SP
REGULAMENTO
1. o - As consultas devem ser obrigatoriamente datilografadas, em fôlha isenta de
qualquer outro assunto. Deve constar nome e enderi~o, a"m de pseudônlmo, se deseJado.
2.o - A exposi~ão dos problemas ou da pergunta deve ser a mais completa e de-
talhada possível, indicando exatomente aquilo que é deseJado. Poderão ser feitas, no
m6ximo, 2 (duas) perguntas em cada período de 2 meses, por consulente.
3.o - As respostas serão dadas exclusivamente através das p6ginas da revista,
levando-se em conta, no atendimento, as ilmita~ães de espaço e o tempo necess6rio a
eventuais pesquisas.
4.0 - Somente serão atendidas as consultas que, a critério da Equipe Consultiva,
forem consideradas de lnterêsse mala amplo, e não apenas visando uma minoria; em
cada número ser6 fomeclda uma rela~ão de consulentes a quem deixamos de atender,
citando-se o motivo do não atendimento.
s.o - Não nos comprometemos a elaborar circuitos ou realizar c61culos ou for-
necer nomes de firmas comerciais, embora possamos fazê-lo se tal medida se Justificar
poro melhor atendimento da consulta.
NOTA: Esta se~ão deixou de ser publicada em nosso número anterior. Motivos imperiosos a alheios à
nossa vontade, levaram-nos a essa medida. Perdoem-nos os nossos consulentes e leitores.
028
REINILDO GONÇALVES CORR"tA
DUAS BARRAS - RJ.
1 - A consulente envia um circuito, referente a um kit de rádio portátil
("Kit Show") que montou e, afirma, não funcionou, mesmo seguindo as
instruções do fabricante . Pede:-nos uma informação detalhada sôbre o caso .
A consulta deveria ser dirigida ao fabricant-e, cífica e, ademais, os dados fornecidos pelo consu-
que dispõe de todos os elementos para solucionar lente não são suficientes para que possamos fazer
o caso. Não conhecemos os detalhes do aparelho. uma análise.
Além disso, a natureza da pergunta é muito esp;-
revista ELETRôNICA
200 39. MAIO-JUNHO 1970
2 - Possui um receptor traosistorizado de mesa, (2 faixas) alimentado com
4 pilhas de lanterna. Pergunta o mptivo pelo qual êsse aparelho sõmeate
funciona quando as pilhas estão novas, isto é, chmmte os dois primeiros
dias após a colocação de novas pilhas .
. É difícil responder completamente a esta con- Em segundo lugar, suponhamos que as pilhas,
sulta, pois -que o consulente não nos enviou maiores ao cabo de alguns dias de uso, não tenham se
informações. · Todavia, vamos abordar as causas esgotado completamente. Nesse caso, o problema
mais prováveis. estaria na etapa de RF, mais especificamente, no
Primeiro, suponhamos que as pilhas se esgotam
completamente em poucos dias: êsse fato denota oscilador . ~ste estaria parando de oscilar quando
qua o rádio está consumindo excessiva corrente na a tensão de alimentação cai um pouco.
condição sem sinal. Certamente a etapa de saída Para explanar tôdas as causas possíveis e ima-
de áudio é em push-pull classe B e, assim sendo. gináveis teríamos que nos extender muito mais.
o ajuste da corrente quiescente do par de saída Note-se que não aventamos a possibilidade de com-
deve estar fora de posição . ponentes defeituosos, o que complicaria bastante.
029
JOSÉ ANTONIO ORSONI
SÃO PAULO - SP.
"Por duas vêzes consecutivas tentei montar o AMPLIFICADOR TELE·
FóNICO, descrito na Revista Eletrônica n.0 29 a pap. 313 a 318 porém,
em ambas as montagell!ll não tive sucesso, permanecendo o aparelho sem
qualquer sinal de atividade, por mais leve que fôsse .
Foi comprado material de t.a qualidade! e todos os resistores, capaci-
tares e potenciômetros foram medidos para verificar seu exato valor.
Foram mandadas enrolar três bobinas, tendo ficado uma de reserva, de
acôrdo com as especüiicações dadas pelo autor elo projeto, com 4. 000 espiras
de fio esmaltado de 0,112 mm e núcleo de ferrite cilíndrico de 8 mm.
Tentei diante do completo insucesso, substitu!".' a bobina por um pequeno
microfone de cristal, porém o amplificador continuou sem qualquer sínal de
atividade.
As ligações foram tôdas cuidadosamente examiDadas e ree:llaminadas,
bem como as ligações e posições dos transistores e tudo foi encontrado
correto de acôrdo com a fig. 4 (circuito completo) da pag. 315.
Ex:tranbei as ligações da bateria de 6 volts (usei quatro pilhas lapiseira,
tamanho A de 1,5 v. cada uma) principalmente o polo.
Diante do exposto gostaria de saber o que está errado ua montagem
do amplificador telefônico".
Realmente, verificando a fig. 4, pode-se obser- de componentes é suficiente para o amplificador
var que há um êrro no esquema: O transistor T4 nem "dar sinal de vida".
é o NPN, portanto, é . o AC 187, e não AC 188
como está efetivamente escrito. Por outro lado T3 Todavia, a lista de material está correta, bem
é o AC 188 e não AC 187 lá indicado . Essa troca como a fig. 3 (esquema chapeado).
031
DORIAN BLUYUS RODRIGUES
S. JOSÉ DOS CAMPOS - SP.
1 - Enviou o circuito abaixo e pergunta se se trata de ''transmissor de
manipulador ou de fone e onde deve ser ligado o fone ou manipulador".
revista ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 1970 39 201
O transmissor é CW e, pelo esquema apresen- razão, sem um preparo adequado, fazer qualquer
tado, parece ser de manipulador, o qual deve ser tentativa de ."entrar no ar", pois existem leis em
ligado da massa ao ponto A. Cabe aquí, observar nosso país que regulamentam o assunto, leis essas
que, ao que nos parece, o consulente nada entende que devem ser obedecidas .
de transmissores e transmissão; não deve, por essa
040
ARISTóTELES GOMES
JOÁO PESSOA - PE.
Refere-se o coosulente a um artigo publicado pefa revista ELECTRON,
"os diodos Zener como estabillzadores de tensão". Pergunta-nos:
1 - Há possibilidade de a Revista Eletrônica publicar com mais detalhes
práticos o circuito de uma foute de alimentação regulada e ajustável, puglicado
ao referido artigo?
Infelizmente a Revista Eletrônica não dispõe
dos detalhes práticos da referida fonte, porque a
mesma foi publicada na revista Electron · apenas
com finalidade ilustrativa.
liVROS
(Cont. da pie. 199)
revista ELETRONICA
202 39 MAIO-JUNHO 1970
numa extensão de 2.000 quilómetros, servindo uma re-
gião de 1.500 km2, com uma população superior a 30 mi-
lhões de habitantes.
CONTRATO PETROBRAS/AEG-TELEFUNKEN
revista ELETRôNICA
MAIO-JUNHO 1970 39 203
NOVO EQUIPAMENTO DE BOTÕES PARA FAZER
CHAMADAS TELEF6NICAS
Durante os próximos dois anos, os Correios -e Telégra-'
tos f!rit6nicos · vão instalar nas ·suas prlncipai~ · centrgis
telefônicas. vinte mil ""TMC Keysenders", que permitem
aos telefonistas · obterem chamadas telefónicas . pnimindo
botões em vez de usarem o sistema de marcadóres.
HEWLETTjiPACKARD
Eletronicamente, o Keysender bem como o· regenera-
dor de impulsos TMC (de que os Correios e Telégrafos
Britanicos encomendarem ·dez mil) constituem um avanço
da maior importância, dado que se trata do primeiro uso Completa linha de instrumentos para
comercial em grande escala de circuitos integrados, micro-
miniaturizados pelas técnicas MOS. Ambos os produtos são Eletrônica, Medicina e Qufmica
fabricados pela Telephone Manufacturing Co. Ltd. de West
Dulwich, Londres, Inglaterra, membro od Grupo Pye of
Cambridge.
Informações e Vendas no Distribuidor
O TMC Keysender é constituído por duas unidades: Exclusivo para o Brasil
o painel com as teclas que operam os interruptores de lin-
guetas e os çircuitos eletrônicos e circuitos de impulsos
O armazenamento de informação e as funções de lógica
e de regulação são feitas por duas pastilhas MOS, cada
HEWLETT-PACKARD DO BRASIL
uma medindo 2 mm x 2 mm e contendo mais de 1000 INDOSTRIA E COMilRCIO
elementos de circuito, incluindo cérca de 700 transistores.
O seu consumo combinado de energiá é inferior a lO mi- LIMITADA
livátios. A transmissão de impulsos poro a linha de salda
é feita por um interruptor de linguetas, humedecido a
mercúrio.
Quando a tecla é premida o número é traduzido em
Sio Paulo: Rua Cel. Oacar Parto, 691
forma binária e guardado num retentor processaodr. Ao Fone: 288-7111
mesmo tempo, o fato de que o retentor está de posse da
informação faz com -que o primeiro número retido seja Rio: R. da Matriz, 29 - Botafogo
transferido para o ·circuito de saída de impuls_os. Desta
forma podem reter-se mais números no processador de - ZC-02 Tel. 246-4417
espera sem que a operação de saida seja afetada, trans-
mitindo um sinal quando todos os dígitos marcados tenham
sido transferidos do processdor.
INTRODU(ÃO À
A
TV A CORES
SISTEMA
PAL M - I 08 páginas, brochura, co-
pa plastificada, 26 xiS cm
Esta obra teve suo origem na preparação de aulas poro um curso ~e iniciação à TV a côres e trota
do sistema de TV cromática adotado poro o Brasil. A obrd será complementada por outra que tra-
tará dos circuitos, analisando-os para cada função.
Os 6 capítulos da presente obra são: 1 - Exposição do sistema de TV cromática; 2 - Noções de
colorimetria; 3 - Princípios da TV o côres e compatibilidade; 4 - O sinal de crominância; 5 O
sistema PAL; 6 -·Análise funcional de um receptor PAL-M típico.
Cr$ 19,00
revista ELETRONICA
MAIO-JUNHO 1970 39 285
VIDEO-TAPE
(o.t. da . . . lN)
"VIdeo-CIIIIdtea'"
Um dos maiores passos para a popularização
do gravador de som foi a introdução dos chamados
"cassettes" - cartuchos padronizados contendo a fita
a ser gravada, ou pré-gravada. Passo idêntico está
em vias de ser realizado na técnica do video-tape:
os "videos-cassettes". Há poucos mêses, a Orundig,
a Philips e a Sony declararam suas intenções de
estabelecer normas para a adoção dos v{deo-casaettes
Posteriormente, formou-se um grupo onde além das
TIPO OP2: 2 PóLOS REVERSIVEIS três citadas, figuram também a AEO-Telefunken,
TIPO OP3: 3 PóLOS REVERSIVEIS lnd. A. Zanussi (Itália) Matsshuita e Victor (Ja-
Os relés sensíveis da série OP são de alta pão) e North .American Pbilips (EUA. Até o mo-
qualidade, de tipa miniatura. As bobinas são en- mento ainda não se conhece o tipo de fita, suas di-
roladas com fio especial e Impregnadas poro resistir
quaisquer condições climáticas. O tipo OP é en- mensões e tempo de gravação e as dimensões do
cerrado em caixa plástica transparente, que protege cartucho ("cassette"). No entanto, espera-se que os
contra a poeira e desajustes externos .
primeiros frutos da cooperação internacional possam
As aplicações principais dos relés OP são:
relés de placa em circuitos com válvulas, com ser oferecidos ao público a partir de 1971. Calcula-
transistores, para .comandos eletrõnicos em geral, se que o custo de um equipamento gravador-repro-
para corrente cont1nuo e alternada.
dutor de video-cassettes seja da ordem de USS 750,00,
REUS ESPECIAIS PARA TRANSISTORES semelhante ao de um gravador video-tape doméstico
À VENDA NAS CASAS atual. Chegou-se mesmo, a construir protótipos dês-
ESPECIALIZADAS DO RAMO se aparelho.
PRODUTOS ELETRONICOS Uma aplicação interessante, possibilitada pel\l
gravador ''video-cassette" seria o "video-livro". Tra-