INVENTÁRIO FLORESTAL
• DEFINIÇÃO:
“São procedimentos para obter informações sobre quantidades e
qualidades dos recursos florestais e de muitas características das
áreas sobre as quais as árvores estão crescendo”.
* INFORMAÇÕES:
•Estimativas de área;
•Descrição da topografia;
•Mapa da propriedade;
•Acessos (estradas, rios, ...);
•Facilidade de transporte de madeira;
•Estimativas da quantidade e da qualidade de diferentes recursos florestais;
•Estimativas de crescimento (se o inventário for realizado mais de uma vez);
TIPOS DE INVENTÁRIO FLORESTAL
a) Inventário pré-corte: realizado antes da exploração, com uma alta intensidade
amostral;
b) Inventário florestal convencional: realizado para a obtenção do estoque de
volume de madeira;
c) Inventário florestal contínuo: realizado com objetivo de verificar as mudanças
ocorridas em uma floresta, em um determinado período de tempo;
d) Inventário para planos de manejo: realizado com alto grau de detalhamento
em florestas, chegando às estimativas por classe de diâmetro, por espécie.
CLASSIFICAÇÃO DO INVENTÁRIO FLORESTAL
• QUANTO À FORMA DE COLETA DE DADOS
a) Enumeração ou censo – Todos os indivíduos são observados e medidos. Nos
inventários (completos ou 100%), obtém-se os verdadeiros valores dos
parâmetros da população;
b) Amostragem – Constitui a maioria dos inventários realizados em todo o mundo.
Nesses inventários, observa-se parte da população, obtendo-se estimativas dos
seus parâmetros. A amostragem permite obter estimativas precisas e exatas de
diferentes parâmetros populacionais em menor tempo e custo, caso a floresta
possua extensa área.
• QUANTO À ABORDAGEM DA POPULAÇÃO NO TEMPO
a) Inventários temporários – o inventário é realizado apenas uma vez. A
estrutura da amostragem é abandonada. Ex: inventário pré-corte.
b) Inventários contínuos – O inventário é realizado várias vezes. Neste caso, a
estrutura da amostragem é materializada de forma mais duradoura para poder
medir novamente os mesmos elementos ao longo do tempo.
PLANEJAMENTO DO INVENTÁRIO FLORESTAL
→ DETERMINAR O SUCESSO DO INVENTÁRIO
→ CHECKLIST → ENTREGAR !
→ MANUAL DE CAMPO
→ LIMITAÇÕES: EQUIPAMENTOS, MAPAS E
EQUAÇÕES
MANUAL DE CAMPO (IFC)
•COLETA DE DADOS DE CAMPO
1. LOCAL DO INVENTÁRIO
→ FAZENDAS;
→ PROJETOS;
2. PROCEDIMENTOS DE AMOSTRAGEM
→ INTENSIDADE DE AMOSTRAGEM: 1:10, 1:5, ...;
→ QUAIS TALHÕES ?
→ ALOCAÇÃO DAS PARCELAS ALEATÓRIA OU SISTEMÁTICA;
→ MAPAS COM A LOCALIZAÇÃO DAS PARCELAS;
→ ROTAS DE CAMINHAMENTO;
3. EQUIPE DE COLETA DE DADOS
→ NÚMERO DE PESSOAS POR EQUIPE → 3 PESSOAS;
→ NÚMERO DE EQUIPES;
→ DEFINIÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES: MEDE, ANOTA, ...;
4. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
→ VEÍCULOS DE TRANSPORTE PARA AS EQUIPES DE
CAMPO;
→ MATERIAIS PARA A LIMPEZA DA ÁREA (FOICE, FACÃO, ...);
→ MOTOSSERRA E EQUIPAMENTOS DE MANUTENÇÃO;
→ COMBUSTÍVEL
→ EPI`S;
→ TINTA PARA MARCAÇÃO DAS ÁRVORES E PINCEL;
→ ESTACAS DE MADEIRA;
→ GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA;
→ KIT DE PRIMEIROS SOCORROS;
→ MAPAS E CROQUIS DAS ÁREAS;
→ COLETOR DE DADOS OU PRANCHETAS DE ANOTAÇÃO;
→ FICHAS DE CAMPO;
→ TRENA
→ FITA DIAMÉTRICA OU SUTA;
→ GIZ BRANCO;
→ HIPSÔMETRO;
→ MATERIAIS PARA ANOTAÇÃO E MEDIÇÃO (LÁPIS, CANETA,
BORRACHA, RÉGUA);
5. ESTABELECIMENTO DAS PARCELAS
→ DIMENSÕES DAS PARCELAS;
→ MARCAÇÃO DE PONTOS DE REFERÊNCIA NA ESTRADA;
→ MARCAÇÃO DAS ÁRVORES LIMITES DAS PARCELAS;
→ MARCAÇÃO DAS ÁRVORES DOMINANTES;
6. MEDIÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA (DIÂMETRO) E ALTURA DAS ÁRVORES
→ ESPECIFICAÇÃO DO DIÂMETRO LIMITE DE MEDIÇÃO;
→ CUIDADOS DE CAMPO PARA MINIMIZAR OS ERROS;
→ DISTÂNCIA ENTRE O OBSERVADOR E A ÁRVORE;
→ NÚMERO DE ÁRVORES CUJAS ALTURAS SERÃO MEDIDAS NAS
PARCELAS;
→ SEQÜÊNCIA DE CAMINHAMENTO NO CAMPO;
EXEMPLO DE SEQUENCIA DE CAMINHAMENTO
Ponto de
. .
localização
. . . . . 2m .
3m
. . . . . . . .
. . . . . . . .
. . . . . . . .
. . . . . . . .
. . . . . . . .
. . . . . . . .
7. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁRVORES
→ AVALIAÇÃO QUALITATIVA
→ PARA QUÊ ?
→ NECESSIDADE DE MANEJAR A FLORESTA
EXEMPLO:
→ B = árvore bifurcada abaixo de 1,30m;
→ D = árvore dominante;
→ Q = árvore quebrada;
→ M = árvore morta;
→ T = árvore com fuste tortuoso;
→ I = árvore inclinada;
→ O = árvores atacadas por pragas, cupins, etc;
→ N = normal – excluindo as outras categorias;
→ L = dominada (Ex: árvores com CAP < 12,60cm → DAP < 4,0cm).
EXEMPLO DE FICHA DE CAMPO DO INVENTÁRIO
1. Identificação da parcela
Equipe/Responsável:
Fazenda Talhão Parcela Espécie Medição Data
(No) (No) ou clone (No) Mês Ano
2. Ficha de dados
Fila Árvore Fuste CAP HT Status
(No) (No) (No) (cm) (m)
• COLETA DE DADOS DA CUBAGEM RIGOROSA
1) MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
(IDEM AOS DAS MEDIÇÕES DAS PARCELAS)
2) SELEÇÃO DAS ÁRVORES-AMOSTRA E PROCEDIMENTOS DE
CAMPO
→ NÚMERO DE ÁRVORES ABATIDAS
→ CLASSES DE DIÂMETRO QUE SERÃO AMOSTRADAS
→ COMPRIMENTOS DAS SEÇÕES
→ SEQÜÊNCIA DE OPERAÇÕES NO CAMPO
FICHA DE CAMPO PARA A CUBAGEM RIGOROSA
Responsável: _____________________________________ Data: ___/___/___
Local: _________________ Espécie ou Clone: _______________ Idade: _________
Talhão: ________________
Árvores
1 2 3 4 5
DAP DAP DAP DAP DAP
(cm) (cm) (cm) (cm) (cm)
HT HT HT HT HT
(m) (m) (m) (m) (m)
Alt. Dc/c Ec. Alt. Dc/c Ec. Alt. Dc/c Ec. Alt. Dc/c Ec. Alt. Dc/c Ec.
(m) (cm) (cm) (m) (cm) (cm) (m) (cm) (cm) (m) (cm) (cm) (m) (cm) (cm)
0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
0,5 0,5 0,5 0,5 0,5
1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
3,0 3,0 3,0 3,0 3,0
. . . . .
. . . . .
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