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Processo Decisório e Governança Corporativa

O documento discute o processo decisório e a governança corporativa. Apresenta os tipos de decisões, racionalidade e racionalidade limitada, certeza, risco e incerteza no processo decisório. Também aborda técnicas de análise e solução de problemas e ferramentas de diagnóstico e desenvolvimento de alternativas para tomada de decisão.

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Processo Decisório e Governança Corporativa

O documento discute o processo decisório e a governança corporativa. Apresenta os tipos de decisões, racionalidade e racionalidade limitada, certeza, risco e incerteza no processo decisório. Também aborda técnicas de análise e solução de problemas e ferramentas de diagnóstico e desenvolvimento de alternativas para tomada de decisão.

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Aula 03

Administração Geral p/ AFRFB - 2016 (com videoaulas)


Professor: Rodrigo Rennó
Administração Geral p/ Auditor da RFB - 2016
Teoria e exercícios comentados
Prof. Rodrigo Rennó – Aula 03

Aula 3: Processo Decisório e Governança


Corporativa

Olá pessoal, tudo bem?


Na aula de hoje iremos cobrir os seguintes itens do edital:
 Processo decisório: técnicas de análise e solução de problemas;
fatores que afetam a decisão; tipos de decisões. Governança
corporativa.

Espero que gostem da aula!

Prof. Rodrigo Rennó


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Sumário
Processo decisório. ................................................................................ 3
Estrutura das decisões empresariais. ........................................................... 3
Tipos de decisões............................................................................. 3
Racionalidade e Racionalidade Limitada ................................................... 5
Certeza, Risco e Incerteza ................................................................. 10
Processo Linear e Sistêmico. .............................................................. 15
Técnicas de análise e solução de problemas .............................................. 17
Ferramentas de Diagnóstico .................................................................. 18
Princípio de Pareto. ........................................................................ 18
Diagrama de Ishikawa. ..................................................................... 20
Diagrama de Dispersão..................................................................... 22
Ferramentas de Desenvolvimento de Alternativas .......................................... 23
Brainstorming e Brainwriting ............................................................. 23
Análise do Campo de Forças .............................................................. 25
Diagrama de Árvore de Decisão........................................................... 26
Método Cartesiano ......................................................................... 26
Governança Corporativa ........................................................................ 31
Lista de Questões Trabalhadas na Aula. ........................................................ 42
Gabarito .......................................................................................... 52
Bibliografia ...................................................................................... 52

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Processo decisório.

Estrutura das decisões empresariais.

Todos nós tomamos diversas decisões durante nossa vida. Estas


decisões podem ser complexas ou simples. Desta forma, podem ser difíceis
(qual será nossa profissão ou com quem casaremos) até decisões diárias,
como qual será a marca de refrigerante que escolheremos no almoço.
Quando você decidiu adquirir este curso tomou uma decisão, não é
verdade? O mesmo ocorreu quando decidiu fazer este concurso.
Dentro das organizações, também tomamos decisões. De certa
forma, boa parte do trabalho de um administrador é a tomada de decisões.
De acordo com Maximiniano1:
“o processo de tomar decisões é um ingrediente
substancial e inseparável das atividades de
planejamento, organização, direção e controle.”

Tipos de decisões

Decisão Programadas e Não-programadas.


Decidir nada mais é do que escolher entre alternativas para poder
resolver um problema ou atingir um objetivo. Dentre os diversos tipos de
decisões, podemos classificá-las como programadas e não-programadas2.
Decisões programadas são decisões rotineiras, ou seja, sobre
assuntos que já foram analisados antes e que, desta forma, já existe uma
resposta “padrão”. Uma das formas de se ganhar eficiência em uma
empresa é relacionando estas “decisões padronizadas” a certos problemas
rotineiros3.
Imagine que você estude em uma faculdade e perca alguma prova
marcada. Quando você se apresentar na secretaria, a recepcionista não irá
fazer uma reunião com os funcionários do setor para decidir sobre seu caso
específico, não é verdade?
Provavelmente, já estará previsto no manual da faculdade qual a
pena (ou multa) que você terá de pagar para fazer uma “segunda

1
(Maximiniano, 1995)
2
(Robbins & Coulter, 1998)
3
(Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008)

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chamada”. Desta forma, esta recepcionista simplesmente irá aplicar o que
já estava “decidido” para casos iguais ao seu!
Desta maneira, isto é o que chamamos de decisão programada, uma
decisão que, de tão rotineira, merece ser padronizada. Assim sendo, se
ganha muito tempo dentro de uma organização, além de se evitar que se
decidam coisas diferentes para uma mesma situação.
Já as decisões não programadas são comuns quando o problema
é novo, ou pouco frequente, e o gestor deve analisar os dados à sua
disposição (muitas vezes incompletos) para que possa tomar uma decisão 4.
Pense no caso de um diretor de uma cervejaria. De uma hora para a
outra, ele descobre que um concorrente lançará um modelo de cerveja em
seu mercado e venderá a um preço abaixo do que sua empresa está
praticando.
Antes de decidir o que fazer, o diretor terá de analisar todas
as informações importantes, não é mesmo? Os fatores que ele levaria
em consideração provavelmente seriam estes: O concorrente é forte
financeiramente? A marca da cerveja é conhecida? Seu canal de
distribuição é abrangente?
Portanto, ele terá então de “pensar” o problema, ou seja, analisar a
situação a “fundo”. Desta forma, não há como se ter uma decisão já
“pronta” para um caso novo, não é verdade? Isto então é a chave para
você decidir se uma decisão é programada ou não!
Se o problema for repetitivo (rotineiro), a decisão deve ser
programada. Entretanto, se o problema for novo ou pouco comum,
a decisão deve ser não-programada.
Vamos analisar agora umas questões sobre este tópico:
1 - (FGV – SEFAZ/RJ – FISCAL DE RENDAS - 2010) As alternativas
a seguir apresentam técnicas de apoio à decisão programada, à
exceção de uma. Assinale-a.
(A) Modelos matemáticos.
(B) Sistemas de apoio à decisão corporativa.
(C) Planilhas.
(D) Orçamentos.
(E) Pesquisa operacional.

Questão interessante. Se nos referirmos às ferramentas de auxílio à


decisão programada, não temos como considerar os sistemas de apoio à
decisão corporativa (nome técnico dos programas corporativos que

4
(Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008)

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gerenciam dados e proporcionam relatórios de gestão aos administradores,
facilitando a tomada de decisão) como de suporte à decisão programada!
Pense bem, se você necessita analisar os dados de vendas junto aos
custos de entrega na região sul para tomar uma decisão é porque está
analisando o problema, não é mesmo?
As outras ferramentas citadas são mesmo mais adequadas às
decisões programadas. Portanto, este é o caso das planilhas em que
podemos programar fórmulas que apontem quando se deve comprar um
produto ou vender um ativo, etc. Desta forma, o gabarito é a letra B.

2 - (CESPE – EMBASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) As decisões


programadas maximizam a necessidade de gerentes ou
administradores exercitarem seus critérios para tomada de
decisão.

As decisões difíceis e que demandam muito dos gerentes são as não


programadas! Lembre-se sempre disso: Decisão padronizada,
“manualizada”, é programada! Decisão nova, difícil e que demanda uma
análise mais complexa é não programada. O gabarito é questão errada.

3 - (CESPE – EMBASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) A política da


empresa serve de guia para a tomada de decisões programadas.

A política da empresa (assim como as regras e os procedimentos) é


um dos balizadores da atuação de um gestor para a tomada de uma decisão
programada, pois fornece um “norte” para a decisão. O gabarito é questão
correta.

Racionalidade e Racionalidade Limitada

O modelo racional de tomada de decisões (ou modelo clássico) se


baseava na ideia de que os gestores tomam decisões lógicas (utilizando
somente a razão) e que buscam maximizar os resultados das empresas5.
Desta maneira, o modelo racional trazia o conceito de como as
decisões deveriam ser tomadas, não como elas realmente eram tomadas.
Isto deriva das premissas que estavam atreladas ao modelo. As
quatro principais premissas eram:

5
(Daft, 2005)

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 O gestor tem o problema definido e um objetivo claro;
 O gestor tem todas as informações de que necessita e todas as
alternativas bem calculadas;
 Os critérios para avaliar as alternativas são definidos e
conhecidos;
 O gestor é lógico e busca maximizar os resultados da
organização.
Esta teoria teve o objetivo de aumentar a racionalidade dos gestores
encarregados de tomar decisão, mas descrevia mal o real processo de
tomada de decisão.
Temos informação
Não existem precisa,
restrições de tempo mensurável e
ou de recursos confiável

Objetivos são
O tomador de
claros e
decisão é racional
conhecidos

O problema é bem
definido e
Modelo Critérios
permanecem
diagnosticado Racional estáveis no tempo

Figura 1 - Modelo racional

Infelizmente, estas premissas não ocorrem na vida real. Com isso,


apareceu um teórico (Herbert Simon) que nos trouxe outro modelo: o da
racionalidade limitada. Simon observou que, na realidade, as pessoas nem
se baseiam inteiramente na razão nem se baseiam totalmente na intuição.
Desta forma, o autor indicou que nós temos limites à racionalidade.
Que não conseguimos ser totalmente racionais6. A realidade é muito
complexa e, portanto, temos de usar a intuição em conjunto à razão.

6
(Daft, 2005)

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Racionalidade
Racionalidade Intuição
Limitada

Figura 2 - Razão e racionalidade limitada

Para Simon, a racionalidade limitada espelha melhor as condições de


tomada de decisão: as pessoas são racionais apenas até certo ponto,
principalmente nos aspectos em que elas conseguem perceber ou
interpretar7.
Ou seja, temos diversas limitações que nos impedem de utilizar o
modelo racional. Desde limitações no contexto do problema (como pouco
tempo, informações imperfeitas ou variáveis demais para analisar) até
limitações pessoais (como dificuldade de analisar muitos dados ao mesmo
tempo, preconceitos, etc.).
Pense bem. Quando você foi pela última vez ao shopping e comprou
aquela camisa (ou bolsa, ou perfume, etc.) se baseou apenas em dados
concretos. Ou seja, tomou uma decisão apenas racional, ou se baseou
também no seu gosto pessoal, na sua preferência anterior ou na opinião de
um colega.
Na vida empresarial ocorre algo semelhante. Muitas vezes, temos de
decidir com poucos dados ou não temos como “gastar” tempo demais para
analisar extensamente o problema.

7
(Chiavenato, Introdução à teoria geral da administração, 2011)

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Limitações do Limitações
contexto pessoais

Dificuldade de
Restrições de tempo e
armazenamento das
custo
informações
Dificuldade de
Situação complexa processamento das
informações

Poucas informações Desvios de percepção

Figura 3 - Limitações ao modelo racional

Vamos imaginar outra situação? Você passou em um concurso e foi


escolhido como gestor de uma empresa pública. Esta empresa necessita de
um empréstimo para ampliar suas operações.
Assim, você deve tomar decisões sobre que tipo de financiamento
escolher. Desta maneira, terá de analisar a tendência dos juros nacionais,
do crescimento da economia brasileira, da competição no ramo em que a
empresa atua, etc.
Muitos destes dados não estão disponíveis ou são extremamente
complexos, não é verdade? Não dá pra tomar uma decisão apenas se
baseando nos dados concretos, nas informações disponíveis.
Assim, na vida real, nos utilizamos de um modelo de tomada de
decisão que se aproxima mais da teoria de Simon.
O outro conceito é o da intuição. A intuição não é o contrário da
racionalidade (ou seja, a irracionalidade). Ela se baseia em experiências
anteriores, nos nossos hábitos e nos nossos pensamentos subliminares (ou
seja, no nosso “subconsciente”).

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Experiências Hábito

Reflexão

Intuição

Figura 4 - Intuição

Vamos ver uma questão agora?


4 - (FGV – SEFAZ/RJ – FISCAL DE RENDAS - 2007) A tomada de
decisões é um elemento crítico na vida organizacional. Sobre esse
processo, analise as afirmativas a seguir:
I. No modelo racional de tomada de decisão, o problema a ser
resolvido deve ser definido de forma clara e sem ambigüidades;
devem-se listar as alternativas viáveis e escolher a que resulte no
valor máximo percebido.
II. As pessoas tomam decisões dentro de uma racionalidade
limitada – elas constroem modelos simplificados que extraem os
aspectos essenciais do problema, sem capturar toda a sua
complexidade.
III. A tomada de decisão intuitiva é um processo inconsciente
gerado pelas expectativas vividas, sendo uma alternativa
complementar ao método racional.
Assinale:
(A) se nenhuma afirmativa for correta.
(B) se somente as afirmativas I e III forem corretas.
(C) se somente as afirmativas I e II forem corretas.
(D) se somente as afirmativas II e III forem corretas.
(E) se todas as afirmativas forem corretas.

Esta questão nos serve para saber como a FGV “encara” estes
conceitos, pois todas as afirmativas estão corretas. Imagino que, após a
leitura dos conceitos, não tenha sido difícil acertar esta. O gabarito é letra
E.

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Certeza, Risco e Incerteza

Outros conceitos que devemos conhecer para a nossa prova é o de


certeza, risco e incerteza, muito cobrados. Começo com a certeza.
A certeza é a situação em que temos informações seguras e
confiáveis que nos permitem “saber” quais serão os resultados das
alternativas que nos são propostas.
Assim, uma situação de certeza ocorre quando sabemos o que
ocorrerá em cada conjuntura – em cada alternativa de ação8. Por exemplo,
se soubermos o quanto gastamos em uma máquina por mês, podemos ter
certeza da economia que teremos se deixarmos de usá-la, não é verdade?
Até aqui foi fácil, não é mesmo? Mas qual é a diferença entre risco e
incerteza?
Em uma situação de risco, podemos calcular a probabilidade
de algum resultado!
Ou seja, temos dados suficientes que nos permitem ter uma “ideia”
do resultado de cada alternativa. Quando um médico, por exemplo, nos diz
que uma cirurgia tem 90% de chances de sucesso ele nos informa o risco
deste procedimento.
Assim, ele tem diversos casos de pessoas na mesma situação da
nossa e o resultado de cada uma destas cirurgias. Com estes dados, ele
pode calcular a probabilidade de sucesso da mesma, ok?
Com a incerteza, estes dados não existem! Assim, não conseguimos
calcular a probabilidade de uma decisão ser favorável ou não. Muitas vezes,
não temos acesso aos dados que gostaríamos em uma determinada
situação.
Assim, temos de nos utilizar da nossa intuição, de nossas
experiências passadas para buscar a melhor decisão possível.

8
(Daft, 2005)

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Todas as Risco Não existem


informações informações
necessárias estão Existem informações disponíveis para que
disponíveis suficientes para possamos calcular a
estimar uma probabilidade de
probabilidade um evento

Certeza Incerteza

Figura 5 - Certeza, risco e incerteza.

Outro autor, Thompson9, classifica a tomada de decisão em quatro


tipos básicos: a computação, o julgamento, o compromisso e a inspiração.
Estes tipos se dariam de acordo com as seguintes condições: a certeza, o
risco, a incerteza e a turbulência (ou ambiguidade). Abaixo, temos a
descrição de quando estas decisões ocorreriam:

Tipo de Decisão Condição

Ocorre no ambiente de certeza.


Computação Todas as informações estão
disponíveis.

Temos objetivos definidos e


informações, mas o futuro depende
Julgamento do acaso. Decisão dá-se no
ambiente de avaliação de
probabilidades – Risco.

Os objetivos são definidos, mas


temos poucas informações.
Compromisso Conhecemos as causas, mas as
preferências pelos resultados são
incertas.

9
(Thompson) apud (Chiavenato, Introdução à teoria geral da administração, 2011)

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Tanto as causas, objetivos e


preferências são descritas como
Inspiração desconhecidos em função da
mudança rápida do ambiente -
turbulência.

Vamos ver outras questões agora?


5 – (ESAF – RFB – AUDITOR – 2014) Analise os itens a seguir e
assinale a opção correta.
I. A tomada de decisão pode ser descrita como o ato de identificar
e selecionar um curso de ação para lidar com um problema
específico.
II. As decisões são normalmente classificadas como programadas
e não programadas. Porém, há aquelas que não se enquadram em
nenhuma das duas definições e são chamadas de decisões
imprevisíveis ou baseadas em incerteza.
III. O planejamento consiste na tomada antecipada de decisões
sobre o que fazer antes que a ação seja necessária.
a) Somente I e II estão corretas.
b) Somente II e III estão corretas.
c) Somente I e III estão corretas.
d) Nenhuma das afirmativas está correta.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

A primeira frase é uma definição correta de tomada de decisão: a


escolha entre as alternativas disponíveis para a resolução de um problema.
Já a segunda frase tem uma pegadinha: a classificação de decisões
programadas e não programadas não inclui estas “decisões imprevisíveis”.
Finalmente, o planejamento realmente busca antecipar decisões
futuras, ou seja, busca preparar a organização para as possíveis
contingências e oportunidades que podem aparecer. O gabarito é mesmo a
letra C.

6 – (ESAF – MF – ANALISTA TÉCNICO – 2013) Sobre o processo


decisório, é correto afirmar:
( ) a tomada de decisão acontece permanentemente, independente
do nível hierárquico.
( ) independentemente do nível hierárquico, na tomada de decisão
existem critérios determinados pela cultura organizacional.

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( ) no processo decisório, a escolha de uma alternativa de decisão
leva em consideração que as alternativas encontradas serão
ótimas, não bastando que sejam apenas satisfatórias.
a) C - C - E
b) C - E - C
c) E - C - E
d) C - C - C
e) E - E – E

A primeira frase está correta. Todos tomamos decisões, não só no


nosso trabalho, mas também no nosso dia-a-dia. Assim, a tomada de
decisão ocorre em todos os níveis da organização. O que muda é a natureza
das decisões.
A segunda frase também está certa: o processo decisório é
influenciado pelas “normas” e critérios da cultura organizacional. Se uma
empresa tem uma cultura mais arrojada, por exemplo, os seus funcionários
irão tomar decisões sabendo que podem arriscar mais em seus projetos.
Entretanto, a última frase está errada. Nem sempre dispomos de
alternativas ótimas. O que mais acontece é termos apenas soluções
satisfatórias para o nosso problema. Essa noção de alternativa “ótima” é
retirada da teoria da racionalidade, que demandaria tempo e dados que
nem sempre estão disponíveis na prática. O gabarito é mesmo a letra A.

7 – (ESAF – MF – ANALISTA TÉCNICO – 2013) Sobre as decisões,


pode-se afirmar:
( ) as decisões não programadas diferem-se das programadas por
se relacionarem com dados novos ou inadequados.
( ) são condições de tomada de decisão a certeza, o risco, a
incerteza e a turbulência (ou ambiguidade).
( ) a condição em que o administrador tem objetivos bem definidos,
dispõe de informações, mas os resultados futuros são associados
ao acaso é a incerteza.
a) C - C - E
b) C - E - C
c) E - C - E
d) C - C - C
e) E - E - E

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A primeira frase está perfeita! As decisões não programadas ocorrem
quando temos fatos novos ou situações não corriqueiras. Já o contrário
acontece com as decisões programadas: são utilizadas quando a situação
já é rotineira e os dados são conhecidos.
A segunda afirmativa baseou-se na definição de Thompson das
condições das tomadas de decisão. Nesta definição, as condições para a
tomada de decisão são mesmo as descritas pela banca.
Finalmente, a última frase está incorreta, pois na definição de
Thompson é a condição de risco a que o tomador de decisão tem objetivos
definidos, conhece as informações, mas não pode afirmar o que ocorrerá
no futuro. Deste modo, o gabarito é mesmo a letra A.

8 - (ESAF - RFB – ATRFB – 2009) Uma adequada compreensão do


tema ‘processo decisório’ implica ter como corretas as seguintes
afirmações, exceto:
a) um problema cuja solução não dispõe de alternativas já está,
por si só, resolvido.
b) um único problema pode ser percebido de formas diferentes por
diferentes indivíduos.
c) o processo racional de tomada de decisão não exclui o uso da
subjetividade.
d) mesmo a melhor decisão pode acarretar um resultado
desastroso.
e) a tomada de decisão em equipe é preferível à tomada de decisão
individual.

A primeira alternativa está correta, pois quando não existe solução


possível para um problema ele está, na prática, “resolvido”, ou seja, não
há o que fazer.
A letra B também está certa e é bem intuitiva, não é mesmo? Um
problema pode ser visto como simples para uma pessoa e muito complexo
para outra, dependendo de sua experiência, conhecimentos etc.
Mesmo em um processo racional de tomada de decisões, nunca
temos todas as informações. Assim, a subjetividade sempre está presente,
mesmo que em um grau pequeno.
No caso da letra D, podemos ter somente alternativas “ruins” ao
nosso alcance. Nestes casos, teríamos de escolher a “menos” negativa. Já
a letra E está incorreta e é o nosso gabarito. Uma tomada de decisão
individual pode ser indicada em casos em que temos pouco tempo, por
exemplo.

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9 - (FGV – SENADO – ADMINISTRADOR- 2008) No processo de
tomada de decisões, os administradores devem pesar alternativas,
muitas das quais envolvem acontecimentos futuros difíceis de
serem previstos. Por isso, as situações de tomada de decisão são
freqüentemente classificadas em um continuum que vai da certeza
(altamente previsível) à turbulência (altamente imprevisível).
Conforme sugerido por James A. Stoner e Edward R. Freeman
(1992), o risco refere-se à condição para tomada de decisão:
(A) na qual os administradores enfrentam situações externas
imprevisíveis ou não têm as informações necessárias para
estabelecer a probabilidade de determinados eventos.
(B) em que os administradores têm informações precisas,
mensuráveis e confiáveis sobre os resultados das várias
alternativas que estão sendo consideradas.
(C) em que os administradores conhecem a probabilidade de que
uma determinada alternativa leve a um objetivo ou resultado
desejado.
(D) que ocorre quando as metas não são claras ou quando o meio
ambiente muda muito rapidamente.
(E) na qual os administradores têm informações insuficientes,
porém confiáveis, sobre os resultados daquilo que está sendo
levado em consideração no momento da tomada de decisões.

Agora ficou mais fácil, não é mesmo? A questão pede a opção que se
relaciona com o risco.
A primeira alternativa está se referindo ao conceito de incerteza. Já
a segunda alternativa se refere ao conceito de certeza. O nosso gabarito é,
portanto, a letra C.
Como vimos, o risco é associado à situação em que o gestor pode
calcular a probabilidade de sucesso de uma alternativa.

Processo Linear e Sistêmico.

O processo decisório pode ser visto por duas óticas: a do pensamento


linear e a do pensamento sistêmico. O pensamento linear (ou cartesiano)
é uma teoria mais antiga, que deriva de Aristóteles.
Dentro desta maneira de pensar, os problemas devem ser
decompostos em diversas partes e cada área analisada em separado. É daí
que as especializações nas diversas carreiras apareceram.

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Um gestor que trabalhe na área de finanças tenderá a só se preocupar
com os aspectos financeiros, por exemplo. Assim, terá em mente os
problemas e objetivos daquela área específica da organização.
O problema é que uma organização é composta de diversas áreas,
que são interligadas. Assim, uma decisão não pode se ater a um só aspecto,
pois não adianta somente uma área ter sucesso.
O sucesso da empresa depende de todas as áreas “funcionarem”.
Este é o conceito de pensamento sistêmico – os problemas são inter-
relacionados e o ambiente é complexo.

Cada problema tem uma solução única;


Decisão afetará apenas uma área da empresa;

Linear Decisão estará sempre válida.

Solução não afeta somente uma área, mas toda a


organização;
Os efeitos das decisões devem ser monitorados
Sistêmico feedback
Problemas são inter-relacionados;
Solução pode deixar de ser válida mudança no
ambiente.

Figura 6 - Pensamento linear e sistêmico

Portanto, na atualidade, o pensamento sistêmico é mais valorizado,


pois engloba as diversas mudanças no ambiente externo e a complexidade
da operação de uma organização moderna.
Vamos ver uma questão que aborda isto?
10 - (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010) Com relação ao
processo de tomada de decisão organizacional, analise as
afirmativas a seguir.
I. O processo decisório é linear.
II. O processo decisório depende das características individuais do
tomador de decisão.
III. O processo decisório depende do contexto específico de cada
situação.
Assinale:

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(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

A primeira frase está incorreta, pois o processo decisório dentro do


contexto organizacional deve ser sistêmico, e não linear. Já as duas outras
afirmativas estão perfeitas.
O processo decisório depende tanto das características do tomador
de decisão quanto da situação específica. O gabarito é a letra D.

Técnicas de análise e solução de problemas

Qualquer problema necessita de uma decisão para ser resolvido, mas


nem toda decisão busca resolver um problema10. Muitas decisões serão
utilizadas para abordar uma necessidade, um interesse ou uma
oportunidade.
Desta forma, o processo decisório é composto por certas etapas:
identificação da situação ou do problema, diagnóstico da situação,
desenvolvimento e avaliação das alternativas e a escolha da alternativa.

Escolha da
Avaliação das melhor
alternativas alternativa
Desenvolvime
nto das
alternativas
Diagnóstico
da situação

Identifica
ção do
problema

Figura 7 - Processo de tomada de decisão

10
(Maximiniano, 1995)

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A identificação do problema é o primeiro estágio. Nesta fase, o
problema (ou oportunidade) passa a ser percebido. Ou seja, toma-se
conhecimento da existência de algum impasse, alguma escolha que deverá
ser feita.
Já o diagnóstico do problema é uma das fases mais importantes.
Neste momento, o administrador terá de definir seus objetivos e quais são
as principais causas que geraram o problema. De certa maneira, nesta fase
ocorre o “mapeamento” do problema.
Vamos ver uma questão?
11 - (FGV – SEFAZ/RJ – FISCAL DE RENDAS - 2009) Em um processo
decisório, uma oportunidade diz respeito à(s) seguinte(s) fase(s):
(A) identificação da situação.
(B) diagnóstico da situação.
(C) desenvolvimento de oportunidades.
(D) avaliação de alternativas.
(E) seleção e implementação.

Para resolvermos esta questão temos de refletir: se tivermos uma


oportunidade (saiu o edital de um concurso novo, por exemplo) nas mãos,
em que fase nos encontramos?
Esta oportunidade está relacionada com a identificação da situação.
Ou seja, no momento em que uma oportunidade aparece estamos na fase
da identificação desta nossa situação. O gabarito é a letra A.
Voltando a nossa aula, para o trabalho de mapeamento de um
problema temos uma série de ferramentas, que analisaremos a seguir.

Ferramentas de Diagnóstico
Princípio de Pareto.

O princípio de Pareto é uma das técnicas mais utilizadas no


gerenciamento. Este é um conceito antigo11 (baseado nos trabalhos de
Vilfredo Pareto no Século XIX), mas muito utilizado até hoje. Muitos
também o conhecem como a regra do “80/20”.
Ele é muito bom para podermos identificar quais são os itens mais
importantes em uma situação, e quais são os aspectos pouco importantes.

11
(Junior, Cierco, Rocha, Mota, & Leusin, 2008)

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Ok Rodrigo, mas como ele funciona?
Imagine que você tem uma loja de roupas. Você precisa saber quais
são os modelos que mais vendem e geram mais retorno para sua empresa.
Desta forma, você sempre estará de “olho” nestes produtos, ou seja,
buscará não deixar que faltem no estoque!
Assim sendo, você fará uma análise de quanto cada item vendeu nos
últimos seis meses. Desta forma, construirá um gráfico que poderá ficar
como o abaixo:

Figura 8 - Gráfico de Pareto (80%/20%)

O que Pareto descobriu é que normalmente 20% dos itens geram


80% dos resultados (portanto, são muito importantes) e os outros
80% dos itens geram apenas 20% dos resultados – por isso o nome
de regra dos “80/20”!
Esta regra não serve apenas para os itens de uma loja, mas costuma
se repetir em outros fatores (20% das doenças matam 80% dos pacientes
em um Hospital, 20% dos vendedores geram 80% das vendas, etc.).
Portanto, esta ferramenta nos possibilita “focar” nos aspectos que mais
impactam nosso negócio.
Vamos ver como este item foi cobrado ultimamente?
12 - (FGV – SAD / PE – APOG - 2008) Assinale a alternativa que
indique corretamente o propósito do Diagrama de Pareto.
(A) Analisar as correlações entre fatores.
(B) Representar visualmente a dispersão de dados variáveis.

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(C) Descobrir ou apresentar a importância relativa de dados ou
variáveis.
(D) Demonstrar as oscilações de determinadas variáveis ao longo
do tempo.
(E) Encurtar o ciclo de concepção de um projeto.

Como vimos acima, o diagrama de Pareto nos mostra quais são os


fatores importantes em uma situação. Ou seja, a importância relativa de
cada variável. Assim, a letra C está certa.

13 - (FCC – TCE/GO – DESENV. ORG. – 2009) A ferramenta de


controle de qualidade mais adequada para distinguir quais itens são
responsáveis pelas perdas vitais e quais representam perdas
triviais é o
(A) histograma.
(B) fluxograma.
(C) diagrama de causa-efeito.
(D) gráfico de dispersão.
(E) gráfico de Pareto.

Como vimos acima, a ferramenta que nos possibilita identificar quais


são os itens importantes em um processo é o gráfico de Pareto! Agora ficou
fácil, não é mesmo? O gabarito é letra E.

Diagrama de Ishikawa.

O diagrama de Ishikawa, que também é conhecido como espinha


de peixe ou diagrama de causa e efeito, é uma ferramenta que nos
possibilita “entender” melhor um processo ou um problema.
No diagrama, pode-se estruturar e hierarquizar as principais causas
que podem estar gerando um determinado efeito que queremos estudar.
Ou seja, analisamos os efeitos e quais seriam as principais causas dele.
Vamos imaginar um caso em concreto. Caiu um avião em um
aeroporto e você foi escolhido para investigar o acidente. Com o diagrama
de Ishikawa, como vemos abaixo, teríamos de definir qual foi o efeito. O
efeito neste caso foi: o avião teve um acidente.
Após definirmos o que iremos estudar (o efeito e suas potenciais
causas), temos de “mapear” os principais fatores que podem ter levado a

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esta situação. No caso abaixo, eu escolhi os fatores: infraestrutura,
equipamentos, pessoal e controle de voo.
Cada fator pode conter diversos aspectos diferentes, que serão
anexados abaixo dos fatores principais (ex: Pista defeituosa está “inserido”
dentro do fator infraestrutura). Desta forma, cada fator principal pode ter
diversos fatores “secundários”.
No caso que descrevi, dentro de um fator (pessoal, por exemplo)
podem existir diversas deficiências. No caso do fator pessoal poderiam ser:
falta de motivação, treinamento inadequado, perfil das pessoas
inadequado, falta de pessoal, cansaço, etc.
Portanto, quando montamos um diagrama destes, temos condição de
estruturar as causas prováveis de um problema. Vejam o gráfico abaixo e
percebam porque que é apelidado de “espinha de peixe”:

Figura 9 - Gráfico de Ishikawa

Vamos ver uma questão sobre o gráfico de Ishikawa?


14 - (FGV – SAD / PE – APOG - 2008) Assinale a alternativa que
apresente corretamente a finalidade do gráfico do Ishikawa.
(A) Fornecer uma lista de itens por meio da qual é possível uma
coleta rápida de dados para análise quantitativa.
(B) Representar graficamente os relacionamentos entre um efeito
(problema) e sua causa potencial.
(C) Capacitar a comparação de quantidades de dados relativos a
categorias diversas.

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(D) Monitorar o desempenho de um processo.
(E) Representar os passos de um processo.

Para resolver esta questão basta se lembrar de qual é o nome


“fantasia” do gráfico de Ishikawa – diagrama causa-efeito. Portanto, nossa
alternativa correta é a letra B.

15 - (FCC – DEFENSORIA/SP – ADMINISTRADOR – 2010) Entre as


ferramentas de controle da qualidade, aquela que permite
estruturar hierarquicamente as causas potenciais de determinado
problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos
sobre a qualidade dos produtos é o
(A) Diagrama de Pareto.
(B) Histograma.
(C) Diagrama de Causa-Efeito.
(D) Gráfico de Dispersão.
(E) Fluxograma.

Vejam como estas questões da FCC são bem simples quando pedem
temas ligados às ferramentas de gestão! Se você já sabe que o gráfico de
Ishikawa (ou de causa e efeito) serve para estruturar hierarquicamente os
potenciais fatores mais importantes de um processo ou problema não
errará uma questão destas. O gabarito é a letra C.

Diagrama de Dispersão.

O diagrama de dispersão possibilita analisar a correlação entre


duas variáveis. Ou seja, pode ajudar ao vermos como uma mudança
ocorrida em um fator pode afetar outro fator. Portanto, podemos ver
através deste gráfico a alteração em uma variável quando outra se
modifica.
Vamos imaginar um caso concreto? O Ministério da Saúde poderia
querer avaliar se os investimentos em saúde efetuados pelas diversas
cidades estão ou não elevando a estimativa de vida da população. Ou seja,
será que o investimento maior em saúde geraria uma expectativa maior de
vida na população da comunidade?
Desta maneira, o gráfico abaixo mostraria que existe sim uma
correlação, ou seja, que as cidades que investiram mais em saúde

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passaram a ter uma estimativa maior. Já as cidades que investiram menos
estavam com uma menor expectativa de vida.

Maior Investimento

Menor Investimento

Figura 10 - Gráfico de dispersão

Vamos ver mais uma questão?


16 - (FCC – TRF 4° Região – ANAL ADM. – 2010) Na gestão da
qualidade, a ferramenta que auxilia o gestor a visualizar a alteração
sofrida por uma variável quando outra se modifica é denominada
(A) diagrama de dispersão.
(B) histograma.
(C) diagrama de causa e efeito.
(D) carta de controle.
(E) gráfico de Pareto.

Agora que já estudamos mais esta ferramenta, não fica difícil


responder a esta questão. A ferramenta que mostra a alteração de uma
variável de acordo com a mudança em outra variável é o diagrama de
dispersão! Desta forma, nos possibilita ver se existe ou não uma relação
entre estas duas variáveis diferentes. O gabarito é letra A.

Ferramentas de Desenvolvimento de Alternativas


Brainstorming e Brainwriting

Uma das principais ferramentas para o desenvolvimento de


alternativas é o Brainstorming ou “tempestade de ideias”. O objetivo desta
ferramenta é criar um ambiente onde as críticas sejam “suspensas” e que
existam, portanto, um encadeamento de ideias.

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Desta maneira, um grupo de pessoas se reúne em uma ambiente e
começa a “jogar soluções ao vento”, ou seja, cada pessoa pode sugerir
qualquer idéia, por mais “louca” que possa parecer à primeira análise.
Quando um número razoável de alternativas tenha sido gerado, este
processo se interrompe. Portanto, o próximo passo acontece com a seleção
das melhores alternativas geradas no Brainstorming.
De acordo com Maximiniano12:
“Os princípios básicos na geração de ideias são
dois: a suspensão do julgamento e a reação em
cadeia. Estes dois princípios asseguram que
pessoas se exprimam livremente, sem receio de
críticas, e que as ideias se associem e gerem novas
ideias, num processo em que o objetivo é
assegurar primeiro a quantidade de
alternativas.”
Vamos ver como isso já foi cobrado?
17- (FCC – TCE/GO – DESENV. ORG. – 2009) O brainstorming, ou
tempestade cerebral, é uma técnica de trabalho em grupo na qual
os participantes apresentam ideias de forma espontânea sobre um
determinado problema e, numa primeira etapa, é necessário
enfatizar a qualidade das ideias e não a quantidade.

A frase está incorreta, pois na primeira etapa do brainstorming o


importante é buscar a quantidade das ideias, e não sua qualidade.
Portanto, o conceito principal do brainstorming é criar um processo
em que as pessoas sejam livres para emitir suas ideias, sem serem
criticadas por isso, em um curto espaço de tempo13.
Entretanto, nem sempre isso acontece de maneira fácil. Existe outra
alternativa que é derivada do brainstorming e costuma funcionar bem. Este
outro método é o Brainwriting. Nesta ferramenta, as ideias não são
passadas de modo oral, e sim através de papéis que são trocados entre a
equipe, sem que as pessoas fiquem sabendo quem escreveu cada sugestão.
Vamos imaginar uma situação. Você acabou de ser contratado para
uma empresa e em seu primeiro mês de serviço é chamado para uma
reunião com todos os seus chefes. Nesta reunião, é apresentado um
problema e o diretor pede a opinião das pessoas presentes na sala.
Por mais que você tenha uma ideia que seja interessante, você vai
pensar duas vezes antes de falar, não é mesmo? O medo de ser criticado

12
(Maximiniano, 1995)
13
(Junior, Cierco, Rocha, Mota, & Leusin, 2008)

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ou ridicularizado será grande. Desta maneira, muitas vezes o Brainstorming
não funciona por este receio da crítica.
Com o Brainwriting, isto não ocorre. Como as sugestões são passadas
de modo anônimo, as pessoas não ficam sabendo quem disse o quê,
facilitando a geração de ideias.

Análise do Campo de Forças

O conceito por trás desta ferramenta é de que um comportamento


qualquer é derivado do equilíbrio, ou não, de duas forças opostas14. Desta
maneira, para cada situação existiriam as forças propulsoras, que
estimulariam aquele comportamento e as forças restritivas, que se oporiam
àquele comportamento.
Vamos imaginar a situação de vocês. Para passar em um bom
concurso, é necessário muito esforço, não é mesmo? Desta forma, todos
vocês devem ter encontrado forças propulsoras e restritivas em suas
jornadas de concurseiros.
Se você tem uma namorada (ou namorado) que é compreensiva e te
dá força em seu momento de estudo, ela é uma força propulsora. Já aquele
amigo que te liga toda hora para tomar uma cerveja é uma força restritiva
ao seu esforço de preparação, não é verdade?
O que Lewin disse, então, é que se uma força for maior do que a
outra, influenciará o comportamento nesta direção. Portanto, em uma
empresa, utilizamos esta ferramenta para entender quais são os fatores
que são favoráveis e quais são contrários a qualquer decisão que
necessitamos tomar.
Desta maneira, não só entendemos quais são as forças que operam
em uma situação, como facilitamos o trabalho de superar as resistências
das pessoas ou grupos contrários15.

14
(Lewin, 1951) apud (Maximiniano, 1995)
15
(Junior, Cierco, Rocha, Mota, & Leusin, 2008)

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Forças
Restritivas

Forças
Propulsoras
Figura 11 - Análise do Campo de Forças

Diagrama de Árvore de Decisão

Esta ferramenta busca detalhar e desdobrar cada decisão possível,


de forma a que possamos analisar todas as possibilidades e seus impactos.
De acordo com Sobral, este diagrama permite a visualização gráfica das
alternativas, na qual cada uma delas é representada como um ramo de
uma árvore16.
Esta ferramenta é útil quando enfrentamos decisões complexas em
ambientes de incerteza, com o envolvimento de uma série progressiva de
decisões possíveis. Portanto, esta ferramenta tem este nome por mostrar
as decisões como uma hierarquia de nós internos e externos conectados
por ramos, semelhantes a uma árvore.
Assim, neste diagrama, buscamos entender quais seriam os impactos
de cada alternativa de decisão, de modo que possamos avaliar qual seria a
melhor alternativa em cada situação.

Método Cartesiano

O método cartesiano foi desenvolvido por Renê Descartes, um


filósofo e matemático francês que viveu entre 1596 e 1650, como a base
do método científico.
Suas diretrizes geraram um grande impacto na mudança de
abordagem em relação às pesquisas científicas e na tomada de decisão em
geral. Sua influencia nos estudos de Administração é inegável.

16
(Sobral & Peci, 2008)

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Esse método está baseado em quatro princípios: a dúvida
sistemática, a análise ou decomposição, a síntese ou a composição e a
enumeração ou a verificação.

Princípios Conceito
Consiste em não aceitar nada como
verdadeiro, enquanto não tivermos
Dúvida Sistemática
evidências claras. O objetivo é o de evitarmos a
ou da Evidência precipitação e a prevenção contra determinado
resultado.
Consiste em dividir e decompor cada problema
Análise ou em tantas partes quantas sejam possíveis e
Decomposição necessárias à sua solução. Após isso, devemos
analisar e resolver cada parte em separado.
Consiste em conduzir ordenadamente os nossos
raciocínios e pensamentos. Devemos iniciar com os
Síntese ou
objetivos mais simples de conhecer e resolver e,
Composição depois, avançar para os mais complexos. Ou seja,
engloba o ordenamento dos pensamentos.
Consiste na constante checagem e recontagem
para que possamos ter certeza de que não
Enumeração ou
houve nenhuma omissão no raciocínio ou que
Verificação deixamos de considerar algum aspecto do
problema.

Vamos ver mais questões sobre estes temas?


18 – (ESAF – MF – ANALISTA TÉCNICO – 2013) Com relação às
técnicas de solução de problemas, não se pode afirmar:
a) o Braistorming é uma técnica de gerar ideias criativas.
b) o Método Cartesiano obedece a quatro princípios: dúvida
sistemática, análise, síntese e enumeração.
c) o Princípio de Pareto afirma de maneira genérica que 80% dos
nossos esforços estão relacionados com 20% dos resultados que
obtemos.
d) a Análise do Campo de Forças mapeia forças positivas e forças
negativas em uma dada situação.
e) o Diagrama Espinha de Peixe ou Gráfico de Ishikawa é uma
técnica que busca a causa raiz dos problemas.

A banca está solicitando a alternativa errada nesta questão. A


primeira frase está correta e não é o nosso gabarito. A letra B também está
certa, pois descreve corretamente o método cartesiano.
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Já a letra C é o gabarito da banca e foi a grande polêmica entre os
candidatos. O problema, basicamente, é o seguinte: a banca fez uma
leitura do livro do Chiavenato e resolveu inverter o que estava escrito,
dando a frase como incorreta. A justificativa da banca foi a seguinte:
“Os recorrentes solicitam a anulação da questão por
afirmarem que a alternativa apontada no gabarito
está correta. Alternativa afirma:
“O Princípio de Pareto afirma de maneira genérica
que 80% dos nossos esforços estão relacionados
com 20% dos resultados que obtemos.”
A questão visa apurar o conhecimento da técnica.
Para conhecer e aplicar a técnica é preciso
diferenciar os eventos causadores das suas
consequências. Segundo a teoria, afirma-se que
80% dos problemas são causados por 20%
dos eventos causadores, exatamente o inverso
do que é afirmado na questão. Portanto, a
alternativa está correta. Chiavenato, (TGA, 2002,
p.309 – Princípio de Pareto).”
Ora, se 80% dos problemas são causados por 20% dos fatores,
também podemos dizer que 20% dos problemas são causados por 80% dos
fatores, não é mesmo? A relação é a mesma. Lógica simples.
Infelizmente, a banca não reviu seu entendimento, mas creio que a
questão deveria ter sido anulada por conta desta frase, que está sim
correta. As alternativas D e E estão corretas e não apresentam maior
dificuldade. Deste modo, o gabarito da banca foi mesmo a letra C.

19 - (ESAF – STN / DESENV. INSTITUCIONAL – 2008) O


brainstorming, também conhecido como tempestade cerebral ou
tempestade de idéias, é um método que proporciona um grande
número de idéias, alternativas e soluções rápidas. Sendo um
excelente exercício de debate criativo e inovador, possibilita um
grande uso da criatividade, constituindo-se em técnica bastante
aplicável à seguinte fase do processo decisório:
a) identificação do problema ou oportunidade.
b) diagnóstico.
c) geração de alternativas.
d) escolha de uma alternativa.
e) avaliação da decisão.

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Como vimos acima, o brainstorming serve para gerarmos um número
grande de alternativas, de modo a podermos selecionar as melhores
possibilidades. Portanto, o brainstorming é relacionado com a geração de
alternativas. O gabarito é a letra C.

20 - (ESAF – STN / DESENV. INSTITUCIONAL – 2008) Mera


representação gráfica de uma tabela de decisões, consistindo de
uma hierarquia de nós internos e externos conectados por ramos,
a seguinte técnica permite visualizar todos os resultados das
decisões que podem ser tomadas para lidar com situações incertas.
Em face do exposto, indique a opção correspondente.
a) Análise do campo de forças.
b) Árvore de decisões.
c) Brainwriting.
d) Princípio de Pareto.
e) Diagrama de Ishikawa.

Se a questão está se referindo a uma representação gráfica de uma


tabela de decisões, já podemos descartar de cara o diagrama de Ishikawa
e o princípio de Pareto, pois eles servem ao diagnóstico do problema e não
a uma seleção de alternativas.
O Brainwriting serve para a geração de alternativas. Desta forma,
também está incorreta. E a análise do campo de forças não se refere a
tabelas de decisões, e sim a de forças. Nosso gabarito é a letra B.

21 - (ESAF – MPOG / EPPGG – 2009) No contexto organizacional,


ao participarmos de um processo decisório, é incorreto afirmar que:
a) a racionalidade, por si só, insinua ser possível o domínio de
fatores não controláveis e a eliminação de riscos e incertezas.
b) em nossos dias, ao lado da racionalidade gerencial, também se
aplicam elementos como os aspectos comportamentais, o senso
comum, o juízo das pessoas e a negociação política.
c) a estrutura dos canais de informação e de disseminação do
conhecimento exerce grande influência sobre o processo decisório.
d) o brainstorming é a técnica adequada para identificar problemas.
e) no nível superior, há o predomínio das decisões estratégicas, que
tratam das ligações entre a organização e o ambiente externo.

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A letra A está correta. O conceito de racionalidade baseia-se na ideia
de que seria possível analisar todos os dados existentes e a utilização de
uma racionalidade na tomada de decisão.
Isto, em teoria, levaria a uma eliminação dos riscos. A teoria da
racionalidade limitada veio mostrar os problemas práticos da execução
desta teoria da racionalidade.
A alternativa incorreta é a letra D. O Brainstorming não é uma
ferramenta para a identificação dos problemas e sim para o
desenvolvimento de alternativas para resolver os problemas já
identificados.
As demais alternativas estão corretas. O gabarito é mesmo a letra D.

22 - (ESAF – MPOG / APO – 2010) Sabendo que poucas causas


levam à maioria dos problemas, bem como que a identificação da
causa básica de um problema deve ser feita de acordo com uma
sequência de procedimentos lógicos, baseada em fatos e dados, o
recurso gráfico utilizado para estabelecer uma ordenação nas
causas de perdas que devem ser saneadas denomina-se:
a) Diagrama de Pareto.
b) Diagrama de Ishikawa.
c) Funcionograma.
d) Histograma.
e) Fluxograma.

A ferramenta que aponta os fatores relativamente importantes é o


diagrama de Pareto. Assim, poderíamos utilizá-lo para ordenar as causas
mais críticas que deveriam ser saneadas. O gabarito é a letra A.

23 - (ESAF – STN / DESENV. INSTITUCIONAL – 2005) Há dois


modelos básicos que identificam o comportamento adotado em um
processo de tomada de decisão.
Indique a opção que identifica corretamente os dois modelos.
a) O comportamento racional é o que segue um processo não
totalmente consciente e se baseia na sensibilidade e percepção
enquanto que o comportamento intuitivo é o que segue uma ordem
lógica e se baseia totalmente em informações.
b) O comportamento racional aplica-se a ambientes complexos e
dinâmicos, onde as informações são limitadas enquanto que o
comportamento intuitivo se aplica a ambientes simples e estáveis,
onde há grande disponibilidade de informações.

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c) O comportamento racional é o que segue uma ordem lógica e se
baseia na sensibilidade e percepção enquanto que o
comportamento intuitivo se aplica a ambientes complexos e
dinâmicos onde há grande disponibilidade de informações.
d) O comportamento racional aplica-se a ambientes simples e
estáveis, onde as informações são limitadas enquanto que o
comportamento intuitivo é o que segue uma ordem lógica e se
baseia totalmente em informações.
e) O comportamento racional é o que segue uma ordem lógica e se
baseia totalmente em informações enquanto que o comportamento
intuitivo é o que segue um processo não totalmente consciente e se
baseia na sensibilidade e percepção.

O processo racional de tomada de decisões deve buscar uma ordem


lógica, baseada em dados e informações. Este processo se adequa melhor
aos ambientes estáveis e previsíveis.
Já o processo intuitivo se baseia nas experiências e vivências dos
tomadores de decisão. Estes processos são indicados quando não temos as
informações necessárias, o tempo para buscar os dados e estamos em um
ambiente muito dinâmico. A letra que melhor descreve estes conceitos é a
letra E, que é o nosso gabarito.

Governança Corporativa

O desenvolvimento do conceito de Governança Corporativa está


ligado ao crescimento das organizações no sistema capitalista moderno.
Com o desenvolvimento econômico e o grande crescimento do
tamanho das empresas, o tema do controle sobre a gestão destas empresas
começou a crescer.
Isto se deve ao fato que as empresas passaram a ser geridas não
mais por seus proprietários, mas sim por executivos contratados. O
controle acionário deixou de ser concentrado na mão de poucas famílias
para, em grande medida, passar a ficar pulverizado na mão de milhares de
acionistas.
Desta maneira, tivemos no século XX o controle acionário das
empresas passando da mão dos seus fundadores para milhares de
compradores de ações nas bolsas de valores, criando um “capitalismo de
acionistas”.

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Neste sistema moderno, as empresas são financiadas pelo meio da
emissão de ações no mercado. O resultado é que muitos dos investidores
não têm um contato direto com a empresa e estão dispersos.
Desta forma, passamos a enfrentar um cenário de diluição do capital
de controle e um divórcio entre a propriedade das empresas e a sua gestão.
De acordo com Malacrida e Yamamoto17,
“a evolução constante das sociedades capitalistas
traz uma nova relação entre as empresas e a
sociedade culminando assim na segregação entre
os proprietários e seus administradores, podendo
provocar conflitos de interesses entre acionistas,
investidores e demais interessados na empresa”.
Esta relação entre acionistas e administradores não é sempre
simples. Muitas vezes, os incentivos existentes nas empresas acarretam
situações em que os executivos não tomam decisões que venham a
beneficiar os acionistas, além de serem pouco transparentes.
Este fenômeno é conhecido na literatura como conflito de agência ou
teoria agente-principal. Devido ao aumento destes conflitos, apareceu o
conceito de boas práticas de governança corporativa.
Fazendo um resumo das razões essenciais para o aparecimento da
governança corporativa, a literatura aponta os seguintes principais:
 Vícios e conflitos no relacionamento entre acionistas e
corporações;
 Questionável constituição de conselhos de administração;
 Atuação oportunista da gestão.
As demais razões adicionais seriam as seguintes:

17
(Malacrida e Yamamoto, 2005) apud (Lama, 2009)

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Razões Internas Razões Externas

Mudanças societárias Mudanças no


Realinhamentos macroambiente
estratégicos Mudanças no
Reordenamento ambiente de negócio
organizacionais Revisões institucionais

Figura 12 - Razões adicionais para o despertar da Governança Corporativa. Fonte: (Andrade e Rosseti, 2006) apud
(Azevedo, 2007)

As práticas de governança corporativa buscam um tratamento mais


equânime entre os tipos de acionistas, maior transparência, prestação de
informações com qualidade, sistemas de monitoramento e controle mais
compreensivos e maior prestação de contas pelas companhias, tendo como
resultado um aumento na confiança dos investidores.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa 18,
“Governança Corporativa é o sistema pelo qual as
organizações são dirigidas, monitoradas e
incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre
proprietários, Conselho de Administração, Diretoria
e órgãos de controle. As boas práticas de
Governança Corporativa convertem princípios em
recomendações objetivas, alinhando interesses
com a finalidade de preservar e otimizar o valor da
organização, facilitando seu acesso a recursos e
contribuindo para sua longevidade.”
Já de acordo com a Comissão de Valores Mobiliários19,
“a Governança Corporativa é o conjunto de práticas
que tem por finalidade otimizar o desempenho de
uma companhia ao proteger todas as partes
interessadas, tais como investidores, empregados e
credores, facilitando o acesso ao capital,
envolvendo: transparência, equidade de
tratamento dos acionistas e prestação de contas.”

18
(Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, 2009)
19
(CVM, 2002) apud (Lama, 2009)

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Para esta entidade, a adoção de boas práticas de governança
corporativa constitui um conjunto de mecanismos através dos quais
investidores, incluindo controladores, se protegem contra desvios de ativos
por indivíduos que têm poder de influenciar ou tomar decisões em nome da
companhia.
De acordo com Andrade e Rossetti20,
“a boa governança exige um conjunto de condições
essenciais que são: Conselheiros de administração
qualificados, comprometidos, atuantes e eficazes,
gestores capacitados e interativos, integridade de
todas as partes envolvidas nos processos
corporativos”.
Um dos instrumentos mais importantes para uma boa governança
corporativa é a atuação dos conselhos de administração das empresas.
Os conselhos devem deixar de ser “feudos” dos controladores, sendo
compostos de amigos dos principais acionistas, com uma atuação mais
“pró-forma” do que efetiva.

Práticas antigas Práticas Alinhadas com a GC

Falhas, informalidades e Maior formalidade e regularidade no


descontinuidade no relacionamento relacionamento entre a empresa e
entre a empresa e seus acionistas seus acionistas
Inconformidades com disposições Conformidade: restabelecimento de
estatutárias maior vigor e obediência aos
Opacidade ou acesso privilegiado a estatutos
informações relacionadas com a Transparência: comunicações abertas
empresa para todos os stakeholders
Participação mínima dos minoritários Democracia acionária: minoritários
nas assembléias e decisões ativos e representados nas
corporativas assembléias
E Justa retribuição e remuneração aos
majoritário investidores minoritários

Figura 13 - Mudanças no funcionamento dos conselhos de administração

Conselhos administrativos devem ser compostos de profissionais


sérios e capacitados para a função, que possam atuar livres de “amarras”,
ou seja, devem ser conselheiros independentes.

20
(Andrade e Rosseti, 2012) apud (Hammes & Monteiro, 2013)

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Segundo Silveira21,
“o conselho de administração é o meio de ligação
entre os acionistas e a gestão diária das
organizações, tendo responsabilidade nas tomadas
de decisões como investimentos e financiamentos,
verificando constantemente as políticas de gestão,
o trabalho das auditorias e avaliação de
desempenho das empresas.”
Assim, os conselheiros devem ser comprometidos com a criação de
valor para todos os acionistas, buscando melhores resultados para a
empresa com atuando com responsabilidade. Sempre que possível, os
conselheiros devem ser profissionais de excelência em seu ramo de
atuação.
Segundo Andrade e Rosseti22, as práticas de Governança Corporativa
se agrupam em quatro objetivos:
 Guardiã dos direitos das partes com interesse em jogo;
 Sistema de relações pelo qual as sociedades são dirigidas e
monitoradas;
 Estrutura de poder que se observa no interior das corporações;
 Sistema normativo que rege as relações internas e externas
das empresas.
Assim, a GC seria um conjunto de princípios, propósitos, processos e
práticas que rege o sistema de poder (controle) e os mecanismos de gestão
(direção) das empresas.
A Governança Corporativa engloba os propósitos dos acionistas, o
relacionamento entre os proprietários o conselho e a direção, a
maximização do retorno dos proprietários (reduzindo os oportunismos
conflitantes), a operação de um sistema de informações relevantes sobre a
empresa e a prestação de contas aos interessados e a operação de um
sistema de controle dos ativos da instituição.
Para o IBGC, os princípios básicos de Governança Corporativa são:
transparência, equidade, prestação de contas (Accountability) e
responsabilidade corporativa23:

21
(Silveira, 2010) apud (Hammes & Monteiro, 2013)
22
(Andrade e Rosseti, 2004) apud (Gava Junior, 2010)
23
(Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, 2009)

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Transparência

Mais do que a obrigação de informar e o desejo de


disponibilizar para as partes interessadas as informações que
sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por
disposições de leis ou regulamentos. A adequada
transparência resulta em um clima de confiança, tanto
internamente quanto nas relações da empresa com terceiros.
Não deve restringir-se ao desempenho econômico-
financeiro, contemplando também os demais fatores
(inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que
conduzem a criação de valor.

Equidade

Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os sócios e


demais partes interessadas (stakeholders). Atitudes ou
políticas discriminatórias, sob qualquer pretexto, são
totalmente inaceitáveis.

Prestação de Contas (Accountability)

Os agentes de governanca devem prestar contas de sua


atuação, assumindo integralmente as consequências de seus
atos e omissões.

Responsabilidade Corporativa

Os agentes de governança devem zelar pela sustentabilidade


das organizações, visando a sua longevidade, incorporando
considerações de ordem social e ambiental na definição dos
negócios e operações.

Figura 14 - Princípios básicos da Governança Corporativa. Adaptado de: (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa,
2009)

Como vimos, a Governança Corporativa faz uma reaproximação


destes três “atores”: os acionistas, o conselho de administração e a direção
da empresa. Para isso, envolve a criação de um código de boas práticas
para a cúpula da empresa.
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Andrade e Rosseti afirmam que a governança corporativa pode ser
sintetizada por 5 Ps, de acordo com o gráfico abaixo24:

Princípios

Fairness: Senso de justiça e equidade de direitos.


Disclosure: Transparência quanto aos resultados, oportunidades e riscos.
Accountability: Prestação responsável de contas.
·Compliance: Conformidade com instituições legais e com marcos regulatórios.

Propósitos

(a) Maximização do retorno total dos investimentos dos shareholders (RTS).


(b) Harmonização dos RTS com os interesses de outros stakeholders.
(a) + (b) maximização iluminada do valor (proposição normativa de Jensen:
enlightened value maximization).

Poder

Constituição da estrutura de poder: prerrogativa dos shareholders.


Definição e separação de funções e responsabilidades: Conselhos corporativos
e direção executiva.
Definição compartilhada de decisões de alto impacto.
Planejamento das sucessões nos órgãos de governança.

Processos

Constituição e empowerment de órgãos de governança.


Formulação, homologação e monitoramento: estratégias, operações,
resultados.
Instituição e implantação de sistema de controle: riscos internos e externos.

Práticas

Gestão de conflitos de agência.


Minimização de custos de agência.
Gestão estratégica de relacionamento interno e externo.

Figura 15 - 5 P´s da Governança Corporativas. Adaptado de: Andrade e Rosseti, 2006

Vamos ver agora algumas questões?


24 – (ESAF – CGU – AFC – 2012) Segundo o Instituto Brasileiro de
Governança Corporativa – IBGC, governança corporativa é o
sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e

24
(Andrade e Rosseti, 2006) apud (Lama, 2009)

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incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários,
Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle. Nesse
contexto, também aponta o IBGC os seguintes princípios básicos de
governança corporativa, todos passíveis de aproveitamento no
âmbito do setor público, exceto:
a) Equidade.
b) Responsabilidade Corporativa.
c) Legalidade e Legitimidade.
d) Transparência.
e) Prestação de Contas (accountability).

Questão bem “decoreba” da banca. Para o IBGC, os princípios básicos


de Governança Corporativa são: transparência, equidade, prestação de
contas (Accountability) e responsabilidade corporativa.
Assim, a legalidade e a legitimidade não estão inseridas nesta
definição do IBGC dos princípios básicos da Governança Corporativa. Cabe
lembrar que o foco do IBGC não são as instituições do setor público.
Desta maneira, a legalidade é um princípio constitucional, mas não é
elencado pelo IBGC como um princípio de governança corporativa. O
gabarito é letra C.

25 – (ESAF – MIN. TURISMO – ANALISTA – 2014) A governança


corporativa desenvolveu-se em função da necessidade de superar
conflitos e inadequações internas. A superação de conflitos é
alcançada por meio de mudanças a serem implementadas
principalmente com relação à gestão e aos acionistas. Analise as
afirmativas marcando C para Certas e E para Erradas. A seguir
selecione a opção correta.
( ) A desprezível participação efetiva de acionistas minoritários
deve ser alterada para uma democracia acionária com os
minoritários ativos e representados.
( ) A baixa eficácia dos Conselhos de Administração que atuam de
maneira pro forma, preponderando sobre efetividade, deverá ser
corrigida por uma nova atuação comprometida e responsável
voltada para resultados.
( ) As estratégias defensivas da Direção, de proteção dos gestores
e não dos geradores de valor deverão ser substituídas por
estratégias agressivas e geradoras de valor.
( ) O abuso de poder dos acionistas majoritários deverá ser
substituído pela justa retribuição dos minoritários.

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( ) A desconsideração pelo mérito e a competência deverão ser
substituídas por seleções que busquem o perfil de excelência.
a) C, C, E, C, E
b) C, E, E, E, C
c) E, E, C, C, C
d) E, C, E, E, E
e) C, C, C, C, C

Esta questão serve bem para vermos os conceitos aceitos pela banca.
Vejam que todas as alternativas estão voltadas para boas práticas de
governança corporativa.
Estas mudanças apontadas nas afirmativas buscam melhorar o
relacionamento entre os acionistas, o conselho de administração e a direção
da empresa. Todas as frases estão corretas e o gabarito é a letra E.

26 – (ESAF – MIN. TURISMO – ANALISTA – 2014) Sobre os


principais conceitos de Governança Corporativa, assinale a opção
correta.
I. Os principais critérios pelos quais se pode definir Governança
Corporativa, considerando-se os processos e objetivos da alta
gestão das corporações, são: Governança como Guardiã de direitos
das partes, Governança como sistema de relações pelas quais as
sociedades são dirigidas e monitoradas, Estrutura de poder que se
observa no interior das empresas, e Sistema Normativo que rege as
relações internas e externas.
II. Os valores que dão sustentação à Governança Corporativa são:
senso de justiça e equidade de tratamento dos acionistas;
transparência de informações que impactam os negócios;
prestação responsável de contas; e, conformidade no cumprimento
de normas reguladoras.
III. Entre as razões externas que determinaram o desenvolvimento
da Governança Corporativa, destacam-se as mudanças societárias,
o fortalecimento dos Conselhos de Administração e a
profissionalização dos modelos de gestão.
a) Somente II está correta.
b) Somente I e II estão corretas.
c) Somente I e III estão corretas.
d) Somente II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

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A primeira afirmativa está correta e baseia-se na definição de


Andrade e Rosseti. Segundo eles25, as práticas de Governança Corporativa
se agrupam em quatro objetivos:
 Guardiã dos direitos das partes com interesse em jogo;
 Sistema de relações pelo qual as sociedades são dirigidas e
monitoradas;
 Estrutura de poder que se observa no interior das corporações;
 Sistema normativo que rege as relações internas e externas
das empresas.
A segunda afirmativa também está certa, pois os princípios da GC
são: Fairness (Senso de justiça e equidade de direitos), Disclosure
(Transparência quanto aos resultados, oportunidades e riscos),
Accountability (Prestação responsável de contas) e Compliance
(conformidade com instituições legais e com marcos regulatórios).
Já a terceira frase está errada, pois as mudanças societárias,
fortalecimento dos conselhos e a profissionalização são fatores internos e
não externos que levaram ao desenvolvimento da Governança Corporativa.
O gabarito é mesmo a letra B.

27 – (CESGRANRIO – LIQUIGÁS – CIÊNCIAS CONTÁBEIS – 2012)


Em 2002, com os escândalos contábeis nos Estados Unidos da
América (EUA), da ENRON (5a maior empresa) e WorldCom (2a
maior empresa de telefonia), foi editada naquele país a Lei
SARBANES-OXLEY (SOX), com o principal objetivo de restabelecer
a credibilidade e a confiança no mercado, lei essa que se expandiu
por praticamente todo o mundo. No Brasil, até antes da SOX, já
existia, desde novembro de1995, um organismo privado, com o
objetivo de colaborar com a qualidade da alta gestão das
organizações brasileiras e que, em 1999, passou a ser denominado
Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Mantendo
pesquisadores e especialistas atentos às mudanças da gestão
empresarial, editou o Código das Melhores Práticas de Governança
Corporativa, balizador das práticas disseminadas por ele. Segundo
o IBGC, as boas práticas da governança corporativa no Brasil
avançaram com o processo de privatização e desregulamentação da
economia brasileira, acelerando o processo quando os investidores
institucionais passaram a
a) centralizar o poder de oligopólios brasileiros de administração
familiar.

25
(Andrade e Rosseti, 2004) apud (Gava Junior, 2010)

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b) comparecer nas Assembleias Gerais e exercer o direito de voto.
c) concentrar o controle acionário das companhias já privatizadas.
d) fazer parte das empresas para concentrar poder e controle
acionário.
e) fiscalizar a gestão das companhias investidas a longa distância.

A única frase presente na questão que está alinhada com as boas


práticas de Governança Corporativa é a letra B, pois com o processo de
privatização muitos acionistas minoritários passaram a participar das
assembleias das companhias. O gabarito é mesmo a letra B.

28 – (CESPE – ANEEL – ANALISTA – 2010) Todas as informações


que influem nos processos decisórios das organizações devem ser
de conhecimento exclusivo da governança corporativa.

A questão tem uma redação confusa e está errada. A governança


corporativa não serve para “guardar segredos”, mas sim para dar
transparência aos fatos relevantes da empresa.
O correto seria dizer que todas estas informações devem ser
disponibilizadas através dos instrumentos de Governança Corporativa.
Assim, o gabarito é questão errada.

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Lista de Questões Trabalhadas na Aula.

1 - (FGV – SEFAZ/RJ – FISCAL DE RENDAS - 2010) As alternativas a seguir


apresentam técnicas de apoio à decisão programada, à exceção de uma.
Assinale-a.
(A) Modelos matemáticos.
(B) Sistemas de apoio à decisão corporativa.
(C) Planilhas.
(D) Orçamentos.
(E) Pesquisa operacional.

2 - (CESPE – EMBASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) As decisões programadas


maximizam a necessidade de gerentes ou administradores exercitarem
seus critérios para tomada de decisão.

3 - (CESPE – EMBASA / ADMINISTRAÇÃO – 2010) A política da empresa


serve de guia para a tomada de decisões programadas.

4 - (FGV – SEFAZ/RJ – FISCAL DE RENDAS - 2007) A tomada de decisões


é um elemento crítico na vida organizacional. Sobre esse processo, analise
as afirmativas a seguir:
I. No modelo racional de tomada de decisão, o problema a ser resolvido
deve ser definido de forma clara e sem ambigüidades; devem-se listar as
alternativas viáveis e escolher a que resulte no valor máximo percebido.
II. As pessoas tomam decisões dentro de uma racionalidade limitada – elas
constroem modelos simplificados que extraem os aspectos essenciais do
problema, sem capturar toda a sua complexidade.
III. A tomada de decisão intuitiva é um processo inconsciente gerado pelas
expectativas vividas, sendo uma alternativa complementar ao método
racional.
Assinale:
(A) se nenhuma afirmativa for correta.
(B) se somente as afirmativas I e III forem corretas.
(C) se somente as afirmativas I e II forem corretas.
(D) se somente as afirmativas II e III forem corretas.
(E) se todas as afirmativas forem corretas.

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5 – (ESAF – RFB – AUDITOR – 2014) Analise os itens a seguir e assinale a
opção correta.
I. A tomada de decisão pode ser descrita como o ato de identificar e
selecionar um curso de ação para lidar com um problema específico.
II. As decisões são normalmente classificadas como programadas e não
programadas. Porém, há aquelas que não se enquadram em nenhuma das
duas definições e são chamadas de decisões imprevisíveis ou baseadas em
incerteza.
III. O planejamento consiste na tomada antecipada de decisões sobre o
que fazer antes que a ação seja necessária.
a) Somente I e II estão corretas.
b) Somente II e III estão corretas.
c) Somente I e III estão corretas.
d) Nenhuma das afirmativas está correta.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

6 – (ESAF – MF – ANALISTA TÉCNICO – 2013) Sobre o processo decisório,


é correto afirmar:
( ) a tomada de decisão acontece permanentemente, independente do nível
hierárquico.
( ) independentemente do nível hierárquico, na tomada de decisão existem
critérios determinados pela cultura organizacional.
( ) no processo decisório, a escolha de uma alternativa de decisão leva em
consideração que as alternativas encontradas serão ótimas, não bastando
que sejam apenas satisfatórias.
a) C - C - E
b) C - E - C
c) E - C - E
d) C - C - C
e) E - E – E

7 – (ESAF – MF – ANALISTA TÉCNICO – 2013) Sobre as decisões, pode-se


afirmar:
( ) as decisões não programadas diferem-se das programadas por se
relacionarem com dados novos ou inadequados.
( ) são condições de tomada de decisão a certeza, o risco, a incerteza e a
turbulência (ou ambiguidade).

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( ) a condição em que o administrador tem objetivos bem definidos, dispõe
de informações, mas os resultados futuros são associados ao acaso é a
incerteza.
a) C - C - E
b) C - E - C
c) E - C - E
d) C - C - C
e) E - E - E

8 - (ESAF - RFB – ATRFB – 2009) Uma adequada compreensão do tema


‘processo decisório’ implica ter como corretas as seguintes afirmações,
exceto:
a) um problema cuja solução não dispõe de alternativas já está, por si só,
resolvido.
b) um único problema pode ser percebido de formas diferentes por
diferentes indivíduos.
c) o processo racional de tomada de decisão não exclui o uso da
subjetividade.
d) mesmo a melhor decisão pode acarretar um resultado desastroso.
e) a tomada de decisão em equipe é preferível à tomada de decisão
individual.

9 - (FGV – SENADO – ADMINISTRADOR- 2008) No processo de tomada de


decisões, os administradores devem pesar alternativas, muitas das quais
envolvem acontecimentos futuros difíceis de serem previstos. Por isso, as
situações de tomada de decisão são freqüentemente classificadas em um
continuum que vai da certeza (altamente previsível) à turbulência
(altamente imprevisível). Conforme sugerido por James A. Stoner e Edward
R. Freeman (1992), o risco refere-se à condição para tomada de decisão:
(A) na qual os administradores enfrentam situações externas imprevisíveis
ou não têm as informações necessárias para estabelecer a probabilidade
de determinados eventos.
(B) em que os administradores têm informações precisas, mensuráveis e
confiáveis sobre os resultados das várias alternativas que estão sendo
consideradas.
(C) em que os administradores conhecem a probabilidade de que uma
determinada alternativa leve a um objetivo ou resultado desejado.
(D) que ocorre quando as metas não são claras ou quando o meio ambiente
muda muito rapidamente.

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(E) na qual os administradores têm informações insuficientes, porém
confiáveis, sobre os resultados daquilo que está sendo levado em
consideração no momento da tomada de decisões.

10 - (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010) Com relação ao processo de


tomada de decisão organizacional, analise as afirmativas a seguir.
I. O processo decisório é linear.
II. O processo decisório depende das características individuais do tomador
de decisão.
III. O processo decisório depende do contexto específico de cada situação.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

11 - (FGV – SEFAZ/RJ – FISCAL DE RENDAS - 2009) Em um processo


decisório, uma oportunidade diz respeito à(s) seguinte(s) fase(s):
(A) identificação da situação.
(B) diagnóstico da situação.
(C) desenvolvimento de oportunidades.
(D) avaliação de alternativas.
(E) seleção e implementação.

12 - (FGV – SAD / PE – APOG - 2008) Assinale a alternativa que indique


corretamente o propósito do Diagrama de Pareto.
(A) Analisar as correlações entre fatores.
(B) Representar visualmente a dispersão de dados variáveis.
(C) Descobrir ou apresentar a importância relativa de dados ou variáveis.
(D) Demonstrar as oscilações de determinadas variáveis ao longo do
tempo.
(E) Encurtar o ciclo de concepção de um projeto.

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13 - (FCC – TCE/GO – DESENV. ORG. – 2009) A ferramenta de controle de
qualidade mais adequada para distinguir quais itens são responsáveis pelas
perdas vitais e quais representam perdas triviais é o
(A) histograma.
(B) fluxograma.
(C) diagrama de causa-efeito.
(D) gráfico de dispersão.
(E) gráfico de Pareto.

14 - (FGV – SAD / PE – APOG - 2008) Assinale a alternativa que apresente


corretamente a finalidade do gráfico do Ishikawa.
(A) Fornecer uma lista de itens por meio da qual é possível uma coleta
rápida de dados para análise quantitativa.
(B) Representar graficamente os relacionamentos entre um efeito
(problema) e sua causa potencial.
(C) Capacitar a comparação de quantidades de dados relativos a categorias
diversas.
(D) Monitorar o desempenho de um processo.
(E) Representar os passos de um processo.

15 - (FCC – DEFENSORIA/SP – ADMINISTRADOR – 2010) Entre as


ferramentas de controle da qualidade, aquela que permite estruturar
hierarquicamente as causas potenciais de determinado problema ou
oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade dos
produtos é o
(A) Diagrama de Pareto.
(B) Histograma.
(C) Diagrama de Causa-Efeito.
(D) Gráfico de Dispersão.
(E) Fluxograma.

16 - (FCC – TRF 4° Região – ANAL ADM. – 2010) Na gestão da qualidade,


a ferramenta que auxilia o gestor a visualizar a alteração sofrida por uma
variável quando outra se modifica é denominada
(A) diagrama de dispersão.
(B) histograma.
(C) diagrama de causa e efeito.

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(D) carta de controle.
(E) gráfico de Pareto.

17- (FCC – TCE/GO – DESENV. ORG. – 2009) O brainstorming, ou


tempestade cerebral, é uma técnica de trabalho em grupo na qual os
participantes apresentam ideias de forma espontânea sobre um
determinado problema e, numa primeira etapa, é necessário enfatizar a
qualidade das ideias e não a quantidade.

18 – (ESAF – MF – ANALISTA TÉCNICO – 2013) Com relação às técnicas de


solução de problemas, não se pode afirmar:
a) o Braistorming é uma técnica de gerar ideias criativas.
b) o Método Cartesiano obedece a quatro princípios: dúvida sistemática,
análise, síntese e enumeração.
c) o Princípio de Pareto afirma de maneira genérica que 80% dos nossos
esforços estão relacionados com 20% dos resultados que obtemos.
d) a Análise do Campo de Forças mapeia forças positivas e forças negativas
em uma dada situação.
e) o Diagrama Espinha de Peixe ou Gráfico de Ishikawa é uma técnica que
busca a causa raiz dos problemas.

19 - (ESAF – STN / DESENV. INSTITUCIONAL – 2008) O brainstorming,


também conhecido como tempestade cerebral ou tempestade de idéias, é
um método que proporciona um grande número de idéias, alternativas e
soluções rápidas. Sendo um excelente exercício de debate criativo e
inovador, possibilita um grande uso da criatividade, constituindo-se em
técnica bastante aplicável à seguinte fase do processo decisório:
a) identificação do problema ou oportunidade.
b) diagnóstico.
c) geração de alternativas.
d) escolha de uma alternativa.
e) avaliação da decisão.

20 - (ESAF – STN / DESENV. INSTITUCIONAL – 2008) Mera representação


gráfica de uma tabela de decisões, consistindo de uma hierarquia de nós
internos e externos conectados por ramos, a seguinte técnica permite
visualizar todos os resultados das decisões que podem ser tomadas para
lidar com situações incertas. Em face do exposto, indique a opção
correspondente.

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a) Análise do campo de forças.
b) Árvore de decisões.
c) Brainwriting.
d) Princípio de Pareto.
e) Diagrama de Ishikawa.

21 - (ESAF – MPOG / EPPGG – 2009) No contexto organizacional, ao


participarmos de um processo decisório, é incorreto afirmar que:
a) a racionalidade, por si só, insinua ser possível o domínio de fatores não
controláveis e a eliminação de riscos e incertezas.
b) em nossos dias, ao lado da racionalidade gerencial, também se aplicam
elementos como os aspectos comportamentais, o senso comum, o juízo das
pessoas e a negociação política.
c) a estrutura dos canais de informação e de disseminação do conhecimento
exerce grande influência sobre o processo decisório.
d) o brainstorming é a técnica adequada para identificar problemas.
e) no nível superior, há o predomínio das decisões estratégicas, que tratam
das ligações entre a organização e o ambiente externo.

22 - (ESAF – MPOG / APO – 2010) Sabendo que poucas causas levam à


maioria dos problemas, bem como que a identificação da causa básica de
um problema deve ser feita de acordo com uma sequência de
procedimentos lógicos, baseada em fatos e dados, o recurso gráfico
utilizado para estabelecer uma ordenação nas causas de perdas que devem
ser saneadas denomina-se:
a) Diagrama de Pareto.
b) Diagrama de Ishikawa.
c) Funcionograma.
d) Histograma.
e) Fluxograma.

23 - (ESAF – STN / DESENV. INSTITUCIONAL – 2005) Há dois modelos


básicos que identificam o comportamento adotado em um processo de
tomada de decisão.
Indique a opção que identifica corretamente os dois modelos.
a) O comportamento racional é o que segue um processo não totalmente
consciente e se baseia na sensibilidade e percepção enquanto que o

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comportamento intuitivo é o que segue uma ordem lógica e se baseia
totalmente em informações.
b) O comportamento racional aplica-se a ambientes complexos e
dinâmicos, onde as informações são limitadas enquanto que o
comportamento intuitivo se aplica a ambientes simples e estáveis, onde há
grande disponibilidade de informações.
c) O comportamento racional é o que segue uma ordem lógica e se baseia
na sensibilidade e percepção enquanto que o comportamento intuitivo se
aplica a ambientes complexos e dinâmicos onde há grande disponibilidade
de informações.
d) O comportamento racional aplica-se a ambientes simples e estáveis,
onde as informações são limitadas enquanto que o comportamento intuitivo
é o que segue uma ordem lógica e se baseia totalmente em informações.
e) O comportamento racional é o que segue uma ordem lógica e se baseia
totalmente em informações enquanto que o comportamento intuitivo é o
que segue um processo não totalmente consciente e se baseia na
sensibilidade e percepção.

24 – (ESAF – CGU – AFC – 2012) Segundo o Instituto Brasileiro de


Governança Corporativa – IBGC, governança corporativa é o sistema pelo
qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo
os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração,
Diretoria e órgãos de controle. Nesse contexto, também aponta o IBGC os
seguintes princípios básicos de governança corporativa, todos passíveis de
aproveitamento no âmbito do setor público, exceto:
a) Equidade.
b) Responsabilidade Corporativa.
c) Legalidade e Legitimidade.
d) Transparência.
e) Prestação de Contas (accountability).

25 – (ESAF – MIN. TURISMO – ANALISTA – 2014) A governança corporativa


desenvolveu-se em função da necessidade de superar conflitos e
inadequações internas. A superação de conflitos é alcançada por meio de
mudanças a serem implementadas principalmente com relação à gestão e
aos acionistas. Analise as afirmativas marcando C para Certas e E para
Erradas. A seguir selecione a opção correta.
( ) A desprezível participação efetiva de acionistas minoritários deve ser
alterada para uma democracia acionária com os minoritários ativos e
representados.

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( ) A baixa eficácia dos Conselhos de Administração que atuam de maneira
pro forma, preponderando sobre efetividade, deverá ser corrigida por uma
nova atuação comprometida e responsável voltada para resultados.
( ) As estratégias defensivas da Direção, de proteção dos gestores e não
dos geradores de valor deverão ser substituídas por estratégias agressivas
e geradoras de valor.
( ) O abuso de poder dos acionistas majoritários deverá ser substituído pela
justa retribuição dos minoritários.
( ) A desconsideração pelo mérito e a competência deverão ser substituídas
por seleções que busquem o perfil de excelência.
a) C, C, E, C, E
b) C, E, E, E, C
c) E, E, C, C, C
d) E, C, E, E, E
e) C, C, C, C, C

26 – (ESAF – MIN. TURISMO – ANALISTA – 2014) Sobre os principais


conceitos de Governança Corporativa, assinale a opção correta.
I. Os principais critérios pelos quais se pode definir Governança
Corporativa, considerando-se os processos e objetivos da alta gestão das
corporações, são: Governança como Guardiã de direitos das partes,
Governança como sistema de relações pelas quais as sociedades são
dirigidas e monitoradas, Estrutura de poder que se observa no interior das
empresas, e Sistema Normativo que rege as relações internas e externas.
II. Os valores que dão sustentação à Governança Corporativa são: senso
de justiça e equidade de tratamento dos acionistas; transparência de
informações que impactam os negócios; prestação responsável de contas;
e, conformidade no cumprimento de normas reguladoras.
III. Entre as razões externas que determinaram o desenvolvimento da
Governança Corporativa, destacam-se as mudanças societárias, o
fortalecimento dos Conselhos de Administração e a profissionalização dos
modelos de gestão.
a) Somente II está correta.
b) Somente I e II estão corretas.
c) Somente I e III estão corretas.
d) Somente II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

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27 – (CESGRANRIO – LIQUIGÁS – CIÊNCIAS CONTÁBEIS – 2012) Em 2002,
com os escândalos contábeis nos Estados Unidos da América (EUA), da
ENRON (5a maior empresa) e WorldCom (2a maior empresa de telefonia),
foi editada naquele país a Lei SARBANES-OXLEY (SOX), com o principal
objetivo de restabelecer a credibilidade e a confiança no mercado, lei essa
que se expandiu por praticamente todo o mundo. No Brasil, até antes da
SOX, já existia, desde novembro de1995, um organismo privado, com o
objetivo de colaborar com a qualidade da alta gestão das organizações
brasileiras e que, em 1999, passou a ser denominado Instituto Brasileiro
de Governança Corporativa (IBGC). Mantendo pesquisadores e
especialistas atentos às mudanças da gestão empresarial, editou o Código
das Melhores Práticas de Governança Corporativa, balizador das práticas
disseminadas por ele. Segundo o IBGC, as boas práticas da governança
corporativa no Brasil avançaram com o processo de privatização e
desregulamentação da economia brasileira, acelerando o processo quando
os investidores institucionais passaram a
a) centralizar o poder de oligopólios brasileiros de administração familiar.
b) comparecer nas Assembleias Gerais e exercer o direito de voto.
c) concentrar o controle acionário das companhias já privatizadas.
d) fazer parte das empresas para concentrar poder e controle acionário.
e) fiscalizar a gestão das companhias investidas a longa distância.

28 – (CESPE – ANEEL – ANALISTA – 2010) Todas as informações que


influem nos processos decisórios das organizações devem ser de
conhecimento exclusivo da governança corporativa.

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Gabarito

1. B 11. A 21. D
2. E 12. C 22. A
3. C 13. E 23. E
4. E 14. B 24. C
5. C 15. C 25. E
6. A 16. A 26. B
7. A 17. E 27. B
8. E 18. C 28. E
9. C 19. C
10. D 20. B

Bibliografia
Azevedo, R. (2007). A adesão ao novo mercado e a geração de valor às
organizações. Curitiba.
Chiavenato, I. (2008). Administração Geral e Pública (2° ed.). São Paulo:
Elsevier.
Chiavenato, I. (2011). Introdução à teoria geral da administração (8° ed.
ed.). Rio de Janeiro: Elsevier.
Daft, R. L. (2005). Management. Mason: Thomson.
Gava Junior, D. (2010). Governança de TI - alinhamento aos objetivos
estratégicos da empresa. São Paulo: CEETESP.
Hammes, P., & Monteiro, R. (2013). Governança Corporativa no Setor
Governamental: estudo de seus princípios para alcance da eficácia na
gestão pública. XXIV ENANGRAD . Florianópolis.
Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. (2009). Código das
Melhores Práticas de Governança Corporativa (4° ed.). São Paulo:
IBGC.
Junior, I. M., Cierco, A. A., Rocha, A. V., Mota, E. B., & Leusin, S. (2008).
Gestão da qualidade (9° Ed. ed.). Rio de Janeiro: FGV.
Lama, D. D. (2009). O Papel da Área de Relações com os Investidores nas
Empresas de Capital Aberto Listadas na BM&FBOVESPA. São Caetano
do Sul: USCS.

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Maximiniano, A. C. (1995). Introdução à Administração (4° ed.). São Paulo:
Atlas.
Robbins, S. P., & Coulter, M. (1998). Administração (5° ed.). Rio de
Janeiro: Prentice-Hall.
Sobral, F., & Peci, A. (2008). Administração: teoria e prática no contexto
brasileiro. São Paulo: Pearson Prentice Hall.

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