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Fuchs - Cap. 2 (Para Postagem)

1) O capítulo descreve as características físicas das linhas aéreas de transmissão de energia elétrica, incluindo cabos condutores, isoladores, ferragens e estruturas. 2) Os principais materiais usados como cabos condutores são o cobre e o alumínio, sendo que o alumínio tem menor custo e peso em comparação com o cobre para a mesma capacidade de condução. 3) Isoladores e ferragens são usados para suportar os cabos condutores e isolar a linha el

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Fuchs - Cap. 2 (Para Postagem)

1) O capítulo descreve as características físicas das linhas aéreas de transmissão de energia elétrica, incluindo cabos condutores, isoladores, ferragens e estruturas. 2) Os principais materiais usados como cabos condutores são o cobre e o alumínio, sendo que o alumínio tem menor custo e peso em comparação com o cobre para a mesma capacidade de condução. 3) Isoladores e ferragens são usados para suportar os cabos condutores e isolar a linha el

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UFU – Faculdade de Engenharia Elétrica Transmissão de energia Elétrica (Apostila uso interno) – Cap.

TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA


LINHAS AÉREAS

Sumário

2 – Características Físicas das Linhas Aéreas de Transmissão 31

2.1 – Introdução ............................................................................................................................. 1


2.2– Cabos Condutores .................................................................................................................. 1
2.2.1 – Condutores Padronizados .................................................................................................. 3
2.2.1.1 – Padronização Brasileira .................................................................................................. 4
2.3 – Isoladores e Ferragens ........................................................................................................ 10
2.3.1 – Tipos de Isoladores .......................................................................................................... 13
2.3.2 – Características dos Isoladores de Suspensão ................................................................... 16
2.3.2.1 – Distribuição de Potenciais em Isoladores e Cadeias de Isoladores .............................. 17
2.3.3 – Ferragens e Acessórios .................................................................................................... 21
2.3.3.1 – Cadeias de Suspensão ................................................................................................... 21
2.3.3.2 – Cadeias de Ancoragem ................................................................................................. 26
2.4 – Estruturas das Linhas de Transmissão ................................................................................ 28
2.4.1 – Disposições dos Condutores ............................................................................................ 31
2.4.2 – Dimensões das Estruturas ................................................................................................ 34
2.4.3 – Classificação das Estruturas das Linhas de Transmissão ................................................ 35
2.4.3.1 – Funções das Estruturas nas Linhas ............................................................................... 35
2.4.3.2 – Forma de Resistir das Estruturas – o Transporte da Energia Elétrica .......................... 39
2.4.3.3 – Materiais Para Estruturas – Sistemas Elétricos – Estrutura Básica .............................. 42
2.5 – Cabos Pára-raios ................................................................................................................. 46
2.5.1 - Esfera de Sinalização Pré-formada ................................................................................... 48

BIBLIOGRAFIA:

FUCHS, R. D. Linhas Aéreas de Transmissão de Energia Elétrica, LTC/EFEI, 2a Ed.,1979.


U U U U

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CAPÍTULO 2

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DAS LINHAS


AÉREAS DE TRANSMISSÃO

2.1 – INTRODUÇÃO

Conforme veremos no desenvolvimento do presente curso, o desempenho elétrico de uma


linha aérea de transmissão depende quase exclusivamente de sua geometria, ou seja, de suas
características físicas. Estas não só ditam o seu comportamento em regime normal de operação,
definindo os seus parâmetros elétricos, como também quando submetidas à sobretensões de
qualquer natureza. Daí a conveniência de proceder, antes de iniciarmos o seu estudo elétrico, a
um exame de suas características físicas e dos elementos que a compõem.

2.2 – CABOS CONDUTORES

Constituem os elementos ativos propriamente ditos das linhas de transmissão, devendo,


portanto, possuir características especiais. Sua escolha adequada representa um problema de
fundamental importância no dimensionamento das linhas, pois não só depende dela o bom
desempenho da linha, como tem importantes implicações de natureza econômica.
Condutores ideais para linhas aéreas de transmissão seriam aqueles que pudessem
apresentar as seguintes características:

A – alta condutibilidade elétrica – para que as perdas por efeito Joule (I2R) possam ser mantidas,
economicamente dentro de limites toleráveis, oneram diretamente o custo do transporte da
energia;

B – baixo custo – o custo dos cabos condutores absorve parcela ponderável do investimento total
de uma linha, influindo, portanto, de maneira decisiva no custo do transporte da energia;

C – boa resistência mecânica – a fim de assegurar integridade mecânica à linha, garantindo


continuidade de serviço e segurança às propriedades e às vidas em suas imediações;

D – baixo peso específico – as estruturas de suporte são dimensionadas para absorver os esforços
mecânicos transmitidos pelos condutores, um dos quais é o próprio peso. Portanto, quanto maior
for este, mais robustas e caras serão as estruturas;

E – alta resistência à oxidação e à corrosão por agentes químicos poluentes – a fim de que não
venham sofres redução em sua secção com o decorrer do tempo, provocando redução na sua
resistência mecânica e eventual ruptura.

As condições mencionadas, um tanto conflitantes, não são atendidas simultaneamente por


nenhum material em particular e, dentre os metais que o maior número dessas propriedades
possuem, estão o cobre e o alumínio, bem como suas ligas, que hoje são empregados
universalmente.
Por muito tempo, a partir das primeiras linhas de transmissão, o cobre dominou o
mercado, apesar de, já em 1895, terem sido construídas as primeiras linhas em cabo de alumínio
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(Califórnia e França), seguidas de outras em 1898, 1899, 1902 etc. O principal motivo da
limitação era o preço ainda muito elevado do alumínio comparado ao do cobre, e também sua
menor resistência mecânica. Este último inconveniente foi satisfatoriamente resolvido em 1908,
com a invenção dos cabos de alumínio com alma de aço, CAA (Aluminium Conductor Steel
Reinforced ACSR), que foram usados com sucesso em 1913 na linha Big Creek, na Califórnia.
Foi a primeira linha no nível de 150 kV e que, conforme consta, ainda hoje se encontra em
operação, depois de ter sido reisolada, no início da década de 1920, para 230 kV.
Problemas de custo de produção do alumínio, aliados a um certo grau de
conservadorismo, mantiveram acirrada concorrência entre os dois materiais, e somente com a
evolução da tecnologia do alumínio, por volta de 1938-1945, que reduziu o seu custo
enormemente, é que o cobre foi definitivamente afastado do campo das linhas de transmissão.
Uma vantagem, desde cedo verificada em favor dos cabos de alumínio, é seu melhor
desempenho em face do efeito Corona em virtude de seus diâmetros maiores; os fabricantes de
cabos de cobre responderam prontamente, lançando no mercado os cabos ocos, com diâmetros
elevados.
A Tabela 2.1 nos fornece elementos comparativos das características elétricas e
mecânicas do alumínio e do cobre.

Tabela 2.1 - Características elétricas e mecânicas do alumínio e do cobre.


Alumínio Cobre
Características
Têmpera Dura Têmpera Dura
1. Condutividade a 20°C 61% IACS 97% IACS
2. Resistividade em microhm/cm a 20°C 2,828 1,7774
3. Coeficiente térmico de resistividade, em microhm/cm a 20°C 0,0115 0,00681
4. Coeficiente térmico de expansão linear por °C 0,000023 0,000017
5. Densidade a 20°C em gr/cm3 2,703 8,89
6. Carga de ruptura em kg/mm2 16-21 35-47
7. Módulo de elasticidade final em kg/mm2 7000 12000
IACS – International Anneled Copper Standard -100% correspondem à condutividade – padrão internacional,
medida a 20°C, em cobre quimicamente puro.

As vantagens do alumínio sobre o cobre, como condutor para linhas de transmissão,


podem ser verificadas de maneira bastante simples. Admitamos que desejemos conduzir uma
corrente I [A] a uma determinada distancia. Para mesmas condições de perdas por efeito Joule, a
secção do condutor de alumínio deverá ser 1,6 vezes maior do que aquela do condutor de cobre
equivalente. Seu diâmetro será 1,261 vezes maior, enquanto que o seu peso unitário será
aproximadamente igual à metade do peso do condutor de cobre equivalente. Considerando-se
que há uma relação aproximada de preço entre cobre e alumínio da ordem de 2, o investimento
com condutores de alumínio será aproximadamente igual a 25% do investimento necessário com
condutores de cobre equivalentes. A sua resistência mecânica, cerca de 25% inferior à do cobre,
é amplamente compensada com o eventual uso dos cabos de alumínio-aço, sem que esse quadro
econômico seja substancialmente alterado em virtude do menor custo do aço. Essa verificação
poderá ser efetuada facilmente, pelo próprio leitor, através das características mecânicas dos
condutores indicadas nas Tabelas do Apêndice II.
Como ligas de cobre, eram muito empregados o Bronze I e o Bronze II, com 15 e 30% de
zinco, respectivamente, dando maior resistência mecânica ao cobre. Em região de atmosfera
poluída e à beira-mar, pode ser desaconselhável o emprego de cabos de alumínios, sujeitos à
corrosão. Nesse caso é recomendável o emprego de uma das ligas ALDREY (Al, Mg, Si e Fe), o
que aumenta as resistências químicas e mecânicas, em detrimento da resistência elétrica, cujo
valor aumenta consideravelmente.

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2.2.1 – Condutores Padronizados

Nas linhas de transmissão, o uso de fios foi virtualmente abandonado em favor dos cabos,
obtidos por encordoamento de fios elementares.
Sendo inúmeras as composições possíveis para a obtenção de uma mesma secção útil de
condutores, os fabricantes destes padronizaram sua fabricação, não só quanto ao número de
filamentos como também quanto às suas secções, surgindo diversas tabelas de padronização, nos
Estados Unidos e na Europa.
No Brasil, a padronização das secções adotadas pela ABNT – EB-293 para cabos de
alumínio e alumínio-aço e EB-12 para cabos nus de cobre – baseia-se na padronização norte-
americana AWG (American Wire Gauge). Esta se assenta numa unidade de área denominada
circular mil, que corresponde à área de um círculo cujo diâmetro é igual a um milésimo de
polegadas, ou 0,00064516 mm2. De acordo com esse sistema, os condutores são numerados em
ordem de secção decrescente de no 0 a no 36 e em secção crescente 00, 000 e 0000, mantendo-se
relações constantes entre diâmetros e entre secções. Cabos de secções maiores do que 0000
(211,600 CM) são especificados em CM ou MCM (mil CM).
Em transmissão e em distribuição, a prática recomendou, e o uso estabeleceu, bitolas
mínimas de condutores; para o cobre, corresponde a de no 6, possuindo uma secção de 26,250
CM e, para os fios de cabos de alumínio, ou cabos de alumínios com alma de aço, a bitola no 4, à
qual corresponde uma secção de 41,740 CM.
O encordoamento normal dos cabos condutores, quando compostos de fios de mesmos
diâmetros, obedece à seguinte lei de formação:

3 3 1 (2.1)

na qual valem:
N – número total de fios componentes;
x – números de camadas, ou coroas.

Teremos assim:

- para 1 camada, 7 fios;


- para 2 camadas, 19 fios;
- para 3 camadas, 37 fios;
- para 4 camadas, 61 fios etc.

2.2.1.1 – Padronização Brasileira

As normas brasileiras elaboradas pela ABNT especificam as características exigíveis na


fabricação e para o recebimento dos condutores destinados a fins elétricos.

A – Condutores de cobre – Aplica-se a EB-12 – cabos nus de cobre. De acordo com essa norma,
os cabos deverão ser especificados através da indicação de:

- secção em milímetros quadrados;


- composição, ou número de filamentos;
- classe de encordoamento.

Para fins comerciais, conserva-se a designação convencional e consagrada pelo uso, da


própria escala AWG.
A EB-12 é complementada pela EB-11 – fios nus de cobre para fins elétricos.

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No Brasil fabricam-se
N f e cabos de cobre nas bitolas
b que vão desde 13,3 mm2 (referênciaa
comerciial no 6) atéé 645,2 mm2 (referênciaa comerciall 1000 MCM M), nas têm
mperas dura e semidura..
O encoordoamento é feito de d acordo com c as claasses A e AA, definnidos por norma. Oss
encordooamentos cllasse AA sãão normalm mente empreegados em condutores
c para linhass aéreas. Oss
condutoores classe A em linhass aéreas são usados quaando munidos de capa pprotetora ou u quando see
deseja maior
m flexibbilidade.
A normas EB-11 e EB12
As E regulaam as caraccterísticas que
q os fios e cabos nu us de cobree
devem possuir.
p Asssim:

a – quallidade do material,
m suass característticas elétricas e físicas;;
b – acabbamento;
c – encoordoamentoo; passo do encordoame
e ento;
d – emeendas;
e – variaação do pesso e da resisstência elétrrica;
f – dimeensões, construção e foormação;
g – tolerrâncias no compriment
c to dos cabos;
h – embbalagem e marcação
m deesta;
i – proppriedades meecânicas e elétricas;
e
j – ensaaios de aceittação;
k – respponsabilidaddes dos fabrricantes.

B – Conndutores dee alumínio e alumínio-aço – Suaas caracteríssticas são eespecificadaas no Brasill


pela AB
BNT atravéss das normaas:

- EB-2119 – fios de alumínio paara fins eléttricos;


- EB-2992 – fios de aço zincadoo para almaa do cabo dee alumínio;
- EB-1993 – cabos de alumínio (CA) e cabos de alumínio
a com alma de aço (CAA
A) para finss
elétricos.

Sua designnação deve ser feita peela área no


ominal da secção
s de aalumínio, ex
xpressa em
m
milímettros quadraddos, pela foormação, pelo tipo (C
CA ou CAA A), pela classse de enco
ordoamentoo
correspoondente e, eventualmeente, pela referência
r comercial.
c N Figura 2.1 são mo
Na ostrados oss
cabos CA
C e CAA e detalhes dee seus encordoamentoss.

(a) (b)

Fig. 2.1 – Encordoameento: (a) do caabo de alumíniio (CA) e (b) do


d cabo de aluumínio com alma de aço (C
CAA).

Está enraizzada, na inddústria da energia


E e elétrica no Brrasil, a designação do os cabos dee
alumínio (CA) e allumínio com m alma de aço (CAA)) através doo código cannadense de referênciass
comerciiais. Na Fiigura 2.2 são
s mostraddos diverso os tipos dee encordoam mentos doss cabos dee
alumínio com almaa de aço. DeD acordo coom esse cód digo, há parra cada tipoo de cabo, uma
u famíliaa
de nomes através dos
d quais caada bitola fica
f compleetamente definida. Assiim, para os cabos CA,,
as palavvras-código são nomes de flores e,, para os cab
bos CAA, aves,
a em ammbos os caso os na línguaa
inglesa.

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Fig. 2.2 – Encordoamento do cabo de alumínio com alma de aço (CAA)

Código: TULIP – cabo CA de alumínio, composto de 19 filamentos, com área total de 336,400
CM;
- diâmetro dos filamentos: 3,381 mm;
- diâmetro do cabo (nominal): 16,92 mm;
- peso do cabo (nominal): 467,3 Kg//km;
- carga de ruptura: 2995 kg;
- resistência elétrica: em CC a 20°C: 0,168 ohm/km.

Código: PENGUIN – cabo CAA composição 1fio de aço e 6 de alumínio com uma secção de
125,1 mm2;
- bitola AWG no 0000;
- diâmetro do fio de aço: 4,77 mm;
- diâmetro do fio de alumínio: 4,77 mm;
-diâmetro do cabo (nominal): 14,31 mm;
- peso do cabo (nominal): 432,5 Kg//km;
- carga de ruptura: 3820 kg;
- resistência elétrica: em CC a 20°C: 0,26719 ohm/km.

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C – Coondutores em e liga de alumínio – o alumínio, em ligaa metálica com outross materiais,,


aumentaa consideraavelmente suua resistênccia mecânicca, se bem que q a expennsas de suaa resistênciaa
elétrica.. Essas ligaas podem taambém aum mentar conssideravelmeente sua ressistência à oxidação e
corrosãoo em regiõees de atmosffera poluídaa ou à beira--mar.
E
Essas ligas tomam noomes comerrciais diverrsos, de acoordo com ssuas compo osições. Naa
Europa o ALDRE EY é muitoo usado. Dos Estados Unidos e Canadá noos vêm dois tipos dee
condutoores em liggas de alum mínio: tipoos AAC (a all aluminuum alloy caable), que são caboss
homogêêneos comppostos de fioos iguais em m ligas de alumínio,
a dee diversas coomposiçõess, e os tiposs
ACAR (aluminum conductor aluminuma a
alloy reinforrced), que são
s cabos dee construção o idêntica à
dos cabbos CAA, exxceto pela alma,
a que nesse
n caso será compossta de fios dde liga de alumínio, aoo
invés dee aço, Figurra 2.3. Essess condutorees são fabriccados no Braasil.

(a) (bb)
Fig. 2.3 – Cabos de aluumínio: (a) ligga AAC e (b) com
c alma de liga
l de alumínnio ACAR

D – Coondutores coopperweld e alumoweld – seus filamentos


fi s obtidos pela extrussão de umaa
são
capa dee cobre ou de
d alumínioo sobre um fio de aço de alta resiistência, Figgura 2.4. Seeu empregoo
em linhhas de transsmissão commo cabos condutores é limitado a situações especiais em e que sãoo
necessáárias pequennas secçõess de material condutorr aliadas a elevadas reesistências mecânicas..
Têm, no entanto, largo emprrego como cabos páraa-raios e em m linhas dde telecomu unicações e
mesmo como condutor neutrro em sisteemas de disstribuição, urbanos e rurais. No Brasil sãoo
fabricaddos sob encoomenda a partir
p de barrras-fio impo
ortadas.

(a) (bb)

F 2.4 – Conndutores: (a) copperweld


Fig. c e (b) alumoweld

E – Coondutores tuubulares e expandidoos – A fim de reduzirr os gradieentes de po otencial nass


superfíccies dos conndutores e com
c isso auumentar o valor
v da tennsão crítica de Corona dos cabos,,
introduzziram-se diiversos tipoos de conddutores dessignados coomo expanddidos, emp pregando-see
materiaiis diversos.

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A Figura 2..5 mostra um


m cabo CA
AA expandid do e alguns exemplos dde condutorres de cobree
ou bronnze tubularees. O Conduutor CAA exxpandido teem um diâm metro externno cerca de 15% maiorr
do que um
u condutoor CAA de mesmas
m carracterísticas elétricas.

F 2.5 – Conndutores expaandidos: a,b,c – condutores ocos; d – conndutores CAA


Fig. A expandidos

O efeito coorona está associado a certos fenômenos


f como: perdda de enerrgia, ruídoss
audíveiss, efeito visual,
v inteerferência nas comun nicações e degradaçãão dos co omponentess
(isoladoores). Na Figgura 2.6 sãoo mostradoss alguns desstes fenômeenos.

(a) (b)

F 2.6 – Fennômenos assocciados ao efeitto Corona: (a)) efeito visual; (b) degradação em isolad
Fig. dores.

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F – Condutores múltiplos – O advento, e, 1950, das primeiras linhas em tensões extra-elevadas,


na Suécia (380 [kV]) e, em rápida sequencia, em outros países, tornou premente o emprego de
meios capazes de reduzir os gradientes de potencial nas superfícies dos condutores. Os
condutores múltiplos ou enfeixados, propostos já em 1909 por Thomas, vieram de encontro a
essa necessidade. Na Figura 2.7 são mostradas as configurações dos condutores múltiplos
atualmente em uso. Seu emprego vinha sendo estudado desde o advento das linhas em 230 [kV],
no início da década de 1920-1930, tendo sido sempre preteridos em favor dos condutores
tubulares expandidos. Suas reais vantagens e possibilidades foram evidenciadas por estudos
realizados na Alemanha, entre 1933 e 1944, para linhas projetadas em 380 [kV], e as conclusões
desses estudos foram divulgadas em 1945, nos Estados Unidos, pela Bonneville Powre
Administration. O Projeto TIDD 500 [kV] investigou igualmente suas possibilidades. Na Europa
sua aceitação foi mais imediata do que na América, o que é evidenciado pelo fato de que as
primeiras linhas de 345 [kV], que entraram em serviço em 1956, foram construídas com
condutores simples. O desenvolvimento das novas técnicas de construção, a melhoria das
ferragens e a confiança adquirida na operação das primeiras linhas fizeram com que o seu uso se
generalizasse.

Fig. 2.7 – Configurações de condutores múltiplos atualmente em uso e respectivos espaçadores.

Para que se possa compreender melhor o uso dos condutores múltiplos, seja a Figura 2.8,
onde são mostrados três tipos de condutores: (a) condutor singelo de cobre, (b) condutor singelo
de alumínio e (c) “feixe” de condutores de alumínio. Pode-se observar o decréscimo das linhas
de campo elétrico |E| em torno da superfície dos condutores ao irmos de a →b → c. Nos últimos
casos existe menor probabilidade de ocorrência de efeito Corona (ionização do ar quando |E|>
3000 kV/m) devido a redução do gradiente de potencial na superfície dos condutores. A
utilização de feixes de condutores também reduzirá bastante a reatância da linha
(consequentemente a sua impedância série) aumentando a sua capacidade de transmissão.

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Fig. 2.8 – Campo elétrrico em tornoo de três diferentes tipos dee condutores. A resistênciaa e a tensão é a mesma noss
três casoss.

A Figura 2.9 mostra o campo elétrrico ao redo or de um feiixe com quaatro subcond dutores por
fase. O campo elétrrico de cadaa cabo conddutor do feix
xe resulta emm um camppo elétrico equivalente
e
a um únnico condutoor de diâmeetro muito maior
m no cen
ntro do feixxe. Para fins práticos, um
m feixe
com várrios condutoores por fasse se compoorta como see fosse um único
ú cabo ccom um diââmetro bem
maior.

F 2.9 – Linnhas de campoo elétrico para um feixe com


Fig. m quatro subcoondutores por fase.

H
Hoje, de um
m modo gerral, todas as linhas em m tensões accima de 3000 [kV] são construídass
com conndutores múltiplos,
m haavendo messmo um núm mero razoávvel de linhaas em 138 [kV] e 2200
[kV] quue empregam m condutorees geminaddos. (No Braasil: linha em 138 [kV]] da U.H. de d Itutinga à
subestaçção de Lavrras e a linhaa em 230 [kkV] da U.H. de Jurumiim à subestaação de Cab breúva, Sãoo
Paulo).
O número ded subconddutores por condutor múltiplo,
m os diâmetros ddos subcon ndutores e o
espaçammento entre os mesmoss têm sido objeto
o de cu
uidadosas investigaçõees em todoss os centross
de pesqquisa, uma vez
v que essees parâmetrros têm relaação direta com
c a intennsidade dos fenômenoss
provocaados pelo efeito Coronna. Um núm mero mais elevado
e de subcondutoores por feixe tende a
desempenhar melhhor do que um u número menor de subcondutoores, para um ma mesma capacidadee
térmica de transporrte; não obsstante, há um
m acréscimoo no custo do
d equipam mento e nas despesas
d dee
instalação, o quee favorece um númeero menor de subconndutores. O espaçam mento entree
subconddutores, tam mbém um m fator im mportante no
n desempeenho das linhas é igualmentee
condicioonado por limitações
l d naturezaa econômicaa. Para linhhas nas classses das ten
de nsões extra--
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elevadas, hoje o problema pode ser considerado inteiramente solucionado, seja quanto ao
número de subcondutores por feixe, seja quanto ao espaçamento entre os mesmos. Nota-se certa
divergência entre a prática européia e a norte americana nesse aspecto. Enquanto que os
primeiros favorecem, para uma mesma classe de tensão, um número maior de subcondutores por
fase, com espaçamentos menores, os demais preferem um menor número de subcondutores e
maior espaçamento, conforme se verifica na literatura.
Para as linhas em tensões extra-elevadas, o número máximo de condutores é de quatro
por feixe para linhas na classe de 380/420 [kV] em diante, na Europa, e 500/525 [kV] em diante
nos Estados Unidos (preferencialmente para 700/765 [kV]). O espaçamento preferencial na
Europa é de 400 [mm]. Enquanto que na América do Norte é de 458 [mm] (18 polegadas). A
relação espaçamento/diâmetro dos subcondutores, considerada importante para o desempenho
das linhas, varia grandemente, desde 13, nas linhas de 735 [kV] canadenses, a mais de 30 nas
linhas americanas de 345 [kV].
Para as linhas em tensões ultra-elevadas, que serão normalizadas entre 1000 e 2000 [kV],
ao que tudo indica, nos níveis de 1050 [kV] e 1300 [kV], inicialmente, desde já consideradas
viáveis, seja do ponto de vista técnico, seja econômico, o problema da escolha do número de
subcondutores e seu espaçamento é ainda mais crítico. Arranjos de 6 a 10 subcondutores por
feixe estão sendo considerados. Foi inclusive aventada a hipótese do emprego de subcondutores
divididos, isto é, constituídos de feixes de condutores menores. Esta última hipótese, como
também a do uso de ordens mais elevadas de número de subcondutores (acima de 10), esbarra
em dificuldades de ordem prática para sua execução, o que faz com que, pelo menos no
momento, não mais venha merecendo maior atenção.

2.3 – ISOLADORES E FERRAGENS

Os cabos são suportados pelas estruturas através dos isoladores, que, como o seu próprio
nome indica, os mantêm isolados eletricamente das mesmas. Devem resistir tanto Às solicitações
mecânicas como às elétricas.
Os isoladores são submetidos a solicitações mecânicas que lhes são transmitidas pelos
cabos condutores. São de três tipos:

a – forças verticais, devidas ao próprio peso dos condutores (nos países de clima frio, esse peso é
acrescido do peso da capa de gelo que se pode formar em trono dos mesmos);

b – forças horizontais axiais, no sentido dos eixos longitudinais das linhas, necessárias para que
os condutores se mantenham suspensos sobre o solo;

c – forças horizontais transversais, em sentido ortogonal aos eixos longitudinais das linhas,
devidas à ação da pressão do vento sobre os próprios cabos.

Esses esforços são transmitidos pelos isoladores às estruturas, que devem absorvê-los.
As solicitações de natureza elétrica a que um isolador deve resistir são as tensões mais
elevadas que podem ocorrer nas linhas, e que são:

a – tensão normal e sobretensões em frequência industrial;

b – surtos de sobretensão de manobra que são de curta duração, podendo, no entanto, atingir
níveis de 3 a 5 vezes a tensão normal entre fase e terra;

c – sobretensões de origem atmosférica, cujas intensidades podem ser muito elevadas e variadas.

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Um isolador eficiente deve ainda ser capaz de fazer o máximo uso do poder isolante do ar
que o envolve a fim de assegurar isolamento adequado. A falha de um isolador pode ocorrer
tanto no interior do material (perfuração) ou pelo ar que o envolve (descarga externa). Seu
desenho deve ser de forma a assegurar uma distribuição balanceada de potenciais e,
consequentemente, dos gradientes no ar, com o objetivo de assegurar tensões de descarga
adequadas. Daí suas formas peculiares. Além desses requisitos, deve ainda satisfazer a outro não
menos importante, que é o da não produção, mesmo após longos períodos de operação, da
indesejável radiointerferência. Esta, em geral, é causada nos isoladores por minúsculos pontos
de disrupção elétrica para o ar: corona. Os eflúvios assim produzidos provocam correntes de
altas frequências, que irradiam energia de maneira semelhante a um radiotransmissor. É um
problema que deve ser eliminado pelo próprio desenho e pelo acabamento superficial dos
isoladores. Exige-se ainda dos isoladores extrema robustez, de modo a poderem resistir ao
manuseio, nem sempre delicados, nos armazéns e obras. Devem ser duráveis quando em serviço,
reduzindo a um mínimo o número de reposições no decorrer dos anos, e resistir bem aos choques
térmicos a que estão submetidos pelas condições metereológicas locais.
Suas superfícies devem ter acabamento capaz de resistir bem às exposições ao tempo,
mesmo em atmosfera de elevado grau de poluição em que haja presença, de óxidos de enxofre e
outros reagentes.
Para a sua fabricação empregam-se dois tipos de material:

a – porcelana vitrificada – deve ser de boa qualidade, baixa porosidade, isenta de bolhas de ar e
impurezas, além de apresentar alta resistência mecânica e ao impacto, Figura 2.10. Sua
resistência dielétrica deve ser da ordem de 6 a 6,5 [kV/mm]. Sua superfície deve ser vitrificada
cuidadosamente a fim de vedar os seus poros, impedindo a absorção da água e evitando a
redução de sua resistência dielétrica. A vitrificação deve ser resistente a temperaturas elevadas,
devendo resistir ao calor oriundo de eventuais arcos elétricos, sem se danificar. A grande
dificuldade da eletrocerâmica consiste na obtenção de peças espessas e de grandes dimensões
capazes de satisfazer a essas exigências.

(a) (b)

Fig. 2.10 – Isoladores de porcelana: (a) pino e (b) disco.

b – vidro temperado – Possui uma resistência dielétrica da ordem de 14 [kV/mm] e resistência


mecânica equivalente à da porcelana, podendo inclusive ser fabricadas peças mais espessas,
Figura 2.11. Seu custo é inferior ao da porcelana, porém é mais sujeito a danos por atos de
vandalismo, pois, devido à sua têmpera, os isoladores não resistem bem a impactos, mesmo
leves, dependendo do local atingido (por exemplo, saias dos isoladores de disco, que são
inteiramente estraçalhadas por pedras atiradas com estilingues).

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(a) (bb)

Fig. 2.11 – Isoladores de


d vidro: (a) pino
p e (b) discco.

Encontra-see em fase de introduução isolam


E mentos paraa linhas executados com resinass
sintéticaas. A assocciação de Epoxi
E com fibras de vidro,
v além de ter podder isolantee, apresentaa
excelenntes caracterrísticas meccânicas. A principal
p vaantagem deesse tipo dee material consiste
c em
m
permitirr a execuçãoo de peças estruturais
e a
auto-isolant tes e, conforrme as classses de tensãão, eliminarr
inteirammente os issoladores convencionaais, podend do, destarte, contribuirr para a reedução dass
dimensõões de estruuturas. No Brasil,
B cruzeetas isolantees já vêm seendo empreggadas desdee 1969 paraa
linhas de
d 69 [kV] eme caráter experimenta
e al. Prevê-see seu empreggo para linhhas de 138 a 230 [kV],,
aproxim madamente. Na Figurra 2.12 sãão mostrad dos isoladoores polimééricos paraa redes dee
distribuuição.

(a) (bb)
Fig. 2.12 - Isoladores poliméricos
p paara redes de distribuição: (aa) tipo pilar e (b)
( suspensão ou ancoragem
m.

Com o advvento de traansmissão nas


C n tensões extra-elevadas, em CA A e em CC, condiçõess
mais seeveras de serviço
s vêm
m sendo im mpostas aoss isoladoress, devido, inclusive, à crescentee
intensiddade da poluuição atmossférica; issoo tem levad do a grandes projetos dde pesquisaa em todo o
mundo, visando a aprimorar materiais
m e desenhos dos
d isoladorres, no senttido de asseegurar umaa
crescentte melhoriaa em seus desempenhhos. Está se s adotandoo vitrificaçãão semicon ndutora em
m
isoladorres antipoluuição.
N Brasil há
No h diversos fabricantess de isolado ores de porrcelana, quee produzemm de acordoo
com esppecificaçõess bastante ríígidas. Isolaadores de viidro temperrado são prooduzidos, no
o momento,,
por apennas um fabrricante, de capital
c e knoow-how estrrangeiros.
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2.3.1 – Tipos de Isoladores

Em linhas de transmissão empregam-se basicamente três tipos de isoladores: (a)


isoladores de pino; (b) isoladores tipo pilar e (c) isoladores de suspensão.

A – Isoladores de pino – São fixados à estrutura através de um pino de aço. Para tanto, em sua
parte interna possuem um furo rosqueado, com rosca de filete redondo, padronizado, no Brasil,
pela ABNT (MB-22). Os pinos de aço forjado possuem, em sua parte superior, uma cabeça de
chumbo filetada, sobre a qual se atarracha o isolador. São normalmente solicitados à compressão
e à flexão.
Somente são empregados em linhas até 69 [kV], e com condutores relativamente leves,
em virtude da pequena resistência do chumbo da cabeça dos pinos ao esmagamento e também da
pequena resistência dos próprios pinos a esforços de flexão.
Devido à mencionada dificuldade de se obterem peças maiores e mais espessas,
isoladores para tensões maiores do que 25 [kV] são compostos de diversas peças de espessura
menores, sobrepostas e cimentadas entre si, como mostram as Figuras 2.13 a e b. São os
isoladores MULTICORPOS.
Em vidro temperado é possível obtê-los de uma só peça (isolador monocorpo)

(a) (b)
Fig. 2.13 – Isoladores de pinos de porcelana: (a) – monocorpo para 25 kV e (b) multicorpo para 69 kV.

B – Isoladores tipo pilar – São menos usados entre nós em linhas de transmissão do que os
isoladores de pino, podendo ser construídos de uma única peça, também de porcelana, para
tensões mais elevadas. Dado o seu sistema de fixação, resistem a esforços mecânicos bem mais
elevados tanto de compressão como de flexão. Nos Estados Unidos construíram-se linhas com
esse tipo de isolador com tensões até 110 kV, Figura 2.14.

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Fig. 2.14 – Isolador dee porcelana tippo pilar para 69 kV.

C – Isoladores de suspensão – Represenntam o tipo de isoladoores de maioor importân ncia para ass
linhas de
d transmisssão, pois, trrabalhando a tração, co
ondição muuito favorávvel de soliciitação tantoo
para o vidro
v como para a porccelana, ajusstam-se faciilmente às condições
c dde serviço im
mpostas em m
linhas em
e tensão exxtra-elevadaas e ultra-ellevadas.
E
Empregam- -se basicam mente doiss tipos de isoladoress de suspeensão: (a) isoladoress
monocoorpo ou barrra longa e (b)
( isoladorees de disco.

A – Isoladores moonocorpo – Desenvolvidos e fabriicados na Alemanha


A ppor uma dass indústriass
mais anntigas e traddicionais dee porcelana (Rosenthall), levam o nome de Längstab (baarra longa)..
São connstituídos de
d uma únicca peça de porcelana, Figura 2.155, cujo com mprimento é de acordoo
com o nível
n de isoolamento deesejado. Parra um mesm mo nível de isolamentoo, ele é semp pre inferiorr
ao das cadeias
c de isoladores
i c
correspondeentes. O quee pode resuultar em connsiderável redução
r nass
dimensõões das estrruturas. Largamente utiilizados no país de origem, não tiiveram aind da aceitaçãoo
fora do mesmo, prrovavelmennte devido às dificuldaades técnicas de fabriicação. São fabricadoss
com coomprimento até 1305 mm para tensões atéé 110 [kV] em uma só peça, po odendo serr
conectaada duas ou mais, em séérie, para teensões maiores.

Fig. 2.15 – Isolador dee suspensão monocorpo.

B – Isolladores de disco
d – Sãoo referidos na
n MB-22, da d ABNT, simplesmen
s nte como iso oladores dee
suspenssão, por nãoo considerarr o tipo anteerior. São co
ompostos dee um corpo isolante e ferragens
f dee
suspenssão, como mostra a Figura
F 2.166. Através das ferrageens, unidaddes de isolladores sãoo
conectaadas entre sii, formandoo longas caadeias de iso oladores. Essas
E ferrageens são ideealizadas dee
forma a permitir grrande flexibbilidade, o que obriga os isoladorres a trabalhharem sob tração,
t com
m
esforçoss concentraddos em seu eixo.

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Fig. 2.16 – Isolador dee suspensão: (aa), (b) e (d) – engates conch
ha-bola; e (c) engate
e garfo-oolhal.

N Brasil, as ferragenns de suspennsão dos isoladores sãão padronizaadas pela ABNT


No A (PB--
57), peermitindo o câmbio por p unidadees fornecid das por divversos fabrricantes. Ass ferragenss
constituuem-se de uma
u haste, fixada na parte
p inferio
or do isoladdor, terminaada em form
ma de bolaa
(boleto)) ou de linggueta (olhal), e por um
ma campân nula terminaada ou em um garfo ou o em umaa
concha, Figura 2.17. O tipo dee engate bola-concha é quase adotado univerrsalmente em m linhas dee
transmissão. Para cadeias
c em “V”
“ às vezees são preferidos os enggates garfo--olhal.

(a) (c)

(b) (d)
Fig. 2.17 – Isolador dee suspensão: (aa) e (b) – engates concha-b
bola; (c) e (d) engates garfo
fo-olhal.
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A ferragenns dos isolaadores de suuspensão devem


As d ser galvanizadas
g s em banho o quente dee
zinco, sendo
s a espeessura da camada conttrolada peloos processoss indicados na NB-22. Sua formaa
deve seer estudada de modo a não possuuir pontos de elevados gradientes de potenccial e ondee
possam ocorrer eflúúvios, provoocando radiiointerferên
ncia.
É evidentee que isoladores de disco
d podemm ser fabrricados em grande vaariedade dee
diâmetrros e espaçaamentos (ppasso). No entanto, paara maior eficiência
e ellétrica existtem limitess
bem deffinidos no que
q diz resppeito a essaas dimensõees, que deveem ser conssideradas em m conjunto..
Se o esppaçamento for aumenttado, seu diâmetro dev verá ser iguaalmente aum
mentado, a fim de quee
se manntenha a efi ficiência geral. Por muuitos anos a relação de 43/4”x100” (121x254 mm) foii
considerada ideal. Pesquisas posteriores indicaram 53/4”x10” (146x254
( m
mm) como proporçõess
ideais (ddimensões-ppadrão ABN NT 145x250 mm). Para se chegar a essas dim mensões em m número dee
fatores, deve-se considerar:
c o tamanhoo da campâânula, a diistância de arco, a distância
d dee
escoameento, Figuraa 2.18.

Fig. 2.18 – Distância de


d arco e distâância de escoaamento: A – distância
d de deescarga a secoo; B – distânciia de descargaa
sob chuvaa; C – distância de escoameento.

2.3.2 – Característ
C ticas dos Issoladores de
d Suspensã
ão

As caracteerísticas funndamentais de isolad


A dores de suuspensão qque influen
nciam suass
aplicaçõões são:

A – Carracterísticass físicas e mecânicas:


m
a – resisstência eletrromecânica;
b – cargga máxima de d trabalho;;
c – resisstência ao immpacto;
d – resisstência aos choques térrmicos.

B – Carracterísticass elétricas:
a – tensões disruptiivas a seco e sob chuvaa em frequência industrrial;
b – tenssão disruptivva sob impuulso;
c – tensão de perfuuração;
d – tenssão de radioointerferênciia e Coronaa.

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Essas características devem ser indicadas pelos fabricantes e garantidas. A NB-22 e a


MB-22 da ABNT regulamentam no Brasil, quais os ensaios e sua forma de realização para
verificação das garantias oferecidas. A Figura 2.19 mostra as tensões disruptivas a tensões de
frequência industrial e as ondas de impulso de cadeias de isoladores de suspensão de 53/4”x10”.

Fig. 2.19 – Tensões disruptivas a 60 Hz e de impulso em cadeias de isoladores.

2.3.2.1 – Distribuição de Potenciais em Isoladores e Cadeias de Isoladores

A fim de se obter um quadro mais exato da maneira de resistir de uma cadeia de


isoladores, convém examinar alguns aspectos básicos da distribuição de potencial em unidades
de isoladores e em uma cadeia de isoladores. A Figura 2.20 mostra a distribuição de potenciais
em uma unidade. Como é de se esperar, os gradientes mais elevados ocorrem próximos aos pinos
e a campânula, enquanto que gradientes menores ocorrem ao longo da superfície restante. Se
considerarmos uma cadeia de isoladores com z elementos, teremos um circuito equivalente,
como aquele indicado na Figura 2.21.

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Fig. 2.20 – Distribuição de potenciais ao longo de um único isolador.

Fig. 2.21 – Circuito equivalente de uma cadeia de z isoladores.

A distribuição de potenciais ao longo da cadeia poderá ser calculada pela expressão:

(2.2)

Na qual valem:

Un [kV] – tensão a que estão submetidas n unidades a contar do lado aterrado (estrutura);
Uq [kV] – tensão a que estão submetidos os z elementos;

(2.3)

C [F] – capacitância entre campânula e pino de um isolador;


c [F] – capacitância de uma unidade ao solo;
k [F] – capacitância de uma unidade ao condutor.
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Na maioria dos casos práticos, pode se admitir k = 0; a Equação (2.2) fica, então,
reduzida a:

௦௘௡௛‫ן‬೙
ܷ௡ ൌ ܷ௤ ൌ (2.4)
௦௘௡௛‫ן‬೥

para


‫ן‬ൌ ට (2.5)

A Figura 2.22 mostra a distribuição de potenciais em uma cadeia de isoladores com z = 8


e c/C ≈ 0,083.
As expressões indicadas são apenas aproximadas, pois, para permitir um equacionamento
simples, diversos fatores colaterais, como corrente de escape, efeito Corona, capacitâncias entre
condutores e ferragens etc. foram desprezados. Esses fatores colaterais, em geral, atuam
favoravelmente para uma melhor distribuição dos potenciais. Experiências realizadas mostraram
que o valor de c/C varia, em construções normais, em torno de 0,2.

Fig. 2.22 – Distribuição de potenciais ao longo de uma cadeia de 8 elementos.

O aumento do comprimento dos braços que suportam os isoladores pode fazer diminuir
esse valor até 0,10, porém o aumento de peso das estruturas daí decorrente não o justifica.
Esse problema é menor nos isoladores tipo monocorpo que são compostos apenas de dois
eletrodos e um dielétrico de grande espessura.
O Problema de distribuição não uniforme dos potenciais foi considerado muito grave
quando se iniciou o emprego de cadeia de isoladores, observando-se perfurações do dielétrico
nos primeiros elementos da cadeia, como também correntes de escape sobre sua superfície.
Procuraram-se então, meios de se evitar esse problema. Primeiramente se sugeriu o emprego de
discos com maiores tensões disruptivas junto aos condutores. Posteriormente foram inventados
os anéis distribuidores de potencial.
Esses anéis distribuidores de potencial, Figura 2.23, têm como principal finalidade
aumentar a capacitância entre as peças metálicas dos isoladores e condutores, a qual foi
desprezada na dedução anterior. Eles não provocam a distribuição uniforme em todos os
isoladores da cadeia, porém reduzem substancialmente o potencial a que fica submetido o
isolador inferior.

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F 2.23 – Effeito da presennça dos anéis de potencial nas


Fig. n cadeias dee isoladores.

O anéis de potenccial, no enntanto, red


Os duzem a distância
d ddisruptiva da cadeia,,
principaalmente quaando associados com outros anééis ou chifrres na partee superior, reduzindo,,
portantoo, sua eficiiência. Essaa associaçãão, originad da na mesm ma época, ttinha como o finalidadee
principaal evitar quee um eventuual arco disrruptivo, ao longo
l da caadeia de isolladores, queeimasse suaa
superfíccie.
C
Com o apprimoramentto da técnnica de fab bricação daa porcelanaa, a melhoria de suaa
resistênncia dielétricca, bem com
mo o aperfeeiçoamento da qualidadde do materrial para a vitrificação,
v ,
e princippalmente dee seus desennhos, relegaaram o prob blema da peerfuração e qqueima das superfíciess
pelo arcco a um plaano secundáário, aconseelhando-se, hoje, o abaandono do emprego dos anéis dee
potenciaal e chifres,, mesmo nass tensões elevadas e ex xtra-elevadaas.
N linhas de tensão extra-elevaddas verificaam-se no enntanto, granndes concen
Nas ntrações dee
potenciaais nas anguulosidades e arestas inevitáveis daas ferragenss de suspensão. De forma que sãoo
adotadoos anéis diistribuidorees chamadoos anéis de d guarda (Corona SSHIELDS), colocadoss
lateralm
mente aos grrampos de suspensão,
s c
como mostrra a Figura 2.24.
2

F 2.24 – Annéis de Coronna para linhas em tensões elevadas e extraa-elevadas.


Fig.

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O anéis dee guarda atuuam beneficcamente na distribuiçãoo dos potennciais. As esstruturas dee
Os
madeiraa e concretoo atuam tam mbém favorravelmente na distribuuição dos pootenciais ao o longo dass
cadeias,, pois as cappacitâncias c são desprezíveis facee a C (valor de c/C muiito baixo).
F
Faz-se a deeterminaçãoo do número de isolad dores de umma cadeia dde isoladores para umaa
determinada classee de tensãoo de linha a partir do valor das sobretensõees previstass, sejam dee
origem interna ouu externa. Nas N linhas de tensão extra-elevaadas ou ultrra-elevadas, o critérioo
dominannte se baseeia nos surrtos de sobrretensões in nternas, em
m geral prooduzidas po or faltas ouu
manobrras, cujo valor pode seer maior doo que o daq quelas de orrigem atmosférica. A Figura
F 2.255
mostra o número de d isoladores em funçção das tenssões de linhhas empreggadas atualm mente. Paraa
uma meesma classee de tensãoo, observam mos uma vaariação relaativamente grande do número dee
isoladorres, que devve ser atribuuída às diferrentes hipóteses admitiddas em projjeto.

F 2.25 – Núúmero de isolaadores em funnção da tensão


Fig. o da linha.

2.3.3 – Ferragens
F e Acessórioos

São represeentados pello conjunto de peças queq devem m suportar oos cabos e ligá-los Àss
cadeias de isoladorres e estas às
à estruturass. No conjun
nto, o seu desenho
d é dee extrema im
mportância,,
mesmo em detalhes mínimos, pois podem m constituir--se fontes de
d Corona e importantees fontes dee
radiointterferência, mesmo com m tensões reelativamentee baixas.

2.3.3.1 – Cadeias de
d Suspenssão

As cadeias de isoladorres devem suportar os condutores


A c e transmitirr aos suporttes todos oss
esforçoss destes. Naa parte supeerior devem
m possuir um ma peça de ligação à eestrutura, em
m geral umm
gancho ou uma maanilha, e, naa parte inferrior, terminaam em umaa pinça (ou ggrampo de suspensão),
s ,
que abrraça e fixaa o cabo coondutor. Na N Figura 2.26
2 são mostradas
m esstruturas dee linhas dee
transmissão com caadeias de suuspensão.

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(a) (b)
Fig. 2.26 – Linhas de transmissão com cadeias de suspensão: (a) circuito simples, horizontal com cadeia IVI e (b)
circuito duplo, vertical.

Na Figura 2.27 são mostrados cadeia de suspensão simples para quatro subcondutores.

(a) (b)
Fig. 2.27 – Cadeias de suspensão: (a) simples em I e (b) em V.

A – Pinça de suspensão (suspension clamp) – O conjunto de solicitações que atuam sobre os


cabos, sejam elas verticais ou horizontais, cria no condutor uma tensão mecânica, que é
transmitida aos suportes. Nos pontos de suspensão, em virtude do peso do condutor e de sua
natural rigidez, aparecem esforços de flexão bastante elevados. Quanto a curvatura inferior da
calha da pinça não se amolda bem à curvatura natural dos cabos, estes podem sofrer
esmagamento dos filamentos, pois a superfície de apoio fica bastante reduzida. Para os cabos de
alumínio e alumínio-aço, esse problema ainda é mais crítico, mesmo quando se usam armaduras
antivibrantes (armor-rods). É necessário que estas se amoldem perfeitamente ao cabo e também
à pinça, pois, de outra forma, o cabo poderá ainda ser solicitado à compressão, com perigo de
esmagamento.
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A pinça de suspensão, Figura 2.288, deve tambbém ser muultiarticuladda, permitind


do sua livree
oscilaçãão em senttido longituudinal e trransversal, a fim de que o cabo não sejaa solicitadoo
adicionaalmente.

Fig. 2.28 – Pinça de suuspensão multiarticulada.

A telha de cobertura, de
d comprim mento inferio or ao da callha, deve taambém casa
ar bem comm
o cabo ou com as armaduras antivibrantees (armor-rrods), pois, aplicada a pressão, deeve evitar o
seu escoorregamentoo longitudinnal, sem, noo entanto, prroduzir esm
magamento.
A pinças de
As d suspensãoo são normaalmente fab bricadas em ferro maleáável fundido e zincadoo
a quente, e em aluumínio ou duralumínio
d o fundido so ob pressão. Para os caabos de cob
bre usam-see
exclusivvamente as primeiras, pois
p o alum mínio em co ontato com o cobre, na presença d’água,sofre
d e
corrosãoo galvânicaa. Para caboos de alumíínio podem m-se usar ammbos os tipoos; no entan
nto, dada a
competiitividade ecconômica do d alumíniio, preferem m-se hoje as pinças em alumín nio. Pinos,,
grampos e articulaçções são norrmalmente de aço forjaado ou estam mpado, zinccado a quen
nte.

spositivos anntivibrantess – Os caboos esticados de uma linnha de transsmissão, sub


B – Disp bmetidos À
ação dee ventos dee intensidaddes variáveeis, vibram com frequuências diveersas. Em face f dessass
vibraçõees, os ponttos de susppensão reprresentam nós n onde see canaliza razoável en nergia, quee
submetee os filamenntos dos cabbos a movim mentos de flexão
fl alternnada, podenndo levar á sua
s fadiga e
consequuente rupturra, Figura 2.29.
2 Quannto maior foor a taxa de
d trabalho nos conduttores, tantoo
maioress serão os danos cauusados pelaas vibraçõees, o que leva a um ma recomen ndação doss
fabricanntes d caboss de alumíniio e alumínio-aço a lim
mitar a traçãão de 20% dda carga de ruptura doss
cabos, para
p temperatura médiaa de maior permanência
p a (20 a 25°CC), sem vennto.

F 2.29 – Faadiga do conduutor por esmaagamento no ponto


Fig. p de suspeensão (pinça).

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O efeitos nocivos daas vibraçõess podem ser reduzidoss com o em


Os mprego de dispositivos
d s
redutorees, destacanndo-se:

a – armmaduras anttivibrantes (preformed


( armor rodss) – consisteem em umaa camada dee varetas dee
alumínio (ou de bronze,
b paraa cabos de cobre) enrroladas em torno dos cabos cond dutores noss
pontos de suspenssão. Seu núúmero e diiâmetro dep pendem doo diâmetro do cabo ao a qual sãoo
aplicadaas, de form
ma a se ajusstarem perffeitamente à sua perife feria. Seu comprimento o é igual a
aproximmadamente 150 vezes o diâmetro do d condutorr antes de seerem aplicaadas, ficando reduzidass
a cerca de 130 vezzes após a suua aplicaçãão. Suas extremidades são s fixadas entre si e ao
a cabo porr
presilhaas de pressãão (virolas).. Existem dois
d tipos fu undamentaiss, que se diistinguem pelo métodoo
de apliccação:

- vergaalhões parallelos ou biicônicos paara formaçãão durante a aplicação; requer ferramentas


f s
especiaiis para sua colocação,
c F
Figura 2.30;

Fig. 2.30 – Armadura antivibrante


a - vergalhões paaralelos

- vergallhões espiraalados pré-fo


formados, quue são apliccados manuualmente; peela menor mão
m de obraa
requeridda, vêm senndo preferiddos. Tem baiixo peso esppecífico quaando feito eem material poliméricoo
(PVC de Alto Impaacto), Figurra 2.31.

F 2.31 – Arrmadura antivvibrante - verggalhões espirallados pré-form


Fig. mados

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b – festtões – consiistem em allças de cabos que são fixados aoss cabos noss pontos de suspensão..
Parte daa energia daas vibraçõess é dissipadaa nas alças pelo
p atrito com
c o ar e pparte é desv
viada, sendoo
que apeenas um pouuco chega aos a grampoos de suspen nsão, Figurra 2.32. Sollução relativvamente dee
baixo cuusto, porém
m bastante efficiente.

(a) (b)
F 2.32 – (a)) amortecedorres festões e (bb) tipo Bretellle (ou festão)
Fig.

c – amoortecedores stockbridgge – consisteem em massas de ferroo ou chumbo fixas aos condutoress


através de suportess flexíveis, permitindoo-lhes captaar a energiaa das vibraçções dos cab
bos, Figuraa
2.33.

Fig. 2.33 – Amortecedores stockbriddge, em detalhhes, aplicados em uma linhaa de transmisssão (cadeia dee suspensão).

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T
Tendo umaa frequência natural diversa,
d vib
bram em frrequência ddiferente, diissipando a
energia por atrito nas alças flexíveis
f e com o ar. Na Figura 2.34 são mmostradas asa fases dee
amorteccimento do amortecedoor stockbridge.

(a) (b) (c)

Fig. 2.34 – Fases de ammortecimentoo dos amorteceedores stockbrridge: (a) Fase 1: o condutoor é flexionaddo para baixo,,
porém o absorvedor matem
m sua posição devidoo a inércia; (b)( Fase 2: o condutor é flexionado para cima e o
absorvedoor, sendo vencido pela inérrcia estática e adquirindo en
nergia cinéticaa, movimenta--se para baixo
o e (c) Fase 3::
o conduttor retorna à posição negaativa, porém o absorvedo or, devido à energia
e cinétiica obtida do
o condutor, é
flexionaddo para cima.

d – grammpos de susspensão arm mados – sãoo conjuntos especiais de d suspensãoo, constituíddos de duass
sapatas de alumíniio envolvidas externam mente por uma
u cinta de
d aço e posssuindo, intternamente,,
um coxiim de neoprrene que disstribui as teensões radiaais e evita o contato meetálico no poonto centrall
ente sappata e o graampo, Figurra 2.35. Entrre o coxim de neoprenne e as sapaatas de alum mínio há umm
conjuntoo de varetass pré-formaadas, pelas quais
q se realliza a fixaçãão propriam
mente dita.

Fig. 2.355 – Grampo de d suspensão armado e seuus componenttes em detalhes: 1-coxim dde borracha (n
neoprene); 2--
sapatas; 3-cinta;
3 4-paraafuso, porca e arruela e 5-arrmadura (vareeta) pré-formaada

2.3.3.2 – Cadeias de
d Ancoraggem

Suportam, além dos esforços


e quee devem suuportar as cadeias
c de ssuspensão, também oss
esforçoss devidos aoo tracionammento dos caabos. Podem m ser constituídos de uuma simples coluna dee
isoladorres, como taambém de diversas
d collunas em paaralelo, deppendendo daa força de trração a quee
estão suujeitas, Figuura 2.36. O elemento de fixação do cabo coondutor é o grampo dee tensão ouu
grampoo de ancoraagem, que deve d ser dim
mensionado o para resistir aos esfoorços mecân nicos a quee
ficar sujjeito, e ao mesmo
m reterr o cabo, sem
m possibilid
dade de escoorregamento.

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(a) (b)
Fig. 2.36 – Cadeia de ancoragem: (a) estrutura metálica e (b) concreto armado.

As cadeias de ancoragem podem ser simples ou duplas, como mostrado na Figura 2.37:

(a) (b)
Fig. 2.37 – Cadeias de ancoragem: (a) simples e (b) dupla.

Em alumínio ou ferro maleável, existem dois tipos básicos dos grampos de ancoragem:

- de passagem (Shield Wire Strain Clamp) – o cabo é retido por pressão, atravessando o grampo
sem seccionamento, havendo diversas formas de execução;

Fig. 2.38 – Grampo de ancoragem de passagem (ou passante).

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- de compressão (Compression Dead-End Clamp) – o cabo é seccionado no ponto de ancoragem


e o grampo é aplicado por compressão do material por meio de prensa hidráulica ou alicate-
prensa de grande capacidade. Para os cabos CAA pode ser constituído de duas peças, uma
interna, que retém o núcleo de aço e que suporta sapatas terminais para a ligação elétrica da
derivação.

Fig. 2. 39 – Grampo de ancoragem à compressão.

2.4 – ESTRUTURAS DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO

As estruturas constituem os elementos de sustentação dos cabos das linhas de


transmissão. Terão tantos pontos de suspensão quanto forem os cabos condutores e cabos pára-
raios a serem suportados. Suas dimensões e formas dependem, portanto, de diversos fatores,
destacando-se:

- disposições dos condutores;


- distância entre condutores;
- dimensões e formas de isolamento;
- flechas dos condutores;
- altura de segurança;
- função mecânica;
- forma de resistir;
- materiais estruturais;
- número de circuitos etc.

Daí a grande variedade de estruturas em uso. A Figura 2.40 mostra o tamanho relativo
entre diversas estruturas usadas em sistemas de distribuição, subtransmissão e transmissão.
De modo a limitar as perturbações nas vizinhanças de uma linha de transmissão ao longo
do seu traçado, não só quanto ao balanço transversal dos condutores sob a ação do vento, mas
também quanto aos efeitos elétricos que podem causar ruído audível, interferências em TVs, etc,
as linhas ocupam uma faixa do terreno conhecida como faixa de servidão (right of way) ou de
segurança, com largura variável em função da tensão da linha, Figura 2.41. Procura-se cortar o
mínimo possível de árvores. Em geral se retiram apenas as árvores numa extensão de 4 metros
no eixo da linha de transmissão, que é para passagem do cabo piloto durante o lançamento de
cabos.

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F 2. 40 – Tamanho relatiivo das estrutuuras usadas em


Fig. m sistemas eléétricos.

F 2. 41 – Faaixas de passaagem para linhhas de transmissão.


Fig.

Nas Figuraas 2.42 a 2.46 abaixxo são mo


N ostradas as silhuetas típicas dass torres dee
transmissão (metállicas) da Coompanhia de d Transmissão de Ennergia Elétriica Paulistaa (CTEEP),,
com suaas respectivvas larguras da faixa dee passagem. São ainda mostrados,
m de acordo com
c o nívell
de tensãão, o númerro estimado de isoladorres usados (cadeias “I” ou “V”), o número de condutoress
por fasee assim com
mo o de caboos pára-raioos.
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Fig. 2. 422 – Número esstimado de isooladores e conndutores usado


os por fase parra linhas de traansmissão de 138 kV.

Fig. 2. 433 – Número esstimado de isooladores e conndutores usado


os por fase parra linhas de traansmissão de 230 kV.

Fig. 2. 444 – Número esstimado de isooladores e conndutores usado


os por fase parra linhas de 3445 e 440 kV.

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Fig. 2. 455 – Número esstimado de isooladores e conndutores usado


os por fase parra linhas de traansmissão de 440 kV.

os por fase parra linhas de traansmissão de 440 kV.


Fig. 2. 466 – Número esstimado de isooladores e conndutores usado

2.4.1 – Disposiçõe
D s dos Cond
dutores

N linhas trifásicas
Nas t em
mpregam-see, fundamen
ntalmente, trrês disposiçções de cond
dutores:

a – dispposição triannular;
b – dispposição horiizontal;
c – dispposição vertiical.

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a – Dissposição triiangular - Os
O condutorres estão dispostos seggundo os vérrtices de um
m triângulo,,
que podderá ser eqquilátero ouu outro quualquer. No primeiro caso, diz-se que a diisposição é
eletricam
mente simétrica; no seggundo, assim
métrica, Fig
gura 2.47.

(a) ((b)

F 2.47 – Diisposição trianngular (a) sim


Fig. métrica e (b) asssimétrica.

b – Dispposição horrizontal – Os
O condutores são fixad dos em um mesmo planno horizonttal, donde o
nome, àsà vezes ussado, de lennçol horizoontal. Pode ser simétriica ou assim
métrica. Suua principall
vantageem reside em m permitir estruturas de
d menor alltura para um
u mesmo ccondutor e vão do quee
as demaais disposições, porém exige estruuturas mais largas. É a disposição preferida para linhas a
circuito simples, paara tensões elevadas e extra-elevad
e das, Figura 2.48.

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(a) (bb)
F 2.48 – Diisposição horiizontal: (a) auttoportante e (b
Fig. b) estaiada.

c – Dispposição verrtical – Ou em lençol vertical, é a disposiçãão preferidaa para linhas a circuitoo


duplo e para linhhas que accompanham m vias públlicas. Nestaas, os conddutores se encontram m
montadoos em um plano
p verticaal, Figura 2.49.

F 2.49 – Diisposição verttical.


Fig.

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P
Para linhas a circuitos duplos, as disposiçõess triangularres e verticaais são as mais
m usadas..
A conffiguração horizontal,
h para essass linhas, implica
i ouu estruturass muito laargas ou a
sobrepoosição dos circuitos.
P as linhhas a circuito duplo preeferem-se ass disposiçõees indicadass na Figura 2.50.
Para 2

(a) (b)

F 2.50 – Liinhas a circuitto duplo.


Fig.

2.4.2 – Dimensões
D das Estrutturas

A dimensõões principaais das estruuturas são determinada


As d as principallmente pelo
os seguintess
fatores:

- tensãoo nominal dee exercício;


- sobretensões prevvistas.

C
Como fatorres secundárrios intervêm
m:

- flecha dos conduttores;


- forma de sustentaação dos conndutores;
- diâmettro dos conddutores.
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Em função dos elementos acima, as normas dos diversos países fixaram a forma de se
determinarem as distâncias entre condutores, altura dos seus pontos de suspensão e distâncias
destes às partes aterradas da estrutura. Essas dimensões variam grandemente de país para país,
dependendo das normas adotadas. No Brasil, esses elementos são fixados em norma pela ABNT.

2.4.3 – Classificação das Estruturas das Linhas de Transmissão

Há diversos critérios pelos quais podemos classificar as estruturas das linhas de


transmissão, sendo os mais usados:

- quanto à sua função na linha;


- quanto à sua forma de resistir;
- quanto ao material empregado em sua fabricação.

2.4.3.1 – Funções das Estruturas nas Linhas

A ABNT, através da NB-182 – Projetos de Linhas Aéreas de Transmissão e


Subtransmissão de Energia Elétrica – especifica as cargas atuantes bem como as hipóteses de
carga a serem consideradas nos projetos e cálculos dos suportes das linhas de transmissão:

A – Cargas verticais

- componentes verticais dos esforços de tração dos cabos (condutores e pára-raios);


- peso dos acessórios de fixação dos cabos (ferragens e isoladores);
- peso próprio do suporte e eventuais cargas verticais, devido ao estaiamento;
- sobrecargas de montagem, manutenção e/ou outras eventuais.

B – Cargas horizontais transversais

- ação dos ventos sobre os cabos e respectivos acessórios de fixação;


- ação do vento sobre o suporte, na direção normal da linha;
- componentes horizontais transversais dos esforços de tração dos cabos e eventuais esforços
horizontais introduzidos pelo estaiamento.

C – Cargas horizontais longitudinais

- componentes horizontais longitudinais dos esforços dos cabos e eventuais esforços introduzidos
pelo estaiamento;
- ação do vento sobre o suporte, na direção da linha.

As cargas acima relacionadas, que podem ser consideradas como normais, sobrepõem-se
ainda cargas anormais, ou excepcionais, às quais, sob certas condições, os condutores devem
resistir. São elas as cargas provocadas pelo rompimento de um ou mais cabos.
As estruturas, além de sua função geral de suporte dos condutores, possuem também
funções subsidiárias, cuja influência é marcante em seu dimensionamento. Essas funções estão
relacionadas com o tipo de cargas que devem suportar.

a – Estruturas de suspensão – São dimensionadas para suportar cargas normais verticais e cargas
normais horizontais transversais devidas à ação do vento sobre os cabos e as próprias estruturas,
Figura 2.51. No sentido longitudinal resistem à ação da força do vento. Conforme o tipo de
estrutura resiste também aos esforços excepcionais. Algumas vezes são dimensionadas para

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resistir a esforços horizontais transversais, resultantes da composição de componentes


longitudinais dos esforços de tração nos cabos em pequenos ângulos (em geral iguais ou menores
do que 5°).

(a) (b)
Fig. 2.51 – Estrutura de suspensão: (a) cadeias IVI e (b) cadeias VVV.

b – Estruturas de ancoragem – Devem ser distinguidos dois tipos: ancoragem total e


ancoragem parcial. Na Figura 2.52 são mostradas estruturas de ancoragem.

(a) (b)
Fig. 2.52 – (a) Estrutura de ancoragem e (b) montagem de uma estrutura de ancoragem.

- ancoragem total - também chamadas estruturas de fim de linha, são dimensionadas para resistir
a todas as cargas normais e excepcionais, unilateralmente. São, portanto, as estruturas mais
reforçadas das linhas.

- ancoragem parcial – ou ancoragem intermediária – são empregadas em pontos intermediários


das linhas, servindo normalmente como pontos de tensionamento. Menos reforçadas do que as
primeiras, resistem, em geral, aos esforços normais de tração unilateral, nas condições diárias de
operação, além dos esforços transversais e longitudinais normais, e às cargas excepcionais. Uma
vez obrigatórias em todas as linhas, com distâncias variáveis de 5 a 10 km entre si, hoje não mais
são assim consideradas, podendo, inclusive, ser omitidas.

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c – Estruturas para ângulos – São aquelas dimensionadas para resistir aos esforços normais,
inclusive das forças horizontais devidas à presença dos ângulos, Figura 2.53. Em uma mesma
linha há, em geral, diversos tipos de estruturas para ângulos, dependendo dos valores destes.
Resistem, geralmente, às cargas excepcionais.

Fig. 2.53 – Estrutura para ângulos.

d – Estruturas de derivação – Quando, em uma linha, se deve fazer uma derivação, sem haver
necessidade de interrupção ou seccionamento nesse ponto, a linha é simplesmente derivada de
estruturas apropriadas para esse fim, Figura 2.54.

Fig. 2.54 – Estrutura de derivação (torre de derivação138/88 kV).

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e – Estrruturas de trransposiçãoo ou rotaçãão de fase – Como vereemos adiantte, a fim de assegurar a


simetriaa elétrica dee uma linha, é usual o emprego de rotaçãoo ou transpoosição de fase fa (Figuraa
2.55), feeita em estrruturas especiais (Figurra 2.56), cap
pazes de perrmitir essa rrotação.

Fig. 2.55 – Esquem


ma de transpoosição de fasess em uma linhha de transmisssão.

Fig. 2.56 – Estruturas próprias


p para transposição
t d fases em lin
de nhas de transm
missão.

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2.4.3.2 – Forma de Resistir das Estruturas

Já vimos que as estruturas das linhas de transmissão sofrem três solicitações diferentes:

- solicitação axial vertical;


- solicitação horizontal transversal;
- solicitação horizontal longitudinal.

Uma estrutura pode ser, portanto, considerada como uma viga vertical engastada no solo,
com cargas verticais e cargas transversais horizontais, concentradas na parte superior da mesma.
As cargas horizontais, que provocam momentos elevados na linha de engastamento, são, em
geral, preponderantes no seu dimensionamento. Daí decorre a classificação das estruturas em
dois grandes grupos, quanto ao seu comportamento face a essas cargas, Figura 2.57:

A – estruturas autoportantes;
B – estruturas estaiadas.

(a) (b)
Fig. 2.57 – Estruturas para linhas de transmissão 440 kV: (a) autoportante e (b) estaiada.

A – Estruturas autoportantes – São estruturas que transmitem todos os esforços diretamente para
as suas fundações, comportando-se como vigas engastadas verdadeiras, como elevados
momentos fletores junto à linha de solo. As estruturas autoportantes podem ser:

a – rígida;
b – flexíveis;
c – mistas ou semi-rígidas.

a – Estruturas rígidas – São dimensionadas para resistir aos esforços normais e sobrecargas, sem
deformações elásticas perceptíveis, e às cargas excepcionais, com deformações elásticas de
menor importância. Em seu aspecto geral, são simétricas em ambas as direções (longitudinais e
transversais), com dimensões relativamente grandes, e construídas em estruturas metálicas
treliçadas (Figuras 2.48a, 2.50, 2.51, 2.57a e 2.58a).

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b – Estruturas flexíveis – Resistem apenas às cargas normais e sem deformações perceptíveis,


resistindo às sobrecargas e esforços excepcionais com deformações elásticas consideráveis. São
simétricas em ambas as direções e se caracterizam pelo elevado grau de esbeltez; os postes
singelos são exemplos típicos desse tipo de estrutura, como também o são os pórticos articulados
(Figuras 2.47 e 2.58b).

c – Estruturas mistas ou semi-rígidas - São rígidas em uma direção e flexíveis em outra. Assim,
são estruturas assimétricas, com dimensões maiores na direção em que são rígidas e menores na
outra. É o caso dos pórticos contraventados ou rígidos (Figura 2.58c).

(a) (b) (c)

Fig. 2.58 – Estruturas para linhas de transmissão 440 kV: (a) autoportante e (b) estaiada.

B – Estruturas estaiadas – São normalmente estruturas flexíveis ou mistas que são enrijecidas
através de tirantes ou estais. Os tirantes, conforme se verifica pela Figura 2.59, absorvem parte
dos esforços horizontais, transmitindo-os diretamente ao solo através de âncoras. Outra parte dos
esforços é transmitida axialmente pela estrutura.
Os tirante são, em geral, construídos com cabos de aço galvanizado a fogo, do tipo HS ou
SM, de 7 (sete) tentos, e diâmetros nominais variáveis. Os cabos alumoweld e copperweld
também têm sido bastante empregados.

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A estruturaas estaiadass, até há bem


As m pouco temmpo, tinhamm emprego llimitado às linhas com
m
estruturras de madeeira ou conncreto e tennsões até cerca
c de 230 kV. Maiis recentem mente foramm
introduzzidas estrutuuras metáliccas estaiadaas para tensõ
ões até 750 kV (Figuraa 2.48b).
U caso particular constituem
Um m as linhass com estrruturas sem mi-rígidas no sentidoo
transverrsal que obttêm sua esttabilidade loongitudinal através dos cabos párra-raios, anccorados emm
cada um ma das estruuturas de suuspensão e terminados nas estrutuuras de amaarração. A Figura
F 2.599
ilustra diversos
d tipoos de estrutuuras estaiaddas.

(a) (b)

Fig. 2.59 – Estruturas para


p linhas dee transmissão 440
4 kV: (a) au
utoportante e (b)
( estaiada.

2.4.3.3 – Materiaiss Para Estrruturas

Os materiaais usuais para


O p a fabriicação das estruturas das linhas de transmiissão são a
madeiraa, o concretto e os metaais, podenddo haver solluções mistaas. Resinas armadas taambém têm
m
sido em
mpregadas (EEpoxi e fibra de vidro)..

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Para cada tipo de material há formas construtivas diferentes, inerentes às suas


possibilidades, podendo, no entanto, ser projetadas com graus de segurança equivalentes, desde
que as hipóteses de cálculo retratem as condições que são encontradas em serviço.

A – Madeira – Nos Estados Unidos as estruturas de madeira encontraram sua maior aplicação,
existindo linhas de até 345 [kV], Figura 2.60. No Brasil, país rico em madeiras apropriadas e
carente de recursos, inexplicavelmente a madeira é relegada a um segundo plano para tensões
acima de 35 [kV], apesar da CPFL possuir, no Estado de São Paulo, extensa rede comprovando a
eficiência desse material.

Fig. 2.60 – Linhas de transmissão com estruturas em madeira

A madeira a ser empregada em linhas de transmissão deve possuir características


especiais, capazes de satisfazer as exigências peculiares do serviço, quais sejam:

a – elevada resistência mecânica à flexão;


b – boa resistência às intempéries;
c – indeformabilidade com o decorrer do tempo;
d – boa resistência ao ataque de microorganismos que levam à sua destruição.
a – Resistência mecânica à flexão – Os esforços que as estruturas devem absorver podem atingir
valores bastante elevados, dependendo principalmente das bitolas dos cabos e suas condições de
trabalho. Assim, para que as peças que as compõem não sejam excessivamente volumosas,
procura-se empregar madeiras capazes de resistir a valores superiores a 1000 [kg/cm2].

b – Resistência às intempéries – As peças estruturais de madeira, quando expostas ao tempo, não


devem fender ou trincar.

c – Indeformabilidade com o tempo – Madeiras há que, com o tempo, sofrem deformações, como
torções e encurtamentos desiguais em suas fibras. Essas deformações podem afetar a segurança
de toda a estrutura.

d - Resistência ao ataque de microorganismos - O apodrecimento de madeira é causado por


fungos, que a atacam e a destroem. Esses fungos localizam-se de preferência, em fendas e junto à
linha de afloramento no solo, exatamente na região mais solicitada da estrutura.
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No Brasil há madeiras capazes de satisfazer as condições prescritas. Destacam-se, em sua


forma lavrada, as seguintes madeiras, comprovadamente eficientes para o emprego em linhas:

- aroeira;
- massaranduba;
- óleo-vermelho;
- candeia.

Para peças estruturais como cruzetas, travessas etc. recomenda-se o emprego de: ipê,
faveiro, cabreúva etc.
As madeiras acima são de crescimento lento e a falta de replantio em época oportuna fez
com que se tornassem cada vez mais escassas em zonas próximas aos locais de maior consumo.
O seu transporte a longa distância, dado seu elevado peso específico, aumenta excessivamente o
seu custo, tornando seu emprego difícil em regiões distantes daquelas de sua extração. Esse fato,
dada a grande procura de postes de madeira, levou À utilização de espécies abundantes e de
crescimento rápido, mesmo em detrimento de alguns requisitos enumerados.
A madeira considerada no Brasil como a mais apropriada é fornecida por algumas
espécies de eucalipto, que deixam de satisfazer apenas o último dos requisitos. Mediante
tratamento adequado, como da impregnação profunda em autoclaves com sais de Wolman ou
creosoto, esse inconveniente é facilmente removido. Das espécies de eucalipto mais cultivados
no Brasil, são as seguintes as mais indicadas: citriodora, tereticornis, Alba.
O pinheiro do Paraná (araucária) também tem sido empregado após usinagem com
torneamento, obtendo-se peças tronco-cônicas retas. Seu tratamento em autoclave com creosoto
empresta-lhe durabilidade. Sua resistência mecânica é, no entanto, bem menor –
aproximadamente 700 [kg/cm2] – o que limita seu emprego a redes de distribuição.
As diversas variedades de pinus introduzidas recentemente no Brasil como essência para
reflorestamento, e já de grande divulgação, prometem um material ótimo para estruturas, desde
que convenientemente tratadas.

B – Concreto armado – As estruturas de concreto armado, Figura 2.61, tiveram sua maior
divulgação ma Europa, onde sempre foram bastante empregadas. No Brasil, até por volta de
1940, seu emprego era limitado às redes urbanas de distribuição. Posteriormente passaram a ser
empregadas também para linhas de transmissão, em escala sempre crescente e para tensões cada
vez mais elevadas.

Fig. 2.61 – Linhas de transmissão com estruturas em concreto

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A evolução no emprego de estruturas de concreto se deve principalmente a:

1 – progressos na tecnologia de fabricação em série de peças grandes de concreto, o que permitiu


a realização de instalações industriais, melhorando e uniformizando sua qualidade, ao mesmo
tempo em que seu custo era reduzido;
2 – a introdução dos aço-carbono de alto ponto de escoamento permitiu uma redução
considerável mas dimensões das peças, obtendo-se secções pequenas e e alta resistência, o que
reduziu ainda mais o seu custo;
3 – maior durabilidade e ausência total de manutenção;
4 – melhoria das vias e meios de transporte, bem como do equipamento de manejo e montagem;
5 – montagem relativamente simples, podendo, em grande parte, ser executada com pessoal
recrutado e treinado rapidamente no local da obra, o que reduz grandemente o seu custo.

Sua principal desvantagem está nas dificuldades de transporte no campo, principalmente


em terrenos acidentados e de difícil acesso.
São empregados dois tipos de armaduras para as estruturas de concreto: armadura para
pré-tensionamento, armadura convencional.
A técnica do pré-tensionamento do concreto abriu novos horizontes na construção civil,
seja para pontes, seja para edifícios. Não obstante, para estruturas das linhas de transmissão, os
resultados não foram tão auspiciosos. O concreto em si, principalmente quando usado com peças
de pequena espessura, possui pequena resistência ao impacto, podendo fraturar com facilidade
mediante pequenos choques, difíceis de serem evitados em trabalhos de campo. A destruição de
uma pequena porção em uma peça pré-tensionada leva, fatalmente, à sua destruição total.
As armaduras convencionais, hoje quase que exclusivamente executadas com aços-
carbono de alta resistência, foram as que melhor aprovaram para estruturas de linhas de
transmissão e para cuja fabricação são empregados dois processos: centrifugação e vibração.
Pelo processo de centrifugação em alta velocidade obtêm-se peças de secção circular oca.
O movimento rotativo em torno do eixo longitudinal provoca a eliminação do excesso de água,
reduzindo, portanto, a porosidade do concreto. Uma cura a vapor d´água é normalmente
associada, acelerando a pega e permitindo a desenforma em prazo curto.
As peças assim obtidas são de boa qualidade, de elevada resistência e bem delgadas. São,
porém, bastante flexíveis, requerendo, portanto, cuidados especiais em seu manejo, a fim de se
evitar a formação de fendas capilares, através das quais a água pode penetrar e atacar a armadura.
O investimento necessário para uma instalação desse tipo é muito grande e só é
compensado com um volume grande de produção.
A fabricação pelo processo de vibração, também chamada convencional, permite
instalações de produção bem mais modestas, pois o investimento necessário depende da
produção desejada. Através desse processo podem-se obter peças de características excelente, em
geral mais rígidas e ligeiramente mais espessas para uma mesma resistência que as peças
centrífugas e, o que é importante, de qualquer secção transversal. Para esse processo a dosagem
da argamassa e a qualidade dos agregados são menos críticas do que no processo anterior.
As estruturas de concreto, mais dispendiosas que as de madeira, são, no entanto, mais
baratas do que as de aço para a maioria das aplicações, mesmo para tensões até 500 [kV], e uma
excelente alternativa para as condições brasileiras, já reconhecidas, aliás, pela CHESF, que opera
linhas em 220 [kV] em estruturas de concreto, formando um sistema extenso.

C – Estruturas metálicas – São construídas normalmente de aços-carbono normais ou de alta


resistência, em perfilados ou tubos, podendo ser obtidas as mais variadas formas e dimensões,
Figura 2.62. Dada a versatilidade do aço como material de construção, podem ser fabricadas em
grandes séries. Sendo compostas de peças relativamente pequenas e leves, podem ser
transportadas com bastante facilidade a qualquer ponto, para sua montagem no local.

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Um grande progresso foi experimentado, ultimamente,, em seu dimensionamento,


principalmente devido ao melhor entendimento do jogo das forças envolvidas, obtendo-se
grandes reduções de peso, mesmo nas estruturas autoportantes.
Estando exposta às intempéries, devem ser protegidas contra a oxidação. A zincagem a
quente de todas as peças que as compõem assegura ausência de manutenção, por 25 anos ou
mais.
Dado seu custo quilométrico mais elevado, pelo menos no Brasil, deveriam ser
reservadas para linhas acima de 230 [kV] ou a locais muito acidentados.

(a) (b)

(c) (d)
Fig. 2.62 – Linha de transmissão com estruturas metálica, montagem da torre em etapas: (a) base; (b) corpo;
(c) cabeça (içada com guindaste) e (d) montagem de outra torre com a cabeça içada por helicóptero.

O alumínio e suas ligas também têm sido usados como material estrutural para linhas de
alta tensão. A redução de peso que se obtém, sem sacrifício da resistência, é deveras notável,
porém seu custo, ainda muito elevado, limita seu emprego a locais em que o custo de transporte
absorve essa diferença. Sob certas condições, podem ser montadas em locais de fácil acesso e
transportadas ao ponto de implantação por helicóptero, completamente montadas. A Alcan
(Aluminium Company of Canada Ltd.) construiu uma linha em 300 [kV] com 80 km de extensão
entre KITIMAT e KEMANO (Canadá), inteiramente de alumínio, mostrando assim sua
viabilidade. Na Figura 2.63 é mostrada a comparação entre uma estrutura existente de 750 kV e
uma estrutura proposta para 1100 kV.

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ão de energia Eléétrica (Apostila u
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(
(a) (b)
F 2.63 – Coomparação enntre: (a) linha atual
Fig. a de 750 kV
k e (b) uma estrutura
e proposta para 1100
0 kV.

2.5 – CA
ABOS PÁR
RA-RAIOS
S

Ocupam a parte
O p superrior das estrruturas e se destinam a interceptaar descargass de origem
m
atmosféérica e descaarregá-las para
p o solo, evitando qu ue causem danos
d e inteerrupções no
os sistemas,,
Figura 2.64.
2 As deescargas atmmosféricas típicas
t têm um valor de
d pico com mpreendido o entre 10 e
200 kA..

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(a) (b)
Fig. 2.64 – (a) Descarga atmosférica em torre e (b) Cabos para-raios em linha de transmissão.

Uma onda típica de surto é mostrada na Figura 2.65. Pode se observar que se trata de uma
onda que cresce rapidamente e atinge o seu valor máximo entre 1 e 10 μs e decresce muito
lentamente entre 10 e 100 μs quando reduz seu valor à metade do valor máximo e leva de 100 μs
a 1,5 s para se extinguir.

Fig. 2.65 – Onda típica de descarga atmosférica em linhas de transmissão.

Até há pouco tempo, os cabo pára-raios eram sempre rigidamente aterrados através das
estruturas, quando surgiu a ideia de utilizá-los para telecomunicações e telemedições. Isolaram-
se, então, as estruturas dos cabos através de isoladores de baixa resistência disruptiva, o que não
afetou sua eficiência como elemento de proteção, permitindo o emprego de equipamento de
acoplamento para comunicações muito menos dispendioso.
Como cabos pára-raios, cujos diâmetros são, em geral,de 3/8” a 1/2", empregam-se com
mesmo grau de eficiência:

- cabos de aço HS, HSS ou SM galvanizados;


- cabos aluminoweld;
- cabos copperweld;
- cabos CAA de alta resistência mecânica.
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Sua colocaçção nas estrruturas, com m relação aos


a cabos coondutores, é fundamen ntal no grauu
de proteeção ofereciido à linha, e merece seer cuidadosaamente estuudada.
R
Recentemen nte em linhaas de transm
missão tem--se usado coomo cabo guuarda os cab bos OPGW W
(Optical Ground Wire),
W Figuura 2.66. A imunidade da fibra ótica a cam mpos eletromagnéticoss
possibillita integrá--la ao núcleeo da rede de energia,, asseguranddo assim aoos usuários o controlee
sobre suuas ligaçõess vitais na malha
m de com
municaçõess.
A
Além dissoo, a capaciddade da fibrra ótica de transmissão
t o de voz, daados e imag gem a altass
taxas faacilitam a viabilização não somennte dos meio os convenciionais de teelecomunicaações comoo
também m telecontroole, telepesqquisa e solluções de automação.
a As aplicaçções de cab bos ópticoss
aéreos estão se toornando cadda vez maiis atraentess para sisteemas utilitáários distrib buidores dee
energia que visam desenvolveer redes de comunicaçõ
c ões em sua infraestrutur
i ra de linhass de energiaa
já existeentes. Os cabos
c OPGW W se prestaam a uma função
f elétrrica primárria: eles sãoo pára-raioss
(protegeem a rede de d descargaas atmosférricas), e sãoo proteção contra
c curtoo-circuito. Suas
S partess
metálicaas são capazes de suuportar corrrentes extreemamente altas. a A coonstrução das diversass
versões destes caboos visa prinncipalmentee evitar risco os de eventtos repentinnos que posssam levar à
interruppção de prooteção da reede de altaa tensão em m operação, seu reparoo, tempo dee queda dee
energia e conseqüeentemente perda de receeitas.

(a) (b)

F 2.66 – (a)) Cabo pára-raaios convencional x cabo OPGW


Fig. O e (b) Cabo
C OPGW.

2.5.1 - Esfera
E de Siinalização Pré-formada
P a

A esferas de sinalizaação (Aeriaal marker balls), Figurra 2.67, sãoo colocadass nos caboss
As
pára-raiios das linhhas de transsmissão, na faixa sobree as rodovias para visuualização da
d LT peloss
aviões.
Para a seguurança do voo, devem ser sinalizaadas as linhaas de transm
missão que adentrem o
gabaritoo de aproxim mação de aeeroportos e aeródromoos, cruzamenntos com roodovias, ferrrovias, rioss
e lagos,, estruturas de grandee porte sobrre serras e vales profufundos, bemm como aqu uelas que a
critério da Aeronáuutica represeente perigo às aeronavees.

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Fig. 2.67 – Esfera de sinalização

As esferas de sinalização são fixadas nos cabos pára-raios das linhas, Figura 2.68, e
devem ser trocados a cada cinco anos. Existem também sinalizadores elétricos que têm a
vantagem de serem visíveis mesmo à noite.

Fig. 2.68 – Montagem de esfera de sinalização em linhas de transmissão.

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