Fuchs - Cap. 2 (Para Postagem)
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Sumário
BIBLIOGRAFIA:
NUPEA - Núcleo de Pesquisa e Extensão em Energias Alternativas Prof. Sebastião Camargo Guimarães Júnior – 2014/2
UFU – Faculdade de Engenharia Elétrica Transmissão de energia Elétrica (Apostila uso interno) – Cap. 2 – pg. 1 de 49
CAPÍTULO 2
2.1 – INTRODUÇÃO
A – alta condutibilidade elétrica – para que as perdas por efeito Joule (I2R) possam ser mantidas,
economicamente dentro de limites toleráveis, oneram diretamente o custo do transporte da
energia;
B – baixo custo – o custo dos cabos condutores absorve parcela ponderável do investimento total
de uma linha, influindo, portanto, de maneira decisiva no custo do transporte da energia;
D – baixo peso específico – as estruturas de suporte são dimensionadas para absorver os esforços
mecânicos transmitidos pelos condutores, um dos quais é o próprio peso. Portanto, quanto maior
for este, mais robustas e caras serão as estruturas;
E – alta resistência à oxidação e à corrosão por agentes químicos poluentes – a fim de que não
venham sofres redução em sua secção com o decorrer do tempo, provocando redução na sua
resistência mecânica e eventual ruptura.
(Califórnia e França), seguidas de outras em 1898, 1899, 1902 etc. O principal motivo da
limitação era o preço ainda muito elevado do alumínio comparado ao do cobre, e também sua
menor resistência mecânica. Este último inconveniente foi satisfatoriamente resolvido em 1908,
com a invenção dos cabos de alumínio com alma de aço, CAA (Aluminium Conductor Steel
Reinforced ACSR), que foram usados com sucesso em 1913 na linha Big Creek, na Califórnia.
Foi a primeira linha no nível de 150 kV e que, conforme consta, ainda hoje se encontra em
operação, depois de ter sido reisolada, no início da década de 1920, para 230 kV.
Problemas de custo de produção do alumínio, aliados a um certo grau de
conservadorismo, mantiveram acirrada concorrência entre os dois materiais, e somente com a
evolução da tecnologia do alumínio, por volta de 1938-1945, que reduziu o seu custo
enormemente, é que o cobre foi definitivamente afastado do campo das linhas de transmissão.
Uma vantagem, desde cedo verificada em favor dos cabos de alumínio, é seu melhor
desempenho em face do efeito Corona em virtude de seus diâmetros maiores; os fabricantes de
cabos de cobre responderam prontamente, lançando no mercado os cabos ocos, com diâmetros
elevados.
A Tabela 2.1 nos fornece elementos comparativos das características elétricas e
mecânicas do alumínio e do cobre.
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Nas linhas de transmissão, o uso de fios foi virtualmente abandonado em favor dos cabos,
obtidos por encordoamento de fios elementares.
Sendo inúmeras as composições possíveis para a obtenção de uma mesma secção útil de
condutores, os fabricantes destes padronizaram sua fabricação, não só quanto ao número de
filamentos como também quanto às suas secções, surgindo diversas tabelas de padronização, nos
Estados Unidos e na Europa.
No Brasil, a padronização das secções adotadas pela ABNT – EB-293 para cabos de
alumínio e alumínio-aço e EB-12 para cabos nus de cobre – baseia-se na padronização norte-
americana AWG (American Wire Gauge). Esta se assenta numa unidade de área denominada
circular mil, que corresponde à área de um círculo cujo diâmetro é igual a um milésimo de
polegadas, ou 0,00064516 mm2. De acordo com esse sistema, os condutores são numerados em
ordem de secção decrescente de no 0 a no 36 e em secção crescente 00, 000 e 0000, mantendo-se
relações constantes entre diâmetros e entre secções. Cabos de secções maiores do que 0000
(211,600 CM) são especificados em CM ou MCM (mil CM).
Em transmissão e em distribuição, a prática recomendou, e o uso estabeleceu, bitolas
mínimas de condutores; para o cobre, corresponde a de no 6, possuindo uma secção de 26,250
CM e, para os fios de cabos de alumínio, ou cabos de alumínios com alma de aço, a bitola no 4, à
qual corresponde uma secção de 41,740 CM.
O encordoamento normal dos cabos condutores, quando compostos de fios de mesmos
diâmetros, obedece à seguinte lei de formação:
3 3 1 (2.1)
na qual valem:
N – número total de fios componentes;
x – números de camadas, ou coroas.
Teremos assim:
A – Condutores de cobre – Aplica-se a EB-12 – cabos nus de cobre. De acordo com essa norma,
os cabos deverão ser especificados através da indicação de:
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No Brasil fabricam-se
N f e cabos de cobre nas bitolas
b que vão desde 13,3 mm2 (referênciaa
comerciial no 6) atéé 645,2 mm2 (referênciaa comerciall 1000 MCM M), nas têm
mperas dura e semidura..
O encoordoamento é feito de d acordo com c as claasses A e AA, definnidos por norma. Oss
encordooamentos cllasse AA sãão normalm mente empreegados em condutores
c para linhass aéreas. Oss
condutoores classe A em linhass aéreas são usados quaando munidos de capa pprotetora ou u quando see
deseja maior
m flexibbilidade.
A normas EB-11 e EB12
As E regulaam as caraccterísticas que
q os fios e cabos nu us de cobree
devem possuir.
p Asssim:
a – quallidade do material,
m suass característticas elétricas e físicas;;
b – acabbamento;
c – encoordoamentoo; passo do encordoame
e ento;
d – emeendas;
e – variaação do pesso e da resisstência elétrrica;
f – dimeensões, construção e foormação;
g – tolerrâncias no compriment
c to dos cabos;
h – embbalagem e marcação
m deesta;
i – proppriedades meecânicas e elétricas;
e
j – ensaaios de aceittação;
k – respponsabilidaddes dos fabrricantes.
(a) (b)
Código: TULIP – cabo CA de alumínio, composto de 19 filamentos, com área total de 336,400
CM;
- diâmetro dos filamentos: 3,381 mm;
- diâmetro do cabo (nominal): 16,92 mm;
- peso do cabo (nominal): 467,3 Kg//km;
- carga de ruptura: 2995 kg;
- resistência elétrica: em CC a 20°C: 0,168 ohm/km.
Código: PENGUIN – cabo CAA composição 1fio de aço e 6 de alumínio com uma secção de
125,1 mm2;
- bitola AWG no 0000;
- diâmetro do fio de aço: 4,77 mm;
- diâmetro do fio de alumínio: 4,77 mm;
-diâmetro do cabo (nominal): 14,31 mm;
- peso do cabo (nominal): 432,5 Kg//km;
- carga de ruptura: 3820 kg;
- resistência elétrica: em CC a 20°C: 0,26719 ohm/km.
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(a) (bb)
Fig. 2.3 – Cabos de aluumínio: (a) ligga AAC e (b) com
c alma de liga
l de alumínnio ACAR
(a) (bb)
(a) (b)
F 2.6 – Fennômenos assocciados ao efeitto Corona: (a)) efeito visual; (b) degradação em isolad
Fig. dores.
Para que se possa compreender melhor o uso dos condutores múltiplos, seja a Figura 2.8,
onde são mostrados três tipos de condutores: (a) condutor singelo de cobre, (b) condutor singelo
de alumínio e (c) “feixe” de condutores de alumínio. Pode-se observar o decréscimo das linhas
de campo elétrico |E| em torno da superfície dos condutores ao irmos de a →b → c. Nos últimos
casos existe menor probabilidade de ocorrência de efeito Corona (ionização do ar quando |E|>
3000 kV/m) devido a redução do gradiente de potencial na superfície dos condutores. A
utilização de feixes de condutores também reduzirá bastante a reatância da linha
(consequentemente a sua impedância série) aumentando a sua capacidade de transmissão.
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Fig. 2.8 – Campo elétrrico em tornoo de três diferentes tipos dee condutores. A resistênciaa e a tensão é a mesma noss
três casoss.
A Figura 2.9 mostra o campo elétrrico ao redo or de um feiixe com quaatro subcond dutores por
fase. O campo elétrrico de cadaa cabo conddutor do feix
xe resulta emm um camppo elétrico equivalente
e
a um únnico condutoor de diâmeetro muito maior
m no cen
ntro do feixxe. Para fins práticos, um
m feixe
com várrios condutoores por fasse se compoorta como see fosse um único
ú cabo ccom um diââmetro bem
maior.
H
Hoje, de um
m modo gerral, todas as linhas em m tensões accima de 3000 [kV] são construídass
com conndutores múltiplos,
m haavendo messmo um núm mero razoávvel de linhaas em 138 [kV] e 2200
[kV] quue empregam m condutorees geminaddos. (No Braasil: linha em 138 [kV]] da U.H. de d Itutinga à
subestaçção de Lavrras e a linhaa em 230 [kkV] da U.H. de Jurumiim à subestaação de Cab breúva, Sãoo
Paulo).
O número ded subconddutores por condutor múltiplo,
m os diâmetros ddos subcon ndutores e o
espaçammento entre os mesmoss têm sido objeto
o de cu
uidadosas investigaçõees em todoss os centross
de pesqquisa, uma vez
v que essees parâmetrros têm relaação direta com
c a intennsidade dos fenômenoss
provocaados pelo efeito Coronna. Um núm mero mais elevado
e de subcondutoores por feixe tende a
desempenhar melhhor do que um u número menor de subcondutoores, para um ma mesma capacidadee
térmica de transporrte; não obsstante, há um
m acréscimoo no custo do
d equipam mento e nas despesas
d dee
instalação, o quee favorece um númeero menor de subconndutores. O espaçam mento entree
subconddutores, tam mbém um m fator im mportante no
n desempeenho das linhas é igualmentee
condicioonado por limitações
l d naturezaa econômicaa. Para linhhas nas classses das ten
de nsões extra--
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elevadas, hoje o problema pode ser considerado inteiramente solucionado, seja quanto ao
número de subcondutores por feixe, seja quanto ao espaçamento entre os mesmos. Nota-se certa
divergência entre a prática européia e a norte americana nesse aspecto. Enquanto que os
primeiros favorecem, para uma mesma classe de tensão, um número maior de subcondutores por
fase, com espaçamentos menores, os demais preferem um menor número de subcondutores e
maior espaçamento, conforme se verifica na literatura.
Para as linhas em tensões extra-elevadas, o número máximo de condutores é de quatro
por feixe para linhas na classe de 380/420 [kV] em diante, na Europa, e 500/525 [kV] em diante
nos Estados Unidos (preferencialmente para 700/765 [kV]). O espaçamento preferencial na
Europa é de 400 [mm]. Enquanto que na América do Norte é de 458 [mm] (18 polegadas). A
relação espaçamento/diâmetro dos subcondutores, considerada importante para o desempenho
das linhas, varia grandemente, desde 13, nas linhas de 735 [kV] canadenses, a mais de 30 nas
linhas americanas de 345 [kV].
Para as linhas em tensões ultra-elevadas, que serão normalizadas entre 1000 e 2000 [kV],
ao que tudo indica, nos níveis de 1050 [kV] e 1300 [kV], inicialmente, desde já consideradas
viáveis, seja do ponto de vista técnico, seja econômico, o problema da escolha do número de
subcondutores e seu espaçamento é ainda mais crítico. Arranjos de 6 a 10 subcondutores por
feixe estão sendo considerados. Foi inclusive aventada a hipótese do emprego de subcondutores
divididos, isto é, constituídos de feixes de condutores menores. Esta última hipótese, como
também a do uso de ordens mais elevadas de número de subcondutores (acima de 10), esbarra
em dificuldades de ordem prática para sua execução, o que faz com que, pelo menos no
momento, não mais venha merecendo maior atenção.
Os cabos são suportados pelas estruturas através dos isoladores, que, como o seu próprio
nome indica, os mantêm isolados eletricamente das mesmas. Devem resistir tanto Às solicitações
mecânicas como às elétricas.
Os isoladores são submetidos a solicitações mecânicas que lhes são transmitidas pelos
cabos condutores. São de três tipos:
a – forças verticais, devidas ao próprio peso dos condutores (nos países de clima frio, esse peso é
acrescido do peso da capa de gelo que se pode formar em trono dos mesmos);
b – forças horizontais axiais, no sentido dos eixos longitudinais das linhas, necessárias para que
os condutores se mantenham suspensos sobre o solo;
c – forças horizontais transversais, em sentido ortogonal aos eixos longitudinais das linhas,
devidas à ação da pressão do vento sobre os próprios cabos.
Esses esforços são transmitidos pelos isoladores às estruturas, que devem absorvê-los.
As solicitações de natureza elétrica a que um isolador deve resistir são as tensões mais
elevadas que podem ocorrer nas linhas, e que são:
b – surtos de sobretensão de manobra que são de curta duração, podendo, no entanto, atingir
níveis de 3 a 5 vezes a tensão normal entre fase e terra;
c – sobretensões de origem atmosférica, cujas intensidades podem ser muito elevadas e variadas.
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Um isolador eficiente deve ainda ser capaz de fazer o máximo uso do poder isolante do ar
que o envolve a fim de assegurar isolamento adequado. A falha de um isolador pode ocorrer
tanto no interior do material (perfuração) ou pelo ar que o envolve (descarga externa). Seu
desenho deve ser de forma a assegurar uma distribuição balanceada de potenciais e,
consequentemente, dos gradientes no ar, com o objetivo de assegurar tensões de descarga
adequadas. Daí suas formas peculiares. Além desses requisitos, deve ainda satisfazer a outro não
menos importante, que é o da não produção, mesmo após longos períodos de operação, da
indesejável radiointerferência. Esta, em geral, é causada nos isoladores por minúsculos pontos
de disrupção elétrica para o ar: corona. Os eflúvios assim produzidos provocam correntes de
altas frequências, que irradiam energia de maneira semelhante a um radiotransmissor. É um
problema que deve ser eliminado pelo próprio desenho e pelo acabamento superficial dos
isoladores. Exige-se ainda dos isoladores extrema robustez, de modo a poderem resistir ao
manuseio, nem sempre delicados, nos armazéns e obras. Devem ser duráveis quando em serviço,
reduzindo a um mínimo o número de reposições no decorrer dos anos, e resistir bem aos choques
térmicos a que estão submetidos pelas condições metereológicas locais.
Suas superfícies devem ter acabamento capaz de resistir bem às exposições ao tempo,
mesmo em atmosfera de elevado grau de poluição em que haja presença, de óxidos de enxofre e
outros reagentes.
Para a sua fabricação empregam-se dois tipos de material:
a – porcelana vitrificada – deve ser de boa qualidade, baixa porosidade, isenta de bolhas de ar e
impurezas, além de apresentar alta resistência mecânica e ao impacto, Figura 2.10. Sua
resistência dielétrica deve ser da ordem de 6 a 6,5 [kV/mm]. Sua superfície deve ser vitrificada
cuidadosamente a fim de vedar os seus poros, impedindo a absorção da água e evitando a
redução de sua resistência dielétrica. A vitrificação deve ser resistente a temperaturas elevadas,
devendo resistir ao calor oriundo de eventuais arcos elétricos, sem se danificar. A grande
dificuldade da eletrocerâmica consiste na obtenção de peças espessas e de grandes dimensões
capazes de satisfazer a essas exigências.
(a) (b)
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(a) (bb)
(a) (bb)
Fig. 2.12 - Isoladores poliméricos
p paara redes de distribuição: (aa) tipo pilar e (b)
( suspensão ou ancoragem
m.
A – Isoladores de pino – São fixados à estrutura através de um pino de aço. Para tanto, em sua
parte interna possuem um furo rosqueado, com rosca de filete redondo, padronizado, no Brasil,
pela ABNT (MB-22). Os pinos de aço forjado possuem, em sua parte superior, uma cabeça de
chumbo filetada, sobre a qual se atarracha o isolador. São normalmente solicitados à compressão
e à flexão.
Somente são empregados em linhas até 69 [kV], e com condutores relativamente leves,
em virtude da pequena resistência do chumbo da cabeça dos pinos ao esmagamento e também da
pequena resistência dos próprios pinos a esforços de flexão.
Devido à mencionada dificuldade de se obterem peças maiores e mais espessas,
isoladores para tensões maiores do que 25 [kV] são compostos de diversas peças de espessura
menores, sobrepostas e cimentadas entre si, como mostram as Figuras 2.13 a e b. São os
isoladores MULTICORPOS.
Em vidro temperado é possível obtê-los de uma só peça (isolador monocorpo)
(a) (b)
Fig. 2.13 – Isoladores de pinos de porcelana: (a) – monocorpo para 25 kV e (b) multicorpo para 69 kV.
B – Isoladores tipo pilar – São menos usados entre nós em linhas de transmissão do que os
isoladores de pino, podendo ser construídos de uma única peça, também de porcelana, para
tensões mais elevadas. Dado o seu sistema de fixação, resistem a esforços mecânicos bem mais
elevados tanto de compressão como de flexão. Nos Estados Unidos construíram-se linhas com
esse tipo de isolador com tensões até 110 kV, Figura 2.14.
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C – Isoladores de suspensão – Represenntam o tipo de isoladoores de maioor importân ncia para ass
linhas de
d transmisssão, pois, trrabalhando a tração, co
ondição muuito favorávvel de soliciitação tantoo
para o vidro
v como para a porccelana, ajusstam-se faciilmente às condições
c dde serviço im
mpostas em m
linhas em
e tensão exxtra-elevadaas e ultra-ellevadas.
E
Empregam- -se basicam mente doiss tipos de isoladoress de suspeensão: (a) isoladoress
monocoorpo ou barrra longa e (b)
( isoladorees de disco.
B – Isolladores de disco
d – Sãoo referidos na
n MB-22, da d ABNT, simplesmen
s nte como iso oladores dee
suspenssão, por nãoo considerarr o tipo anteerior. São co
ompostos dee um corpo isolante e ferragens
f dee
suspenssão, como mostra a Figura
F 2.166. Através das ferrageens, unidaddes de isolladores sãoo
conectaadas entre sii, formandoo longas caadeias de iso oladores. Essas
E ferrageens são ideealizadas dee
forma a permitir grrande flexibbilidade, o que obriga os isoladorres a trabalhharem sob tração,
t com
m
esforçoss concentraddos em seu eixo.
Fig. 2.16 – Isolador dee suspensão: (aa), (b) e (d) – engates conch
ha-bola; e (c) engate
e garfo-oolhal.
(a) (c)
(b) (d)
Fig. 2.17 – Isolador dee suspensão: (aa) e (b) – engates concha-b
bola; (c) e (d) engates garfo
fo-olhal.
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2.3.2 – Característ
C ticas dos Issoladores de
d Suspensã
ão
B – Carracterísticass elétricas:
a – tensões disruptiivas a seco e sob chuvaa em frequência industrrial;
b – tenssão disruptivva sob impuulso;
c – tensão de perfuuração;
d – tenssão de radioointerferênciia e Coronaa.
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(2.2)
Na qual valem:
Un [kV] – tensão a que estão submetidas n unidades a contar do lado aterrado (estrutura);
Uq [kV] – tensão a que estão submetidos os z elementos;
(2.3)
Na maioria dos casos práticos, pode se admitir k = 0; a Equação (2.2) fica, então,
reduzida a:
௦ן
ܷ ൌ ܷ ൌ (2.4)
௦ן
para
ןൌ ට (2.5)
O aumento do comprimento dos braços que suportam os isoladores pode fazer diminuir
esse valor até 0,10, porém o aumento de peso das estruturas daí decorrente não o justifica.
Esse problema é menor nos isoladores tipo monocorpo que são compostos apenas de dois
eletrodos e um dielétrico de grande espessura.
O Problema de distribuição não uniforme dos potenciais foi considerado muito grave
quando se iniciou o emprego de cadeia de isoladores, observando-se perfurações do dielétrico
nos primeiros elementos da cadeia, como também correntes de escape sobre sua superfície.
Procuraram-se então, meios de se evitar esse problema. Primeiramente se sugeriu o emprego de
discos com maiores tensões disruptivas junto aos condutores. Posteriormente foram inventados
os anéis distribuidores de potencial.
Esses anéis distribuidores de potencial, Figura 2.23, têm como principal finalidade
aumentar a capacitância entre as peças metálicas dos isoladores e condutores, a qual foi
desprezada na dedução anterior. Eles não provocam a distribuição uniforme em todos os
isoladores da cadeia, porém reduzem substancialmente o potencial a que fica submetido o
isolador inferior.
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O anéis dee guarda atuuam beneficcamente na distribuiçãoo dos potennciais. As esstruturas dee
Os
madeiraa e concretoo atuam tam mbém favorravelmente na distribuuição dos pootenciais ao o longo dass
cadeias,, pois as cappacitâncias c são desprezíveis facee a C (valor de c/C muiito baixo).
F
Faz-se a deeterminaçãoo do número de isolad dores de umma cadeia dde isoladores para umaa
determinada classee de tensãoo de linha a partir do valor das sobretensõees previstass, sejam dee
origem interna ouu externa. Nas N linhas de tensão extra-elevaadas ou ultrra-elevadas, o critérioo
dominannte se baseeia nos surrtos de sobrretensões in nternas, em
m geral prooduzidas po or faltas ouu
manobrras, cujo valor pode seer maior doo que o daq quelas de orrigem atmosférica. A Figura
F 2.255
mostra o número de d isoladores em funçção das tenssões de linhhas empreggadas atualm mente. Paraa
uma meesma classee de tensãoo, observam mos uma vaariação relaativamente grande do número dee
isoladorres, que devve ser atribuuída às diferrentes hipóteses admitiddas em projjeto.
2.3.3 – Ferragens
F e Acessórioos
São represeentados pello conjunto de peças queq devem m suportar oos cabos e ligá-los Àss
cadeias de isoladorres e estas às
à estruturass. No conjun
nto, o seu desenho
d é dee extrema im
mportância,,
mesmo em detalhes mínimos, pois podem m constituir--se fontes de
d Corona e importantees fontes dee
radiointterferência, mesmo com m tensões reelativamentee baixas.
2.3.3.1 – Cadeias de
d Suspenssão
(a) (b)
Fig. 2.26 – Linhas de transmissão com cadeias de suspensão: (a) circuito simples, horizontal com cadeia IVI e (b)
circuito duplo, vertical.
Na Figura 2.27 são mostrados cadeia de suspensão simples para quatro subcondutores.
(a) (b)
Fig. 2.27 – Cadeias de suspensão: (a) simples em I e (b) em V.
A telha de cobertura, de
d comprim mento inferio or ao da callha, deve taambém casa
ar bem comm
o cabo ou com as armaduras antivibrantees (armor-rrods), pois, aplicada a pressão, deeve evitar o
seu escoorregamentoo longitudinnal, sem, noo entanto, prroduzir esm
magamento.
A pinças de
As d suspensãoo são normaalmente fab bricadas em ferro maleáável fundido e zincadoo
a quente, e em aluumínio ou duralumínio
d o fundido so ob pressão. Para os caabos de cob
bre usam-see
exclusivvamente as primeiras, pois
p o alum mínio em co ontato com o cobre, na presença d’água,sofre
d e
corrosãoo galvânicaa. Para caboos de alumíínio podem m-se usar ammbos os tipoos; no entan
nto, dada a
competiitividade ecconômica do d alumíniio, preferem m-se hoje as pinças em alumín nio. Pinos,,
grampos e articulaçções são norrmalmente de aço forjaado ou estam mpado, zinccado a quen
nte.
b – festtões – consiistem em allças de cabos que são fixados aoss cabos noss pontos de suspensão..
Parte daa energia daas vibraçõess é dissipadaa nas alças pelo
p atrito com
c o ar e pparte é desv
viada, sendoo
que apeenas um pouuco chega aos a grampoos de suspen nsão, Figurra 2.32. Sollução relativvamente dee
baixo cuusto, porém
m bastante efficiente.
(a) (b)
F 2.32 – (a)) amortecedorres festões e (bb) tipo Bretellle (ou festão)
Fig.
Fig. 2.33 – Amortecedores stockbriddge, em detalhhes, aplicados em uma linhaa de transmisssão (cadeia dee suspensão).
T
Tendo umaa frequência natural diversa,
d vib
bram em frrequência ddiferente, diissipando a
energia por atrito nas alças flexíveis
f e com o ar. Na Figura 2.34 são mmostradas asa fases dee
amorteccimento do amortecedoor stockbridge.
Fig. 2.34 – Fases de ammortecimentoo dos amorteceedores stockbrridge: (a) Fase 1: o condutoor é flexionaddo para baixo,,
porém o absorvedor matem
m sua posição devidoo a inércia; (b)( Fase 2: o condutor é flexionado para cima e o
absorvedoor, sendo vencido pela inérrcia estática e adquirindo en
nergia cinéticaa, movimenta--se para baixo
o e (c) Fase 3::
o conduttor retorna à posição negaativa, porém o absorvedo or, devido à energia
e cinétiica obtida do
o condutor, é
flexionaddo para cima.
d – grammpos de susspensão arm mados – sãoo conjuntos especiais de d suspensãoo, constituíddos de duass
sapatas de alumíniio envolvidas externam mente por uma
u cinta de
d aço e posssuindo, intternamente,,
um coxiim de neoprrene que disstribui as teensões radiaais e evita o contato meetálico no poonto centrall
ente sappata e o graampo, Figurra 2.35. Entrre o coxim de neoprenne e as sapaatas de alum mínio há umm
conjuntoo de varetass pré-formaadas, pelas quais
q se realliza a fixaçãão propriam
mente dita.
Fig. 2.355 – Grampo de d suspensão armado e seuus componenttes em detalhes: 1-coxim dde borracha (n
neoprene); 2--
sapatas; 3-cinta;
3 4-paraafuso, porca e arruela e 5-arrmadura (vareeta) pré-formaada
2.3.3.2 – Cadeias de
d Ancoraggem
(a) (b)
Fig. 2.36 – Cadeia de ancoragem: (a) estrutura metálica e (b) concreto armado.
As cadeias de ancoragem podem ser simples ou duplas, como mostrado na Figura 2.37:
(a) (b)
Fig. 2.37 – Cadeias de ancoragem: (a) simples e (b) dupla.
Em alumínio ou ferro maleável, existem dois tipos básicos dos grampos de ancoragem:
- de passagem (Shield Wire Strain Clamp) – o cabo é retido por pressão, atravessando o grampo
sem seccionamento, havendo diversas formas de execução;
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Daí a grande variedade de estruturas em uso. A Figura 2.40 mostra o tamanho relativo
entre diversas estruturas usadas em sistemas de distribuição, subtransmissão e transmissão.
De modo a limitar as perturbações nas vizinhanças de uma linha de transmissão ao longo
do seu traçado, não só quanto ao balanço transversal dos condutores sob a ação do vento, mas
também quanto aos efeitos elétricos que podem causar ruído audível, interferências em TVs, etc,
as linhas ocupam uma faixa do terreno conhecida como faixa de servidão (right of way) ou de
segurança, com largura variável em função da tensão da linha, Figura 2.41. Procura-se cortar o
mínimo possível de árvores. Em geral se retiram apenas as árvores numa extensão de 4 metros
no eixo da linha de transmissão, que é para passagem do cabo piloto durante o lançamento de
cabos.
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2.4.1 – Disposiçõe
D s dos Cond
dutores
N linhas trifásicas
Nas t em
mpregam-see, fundamen
ntalmente, trrês disposiçções de cond
dutores:
a – dispposição triannular;
b – dispposição horiizontal;
c – dispposição vertiical.
a – Dissposição triiangular - Os
O condutorres estão dispostos seggundo os vérrtices de um
m triângulo,,
que podderá ser eqquilátero ouu outro quualquer. No primeiro caso, diz-se que a diisposição é
eletricam
mente simétrica; no seggundo, assim
métrica, Fig
gura 2.47.
(a) ((b)
b – Dispposição horrizontal – Os
O condutores são fixad dos em um mesmo planno horizonttal, donde o
nome, àsà vezes ussado, de lennçol horizoontal. Pode ser simétriica ou assim
métrica. Suua principall
vantageem reside em m permitir estruturas de
d menor alltura para um
u mesmo ccondutor e vão do quee
as demaais disposições, porém exige estruuturas mais largas. É a disposição preferida para linhas a
circuito simples, paara tensões elevadas e extra-elevad
e das, Figura 2.48.
(a) (bb)
F 2.48 – Diisposição horiizontal: (a) auttoportante e (b
Fig. b) estaiada.
P
Para linhas a circuitos duplos, as disposiçõess triangularres e verticaais são as mais
m usadas..
A conffiguração horizontal,
h para essass linhas, implica
i ouu estruturass muito laargas ou a
sobrepoosição dos circuitos.
P as linhhas a circuito duplo preeferem-se ass disposiçõees indicadass na Figura 2.50.
Para 2
(a) (b)
2.4.2 – Dimensões
D das Estrutturas
C
Como fatorres secundárrios intervêm
m:
Em função dos elementos acima, as normas dos diversos países fixaram a forma de se
determinarem as distâncias entre condutores, altura dos seus pontos de suspensão e distâncias
destes às partes aterradas da estrutura. Essas dimensões variam grandemente de país para país,
dependendo das normas adotadas. No Brasil, esses elementos são fixados em norma pela ABNT.
A – Cargas verticais
- componentes horizontais longitudinais dos esforços dos cabos e eventuais esforços introduzidos
pelo estaiamento;
- ação do vento sobre o suporte, na direção da linha.
As cargas acima relacionadas, que podem ser consideradas como normais, sobrepõem-se
ainda cargas anormais, ou excepcionais, às quais, sob certas condições, os condutores devem
resistir. São elas as cargas provocadas pelo rompimento de um ou mais cabos.
As estruturas, além de sua função geral de suporte dos condutores, possuem também
funções subsidiárias, cuja influência é marcante em seu dimensionamento. Essas funções estão
relacionadas com o tipo de cargas que devem suportar.
a – Estruturas de suspensão – São dimensionadas para suportar cargas normais verticais e cargas
normais horizontais transversais devidas à ação do vento sobre os cabos e as próprias estruturas,
Figura 2.51. No sentido longitudinal resistem à ação da força do vento. Conforme o tipo de
estrutura resiste também aos esforços excepcionais. Algumas vezes são dimensionadas para
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(a) (b)
Fig. 2.51 – Estrutura de suspensão: (a) cadeias IVI e (b) cadeias VVV.
(a) (b)
Fig. 2.52 – (a) Estrutura de ancoragem e (b) montagem de uma estrutura de ancoragem.
- ancoragem total - também chamadas estruturas de fim de linha, são dimensionadas para resistir
a todas as cargas normais e excepcionais, unilateralmente. São, portanto, as estruturas mais
reforçadas das linhas.
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c – Estruturas para ângulos – São aquelas dimensionadas para resistir aos esforços normais,
inclusive das forças horizontais devidas à presença dos ângulos, Figura 2.53. Em uma mesma
linha há, em geral, diversos tipos de estruturas para ângulos, dependendo dos valores destes.
Resistem, geralmente, às cargas excepcionais.
d – Estruturas de derivação – Quando, em uma linha, se deve fazer uma derivação, sem haver
necessidade de interrupção ou seccionamento nesse ponto, a linha é simplesmente derivada de
estruturas apropriadas para esse fim, Figura 2.54.
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Já vimos que as estruturas das linhas de transmissão sofrem três solicitações diferentes:
Uma estrutura pode ser, portanto, considerada como uma viga vertical engastada no solo,
com cargas verticais e cargas transversais horizontais, concentradas na parte superior da mesma.
As cargas horizontais, que provocam momentos elevados na linha de engastamento, são, em
geral, preponderantes no seu dimensionamento. Daí decorre a classificação das estruturas em
dois grandes grupos, quanto ao seu comportamento face a essas cargas, Figura 2.57:
A – estruturas autoportantes;
B – estruturas estaiadas.
(a) (b)
Fig. 2.57 – Estruturas para linhas de transmissão 440 kV: (a) autoportante e (b) estaiada.
A – Estruturas autoportantes – São estruturas que transmitem todos os esforços diretamente para
as suas fundações, comportando-se como vigas engastadas verdadeiras, como elevados
momentos fletores junto à linha de solo. As estruturas autoportantes podem ser:
a – rígida;
b – flexíveis;
c – mistas ou semi-rígidas.
a – Estruturas rígidas – São dimensionadas para resistir aos esforços normais e sobrecargas, sem
deformações elásticas perceptíveis, e às cargas excepcionais, com deformações elásticas de
menor importância. Em seu aspecto geral, são simétricas em ambas as direções (longitudinais e
transversais), com dimensões relativamente grandes, e construídas em estruturas metálicas
treliçadas (Figuras 2.48a, 2.50, 2.51, 2.57a e 2.58a).
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c – Estruturas mistas ou semi-rígidas - São rígidas em uma direção e flexíveis em outra. Assim,
são estruturas assimétricas, com dimensões maiores na direção em que são rígidas e menores na
outra. É o caso dos pórticos contraventados ou rígidos (Figura 2.58c).
Fig. 2.58 – Estruturas para linhas de transmissão 440 kV: (a) autoportante e (b) estaiada.
B – Estruturas estaiadas – São normalmente estruturas flexíveis ou mistas que são enrijecidas
através de tirantes ou estais. Os tirantes, conforme se verifica pela Figura 2.59, absorvem parte
dos esforços horizontais, transmitindo-os diretamente ao solo através de âncoras. Outra parte dos
esforços é transmitida axialmente pela estrutura.
Os tirante são, em geral, construídos com cabos de aço galvanizado a fogo, do tipo HS ou
SM, de 7 (sete) tentos, e diâmetros nominais variáveis. Os cabos alumoweld e copperweld
também têm sido bastante empregados.
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(a) (b)
A – Madeira – Nos Estados Unidos as estruturas de madeira encontraram sua maior aplicação,
existindo linhas de até 345 [kV], Figura 2.60. No Brasil, país rico em madeiras apropriadas e
carente de recursos, inexplicavelmente a madeira é relegada a um segundo plano para tensões
acima de 35 [kV], apesar da CPFL possuir, no Estado de São Paulo, extensa rede comprovando a
eficiência desse material.
c – Indeformabilidade com o tempo – Madeiras há que, com o tempo, sofrem deformações, como
torções e encurtamentos desiguais em suas fibras. Essas deformações podem afetar a segurança
de toda a estrutura.
- aroeira;
- massaranduba;
- óleo-vermelho;
- candeia.
Para peças estruturais como cruzetas, travessas etc. recomenda-se o emprego de: ipê,
faveiro, cabreúva etc.
As madeiras acima são de crescimento lento e a falta de replantio em época oportuna fez
com que se tornassem cada vez mais escassas em zonas próximas aos locais de maior consumo.
O seu transporte a longa distância, dado seu elevado peso específico, aumenta excessivamente o
seu custo, tornando seu emprego difícil em regiões distantes daquelas de sua extração. Esse fato,
dada a grande procura de postes de madeira, levou À utilização de espécies abundantes e de
crescimento rápido, mesmo em detrimento de alguns requisitos enumerados.
A madeira considerada no Brasil como a mais apropriada é fornecida por algumas
espécies de eucalipto, que deixam de satisfazer apenas o último dos requisitos. Mediante
tratamento adequado, como da impregnação profunda em autoclaves com sais de Wolman ou
creosoto, esse inconveniente é facilmente removido. Das espécies de eucalipto mais cultivados
no Brasil, são as seguintes as mais indicadas: citriodora, tereticornis, Alba.
O pinheiro do Paraná (araucária) também tem sido empregado após usinagem com
torneamento, obtendo-se peças tronco-cônicas retas. Seu tratamento em autoclave com creosoto
empresta-lhe durabilidade. Sua resistência mecânica é, no entanto, bem menor –
aproximadamente 700 [kg/cm2] – o que limita seu emprego a redes de distribuição.
As diversas variedades de pinus introduzidas recentemente no Brasil como essência para
reflorestamento, e já de grande divulgação, prometem um material ótimo para estruturas, desde
que convenientemente tratadas.
B – Concreto armado – As estruturas de concreto armado, Figura 2.61, tiveram sua maior
divulgação ma Europa, onde sempre foram bastante empregadas. No Brasil, até por volta de
1940, seu emprego era limitado às redes urbanas de distribuição. Posteriormente passaram a ser
empregadas também para linhas de transmissão, em escala sempre crescente e para tensões cada
vez mais elevadas.
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(a) (b)
(c) (d)
Fig. 2.62 – Linha de transmissão com estruturas metálica, montagem da torre em etapas: (a) base; (b) corpo;
(c) cabeça (içada com guindaste) e (d) montagem de outra torre com a cabeça içada por helicóptero.
O alumínio e suas ligas também têm sido usados como material estrutural para linhas de
alta tensão. A redução de peso que se obtém, sem sacrifício da resistência, é deveras notável,
porém seu custo, ainda muito elevado, limita seu emprego a locais em que o custo de transporte
absorve essa diferença. Sob certas condições, podem ser montadas em locais de fácil acesso e
transportadas ao ponto de implantação por helicóptero, completamente montadas. A Alcan
(Aluminium Company of Canada Ltd.) construiu uma linha em 300 [kV] com 80 km de extensão
entre KITIMAT e KEMANO (Canadá), inteiramente de alumínio, mostrando assim sua
viabilidade. Na Figura 2.63 é mostrada a comparação entre uma estrutura existente de 750 kV e
uma estrutura proposta para 1100 kV.
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(
(a) (b)
F 2.63 – Coomparação enntre: (a) linha atual
Fig. a de 750 kV
k e (b) uma estrutura
e proposta para 1100
0 kV.
2.5 – CA
ABOS PÁR
RA-RAIOS
S
Ocupam a parte
O p superrior das estrruturas e se destinam a interceptaar descargass de origem
m
atmosféérica e descaarregá-las para
p o solo, evitando qu ue causem danos
d e inteerrupções no
os sistemas,,
Figura 2.64.
2 As deescargas atmmosféricas típicas
t têm um valor de
d pico com mpreendido o entre 10 e
200 kA..
(a) (b)
Fig. 2.64 – (a) Descarga atmosférica em torre e (b) Cabos para-raios em linha de transmissão.
Uma onda típica de surto é mostrada na Figura 2.65. Pode se observar que se trata de uma
onda que cresce rapidamente e atinge o seu valor máximo entre 1 e 10 μs e decresce muito
lentamente entre 10 e 100 μs quando reduz seu valor à metade do valor máximo e leva de 100 μs
a 1,5 s para se extinguir.
Até há pouco tempo, os cabo pára-raios eram sempre rigidamente aterrados através das
estruturas, quando surgiu a ideia de utilizá-los para telecomunicações e telemedições. Isolaram-
se, então, as estruturas dos cabos através de isoladores de baixa resistência disruptiva, o que não
afetou sua eficiência como elemento de proteção, permitindo o emprego de equipamento de
acoplamento para comunicações muito menos dispendioso.
Como cabos pára-raios, cujos diâmetros são, em geral,de 3/8” a 1/2", empregam-se com
mesmo grau de eficiência:
(a) (b)
2.5.1 - Esfera
E de Siinalização Pré-formada
P a
A esferas de sinalizaação (Aeriaal marker balls), Figurra 2.67, sãoo colocadass nos caboss
As
pára-raiios das linhhas de transsmissão, na faixa sobree as rodovias para visuualização da
d LT peloss
aviões.
Para a seguurança do voo, devem ser sinalizaadas as linhaas de transm
missão que adentrem o
gabaritoo de aproxim mação de aeeroportos e aeródromoos, cruzamenntos com roodovias, ferrrovias, rioss
e lagos,, estruturas de grandee porte sobrre serras e vales profufundos, bemm como aqu uelas que a
critério da Aeronáuutica represeente perigo às aeronavees.
As esferas de sinalização são fixadas nos cabos pára-raios das linhas, Figura 2.68, e
devem ser trocados a cada cinco anos. Existem também sinalizadores elétricos que têm a
vantagem de serem visíveis mesmo à noite.
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