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N-2727 REV. A 11 / 2013
Manutenção de Dutos Rígidos Submarinos
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.
Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que
CONTEC deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
Comissão de Normalização ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela
Técnica Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de
caráter impositivo.
Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições
previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 13 CONTEC - Subcomissão Autora.
Oleodutos e Gasodutos As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.
“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO
S. A. - PETROBRAS, de aplicação interna na PETROBRAS e Subsidiárias,
devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços,
conveniados ou similares conforme as condições estabelecidas em
Licitação, Contrato, Convênio ou similar.
A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos
governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos
próprios usuários.”
Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são
comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas
Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as
Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos
representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS
está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a
cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são
elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas
sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.
.
PROPRIEDADE DA PETROBRAS 19 páginas, 1 formulário, Índice de Revisões e GT
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Sumário
1 Escopo ................................................................................................................................................. 3
2 Referências Normativas ...................................................................................................................... 3
3 Termos e Definições............................................................................................................................ 4
4 Manutenção do Duto ........................................................................................................................... 5
4.1 Requisitos Gerais ................................................................................................................... 5
4.2 Planejamento dos Trabalhos de Reparo ............................................................................... 5
4.3 Manutenção e Registros ........................................................................................................ 6
4.3.1 Manual de Manutenção.................................................................................................. 6
4.3.2 Registros ........................................................................................................................ 7
4.4 Inspeção em Operação .......................................................................................................... 7
4.5 Reparos .................................................................................................................................. 7
4.5.1 Condições Gerais........................................................................................................... 8
4.5.2 Classes de Reparos Admissíveis .................................................................................. 8
4.5.3 Recomendações de Segurança..................................................................................... 9
4.6 Teste Hidrostático e Teste de Estanqueidade ..................................................................... 10
4.7 Recomposição do Revestimento ......................................................................................... 10
4.8 Calçamento de Duto ............................................................................................................ 10
4.8.1 Ações Pré-Calçamento ................................................................................................ 10
4.8.2 Definição dos Pontos de Calçamento .......................................................................... 10
4.8.3 Técnicas de Calçamento.............................................................................................. 11
4.8.4 Execução do Calçamento ............................................................................................ 11
Tabela
Tabela 1 - Reparos Permanentes ........................................................................................................... 9
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1 Escopo
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis a serem seguidas na execução de reparos em dutos
rígidos submarinos e risers rígidos fabricados em aço-carbono, incluindo trechos de dutos em Zona
de Variação de Maré (ZVM) e em terminais marítimos. Esta Norma também se aplica aos trechos
submersos (travessias de rios, lagos e baías) de dutos terrestres.
1.2 Esta Norma se aplica a dutos, de propriedade ou operados pela PETROBRAS (inclusive os
operados por terceiros), projetados segundo as DNV OS F101, ASME B31.4, ASME B31.8 ou
API RP 1111.
1.3 Esta Norma não se aplica a sistema de proteção catódica, sistema de automação e
equipamentos submarinos tais como: “manifold”, válvula, “Pipe Line End-Manifold” (PLEM), “Pipe Line
Almost-End Manifold” (PLAEM), “Pipe Line End-Terminal” (PLET) e árvore de natal molhada.
1.4 Esta Norma se aplica a projetos iniciados a partir da data de sua edição e também a instalações
já existentes, na ocasião de sua reforma e/ou manutenção.
1.5 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.
2 Referências Normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para
referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.
PETROBRAS N-133 - Soldagem;
PETROBRAS N-1374 - Revestimentos Anticorrosivos para Unidades Marítimas de
Exploração e de Produção;
PETROBRAS N-1438 - Terminologia Soldagem;
PETROBRAS N-1487 - Inspeção de Dutos Rígidos Submarinos;
PETROBRAS N-1738 - Descontinuidades em Juntas Soldadas, Fundidos, Forjados e
Laminados;
PETROBRAS N-2162 - Permissão para Trabalho;
PETROBRAS N-2163 - Soldagem e Trepanação em Equipamentos, Tubulações Industriais
e Dutos em Operação;
PETROBRAS N-2349 - Segurança nos Trabalhos de Soldagem e Corte;
PETROBRAS N-2726 - Terminologia de Dutos;
PETROBRAS N-2737 - Manutenção de Oleoduto e Gasoduto Terrestre;
PETROBRAS N-2786 - Avaliação de Defeitos e Modos de Falha em Oleodutos e Gasodutos
Terrestres e Submarinos Rígidos em Operação;
ABNT NBR 12712 - Projeto de Sistemas de Transmissão e Distribuição de Gás
Combustível;
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ISO/TS 24817 - Petroleum, Petrochemical and Natural Gas Industries - Composite Repairs
for Pipework - Qualification and Design, Installation, Testing and Inspection;
API RP1111 - Design, Construction, Operation, and Maintenance of Offshore Hydrocarbon
Pipelines (Limit State Design);
ASME B31.4 - Pipeline Transportation System for Liquid Hydrocarbons and Other Liquids;
ASME B31.8 - Gas Transmission and Distribution Piping Systems;
ASME PCC-2 - Repair of Pressure Equipment and Piping;
DNV-OS-F101 - Submarine Pipeline Systems;
DNV-RP-F105 - Free Spanning Pipelines.
3 Termos e Definições
Para os efeitos deste documento aplicam-se os termos e definições das PETROBRAS N-1438,
N-1738 e N-2726, e os seguintes.
3.1
conexão para derivação
acessório a ser acoplado em um duto, para serviços de trepanação, instalado por soldagem ou
acoplado mecanicamente
3.2
esmerilhamento
remoção mecânica do defeito pelo uso de disco rotativo ou ponta montada
3.3
PAR
Projeto de Alteração e Reparo
3.4
reparo
intervenção adotada para corrigir os defeitos em um duto, que pode ser subdividida considerando a
confiabilidade imposta em: contingência, temporário e permanente
3.5
reparo com material compósito
envolvimento da região do tubo com defeito através de tiras de materiais não metálicos distintos
(compósitos), constituído de uma matriz polimérica (poliéster, éster-vinílica e epóxi,) e de um reforço
a base de fibra (vidro ou carbono), formando uma luva em torno do duto, reconstituindo a resistência
mecânica. Esta técnica de reparo está limitada a temperatura de operação igual ou inferior a 90 ºC
3.6
reparo assistido por mergulhador
para intervenções realizadas até a profundidade de 300 m
3.7
reparo por operação remota
para intervenções realizadas com veículo de operação remota e geralmente para profundidades
superiores a 300 m e limitado à capacidade dos equipamentos.
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3.8
TOG
Total de Óleo e Gás
4 Manutenção do Duto
4.1 Requisitos Gerais
4.1.1 Os procedimentos de manutenção do duto devem ser elaborados visando à segurança das
pessoas, do meio ambiente e das instalações e ao atendimento das exigências legais.
4.1.2 A equipe responsável pela manutenção do duto deve desenvolver procedimentos com base
nos critérios desta Norma, visando adequar os procedimentos aos requisitos exigidos para a
segurança das pessoas, do meio ambiente e das instalações e às exigências das autoridades
competentes.
4.2 Planejamento dos Trabalhos de Reparo
O planejamento de trabalhos de manutenção deve considerar as condições locais, tais como:
condições climáticas, carregamento ambiental, características dos produtos contidos no duto,
topografia da região do reparo, densidade populacional (no caso de gasodutos, conforme ABNT
NBR 12712), proximidade de mananciais, aqüíferos, manguezais, açudes, praias, travessias e áreas
de proteção ambiental e legislação específica.
4.2.1 No planejamento dos serviços a serem realizados devem ser definidas responsabilidades dos órgãos
de operação, inspeção, manutenção, segurança e projeto cobrindo a execução das seguintes atividades.
Também deve ser elaborada uma matriz de responsabilidade que contenha todas as atividades
a) elaboração de lista de verificação de ações, locais, ferramentas, materiais, equipamentos
e pessoal envolvido;
b) elaboração de procedimentos operacionais para bloqueio, despressurização e limpeza do duto;
c) dimensionamento de equipe mínima disponível, prevendo-se revezamento, constituída
de supervisor, profissionais e ajudantes;
d) previsão de apoio logístico de alimentação, pernoites, abastecimento de veículos e
outros equipamentos, tratando-se de travessias de rios, lagos, canais, etc.
e) verificação e mapeamento de todos os acessos (principal e alternativos), para que sejam
seguros ao tráfego de veículos leves e pesados, a fim de se alcançar o local dos serviços;
f) verificação dos meios de comunicação disponíveis, confiáveis e necessários, testando
previamente o funcionamento;
g) comunicação, quando ou se necessário, a outros órgãos da PETROBRAS, clientes
externos e autoridades locais, tais como: polícia, bombeiro, prefeituras e órgãos de
controle ambiental, Marinha entre outros;
h) avaliação da necessidade de se desligar o sistema de proteção catódica e instalação de
um “jump” a fim de evitar centelhamento em equipamentos (válvulas de bloqueio,
“vents”, válvulas de alívio e lançadores/recebedores);
i) obtenção de liberação dos serviços, conforme a PETROBRAS N-2162;
j) realização de Análise Preliminar de Risco (APR) para os trabalhos a serem executados;
k) coordenação das partes envolvidas nos serviços;
l) acompanhamento dos serviços pelos órgãos de segurança industrial e meio ambiente;
m) identificação da necessidade de instalação de bloqueios (como por exemplo, raquetes,
flanges cegos) em dutos que derivam para o duto em manutenção, de forma a garantir a
não passagem de fluxo durante a execução dos serviços;
n) avaliação da necessidade de incluir a segurança patrimonial e pessoal durante a
execução dos serviços considerando as características do local;
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o) obtenção de licenças (por exemplo: ambiental, municipal etc) para execução do serviço
no caso de travessias de rios, lagos, canais, etc;
p) obtenção de autorizações da parte do Ativo para execução do serviço no caso de
travessias de rios, lagos, canais, etc;
q) elaboração de plano de emergência quando houver possibilidade de vazamento;
r) treinamento relacionados aos riscos de exposição a produtos perigosos (GLP, H2S,
benzeno, amônia, álcool metílico e outros);
s) observação dos requisitos da PETROBRAS N-2163 nos trabalhos de soldagem e
trepanação de dutos em operação;
t) observação dos requisitos da PETROBRAS N-2349 nos trabalhos de corte e
condicionamento para soldagem de novos trechos de duto (confecção de “spool” ou
carretel);
u) dispor de procedimento de abandono do trecho do duto desativado.
4.3 Manutenção e Registros
4.3.1 Manual de Manutenção
[Link] Recomenda-se que atividade responsável pela manutenção elabore um manual de manutenção,
baseado na sua experiência, nos catálogos dos fabricantes de equipamentos e acessórios, consolidando
os procedimentos de rotina, tidos como racionalizados e aplicáveis à instalação em condições normais de
operação, bem como para situações de emergência. Este manual deve sofrer revisões periódicas, visando
seu contínuo aperfeiçoamento e atualização. [Prática Recomendada]
[Link] Recomenda-se que o manual de manutenção abranja, entre outros, os seguintes tópicos:
[Prática Recomendada]
a) características dos produtos transferidos:
— estado físico, nas condições normais de temperatura e pressão e nas condições de
operação do duto;
— densidade relativa;
— cor;
— odor;
— toxidez;
— “Botton Sand Water” (BSW);
b) dados de projeto, fabricação e montagem do duto (dimensões, especificação,
documentos de compra dos materiais, pressão máxima de operação e espessura nos
diversos trechos, classe de locação no caso de travessias e vão livre máximo admissível
conforme DNV-RP-F105);
c) dados e desenhos construtivos “as built” do duto e acessórios;
d) dados e desenhos construtivos de sistemas de proteção catódica;
e) dados e desenhos construtivos de sistemas de automação;
f) dados e desenhos construtivos das válvulas (dimensões, especificação, pesos, tempo de
acionamento);
g) mapas de acesso às faixas de domínio (no caso de travessias), incluindo as válvulas de
bloqueio e interferências e os tempos estimados de deslocamento;
h) procedimento de soldagem dos dutos (conforme PETROBRAS N-133);
i) procedimento para execução de reparos nos dutos, que devem ser elaborados de
acordo com as condições específicas;
j) procedimento de teste hidrostático;
k) procedimento para manutenção de elementos de vedação;
l) procedimento para aperto e reaperto de sistemas de conexão;
m) procedimento para reparos no revestimento anticorrosivo ou isolamento térmico do duto,
(ver PETROBRAS N-1374);
n) procedimento de manutenção do sistema de proteção catódica atendendo a rotina de
inspeção da PETROBRAS N-1487;
o) procedimentos de reparos de emergência/contingência;
p) delimitação de uma faixa de zona de fundeio restrito.
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4.3.2 Registros
[Link] Relatório de Reparo Executado
Os relatórios de reparo devem ser arquivados em meio físico ou digital. Os relatórios devem conter,
no mínimo:
a) identificação da área e do duto, título, número do relatório, período do reparo e data do
relatório; no caso de serviços executados por empresa contratada, deve-se identificar o
nome da empresa e número do contrato;
b) tipo de reparo executado e especificação dos materiais aplicados;
c) objetivo ou referência, dados técnicos do duto, documentos complementares e
condições físicas do duto, resultado de testes ou ensaios executados e informações
adicionais, tais como: número de vias e destinatários, indexação com recomendação de
inspeção emitida, observações para inspeções futuras e relação de documentos
anexados;
d) identificação e assinatura com data, dos técnicos e engenheiros responsáveis pelo
reparo.
NOTA Para as unidades certificadas pelo Serviço Próprio de Inspeção de Equipamento (SPIE), os
relatórios de reparo podem ter o formato do PAR (Projeto de Alteração e Reparo) conforme
modelo do Anexo A. [Prática Recomendada]
[Link] Registro dos Históricos de Manutenção
Para os propósitos da manutenção, os seguintes registros devem ser mantidos atualizados:
a) dados de operação;
b) relatório do monitoramento da corrosão interna;
c) relatório de vazamentos;
d) relatório de inspeção interna e externa do duto;
e) laudo de inspeção interna e externa do duto;
f) relatório de reparos executados no duto;
g) histórico de acidentes (quadro resumo com as causas);
h) análise das falhas em dutos com procedimentos para evitar novas ocorrências;
i) registro de teste hidrostático;
j) relatório de manutenção de acessórios (como por exemplo, válvulas, flanges);
k) relatório de calçamento de vãos livres críticos;
l) relatório de APR.
NOTA 1 Os registros devem ser arquivados ao longo da vida do duto.
NOTA 2 Os registros podem ser transferidos para um banco de dados de gerenciamento de risco e
confiabilidade. [Prática Recomendada]
4.4 Inspeção em Operação
As inspeções periódicas do duto devem ser feitas de acordo com a PETROBRAS N-1487 ou em
atendimento a legislação especifica.
4.5 Reparos
As técnicas apresentadas em 4.5.1 a 4.5.3 não se aplicam a sistema de proteção catódica, sistema
de automação e equipamentos submarinos (como por exemplo: “manifold”, árvore de natal molhada).
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4.5.1 Condições Gerais
[Link] O duto deve ser submetido a reparos sempre que apresentar defeitos citados nas normas
vigentes aplicáveis ao equipamento, que devem ser analisados conforme os critérios da
PETROBRAS N-2786.
[Link] Para reparos com substituição de trechos deve ser implementado um procedimento de
limpeza e condicionamento do duto visando garantir o TOG menor que 15 ppm no efluente a ser
descartado.
[Link] Os trabalhos de trepanação em dutos pressurizados devem observar procedimentos
aprovados e as recomendações descritas na PETROBRAS N-2163.
4.5.2 Classes de Reparos Admissíveis
As classes de reparos admissíveis se aplicam às duas modalidades, às assistidas por mergulhador e
às por operação remota.
[Link] Reparos de Contingência
Os reparos de contingência servem apenas para conter vazamentos e permitir o condicionamento do
duto para viabilizar a execução de reparos temporários ou permanentes. Estes reparos devem ser
precedidos de ações operacionais para minimizar os impactos ao meio ambiente, pessoas e
instalações.
[Link] Reparos Temporários
[Link].1 Classe de reparo utilizada para restabelecer a resistência mecânica do duto por prazo
definido no projeto do reparo. As técnicas admissíveis são:
a) braçadeira mecânica: aplicável a defeitos com ou sem vazamento. Esta técnica apresenta
limitações de aplicação quanto à trechos curvos, com ovalização e irregularidades
acentuadas. Deve-se remover o reforço da solda longitudinal do duto antes da instalação. O
comprimento mínimo da braçadeira deve ser o suficiente para envolver a região do defeito
acrescido de 50 mm a partir de cada extremidade do defeito. Devem ser utilizadas
braçadeiras com “vent” e selagem de 1)Viton®;ou polímero similar ou superior;
b) luva de material compósito: sulcos, cavas, mossas, abrasão, perda de espessura
interna e perda de espessura externa (quando igual ou inferior a 80 % da espessura
nominal).
[Link].2 Cada reparo com material compósito deve possuir projeto específico conforme
ISO/TS 24817 ou ASME PCC-2. O fornecedor deve apresentar “Data Book” com detalhes do projeto,
certificado de matéria prima e Termo de garantia.
NOTA Tratando-se de reparo por material compósito devem ser atendidos os requisitos da
ISO/TS 24817 ou ASME PCC-2. Cabe ressaltar que no caso de existência de vazamentos,
estes devem ser bloqueados antes da aplicação do reparo com material compósito. Este
tipo de reparo não é recomendado para dutos com perda de espessura superior a 80 %.
1)
Viton® é nome comercial do tipo adequado à fabricação de revestimentos endurecidos de obturadores e sedes
de válvulas, fornecido pela Dupont. Esta informação é dada para facilitar aos usuários na utilização desta Norma
e não constitui um endosso por parte da PETROBRAS. Podem ser utilizados produtos equivalentes, desde que
conduzam aos mesmos resultados.
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[Link] Reparos Permanentes
Os reparos permanentes servem para restabelecer a resistência mecânica do duto durante a sua vida
útil prevista em projeto. A Tabela 1 apresenta os principais tipos de reparos permanentes e
respectivas aplicações. São tipos de reparos permanentes:
a) esmerilhamento: remoção mecânica do defeito (disco rotativo ou ponta montada).
NOTA Esta operação deve ser acompanhada por inspeção adequada para monitorar perda de
espessura e eliminação do defeito, devendo-se avaliar a área esmerilhada como uma área
corroída pelos critérios da PETROBRAS N-2786.
b) troca de trecho com conector mecânico:
— para defeitos iguais ou superiores ao diâmetro nominal do duto ou o trecho
apresentar ovalizações que impeçam a instalação de braçadeiras;
c) trepanação do defeito (“hot tap”) deve ser precedida de instalação de braçadeira
mecânica aparafusada com derivação;
d) para reparos de trecho emerso de duto rígido submarino adotar a PETROBRAS N-2737.
Tabela 1 - Reparos Permanentes
Métodos de reparos Aplicação
Esmerilhamento Sulcos, cavas e trincas superficiais.
Quando não é possível a execução de solda seca. Empregada
quando o defeito causar ovalizações no duto que impossibilite a
Troca de trecho com conector
passagem de "pig" e perfurações maiores que o diâmetro nominal do
mecânico ou hidráulico
duto. A seção a ser instalada ("spool" ou carretel) deve ser testada na
pressão de projeto, conforme requisitos da PETROBRAS N-1487.
Para defeitos iguais ou menores a 50 % do diâmetro nominal do
Trepanação do defeito
duto.
4.5.3 Recomendações de Segurança
Antes de qualquer intervenção em dutos submarinos deve ser realizada APR da execução do serviço.
[Link] Todo o pessoal envolvido na manutenção deve estar treinado quanto aos procedimentos de
SMS pertinentes à execução dos serviços de manutenção de dutos submarinos.
[Link] O corte de qualquer duto submarino deve começar somente após a liberação do duto pela
Operação e emissão da Permissão de Trabalho, quando aplicável.
[Link] Os dados de projeto devem ser fornecidos anteriormente a realização dos trabalhos de
manutenção.
[Link] Recomenda-se que as informações sobre a natureza e característica mecânica do solo
estejam disponíveis anteriormente a realização dos trabalhos de manutenção. [Prática
Recomendada]
[Link] Deve ser realizado um levantamento prévio para identificar a presença de obstáculos, tais
como: sucatas, dutos, cabos, todo tipo de restrição que possa interferir na intervenção.
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[Link] As seguintes recomendações são indicadas quando estiverem em execução programa de
manutenção em dutos: [Prática Recomendada]
a) nas operações de purga e corte de linhas inertizadas, atenção deve ser tomada na
possibilidade de acúmulo de gás inerte em áreas topograficamente mais elevadas;
b) nos serviços de dragagem, para realização de serviços de manutenção, devem ser
considerados os vãos livres máximos para cada duto conforme projeto, inclusive para
dutos adjacentes ao duto em manutenção;
c) ao final do reparo deve ser feita uma avaliação do sistema de proteção catódica com o
duto em suas condições normais de operação.
[Link] No caso de não ser interrompida a operação e não ser inertizado o duto para execução dos
reparos devem ser atendidas todas as exigências da PETROBRAS N-2163.
4.6 Teste Hidrostático e Teste de Estanqueidade
4.6.1 O trecho novo (substituto) deve ser submetido à teste hidrostático antes de sua instalação em
sua fase de fabricação para verificação de resistência mecânica do novo trecho.
4.6.2 Após a execução do reparo do duto deve ser realizado teste de estanqueidade das novas
conexões ou de braçadeiras, se for o caso, que tenham sido instaladas.
4.6.3 O teste hidrostático deve ser realizado de acordo com a norma de projeto de cada duto.
4.7 Recomposição do Revestimento
Em caso de remoção ou defeito do revestimento anticorrosivo, com metal aparente, a região afetada
deve ser isolada do meio ambiente a fim de garantir a proteção contra corrosão.
4.8 Calçamento de Duto
Recomenda-se o calçamento de duto, com apoios estáveis e permanentes, sempre que ocorrer uma
das situações indicadas abaixo: [Prática Recomendada]
a) presença de vão livre crítico;
b) cruzamento de dutos.
4.8.1 Ações Pré-Calçamento
Recomenda-se dispor do perfil dos vãos livres, objeto da intervenção, a fim de analisar os seguintes
aspectos: [Prática Recomendada]
a) feições morfológicas;
b) extensão dos vãos livres;
c) condições do revestimento;
d) trechos solapados (zona de arrebentação);
e) condições estruturais dos apoios artificiais.
4.8.2 Definição dos Pontos de Calçamento
A definição dos pontos de calçamento dos vãos livres críticos é feita com base nos seguintes
parâmetros:
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a) comprimento do vão;
b) litologia;
c) perfil batimétrico;
d) altura do vão.
4.8.3 Técnicas de Calçamento
Cada calçamento requer análise específica para definir a técnica a ser utilizada, devendo, porém,
atender as condições específicas de cada duto.
4.8.4 Execução do Calçamento
Conforme procedimento específico para cada vão, de modo a garantir a estabilidade do duto.
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ÍNDICE DE REVISÕES
REV. A
Partes Atingidas Descrição da Alteração
1.1, 1.2 e 1.3 Revisadas
1.4 e 1.5 Incluídas
2e3 Revisadas
3.7 e 3.8 Incluídas
4.1.1 e 4.1.2 Revisadas
4.2 Revisada
4.2.1 Incluída
[Link] Revisada
[Link] e 4.5 Revisadas
[Link]; [Link] e [Link] Revisadas
[Link]; [Link] e [Link] Removidas
[Link] Removida
[Link]; [Link]; [Link] Incluídas
4.5.2; 4.5.3 e [Link] Revisadas
[Link] e [Link]. Revisadas
[Link]; [Link]; [Link] Incluídas
[Link] Incluída
4.5.4; [Link] e [Link] Removidas
[Link]; [Link] e [Link] Removidas
[Link]; [Link] e [Link] Removidas
4.6 e 4.6.1 e 4.6.2 Revisadas
4.6.3 Incluída
4.8 e 4.8.4 Revisadas
Tabela 1 Revisada
Tabela 2 Removida
Anexo A (Figuras A.1 a
Removida
A.5)
Anexo B Revisada e substituída para o Anexo A
IR 1/1