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Pressão Venosa Central Pressão Venosa Central PVC PVC

O documento descreve a Pressão Venosa Central (PVC), que fornece informações sobre volume sanguíneo, função cardíaca e tônus vascular. A PVC é medida através de cateteres venosos centrais ou periféricos inseridos centralmente, e fornece indicações sobre o estado hemodinâmico de pacientes em UTI. Erros na medição da PVC podem ocorrer devido a fatores como obstrução ou posicionamento incorreto do cateter.

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Amanda Dantas
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Pressão Venosa Central Pressão Venosa Central PVC PVC

O documento descreve a Pressão Venosa Central (PVC), que fornece informações sobre volume sanguíneo, função cardíaca e tônus vascular. A PVC é medida através de cateteres venosos centrais ou periféricos inseridos centralmente, e fornece indicações sobre o estado hemodinâmico de pacientes em UTI. Erros na medição da PVC podem ocorrer devido a fatores como obstrução ou posicionamento incorreto do cateter.

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Pressão Venosa Central

PVC
A Pressão Venosa Central (PVC) é determinada pela interação entre volume intravascular,
função do ventrículo direito, tônus vasomotor e pressão intratorácica. Ou seja ela fornece
informações sobre três parâmetros: volume sanguíneo, eficácia do coração como bomba e
tônus vascular.
O acesso é obtido por meio de um cateter
intravenoso, posicionado dentro da veia
A PVC foi o primeiro passo cava superior, próximo ao átrio direito.
Podem ser utilizados cateteres venosos
importante no acesso à função centrais (procedimento realizado por
cardíaca e ao volume profissional médico) ou cateteres centrais
intravascular. de inserção periférica – Peripherally
É uma medida hemodinâmica, Inserted Central Venous Catheter (PICC) –
dispositivo de acesso vascular inserido
frequentemente utilizada em perifericamente, tendo a ponta localizada
pacientes internados em Unidade em nível central, na altura do terço distal da
de Terapia Intensiva (UTI). veia cava (procedimento realizado por
enfermeiros habilitados).

Cateter central de inserção periférica Cateter central

Por Amanda Dantas


Os acessos venosos centrais em ordem de
preferência são: veia jugular interna direita,
veia jugular interna esquerda; subclávia
esquerda, subclávia direita, femoral direita ou
esquerda. O cateter pode ser conectado
diretamente a uma coluna de água
(mensuração manual – dados expressos em
cmH2O) ou a um transdutor eletrônico de
pressão (mensuração eletrônica – dados
expressos em mmHg).

Método Manual – (Hudak & Gallo)


Introduz-se um manômetro com uma torneira tridirecional entre a fonte líquida e o cateter
intravenoso do paciente. Desse modo, podem-se criar 3 sistemas independentes de
manipulação da torneira.
Sistema 1 – liga a fonte de líquido com o paciente e pode ser utilizado para a administração
rotineira de líquidos intravenosos ou como caminho para manter a permeabilidade do
sistema.
Sistema 2 – corre da fonte líquida para o manômetro da PVC e é aberto para elevar a
coluna líquida no manômetro antes de medir a pressão venosa.
Sistema 3 – une o cateter intravenoso do paciente com o manômetro e é esse caminho que
deve ser aberto para registrar a PVC. A pressão na veia cava se desloca ou se equilibra
com a pressão exercida pela coluna de líquido no manômetro. O ponto em que o nível de
líquido se estabiliza é registrado como a PVC.

Materiais necessários para a


mensuração manual
Suporte de soro
Soro fisiológico 0,9% – 250 ml
Equipo apropriado para PVC –
acompanha a fita métrica
Fita métrica
Fita adesiva
Nível de Carpenter – régua
Caneta – marcador

Por Amanda Dantas


Método Eletrônico – (Knobel)
Conecta-se o cateter intravenoso a um transdutor eletrônico de pressão posicionado ao nível
do eixo flebostático, ponto zero de referência. A onda de pressão é captada pelo diafragma
do transdutor, que transforma o impulso mecânico em elétrico, o qual, por sua vez, é
amplificado por um monitor eletrônico (programado para o registro das curvas) e
representado na tela do equipamento ou em papel, conforme Jevon & Ewens, da seguinte
forma:
Onda A: contração atrial direita (onda P no ECG)
Onda C: fechamento da válvula tricúspide (após complexo QRS no ECG)
Onda V: enchimento do átrio direito (a parte final da onda T no ECG)

Materiais necessários para a mensuração eletrônica


Kit para monitoração com transdutor de pressão
Suporte para monitoração de pressão
Bolsa pressurizadora
Soro Fisiológico 0,9% – 250 ml
Heparina sódica 5.000/ml – 0,25 ml
Nível de Carpenter – régua
Monitor com entrada de pressão invasiva

Cuidados para obtenção da medida exata


Certifique-se que o paciente está em decúbito dorsal horizontal – retire travesseiros e desça a elevação da cama –
e com os braços ao longo do corpo (posição anatômica)
Obtenha o eixo flebostático – o ponto zero do manômetro ao nível do quarto espaço intercostal, que corresponde a
linha axilar média (LAM). A literatura nacional e internacional considera a LAM como referência anatômica padrão
ouro para definir o zero
Faça todas as leituras com o paciente colocado na mesma posição e o ponto zero calculado da mesma maneira
Mantenha o sistema permeável – na mensuração, a coluna líquida corre livremente e é possível ver uma leve
flutuação. Essa flutuação segue o padrão respiratório do paciente: cairá na inspiração e se elevará na expiração,
devido a alterações na pressão intrapulmonar. Quando o paciente está em uso de respirador será observada uma
leitura falsamente elevada

Por Amanda Dantas


Indicações
Choque
Lesão pulmonar ou Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo
Insuficiência renal aguda
Sepse grave
Traumas extensos
Paciente com alto risco cirúrgico
Cirurgia de grande porte
Procedimentos com grandes alterações volêmicas
Risco de embolia aérea

Contraindicações
As contraindicações se dividem em relativas e absolutas.
Contraindicações relativas: Contraindicações absolutas:
Alterações da coagulação Obstrução de veia cava superior
Trombose venosa profunda em Trombose venosa profunda em membros
membros superiores superiores
Implante recente de marca-passo Infecção
(4 a 6 semanas.) Queimadura
Pneumotórax Limitação ou lesão no local de acesso
Trauma cervical Síndrome da veia cava superior (obstrução
ao fluxo sanguíneo na veia cava superior)
Alterações anatômicas
Valores de referência da Valores muito baixos = Hipovolemia
PVC Valores muito altos = Hipervolemia
É a tendência da leitura que é mais significativa,
Manual: 6 a 10 cmH2O independente do valor básico. Uma tendência
Eletrônico: 3 a 6 mmHg ascendente ou descendente da PVC, associada com
avaliação clínica do paciente, determinará as
intervenções adequadas.

Por Amanda Dantas


Exemplos de situações que produzem PVC aumentada
Insuficiência cardíaca congestiva- o coração não pode tratar eficazmente o retorno venoso
Tamponamento cardíaco
Estado de vasoconstrição – uso de agentes vasopressores
Estado de volume sanguíneo aumentado – hiper-hidratação

Exemplos de situações que produzem PVC diminuída


Estado hipovolêmico – perda de sangue ou líquidos
Vasodilatação induzida por medicamentos
Complicaçoes
Infecção – dentro ou ao redor do cateter
Trombose – fibrina na extremidade do cateter ou trombo desenvolvido. O paciente pode
apresentar edema próximo ao cateter, graus variáveis de dor no pescoço e distensão da veia
jugular
Embolia aérea – penetração de ar no sistema e seu trajeto para o ventrículo direito através da
veia cava. Os pacientes podem apresentar confusão, lipotímia, ansiedade e diminuição do débito
cardíaco devido à espuma que se forma dentro do ventrículo a cada contração cardíaca
Deslocamento do acesso – saída acidental ou posicionamento inadequado
Relativas à introdução do cateter – arritmias, hemotórax, pneumotórax, hidrotórax, lesão
vascular: carótida, subclávia, lesões de nervos/ducto torácico, dissecção e formação de
êmbolos, perfuração cardíaca: hemorragia, tamponamento
A mensuração da PVC sofre a influência de vários fatores que comprometem a sua exatidão e,
consequentemente, levam a leituras incorretas. Esses fatores compreendem desde a qualidade do
equipamento, condições do paciente até a destreza do profissional.

Lembre-se que os problemas mais comuns na verificação


da PVC estão no nivelamento, calibração, medidas falsas e
alterações de ondas/ruídos nos casos de mensuração
eletrônica.

Por Amanda Dantas


Os erros mais frequentes relacionam-se diretamente à obstrução parcial ou total do
cateter em situações como:
Presença de coágulos que diminuem a luz ou que provocam sua obstrução completa
Acotovelamento do cateter que pode impedir, parcial ou totalmente, a passagem de
líquido
Aderência da extremidade interna do cateter à parede do vaso
Localização incorreta da extremidade interna do cateter: antes da última válvula do
sistema venoso central, ou o cateter pode ter-se desviado para a veia periférica ou
jugular
Posição incorreta do paciente (incluído o estrado da cama, posição anatômica do
corpo, travesseiros, membros não estendidos, o nivelamento da linha axilar média e o
ponto zero da coluna d’água – zero hidrostático). Este é o erro mais frequente que
leva a leituras e resultados falsos
Preenchimento incompleto do cateter com líquido
Comprimento inadequado do circuito
Montagem do Sistema
1-Colocar a régua niveladora no esterno do paciente.
2-Colocar a régua simples no sentido antero-posterior altura do segundo espaço
intercostal (ângulo de Louis) e fazer a medida da largura do tórax;
3-Marcar exatamente o meio da medida do tórax (linha axilar media);
4-Marcar do meio do tórax ate o suporte de soro com a régua niveladora;
5-Colar a fita com o zero na marca da linha medida do suporte;
6--Fixar as duas extremidades do equipo de pvc com a fita adesiva;
7-Adaptar o equipo no intracath do paciente com tree way (torneira de três vias);
8-Abrir o soro para encher o equipo de PVC;

Por Amanda Dantas


Técnica para verificação da PVC
1-Manter a cama na horizontal, sem travesseiro (pode ser montado com o
paciente a 30 graus)
2-Verificar se o equipo de PVC esta com as duas colunas de soro
preenchidas;
3- Abrir as linhas de medicação;
4-Abrir o soro da PVC
5-Verificar a descida da coluna de soro (ate o vazamento do soro pelo equipo
da coluna);
6- Fechar o soro da PVC;
7-Caso o paciente esteja conectado ao respirador, não desconectá-lo e ao
final anotar o valor do PEEP;
8-Observar o menisco de soro descendo na coluna graduada;
9-Anotar o valor da PVC assim que o menisco oscilar
10-Fechar o sistema de PVC;
11- Abrir os demais soros;
12- Reposicionar o paciente e deixa-lo confortável;
13- Anotar o valor mensurado;

Por Amanda Dantas

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