Capítulo 14
Infecção Puerperal
Relatores
Docente: Prof. Dr. Kleber Pimentel Santos
Preceptores: Dra. Roberta Karina da Silva Vieira, Dra. Jacielma de Oliveira Freire
Residente: Dra. Milla Jhansen Melo de Oliveira
Validado em 19 de janeiro de 2017.
1. Conceito
FEBRE PÓS-PARTO
Temperatura corporal de 38° C ou mais, que surge após 24 horas pós-parto até o 10º dia,
por 02 ou mais dias;
Considerado um provável sinal de infecção e deve ser investigada;
Febre > 38,5°C nas primeiras 24h associado à hipotensão arterial pode ser causada por
infecção por Estreptococos A e B.
2. Importância
94% dos casos de infecção puerperal são diagnosticados após a alta hospitalar;
Evoluem com infecção: 5,5% dos partos vaginais; 7,4% dos partos cesarianos;
Cerca de 6% dos partos apresentaram infecção;
Risco de sepses grave – 1: 10.823 partos;
Mortalidade – 0,6 / 100.000 nascidos vivos;
Causa polimicrobiana na maioria das vezes.
3. Fatores de Risco
Cesárea (principal fator de risco isolado)
Corioamnionite
Infecção de ferida operatória anterior
Pré eclampsia
Trabalho de parto prolongado
Rotura prematura de membranas prolongada
Toques vaginais repetidos
Monitorização fetal invasiva
Líquido meconeal no parto
Curagem
Nuliparidade
Anemia severa (perda sanguínea > 800 ml)
Obesidade materna
Diabetes melitus materno
Trabalho de parto prematuro
Pós datismo
Parto vaginal assistido
Lacerações do canal de parto
Tempo cirúrgico > 60 minutos
Técnica cirúrgica inadequada
HIV positivo
Vaginose bacteriana
Pacientes de baixa renda
Colonização vaginal/retal por estreptococos grupo B
4. Sítios Infecciosos
Ferida operatória (parede abdominal)
Ferida perineal
Cavidade uterina (mais comum)
Mamas
Trato urinário
Pelve (flebite pélvica/tromboflebite)
Aparelho respiratório
Trato gastrointestinal (apêndice, por exemplo)
4.1. Infecção da Ferida Operatória – pós-cesárea
Conceito: É todo processo infeccioso inflamatório de ferida ou cavidade operatória que drene
secreção purulenta com ou sem cultura positiva. Ocorre mais frequentemente por bactérias gram
positivas (Estafilococos aureus), mas também: anaeróbios, enterococos, estreptococos do grupo
B. Ocorrendo dentro de 30 dias do procedimento.
Classificação:
o Incisional superficial: quando acomete pele e tecido celular subcutâneo
o Incisional profunda: quando acomete fáscia e músculo.
Frequência: de 0,4% a 2,0%
Exames a serem solicitados:
Só recomendado em suspeita de infecção não localizada, onde a paciente apresente febre e/ou
calafrios, mal-estar, fraqueza, queda do estado geral e fator de risco para sepse.
o Hemograma e cultura de secreção
o Ultrassonografia de parede abdominal na suspeita de coleção infra-
aponeurótica.
Tratamento:
o Avaliação inicial:
Hiperemia da pele, calor local, com drenagem de secreção purulenta, mas
sem abaulamento da pele que sugira coleção importante:
o limpeza, curativo, antibiótico e reavaliação com 7 dias
Abaulamento ou palpação de massa que sugira coleção:
o exploração e drenagem.
Caso tenha dúvida quanto à presença de coleção em parede abdominal:
o solicitar ultrassonografia de parede abdominal.
o Curativos diários: forma e realização em conjunto com a enfermagem.
o Antibioticoterapia: só usar quando houver sinais de celulite ou suspeita de coleção
mais profunda (abaixo da aponeurose). Escolhas:
o Paciente que não houver necessidade de internamento:
Cefalexina 500mg, via oral, de 6/6h por 7 dias.
o Paciente que necessite internamento para tratamento:
Uma das escolhas é a Cefalotina 1g IV 6/6h.
o Analgésicos: Paracetamol ou Ibuprofeno ou Dipirona.
o Reavaliação da paciente com 7 dias. Caso a paciente perceba que não melhorou
em 3 dias ou houver mudança de quadro clínico como calafrios, picos febris mais
frequentes, retornar a unidade antes dos 7 dias para reavaliação.
o Se infecção de planos profundos (infraponeurótico):
o internar e realizar reabordagem cirúrgica caso tenha coleção e
acrescentar esquema de antibiótico via intravenosa com
antibióticos de amplo espectro.
o Em caso de dúvida quanto à possibilidade de falha de tratamento:
o discutir com os pares e se possível com infectologista o tipo de
tratamento.
4.2. Infecção da Ferida do Parto Vaginal – Episiotomia/ Laceração
Agentes mais comuns em celulite perineal e episiotomia: Staphylococcus, Streptococcus
e gram-negativos.
Tratamento:
Limpeza com água e sabão, drenagem local se houver coleção e banho de assento com
soluções antissépticas. Possibilidade de cicatrização por segunda intenção.
Antibioticoterapia – Em casos que venham a ter sinais de repercussões sistêmicas:
Febre e calafrios (sinais de bacteremia): Tratamento Oral.
o Amoxacilina + Clavulonato (500 + 250mg) VO de 8/8h por 7 dias; ou
Clindamicina 300mg, VO, 6/6h.
Se repercussão sistêmica com queda do estado geral, tendo mal-estar, febre, calafrios,
fraqueza, (situação incomum): Tratamento Venoso.
o Clindamicina 600mg, IV, 6/6h + Gentamicina, IV, 240mg 1x dia - nesta
condição o antibiótico deverá ser mantido por 10 dias, sendo que após 48h de
regressão da sintomatologia deva ser dados alta hospitalar e completado
antibiótico por via oral (Clindamicina 600mg, VO, 6/6h até completar os 10 dias).
Investigar outros focos: pelve – com ultrassonografia: útero e anexos.
4.3 Endometrite
Conceito: Febre, dor pélvica, dor à mobilização uterina na ausência de outras causas como
laceração. Outros sinais e sintomas: útero com sub-involução, consistência pastosa, doloroso,
lóquios fétidos e/ou aumentados, calafrios, taquicardia e dor em baixo ventre. Pode ser precoce
(48h) ou tardia (até 06 semanas).
Agentes mais comuns: Polimicrobiana – geralmente com 2 a 3 organismos: Ureaplasma
urealyticum, Peptostreptococcus, Gardnerella vaginalis, Bacteroides bivius e
Estreptococos do grupo B, Clamídia em infecções de início tardio. Numa menor
frequência pode haver infeções por tuberculose ou herpes.
Geralmente é resultado de infecção uma infecção ascendente, vindo do trato genital
inferior
Exames complementares:
o Hemograma completo
o Culturas: hemocultura, sumário e urocultura
o Ultrassonografia pélvica – para a investigação de restos placentários.
Diagnósticos diferenciais:
o Síndrome viral
o Tromboflebite pélvica
o Apendicite
o Pielonefrite
o Corioamnionite
o Infecção do trato urinário
Tratamento:
o Caso apresente restos placentários: esvaziamento com curetagem e /ou Aspiração
Manual Intra-Uterina (AMIU) - dando preferência a este último.
o Antibioticoterapia por 10 dias podendo estender a 14 dias.
o Paciente em bom estado geral: picos febris esporádicos, colo uterino fechado,
ultrassonografia mostrando que não está com restos ovulares ou espessura do
conteúdo uterino menor que 15 mm, deambulando com facilidade e realizado suas
atividades diárias, poderia fazer o tratamento oral sem a necessidade de
internamento, mas com o compromisso de reavaliação na unidade com 48h.
o Antibiótico Oral:
1ª opção: Amoxacilina com Clavulonato 875 mg, VO, 12/12h
2ª opção: Clindamicina 600 mg, VO, 6/6h + Gentamicina 4,5 mg/kg - IM
a cada 24h (suspendendo a Gentamicina após 48h sem febre)
3ª opção: Amoxacilina 500mg, VO, 6/6h + Metronidazol 500 mg, VO a
cada 8h.
o Antibiótico intravenoso:
1ª opção: Clindamicina 900 mg IV 8/8h + Gentamicina 240mg IV 1xd
2ª opção: Ampicilina 1g IV 6/6h + Gentamicina 240mg IV 1xd +
Metronidazol 500mg IV 8/8h
No comprometimento renal, substituir aminoglicosídio por cefalosporina
(Ceftriaxona) ou por Aztreonam.
Geralmente melhora com 48 a 72 horas após o início do tratamento. Caso não ocorra
suspenção da febre e/ou piora do estado geral, considerar insuficiência do tratamento e
reavaliar terapêutica. A critério clínico, discutir com infectologista e/ou outros colegas da
unidade.
Manter tratamento até paciente afebril por 48h. Se não houver melhora clínica em 03
dias, considerar falha terapêutica – ver resultado de culturas – considerar resistência
bacteriana, presença de hematomas ou abscessos (tratamento cirúrgico – desbridamento
ferida operatória, drenagem abscessos e hematomas, histerectomia). Casos graves usar
Imipenem / Meropenem - discutir com infectologista na unidade antes de iniciar este
tratamento.
Potenciais complicações:
o Infecção de ferida operatória
o Abscesso pélvico
o Peritonite
o Fleimão parametrial
o Tromboflebite pélvica séptica
o Comprometimento da fertilidade
4.4. Mastite
Conceito: processo inflamatório da mama, que pode ser acompanhado ou não de infecção
Frequência: 0,4 a 11% das puérperas
Quadro clínico:
intensa dor e vermelhidão da mama, febre, calafrios, mal-estar, prostração.
Exame físico: temperatura corporal acima de 38,5°C, mama hiperemiada, endurecida e
quente, considerar como infeccioso.
Pode formar abscesso
Agente mais comum – Stafilococos aureus
Tratamento
o 1ª opção: Cefalexina 500mg VO 6/6h por 10 dias
o Opções alternativas: Eritromicina 500mg, VO, 6/6h; Clindamicina 600mg, VO,
8/8h; Amoxacilina com Clavulonato 875mg, VO, 12/12h
o Analgésico: Ibuprofeno, Paracetamol ou Dipirona
o Esvaziamento e suporte mamário para evitar ingurgitamento
o Reavaliação semanal até que o processo esteja resolvido
o Mastite sem abscesso, manter amamentação
4.4.1. Abscesso Mamário:
Tratamento:
Drenagem em centro cirúrgico com analgesia (de preferência)
A depender do tamanho e extensão da coleção usar dreno de Penrose; retirar
no máximo com 48h
Colher cultura de secreção e solicitar antibiograma
Antibiótico por 10 dias – se for uso endovenoso: 1ª opção:
Cefalotina 1 g, EV, de 6/6 hApós 48h sem febre, alta
hospitalar, modificar antibiótico para via oral e fazer
Cefalexina, 500mg, VO, 6/6h até completar 10 dias
Opções alternativas: Eritromicina 500mg, VO, 6/6h;
Clindamicina 600mg, VO, 8/8h; Amoxacilina com
Clavulonato 875mg, VO, 12/12h
Caso ocorra falha no tratamento antimicrobiano discutir o caso com
infectologista e/ou colegas da unidade.
Reavaliação semanal até que o processo esteja resolvido
o Após drenagem de abscesso, manter amamentação em mama contralateral ou,
quando a mama drenada melhorar e for liberado por profissional que fizer a
assistência
o Compressas frias 4 vezes ao dia, ou mais vezes, caso a paciente deseje
4.5. Sepse:
Condição que pode se desenvolver até 6 semanas no pós-parto
Fatores de risco:
o Obesidade
o Diabetes/intolerância à glicose
o Imunossupressão
o Anemia
o Cerclagem
o Corrimento vaginal
o História de infecção pélvica
o Cesárea, Hematoma de ferida, trauma vaginal
Conduta: vide Protocolo de Sepse
o planejar transferir para unidade de tratamento semi-intensivo ou intensivo
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Anexo I
CATÁLOGO DE ANTIBIÓTICOS E FORMA DE USO:
Cefazolina 2g IV dose única antes da incisão cesárea – profilaxia em cesárea eletiva ou
de urgência. Se alergia usar Clindamicina 600mg IV
Cefalotina 1g IV 6/6h
Ampicilina 1g IV 6/6h
Amoxacilina com Clavulonato de potássio 500+250 mg VO 8/8h
Clindamicina 600 mg, EV ou VO, 6/6 horas ou 900 mg, EV 8/8 horas
Gentamicina 1,5 mg/kg, EV, 8/8 horas ou 3,5 a 5,0 mg/kg, EV, 24/24 hs; 240 mg/dia (até
70 kg) ou 320 mg/dia (acima de 70 kg)
Metronidazol 500 mg, EV, 8/8 horas ou 250 mg, VO 6/6 horas
Cefalexina 500mg VO 6/6h
Oxacilina 2 a 4 g/dia, IM ou EV, 6/6 horas
Penicilina G cristalina 5 milhões UI, EV, 4/4 horas
Amicacina 7,5 mg/kg, EV, 12/12 horas
Aztreonam 2 g, EV, 8/8 horas
Ceftriaxona 1 g, EV, 12/12 horas