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Prad - Cerâmica Rufino - Versão Final

Este documento apresenta o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) para uma área de 0,447 hectares pertencente à Cerâmica Rufino Ltda no município de Acopiara, Ceará. O PRAD tem como objetivo cumprir com a exigência legal de recuperar a área degradada pela extração de argila. O documento caracteriza o empreendimento, apresenta diagnósticos ambientais da área e avalia os impactos da atividade de extração. Além disso, propõe planos de controle
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Prad - Cerâmica Rufino - Versão Final

Este documento apresenta o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) para uma área de 0,447 hectares pertencente à Cerâmica Rufino Ltda no município de Acopiara, Ceará. O PRAD tem como objetivo cumprir com a exigência legal de recuperar a área degradada pela extração de argila. O documento caracteriza o empreendimento, apresenta diagnósticos ambientais da área e avalia os impactos da atividade de extração. Além disso, propõe planos de controle
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PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS – PRAD

CERÂMICA RUFINO LTDA

Acopiara/Ceará

Setembro/2020
Sumário

01. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR .............................................................. 4


02. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ..................................................... 4
2.1. Objetivos ........................................................................................................................... 4
2.2. Justificativa........................................................................................................................ 4
2.3. Localização geográfica ................................................................................................... 5
2.4. Estruturas a construir ...................................................................................................... 6
2.5. Máquinas e equipamentos ............................................................................................. 8
2.6. Pessoal .............................................................................................................................. 8
2.7. Descrição dos Planos de Trabalho (Uso das áreas) ................................................... 8
03. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL................................................................................ 9
3.1. Uso atual da área ............................................................................................................. 9
3.2. Uso futuro........................................................................................................................ 10
3.3. Geologia .......................................................................................................................... 10
3.4. Geomorfologia ................................................................................................................ 12
3.5. Solo .................................................................................................................................. 13
3.6. Recursos Hídricos .......................................................................................................... 14
3.7. Flora ................................................................................................................................. 16
3.8. Fauna ............................................................................................................................... 16
04. AVALIAÇÃO DE IMPACTOS .............................................................................. 18
05. PLANO DE CONTROLE AMBINETAL - PCA ...................................................... 22
06. PLANO DE DESMOBILIZAÇÃO ......................................................................... 28
07. PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA - PRAD.......................... 28
08. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PERTINENTE ......................................................... 31
09. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ............................................................... 48
10. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................... 49
11. RESPONSABILIDADE TÉCNICA ........................................................................ 50
12. DOCUMENTAÇÕES ........................................................................................... 51
Lista de Figuras

Figura 1: Registro fotográfico da visão panorâmica da área de extração mineral. .......... 7


Figura 2: Registro fotográfico da poligonal da área de extração, ao fundo, as
residências existentes no entorno. .......................................................................................... 7
Figura 3: Fluxograma das etapas de produção. .................................................................... 9
Figura 4: Registro fotográfico da Indústria Cerâmica onde a argila retirada (processo
800.717/2012) é utilizada para fabricação de tijolos. ......................................................... 10
Figura 5: Registro fotográfico de destaque do solo existente na área. ........................... 14
Figura 6: Registro fotográfico de destaque da vegetação e as carnaúbas existentes e
preservadas na área. .............................................................................................................. 17

Lista de Mapas

Mapa 1: Município de Acopiara/CE. ........................................................................................ 5


Mapa 2: Croqui de localização da área de extração de argila. ........................................... 6
Mapa 3: Aspectos geológicos da área. ................................................................................ 11
Mapa 4: Aspectos geomorfológicos da área. ...................................................................... 13
Mapa 5: Aspectos pedológicos da área. .............................................................................. 14
Mapa 6: Aspectos vegetacionais da área. ........................................................................... 16

Lista de Quadros

Quadro 1: Definição dos parâmetros de valoração dos atributos.................................... 19


Quadro 2: Avaliação dos impactos ambientais. .................................................................. 20
Quadro 3: Sumário dos impactos ambientais. .................................................................... 21
Quadro 4: Cronograma das medidas de controle ambiental. ........................................... 27
Quadro 5: Espécies a serem utilizadas na revegetação da área. .................................... 30

iii
4

1. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

Razão Social Cerâmica Rufino Ltda


CNPJ 01.941.538/0001-63
Endereço Rod. CE-55 – St. Malhada Nº S/N
Município Acopiara Estado Ceará
Representante Antônio Andreh Alves CEP 63560-000
Legal Rufino
CPF 422.575.733-15 RG 132.200.487 SSP/CE
Telefone (88) 3265-0240 Email [email protected]
Responsável Samara Amorim CPF 017.187.753-50
Técnico Costa
Endereço do Rua Jaime Tel 85 3036-8888
Responsável Benévolo 1431 E-mail:
Técnico A – Bairro de [email protected]
Fátima

02. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

A Cerâmica Rufino Ltda tem como atividade registrada a fabricação de artefatos


cerâmicos com Licença de Operação N° 378/2020 com validade em 11/07/2028 e
processo de licenciamento para extração mineral para substância de argila em uma
área de 10,02 hectares, junto a Agência Nacional de Mineração – ANM, com o Registro
de Licença N° 1266/2012 com validade em 28/11/2029 e Licença Municipal N°001/2020
com validade em 28/11/2029.

2.1. Objetivos

O intuito principal do Plano de Recuperação da Área Degradada - PRAD é


cumprir com a exigência relatada em ofício N°3368/2020 – GECON, onde solicita
apresentação da atualização do PRAD da área de extração mineral – Argila, que
compreende uma área de 10,02 hectares, totalizando uma área de 0,447 hectares a ser
recuperada.

2.2. Justificativa

É de suma importância a recuperação da área de 0,447 hectares que


compreende a área de APP inserida na poligonal do processo ANM 800.717/2012, e
assim o empreendimento cumprir com as leis ambientais e dar continuidade a extração
5

mineral – argila, de forma a não degradar o meio ambiente. Portanto, o PRAD é uma
prerrogativa que o empreendedor terá para cumprir com as medidas propostas, e assim
estar ambientalmente correto.

2.3. Localização geográfica

A área da extração mineral – Argila, está situada no município de Acopiara, na


região sul do Estado do Ceará, encontrando-se a sudoeste do Município de Fortaleza
(MAPA 1).

Mapa 1: Município de Acopiara/CE.

Fonte: IPECE, 2019.

2.3.1 – Croqui de localização

O acesso à área se faz saindo de Fortaleza, pela BR-116 até o cruzamento com
a BR-226, por onde se segue por esta via até a cidade de Acopiara, daí toma-se a BR404,
cerca de 2.860 metros, pega-se a direita na localidade Baixio da Roça, acessando uma
estrada carroçável a esquerda, por aproximadamente 5.380 metros, alcançando assim
a área de extração de argila (MAPA 2).
6

Mapa 2: Croqui de localização da área de extração de argila.

2.4. Estruturas existentes

Fonte: GOOGLE EARTH, 2019.

2.4. Estruturas internas

Para atividade de extração mineral – Argila não é aplicável a construção de


estruturas, logo a área destinada a exploração mineral é devidamente cercada para
evitar a entrada de pessoas não autorizadas e porventura entrada de animais, evitando
assim acidentes. No entorno da poligonal da extração existem algumas residências.
7

Figura 1: Registro fotográfico da visão panorâmica da área de extração mineral.

Fonte: Autor (2020).

Figura 2: Registro fotográfico da poligonal da área de extração, ao fundo, as residências existentes no entorno.

Fonte: AUTOR, (2020).


8

2.5. Máquinas e equipamentos

Para atividade desenvolvida na área são utilizados os seguintes maquinários:

• 01 pá carregadeira;

• 02 caminhões caçamba (12 m3 cada); e,

Obs; Os maquinários ficam todos locados na indústria cerâmica, e se deslocam


consoante a demanda de retirada da argila para ser levado a indústria cerâmica.

2.6. Pessoal

A mão de obra envolvida na atividade de extração são:

• 01 operador de pá carregadeira; e,

• 02 operadores de caminhão basculante.

2.7. Descrição dos Planos de Trabalho (Uso das áreas)

A extração de argila no Sítio Malhada é feita a céu aberto, com o desmonte


realizado pelo método de lavra em cavas. O processo de extração do bem mineral é
realizado basicamente em duas etapas: o desenvolvimento e a lavra, onde no
planejamento e desenvolvimento da mina serão levadas em consideração a geologia, a
topografia e as condições ambientais do local.

O trabalho de extração de argila é uma atividade mineira simples, uma vez que
compreende apenas a remoção do seu sítio natural e transporte, não comprometendo
o equilíbrio ecológico, desde que o avanço vertical não seja além do previsto.

O processo de extração se inicia com a criação de rampas de acesso, que são


feitas com um pequeno trator de esteira e o material removido é estocado nas
proximidades, para que seja reposto no momento da recomposição da margem.

A seguir o fluxograma da atividade mineral:


9

Figura 3: Fluxograma das etapas de produção.

03. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL

3.1. Uso atual da área

A área de extração de argila é devidamente registrada pela Agência Nacional de


Mineração – ANM desde o ano de 2012, sob o processo 800.817/2012. E atualmente
está em processo de renovação junto a SEMACE, entidade perante a qual o referido
PRAD está sendo apresentado como forma de atualização, visto que foi constatado
retirada de material (argila) em área de preservação permanente, ou seja, em porção
do recurso hídrico existente no interior da poligonal destinada para extração mineral.
10

Vale ressaltar que a área regularizada junto aos órgãos ambientais corresponde
a 10,02 hectares, a mesma é devidamente cercada e o uso é exclusivo para retirada de
argila para fabricação de artefatos cerâmicos. Na Figura 4, a seguir, encontra-se
ilustrada a imagem lateral da Indústria Cerâmica.

Figura 4: Registro fotográfico da Indústria Cerâmica onde a argila retirada (processo 800.717/2012) é utilizada para fabricação
de tijolos.

Fonte: Autor, (2020).

3.2. Uso futuro

Após o encerramento das atividades minerárias na área, o empreendedor tem


dentre as alternativas propostas para o uso futuro da área o plantio de espécies nativas
da região e criação de animais.

3.3. Geologia

Refere-se aos sedimentos quaternários, associados aos leitos dos principais rios
da região e alguns riachos de dimensão reduzida. São apresentadas como os depósitos
fluviais ou lagunares recentes. Os terraços fluviais são sedimentos correspondentes
geneticamente e que constituem apenas o início de um processo de sedimentação.

Na área, esses sedimentos constituem uma unidade importante, tanto do ponto


11

de vista geológico como econômico. Compreendem as faixas alongadas, estreitas e


sinuosas depositadas nas calhas do rio, que se iniciando no interior, alargam-se no
sentido da Zona Litorânea onde são seccionadas abruptamente pela linha da costa.

Sua espessura é de um modo geral pequena, pois sempre estão condicionadas


as partes mais baixas do vale, oscilando entre 1 a 5 metros.

Litologicamente, estão representadas por areias finas e grossas, de cores


variadas, incluindo cascalho de tamanhos variados até matacão, e pelas argilas com
matéria orgânica em decomposição do embasamento Proterozóico (MAPA 3).

Mapa 3: Aspectos geológicos da área.

Fonte: IPECE, 2019.


12

3.4. Geomorfologia

Geomorfologicamente a área está inserida na Depressão Sertaneja, segundo


Souza (1988), constituindo o domínio dos escudos e maciços antigos do Ceará, exibindo
reflexos de eventos geotectônicos pretéritos. Levando-se em consideração critérios
litoestruturais e superficiais de aplainamento, o relevo da área é composto pelas
seguintes sub-unidades:

✓ A depressão central, com cotas hipsométricas entre 170 à 220 m nos setores de
pediplano conservado e, 230 à 280 m, nos setores de pediplano dissecado,
possuindo acentuadas variação litológicas, trucamento de litotipos,
irregularidade na capacidade de erosão, diferentes tipos de relevos devido aos
diferentes tipos de rochas, solos e alterações superficiais pouco espessa e
vegetado por caatinga;

✓ Inselbergs, evidenciando o comportamento seletivo dos granitos em relação à


ação erosiva;

✓ Área de acumulação inundáveis, relacionada aos sedimentos aluviais que


formam as planícies de inundação e por sedimentos coluviais da área de
acumulação inundáveis; e,

✓ Planícies e Terraços Fluviais, disposta ao longo dos cursos de água, sendo os


aluviões constituídos por areias finas e médias à grosseira, com presença de
materiais argilosos delimitado por terrenos fluviais compostos por cascalho
(MAPA 4).
13

Mapa 4: Aspectos geomorfológicos da área.

Fonte: IPECE, 2019.

3.5. Solo

Na área verificou-se uma classe de solos típica de Planície Fluvial, denominada


de Solos Argissolos Vermelho Eutróficos (FIGURA 4). Esses solos são pouco
desenvolvidos e originados a partir da decomposição de sedimentos fluviais não
consolidados, de natureza e granulometria bastante variáveis, apresentando horizonte
A fraco, com textura indiscriminada e pH variando de moderadamente ácido a
moderadamente alcalino, contendo argila de alta atividade.

Apresentam elevada soma de bases trocáveis, características indicativas de alta


fertilidade natural, portanto dotadas de grande potencial agrícola. Esses tipos de solos
ocorrem nas várzeas dos rios e relacionam-se a relevos planos sendo seus usos
limitados devido aos riscos de inundações a que essas mesmas áreas estão sujeitas.
(MAPA 5).
14

Mapa 5: Aspectos pedológicos da área.

Fonte: IPECE, 2019.

Figura 5: Registro fotográfico de destaque do solo existente na área.

Fonte: Autor (2020).


15

3.6. Recursos Hídricos

Situa-se na área de influência da Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe. A bacia


do Alto Jaguaribe tem no açude Orós a sua principal reserva hídrica, sendo a maior
região hidrográfica dentre as existentes no Ceará, banhando 23 municípios. As
nascentes do rio Jaguaribe localizam-se nesta bacia. Seus principais afluentes são os
rios Carrapateiras, Trici, Puiu, Jucás, Condado, Carius e Trussu, sendo o açude Orós a
sua principal reserva hídrica. Responsável pela acumulação de 70% do potencial da
região pereniza o vale do Jaguaribe no trecho do rio localizado nas bacias do médio e
baixo Jaguaribe. Área: 24.538 km2.
16

3.7. Flora

A área exibe uma vegetação secundária, fruto de um intenso desmatamento


promovido pela população em processos anteriores de ocupação desordenada. No
local onde se podia vislumbrar uma vegetação com espécies arbóreas primárias,
observa-se uma vegetação secundária, nativa e invasora, e um extrato herbáceo ainda
em desenvolvimento e dominante (FIGURA 5).

A flora da área originalmente se fazia representar a nível regional, por caatinga


do cristalino, onde se observa a presença de carnaúba e dicotiledôneas (MAPA 6).

Mapa 6: Aspectos vegetacionais da área.

Fonte: IPECE, 2019.


17

Figura 6: Registro fotográfico de destaque da vegetação e as carnaúbas existentes e preservadas na área.

Fonte: Autor (2020).


18

3.8. Fauna

Dentre as espécies da fauna que podem ser encontradas, segundo informações


dos moradores locais compreendem: Passer domesticus (pardal); Columbina talpacoti
(rolinha);

Columbina picui (rolinha-branca); Piaya cayana (alma-de-gato); Critophaga ani


(anu-preto); Chrisolampis mosquitus (beija-flor-pequeno); Paroaria dominicana (galo-
campina); Buteo magnirastris (gavião-rapina); Arundinicola leucocephala (viuvinha);
Phacoprogne tapera (andorinha-do-campo); Manacus manacus (rendeira); Carduelis
magellanicus (pintassilgo); Volatinia jacarica (tiziu); Egretta alba (garça-branca);
Butorides striatus (socozinho); Syrigma sibilatrix (maria-faceira); Tupinambis teguxim
(teju); Eufhractus sexcinctus (tatu peba); Cavia aperea (preá); Callinthrix jacahus (soim);
Cerdocyon thous (raposa); Felis sp. (gato-do-mato); Coxybelis sp. (cobra-de-cipó);
Bothrops erythromelas (jararaca); Epicrates cenchria (salamanta); Cleria sp. (cobra-
preta); Igreana iguana (camaleão) e Tropidurus torquartus (calango).

04. AVALIAÇÃO DE IMPACTOS

Para realizarmos a identificação e avaliação dos impactos ambientais gerados


dentro da área supracitada, baseamo-nos nas características ambientais reais do local.

Desta forma, foi realizada uma listagem de todas as ações de processos, de


acordo com todas as etapas realizadas para o projeto, onde a avaliação foi feita tomando
como base a mensuração e valoração inerente aos impactos ambientais, de acordo com
seus tributos caráter, magnitude e duração.

Na visão do presente PRAD, entendemos como impacto ambiental, qualquer


alteração ao meio ambiente que seja causada pela ação direta ou indireta desenvolvida
pela ação da atividade da extração de argila, seja a sua origem (física, química, biológica,
social ou econômica).

No quadro 1, apresentamos a conceituação dos tributos utilizados para a


caracterização dos impactos, bem como a definição dos parâmetros utilizados na
19

valoração dos tributos. Para propiciar uma visualização mais adequada da dominância
do caráter dos impactos foram utilizadas as cores verde e vermelha, para os impactos
identificados, respectivamente, como de caráter benéfico e de caráter adverso.

No quadro 2 estão listados os impactos ambientais encontrados na atividade da


extração de argila.

Quadro 1: Definição dos parâmetros de valoração dos atributos.

ATRIBUTOS PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO SÍMBOLO


BENÉFICO
CARÁTER Quando o efeito gerado for positivo para o fator
ambiental considerado.
+
Expressa a alteração ou
modificação gerada por uma
ação do empreendimento sobre
um dado componente ou fator ADVERSO
ambiental por ela afetado. Quando o efeito gerado for negativo para o
fator ambiental considerado. -

PEQUENA
MAGNITUDE Nos casos em que a variação no valor dos
P
indicadores for inexpressiva, sem alteração no
fator ambiental considerado.
Expressa a extensão do MÉDIA
impacto, na medida em que se Nos casos em que a variação no valor dos
M
atribui uma valoração gradual indicadores for expressiva, sem, no entanto,
às variações que as ações descaracterizar o fator ambiental considerado.
poderão produzir num dado GRANDE
componente ou fator ambiental Nos casos em que a variação no valor dos
por ela afetado. indicadores for tão expressiva que G
descaracterize o fator ambiental considerado.
CURTA
DURAÇÃO Logo após a conclusão da ação, se dará a 1
neutralização do impacto gerado.
É o registro do tempo de MÉDIA
permanência do impacto depois Quando o impacto gerado só será neutralizado, 2
de concluída a ação que o após decorrer um certo tempo.
gerou. LONGA
O impacto tem um longo período de duração,
findada a ação. 3
20

Quadro 2: Avaliação dos impactos ambientais.

AÇÕES DO PROJETO DE
IMPACTOS AMBIENTAIS SIMBOLOGIA
MINERAÇÃO
FASE DE ESTUDOS E PROJETOS
Descrição Física da Área +M2
TOPOGRAFIA
Geração de Serviço +P1
ESTUDOS
BÁSICOS

Caracterização dos Ecossistemas +M2


Implantação de Medidas Mitigadoras +M2
AMBIENTAL
Planos de Controle e Monitoramento +M2
Geração de Serviço +M1
FASE DE IMPLANTAÇÃO
Modificação Morfológica -P3
Alteração Geotécnica do Terreno -M3
Emissão de Poeiras Fugitivas -P1
ABERTURA E
Emissão de Ruídos e Gases/Odores -P1
MANUTENÇÃO DOS
ACESSOS INTERNOS Perturbação à Fauna Terrestre -P1
Consumo de Materiais/Serviços +P1
Crescimento do Comércio +P1
Arrecadação de Impostos +P2
Perda do Potencial Florístico -G3
Perecimento de Parte da Fauna -P1
Emissão de Poeiras Fugitivas -M1
Emissão de Ruídos e Gases/Odores -M1
Produção de Entulhos -M1
LIMPEZA DA ÁREA
Susceptibilidade à Erosão -M2
Alteração da Paisagem Local -M3
Lançamento de Efluentes -G2
Geração de Empregos/Serviços +M1
OCUPAÇÃO FÍSICA

Incremento do Comércio +M1


FASE DE OPERAÇÃO
Modificação Morfológica -G3
Alteração Geotécnica -G3
Instabilidade dos Taludes -M2
Processos Erosivos -M2
Emissão de Poeiras Fugitivas -P1
Recarga do Aquífero -P1
Emissão de Ruídos e Gases/Odores -P1
ATERRAMENTO Perturbação à Fauna -P1
Riscos de Acidentes -P2
Interferência na Biota do Mangue -P3
Arrecadação de Impostos +M1
Geração de Empregos/Serviços +M1
Economia Mineral +M2
Emissão de Poeiras Fugitivas -M1
Emissão de Ruídos e Gases/Odores -M1
Riscos de Acidentes -P1
Oferta de Serviços +M1
Crescimento do Comércio +M1
TERRAPLENAGEM Arrecadação de Impostos +M1
Conformação Topográfica da Área Minerada +M3
Recuperação das Condições Ambientais +M3
21

4.1 - Avaliação dos Impactos Ambientais

Após a identificação e avaliação dos impactos ambientais, contabilizamos 45


impactos que poderão ser encontrados na área de mineração, dos quais 19 ou 42,2%
são positivos enquanto 26 ou 57,7% são negativos.

Quanto ao atributo magnitude observamos que 04 ou 8,8% são positivos de


pequena magnitude, 11 ou 24,4% são negativos de pequena magnitude, 15 ou 33,3%
são positivos de média magnitude, 10 ou 22,2% são negativos de média magnitude, e
04 ou 8,8% são negativos de grande magnitude.

A análise feita a partir do “Check List”, se completa com o Quadro 3 exibidos a


seguir, contendo um resumo da avaliação dos impactos ambientais que foram
identificados no meio. Nele é mostrado a relação que existe entre os atributos
considerados. Dessa forma foi quantificado a relação existente entre os parâmetros de
avaliação da magnitude e duração dos impactos identificados e previsíveis, baseando-
se no valor numérico dos impactos benéficos e adversos.

Quadro 3: Sumário dos impactos ambientais.

IMPACTOS AMBIENTAIS = 45

# POSITIVO = 19 NEGATIVO = 26 
P 04 11 15
M 15 10 25
G 0 04 04
1 11 13 24
2 06 05 11
3 02 07 09
22

05. PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL - PCA

A mineração, quando ocorre sem disciplinamento causa ao meio ambiente


profundas transformações, gerando graves danos ao ecossistema, inclusive podendo
inviabilizar economicamente a recuperação da área, no que se refere ao uso e ocupação
do solo.

Assim sendo, entendemos que se faz necessário à aplicação de um


disciplinamento rígido, através de técnicas apropriadas ao desenvolvimento da lavra, a
fim de que os danos causados ao meio ambiente sejam os menores possíveis, para que
a mineração se desenvolva de forma harmoniosa com o meio ambiente, permitindo a
reutilização da área com outra atividade econômica.

Para a elaboração desse plano procurou-se identificar no local as condições


ambientais da área, identificando os prováveis impactos gerados, com o intuito de
estabelecer uma harmonia do empreendimento X meio ambiente, fundamentando-se
ainda na legislação ambiental vigente. A seguir o cronograma prévio das medidas do
controle ambiental, (QUADRO 4).

05.1. Medidas de Controle Ambiental

05.1.1. Abertura e Manutenção dos Acessos Internos

A manutenção dos acessos internos existentes na área do empreendimento


mineral seguirá o avanço da lavra.

Serão estabelecidos os seguintes procedimentos básicos:

 Não arremessar nas estradas entulho ou detritos orgânicos que prejudique


futuramente o meio ambiente;
 Indicar as vias de acesso às frentes de lavra, estabelecendo de preferência
apenas uma via de acesso à frente de lavra;
 Efetuar a manutenção de todas as vias de acessos internos e externos à área da
mineração; e,
 Sinalizar os principais acessos à área da mineração, usando-se para tanto a
sinalização convencional de transito.
23

05.2.2. Limpeza do Terreno

A limpeza do terreno será feita por faixas em locais pré-determinados, dentro do


polígono requerido junto ao DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. Os
seguintes procedimentos técnico-ambientais serão implantados:

 Demarcar previamente a superfície a ser minerada para que seja evitada a


remoção da cobertura vegetal nas áreas além do necessário; e,

 Definir o local onde deverá ser estocado o entulho retirado da área a ser
minerada.

05.2.3. Lavra

A lavra de argila gera os maiores impactos adversos sobre o meio ambiente, pois
sendo feita com carregadeira, origina sons, poeiras e gases/odores.

Para a realização da lavra os seguintes princípios serão obedecidos:

 Definir previamente a faixa a ser minerada para evitar a remoção de qualquer


excesso da cobertura vegetal nas áreas de lavra;
 Cercar e sinalizar a área da mineração, indicando a frente de lavra e o seu sentido
do avanço;
 Evitar a formação de ressaltos topográficos no piso final dos setores minerados,
a fim de facilitar as futuras atividades de reabilitação dos setores degradados;
 Deixar o ângulo dos taludes da área já minerada com inclinação positiva e
suavizada;
 Adquirir Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s para o operador da pá
carregadeira e fiscalizar sua utilização, evitando-se assim acidentes;
 Fazer a manutenção e regulagem periódica do equipamento de lavra e de
carregamento do minério, evitando-se o derramamento de óleos e graxas, bem
como a emissão anormal de ruídos e gases; e,
 Proibir o depósito de lixo ou qualquer outro tipo de material semelhante na área
de entulho.
24

05.2.4. Transferência da Frente de Lavra

A transferência da frente de lavra depende do desenvolvimento dos trabalhos


mineiros e das condições de jazimento a lavrar, sendo gerada nessa ação entre outros,
desestabilização dos taludes, alteração nas condições geotécnicas do terreno,
ocorrendo ainda poluição atmosférica, sonora, e fuga da fauna.

Nessa fase das atividades, serão observados os seguintes procedimentos:

 Deixar os pisos finais dos setores minerados regularizados, eliminando-se os


ressaltos topográficos;
 Deixar os taludes das áreas de proteção com ângulo positivo de inclinação; e,
 Proibir a colocação de entulhos, lixo ou outros materiais incompatíveis na área
nos trechos já minerados.

05.2.5. Estocagem do Minério

A estocagem do minério será realizada provisoriamente nas imediações das


estradas de acesso, sendo seu carregamento praticamente imediato.

Serão adotadas as seguintes normas de atuação:

 Acumular a argila próxima da frente de lavra, formando pilhas pouco elevadas,


para não ocorrer descaracterização da morfologia local, e facilitar o seu
carregamento;
 Utilizar área protegida por vegetação em seu entorno, para minimizar a perda do
material inconsolidado pelo efeito dos ventos que atuam sobre as pilhas de
estoque;
 Localizar a pilha de estocagem de argila de forma a não impedir a visibilidade
das estradas de acesso de uso público;
 Evitar a colocação no pátio de estocagem de lixo, entulho ou qualquer material
inservível, transportado pelos caminhões basculantes; e,
 Cercar e sinalizar as áreas de estocagem de argila.
25

05.2.6. Carregamento e Transporte do Minério

O carregamento de argila será feito com a ajuda da pá carregadeira, que


transfere o bem mineral da pilha de estocagem para o caminhão de transporte, gerando
impactos adversos como: adensamento do solo, ruídos/odores, gases e poeiras
fugitivas.

No decorrer dessas ações, serão adotados os seguintes procedimentos:

 Colocar os caminhões próximos da pilha de estocagem evitando-se o


deslocamento excessivo da pá carregadeira;

 Evitar pilhas de estoque muito altas, para que não haja descaracterização da
morfologia local e também seja facilitada a operação do carregamento;

 Proibir o estacionamento da pá carregadeira e dos caminhões basculantes nas


proximidades das pilhas de estocagem de argila;

 O operador da pá carregadeira deverá obrigatoriamente usar os seus


Equipamentos de Proteção Individual;

 Efetuar e recomendar a manutenção periódica da pá carregadeira e dos


caminhões basculantes;

 Sinalizar a área da mineração, indicando a velocidade máxima de deslocamento,


a entrada e saída de veículos pesados, e a indicação dos acessos;

 Conscientizar os motoristas quanto à máxima velocidade de deslocamento, de


40 km/h na área da mineração e no seu entorno mais próximo, como medida
preventiva para a ocorrência de acidentes, evitando-se a excessiva emissão de
ruídos e poeiras;

 Cobrir a argila colocada nos caminhões basculantes com lona, em toda a


extensão de sua carga; e,

 Conservar em bom estado as vias de acesso da área de entorno do


empreendimento para que o transporte seja feito com a maior eficiência possível.
26

05.2.7. Terraplenagem

A terraplenagem na área de mineração resulta na homogeneização e


sistematização das faixas já mineradas, conduzindo à recuperação de cada frente de
extração mineral, de acordo com o planejamento feito.

Serão estabelecidas as seguintes normas de procedimentos:

 Sinalizar e definir previamente as faixas já mineradas para que sejam efetuados


os trabalhos de conformação topográfica das mesmas;

 Durante a estação seca, umectar as faixas lavradas para evitar a formação de


poeiras fugitivas; e,

 Solicitar aos operários encarregados dessa operação que usem os seus


Equipamentos de Proteção Individual.

05.2.8. Sinalização

É de suma importância a sinalização da área da mineração e de seu entorno, para


identificar as áreas de influência direta da mineração evitando-se assim acidentes, e
orientando o tráfego de caminhões pesados nas vias de acesso existentes na área da
lavra e no seu entorno.

05.2.9. Segurança e Higiene

Nesse item a principal preocupação é com o bem estar dos operários envolvidos
na atividade mineira, para isso são necessárias algumas ações, como:

 Para que se proceda ao desenvolvimento da lavra dentro da obediência às


Normas Regulamentadoras do Ministério Trabalho e Emprego e na CLT; e,
 Todo pessoal envolvido na parte do processo de lavra deve estar munido de
Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s): botas, luvas, capacetes, protetores
auriculares, óculos e máscaras anti-pó.
27

Quadro 4: Cronograma das medidas de controle ambiental.

MEDIDAS DE CONTROLE
MESES (Iniciando em janeiro de 2021)
AMBIENTAL
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12
Delimitação da Área do
JÁ REALIZADA
Licenciamento
Delimitação da Área de x x x
Interesse Ecológico
Cercamento da Área
JÁ REALIZADA
Licenciada
Sinalização da Área de
Influência da Mineração e de x x
Interesse Ecológico
Sinalização das Vias de
x x
Acesso
Abertura e Manutenção das
x x x x
Vias de Acesso
Limpeza do Terreno x x x x x x
Estocagem dos Restolhos
x x x x x x
Vegetais e dos Rejeitos
Aquisição dos Equipamentos
x x x
de Proteção Individual
Manutenção e Regulagem do
x x
Equip. de Lavra
Controle dos Processos
x x x x
Erosivos
Trabalhos de Terraplenagem x x x x x
Revegetação dos Taludes x x x
Monitoramento das Medidas
x x x
Ambientais Propostas
28

Relatório de
x x
Acompanhamento Ambiental

06. PLANO DE DESMOBILIZAÇÃO

O modelo de planejamento da recuperação da área da jazida considera que a


atividade econômica praticada no entorno da mineração hoje é de pequena expressão
e se relaciona com a agricultura e pecuária.

A área onde é efetuada a extração de argila apresenta uma vegetação de


pequeno porte, secundária, fruto de um desmatamento anterior ao projeto de extração,
realizado pelo antigo dono do terreno, para cultivo da agricultura familiar.

A presença de animais na área do projeto é pouco significativa, com baixa


densidade de indivíduos, representada por aves, répteis de pequeno porte e alguns
insetos, que com o movimento dos equipamentos de extração mineral migraram para
áreas circunvizinhas, e ao término do processo de extração voltaram a ocupar esse
espaço.

07. PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA - PRAD

A mineração a céu aberto é potencialmente modificadora do meio ambiente nas


áreas onde é implantada, e segundo uma proposição atualizada de trabalho, são
perfeitamente viáveis o planejamento e realização da lavra mediante o estabelecimento
de um procedimento metodológico técnico-ambiental que permita a exploração mineral
em consonância com o ecossistema, ficando as áreas pós-mineradas reabilitadas para
utilização futura.

A reabilitação da área degradada deverá ser feita mediante o estrito


cumprimento das medidas mitigadoras propostas, bem como pela execução de um
método de lavra adequado ao jazimento e às condições ambientais da área, e
principalmente a área da qual foi degradada correspondendo a 0,447 hectares da área
de preservação permanente será reabilitada com a delimitação, e deixando a mesma
regenerar naturalmente com a vegetação nativa existente na região pelo prazo de 2
29

anos, e como forma de acompanhamento será realizado um monitoramento semestral


com elaboração de relatório anual a serem apresentados ao órgão ambiental.

Quanto a área total devidamente licenciada, devido à significativa transferência


de massa que será promovido pela extração do bem mineral, o volume de material
removido é muito grande para que se possa pensar em recuperar a área através da
recomposição topográfica, com modelagem da superfície final próxima do relevo
original.

A solução prática consiste na reabilitação dos setores degradados com os


taludes da frente de lavra e do pátio de manobras, assim como suas superfícies,
adequando o novo relevo a uma modelagem compatível com a morfologia da região do
entorno.

No planejamento de reabilitação de áreas degradadas serão considerados


fatores como aproveitamento racional do relevo deixado pela mineração, com
condições apresentada pelo terreno e características físicas do relevo da área de
entorno, no sentido de melhor adaptação aos elementos resultantes da mineração a um
novo empreendimento economicamente viável.

A adequação topográfica final será efetuada buscando-se terraplanar as áreas


não previamente conformadas no decorrer dos trabalhos como no caso dos depósitos
de rejeitos cuja modelagem, em boa parte já está estabelecida.

7.1- Revegetação

A implantação da cobertura vegetal tem a função não só paisagística e ecológica,


mas também o controle de processos erosivos e da melhoria do solo destruído pela
ação antrópica da atividade, de do microclima da região.

Nas áreas de implantação inicial da vegetação através de mudas e de sementes


das espécies adaptadas as condições da região (QUADRO 4), ocorrerá por meio de
covas e semeio direto de forma aleatória, similar a distribuição irregular da variedade
florística do local.

O plantio de arbóreas ou arbustivas na área será efetuado posteriormente, após


o pleno estabelecimento da vegetação rasteira protetora do solo. No período de um
30

ciclo hidrológico efetua-se a verificação das plantas naturalmente germinadas e efetua-


se ou não (dependendo do uso que for dado à área) o plantio das seguintes espécies a
serem utilizadas:
Quadro 5: Espécies a serem utilizadas na revegetação da área.

NOME COMUM NOME CIENTÍFICO

Marmeleiro Cydonia oblonga

Faveleira Cnidoscolus phyllacanthus

Catingueira Caesalpinia pyramidalis

Aroeira Schinus terebinthifolia

7.2 - Medidas de Isolamento e Monitoramento da Área

7.2.1 Monitoramento ambiental


Assim as medidas mitigadoras e de controle dos impactos ambientais poderão
ser redirecionados, para um atendimento racional e adequado dos objetivos
estabelecidos para implantação das novas instalações na indústria situada, caberá ao
empreendedor a responsabilidade pela realização das medidas de controle ambiental,
com acompanhamento por técnico habilitado junto a SEMACE, estando o
empreendimento sujeito a fiscalização por este órgão ambiental.

Durante o monitoramento merecerá destaque a realização das seguintes


atividades técnicas:

➢ Manutenção sistemática das cercas e das placas de sinalização;

➢ Diagnóstico e realização de serviços para controlar a erosão, o assoreamento e


a estabilidade dos taludes marginais;

Elaboração de relatório anual objetivo, com documentação cartográfica e


fotográfica, referente à evolução dos trabalhos realizados, assim como das medidas
31

mitigadoras e de controle implantados.

08. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PERTINENTE

As principais normas regulamentadoras referentes a operação de projetos de


cunho imobiliário, da construção civil e de caráter florestal, sob o aspecto legal
ambiental, serão apresentadas segundo o âmbito Federal, Estadual e Municipal.

08.1. Legislação Federal

A Constituição Federal de 1988 consagrou, em normas expressas, as diretrizes


fundamentais de proteção ao meio ambiente. Através do Art. 23 estabelece a
competência comum da União, dos Estados e dos Municípios para: Proteção do acervo
histórico e cultural, bem como os monumentos e paisagens naturais e dos sítios
arqueológicos; a proteção ao meio ambiente e combate à poluição em quaisquer de
suas formas; e, preservação das florestas, da fauna e da flora.

Art. 23 É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios:

I - Zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e


conservar o patrimônio público;

II - Cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas


portadoras de deficiência;

III - Proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico, e


cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

IV - Impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros


bens de valor histórico, artístico e cultural;

V - Proporcionar os meios de acesso à cultura, a educação e à ciência;

VI - Proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

VII - Preservar as florestas, a fauna e a flora;

VIII - Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;


32

IX - Promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições


habitacionais e de saneamento básico;

X - Combate as causas da pobreza e os fatores de marginalização social dos setores


desfavorecidos;

XI - Registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e


exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;

XII - Estabelecer e implantar política de educação para segurança do trânsito.

Parágrafo Único. Lei complementar fixará normas para a cooperação entre a União e
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do
desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre:

I - Direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;

II - Orçamento;

III - Juntas comerciais;

IV - Custas de serviços forenses;

V - Produção de consumo;

VI - Florestas, caça, pesca, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos


naturais, proteção do meio ambiente e controle de poluição;

VII - Proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;

VIII - Responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de


valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;

IX - Educação, cultura, ensino e desporto;

X - Criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;

XI - Procedimento em matéria processual;

XII - Previdência social, proteção e defesa da saúde;


33

XIII - Assistência jurídica e defensoria pública;

XIV - Proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;

XV - Proteção à infância e a juventude;

XVI - Organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.

§ 1°. No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a


esclarecer normas gerais.

§ 2°. A competência da União para legislar sobre normas gerais exclui a competência
suplementar dos Estados.

§ 3°. Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência
legislativa plena, para atender as suas peculiaridades.

§ 4°. A superveniência da lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei
estadual, no que lhe for contrário.

Art. 225 Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e
à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1°. Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

I - Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e promover o manejo


ecológico das espécies e ecossistemas;

II - Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar


as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

III - Definir em todas as unidades da federação, espaços territoriais e seus componentes


a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitida somente
através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos
que justifiquem sua proteção;

IV - Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente


causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto
ambiental, a que se dará publicidade;
34

V - Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e


substâncias que comportem riscos para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI - Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização


pública para a preservação do meio ambiente;

VII - Proteger a fauna e a flora, vedada, na forma da lei, as práticas que coloquem em
risco sua função ecológica, provoquem extinção de espécies ou submetam os animais
a crueldade.

§ 2°. Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente
degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente,
na forma da lei.

§ 3°. As condutas e atividades consideradas lesivas ao ambiente sujeitarão os infratores,


pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da
obrigação de reparar os danos causados.

§ 4°. A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal


Matogrossense e a Zona Costeira são patrimônios nacionais, e sua utilização far-se-á,
na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente,
inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

§ 5°. São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações
discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.

§ 6°. As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em
lei federal, sem que não poderão ser instaladas.

08.1.1. Relação e Discriminação da Legislação Federal

➢ Leis Federais

LEI N° 3.924, DE 26 DE JULHO DE 1961 - Dispõe sobre a mineração e os bens culturais,


científicos, históricos e artísticos.

LEI N° 4.089, DE 13 DE JULHO DE 1962 - Dispõe sobre a erosão, a fauna, a flora e a


poluição de águas.
35

LEI N° 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012 - Institui o Novo Código Florestal.

LEI N° 5.197, DE 03 DE JANEIRO DE 1907 - Dispõe sobre proteção à fauna silvestre e


dá outras providências.

LEI N° 5.371, DE 05 DE DEZEMBRO DE 1967 - Dispõem sobre mineração e áreas


indígenas.

LEI N° 6.001, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1973 - Dispõem sobre mineração e áreas


indígenas.

LEI N° 6.403, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1976 - Modifica dispositivo no Decreto-Lei N°


227, de 28 de fevereiro de 1967;

LEI N° 6.535, DE 15 DE JUNHO DE 1978 - Dispõe sobre impactos sobre a flora,


mineração e dá outras providências.

LEI N° 6.567, DE 24 DE SETEMBRO DE 1978 - Dispõe sobre o regime para exploração


e o aproveitamento das substâncias minerais que especifica e dá outras providências.

LEI N° 6.803, DE 02 DE JULHO DE 1980 - Dispõe sobre mineração e outras atividades,


usos e ocupação do solo.

LEI N° 6.902, DE 27 DE ABRIL DE 1981 - Dispõe sobre a criação de Estações Ecológicas,


Áreas de Proteção Ambiental, e dá outras providencias.

LEI N° 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 - Dispõe sobre a Política Nacional do Meio


Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação e dá outras providências
- alteração de lençol de água subterrânea, assoreamento, erosão, impacto sobre a
fauna, flora, mineração e mananciais, mineração e unidades de conservação ambiental,
estações ecológicas, reservas, poluição da água, do mar e litoral, do solo, sonora, visual,
ultralançamento de fragmentos, vibrações.

LEI N° 7.511, DE 07 DE JULHO DE 1986 - Dispõem sobre impactos à flora mineração e


unidade de conservação ambiental.

LEI N° 7.754, DE 14 DE ABRIL DE 1989 - Estabelece medidas para proteção das


florestas existentes nas nascentes dos rios e dá outras providências;

LEI N° 7.797, DE 10 DE JUNHO DE 1989 - Cria o Fundo Nacional de Meio Ambiente e


36

dá outras providências.

LEI N° 7.803, DE 16 DE JULHO DE 1989 - Altera a redação da Lei N° 4.771, (Código


Florestal) de 15 de setembro de 1965, e revoga as Leis n.05 6.535, de 15 de junho de
1978 e 7.511, de julho de 1986.

LEI N° 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997 - Institui a Política Nacional de Recursos


Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVERIRO DE 1998 – Dispõe sobre as sanções penais e


administrativas derivadas e condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providencias.

LEI Nº 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999 - Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui


a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.

LEI Nº 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000 - Regulamenta o art. 225 e incisos da


Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da
Natureza - SNUC e dá outras providências.

LEI Nº 10.165, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2000 - Altera a Lei no 6.938, de 31 de agosto


de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e
mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

LEI Nº 10.650, DE 16 DE ABRIL DE 2003 - Dispõe sobre o acesso público aos dados e
informações existentes nos órgãos e entidades integrantes do Sisnama, e estabelece
que as autoridades públicas possam exigir a prestação periódica de qualquer tipo de
informação por parte das entidades privadas sobre os impactos ambientais potenciais
e efetivos de suas atividades.

➢ Decretos Federais

DECRETO N° 23.793, DE 23 DE JANEIRO DE 1934 - Aprova o Código Florestal.

DECRETO N° 24.643, DE 10 DE JULHO DE 1934 - Institui o Código de Águas (alteração


de lençol de água subterrânea, mineração e mananciais e poluição da água).

DECRETO-LEI N° 26.462, DE 10 DE JULHO DE 1934 - Código de Minas de 1934.

DECRETO-LEI N° 25, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1937 - Dispõem sobre mineração e


37

áreas naturais tombadas.

DECRETO-LEI N° 1.985, DE 20 DE JANEIRO DE 1940 - Institui o Código de Minas de


1940.

DECRETO N° 28.481, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940 - Dispõe sobre a poluição das


águas.

DECRETO-LEI N° 4.146, DE 04 DE MARÇO DE 1942 - Dispõe sobre mineração e dá


outras providências,

DECRETO-LEI N° 7.841, DE 08 DE AGOSTO DE 1945 - Dispõe sobre mineração e outras


atividades, uso e ocupações do solo, poluição da água mineral, e dá outras providências.

DECRETO-LEI N° 9.760, DE 05 DE SETEMBRO DE 1946 - Dispõe sobre mineração e


outras atividades, uso e ocupações do solo em terras da marinha.

DECRETO-LEI N° 277, DE 28 DE FEVEREIRO DE 1967 - Dá nova redação ao Decreto-


Lei N° 1.985 (Código de Minas) de 29 de janeiro de 1940.

DECRETO-LEI N° 303, DE 28 DE FEVEREIRO DE 1967 - Cria o Conselho Nacional de


Controle da Poluição Ambiental e dá outras providências.

DECRETO N° 64.590, DE 27 DE MAIO DE 1969 - Altera o Regulamento do Código de


Mineração, aprovado pelo Decreto N° 62.934, de 27de abril de 1969, e dá outras
providências.

DECRETO N° 77.775, DE 08 DE JUNHO DE 1976 - Regulamenta a Lei N° 6.225, de


14.07.75.

DECRETO N° 86.028, DE 27 DE AGOSTO DE 1981 - Institui em todo Território Nacional


a Semana Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências.

DECRETO N° 89.336, DE 31 DE JANEIRO DE 1984 - Dispõe sobre Reservas Ecológicas


e Áreas de Relevante Interesse Ecológico, e dá outras providências.

DECRETO N° 97.628, DE l O DE ABRIL DE 1989 - Regulamenta o artigo 21 da Lei N°


4.771, de 15 de setembro de 1965 - Código Florestal, e dá outras providências.

DECRETO N° 97.635, DE 10 DE ABRIL DE 1989 - Regula o artigo 27 do Código Florestal


e dispões sobre a prevenção e combate a incêndio florestal, e dá outras providências.
38

DECRETO N° 99.193, DE 27 DE MARÇO DE 1990 - Dispõe sobre as atividades


relacionadas ao zoneamento ecológico - econômico, e dá outros procedimentos.

DECRETO N° 99.274, DE 06 DE JUNHO DE 1990 - Regulamenta a Lei N° 6.902, de 27


de abril de 1981 e a Lei N° 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe,
respectivamente, sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção
Ambiental, e sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de
formulação e aplicação e dá outras providências.

DECRETO Nº 1.922, DE 05 DE JUNHO DE 1996 - Dispõe sobre reconhecimento das


Reservas Particulares do Patrimônio Natural e dá outras providências.

DECRETO Nº 3.524, DE 26 DE JUNHO DE 2000 - Regulamenta a Lei nº 7.797, de 10 de


julho de 1989, que cria o Fundo Nacional do Meio Ambiente e dá outras providências.

DECRETO Nº 4.339, DE 22 DE AGOSTO DE 2002 - Institui princípios e diretrizes para a


implementação da Política Nacional da Biodiversidade.

DECRETO Nº 4340, DE 22 DE AGOSTO DE 2002 - Regulamenta artigos da Lei N° 9.985,


de 18 de julho de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de
Conservação da Natureza - SNUC, e dá outras providências.

DECRETO Nº 6.514, DE22 DE JULHO DE 2008 - Dispõe sobre as infrações e sanções


administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para
apuração destas infrações, e dá outras providências.

➢ Resoluções

CONAMA N° 001, DE 23 DE JANEIRO DE 1986 - Estabelece as definições, as


responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação
da Avaliação de Impacto Ambientai como um dos instrumentos da Política Nacional do
Meio Ambiente.

CONAMA N° 006, DE 24 DE JANEIRO DE 1986 - Aprovados modelos de publicações


em periódicos de licenciamento em quaisquer de suas modalidades, sua renovação e a
respectiva concessão e aprova modelos para publicação de licenças.

CONAMA N° 011, DE 18 DE MARÇO DE 1986 - Altera e acrescenta incisos na -


39

Resolução 001 /86 que institui RIMA.

CONAMA N° 009, DE 03 DE DEZEMBRO DE 1987 - Estabelece normas para realização


de audiência pública para informação sobre o projeto e seus impactos ambientais e
discussão do RIMA.

CONAMA N° 010, DE 03 DE DEZEMBRO DE 1987 - Dispõe sobre a implantação de


Estações Ecológicas pela entidade ou empresa responsável por empreendimentos que
causem danos às florestas e a outros ecossistemas.

CONAMA N° 002, DE 13 DE JUNHO DE 1988 - Estabelece as atividades que podem ser


desenvolvidas nas Áreas de Relevante interesse Ecológico (ARIE).

CONAMA N° 010, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1988 - Dispõe sobre Áreas de Proteção


Ambiental e Zoneamento Ecológico / Econômico.

CONAMA N° 003, DE 28 DE JUNHO DE 1990 - Estabelece padrões de qualidade do ar.

CONAMA N° 008, DE 00 DE DEZEMBRO DE 1990 - Estabelece limites máximos de


emissão de poluentes do ar (padrões de emissão).

CONAMA N° 005, 09 DE OUTUBRO DE 1995 - Cria dez Câmaras Técnicas Permanentes


para assessorar o Plenário do CONAMA (Assuntos Jurídicos, Controle Ambiental,
Ecossistemas, Energia, Gerenciamento Costeiro, Mineração e Garimpo, Recursos
Hídricos e Saneamento, Recursos Naturais Renováveis, Transportes, Uso do Solo) e
estabelece suas competências.

CONAMA N° 002, 18 DE ABRIL DE 1996 - Determina a implantação de unidade de


conservação de domínio público e uso indireto, preferencialmente Estação Ecológica, a
ser exigida em licenciamento de empreendimentos de relevante impacto ambiental,
como reparação dos danos ambientais causados pela destruição de florestas e outros
ecossistemas, em montante de recursos não inferior a 0,5 % (meio por cento) dos custos
totais do empreendimento. Revoga a Resolução CONAMA n° 10/87, que exigia como
medida compensatória à implantação de estação ecológica.

CONAMA N° 237, 18 DE DEZEMBRO DE 1997 - Determina a revisão dos procedimentos


e critérios utilizados ao licenciamento ambiental, de forma a efetivar a utilização do
sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental, visando o
40

desenvolvimento sustentável e a melhoria contínua, instituído pela Política Nacional do


Meio Ambiente.

CONAMA N° 357, 17 DE MARÇO DE 2005 - Dispõe sobre a classificação dos corpos de


água e dá diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as
condições e padrões de lançamentos de efluentes.

CONAMA N° 369, 29 DE MARÇO DE 2006 - Dispõe sobre os casos excepcionais, de


utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a
intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente - APP.

CONAMA N° 371, 05 DE ABRIL DE 2006 - Estabelece diretrizes aos órgãos ambientais


para o cálculo, cobrança, aplicação, aprovação e controle de gastos de recursos
advindos de compensação ambiental, conforme a Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000,
que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC e dá
outras providências.

CONAMA N° 378, 20 DE OUTUBRO DE 2006 - Define os empreendimentos


potencialmente causadores de impacto ambiental nacional ou regional para fins do
disposto no inciso III, § 1o, art. 19 da Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965, e dá
outras providências.

➢ Portarias Federais

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 33, DE 02 DE FEVEREIRO DE 1973 -


Estabelece instruções sobre apresentação do relatório Anual de Lavra, em formulário
próprio.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 176, DE 23 DE SETEMBRO DE 1975 -


Estabelece instruções sobre a delimitação de áreas de concessão de lavra.

PORTARIA MINTER N° 231, DE 27 DE ABRIL DE 1976 - Trata dos padrões de qualidade


do ar.

PORTARIA MINTER N° 092, DE 19 DE JUNHO DE 1980 - Fixa critérios e padrões a


serem obedecidos na emissão de sons e ruídos em decorrência de quaisquer atividades
industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive programada.
41

PORTARIA INTERMINISTERIAL N° 917, DE 06 DE JUNHO DE 1982 - Dispõe sobre


mobilização de terra, poluição da água, do ar e do solo.

PORTARIA IBAMA N° 94, DE 26 DE JANEIRO DE 1990 - Dispõe sobre o Serviço de


Defesa Ambiental na estrutura das Superintendências Estaduais e no Distrito Federal.

PORTARIA DO MINISTRO DA INFRA-ESTRUTRA N° 663, DE 31 DE MAIO DE 1990 -


Estabelece o valor da taxa, por hectare, previsto no inciso II, do Art. 20 do Decreto-lei
n° 227, de 28 de fevereiro de 1967 (Código de Mineração) alterado pelo art. 8° da Lei
n° 7.886, de 20 de novembro de 1989.

PORTARIA MMA N° 326, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1994 - Institui o regimento interno


do CONAMA.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 15, DE 13 DE JANEIRO DE 1997 -


Estabelece instruções sobre memorial descritivo, amarração de áreas requeridas e
planta de situação.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 16, DE 13 DE JANEIRO DE 1997 -


Estabelece instruções sobre as áreas máximas e prazos de validade, em autorizações
de pesquisa.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 23, DE 16 DE JANEIRO DE 1997 -


Estabelece instruções sobre a prorrogação do prazo de validade de do alvará de
autorização de pesquisa.

PORTARIA DO MME N° 12, DE 16 DE JANEIRO DE 1997 - Dispõe sobre os critérios


gerais referentes ao procedimento de Disponibilidade de Área desonerada ou de
titulação de direitos minerários.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 268, 27 DE SETEMBRO DE 2005 -Institui


o pré-requerimento eletrônico para obtenção de alvará de pesquisa, registro de licença,
permissão de lavra garimpeira e registro de extração.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 144, DE 03 DE MAIO DE 2007 -Dispõe


sobre a regulamentação do § 2o do art. 22 do Código de Mineração, que trata da
extração de substâncias minerais antes da outorga de concessão de lavra.
42

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 15, DE 07 DE JULHO DE 2008 –


(Portaria do Diretor Geral Adjunto) Estabelece que os requerentes e titulares de direitos
minerários pessoas jurídicas deverão ser identificados no DNPM por meio do número
de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ do estabelecimento
matriz.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 270, DE 10 DE JULHO DE 2008 -Institui


o Cadastro de Titulares de Direitos Minerários - CTDM no âmbito do DNPM.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 315, DE 31 DE JULHO DE 2008 - Altera


a Portaria n° 270, de 10 de julho de 2008, que institui o Cadastro de Titulares de Direitos
Minerários - CTDM no âmbito do DNPM.

PORTARIA DO DIRETOR-GERAL DO DNPM N° 400, DE 30 DE SETEMBRO DE 2008 -


Atualiza os valores dos emolumentos, da Taxa Anual por Hectare (TAH), das multas, os
critérios e valores a serem cobrados pelas vistorias realizadas pelo DNPM na
fiscalização dos trabalhos de pesquisa e lavra e dos demais serviços prestados pelo
Departamento Nacional de Produção Mineral.

08.2. Legislação Estadual

Art. 259. O meio ambiente equilibrado e uma sadia qualidade de vida são direitos
inalienáveis do povo, impondo-se ao Estado e a comunidade o dever de preservá-los e
defendê-los.

Art. 260. O processo de planejamento para o meio ambiente deverá ocorrer de forma
articulada entre Estado, Municípios e entidades afins, em nível federal e regional.

Parágrafo Único. O sistema estadual de meio ambiente orientar-se-á para a


recuperação, preservação da qualidade ambiental, visando o desenvolvimento
socioeconômico, dentro de parâmetros a serem definidos em lei ordinária que
assegurem a dignidade humana e proteção à natureza.

Art. 261. Os resíduos líquidos, sólidos, gasosos ou em qualquer estado de agregação


de matéria, provenientes de atividades industriais, comerciais, agropecuárias,
domésticas, públicas, recreativas e outras, exercidas no Estado do Ceará, só poderão
43

ser despejados em águas interiores ou costeiras, superficiais ou subterrâneas existentes


no Estado, ou lançadas à atmosfera ou ao solo, se não causarem ou tenderem a causar
poluição.

Art. 263. O Estado e os Municípios deverão promover educação Ambiental em todos os


níveis de ensino, com vistas à conscientização pública da preservação do meio
ambiente.

Art. 264. Para licitação, aprovação ou execução de qualquer obra de atividade pública
ou privada potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente,
e/ou que comporte risco para a vida e qualidade de vida, é obrigatória, nos termos da
lei estadual, a realização de estudo prévio de impacto ambiental, com a publicação do
respectivo relatório conclusivo do estudo no Diário Oficial do Estado.

Art. 265. A política de desenvolvimento urbano, executada pelos Poderes Públicos


Estadual e Municipal, adotará, na forma da lei estadual, as seguintes providências:

II - Desapropriação de áreas definidas em lei estadual, assegurando o valor real de


indenização;

III - Garantia, juntamente com o Governo Federal, de recursos destinados à


recomposição de fauna e da flora em áreas de preservação ecológica;

IV - Proibição da pesca em açudes públicos, rios e lagoas, no período de procriação da


espécie;

V - Proibição a indústrias, comércios, hospitais e residências de despejarem, nos


mangues, lagos e rios do Estado, resíduos químicos e orgânicos não tratados;

VI - Proibição de caça de aves silvestres no período de procriação, e, a qualquer tempo,


do abate indiscriminado;

VII - Proibição do uso indiscriminado de agrotóxicos de qualquer espécie nas lavouras,


salvo produtos liberados por órgãos competentes;

VIII - Articulação com órgãos federais e municipais para criação, a curto, médio e longo
prazos, de mecanismos para resgatar as espécies em extinção da fauna e da flora;

IX - Fiscalização, juntamente com a União e Municípios, objetivando a efetiva proteção


44

da fauna e da flora;

X - Instalação em cada Município, de órgão auxiliar dos órgãos federais e estaduais, na


preservação da ecologia e do meio ambiente;

XI - Proibição de desmatamentos indiscriminados, bem como de queimadas criminosas


e derrubadas de árvores para madeira ou lenha, punindo-se o infrator, na forma da lei.

Art. 266. O zoneamento ecológico-econômico do Estado deverá permitir:

I - Áreas de preservação permanente;

II - Localização de áreas ideais para a instalação de parques, florestas, estações


ecológicas, jardins botânicos e hortos florestais ou quaisquer unidades de preservação
estaduais ou municipais;

III - Localização de áreas com problemas de erosão, que deverão receber especial
atenção dos governos estadual e municipal;

IV - Localização de áreas ideais para o reflorestamento.

Art. 267. As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, sujeitarão a sanções


administrativas na forma da lei.

Art. 268. A irrigação deverá ser desenvolvida em harmonia com a política de recursos
hídricos e com os programas de conservação do solo e da água.

Art. 270. O Estado estabelecerá um plano plurianual de saneamento, com a participação


dos Municípios, determinando diretrizes e programas, atendidas as particularidades das
bacias hidrográficas e os respectivos recursos hídricos.

Art. 271. Cabe ao Estado e aos Municípios promover programas que assegurem,
progressivamente, os benefícios do saneamento à população urbana e rural.

08.2.1. Relação e Discriminação da Legislação Estadual

➢ Leis Estaduais

LEI N° 10.148, DE 02 DE DEZEMBRO DE 1977 - Dispõe sobre a preservação e controle


dos recursos hídricos existentes no Estado, e dá outras providências.
45

LEI N° 11.411, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1987 - Dispõe sobre a Política de Meio


Ambiente e cria o Conselho Estadual do Meio Ambiente - COEMA, a Superintendência
Estadual do Meio Ambiente - SEMACE e dá outras providências.

LEI N° 11.678, DE 23 DE MAIO DE 1990 - Acrescenta competência ao CONSELHO


ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, estabelecidas pela Constituição do Estado do Ceará
e pela Lei n° 11.564 de 26 de junho de 1990.

LEI N° 11.996, DE 24 DE JULHO DE 1992 - Dispõe sobre a política estadual de recursos


hídricos, institui o sistema integrado de gestão de recursos hídricos e dá outras
providências.

LEI N° 12.148, DE 29 DE JULHO DE 1993 - Dispõe sobre a realização de Auditorias


Ambientais e dá outras providências.

LEI N° 12.227, DE 06 DE DEZEMBRO DE 1993 - Determina a publicação no Diário Oficial


do Estado do Ceará a relação mensal das concessões de licença ambiental, e dá outras
providências.

LEI N° 12.274, DE 05 DE ABRIL DE 1994 - Altera a redação dos artigos que especifica
da Lei N° 11.411 de 28 de dezembro de 1987, acrescenta outros e dando poderes
sobre licenciamento e respectiva ação fiscalizadora.dá outras providencias.

LEI N° 12.367, DE 18 DE NOVEMBRO DE 1994 - Regulamenta o Art. 215, Parágrafo 1°


Item (g) e o Art. 263 da Constituição Estadual que institui as atividades de Educação
Ambiental, e dá outras providências.

LEI N° 12.488, DE 13 DE SETEMBRO DE 1995 - Dispõe sobre a Política Florestal do


Estado do Ceará e dá outras providências.

LEI N° 12.494, DE 04 DE OUTUBRO DE 1995 - Dispõe sobre a fiscalização e controle


de emissão de poluentes atmosféricos por veículos automotores no Estado do Ceará.

LEI N° 12.522, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1995 - Define como áreas especialmente


protegidas as nascentes e olhos d'água e a vegetação natural no seu entorno e dá outras
providências.

LEI N° 13.103, DE 24 DE JANEIRO DE 2001 – Dispõe sobre a política estadual de


46

resíduos sólidos e dá outras providencias.

LEI N° 14.198, DE 05 DE AGOSTO DE 2008 - Institui a Política Estadual de Combate e


Prevenção à Desertificação, e dá outras providências.

LEI N° 14.390, DE 07 DE JULHO DE 2009 – Institui o Sistema Estadual de Unidades de


Conservação do Ceará – SEUC, e dá outras providências.

➢ Decretos Estaduais

DECRETO N° 14.535, DE 02 DE JULHO DE 1981 - Dispõe sobre a preservação e o


controle dos Recursos Hídricos regulamentando a Lei n° 10.148, de 02 de dezembro de
1987.

DECRETO N° 20.067, DE 26 DE ABRIL DE 1989 - Aprova o Regime Interno do Conselho


Estadual do Meio Ambiente - COEMA.

DECRETO N° 20.764, DE 08 DE JUNHO DE 1990 - Dispõe sobre os padrões de


qualidade do ar no território cearense, para fins de prevenção e controle da poluição
atmosférica de veículos automotores do ciclo Diesel.

DECRETO N° 21.882, DE 16 DE ABRIL DE 1992 - Aprova o Regulamento da


Superintendência Estadual do Meio Ambiente - SEMACE e dá outras providências.

DECRETO N° 23.038, DE 1° DE FEVEREIRO DE 1994 - Aprova o Regime Interno do


Comitê Estadual dos Recursos Hídricos - CONERH.

DECRETO N° 23.039, DE 1° DE FEVEREIRO DE 1994 - Aprova o Regime Interno do


Conselho Estadual dos Recursos Hídricos - CONERH.

DECRETO N° 23.047, DE 03 DE FEVEREIRO DE 1994 - Regulamenta o Fundo Estadual


de Recursos Hídricos - FUNORH, criado pela Lei n° 11.996, de 24.07.92, alterada pela
Lei n° 12.245, de 30.12.93.

DECRETO N° 23.157, DE 08 DE ABRIL DE 1994 - Aprova o Regime Interno do Conselho


Estadual do Meio Ambiente - COEMA.

DECRETO N° 23.876, DE 04 DE OUTUBRO DE 1995 - Cria o Comitê de


Desenvolvimento Florestal do Ceará e dá outras providências.
47

DECRETO N° 24.207, DE 30 DE AGOSTO DE 1996 - Regulamenta as Leis 12.494 de 04


de Outubro de 1995 e 12.533 de 21 de dezembro de 1995, que dispõe sobre a
fiscalização e controle de emissão de poluentes atmosféricos por veículos automotores
no Estado do Ceará.

DECRETO N° 24.221, DE 12 DE SETEMBRO DE 1996 - Regulamenta a Lei n° 12.488,


de 13 de Setembro de 1995, que dispõe sobre a Política Florestal do Estado do Ceará.

DECRETO N° 24.808 - DE 20 DE FEVEREIRO DE 1998 – Altera o regulamento da


Superintendência Estadual do Meio Ambiente – SEMACE, estabelecido pelo Decreto nº
21.882, de 16 de abril de 1992, e dá outras providencias.

DECRETO N° 26.604, DE 16 DE MAIO DE 2002 - Regulamenta a Lei n° 13.103, Resíduos


Sólidos do Estado do Ceará.

DECRETO N° 27.434, DE 28 DE ABRIL DE 2004 – Dispõe sobre a criação do Comitê


Estadual da reserva da biosfera da caatinga e dá outras providencias.

➢ Normas ABNT

NBR 15.515 – Passivo ambiental em solo e água subterrânea.

NBR ISO 14004:2005 – Versão Corrigida 2:2007 – Sistema de gestão ambiental -


Diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio.

NBR ISO 14001:2004 – Sistema da gestão ambiental – Requisitos com orientações para
uso.

NBR ISO 14031:2004 – Gestão ambiental – Avaliação de desempenho ambiental -


Diretrizes.

08.3. Legislação Municipal

Lei Orgânica do Município de Acopiara/CE.


48

09. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

A recuperação de uma área minerada tem como meta maior promover o manejo
dos recursos ambientais, visando estabelecer condições que favoreçam a implantação
de outra atividade econômica, uma vez terminadas as atividades de lavra do bem
mineral.

No planejamento de reabilitação de áreas degradadas serão considerados


fatores como aproveitamento racional do relevo com condições apresentadas pelo
terreno e características físicas do relevo da área de entorno, no sentido de melhor
adaptação aos elementos naturais da área. É, portanto de grande interesse para o
empreendimento a indicação das seguintes ações ambientais, que tem como finalidade
principal promover a reabilitação da área degradada:

➢ Eliminar a possibilidade de formação de focos erosivos, pela ação anterior, que


será reforçada pelo desenvolvimento natural da cobertura herbácea sobre os
taludes, conduzindo também à estabilidade geotécnica;

➢ Sinalizar a área em recuperação com placa indicativa específica, iniciando com


a área degradada em APP correspondente a 0,447 hectares;

➢ Para o processo de reflorestamento em alguns setores da área, principalmente


ao longo dos setores que limita a área degradada, é imprescindível o plantio de
espécies nativas, feito preferencialmente no período de chuva.

➢ Resguardar os setores reabilitados para restabelecimento do potencial biótico, e


por fim;

➢ Acompanhar tecnicamente os trabalhos bem como acompanhar o


monitoramento geotectônico, emitindo relatórios sucintos e objetivos.
49

10. BIBLIOGRAFIA

ABGE– Mineração, Meio ambiente e o Planejamento Municipal. São Paulo, 1982.

CPRM – DNPM – Projeto RADAMBRASIL – Vol. 23 – Rio de Janeiro, 1981.

IPECE - Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará – Perfil Básico do


Município de Acopiara. Fortaleza, 2019.

FABRICANTE, J. R. (Org). Plantas exóticas e invasoras da caatinga. Disponível em:


<https://www.researchgate.net/publication/256091493_Plantas_Exoticas_e_Exoticas
_Invasoras_da_Caatinga_-_Vol_1> . Acesso em: ago/2020.

MAIA, G. N. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades. 2ª Ed. Fortaleza: Printcolor


Gráfica e Editora, 2012.

MARSARO, C. C. S; KESTRING, R.R.S; FARIA, R.A.P.G.; VALENTINI, C. M. A.


Viabilidade no Emprego de Diferentes Espécies Nativas para Revegetação da Área
Degradada no IFMT-CAMPUS Cuiabá – Bela Vista. Biodiversidade – v. 13, N1, 2014 –
pág.25.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Diagnóstico da vegetação nativa do bioma


caatinga. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/estruturas/chm/_arquivos/parte2caa.pdf> . Acesso em:
ago/2020.

PEREIRA, M. M.D.; BRAGA, P. E. T.; GUIOMAR, N.; SANTOS, F. D.S; RIBEIRO,S.A flora e
a vegetação dos afloramentos rochosos em três municípios na região Nortedo Ceará,
Brasil: caracterização fitossociológica. Disponível em:
10<http://www.scielo.br/pdf/rod/v69n2/2175-7860-rod-69-02-0281.pdf> . Acesso em:
ago/2020.

SILVA, D.D.S; CONCEIÇÃO, R.M.; LIMA, L.F.; PINTO, M.S.C. Características


Morfogênicas, estruturais e produtivas de (Aristida asdencionis Linn.) emfunção de
diferentes fontes de matéria orgânica. Disponível em:
50

<http://www.editorarealize.com.br/revistas/conidis/trabalhos/TRABALHO_EV064_MD1_
SA3_ID1915_08102016231326.pdf>. Acesso em ago/2020.

11. RESPONSABILIDADE TÉCNICA

Este estudo ambiental que consta no Plano de Recuperação de Áreas

Degradadas - PRAD, foi elaborado pela Geóloga Samara Amorim Costa, CREA-CE Nº

48.371 – D.

______________________________________________

TERRA CONSULTORIA AMBIENTAL LTDA

Samara Amorim Costa

Geóloga

Geóloga CREA-CE 48.371 D

Apoio:

Geny Gil Sá

Eng. Pesca. CREA: 349589.


51

12. DOCUMENTAÇÕES

ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – ART;


CADASTRO TÉCNICO ESTADUAL;
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL;
TERMO DE REFERÊNCIA;
MAPA DE DETALHE.
Página 1/1

Anotação de Responsabilidade Técnica - ART


Lei n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977 CREA-CE ART OBRA / SERVIÇO
Nº CE20200677189
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará
INICIAL

1. Responsável Técnico
SAMARA AMORIM COSTA
Título profissional: GEOLOGO RNP: 0610222929
Registro: 48371CE

2. Dados do Contrato
Contratante: CERÂMICA RUFINO LTDA CPF/CNPJ: 01.941.538/0001-63
RODOVIA SÍTIO TIMBAUBINHA Nº: S/N
Complemento: Bairro: ZONA RURAL
Cidade: Acopiara UF: CE CEP: 63560000

Contrato: Não especificado Celebrado em: 15/04/2020


Valor: R$ 4.000,00 Tipo de contratante: Pessoa Juridica de Direito Privado
Ação Institucional: NENHUMA - NÃO OPTANTE

3. Dados da Obra/Serviço
RODOVIA SÍTIO TIMBAUBINHA Nº: S/N
Complemento: Bairro: ZONA RURAL
Cidade: Acopiara UF: CE CEP: 63560000
Data de Início: 25/08/2020 Previsão de término: 10/09/2020 Coordenadas Geográficas: -7.501434, -35.320995
Finalidade: Ambiental Código: Não Especificado
Proprietário: CERÂMICA RUFINO LTDA CPF/CNPJ: 01.941.538/0001-63

4. Atividade Técnica
1 - Assessoria Quantidade Unidade
59 - Extração > MEIO AMBIENTE > RECUPERAÇÃO AMBIENTAL > DE RECUPERAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL > #7.4.1.5 - RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deverá proceder a baixa desta ART

5. Observações
Elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD.

6. Declarações
- Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n.
5296/2004.

7. Entidade de Classe
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS GEÓLOGOS DO CEARÁ (APGCE)

8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima SAMARA AMORIM COSTA - CPF: 017.187.753-50

Acopiara
________________, 01
________ setembro
de ___________________ 2020
de ________
Local data CERÂMICA RUFINO LTDA - CNPJ: 01.941.538/0001-63

9. Informações
* A ART é válida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante do pagamento ou conferência no site do Crea.

10. Valor
Valor da ART: R$ 88,78 Registrada em: 01/09/2020 Valor pago: R$ 88,78 Nosso Número: 8214208645

A autenticidade desta ART pode ser verificada em: https://crea-ce.sitac.com.br/publico/, com a chave: YCZ6c
Impresso em: 15/09/2020 às 17:46:24 por: , ip: 181.191.169.54

www.creace.org.br [email protected]
CREA-CE
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (85) 3453-5800 Fax: (85) 3453-5804 e Agronomia do Ceará
Governo do Estado do Ceará
Secretaria do Meio Ambiente - SEMA
Superintendência Estadual do Meio Ambiente - SEMACE

CADASTRO TÉCNICO ESTADUAL


Certificado de Regularidade

Registro N°: 202004231-CCTE Validade: 20/05/2021


Nome: Samara Amorim Costa
CPF: 01718775350 RG: 2001003015440
Endereço: Rua Capitão Nestor Góis, nº 33, 107B - Vila Ellery, Fortaleza - CE, 60320-380
Número Documento Profissional: 2001003015440
Área de Formação Profissional/Atuação: Geologia

A Superintendência Estatual do Meio Ambiente - SEMACE certifica que Samara Amorim Costa, está

A autenticidade do documento pode ser conferida no site http://mobile.semace.ce.gov.br/consultaDoc informando o código verificador 990404 e o código CRC 8ec590c2
regularmente inscrito(a) no Cadastro Estadual de Atividades de Defesa Ambiental, categoria
Consultor(ia) Técnica Ambiental.

Declaramos, outrossim, que a inclusão no Cadastro Técnico Estadual de Atividades e Instrumentos de


Defesa Ambiental não implica em certificação de qualidade, nem juízo de valor de qualquer natureza.
Assim, a SEMACE não se responsabiliza pela qualidade dos serviços prestados pela empresa/profissional
mencionado, que apenas colocou seus serviços à disposição dos interessados ao preencher um cadastro
técnico nesta Autarquia.

A empresa/profissional responderá a qualquer tempo de acordo com a Instrução Normativa Nº 01/2014,


pela veracidade das informações apresentadas.

Esse Certificado tem validade de 01 (um) ano a contar da data de sua emissão.

Fortaleza, quinta-feira, 23/04/2020.

Rua Jaime Benévolo, 1400 - Bairro de Fátima - CEP 60050-155 - Fortaleza-CE, Brasil
0800 275 22 33
www.semace.ce.gov.br - [email protected]
Ministério do Meio Ambiente
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL
CERTIFICADO DE REGULARIDADE - CR
Registro n.º Data da consulta: CR emitido em: CR válido até:
5539667 02/09/2020 02/09/2020 02/12/2020
Dados básicos:
CPF: 017.187.753-50
Nome: SAMARA AMORIM COSTA
Endereço:
logradouro: RUA JAIME BENÉVOLO
N.º: 1431A Complemento:
Bairro: BAIRRO DE FÁTIMA Município: FORTALEZA
CEP: 60050-081 UF: CE

Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras


e Utilizadoras de Recursos Ambientais – CTF/APP
Código Descrição
1-2 Lavra a céu aberto, inclusive de aluvião, com ou sem beneficiamento
17-67 Recuperação de áreas degradadas
Conforme dados disponíveis na presente data, CERTIFICA-SE que a pessoa física está em conformidade com as obrigações
cadastrais e de prestação de informações ambientais sobre as atividades desenvolvidas sob controle e fiscalização do Ibama, por
meio do CTF/APP.

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/APP não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/APP não habilita o transporte e produtos e subprodutos florestais e faunísticos.

Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA


Código CBO Ocupação Área de Atividade
Gerir atividades de proteção, conservação e
2134-05 Geólogo
reabilitação ambiental
2134-05 Geólogo Efetuar serviços geotécnicos
2134-05 Geólogo Prestar assessoria e consultoria
Conforme dados disponíveis na presente data, CERTIFICA-SE que a pessoa física está em conformidade com as obrigações
cadastrais do CTF/AIDA.

A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.

O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.

IBAMA - CTF/AIDA 02/09/2020 - 13:04:31


Chave de autenticação 9G672T4BXU66V4TM

IBAMA - CTF/AIDA 02/09/2020 - 13:04:31


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Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente
Superintendência Estadual do Meio Ambiente – SEMACE

TERMO DE REFERÊNCIA PADRÃO

- PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS (PRAD) -

As instruções técnicas deste Termo de Referência, abaixo relacionadas, visam estabelecer os


procedimentos e critérios técnicos a serem adotados na elaboração do Plano de Recuperação de
Área Degradada (PRAD), referente à extração de areia na localidade de Cacimbas, município de
Ibiapina - CE, documento este necessário da Licença solicitada.

1. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

4. Nome ou razão social;


Número dos registros legais;
Endereço completo;
Telefone e fax;
Representantes legais (nome, CPF, endereço, fone/fax, e-mail);
Técnico Responsável (nome, CPF, endereço, fone/fax, e-mail, ART).
Cadastro Técnico Estadual de seus consultores.

2. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

Objetivos
Indicar a natureza e o volume de materiais retirados da frente de lavra e sua utilização.
Justificativa
Apresentar a justificativa para a extração mineral no local solicitado.
Localização Geográfica
Apresentar croqui de localização do empreendimento e delimitar o empreendimento em planta
topográfica, em escala compatível, localizando as informações referentes à hidrografia, uso do
solo, construções e instalações existentes na área de influência, vias de acesso existentes na
região.
Estruturas a construir
Apresentar (em planta na escala adequada) o projeto/croqui de implantação, no terreno, das
estruturas a serem construídas bem como das utilidades, indicando o “sistema viário” de
circulação interna bem como sua ligação com a estrada que dá acesso à frente de obra.
Máquinas e Equipamentos
Informar os tipos e a quantidade de máquinas e equipamento a serem utilizados dentro da área de
extração, incluindo o transporte do material extraído até a frente de obra.
Os equipamentos que permaneceram fixos na área devem ser indicados em planta.
Pessoal
Informar a quantidade total de trabalhadores envolvidos no processo e o número de trabalhadores
por atividade ao longo do período de preparação, operação e encerramento das atividades.
Descrição dos Planos de Trabalho (Uso das Áreas)
Apresentação dos planos de lavra nas atividades de extração.

3. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL

Este estudo visa dar conhecimento das características ambientais atuais da área onde será
implantado o empreendimento. Deverá ser indicada as área onde existem ativos e passivos
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TERMO DE REFERÊNCIA PADRÃO

- PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS (PRAD) -

ambientais juntamente com os dados técnicos que possibilitem uma boa avaliação da área quanto
aos seguintes aspectos:
Uso atual da área consistindo em:
- descrição geológica
- tipos de solos;
- cobertura vegetal;
- hidrografia;
- benfeitorias existentes.
Uso futuro:
- Supressão de Vegetação (quantificar e descrever as tipologias afetadas);
- Corte de árvores nativas isoladas;
- Intervenção em APP
Geologia
Descrição das litologias e aspectos estruturais existentes na área da mineração, caracterizando a
dinâmica e a geotecnia (erosão, propensão à erosão, áreas inundáveis, propensão ao
assoreamento, capacidade de suporte)
Geomorfologia (preferimos plantas topográficas indicando a cobertura vegetal e uso dos
solos)
Caracterização geomorfológica da região onde está inserida a área a ser minerada objetivando
que sua recuperarão apresente uma configuração paisagística que se integre de forma harmônica
com a morfologia regional, minimizando impactos.
Solo
Caracterização dos solos existentes na área a ser minerada indicando sua relação com as
atividades propostas, apresentando os conflitos de uso e ocupação com a classificação dos solos
quanto à aptidão agrícola
Recursos Hídricos
Só identificar em planta, com a devida demarcação das APP. Mapear e caracterizar e a rede
hidrográfica de águas superficiais e subterrâneas existentes na região, em escala compatível com
a micro-bacia em que a área está inserida. Relacionar o comportamento dos recursos com as
atividades propostas.
Flora (só caracterização para fins de supressão)
Enquadramento fitogeográfico da área do empreendimento
Elaboração de mapa da vegetação da área a ser minerada e seu entorno;
Descrição da vegetação indicando as formações vegetais encontradas;
Identificação e localização em mapa de espécimes endêmicos e/ou legalmente protegidos bem
como das áreas de preservação permanente e corredores ecológicos;
Indicar as áreas onde houver necessidade de suprimir vegetação.
Fauna (só em casos de intervenção em matas em estágio médio)
Caracterização da fauna silvestre ocorrente na área de influência;
Avaliação qualiquantitativa de espécies raras, endêmicas, protegidas e/ou ameaçadas;

4. AVALIAÇÃO DE IMPACTOS

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- PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS (PRAD) -

Apresentar planilha elencando os impactos ambientais resultantes das atividades propostas, bem
como as medidas de mitigação e compensação ao menos a serem desenvolvidas no PCA e
PRAD.
− Metodologia;
− Identificação e Valoração dos Impactos Ambientais;
− Avaliação dos Impactos Ambientais;
− Descrição dos Impactos Ambientais e
− Descrição dos Resultados.

5. PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL - PCA

Apresentar os procedimentos a serem adotados durante as atividades de extração mineral, para


minimizar os impactos ambientais decorrentes das atividades exercidas na área do
empreendimento. Deverão, no mínimo, ser abordados os procedimentos referentes ao controle
de:
- qualidade das águas superficiais, subsuperficiais e subterrâneas e das águas utilizadas no
processo;
- flora e fauna;
- poluição atmosférica, dentro da área e no transporte dos materiais (acho que só controle de
poeira e ruído, para as áreas urbanizadas);
- combustíveis, explosivos e outros materiais tóxicos ou perigosos;
- armazenagem e movimentação de solos e minerais (inclusive durante o translado da frente de
lavra para frente de obra);
- Resíduos gerados por todas as atividades executadas na área do empreendimento.

6. PLANO DE DESMOBILIZAÇÃO

Elaborar plano de desmobilização das instalações e equipamentos que compõem a infra-estrutura


do empreendimento indicando o destino a ser dado aos mesmos.

7. PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA - PRAD

Caracterização das áreas degradadas e os procedimentos a serem adotados para a recuperação


das mesmas buscando sua recomposição ambiental, topográfica e paisagística. Procedimentos
que serão adotados para as recuperações das áreas degradadas referentes a:

- Estabilização do terreno impactado com a conformação dos taludes e bermas;


- As operações visando o restabelecimento do escoamento pluvial e fluvial modificados pela
atividade;
- Recuperação biológica referente ao restabelecimento de vegetação nativa e reinserção da fauna
na área;
- A caracterização quantificação das espécies vegetais e metodologia a serem utilizadas na
recomposição da paisagem;
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TERMO DE REFERÊNCIA PADRÃO

- PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS (PRAD) -

- O uso proposto e/ou possibilidades de uso posterior da área e


- Apresentação de cronograma de execução dos trabalhos, com custos parcial e global das
operações de recuperação.

8. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PERTINENTE

Legislação Ambiental pertinente (Leis, Decretos, Resoluções, Portarias, Instruções normativos


federais, estaduais e municipais que fundamentem o RCA/PCA/PRAD, bem como, citar as
Normas Técnicas Brasileiras - ABNT);

9. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

10. BIBLIOGRAFIA

11. RESPONSABILIDADE TÉCNICA

12. DOCUMENTAÇÕES

Deverão acompanhar os estudos ambientais as seguintes documentações:

Documentação pertinente: ART-Anotações de Responsabilidade Técnica, cópia do termo de


referência emitido pela SEMACE, Cadastro Técnico Estadual do técnico responsável pela
elaboração do estudo.
Documentação fotográfica: fotos da geomorfologia e vegetação da área, do acesso ao
empreendimento, da frente de lavra, com detalhe do bem mineral, etc.
Documentação cartográfica: mapa de zoneamento ambiental e minerário (escala igual ou menor
a 1:5.000), com detalhe da(s) frente(s) de lavra e coordenadas em UTM.

OBS1: Deve ser feito um croqui de localização para a área.


OBS2: Apresentar o estudo em duas vias, uma impressa e outra em meio digital.

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449000 449100 449200 449300 449400 449500 449600

MAPA DE DETALHE

Sistema de Referência Geodésico


9333400

9333400
SIRGAS2000 ZONA 24S
EPSG 31984

V1
V2

ACA
9333300

9333300
449177E
9333306N 449502E
9333305N

449374E
9333200

9333200
9333227N

ACA ACA

V4 V3

LEGENDA

Poligonal da extração 800.717/2012


9333100

9333100
Recurso hídrico
APP do recurso hídrico
Cavas existentes
Área a ser recuperada E: 1:2.500

449000 449100 449200 449300 449400 449500 449600

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