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Técnicas de Higiene em Enfermagem

[1] O documento discute as necessidades higiênicas de um paciente, incluindo higiene capilar, ocular, oral e corporal. Fornece detalhes sobre os objetivos, frequência, avaliação e técnicas de cada procedimento. [2] Também aborda a limpeza e preparação da unidade do paciente, incluindo limpeza concorrente e terminal. [3] O documento parece ser um guia ou protocolo para estudantes e profissionais de enfermagem.

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Técnicas de Higiene em Enfermagem

[1] O documento discute as necessidades higiênicas de um paciente, incluindo higiene capilar, ocular, oral e corporal. Fornece detalhes sobre os objetivos, frequência, avaliação e técnicas de cada procedimento. [2] Também aborda a limpeza e preparação da unidade do paciente, incluindo limpeza concorrente e terminal. [3] O documento parece ser um guia ou protocolo para estudantes e profissionais de enfermagem.

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UNIGRANRIO - ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CURSO DE ENFERMAGEM

PROFESSORA: ALESSANDRA CABRAL DE LACERDA


DISCIPLINA: PROCESSO DE CUIDAR EM ENFERMAGEM II -2019

NECESSIDADES HIGIENICAS

Higiene  é o conhecimento ou a prática relativa à manutenção da saúde. Trata da limpeza


e do asseio tanto do corpo quanto do ambiente.

 Higiene Capilar
Higiene Ocular
 Higiene Oral
 Higiene Corporal
 Banho de aspersão/chuveiro, sem auxílio;
 Banho de aspersão / chuveiro, com auxílio, deambulando ou com cadeira de rodas;
 Banho no leito.
 Higiene Íntima (Lavagem externa)

HIGIENE CAPILAR

Antes de iniciar é importante conhecer os hábitos do cliente: quantas vezes lava o cabelo
semana ou dia; se alguém pode ou não tocar na sua cabeça . . .

 Finalidades:
 Manter a limpeza e a integridade dos cabelos e do couro cabeludo;
 Promover sensação de conforto, bem-estar e auto-estima do cliente;
 Estimular a circulação do couro cabeludo, melhorando com isso a nutrição do epitélio.

 Periodicidade:
 A freqüência da lavagem capilar dependerá da rotina diária do cliente e avaliação do
cliente.

 Avaliação capilar:
 Avaliar as condições do cabelo e couro cabeludo;
 Investigar a oleosidade e a textura dos pêlos;
 Inspecionar o couro cabeludo quanto à lesões, inflama-ção ou infecção;

 Problemas:
 Seborréia;
 Pediculose;
 Alopecia.

 Materiais utilizados:
 Luvas de procedimentos;
 Xampu;
 Gaze não estéril;
 Bolas de algodão;

Técnica de higiene capilar:

 Identificar riscos que contra-indiquem a higiene capilar;


 Explicar o procedimento ao cliente;
 Manter a privacidade do cliente com biombos;
 Lavar as mãos antes e após o procedimento;
 Colocar o coxim sob a região escapular;
 Proteger o conduto auditivo com bola de algodão;
 Realizar técnica de inspeção e palpação antes de iniciar a higiene capilar;
 Pentear o cabelo e colocar o pente em solução;
* Aplicar o xampu com gaze, fazendo movimentos semi – circulares e após enxaguar;
* Aplicar o condicionador/creme com gaze, fazendo movimentos semi – circulares e após
enxaguar;
 Secar e pentear os cabelos a fim de remover os emaranhados, retirar algodão;
 Auxiliar o cliente a assumir uma posição confortável;
 Retornar com o material ao local apropriado;
 Registrar o procedimento realizado e possíveis anormalidades.

HIGIENE OCULAR

Consiste em limpar os olhos retirando a secreção de toda região ocular.

 Finalidades:
 Promover a manutenção ocular;
 Prevenir infecções;
 Manter sensação de conforto e bem estar ao cliente.

 Periodicidade:
 Pela manhã (ao acordar) ou sempre que necessário;

 Avaliação ocular:
 Inspecionar todas as estruturas externas dos olhos: mucosas conjuntivais, escleróticas,
pupilas, pálpebras e cílios.

 Problemas:
 Blefarite (inflamação da borda palpebral);
Conjuntivite (inflamação da conjuntiva);

 Materiais Utilizados:
Soro fisiológico 0,9 %;
 Cuba redonda;
 Luvas de procedimento;
 Gaze não estéril.

Técnica de higiene ocular:

 Explicar o procedimento ao cliente;


 Lavar as mãos antes e após o procedimento;
 Calçar luvas de procedimento;
 Umedecer a gaze com soro fisiológico;
 Limpar cada olho, do canto interno para o externo;
 Usar uma compressa de gaze para cada olho;
 Amolecer secreções ressecadas, colocando - se uma compressa úmida sobre o olho antes
de serem removidas;
 Secar suavemente cada olho após a limpeza;
 Registrar o procedimento realizado e possíveis anormalidades observadas.

HIGIENE ORAL

Consiste em limpar os dentes, a língua, massagear as gengivas e a mucosa da boca e


os lábios.

 Finalidades:
 Evitar a proliferação das bactérias, eliminando halitose por má higiene bucal;
 Manter o estado sadio da boca, dentes, gengivas e lábios;
 Proporcionar conforto e bem estar para o cliente e para quem convive com ele;
 Remover partículas de alimentos, placas de bactérias, atenuando o desconforto resultante
de odores e sensações desagradáveis;
 Estimular o apetite.

 Periodicidade:
 Pela manhã (ao acordar);
 Após as refeições;
 À noite (ao deitar).

 Avaliação da cavidade oral:


 Inspecionar toda cavidade oral;
 Observar a existência de cáries dentárias, falta de dente (s) e hálito;
 Identificar as deficiências nos hábitos de higiene;
 Avaliar quanto a incapacidade física ou quaisquer fatores emocionais que possam impedir
que o cliente execute seus próprios cuidados pessoais;
Identificar condições que possam causar alterações na mucosa oral (desidratação,
medicamentos, respiração oral, cirurgia oral).

Problemas:
 Cárie dentária;  Halitose;
 Sialorréia;  Estomatite;
 Glossite;  Língua saburrosa;
 Queilose;  Sangramento;
 Gengivite;  Alteração na coloração da mucosa oral.

 Materiais Utilizados:
 Espátulas ou escova de dentes;
 Anti-séptico bucal / pasta dental;
 Copo com água;
 Toalha de rosto;
 Cuba rim;
 Luvas de procedimentos;
 Gaze não estéril.

Técnica de higiene oral:

 Determinar a habilidade do cliente em realizar o auto-cuidado;


 Explicar o procedimento e discutir as preferências do cliente;
 Preparar o material necessário e o ambiente;
 Colocar a mesa auxiliar ao alcance e ajustar a altura;
 Elevar a cabeceira a uma posição confortável;
 Abaixar a grade lateral do lado mais próximo;
 Lavar as mãos;
 Colocar a toalha e cuba-rim sobre o tórax superior do cliente;
 Calçar luvas de procedimento;
 Envolver a extremidade da espátula com gaze para realizar a higiene oral;
 Utilizar uma segunda espátula para auxiliar na altura da boca;
 Substituir as gazes na limpeza de cada região da cavidade oral e sempre que necessário;
 Auxiliar o cliente a assumir uma posição confortável;
 Retornar com o material ao local apropriado;
 Registrar o procedimento e as possíveis alterações encontradas.

HIGIENE CORPORAL

O banho representa o principal recurso de manutenção da integridade da pele. A


higienização da pele é de grande valia para o organismo humano devido as funções que
desempenha:  excreção;
 Respiração;
 Proteção;
 Sensibilidade;
 Regulação térmica.

 Finalidades:

 Proporciona bem estar e conforto;


 Remover sujidades e odores desagradáveis;
 Estimular a circulação;
 Promover o relaxamento muscular;
 Aliviar a sensação de fadiga e o desconforto da posição permanente e da umidade
produzida pelo calor;
 Remover células mortas e microorganismos;
 Favorecer a transpiração;
 Oportunizar a observação do estado da pele e verificação de anormalidades;
Permitir maior interação enfermeiro/cliente;

Periodicidade:
 Considerar as preferências e hábitos individuais do cliente, tais fatos influenciarão na
organização da assistência;
 Planejar outras medidas assistenciais durante a higiene corporal.

Tipos de banho:

 Banho de aspersão /chuveiro, sem auxílio;


 Banho de aspersão /chuveiro, com auxílio, deambulando ou com cadeira higiênica;
 Banho no leito;

Banho Terapêutico:

 Banho com água morna;


 Banho com água fria;
 Banho de assento.

 Avaliação Corporal:

Durante o banho no leito estaremos em contato com toda superfície corporal (cutânea e
mucosas), utilizando como instrumento básico da enfermagem a observação e
semiotécnicas de inspeção e palpação.

Materiais utilizados:

 Luvas de procedimentos;
 Compressas de banho;
 Bacia;
 Jarro com água;
 Balde para troca da água;
 Cuba redonda com sabão líquido;
 Comadre (para lavagem externa);
 Hamper (para roupa suja);
 Toalha de banho;
 Toalha de rosto;
 Camisola do cliente;
 Roupas de cama para troca;
 Loção hidratante.

 Cuidados importantes na higiene corporal:

 Proporcionar privacidade;
 Manter a segurança;
 Expor somente a área que estiver sendo higienizada;
 Manter o aquecimento;
 Realizar a higiene sempre do lado mais distante para o mais próximo;
 Desenvolver o banho com movimentos firmes e seguros, massageando a região;
 Deixar a unidade em ordem, ao término do banho.
 Estimular a independência do cliente quanto o possível, durante as atividades do banho.
Unidade do paciente

Esta unidade é o espaço físico hospitalar onde o paciente permanece a maior parte do tempo
durante seu período de internação. É basicamente composta por cama, mesa de cabeceira,
cadeira, mesa de refeições e escadinha. O paciente acamado deve ter sempre à disposição
uma campainha para chamar o profissional de enfermagem, caso necessite. A unidade do
paciente, seja ambiente individualizado (quarto) ou espaço coletivo (enfermaria), deve
proporcionar-lhe completa segurança e bem-estar.

Nesse sentido, lembramos que o estado de conservação do teto, piso e paredes, instalação
elétrica e hidráulica, disposição do mobiliário e os espaços para a movimentação do paciente,
da equipe e dos equipamentos são aspectos importantes a ser considerados.

Limpeza e preparo da unidade do paciente:

A limpeza da unidade objetiva remover mecanicamente o acúmulo de sujeira e ou matéria


orgânica e, assim, reduzir o número de microrganismos presentes. Pode ser de dois tipos:

A) Limpeza concorrente: diariamente após a arrumação da cama, para remover poeira e


sujidades acumuladas ao longo do dia em superfícies horizontais do mobiliário;
normalmente, é suficiente a limpeza com pano úmido, realizada pelo pessoal de
enfermagem;

B) Limpeza terminal: feita em todo o mobiliário da unidade do paciente; é realizada quando


o leito é desocupado em razão de alta, óbito ou transferência do paciente, ou em internações
prolongadas.

Na maioria dos estabelecimentos, ainda é feita pelo pessoal de enfermagem, embora haja
crescente tendência para ser realizada pela equipe de higiene hospitalar, desde que
devidamente treinada, de modo que a enfermagem possa ter mais tempo disponível nos
cuidados aos pacientes. A realização da limpeza da unidade requer conhecimentos básicos de
assepsia e uso de técnica adequada, visando evitar a disseminação de microrganismos e a
contaminação ambiental. Assim, o profissional responsável por essa tarefa deve ater-se a
algumas medidas de extrema importância:

• executar a limpeza com luvas de procedimento;

•realizar a limpeza das superfícies com movimentos amplos e num único sentido;

• seguir do local mais limpo para o mais contaminado;

• colocar sempre a superfície já limpa sobre outra superfície limpa;


• limpar com solução detergente e, em seguida, remover o resíduo; substituir a água,
sempre que necessário.

A limpeza da unidade deve abranger a parte interna e externa da mesa de cabeceira,


travesseiro (se impermeável), colchão, cabeceira da cama, grades laterais, estrado, pés da
cama, paredes adjacentes à cama, cadeira e escadinha.

Tipos de cama:

- Cama fechada - Indicada para receber um novo paciente, caso em que deve ser submetida
à prévia limpeza terminal;

- Cama aberta - Paciente que tem condições de se locomover ou acamado;

- Cama de operado - Recebe paciente operado ou submetido a procedimentos diagnósticos


ou terapêuticos sob anestesia.

Organização de cama aberta e fechada

Material necessário:

• 2 lençóis (1 protetor do paciente e 1 protetor do colchão)

•1 lençol móvel

• 1 impermeável

• 1 cobertor

• 1 colcha

• 1 toalha de banho

• 1 toalha de rosto

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