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Complexo, Arquétipo e Simbolo

O documento discute conceitos-chave da psicologia analítica de Carl Jung, como complexo, arquétipo e símbolo. Complexos pertencem à estrutura básica da psique e surgem de conflitos morais. Arquétipos representam formas típicas de apreensão e são fatores abstratos que ordenam o material consciente. Símbolos atualizam arquétipos quando há constelação psíquica e são imagens que unem pares de opostos.

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Complexo, Arquétipo e Simbolo

O documento discute conceitos-chave da psicologia analítica de Carl Jung, como complexo, arquétipo e símbolo. Complexos pertencem à estrutura básica da psique e surgem de conflitos morais. Arquétipos representam formas típicas de apreensão e são fatores abstratos que ordenam o material consciente. Símbolos atualizam arquétipos quando há constelação psíquica e são imagens que unem pares de opostos.

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Complexo, arquétipo e símbolo- Jolande Jacobi

Complexo

Pois uma das causas mais comuns dos complexos é o chamado “conflito moral”, isto é,
a aparente incapacidade do indivíduo de afirmar a totalidade de seu ser. P.29

Os conteúdos do inconsciente pessoal são percebidos como pertencentes à psique


própria, enquanto os conteúdos do inconsciente coletivo parecem estranhos, como se
viessem do exterior. A reintegração de um complexo pessoal tem um efeito de alívio e
muitas vezes diretamente de cura, ao passo que a irrupção de um complexo do
inconsciente coletivo é um sintoma muito desagradável e até mesmo perigoso. (jung)
p.34

Complexos pertencem à estrutura básica da psique

O que provém do inconsciente coletivo jamais é material “doentio”; só pode ser doentio
aquilo que vem do inconsciente pessoal, onde adquire aquela transformação e coloração
específicas, ao ser incluido numa esfera de conflito individual. P. 37

Só uma interpretção no nível do símbolo pode despir o núcleo do complexo de seu


envoltório patológico e libertá-lo do bloqueio da roupagem personalista. P. 38

Arquétipo, a ideia platônica

É evidente certa relação com o conceito de “ideia” de Platão, mas ela é apenas parcial,
pois os arquétipos, por assim dizer, “representam a ideia platônica numa base empírica”.
P.64

Arquétipo per se (não perceptivel) e o arquetipo perceptível (representado)

O “arquétipo em si” “transcende” o espaço psíquico, é de natureza inapreensível, apenas


“psicoide” e , portanto, anterior a toda a experiência pela consciência, tal como a ideia
platônica. “Transcendente e eterno” não deve ser entendido como conceito metafísico,
mas empiricamente como “além da consciência”- p.64

As ideias de Platão “eternas, preservadas em lugares supracelestiais” são uma expressão


filosófica dos arquétipos psicológicos. Em relação à clareza da ideia, o arquétipo tem a
superioridade da vivacidade. Ele é um “organismo vivo, ‘dotado de força generativa”.
P.65

Assim, os arquétipos não são nada mais do que formas típicas de apreensão e de
intuição, de experiência e reação, de comportamento e sofrimento, imagens da própria
vida, “que se compraz em criar formas, dissolvê-las e recriá-las com velhas estampas:
assim ocorre no plano material, no psíquico e no espiritual.” SCHIMITT p.65

Os arquétipos não são imagens herdadas


O “arquétipo em si” é um fator abstrato, uma disposição que começa a agir em dado
momento do desenvolvimento do espírito humano, ao ordenar o material consciente
como figuras determinadas. –p.67

O inconsciente coletivo é, em si, inteiramente “neutro” em todos os aspectos, e seus


conteúdos só adquirem valor e posiçao na confrontação com a consciência. P.75-76

Nota 79- o inconsciente coletivo é designado por Jung como psicoide, isto é, como algo
que transcende a consciência. Quando alguém o chama de espiritual, instintivo, etc.,
está fazendo uma asserçao sobre algo do qual, precisamente por ser inconsciente, não se
pode dizer nada. Podemos apenas descrever os efeitos que dele emenam” p. 77

Símbolo

O “arquétipo per se” é sempre um símbolo potencial, e seu “núcleo dinâmico”, sempre
que houver uma constelação psíquica geral, uma situação de consciência
correspondente, estará pronto para se atualizar e se manifestar como símbolo. P.91

O símbolo adiquiriu, como conceito, acesso permanente no mundo linguístico


teológico-cristão, designando determinados conteúdos dogmáticos e eventos religiosos.
P. 96

Mas, ao lado da realiade da fé, que pertence ao plano metafísico, existe a realidade
simbólica, que corresponde ao nível psicológico da experiência; e o que é apenas um
signo para alguém representa para outra pessoa um símbolo, como Jung assinalou em
vários estudos profundos. Ele diz:

“O símbolo não é uma alegoria nem um signo, mas a imagem de um conteúdo em sua
maior parte transcendental ao consciente. É necessário descobrir que tais conteúdos são
reais, são agentes, com os quais um entendimento não só é possível, mas necessario.
P.102

Enquanto “imagem”, o símbolo tem um caráter evocatório e excita toda a natureza do


homem para uma reação global; seus pensamentos e sentimentos, seus sentidos e sua
intuição participam dela e, como muitos pensam erroneamente, não é apenas uma de
suas funções que é atualizado nisto. P. 107

“Quando, por exemplo, Platão expressa, na sua parábola da caverna todo o problema da
teoria do conhecimento, ou, quando Jesus expressa, em suas parábolas, o conceito do
reino de Deus, essas são, pois, símbolos verdadeiros, isto é, tentativas de traduzir uma
coisa para a qual ainda não existe uma noção verbal. P. 108

Essa capacidade simbolizante da psique, isto é, sua habilidade de unir pares de opostos
como síntese no símbolo, é chamada por Jung de função transcendental. Com isso, ele
não se refere a uma função básica (como as funções da consciência de pensar, sentir,
etc.), mas a uma função complexa, composta por vários fatores; e com “transcendente”,
ele não pretende designar uma qualidade metafísica, mas o fato de que essa função cria
uma transição de uma atitude para outra. P. 118

Nota 65- Quando o sonho trata de pessoas que mantpem uma relação vital com o
sonhador, ele é sempre interpretado no nível do objeto e também, conforme o caso, no
nível do sujeito, se o sonho revela um sentido satisfatório; caso contrário, o nível do
sujeito é usado regularmente. A rigor, Jung chama de analitica apenas a interpretação no
nível do objeto, em contraposição à do nível do sujeito, que ele chama de sintética e
construtiva. P. 124

Para Jung todo símbolo, num tratamento analítico, deve ser posto no seu contexto de
significado coletivo e individual, e entendido e interpretado a partir dele (tanto quanto
possível)

Goethe “Esse é o verdadeiro simbolismo, quando o particulaor representa o mais geral,


não como sonho e sombras, mas como revelação viva, instantânea e insondável.

A capacidade da psique de transformar símbolos-

O mito.. a única expressao que lhe é adequada segue sendo a imagem, o símbolo.
Assim, cada e pessoa e cada época dão a seus símbolos uma nova roupagem, e aquela
“verdade eterna” que o símbolo transmite é capaz de nos falar com um esplendor
sempre rejuvenescido. P.138

Devemos distinguir aquele arquétipo que já se tornou perceptível, ou já foi


“representado” para a consciência, devendo ser tratado, na maioria das vezes, como
símbolo. P. 139

Do contato com a consciência de um coletivo e seus problemas, nascem os símbolos


coletivos (como, p.ex., um mitologema); e do contato com a consciência individual e
seus problemas resultam os símbolos individuais (como, p. ex., a imagem de uma bruxa
com os traços da mãe pessoal). P.141

Para o artista, eles [ o complexo e o símbolo] não representam um material com que ele
lida pessoalmente, para explorá-lo criatividamente para seu proproio desenvolvimento
psiquico, Eles fornecem um ensejo e matéria de seu processo de criação artística e
fazem dele um indicador de caminho, um autêntico porta-voz do que é indizível, mas
sempre permanece vivo e eficaz nas almas de toda a humanidade. P. 144

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