LUZ ,
quevemdo
LESTE
3 £
VOLUME
LUZ .
quevemdo
LESTE
MENSAGENS ESPECIAIS
ROSACRUZES
Luz Que Vem do Leste
Mensagens Especiais Rosacruzes
3 ? V olum e
V Edi^ao em Lfngua Portuguesa
1991
ISBN-85-317-0075-2
Todos os direitos reservados pela
ORDEM R O SA C RU Z - AMORC
G RA N D E L O JA DA JU R IS D I^ A O
DE LIN G U A PO RTU G U ESA
Proibida a reprodu$ao em parte ou no todo
Composto, revisado e impresso na
Grande Loja da Jurlsdl^So
de Lfngua Portuguesa
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Caixa Postal 307 - Tel.: (041) 256-6644
LUZ QUE VEM
DO
LESTE
Terceiro Volume
M ensagem Especiais Rosacruzes
escritas
por
Charles Vega Parucker, F.R.C.
Maria A. Moura, F.R.C.
Jeanne Guesdon, F.R.C.
Edward van Drenthen Soesman, F.R.C.
Ruben A. Dalby, F.R.C.
Chris R. Warnken, F.R.C.
Christian Bernard, F.R.C.
Rodman R. Clayson, F.R.C.
Mario Salas, F.R.C.
Biblioteca Rosacruz
LUZ QUE VEM DO LESTE
MENSAGENS ESPECIAIS ROSACRUZES
TERCEIRO VOLUME
fN D IC E
MENSAGEM "R O SA C RU Z" DA NOVA E R A ........... 9
A PEDRA F IL O S O F A L ................................... .. 21
CONSCI^NCIA MlSTICA.......................................... 29
LIBERA LID A D E DO C 0 SM IC O ............................... 35
PARA QUE V IV E R ? ................................................ 43
UMA NOVA ERA E SUA IzTICA............................... 55
ECOLOGIA TRANSCENDENTAL............................. 65
A A LQ U IM IA DO AMOR. . . .................................... 73
UMA V IA G E M ......................................................... 81
A ARTE RizGIA....................................................... 87
O JA R D IN EIR O M lSTIC O ....................................... 95
AMORC E 0 MUNDO P R O FA N O ............................ 101
O S E R PSI'QUICO.....................................................111
EM BUSCA DA FEL1CIDADE................................... 119
COMANDANDO A N A T U R E Z A ...............................127
0 SIGNIFICADO DA PA LA V RA "M lS T lC O "........... 139
A BUSCA DA LUZ M A IO R ..................................... 147
PARE, OLHE, ESCUTE, E P E N S E .............................163
O A M O R ..................................................................175
0 V IA JA N TE DO ESPAQO IN T E R IO R ....................183
0 PRIVIL(=GIO DE SER R O S A C R U Z ...................... 189
B IB LIO TECA RO SACRUZ 197
MENSAGEM “ROSACRUZ” DA NOVA ERA
por
stamos, desde 1960, vivendo os prim eiros anos da Era
E de Aqu^rio. Mesmo nestes anos de transigao, caracte-
rizados por excessivas modificagoes em todos os aspectos de
nossa vida, j i comegamos a sentir os albores de um m undo
novo.
Inumeras transformagoes estao ocorrendo, diariam ente,
no com portam ento hum ano. As tradigoes estao sendo reno-
vadas e, os conceitos existentes, analisados e substituidos
por id&as mais completas. Tudo € discutido, e m uitos con
ceitos e principios, que serviram a hum anidade por tantos
s^culos, estao sendo espanados, lavados, esfregados e vesti-
dos com nova roupagem ou mesmo jogados no lixo, porque
nao resistem as m entes perquiridoras m odem as.
Nunca o genero hum ano foi tao criativo como nos filti-
mos trin ta anos, e Aquario sera responsavel por tantas e tao
maravilhosas invengQes que a vida para o hom em serd fun-
dam entalm ente diferente de um a geragao para a seguinte.
Sem duvida alguma, m uitos efeitos da Era de Peixes
ainda estarao conosco por mais 20, 30 ou 50 anos, mas 6 in-
dubitdvel que todo o m undo esta sentindo como a Era de
Aquario serd diferente.
Uma faceta m arcante do novo alvorecer 6 o interesse ca
da vez m aior que os jovens dem onstram pela astronom ia e
astrologia. A eletronica constituir-se-d na grande ferram enta
para as invengSes que surgirao e perm itira o desenvolvimen
to das viagens espaciais nao apenas em nosso sistema solar,
mas extensivas a outros sistemas estelares. A ciencia se de-
senvolverd em todos os campos de m aneira impressionante
e no setor mddico se conseguirao as curas para todas as
doengas.
Alan Leo, escritor astrologico do s^culo XIX, antecipan-
do a influencia da Era A quariana, apresentou em seus livros
inumeras qualidades dos aquarianos e que se aplicam inte*
gralmente a atual geragao de adolescentes. Disse ele:
“Eles se inclinam para o nao-convencional, e consequen-
tem ente se fazem excelentes reform adores. SSo sempre gen-
tis, hum anos, apreciam extraordinariam ente a arte, a musica
e a lite ra tu ra .. . tem um grande amor por todos os em-
preendim entos e preocupagoes hum anitarias que geram har-
m onia para m uitos. . . Vivendo por linhas puram ente pes-
soais, sao ca6ticos, difusos, cheios de truques e inteligentes
com vistas aos proprios fins;egoistas e aptos a usar sua von
tade inflexivel na diregao de seus desejos m entais; ou incli-
nados a serem vacilantes e caprichosos.. . Luz e Vida espe*
ram por aqueles que se libertam da personalidade e vivem
na individualidade desse signo. A natureza interna e o des-
tin o do signo podem ser expressos em um a tinica e im por
tante palavra: “HUMANITARISMO” .”
A preocupagao com a vida e com o am biente terrestre 6
o utra grande qualidade aquariana. Os movimentos estudan-
tis nas Universidades, pacfficos ou nao, indicam uma insis-
tente preocupagao com as condigoes sociais de todos os po-
vos, a luta obstinada pela paz m undial, a eliminagao da po-
breza e da fome e a participagao nas diretrizes da propria
educagao para melhoria de suas possibilidades profissionais.
A Era de Aqudrio ser £ excitante, estim ulante, excessiva-
m ente criativa e exigira a participagao intensa de cada um
de nos.
Ainda hoje, tem os m antido uma falsa pretensao com res-
peito ao nosso sistema solar, considerando ser a Terra o uni-
co lugar habitado do Universo. A astronom ia demonstra-nos
que o Sol nao passa de uma estrela com um , como tantas
outras que existem em nossa galaxia, banal, m ediocre ate.
Comparada com as estrelas de m aior brilho do c£u, o Sol d
um a estrela de quinta grandeza, em torno da qual gira nosso
sistema planetario, tam bem m ediocre no sentido cosmogo-
nico. E a nossa Terra, com apenas 25 mil anos de civilizagao
conhecida, que nem sequer conseguiu dom inar o conheci
m ento sobre os 144 elem entos quim icos, que entram em
sua composigao, como classificd-la? Qualquer sistema plane*
tario que tivesse um planeta com quatro ou cinco mil anos
de uma civilizagao mais antiga que a nossa, estaria m uito
mais desenvolvido que a Terra, simplesmente considerando
a evolugao natural. Nossa civilizagSo esta com pletando a
primeira volta em torno das faixas do zodiaco, e pratica-
m ente tudo o que tem os em matdria de evolugao data dos
ultimos cem anos ou menos.
Retornam os a outra Era de A q u in o e dentro de poucos
anos estaremos conhecendo nossos irmaos do Universo, nao
s6 atravds de suas visitas a Terra, como tam bem por meio de
nossas viagens siderais.
Seri que estamos conscientes da im portancia destes pri
meiros encontros? 0 hom em posiciona-se, em relagao a ou-
tro ser, de form a comparativa, e nossas primeiras analises
imediatas serao certam ente no sentido de sabermos se so
mos mais ou menos evolufdos que nossos visitantes. Sera
que jd estamos preparados para recebe-los novamente?
A palavra religiao vem do latim “ Religare” que quer di-
zer to m ar a ligar, e o prop6sito de todas as religioes tem si-
do o de m anter os lagos entre os c£us e a terra, o de religar
o hom em aos deuses. Mas, se tantas crengas foram estabele-
cidas pelos diferentes povos, em tentativas de satisfazer os
anseios do hom em , m uitas e muitas vezes nada mais conse-
guiram do que m anter o individuo submisso aos poderes das
pr6prias religioes, determ inados de acordo com suas pro-
prias necessidades.
A Era de Aqudrio propiciara o reencontro do hom em
com os seres do espago, e a integragao das mais variadas ex-
periencias levari o conhecim ento hum ano a extrem os nunca
antes imaginados.
Estamos deixando para tras a Era de Peixes, que exerceu
apreciavel influencia no despertar do pensam ento da Huma-
nidade.
Cristo € o h'der insofismdvel da Era de Peixes e a grande
mensagem trazida aos hom ens, vivida nestes ultimos 2.000
anos, £ a mensagem do Amor. “ Amai-vos uns aos outros”
constitui-se no refrao constante desta Era. Humildade
no com portam ento, conhecim ento pela f£ e am or como
prop6sito constituem as colunas-mestras das filosofias
cristas.
E se Cristo trouxe-nos a mensagem do Amor era porque
esta se tornava indispensdvel para a gpoca, os homens neces-
sitavam aprender a desenvolver o dom inio da integragao
total entre si, a conviver com os Seres em geral, bons, maus,
virtuosos e criminosos, ricos e pobres, compreensivos e
agressivos, preparando-se desta form a para as viagens as
outras estrelas e asssim poder conhecer os seres que \£
habitam .
A Era de Aquario estruturara o prim eiro governo unifica-
do terrestre, regulando a vida dos seres de todo o planeta.
Devera ser um governo hum anista, constituido pelos mais
inteligentes seres que habitaram a Terra ate hoje. Devera
ser um governo de tendencias autocraticas, em bora eminen-
tem ente voltado para o bem-estar dos povos e ragas das
mais diferentes regioes do globo. Estimulard a criatividade
individual aplicada a vida coletiva. 0 conhecim ento das
forgas poderosas intrinsecas do atom o e das leis da vida em
cada c^lula ser £ usado para satisfazer as necessidades huma-
nas de alimentagao, saude, transporte e habitagao. 0 h o
mem tera uma vida com unitaria mais intensa e os princi-
pios de fraternidade que estamos aprendendo na Ordem
Rosacruz nos capacitarao para um a vida mais repleta de
satisfagoes, em proxim as encamagoes.
Com todo este panoram a delineado, ser £ que poderia-
mos agora defmir a mensagem que deveremos aprender na
Era de Aqudrio? Poderemos pensar um pouco na grande
missao da Humanidade para estes pr6xim os anos? Podere
mos vislumbrar como adaptar nosso com portam ento indi
vidual as caracterfsticas da nova Era? Qual a palavra chave
que representard o ideal mdximo do hom em na Era de
Aqudrio?
Perguntamos entao, qual a mensagem a ser despertada na
Era de Aqudrio?
Sim, exatam ente — SERVIR.
Servir no sentido amplo e com pleto da palavra.
Servir no sentido de participagao total e voluntdria. Ser
vir com o proposito de nos integrarmos a toda missao que
nos € confiada, procurando nela a expressao com pleta da
Verdade que existe em nos; a disposigao perm anente de par-
ticipar intensam ente, com a m ente, a alma, o coragao e o
co rp o .
Temos observado os grandes desajustes individuals na so-
ciedade m oderna. Quantas pessoas estao desarmonizadas,
tum ultuadas, desorientadas e com problemas de inter-rela-
cionam ento sempre mais complexos! Qual a origem e o p o r
que de tudo isso?
Vamos ver se conseguimos relacionar as causas mais ex-
pressivas:
1. Como seres egoistas, esperamos receber sempre mais dos
outros, quer nos negbcios, quer na fam ilia, quer dos ami
gos, ou mesmo das pessoas que entram em contato co-
nosco.
2. Como seres pretenciosos, almejamos mais e mais o p o
der, porque assim estaremos sobre os outros e seremos
servidos por eles.
3. Como seres ambiciosos, almejamos constantem ente mais
riquezas, porque assim teremos com prado o servigo dos
nossos irmaos.
4. Ambicionamos a gl6ria pessoal, porque nos agrada a ve-
neragao que recebemos dos outros homens.
E quando nao conseguimos obter o que queremos, aqui-
lo com que sonhamos? Advem as frustragoes, as obsessQes
e as neuroses. Comegamos a ser martirizados pelas invejas,
pelos citimes, pela inconstancia nas atitudes, pela falsidade
e pela m entira. E por outro lado, se conseguimos apenas
alguma coisa, parte do que imaginamos como ideal, ja so
mos envolvidos por uma falsa pretensao, uma excessiva vai-
dade e atd mesmo uma incontida arrogancia.
£ claro que nao estamos advogando que o hom em deva
ser passivo, sem ambigOes, sem vontades ou sem intengoes
de m elhorar sua vida em geral. N ao, pois 6 exatam ente o an-
seio por melhores condigDes que estimula o poder criativo
e conduz os hom ens as grandes realizagSes. Queremos sim
realgar que, quando estamos envolvidos em qualquer tarefa
com o firme proptisito de obter recompensas pessoais, se-
jam estas alcangadas ou nao, estaremos de alguma forma
servindo exclusivamente a nossa autovalorizagao pessoal.
Servir € participar com a certeza da sabedoria de que a
tarefa deve ser bem feita, de que devemos colocar todo
nosso ser em sua consecugao. S6 pode servir quem apren-
deu a amar. Servir 6 manifestar intensam ente a Alma Cos-
mica que habita em nosso Ser. Q uanto mais servimos, mais
felizes somos e m aior 6 a alegria que irradiamos a todos que
nos cercam. E o maior entre os Homens aquele que mais
serve, com satisfagao!
0 psicologo americano, Festinger, vem realizando uma
s£rie de experim entos interessantes sobre fenom enos e rea-
goes psicol6gicas do hom em . Um destes experim entos tor-
nou-se classico. Reuniu ele dois grupos de estudantes; cada
com ponente destes grupos deveria escrever um ensaio a fa
vor de um conceito de que divergia frontalm ente. Deveria
cada um escrever dem onstrando os aspectos positivos do
conceito que nao aceitava. Os dois grupos foram separados,
um constituido de estudantes que fariam o trabalho volun-
tariam ente, o outro constitufdo de estudantes que recebe-
riam US$ 20.00 ap6s apresentado o trabalho.
Os caracteres psicologicos envolvidos dem onstraram que
os com ponentes do grupo rem unerado realizaram o trab a
lho alegando que nao acreditavam no que escreveram, que
estavam sendo hip6critas e com prados, mas que queriam
receber os US$ 20.00. O outro grupo encarou sua partici-
pagao como uma colaboragao a pesquisa do professor e que
poderia, atrav^s do exercicio, desenvolver os aspectos de
um a m ente razo^vel, disposta a analisar ambos os lados de
um a questao. Nao 6 preciso dizer que os trabalhos apresen-
tados pelo grupo de colaboragao espontanea foram m uito
mais uteis e superiores aos do outro grupo. O grupo que
nao recebeu os US$ 20.00 dem onstrou a supremacia do
proposito de SERVIR, e naturalm ente foi beneficiado pela
experiencia construtiva de que participou.
Como )£ dissemos, SERVIR 6 integrar-se no Cosmico.
SERVIR 6 agir de conform idade com as Leis Naturais do
M undo em que estamos. E quando agimos de conform ida
de com estas leis, vivemos em harm onia perm anente, em
Paz Profunda, como n6s Rosacruzes dizemos.
0 Homem sempre procura justificar-se a si mesmo, de
coisas que faz erradas ou desarmoniosas. Podenam os at£
citar agora a grande panac&a do H omem, que tem servido,
desde Adao e Eva, para encobrir, para amenizar perante sua
consciencia os desvios que faz em relagao as Leis Cosmicas.
Trata-se do Livre-Arbitrio, que se tem valorizado ta n to , co
m o se fora um supremo direito do H omem. H. Spencer
Lewis, no livro “Mil Anos Passados” , menciona: “Pois o h o
mem na terra 3 sempre pecador, decretando para si o poder
do livre-arbitrio, em violagao da voz dentro dele que fala a
Verdade; pois a Luz pertence a V erdade.”
0 Livre-Arbitrio do Homem constitui-se, entSo, no seu
direito de opor-se as Leis Divinas. E sempre que o Livre-
A rbitrio implicar em atitudes contririas ao Cosmico, esta
mos desservindo o esquema em que fomos colocados. 0
Livre-Arbitrio 6 contrdrio, 6 oposto ao prop6sito de SER-
VIR.
E, em Aqudrio, estaremos mais e mais nos fundindo com
o C6smico, vibrantes, participantes, servindo intensam ente.
Q uanto mais pensamos em n6s prtiprios, menos condi-
goes de SERVIR tem os. Como diz o proverbio conhecido,
“ Quanto menos enxergarmos a n6s mesmos, mais os outros
nos enxergarao.” Nossa aura se estenderd luminosa, irra-
diando a Luz e a Verdade da Alma de Deus em nosso in te
rior. SERVIR e libertar a expressao da Alma de Deus atra-
v£s do nosso SER.
SERVIR e a mensagem m istica da Era de Aqudrio.
A PEDRA FILOSOFAL
por
estudante na Senda, em sua ansia por conceitos supe
O r io r s , que possam m elhor orientar sua conduta na
vida, vai gradativamente assimilando inumeras verdades.
Cada verdade aceita 6 uma nova conquista para sua com
preensao dos misterios que ocorrem a sua volta. Com o pas-
sar do tem po, e persistindo em suas investigagoes, algumas
destas verdades sao substituidas por conceitos mais amplos
que, sob muitas form as, explicam para nos mesmos o com-
plexo universo de realidades.
Numa etapa initial, a consciencia procura ideias que se
expressam por meio de frases ou ditos da sabedoria popular:
“Nao adianta lam entar o leite derram ado” , “ a uniao faz a
forga” , “mais vale um p^ssaro na mao do que dois voando”
e outras mais. Poderiam os passar algum tem po discorrendo
sobre estes m otes que provem da cultura de todos os po-
vos, pois exprimem o que m uitos anseiam para si.
Todos n6s temos iddias sobre o m undo ideal, estruturado
sobre o que consideramos bom ou superior. Nossa conscien
cia est4 voltada para entender o m undo em que vivemos, em
sua contfnua evolugao.
0 ne6fito, o pensador, o m fstico e o fllosofo procuram a
compreensao total, o conhecim ento unificado, que espe-
lhasse em si a realidade plena atrav^s de uma sintese que
contivesse a Essentia de todas as coisas, a sua pedra filoso-
fa i
0 Rosacruz, como eterno buscador, vai se aprim orando
em suas prdticas esot^ricas e introspecgoes reflexivas e,
assim, assentando as bases da grande verdade de que “tudo
esta em s i”. Compreende que sao os seus olhos que enxer-
gam o m undo, mas que £ ao nivel de sua consciencia que
tudo 6 analisado e que toda verdade se forma em sua m en
te. Se enxergarmos o m undo de form a pessimista, tu d o nos
parecera negativo, e identicam ente positivo, se vislumbrar-
mos situagoes otimistas no horizonte.
Toda verdade esta em nos, ou seja, assim como estiver-
mos preparados para com preender a luz, assim ela se nos
manifestard. 0 nosso interior capta os fatos e fenomenos
que estao ocorrendo conosco e estabelece verdades que
consideramos insofismdveis. Nada que provem do exterior
poderia nos abalar, a menos e somente se permitissemos
que tais influencias dominassem o Eu interior. Nenhuma
forga, quer do bem ou do mal, poderia exercer agao sobre
nos se o Eu interior nao a aceitasse como uma verdade in-
trinseca. A verdade intrinseca 6 o que conceituam os como
a nossa realidade, resultado do pensam ento, raciocinio e
julgam ento de cada um. Como cada um tem sua pr6pria rea
lidade das coisas e dos fatos, podem os afirmar que n2o exis-
tem verdades universais aceitas incondicionalm ente por to
dos.
“Conhece-te a ti m esm o ”, pois assim expressaras melhor
tua pr6pria verdade. Muitos de n6s estao procurando Mes
tres, gurus, anjos e avatares que nos orientem na vida e nos
protejam de tudo que nos possa acontecer, tragam solugoes
para os problemas e nos ensinem as receitas m£gicas do exi
to e do sucesso. Temos um poder incomensurdvel em nosso
interior, pois a Essencia do C6smico tam bem constitui o
nosso SER. Pela transmutag<To de pensam entos realizamos
a alquimia mfstica e fortalecem os as possibilidades de che-
garmos a Consciencia Cosmica. A Essencia Divina em nosso
interior propicia a compreensao onisciente de tudo e a me-
dida que perm itirm os a expressao para o exterior desta
Sabedoria, mais perfeita seri a nossa propria verdade.
N6s sabemos que o pensam ento de um hom em influen-
cia o m undo; sabemos enviar mensagens de Paz, Saude e
Harmonia aos lfderes de cada nagao; sabemos utilizar as po-
derosas forgas curativas em prol de nossos semelhantes a
distancia, e podem os visualizar e criar m entalm ente condi-
g5es de um novo m undo, empregando o poder Cosmico em
nosso interior.
A m ente hum ana i uma forga com poderes de criagao,
de distribuigao e de mudanga das posigoes das coisas, de
acordo com id^ias ou sugestoes recebidas. Assim, nossa
vida 6 a auto-exteriorizagao do conteudo infinito, a expres
sao C6smica da Essencia Divina em nosso Ser.
Antigos pensadores e fildsofos com o Confiicio, Salomao,
Buddha, Omar Khayam , Lao-Tse, Cristo, Bacon, Aristoteles,
Descartes, Jacob Boehme, deram-nos uma sabedoria para
to m a r mais suaves e harm onizados os caminhos da vida.
Tambem os livros considerados sagrados ou de inspiragao
Divina — o Bhagavad Ghita, o Talm ude, o Corao, a Bfblia —
trouxeram -nos belfssimas ligOes que nos levam a refletir so
bre a fenomenologia do Universo.
Na verdade, o que im porta sao os nossos proprios concei
tos e julgam entos, mesmo que estejam frontalm ente errados
com respeito aos conceitos da maioria. “Nao pode o teu ir-
mao estar em erro?” Por que te preocupas com o argueiro
que est^ no olho de teu irm ao, se tens um a trave em teu
prbprio olho?
Para n6s, a nossa verdade 6 sempre perfeita, 2X6 que al-
gu£m nos m ostre e nos convenga de que estamos em erro.
Mas, para a nossa com preensao, somente entenderem os, ex-
pressaremos e vivenciaremos o que tivermos incorporado ao
nosso interior. £ por isso que Spencer Lewis nos diz que
“nenhum a obra pode ser m aior do que o hom em que esta
por trds dela” . Em outras palavras: “som ente podem os dar
0 que tem os dentro de n6s” .
A Ordem Rosacruz adota uma terminologia simb61ica
em suas reunioes exotdricas, m uito im portante para que co-
nhegamos o sentido da busca da Pedra Filosofal. Vejamos
alguns term os mais expressivos:
TEMPLO: € o nosso SER dual em essencia. As palavras di-
zem: “Consagramos 0 Templo por nossos pensam entos e
nossa conduta.”
Assim tam bem dignifiquemos nossa form a de viver e
elevemos os pensam entos para consagrar o nosso SER.
COLUMBA: com o todos sabemos, simboliza a voz da nossa
Consciencia, que nos orienta, sobretudo nos m om entos de
fraqueza e indecisao.
“ Quando a Columba fala, todos ficam silentes” , para ouvir
a sabedoria interior.
GUARDIAO: e a fortaleza de nossa verdade interior. 0
Guardiao exprime o que tem os em n6s proprios, atraves de
nossa AURA. A aura hum ana que se estende em volta do
corpo ffsico, como um halo de luz, 6 um a energia vibratoria
que £ sensivel as outras vibragoes de pessoas, animais, vege-
tais e objetos, inform ando-nos de sua natureza. A nossa
Aura £ a Guardia de nossa verdade interior.
MESTRE: e o nosso Guia interior; a voz de Deus que atra-
v£s do Eu psfquico deve expressar-se, a medida que atenua-
mos as barreiras do consciente. Sao os sussurros do Eu que
precisamos aprender a ouvir, mais e mais, para nossa felici
dade. Ouvir o Mestre interior 6 perm itir que a beleza Divina
se expresse por nosso SER.
Como diz o Frater Jose Laercio do Egito no discurso: “ 0
Mestre de cada um ” — “ 0 unico Mestre que estd sempre
atento e a nossa disposigao 6, evidentem ente, o Mestre In te
rior, o que 6 maravilhoso, porque ele 6 mais grandioso e sa-
bio do que qualquer outro. O que tem os a fazer, ao inv^s
de ficarmos procurando inutilm ente encontrar o Mestre
Encam ado ou de outros pianos, 6, simplesmente, aprender
prim eiro a silenciar a m ente objetiva para que o Mestre In te
rior possa, cada vez com m aior facilidade, estabelecer um
maravilhoso dialogo, de que possa resultar uma orientagao
segura, eficiente e sdbia em todos os sentidos e em todos os
segundos de nossa existencia, expurgando qualquer interfe-
rencia da m ente objetiva.” “Para que trocar um Mestre Indi
vidual e disponivel a qualquer m om ento e em qualquer cir-
cunstancia, por outro bem mais dificil de ser encontrado?”
GRANDE MESTRE: D entro desta analise, o que representa
para n6s o Grande Mestre? Exatam ente a vida de cada um
em si. As experiencias, as dificuldades, as lutas, as emogGes,
os sofrim entos constituem o melhor professor que temos.
Por isso, a Ordem Rosacruz busca, atravds das experiencias
da vida de cada um , as formas de liberar o Mestre Interior e,
deste m odo, perm itir que o cristal brilhe mais intensam ente.
Cada Rosacruz encontra em sua vida cotidiana infinitas pos-
sibiJidades de aplicar o misticismo p ritico que lhe dar2
maior poder, liberdade e felicidade. A vida tudo nos ensina
e constitui-se no laborat6rio de realizagSes construtivas para
todos os que estao na SENDA.
As impressoes que se registram durante cada encamagao
em nossa Personalidade-Alma sao im portantes para as situa
t e s que nos ocorrerao no futuro. Viver intensam ente 6 ex-
perim entar muitas sensagSes no curto espago de um a vida,
P ortanto, a vida de cada um £, na realidade, o seu Grande
Mestre.
E m resumo, a Pedra Filosofal esta em nosso interior,
pois toda a Verdade so existe dentro de nos.
CONSCIENCIA MfSTICA
por
olocada face a face com a consciencia m istica, a men-
C talidade m odem a se confunde, nao compreende essa
consciencia e, afogada no etem o jogo das ambigoes, conten-
ta-se com suas conseqiiencias utilitarias, desprezando o mis-
tico que se recolhe a solidao e o definindo como ocioso,
porque tal m entalidade so admite o trabalho turbulento,
ruidoso, e so compreende o que ouve, o que lhe fere os ou-
vidos.
Essa mentalidade nao entende que a solidao do m istico,
que lhe parece vazia, encerra uma intensa atividade interior,
inerente a diferentes relagoes vitais; e, se o m istico parece
fugir por alguns m om entos ao contato hum ano, 6 para se
nu trir da fonte divina.
O m fstico ama a vida naquilo que de mais belo ela repre-
senta, como um a missao bendfica para todos e um caminho
que o conduzird £ consciencia divina, a unicidade com o to
do. Para onde quer que seus olhos se voltem , nao procuram
nem veem outra coisa senao a Deus. 0 m istico sente a Deus
com o identificado em sua pr6pria essentia, presente e ativo
n o mais profundo do seu pr6prio ser. Diante desta concep-
gao, todas as outras imagens caem por terra. So Deus per-
manece, com o voz interior, no silencio exterior das coisas.
0 ser hum ano que nao entende esse estado exaltado se
projeta para o exterior, a fim de encobrir esse vazio terrivel.
A alma do m fstico 6 com pleta em si mesma e ama a solidao
que lhe perm ite projetar-se ao Eu interior e sentir sua p ro
pria plenitude.
As subdivisoes hum anas do mesmo sentim ento de adora-
gao a Deus sao mais de form a do que de essencia e, quando
as formas forem superadas pela visao mais ampla da essencia,
atingiremos todos a fraternidade universal, condigao em que
nao mais se com eterao os tristes massacres e delitos em nome
do mesmo Deus. Freqiientem ente condenamos nossa pr6-
pria verdade, porque ela se nos apresenta em outra configu-
ragao ou com outras palavras. Estranha contradigao, esta!
A verdade absoluta d um a e imutavel. Todavia, e natural
e compreensivel que, nas dimensoes relativas em que vive o
hom em , nao possam caber senao verdades relativas e limita-
das. A compreensao hum ana nao pode alcangar a verdade
absoluta e, sim, chegar a ela por estdgios ou aproximagoes
gradativas.
Cada profeta, cada h'der espiritual, contribui com a sua
mensagem do mesmo Deus em formas diversas, adaptadas ao
hom em e ao m om ento histbrico. Assim sendo, n5o devemos
confundir a form a com a essencia. As diversas mensagens
que nos chegam do Cosmico nao sao verdades diferentes,
mas, formas atravds das quais elas se manifestam em pro-
gressao evolutiva em relagao ao principio universal supremo.
Todavia, nao devemos alim entar um espirito condescen-
dente de tolerancia. Isto n2o 6 suficiente e nos colocaria em
passividade inoperante. Devemos agir no sentido de alcangar
a compreensao e tornar real a fratem idade entre todos os
povos. Isto nao significa que tem os de tolerar um inimigo,
de suportar um erro, mas, que devemos ir ao encontro de
todas as formas de f6y com o coragao aberto, em busca da-
quilo que pode unir e nao daquilo que divide. Talvez seja
esta a nossa missao.
0 m istico nao aturde os sentidos para escapar a solidao,
nem teme como os profanos os periodos de silencio em que
a alma se m anifesta, porque sabe que a realidade da vida es
ta precisamente nesse silencio e que somente quando a pala
vra cessa 6 que ele pode atingir a profundeza desse silencio,
quando a eternidade ergue seus veus e, das mais densas tre-
vas, surge esplendorosa a iluminagao.
0 piano de vida do m istico esta m uito acima das dimen-
soes terrenas. Ele tam bem sofre e goza, teme e espera, la-
menta-se, canta e ama. Mas tudo isto se passa em um outro
nivel de consciencia, num piano em otional de agoes e rea-
goes diferentes. Sua orientagao conceptual e sensbria, sua
maneira de ver e suas relagoes com o m undo dos fenome-
nos, sao com pletam ente diversas. Ele capta num todo uma
nova ordem de ressonancia, porque dom inou um novo sen
tid o , o sentido de harmonizagao com o universo. Seus cami-
nhos sao outros. . . 0 hom em com um percorre a estrada do
trabalho, da conquista do m undo, esperando dom inar a dor
pelo exterior. Estas sao estradas longas que ele deve percor-
rer para veneer os obstaculos, dom inar eventualm ente as re-
sistencias, mas que inibem a alma.
0 m fstico segue o caminho mais curto, avangando pelas
vias da concentragao, da meditagao e do autodom inio, e
destr6i a dor pelo interior, pelo que ha de mais profundo
em si mesmo, nao tentando eliminar as causas, mas superan-
do-as, com diferente sensibilidade.
O m istico modela o exterior e, com isto, liberta a alma,
supera tu d o , porque transcende o m undo material. £ na
consciencia que estao as mais profundas realidades e as mais
amplas possibilidades da vida. Nossa ignorancia pode ser to
tal, mas na consciencia j£ esta o germe de to d o o desenvol
vim ento. Se qualquer coisa se m anifesta no m undo exterior,
desponta sempre daquele mistdrio interior, a mente.
Se o divino desce a terra e atrav^s da consciencia e cada
um de n6s traz em si essa unidade que se chama “ Eu In te
rior” , essa sintese que se chama consciencia. A consciencia
€ o que de mais vivo tem os em n6s e ela 6 tao vasta que nao
conhecemos seus limites, os quais se abismam em camadas
profundas que desconhecemos e as vezes nem ousamos son-
dar. Essa consciencia se desenvolve e se transform a conti-
nuam ente em nds, e estd sempre presente. Nao a vemos e,
no entanto, nossas mais fntimas sensagoes e emogoes, como
alegria e dor, estao nela e nao no exterior. Nossa parte mais
vital e im portante se encontra nesse imponderdvel.
Esse centro estabelece contato com tudo o que o cerca e,
apesar disto, permanece sempre distinto, gigantesco e indes-
trutivel.
0 espirito hum ano, entao, deve se projetar al£m das bar-
reiras que hoje o lim itam , al£m das dimensoes do que hoje
concebe. Temos o dever de arrancd-lo a sua ordem de vibra-
goes voltada para os objetivos m undanos e projeta-lo com
toda sua potencialidade para outra ordem de vibragoes que
se elevam, superam e rom pem os espagos inflnitos, para a
fusao com o supremo ritm o do universo.
LIBERALIDADE DO C0SMICO
por
m nossos estudos m isticos, aprendemos que o pensa
E m ento 6 a forga fundam ental que molda a diregao de
nossa vida e determ ina nosso destino final. Aprendem os que
o pensam ento tem im portancia definida sobre nossos con
ceitos de vida, nossa saude e felicidade, com base em nossa
compreensao de leis e principios Cosmicos. Pensam entos de
am or, felicidade, paz, progresso, sao positivos e sugerem
forga e agao.
O pensam ento positivo di-nos o incentivo para buscar e
atrair para n6s todas as coisas que podem os usar com finali-
dades construtivas. 0 pensam ento positivo nos leva a mais
estreita com unhao com o C6smico, a Mente Universal e o
Deus do nosso CoragSo, e estimula em n6s um a atitude que
nos auxilia a prosseguir em nossas atividades e senda ascen
sional.
0 pensam ento negativo, ao contrario, como ciiime, into-
lerancia, inveja, 6dio e autopiedade, m anifesta todas as es-
pdcies de efeitos mentais e fisicos que com freqiiencia dre-
nam nosso fisico, ao ponto em que nossa capacidade para
realizar nossos deveres cotidianos 6 afetada.
Logo que compreendemos o papel que o pensamento
tem em nossa vida, comegamos a verificar a im portancia do
controle m ental. Tornamo-nos conscientes de que “ somos
com o pensamos” , e que nao e o que almejamos ou deseja-
mos que atraim os para n6s, mas o que est£ em nosso cora-
gao e m ente. Por conseguinte, nao podem os ser felizes e sa-
dios se revelarmos um a disposigao abatida ou aborrecida.
Todavia, se cultivarmos os poderes construtivos da m en
te , sempre felizes e alegres, irradiando pensam entos de paz
e harm onia, essa disposigao nos levara a um a estreita comu-
nh£b com o C6smico e com nosso meio ambiente.
Tem sido cientificamente provado que os pensamentos
podem transcender o espago. Sendo esse o caso, devemos
estar sempre alertas para o fato de que as vibragoes de pen
samento nao s6 nos afetam , mas, tamb£m aqueles que estao
em contato conosco. M antendo-nos radiantes de alegria e
otim ism o, as pessoas ao nosso redor serao contagiadas com
esse otimismo e alegria, porque reagimos norm alm ente ao
estado mental das outras pessoas.
Ensinar as pessoas a pensar, para compreenderem sua re-
lagao com Deus, como esposado nos ensinam entos Rosacru
zes, 6 o objetivo final de nossa Ordem. Devemos continuar
a m anter bem alto a tocha da Verdade, para langar luz no
abismo das trevas da superstigSo e do m edo. Por nossos pen-
sam entos, atraim os a inspiragao e o poder do Cosmico que
tom ard possivel estabelecer maior com preensao, tolerancia
e harm onia em todo o universo, e em n6s mesmos.
0 dom inio da vida que buscamos encontra-se expresso
aqui neste piano terreno onde podem os exercer esse dom i
nio sobre as condigSes de vida que nos envolverem no m o
m ento. £ pela agao e o servigo altruistico que comegamos a
expressar os aspectos mais refinados e elevados de nossa na
tureza. O sucesso no m undo e um fator necess£rio ao domi-
nio da vida, isto €> a iuta para resolvermos qualquer circuns-
tancia negativa e dificil em que possamos nos encontrar, p a
ra realizarmos um desejo digno.
Temos em nosso interior o poder e a forga para alcangar
exito nos em preendim entos que tivermos em mira. Qual
quer coisa que concebamos pode ser conseguida e qualquer
desejo pode ser realizado, uma vez que nao duvidemos da
capacidade em nosso interior para dominarmos qualquer
circunstancia em que estivermos envolvidos.
O Rosacruz nao deve pensar em quaisquer limitagoes pa
ra a realizagao de seus ideais ou aspiragoes. Deve confiar
em que aquilo que n£o puder realizar por seus proprios
esforgos, o C6smico realizara por ele, pois deve saber e com-
preender que, ao operar em harm onia com o Cosmico, n2o
havera limitag5es em sua m ente e no poder do Cosmico em
seu pr6prio interior.
Uma vez que compreendamos o poder que tem os a nossa
disposigSo ao operarmos em harm onia com o C6smico, en-
tSo, poderem os partir para a realizagao de qualquer objetivo
ou desejo que seja de beneficio para n6s e para os outros.
Nao devemos hesitar ou duvidar do poder criador de Deus
que habita em nosso interior, aguardando, apenas, que dele
fagamos uso.
0 Rosacruz ama a vida, sente e percebe a presenga do
C6smico operando por seu interm ^dio. Deseja servir para
realizar um grande bem em prol de seus cdm panheiros. Sen
te o desenvolvimento de seus poderes c6smicos, e busca
meios e m odos de usa-los em alguma atividade construtiva.
0 sucesso na vida se constitui em manifestagao natural do
desejo do Rosacruz de se tornar um canal para as forgas
c6smicas que estao presentes em seu interior. Nao h i obje-
tivo que ele nao possa alcangar, nem obsUculos ou proble
mas que nao possa superar. Seu domfnio esta assegurado,
um a vez que tom e a decisao de que sera o m estre de sua
vida e das circunstancias e de que, ao trabalhar em coope-
rag£o com o Cbsmico, podera realizar todos os seus dese-
jos. Com hum ildade, dedicagao e pela Graga de Deus, pode
ele encontrar firmeza de m ente para aplicar todo o conhe
cim ento que lhe foi dado, em beneficio da hum anidade.
A riqueza pode chegar a m uitos, mas de diferentes for
mas. Alguns podem ter dinheiro, outros saude, e alguns en
contrar felicidade na beleza e no esplendor de cada dia.
Todavia, alguns parecem nunca encontrar a felicidade e
satisfagao que tao avidamente procuram . Cada novo dia pa-
rece leva-los mais pr6xim os da realizagao de seus sonhos,
apenas para traze-los de volta a caminhos mais extensos. Is
to talvez exemplifique que nem todos nos estamos buscan-
do a felicidade da mesma forma.
As dddivas divinas do amor e a magnificencia da libera-
lidade do C6smico estao disponfveis a todos nos. Esta o
esquema cosmico dividido em pedagos desiguais ou somos
n6s que nao sabemos apreciar nossas bengaos? Muitas vezes
negligenciamos os beneficios que tem os o privilegio de des-
frutar nesta vida, que sao dadivas c6smicas, como a beleza
de um por-do-sol, a paz de nosso lar, o amor de nossos ami
gos e mesmo o sucesso de nossa vida.
Quantas vezes uma pessoa feliz deixa de considerar suas
bengaos e elevar uma prece silente ao Cosmico por suas d£-
divas? Quantas vezes os pais de uma crianga sadia deixam de
pensar em sua felicidade e agradecer a Deus por Sua dadiva
de amor? Quantas vezes o empresdrio ou o hom em de nego-
cios m urm ura um a prece ao Poder Interior pela orientagao
que o auxiliou a alcangar os pindculos em suas atividades?
Infelizm ente, nao m uitas. Insatisfeitos com a felicidade do
m om ento, as pessoas estao avidas por mais e mais.
Devemos ser gratos pela inspiragao que nos impulsiona as
mais elevadas realizagoes, conscientizando-nos de que a vida
nao constitui algo que nos € devido, mas, ao contrario, uma
dadiva que Deus nos perm ite desfrutar. Sua sabedoria criou
as maravilhas do Universo, para que elas possam estimular
em nosso interior ecos de sonhos esquecidos. Deus colocou
ao nosso alcance as dadivas da saude, do am or, da paz e da
felicidade, porem o hom em , em sua busca egoista e inces-
sante, nao faz um a pausa para ser verdadeiramente grato.
Ele quer mais, mais e mais, e m urm ura suas preces apenas
com os ldbios e nao com o coragao. Deus, todavia, nao pode
ser iludido. Ouve aqueles que com gratidao e honestidade
nao Lhe demandam mais. 0 Cosmico nos concede a bengao
da inteligencia, para compreendermos que ela propria esta a
nossa disposigao. Seria m uito pedir que avaliassemos nossa
vida sob esta luz e verifictfssemos quantas coisas temos para
sermos gratos, e entao orassemos em silencio, com as pala
vras que poderiam brotar de nosso coragao, com o amor
que deveriamos sentir por nos ter sido concedida a dadiva
da vida?
Assim, entao, estaremos preparados para a experiencia
mi'stica que e bem diferente da intuigao ou do instinto, tra-
duzindo-se para uma sensagao de unidade, sensagao profun
da de com paixao ou am or por toda realidade, uma sensagao
nao apenas de unidade com a natureza, mas de ser parte in-
tegrante do T odo, n6s Nele e Ele em n<3s.
O utro aspecto desta verdadeira experiencia exaltada ou
psiquica 6 a iluminagao. Esta € caracterizada por um influ-
xo de poder pessoal, com preendido como autoconfianga e
libertagao de quaisquer diividas, uma introspecgSo profun
da, e a capacidade para com preender as coisas ou os eventos
com os quais possamos nos confrontar. Essa gnose ou esse
conhecim ento pode parecer intuigao, e muitas vezes provo-
ca a liberagfo de id&as elevadas, inclinagoes e ideais que po-
dem transform ar nossa vida, levando-nos a realizagao de
nossas metas.
Como parte da experiencia mfstica, a pessoa sente que
realm ente descobriu a si mesma, e pela prim eira vez sabe
realm ente quem e. C ontudo, nessa verdadeira iluminagao
m fstica h i uma sensagSo de grande hum ildade que envolve
a pessoa, como se estivesse diante do Ser mais sagrado. 0
ego da pessoa nao € elim inado, mas, reveste-se de um a reve-
rencia, de uma hum ildade, que raram ente a leva a discutir
sua experiencia com outrem . Aquele que passa pela verda
deira experiencia m fstica ou iluminagSo jamais expressa
qualquer grau de vaidade a este respeito, porque essa expe-
riSncia m fstica lhe revela, tam bem , suas fraquezas e a neces-
sidade de m aior desenvolvimento.
PARA QUE VIVER?
por
U
ma coisa € viver; outra coisa 6 ter alguma coisa por
que viver.
Instintivam ente, lutam os pela nossa sobrevivencia, como
fazem as mais rudim entares das criaturas vivas. Mas, como
criaturas racionais, viver deve ser, para n6s, mais do que me-
ram ente preservar a entidade fisica. Deve ser mais do que
existirmos como um Ser consciente e animado. A m ente,
ou o Eu, tem seus objetivos, seus ideais. Uma m ente inte-
ligente e cheia de energia m ental; esta continuam ente alerta
a todas as impressoes oriundas do seu m eio am biente. 0 in-
dividuo inteligente € observador, analitico e inquiridor. Se a
sua consciencia nao pode focalizar alguma coisa e com ela
se ocupar, o resultado € uma intranqiiilidade m ental que
produz irritabilidade e desagrado. Assim como torturam os
nosso corpo ao negar-lhe atividade e ao impedi-lo de suas
fungSes, da mesma form a a m ente se tortura se i confinada
ou coibida quando nao lhe perm itim os expansao.
A m ente se satisfaz quando atinge os seus ideais. E tudo
aquilo que se concebe como essencial para a satisfagao inte-
lectual e um desejo m ental. Esses desejos s5o tao importan-
tes quanto os desejos fisicos. A menos que a m ente consiga
realizar os seus desejos, pelo menos parcialm ente, produz-se
aquela irritagSo que nos faz infelizes. Sao esses anseios, que
se encontram no substrato da natureza hum ana, que promo-
vem o desenvolvimento da hum anidade. Essa auto-afirma-
gao pode, as vezes, ser mal dirigida, mas isso nao invalida a
sua im portancia com relagao ao progresso da hum anidade.
O Eu tem os seus objetivos fisicos, mentais e morais. E
nao pode permanecer estatico sem que isto cause desarmo-
nia ao todo da nossa personalidade. 0 intelecto considera
ideais os objetivos a que aspira. Os anseios do Eu tom am a
form a de impulsos emocionais e psiquicos que tem a sua
origem nas profundezas do subconsciente. Sao conseqiien-
cias da “ memtiria das c^lulas” e das mutag<5es dos genes
ocasionadas pelos ajustam entos que a vida faz atravgs de inu-
meraveis geragOes. Esses impulsos do Eu sao, da mesma for
m a, a resposta da consciencia e da Forga Vital ks forgas uni-
versais, das quais elas sao parte. Sao com o um eco esmaeci-
do, nao m uito distinto, mas que nos estimula o suficiente
para penetrar e influir na estruturagao dos nossos pensa
m entos. Esses impulsos constituem a vontade moral do
individuo. Por isso, nossa filosofla de vida, mesmo quando
nao a expressamos em palavras, se m anifesta em nossas
agoes. Nossas agDes e nossos ideais se m oldam pelos ditames
do Eu.
As coisas pelas quais vivemos devem ter sua origem no
nosso fntim o. Devem ter sua origem nos elem entos da nos
sa pr6pria natureza; se assim nao fosse, a vida nos seria es-
tranha e um insuport^vel vazio. Ter como objetivos os cos
tum es e convengSes da sociedade, ou aquilo que os outros
praticam , nos dara somente um prazer m uito passageiro e
rasteiro, se eles nao corresponderem , em verdade, aos ideais
form ulados pelos elem entos da nossa propria personalidade.
Aquilo que se estabelece com o objetivo na vida deve consu-
mir toda a atividade do corpo e da m ente, e gratificar os
elem entos do Eu.
A auto-analise 6 vitalmente necessaria para fazer-se da
vida uma coisa que vale a pena viver. Perguntem o-nos: Por
que queremos viver? A resposta pode chocar. Alias, talvez
descubramos que 6 m uito dificil responder a essa pergunta.
As coisas ou os ideais que almejamos so se justificam , so
tem valor, quando servem de instrum entos para criarmos
um prazer perm anente dentro de n6s. Aquilo que nos pro-
porciona um prazer lim itado as suas proprias propriedades,
ou qualidades, breve perde a sua atragao. Logo aprendemos
que o prazer nao pode ser uma linha unica de estim ulo —
tem de variar, ou a sua m onotonia se nos to m a inquietante.
P ortanto, o objeto que buscamos deve ser um meio de criar
mos uma cadeia de satisfagSes dentro de n6s, ou a sua atra
gao tem pouca duragao. Assim, nao devemos buscar o que
nos causa apenas prazer m om entaneo, mas sim aquilo que
nos proporcione tam bem gratificagoes futuras.
Freqiientem ente, nosso objetivo na vida tam bem tem de
ser ajustado a mutabilidade das circunstancias, ou nao cum-
prem o seu prop6sito. Por exem plo, aquilo que tem sentido
em nossa juventude, para uma pessoa adulta, ou para uma
pessoa em idade mais avangada, assume um aspecto comple-
tam ente diferente. Isto se aplica, principalm ente, aos objeti-
vos que se relacionam com os prazeres fisicos.
Nao devemos nos preocupar com os objetivos habituais
dos demais ou com aquilo que 6 costum eiro, ou mesmo
com aquilo que 6 considerado etico. Temos de determ inar
o que realmente representa um a realizagao em nossa vida.
E, acima de tu d o , esse objetivo deve ser tal que possa se
expandir, isto 6, crescer conosco em vez de diminuir a me-
dida que os tem pos passem. Lembremo-nos de que nao
som ente as coisas m udam ; n6s tam bem mudamos. Por isso,
devemos m anter o pensam ento sempre aldm do m om ento
presente. Os caminhos da felicidade sao aqueles que podem
ser desenvolvidos com o passar dos anos. So assim serao
um a fonte infind£vel de satisfagao.
A medida que a natureza desflla diante de seus olhos, o
hom em constr6i novos ideais, proporcionais ao seu conhe
cim ento. Os usos e os costum es form am um codigo de m o
ral e de etica, e o pensam ento se amolda ao conhecim ento
cientifico. Daquilo que ve e vive, o hom em constroi novos
ideais, e isto lhe d£ forga para um m aior esforgo criador. A
soma das combinagoes de ideias e ideais dos hom ens repre
senta o seu grau de civilizagao, tan to individual como uni
versal. Com a sua capacidade pessoal criadora, o hom em p o
de contribuir para o enriquecim ento do m undo.
0 que o hom em pensa e faz, hoje, e o resultado de sua
evolugao a partir de um passado ja m orto mas que lhe deu
um a base para o seu crescim ento. A vida procura etem a-
m ente dominar a m ateria; etem am ente procura dom inar o
passado; etem am ente procura a livre expressao;eternam en-
te procura usar a sua capacidade criadora.
Surpreendemo-nos ante a com plexidade, a vastidao, e a
ordem dos c6us; mas existe tam bem a mesma com plexida
de, a mesma vastidao e a mesma ordem na terra, nas fun-
g5es da natureza, e dentro do hom em . Assim como o uni
verso fisico evolui atraves das fungoes das leis naturais, da
mesma form a o hom em evolui e se aprim ora em compreen-
sao. Ele procura com preender as leis que estao por tr£s
da manifestagao dos fenomenos. Assim como a MENTE
SUPREMA trabalha com essas leis, da mesma form a o
hom em ; ou, pelo m enos, elas estao & sua disposigao para
auxilia-lo.
Uma das mais maravilhosas qualidades da vida 6 a capaci-
dade da m ente do indivfduo para estabelecer um ideal para
si mesma e, depois, langar-se no sentido de um a realizagSo
daquele ideal. A m ente hum ana 6 dotada de vontade, o que
da ao individuo a capacidade de ser o mestre de si mesmo e
do seu am biente.
A inspiragao, as novas impressoes e as novas idlias, sao
produtos das desgastadas id£ias do passado. Para o hom em
que raciocina, as iddias de outrora fom ecem material para
novas id&as, assim com o a matdria decom posta do solo tor-
na possivel form as mais belas de vida vegetal.
Quando o hom em se ajusta zis leis da natureza, encontra
paz e um a sensagao de unidade. Nesse m om ento, ele se ba-
nha psiquicamente no m ar da vida. Nos seus m om entos de
inspiragao, ele sente a unicidade com toda a hum anidade e
o universo. Pressente o alento da natureza e se rejubila ante
a sua pr6pria existencia. Nesses m om entos ele parece per-
der algo de si mesmo, para se tornar parte de algo m uito
m aior. £ desses m om entos que o hom em recebe forga e
inspiragao, das maravilhas da natureza, da mesma forma
que a continuagao da vida s6 6 possivel pelo ar que ele
respira. Nao 6 pueril considerar o vento, o Sol e a Lua ex-
pressQes do Deus Infinito, projetadas na escura abobada do
firm am ento.
A evolugao do ser hum ano depende, em grande parte,
dos seus pensamentos e das suas agoes. Para que haja pro-
gresso, os homens e as mulheres devem concordar em seus
ideais e trabalhar no sentido de sua reaiizagao. Todo h o
mem e toda m ulher deve desejar exercitar ao maxim o as
suas faculdades. 0 amor pela expressSo £ um impulso ver
dadeiro, desde que esse impulso nao subjugue os demais.
A natureza e criadora e bela. 0 hom em , como parte da na
tureza, deseja prosseguir em seu trabalho criador e refmar
o tem peram ento e o c a r te r humanos. Sua capacidade de
raciocinar lhe perm ite dar ordem ao seu desenvolvimento.
Ele nao deve somente estudar a si mesmo, mas tam bem as
obras-primas que estao ao seu redor, assim como as artes re-
veladas nas pinturas e nas pedras. Existe um Deus, uma
m ente suprema, e um eterno prop6sito. Que existe uma
forga que anima a todos n6s, € evidente. E isso que torna
possfvel que cada um de n6s contribua, dentro da capacida
de do seu conhecim ento e da sua compreensao, para o pro-
gresso do nosso m undo. Atrav^s da capacidade criadora do
hom em , a Mente Divina pode encontrar novas maneiras de
se expressar para m anter os prop6sitos da vida. Nao € bana-
lidade dizer que vivemos em um m undo criado por Deus.
As estrelas que se projetam atravds do firm am ento o fazem
harm oniosam ente. O hom em , tam bem , e dotado de poder e
de capacidade para trabalhar ou operar inteligente e harm o
niosam ente com toda a hum anidade. A hum anidade, nesta
Terra, n5o poderia subsistir sem alguma crenga suficiente-
m ente forte para dar animo a sua conduta e valor a sua exis
tencia. Cada um de n6s pode apressar a reaiizagao desse
ideal.
No hom em , o fluxo da vida esta de acordo com os seus
impulsos mais profundos. Aquele que tem pontos de vista
claros, adquiridos por uma filosofia pratica, esta mais quali-
flcado a progredir entre os impulsos conflitantes da vida. A
vida e o desejo de viver sao as mais fortes das compulsoes. 0
conhecim ento que acumulamos do passado m ostra que a
vida pode ter um prop6sito, pode ter um sentido. A vida
pode se tornar cada vez mais bela para nos £ medida que
aum entarm os nosso conhecim ento, com fe em nos mesmos
e no universo e com vontade de colocar os nossos ideais em
harm onia com as leis Divinas.
Se nos dedicarmos, com fe?, ao estudo desses serios aspec-
tos da vida, seremos inevitavelmente conduzidos aos princf-
pios fundam entais da filosofia. Compreenderemos que a vi
da 6 um todo unificado. Esse todo 6 dominado por uma
consciencia inerente que chamamos Deus. Deus opera atra-
ves de n6s em todas as expressoes de vida. O instinto do h o
mem, no sentido de criar, representa o desejo Divino de de-
senvolver formas mais ricas de expressoes infinitas.
0 hom em deve procurar descobrir os prop6sitos criado-
res da vida e fazer disso um objetivo atingivel, pois e assim
que se utiliza o ideal criador da Inteligencia Suprema. A in-
teligencia do hom em se desenvolveu a tal ponto que pode
auxiliar diretam ente a Divindade nesse processo. 0 Princi-
pio Criador, a Forga V ital, encontra o seu maior prazer no
produto do seu prbprio esforgo criativo. Uma compreensao
deste conceito ajuda a tornar Deus m uito mais real para
n6s.
Muitos consideram o periodo hist6rico em que vivemos
o de maior vigor e produtividade de todos os tempos. Mas
nem por isso deixamos de venerar nosso passado, pois ele
nos deu o presente. C ontudo, o trabalho que devemos de-
senvolver em nossos tem pos deve ser no sentido de criar
uma Era Aurea — agora e para o futuro. Isso esta de acordo
com o fluxo da vida, o qua! € sempre evolutivo, em eterna
procura de novas expressoes.
Nao devemos ten tar apenas viver o passado. Vivendo in-
teligentem ente visando o futuro, podem os apressar a chega-
da de um dia m elhor; form uiando ideias novas e apropriadas
e agindo de acordo com elas. Podem os ser os pais do futuro,
assim com o, verdadeiramente, somos os herdeiros do pas
sado.
A crenga num a Inteligencia e na sua justiga, e em um
universo em evolugao, promove o progresso. Os altos ideais
e a forga criadora latente em nossa m ente se m anifestarao;
qualquer que seja o nosso campo de atividade, os nossos
ideais crescem em forga e poder a medida que refletem uma
compreensao m aior de Deus e do universo.
A Forga Vital se perpetua eternam ente atrav^s dos reinos
da N atureza. O alcance do conhecim ento progride ao inflni-
to . 0 hom em se acostuma as mudangas, mesmo as mudan-
gas em suas pr6prias convicgoes. Cada nova experiencia en-
riquece a sua vida.
0 conhecim ento nao depende de um a verdade ilimitada,
mas de uma capacidade universal que, cada vez mais, tom a-
se pessoal. P ortanto, na sua pr6pria pequenez, o hom em p o
de, gradativam ente, descobrir uma dignidade de gloria eter
na.
Esta preparagao para a construgao do futuro nos lembra
as palavras de um m istico persa do seculo XIV a.C.: “Vive
de tal maneira que, quando tua vida se for, ninguem possa
dizer de ti: Este hom em esta m orto.”
UMA NOVA ERA E SUA ETICA
por
oda etica, em sua essencia, relaciona-se com a concep-
T gao que o Homem tem de Deus, pois, direta ou indi-
retam ente, essa concepgao fundam enta as diretrizes da con-
duta hum ana.
A questao da £tica £ prim ordial no fenom eno evolutivo
— o maior fenom eno do universo. Dai sua extraordindria
im portancia. Ela representa a norm a que dirige a evolugao;
contem a regra de vida que, se bem praticada, leva o Ho
mem a aproximar-se, cada vez mais, do seu estado de per-
feigao.
A im portancia da £tica 6 fundam ental porque representa
a expressao direta de um a lei, enuncia o pensam ento e ma-
nifesta a conduta do Homem.
Mas a £tica so pode ser praticada dentro dos limites em
que o Homem pode entende-la, de acordo com a sua posi-
gao evolutiva, em proporgao ao conhecim ento, por ele atin-
gido, dessa lei.
£ por isso que encontram os £ticas relativas e progressi-
vas, pois relativa e progressiva ^ toda verdade conquistada
pelo Homem na sua ascensao. Em qualquer tem po ou lugar,
cada fenom eno e a pr6pria existencia do hom em so pode
ser entendida com o um vir-a-ser, e o Homem tem de se
colocar dentro desse transform ism o universal e viver em
fungao dele. £ por isso, entao, que a cada nivel biologico
corresponde a sua dtica relativa, a sua moral de conduta,
a qual se transform a assim que o Homem atinge um nivel
de evolugao mais adiantado. Isto quer dizer que ele de
ve continuam ente descobrir, com seu esforgo, ^ticas sem
pre mais evoluidas, que o dirijam no sentido de se liber-
tar cada vez mais do sofrim ento causado pelos erros que
comete.
Nos tem pos que correm , presenciamos o declfnio de um
conceito de Deus, lutando por sua sobrevivencia ante a as-
censao de uma nova visao de Deus. 0 que declina foi herda-
do do passado. £ , basicamente, o de um Ser Todo-Poderoso
que arbitrariam ente faz o que quer, paradoxalm ente violan-
do, a seu talante, as leis que ele proprio estabeleceu para o
funcionam ento da fenomenologia do universo.
Na sua ignorancia, o Homem acreditou que a sua peque-
na biologia terrestre representa um a com pleta biologia do
universo, em todos os niveis. Nao entendeu que, em niveis
superiores de existencia, possam vigorar bem diferentes leis
de protegao a Vida. E a maioria ainda nao entende que essas
leis constituem um a unica lei atuante, que representa um
pensam ento que quer se m anifestar, assim que lhe estimule-
mos o funcionam ento. E isso € m uito im portante no campo
da dtica, porque aprendemos que as nossas prbprias agoes
determ inam o nosso am anha; que somos senhores do nosso
destino. Essa Lei se encontra no todo da agao do Universo,
da Criagao, e da Manifestagao. Tudo e todos tem de obede-
ce-la, para nao sofrerem suas reagoes.
O sofrim ento do Homem decorre de sua tentativa de
transgredir a lei, de ir al^m de seus limites. A vontade do
Homem de deslocar a sua posigao estabelecida pelo Poder
Pensante, dentro da hierarquia das coisas, significa desor-
dem, subversao £ ordem universal e, conseqiientem ente,
dor. A moral, a sua medida do Bem e do Mal, € represen-
tada pelos seus interesses pessoais. 0 Bem para ele € o que
lhe da satisfagao, e vice-versa. Deus faz a Lei Universal, mas
e o individuo que faz, para si mesmo, uma lei particular.
£ assim que se desm orona a ordem universal no caos de tan-
tas leis p a rtic u la rs que geram lutas e conflitos. 0 Homem
nao compreende que obedecer a lei cosmica nao 6 obedecer,
e dirigi-la. Aquele que nao se harmoniza com essa lei nao 6
livre, mas escravo da violagao e do erro.
Assim podem os saber o que 6 moral ou imoral. O ponto
de referenda da £tica, a unidade de medida do valor positi-
vo ou negativo de nossas agoes, sao as imutaveis leis que re
gem a Vida. Tudo que esta no am bito de suas regras 6 bom
e h'cito; tudo que e sti fora 6 mau e ilfcito. £ moral tudo o
que, pela obediencia a Lei, constroi; e imoral tudo o que,
pela desobediencia d Lei, destrtfi. Q uanto mais evoluida
um a £tica, tan to mais moral e ela; e quanto mais involuida,
tan to mais imoral, no sentido de que se afasta da moral e
se aproxim a da negagao completa.
£ preciso dar ao H omem, condenado por seus erros, a
certeza de que Deus, mais do que todos, tam bem respeita a
Sua Lei, m erecendo, portanto, toda conflanga do ser hum a
no.
A ide'ia que certos sistemas nos deram de Deus 6 a de que
Ele criou o Universo, tirando-o do nada e do caos, e, apos
term inada a sua obra, ausentou-se para os cdus, e \£ ficou
sem tom ar parte ativa na agao de Sua criagao.
Nada mais absurdo do que essa ideia da ausencia de
Deus, afastado, longm quo. A 16gica e tu d o nos falam de
Sua presenga viva e continua entre n6s, no funcionam ento
organico do T odo, tudo dirigindo. Esse conhecim ento que
n6s, Rosacruzes, possufmos, tem im portante consequencia
no terreno da 6tica. Um Deus tao proxim o permeia a nossa
Vida, por dentro e por fora; 6 com o uma atm osfera em que
todos estamos imersos, em que todos respiramos, e da qual
nao h i possibilidade de nos separarmos. £ um Deus que es-
t £ conosco em todo lugar, no meio da nossa vida, da nossa
luta.
A velha £tica baseia-se na modificagao dos sistemas exte-
riores de vida, sem transform ar os elem entos que a consti
tu e n t Muda o estilo da arquitetura para resolver os proble
mas. Pouco im porta que um indivfduo pertenga a este ou
aquele partido, a esta ou aquela religiao, se ele nao souber
pensar e continuar agindo da mesma forma. Que adianta
inventar novas divisGes e agrupam entos, atras dos quais es
tao os mesmos interesses, deixando o Homem sempre no
mesmo nivel evolutivo, para continuar, de formas diferen
tes, fazendo as mesmas coisas?
O problem a 6 outro. Trata-se de um a transform agao de
base, atrav^s de outro conhecim ento, outra conduta, outra
etica; um m undo regido por outros principios e funcionan-
do por outros m^todos. Esse € o verdadeiro sentido da nova
etica. Uma ^tica interior, substantial, profunda, arraigada a
verdades que nao deixam possibilidades de enganos, porque
a consciencia despertou, libertou o individuo da ignorancia,
de m odo que agora, livremente, ele pode se orientar com o
seu conhecim ento.
A verdadeira dtica esta acima de tudo e de todos, escrita
na Lei e na pr6pria natureza das coisas. E quem , como n6s,
procura essa renovagao, 6 julgado pela velha 6tica, pagao,
rebelde e heretico. Os conservadores nao entendem que
nao trabalham os para destruir o velho, mas para salva-lo,
porque a Vida esta no m ovim ento, na renovagao.
E, no desmoronar da antiga dtica, somos os construtores,
para que amanha, da rufna dos antigos sistemas, alguma coi
sa firme e segura fique no m undo para dar orientagSo positi-
va ao Homem do futuro, com clareza e honestidade.
Nao pretendem os criar uma nova teologia, e sim dar-lhe
um conteudo de cuja logica e razao nao se possa fugir. Um
conteudo, nao de abstragoes filosoficas, mas de conclusCes
praticas, de uma conduta baseada em princfpios claramente
definidos.
Cabe-nos vitalizar os valores etem os para salva-los da ve-
Ihice da form a. Temos de assumir, com sinceridade, perante
o Deus de nosso coragao, as nossas responsabilidades. Nao
podem os cruzar os bragos ante a m orte espiritual.
Precisamos construir uma dtica alicergada no conheci
m ento de que, al^m das formas exteriores, h i uma realidade
interior independente delas, representando a m ente diretriz
do Todo, sempre presente, im anente no universo, que 6 o
principio da propria existencia, que a tudo sustenta e ani-
ma.
E, uma vez que o Homem se faga consciente do funcio-
nam ento organico do T odo, dos principios que o regem, da
missao que lhe cabe realizar, com preendera a 16gica do pia
no divino, e que a sua m aior m oral, a sua suprema £tica,
estd em seguir esse piano. Compreendera que 6 loucura a
sua revolta atual, e espontaneam ente se colocard na ordem
para obedecer a sabedoria da Lei.
A nova dtica, entao, ser£ orientada pelo principio sa-
dio de que a criatura € uma c^lula do Todo, nele harmo-
nicam ente fundida, num a ordem superior de justiga
im partial.
Uma £tica orientada pela espontanea obediencia, porque
esta i a m aior liberdade. Uma 2tica de uniao, fusao, da qual
resulta um a diferente form a de concepgao e reaiizagao das
relagOes sociais. 0 individuo nao 6 mais rival do seu seme
lhante, em luta com ele, num regime de inimizade, guerra e
atritos; e seu amigo, num regime de com preensfo, paz,
am or e colaboragao. Uma etica que transform ara o piano
terreno em uma Nova Era de seres conscientes e civilizados.
Uma £tica que representara a fratem idade, igualdade e liber
dade de todos os povos.
Essa hum anidade sabera, maravilhosamente, absorver a
potencia vital de Deus, observar seus pensam entos escritos
na Sua Lei, e ler Seus livros nos principios que dirigem a
Vida e tudo que existe. Essa hum anidade nao mais imagina
ry um Deus afastado, longinquo nos ceus, mas um Deus
vivo entre n6s, trabalhando ao nosso lado, auxiliando-nos
na luta para evoluir, com o Seu ilimitavel poder, bondade e
sabedoria.
Nessa hum anidade reinara um a ordem preestabelecida e
perfeita, em que o Homem nao mais sera escravo; uma h u
m anidade de equilibrio estavel e de justiga, de i r e ito s e
deveres reciprocos; uma hum anidade que podera se movi-
m entar com conhecim ento num regime de logica e clareza
que caminhard com Deus, que podera contar com Ele, por
que Ele se tera feito parte dela.
ECOLOGIA TRANSCENDENTAL
por
term o ecologia tem se tornado m uito familiar em
O recentes anos, e a semelhanga de m uitos term os co-
m uns, poucas pessoas sabem o que significa. Em bora a eco*
logia cubra vasto campo de estudo sobre as relagoes m utuas
entre plantas, animais, ou o hom em e seu am biente, parece-
nos mais im portante dar enfase ao meio am biente, porque
a despeito de o hom em herdar m uitas de suas caracteristi-
cas e tendencias, ele € tam bem grandem ente influenciado
pelo am biente de que 6 parte.
Nosso meio am biente inclui todas as coisas com as quais
entram os em contato fisico, mental ou espiritual, durante
nosso periodo de vida. Obviamente, somos produtos do
nosso meio am biente. A natureza quim ica de nosso corpo
fisico € do mesmo tipo e da mesma composigao quim ica do
m undo que nos cerca. C onstantem ente renovamos nosso
corpo fisico pelos alimentos e respiramos a composigao fi-
sica que renova a estrutura material e a conserva em bom
estado, operando devidamente. Por conseguinte, nosso
meio am biente € m uito im portante para n6s. Seria neces-
sdria apenas uma ligeira alteragao em nosso am biente frsico
para tom4-lo assis diferente e ele nao apresentar mais as
condigQes que nosso corpo fisico requer.
Sabemos, por ticnicos no assunto, que algumas das
maiores criaturas viventes que }£ existiram sobre a Terra, os
dinossauros, por exem plo, desapareceram devido a uma al-
teragao em seu am biente. Pareceria que um a criatura viven-
te que alcangou o tam anho do dinossauro, teria assegurada
sua perpetuagao atravds dos tem pos e, nao obstante, a
maior criatura vivente estava tao estreitam ente adaptada ao
meio em que vivia que mudanga relativamente pequena em
seu meio ambiente fez com que ela desaparecesse de exis-
tencia.
0 mesmo pode acontecer, hoje, com o ser hum ano. Eis
a razao por que m uitos subitam ente passaram a se interessar
pela Ecologia. Parece que em tem pos comparativamente re-
centes a compreensao sobre a ecologia e a im portancia do
meio ambiente tem provocado a atengao de muitas pessoas
inteligentes. A parentem ente, os seres hum anos nao estao
em situagao diferente dos dinossauros de milhoes de anos
atras. Esperamos viver, a despeito do que fazemos. Com-
preendem os agora que a m inoria, constituida de conserva-
dores, durante anos e mesmo s^culos, estava certa ao avisar
que a raga hum ana deveria cuidar de seu meio am biente se
quisesse sobreviver. Parece que a enfase dos modernos eco-
logistas para salvar o meio am biente nao visa preservd-lo,
mas salvar a propria existencia humana. Hoje que tan to se
fala de poluigao da igua, poluigao do ar, e mais serio ainda,
poluigS’o m ental, m uito nos preocupa o meio am biente em
que vivemos, porque est£ se processando neste planeta uma
transform agao rapida. Muitas dessas transformag5es sao
provocadas pela recusa do hom em em cooperar com o am
biente. Ele esta dispondo de seus refugos, lixo, sem se preo-
cupar onde isso € jogado ou as conseqiiencias que possam
disso advir. Em outras palavras, ele est£ vivendo para a satis-
fagao de seus sentidos fisicos, sem pensar que seus sentidos
fisicos nao existirao se ele nao com preender que o ambiente
em que vive deve ser preservado para continuar vivendo.
Possivelmente, o clamor levantado pelos interessados em
ecologia, em assuntos ambientais, logo afastara a catastrbfi-
ca mudanga que poderia se operar sem esse aviso. Apenas o
tem po dira. Estudo serio deve ser proporcionado ao homem
sobre as exigencias e a m anutengao do am biente que supre
suas necessidades.
Isto nao signiflca que da noite para o dia devemos aban-
donar os frutos da m oderna tecnologia, mas, antes, reexami-
nar seus processos e procedim entos para que possam suas
conseqiiencias ser ajustadas a m anutengao e ao equilibrio
devido do am biente, para o apropriado desenvolvimento h u
mano. A industria, o govemo, as instituigoes sociais e pes
soas interessadas devem se unir aos conservadores e fazer es
tudo serio e cuidadoso da situagao, e comegar efetivamente
a provocar alteragoes que assegurem a m anutengao apro-
priada do am biente hum ano.
Enquanto estamos considerando o meio am biente, deve
mos dar um passo a frente. Devemos olhar al6m do am bien
te m undano, considerando aquele que transcende o fisico.
Da mesma form a que o hom em e dependente do ambiente
fisico, no qual vive para m anter seu corpo em ordem e ter
boa saude, forga, capacidade para crescer, capacidade para
ajustar-se, capacidade para ser um Ser fisico, um a entidade
vivente em um am biente fisico, um Ser de natureza dual,
nao apenas corpo, mas tam bem alma, deve ele pensar tam-
bdm no seu am biente espiritual.
0 universo fisico € lim itado, finito. 0 im aterial, espiri-
tual, € infinito, existindo atravds do tem po e do espago. 0
m undo fisico teve um comego especifico, e qualquer coisa
de natureza m aterial teve um infcio e ter£ um fim , a despei-
to do que o hom em faga. Em algum m om ento futuro, o
m undo fisico, como o conhecemos, deixara de existir.
M uito depois disto, n6s que vivemos, hoje, terem os dei-
xado de existir com o entidades fisicas individuais, pordm 6
crenga de muitas pessoas, conceito da filosofia Rosacruz e
de muitas outras fUosofias e crengas religiosas, que a vida
do hom em , com o Ser im aterial, de outra era o u ou tro m un
do, € parte do esquema cbsmico global, mas livre das limita-
g5es fisicas.
E ntao, se a alma, ou forga vital do hom em , qualquer que
seja o term o que preferirm os usar, existe infinitam ente, se
continua al6m do corpo fisico como presum im os, deve ha
ver ta m N m um am biente espiritual, um am biente psiquico.
A relagao entre a alma e esse am biente constituira a era da
ecologia transcendental. Se puderm os defmir a ecologia cor-
retam ente, como relagao m utua entre organismos e seus am-
bientes, entao a ecologia transcendental deve ser definida
com o inter-relagao m iitua existente entre almas e seus am-
bientes, ou com o a relagao existente entre a forga vital que
infunde todos os seres viventes e sua fonte, o Cosmico.
E im portante, contudo, que o hom em de atengao a este
piano fisico, m aterial, e se preocupe com a preservagao e
conservagao do am biente que constitui fator im portante pa
ra sua existencia. £ tam bem de igual ou m aior im portancia
que procure conhecer o am biente em que a vida etem a se
desenvolve, ao se libertar das limitagoes fisicas, o qual exis-
te de form a que nao podem os totalm ente conceber hoje,
mas que tamb^m esta associado com outros fatores, outras
vidas, outras almas e as supremas forgas cosmicas.
Para obterm os um vislumbre da im portancia da forga
vital interior e da natureza da alma, tao enfaticam ente apre-
sentados em nossos ensinamentos relacionados com a sutil
voz do Eu interior, que chega a nossa consciencia pelo de
senvolvimento da intuigffo, m uito tem po devemos dedicar a
meditagao e a reflexao.
A ALQUIMIA DO AMOR
por
S
e paramos um pouco para refletir, verificamos que a
alquimia, o u transm uta^So, € tao antiga quanto o
prdprio universo. Dos abismos das trevas, Deus, o Grande
Alquimista, transm utou o nada na Cria^ao, o que nos leva
a suposiijao de que desde entao teve inicio a alquimia. Nao
6 nossa intengSo abordar a alquimia da Idade Media, que
de im ediato nos levaria a laboratories, cadinhos, fornos,
retortas, tubos de ensaio e um sem num ero de outros uten-
sflios.
Analisemos, de inicio, a alquimia da natureza, tendo em
m ente seus mtiltiplos e variados aspectos, que nem sempre
estSo a altura de nossa compreensao finita e que estao m ui
tas vezes velados, para serem desvendados pelos poucos
privilegiados dentre nos que, em todas as coisas e manifes-
ta^oes, veem as o p e r a te s ocultas que estao incessantemen-
te ocorrendo na natureza.
Uma vez que somos um a m iniatura do universo, compos-
ta em sua estrutura de eMtrons, 2tomos e moleculas que es
tao a cada 7 horas, 7 dias, 7 meses ou 7 anos se m odifkan-
d o , nenhum de n6s 6 hoje, tan to fYsica como m entalm ente,
o mesmo de anos ou meses atrds. Assim, quem poder2 dizer
que nao somos efetivam ente parte integrante dos reinos da
natureza? Quantos de nossos antigos dtomos de encamagoes
milenares form am parte de um animal, de uma rocha, ou
entao de uma rosa? . . . Se paramos um pouco para pensar,
verificamos que o todo da natureza faz parte de n6s, e n6s
dele. Isto tam bem € alquimia.
Dando um a olhada rapida na ciencia, vemos que esta, no
desenvolvimento da sua tecnologia, aproximou-se bastante
da mae-alquimia, a natureza. Com a descoberta da divisao
do ito m o , a ciencia liberou uma das maiores forgas fisicas
que o hom em nem sequer em sonhos poderia antes imagi-
nar.
Por conseguinte, hoje, a alquimia se apresentou com um
novo aspecto, assumindo um lugar digno e respeitavel no
m undo. Os alquimistas m odem os nao precisam mais estar
em por5es ou s6taos insalubres para fazer suas experiencias.
Eles perseguem m etas mais amplas e melhores, para o bem
de toda a hum anidade. Creio que a ciencia e a Ordem Rosa
cruz seguem lado a lado em suas atividades, esperando a
chegada do alvorecer do proxim o milenio, quando nao ha-
vera lugar para incr^dulos e debeis; quando nao haveri de-
sentendim entos entre as nagGes, de m odo que, individual e
coletivam ente, o ser hum ano podera desfrutar de melhores
condigSes de vida, de maior seguranga, m aior abundancia, e
aguardar sem tem or um futuro tranqiiilo e feliz; e de modo
que tenham os verdadeiramente a era dos A deptos, a era
durea que o m undo jamais conheceu.
Passemos agora a alquimia Rosacruz. Quais sao os ele-
m entos que entram em sua composigao? Em que laborat6-
rios transcendentais € ela realizada? Conforme m uitos ja te-
rao com preendido, esse laboratorio € a m ente hum ana, que,
em suas vaiia* fases, esta constantem ente transm utando
ideias e pensamentos em realizagoes palpdveis, concretas,
com o milhares de estudantes Rosacruzes tem comprovado
na pratica. Um outro aspecto dessa alquimia transcendental
6 a criagao m ental. Nao estamos todos familiarizados com
o processo dessa alquimia m ental, como ensinam as mo-
nografias Rosacruzes? Q uanto ao m etodo para essa alqui
mia ou criagao m ental, seria desnecessario descreve-lo aqui,
mas o faremos brevemente, apenas como um lem brete,
porque o consideramos m uito im portante para a solugao
de problemas que eventualm ente tenham os, ou para alcan-
garmos os ideais, desejos e aspiragoes que venham a ser as
m etas sonhadas da nossa vida. De acordo com o que e
exposto nas monografias Rosacruzes, o m etodo 6 simples e
direto, isto depende unicam ente do individuo e ningudm
mais.
Assim, a primeira coisa a fazer 6 praticar a visuaiizagao.
0 individuo deve visualizar, como num a tela m ental, aqui-
lo que deseja concretizar, em seus m inim os detalhes, seja
um a nova casa, sua pr6pria saude ou a de outrem , ou qual
quer circunstancia que considere necessaria ao seu bem-
estar e daqueles que o cercam. Uma vez que seus interesses
nao prejudiquem os do proxim o e estejam em conformida-
de com as leis cdsmicas e espirituais, nada impedira que se
realizem materialmente.
E n tretanto, 6 preciso dar especial atengao ao seguinte:
Uma vez com pleta em todos os seus detalhes a visuaiizagao
do individuo, ele deve elimind-la totalm ente de sua cons
ciencia, para que ela possa ser projetada no Cosmico, a fim
de se manifestar nesse piano. E, transform ar ideias e coisas
nao constitui tambdm um a form a de alquimia?
Apenas para ilustrar m elhor este pon to , contarei um dos
casos que se passaram comigo. Desde crianga eu tinha um
forte desejo de ir aos Estados Unidos, e este desejo me
acom panhou em pelo menos dois tergos da minha vida.
Como aprendi nos ensinam entos Rosacruzes, visualizei
essa viagem e nao pensei mais no assunto. Por incnvel
que parega, duas semanas depois recebi do Im perator um
convite para visitar a nossa Sede Suprem a. Foi assim rea-
lizado o meu desejo, acalentado por tan to tem po. Per-
doem-me os Fratres e Sorores esta revelagao de um caso
pessoal, mas a m inha intengao foi apenas de dem onstrar que
nao basta desejarmos para criarmos alguma coisa; 6 preciso
que a visualizemos e, depois, que liberemos a id£ia visua-
lizada do nosso pensam ento, porque, se nao o flzermos
estaremos im pedindo que se abra o canal c6smico para sua
concretizagao.
V oltem os, por^m , ao nosso assunto inicial, que diz res-
peito a alquimia. Se, como ja afirmei, estamos ligados a to-
das as coisas no piano fisico, que dizer entao dos lagos ani-
micos, espirituais, que unem todos os seres humanos? Nao
fom os n<5s mesmos “ criados a imagem e semelhanga de
Deus” ? Que outra organizagao senao a AMORC pode exem-
plificar m elhor esta concepgao, abrigando em suas fileiras
individuos de todas as crengas, ragas e religiOes? Inspirados
pelos ensinamentos Rosacruzes, nao poderiam os tambem
eliminar preconceitos e considerar nosso semelhante como
nosso verdadeiro irm ao, visto que todo o genero hum ano
tem paternidade com um em Deus? Que e que nos falta real-
m ente para alcangarmos este ideal? 0 prim eiro requisito se*
ria talvez a compreensao. Frequentem ente somos levados a
julgar o nosso sem elhante, muitas vezes por erros simples
que n6s mesmos ja cometemos.
Sera que, como seres hum anos finitos, im perfeitos, po-
demos assumir a posigao de jufzes? Nao! Q uantos males,
decepgoes e tristezas se abatem sobre a familia, em nossa
sociedade e no m undo, por falta de com p reen sao .. .
Partindo da premissa de que somos apenas seres hum a
nos na senda infm ita da evolugao, tem os de estar de acordo
em que todo indivi’duo deve ser aceito com suas idiossincra-
sias e qualidades, porque tam b£m ele 6 filho do mesmo Pai
amorosi'ssimo que, para n6s, £ am or, compreensao e tole-
rancia sem limites. Se Deus nos tolera por to d a uma vida,
porque nao podem os nos ser tolerantes para com nossos
irmS’os? Como o objetivo que nos move 6 a uniao e harmo-
nizagao de todos os povos e nagoes, devemos assumir o
compromisso de fazer disto um sentim ento forte que ultra-
passe todas as barreiras, todos os obstaculos.
Vem entao a pergunta: Por onde comegarmos a alcangar
essa meta? E a resposta que oferecemos € \ Pela alquimia do
am or. Todos sabemos que o amor i um a emogao poderosa,
que tem um a forga trem enda quando devidamente dirigida.
Amor 6 o nom e que damos ao sentim ento que tem os quan
do somos atraidos para alguma coisa, alguma causa, algum
ideal, bem com o para seres hum anos, coletiva ou individual-
m ente. Como no caso de nossas outras emogSes, o amor in-
dica o estado ou a condigao do nosso relacionam ento com
os demais seres e coisas do universo. Quando sentimos
am or, estamos em harm onia com alguma coisa em nosso
am biente. A natureza das vibragoes e a existencia das pola-
ridades na expressao de tudo o que compSe o universo po-
dem nos levar a com preender mais facilmente que o amor
6 nossa reagao ou resposta 4s coisas ou pessoas que nos
atraem , ou com as quais estamos em harm onia. Que forga
m aior do que a do am or podenam os empregar para trans-
m utar o m undo atribulado em que vivemos num local de
paz e harmonia? Temos nas profundezas do nosso cora^ao,
do nosso proprio ser, imensos e revoltos rios de amor para
alcan?armos nossos objetivos. Basta que desejemos corajosa-
m ente nos envolver e praticar, com toda a sua potencia, a
alquimia do amor!
Acaso n2o admiramos e veneramos o espirito que, sob
diferentes aspectos, volta a passar pelo mesmo ponto de luz,
elevando-se em espiral? Em lugar de condenar, repudiar, dis-
crim inar, seria m elhor amar. 0 amor 6 tudo; ao mesmo tem
po repouso e m ovim ento. 0 alquimista, ao term inar seu tra-
balho com a m ateria, nota em si mesmo uma esp^cie de
transm utaijao. Aquilo que se passa no seu cadinho ocorre
tam bem em sua consciencia. Da-se uma m udan 9a de estado,
pela qual o alquimista se transform a em um “hom em des-
p erto ” , em decorrencia da aprendizagem m istica da pacien-
cia, que £ um aspecto da alquimia que ele tem de manipular
indefinidam ente.
A verdadeira alquimia 6 a transform a 9§o do proprio ser
hum ano, sua conquista de um estado de consciencia supe
rior. Os resultados materials nao passam de promessas do
resultado final, que 6 espiritual. Tudo converge para a trans-
m uta 9ao do proprio ser hum ano, para sua diviniza 9ao, para
sua integra 9ao na energia divina.
Sabem voces, alquimistas m odernos, que, se a alma € tu
do e nela nao estd integrada outra alma semelhante, esse
tudo de nada serve?
UMA V1AGEM
por
om parar nossa existencia terrestre com um a travessia
C m arftim a 6 usar uma figura de ret6rica bastante anti-
ga. Vamos, no entanto, se me perm item , insistir nela, por
que 6 fecunda em instrugoes espirituais. Nao nos compara-
mos a um a poderosa cidade flutuante que o nevoeiro ou as
tem pestades afastam de sua rota. Reconhecem os, desde
logo, que nos assemelhamos a humildes barcos de pesca.
Usando a imaginagao, acom panhem os, po rtan to , um
pequeno veleiro. Bern, neste m om ento, o vento sopra por
tras dele; o marinheiro nao tem senao que soltar as velas,
firm ar o leme e navegar depressa e com seguranga, para a
frente. Muitas vezes, por^m , nosso veleiro deve se contentar
com a brisa que sopra lateralm ente. 0 mestre pescador, en
tao , usa todo seu conhecim ento nautico. Ele faz tudo para
escapar ao vento. cego; jogando com o lem e, ziguezagueia,
perdendo m uito tem po mas avangando para o p onto deter-
minado.
Subitam ente, a tem pestade aum enta; as vagas arreben-
tam e sua espuma branca atinge o m astro de nosso peque
no veleiro. Lutar contra os elem entos desencadeados ser£
tem eridade e com pletam ente intitil. O vetiio e sabio m ari
nheiro, rico de experiencia ancestral, adota a linica atitude
racional: faz descer a Iona, bloqueia o leme, e, fazendo a
m enor resistencia possivel ao vento e as ondas, nao avanga
mais. Abandona-se, inteligente e tem porariam ente as cir-
cunstancias; apesar de angustiado, o tim oneiro sabe que
a furiosa tem pestade nao permanecera por m uito tem po,
que logo vira o tem po bom , e que se trata, apenas, de
esperar.
Mais perigoso ainda do que o furacao e o nevoeiro, que
mergulha o veleiro na obscuridade; com pletam ente so no
m undo, surdo e cego, ele flea sujeito aos mais imprevistos
ataques e, por isto, o marinheiro poe-se a escuta. Agugando
os ouvidos, consegue ouvir os ecos da sirene para nevoeiro.
E ntao, novam ente ligado ao m undo e x te rio r.. . ele esta sal
vo!
C ertam ente, voce percebeu os diversos sentidos desta ale-
goria. Reconheceu na tem pestade m an tim a os dramas e as
tragddias da vida hum ana; no nevoeiro, a “ noite obscura”
ou “noite negra” , que todos os m isticos mais ou menos co-
nhecem ; com preenderam que, para sair do furacao, ou do
nevoeiro, h i um a boa tritica que & a de nao contrariar fron-
talm ente as provas inevitaveis, mas ajustar-se a elas, aguar-
dando, sempre em atitude de confianga, melhores dias.
Aproveitar ao mdximo as circunstancias quando nos sao fa-
vordveis, utilizd-las, sempre que possivel, para nossos pr6-
prios fins; esperar a calmaria quando tudo parece oprimir-
nos, 6 a regra de ouro dos marinheiros que todos somos, na*
vegando nas torrentes da vida.
Mas esta grande ligao dada pelos velhos tim oneiros nao
se aplica apenas aos fatos materiais; e ainda mais imperativa
quando se trata de nosso progresso espiritual.
A vida mfstica 6 semeada de dificuldades;nao se deve es-
perar que possamos alcangar suavemente o Fim ultim o. Nao
h i espiritualidade que nao tenha conhecido a calmaria, o
nevoeiro e a tem pestade; todos os que triunfaram e chega-
ram ao porto m anobraram com prudencia, paciencia e con-
ftanga.
O que conta, acima de tudo, 2 nao desanimar jamais e,
para isso, nada m elhor do que fixar-se objetivos precisos,
pordm lim itados, que devem ser atingidos uns ap6s os o u
tros. Saber para onde se vai, e caminhar em pequenas eta-
pas; ter intengoes m uito grandes 6 uma form a de orgulho,
o pior obstdculo para a vida mfstica.
C ertam ente, estamos aqui para aconselhd-lo e socorre-lo;
mas nos perfodos criticos de sua existencia, lembre-se do
velho m arinheiro, no leme de seu veleiro, e fagam como ele!
Na verdade, as tempestades sao as trag^dias hum anas, e
as tentagoes; sao o maligno Satanas que se ri de nos e procu-
ra fazer-nos tom bar de novo, em cada tentativa de liberta-
gao; que aproveita cada falha ou omissao de nossa vontade,
depois de nos ter deixado a espera da vit6ria.
E encontram os, no conselho contido nesta mensagem,
“nao procurar dom inar os elem entos desencadeados” , uma
advertencia que nos foi feita por Pascal, um grande fil6sofo
e m fstico do s^culo XVII: “ Quem quer m uito ser como o
anjo, muitas vezes 6 como o animal.”
E se isso foi conhecido pela psicologia, teve sua parte de
provas, e devemos aproveitar o fruto de sua sabedoria, re-
cordando-nos que contra certas provas nossos debeis esfor-
90s sao im potentes;nao devemos superestimar nossas formas
e, se quisdssemos rom per rapidam ente as cadeias da matdria,
nos arriscariamos a regredir e, para empregar uma expressao
m uito usada pelos psicanalistas, a “ recalcar” . £ por isso que
se faz necessario agirmos com prudencia em rela 9ao as ten-
ta 9oes e aos eventos que nos sao contrdrios, com o o fez 0
marinheiro com os elem entos, lembrando-nos tam b^m de
que Deus jamais nos exige o impossivel.
Esta mensagem deverd ser objeto de profunda m edita 9ao
e, se for bem com preendida, sera ao mesmo tem po um
apoio e uma esperan 9a na ocasiao de provas.
A ARTE RfiGIA
por
A
ascensao para o Cosmico, na realiza^ao de nosso ser
ensinada pela AMORC, era freqiientem ente deno-
m inada, pelos nossos ancestrais Rosacruzes, a A rte Regia.
Em alguns textos tradicionais, ha mentjao em termos
velados e misteriosos a um personagem (a menos que se
trate de um a entidade) que 6 cham ado Elias A rtista (Elie
A rtiste). Peso sua a te n ^ o para estes dois term os exata-
m ente de acordo com os arcanos da Rosacruz E tem a:
A rte e Elie A rtiste (ou Artista).
A rte R^gia? Arte por excelencia! Mais do que uma cien-
cia espiritual, o Rosacrucianismo 6 uma A rte. E e por isto
que esse Elie A rtiste, que € certam ente um dos Mestres da
Grande Fraternidade Branca, pediu que Ihe fosse dado este
titu lo de Artista. . .
Al£m disso, o impulso de nossa personalidade para a Luz
Cosmica, esta inspirasao admiravel, faz de n6s artistas em
potencial. Se, como disse magnificamente Maurice Denis,
“A arte e um a santificagao da N atureza”, 6 tam bem uma
das vias que nos leva para o Unico. Com isto, lembramos
um dos maiores beneficios do ensino inicidtico, que nos
perm ite melhor sentir, am ar e apreciar os autores de obras
imortais de todos os tem pos e de todas as civilizagoes e que
foram a gltiria da hum anidade.
Os outros hum anos — os profanos — veem, ouvem ou
estudam as grandes obras artisticas, podendo mesmo che-
gar a ser eruditos ou estetas. Mas, Fratres e Sorores, quando
voces tiverem subido alguns degraus nos ensinam entos,
sua alma sera alim entada por esses autores que se tom a-
rao de algum m odo, e empregando um a comparagao do
prim eiro livro da Biblia, “o osso de seu osso e a cam e de
sua carne ”
Temos o habito de depreciar, com m uita facilidade, nos
sa dpoca e sua civilizagao mecanica, se bem que m uitas ve
zes, tenham os razao. Mas, no que concem e ao grande pro-
blem a que nos ocupa hoje, devemos reconhecer que 6 um
dos “ milagres” do progresso industrial o de que ele coloca
& disposigao de cada um de n6s, por mais isolado que esteja,
senao grandes obras, pelo menos seus reflexos, que sao m ui
to semelhantes. Temos assim o Radio ou os discos que nos
perm item escutar em casa os cantos gregorianos, M ozart,
Beethoven, Bach, Wagner, Berlioz e Liszt, para citar apenas
alguns “ sonetos” da mrisica espiritual.
No dom inio pict6rico, os procedim entos tdcnicos estao
de tal form a aperfeigoados que qualquer um de nos pode
adquirir, a pregos razolveis, notiveis re p ro d u c e s de gran
des pintores, ou de grandes escultores. Limitando-nos a al
guns exemplos citarem os um Jean Van Eyck, um Fra Ange
lico, um Albert D urer, um Van Gogh, que podem ornar nos
so lar (ou nosso Sanctum ) tap bem quanto a reprodugao de
um Bouddha K hm er, uma fsis faraonica ou uma Virgem ro-
mana.
Se voces fizerem tal aquisigao, terao feito um a grande
coisa. Inicialmente, sentirao a alegria pura, que somente a
beleza proporciona. Mas, e sobretudo, gragas ao que apren-
deram na AMORC, alcangarao incompardveis proveitos es-
pirituais. M editando de acordo com a tecnica Rosacruz,
voces se tom arao permeaveis as ondas que estas coisas be-
las em item , sentindo, nao apenas que elas vivem uma exis-
tencia im ortal, mas que essa vida quase divina se comuni-
cari a voces e contribuird para os tornar mais puros, me-
lhores e mais verdadeiros!
Isto im porta, infelizm ente, em um a evidente contra-
partida para a qual nao saberiamos como alertd-los. Na ver-
dade, a arte m odem a extrai seu substrato psiquico dos
pianos mais sombrios e atorm entados do cosmos. Assim, o
num ero de pain^is em voga com deformagSes inquietantes,
as composig6es musicais com sons ou ritm os irritantem en-
te dissonantes, sao de inspiragao, com o d iz e r.. . diab61icas!
Se nos entregamos a seu encanto (que m uitas vezes € inega-
vel) arriscamo-nos a um verdadeiro aprisionam ento m ental.
Depois de nos ter superexcitado, tais obras acabam por nos
intranqiiilizar e deprimir. Agem exatam ente com o as dro-
gas.
Temos o legitim o orgulho de contar, entre nossos Fra-
tres e Sorores, com m uitos artistas. O que acabamos de di
zer rege sua conduta. Eles tem um a responsabilidade sobre-
maneira grave. N2o se trata, de form a alguma, de lhes pedir
para fazerem exclusivamente obras “morais” mas de cria-
rem som ente coisas belas e grandiosas, com irradiagQes di-
namicas, nao cedendo a tentagao de se aventurar, mergu-
lhando a imaginagao nos “pianos baixos” . Eles se recorda-
rao constantem ente de que uma obra de arte, uma vez con-
cebida e concluida, vive exatam ente como uma criatura vi-
vente; continua a vibrar em uma misteriosa existencia. De
sua rinica presen 9a podem em anar a Verdade, o Belo, o
B e m . . . ou o contrdrio. Assim, € ao mesmo tem po tremen-
da e magnifica a responsabilidade que cabe aos artistas e de
que eles jamais se esquecem!
A16m disso, o ensinam ento Rosacruz contribui, de form a
extraordindria, para desenvolver e aperfei^oar os dons artis-
ticos; ele pode fazer de um am ador talentoso um criador
genial. Tomamos como exemplo disso o nosso falecido Im-
perator, o Dr. H. Spencer Lewis que, tendo estudado mara-
vilhosas harm onias de sons e cores, criou uma nova e fecun*
da teoria estetica.
Para term inar, eu lhes pedirei para m editarem no aforis-
m o de Ernest Hello. A primeira vista, ele parecera sem duvi-
da bastante obscuro ou incompreensivel; mas, quando tive-
rem refletido m uito nele e extraido sua quintessencia espiri-
tual, terao dado um passo a frente na senda do conhecim en
to e terao se aproxim ado de Elie A rtiste:
“A Beleza e a fo rm a que o A m o r da as coisas ..
As artes de que nos fala esta mensagem, particularm ente
a mtisica e a dan$a, serviram no decorrer dos seculos, desde
priscas eras, para expressar nossos sentim entos, as emo^Oes
hum anas, e a arte pict6rica flxou-as na tela; ou, ainda, reve-
lam que seus autores eram iniciados; observemos “ A Escola
de A tenas” ou a Escola dos Sabios, de Rafael; se estudam os
com cuidado esse quadro podem os encontrar nele os simbo-
los Rosacruzes, e tudo o que e feito para a m aior gloria de
Deus, para LHE expressar nosso reconhecim ento pelas bele-
zas que sao colocadas aos nossos olhos, na N atureza, perma-
nece e permanecera para sempre. Vemos nisso uma conflr-
magao do que os grandes pintores e os grandes musicos de
outrora nos legaram.
Acontecerd o mesmo com as deformagoes m odem as tan-
to na pintura como na musica? Nffo se nos apresenta mais
a N atureza tal como Deus a fez, mas atravds de uma inter-
pretagao quase sempre grotesca que rebaixa a arte para a
animalidade, para o materialismo e a sensualidade, fazendo-
a perder todo o cardter sagrado e toda a espiritualidade.
N enhum a citagao, alias, poderia encerrar esta mensagem
de maneira mais feliz com o a que lhes vou lembrar:
“ A Beleza 6 a form a que o A m or da as coisas” . . .
Com efeito, nao tem os o costum e de afirmar que o que
fazemos com amor 6 em geral bem feito? £ que estamos
animados de um anseio de perfeigao, e nao i a perfeigao
uma form a da Beleza, do Bem que emana de Deus?
Se ainda nao somos Artistas, no sentido esoterico do ter-
m o, aprendamos a se-lo; abramos os olhos para os milhares
de aspectos da Beleza visivel, e os ouvidos para as sinfo-
nias que podem nos elevar em uma homenagem ao nosso
Criador!
O JARDINEIRO MISTICO
por
s sabios da China traditional, os Taoistas, gostavam
O de repetir que os agricultores eram , entre todos os
hum anos, aqueles cuja profissao mais os aproximava da ver
dade. Apresentavam para isto motivos pertinentes e sobre
os quais n6s falaremos, talvez, algum dia.
Gostariamos, hoje, de lembrar que cada um de nos 6,
pelo menos de certa form a, um jardineiro, mas um jardinei-
ro m fstico que cultiva sua alma e seu espirito. NSo nos arris-
camos a um mero jogo de palavras, mas apresentamos uma
verdade profunda para a qual desejamos chamar a atengao,
pois, para o bom exito, o desenvolvimento do m elhor de
nos mesmos deve ser conduzido de acordo com a arte mile-
nar do jardineiro.
£ necessirio, antes de mais nada, que o terreno seja pre-
parado, isto 6, que tenham os boa vontade e sejamos doceis
ao ensinam ento; e necessdrio, tam bem , que a semente rece-
ba nutrigao, ou seja, que aquele que almeje exito esteja car-
micamente preparado para com preender, ou estar^ fadado
ao fracasso, mas tam bem , e sobretudo, 6 absolutam ente ne-
cessdrio lem brar que nao se faz nada de bom e durivel sem
paciencia e perseveranga. Tocamos aqui em um ponto im-
portante de nosso ensinam ento; certos Membros nos recri-
minam por conduzi-los mui lentam ente na Senda da V erda
de. Eles sao, exatam ente, como um jardineiro que, acaban-
do de semear, se im pacienta por nao ver nada brotar na
terra, em alguns dias; j A um velho amante de jardins, h o
mem esclarecido, rir-se-a dele e o lembrara de que tudo
aquilo que 6 construfdo sem a participagao do tem po, por
ele 6 destruido.
Depois de uma longa experiencia e de acordo com os co-
nhecim entos profundos de nossos Mestres, desejamos ofere-
cer-lhes, pouco a pouco, o alim ento espiritual;e preciso que
voces o assimilem verdadeiramente, isto 6, que o compreen-
dam nao somente com o c^rebro, mas com todo o seu ser.
O ensinam ento, com o uma semente ben^fica e minuciosa-
m ente selecionada, germinara em voces na hora e no m o
m ento certo. Caminhar mais depressa seria correr o risco de
tudo desfazer.
Sabemos bem que existem aqueles que se dizem Mestres,
que prom etem a quantos aparecem inicia-los em poucos
dias. Tivemos em maos, ha pouco tem po, um ingenuo pros-
pecto que garantia “poderes psiquicos em seis li^oes” . Esta
presteza pueril, esta ingenuidade, mais do que os outros in-
dicios, condena estes falsos mestres e suasfalsasconcep95es.
Nao se esque^am de que, na Asia, alguns mestres espiri-
tuais esperam dez, quinze, vinte anos para m inistrar um en
sinam ento verdadeiro a seus discipulos; e, no ocidente, mes
m o os neofitos pitag6ricos eram subm etidos a um a longa
prova^ao.
Nada m elhor para encerrar esta mensagem do que as pr6-
prias palavras de nosso digno Im perator:
“ A Ordem Rosacruz desenvolve um dos mais universais
sistemas de filosofia que hoje pode ser encontrado, para o
aprim oram ento do individuo. 0 Rosacrucianismo nao se
lim ita ao misticismo e aos conceitos m isticos. Ele reve,
tam bdm , as diversas ciencias de base, o suficiente para en-
sinar um a apreciagao do m undo natural e a relagao que
existe entre este m undo e o hom em . Preocupa-se com pro
blemas de dtica, com a saude e o aperfeigoamento indivi
dual, sob inumeraveis e diferentes a sp e c to s.. . ”
Este conjunto form a um todo e sera uma burla querer
assimild-lo m uito depressa; uma planta que cresce m uito
rapidam ente nao tem vigor, e o que se aprende rapidamen-
te tam bem rapidamente se esquece.
Verificamos, com efeito, que alguns de nossos Membros
buscam aquilo que se poderia chamar de “upia abreviagao” ,
um atalho que os conduza rapidam ente a m eta visada;este
caminho nao existe em misticismo, e mais, a aquisigao
intelectual nSo deve jamais ser confundida com o desenvol-
vim ento psiquico e espiritual; este desenvolvimento requer
trabalho, um trabalho pessoal, de m uito folego, e o mero
fato de entrar em nossa Fratem idade nao garante a abertura
de todas as grandes portas da Sabedoria e do Poder.
R etom ando a analogia de nossa mensagem, se olharmos
para o nosso jardim , veremos que cada semente obedece as
invaridveis leis da natureza que lhe dao um tem po para ger-
m inar, um tem po para se tornar um a pequenina planta, de-
pois um a planta adulta, ramifrcando e florescendo. Nao nos
esquegamos de que cada lei do m undo fisico £ o reflexo, a
correspondencia de uma lei do m undo lm aterial, tambdm
inevitdvel, tan to em um piano com o no outro.
Em nossos ensinamentos e particularm ente nos dos Graus
superiores, nos e dito que o Mestre que buscamos est£ em
n6s e nao fora de n6s; e este Mestre todo-poderoso e o
Cristo em n6s que pode conduzir para a Luz apenas aqueles
que a buscam com toda a humildade e com toda a sinceri-
dade de coragao.
AMORC E O MUNDO PROFANO
por
averd uma diferenga evidente entre o nosso m undo da
H AMORC e o m undo profano? Em m uitos casos, real-
m ente h i. Todavia, de muitas maneiras nao h i absolutamen-
te qualquer diferenga, e as linhas de demarcagao entre o
nosso m undo e o m undo bem pr6xim o de n6s, que comu-
m ente chamamos de m undo profano, n§o sao acentuadas.
Algumas vezes desejei que houvesse reaimente linhas de de
marcagao profundas. Geralm ente, nao consigo descobri-las
e, parafraseando nossa Soror Ella Wheeler Wilcox, repeti-
dam ente digo a Membros da AMORC: “ Tudo que existe 6 o
m elhor” ! De fato h i um m undo esot^rico e, sem duvida,
um m undo profano, e talvez “os dois nunca venham a se
encontrar” .
Analisemos esses dois m undos: o m undo da A M O R C e
aquele que agora chamamos de m undo profano. Comece-
mos pelo m undo profano. Nascemos neste m undo, todos
n6s. 0 m undo profano 6 a Terra com tudo o que nela exis
te, que esta acima dela e ao seu redor. Nao somente nele
nascemos; nele vivemos, e apenas a grandes intervalos nos
reunim os em nosso pr6prio m undo, o m undo esot^rico, em
nossos Templos.
Consideremos agora o m undo da AMORC. Nao faz mui
to tem po que ouvimos falar da AMORC e do que ela repre-
senta; da dualidade do hom em , da reencarnasao, do carma
ou lei de com pensasao. Alguns de nos tivemos oportunida-
de de viver dentro das fronteiras da AMORC toda uma
existencia; outros, durante dez ou vinte anos, talvez cinco,
tres, ou menos. Temos tam b^m Membros novos, igualmen-
te devotados. Eles vieram do m undo profano atraves do
Umbral, at£ n6s. Quando comparecemos a um dos nossos
Templos, todos nos cruzamos o mesmo Umbral, dos Mem
bros mais recentes ao Im perator. Muitos viajam para chegar
ao Templo, e todos vem do m undo profano. Em bora as vi
b r a t e s do nosso Templo sejam m uito sublimes e inspirado-
ras, tambdm esse Templo faz parte do m undo profano, a
despeito do que fa 9amos ou do que desejemos. So na vida
futura, mais tarde (e fa$o votos de que seja m uito mais tar-
de para todos nos), identificaremos o verdadeiro m undo
esot^rico.
Aqui na Terra, de muitas maneiras somos parte do m un
do profano. Penso que isto e verdade porque no m undo
profano que nos cerca h i inumeras pessoas adordveis, pen
samentos lindos, e realiza 9oes admiraveis decorrentes desses
pensamentos. Penso no Brasil, este belo pais, e suas mara-
vilhosas quedas d’agua; penso na Calif6mia, nos Estados
Unidos, com seus antiqiifssimos pinheiros perto de Sao
Francisco. Penso tam bem no meu pais, a Holanda, com
seus m oinhos de vento e seus lindos fllhos louros; e em
Paris, com seus deleitosos parques, como o Jardim das
Tullerias. De maos dadas, podem os percorrer esse m un
do profano e escutar juntos a etem a musica de Verdi e
Beethoven; apreciar as grandes pinturas de R em brandt e
Van Gogh, que m orreram miseravelmente, e ler parte da
literatura m undial, de Dante e Shelley, de Hugo, de Goethe
e Emerson.
Continuamos a considerar o m undo profano. Sei m uito
bem que algudm podera dizer que nele ha m uito de sordi-
dez, mesquinharia e indignidade. E isto 6 verdadeiro. Mas h i
tam bem m uita magnanimidade e m uito am or nesse m undo
que 6 algumas vezes obscurecido pela maneira negativa de
viver. 0 m undo profano nao e tao m au como geralmente o
pintam os. Sem duvida h i tristeza (que nao perm itim os em
nossos Templos); h i excessivo negativismo e tam bem fome
e destruigao, porem , nao nos esquegamos de que tam bem o
m undo profano e as pessoas profanas deste m undo sao par
te da Criagao de Deus. A m ocinha que nos sirva num a lan-
chonete e o porteiro que nos receba num hotel podem ser
pessoas adoriveis e, em bora nada conhegam a respeito da
AMORC, podem ter rosto sorridente, finura de trato e, o
que € mais im portante, am or em seu coragao. Como expli-
car isto? Ora, eles estao, com o nos, em contato com Deus,
ainda que sejam incapazes de definir is to ; vivem na Luz, em
bora nao tenham consciencia disto. Estao no mesmo cami
nho que n6s trilham os. Nos estamos conscientes na Senda,
mas eles, sem que o saibam, tamb&n estao caminhando na
Senda, sob a mesma orientagao Divina. Tenho encontrado
pessoas tem'veis no m undo profano: bebados e aqueles que
o m undo chama de criminosos. Sei que essas pessoas tam-
bdm fazem parte desse m undo profano. Nao as encontra-
mos em nossos Templos, em bora ainda tenham os em nos
(trazida do m undo profano) um a parte daquele algo inde-
finivel que cria o bebado, algo daquela mesma fonte iniqua
que to m a os hom ens criminosos. Os Rosacruzes estao cons
cientes dessas m is tendencias; os demais nao estao, pelo
menos at£ certo ponto. Esta e a diferenga entre uns e ou
tros. Temos consciencia de nossas imperfeigOes porque cedo
reconhecem os nossas fraquezas e procuram os corrigi-las ao
trilhar a Senda Rosacruz.
Acho que nao devemos olhar com desprezo para esse
m undo profano em que nascemos, trabalham os, e em que
morrerem os. 0 que devemos fazer, todas as horas do dia, 6
ten tar corrigir esse m undo exterior, para tom a-lo um m un
do m elhor. Por mim, acredito que o m undo se tom ara um
m undo m elhor para nele se viver quando a Ordem Rosae
Crucis crescer. Este 6 o ponto que me agrada abordar diante
dos nossos Membros. Gosto de ve-los progredir. Gosto de
saber que tiveram experiencias psiquicas. Gosto de saber
que alguns conseguem se projetar a grandes distancias. Gos
to de ver um Rosacruz abrir caminho no m undo, alcangar
sucesso nos negticios ou em sua profissao. G osto de sabe-los
ricos, destinando parte de sua riqueza ao desenvolvimento
da Ordem e para as suas nobres finalidades. Todavia, exulto,
sinto-me plenam ente feliz, quando tom o conhecim ento de
que um Membro da AMORC usou parte do seu conheci
m ento (adquirido na Ordem) para beneficio do seu pais de
nascim ento e do m undo em geral. Ha m uitos anos, senti-me
feliz ao saber que o Dr. H. Spencer Lewis fora homenagea-
do pela American Flag Association, por ter feito algo im-
portante em prol do seu pais natal. Alegro-me tam bem ao
saber que um de nossos Membros foi escolhido para presi-
dente do seu clube social, de alguma associagao de sua co-
m unidade, ou dirigente de um partido politico, porque em
todos esses casos de escolha sei que, mais do que no nosso
pr6prio e restrito circulo, esses Membros se dispuseram a
entrar nesse m undo “perverso” que os cerca, para servir e
m anter altaneiro o estandarte do rosacrucianismo. Sem du
vida, deveremos aprender o m2ximo que pudermos nesta
encarnagao, mas seria egoismo guardarmos para nos mes
mos tudo o que aprendessemos, ocultando-o e falando a seu
respeito som ente a nossos entes queridos e amigos l'ntimos.
Esta 6 tam bem uma maneira de fazermos compensagao por
aquilo que aprendem os, por£m , quero mais de nossos Mem
bros; quero que eles penetrem nesse m undo profano, onde a
pulsa^ao do seu cora^ao podera se tornar m uito irregular
devido a resistencia que eles certam ente encontrarao, mas
onde encontrarao ta m ta m a vitbria sobre o mal e a vitoria
sobre o ego.
Sem essa corajosa luta “no exterior” , nada somos; ape-
nas insigniflcantes seres ignorantes, que procuram se apode-
rar de tudo o que 6 oferecido pela Ordem, conservando-o,
por£m, exclusivamente para n 6s mesmos. Nao h i m uita di-
ferenga entre o nosso m undo e o m undo profano. Ate idade
avansada devemos viver neste m undo e enfrentar todas as
tenta$5es e todas as provas e tribula^oes que sao proprias
do mesmo, a fim de nos tom arm os bons canais para Deus e
o C6 smico. E e verdade que devemos dar, dar de nos mes
mos ao mdximo. Gradativamente, aprendemos a transm itir
nosso conhecim ento e nossa sabedoria. Esta sabedoria deve
ser transm itida lenta e gradualm ente, do mesmo m odo co
mo adquirimos o conhecim ento arcano. A maestria significa
Trabalho no m undo profano, sem o qual a ela jamais chega-
remos, em bora possamos receber distinsoes da Ordem
Rosae Crucis. O teste final de nossa maestria sempre (e re-
p ito , SEMPRE) vem a nos atraves de nossa participa£ao no
m undo profano. Este m undo 6 ta m ta m nossa escola e nossa
universidade; nao apenas a AMORC. Esse m undo profano
deve ser influenciado por nossos Membros dia apos dia, se-
mana ap 6 s semana, e ano ap 6s ano. Devemos dar-lhe toda
brandura, todo am or, todo conhecim ento e nosso mdximo
em penho, em troca de violencia, 6 dio, m al, e da to tal obs-
curidade de que esse m undo 6 capaz.
Mesmo assim, restart sempre uma diferen^a entre os dois
m undos. Grande parte do am or desse m undo profano que
nos cerca flui para nos, atua em nos, e nos deleita atraves
de sua arte, pois Deus est£ presente nele como na Ordem
Rosae Crucis, com a grande diferenga de que devemos acei-
tar e fazer aquilo que Ele concede, e o m undo ao nosso re-
dor pode aceitar, se quiser. Temos o dever de viver tao pura-
m ente quanto sejamos capazes;no m undo profano, homens
e mulheres podem viver como queiram , por^m , com a eter-
na promessa de que eles, tam bem , algum dia serao salvos.
Deus deu existencia a este m undo e o amou.
Q uando A hkenaton 0 descobriu, “ Deus piscou para ele
e, atravds do nosso fundador, sorri para nos” . 0 mundo
profano tem de reconhece-Lo, de aceita-Lo. Deus as vezes
parece estar preocupado com o m undo profano, mas tem
fd na Ordem Rosae Crucis, fe ilim itada em que cada um de
n 6 s, do mais destacado Oflcial ao mais recente M embro, em
toda parte, realizara milagres nesse “o utro m undo” , sim-
plesm ente perm anecendo nele e vivendo a vida da Rosa-
Cruz com tudo o que ela significa e representa, caindo e
levantando, atd nSo haver mais possibilidade de cair e
apenas de se erguer e se deleitar em Sua proxim idade e pre-
senga real. Quando atingirmos este estagio, seremos os Ama-
dos Filhos de Deus, Mestres do presente e do futuro.
Uma palavra final: Na Holanda, escrevi em nossa revista
que havia mais de cem milhoes de brasileiros, e um a moci-
nha holandesa que vivia no Brasil escreveu-me inform ando
que isso era correto, mas que ainda havia m uita misdria e
doenga longe das grandes cidades. Em todos os paises do
m undo ha mais de 1% de pobres e analfabetos. Esta situa-
gao existe tam bdm na Holanda e na Franga. No Brasil, isto
representa mais de um m ilhao de pessoas que necessitam de
mais alimentos, mais vitaminas, mais cuidados medicos,
mais rem^dios, mais hospitais, mais felicidade, mais amor.
Em todos os paises do m undo, em todos os am bientes pro-
fanos de cada pais, h i sempre falta de am or. Devido a essa
carencia de am or, ha pobreza e fom e, mal-estar ffsico. Por-
ta n to , n 6s, Rosacruzes, como em baixadores de Deus, deve
mos prom eter a n 6 s mesmos que faremos tu d o que estiver
ao nosso alcance em prol do nosso sem elhante, da maneira
que acharmos conveniente. Nossa vida deve, em grande
parte, ser dedicada a outros. Esta 6 a nossa responsabilidade
com o Rosacruzes: auxiliar os outros a ver a Luz. Devemos
nos dizer de coragao, nSo apenas com palavras: “ Hoje,
reafirmamos nosso em penho em dedicar nossa vida ao nosso
semelhante, mesmo que isto requeira algum sacrificio. Na
presenga do Deus do nosso Coragao e dos Mestres, prome-
tem os fazer a parte que nos cabe.”
O SER PSfQUICO
por
m dos temas mais im portantes para nossos novos estu-
U dantes 6 o das manifestagoes psiquicas. Por meio dos
estudos Rosacruzes, na intimidade de seu Sanctum , o Ne 6 -
fito vai progredindo psiquicamente passo a passo, desenvol-
vendo suas faculdades latentes. Esse desenvolvimento se rea-
liza no Sanctum, que € o Laborat 6rio do Mistico.
Quando os estudantes nos solicitam que lhes explique-
mos o significado de suas experiencias psiquicas, temos de
dizer-lhes que isto nao nos 6 possivel, uma vez que as expe
riencias psiquicas sao estritam ente pessoais. Seu significado
varia de acordo com cada individuo, de modo que uma
mesma manifestagao tem interpretagoes diferentes para pes-
soas diferentes, pois 6 fator m uito im portante o grau de
evolugao de quem as experimenta. Por este motivo i que se
recomenda aos estudantes que anotem tudo que lhes parega
conter um significado especial, num cadem o destinado ex-
clusivamente para este fim, pois inumeras vezes essas expe
riencias adquirem um significado definido numa ^poca fu-
tura, quando entao o estudante compreende cabalmente
o que elas significam.
Para o Ne6 fito, o fator mais im portante i a compreensao
de seu Eu Interior. Este 6 o primeiro passo na senda da ilu-
mina^ao, quando ele aprende a ouvir a voz de sua conscien
cia, que lhe servird de orientasao dai por diante.
0 Ser Psiquico sempre esta se manifestando, p o r to , se
nao tivermos o devido estudo e treinam ento, suas fun?5es
nos passarito completamente despercebidas. Ao despertar-
mos nossas faculdades por meio da m editafao, dos exerci-
cios e da pratica de nossos estudos, come?amos a ter cons
ciencia de seu maravilhoso funcionam ento. Ocorrem de
m o n s tra te s grandiosas das influencias psiquicas de nosso
Ser; entretanto, para a maioria das pessoas, elas passam des
percebidas por falta de conhecimento.
Um estudante Ne 6 fito, quando ouve falar de uma de
m o n s tr a te ou experiencia psiquica, geralmente imagina
algo espetacular, milagroso. Ao buscar uma experiencia
semelhante em sua vida, nao presta aten£ao ks manifesta-
9oes sutis e as mudan?as maravilhosas por que sua persona-
lidade e sua pr 6 pria vida estao passando, em sua maneira
de pensar e de enfrentar o labor diario. SSo mudan?as que
outras pessoas notam antes dele.
H£ pessoas que nunca tiveram um a experiencia psiquica
espetacular, mas que chegaram a uma compreensao maior
dos mist^rios da natureza atrav^s dos ensinamentos Rosa
cruzes. Sabem entao o porque da vida, e conhecem a expe
riencia de seu Eu Interior. Esse conhecim ento os ajuda a
viver melhor e com mais humanidade. Nestes casos, temos
certeza de que os ensinamentos da AMORC alcan?aram seu
propdsito.
Em minha opiniao, as experiencias psiquicas constituem
um chamado de nosso Eu Interior ao nosso Eu Fisico, em
seu esforgo por dem onstrar sua existencia. Temos de apren
der a reconhecer esse cham ado, essa voz do Mestre Interior
que quer se fazer ouvir.
Pego a nossos Fratres e Sorores que julgam nunca ter ex-
perim entado um fenomeno psiquico, que nao desanimem.
Nao pensem que isto significa que nao progrediram em seu
desenvolvimento psiquico, pois o desenvolvimento de nossa
m ente subjetiva nos passa despercebido inumeras vezes, at£
que chegue o m om ento de nos darmos conta dele. Nem
sempre aquele que faz alarde de suas experiencias esta mais
desenvolvido; e bem provavel que aquele que reconhece,
com humildade, que nunca teve essas experiencias, esteja
mais perto da maestria. £ por isto que recomendamos sem
pre que cada um guarde para si suas manifestagoes psiqui-
cas, pois elas so tem significado para aquele que as experi-
m enta.
O Departam ento de Instrugao recebe cartas de alguns es*
tudantes que escrevem m uito desanimados porque conhece-
ram outros Rosacruzes que dizem receber todas as noites
mensagens dos Mestres e Grandes Iniciados, e que assim,
sentem-se fracassados por nao estarem no mesmo nivel. Ha
pessoas que reagem com mecariismos de autodefesa e, para
nao sentirem que ficaram para trds, dao r£dea solta a suas
fantasias e pensam ter experiencias psiquicas extraordind-
rias e unicas. 0 mal desta reagao 6 que assim estao enganan-
do a si mesmas, e retardam seu progresso. Um exemplo des-
tas fantasias ilustra minha experiencia no Museu Egipcio
Rosacruz, onde trabalhei por m uitos anos. Tive oportunida-
de de conhecer muitas pessoas que se vangloriavam de ser a
reencamagao de A khenaton, e em certa'ocasiao, durante o
verao, tive o prazer de conversar com cinco N efertitis. 0
Frater Juan P 6rez, um chileno que trabalha ha m uitos anos
no Museu, gracejando sobre esta manifestagao do ego em
alguns visitantes do Museu, disse que deviamos organizar
um banquete e, sem lhes explicar o motivo, convidar to-
das as pessoas que julgavam ser a reencarnagao do Farao
Amenhotep IV ou da Rainha Nefertiti e, depois que estives-
sem todos sentados e saboreando a comida, pedir a cada um
que contasse o que tinha si do na encarnagao anterior. Mas
logo Juan m udou de id&a, dizendo: “Melhor nao fazer isto,
porque poderia dar inicio a Terceira Guerra M undial.”
As fungoes psiquicas s6 se manifestam quando ha real
necessidade, e quando nossos poderes inatos sao chamados
a trabalhar de form a natural. Por exem plo, se precisamos
nos comunicar com algu^m que se encontra na sala ao lado
em nossa casa nao h i razao para recorrermos a nossos pode-
res psiquicos e projetarmos nossa consciencia, se podemos
nos comunicar apenas aum entando a voz. Para isto temos
nosso corpo frsico. Tentar fazer um a projegao, neste caso,
seria um a aplicagao inutil de nossos conhecimentos, uma
vez que podemos ir at£ a cozinha ou outra parte da casa
para comunicar nossas iddias.
0 correto 6 considerarmos o psiquico com o a atividade
mais elevada do ser hum ano, que so deve ser utilizada quan
do as faculdades fisicas estiverem inibidas; quando sofremos
um acidente, ou quando chegamos ao limite de nossa capa-
cidade fisica.
0 indivfduo que, em face de um problema, nao empre-
gou seu prtfprio poder de racioc/nio na tentativa de chegar
a possfveis solugoes, esperari inutilm ente por impress 6es
intuitivas sobre como resolve-lo. A inspiragao Cosmica s6
advdm aqueles que primeiro m editam e refletem m uito so
bre seu problema especifico. Ampliando ao maximo possi-
vel sua consciencia objetiva, chegam eles as fronteiras da
consciencia subjetiva. Depois de receberem a inspira^ao so
bre como resolver o problem a, sera necessario que colo-
quem em prdtica um ita to d o para obter o resultado que es-
peram. Nao podemos pura e simplesmente nos sentar e es-
perar que nossos problemas se resolvam sozinhos. Temos de
lutar para achar a solu^ao por n 6 s mesmos.
Outro ponto que devemos levar em conta 6 que a aplica-
gao dos poderes psiquicos nao 6, e nem pode ser igual para
todos. Nao podemos comparar o desenvolvimento psiquico
de outra pessoa com o nosso proprio, porque as circunstan
cias sao diferentes em cada caso. 0 desenvolvimento e de-
term inado por muitos fatores, alguns dos quais sao desco-
nhecidos at6 para n 6s. Lembremos que certas dreas do c£re-
bro, se estiverem mais desenvolvidas que outras, farao com
que a pessoa tenha melhor mem 6ria que outra, ou mostre
um a grande capacidade para os idiomas, a m atem atica ou a
mtisica. Assim ta m tam , certas pessoas desde a infancia ma-
nifestam poderes psiquicos que nem elas mesmas compreen-
dem totalm ente. Algumas tem uma excepcional habilidade
para se projetar, mas em com pensafao terao dificuldade p a
ra alcan?ar a devida harmoniza$ao Cosmica que leva a inspi-
ragao e a iluminagao.
A atitude correta 6 nos esforgarmos por aprender o m a
ximo possivel sobre nosso Eu Interior, o Ser Psiquico, e se-
guirmos os preceitos e exercicios das monografias. Assim
aprenderemos a aum entar a consciencia do Eu Interior e
utilizd-la na solugSo de nossos problemas. Acima de tudo,
Fratres e Sorores, devemos aprender quando recorrer ao
C6 smico. Obteremos entao resultados que nos surpreende-
rao e veremos que o auxilio vira quando dele necessitarmos.
Nao busquemos demonstragoes espetaculares, nem faculda-
des que nos desconcertem ou assustem a ponto de atrasar
nosso desenvolvimento interior. Tenhamos sempre em m en
te o perigo de querermos impressionar outras pessoas com
poderes que nao possuimos, pois a Lei de Causa e Efeito
atraird para nds uma reagao negativa que afetara nossa evo-
lugao.
Em resumo, recomendo ao estudante na Senda que de
toda atengao a im portancia do uso correto das faculdades
que sao parte inata desse segmento de Deus ou do Cosmico
que 6 parte de nossa natureza. Ao recorrermos a essas facul
dades com humildade e reverencia, elas estarao presentes
para nos iluminar e nos fazer evoluir da obscuridade para a
luz. Para term inar, tenham os em m ente a seguinte prece,
m uito usada pela Associagao dos Alcoolatras Andnimos,
que 6 tao bendfica para a uniao das familias:
“DEUS, da-me A SERENIDADE
para aceitar as coisas que nao posso mudar.
A CORAGEM, para m udar as coisas que posso m udar, e
A SABEDORIA para conhecer a diferenga.”
EM BUSCA DA FELICIDADE
por
objetivo que nos impulsiona desde o dia em que nas-
O cemos 6 a busca da felicidade. Na base de todas as
nossas agoes esta o objetivo de alcangar as coisas que nos fa-
gam felizes, que nos causem prazer, seja nas atividades did-
rias normais, seja em nossa vida particular. Por que, entao,
m uitos de n 6s vivemos como se estivdssemos convencidos
de que o hom em vem a Terra unica e exclusivamente para
sofrer? Muitos de nossos Membros sentem-se culpados se
gozam de um m om ento de expansividade ou se apresentam
inclinagSes pelos prazeres terrenos, pois, ao se dedicarem ao
misticismo, esquecem que somos todos humanos e que ain
da nao chegamos & perfeig£o. 0 divertimento sadio e n atu
ral nao € uma coisa m i, pois o corpo e a m ente precisam
desses m omentos de relaxam ento e descanso. Os pensamen-
tos extremistas sao incompativeis com nossa aspiragao a fe
licidade.
Cada pessoa tem um conceito diferente de felicidade; pa
ra alguns, d a posse de bens materials; para outros, a paz
m ental; h i os que comparam a felicidade com grande quan-
tidade de manjares e guloseimas; outros so ambicionam um
cantinho tranqiiilo onde possam passar seus ultimos anos de
vida, longe da confusao m undana.
Talvez o que mais nos afaste da m eta sonhada 6 o adiar-
mos constantem ente o prazer do m om ento que passa, preo-
cupando-nos com o amanha, de modo quase que obsessivo.
As vezes, quando chega esse amanha, aquilo que antes nos
parecia o m^ximo da felicidade nao produz o bem que ante-
cipivam os, ou quem sabe ja nao tenham os mais saude e vi-
talidade suflcientes para podermos desfrutar do que alcanga-
mos, e teremos desperdigado inumeras oportunidades de go-
zar de relativa felicidade.
£ um erro apegarmo-nos a id£ia de que o transcorrer de
nossos estudos mfsticos deva ser de provas negativas. Por
que nao pensar que a grandiosa filosofia Rosacruz foi elabo*
rada de m odo a nos preparar para vencermos com tranqiiili-
dade as provas que nos trarao aventura no final? Analisemos
o quanto 6 grande a natureza hum ana e a forma maravilhosa
em que fomos criados. Entrem os em comunhao com o Deus
de nosso coragao e observemos com os olhos da alma a ma-
ravilha de Sua criagao. Cerremos os olhos, tentem os visuali-
zar nosso cdrebro. Que estrutura tao completa! Havera algo
igual no universo? Sua massa total pesa pouco mais de mil
gramas, no entanto ali temos aproximadam ente 13 bilhoes
de c^lulas nervosas, mais de tres vezes a populagao do plane-
ta. Toda essa vasta estrutura possibilita arquivarmos tu d o o
que percebemos: cada som, sabor, perfume ou agao realiza-
da, desde o dia em que nascemos at 6 o fim de nossa vida!
Pense que podem os utilizar todo este p o ten tial criativo para
nos libertarmos de falsas crengas e sermos felizes, pela prati-
ca dos principios aprendidos! Queixamo-nos de que nos fal-
tam forgas, de que nosso poder nao estd o bastante desen-
volvido para alcangarmos nosso objetivo. Isto 6 uma de-
monstragao de falta de pois dentro de nos existe sufl-
ciente forga e energia para realizar milagres e fazer o impos-
sfvel. Por que cedermos diante de uma fraqueza que nao e
real? Analisemos a filosofia e os principios Rosacruzes, fa-
zendo uma reavaliagao de prioridades. Voltemos nossa
atengao para essa fonte interior e pensemos nos m uitos
atributos com que contam os: o poder de pensar, de racio-
cinar, de determinar nosso destino; o poder da imagina-
g£o, enfim, toda uma miriade de capacidades que desenvol-
vemos. E quando todos os nossos poderes nos falham, ainda
nos resta a fe no Ser Supremo, o poder de orar e entrar em
comunhao com o Deus de nosso coragao. Esse £ um m o
m ento de verdadeira felicidade, pois nesse instante perde-
mos nossa individualidade e nos tom am os unos com o To
do. Essa aproximagSo com a unidade do C6 smico e o objeti-
vo primordial dos ensinamentos da AMORC. Nesse instante
de comunhao com nosso Ser Interior, sentimo-nos absorvi-
dos pela magnificencia c6 smica e vamos nos expandindo,
por assim dizer, formando parte do universo, do ilimitado
espago exterior. Sentimos o trinar das aves na primavera
interna, com o desejo de com partilhar com todos o nosso
tesouro interior. Essa 6 a felicidade que nao se pode com-
prar e que 6 m uito diferente da euforia mom entanea produ-
zida pelas coisas materiais, ou a passageira alegria do vinho.
Coube-nos dar conselhos a m uitos estudantes que julgam
que para serem mfsticos devem se despojar dos confortos
mais essenciais, e ta m ta m dem onstrar total desinteresse por
sua aparencia pessoal. 0 mfstico deve amar o belo, a nature
za, tudo que 6 lim po, o progresso da criagao, tudo que o
hom em ja produziu gra$as aos poderes que Deus colocou
ao seu alcance, usando o livre-arbitrio para embelezar e
realgar a obra de seu Criador. Um dever ao qual nao pode
mos fugir 6 cuidarmos de nosso corpo - o TEMPLO da Al
ma. Evitemos os excessos que impegam a consecugao de
nossos ideals, para sermos felizes com a alegria que provdm
do conhecimento de que somos parte integrante de Deus,
talvez a mais im portante, pois somos os unicos que temos
consciencia de sua amorosa presenga entre n 6 s e em tudo o
que existe. Deixemos de lado, pois, os excessos nocivos, que
como nuvens escuras impedem que o am or do Divino Cria-
dor, fonte de toda a felicidade, flua de n 6 s para todo o uni
verso, brindando a todos amor e boa vontade. Como estu-
dantes da AMORC, estamos obrigados por Juram ento a bus
car a luz do conhecim ento e espargir sua radiagao por toda
parte.
Deixo aos Fratres e Sorores os pensamentos conhecidos
por “DESIDERATA” , encontrados em 1693 na Igreja de
Sao Paulo em Baltimore, de autor anonim o, cujo teor nos
m ostra o caminho para a obtengao da felicidade: “Segue
tranqiiilamente o teu caminho, em meio ao ruido e a agita-
gao e lembra-te de que a Paz se pode encontrar no silencio.
Sempre que possivel e sem hum ilhar-te, se solidario com teu
semelhante. Enuncia tua verdade de maneira serena e clara,
e escuta o que te falam os homens, mesmo que te fale o tor-
pe ou o ignorante, pois tam bem eles tem a sua mensagem.
Evita os homens de voz ruidosa e agressiva, pois pecam con
tra o espfrito. Se te comparares aos outros, fi cards amargu-
rado, pois sempre haverd pessoas melhores e piores do que
tu . Sente satisfagao por teus exitos, tanto quanto por teus
pianos. Preza o teu trabalho, por humilde que seja, pois ele
e um verdadeiro tesouro nas fortuitas mudangas dos tem
pos. Se cauteloso em teus neg 6 cios, pois o m undo estd
cheio de enganos, mas nao deixes que isto te to m e cego a
virtude que existe. Muitas pessoas se esforgam por alcangar
nobres ideais, e nao 6 raro o heroism o. Se sincero contigo
mesmo, e principalmente nao finjas afeto nem sejas cinico
no am or, pois em meio a tanta aridez e desenganos, o amor
6 tao perene como a relva em que pisas. Acata docilmente
o conselho dos anos, abandonando com alegria as coisas da
juventude. Cultiva a firmeza de espirito para que te proteja
nas adversidades repentinas. Muitos temores nascem da fadi-
ga e da solidao; baseado em sa disciplina, se benigno contigo
mesmo. £s uma criatura do universo nao menos que as plan-
tas e as estrelas; tens o direito de existir, e mesmo que isto
nao te pare 9a claro, 0 universo sem duvida caminha como
deveria caminhar. Por isto deves ficar em paz com Deus, se
ja qual for a id^ia que Dele fagas; e sejam quais forem tuas
aspiragoes e tua missao, conserva a Paz em tua Alma, pois,
a despeito das dores e sonhos desfeitos, 0 m undo ainda as
sim tem sua prtipria beleza. Se cauteloso, esforga-te por ser
FELIZ!”
COMANDANDO A NATUREZA
por
uitos Membros da AMORC ja tiveram o privilegio de
M ouvir o Mestre de uma Loja ler a antiga promessa da
nossa Ordem, que diz em parte: “Estais prestes a aprender a
comandar toda a natureza.” So estas palavras, especialmen-
te no contexto em que sao proferidas, ja proporcionam um
m om ento excitante e uma ocasiao memoravel na vida do es-
tudante Rosacruz. Trata-se de uma promessa seria, que po
de ser recebida de m uitos modos diferentes.
Para a pessoa materialista e egoista, isto parece prome-
ter poder sobre os elementos, o ambiente e outras pessoas.
Para uma pessoa assim, o poder desse tipo parece ser a unica
maneira de comandar a natureza. Para o individuo superfi
cial ou sem despertar interior, essa promessa deve suscitar
a visao de uma verdadeira “vara de condao” , com a qual pu-
desse ele concretizar seus desejos sem nenhum esforgo ou
compensagao pessoal. Para o egoista e jactancioso, i de se
esperar que essa promessa oferega a certeza de aprovagao e
aclamagao.
Mas devemos procurar analisar essa promessa e nos sa-
tisfazer quanto ao tinico significado exato originalmente
pretendido. Esta se dizendo ao estudante que ele se encon-
tra no limiar de um novo conhecim ento e de uma nova ex-
periencia; que ele vai aprender a comandar toda a natureza.
Reflitamos mais criticamente sobre estas tres palavras cha-
ves. Aprender significa “adquirir conhecim ento ouhabilida-
de atravds de observagao e instrugao ou estudo; receber e
fixar na m ente” . A aprendizagem, por si so, nao vai atem
disto. Este e o primeiro tropego de muitos Membros da
AMORC bem-intencionados. Nao basta adquirir o conheci
m ento das monografias, com a ajuda do D epartam ento de
Instrugao da Grande Loja. Nao basta receber e fixar na
mente esse conhecimento. Ele e apenas uma descrigao da
t^cnica; so responde a pergunta, “ como?” .
Por exem plo, posso ler um tex to , ou qualquer numero
de textos, sobre o idioma frances. Ao termina-los, eusabe-
ria com o se deve escrever e falar o frances. Acreditam voces
que eu poderia entao, em decorrencia de minha leitura, fa
lar e escrever frances? Posso assegurar-lhes, por experiencia
pessoal, que nao! Que bom que isso fosse possivel! Ha pes
soas que nunca deixam de ir a escola. Fazem um curso atras
do outro, muitas vezes completamente desconexos, mas em
geral acabam se tom ando, no maximo, enciclopedias ambu-
lantes. Adquirem um enorme acervo de fatos sobre como
acontecem as coisas, com o certos objetivos podem ser al-
cangados, e assim por diante, mas raramente podem ir alem
disto.
0 que falta a essas pessoas, e 6 essencial, 6 envolvimento
pessoal, pratica pessoal, experiencia pessoal. A crianga em
idade pre-escolar aprende a caminhar e falar, em casa, ca-
m inhando e falando. Depois, na_escola, ela aprende a ler
e escrever, lendo e escrevendo. NAO HA OUTRA MANEI-
RA! 0 exito deve ser precedido de esforgo, do esforgo pes
soal.
Passemos a examinar criticamente a segunda palavra cha-
ve, que 6 “ comandar” . 0 uso comum lhe atribuiu varias co-
notagoes, mas, no seu significado mais puro, comandar quer
dizer dirigir, invocar com autoridade, guiar, usar. Nao signi
fica mudar, negar ou controlar. Comandar nao implica uma
relagao patrao-empregado ou, pior ainda, senhor-escravo.
Um general comanda ao dirigir seus soldados de m odo que
atuem conforme seu treinam ento e sua capacidade. Ne
nhum grau de autoridade perm itira ao general fazer com
que suas tropas atuem contrariamente as leis naturais e para
alem de sua capacidade. Ele nao lhes pode ordenar que este-
jam do outro lado de um rio; so pode lhes ordenar que cm-
zem o rio, mediante algum dos meios naturais possiveis.
Comandar € dirigir em cooperagao com os meios que es-
tejam sendo empregados e em conformidade com a lei na
tural ou espiritual. Um indivfduo pode concentrar os raios
do Sol por meio de uma lente adequada e fazer com que o
calor resultante faga um furo num papel, tudo segundo a lei
natural. Isto 6 comandar ou dirigir as forgas naturais. Mas
ningudm pode comandar ou fazer com que esses mesmos
raios formem gelo na superficie do papel, pois isto 6 uma
violagao da lei natural. 0 prd-requisito para se comandar,
portanto, 6 o conhecimento das leis naturais, com suas ca-
racteristicas especificas e suas potencialidades.
Segue-se em im portancia, relativamente a comandar, a
autodisciplina. H i necessidade de usar as leis naturais, pas-
siveis de serem comandadas com inteligencia; e h i necessi
dade de cooperar com essas leis, para fms construtivos. Por
exem plo, o simples fogo natural aceso com uma lente de
aum ento comum pode, segundo leis naturais, desencadear
um desastroso incendio florestal, ou pode ser aplicado sob
controle inteligente para proporcionar calor a alguem que
esteja acampado na floresta.
A terceira palavra chave mencionada acima 6 “ natureza” .
Esta 6 outra palavra que, com o tem po, adquiriu m uitos sig-
nificados. As qualidades pr 6prias do universo sao o que o
hom em passou a chamar de Lei Natural. Com isto ele se re-
fere a certas qualidades, fungoes e relag<5es que, segundo se
observou, sao imutaveis ou imperturbaveis. Em outras pala-
vras, o hom em aprendeu que qualquer relagao especiflca de
qualidades proprias do universo ha de reagir ou se manifes-
tar de um modo previsfvel e inexoravel. A Fisica, a Quimi-
ca, a Mecanica, todas as ciencias naturais, enfim , estao ba-
seadas na constancia da natureza.
0 homem j A existiu sob a influencia da Lei Natural o su-
ficiente para se conscientizar de que ela nao lhe falhara. Ele
sabe que essa Lei i universal. N 2o precisa viajar pessoalmen-
te para o outro lado da Terra ou para regioes remotas do es*
pago sideral, para se satisfazer quanto ao fato de que os fe-
nomenos de gravidade e magnetismo, por exem plo, que ele
conhece aqui, tambdm se manifestam em outras partes do
universo. 0 hom em prim itivo, cuja experiencia era limitada,
achava que podia aplacar os deuses dos elementos atraves de
engodos, encantam entos ou sacrificios. Seus descendentes
deram-se conta de que a natureza nao esta sujeita aos capri-
chos humanos. 0 hom em m odem o compreende que, mes
mo quando lhe parece que a natureza varia em sua manifes-
tagao, esse efeito se deve a seu proprio conhecim ento in-
com pleto da operagao das leis naturais. Por esta razao o h o
mem esta dedicando cada vez mais do seu tem po e esforgo &
pesquisa, para compreender melhor o universo. E quanto
mais busca e aprende, mais o atraem os mist^rios do desco-
nhecido, estimulando-o a prosseguir.
A luz de nossa andlise das palavras chaves de nossa antiga
promessa, consideremos novamente esta promessa, para ten-
tarm os alcangar uma compreensao mais profunda. Quando
o Mestre declara, “ Estais prestes a aprender a comandar to-
da a natureza” , ele estd prom etendo que o Buscador, por
ter atingido um ponto em suas provas em que merece maior
confianga, encontra-se no limiar de mais Luz e compreen
sao. Vao lhe ser ensinadas, entao, as t^cnicas para selecionar
e empregar vantajosamente, de maneira construtiva, todas
as leis naturais e espirituais do universo. Ele vai aprender a
se harmonizar com o infinito, a “ nadar a favor da corren-
teza” , por assim dizer. Estd prestes a aprender a evitar os
tropegos do erro humano, a “voar em volta da torm enta” ,
no dizer do pessoal de aerondutica.
Nao h i nada na promessa que estamos considerando que
indique que o individuo vai poder evitar as etem as leis da
natureza, ou que ele promulgara novas leis para servir a si
mesmo com desvantagem para os demais. Nem se sugere
que essas leis passarao a operar em seu favor simplesmente
porque ele, dai em diante, vai estar consciente de sua exis-
tencia. Notem que nao h i implicagao de que o individuo vai
aprender a subverter qualquer lei natural, pois, tal possibili-
dade, sujeita a vontade hum ana, negaria a pr 6 pria lei n atu
ral.
No m om ento da apresentagao dessa promessa, nosso es-
tudante Rosacruz esti presenciando a retirada do v6u da ig-
norancia, para vislumbrar pela primeira vez a magnifica e
com pleta pulsagao de toda a natureza, do universo; a pul-
sagao das intrincadas e profundas leis que estiveram em ope-
ragao harmoniosa todo o tem po. Mostra-§e a ele que o uni
verso 6 uma unidade, que um 6 tudo e tudo 6 um ; e que nao
ha conflito na lei natural, mas, somente no hom em , por sua
ignorancia da lei natural a que estd sujeito. Aqui 6 oferecida
ao Ne6 fito a chave, o segredo dos segredos, a fim de que ele
possa aprender e aplicar essas maravilhosas e seguras carac-
teristicas do universo para seu aprim oramento e progresso
e, por conseguinte, para sua contribuigao construtiva em
prol de seus semelhantes.
Mas devemos enfatizar que isto 6 apenas a apresentagao
da promessa. Tendo vislumbrado a Senda, somente ao es-
tudante cabe decidir agir ou nao. Tudo o mais esta e tem
estado eternam ente em movimento. Somente ele precisa
m udar, e so ele pode decidir! A organizagao Rosacruz o
estimular£ a estudar bem, e x p erim en tal demonstrar, anali-
sar, e a dar um passo de cada vez, ate que ele mesmo se tor-
ne um Mestre Rosacruz comandando toda a natureza. Diri-
gindo e aplicando as leis naturais, ele pode melhorar sua
saiide, seu bem-estar, sua auto-suficiencia e, assim, deixar de
ser um fardo para a sua comunidade. Esperariamos entao
que ele continuasse ajudando os seus semelhantes a conse-
guir as mesmas metas atiav^s do seu exemplo. Um Mestre
Rosacruz ajudar£ fisicamente aos que forem incapazes de
ajudar a si mesmos, pois, algudm deve faze-lo. Como todos
somos um s6 , quando ajudamos aos desamparados e deses-
perangados, certamente estamos ajudando a n 6 s mesmos e
a Deus.
Por outro lado, prestamos um m au servigo quando faze-
mos pelos outros o que eles sao capazes de fazer por si mes
mos. Devemos ensinar-lhes, mostrar-lhes com o, infundir-
lhes entusiasmo, mas nao devemos m atar neles o amor-pr 6 -
prio. Em algum ponto profundo de toda alma hum ana esta
aquela deleitosa satisfagao que advem do sucesso pessoal.
0 Mestre Rosacruz ha de se lembrar vividamente de quando
ele proprio alcangou aquele mesmo ponto da Senda. E pro-
curara ajudar os outros a desfrutar dessa mesma excitante
satisfagao.
Examinemos agora o outro lado da moeda, para deter-
minar o que a nossa antiga promessa nao pretende sugerir.
Ela nao significa que, no m om ento de sua apresentagao, o
Buscador toma-se investido de poder como um deus, ou
transform ado por decreto em um universo a parte. Nao sig
nifica que lhe 6 dado o poder que somente um Rosacruz
pode possuir. Nao se o exime das compensagoes c£rmicas
que todos devem fazer em conseqiiencia de violagoes da Lei
Natural. Nao se o envolve com uma protegao que nao tenha
sido conquistada ou que nao tenha justificativa. As pessoas
talvez achem diffcil acreditar que, muitas vezes, descobri-
mos novos Membros da AMORC que creem sinceramente
que s6 aquela pequena credential denominada “Cartao de
Afiliagao & AMORC” h i de lhes trazer, nao somente certos
poderes para realizar certas coisas, mas, tambdm protegao
contra seus inimigos. Tais Membros confiam em que traba-
lhamos para ilumind-los im ediatam ente, quando sabemos
que esta ideia 6 equivocada.
NSo h i visualizagao e concentragao que seja capaz de
criar, para qualquer pessoa, um a situagao que requeira pre-
ju izo para outras que estejam vivendo em harm onia com a
Lei N atural, a despeito do fato de que elas sejam Rosacru
zes ou nao, ou sequer tenham conhecimento dessa Lei Na
tural. Esta Lei £ construtiva e coerente, de m odo que qual
quer processo m entalm ente construtivo tem de ser compa-
tivel com ela. A vontade hufnana nao fem um poder supe
rior ao da Lei Natural (felizmente). Nenhuma intensidade
de meditagao no Sanctum ou de exercicios de respiragao
profunda podera corrigir uma doenga do corpo, se o indivi
duo continuar ignorando as leis naturais que requerem que
esse corpo receba certa dieta, descanso, exercicio e diregao
mental.
Procuremos compreender que nosso problema nao esta
em mudarmos uma natureza caprichosa, pois, ela 6 maravi-
lhosamente coerente em suas leis. E a natureza Humana,
com seu livre-arbitrio outorgado por Deus, que nos desafla
a que a dominemos. A personalidade-alma traz consigo a
esta vida muitas caracteristicas basicas para guia-la, mas co-
mega imediatamente a enfrentar tentag5es, escolhas e deci-
soes. Ela nao i necessariamente tenaz, nao 6 necessariamen-
te forte! Precisa aprender, atrav^s da experiencia terren a,a
ser tenaz e a tornar-se forte e estoica. E a natureza inteira
esti ansiosa para ajudd-la a desenvolver essa maestria.
Como entao haveremos de comandar a natureza? Leia-
mos primeiro no Livro do Universo. Nele aprendamos todas
as leis naturais e espirituais do Cosmico. Nossas monografias
nos levarao a comegar corretam ente, na diregao apropriada.
Observemos pessoalmente, experimentemos pessoalmente,
provemos pessoalmente, e pessoalmente continuemos por
tem po indeterm inado com nossas pesquisas. Em nosso Sanc
tum , procuremos desenvolver nossa motivagao. Tomemos
consciencia de nossos defeitos atuais. E de que nos encon-
tram os neste piano de existencia para uma finalidade, uma
missao. Devemos procurar determinar o que essa missao h i
de realizar. Compreendamos que o sofrim ento e a mis^ria
da Terra nao se devem a Lei Natural, mas, a ignorancia e a
indiferenga do ser hum ano, e que todos n 6 s temos um a res-
ponsabilidade vital em ajudar a mudar essa deploravel situa-
gao. Apressemo-nos a entender que todos estamos aqui para
viver o “summum bonum ” ou o bem supremo, que esta em
servirmos aos outros. 0 apice da felicidade hum ana esta em
servir ao semelhante. A maior satisfagao hum ana esta em
saber-se o individuo necessdrio.
Cada um de n 6 s pode, e certam ente cada um de nos deve
lutar pela Maestria Rosacruz, a fim de poder ajudar a corri-
gir todo o mal, trazer Luz para as trevas, e despertar nos de-
mais o amor a vida, comandando toda a natureza!
O SIGNIFICADO DA PALAVRA “MISTICO”
por
esejo falar aos Rosacruzes do significado pleno de
D uma palavra contida na denominagao oficial da nossa
Ordem, que, como todos sabem, 6 “ANTIGA E MISTICA
ORDEM ROSAE CRUCIS” . Essa palavra 6, “MISTICA” .
Conforme aprendemos nas monografias e os ensinamen
tos Rosacruzes enfatizam em diversos pontos, a palavra
MlSTICO nffo tem qualquer significagao estranha ou extra-
vagante, nem designa um estado de extase ou de harmoni-
zagSo permanente e alienada do m undo, de seus problemas
e dos obstdculos que ele apresenta a nossa evolugao interior.
£ certo que ela 6 frequentem ente usada neste ultimo senti-
do, mas, para n 6s, reveste-se de um significado mais amplo
e designa, com efeito, aquilo que devemos ser na totalida-
de da nossa natureza. Ou seja, a palavra “MISTICO” , para
nos, designa equilibrio e harmonia. Significa, precisamente,
que a dualidade do nosso ser deve se manifestar nesse equi-
librio e nessa harmonia.
Em nossa manifestagao no piano fisico, as duas polarida-
des que em nds existem devem estar sempre perfeitamente
equilibradas; exprimimos este ponto de outro m odo, afir-
m ando que devemos ser realistas, isto 6, levar em considera-
gao a nossa vida nas condigOes exteriores existentes, e idea•
listas, ou seja, nao negligenciar as a s p ira te s profundas do
nosso ser, como m isticos. Existimos, p o rtan to , nos dois
pianos, e nos esfor?amos para fazer com que esses dois pia
nos, em n 6 s existentes, estejam em perm anente harmonia.
Afirmei que “nos esfor 9amos” porque 6 evidente que esse
estado ideal de equilibrio e harm onia nao i imediatam ente
alcan?ado. £ , na realidade, consequencia do nosso esfor?©,
de nosso estudo e nossa experim enta 9ao, com base nas mo-
nografias Rosacruzes e nas reunioes em nossos Corpos Afi-
liados - Lojas, Capitulos, e Pronaoi.
Mesmo que nossos esfor 90s nem sempre sejam tao per-
sistentes quanto deveriam ser, 6 essencial que nos lembre-
mos constantem ente dessa palavra, tao im portante para n 6 s,
e de tudo o que ela representa. Com efeito, se tivermos em
m ente, em todos os m om entos, que MISTICISMO significa
harmonia e equilibrio, e mantivermos esta ideia em todas as
circunstancias, nossa concep 9§o das coisas e de nos mesmos
nisto sera transform ada e, conseqiientem ente, o mesmo
ocorrerd com a nossa vida. Seguramente, enquanto vivemos
a vida exterior, podemos ser, como m isticos, interiorm ente
fortes, gra 9as k serenidade que ja adquirimos ou que nos
esfor 9amos para adquirir. Nessa vida exterior, colocamo-nos
em consonancia com as leis do m undo, permanecendo, ao
mesmo tem po, n 6 s mesmos. Ha evidentemente urn perigo,
qual seja o de esquecermos o outro aspecto de nossa condi-
9ao de m isticos, isto €, o aspecto interior. Como ja asseve-
rei, devemos estar exteriorm ente em concordancia com os
principios do m undo, pordm, devemos faze-lo com a cons-
ciencia daquilo que em n 6 s mesmos instituim os, do ponto
de vista mfstico. Se o aspecto interior do m istico 6 esqueci-
do em meio aos embates ou as atividades da vida profana, e
seu poder e sua efic^cia para nossa existencia no m undo ma
nifesto sao negligenciados, corremos o risco, nestas condi*
^oes, de nos materializar, de algum m odo, e de dar, ao as-
pecto puramente exterior de nossa natureza, prioridade so-
bre a realidade do nosso Eu interior; este 6 um aspecto do
perigo. Quanto ao outro, 6 o inverso do que vem de ser
abordado e consistiria em ignorarmos as condisoes m ate
rials, em as negligenciarmos e, em ultim a analise, tom arm o-
nos ineficazes, sob o pretexto de que o nosso Eu interior
deve ter primazia.
E por isto que o equilibrio do nosso misticismo Rosa-
cruz deve ser nossa preocupa 9§o de todos os m om entos. Se
o conseguirmos, seremos entao a imagem daquilo que se
m anifesta no piano intem poral, no piano da realidade invi-
sivel, e teremos realizado a famosa maxima, “assim como
em cima e em baixo” , a fim de que se cumpra o milagre da
unidade. Tudo o que aqui foi dito 6 um ponto essencial,
sobre o qual € preciso insistir.
0 misticismo deve conservar para nos o seu verdadeiro
significado, e disto resulta que nossos pensamentos devem
ser freqiientemente voltados para o interior, para a parte
profunda, que £, na verdade, a unica parte real da nossa
condigao de ser hum ano. Nffo devemos rejeitar as palavras
antigas, mesmo que em nosso tem po, devido a um conheci-
m ento maior, elas assumam um sentido diferente. Com isto
quero dizer que, se o Deus do nosso cora 9ao, o Deus da
nossa compreensao, representa doravante uma realidade
mais evoluida do que outrora, 6 igualmente verdadeiro que,
em sua essencia, Deus continua a ser, para o nosso cora?ao,
para a nossa compreensao, e para n 6s em todos os pianos, o
bem supremo e o poder protetor, cuja verdadeira natureza
n£o podemos conceber. Ainda que esse principio nos seja
desconhecido, que nos seja impossivel defini-lo, se tivermos
a certeza, ou m elhor, a convicfao, de que se trata de uma
realidade que impregna todo o nosso ser e o m undo exte
rior, as conseqiiencias beneficas se farao sentir, porque, nes-
te cam po, somente a terceira ponta do triangulo, a da mani-
festafao, deve ser tom ada em considerafao. Se o conseguir-
mos, um dos resultados mais proveitosos e mais evidentes
sevi que, ao inv^s de estarmos sob a influencia das condi-
96es exteriores, n 6s mesmos, em nossa realidade, 6 que diri-
giremos aquelas circunstancias e lhes imprimiremos a marca
da verdade. Ser m fstico, decerto nem sempre e facil, sobre-
tudo na etapa de transifao do mundo atual, mas, se nossos
pensamentos forem dirigidos para o misticismo, ao nivel
mais elevado, e se, no m om ento mesmo da torm enta, tiver*
mos de demonstrar mais coragem e maior tenacidade, have-
remos de consegui-lo e, sendo o m undo uma unidade, in-
contestavelmente ajudaremos os outros a superar essa dificil
etapa.
Agora, 6 necessario lem brar que, ser m fstico, 6 ser Rosa-
cruz. £ , portanto, nisto vermos nao somente a potencialida-
de da Rosa-Cruz, que € a m eta que almejamos alcan$ar,
mas, tamb^m a percep$ffo de que essa meta existe e, por
conseguinte, 6 sabermos aonde vamos, para que supremo
cume nos dirigimos.
Fratres e Sorores, jamais permitamos que as nuvens da
incom preensao, da inquietude, da duvida, da discbrdia, a
n 6 s ocultem esse cume para o qual nossos olhares devem es-
tar sempre voltados. Se, em algum m om ento, a ndvoa pare-
cer se adensar, dissipemo-la pela a 9ao de nossa vontade inte
rior e consagrada, essa vontade que m anifesta aquilo que os
ensinamentos Rosacruzes designam como a Palavra Perdida.
Como misticos Rosacruzes, aprendemos, por certo, o que
encerra a Palavra Perdida, por£m, aprendemos tambem, e
sobretudo, a SER essa palavra. Teremos sem duvida mere-
cido, por nosso longo passado, galgar a encosta da monta-
nha sagrada que leva a ilumina?ao, mas a senda 6 drdua e a
vertigem pode m omentaneamente nos abalar. Talvez, em
certos instantes, sintamos a ten ta 9ao de nos determos a
margem do caminho. So h i um meio de dominarmos esta
situa 5ao, e ele consiste em pensarmos que, se sucumbirmos
a essa ten ta 9ao de repouso ou de parada, nossos companhei-
ros prosseguirao em sua jom ada, e que depois sera dificil
reunirmo-nos a eles; ao passo que, se tomarmos consciencia
de nossa integra 9ao com os irmaos e irmas de nossa Ordem,
atrav^s deles encontraremos for 9a e coragem, e encontrare-
mos apoio nesses irmaos e em seus bons pensamentos. Co
mo Rosacruzes, como m isticos, a fratem idade 6 um princi-
pio fundamental da nossa vida; a fratem idade do coragao, a
unica verdadeira, a que nos harmoniza com os outros, a que
faz com que eles e nos sejamos apenas um. E com este as-
pecto particular do misticismo Rosacruz, a fratem idade,
que concluirei, pois, ao lado de tudo o que me esforcei para
exprim ir, do fundo do meu cora 9ao acho que a fratemidade
deve para sempre persistir em nosso amago, ao nosso redor,
entre n 6s, e se manifestar num verdadeiro amor, que € com
preensao, esquecimento e doa 9ao de si mesmo.
A BUSCA DA LUZ MAIOR
por
a maior parte das propostas de afilia^ao que chegam
N todos os dias &nossa Ordem, o motivo mais citado pr
los candidatos 6 “a busca de uma luz m aior” . 0 individuo
que deseja ser um Rosacruz sente, mais ou menos, vagamen-
te, que a solu^ao dos problemas que ele tenha de enfrentar
e, sobretudo, a aquisigao de uma paz verdadeira, capaz de
suplantar suas perturbagoes, estd na luz do conhecim ento e
da compreensao que ele pode proporcionar. Sem essa luz,
sente-se o hom em , seja ele jovem ou m aduro, acom etido pe-
las circunstancias, como um joguete das inumeras e contra-
dit 6 rias influencias da vida. Sente-se ele submisso a condi-
?oes extem as e intem as que nao pode dominar, ou que con-
trola tao mal que novos problemas estao constantem ente
surgindo, sempre mais dificeis,
Por outro Tado, sao essas mesmas condigoes e essas mes-
mas diflculdades que, cedo ou tarde, levam o hom em a bus-
car uma solugSo definitiva e, depois de suficientes decep-
?oes e erros, conduzem-no a um caminho seguro, como o
que n 6s estamos trilhando. Tem entao inicio uma obra de
regeneragao que exige atengao constante e, principalmente,
vigilancia, perseveranga e trabalho. As -mesmas indagagoes
ocorrem a todos e a idade nada tem a ver com a necessida-
de da ilumina^ao nem com os resultados esperados. Aos
quinze anos, aos vinte, aos cinqiienta, aos oitenta anos ou
mais, a experiencia 6 a mesma. A experiencia do m undo e
variada e mais ou menos rica, mas o problema 6 o mesmo,
pois, trata-se do problema do impulso do Eu interior para se
manifestar, do problema da vida no amago de cada criatura,
do problema da luz que existe em nos mesmos e que mante-
mos circunscrita aos nossos pensamentos e a nossos atos de-
term inados pelo materialismo e pela satisfa 9ao de nossos de-
sejos fisicos.
N 6 s por^m, os Rosacruzes, que num passado mais ou
menos prbxim o tom am os consciencia de que uma luz re-
dentora estava em n 6s mesmos, encetamos nossa caminhada
em sua dire 9ao, para o seu reino da verdade. E damos teste-
munho da nossa busca pelo estudo a que nos dedicamos em
casa, em nosso Sanctum privado. Muitos damos tambem
testem unho por nosso trabalho num Corpo Afiliado da
AMORC.
E ntretanto, depois de um tem po mais ou menos longo
trilhando a Senda da Luz, vem a questao de sabermos se
realmente progredimos. £ verdade que, de inicio, quando
demos nossos primeiros passos, depois de termos cruzado o
grande portal, sentimo-nos sustentados pela esperan 9a. Sen-
timos intensamente que tinham os tornado o rum o certo e
que nossa resolu 9ao de fazer o mdximo esfor 90 para sermos
bem sucedidos parecia defmitiva. 0 que era um caminho ge-
nericamente vdlido apresentava-se a n 6 s como 0 Caminho,
nosso caminho. Sabiamos que nos bastaria segui-lo com
m ^todo para um dia nos encontrarm os, no dpice, com aque-
les que nos precederam no mesmo caminho e com outros
que seguiram outros caminhos.
Mas, quantas vezes paramos inutilm ente a margem do ca-
m inho. Quantas vezes, tam bem , voltamo-nos para o Portal,
para verificar se tinham os seguido o rumo seguro ou se um
o u tro , ou outros, nos conviriam mais! Como perdemos tem
po algumas vezes, inutilm ente, se consideramos que a dura-
$ao de uma encarnagao £ m uito breve quando a compara-
mos com o caminho que ainda temos a percorrer em nossa
evolu^ao mfstica, que 6 a flnalidade de nossa existencia
aqui! Dissemos algumas vezes que os ensinamentos da Or-
dem Rosacruz, AMORC, chegaram m uito tarde em nossa
vida. Mas isto nao 6 verdade. Esta aprendizagem tem por
fundam ento uma experimentagao vivencial permanente, na
qual a parte que cabe ao intelecto 6 insignificante, posto
que nossos esforgos devem nos conduzir precisamente a
transcender a mente hum ana. Se a formagao Rosacruz nos
parece lenta, isto se deve a que nos mesmos a tom am os as-
sim por causa de nossa duvida, nossas protelagoes e as vezes
por nossa tendencia para a dispersao.
Nossa Ordem, com o extrem o liberalismo que a caracte-
riza e a verdade absoluta que est 2 constantem ente nos apre-
sentando, a todo instante nos coloca face a face com nos
mesmos. Mas o fato de sermos livres, como somos, aum enta
nossa responsabilidade individual. Magniflcos e m uito efica-
zes instrum entos nos sao conflados em grande escala, sem
constrangim ento nem reserva de qualquer esp^cie. E nos 6
explicado extensamente o modo de usd-los. Cabe entao a
cada um de nos o emprego desses instrum entos, assim como
a construgao de um ediffcio apropriado a nos, visto que 6
partindo de n 6s mesmos que devemos ediflcar as estruturas
da nossa evolugao. Nossa responsabilidade consiste, pois,
em agirmos, em trabalharmos — e agirmos e trabalharmos
sozinhos. Se nao agimos, se nao trabalham os, qual foi entao
a utilidade, para n 6 s, de termos buscado e encontrado aqui-
lo que estava ao nosso alcance e que era necessario para re-
modelarmos nossa existencia, a fim de a tom arm os valida e
consonante com os designios Cosmicos?
Sem duvida contam os com instrutores para realizarmos o
trabalho de que fomos encarregados. Eles aprenderam sozi-
nhos a se servir daqueles instrum entos. Conhecem a maneira
de empregd-los e, com esses mesmos instrum entos, edificam
sua pr 6 pria obra, ao mesmo tem po que nos ajudam com
seus conselhos e dividindo conosco os frutos de suas expe-
riencias. £ entretanto compreensivel que eles nao possam
tom ar para si os nossos encargos, o trabalho que nos foi
confiado. Mas, nos m om entos de fadiga e desanimo, deve
mos estar seguros de poder contar com eles. Nosso Grande
Mestre, Frater Raym ond Bernard, disse-me vdrias vezes que
os maiores responsdveis pela nossa Ordem no m undo sao os
“chefes dos construtores” , aqueles que tem por dever cui-
dar para que cada construtor edifique uma obra que esteja
em consonancia com a sua pr 6 pria natureza e com as aspi-
ragoes do seu profundo Eu interior, visto que essa natureza
e essas a s p ira te s tem sua origem e fmalidade nos designios
de um arquiteto supremo. Assim, embora as realizagoes de
cada um sejam diversas, distintas, elas nao sao outra coisa,
em conjunto, senao condizentes com um piano c6 smico de
rigorosa harmonia. Se seguimos essas normas fundam entais,
6 natural que uma disciplina geral nos dirija e que os chefes
dos construtores dediquem-se a cumpri-la e fazer com que
os construtores a cumpram. Mas essa disciplina nao 6 arbi-
triria e nao 6, de m odo algum, uma sangao. Consiste em re-
gras e diretrizes cuja finalidade 6 perm itir um trabalho har-
m onioso e favorecer resultados eflcazes (nao s6 para alguns,
mas, para todos sem exce^ao).
Como Rosacruzes, e mesmo simplesmente como seres
hum anos, somos diferentes. Se uma diretriz comum nos
fosse im posta, nosso progresso m istico seria ilusorio. Sen'a-
mos escravos de nossa pr 6 pria complexidade hum ana ou,
talvez, de uma outra personalidade qualquer, sucumbindo
ao encanto enganador de um ego mais forte do que aquele
de que desejamos nos livrar, isto 6, o nosso. A disciplina
Rosacruz, seja a que diz respeito a nossos estudos de Sanc
tum , seja a das reunioes em Corpos Afiliados, € uma lei de
amor, e 6 assim que, de minha parte, gostaria que fossem
entendidas todas as diretrizes que nos regem na nossa Or-
dem. E 6 com esta ideia em m ente que recomendo a todos
que examinem sempre o que lhes for prescrito. Do seu
proprio amago brotard entao, em todas as circunstancias,
a adesao sem reservas e a aprovasao do seu pr 6prio Eu inte
rior ao que foi ditado por nossa Ordem para o bem de cada
um e de todos os Membros. 0 universo inteiro se compoe
de uma lei de ordem e m dtodo. Num nivel infinitam ente
m enor, nosso reldgio nao pode cumprir sua fun^ao a nao ser
que cada um dos seus mecanismos opere em conformidade
com a mesma lei de ordem e m dtodo.
Que aconteceria se cada planeta do nosso sistema solar
quisesse e pudesse seguir o piano que Ihe conviesse? NSo se
ria isso um desastre, um cataclismo universal, o fim do nos
so mundo? Que seria do nosso relogio se uma so de suas
pe$as quisesse e pudesse agir segundo suas tendencias ou
sua vontade? Ele daria um a hora bem disparatada, nao &
verdade? E, quanto ao nosso pr 6prio corpo fisico, quando
as c^lulas, sob qualquer que seja a influencia, trabalham
contrariam ente a lei que rege o conjunto, nao resulta o ter-
rivel mal que 6 o cancer? As circunstancias exteriores, o
m undo em que vivemos, transforma-se e evolui em busca
de mais justiga e de verdades humanas, e 6 um grande bem
que o egoismo, em todos os seus aspectos, seja com batido e
vencido. Mas, como Rosacruzes, devemos eliminar esse
egoismo em n 6 s mesmos, nao apenas na conduta da nossa
vida comum, mas, tamb£m com relagao a nossa caminhada
m istica. £ por isto que, quanto a essas regras que muitas ve-
zes incom odam o nosso ego, d tao necessario que as aceite-
mos e que nos esforcemos para cumpri-las com amor, dado
que elas sao uma expressao de amor.
Se insisti tanto neste ponto 6 porque constatei que ele e,
para alguns, uma pedra de tropego, sobre a qual se despeda-
gam o entusiasmo e a boa vontade. Que esses Membros te-
nham sempre em m ente que, se nossa Ordem e cada um de
seus Membros desejam que a m eta seja alcangada e que
avancemos em sua diregao com firmeza e seguranga, isto so
poderd acontecer com amor e por amor. E que todas as di-
regoes que nos sao indicadas, assim como as diretrizes que
recebemos, tem por fim unico favorecer nosso progresso pa
ra a iluminagao, para o conhecim ento e a paz. Que o ego ja
mais se interponha como um obstaculo intranspom vel na
senda do mfstico! Nao seria um a inconseqiiencia de nossa
parte, uma falta de reflexao, se considerdssemos util que o r
dem e m dtodo reinassem no universo e em tudo ao nosso re-
dor, e nos parecesse supdrfluo que essas mesmas condigoes
se aplicassem a nossa evolugao m istica, ou m elhor, a uma
realidade m uito mais im portante que todas as outras, que
em maioria nao passam de aparencias? 0 programa Rosa-
cruz, que escolhemos para nossa regeneragSo interior, tem
um m dtodo que m uitos outros seguiram com exito e atra-
ves de uma formagSo iniciatica que constitui uma verdadei-
ra smtese de tdcnicas desenvolvidas no decorrer de m uitos
anos e adaptadas a dpoca em que vivemos. Nesse programa,
nosso ego continua sendo o maior perigo, a dificuldade que
e preciso incessantemente veneer, £ preciso evita-lo para o
seu pr 6prio bem, e a m elhor maneira de conseguir resulta-
dos 6 cultivar constantem ente a simplicidade, mas uma
simplicidade que nas?a do cora^To e nao seja mera aparen-
cia. Precisamos ser verdadeiros, quer dizer, nos mesmos, au-
tenticam ente. Por mais im portante que o indivfduo seja pe-
rante o m undo, por mais avangado que ele seja na sua reali-
za?ao mfstica, as debilidades proprias da natureza hum ana
persistem. Para sermos simples, e sobretudo para nao julgar-
mos a imperfeigao de qualquer outro ser hum ano que nos
incomode e desagrade, basta nos lembrarmos de que tam-
bdm n 6 s mesmos tem os imperfeigQes que podem incomodar
e desagradar aos outros, mesmo que elas sejam diferentes e
que a nossa fraqueza nos leve, erroneam ente, a consider 2-las
menos graves.
E, se devemos evitar o obstdculo em que se constitui o
nosso ego, temos o dever, como misticos e Rosacruzes, de
nada fazer para desenvolver o dos outros. A evolu^ao dos
outros £ um a questao pessoal, deles pr 6prios. Como Rosa
cruzes, eles dispOem dos mesmos instrum entos de que nos
dispomos e os empregam em prol da construgao interior
que lhes pertence. Tem suas realizagoes, como todo m un
do, e o verdadeiro Rosacruz aprendeu a dominar as ilusoes
do “eu hum ano” , no tocante a sua vida interior e ao seu
progresso. Como diz freqiientem ente Raym ond Bernard,
ele sabe silenciar, mesmo que com isto deva sofrer incom-
preensoes, pois, ningu^m deve justificar a si mesmo quando
a evolugao mfstica esta em jogo. Assim € que, elogiar al-
gu£m pelo grau de consecu§ao que pare$a ter atingido cons
titu i, na senda mfstica, um erro. Podemos compreender isto
facilmente. fi realmente o ego humano daquele a quem fala-
mos que e sti em jogo e que ser 2 certam ente afetado se ain-
da nSo tiver sido definitivamente vencido. A admira^ao do
mfstico e sua venera^ao devem ser concentradas unicamen-
te no Eu superior de cada hom em e m ulher desta Terra. Por
isto 6 que me esfor^o e me esfor?arei sempre para admirar e
amar cada estudante Rosacruz, jovem ou m aduro, neofito
ou adiantado, porque em cada qual reside permanentemen-
te, sempre vivo, o Eu superior, o Mestre, o tinico e verdadei-
ro Instrutor — aquele que € todo-conhecim ento, todo-sabe-
doria e todo-verdade, e gra<jas ao qual estamos todos unidos
para alem de nossas diferen 9as. Nesse Eu superior nao have
rs jam ais, nesta Terra ou em qualquer outra parte, reais ini-
migos. Somente o ego separa e, se aplicarmos verdadeira-
m ente os ensinamentos Rosacruzes, venceremos esse ego e
teremos entao cumprido uma etapa im portante da Senda
Rosacruz.
A aprendizagem que nos 6 oferecida nao tem no entanto
por flnalidade suprimir nada do que fa$a parte da nossa
existencia hum ana. Ela nao pretende nos separar do m undo
nem de nossos deveres no mesmo. No Manual Rosacruz es-
t£ claro que e aqui e agora que se deve desenvolver o nosso
trabalho de reintegra 9ao. Em outras palavras, nao se trata
de for 9armos a n 6 s mesmos e dentro de n 6s mesmos. Esta
solu 9ao seria falsa e nosso desenvolvimento seria um a ilusao
do ego hum ano. A tecnica Rosacruz da AMORC tem por
objetivo a total transm uta 9ao do nosso ser. Isto porque ela
constitui, segundo as pr 6 prias defmi 9oes das monografias,
uma alquimia espiritual Progressivamente, da-se no Rosa
cruz que trabalha com regularidade uma m udan 9a de cons-
ciencia. Seu ego 6 pouco a pouco dom inado. 0 Eu interior,
atd entao prisioneiro, assume o comando e, em vez de in-
fluir interm itentem ente, quando a ocasiao permitisse, 6 ele
que assume a diregao do que em n 6s 6 inferior, e principal-
m ente do ego, que, depois de ter sido vencido, toma-se o
instrum ento do Eu Real que cada um de nos traz em si.
£ certo que sabemos, por exemplo por informagao dos
misticos que alcangaram esse elevado estado de consecugao,
que essa condigao € acompanhada de uma felicidade inex-
prim ivel, de uma beatitude inefavel e de um extase interior
perm anente. Mas isto de nenhum modo separa esses m isti
cos do m undo. Eles ocultam a percepgao dos outros seres
hum anos o estado em que vivem perm anentem ente dentro
de si m e s m o s , revelando-o somente aqueles que ja o tenham
descoberto, a fim de nunca darem ensejo a culto pessoal e,
ao contrario, ajudarem secretam ente, em silencio, aqueles
que devem assumir suas responsabilidades e trabalhar para
alcangar, cedo ou tarde, o mesmo resultado. 0 hom em deve
evoluir no m undo, pelo m undo e para o m undo. Os grandes
m isticos sempre souberam disto e servir tem sido sua lei de
todos os instantes. Quando eles alcangaram seus elevados
graus de consecugao, nao se sentiram separados dos outros
seres humanos. Projetaram-se antecipadam ente na humam-
dade. Suas mudangas de consciencia, ao mesmo tem po que
lhes trouxeram a maestria e a felicidade interior, bem como
a serenidade absoluta, fizeram-nos sentir que haviam se de-
dicado ao m undo e a seus irmaos humanos. Alem disso,
tendo eles alcangado a consciencia c6 smica, tal como os en-
sinamentos Rosacruzes nos fazem pressenti-la, como pode-
riam deixar de se sentir unidos aos outros, sendo a mesma
coisa que eles? Esses mfsticos acompanham o ritm o da na
tureza, o ritm o do universo, o ritm o do Todo. Sua natureza
psi'quica, transform ada em canal c6 smico, 6 um meio de ser
vir e, em seus servigos, podem eles ajudar a quem quer que
seja e nao im porta em que atividade. Para eles nao existe
mais trabalho humilde e trabalho im portante. Existe um so
trabalho: o servigo, sob quaisquer condigoes, e nesse servi-
90 , sem que outros talvez o saibam, eles se tom am porta-
dores e fontes da Luz.
Declara a lei mfstica que tudo o que esta em cima 6 co
mo o que estd em baixo. Como Rosacruzes, estamos ainda
percorrendo a Senda e trabalhando para conseguir nossa
mudanga de consciencia. Estamos praticando os primeiros
elementos da alquimia espiritual, mas sabendo que 6 somen-
te assim e progressivamente que poderemos alcangar 0 apice.
Nao obstante, servir deve ser tam bem a nossa lei, por todo
o tem po da nossa caminhada. N aturalm ente, servimos com
os meios que nos sao possiveis e, principalmente, com hu-
mildade e pacienria. Sem esquecer nada dos nossos deveres
hum anos, sociais, profissionais e familiares, podemos nos
dedicar. Na jom ada do misticismo Rosacruz nao existem
encargos grandes e pequenos. Existe simplesmente 0 encar-
go, o servigo, e bem cum prir 0 encargo, assegurar 0 servigo,
corresponde a realizar uma obra sagrada, mesmo que o tra
balho se resuma num a ocupagao cotidiana. Para o Rosacruz,
o Sanctum que ele simboliza em sua casa, num canto reser-
vado ao seu estudo, pode representar toda a sua casa, seu
lugar de trabalho, seu pr 6 prio lugar, visto que o santuario
principal 6 o nosso corpo fisico. Nele habita o Mestre, o
unico Mestre verdadeiro a que se apega o Rosacruz. Se em
todos os instantes recordassemos esta verdade Rosacruz,
que desenvolvimento conseguiriamos e com que rapidez, e
quantos erros, uteis como pudessem ser para a nossa evolu-
gao, conseguiriamos evitar!
Estamos avangando rum o a Luz a que aspiramos desde
nossos primeiros passos na Senda Rosacruz, e sabemos que
6 o nosso verdadeiro ser que a possui ou, melhor ainda, que
ele mesmo £ essa Luz. Sabemos tamb^m que ela serd con-
quistada no m om ento em que tivermos transferido o poder
de aijao para o nosso Eu Real. Mas isto nao se realiza em um
dia. Nosso Eu Real nos espera. Esta pronto para assumir seu
encargo para n 6s e por nosso intermtSdio, em prol dos de-
mais. Mas devemos nos demonstrar dignos dele e progredir
com ordem e m ^todo para a camara secreta onde ele se en-
contra. As coisas que podemos receber, j<i as temos. S<io os
ensinamentos Rosacruzes, nossos experimentos e nossos ri-
tuais. Nao cometamos o erro de considera-los suficientes
em si mesmos, como o fim a ser alcan 9ado. 0 conhecimen-
to esclarece, a experiencia demonstra, o ritual apazigua o
pensamento e prepara para a inspira^ao que podemos rece-
ber - do alto, pelo Mestre em nos mesmos. Sem os esclare-
cimentos do conhecim ento, a experiencia 6, segundo a tra-
dicional sabedoria Rosacruz, uma va ilusao emotiva, fonte
de erros e de interpreta^oes defeituosas. Sem a compreen-
sao de seus simbolos e de sua finalidade, o ritual torna-se
vazio e instil. Mas conhecim ento, experiencia e ritual, con-
siderados conjuntam ente como instrum entos e empregados
de m odo harmonioso e equilibrado, formam uma base s61i-
da de progresso verdadeiro, visando ao grande objetivo do
Rosacruz e, cedo ou tarde, tam b^m de todo ser humano.
Por conseguinte, nao negligenciemos nenhum dos instru-
m entos que nos propSe ou confia nossa Ordem, a fim de
que o superfluo nunca se transform e para n 6 s no essencial,
e os meios no fim.
A tarefa mfstica € m uito grande, m uito nobre e sagrada
para ser restrita ao piano da em o 9ao, por atraente que isto
possa ser para o nosso Eu inferior e por litil que seja como
instrum ento adicional na Senda. £ num piano mais elevado
que devem se fixar nossos esforgos e 6 a esse piano mais alto
que h i de nos conduzir a tdcnica Rosacruz.
Fratres e Sorores, trabalhemos e nos esforcemos. Os fun-
dam entos que nos proporcionam os ensinamentos Rosacru-
zes nao nos falham e nunca nos falharao. Saibamos utilizar
o que nos 6 tSo generosamente oferecido e prossigamos cal-
m am ente, seguros e confiantes. Em nossa jom ada encontra-
remos o Mestre e notarem os que ele avangou em nossa dire-
gao m uito mais do que n 6 s para ele, porque esse Mestre,
nosso Mestre interior, o seu, o meu, tem por unica lei o
amor. Seguindoo, devemos servir. Sirvamos como nos seja
possivel, mas sirvamos! E como ele amemos. Amemos como
nos seja possivel, mas amemos!
0 trabalho e o amor realizam, em nossa existencia, os
milagres diarios, os quais nada serao comparados com a ale-
gria infinita de termos sabido amar e assim, em cada instan-
te, termos sabido compreender, apaziguar, com partilhar,
ajudar e socorrer. Nao creio que o am or seja um excesso de
tem ura que uma pessoa dedique a algudm que esteja sofren-
do ou chorando, ou a algu£m que esteja s6 ou aflito moral
ou materialmente. 0 am or, como creio que os grandes m is
ticos disseram, 6 uma doagao total de si mesmo. Se milh5es
de seres tem sede de am or, podemos fazer a cada um deles a
doagao de n 6 s mesmos. Temos um so coragSo fisico, mas,
em nossa realidade interna, nosso coragao 6 inumeravel.
Aprendamos a amar verdadeiramente. Ao nosso redor no
m undo, em nossa casa, entre os Rosacruzes, o amor 6 tudo.
£ a solugSo final de nossos problemas e representa a alegria
mais sublime que estd ao nosso alcance. fi o instrum ento
que santifica todos os outros que sao utilizados pelos
Rosacruzes. Como nosso Mestre interior se alegrara no mo-
m ento em que se encontrar conosco, ao constatar que, em
nossa jom ada mfstica, aprendemos a amar, profundam ente
e sem restrigCfes!
PARE, OLHE, ESCUTE, E PENSE
por
e vez em quando nossos Membros nos enviam literatu
D re tratando de vdrios assuntos. Apreciamos esta consi-
dera?ao. E, depois de termos lido algo dessa literatura, dize-
mos a n 6s mesmos quase todos os dias: “ Se todos os ho-
mens e mulheres pudessem ser Membros da AMORC e estu-
dar seus ensinamentos, eles estariam mais preparados para
enfrentar as realidades da vida e as provas e t a b u l a t e s a
que estao sujeitos.” Mesmo que algumas pessoas nao te-
nham natureza estudiosa, elas colheriam um grande bene-
ficio de lerem alguns dos livros publicados pela nossa Or
dem, os quais sao todos im portantes e contem excelente
instrugSb.
Destaca-se dentre esses livros a obra, “Princfpios Rosa
cruzes para o Lar e os Neg6 cios” , do Dr. H. Spencer Lewis.
Sua instru 9ao estd dirigida a Membros e nSo-Membros. Uma
pessoa pode ler este livro e ser auxiliada de muitas maneiras.
Tenho satisfa 9ao em dizer que m uitos Rosacruzes tem esta
obra em sua biblioteca particular, e exorto-os a que a em-
prestem a amigos e vizinhos que estejam vivendo uma fase
de perturba^ao ou afli^ao de qualquer esp^cie. O buscador
de valores espirituais nem sempre 6 imediatam ente atraido
para esse maravilhoso livro, *porque seu titu lo nao sugere
que seu conteudo trata de leis praticas de natureza mfstica
ou metafi'sica. Mas aqueles que leram o livro e foram auxi-
liados sabem que ele na realidade as contem . E sabem tam
bem que o livro nao se restringe especificamente a proble-
mas de negocios, como £ comum as pessoas pensarem equi-
vocadamente, pois, ele d 2 instrugao relativa ao lar e muitos
outros problemas.
Pois bem, se uma pessoa le este livro maravilhoso e aplica
o conhecim ento dele adquirido, provavelmente nao estara
mais sujeita as promessas estranhas e exageradas feitas em
parte daquela literatura a que ja nos referimos. Por exem-
plo, uma organizagao convida o leitor a escrever pedindo o
seu “am uleto da sorte de bolso” . Diz na literatura que esse
amuleto estd carregado de poder e magia secretos. E, como
€ o melhor e mais seguro amuleto da sorte, h i de trazer ao
leitor bengaos de paz e fartura. Diante disto, o estudante
Rosacruz logo se lembra do que afirmam nossas monogra-
fias acerca de objetos inanimados.
Uma outra literatura que temos em maos anuncia que
voce pode melhorar sua vida pensando menos. Declara que
voce provavelmente foi levado a crer que pode melhorar sua
vida esforgando-se para “m anter melhores pensamentos” .
Voce £ entao inform ado de que, seguindo certo m etodo,
nao tem absolutamente de se incom odar com isso e pode
facilmente melhorar a si mesmo e alcangar seus objetivos
sem fazer esforgo algum. Parece-nos que isto despreza o ve-
Iho trufsm o de que nada que vale a pena 6 adquirido sem
consideravel esforgo.
Num outro folheto, h4 um trecho que provavelmente se
refere a algo que foi dito pela Ordem Rosacruz. Nossa Or-
dem declarou (e o folheto afirma que uma organizagao dis-
se) que nao h i atalhos para o desenvolvimento psfquico. O
folheto prossegue enfatizando que a organizagao que o dis-
tribui pode provar o contrario, isto que ha um atalho
mais fdcil. No entanto, como todos os Rosacruzes sabem,
de fato nffo existe nenhum atalho mais facil para o desen
volvimento psiquico.
Num outro folheto £ oferecido “o m ^todo de cura mais
fdcil e mais eficaz j i concebido” . 0 interessado s6 precisa
mandar sete dolares e meio, para receber as “ catorze unida-
des de equipam ento” a fim de se curar e a seus parentes e
amigos. Cremos que nao € necessario fazermos com entirios
sobre esta extravagante promessa, ou sobre a que consta
num outro anuncio, em que se declara que voce precisa
aprender a hipnotizar a si mesmo para resolver os problemas
da vida. Neste caso, seguindo certas instrugOes, voce pode se
to m ar capaz de hipnotizar, nao so a si mesmo, mas, tam-
bem seus parentes e amigos.
Finalm ente, dando uma olhada na literatura que temos
em maos, destacamos mais uma oferta. Nela se faz a pro
messa de domfnio de si mesmo e dos problemas da vida
pelo uso de um de tres objetos ou de todos eles. Um 6 uma
bola de cristal; o outro 6 uma mesa “ ouija” ou prancheta
magnetica; e o outro 6 um pendulo que a pessoa pode
aprender a fazer oscilar convenientemente. Nosso com enti-
rio € o de que estes objetos podem ser 6 timos brinquedos.
Se uma pessoa se detdm um pouco para pensar, sera que
pode acreditar honestamente que tem condigoes de alcangar
perfeito domfnio da vida com pouco ou nenhum esforgo de
sua parte e sem instrugao fcspecifica quanto i aplicagao de
certas leis naturais e Cosmicas? 0 Dr. Lewis afirma em seu
livro que o m fstico que conhece as leis da n atu reza e do
C6smico pode dom inar sua vida e resolver seus problem as,
usando sua vontade para con tro lar certas condi95es. Inspira-
9 oes c6smicas podem guia-lo n a m u d an 9 a de causas dessas
condi 9 oes, em lugar da nega 9 ao da m anifesta 9 ao das causas.
E i assim que devem os pensar.
P raticam ente to d o m u n d o conhece os sinais de cautela
que sao ou eram usados em estradas (principalm ente em
cruzam entos de linha ferrea) com as p alavras,P A R E ,O L H E ,
E ESCUTE. Uma q uarta palavra, PENSE, poderia ser acres-
centada para salvar ainda mais vidas, levando as pessoas a se-
rem m enos displicentes ao cruzarem um a linha ferrea diante
de um trem em m ovim ento. Em nossas reflexoes sobre q u al
quer dos nossos problem as, devem os realm en te,p a ra r, olhar,
escutar, e pensar. Devemos parar, antes de p artir para q u al
quer a 9 ao; devemos olhar, n o sentido de procurar o rum o
mais 16gico a seguir; e devem os escutar a o rien ta 9 ao Cosmi-
ca; al£m disso, devemos pensar. Pensar requer que analise-
m os o que 6 m elhor fazerm os. Qual 6 a causa real do pro b le
m a? Qual 6 a solu 9 ao mais sensata e pratica? Se pararm os
para olhar, escutar e pensar, evitarem os m uitas possibilida-
des de erro.
Devemos to d o s concordar em q ue, se a cultu ra fisica (a
realiza 9 So de praticas que ajudem a m an ter o corpo sadio) e
extrem am en te im p o rtan te, ainda mais im p o rtan te 6 um a
certa intensidade de cultu ra m en tal, pelo m aior desenvolvi-
m en to possivel de nossas faculdades m entais e psiquicas.
Q uando param os para pensar, estam os co n trib u in d o para
intensificar o desenvolvim ento de nossa cu ltu ra m ental.
A pessoa que ler o livro do Dr. Lewis, “P rincipios R osa
cruzes para o Lar e os Neg6cios” , verd que nao poder^ dei-
xar de parar para pensar. Aprenderd que o homem nao pode
modificar, e m uito menos negar ou deixar de lado, as leis
naturais. Aprender^ que te ri de obedece-las. 0 hom em e
dotado de vontade. Quando se detdm para pensar e aplica
os seus processos de pensamento logicamente, constata
que, pelo uso adequado da vontade, pode usar as leis
naturais e, assim, controlar eficientem ente sua vida. E e
bem sucedido na medida em que obedece essas leis. Falha,
quando age “em contra-corrente” com elas. Nao existem
atalhos para o uso prdtico das leis naturais, nem para um
m £todo de atrairmos para n 6 s mesmos e criarmos as coisas
de que necessitamos.
Em nossos estudos, falamos m uito de concentragao. Nes-
se livro, o Dr. Lewis escreveu: “Ha uma diferenga considera-
vel entre concentrar-se num sonho ou numa esperanga e
concentrar-se na concretizagao disso.” Mais uma vez vemos
com o a cultura mental esta envolvida neste em penho. Te
mos de pensar; e de faze-lo correta e logicamente. Se faze-
mos isto de maneira pratica, nao s6 persistimos num a espe-
ranga de m odo ocioso, mas, passamos a trabalhar na sua real
concretizagao.
No tocante a essa concretizagao ou consecugao, citamos
novamente o livro do Dr. Lewis: “Nffo £ dificil para a m ente
hum ana visualizar com todos os detalhes aquilo que ela po
de conceber como uma coisa desejada. Isto tem de ser feito
pela concentragao das faculdades objetivas e o uso do poder
da vontade, dirigido do Eu exterior para o interior, como se
existisse no intim o da consciencia hum ana um santudrio pa
ra a preparagao e criagao de todas as coisas desejadas pelo
hom em . Passo a passo, parte por parte, elem ento por ele-
m ento, aquilo que i desejado deve ser com posto em sua for
ma visualizada e, aptfs cada acrescimo, a cada estdgio da
composi 9ao, isso precisa ser examinado, testado, para se ve-
rificar se algum elem ento foi om itido, se alguma parte foi
negligenciada ou algum ajuste, alguma associa 9ao de partes
e elementos foi feita erroneam ente. Assim como uma pes-
soa constr 6 i uma casa levantando as paredes tijolo por tijo-
lo, assim tamb^m cada parte da coisa desejada precisa ser
m entalm ente criada e visualizada, ate que ela esteja pronta
para se manifestar na consciencia do criador como uma coi
sa de fato existente e em seu poder.”
Os Rosacruzes estao sempre atentos a livros ou artigos
que possam ampliar ou com plem entar seus ensinamentos.
0 livro de que estamos falando faz exatam ente isto. Ali£s,
ele nao s6 amplia os ensinam entos, mas, da real instru 9ao.
Quantas das pessoas que leram o livro se lembram de duas
prdticas simples que podem ser usadas proveitosam ente em
imimeros casos? Uma delas relaciona-se com o ato de cruzar
os dedos. A outra, com a fixa 9ao do olhar na testa de uma
pessoa com quem estamos falando. Nao vamos revisar como
estas praticas devem ser empregadas, mas elas deveriam ser
usadas todos os dias. E tem im portancia vital. Vale acres-
centar que elas nao constam nas instru 9oes das monografias
da Ordem. Na procura de um emprego, no esfor 9o para ser
um vendedor bem sucedido, estas duas prdticas se revelarao
particularm ente im portantes. Mas elas tem uma aplica 9§o
m uito maior do que esta. Uma ou a outra, ou ambas, p o
dem ser usadas com vantagem a qualquer m om ento em que
estejamos conversando com uma outra pessoa. Como Rosa
cruzes, sabemos m uito bem que, se aplicarmos corretamen-
te certos principios fundam entals, o Cosmico nos auxiliard
a concretizarmos nossos desejos. E isto nunca ocorrera sem
algum esfor 9Q da nossa parte. Nunca devemos esquecer o
velho dito de que s6 teremos sucesso com trabalho e suor.
Nossa suplica didria a Mente Universal, a consciencia do
C 6smico, deve ser pela persistencia de nossa saude, por
Divina orientagao e, especialmente, pela oportunidade de
desenvolvermos nossas faculdades mentais.
Citamos agora um trecho de “Princfpios Rosacruzes para
o Lar e os Negocios” : “Para receber, precisamos dar. E, con-
forme damos, recebemos. Esta 6 a Lei de Compensagao.
Ningudm at£ hoje conseguiu evitar esta lei nem encontrou
um meio de contestd-la e negd-la. A mente do hom em preci
sa se tornar receptiva 4s impressoes intuitivas emanadas do
C6 smico. Precisa tomar-se receptiva a sutil voz interior que
procura orientar e dirigir todas as agSes humanas, todos os
pensamentos e planejamentos do ser hum ano. 0 hom em de
ve se tornar receptivo aos impulsos inspiradores da Mente
Universal. E tambdm aos clamores e is necessidades, aos
desejos e anseios da mente coletiva da hum anidade, a fim
de que possa ouvir as suplicas dos individuos e as esperan-
gas dos grupos de homens e mulheres que estao irradiando
para o espago universal suas iddias criadoras, em busca de
assistencia e da concretizagao ou materializagao dessas
ideias. A m ente receptiva deve ser capaz de sentir o que
um a outra precisa, assim como o que 6 necessario a si mes-
ma. A mente receptiva deve estar harmonizada com a Cons
ciencia Divina, para que possa dispor de ilimitada sabedoria,
de conhecim ento inflnito, e de uma apreensao universal das
coisas como elas realmente sao. E, para sermos receptivos,
precisamos ser produtivos. Temos de contribuir, para que
possamos esperar alguma coisa em troca. A vida ha de de-
volver o que cada qual nela colocar, e num a grande medida,
aum entando a cota de felicidade da nossa vida, desde que
simplesmente nos apercebamos disso; aum entando a paz
que o universo propicia a todos os seres que nele vivem; e
intensiflcando a pr 6 pria vida que nos permite saber o que
somos, e que somos quem somos. Suplicas de bengaos co-
m o estas, seguidas de preces de gratidao pelo que temos,
haverao de nos harmonizar diariamente com a abundante
riqueza do universo, e cada qual h i de cedo veriflcar que
prosperidade e profusao, saude e felicidade, d£divas mate-
riais e bengaos espirituais, estarao fluindo livremente e com
fartura, enchendo generosamente o cilice de sua vida.”
Est2 ao nosso alcance utilizarmos pelo menos parte da
energia criativa do universo. Os ensinamentos Rosacruzes
nos informaram a respeito da dualidade (positivo e negati-
vo), da consecugao de equilibrio e da m anutengao de um
estado de harm onia na m ente, no corpo e no ambiente.
Quando estamos em harm onia com o C6 smico, somos capa-
zes de extraordinSrias realizagSes. E terem os chegado a este
ponto por termos dedicado algum tem po a parar, olhar, es-
cutar e pensar. Em nossa cultura m ental, ja constatamos
que devemos ser razotfveis, lbgicos e pr£ticos. Como escre-
veu o Dr. Lewis: “Nenhum outro principio Cosmico, lei
m etafisica, ou auxilio m aterial, h i de nos trazer um til de
beneffcio, se nSo estivermos devidamente relacionados
com o Cosmico e em consonancia com a harm onia do uni
verso. . . ” E, como dissemos tantas vezes, se todas as pes*
soas tivessem o priviMgio de estudar os ensinamentos Rosa
cruzes, elas form ariam , em sua atividade no m undo, uma
estrutura uniflcada e logicamente harmoniosa de conceitos
sobre elas mesmas e suas relagQes para com a vida e o uni
verso.
0 livro pr£tico, “Principios Rosacruzes para o Lar e os
Neg 6 cios” , a que recorremos para esta mensagem, nao £ n o
vo. Seu conteudo 6 tao antigo quanto os ensinamentos R o
sacruzes.
Devemos ser gratos pelo dom da consciencia, pelo conhe
cim ento que temos, e pelo fato de sermos misticos Rosacru
zes. E, uma outra dadiva pela qual devemos ser gratos 6 a de
term os tido alguma vivencia de Paz Profunda, pela harmoni-
za^ao com o Infinito, com o Deus do nosso Cora 9ao. As
dadivas do livro Rosacruz que mencionamos aqui, bem co
mo de outras obras publicadas pela AMORC, podem ajudar
as pessoas que ainda nao encontraram a Senda que leva a
PARAR, OLHAR, ESCUTAR, E PENSAR, ou para se p o
der desfrutar a seguran 9a e a paz de espirito que hoje co-
nhecemos como Membros da AMORC.
por
O
am or 6 a alegria de viver. Se desejamos uma vida bela
e construtiva, precisamos compreender a ligagao que
existe entre o AMOR e a vida. Aquele que vive em estado
de Amor recebe o maior poder que existe e todos os seus
empreendim entos alcangam exito.
Geralmente, quando se fala de Am or, imaginamos o
sentim ento que existe entre um hom em e uma mulher. Mas
esta 6 apenas uma das facetas do Amor. Devemos ter amor
pelo trabalho que fazemos, pelas pessoas que nos cercam,
por nossa pdtria, e assim por diante.
0 oposto do Amor 6 o 6 dio, o poder mais destrutivo que
pode existir.
Devemos compreender at£ os nossos inimigos, pois n§o
sao maus, simplesmente estao equivocados; tam bem por
eles devemos sentir Amor, pois sao canais necessarios que
nos colocam a prova.
A cada m om ento do dia escolhemos um certo grau de
Amor e 6 dio. De todo pensamento ou ato motivado pelo
Amor emanam satide, paz, fortaleza e alegria no decurso da
vida. Todo pensamento de 6 dio e destrutivo. Indiferenga,
aversao, inveja, condenagao, critica, ressentim ento, ideias
de vinganga; tudo isto faz parte da horrivel familia do 6 dio.
0 Amor £ a essencia da vida, a necessidade maior e mais
fundam ental do coragao hum ano. Todos nos desejamos ser
amados, ser tratados com justiga, consideragao, com preen
sao, reconhecimento de nosso trabalho e aprego, que repre*
sentam formas de amor.
Certamente todos se lembram de seu tem po de crianga.
Quando caiam e se machucavam, corriam em busca da mae
e ela os consolava com seu amoroso abrago, e a dor cessava
imediatam ente.
Muitos casos de cura sao atribufdos exclusivamente ao
poder mental, que nao e eflcaz; e o amor, combinado com a
forga da m ente, form ando a dualidade, cristalizando o ter-
ceiro ponto, que realiza a cura. £ isto que faz nosso Conse-
Iho de Solace. Primeiro se envia amor e depois pensamentos
de saude ou de paz, conforme o que foi solicitado. Temos
testem unhos magnificos deste maravilhoso servigo que nos
sa amada Ordem presta gratuitam ente a humanidade sofre-
dora; em outras palavras, o amor 6 o veiculo que transmite
o pensamento construtivo.
Infelizmente, muitas pessoas tern um conceito erroneo
de am or; e possivel que nenhum outro sentim ento seja tao
mal compreendido.
Assim, quando encontram os uma pessoa am dvel,justa e
gentil, sentimos o efeito do amor que ela traz consigo e
comentamos: “ Que pessoa sim pitica. . Se m duvida, o que
realmente sentimos 6 seu campo magndtico, sua aura amo-
rosa.
Este tipo de pessoa tem muitos amigos; inconsciente-
m ente todos desejam estar em sua companhia e, do mesmo
m odo que o viajante do deserto, sedento e cansado, deseja a
sombra generosa de uma palmeira, assim essa pessoa vive o
A m or, irradia paz e harmonia, das quais necessitam muitos
daqueles que caminham pelas sendas da vida.
Se batem os i porta de nossa amada Ordem, foi porque
nos faltava “ algo” indefmido: em uma palavra, nao estdva-
mos satisfeitos com a vida.
Nossos Membros sao de diferentes niveis. Tanto em edu-
ca^ao como em instru^ao, h i de tudo, como num jardim .
Ali encontram os a rosa que defende sua beleza com seus es-
pinhos, a violeta que oculta sua humildade, e tamb^m o nar-
ciso arrogante e ainda o sandalo, arvore que perfuma o ma-
chado que a fere. Tudo isto representa a humanidade.
O amor 6 a cria^ao fundam ental do principio de vida;nao
devemos viver sem ele, mesmo que nele nao tenham os f<£.
Por que h i tanta infelicidade, medo e 6 dio no mundo?
Por falta de amor. Por 6m , que impede o amor de existir em
nossa vida? Principalmente, o pensamento da maioria volta-
do para coisas materiais e egoisticas. Se nao corrigirmos essa
tendencia, continuarem os a nos sentir insatisfeitos, frustra-
dos em nossos esfor 50s, ressentidos; em outras palavras,in-
felizes. Tudo porque permitimos que assuntos exclusiva-
m ente egoi'stas ocupem nossos pensamentos, em vez de pen-
sarmos tamb^m nos outros.
0 amor impessoal ama a tudo, ve a beleza tanto na chaga
quanto na flor, o que nos traz a alegria de viver. Recebemos
amor como uma colheita daquilo que semeamos.
Assim, passo a passo nos damos conta de que o Amor
nao € apenas um adom o que embeleza a vida, mas 6 sua ver-
dadeira substantia e razao para continuar a viver, 6 a forta-
leza de nossa vida diaria, a maior forga da Terra, mais pode-
rosa que o medo e o 6 dio. 0 rico nao pode compra-lo, o po-
bre nao pode pedi-lo, mas todos podem obte-lo se desejarem
expressa-lo.
0 amor 6 etem o, jamais m uda, nunca cessa, 6 inteligente
e harm onioso, i onipotente e nos inspira em qualquer cir-
cunstancia por mais dificil que seja.
Uma mudanga maravilhosa se opera em nossa vida quan-
do sentimos a forga do amor. Sem amor existimos mas nao
vivemos. H i uma grande diferenga entre existir e viver. Vi
ve, aquele que olha tudo que esta ao seu redor atraves do
cristal do amor, e ve tudo belo, inclusive as tem pestades,
com seus trovoes e relampagos. Aquele que 6 vazio de cari-
nho, que ignora a pr 6 pria capacidade de amar, e triste,
egoista, sempre disposto a discussoes amargas, jogando a
culpa de sua desgraga & vida e tom ando infelizes os que o
rodeiam.
Entre as leis que regem o Cosmos, o universo integral, vi-
sivel e invisivel, a principal lei 6 a do AMOR. £ a lei de atra-
gao e uniao de todos os seres e elem entos. fi a lei da criagao,
pela qual tudo existe, e sem a qual haveria o caos. Ela faz
existir os m undos, os sistemas estelares, as nebulosas e as ga-
lixias. 0 Amor dirige as relagoes dos seres que perm item a
continuidade das esp^cies em que a vida se manifesta. Rege
a atragao dos elementos na conformagao das substancias e
dos corpos, produzindo os prodigios da quim ica. Dirige as
forgas que levam a unidade do Todo. No reino mineral, co
mo na quim ica, constitui a afinidade, forga criadora que
constroi e modifica. Entre os animais govema os instintos
e impede a separagao e extingao da especie. Na humanida-
de, 6 a simpatia que atrai as pessoas e as une, fom enta o
carinho, a confratem izagao, a abnegagao, o altruism o, ate
chegar ao her 6ico sacrificio por am or ao proximo.
A lei da evolug^o ou pluralidade de existencias, que im-
plica a marcha inexordvel de todo ser vivo ao longo de ni-
veis e formas cada vez mais aprimorados, superiores e per-
feitos, ju n to com o amor, conduz todos os seres viventes,
desde as formas mais primitivas, dos niveis mais inferiores,
aos mais avangados. £ isto que leva o hom em a superar-se,
em sua grande peregrinagao em busca da gloria e da felici-
dade.
Nosso belo ritual de convocagao diz, em parte: “envie-
mos pensamentos de amor a todo o m undo, qual a propaga-
gao de uma luz num quarto es c ur o. . Ficamos entao em
silenciosa meditagao. E verificamos que essa meditagao, sem
am or, nao cumpre seus elevados propbsitos.
A meditagao 6 um caminho capaz de conduzir a paz in te
rior, um meio de alcangarmos um novo nivel de conscien*
cia, uma vereda que leva ao descobrimento do “reino inte
rior” e que nos faz encontrar o amor em forma de paz e
harmonia.
Por meio do estudo e da pratica da meditagao, encontra-
mos a semente do amor que esta em nosso interior, e na
qual palpita o conhecimento de que todas as coisas sao pos-
siveis atraves do desenvolvimento espiritual.
As condi 9oes e circunstancias exteriores sao o quadro de
nossos pensamentos intem os; para m udar essas condi 9oes
devemos modificar os pensamentos que produzem o qua
dro. Se vivermos com amor, sempre seremos positivos: con-
seqiientem ente, nossa vida ser£ otim ista e construtiva,
orientando-nos para o prop 6 sito de nossa Ordem, trazendo
Paz Profunda ao nosso cora 9ao.
0 amor 6 o grande principio harm onizador do universo:
quando o expressamos, vibramos em unissono com o Cos
mos e nos transformamos em canais de paz e alegria, fontes
de a 9ao, vida e manifesta 9ao.
0 amor ilumina tudo, embeleza e alegra, envia seu doce
raio de luz tanto a cabana quanto ao pal 2cio, ao vale e ao
m onte, ao leito de hospital e ao casebre do pobre. Amar,
Fratres e Sorores, 6 expressar um dos mais belos atributos
de Deus.
Nossos estudos nos dao a maestria para fazermos os ajus-
tes convenientes e obterm os maravilhosos quadros, pintados
com o pincel de nossa vontade e com as tintas do am or, o
qual nos traz alegria de viver e o grande privilegio de sermos
mais uteis a sociedade.
O V IA JA N TE DO E S P A ^O IN TER IO R
por
homem, pesquisador nato de astronom ia e astrofisica,
O descobriu leis e alguma coisa sobre a ordem das esfe-
ras celestes. Hoje, tem ele uma ideia da incrivel vastidao do
universo e do enorme tem po necessdrio para o nascimento
de uma nova galdxia. Em com parafao com a Terra e o m un
do dos homens, isto os faz parecer totalm ente insignifican-
tes.
A Biologia nos revelou a maravilhosa conforma^ao dos
tecidos celulares dos seres vivos e descobriu a incalculavel
complexidade da estrutura e funcionam ento dos organis-
mos. A gen^tica form ulou as leis da hereditariedade, muta-
9ao e evolu^ao das esp^cies.
Ja nao existem duvidas quanto a possibilidade das via-
gens espaciais. Podemos dizer que vivemos a aurora de uma
nova vida, no decorrer da qual nossas perspectivas m udarao
e ta m ta m as crengas e filosofias fundam entals, a luz das in-
vestiga^oes levadas a cabo fora dos limites da Terra. Pode-
riamos comparar essas explora 9des com a conquista do No
vo M undo, a America, feita pelos europeus com a unica
finalidade de melhorar sua situa 9ao economica, ou seja,
com um prop 6 sito materialista.
Em todos os estudos j i citados, especialmente nas atuais
exploragSes espaciais, foram gastos bilhoes de d61ares, para
satisfazer a curiosidade e melhorar o padrao de vida m ate
rial do ser hum ano; disto as grandes potencias sentem-se or-
gulhosas, mas o hom em com um , que perfaz mais de noven-
ta por cento da hum anidade, continua descontente por fal-
tar algo que nem ele mesmo sabe explicar.
Fratres e Sorores, existe um outro m undo ainda mais im-
portante que precisa ser explorado, sem que se necessite de
estudos complicados, naves espaciais e quantias exorbitan-
tes, pois esse m undo est£ tao perto de nos que “nao o ve-
mos” . Somos n 6 s mesmos, sao as insonddveis profundezas de
nossa m ente, onde se encontram os maiores tesouros do Ser.
Sejamos astronautas, sem sair de casa. Olhemos o nosso
interior e veremos maravilhas, pois somos o microcosmo;
em outras palavras, somos a c6 pia do macrocosmo. Marque-
mos um encontro com o Infinito, cerremos os olhos e fun-
damo-nos com o Ser Maior, viajando nas asas da meditagao
diiria: assim seremos astronautas da m aior im portancia,
pois descobriremos a n 6s mesmos, conheceremos nossos de-
feitos, que temos a obrigagao de corrigir, para sermos mais
uteis a n 6 s mesmos e ao proxim o.
Assim como uma nave espacial precisa de com bustivel,
tambdm n 6 s necessitamos de uma forga propulsora para
efetuarm os nossa viagem. Esse combustivel 6 o am or; por
conseguinte, antes de m editarm os, devemos enviar vibragOes
de amor a todo o m undo, um am or impessoal como nos en-
sina nosso belo ritual de Loja; devemos em itir bons pensa-
m entos, fazendo de conta que saimos da Terra e de longe a
observamos, irradiando amor a sua hum anidade, sem qual-
quer tipo de discriminagao. Assim vibraremos em umssono
com o Cosmos que 6 Paz e Harmonia. Este sera o m om ento
preciso em que teremos acesso as informagoes acumuladas
na Mente Universal, que nos perm itirao obter as sabias solu-
goes para nossos inumeros problemas didrios, pois tudo j i
est^ feito no Universo; o hom em apenas DESCOBRE, ele
nada pode inventar. Por meio da meditagao absorvemos co-
nhecim entos que transcendem as fungoes dos sentidos. Esta
capacidade extra-sensorial nos fornece a exata informagao
de que necessitamos. Os conhecimentos do poder criativo
da m ente ultrapassam as fronteiras do ocultismo e do misti
cismo. Atualmente vdrios campos de agao estao sendo utili-
zados, na ciencia, nos negocios e em diversas religiSes, com
isto dando razao aos Rosacruzes.
Estamos neste piano cheio de problemas, comumente
chamados de sofrim entos, os quais o Rosacruz deve encarar
com coragem, procurando acercar-se da Luz Maior.
Pergunto agora: quantas coisas fazemos diariamente an
tes de sair para o trabalho? Verificamos a roupa, acertamos
o relbgio, nos arrumamos, desligamos o radio, as luzes e fa
zemos diversas outras coisas. Estamos sempre fazendo ajus-
tes em nosso ambiente. Mas, atd que ponto nos preocupa-
mos em ajustar aquilo que 6 realmente im portante? Esque-
cemos do principal, de ajustar a NOS MESMOS antes de
sairmos para a luta didria. Desta forma, nunca poderemos
passar um dia feliz.
Assim como sai o Sol, como o violinista afina seu instru-
m ento antes de tocar, devemos nos harmonizar TODOS OS
DIAS para nos apresentarmos vibrantem ente no grande pal-
co da vida.
0 hom em , em sua busca da verdade, enredou-se tanto
nas complexidades extem as, que nao escuta nem compreen*
de as sensatas palavras de seu Eu Interior. Ele procura em
toda parte, esperando achar no exterior aquilo que s6 pode-
ra vir a ele atraves da voz silenciosa do interior.
0 pensamento 6 mais poderoso que todas as formas que o
hom em tem a sua disposi9ao. 0 m undo atual, em seu estado
presente, i o resultado do pensamento coletivo da humani-
dade. Cada pais cria sua paz, prosperidade, miseria ou anar-
quia, como simples resultado de seu pensamento conjunto.
Cada individuo 6 como 6, e as circunstancias de sua vida sao
como sao, simplesmente como decorrencia de seu pensa
m ento construtivo ou destrutivo. Em outras palavras, somos
os arquitetos de nosso proprio destino.
Nao podemos impedir que os pdssaros voem por sobre
nossa cabe 9a, mas podemos impedir que fa 9am seu ninho
sobre ela. Isto quer dizer que temos o poder de expulsar os
pensamentos negativos de nossa mente.
As instru 9oes chegam a m ente objetiva devido aos impul-
sos da mente interior. Devemos escutar, obedecer e seguir
esses impulsos, em todos os detalhes, se quisermos triunfar.
Nao devemos perm itir que a mente exterior ou objetiva in-
terfira e fa 9a coisas contrarias aos nossos impulsos intem os,
nem devemos perm itir que essas sugest5es sejam abandona-
das ou adiadas, porque o SER INTERNO sabe melhor o que
devemos fazer e qual o tem po apropriado para agirmos.
O PRTVILfiGIO d e ser ro sa cru z
por
a antiguidade, as escolas de misterios eram compostas
N dos sdbios, dos primeiros homens de ciencia, misticos
e fil6 sofos, que procuravam perscrutar os segredos da n atu
reza. Somente a pessoas consideradas qualificadas para rece-
ber a sabedoria, depois de longa preparagao, era perm itido o
ingresso nesses locais de instrugao. A sabedoria daquela dpo-
ca foi a semente da maioria de nossas artes e ciencias atuais.
Nos tem pos m odem os, prevalece essa antiga tradigao, de
m odo que s6 se da instrugao aqueles que sao considerados
merecedores de receb 6-la. Essa sabedoria vai passando de ge*
ragao a geragao, como uma tocha oh'mpica helenica, em seu
papel de impulsionar a ascensao da consciencia hum ana, e 6
essa tocha que o Rosacruz ergue bem alto para iluminar os
ultimos bastoes do preconceito e da ignorancia. Ai esta o
grande privildgio que cabe ao Rosacruz, mas, ao mesmo
tem po, tem ele uma grande responsabilidade, ao se dar con-
ta de que nesse caminho s6 existem pessoas equivocadas,
que necessitam das perfeitas radiag&es de luz dessa tocha, a
qual deve ser constantem ente alimentada com o 61eo da
compreensao, da tolerancia e do amor.
Antes desse privildgio de sermos Rosacruzes, viviamos
num m undo em trevas, caindo e levantando sem encontrar a
verdadeira razao da nossa existencia. Eramos escravos das
circunstancias e atribui'amos a culpa a vida. Agora vemos
claro e nos demos conta de que n 6 s 6 que somos complica-
dos, ao passo que a vida £ simples e bela, de m odo que vale
a pena viv€-Ia quando nos engrenamos as maravilhosas leis
que regem o universo. Compreendemos que estamos nos
purificando com o fogo do sofrim ento, e nisto damos gra-
gas ao Deus do nosso Coragao, visto que os problemas sao
necess£rios ao aprim oram ento do hom em e o tornam mais
compreensivo para com o semelhante. Tomamos conscien-
cia de que o sofrim ento £ como o vento que sopra sem obs-
tdculos na plamcie, percorrendo em silencio o espago, mas
que, ao se deparar com a rocha ereta, silva sua mais bela
sinfonia de amor.
P ot outro lado, aprendemos que nao devemos sofrer co
mo cordeirinhos indefesos, ja que temos as ferramentas, que
nos proporciona esse maravilhoso conhecim ento, para nos
defendermos dos espinhos do caminho; a verdadeira tole-
rancia 6 a que se exerce com dignidade e o hom em necessita
de um mfriimo desse atributo para viver em harm onia com
o cosmos. Assim, o Rosacruz, num exame retrospectivo, p o
de comparar e ver claramente seu crescimento espiritual,
que pouco a pouco vai tom ando-o senhor das circunstancias
e, nao, escravo delas. Como um jogador de xadrez, que gos-
ta de resolver os problemas deste jogo, assim o Rosacruz
move as pegas dos problemas e tem prazer em jogar com
elas no grande tabuleiro da vida.
De fato recebemos tanto, tan to , tanto! E com tao p o u
co que damos de n 6 s m esm o s.. . Na realidade nao h a como
expressar suficientemente o privil^gio de sermos Rosacru
zes.
Atravds das \i$6es Rosacruzes, vamos conhecendo me-
lhor o nosso maior inimigo, n 6 s mesmos, realizando na
prdtica a antiga maxima, “Nosce te ipsum” , quer dizer,
“Conhece-te a ti mesmo” . E assim nos vamos compreenden-
do, reconhecendo nossos defeitos, at6 estarmos em condi-
9ao de nos curarmos de mente e corpo. Assim como o lavra-
dor rtistico da m ontanha, que prepara o terreno para plan
ta r a semente de m odo que cres?a e frutifique bem , com-
preendemos que o nosso corpo deve ser saudavel, a fim de
que as sementes dos nossos poderes latentes despertem e
cres?am radiantes, em todo o seu esplendor, para nosso be-
nefYcio e pelo privildgio de sermos mais liteis a humanidade.
As coisas que tao facilmente estudamos e compreende-
mos atraves das monograflas Rosacruzes tem o respaldo de
seculos de experiencia, como resultado dos estudos e pes-
quisas de grandes sdbios e pensadores. Usufruimos de todo
esse conhecim ento, exposto de maneira simples e amena, e
que 6, ainda por cima, demonstrdvel. Tudo isso se traduz
num grande tesouro. SSo leis praticas, que usamos para vi
ver m elhor e alcan^ar um estado de Paz Profunda em nosso
cora9ao.
No m undo profano existem milhares de livros especula-
tivos acerca da vida e suas leis. Seus autores defendem prin-
cipios diferentes, que acabam confundindo o buscador da
verdade. Mas, em nossas monograflas, esta contido o verda
deiro caminho, que estd baseado na experiencia, acen-
tuando nossa f t; nao uma f t cega, e sim a do hom em que
pensa sem fanatismo, ou seja* a fe que se ^ p 6ia no conheci
m ento.
0 hom em sempre buscou a felicidade. E, para isto, en-
grandeceu o seu ego, enriqueceu-se de bens materiais e at£
provocou guerras, em sua corrida insensata para alcangar
um estado que se aproximasse da felicidade. E assim a
maioria persiste nesse caminho torm entoso e sem bussola,
de insacidvel inquietagao; cada vez quer mais e mais, nesta
ambigao sem limites. Em meio a esse caos florescem os
Rosacruzes, erguendo-se do lodo como o 16tus que emerge
do charco para exibir sua formosa corola, como num canto
a vida, em demonstragao tangivel de que o homem tem den-
tro de si mesmo aquilo que tende a buscar fora.
Eis aqui um dos m uitos privildgios que temos: o de saber-
mos buscar a felicidade, pois compreendemos que tudo 6
vibragao e, como um instrum ento musical de cordas, afina-
mo-nos com o cosmos para vibrar em arpejos de harmonia
com o maravilhoso cenario da vida. Que beleza incompard-
vel a Paz Profunda alcangada! Nada se lhe com para;nem as
serenas dguas de um lim pido lago azul se aproxim am da su-
blimidade da quietude interior!
Todas essas consecugoes, possiveis ao Rosacruz, nao tem
prego; nao ha como pagd-las. E, por isto, cada vez mais esta-
mos convictos de que a Ordem Rosacruz, AMORC, deve ser
como um farol que ilumine o m undo, espargindo seus raios
de Luz e Paz por todos os cantos da Terra e derramando-os
sobre o que estd caido no cam inho, o intolerante, o equivo-
cado que, no seu estdgio de evolugao, ainda nao consegue
compreender esses maravilhosos ensinamentos que traba-
lham por um m undo m elhor, irrandiando Luz, V idae Amor!
0 despertar da consciencia n o R osacruz to m a-o magne-
tico , sua personalidade floresce e ele a exp5e sem vaidade
n o m undo p ro fan o , aum en tan d o o circulo de suas amiza-
des. Esse m agnetism o, n o hom em p ro d u z respeito e, na
m ulher, aldm de respeito produz essa rara beleza que 6 a
verdadeira porque provem do amago do ser. 0 mesmo pode-
mos dizer da parte material que podemos conseguir, pois,
sabemos que somos duais, materials e espirituais; portanto,
para conseguirmos nosso objetivo de paz, 6 necessario ter-
mos tam bem um m inim o de recursos e conforto. Vemos as
sim que, na realidade, os conhecimentos que recebemos
atrav^s dos estudos Rosacruzes sao verdadeiras ferramentas
que, aplicadas a nossa vida diaria, solucionam de m odo sa-
tisfatbrio nossos problemas.
E sabemos tambem que a fe baseada no conhecimento
nos tom a livres e felizes; que semeamos belas flores no ca-
m inho e encontram os beleza at6 nos espinhos, porque eles
fazem parte da vida e, quando olhamos atraves das lagrimas,
obtem os mais compreensao, mais Luz, Vida e Amor.
A Biblioteca Rosacruz consiste em muitos livros interes
santes que v§o relacionados nas pdginas seguintes e que po
dem ser adquiridos do Departamento de Suprimentos
da
GRANDE LOJA DA JURISDICAO DE
LlNGUA PORTUGUESA - AMORC
CAIXA POSTAL 307
80001 - CURITIBA - PARANA
RELA C A O DE LIVROS
PERGUNTAS E RESPOSTAS ROSACRUZES (COM
A HISTORIA COMPLETA DA ORDEM ROSACRUZ-
AMORC)
H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D.
MANSOES DA ALMA
H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D.
LUZ QUE VEM DO LESTE
Mensagens Especiais Rosacruzes (em 4 volumes)
ANTIGOS MANIFESTOS ROSACRUZES
Joel Disher F.R.C.
ALGUMAS REFLEXOES MlSTICAS
G. R. S. Mead
INTRODUQAO A SIMBOLOGIA
O UNIVERSO DOS NLM EROS
JACOB BOEHME - O PRfNCIPE DOS FILOSOFOS
DIVINOS
LUZ^VIDA-AMOR
(Mensagens de H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D.)
O HOMEM - ALFA E 6M EGA DA CRIACAO
(em 4 volumes)
GLANDULAS - O ESPELHO DO EU
Onslow H. Wilson, F.R.C., Ph.D.
O RETORNO DA ALMA
O LEG A D O DO SABER
Max Guilmot, F.R.C.
SAUDE
c 6 d ig o r o s a c r u z d e v id a
Christian Bernard, F.R.C.
O TESTEMUNHO DO ESPfRITO
Horatio W. Dresser
FRAGMENTOS DA SABEDORIA ORIENTAL
(em 3 volumes)
A VIDA MfSTICA DE JESUS
H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D.
MOMENTOS DE REFLEXAO
Charles Vega Parucker, F.R.C.
CONHECE-TE A TI MESMO (em 4 volumes)
Walter J. Albersheim
ALESSANDRO CAGLIOSTRO (em 2 volumes)
Ana R taoli de Faria D6ria
INICIACAO A ASTRONOMIA (em 2 volumes)
Euclides Bordignon
A v6s CONFIO
A VERDADE DE CADA UM
Joao Mansur Jdnior, F.R.C.
AS GRANDES INICIADAS
H616ne Bernard
DOCUMENTOS ROSACRUZES
O PROCESSO INICIATICO NO EGITO ANTIGO
Max Guilmot
A PROPRIEDADE ESPIRITUAL DO ALIMHM TO
O ROMANCE DA RAINHA MISTICA
Raul Braun
A VIDA ETERNA
(Baseado nos escritos de John Fiske)
ARTE ROSACRUZ DE CURA A DISTANCIA E
CHAVE PARA A ARTE DA CONCENTRAGAO E DA
MEMORIZACAO
H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D. e Saralden
VOCfi MUDOU?
Charles Vega Parucker, F.R.C.
REALIZA^AO ESPIRITUAL
Gary L. Stewart, F.R.C.
EDUCANDO PARA A IMORTALIDADE
Ana Rfmoli de Faria Ddria, F.R.C.
A E R A D E AQUARIUS
Ary Medici Ardufno e RosSngela A. G. Alves Ardufno
AUTODOMINIO E O DESTINO COM OS CICLOS DA VIDA
H. Spencer Lewis, F.R.C. Ph.D.
PRINCfPIOS ROSACRUZES PARA O LAR E OS N EG^CIOS
H. Spencer Lewis, F.R.C. Ph.D.
AS DOUTRINAS SECRETAS DE JESUS
H. Spencer Lewis, F.R.C. Ph.D.
A DIVINA FILOSOFIA GREGA
Stella Telles Vital Brazil, F.R.C.
O ESPIRITO DO e s p a c o
Zaneli Ramos, F.R.C.
ANSIEDADE - UM OBSTACULO ENTRE O HOMEM
E A FELICIDADE
Cecil A. Poole, F.R.C.
LEMURIA - O CONTINENTE PERDIDO DO PACIFICO
W. S. Cerv£
ENVENENAMENTO MENTAL
H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D.
MIL ANOS PASSADOS
H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D.
VIDA SEMPITERNA
Marie Corelli
HERMES TRISMEGISTO
A MAGIA DOS SONHOS
Adilson Rodrigues
Devido aos frequentes pedidos de esclarecimento sobre
a Ordem Rosacruz, AMORC, e as obras que ela publica,
aproveilamos este espago para informar que a Ordem 6
uma organizagao tradicional nao-sectiria, dedicada ao es-
tudo e &aplicagao construtiva das leis naturais que regem a
vida humana, com vistas ao auto-aprimoramento de cada
indivfduo. Trata-se de uma organizagao sem fins lucrati-
vos, assim reconhecida no mundo inteiro. Desde 1915, ano
de seu ressurgimento para um novo ciclo de atividades ex-
temas, ela vem se desenvolvendo e realizando sua obra em
todos os continentes, contando hoje com elevado numero
de estudantes.
Dada a natureza de sua pr6pria filosofia, a Ordem se
exime de toda discussao ou atividade de car£ter politico,
deixando aos seus Membros a livre escolha pessoal nessa
4rea.
Analogamente, recomenda que seus estudantes reflitam
com mente aberta sobre os ensinamentos rosacruzes, mas
tirem suas prdprias conclusoes, rejeitando livremente
aquilo que nao esteja em consonfincia com suas convicgoes
pessoais. Assim, a afiliagao rosacruz nao faz objegao sis
convicgoes e prfticas religiosas do estudante, que perma-
nece livre para decidir a este respeito.
O sfrnbolo tradicional da Ordem Rosacruz — uma cruz
com uma tinica rosa vermelha no centro - nao tem signifi-
cado sect£rio ou religioso, pois a Ordem nao 6 uma seita
nem uma reJigiao. Seus ensinamentos, que nao cont£m
dogmas, abrangem o conhecimento prftico das leis natu
rais, principalmente psfquicas e espirituais, aplicdveis ao
desenvolvimento e aprimoramento do ser humano.
As obras publicadas pela Ordem, na Biblioteca Rosa
cruz, tratam dos mais diversos assuntos, a maioria dos
quais refere-se a questoes filos<5ficas, psicol6gicas, espiri-
tuais, mfsticas, esot£ricas e tradicionais.
Os autores assumem inteira responsabilidade por suas
id£ias, como opinioes pessoais, mesmo em se tratando de
altos representantes da Ordem. Podem, portanto, escrever
sobre assuntos que nao estao inclufdos nos ensinamentos
rosacruzes e, ao faz6-Jo, exprimem uma interpretagao pu-
ramente pessoal.
Julgar a Ordem Rosacruz, AMORC, ou comentar seus
ensinamentos, suas pTeocupaqdes e atividades, a partir das
obras destinadas ao ptiblico, pode conduzir a conclusoes
parciais e errdneas. Essas obras nao representam, necessa-
riamente, a posi9ao oficial da Ordem sobre os assuntos de
que tratam.
Aqueles que desejarem conhecer a proposigao de estudo
e desenvolvimento pessoal feita pela AMORC, a fim de
considerarem sem compromisso sua conveniSncia de se
aflliar & Ordem, poderao solicitar o livreto informativo
gratuito “O Domfnio da Vida” , escrevendo para:
Ordem Rosacruz, AMORC
Caixa Postal 307
80001 - Curitiba - Pr
Este 6 o terceiro volume da s6rie "Luz que Vem do Leste",
uma coletanea de artigos de eminentes Rosacruzes, Grandes Mestres
(ou ex-Grandes Mestres) de todo o mundo. Neste livro apresentamos,
entre outras mensagens especiais Rosacruzes, 6 artigos da Soror
Maria Moura — Grande Mestre Em6rita da Grande Loja do Brasil —
e 2 do atual Grande Mestre, Frater Charles Vega Parucker.
Bibliofpca da Ordem Rosacruz - AMORC