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Cabos @certiel

O documento descreve os tipos de condutores e cabos elétricos, suas características e aplicações típicas. Apresenta os principais tipos de condutores de cobre e alumínio, com isolamentos de PVC, polietileno ou outros materiais, e suas tensões estipuladas para instalações fixas, móveis, interiores ou exteriores, em aplicações como distribuição de energia, sinalização e controle.

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O documento descreve os tipos de condutores e cabos elétricos, suas características e aplicações típicas. Apresenta os principais tipos de condutores de cobre e alumínio, com isolamentos de PVC, polietileno ou outros materiais, e suas tensões estipuladas para instalações fixas, móveis, interiores ou exteriores, em aplicações como distribuição de energia, sinalização e controle.

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INFOCERTIEL - Dezembro 2002 Ficha Técnica nº 2

Condutores e Cabos [Parte I]


Designações e características dos Condutores e Cabos
Tensão
Designação Descrição Instalação e Utilização
Estipulada
- Condutor unifilar de cobre.
H05V-U 300/500 V Em instalações de sinalização e controle.
- Isolamento de PVC.
H05V-K, H07V-K - Condutor flexível de cobre. 300/500 V, Em instalações fixas no interior, embebidas
Anterior FV - Isolamento de PVC. 450/750 V ou à vista.
- Condutor rígido de cobre macio
H07V-U, H07V-R Em instalações fixas, à vista ou embebidas,
unifilar (H07V-U) ou multifilar (H07V-R). 450/750 V
Anterior V montagem de quadros e aparelhagem.
- Isolamento de PVC.
Instalações interiores de utilização
- Condutores rígidos unifilares de cobre macio.
de energia, instalações protegidas
- Isolamento de PVC.
PT- N05VV-U 300/500 V estabelecidas no interior de aparelhos
- Bainha de regularização.
de utilização. Estes cabos não podem ser
- Bainha de PVC.
embebidos em betão.
- Condutores flexíveis de cobre.
HO5VV-F 300/500 V Instalações interiores fixas e móveis.
- Isolamento de PVC.
Anterior FVV Sinalização e comando.
- Bainha de PVC.
- Condutores unifilares de cobre macio,
PT-N05VVH2-U dispostos paralelamente.
300/500 V No interior em instalações fixas à vista.
Anterior VVD - Isolamentos de PVC.
- Bainha de PVC.
H05VVH2 - F - Condutor flexível de cobre. Instalações interiores fixas e móveis.
300/500 V
Anterior FVVD - Isolamento de PVC. Sinalização e comando.
H03VH - H - Condutores extra flexíveis de cobre. 300/500 V Ligação de receptores domésticos móveis.
Anterior FFVD - Isolamento de PVC.
- Condutores rígidos de cobre macio.
Instalações de utilização de energia,
- Isolamento de PVC.
instalações industriais e instalações
PT-N07VA7V U, - Bainha de regularização ou enfitagem.
de comando e sinalização.
PT-N07VA7V-R, - Blindagem de fita de alumínio. 450/750 V
Podem ser montados ao ar livre,
PT-N07VA7V-S - Fios de continuidade da blindagem.
em caleiras ou condutas ou enterrados
- Enfitagem.
em valas.
- Bainha exterior de PVC.
- Condutores rígidos de cobre macio. Distribuição de energia, instalações
- Isolamento de PVC (VV) ou de polietileno industriais, de comando e sinalização.
VV, XV reticulado (XV). 0,6/1kV Podem ser montados ao ar livre, em
- Bainhaa de regularização ou enfitagem. caleiras ou condutas e enterrados em valas,
- Bainha exterior de PVC. devidamente protegidos.
- Condutores multifilares de alumínio. Fundamentalmente para redes
- Isolamento de PVC (LVV) ou de polietileno de distribuição de energia e instalações
LVV, LXV reticulado (LXV). 0,6/1kV industriais.
- Bainha de regularização ou enfitagem. Podem ser montados ao ar livre, em
- Bainha de PVC. caleiras ou condutas e enterrados em valas.
- Condutores multifilares de alumínio. Fundamentalmente para redes
- Isolamento de PVC (LSVV) ou de polietileno de distribuição de energia e instalações
0,6/1kV
LSVV, LSXV reticulado (LSXV). industriais.
- Enfitagem. Podem ser montados ao ar livre, em
- Bainha de PVC. caleiras ou condutas e enterrados em valas.
- Condutores rígidos de cobre macio.
Fundamentalmente para distribuição
- Isolamento de PVC (VAV) ou de polietileno
de energia podendo também ser utilizados
reticulado (XAV).
VAV, XAV em instalações industriais e instalações
- Enfitagem facultativa. 0,6/1KV
Cabos armados de comando e sinalização.
- Bainha interior de PVC.
Podem ser montados ao ar livre, em
- Armaduras de fitas de aço.
caleiras ou condutas e enterrados em valas.
- Bainha exterior de PVC.
- Condutores multifilares de alumínio.
Fundamentalmente para distribuição
- Isolamento de PVC (LVAV) ou de polietileno
LVAV, LXAV de energia e instalações industriais.
reticulado (LXAV).
Cabos armados 0,6/1kV Podem ser montados ao ar livre,
- Enfitagem facultativa.
em caleiras ou condutas e enterrados
- Armadura de fitas de aço.
em valas.
- Bainha exterior de PVC.
- Condutores sectoriais de alumínio maciço.
Fundamentalmente para distribuição
- Isolamento de PVC (LSVAV) ou de polietileno
LSVAV, LSXAV de energia, podendo também ser utilizados
reticulado (LSXAV).
Cabos armados em instalações industriais.
- Enfitagem de poliéster. 0,6/1kV
Condutores em Podem ser montados ao ar livre,
- Bainha interior do PVC.
alumínio maciço em caleiras ou condutas, ou enterrados
- Armadura de fitas de aço.
em valas.
- Bainha exterior de PVC.
São utilizados em chegadas de redes aéreas
ou em redes montadas sobre as paredes
XS, LXS - Condutores multifilares de cobre (XS)
dos edifícios (XS).
Cabos aéreos ou alumínio (LXS). 0,6/1kV
Os cabos do tipo LXSsão utilizados em
em troçada - Isolamento de polietileno reticulado.
redes aéreas de distribuição em baixa
tensão.
* O aspecto e características dos condutores e cabos apresentados podem variar ligeiramente dependendo do fabricante.
(cont.)

Condutores e Cabos [Parte I]


Tipos de Canalizações Eléctricas a empregar consoante o tipo de local e o ambiente
Tipos de Tipo de local quanto ao ambiente
Canalizações SRE THU HUM MOL EPT SUB POE ACO ATP BTP AMI RIN REX
Canalizações à vista constituídas por
condutores nus rígidos,
estabelecidos sobre isoladores.
Canalizações à vista constituídas por
condutores isolados rígidos,
estabelecidos sobre isoladores.
Canalizações à vista constituídas por
condutores isolados ou cabos
rígidos, protegidos por tubos.

Canalizações à vista constituídas por


cabos rígidos, com bainha ligeira.

Canalizações à vista constituídas por


cabos rígidos, com duas bainhas ou
uma bainha reforçada.

Canalizações à vista constituídas por


cabos, com armadura.

Canalizações à vista constituídas por


cabos rígidos, com isolamento
mineral.

Canalizações à vista constituídas por


cabos flexíveis.

Canalizações à vista constituídas por


condutores nus protegidos por
condutas.
Canalizações à vista constituídas por
condutores isolados ou cabos
protegidos por condutas.

Canalizações pré-fabricadas com


condutores nus.

Canalizações pré-fabricadas com


condutores isolados ou cabos.

Canalizações embebidas constituídas


por condutores isolados ou cabos
rígidos, protegidos por tubos.
Canalizações embebidas constituídas
por cabos rígidos, com isolamento
mineral.

Canalizações estabelecidas nos


espaços ocos das construções.

Canalizações ocultas constituídas por


condutores isolados ou cabos
protegidos por condutas.

Canalizações ocultas pré-fabricadas


com condutores isolados ou cabos.

Canalizações estabelecidas em
galerias acessíveis.

Canalizações estabelecidas em
galerias inacessíveis.

Canalizações enterradas.

* Não dispensa a consulta dos Artigos 359.º a 416.º do RSIUEE.


INFOCERTIEL - Março 2003 Ficha Técnica nº 3

Condutores e Cabos [Parte II]

1. Introdução

A utilização da electricidade pressupõe a existência de canais de ligação entre uma fonte de energia eléctrica
e os aparelhos de utilização. Esses canais constituem as canalizações eléctricas e são uma parte fundamental
das instalações eléctricas, concorrendo de forma relevante para a qualidade e segurança da distribuição de
electricidade.

Os condutores isolados e os cabos são constituintes relevantes das canalizações, assumindo uma diversidade
significativa para responder às inúmeras situações de estabelecimento e de utilização.

2. Definições

Canalizações eléctricas são os conjuntos constituídos por um ou mais condutores eléctricos e pelos elementos
que garantem a sua fixação e, em regra, a sua protecção mecânica.

Condutores isolados são os conjuntos constituídos pela alma, pelo invólucro isolante e pelos eventuais ecrãs
(blindagens).

Cabos são os conjuntos constituídos por um ou mais condutores isolados, o seu eventual revestimento
individual, os eventuais revestimentos de protecção e eventualmente um ou mais condutores não isolados.

3. Constituição geral

3.1 Almas condutoras


Os metais constituintes são geralmente o cobre ou o alumínio, este com maior resistividade.

As almas podem ser constituídas por um só fio (maciças), situação habitual para as secções mais baixas (até
4 mm 2) ou por vários fios cableados (multifilares). As almas multifilares podem ser realizadas com diversos
graus de flexibilidade.

As secções das almas são geralmente circulares (dispostas em camadas concêntricas) ou sectoriais (dispostas
em sectores).

3.2 Invólucro isolante


A natureza e a espessura deste invólucro determinam:
■ as qualidades dieléctricas e o limite da tensão estipulada de serviço;
■ a resistência à combustão e à propagação da chama;
■ o comportamento contra a corrosão (óleos, ácidos e seus vapores).

3.3 Bainhas EXEMPLO


Podem ser do tipo isolante (constituídas por mate-
riais do mesmo tipo dos invólucros, neste caso
reforçando o isolamento principal do condutor
ou do cabo) ou metálico (em fitas de alumínio,
chumbo ou aço, com a função de protecção
mecânica).

As bainhas interiores asseguram a estanqueidade


dos cabos. Para protecção específica contra roedo-
1 – Alma condutora 4 – Fios de continuidade
res, micro-organismos e térmitas poderão ser pre-
2 – Isolamento (invólucro isolante) 5 – Ecrã (blindagem)
vistas bainhas exteriores com características ade-
3 – Bainha interior 6 – Bainha exterior
quadas.

3.4 Ecrãs
São geralmente de cobre (nú ou estanhado) ou de alumínio, revestindo a forma de fitas, malhas ou tranças.
(cont.)

Condutores e Cabos [Parte II]

4. Designação harmonizada QUADRO 1 – Designação de condutores e cabos isolados (HD 361) (1)
Características Descrição Símbolos
A enorme diversidade de tipos de Normalização • Harmonizado H
condutores e cabos eléctricos, bem • Tipo nacional reconhecido A
como a reconhecida necessidade • Tipo nacional não reconhecido PT-N
de harmonização da sua identifi- Tensão • 300 / 500 V 05
cação, justificam a utilização de um • 450 / 750 V 07
sistema coerente de designação. Isolamento • Borracha R
• Policloreto de vinilo V
O QUADRO 1 apresenta uma sín- • Polietileno reticulado X
tese da simbologia utilizada nas Revestimento • Bainha lisa de alumínio, extrudida ou soldada A2
designações dos condutores se- metálico / Armaduras • Condutor concêntrico de alumínio A
gundo a norma HD 361. • Blindagem de alumínio A7
• Armadura de fita de aço, galvanizado ou não Z4
Bainha • Borracha R
• Trança têxtil T
• Policloreto de vinilo V
Forma • Cabo circular Sem letra
• Cabo plano – condutores separáveis H
• Cabo plano – condutores não separáveis H2
Natureza • Cobre Sem letra
• Alumínio -A
Flexibilidade • Condutor flexível da classe 5 -F
• Condutor flexível da classe 6 -H
EXEMPLO • Condutor ou cabo flexível para instalação fixa -K
O cabo H05VV-F3G2,5 é : • Condutor rígido circular cableado -R
• um cabo harmonizado (H) • Condutor rígido sectorial cableado -S
• para a tensão 300 / 500 V (05) • Condutor rígido maciço circular -U
• com isolamento em PVC (V) • Condutor rígido maciço sectorial -W
• com condutores de cobre flexíveis
Composição • Número de condutores
da classe 5 (-F)
• constituído por 3 condutores • Ausência de condutor verde-amarelo X
de 2,5 mm 2 de secção, sendo • Existência de condutor verde-amarelo G
um deles o condutor • Secção do condutor (mm2)
de protecção (PE) (G) • Identificação por coloração Sem letra
• Identificação por algarismo N
(1) Mantêm-se também em uso as designações da Norma Portuguesa NP 665:1996 (2ª. Edição).

Quando as secções das fases, do QUADRO 2 – Algumas equivalências entre a designação de condutores isolados
neutro e do condutor de protec- e cabos de acordo com a antiga NP 3261 (HD 361) e a NP 665:1972
ção, forem diferentes, a compo- Designação actual Designação antiga
sição deve traduzir essa situação (de acordo com HD 361) (de acordo com a NP 665:1972)
(por exemplo, ... 3 x 35 + 2G16). H05V-U / H07V-U / H07V-R V
H05V-K / H07V-K FV
Por vezes, anteriores designações, A05VV-U / A05VV-R VV (a)
nomeadamente de acordo com a H03VV-F / H05VV-F FVV
NP 665:1972, ainda se encontram PT-N05VVH2-U VVD
vulgarizadas. O QUADRO 2 apre- H03VVH2-F FVVD
senta alguns exemplos de equiva- H03VH-H FFVD
lência entre essas designações e H03RT-F FBT
as actualmente usadas. H05RR-F FBB
H07RN-F FBBN
(a) Continua a existir o cabo VV(0,6 / 1 kV), fabricado de acordo com a Publicação CEI 60 502 para
utilização em redes de distribuição, nas canalizações enterradas e nas canalizações exteriores.

L. M. Vilela Pinto
INFOCERTIEL - Junho 2003 Ficha Técnica nº 4

Condutores e Cabos [Parte III]

5. Qualidade dos condutores e cabos

Tendo em vista a qualidade dos condutores isolados e cabos, nomeadamente nas vertentes segurança e
performance, foi desenvolvido pelo CENELEC um sistema de qualidade baseado num acordo designado por
HAR e disponibilizada uma marca .

A marca <HAR> é uma marca voluntária que pode ser utilizada pelos fabricantes de condutores e cabos
harmonizados abrangidos pelo Acordo HAR (lista de cabos disponível em www.cenelec.org) para garantia da
qualidade dos seus produtos.

Os cabos com esta marcação são periodicamente controlados em fábrica e no mercado.

6. Critérios de selecção

A escolha dos condutores e cabos para os diversos modos de colocação das canalizações e as variáveis a ter
em conta no dimensionamento da secção dos condutores e cabos são indicados no QUADRO 3:

QUADRO 3 – Critérios de escolha e dimensionamento de condutores e cabos


Nas canalizações eléctricas Dimensionamento

■ A natureza dos locais; ■ A temperatura máxima admissível nos condutores;


■ A natureza das paredes e dos outros elementos da construção ■ A queda de tensão máxima admissível;
qua as suportam; ■ As solicitações electromecânicas que possam
■ A tensão nominal da instalação; ser susceptíveis de se produzirem em caso
■ As solicitações electromecânicas presumíveis em caso de curto-circuito; de curto-circuito.
■ Outras solicitações que possam ser previsíveis durante a execução
ou em serviço normal;
■ As ligações, extremidades e fixações;
■ A protecção contra as influências externas.

7. Correntes admissíveis

Uma vida útil satisfatória para os condutores (alma e isolamento) só existe se os esforços térmicos a que ficam
sujeitos em serviço e condições normais não ultrapassem os que resultam do respeito por temperaturas máxi-
mas apropriadas de funcionamento (ver QUADRO 1).

As correntes admissíveis para condutores e cabos em função do tipo de isolamento, da alma, do número de
condutores carregados e da secção, para uma dada temperatura ambiente de referência (30o C), são indicadas
na regulamentação de segurança e/ ou nos catálogos dos fornecedores. Para determinação das correntes
admissíveis reais na instalação, aqueles valores deverão ser multiplicados por factores que tenham em conta,
quando aplicáveis, os seguintes parâmetros de correcção:

■ temperatura ambiente – aplicáveis a canalizações instaladas ao ar;


■ temperatura do solo;
■ agrupamentos de condutores e de cabos;
■ resistividade térmica do solo – aplicáveis a cabos enterrados.

O critério base de escolha da secção de um condutor ou cabo consiste na verificação de que a corrente de
serviço previsível é igual ou inferior à corrente máxima admissível para a canalização, calculada da forma atrás
descrita .
(cont.)

Condutores e Cabos [Parte III]

8. Comportamento sob incêndio

A significativa carga calorífica dos condutores isolados e cabos e a eventual produção de fumos corrosivos e
tóxicos sob condições de incêndio implicam a consideração destes componentes das instalações eléctricas
como verdadeiros vectores do fogo, isto é, raramente são causa de incêndio mas são frequentemente objecto
dos seus efeitos materiais.

Os cabos eléctricos podem desempenhar os seguintes papéis principais num incêndio: ser causa do incêndio,
permitir o seu estabelecimento e/ ou desenvolvimento e permitir a sua propagação.

Dentre os riscos assumidos, a propagação do incêndio através dos condutores e cabos eléctricos assume
importância vital nas instalações, face à ramificação e estrutura arborescente das instalações eléctricas actuais.

A análise do comportamento sob condições de incêndio faz-se segundo três vertentes:

■ Características dos gases e fumos libertados pela combustão (opacidade dos fumos, toxicidade e corrosi-
vidade dos gases);
■ Reacção ao fogo (libertação de produtos voláteis);
■ Resistência ao fogo (continuidade de serviço sob incêndio).

O QUADRO 4 apresenta uma síntese de informação nesta matéria:

QUADRO 4 – Cabos eléctricos - comportamento sob incêndio


Características de gases e fumos libertados Reacção ao fogo Resistência ao fogo
Opacidade dos fumos: impacte na segurança Cabos não propagadores de chama (a)
Classes de resistência ao fogo
das pessoas
(eficiência da evacuação de emergência)

Toxicidade dos gases: impacte na segurança Cabos não propagadores de incêndio Equivalência entre normas
das pessoas
(danos pessoais)

Corrosividade dos gases: impacte


na segurança das coisas e bens
(deterioração de bens)
(a) Ensaios de acordo com o HD 405. A maioria dos cabos satisfazem a classe C2.

Tendo cada vertente os seus objectivos.


Objectivos: Objectivos: Objectivos:
■ Reduzida emissão de fumos ■ Não alimentação do incêndio ■ Continuidade de serviço
■ Baixo teor de halogéneos ■ Capacidade de retardamento da sob incêndio
■ Baixo índice de toxicidade dos fumos chama

As características de comportamento sob incêndio dos cabos eléctricos são avaliadas através da realização de
ensaios específicos estabelecidos em normas, com particular relevância da Comissão Electrotécnica Interna-
cional (CEI).

9. Instalação

Do ponto de vista do produto, o estabelecimento de condutores isolados e cabos pressupõe a tomada de


precaução no que se refere a raios de curvatura e a esforços de tracção aplicados.

Como regra geral, deverão ser respeitadas as indicações de instalação emitidas pelos fabricantes e, em caso
algum, deverão ser excedidos os valores máximos recomendados.

L. M. Vilela Pinto

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