UNIVERSIDADE PARANAENSE
Estética e Cosmética
PEELING DE FENOL
Acadêmicas: Marina Loss 142096
Ana Paula Menegon 142626
Fabiana Delgado 142364
Shirlei Pelosi 134841
Franciele Nunes 137496
CASCAVEL
2015
INTRODUÇÃO
O envelhecimento da pele é um fator que preocupa muitas pessoas, devido a isto elas
buscam ajuda especializada do médico para amenizar seus sinais. Os peelings
químicos são um dos recursos para melhorar a aparência e qualidade da pele, e utiliza
várias substâncias ativas, como ácido glicólico, retinóico, tricloroacético e o fenol, entre
outros, que proporcionam a esfoliação cutânea e posterior renovação celular. A
diferenciação do peeling superficial, médio e profundo, depende da concentração e do
valor de pH em que são empregados nas formulações. O fenol tem sido utilizado como
peeling profundo tanto isoladamente como em associação com outros componentes
da fórmula que atuam como promotores de penetração e permeação. A utilização
desses produtos resulta no processo de renovação celular intenso, normalizando a
pigmentação da pele, atenuando marcas e minimizando as rugas. Seus resultados são
bastante expressivos capaz de rejuvenescer a aparência em até 20 anos. Devido a
sua toxicidade e contraindicações, o fenol deve ser aplicado cuidadosamente, e o
paciente deve ser monitorado para se obter a máxima eficácia do peeling e também
minimizar os efeitos sistêmicos.
PEELING DE FENOL: O QUE É?
O fenol é um hidrocarboneto derivado do coaltar (carvão mineral). Com peso
molecular 94,11 são cristais em formato de agulha, com uma coloração variando do
incolor ao rosado e com odor característico. Ao aquecimento ele torna-se liquido e
libera um vapor inflamável e sua coloração escurece ao entrar em contato com luz e
ar. Tem efeito bacteriostático em pequenas concentrações de até 1% e acima disso
tem ação bactericida. Nas terminações nervosas da pele, age como um anestésico
local. Solúvel em óleo e gordura. Utilizado em concentração de 88% penetra na derme
reticular superior coagula a queratina e impede que ela permeie níveis mais profundos.
O fenol diluído na formulação atua como agente queratolítico, rompendo as pontes de
enxofre da queratina e penetrando mais profundamente, sendo biotransformado pelo
fígado e excretado pelos rins. Quanto mais concentrado o fenol estiver na formulação,
maior a coagulação da queratina, menor sua penetração e menor sua toxicidade.
A aplicação na pele induz uma queimadura química, causando consequente
renovação celular, remodelação do colágeno e elastina, removendo rugas, manchas,
flacidez, melhorando aspecto das cicatrizes.
ONDE SURGIU
Foi desenvolvida no final do século 19, substancia utilizada como bactericida, na
época como não havia antibióticos os curativos eram feitos com a substancia de fenol
a 10% com álcool, foi verificado que além de salvar vidas reduzindo o risco de
infecção e cicatrizar as feridas, melhorava o aspecto da pele, e então começaram a
usar o fenol como substancia para peeling.
RECOMENDAÇÃO
Clareamento da pele;
Rugas;
Hiperpigmentação ou pigmentação heterogênea;
Tratamento da acne;
Cicatrizes;
Lentigos actínicos;
Queratoses solares e seborréicas.
PRÉ-PEELING
O tempo de preparo ideal é 30 dias, porém, se usar os cremes corretamente, em 15
dias já se pode realizar o procedimento.
Basicamente, usa se Creme de Vitamina C pela manhã, e uma mistura de dois cremes
a noite, um com Ácido Retinóico, hidroquinona e um corticoide leve. Durante o dia, é
importante usar Filtro Solar FPS 30, (deve se tomar cuidado extra com a radiação
solar, evitando expor-se ao sol sem a proteção adequada, quando for realizar a
sessão de peeling, a pele não pode estar bronzeada para previnir o aparecimento de
manchas). A noite antes de se deitar, usa-se um creme calmante, com este
procedimento, a pele estará devidamente condicionada e tratada para que se
aproveite todo o potencial do Peeling de Fenol.
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
a) Sedação: o fenol da solução Baker-Gordon tem efeito anestésico, porém sua ação
na derme reticular intermediária é muito dolorosa aos pacientes. Portanto, pode-se
utilizar sedação e posteriormente analgésicos, sempre monitorando o paciente.
b) Preparo prévio da pele: utiliza-se o éter, mas pode-se optar por uma solução
menos volátil, como o álcool etílico, mistura álcool-cetona ou outros solventes
orgânicos. O desengorduramento é importante para haver penetração uniforme do
fenol. O pêlo facial deve ser removido para evitar o desconforto do paciente.
c) Do fenol: A água é o veículo utilizado para alcançar a concentração desejada do
fenol na formulação.
Quando aplicado à pele, o fenol induz a uma queimadura química, que ao longo do
tempo resulta no rejuvenescimento da pele. A aplicação por período de tempo maior
ocasiona sua penetração na derme superior, resultando na formação de uma nova
camada de colágeno estratificado. A regeneração epidérmica inicia-se 48 horas após a
aplicação da formulação e se completa no intervalo de sete a 10 dias.
d) Aplicação da solução de fenol: deve ser aplicado com algodão, gaze ou cotonete.
A face é subdividida em seis áreas. A primeira região a ser aplicada é a testa,
seguindo-se pela bochecha direita, bochecha esquerda, região perioral, região
periorbital e nariz, ou nariz e queixo, dependendo da opção do médico, mas sempre
deve-se iniciar a aplicação pela área maior. Deixa-se em repouso por um intervalo de
10 a 15 minutos antes da aplicação na próxima área. O fenol não afeta o crescimento
de pêlos e pode ser aplicado nas áreas com barba, supercílios e couro cabeludo.
A fricção muito vigorosa deve ser evitada, pois pode produzir penetração muito rápida
do fenol e, consequentemente, maior risco de intoxicação.
Colocação da máscara de esparadrapo ou pomada de vaselina que será removida
após 48 horas. Outra opção seria deixar a face em repouso sem uso de máscara. A
oclusão com pomada de vaselina não produz a mesma profundidade de penetração
que com o uso da máscara adesiva de esparadrapo, e, em certos pontos, o bloco de
adesivo sai quase espontaneamente entre 48 e 72 horas depois do peeling, e não há
necessidade de anestesia, mas apenas da utilização de um analgésico para remover
os adesivos da pele. Bolsas de gelo sobre a máscara ajudam a aliviar a dor existente.
O edema, a exsudação e as crostas são intensas, mas a pele pode permanecer sem
curativo, podendo-se utilizar apenas uma pomada vaselinada. O uso da máscara de
esparadrapo impermeável com óxido de zinco é o sistema mais oclusivo, elevando a
penetração do fenol, pois diminui a evaporação da água da formulação. Após a
remoção da máscara do paciente a pele é tratada com iodeto de timol (ou outro
antisséptico) para ajudar a cicatrização das feridas. Aos pacientes com dor após o
peeling, podem ser recomendados analgésicos; antibióticos para evitar infecções e um
creme ou pomada vaselinada para hidratar a pele. O ideal é aplicar uma pomada
vaselinada associada a algum antibiótico, como as várias opções específicas
disponíveis no mercado. De acordo com cada paciente, depois da segunda semana do
pós-peeling, pode-se usar maquilagem hipoalergênica e, no final da sexta semana, um
bloqueador solar.
O paciente ideal para esse tipo de peeling deve ter pele clara, fina e ressecada, ou
seja, segundo Fitzpatrick, indivíduos com peles do tipo I ou II e com rugas finas. O
homem tem a pele mais grossa, o que reduz a ação do fenol.
ETAPAS PÓS-PEELING
Nas próximas quarenta e oito horas:
Dieta líquido-pastosa com canudo
Profilaxia antibiótica
Profilaxia antiviral
Não molhar a face neste período
Manter cabeceira elevada
Neste período a pele adquire um aspecto de uma queimadura de segundo grau, com
uma crosta castanho-amarelada, fruto da soma das secreções meliscérias, do
catalisador e do gelóleo. Tal aspecto lembra a “casca de uma árvore”. O edema é
importante e o paciente relata certa sensibilidade nesta fase.
Após setenta e duas horas:
Não molhar a face até que completadas setenta e duas horas;
Após este período, primeiro banho de chuveiro, o paciente deve passar, “bem
de leve”, na face, uma compressa, com o objetivo de remover o material
liquefeito necrótico que ainda esteja presente sobre a pele;
Após o banho, secar a face com toques suaves de toalha limpa e macia,
tomando o cuidado para não esfregar, enxugar, reaplicar uma camada do gel
epitelizante, duas vezes ao dia.
Tempo de resultado:
Após a aplicação de peeling de fenol, o paciente pode demorar até três meses para
recuperar-se totalmente. Mas os resultados do tratamento podem demorar até seis
meses para aparecer.
COMPLICAÇÕES
a) Aparecimento de alterações da pigmentação que podem ocorrer devido ao
processo inflamatório. A hipopigmentação pode ocorrer pela toxicidade do fenol ao
melanócito, mas é rara. A perda de pigmentação da pele varia de acordo com o
paciente e seu tipo de pele.
b) Aparecimento de ectrópio, podendo ocorrer contração da pálpebra inferior.
c) Aparecimento de infecção, principalmente por microorganismos.
d) Aparecimento de eritema prolongado que pode persistir durante período que varia
de dois a quatro meses após a realização do peeling profundo. Pode ser tratado com
creme à base de hidrocortisona a 2,5%.
e) Aparecimento de cicatriz mais profunda no pós peeling, podendo ser permanente,
sendo mais comum em regiões como lábios, pálpebras e mandíbula.
f) Aparecimento de pequenos cistos brancos, ou milia, devido à rápida reepitelização
da pele.
CONTRA INDICAÇÕES E PRECAUÇOES
Devem ser evitados em pacientes que tem doença cardíaca;
Renal;
Hepática;
Aparecimento de herpes;
Exposição contínua aos raios UV;
Uso recente de isotretinoína;
Instabilidade psicológica;
Predisposição a quelóides e peles de tipo IV a VI de acordo com a
classificação o tipo de rugas;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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