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Infância/acidentes/cuidados com os doentes
Higiene do paciente
por Medipédia
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Actualizado em 28 Mar. 2012
Infância/acidentes/cuidados com os doentes
Como a higiene quotidiana de uma pessoa doente é um factor essencial para a sua
comodidade e bem-estar, se possível, deverá lavar-se sozinho; caso contrário, devem ser as
pessoas que cuidam dele a dar-lhe a ajuda necessária.
> Banho e duche
> Higiene do paciente na cama
> Lavagem do cabelo na cama
Banho e duche
Topo A partir do momento em que o paciente se consegue levantar da cama, o melhor
método para manter a sua higiene consiste em tomar um banho de imersão ou um duche, con-
soante as suas possibilidades e preferências, com a oportuna ajuda, caso seja necessária, das
pessoas que cuidam dele. Esta ajuda compreende vários aspectos, em seguida enumerados.
Em primeiro lugar, deve-se certificar de que a casa de banho tem a temperatura adequada,
entre os 20°C e os 24°C, e fechar-se as janelas para evitar as correntes de ar. Deve-se
igualmente tomar algumas precauções, de modo a garantir a segurança e comodidade do
paciente, nomeadamente ao colocar-se um tapete antiderrapante junto à banheira ou chuveiro
para que não pise o chão com os pés descalços, um tapete antiderrapante no fundo da
banheira ou estrado no chuveiro para evitar que escorregue e um banco ou cadeira junto à
banheira ou chuveiro para que se possa despir mais comodamente e deixar a roupa. Como é
óbvio, deve-se preparar todos os utensílios necessários, deixando-os ao alcance do paciente: o
material de limpeza (sabonete, esponja ou luva, pente), a roupa de banho (toalhas grandes e
pequenas, roupão) e a roupa do paciente (roupa interior, pijama ou camisa de dormir,
chinelos).
Para se efectuar um banho de imersão, deve-se encher a banheira com água quente, entre os
37°C e os 40°C, sendo preferível comprovar a temperatura com um termómetro. Caso o
paciente se sinta capaz de tomar um banho sem ajuda, deve-se deixar que o tome sozinho, mas
vigiando-o de vez em quando para se certificar de que não há problemas. Por outro lado, caso
se encontre debilitado, o melhor é dar-lhe ajuda, sobretudo no momento de se despir e entrar
na banheira e, após o banho, ao sair da banheira, secar-se e vestir-se. O banho não deve ser
excessivamente prolongado, no máximo de dez a quinze minutos, a menos que o médico
indique o contrário.
Em caso de duche, deve-se adoptar as mesmas medidas. O duche pode ser de água fria ou
quente, consoante as preferências, mas especialmente em função da conveniência em cada
caso: um duche frio pode ser estimulante, enquanto que um duche quente (35°C a 40°C)
proporciona um efeito relaxante.
Higiene do paciente na cama
Topo Caso o paciente não se consiga movimentar até à casa de banho, deve-se proceder à sua
higiene na cama. Antes de mais, deve-se assegurar de que o quarto está à temperatura
adequada (200C a 24°C) e que não existem correntes de ar, ao fechar-se as portas e janelas. De
modo a não se atrasar o procedimento, deve-se reunir previamente todo o material a utilizar,
nomeadamente um ou mais jarros com água quente (como a água arrefece rapida- mente,
deve estar entre 43°C e 46 ° C), duas bacias (uma para a água limpa e outra para esvaziar a
água suja), sabonete líquido neutro, uma esponja ou luva, gazes ou ligaduras de algodão,
toalhas, uma forra de plástico para proteger a cama e complementos como um pente, corta
unhas ou material para barbear.
Técnica. Em primeiro lugar, deve-se retirar a roupa da cama que reveste o paciente e despi-lo,
tapando-o de imediato com um lençol ou de preferência com uma toalha ou um roupão que o
mantenha quente e absorva a humidade. Deve-se igualmente colocar debaixo do paciente algo
que proteja o colchão (por exemplo, uma forra de plástico), sobre o qual se deve pôr uma
toalha bem esticada.
A lavagem deve ser realizada por partes, destapando-se alternadamente o sector que se
pretende limpar enquanto se tapa o resto, para que o paciente não passe frio. Deve-se encher e
mudar a água da bacia, esvaziando-a na outra, as vezes que forem necessárias quando
arrefecer ou estiver muito suja. Deve-se seguir uma sequência previamente definida, em
seguida enumerada.
Embora se deva, em primeiro lugar, lavar a cara, caso seja um homem, deve-se começar por lhe
fazer a barba. Deve-se lavar a cara apenas com água, já que apenas se recorre à utilização de
sabonete se for necessário, e utilizar gazes finas ou ligaduras de algodão para limpar os olhos,
nariz e orelhas, secando-os em seguida cuidadosamente. Depois, e com o paciente deitado de
barriga para cima, deve-se lavar o pescoço, peito, axilas e braços com água e sabonete. Depois
de se molhar, escorrer e colocar gel líquido na superfície da esponja, deve-se passá-la pela zona
que se pretende limpar, esfregando suavemente e submergindo a esponja na água da bacia as
vezes necessárias para lhe remover a sujidade e o sabonete, passá-la humedecida sobre a pele
para a enxaguar e, por fim, secar cuidadosamente. Para se lavar as mãos, caso o paciente possa
colaborar, o melhor a fazer é aproximar a bacia de água à extremidade da cama, à altura da
cintura, e permitir que o paciente as coloque no interior da mesma, primeiro uma e depois a
outra, para as ensaboar e depois secar, aproveitando a ocasião para, de vez em quando, cortar
as unhas. Em seguida, deve-se proceder à limpeza do abdómen, limpando-se o umbigo com
uma gaze se estiver muito sujo, e por fim dos membros inferiores. Para se lavar os pés, caso o
paciente consiga colaborar, o melhor é colocar a bacia com água na parte inferior da cama,
deixar o paciente colocar os pés dentro de água, primeiro um e depois o outro, ensaboá-los e
esfregar bem a zona do calcanhar, enxaguando e secando bem, com especial atenção para as
pregas entre os dedos; caso seja necessário, pode-se aproveitar o momento para se proceder
ao corte das unhas.
Por fim, chega o momento de se lavar a parte posterior do corpo. Caso o paciente se consiga
sentar, é preferível que o faça para que se possa lavar-lhe a parte posterior do pescoço e as
costas; caso contrário, deve-se colocá-lo de lado ou de barriga para baixo, de modo a limpar-se
o pescoço, costas, nádegas e coxas. Por fim, deve-se lavar com cuidado a região genital e a zona
anal.
Informações adicionais
Lavagem do cabelo na cama
Topo
Todos os pacientes devem lavar o cabelo regularmente, no mínimo uma vez por semana. Caso
não o consigam fazer sozinhos no decorrer do banho ou duche, devem ser as pessoas que
cuidam dele a encarregarem-se de o efectuar com o paciente deitado na cama. Neste caso, em
primeiro lugar, deve-se retirar a almofada e proteger a parte superior do colchão com uma
forra de plástico e com uma toalha por cima. O paciente deve colocar-se de lado ou, caso não o
consiga, de costas, com uma toalha à volta do pescoço e, caso o deseje, tampões de algodão
nos ouvidos, de modo a evitar a entrada de água. Depois de tudo pronto, deve-se colocar uma
bacia por baixo da cabeça do paciente - caso seja possível, deve-se utilizar um recipiente
adaptado para esta situação com um sistema que desagúe para um lado, no qual se encontra
um balde que vai recolher o líquido - e, com a ajuda de um jarro, molhar o cabelo com água
morna (1). Depois, deve-se aplicar o champô, esfregar a cabeça com a ponta dos dedos, sem
esquecer a nuca, através de movimentos circulares e sem enredar muito o cabelo (2). Em
seguida, deve-se passar por água abundante e, caso seja conveniente, repetir o procedimento,
enxaguar muito bem (3). Por fim, deve-se envolver a cabeça do paciente com uma toalha e
retirar os utensílios utilizados, procedendo-se à adequada secagem do cabelo com a toalha (4)
ou com um secador eléctrico, para depois penteá-lo.