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O Ministério de Cristo No Santuário Celestia

1) O documento discute o ministério de Cristo no santuário celestial, que é o cerne da doutrina adventista. 2) O santuário terrestre servia como modelo para o santuário celestial, onde Cristo iniciou seu ministério sacerdotal após a ascensão. 3) Em 1844, Cristo começou a segunda fase de seu ministério, como sumo sacerdote, marcando o início do juízo investigativo.
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O Ministério de Cristo No Santuário Celestia

1) O documento discute o ministério de Cristo no santuário celestial, que é o cerne da doutrina adventista. 2) O santuário terrestre servia como modelo para o santuário celestial, onde Cristo iniciou seu ministério sacerdotal após a ascensão. 3) Em 1844, Cristo começou a segunda fase de seu ministério, como sumo sacerdote, marcando o início do juízo investigativo.
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O MINISTÉRIO DE CRISTO NO SANTUÁRIO CELESTIAL

Pr. Arilton Oliveira

Texto Chave:

“Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo
sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como
ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o
homem”. Hebreus 8:1-2

INTRODUÇÃO

Se você pudesse fazer um único pedido a Deus, o que pediria? Veja que pedido
fez Davi:

“Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do


SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e
meditar no seu templo”. Salmo 27:4

O título escolhido hoje para nosso estudo é a própria declaração do livro Nisto
Cremos, de nossa 24a Crença Fundamental. Ela ensina:

“Há um santuário no Céu. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando


acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma
vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote
e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844,
no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa
de Seu ministério expiatório. O juízo investigativo revela aos seres celestiais
quem dentre os mortos será digno de ter parte na primeira ressurreição. Também
torna manifesto quem, dentre os vivos, está preparado para a trasladação ao
Seu reino eterno. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo
da graça para os seres humanos, antes do Segundo advento”. Crença
Fundamental 24 – “O Ministério de Cristo no Santuário Celestial”. Nisto Cremos,
385.

A obra mediadora de Cristo no Santuário Celestial é o cerne do próprio


adventismo. Inclusive, nossa origem profética se dá no exato momento de
transição desse ministério no céu, no dia 22 de outubro de 1844.

Para os adventistas, a morte sacrifical de Cristo no Calvário e Seu sacerdócio


no Santuário Celestial formam um todo indivisível. Do ponto de vista bíblico,
esses dois “eventos” não devem ser separados. A morte de Cristo não tem
significado expiatório para o pecador à parte de Sua intercessão sacerdotal. Por
outro lado, o sacerdócio intercessório de Jesus ficaria sem sentido se faltassem
os méritos de Sua morte expiatória.

1
I. O SANTUÁRIO TERRESTRE

1. A Bíblia fala do santuário mais do que qualquer tema:


• 45 capítulos no Pentateuco são dedicados ao santuário.
• 45 Capítulos nos livros dos profetas.
• 150 referências ao santuário nos outros escritos.
• Crê-se que o livro de salmos foi escrito para servir de coletânea
para o santuário.
• O evangelho de João está dividido segundo as festividades
judaicas.
• O livro de Apocalipse está estruturado pelo santuário. São sete
divisões e cada divisão começa com uma cena do santuário
celestial.
• As epistolas falam de Jesus como o sacerdote, sumo-sacerdote,
propiciatório, oferta.
• O santuário é o centro do pensamento dos escritores bíblicos.

2. A vida do povo de Israel estava centralizada no santuário:


• Durante o ano passavam cerca de 91 dias no santuário (Entre
sábados semanais e as festas).
• No santuário trabalhavam 38.000 Levitas (I Cro. 23:3).
• 288 cantores (I Cro. 25:7).
• 4.000 músicos e 4.000 porteiros (I Cro. 23:5).
• 6.000 oficiais e juízes.
• Os sacerdotes estavam divididos em 24 turnos (I Cro. 24:1).

3. O sistema sacrifical:
• No santuário funcionava o serviço sacrifical.
• Foi instituído por Deus para dar seguimento aos sacrifícios que já
vinham sendo praticados.
• E. G. White declara que o primeiro sacrifício foi oferecido pelo
próprio Adão:

“Quando Adão, de acordo com as especiais determinações de Deus, fez uma


oferta pelo pecado, isto foi para ele a mais penosa cerimônia. Sua mão deveria
levantar-se para tirar a vida, que somente Deus podia dar, e fazer uma oferta
pelo pecado. Pela primeira vez teria de testemunhar a morte. Ao olhar para a
vítima ensanguentada, contorcendo-se nas agonias da morte, ele devia pela fé
contemplar o filho de Deus, a quem a vítima prefigurava, e que devia morrer em
sacrifício pelo homem”. História da Redenção, 50.

• Os sacrifícios constituíam o caminho da salvação pela fé.


• Instruía o povo e Deus sobre o terrível caráter do pecado.
• Apontava o meio escolhido por Deus para acabar com o pecado.

Tinha três propósitos:


a) Ser a morada de YAHVEH (Êxodo 25:8)
b) Depositário da lei de Deus (Êxodo 25:16; 31:18).

2
c) Perpetuar e ampliar a dimensão tipológica dos sacrifícios como
meio de perdão e salvação. (E. G. White, Review and Herald,
05/03/1901).

II. O SANTUÁRIO CELESTIAL

• O santuário terrestre com seus serviços era uma figura do santuário


celestial. Moisés construiu de acordo com o modelo que lhe foi mostrado
no monte (Êxodo 25:8, 40).
• Era cópia ou sombra das coisas celestiais:

“Os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi
Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois
diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi
mostrado no monte” (Hebreus 8:5).

• Nesse santuário Jesus iniciou Sua obra 50 dias após Sua ressurreição.
• Nessa primeira fase, atuou como sacerdote, de acordo com o ritual do
antítipo.
• João declara: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não
pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus
Cristo, o Justo” (1 João 2:1).
• Mas chegaria o dia, em que Jesus passaria a atuar como Sumo
Sacerdote.
• A profecia de Daniel 8:14, em conexão com Apocalipse 10, indicava esse
momento.
• A profecia das 2.300 tardes e manhãs nos leva ao dia da expiação, no
dia 22 de outubro de 1844. Essa data marca dois acontecimentos. Um na
terra, o grande desapontamento, e, como resultado, o surgimento da
igreja remanescente, e; outro no céu, o início de uma nova fase do
ministério de Cristo no santuário celestial – função sumo sacerdotal.
• Nossa atenção hoje deve ser levada para o santuário celestial.
• Lá Jesus iniciou o juízo a 174 anos atrás.

UM ATAQUE AO SANTUÁRIO

O santuário celestial é o divino centro de operação na peleja entre o bem e o


mal. Nele Jesus apresenta os méritos de Seu sacrifício em favor de toda pessoa
anelante. Por isso se tornou objeto do ódio de Satanás.

A rebelião de Lúcifer no céu, quando era um querubim da guarda, começou


quando quis ocupar a posição que só pertence a Deus.

Parece-nos que, de 40 em 40 anos, temos tido grandes crises envolvendo a


doutrina do santuário:

• Década de 1850: Vários Mileritas; B. F. Snook e N. H. Brinkerhoff.

3
• Década de 1890: A. F. Ballanger, D. M. Canright e J. H. Kellogg.

• Década de 1930: L. R. Conradi e W. W. Fletcher.

• Década de 1980: Robert Brinsmead e Desmond Ford.

Se ao longo da história testemunhamos as investidas de Satanás contra o


santuário, podemos esperar que isto se repita com muito mais intensidade no
tempo do fim.

Qual a estratégia usada por Satanás hoje para obliterar as verdades do


santuário?

O apóstolo Paulo fala sobre a obra do anticristo no tempo do fim, precisamente


antes da volta do Senhor. Isso aparece na segunda carta aos Tessalonicenses.

O ANTICRISTO - SINAL DO FIM.

1. Os tessalonicenses ansiavam pelo retorno imediato e glorioso do


messias. E alguns deles já haviam dispensado o trabalho, os bens de
consumo, os compromissos sociais, para se colocarem a disposição de
uma vida contemplativa de espera. Mas Paulo os advertiu de que tal
evento só ocorreria após a apostasia. E acrescenta “a manifestação do
homem do pecado, filho da perdição”. (2 Tess. 2:3).
2. O mesmo sentimento tomou conta de muitos mileritas que, por ocasião
de 22/10/1844 vendiam tudo quanto tinham aguardando o regresso de
Cristo.
3. No calendário divino o fim só viria depois da manifestação do anticristo.
4. Quando surgiu ou surgirá o anticristo?

QUEM É O ANTICRISTO

1. Esta palavra aparece no Novo Testamento e apenas em João. Temos quatro


referências (1 João 2:18,22; 4:3; 2 João 1:7).

2. É em geral aplicável a todos os opositores de Cristo. Nestas passagens o


termo tem uma conotação histórica aplicada aos falsos ensinadores,
especialmente aos gnósticos, que surgiram nas igrejas da Ásia menor, e se
estenderam pelos dois primeiros séculos da história da igreja. Esta tendência
gnóstica recebeu o nome de docetistas, os quais ensinavam que Cristo era
apenas uma aparência e não uma realidade humana.

3. O vocábulo anticristo pode significar:

1) Um ser que se apõe a Cristo, ou,


2) No sentido da preposição grega anti, “um substituto para” ou um “Cristo
apócrifo, falso”.
3. De acordo com a visão historicista da profecia, chegamos a conclusão
de se tratar do papado.

4
4. Martinho Lutero: “Regozijo-me por ter de suportar tais males pela
melhor das causas. Sinto já maior liberdade em meu coração; pois
finalmente sei que o papa é o anticristo, e que o seu trono é o do próprio
Satanás”. D'Aubigné. (Grande Conflito, 142).

A OBRA DO ANTICRISTO

1. “O qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é


objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus,
ostentando-se como se fosse o próprio Deus”. (2 Tessalonicenses 2:4).
2. “Se assentaria no santuário de Deus”. (NAÓS): Santuário interior,
contrastando com HIERON (prédio do Templo). Ele tentaria assumir o
lugar de Deus na adoração.
3. Como historicamente o papado assume o lugar de Deus no santuário?
4. O processo de paganização do cristianismo não apenas deitou por terra
a verdade do santuário, mas também substituiu as doutrinas básicas
conectadas com o santuário por ensinos de origem pagã. Neste processo
temos:

1. O sacrifício único e completo de Cristo passou a ser


blasfemamente repetido através do sacrifício da missa.

Concílio de Trento definiu: “... pela consagração do pão de do vinho opera-se a


mudança de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso
Senhor e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; esta
mudança, a igreja católica denominou-a com acerto e exatidão
TRANSUBSTANCIAÇÃO”. (Catecismo da Igreja Católica. 381).

2. A intercessão única e exclusiva de Cristo no santuário celestial


foi substituída pela mediação espúria da Virgem Maria e dos santos
mortos e do clero romano.

“Finalmente, a imaculada virgem, preservada imune de toda mancha da culpa


original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória
celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme é seu filho, senhor dos
senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo senhor como rainha
do universo. A assunção da virgem Maria é uma participação singular na
ressurreição de seu filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”.
Catecismo, 273.

3. Os mandamentos do decálogo, guardados na arca da aliança,


especialmente o segundo mandamento, foi modificado para dar
margem à mediação dos santos e a veneração de imagens.

O catecismo na página 539 cita os dez mandamentos como em Êxodo 20 e


Deuteronômio 5. Na forma catequética o segundo mandamento não aparece.

Na página 560 diz, tenta confundir nossa mente:

5
“Ao se encarnar o filho de Deus inaugurou uma nova “economia” das imagens.
O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe
os ídolos. De fato, “a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original”,
e “quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada”. A honra
prestada a santas imagens é uma “veneração respeitosa”, e não uma adoração,
que só compete a Deus”.

4. A guarda do sábado do quarto mandamento foi substituída pela


observância pagã do domingo.

Catecismo, p. 568:
“Jesus ressuscitou dentre os mortos no primeiro dia da semana. Enquanto
“primeiro dia”, o dia da ressurreição de Cristo lembra a primeira criação.
Enquanto “o oitavo dia” que segue ao sábado, significa nova criação inaugurada
com a ressurreição de Cristo. Para os cristãos, ele se tornou o primeiro de todos
os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor”.

A encíclica Dies Domini, p. 20, falando da passagem do sábado ao domingo,


declara:

“Por esta dependência essencial que o terceiro mandamento tem da memória


das obras salvíficas de Deus, os cristãos, apercebendo-se da originalidade do
tempo novo e definitivo inaugurado por Cristo, assumiram como festivo o
primeiro dia depois do sábado, porque nele se deu a ressurreição do Senhor”.

5. A noção bíblica da mortalidade da alma foi suplantada pela teoria


pagã da imortalidade da alma.

Catecismo, p. 105.
“A igreja ensina que cada alma espiritual é diretamente criada por Deus. Não é
produzida pelos pais. E é imortal. Ela não perece quando da separação do corpo
na morte e se unirá novamente ao corpo na ressurreição final”.

6. A gloriosa esperança na segunda vinda pessoal e visível de


Cristo para salvação eterna dos justos deu lugar à teoria pagã
da recompensa logo após a morte.

Catecismo 281.
“A alma na morte vai ao encontro de Cristo e o corpo cai na corrupção”.

CONCLUSÃO

1. Satanás profanou o santuário de Deus para obliterar a obra de Cristo.


2. Seu grande engano consiste em apresentar Cristo sobre outra ótica não vista
nas escrituras.
3. Através de seus ataques na história podemos perceber o quanto odeia as
verdades relativas ao santuário e a obra de Cristo em nosso favor.

6
4. Mas a mensagem do santuário são as mais positivas possíveis.

5. Quando formos a juízo:


a) Temos uma testemunha (Apocalipse 3:14).
b) Temos um substituto (I João 4:10).
c) Temos um advogado (I João 2:1).
d) Temos um juiz (João 5:22).

6. Mas se isto ainda não for suficiente, temos que implorar. “Implorar” na Bíblia
é um termo legal. Apresentar evidências. A evidência é Jesus e os cravos em
suas mãos.

7. Mas não se preocupe, a mente do Pai não precisa ser mudada (João 3:16). O
pai nos ama tanto quanto o filho. O juiz pagou o preço, declarou que não somos
culpados.

8. Só há uma maneira de se perder: Se você rejeitar o dom da vida eterna.

9. As palavras do apóstolo são confortadoras:

“Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos


misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento
oportuno”. (Hebreus 4:16).

10. Façamos de Cristo nosso arrimo e segurança na luta espiritual.

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