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Introdução às Redes de Computadores

Este documento introduz os principais conceitos sobre redes de computadores. Ele discute a evolução histórica das redes desde as primeiras redes na década de 1960 até a internet de hoje. Também apresenta a classificação de redes de acordo com sua extensão geográfica, incluindo PANs, LANs, MANs e WANs.

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Introdução às Redes de Computadores

Este documento introduz os principais conceitos sobre redes de computadores. Ele discute a evolução histórica das redes desde as primeiras redes na década de 1960 até a internet de hoje. Também apresenta a classificação de redes de acordo com sua extensão geográfica, incluindo PANs, LANs, MANs e WANs.

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Aula 1 –

Introdução às redes
de computadores

Objetivos

Introduzir os principais conceitos relacionados às redes de computadores.

Mostrar a evolução histórica das redes.

Apresentar os tipos existentes de redes quanto à extensão geográfica.

1.1 Considerações iniciais


As redes de computadores constituem-se de um conjunto de dois ou mais
computadores interligados com o objetivo de compartilhar recursos e trocar
informações.

Cada vez mais presentes no dia-a-dia das pessoas, as redes de computadores


estão espalhadas em diversos locais: grandes e médias empresas, pequenos
escritórios ou até mesmo em casa.

Um exemplo de uma rede de computadores é a internet. A internet é caracte-


rizada por uma rede de computadores descentralizada que envolve diferentes
meios de comunicação, que permite aos seus usuários a troca de informações
constante.

1.2 O surgimento das redes de computadores


Instituídas durante a década de 60, as primeiras redes de computadores tinham
o propósito de trocar dados entre dois computadores. O cartão perfurado era
o meio utilizado para armazenar dados, sendo que o mesmo constituía-se
como uma forma demorada e trabalhosa de transportar grandes quantidades
de informações.
Arpanet
No período entre 1970 e 1973, com a criação da Arpanet, foi possível a Rede de comunicação de dados
criada pela Agência de Pesquisas
criação de uma rede para interligação entre universidades, instituições mili- em Projetos Avançados (ARPA)
tares e empresas. Os hardwares utilizados nessa época eram os mainframes, dos EUA, que inicialmente
conectou algumas universidades
caracterizados por um poder de processamento baixo e com preços elevados. e centros de pesquisa, por volta
de 1969.

Aula 1 - Introdução às redes de computadores 15 e-Tec Brasil


Serviços como e-mail, FTP e DNS, foram criados, permitindo aos usuários
realizar diferentes tipos de tarefas. Esses recursos serviram de base para o
que se tem hoje.

Com a evolução crescente dos meios de comunicação e as tecnologias, a década


de 90 ficou caracterizada com a expansão do acesso à internet. Neste caso,
redes dos mais variados tipos ganharam seu espaço no mercado. O padrão
Ethernet popularizou-se e espalhou-se, sendo utilizado com frequência na
construção de redes locais de computadores (LAN’s).

Neste período, o acesso à internet através de linha discada era uma realidade
comum em empresas, haja vista que era necessário um modem e uma linha
telefônica, o que muitas vezes tornava-se uma solução custosa. Como solução
a esta alternativa discada, surgiram as linhas de frame relay (conexão dedicada
com velocidades de 64 kbits). Esse tipo de conexão facilitava o acesso à
internet em computadores de uma mesma rede, pois permitia compartilhar a
conexão entre os computadores da rede, além de permitir que todos estivessem
permanentemente conectados.

Hoje é possível construir redes através de inúmeras possibilidades: redes cabe-


adas (Ethernet, fibra óptica), sem-fio (rádio, Bluetooth, Wi-Fi), entre outros.
Bluetooth O custo, velocidade entre outros fatores é influenciado pelas tecnologias e
É o nome dado à tecnologia dispositivos empregados na construção desta rede.
de comunicação sem-fio de
que permite transmissão de
dados e arquivos através de As redes de computadores apesar da evolução e crescente propagação, man-
dispositivos como telefones
celulares, smartphones, tém seu objetivo primordial: compartilhar recursos (tanto de hardware como
notebooks, câmeras digitais,
impressoras, teclados, mouses software) e propiciar a troca de informações (MORIMOTO, 2008a).
e até fones de ouvido, entre
outros equipamentos de
maneira rápida e segura.
1.3 Tipos de redes de computadores
As redes de computadores, geralmente, são classificadas de acordo com sua
disposição geográfica e hierarquia.

1.3.1 Classificação das redes quanto à extensão


  geográfica
Neste quesito, as redes são classificadas quanto ao alcance das mesmas, sendo
que diversas classificações são propostas como forma de caracterização destes
tipos de redes, conforme os tópicos a seguir.

e-Tec Brasil 16 Redes de Computadores


1.3.1.1 PAN
Uma PAN (Personal Area Network) ou Rede de Área Pessoal, constitui-se de
uma rede de computadores formada por dispositivos muito próximos uns dos
outros. Como exemplo deste tipo de rede, pode-se citar dois notebooks em
uma sala trocando informações entre si e ligados a uma impressora. Redes
formadas por dispositivos Bluetooth são exemplos de uma PAN.

Figura 1.1: Exemplo de uma rede PAN


Fonte: CTISM, adaptado de http://tecnosolution.blogspot.com.br/2011/04/redes-pan-lan-man-wan.html

1.3.1.2 LAN
Uma LAN (Local Area Network), também conhecida como rede local de com-
putadores, corresponde a uma rede que possui uma “cobertura limitada”
quanto a extensão geográfica que pode atuar.

Este tipo de rede é geralmente composta por computadores conectados


entre si, através de dispositivos tecnológicos (placas de redes, switch, hub,
entre outros), possibilitando o compartilhamento de recursos e a troca de
informações.

Figura 1.2: Exemplo de uma rede LAN


Fonte: CTISM, adaptado de http://thiagofrodrigues.blogspot.com.br/2010/10/abrangencia-das-redes.html

Aula 1 - Introdução às redes de computadores 17 e-Tec Brasil


Uma rede local de computadores é utilizada com frequência para conectar
computadores em rede, servidores, dispositivos eletrônicos diversos (tablets,
netbooks, notebooks, etc.). Sua limitação geográfica faz com que as LAN’s sejam
utilizadas em casas, escritórios, escolas, empresas, entre outros meios locais.

1.3.1.3 MAN
Uma MAN (Metropolitan Area Network) rede de área metropolitana, corres-
ponde a uma rede de computadores que compreende um espaço de média
dimensão (região, cidade, campus, entre outros). Geralmente uma MAN está
associada a interligação de várias LAN’s e é considerada uma parte menor de
uma WAN (que será descrita no próximo item).

Figura 1.3: Exemplo de uma rede MAN


Fonte: CTISM, adaptado de http://cyberti54.blogspot.com.br/2010/09/o-que-e-uma-rede-man.html

Um exemplo de MAN são as redes ISP (Internet Service Provider) que em


português significa “provedor de serviço de internet”. Um ISP nada mais
é do que uma empresa (provedor) que fornece acesso à internet e demais
serviços de um ISP como: contas de e-mail, hospedagem de sites, entre outros,
mediante o pagamento de uma mensalidade ou taxa. As formas de conexão
a esta rede podem ser através de uma linha telefônica (dial-up), ou uma
conexão de banda larga (wireless, cabo ou DSL). As redes ISPs são exemplos
clássicos de MAN.

e-Tec Brasil 18 Redes de Computadores


1.3.1.4 WAN
Uma WAN (Wide Area Network) ou rede de longa distância, corresponde
a uma rede de computadores que abrange uma grande área geográfica,
como por exemplo um país, continente, entre outros. As WAN’s permitem
a comunicação a longa distância, interligando redes dentro de uma grande
região geográfica.

Figura 1.4: Exemplo de uma rede WAN


Fonte: CTISM

1.3.1.5 Demais classificações quanto a extensão geográfica


Uma série de outras nomenclaturas são utilizadas para descrever outros tipos
de redes, quanto a extensão geográfica que as mesmas atuam. A seguir é
possível conhecer algumas:

• WMAN – rede de área metropolitana sem-fio, destina-se principalmente


a operadores de telecomunicações.

• WWAN – rede de longa distância sem-fio, são comumente utilizadas para


criação de redes de transmissão celular.

• RAN – considerada uma subcategoria de uma MAN, uma RAN (Regional


Area Network), corresponde a uma rede de computadores de uma região
geográfica específica.

• CAN – uma CAN (Campus Area Network) corresponde a uma rede de


computadores formada por computadores dispostos em edifícios, prédios,
campus, entre outros (MENDES, 2007).

Aula 1 - Introdução às redes de computadores 19 e-Tec Brasil


1.3.2 Classificação de redes quanto a hierarquia
A classificação das redes de computadores quanto a hierarquia refere-se ao modo
como os computadores dentro de uma rede se comunicam. Entre os principais
tipos de classificação quanto a hierarquia, estão as redes ponto-a-ponto e
as redes cliente-servidor, que veremos a seguir.

1.3.2.1 Redes ponto-a-ponto


Uma rede ponto-a-ponto normalmente é utilizada em pequenas redes. Neste
tipo de rede os computadores trocam informações entre si, compartilhando
arquivos e recursos.

Uma rede do tipo ponto-a-ponto possui algumas características pontuais:

• É utilizada em pequenas redes.

• São de implementação fácil e de baixo custo.

• Possuem pouca segurança.

• Apresentam um sistema de cabeamento simples.

Ao citarmos uma vantagem e uma desvantagem deste tipo de rede, podemos


considerar como ponto positivo o baixo custo para implementar uma rede do
tipo ponto-a-ponto, onde todos os computadores podem acessar diretamente
todos os demais computadores e seus recursos compartilhados. Um ponto
negativo neste tipo de rede está relacionado a baixa segurança que este
modelo proporciona.

Figura 1.5: Exemplo de uma rede ponto-a-ponto


Fonte: CTISM

1.3.2.2 Redes cliente-servidor


Uma rede de computadores do tipo cliente-servidor possui um ou mais ser-
vidores, responsáveis por prover serviços de rede aos demais computadores
conectados a ele que são chamados clientes. Cada cliente (computador que

e-Tec Brasil 20 Redes de Computadores


compõe este tipo de rede) que deseja acessar um determinado serviço ou
recurso faz essa solicitação ao servidor da rede, por isso o nome cliente-servidor.

Esse tipo de rede surgiu da necessidade de criar uma estrutura que centralizasse
o processamento em um computador central da rede (no caso o servidor, com
recursos de hardware preparados para tal processamento). Como exemplos de
serviços de rede que um servidor pode executar estão: servidor de aplicativos,
serviço de impressão, hospedagem de sites, servidor de e-mail, servidor de
arquivos, entre outros.

Os computadores clientes, também chamados de “nós” em uma rede de


computadores, são as estações de trabalho ou desktops. Os computadores
clientes são utilizados pelos usuários que acessam as informações armazenadas
no servidor e executam aplicações locais.

Como características deste tipo de rede podemos citar:

• Maior custo e implementação mais complexa que uma rede do tipo


ponto-a-ponto.

• Existência de pelo menos um servidor da rede.

• Redes do tipo cliente-servidor, apresentam uma estrutura de segurança


melhorada, pois as informações encontram-se centralizadas no servidor,
o que facilita o controle e o gerenciamento dos mesmos.

• Neste tipo de rede não há tolerância a falhas (como existe em um sistema


descentralizado) haja vista um único sistema centralizado de informações
(servidor).

• Um servidor de rede é um computador projetado (hardware) para suportar


a execução de várias tarefas que exigem bastante do hardware (como
disco rígido e processador), diferentemente de uma estação de trabalho
(cliente), que não possui características para realizar o trabalho de um
servidor (quando falamos puramente do hardware necessário a um com-
putador servidor).

• No contexto do software para servidores, deve prover serviços usuais para


atender os clientes da rede: autenticação, compartilhamento de recursos,
entre outros.

Aula 1 - Introdução às redes de computadores 21 e-Tec Brasil


Figura 1.6: Exemplo de uma rede cliente/servidor
Fonte: CTISM

1.4 Principais componentes de uma rede


 de computadores
Uma rede de computadores é formada por diversos dispositivos, equipamentos,
entre outros, para que a mesma possa funcionar corretamente e cumprir o
objetivo geral de uma rede: a troca de informações e o compartilhamento de
recursos, sejam eles recursos de hardware ou software. Nos próximos itens
faremos uma abordagem inicial dos principais componentes que compõe
uma rede de computadores.

1.4.1 Servidores
Um servidor, em uma rede de computadores, desempenha diversas tarefas.
Entre elas estão: prover diferentes serviços aos computadores que acessam
estes servidores, denominados clientes, além de executar serviços como:
servidor de arquivos, aplicações, impressão, e-mail, backup, acesso remoto,
entre outros tantos.

Para o bom funcionamento de um servidor, que irá trabalhar com um grande


número de requisições, é necessário que o mesmo possua hardwares específicos
para este fim, ou seja, que o servidor de uma rede possua uma estrutura de
hardware de servidor e não de um computador comum (desktop).

Atualmente, diversas empresas no mercado comercializam servidores, de


diferentes tamanhos, estilos e configurações, com preços acessíveis, o que
facilita a sua utilização em redes de pequeno, médio e grande porte.

e-Tec Brasil 22 Redes de Computadores


É importante salientar aqui que o servidor deve ser um computador preparado
para exercer esta função, tanto no hardware com que é composto quanto
ao software que é empregado no mesmo, ou seja, um servidor deve ter um
hardware específico para suportar as atividades de servidor e deve também
conter um sistema operacional que forneça à máquina capacidade de prover
serviços específicos de servidores.

Diversas são as vantagens de se utilizar um servidor em uma rede de compu-


tadores, a seguir são citadas algumas delas:

• Centralização de serviços – ao utilizar-se um servidor, os serviços de rede


(que geralmente são mais do que um) ficam centralizados em um mesmo
local, o que facilita a tarefa do administrador do servidor.

• Backup – ao centralizar serviços de rede como um servidor de arquivos,


e-mail e banco de dados, tem-se a facilidade de administrar as cópias de
segurança (backup), pois todos os serviços, diretórios e arquivos estão
centralizados em uma única máquina e não espalhadas por diferentes
computadores em uma rede.

• Acesso remoto – um servidor pode e, geralmente, tem implementado o


serviço de acesso remoto. Dessa forma, usuários podem acessar servido-
res de uma empresa, por exemplo, de qualquer lugar que tenha acesso à
internet, seja em casa, numa praça, etc., como se estivessem na mesma
rede local (SILVA, 2010).

1.4.1.1 Tipos de servidores e serviços de rede


Servidores em uma rede de computadores podem executar diferentes servi-
ços em uma mesma máquina física (computador), sendo que, dessa forma,
uma única máquina pode prover diferentes serviços para os computadores
conectados a essa rede.

Existem, atualmente, diferentes tipos de servidores. Estes servidores são classi-


ficados conforme a tarefa que realizam, sendo os principais, listados a seguir:

• Servidor de arquivos – tem a função de armazenar os dados que são


compartilhados entre os diferentes usuários que compõe uma rede de com-
putadores. Entre estes dados estão o armazenamento de arquivos (texto,
planilhas e gráficos). Os programas que manipulam os arquivos são instalados
e executados individualmente em cada uma das máquinas, não no servidor,
que neste caso é responsável por gerenciar eventuais acessos simultâneos.

Aula 1 - Introdução às redes de computadores 23 e-Tec Brasil


• Servidor de impressão – um servidor de impressão processa os pedidos
de impressão solicitados pelos usuários da rede e gerencia a ordem de
impressão em caso de pedidos simultâneos (prioridades podem ser imple-
mentadas, caso necessário). Cotas de impressão podem ser implementadas
como forma de limitar a quantidade de páginas impressas por usuários.

• Servidor de aplicações – é responsável por executar aplicações cliente/


servidor, como por exemplo, um banco de dados. Os clientes enviam pedi-
dos ao servidor, que o processa e devolve os dados para serem exibidos em
aplicações cliente. A vantagem deste tipo de serviço é que vários usuários
podem utilizar uma aplicação ao mesmo tempo.

• Servidor de e-mail – responsável pelo armazenamento, processamento


de envio e recepção de mensagens eletrônicas (e-mail).

• Servidor de backup – responsável por executar, armazenar a atualizar


cópias de segurança dos dados armazenados no servidor.

• Servidor WEB – também conhecido como servidor de hospedagem,


armazena as páginas dos usuários que ficarão disponíveis na internet,
para acesso pelos clientes via browsers. Vale salientar que muitas vezes
um servidor WEB está ligado a outros serviços do servidor como banco de
dados, servidores de aplicações server-side, entre outros.

• Servidor de DNS – estes servidores fazem a tradução dos endereços digi-


tados nas URLs dos browsers em endereços IP e vice-versa. Este servidor
exerce uma tarefa de extrema relevância para as redes de computadores,
pois sem eles, cada vez que acessássemos um site, por exemplo, teríamos
que digitar seu endereço IP correspondente.

• Servidor proxy – um proxy pode exercer diferentes tipos de serviços a


uma rede de computadores. Em geral um proxy está associado a cache,
que nada mais é do que o armazenamento local no servidor das páginas
da internet mais visitadas. Dessa forma, cada vez que um novo usuário
acessar um site já acessado anteriormente, o servidor retornará para este
usuário a página armazenada no cache local do servidor, o que se torna
muito mais rápido do que abrir uma nova conexão e buscar os dados
novamente em um servidor externo.

e-Tec Brasil 24 Redes de Computadores


• Servidor de FTP – um servidor de FTP (File Transfer Protocol) também
conhecido como protocolo de transferência de arquivos tem a função de
disponibilizar aos usuários de uma rede um espaço no disco rígido, onde
é possível enviar arquivos (upload) ou baixar arquivos (download), através
de um endereço específico.

• Servidor de virtualização – bastante utilizado atualmente como forma de


reduzir o número de servidores físicos em uma rede de computadores, um
servidor de virtualização permite a criação de várias máquinas virtuais em
um mesmo computador servidor. Assim, pode-se ter em uma mesma rede,
diferentes servidores separados, em um mesmo equipamento, fazendo
com que dessa maneira, tenha-se uma maior eficiência em termos de
energia desprendida a estes serviços, sem prejudicar as funcionalidades
de vários sistemas operacionais, sendo executados em mesmo local físico
(MORIMOTO, 2008b).

1.4.2 Tipos de sistemas operacionais de servidores


Quanto aos softwares utilizados como sistemas operacionais para um servidor
em uma rede de computadores, tem-se diversas opções, sendo que algumas
delas são soluções pagas (comerciais) e outras livres (quanto a utilização,
modificação e alteração).

Os sistemas operacionais para servidores mais utilizados são basicamente os


sistemas operacionais Windows, Linux e Mac OS X.

No Quadro 1.1, é possível visualizar os principais sistemas operacionais para


servidores, confira:

Quadro 1.1: Sistemas operacionais para servidores


Windows Linux Mac OS X
Windows 2000 Server Suse Mac OS X v10.0 Cheetah
Windows 2003 Server Debian Mac OS X v10.1 Puma
Windows 2008 Server Ubuntu Mac OS X v10.2 Jaguar
Windows 2012 Server Mandriva Mac OS X v10.3 Panther
Red Hat Mac OS X v10.4 Tiger
Fedora Mac OS X v10.5 Leopard
Slackware Mac OS X v10.6 Snow Leopard
Mac OS X v10.7 Lion
Mac OS X v10.8 Mountain Lion
Fonte: Autores

Aula 1 - Introdução às redes de computadores 25 e-Tec Brasil


1.4.3 Principais dispositivos de uma rede
Uma rede de computadores é composta por diferentes dispositivos, cada um
com sua função, com o objetivo de dar funcionalidade e organização, bem
como, prover a comunicação entre os diferentes componentes de uma rede.
A seguir são citados os principais dispositivos de uma rede de computadores,
com o intuito de conhecermos um pouco melhor os principais componentes
que compõem uma rede (uma descrição completa será apresentada nas
próximas aulas):

• Host – equipamento utilizado pelos usuários finais para processamento das


aplicações e conexão à rede. Enquadram-se nesta descrição os notebooks,
netbooks, computadores pessoais, entre outros.

• Interface de rede – cada computador, notebook, entre outros dispositivos


se conectam à uma rede de computadores através de uma placa de rede.
A esta placa de rede é dado o nome de interface de rede. Uma placa de
rede pode ser do tipo Ethernet cabeada (na qual um cabo é conectado
a esta placa) ou então Ethernet sem-fios (placas que se comunicam via
Bluetooth, ondas de rádio, etc.). Características como velocidade, modo
de funcionamento e barramento de conexão, podem variar de uma inter-
face para outra.

• Hub – o hub (concentrador) é um dispositivo cuja função é interligar os


computadores de uma rede local. O funcionamento do hub se difere de
um switch, pois o hub simplesmente repassa o sinal vindo de um compu-
tador para todos os computadores ligados a ele (como um barramento).

• Switch – semelhante ao hub, um switch serve de concentrador em uma


rede de computadores com a diferença de que recebe um sinal vindo de
um computador origem e entrega este sinal somente ao computador
destino. Isto é possível devido a capacidade destes equipamentos em criar
um canal de comunicação exclusivo (origem/destino). Esta prática diminui
consideravelmente o número de colisões e a perda de pacotes na rede.
colisões
São perdas de pacotes • Bridge – ponte de ligação entre duas ou mais redes. Como exemplo,
ocasionadas quando dois ou
mais hosts tentam transmitir podemos citar uma ponte entre uma rede cabeada e uma rede sem-fio.
dados simultaneamente
utilizando o mesmo meio físico.
• Gateway – sinônimo de roteador na arquitetura TCP/IP, é o equipamento
pacote
É a forma como é chamado que conecta os hosts à rede. Em outras arquiteturas de redes, um gateway
um conjunto de dados enviado é um dispositivo (hardware ou software) que converte mensagens de um
através da rede.
protocolo em mensagens de outro protocolo.

e-Tec Brasil 26 Redes de Computadores


• Roteador – dispositivo de rede que interconecta duas ou mais redes físicas
e encaminha pacotes entre elas.

• Ponto de acesso wireless (access point) – equipamento responsável


por fazer a interconexão entre todos os dispositivos móveis em uma rede
sem-fio. Uma prática comum é a interligação de um access point a uma
rede cabeada, para, por exemplo, prover acesso à internet e a uma rede
local de computadores (ALECRIM, 2004).

Os padrões Ethernet de comunicação de dados possuem diferentes tipos e podem


ser tanto cabeados, como sem-fio (wireless). Como exemplo de tecnologia
Ethernet do tipo cabeada estão os padrões 802.3, 802.4, 802.5, etc. Porém,
existem padrões Ethernet sem-fio que são tecnologias bastantes utilizadas
no dia-a-dia como os padrões 802.11 (b, g, n), 802.15, 802.16, entre outros.

Para conhecer mais e


1.4.4 Principais conceitos relacionados às redes entender o funcionamento
  de computadores destas tecnologias utilizadas
nas redes de computadores
A seguir, separamos alguns dos principais conceitos relacionados as redes de acesse o endereço:
http://www.hardware.com.
computadores, como forma de entendermos as principais nomenclaturas e br/livros/redes/padroes-
quais suas funções no contexto das redes de computadores: ethernet.html

• Protocolo – um protocolo, em uma rede de computadores, nada mais é


do que um conjunto de regras e convenções que definem a comunicação
dos dispositivos em uma rede. Um dos protocolos mais conhecidos de rede
de computadores e da própria internet é o protocolo TCP/IP.

• TCP/IP – o protocolo TCP/IP é a junção de dois protocolos diferentes o


TCP e o IP. O protocolo TCP (Transmission Control Protocol) é o protocolo
padrão que define o serviço de circuito virtual da camada de transporte
da arquitetura TCP/IP. Já o protocolo IP (Internet Protocol) é o protocolo
padrão que define o serviço de entrega não confiável e não orientado à
conexão da camada de rede do TCP/IP.

• Endereço IP – um endereço IP é um identificador de um dispositivo per-


tencente a uma rede de computadores. Também conhecido como endereço
lógico, pode conter endereços reservados, que são utilizados dentro de
uma rede local, também conhecidos como não-roteáveis e endereços IP’s
válidos, utilizados publicamente, inclusive no acesso à internet.

• Endereço MAC – um endereço MAC (Media Access Control) também


conhecido como endereço físico, é atribuído quando da fabricação de

Aula 1 - Introdução às redes de computadores 27 e-Tec Brasil


uma interface de rede, por exemplo. Este endereço é único para cada
dispositivo de rede.

• Porta – uma porta em uma rede de computadores corresponde a represen-


tação interna do sistema operacional de um ponto de comunicação para
envio e recepção de dados. Uma porta é representada por um número,
na qual é realizado determinado acesso (TYSON, 2009).

Resumo
Nesta aula, vimos como surgiram as redes de computadores, como se clas-
sificam quanto a extensão geográfica (PAN, LAN, MAN, WAN), os principais
componentes, entre outros elementos básicos para que você tenha uma ideia
inicial das redes e do conteúdo que estudaremos na próxima aula. Para fixar
o conteúdo visto em cada aula, é importante que você realize os exercícios
de aprendizagem. Em nossa próxima aula, falaremos sobre as topologias das
redes de computadores.

Atividades de aprendizagem
1. Qual o objetivo principal de uma rede de computadores?

2. Quais as diferenças entre as redes PAN, LAN, MAN e WAN?

3. Qual a diferença entre uma rede ponto-a-ponto e uma rede cliente-servidor?

4. Cite três tipos de servidores, quanto aos serviços que realizam, explicando
a função de cada um deles.

e-Tec Brasil 28 Redes de Computadores


Aula 2 – Topologias de redes
 de computadores

Objetivos

Apresentar as principais topologias de redes e suas classificações.

Caracterizar as topologias e sua formação.

Conhecer as topologias em sua essência.

Apresentar as principais características relacionadas as topologias,


suas vantagens e desvantagens.

2.1 Considerações iniciais


Uma topologia de rede tem o objetivo de descrever como é estruturada uma
rede de computadores, tanto fisicamente como logicamente. A topologia
física demonstra como os computadores estão dispersos na rede (aparência
física da rede). Já a topologia lógica demonstra como os dados trafegam na
rede (fluxo de dados entre os computadores que compõe a rede).

2.2 Classificação das topologias de rede


A topologia de uma rede pode ter diferentes classificações. As principais são:

• Barramento.

• Anel.

• Estrela.

• Malha.

• Árvore.

• Híbrida.

Aula 2 - Topologias de redes de computadores 29 e-Tec Brasil


2.2.1 Barramento
Na topologia em barramento todos os computadores trocam informações entre
si através do mesmo cabo, sendo este utilizado para a transmissão de dados
entre os computadores. Este tipo de topologia é utilizada na comunicação
ponto-a-ponto. De acordo com Silva (2010), as vantagens da topologia em
barramento são:

• Estações de trabalho (nós) compartilham do mesmo cabo.

• São de fácil instalação.

• Utilizam pouca quantidade de cabo.

• Possui baixo custo e grande facilidade de ser implementada em lugares


pequenos.

Figura 2.1: Exemplo de uma topologia em barramento


Fonte: CTISM

Como desvantagens deste tipo de topologia, está o fato de que somente


um computador pode transmitir informações por vez. Caso mais de uma
estação tente transmitir informações ao mesmo tempo, temos uma colisão
de pacotes. Cada vez que uma colisão acontece na rede é necessário que o
computador reenvie o pacote. Esta tentativa de reenvio do pacote acontece
várias vezes, até que o barramento esteja disponível para a transmissão e os
dados cheguem até o computador receptor.

Além disso, conforme Silva (2010), outras desvantagens da topologia em


barramento são:

• Problemas no cabo (barramento) afetam diretamente todos os computa-


dores desta rede.

• Velocidade da rede variável, conforme a quantidade de computadores


ligados ao barramento.

e-Tec Brasil 30 Redes de Computadores


• Gerenciamento complexo (erros e manutenção da rede).

2.2.2 Anel
Uma rede em anel corresponde ao formato que a rede possui. Neste caso,
recebem esta denominação pois os dispositivos conectados na rede formam
um circuito fechado, no formato de um anel (ou círculo).

Neste tipo de topologia os dados são transmitidos unidirecionalmente, ou


seja, em uma única direção, até chegar ao computador destino. Desta forma,
o sinal emitido pelo computador origem passa por diversos outros computa-
dores, que retransmitem este sinal até que o mesmo chegue ao computador
destino. Vale lembrar aqui que cada computador possui seu endereço que é
identificado por cada estação que compõe a rede em anel.

Figura 2.2: Exemplo de uma topologia em anel


Fonte: CTISM

Como vantagens desta topologia estão:

• Inexistência de perda do sinal, uma vez que ele é retransmitido ao passar


por um computador da rede.

• Identificação de falhas no cabo é realizada de forma mais rápida que na


topologia em barramento.

Como praticamente todas as topologias de rede têm seus pontos positivos e


negativos, podemos citar como desvantagens deste tipo de topologia:

• Atraso no processamento de dados, conforme estes dados passam por


estações diferentes do computador destino.

• Confiabilidade diminui conforme aumenta o número de computadores


na rede.

Aula 2 - Topologias de redes de computadores 31 e-Tec Brasil


2.2.3 Estrela
Uma rede em estrela possui esta denominação, pois faz uso de um concentrador
na rede. Um concentrador nada mais é do que um dispositivo (hub, switch ou
roteador) que faz a comunicação entre os computadores que fazem parte desta
rede. Dessa forma, qualquer computador que queira trocar dados com outro
computador da mesma rede, deve enviar esta informação ao concentrador
para que o mesmo faça a entrega dos dados.

Figura 2.3: Exemplo de uma topologia em estrela


Fonte: CTISM

O concentrador da rede possui a função de realizar o fluxo de dados e o


gerenciamento da rede. Concentradores atuais (switchs e roteadores) con-
seguem realizar os procedimentos necessários a rede de forma rápida e sem
gerar tráfego a mesma, diferentemente dos antigos hubs utilizados neste
tipo de topologia, onde os mesmos duplicavam a informação a todos os
computadores ligados a ele.

A topologia em estrela apresenta algumas vantagens, as quais são:

• Fácil identificação de falhas em cabos.

• Instalação de novos computadores ligados a rede, ocorre de forma mais


simples que em outras topologias.

• Origem de uma falha (cabo, porta do concentrador ou cabo) é mais simples


de ser identificada e corrigida.

• Ocorrência de falhas de um computador da rede não afeta as demais


estações ligadas ao concentrador.

e-Tec Brasil 32 Redes de Computadores


Como desvantagens ligadas a esta topologia, estão:

• Custo de instalação aumenta proporcionalmente a distância do compu-


tador ao concentrador da rede.

• Caso de falha no concentrador afeta toda a rede conectada a ele.

2.2.4 Malha
A topologia em malha refere-se a uma rede de computadores onde cada
estação de trabalho está ligada a todas as demais diretamente. Dessa forma,
é possível que todos os computadores da rede, possam trocar informações
diretamente com todos os demais, sendo que a informação pode ser transmitida
da origem ao destino por diversos caminhos.

Figura 2.4: Exemplo de uma topologia em malha


Fonte: CTISM

Como vantagens deste tipo de rede, podemos citar:

• Tempo de espera reduzido (devido a quantidade de canais de comunicação).

• Problemas na rede não interferem no funcionamento dos demais com-


putadores.

Uma desvantagem desta topologia está no custo de implementação da mesma,


uma vez que para isso, existe a necessidade de instalar uma quantidade de
interfaces de rede em cada máquina semelhante a mesma quantidade de
computadores existentes na rede em malha.

Aula 2 - Topologias de redes de computadores 33 e-Tec Brasil


Exemplo: se tivermos uma rede em malha com seis computadores interligados,
será necessário que cada computador tenha cinco placas de rede.

2.2.5 Árvore
Uma topologia em árvore pode ser caracterizada como uma série de barras
interconectadas. Esta topologia em árvore nada mais é do que a visualização
da interligação de várias redes e sub-redes.

Neste tipo de topologia um concentrador interliga todos os computadores


de uma rede local, enquanto outro concentrador interliga as demais redes,
fazendo com que um conjunto de redes locais (LAN) sejam interligadas e
dispostas no formato de árvore.

Figura 2.5: Exemplo de uma topologia em árvore


Fonte: CTISM

2.2.6 Híbrida
Este tipo de topologia é aplicada em redes maiores que uma LAN. É chamada
de topologia híbrida pois pode ser formada por diferentes tipos de topologia,
ou seja, é formada pela união, por exemplo de uma rede em barramento e
uma rede em estrela, entre outras.

A finalidade de uma topologia do tipo híbrida está no fato de poder aproveitar


o que existe de melhor (custo/benefício) entre os diferentes tipos de topologias,
adaptando-as às necessidades de uma empresa, universidade, ou o ambiente
onde será aplicada (TYSON, 2009).

e-Tec Brasil 34 Redes de Computadores


Figura 2.6: Exemplo de uma topologia híbrida
Fonte: CTISM

A seguir é possível visualizar um quadro de comparações entres as principais


topologias de rede (estrela, anel e barramento):

Quadro 2.1: Principais topologias de rede e suas características


Topologia/
Estrela Anel Barramento
Características
Razoável (melhor
Simplicidade funcional Melhor Razoável
do que o anel)
Inexistente no anel
Roteamento Inexistente unidirecionado, simples Inexistente
nos outros tipos
Custo de conexão Alto Baixo para médio Baixo
Limitado à capacidade
Crescimento incremental Teoricamente infinito Alto
do nó central
Aquelas envolvendo
Aplicação adequada Sem limitação Sem limitação
processamento
Alto
Baixo, todas as
Possibilidade de mais de uma
Desempenho mensagens têm de passar Médio
mensagem ser transmitida ao
pelo nó central
mesmo tempo
A melhor de todas.
Boa, desde que sejam
Confiabilidade Pouca Interface passiva com o
tomados cuidados adicionais
meio
Baixo, podendo chegar
Retardo de transmissão Médio a não mais do que O mais baixo de todos
1 bit por nó
Devido à ligação
Limitação quanto ao meio Nenhuma, ligação Nenhuma, ligação multiponto, sua ligação ao
de transmissão ponto-a-ponto ponto-a-ponto meio de transmissão pode
ser de custo elevado
Fonte: Silva, 2010

Aula 2 - Topologias de redes de computadores 35 e-Tec Brasil


Resumo
Nesta aula, vimos a classificação das redes quanto as topologias (barramento,
anel, estrela, malha, árvore e híbrida) ou seja, a forma com que as redes são
distribuídas. Além disso, foi possível entender as características de cada uma,
além das vantagens e desvantagens que compõe as mesmas.

Atividades de aprendizagem
1. O que é uma rede do tipo malha?

2. O que é uma topologia do tipo híbrida? Como funciona?

3. Cite um ponto positivo e um ponto negativo, quanto às topologias: estrela,


barramento e anel.

e-Tec Brasil 36 Redes de Computadores


Aula 3 – Arquitetura de redes
 de computadores

Objetivos

Especificar o modelo de referência OSI.


OSI
Entender os objetivos e funções de cada camada que compõe o Open System Interconnection
ou Interconexão de Sistemas
modelo OSI. Abertos refere-se a um conjunto
de padrões da ISO (International
Standard Organization) relativo à
Caracterizar a arquitetura TCP/IP. comunicação de dados, utilizado
na comunicação em redes de
computadores.
Especificar as camadas da arquitetura TCP/IP e suas diferenças frente
ao modelo OSI.

3.1 Considerações iniciais


Esta aula tem o objetivo de apresentar a você aluno os conceitos que moti-
varam a criação da arquitetura padrão da internet, a arquitetura TCP/IP. Você
conhecerá o modelo que foi criado, com a finalidade de padronizar a arqui-
tetura de redes de computadores. Nesta aula, daremos atenção especial aos
conceitos envolvidos quanto ao modelo de referência OSI da ISO, para, apenas
posteriormente, discutirmos o padrão de fato da internet, a arquitetura TCP/IP.

3.2 O modelo de referência ISO/OSI


O modelo de referência ISO/OSI não determina uma arquitetura de rede
específica, apenas define um modelo ou padrão que pode ser seguido para a
construção de uma arquitetura de rede. A importância da discussão do modelo
de referência OSI está, principalmente, na forma como os conceitos estão
organizados em camadas com funções bem definidas. Entender o modelo OSI
significa compreender o desafio envolvido na comunicação entre computadores
com visão de diferentes níveis ou camadas de abstrações envolvidas.

O modelo OSI está organizado em sete camadas bem definidas: física, enlace,
rede, transporte, sessão, apresentação e aplicação. Cada camada tem como
objetivo abstrair a complexidade das camadas inferiores, com funções definidas
e formas de usar os recursos da camada imediatamente inferior. Uma camada
fornece à camada superior um serviço através de uma interface simplificada.

Aula 3 - Arquitetura de redes de computadores 37 e-Tec Brasil


A Figura 3.1 representa o modelo ISO/OSI na forma de uma pilha de camadas,
cada qual com uma função distinta e ligadas a uma camada inferior e a uma
camada superior. Nas próximas seções, abordaremos cada uma das camadas,
como forma de entender sua função e seu funcionamento.

Figura 3.1: As sete camadas do modelo de referência ISO/OSI


Fonte: CTISM, adaptado de Comer, 2007, p. 245

3.2.1 Camada física


A camada física fornece as características mecânicas, elétricas, funcionais e
de procedimentos para manter conexões físicas para a transmissão de bits
entre os sistemas ou equipamentos (SOARES, et al., 1995).

A camada física trata apenas de permitir transmissão de bits de dados, na


forma de sinais elétricos, ópticos ou outra forma de onda eletromagnética.
Na camada física não há qualquer controle de erros de transmissão.

Estão incluídos na camada física os meios de transmissão: cabos metálicos


(transmissão de sinais elétricos), cabos ópticos (transmissão de ondas lumi-
nosas), entre outros e os componentes de hardware envolvidos na trans-
missão: interfaces, hub, hardware para transmissão de ondas no espectro
eletromagnético (rede sem-fio), etc. Na camada física são tratadas questões
como taxa de transferência de bits, modo de conexão (simplex, half-duplex,
full-duplex), topologia de rede, etc. Na Figura 3.2 são apresentados os modos
de comunicação simplex, half-duplex e full-duplex, como forma de exemplificar
o funcionamento de cada um.

e-Tec Brasil 38 Redes de Computadores


Figura 3.2: Diferenças entre modo de comunicação: simplex, half-duplex e full-duplex
Fonte: CTISM, adaptado dos autores

3.2.2 Camada de enlace


O objetivo da camada de enlace é detectar e opcionalmente corrigir erros de
transmissão da camada física, assim convertendo um canal de transmissão não
confiável em um canal confiável, para uso pela camada de rede, logo acima.

Para se conseguir um canal de transmissão confiável na camada de enlace,


geralmente são usadas algumas técnicas de identificação ou correção nos
quadros de bits transmitidos, por meio de inclusão de bits redundantes.
A correção ou retransmissão de um quadro, quando detectado um erro, é
opcional e geralmente é deixada para as camadas superiores do modelo.

A camada de enlace também tem a função de prover um mecanismo de


controle de fluxo. Essa função controla o envio de dados pelo transmissor de
modo que o receptor não seja inundado com uma quantidade de dados que
não consiga processar (SOARES, et al., 1995).

3.2.3 Camada de rede


A camada de rede deve fornecer à camada de transporte um meio para transferir
datagramas (também chamados de pacotes dependendo do contexto) pelos
pontos da rede até o seu destino. Os datagramas (ou pacotes) são unidades
básicas de dados, fragmentos de dados das camadas superiores ou aplicações,
com os cabeçalhos necessários para a transmissão. Nessa camada temos o
conceito de encaminhamento (ou roteamento) de datagramas, que trata da
forma como os datagramas devem ser encaminhados (roteados) pelos nós
(roteadores) da rede, de um computador de origem a um computador de destino.

Aula 3 - Arquitetura de redes de computadores 39 e-Tec Brasil


A camada de rede oferece duas classes de serviços: orientados à conexão e
não orientados à conexão. No serviço orientado à conexão primeiramente,
um transmissor e um receptor estabelecem uma conexão. Todos os pacotes
transmitidos posteriormente entre eles são pertencentes àquela conexão
(circuito) e normalmente, seguem o mesmo caminho.

No serviço de datagrama não orientado à conexão, cada datagrama enviado é


independente dos enviados anteriormente, sem estabelecimento de conexão.
Cada datagrama contém em seu cabeçalho a informação do endereço do
transmissor (origem, remetente do pacote) e do receptor (destinatário). Os nós
intermediários (roteadores) se encarregam de selecionar o melhor caminho e
encaminhar (rotear) os datagramas (pacotes) do transmissor (remetente) até
o receptor (destinatário) (SOARES, et al., 1995).

3.2.4 Camada de transporte


Até agora, na camada de rede e inferiores, a transferência ocorre, de fato,
apenas entre os nós (máquinas) próximos na rede. A camada de transporte,
por outro lado, permite que os dados trafeguem em um circuito virtual direto
da origem ao destino, sem preocupar-se com a forma que os pacotes de dados
viajam na camada de rede e inferiores. A camada de transporte, dessa forma,
é responsável pela transferência fim a fim de dados entre processos de uma
máquina de origem e processos de uma máquina de destino.

A transferência de dados, na camada de transporte, ocorre de modo trans-


parente, independente da tecnologia, topologia ou configuração das redes
nas camadas inferiores. É tarefa da camada de transporte cuidar para que
os dados sigam ao seu destino sem erros e na sequência correta, condições
para que se crie a ideia de um caminho fim a fim.

Além da detecção e recuperação de erros e controle da sequência dos dados,


outras funções desta camada são: multiplexação de conexões e controle de
fluxo. A multiplexação permite que vários processos diferentes nas máquinas
de origem e destino troquem dados ao mesmo tempo. Os pacotes de dados
de vários processos de uma máquina de origem são enviados para vários
processos em uma máquina de destino.

Como o meio, usado nas camadas inferiores é compartilhado, os pacotes de


dados precisam ser multiplexados (escalonados, embaralhados, misturados),
de modo que se tem a impressão de que as transferências ocorrem simulta-
neamente, em paralelo. O aluno, neste ponto, pode estar se perguntando

e-Tec Brasil 40 Redes de Computadores


como os pacotes multiplexados dos vários processos encontram os processos
de destino corretos? Para que isso ocorra, a camada de transporte possui
mecanismos para identificar cada pacote ao seu devido fluxo de dados entre
os processos. Uma forma de identificação ou endereçamento de pacotes,
com relação ao processo de origem e destino, será vista quando tratarmos
dos protocolos de transporte da internet.

O controle de erros possui mecanismo para identificar erros de transmissão


(pacotes com dados corrompidos, por exemplo) e prover a recuperação desse
erro, seja por meio da retransmissão do pacote ou outra forma de reconstrução
da informação do pacote. O controle de sequência visa garantir a ordem
correta da informação, independentemente da ordem em que os pacotes de
dados chegaram ao destino.

Outra função importante da camada de transporte é o controle de fluxo.


O destinatário e o emissor dos pacotes podem ter limites diferentes quanto
a quantidade de dados que podem receber ou enviar. Um mecanismo de
controle de fluxo evita que o destino receba mais dados do que tem condi-
ções de receber e processar. Basicamente, o controle de fluxo permite que
a máquina de origem ajuste o seu volume de pacotes enviados de acordo
com a capacidade do destino em receber pacotes naquele momento, seja
aumentando ou diminuindo a vazão do fluxo de pacotes, conforme a reação
observada do destino.

3.2.5 Camada de sessão


A camada de sessão possui mecanismos que permitem estruturar os circuitos
oferecidos pela camada de transporte. As principais funções da camada de
sessão são: gerenciamento de token, controle de diálogo e gerenciamento
de atividades.

O gerenciamento de token é necessário em algumas aplicações, quando a


troca de informações é half-duplex, ao invés de full-duplex. O gerenciamento
de token permite que apenas o proprietário do token possa transmitir dados
naquele momento.

O controle de diálogo usa o conceito de ponto de sincronização. Quando a


conexão para a transferência de dados de uma aplicação é interrompida, por
erro, a transferência pode ser reestabelecida do ponto onde havia parado.

Aula 3 - Arquitetura de redes de computadores 41 e-Tec Brasil


O conceito de atividade permite que as aplicações ou serviços oferecidos aos
usuários coordenem as partes constituintes da transferência de dados. Cada
atividade possui um conjunto de dados que devem ser trocados entre o serviço
na origem e na aplicação de destino. Apenas uma atividade é executada (dados
transmitidos) por vez, porém, uma atividade por ser suspensa, é reordenada
e retomada.

3.2.6 Camada de apresentação


A camada de apresentação cuida da formatação dos dados, transformação,
compressão e criptografia. Não há multiplexação de dados na camada de
apresentação. O propósito desta camada é converter as informações que
são recebidas da camada de aplicação para um formato “entendível” na
transmissão desses dados.

Como exemplo de conversão, estão os caracteres diferentes do padrão usual


ASCII que precisam ser “tratados” ou quando os dados recebidos são cripto-
grafados sobre diferentes formas de criptografia, desta forma também sendo
necessário uma conversão destes dados (SILVA, 2010).

3.2.7 Camada de aplicação


Na camada de aplicação estão os aplicativos, propriamente ditos, dos usuá-
rios ou os serviços dos sistemas. Esta camada cuida da comunicação entre
as aplicações, sendo que cada aplicação possui protocolos específicos de
comunicação.

As aplicações que oferecem recursos aos usuários ou aos sistemas mais conhe-
cidos atualmente são aquelas que oferecem serviços no padrão da internet:
aplicação para navegação; transferência de arquivos; transferência de e-mail,
terminal remoto e outros. A camada de aplicação diz respeito, também, aos
protocolos usados na comunicação de dados entre essas aplicações.

No Quadro 3.1, é feito um resumo comparativo entre as principais funções


das camadas no modelo OSI. As funções aqui tratadas quanto ao modelo OSI,
são consideradas de modo conceitual e separadas uma das outras.

e-Tec Brasil 42 Redes de Computadores


Quadro 3.1: Principais funções das camadas do modelo OSI
Camada Principais funções
Funções específicas para as aplicações dos usuários: transferência de páginas web; transferência
de arquivos pela rede; envio ou recebimento de correio eletrônico; terminal remoto; etc.
Aplicação
Funções especializadas para o sistema: transferência de informações sobre caminhos entre
roteadores; serviço de gerenciamento de equipamentos de rede; serviço de tradução de nomes; etc.
Apresentação Conversão e formatação dos dados.
Sessão Negociação e conexão entre as máquinas envolvidas.
Transporte de dados fim a fim. Fornece um caminho virtual transparente entre um processo em
Transporte
uma máquina da rede com outro processo em alguma outra máquina.
Rede Encaminhamento (roteamento) de pacotes pelas várias redes.
Enlace Detecção e correção de erros do meio de transmissão.
Física Transmissão e recepção dos bits brutos através do meio de transmissão.
Fonte: Tanenbaum, 2003

Na exemplificação (Figura 3.3), como forma de entendimento dos conceitos


das camadas de rede pertencentes ao modelo OSI, é caracterizada a trajetória
de um pacote de rede, realizada na troca de dados entre dois dispositivos.
Isto ajuda a explicar o caminho percorrido por um pacote, passando pelas
camadas estudadas anteriormente. Acompanhe!

Figura 3.3: Caminho dos dados de um computador para o outro em uma representação
do modelo de referência OSI
Fonte: CTISM, adaptado de Tanenbaum, 2003

Aula 3 - Arquitetura de redes de computadores 43 e-Tec Brasil


Na Figura 3.3, traçamos o caminho seguindo pelo tráfego de informações
de um computador hipotético “A” até um computador “B”. A informação
a ser comunicada encontra-se na aplicação do computador “A” que deve
enviá-la à aplicação no computador “B”. Nesse ponto, repare que as únicas
funções de interesse da camada de aplicação é a “conversa” (comunicação)
entre as aplicações nos computadores distintos, como o que enviar e o que
responder. A aplicação em “A” “conversa” apenas com a outra aplicação
em “B”. Para a transferência de fato dos dados, a camada de aplicação usará
os serviços da camada imediatamente inferior, a camada de apresentação.
A camada de apresentação, por sua vez, fará o uso da camada de sessão e
assim sucessivamente até a camada física. A transferência de dados (neste
caso, codificados em bits brutos) ocorre de fato e unicamente na camada
física. Ao longo da descida até a camada física, cada camada encapsulou os
pacotes de dados e adicionou os seus cabeçalhos de controle e endereçamento,
relativo a cada camada.

Quando os pacotes chegam à outra ponta do meio de transmissão da camada


física e assim alcançam o computador “B”, o processo inverso acontece. Cada
pacote é processado conforme as informações de endereçamento e controle
e tem os cabeçalhos da camada removidos e colocados na camada superior.
O processo acontece até que o pacote atinge o processo de destino devido
(aplicação), na camada de aplicação de “B”.

Historicamente, o modelo OSI não se tornou padrão para a internet, embora


muitos protocolos e tecnologias de rede tenham sido desenvolvidos baseados
nele. Embora o RM-OSI não tenha se tornado o padrão dominante para a
ligação de redes e muitos dos protocolos baseados nele tenham sido suplantados
pelo TCP/IP, o estudo do modelo justifica-se pela generalidade dos conceitos
adotados na sua construção (TANENBAUM, 2003).

3.3 A arquitetura TCP/IP


O modelo de referência TCP/IP é mais simplificado que o modelo de referência
OSI, possuindo quatro camadas principais: aplicação, transporte, internet
e interface de rede.

A semelhança entre o modelo de referência OSI e o modelo TCP/IP está no


fato dos dois estarem baseados no conceito de pilha (contendo protocolos
independentes). Como características o modelo TCP/IP possui:

e-Tec Brasil 44 Redes de Computadores


• Quatro camadas – sendo as camadas de rede, transporte e aplicação,
comum tanto ao modelo de referência OSI, como ao modelo TCP/IP.

• Adaptativo – sua criação baseou-se na adaptação para protocolos exis-


tentes, enquanto que o modelo de referência OSI (criado antes dos pro-
tocolos) apresenta-se como mais genérico e flexível.

Na Figura 3.4, é possível visualizar a diferença de camadas entre o modelo


OSI tradicional e o modelo TCP/IP, que na verdade abstrai algumas camadas
existentes no modelo OSI. Ao lado das camadas é possível observar também os
principais protocolos que trabalham em camadas específicas. Esta associação
modelo/camadas/protocolos, ajuda no entendimento de como funciona uma
rede de computadores no todo.

Figura 3.4: Comparativo entre as camadas do modelo OSI com a arquitetura TCP/IP
Fonte: CTISM, adaptado de Scrimger, 2001

3.3.1 Camada de interface de rede


Esta camada tem como objetivo principal conectar um dispositivo de rede
(computador, notebook, etc.) a uma rede, utilizando para isso um protocolo.
Nesta camada, a exemplo de como ocorre na camada física do modelo OSI, é
tratada a informação em mais baixo nível (bits que trafegam pela rede) entre
as diferentes tecnologias para este fim: cabo de par trançado, fibra óptica,
etc. (SCRIMGER, 2001).

3.3.2 Camada de internet


Esta camada tem o objetivo de permitir aos dispositivos de rede enviar pacotes
e garantir que estes pacotes cheguem até seu destino. Cabe a camada de

Aula 3 - Arquitetura de redes de computadores 45 e-Tec Brasil


internet especificar o formato do pacote, bem como, o protocolo utilizado,
neste caso o protocolo IP (Internet Protocol).

Semelhante a camada de rede do modelo de referência OSI, cabe a camada de


internet realizar a entrega dos pacotes IP no destino e realizar o roteamento
dos pacotes.

3.3.3 Camada de transporte


A camada de transporte do modelo TCP/IP possui a mesma função da camada
de transporte do modelo de referência OSI, ou seja, garantir a comunicação
entre os dispositivos de origem e destino do pacote. Fazem parte desta camada
dois protocolos bastante populares nas redes de computadores: o protocolo
TCP (Transmission Control Protocol) e o UDP (User Datagram Protocol).

• Protocolo TCP – considerado um protocolo confiável (devido a quanti-


dade de verificações, confirmações e demais procedimentos realizados), o
protocolo TCP garante a entrega dos pacotes aos computadores presen-
tes na rede. O fluxo dos pacotes de rede passa desta camada (depois de
fragmentados) para a camada de internet (para onde são encaminhados).
No computador destino é feita a verificação e montagem de cada um dos
pacotes, para então ser efetivado o recebimento dos mesmos.

• Protocolo UDP – protocolo sem confirmação (UDP) é comumente utili-


zado na transferência de dados, porém, não realiza nenhuma operação de
confirmação e verificação de pacotes na estação destino (procedimento
realizado pela própria aplicação). Apesar de ser classificado como um
protocolo não-confiável, o UDP é mais rápido que o TCP (justamente por
ter um mecanismo de funcionamento mais simplificado), sendo utilizado
em requisições que não necessitam de confirmação, como é o caso de
consultas DNS.

3.3.4 Camada de aplicação


Esta camada tem por objetivo realizar a comunicação entre os aplicativos e os
protocolos de transporte, responsáveis por dar encaminhamento a estes pacotes.

Os protocolos da camada de transporte são usualmente conhecidos e desem-


penham diferentes funções, conforme exemplos a seguir:

• Protocolo SMTP – responsável pela comunicação junto ao servidor de


e-mails, para entrega destes, ao programa cliente que recebe as mensagens.

e-Tec Brasil 46 Redes de Computadores


• Protocolo HTTP – acionado cada vez que um usuário abre um browser
(navegador) e digita um endereço de um site da internet.

• Protocolo FTP – utilizado cada vez que um usuário acessa um endereço


de FTP, para fazer download ou upload de arquivos (KUROSE, 2010).

Além dos exemplos de protocolos de aplicação citados acima, existem diver-


sos outros que realizam procedimentos importantes para nossas principais
atividades do dia-a-dia, como é o caso dos protocolos de aplicação: DNS,
SSH, POP3, entre outros que serão descritos com maior riqueza de detalhes
na próxima aula.

Resumo
Nesta aula, podemos conhecer em detalhes como uma rede funciona através
de sua parte lógica, ou seja, as camadas de rede. Para isso, foi apresentado o
modelo de referência OSI e a arquitetura de rede TCP/IP. Foram apresentadas
as camadas de cada modelo, suas características e função que possuem na
comunicação de dados em uma rede.

Atividades de aprendizagem
1. Quais são as sete camadas do modelo OSI?

2. Das camadas citadas na resposta da questão 1, qual a principal função


de cada uma?

3. Quais as diferenças entre os modos de comunicação: simplex, half-duplex


e full-duplex?

4. Quais são as camadas do modelo TCP/IP?

5. Qual camada você achou mais importante no modelo OSI e no modelo


TCP/IP? Por quê?

Aula 3 - Arquitetura de redes de computadores 47 e-Tec Brasil

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